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Evolução da Inseminação Artificial em Bovinos

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS

ESCOLA DE CIÊNCIAS MÉDICAS E DA VIDA


CURSO DE ZOOTECNIA

EVOLUÇÃO DOS PROTOCOLOS DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL


EM TEMPO FIXO EM BOVINOS DE CORTE

Nome do Acadêmico: Guilherme de Souza Couto Alves


Nome da Orientadora: Profa. Esp. Valéria Cristina de Carvalho Zampronha

Goiânia-Goiás
2023
ii

GUILHERME DE SOUZA COUTO ALVES

EVOLUÇÃO DOS PROTOCOLOS DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM


TEMPO FIXO EM BOVINOS DE CORTE

Trabalho de Conclusão do Curso apresen-


tado como requisito parcial para obtenção do
grau de Bacharel em Zootecnia, junto à Es-
cola de Ciências Médicas e da Vida, da Pon-
tifícia Universidade Católica de Goiás.

Nome da Orientadora: Profa. Esp. Valéria Cristina de Carvalho Zampronha

Goiânia-Goiás
2023
iii

GUILHERME DE SOUZA COUTO ALVES

EVOLUÇÃO DOS PROTOCOLOS DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM


TEMPO FIXO EM BOVINOS DE CORTE

Trabalho de Conclusão do Curso apresentado à banca avaliadora em 13/12/2023


para conclusão da disciplina de TCC, no curso de Zootecnia, junto à Escola de Ciên-
cias Médicas e da Vida da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, sendo parte
integrante para o título de Bacharel em Zootecnia.
iv

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS V

RESUMO VII

LISTA DE SIGLAS VI

1.INTRODUÇÃO 8

2. REVISÃO DE LITERATURA 9

2.1Histórico e Evolução da IATF 9

2.2 como avaliar o escore corporal e melhorar a fertilidade de vacas de cria 12

2.3 Eficiência reprodutiva e os índices reprodutivos 14

2.4 Mercado da IATF no Brasil 15

2.5 Impacto Econômico da IATF no Brasil 16

2.6 Controle de Ciclo Estral em Novilhas 17

2.7 Fisiopatologia da Ovulação em Fêmeas Bovinas. 19

2.8 Abordagens para Controle do Ciclo em Vacas com Cria 20

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 22

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 23
v

LISTA DE FIGURAS

Figura1 - Técnico em inseminação artificial realizando o procedimento 10

Figura 2 - Variacao de qualidade nutricional de pastagens durante


o ano de 2012 13

Figura 3 – Exemplos de escore corporal. Escala de 1 a 5 14

Figura 4 – Número de inseminações efetuadas entre 2002 e 2022 16

Figura 5 – Número de profissionais que prestam serviços de IATF no Brasil 17


vi

LISTAS DE SIGLAS

CL Corpo Lúteo

FSH Hormônio Folículo Estimulante

GNRH Hormônio liberador de Gonadotrofina

IA Inseminação Artificial

IATF Inseminação Artificial em Tempo Fixo

LH Hormônio Luteinizante

F2/PGF Progesterona

P4 Prostaglandina

D0 Início do Protocolo

BE Benzoato de Estradiol
vii

RESUMO

Inseminação Artificial (I.A.), técnica que consiste na transferência do sêmen de um


macho em uma fêmea receptiva, sem acasalamento, teve seu início no século XIV
com os povos árabes. Posteriormente foi comprovada cientificamente, em 1784,pelo
monge Lázaro Spallanzani, que utilizou como modelo cães. Este experimento pioneiro
marcou o início da I.A. como ferramenta para reprodução animal. Hoje sabe-se que o
desafio da eficiência da I.A. na reprodução animal está na sincronização do estro e
ovulação das fêmeas, com protocolos sendo desenvolvidos e aprimorados, permitindo
controle do desenvolvimento folicular e da ovulação cada vez melhor, possibilitando a
realização da I.A. em datas pré-determinadas. Para manter a produtividade, é
essencial investir na seleção e melhoria genética dos animais. A Inseminação Artificial
em Tempo Fixo (IATF) é uma ferramenta crucial, pois permite a inseminação em um
dia pré-determinado, com cios sincronizados. Diante dessas considerações, esta
revisão tem como objetivo abordar a evolução dos protocolos hormonais de IATF e
discutir alternativas atuais para aumentar a fertilidade do rebanho, contribuindo para
a excelência contínua da pecuária brasileira no cenário global.

