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Documentos Comerciais e Títulos de Crédito

DOCUMENTOS COMERCIAIS

Enviado por

TitoEscupar
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Índice

Introdução ............................................................................................................................................... 1
1. DOCUMENTOS COMERCIAIS ................................................................................................... 2
1.1. CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................. 2
1.2. ARQUIVO .............................................................................................................................. 2
1.3. CONTRACTO DE COMPRA E VENDA .............................................................................. 3
1.4. TRANSPORTE POR RODOVIA:.......................................................................................... 3
1.5. TRANSPORTE POR CAMINHOS-DE-FERRO ................................................................... 4
1.6. TRANSPORTE INTERNACIONAL ..................................................................................... 4
1.7. O Preço.................................................................................................................................... 5
1.8. DESCONTOS E ABATIMENTOS. ....................................................................................... 6
1.8.1. Descontos Comerciais ..................................................................................................... 6
1.8.2. Descontos Financeiros .................................................................................................... 6
2. FASES E DOCUMENTAÇÃO DE COMPRA E VENDA ............................................................ 7
2.1.1. 1ª Fase: ENCOMENDA.................................................................................................. 7
2.1.2. Outros documentos: ........................................................................................................ 7
2.1.3. 2ª Fase: entrega ............................................................................................................... 8
2.1.4. 3ª Fase: liquidação .......................................................................................................... 8
2.1.5. 4ª Fase: pagamento.......................................................................................................... 9
3. TÍTULOS DE CRÉDITO ............................................................................................................... 9
3.1. Características ......................................................................................................................... 9
3.2. Classificação ......................................................................................................................... 10
3.2.1. Quanto a espécie de bens que representam: .................................................................. 10
3.2.2. Quanto a natureza dos intervenientes:........................................................................... 10
3.2.3. Quanto a forma de transmissão: .................................................................................... 10
3.2.4. Quanto ao vencimento: ................................................................................................. 10
3.3. OS INTERVENIENTES DA LETRA: ................................................................................. 11
3.3.1. VENCIMENTO DA LETRA........................................................................................ 11
3.3.2. REQUISITOS ESSENCIAIS DA LETRA: .................................................................. 12
3.3.3. REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS; ............................................................................. 12
3.3.4. OPERAÇÕES COM A LETRA: .................................................................................. 12
3.4. O CHEQUE .......................................................................................................................... 14
3.4.1. FORMAS DE EMISSÃO DE CHEQUES:................................................................... 14
3.5. A LIVRANÇA ...................................................................................................................... 14
Conclusão.............................................................................................................................................. 15
Introdução

Face ao tema em epígrafe , a ser debruçado: há que deixar claro que são documentos
comerciais comprovativos de transacções comerciais usados dia pós dia pelas pessoas
colectivas assim como individuais. Portanto, o que se espera nesta ficha é identificação,
conceitos e mais.

1
1. DOCUMENTOS COMERCIAIS

Documentos Comerciais – São comprovativos das transacções comerciais e servem de base


para os registos contabilísticos.

1.1.CLASSIFICAÇÃO
Internos – São aqueles que justificam transacções dentro da empresa. Ex: Requisições de
matérias de um departamento para o outro dentro da empresa, folhas de salários, etc.

Externos – São aqueles que justificam transacções dentro e fora da empresa. Ex: Notas de
Encomenda, Facturas, Recibos, etc.

1.2.ARQUIVO
Nos escritórios modernos, está cada vez mais presente um centro de produção de informações
e não apenas um registo de transacções.

Deve-se registar não só os factos históricos, mas também recorrer a novas formas de gestão
que servirão de base as decisões a serem tomadas pelos administradores.

Existem porém, várias funções que são indispensáveis no arquivo:

❖ Recolha de factos
❖ Selecção dos factos úteis para gestão
❖ Conservação ordenada dos factos recolhidos e classificados
❖ Procura dos factos recolhidos e conservados para consulta.

O Arquivo é a secção indispensável na empresa sobre a qual devem incidir todas as atenções,
é o lugar onde são ordenados, conservados e consultados todos os documentos, de forma a
obter dados para uma boa condução da empresa.

Para assegurar um bom funcionamento do arquivo é necessário executar as tarefas com


regularidade, tendo sempre presente a regras de ordenação e classificação de documentos.

Para que estes objectivos sejam atingidos é necessário que:

❖ O elemento humano possua as qualidades pessoais e profissionais necessárias a um


funcionamento regular de acordo com as normas;
❖ O arquivo deve ser instalado em locais apropriados com o material necessário, tendo
sempre em conta os princípios básicos de Ergonomia;
❖ Devem ser utilizadas as classificações de documentos consideradas racionais;

2
❖ Deve funcionar sob responsabilidade de um indivíduo especializado nesta matéria que
se designa por arquivista.

