Direito Processual Civil 1
Jurisdição é uma das funções do Estado. Ela é encarregada de aplicar a lei em
caso concreto, aplicar o conflito no judiciário. A imparcialidade é uma das
características principais da jurisdição. A jurisdição é uma, todos investidos no
judiciário, tem jurisdição, diferente de competência, a competência é a delimitação
do território que pode atuar. O Estado para cumprir esta função jurisdicional, ele
utiliza o PROCESSO, que utiliza várias denominações: civil, penal, família,
trabalhista, administrativo, etc. O direito processual civil ele é encarregado do
conjunto de normas da jurisdição civil.
Daniel Amorim Assunção
Teodoro Junior
A natureza jurídica do direito processual civil é direito publica, pois é através dele
que vai acessar a jurisdição. Ele tem relação com direito pena, cível, administrativo,
sendo o principal o constitucional, pois o mesmo é a base do direito processual civil,
ele traz os princípios orientadores constitucionais. As principais fontes do processo
civil é lei processual, código do processo civil.
Art. 13. A jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras,
ressalvadas as disposições específicas previstas em tratados, convenções ou
acordos internacionais de que o Brasil seja parte.
25/09/2024
Elaborar uma petição inicial, criamos um caso, uma situação um problema, para
levarmos para o judiciário, que não pode ser resolvido pela forma extrajudicial,
podemos pegar de um caso concreto ou verídico, podendo ser da área de família,
contratos, ações possessórias, relações de consumos ou ação indenizatória com
dano moral.
O código teve diversas alterações antes de entrar em vigor, após entrar, houve
mudanças no sistema. O objetivo é buscar que as tutelas jurisdicionais sejam
adequadas de forma efetiva e tempestiva (morosidade). O nosso código ele é
dividido em parte geral (é a base, ela traz normas, que são aplicadas em todo o
sistema processual) e na parte processual temos três livros:
I. Do processo de conhecimento e do cumprimento da sentença. (é o que
iremos estudar)
II. Do processo de execução.
III. Dos processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões
judiciais.
NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL
Princípios e regras são dois tipos de normas;
As normas são fundamentadas tanto sob a perspectiva formal quanto material.
Essas normas que constituem os modelos, nós chamamos de normas
constitucionais. As normas fundamentais do processo constam do artigo 1° ao 12 do
CPC/15.
(Art.4ª) A parte tem o direito de ter um processo justo dentro de um tempo justo.
02/10/2024
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS
OSKAR BULOW (1868)
Ele identificou o processo como conjunto de relações jurídicas distintas daquela que
constitui o seu objeto (diferenciando as normas processuais dos direitos materiais).
Os pressupostos processuais são todos os elementos de existência, os requisitos de
valide e as condições de eficácia do procedimento, que é ato complexo de formação
sucessiva.
Pressupostos processuais subjetivos:
o Investidura (Poder Jurisdicional)
o Imparcialidade
o Capacidade de ser parte
o Capacidade de estar em juízo
o Capacidade postulatória
Pressupostos processuais objetivos:
o Coisa julgada
o Litispendência – já tem um caso idêntico em curso
o Perempção
o Transação
o Petição inicial apta – se não estiver apta, o processo será extinto sem
julgamento do mérito logo no início.
o Citação válida
PARTE
A parte é quem participa no processo com parcialidade, tem interesse em
determinada parte do processo (no resultado).
I. Capacidade de ser parte: Art. 1°, 2° CC
II. Capacidade processual ou de estar em juízo
III. Capacidade postulatória
IV. Legitimidade:
LITISCONSÓRCIO
CPC/15 – Artigos 113 ao 118
É a pluralidade de partes em um ou em ambos dos polos da relação jurídica
processual. Sendo eles: polo ativo e passivo.
Incidente processual é processo novo, que de modo não necessário surge de um
processo já existente, e a ele se incorpora tornando-o mais complexo. O incidente
do processo é um galho novo, que o processo, como árvore, passa a ter. Por isso se
diz que o incidente do processo é uma ramificação do processo originário. (Ex:
intervenção de terceiros).
