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Curva de Magnetização de Geradores CC

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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS TUCURUÍ
ENGENHARIA ELÉTRICA

JOÃO LUCAS SANTOS AZEVEDO – 202033940032


LUCAS MARCLEY CARVALHO DOS SANTOS – 202033940012
RYAN DA COSTA SOUSA – 202033940007

EXPERIMENTO 5 – CARACTERÍSTICA MAGNÉTICA DE GERADORES CC COM


EXCITAÇÃO INDEPENDENTE

Relatório técnico apresentado como


requisito parcial para obtenção de
aprovação na disciplina Laboratório de
Conversão de Energia, no Curso de
graduação em Engenharia Elétrica, na
Universidade Federal do Pará – Campus
Tucuruí.

Orientador: Prof. Vitor da Silva Jorge

TUCURUÍ - PA
2023
RESUMO
Neste experimento, realizamos uma análise para construir a curva de
magnetização de um gerador de corrente contínua (CC) operando sem carga e com
excitação independente. O objetivo principal foi adquirir informações fundamentais
sobre as propriedades magnéticas do gerador. Durante o experimento, monitoramos
atentamente a corrente de campo e a tensão nos terminais da armadura do gerador,
sendo que a fonte de energia mecânica foi fornecida por um motor síncrono
diretamente acoplado ao gerador CC. Esses dados foram essenciais para
compreender a relação entre a corrente de campo e a tensão de saída, contribuindo
para uma compreensão mais profunda das características desse tipo de gerador.

Palavras-chave: Curva de magnetização, Gerador CC, Motor síncrono, Corrente de


campo, tensão nos terminais da armadura.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Circuito equivalente de um gerador CC......................................................6


Figura 2 – Circuito do gerador CC...............................................................................8
Figura 3 - Dados de placa das máquinas....................................................................8
Figura 4 – Circuito de campo do motor síncrono.........................................................8
Figura 5 – Curva de magnetização............................................................................10
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Dados da curva de magnetização.............................................................9


SUMÁRIO

1 DESENVOLVIMENTO 6
2 OBJETIVO GERAL 7
3 METODOLOGIA 7
4 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 7
5 RESULTADOS 9
6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 10
REFERÊNCIAS 11
6

1 DESENVOLVIMENTO
Geradores de corrente contínua com excitação independente são máquinas
elétricas que produzem corrente contínua (CC) e têm um campo magnético
independente da corrente principal gerada. Isso significa que a energia necessária
para criar o campo magnético do gerador é fornecida por uma fonte de corrente
contínua separada, chamada de fonte de excitação. Essa configuração permite um
controle mais preciso da tensão de saída do gerador. Para compreender seu
funcionamento, podemos analisar o circuito equivalente simplificado representado na
Figura 1.

Figura 1 - Circuito equivalente de um gerador CC.


Neste diagrama, a tensão VT corresponde à tensão real medida nos terminais
do gerador, enquanto a corrente IL representa a corrente que flui através das linhas
conectadas aos terminais do gerador. Dentro do gerador, ele gera uma tensão interna
designada como EA e uma corrente na armadura conhecida como IA. É importante
notar que, em um gerador com excitação independente, a corrente de armadura é
igual à corrente de linha.
Esses tipos de geradores apresentam uma curva de magnetização que
relaciona a corrente de excitação com o fluxo magnético gerado pelo campo
magnético da máquina. A capacidade de controlar essa corrente de excitação
possibilita o ajuste preciso da tensão de saída. Portanto, aumentar a corrente de
campo resulta em um aumento do fluxo magnético no núcleo da máquina, resultando
em uma maior tensão de saída, enquanto reduzir a corrente de campo diminui a
tensão de saída. Esse controle refinado da tensão torna esses geradores
componentes valiosos em sistemas nos quais a estabilidade da tensão é crítica para
o funcionamento adequado.
7

2 OBJETIVO GERAL
Colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos sobre característica
magnética de um gerador de corrente contínua (CC), utilizando a excitação
proveniente do seu enrolamento de campo; observando o efeito de histerese que
ocorre no gerador CC.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Realizar o levantamento da curva de magnetização a vazio do gerador CC;
alterando a corrente de campo do gerador e consequentemente a força eletromotriz
(f.e.m.) induzida na armadura do gerador.

3 METODOLOGIA
O experimento foi conduzido de acordo com o caderno de experimentos
fornecido pelo professor Vitor da Silva Jorge. O caderno detalha todos os
procedimentos passo a passo. Seguimos as instruções fornecidas pelo professor,
pelo monitor responsável e pelo técnico de laboratório. Além disso, respondemos às
perguntas que eles fizeram durante o processo.

4 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
Foram utilizados na realização dos experimentos os seguintes instrumentos:
• 2 Amperímetros;
• 2 Voltímetros;
• 1 Tacômetro;
• 1 Varikeld;
• 1 Máquina Síncrona trifásica (máquina primária);
• 1 Máquina CC;
• 1 Fonte de Tensão CC (variável);
• 1 Reostato;
• Cabos.