Palavras chaves: Sincronização, Produção, Genética


8

INTRODUÇÃO

A técnica de Inseminação Artificial (I.A.) consiste em introduzir o sêmen


coletado de um macho em uma fêmea receptiva, sem a necessidade de acasalamento
(FERNANDES,2019). Essa técnica já era praticada por árabes no século XIV com
cavalos, mas só foi comprovada cientificamente em 1784, pelo monge italiano Lázaro
Spallanzani. Ele realizou um experimento com cães, coletando o sêmen de um macho
por estimulação mecânica e inseminando uma cadela no cio, que deu à luz três filhotes
após dois meses. Esse experimento marcou o início da inseminação artificial como
ferramenta para a reprodução animal (ASBIA, 2010; P. 06; SILVA. et al., 2003,
DUTTA,2020).

A pecuária brasileira se destaca no cenário mundial pela sua capacidade de


produzir carne e leite de qualidade, aproveitando as condições climáticas favoráveis
e a diversidade de forrageiras (VILELA, 2016). Para manter esse nível de
produtividade, é essencial investir na seleção e na melhoria genética dos animais. Um
dos desafios da reprodução animal é a eficiência da inseminação artificial (IA). Para
superar esse obstáculo, foram criados protocolos de inseminação artificial em tempo
fixo (IATF), que permitem o manejo do desenvolvimento folicular e da ovulação e
possibilitam a realização da IA em datas pré-estabelecidas, sem a necessidade de
observação de estro e com altas taxas de gestação (DUTTA, 2020 e PERUCCHI et
al., 2021).

Baseando se nestas observações, o presente Trabalho de Conclusão de Curso


teve como objetivo descrever e revisar sobre evolução dos protocolos de inseminação
artificial em tempo fixo em bovinos de corte.
9

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. Histórico e evolução da IATF

A reprodução animal é um fator essencial para o sucesso da pecuária, pois


influencia diretamente a produtividade e a rentabilidade do setor. Para melhorar o
desempenho reprodutivo dos animais, existem diversas biotecnologias que podem ser
utilizadas, como a inseminação artificial (IA) e a inseminação artificial em tempo fixo
(IATF). (FERRAZ et al., 2008).
A IA é um método de biotecnologia reprodutiva que permite o aprimoramento
da reprodução e genética dos animais domésticos. É uma técnica excepcional, pois
permite que poucos reprodutores de alta qualidade gerem sêmen suficiente para
fecundar diversas fêmeas por ano (FOOTE, 2002; HAFEZ, 2004). Para otimizar o uso
da IA, foram criados métodos de sincronização que possibilitam a inseminação das
fêmeas selecionadas em um momento estabelecido, originando a IATF propriamente
dita (MARTINS et al., 2009; BRIDGES et al., 2008).
A figura 1 mostra como é realizada a inseminação artificial com o animal
contido no tronco ou Bret. A partir do século XX, a técnica de IA expandiu-se para
diversas espécies animais, graças aos avanços na conservação e manipulação do
sêmen. É uma biotecnica que oferece diversas vantagens para a produção animal,
como o melhoramento genético, o controle sanitário e a redução de custos
(CONSENTINI,2020).
No Brasil teve início em 1938, com a criação do primeiro centro oficial de
pesquisa sobre essa técnica na espécie bovina, situado na Mesorregião Metropolitana
do Vale do Paraíba e Litoral Norte, no município de Pindamonhangaba – São Paulo.
Em 1946, iniciaram-se os programas de aplicação de IA em bovinos, com a
implantação de postos em diferentes estados do país (RCHENBACH et al., 2014),
mas também é difundida em diversos países, como Dinamarca, Suécia,
Tchecoslováquia e Estados Unidos, que aplicam em 100%, 90%, 85% e 75% dos seus
rebanhos, respectivamente. No Brasil, a técnica só ganhou força a partir de 1970 com
o surgimento das primeiras empresas especializadas no setor, estimando-se que
10

somente cerca de 7% das fêmeas em idade reprodutiva sejam inseminadas


(BATISTA, 2008; CONSENTINI,2020).