Classificação do litisconsórcio em relação ao polo processual:
o Ativo
o Passivo
o Misto
Classificação do litisconsórcio em relação no momento de formação:
o Inicial
o Ulterior
Classificação do litisconsórcio em relação ao objeto litigioso:
o Unitário: a decisão do juiz tem que ser única para todos, quando aquilo
que está sendo discutido é indivisível. (Art. 116. O litisconsórcio será
unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir
o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes.).
o Simples:
Classificação do litisconsórcio quanto a obrigatoriedade de formação:
o Necessário: quando a sua formação for obrigatória. (Art. 114. O
litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela
natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença
depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.).
o Facultativo: pode ou não ser formado. (Art. 113. Duas ou mais pessoas
podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou
passivamente, quando: I - entre elas houver comunhão de direitos ou
de obrigações relativamente à lide; II - entre as causas houver conexão
pelo pedido ou pela causa de pedir; III - ocorrer afinidade de questões
por ponto comum de fato ou de direito.).
16/10/2024
INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE
JURIDICA (ART. 135 CPC/15)
23/10/2024
DENUNCIAÇÃO DA LIDE (ARTIGO. 125 AO 129 CPC/15
A denunciação da lide para que uma das partes traga ao processo um terceiro que
tem responsabilidade de ressarci-la pelos eventuais danos advindos do resultado
dos processos (Daniel Amorim Assunção)
A denunciação a lide, é uma intervenção de terceiro provocada: o terceiro é
chamado a integrar o processo, porque uma demanda lhe é dirigida. A denunciação
da lide pode ser provada pelo autor ou pelo réu (art. 125 caput. CPC/15) (Dier).
Ela é:
Incidente: é uma demanda nova em processo existente (ramificação).
Regressiva: o denunciante tem o objetivo de ressarcimento pelo denunciado
de eventuais prejuízos que pode vir a sofrer.
Eventual: pois ela é feita sob condição, isso quer dizer, que a demanda
regressiva, só será julgada se o denunciante perder a ação na demanda
principal. Em outras palavras, a primeira demanda, deve ser conhecida,
primeiro, porque é preliminar e a doutrina coloca que a denunciação da lide é
uma demanda antecipada, que quer dizer, o denunciante antecipa antes de
sofrer qualquer prejuízo e para hipóteses de vir a sofre-lo, propõe demanda
em face de terceiro com o objetivo de imputar-lhe a responsabilidade pelo
ressarcimento.
DO CHAMAMENTO AO PROCESSO (ART. 130 AO 132
CPC/15)
30/10/2024
PROCESSO DE CONHECIMENTO
Cpc/73:
Processo de conhecimento
Processo de execução
Processo cautelar
Procedimentos:
Ordinário
Sumario
Sumaríssimo
Cpc/15;
Processo de conhecimento
Processo de execução
Procedimentos:
Comum
Especiais
O que é processo de conhecimento?
a cognição é, no conceito de Kazuo Watanabe, um ato de inteligência,
consistente em considerar, analisar e valorar as alegações e as provas
produzidas pelas partes, vale dizer, as questões de fato e a de direito que são
utilizadas no processo e cujo resultado é o alicerce, o fundamento do
julgamento do objeto do processo.
o conhecimento que permite ao órgão jurisdicional conhecer aos fatos, onde
são levados através da abertura do processo (petição inicial). Essa demanda
será conhecida pelo órgão julgador.
O processo de conhecimento só é finalizado assim que houver uma sentença.
O que é um procedimento?
É o modo pelo qual se desenvolve os atos processuais.
O procedimento comum é o procedimento mais longo, mais complexo. (Art.
318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição
em contrário deste Código ou de lei.
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos
demais procedimentos especiais e ao processo de execução.
Fases:
o Postulatória:
o Saneadora:
o Instrutoria:
o Decisória:
Formação do processo:
O processo se inicia com o protocolo da petição inicial, para o réu, só se inicia
quando ele só toma ciência do processo por meio de uma citação valida (Art.
312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada,
todavia, a propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos
mencionados no art. 240 depois que for validamente citado.)
Uma vez instaurado, ele segue pelo impulso do juiz (Art. 2º O processo
começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as
exceções previstas em lei)
Petição inicial, é um documento escrito, formal e que contem requisitos, se
não contem os requisitos obrigatórios, a parte já começa a “perder na
sentença”
O princípio da congruência, ou da correspondência entre o que foi pedido na
inicial e a sentença, encontra respaldo nos seguintes artigos do CPC (141,
490 e 492)
Requisitos da petição inicial (319 e 302 CPC/15):
I. Endereçamento (o juízo a que é dirigida)
II. Qualificações das partes (os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência
de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas
Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o
domicílio e a residência do autor e do réu)
III. Dos fatos e fundamento jurídico do pedido
IV. o pedido com as suas especificações (o pedido tem que ser claro,
especificado, evitando duvidas e controversas, certo e determinado)
V. valor da causa (toda causa possui um valor, mesmo que seja ele um valor
simbólico)
VI. as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos
alegados (e falar que poderá juntar futuras provas documentais no decorrer
do processo)
VII. opção do autor pela realização ou não pela audiência de conciliação ou
mediação (§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II,
poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias à
sua obtenção. § 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta
de informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu. § 3º A
petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no inciso
II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou
excessivamente oneroso o acesso à justiça.)
