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Anatomia da Região Escapular e Ombro

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Warlysson Reis
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Região escapular

A região escapular se encontra na superfície posterior da parede torácica.


Pode parecer estranho que ela seja incluída na anatomia do membro superior.
No entanto, a escápula é fundamental para a movimentação do ombro através
do manguito rotador/coifa dos rotadores e músculos adicionais. O acrônimo
para o manguito rotador/coifa dos rotadores é S.I.R.S., que abrevia
supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular. A escápula não
possui ligações ósseas diretas com o tórax, sendo mantida em sua posição e
estabilizada através de fixações musculares. É importante observar que a
escápula se articula com a porção acromial da clavícula , formando a
articulação acrômio-clavicular (articulação AC, figura 1), bem como com a
cabeça do úmero através da cavidade glenoide, onde é formada a articulação
glenoumeral.

Músculo Deltoide - vista anterior direita (verde)


Redondo maior

O músculo redondo maior se origina da superfície posterior do ângulo inferior


da escápula, e se insere no lábio medial do sulco intertubercular do úmero. Ele
atua como um adutor (para "adicionar" ao corpo), auxilia na extensão e rotação
medial, bem como na estabilização da escápula. O nervo subescapular inferior,
responsável pela inervação do músculo, é um ramo do fascículo posterior do
plexo braquial.

Se você estiver um pouco perdido em meio a tantos músculos, talvez seja uma
boa ideia se familiarizar mais com a anatomia geral do membro superior antes
de prosseguir.

Redondo menor

Esse músculo origina-se da borda lateral da escápula e se insere na


tuberosidade maior do úmero. Ele atua como um rotador lateral e como
um adutor fraco do ombro. Possui ainda papel na estabilização do úmero e é
um dos quatro músculos do manguito rotador/coifa dos rotadores. Esse
músculo impede ainda que a cabeça do úmero se desloque muito
superiormente enquanto o deltoide atua, assim como todos os músculos do
manguito rotador/coifa dos rotadores. Sua inervação é fornecida pelo nervo
axilar, um ramo do fascículo posterior do plexo braquial.

Músculo redondo maior (Musculus teres major)

Infraespinhal

Esse músculo está localizado na fossa infraespinhal da escápula, que


encontra-se inferior à espinha da escápula. É o principal rotador lateral do
ombro, e também contribui na modulação do movimento do deltoide. Sua
inervação é fornecida pelo nervo supraescapular (superior e inferior), que é
formado pela união dos ramos ventrais dos nervos espinhais C5 e C6 (C =
cervical).
Supraespinhal

Esse músculo do manguito rotador/coifa dos rotadores é profundo, se origina


da fossa supraespinhal, que está localizada na porção póstero-superior da
escápula, e se insere na faceta superior do tubérculo maior do úmero.
Atua como um abdutor do ombro, possuindo um papel essencial para iniciar os
primeiros 15o de abdução (afastar o membro do corpo). Devido a este
movimento, o músculo é comumente referido como o músculo "mala"; i.e .:
imagine-se segurando uma mala ou a pasta ao seu lado. Esse músculo modula
ainda o movimento do deltoide, como os outros músculos do manguito
rotador/coifa dos rotadores. Impede ainda que a cabeça do úmero se desloque
inferiormente. Sua inervação é fornecida pelo nervo supraescapular superior.

Músculo infra-espinal (Musculus infraspinatus)

Serrátil anterior

Esse músculo é assim chamado devido às suas digitações anteriores que


possuem uma aparência serrilhada, digitiforme. O músculo se origina do
primeiro ao oitavo arcos costais, algumas vezes incluindo o nono arco costal.
Ele se insere na parte medial da borda anterior da escápula. Passa
anteriormente e ao redor da caixa torácica, como se a envolvesse. Age como
um estabilizador da escápula, agindo em sua protração, como quando se estica
o membro superior ou se realiza o movimento de empurrar, e auxilia na rotação
da escápula. É por isso que esse músculo é bem desenvolvido em lutadores de
boxe, que realizam esses movimentos nas fases finais de seus golpes, para
maximizar o seu alcance. A inervação é fornecida pelo nervo torácico longo,
que emerge das raízes neurais de C5, C6 e C7.