Figura 1: Técnico em inseminação realizando o procedimento


Fonte: Vladimirs Poplavskis ("fair use"), Cursos CPT gado de corte (2011)

Esse procedimento agrega benefícios para os rebanhos bovinos de corte, mas


também exige cuidados com a detecção do estro das fêmeas, fator crítico para o
sucesso da técnica. As fêmeas zebuínas, que são a maioria no Brasil, têm um estro
muito breve de cerca de 10 horas, muitas vezes manifestado no período noturno, o
que dificulta sua detecção (Azevêdo,2014).
Métodos eficientes de detecção do estro, como o uso de rufiões, marcadores
ou dispositivos eletrônicos, aumentam a eficiência reprodutiva dos rebanhos
(PINHEIRO et al., 1998; MOREIRA e FERNANDES, 1998). Com estas informações,
juntamente com os progressos recentes sobre a fisiologia do ciclo estral, foram
desenvolvidos protocolos de indução da ovulação e de sincronização do estro, que
permitem estabelecer um momento ótimo para a inseminação dos animais.
(MACHADO et al., 2007).
Uma das limitações da reprodução animal é a dificuldade de sincronizar o ciclo
estral das fêmeas para facilitar a inseminação artificial em tempo fixo. Essa técnica
11

reduz os custos e o trabalho envolvidos na detecção de cio e aumenta as chances de


concepção (PURSLEY, 1995). Um protocolo eficaz para sincronizar o estro em vacas
leiteiras em lactação é chamado "Ovsynch". Esse protocolo, em tempo fixo ainda em
uso, consiste em duas aplicações de hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH),
com intervalo de uma dose de prostaglandina F2 α (PGF2α), para induzir a luteólise e
ovulação. A IA, neste caso, é realizada entre 12 e 18 horas após a segunda aplicação
de GnRH (PURSLEY et al., 1995; MACHADO et al., 2007).
Mesmo sendo um procedimento para melhoria da eficiência reprodutiva de
bovinos, com uso de protocolos hormonais que permitem controlar o ciclo estral e a
ovulação, nem todos os protocolos são adequados para todas as situações. Por
exemplo, o protocolo Ovsynch não é eficaz em vacas que não apresentam atividade
ovariana e também não é indicado para novilhas, pois resulta em baixa taxa de
concepção (apenas 14,9%) nessas categorias (BARRETO, 2020).
Em contrapartida, em vacas que estão ciclando normalmente, o protocolo
Ovsynch tem mostrado taxas de concepção semelhantes entre Bos indicus e Bos
taurus (42 a 48%). Com o avanço da pesquisa foram desenvolvidos outros protocolos
baseados na utilização de progesterona ou progestágenos, que possibilitam
sincronizar o estro e a ovulação de novilhas e vacas, tanto cíclicas quanto
anovulatórias, e realizar uma inseminação em momento pré-determinado (MACHADO
et al., 2007).
Uma outra técnica utilizada é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)
que sincroniza o ciclo estral e a ovulação das vacas usando hormônios artificiais,
permitindo a inseminação de maior número de fêmeas em um momento
predeterminado, sem depender da detecção do cio. A IATF oferece ao produtor
controle na reprodução, redução do intervalo entre partos, programação da estação
de monta e o nascimento dos bezerros, aumentando a produção de novilhas para
reposição e otimizando a mão de obra. Além disso, facilita a introdução de genética
superior no rebanho, melhorando o desempenho produtivo e econômico da atividade
pecuária (CASTILHO, 2015).
O mercado de sêmen bovino no Brasil cresceu significativamente nos últimos
anos, alcançando um volume de vendas de 8,2 milhões de doses em 2008 (BALERO
et al, 2023). Esse aumento se deve à maior oferta de sêmen nacional, produzido por
centrais especializadas, e à maior demanda por sêmen importado, proveniente de
diferentes raças e países. O sêmen bovino é um importante instrumento para o
12

melhoramento genético do rebanho brasileiro, que busca maior produtividade e


qualidade (COELHO et al, 2023).
Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), em
2015 foram inseminadas 10,5 milhões de vacas no país, sendo que 8,5 milhões eram
de corte e apenas 2,3 milhões de leite. A maior parte das inseminações (91%) foi
realizada por meio da IATF, uma técnica que dispensa a detecção de cio e permite
sincronizar a ovulação das fêmeas. A IATF vem ganhando espaço no mercado de
reprodução bovina, representando 77% das inseminações em 2015 (BARUSELLI,
2016).
A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) gerou um impacto econômico
positivo na pecuária de corte, movimentando cerca de R$ 567 milhões e gerando
benefícios de R$ 2,6 bilhões para o setor (ASBIA, 2023). Esses benefícios incluem o
aumento na produção e qualidade dos bezerros, a redução do intervalo entre partos
e o ganho de peso na desmama e no abate, além da introdução de melhoramento
genético por meio do sêmen bovino (PFEIFER, 2021).