06/11/2024
Posturas do juiz diante da petição inicial
Com o oferecimento da petição inicial o processo se inicia e depois da
autuação e registro os autos são encaminhados ao juiz, que terá os eu primeiro
contato com a petição inicial.
→ Se for caso de incompetência absoluta, o juiz deve conhecer de ofício,
reconhecer a incompetência absoluta e determinar a remessa dos autos ao órgão
competente.
→ Se for caso de Emenda da Petição inicial (art.321, CPC/15) – Defende-se que,
sempre que for possível a escolha entre a emenda da petição inicial e seu
indeferimento, deve o juiz optar pelo primeiro caminha, reservando-se o
indeferimento da petição da petição
27/11/2024
COMUNICAÇÃO DE ATOS PROCESSUAIS
Citação: (art.238 CPC) Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o
executado ou o interessado para integrar a relação processual. Nela que o
polo passivo fica ciente do processo.
Intimação: (art.269 CPC) Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém
dos atos e dos termos do processo, para que faça ou deixa de fazer alguma
coisa. Ela é para todos os sujeitos dos processos.
FORMAÇÃO DO PROCESSO – CPC/15
o Protocolo da petição inicial ( art. 312 CPC/15).
o Petição Inicial - Requisitos ( 319/320 CPC/15).
o Despacho da petição inicial.
o Casos de indeferimento da petição inicial (artigos 330, 331)
o Da Improcedência liminar do pedido( art. 332)
o Da Audiência de conciliação ou de mediação (334)
o Da Contestação ( art.335 ao 342 - Reconvenção artigo 343).
ASPECTOS INTRODUTORIOS.
“O réu, integrado à relação jurídica processual por meio da citação, passa a ter
ciência da existência da demanda movida contra ele, sendo essa a sua primeira
informação dentro do procedimento. E, mais do que isso, acompanhando o ato
citatório, haverá também uma intimação ao réu para que, querendo, apresente sua
resposta no prazo legal. Dessa forma, essa conjugação de citação intimação
representa de maneira bastante clara o fenômeno do contraditório no processo civil:
informação da existência da demanda judicial e abertura de possibilidade de
reação.”
Assumpção, 2021
É tradicional a afirmação de que a resposta réu constitui um ônus processual,
considerando-se que o réu somente se manifestará se essa for sua vontade, que
determinará também a forma de reação. A inércia do réu, algo absolutamente
admissível no processo civil, gerará em regra a sua revelia, fenômeno ligado à
inexistência jurídica de contestação, com as limitações previstas pelo art.345 do
CPC.
Assumpção, 2021
O artigo 297 (CPC/73) dispunha que no prazo da resposta o réu tinha diversas
opções para apresentar as suas manifestações não apenas a contestação.
A contestação era (e é) a principal peça de defesa.
Preceitos básicos da contestação.
Regra da eventualidade: toda a matéria de defesa deverá ser arguida no
momento de apresentação da peça contestatória.
Caso não seja observado essa regra acarretará preclusão consumativa. É o
que dispões o art.336 do CPC/2015: Incumbe ao réu alegar, na contestação,
toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que
impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.”
Preceitos básicos da contestação.
Ônus da impugnação específica: O réu deve especificar e contrapor fato
por fato alegado pelo autor na petição inicial, sob pena de se presumirem
aceitos os fatos narrados pelo autor na petição inicial. Isso quer dizer que
não é possível a defesa por negativa geral.
Essa regra não se aplica, por disposição do artigo 341 ao advogado
dativo, ao curador especial, em razão da dificuldade que se terá na
produção da prova.)
Artigo 336 CPC/15 – Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda
matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que
impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende
produzir.
RESPOSTA DO RÉU NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973 (em relação a
petição inicial).
1. contestação;
2. Reconvenção (peça apartada)
3. Exceção de incompetência relativa;
4. Exceção de suspeição;
5. Exceção de impedimento;
6. Nomeação à autoria;
7. Denunciação da lide;
8. Chamamento ao processo;
9. Ação declaratória incidental;
10. Impugnação ao valor da causa;
11. Impugnação à justiça gratuita.
O réu tinha possibilidade de:
a) Contestar (com defesas preliminares e de mérito);
b) Arguir exceção;
c) Reconvir;
d) Impugnar o valor da causa;
e) Ajuizar ação declaratória incidental;
Pedir o ingresso de terceiros:
• Nomeando a autoria;
• Denunciando a lide;
• Chamamento ao processo.