Fig 2 - Escápula alada


A escápula alada (fig 2) é causada por uma lesão do nervo torácico longo. Ela
pode ser observada quando um paciente realiza o movimento de circundução
(movimento circular) no membro superior afetado. A lesão do nervo causa um
enfraquecimento do serrátil anterior, levando à incapacidade de mover a
escápula para 'baixo' e para 'dentro' durante a circundução. Isso resulta em
uma restrição da amplitude de movimento.
Subescapular

Esse é outro músculo do manguito rotador/coifa dos rotadores, que é profundo


e se origina da fossa subescapular anterior. Ele cursa lateralmente e se insere
no tubérculo menor do úmero. É o principal rotador medial do ombro e modula
o movimento do deltoide. A inervação é fornecida pelos nervos subescapulares
superior e inferior.
Levantador da escápula

O músculo levantador da escápula é um pequeno e profundo músculo que se


insere no ângulo superior e na porção superior da borda medial da escápula.
Ele surge dos processos transversos das quatro vértebras cervicais superiores
(C1-C4). Sua ação é a elevação da escápula, bem como a rotação superior da
mesma. É inervado pelos nervos espinhais C3, C4 e C5 através do nervo
escapular posterior (dorsal).

Músculo serrátil anterior (Musculus serratus anterior)

Romboide maior

O músculo romboide maior é um músculo em forma de fita que se origina dos


processos espinhosos das vértebras torácicas de T2-T5 e se insere na borda
medial da escápula. Sua função primária é retrair a escápula, elevar sua borda
medial e também estabilizá-la junto à parede torácica. É inervado pelo nervo
escapular posterior.
Romboide menor
Esse é um músculo menor, com a mesma forma do romboide maior, sobre o
qual está localizado. Ele se origina do ligamento nucal e dos processos
espinhosos de C7 a T1. Insere-se na borda medial da escápula, imediatamente
superior ao romboide maior. As ações e inervação do músculo romboide
menor são as mesmas do romboide maior.

Músculo romboide maior (Musculus rhomboideus major)

Trapézio

O músculo trapézio é um músculo grande e superficial, que apresenta um


formato de leque e é encontrado no dorso. Ele surge dos ossos occipitais, da
protuberância occipital e das linhas nucais, bem como dos processos
espinhosos de C7 a T12. Insere-se na espinha da escápula, no acrômio e no
terço lateral da clavícula. O músculo pode ser dividido em três grupos de fibras:
superiores, médias e inferiores. As fibras superiores atuam na extensão
do pescoço, sua elevação e rotação superior. As fibras médias atuam na
retração (abdução). As fibras inferiores na elevação e na depressão. Ele é
inervado pelos nervos espinhais C3 e C4 e pelo nervo acessório (nervo
craniano XI).

Músculo trapézio - vista posterior

Ombro

O ombro se move na articulação glenoumeral. Há uma série de outras


articulações na região, que se movem todas em união para gerar um
movimento estável.

Videoaula recomendada: Músculos do braço e do ombro


Músculos do braço e da cintura escapular.

Peitoral maior

O músculo peitoral maior é um músculo grande e superficial, com forma de


leque, que forma a maior parte do volume da região peitoral (peito). Ele
possui duas cabeças: a esternocostal e a clavicular. A cabeça clavicular se
origina dos dois terços mediais da superfície inferior da clavícula. A cabeça
esternocostal se origina do esterno e da sexta e sétima cartilagens costais
superiores. O músculo se insere no lábio lateral do sulco intertubercular (sulco
bicipital) do úmero. A cabeça clavicular permite ao músculo agir como
um flexor (reduzir o ângulo entre as articulações) do braço e do ombro,
enquanto a cabeça esternocostal permite ao músculo agir como
um extensor (aumentar o ângulo entre as articulações). Quando todo o
músculo age como uma unidade, ele atua como um rotador medial e adutor do
braço e do ombro. Ele é inervado pelos nervos peitorais medial (C8-T1) e
lateral (C5-C7).
Peitoral menor

O músculo peitoral menor encontra-se profundo ao peitoral maior e se origina


da terceira à quinta margens costais esternais e sua fáscia associada (tecido
conectivo que envolve um grupo muscular). O peitoral menor se insere no
processo coracoide da escápula. Esse músculo é considerado um
músculo acessório da respiração. Ele atua na movimentação lateral, anterior e
inferior da escápula, bem como na sua estabilização. É o principal responsável
pela movimentação anterior e inferior da escápula. É inervado pelos nervos
peitoral medial e lateral.