2.2.Como avaliar o escore corporal e melhorar a fertilidade de vacas de cria

A qualidade e a segurança da carne bovina dependem da escolha dos


melhores animais para reprodução e do manejo adequado dos bezerros, visando
obter uma carne que atenda às preferências do consumidor em termos de maciez,
suculência, cor, sabor e outros atributos.
Além disso, a produção de bezerros de corte afeta o comportamento do
mercado pecuário, que oscila conforme a oferta e a demanda de gado para abate.
Portanto, vamos abordar a produção de bezerros e como a nutrição das vacas
interfere na qualidade e na quantidade final desses animais (GUIMARÃES, 2018).
Conforme citado por MARTINS (2021), a maior parte do território brasileiro está
localizada na zona intertropical, o que faz com que as estações do ano sejam definidas
principalmente pela variação da precipitação, sendo mais seca (outono/inverno) e
mais úmida (primavera/verão). Essa variação afeta a qualidade da forragem que os
animais podem consumir, pois o valor nutritivo diminui nos meses de outono e inverno,
exigindo que os animais recebam suplementos proteicos e/ou proteicos-energéticos
nesse período, para compensar as deficiências da pastagem.
13

Figura 2: Variacao de qualidade nutricional de pastagens durante o ano de 2012


UA/há = Unidade animal por hectare / GMD/cab = Ganho médio

diário/cabeça.
Fonte: Embrapa 2012

Uma forma de aumentar a produtividade das matrizes de corte em pastagens


tropicais é sincronizar a estação de monta com o período chuvoso, que vai de
setembro a dezembro. Assim, as matrizes têm maior chance de emprenhar até
meados de novembro e parir bezerros entre julho e agosto do ano seguinte. Esses
bezerros nascem em uma época mais favorável do ponto de vista sanitário e alcançam
um maior peso na desmama, em abril ou maio. Além disso, com uma suplementação
estratégica adequada na fase de recria, é possível diminuir o tempo necessário para
o abate e oferecer ao mercado animais jovens e com carne de alta qualidade
(SANTOS, 2009).
Uma forma de garantir que as fêmeas estejam aptas para a reprodução no
começo da época de acasalamento é cuidar da sua saúde. Um método para verificar
a saúde das matrizes é o escore da condição corporal, que atribui uma nota de 1 a 5
para as fêmeas, sendo 1 muito magra e 5 muito gorda. Se mantivermos uma condição
média do rebanho de 3,5, teremos bons resultados reprodutivos. Para medir a
condição corporal, devemos analisar o acúmulo de gordura em áreas específicas do
corpo da fêmea que são: - Na região do lombo, cobrindo a espinha dorsal; - Nas
últimas costelas e na caixa torácica; - Na base da cauda (EMBRAPA, 2012).
14

Figura 3: Exemplos de escore corporal. Escala de 1 a 5

Fonte: Imagem obtida a partir de publicação da empresa PREMIX/2023

Uma forma de avaliar a condição nutricional das matrizes é através do escore


corporal, que é uma medida subjetiva da quantidade de gordura e músculo que elas
possuem. O escore corporal influencia diretamente na fertilidade e na produtividade
das matrizes, pois está relacionado com a atividade hormonal e o metabolismo
energético. As áreas que devem ser observadas para determinar o escore corporal
são a garupa, o lombo e as costelas (Franco, 2016).
Uma matriz com um escore corporal adequado deve ter essas áreas bem
preenchidas, sem excesso ou falta de gordura. Isso indica que ela está apta para
manifestar o cio e conceber uma prenhez de qualidade. Portanto, é importante
monitorar o escore corporal das matrizes ao longo do ano e fornecer uma alimentação
balanceada que atenda às suas necessidades nutricionais (DE CASTRO, 2018).
15