• Impugnar a justiça gratuita, caso tivesse sido deferida pelo juiz.
RESPOSTA DO RÉU NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015.
• A Contestação continua sendo a peça principal de defesa do réu.
• No CPC/15 – A exceção deixa de existir.
• A incompetência relativa passa a ser alegada em preliminar de contestação.
• Alegação de suspeição e impedimento trata-se de incidente processual,
devem ser apresentadas de forma apartada à contestação. (suspeição 145 ao
148 impedimento artigo 144)
• A reconvenção (réu formular pedido contra o autor) passar a ser feito em
tópico da contestação – artigo 343 – procedimento. Estude este tópico.
Enquanto que no CPC /1973 era apresentado em peça apartada.
• A impugnação ao valor da causa deve ser feita em preliminar da
contestação # diferentemente do CPC/73 que era apresentada de forma
apartada.
• Foram criadas modalidades novas de intervenção de terceiros como:
incidente de desconsideração da personalidade jurídica; amicus curiae.
• Impugnar a gratuidade da justiça era apresentado em peça apartada – no
CPC/15 deve ser suscitada na contestação.
• O CPC/15 – buscou a simplificação do procedimento.
• Importante acentuar que a exposição sobre a contestação tem validade para
o processo de conhecimento no procedimento comum e nos especiais
(atendendo requisitos específicos do procedimento especial).
• Observação: Todos os prazos são contados em dia UTÉIS.
• Observação: No que se refere ao processo de execução, a defesa se dá
mediante embargos à execução).
• Nos JEC - Lei 9.099/1995 – artigo 10 – não cabe intervenção de terceiros,
salvo a desconsideração da personalidade jurídica por força do artigo
1.062/15
Novidades relevantes do CPC/15
Permite que as partes renunciem a qualquer prazo.
Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu
favor, desde que o faça de maneira expressa. (Ex: renunciar o prazo para contestar,
renunciar o prazo recursal etc.)
Permite que a partes pratiquem o ato antes de começar a fluir o prazo (art.
218, § 4°).
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.
§ 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.
• DA CONTESTAÇÃO - PRAZO
• Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15
(quinze) dias, cujo termo inicial será a data:
• I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de
conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não
houver autocomposição;
• II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou
de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, §
4º, inciso I ;
• III - prevista no art. 231 , de acordo com o modo como foi feita a citação, nos
demais casos.
EXPLICANDO O ARTIGO 335 DO CPC/15
O PRAZO PARA CONTESTAÇÃO É DE 15 (quinze) dias, mas a contagem desse
prazo depende da situação dos autos. Observem.
• 1ª SITUAÇÃO: Houve audiência, mas, as partes não fizeram acordo: o prazo
para contestar começa a fluir a partir do primeiro dia útil seguinte ao da
audiência de conciliação que não houve o acordo. Importante!! Os prazos são
contados em dias úteis (art. 219).
• 2ª SITUAÇÃO: Réu que não tem interesse na audiência de
conciliação/mediação: O réu recebe o mandado de intimação e citação,
mas, não tem interesse na realização da audiência de conciliação, peticiona
com pedido de cancelamento de audiência. Nessa situação o prazo para
contestar começa a contar da data do protocolo desse pedido de
cancelamento.
• 3ª SITUAÇÃO: Se o Juiz não designar a audiência de conciliação/mediação
por entender que o direito em discussão não é matéria transacionável (art.
334, § 4º, II). O art. 3º da Lei nº 13.140/15 (Lei de Mediação), dispões que os
direitos indisponíveis podem ser transacionáveis ou não. Ex.: os direitos da
personalidade em sentido estrito não são transacionáveis, isso porque a parte
não tem poderes para dispô-los. Lei 13.140/16: Art. 3º Pode ser objeto de
mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre
direitos indisponíveis que admitam transação. Na terceira situação o juízo
expedirá o mandado de citação ao réu e o prazo para contestar irá começar
da juntada aos autos do mandado cumprido (quando feita por oficial de
justiça) ou do aviso de recebimento (quando feita por carta), nos termos do
art. 231 do CPC/15.