Músculo peitoral maior (Musculus pectoralis major)

Deltoide

O nome do músculo deltóide deriva da letra grega "delta", que possui uma
aparência triangular. É um músculo poderoso e superficial do ombro. Assim
como o trapézio, esse músculo pode ser dividido em três grupos de fibras:
anterior, lateral e posterior. Devido a essa organização, o deltoide possui uma
grande área de origem: o acrômio, a porção lateral superior da escápula e o
terço lateral da espinha da escápula. Ele se insere na tuberosidade deltoide,
que é uma rugosidade elevada encontrada na superfície lateral do úmero.
Assim, o músculo atua como um flexor, extensor e abdutor do ombro. Ele
auxilia ainda na rotação medial (fibras anteriores) e lateral (fibras posteriores).
Tais movimentos são utilizados na prática do boliche/bowling e no movimento
dos braços ao caminhar. O músculo é inervado pelo nervo axilar.

Músculo deltoide - vista posterior direita (verde)


Coracobraquial
A beleza do músculo coracobraquial é que seu nome explica sua origem,
inserção e ação. É um músculo profundo que se origina do processo coracoide
da escápula e se insere na superfície medial da diáfise umeral. Atua como
um adutor, rotador medial e flexor do braço na articulação do ombro. É
inervado pelo nervo musculocutâneo, um ramo do fascículo lateral do plexo
braquial. Devido à sua inserção ele geralmente é classificado como um dos
músculos do braço, mas as suas ações envolvem somente a parte do ombro,
motivo pelo qual foi incluído na seção de ombro neste artigo.

Latíssimo do dorso

O músculo latíssimo do dorso é um músculo grande, com formato de leque,


que possui uma grande área de origem. Ele surge dos processos espinhosos
das vértebras torácicas e lombares de T7 a L5, da oitava a décima segunda
costelas e do ângulo inferior da escápula, além da crista ilíaca. Ele se funde à
fáscia toracolombar, que atua na estabilização das articulações sacroilíacas
juntamente com os músculos glúteos máximos. O músculo forma a prega axilar
posterior e roda para se inserir no assoalho do sulco intertubercular do úmero.
Devido à sua grande extensão e aos vários pontos de origem e inserção, o
músculo latíssimo do dorso tem ação nos membros superiores e no tronco.
Assim, promove a rotação interna, adução e retroversão do úmero,
e elevação e anteriorização do tronco. Além isso, também atua como um
músculo auxiliar da respiração. É inervado pelo nervo toracodorsal, um ramo
do fascículo posterior do plexo braquial.
As articulações do ombro funcionam como base dos movimentos dos membros
superiores. Elas são formadas por estruturas como:

• a articulação glenoumeral;
• a articulação acromioclavicular;
• a articulação esternoclavicular;
• a articulação subacromial;
• a articulação escapulotorácica.

Articulação glenoumeral

Essa é a principal articulação do ombro. No âmbito mecânico, ela tem amplos graus
de liberdade de movimento e é instável.

Entre outras diferenciações físicas das demais articulações do ombro, a articulação


glenoumeral é constituída por uma cabeça do úmero – osso do braço – e uma
cavidade articular pouco profunda, a cavidade glenóide, localizada na lateral da
escápula.

A escápula é um osso fino que forma a parte dorsal da cintura escapular. E qual a
definição de cintura escapular? De forma simples, em anatomia, essa é a porção mais
elevada de um membro superior, composta pela escápula e clavícula.

Na anatomia humana, vale lembrar que a clavícula é um osso par que liga os
membros superiores ao tronco. Ela é classificada como um osso longo do esqueleto
humano.

De volta para a articulação glenoumeral, entre as estruturas que formam as


articulações do ombro, o chamado lábio glenoidal é uma estrutura fibrosa que
reveste o perímetro da cavidade glenóide. Como principal função, ele aprofunda a
articulação, criando como consequência à maior estabilidade do sistema.
Cabe destacar que a extrema mobilidade da articulação glenoumeral é alcançada em
sacrifício da estabilidade, fato que ocorre em uma relação direta.