2.3. Eficiência reprodutiva e os índices reprodutivos

A pecuária de corte enfrenta desafios cada vez maiores para se manter


competitiva e rentável no mercado. Para isso, é preciso planejar, controlar e gerir a
produção e o negócio de forma eficiente e sustentável (ARAÚJO et al., 2012). Nesse
contexto, as tecnologias reprodutivas são ferramentas importantes para aumentar a
eficiência reprodutiva dos rebanhos, seja selecionando animais férteis ou melhorando
a taxa de concepção no início da estação reprodutiva, impactando no desempenho
reprodutivo e na longevidade das fêmeas (TORRES-JÚNIOR et al., 2009; SUMMERS,
2019).
Antes de adotar qualquer tecnologia, é preciso conhecer as condições do
sistema de produção para depois, fazer uma avaliação da situação e elaboração de
estratégias de ação eficazes (TORRES-JÚNIOR et al., 2009; ARAÚJO et al., 2012). É
importante medir o grau de eficiência do manejo das fases de produção por meio dos
índices zootécnicos, no caso da nossa discussão, principalmente dos índices
reprodutivos, que irão refletir a performance reprodutiva do rebanho sob um
determinado conjunto de condições ambientais e de manejo (CAMPOS et al., 2013).
Dentre as características que influenciam a eficiência reprodutiva dos bovinos
de corte, podemos citar, entre outros índices zootécnicos: a idade ao primeiro parto,
intervalo entre partos (PEROTTO et al., 2006; MIRANDA et al., 2010), período de
serviço, taxa de concepção, taxa de prenhez, taxa de natalidade, taxa de desmama e
taxa de mortalidade (CAMPOS et al., 2013).

2.4. Mercado da IATF no Brasil

O mercado de IATF no Brasil cresceu significativamente em 2021, alcançando


um total de 26.480.025 protocolos comercializados, contra 21.255.375 no ano anterior.
Esse aumento de 24,6% reflete a adesão dos produtores a essa tecnologia, que
representa 93,3% das inseminações realizadas no país, conforme demonstrado na
figura 4, elaborada por PORTO (2022). Em seu artigo , PORTO demonstra o número
de inseminações artificiais efetuadas, número de IATF realizadas e proporção de IATF
em relação ao número de inseminações efetuadas no Brasil em 2002 em bovinos.
Foram realizadas por IATF e 6,7% por detecção de cio, reforçando que a IATF oferece
16

diversas vantagens para a pecuária, como maior eficiência reprodutiva, melhor


controle sanitário e genético, e maior rentabilidade (BARUSELLI, 2022).
Assim, a técnica se torna cada vez mais popular e competitiva no mercado
brasileiro por oferecer o método que mais favorece o pecuarista em termos de
rentabilidade e de desempenho animal (DINIZ, 2023).

Figura 4: Número de inseminações efetuadas entre 2002 e 2022

Número de inseminações artificiais efetuadas (IA; número de doses de sêmen comercializado


levando em consideração o Index ASBIA de 2002 a 2021, corrigido para 100%do mercado), número
de IATF realizadas (informações disponibilizadas pela indústria de produtos farmacêuticos veterinários)
e proporção de IATF em relação ao número de inseminações efetuadas no Brasil em 2002.
Fonte: VRA/USP,(PORTO 2022)

2.5. Impacto econômico da IATF no Brasil

A IATF foi uma estratégia de sucesso para a cadeia produtiva em 2021. O setor
contou com o trabalho de 7.566 profissionais especializados em reprodução animal
(gráfico 2) que atenderam as fazendas (com uma média de 3.500 IATF por
especialista). Estima-se que a IATF gerou um faturamento de R$ 1,7 bilhões no Brasil.
Desse valor, 32% (R$529,6 milhões) corresponde ao serviço dos profissionais da
área, considerando um custo de R$20 por animal sincronizado. As empresas de
sêmen e fármacos ficaram com 68% (R$1,1 bilhões) do valor total, considerando um
17

total de 26,5 milhões de IATF realizadas no ano com um custo médio de R$23 para
fármacos de sincronização e R$20 para dose de sêmen (BARBOSA, 2021).

Figura 5: Número de profissionais que prestam serviços de IATF no Brasil

Fonte: VRA/USP,(PORTO 2022)

Dessa forma, é evidente o aspecto econômico da técnica de IATF no Brasil,


sendo a técnica mais lucrativa e ao mesmo tempo viável. Com o progresso da técnica,
o mercado de prestadores de serviços de reprodução animal tem exigido profissionais
mais qualificados (BARUSELLI, 2022).