CONTESTAÇÃO
MATÉRIAS DE DEFESA
Sendo a contestação a único resposta do réu com natureza de defesa contra a
pretensão do autor, é nela que o réu deverá elencar suas matérias de defesa suas
matérias de defesa. A doutrina costuma dividir as matérias de defesa possíveis de
alegações em sede de contestação em dois grandes grupos, cada qual com suas
subdivisões.
a) Defesas processuais processuais (dilatórias e perempitórias).
b) Defesas de mérito, divididas em defesas de mérito diretas e indiretas.
Assumpção, 2021
Defesas processuais (chamadas pela doutrina de defesas indiretas) por não terem
como objeto a essência do litígio, estão previstas no art. 337 do CPC. São as
chamadas defesas preliminares, devem ser analisadas pelo juiz antes da defesa de
mérito.
• “O ponto em comum que reúne todas essas espécies de defesa é a sua
característica de não dizerem respeito propriamente ao direito material
alegado pelo autor, mas tão somente à regularidade formal do processo, ou
seja, ao instrumento utilizado pelo autor para obter a proteção ao direito
material.”
• Assumpção, 2021
• CONTESTAÇÃO
• As defesas preliminares são divididas em: defesas dilatórias e defesas
peremptórias.
• Defesas dilatórias – se acolhidas pelo juiz não põe fim ao processo,
somente aumenta o tempo de duração do procedimento.
• Defesas peremptórias – se acolhidas pelo juiz fazem com que o processo
seja extinto sem resolução do mérito.
• CPC/15 - Artigo 337 – Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
(preliminarmente).
• Inexistência ou nulidade da citação; (defesa dilatória)
• Incompetência absoluta e relativa; (defesa dilatória)
• Incorreção do valor da causa;(peremptória/possível de ser sanado o vício)
• Inépcia da petição inicial; (defesa peremptória)
• Perempção;(defesa dilatória)
• Litispendência; (defesa peremptória)
• Coisa julgada; (defesa peremptória)
• Conexão; (defesa dilatória)
• Incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;(
peremptória/possível de ser sanado o vício)
• convenção de arbitragem; (defesa peremptória)
• Ausência de legitimidade ou de interesse processual;
• Falta de caução (dinheiro) ou de outra prestação que a lei exige como
preliminar;
• Indevida concessão do benefício da gratuidade da justiça.
• “§1º verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação
anteriormente ajuizada.”
• “§ 2º Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma
causa de pedir e o mesmo pedido.
• “§ 3º Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
• “§ 4º´Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão
transitada em julgado.”
CPC/15 - Artigo 337 – Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
(preliminarmente).
• Exceto a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz
conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo.
• Destaque!! A ausência de alegação da existência de convenção de
arbitragem e a incompetência relativa, implica aceitação da jurisdição estatal
e renúncia ao juízo arbitral.
• Defesas de mérito
• Na defesa de mérito o objetivo do réu é convencer o juiz de que o
direito material que o autor alega possuir em sua petição inicial não
existe. É, portanto, o conteúdo da pretensão do autor o objeto de
impugnação por meio da defesa de mérito.
• Defesa de mérito direta – Na defesa de mérito direta o réu enfrenta
frontalmente os fatos e os fundamentos jurídicos narrados pelo autor na
petição inicial, buscando demonstrar que os fatos não ocorreram conforme
narrado ou ainda que as consequências jurídicas pretendidas pelo autor não
são as mais adequadas ao caso concreto.
• Defesa de mérito indireta – Nessa espécie de defesa o réu, sem negar as
afirmações lançadas pelo autor na petição inicial, alega um fato novo, que
tenha natureza impeditiva, modificativa ou extintiva do direito do autor.
Essa defesa amplia o objeto de cognição do juiz, que passará a analisar fatos
que não compõem originariamente a causa de pedir narrada pelo autor, não
sendo incorreto afirmar que, a partir do momento de arguição desta espécie
de defesa, o juiz passará a uma análise mais ampla daquela que
originariamente estaria obrigado em razão da pretensão do autor.
• Fatos impeditivos – são aqueles que, anteriores ou simultâneos ao fato
constitutivo do direito, impedem que esse gere seus regulares efeitos. (alegar
prescrição ou decadência)
• Fatos extintivos – são aqueles que colocam fim a um direito. (o autor faz
cobrança de uma dívida que já foi paga)
• Fatos modificativos - são aqueles que atuam sobre a relação jurídica de
direito material, gerando sobre ela uma modificação subjetiva ou objetiva. (Ex:
A sentença na ação do divórcio/averbada na certidão de casamento modifica
o estado civil da pessoa casada para divorciada.)