A cápsula articular, que envolve toda a articulação, não é uma estrutura rígida. Isso
torna possível uma separação significativa das faces articulares durante o movimento
do ombro.

Articulação acromioclavicular e esternoclavicular

Das articulações do ombro, as articulações acromioclavicular são aquelas que


permitem os movimentos entre a clavícula o eixo axial (esternoclavicular) e entre a
clavícula e o acrômio (acromioclavicular).

A articulação esternoclavicular está localizada entre a ponta medial da


clavícula e o manúbio (parte superior) do esterno. Em outras palavras, ela é
uma articulação sinovial, pois realizam a comunicação entre uma
extremidade óssea e outra, e uma articulação selar, situação em que as
superfícies opostas são reciprocamente côncavas ou convexas.

Ainda na esternoclavicular, existe um disco cartilaginoso entre as duas faces ósseas,


mecanismo que ajuda o sistema a se movimentar melhor, absorvendo o choque
transmitido do membro superior para o esqueleto axial, ajudando nas articulações do
corpo humano.

E como a articulação acromioclavicular entra na história? Ela é uma é uma pequena


articulação sinovial entre a ponta lateral da clavícula e o acrômio da
escápula. Acrômio é o nome dado para essa extremidade lateral da crista da
escápula que se articula com a clavícula e dá fixação para uma parte dos músculos
deltoide e trapézio.
O músculo deltoide é aquele proeminente que recobre o ombro, ao tempo que o
trapézio é um músculo de configuração triangular, localizado na região posterior do
tronco e do pescoço.

Articulação subacromial e escapulotorácica

A articulação subacronial não é uma articulação verdadeira, mas funciona como se


fosse uma. Ela é formada pelo arco coracoacromial, a bolsa subdeltóidea e os tendões
do manguito rotador. Essas estruturas são definidas da seguinte forma:

• Arco coracoacromial – estrutura que sobrepõe o acrômio. Ele forma parte do


ligamento ósseo que protege a cabeça do úmero;
• Bolsa subdeltóidea – bolsa que contém o lubrificante das articulações;
• Tendões do manguito rotador – tendões que fazem parte do grupo de músculos do
ombro e ajudam a estabilizá-lo.

Como é possível observar, a partir das estruturas da articulação subacronial, o


mecanismo de estabilização do ombro depende da ação dos sistemas estabilizadores
da articulação glenoumeral e também dos músculos escapulotorácicos.

Outra articulação que também não é verdadeira é a escapulotorácica. Ela é


representada pela escápula, que forma a base móvel sobre a qual a raiz do membro
superior se apoia. Ou seja, ela é peça-chave do bom funcionamento das articulações
do ombro.

Lesões das articulações do ombro

Os mecanismos de lesões no ombro podem ser traumáticos e atraumáticos. Os


movimentos repetitivos estão entre as principais causas das lesões atraumáticas.

As lesões das articulações do ombro podem causar dor, perda de força e limitação do
arco de movimento. Entre os motivos mais comuns, estão as:
• Bursistes – inflamação da bursa, bolsa que contém o líquido que envolve a
articulação e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e músculos;
• Tendinites – inflamação do tendão que une o músculo ao osso. Ela pode ser
ocasionada por traumas, lesões por esforço, artrite, infecções;
• Síndrome do impacto – dor e limitação de movimento. Geralmente é causado por
tendinites nos músculos do manguito rotador;
• Luxação – trauma direto sobre a região do ombro, onde o úmero que se articula com
a escapula é deslocado;
• Fratura – descontinuidade da estrutura óssea.

A principal prevenção dessas lesões é o fortalecimento dos músculos dos ombros e


dos braços, além do cuidado com os sistemas do corpo humano relacionados. Isso
gera a melhor estabilização das articulações da região, principalmente a musculatura
do manguito rotador.

É importante pontuar que a fase aguda e subaguda da lesão são momentos em que
não é indicado qualquer atividade física. Nesse instante, é melhor aplicar compressas
de gelo. A ação evita danos mais graves nas articulações do ombro, além de acelerar
o seu processo de recuperação.

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