2.6. Controle do ciclo estral em novilhas

A puberdade é o período em que ocorrem mudanças fisiológicas e hormonais


que levam à capacidade reprodutiva dos animais. Nesse processo, as fêmeas bovinas
apresentam o primeiro cio, que é acompanhado pela liberação de um óvulo e a
formação de uma estrutura chamada corpo lúteo, que produz progesterona (P4), e é
essencial para a manutenção da gestação até que o embrião seja reconhecido pela
mãe, por volta do 16º ou 17º dia do ciclo estral. As raças taurinas são mais precoces
do que as zebuínas e podem iniciar a puberdade entre 6 e 12 meses de idade,
18

enquanto as últimas demoram entre 18 e 24 meses (LASTER et al., 1976;


NOGUEIRA, 2004).
Uma forma de induzir a puberdade em novilhas é usar P4 artificial, que pode
ser aplicada na vagina (DIV) ou por injeção (P4i) de longa duração (LA), antes de
iniciar um protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Isso diminui a
influência do estrógeno, que é produzido pelos folículos nos ovários sobre o
hipotálamo, que é a parte do cérebro que controla o ciclo reprodutivo (LIMA et al.,
2020; KASIMANICKAM et al., 2020).
O uso de P4 para induzir em novilhas zebuínas tem sido demonstrado por
vários estudos (LIMA et al., 2020; KASIMANICKAM et al., 2020). Segundo esses
pesquisadores, novilhas Angus (n = 462), de 14 a 16 meses, receberam P4i LA (175
mg i.m.) 48 e 24 dias (grupo 2P4i) ou somente 24 dias (grupo 1P4i) antes do início do
protocolo de IATF (D0: DIV P4+BE; D8: eCG, PGF, CE; D10: GnRH nas fêmeas sem
cio), enquanto o grupo controle não foi tratado com P4i. Os resultados mostraram que
não houve diferença entre os grupos em relação ao escore de trato reprodutivo, taxa
de ovulação, concentração sérica de P4 (7 e 14 dias pós IATF) e taxa de prenhez
(Controle = 49%; 2P4i = 46%; 1P4i=46%).
Em outro experimento, realizado por GULARTE (2022), com novilhas Brangus
(n = 51), de 12 a 14 meses, utilizando o mesmo desenho experimental, mas sem
aplicação de eCG no D8 do protocolo de IATF (D0: DIV P4+BE; D8: PGF+CE),
também não se observou efeito do tratamento com P4i sobre a taxa de ovulação após
o protocolo de IATF, sendo registrados 56,2%, 61,1% e 58,8% de ovulação nos grupos
controle, 2P4i e 1P4i, respectivamente
Os resultados obtidos nesses trabalhos sugerem que o tratamento com P4i não
melhorou a taxa de prenhez de novilhas Angus, provavelmente porque essas fêmeas
apresentavam precocidade reprodutiva e ganho de peso médio diário (GMD;
aproximadamente 0,7 kg/dia) adequados durante o período experimental. Assim,
concluíram que, em novilhas taurinas com bom GMD, o protocolo convencional de
IATF baseado em E2-P4 com uso de eCG é suficiente para obter boas taxas de
prenhez. Por outro lado, o tratamento com P4i em novilhas Brangus com peso médio
de 302,1 kg no dia da IATF e baixo GMD (0,114 kg/dia) nos 60 dias que antecederam
a IATF não aumentou a taxa de ovulação, possivelmente porque essas fêmeas tinham
14 a 16 meses e não atingiram um GMD satisfatório. Além disso, a ausência de eCG
19

pode ter influenciado negativamente a taxa de ovulação observada (LIMA et al., 2020;
KASIMANICKAM et al., 2020; GULARTE, 2022).
PFEIFER e colaboradores (2012) avaliaram os efeitos de diferentes
tratamentos hormonais na eficiência da IATF em novilhas cíclicas, baseado no
diâmetro do folículo ovulatório a sua influência no tamanho e a função do CL, que por
sua vez também afetará a produção de P4 e a viabilidade da gestação. Além disso,
estes pesquisadores também observaram que os CL de 7 dias com maior perfusão
sanguínea (escores 2 e 3) eram mais volumosos e que a concentração de P4 era
superior a 2,39 ng/ml quando o escore de perfusão era ≥ 1, o que justifica a
continuidade do estudo com o propósito de testar novas estratégias que favoreçam o
crescimento folicular e aumentem as taxas de prenhez na IATF de novilhas taurinas.
(VELHO et al., 2022).