Primeiro passo foi analisar os dados de placa da máquina CC, como pode ser
observado na figura 3a, e posteriormente executar a montagem do circuito de acordo
com a figura 2; colocando corretamente os equipamentos de medições. Para fornecer
a fonte de energia mecânica para o gerador CC, foi utilizado uma máquina síncrona,
operando como motor, cuja o eixo dela estava acoplada com o eixo da máquina CC.
8

Figura 2 – Circuito do gerador CC.


A próxima etapa foi identificar os terminais da máquina síncrona e as suas
diferentes conexões, observando atentamente a sua placa, como mostra na figura 3b.

a – Máquina CC b – Máquina síncrona


Figura 3 - Dados de placa das máquinas.
Após isso foi feita a ligação trifásica na máquina síncrona; como a bancada
tem a capacidade para fornecer uma tensão de 220 volts de corrente alternada (CA),
a ligação feita foi delta. Depois foi conectado o enrolamento de campo do motor
síncrono em série com o reostato de campo e com uma fonte de tensão CC, ajustada
para de 12 volts, conforme a figura 4.

Figura 4 – Circuito de campo do motor síncrono.


A próxima etapa foi ajustar o reostato para 35 Ω e aplicar 220 volts CA no motor
síncrono, e após isso fechar o circuito de campo do motor síncrono. Depois foi feita a
medição da velocidade do rotor, utilizando o tacômetro. O motor não estava na
velocidade síncrona, para atingir a velocidade síncrona foi necessário aumentar a
corrente de campo, ou seja, diminuir o valor da resistência do reostato.
Para alimentar o circuito de campo do gerador foi utilizado o variador CC, pois
deve ser alimentado com uma excitação contínua. Para finalizar o experimento,
através do variador CC foram incrementadas excitações no circuito de campo do
9

gerador, aumentando a corrente de campo e consequentemente acarretando no


aumento das tensões nos terminais da armadura do gerador, sendo feitas todas as
medições de tensões na saída do gerador, fazendo o processo de curva de
magnetização ascendente. Posteriormente foi feito o processo inverso, curva de
magnetização descendente.

5 RESULTADOS
A velocidade do rotor, quando o motor síncrono estava em série com o reostato
ajustado para 35 Ω, foi de 1655 rpm, logo ele não estava operando na velocidade
síncrona. Para chegar na velocidade síncrona foi necessário diminuir o valor da
resistência do reostato, e consequentemente aumentar a corrente de campo; dessa
maneira o motor chegou na velocidade síncrono, que medida pelo tacômetro deu
1800 rpm, sendo que está de acordo com os dados de placa da figura 3b. A corrente
de campo necessária para atingir essa velocidade foi de 1,24 A.
Após isso, foi preenchida a tabela 1, de modo que os dados dessa tabela serão
utilizados para plotar o gráfico da curva de magnetização.
Tabela 1 – Dados da curva de magnetização.
Curva de Magnetização Ascendente
If (A) 0 0,01 0,05 0,08 0,10 0,13 0,15 0,20 0,21
Eg (Volt) 11 5,2 37,7 72,3 86,6 120,4 151,2 151,2 157,2
Curva de Magnetização Descendente
If (A) 0,21 0,20 0,15 0,13 0,12 0,08 0,05 0,01 0
Eg (Volt) 157,2 155,2 135,0 122,5 108,3 92,4 66,9 29,1 11,1

O caderno de experimentos pediu para fazer as medições com o valor de


corrente até 0,30 A, mas o máximo que o grupo atingiu foi de 0,21 A; outra observação
é que na tabela proposta pelo caderno de experimentos, tem o valor de corrente de
0,12 A, e não o valor de 0,13 A que o grupo utilizou; pois na hora de fazer o ajuste
para aumentar a corrente, o valor parou em 0,13 A, como o próprio caderno de
experimentos indicar para não interromper o sentido da variação da corrente de
campo, dado que o material ferromagnético da máquina possui a propriedade de
reter um certo magnetismo residual, de modo que possa ocasionar resultados
incorretos.
Na figura 5 tem o gráfico de acordo com os dados da tabela 1, de modo que é
possível observar a curva de magnetização ascendente e descendente.
10

Figura 5 – Curva de magnetização.

6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
O experimento teve como foco o estudo das características magnéticas de um
gerador de corrente contínua (CC) com excitação independente. Esse tipo de gerador
permite um controle preciso da tensão. Os procedimentos experimentais incluíram a
montagem do circuito, o uso de instrumentos de medição, o ajuste da velocidade do
motor síncrono para corresponder à velocidade síncrona e a variação da corrente de
campo para criar uma curva de magnetização. Os resultados indicaram que a corrente
de campo necessária para atingir a velocidade síncrona foi de 1,24 A.
Com esse experimento foi possível construir a curva de magnetização; de
modo que colocamos em prática os conhecimentos teóricos sobre as características
magnéticas dos geradores CC e o efeito de histerese.
11

REFERÊNCIAS

Laboratório de conversão, Caderno de experimentos (versão 1.2). Disponível em


anexo.
CHAPMAN, Stephen [Link] Machinery Fundamentals. 5ª Edição. Nova Iorque: The
McGraw-Hill Companies, Inc., 2012.

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