2.7. Fisiopatologia da ovulação em fêmeas bovinas

Sabe-se que a PGF é produzida em resposta ao pico de LH pré-ovulatório e


que sua concentração no fluído folicular aumenta drasticamente cerca de 6 h antes
da ovulação. Também é conhecido que os receptores de PGF são mais abundantes
no folículo dominante do que nos subordinados, e que sua expressão é estimulada
junto com as enzimas envolvidas na ovulação (MORAES ET AL., 2021).
Por isso, essa molécula tem sido investigada como um possível indutor de
ovulação. No entanto, no estudo de CASTRO e colaboradores (2021), foi verificado
que a administração de PGF por via intramuscular não induziu a ovulação quando
combinada com protocolos de sincronização de estro com alto ou baixo nível de P4.
Além disso, a maior vascularização do folículo dominante sugere seu efeito local. De
forma semelhante, no estudo de MORAES e colaboradores (2021), não foi encontrado
efeitos na ovulação e, em vacas tratadas com flunixinmeglumine (um anti-inflamatório
que inibe a síntese de PGF), o tratamento com dinoprost (um análogo de PGF)
resultou em diminuição na vascularização folicular e na concentração de PGF no
fluído folicular.
Um estudo recente de MORAES e colaboradores (2021), avaliaram o papel da
PGF na ovulação de bovinos, aplicando-a por via intrafolicular ou intramuscular. Os
resultados mostraram que a PGF não teve efeito sobre o tamanho do folículo pré-
ovulatório nem sobre o intervalo entre o tratamento e a ovulação, comparado ao grupo
20

controle que recebeu solução salina. Além disso, CASTRO e colaboradores (2021),
observaram que a PGF não provocou um aumento de LH nem alterou os níveis de
estradiol e P4, não causando luteinização folicular. Portanto, puderam afirmar que a
PGF sozinha não é suficiente para induzir a ovulação, mesmo sendo produzida
localmente antes da ruptura folicular.
O processo de crescimento folicular e de ovulação é multifatorial, sendo
dependente de fatores endócrinos, parácrinos e autócrinos, que atuam em diferentes
níveis do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Esses fatores regulam a proliferação,
diferenciação e função das células foliculares, bem como a maturação e liberação do
oócito. A compreensão dos mecanismos envolvidos nesse processo é fundamental
para o diagnóstico e tratamento de distúrbios da fertilidade feminina. (CANO et al.,
2010).
A produção de corpos cetônicos, como o β-hidroxibutirato (BHB), é uma
consequência do estresse metabólico causado pelo balanço energético negativo, que
pode comprometer a recuperação da fertilidade após o parto (RUTHERFORD et al.,
2016). O BHB tem um efeito negativo sobre o crescimento folicular e a administração
intrafolicular de BHB não alterou a concentração de estradiol nem de P4 e nem a
expressão de genes envolvidos na ovulação. MISSIO et al., (2022).sugeriram que o
BHB metabolizado pelas células da granulosa, restaurou sua funcionalidade sem
afetar a ovulação. Esse resultado indica que o BHB pode ter um efeito diferente
dependendo do estado metabólico dos animais.

2.8. Abordagens para o controle do ciclo em vacas com cria

Um dos métodos mais utilizados para controlar o ciclo reprodutivo das vacas e
aumentar a eficiência da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) é o uso de
hormônios que atuam sobre o eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Entre as opções de
combinação de estradiol e progesterona (P4) disponíveis, os dispositivos intravaginais
(DIV) são os mais populares, pois permitem sincronizar a emergência folicular e a
ovulação com a liberação de progesterona (P4) de forma contínua. Além disso, é
necessário aplicar uma dose de prostaglandina F2 alfa (PGF2α) para induzir a
regressão do corpo lúteo, induzindo a luteólise, e facilitar a ovulação do folículo
dominante (PEREIRA, 2022). Esses dispositivos são inseridos na vagina das vacas
21

por um período de 7 a 10 dias, dependendo do protocolo. A PGF2α pode ser aplicada


no início, no meio ou no final do tratamento com o DIV (SILVA, 2021).
Além disso, em vacas com cria geralmente se administra a eCG no momento
da remoção do DIV para estimular o crescimento folicular final e aumentar as chances
de ovulação e concepção. Por fim, nesses protocolos se adicionam indutores de
ovulação, principalmente cipionato de estradiol (CE) ou benzoato de estradiol (BE),
opções de menor custo se comparados com análogos do hormônio liberador de
gonadotrofinas (GnRH) (SILVA, 2021).
Um artigo recente de BARBOSA e colaboradores (2022) comparou o efeito de
dois protocolos de IATF em vacas nelore pós-parto, usando CE e GnRH em diferentes
momentos. Os resultados mostraram que o protocolo CE+GnRH (CE na retirada do
implante e GnRH 34 h depois, com IATF às 48 h após CE) aumentou a sincronia da
ovulação e a taxa de prenhez em relação ao protocolo CE (63.0% vs. 50.4%,
respectivamente).
Por outro lado, em vacas taurinas e sintéticas, não houve diferença entre os
protocolos na síntese de P4 pelo CL e na taxa de concepção (n = 430; CE = 51,6%;
CE+GnRH = 54,1%) (VELHO et al., 2023 – dados não publicados). Além disso, em
vacas taurinas pós-parto tratadas com CE na retirada do implante, verificou-se que a
aplicação de GnRH no momento da IATF (48 h após CE) foi benéfica somente nas
vacas que não apresentaram estro (grupo GnRH seletivo), em comparação com a
aplicação de GnRH em todas as vacas, independentemente do estro (grupo GnRH
geral) (BARBOSA, 2022).
Neste estudo, concluiu-se que o uso seletivo de GnRH apenas nas vacas sem
estro é mais vantajoso, pois reduz o custo do hormônio e mantém a taxa de concepção
similar (n = 454; GnRH seletivo = 56,3%; GnRH geral = 53,4%), demonstrando que a
substituição do BE por GnRH é uma alternativa eficaz para sincronizar o estro em
vacas destinadas à IATF.
MADUREIRA e colaboradores (2020) compararam o uso de BE ou GnRH no
D0 e a aplicação ou não de GnRH na IATF em vacas Bos indicus. Eles observaram
que o GnRH no D0 aumentou a manifestação de estro, mas não afetou a ovulação. O
GnRH na IATF melhorou a prenhez apenas nas vacas que não manifestaram estro e
receberam BE/P4 no D0. Já em vacas Bos taurus, dados preliminares (não
publicados) mostraram que o GnRH pode substituir o BE em vacas com bom escore
22

de condição corporal (>3,5 em uma escala de 1 a 5), previamente sincronizadas com


P4i, sem comprometer o desempenho reprodutivo.
Nesse estudo, três protocolos hormonais distintos (n = 455) foram testados e
as taxas de prenhez após a IATF foram superiores a 50% em todos os grupos, mesmo
nas vacas que não receberam estradiol em nenhum momento. Não houve diferença
no tamanho do folículo dominante, na porcentagem de manifestação de estro e na
taxa de prenhez entre os protocolos com e sem o uso de ésteres de estradiol.
23

3.CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma forma de aumentar a taxa de prenhez na IATF é aplicar GnRH no


momento da inseminação, pois isso estimula a ovulação e a formação do corpo lúteo.
Essa técnica pode ser vantajosa em situações onde o estresse e a nutrição não sejam
fatores limitantes para a fertilidade. No entanto, cabe ao profissional avaliar as
condições do rebanho e decidir se vale a pena usar essa técnica, considerando os
benefícios e os custos para a eficiência reprodutiva e produtividade da propriedade.
Portanto a IATF tem sua grande importância no vasto mercado de produção de
carne, trazendo o que há de melhor em material genético. O Brasil é um dos maiores
produtores de carne bovina do mundo, aproveitando as condições climáticas
favoráveis e a diversidade de forrageiras. Para manter essa produtividade, é essencial
investir na seleção e melhoria genética dos animais. A genética é um fator
determinante para a qualidade da carne, a resistência a doenças, a adaptação ao
ambiente e a eficiência reprodutiva. Por isso, os produtores devem buscar animais
com características desejáveis, que atendam às demandas do mercado e contribuam
para a sustentabilidade da pecuária.
24

4. REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO

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