O Arquivo é o lugar onde se recolhe e guardam documentos, informações de interesse, com o


objectivo de conservar e assegurar resposta a todos os pedidos de consulta provenientes dos
vários sectores da organização (empresa ou instituições).

De acordo com o Plano Geral de Contabilidade (PGC), os documentos comprovativos das


operações registadas nos livros de contabilidade devem ser arquivados por um período de pelo
menos 10 anos.

Para facilitar a consulta, normalmente os documentos são arquivados em pastas de acordo com
a sua natureza e por ordem de data ficando os mais recentes em cima, pois, estes são os mais
solicitados.

1.3.CONTRACTO DE COMPRA E VENDA


A compra e venda, é um contracto pelo qual um dos Contraentes – Vendedor – transmite a
propriedade de um bem ou de um direito a outro Contraente – Comprador – mediante um preço
previamente combinado.

É, pois, um contracto bilateral ou oneroso porque:

❖ Vendedor obriga-se a entregar uma coisa;


❖ Comprador entrega o preço (dinheiro) da coisa.

Condições de compra e venda:

1- Antes de se proceder a qualquer encomenda tem que se ter resposta para: O que comprar?
Em que condições?

É necessário, portanto proceder a escolha da mercadoria, quer em qualidade quer em


quantidade, e fixar condições como: prazo de entrega, local, preço, forma de pagamento, etc.

Para eliminar as dúvidas de quem paga despesas de transporte, de seguros, e a


responsabilização da conservação, a Câmara do Comercio Internacional publicou as definições
que ficam conhecidas por INCOTERMS (International Commerce Trade Terms), que inclui as
abreviaturas a seguir indicadas:

1.4.TRANSPORTE POR RODOVIA:


FOT – (Free On Truck) – local de expedição ou local de destino – sobre camião no local de
expedição ou local de destino.

3
Todas as despesas até ao lugar de carregamento ou destino são por conta do vendedor. Significa
que este tem a responsabilidade de fazer o carregamento da mercadoria, não se
responsabilizando pelo frete e outras despesas que adiante se incorrer. Por exemplo, se
adquirida uma mercadoria em que o vendedor se encontre na Beira, e o contrato for “FOT-
Beira”, então este terá que proceder ao carregamento da mercadoria dentro do camião na Beira,
não sendo obrigado a pagar o frete mas sim as despesas de carregamento e outras surgidas até
o carregamento Se “FOT-Maputo”, então o nosso vendedor terá que colocar as mercadorias
no Maputo, não se responsabilizando pelas despesas de descarregamento e outras a posterior.

1.5.TRANSPORTE POR CAMINHOS-DE-FERRO


FOR (Free On Rail ) – sobre vagão na estacão de expedição ou estação de destino.

Todas as despesas até a estacão de expedição ou destino são por conta do vendedor. Significa
que este tem a responsabilidade de fazer o carregamento da mercadoria na estação de origem,
não se responsabilizando pelo frete e outras despesas posteriores. É valido o exemplo anterior
só que o transporte utilizado seria o de caminhos-de-ferro.

1.6.TRANSPORTE INTERNACIONAL
FAS – (Free Along Ship) – livre ao lado do navio no porto de embarque (ou no porto de
destino).

Todas as despesas até junto ao navio no porto de embarque (ou de destino) são da
responsabilidade do vendedor.

FOB (Free On Board) – porto de embarque – livre a bordo no porto de embarque.

- Todas as despesas até a colocação das mercadorias dentro do navio no porto de embarque são
da responsabilidade do vendedor. O vendedor deverá encarregar-se pelas despesas de
expedição (despacho) e carregamento no navio sem que para tal tenha que pagar o frete. Esta
abreviatura é usada somente para o transporte marítimo ou aquático.

CIF – (Cost, Insurance and Freight) – porto de destino – livre no porto de destino.

Todas as despesas (frete, seguro, etc.) até ao porto de destino são por conta do vendedor.
Significa que o vendedor é responsabilidade no pagamento do frete, seguro e outras despesas
que a mercadoria este no porto de destino. É de salientar que o vendedor deverá contratar um
seguro com cobertura mínima.

Há que distinguir-se a responsabilidade das despesas abrangidas pelas expressões: CIF-


Maputo, por exemplo.

4
Na Alfândega do Porto de Origem (ou Porto do Destino) - Todas as despesas até a alfândega
do porto de origem ou de destino são por conta do vendedor.

A porta da Alfândega do Porto de destino (ou Porto do Destino) - A responsabilidade do


vendedor termina a porta da Alfândega do porto de origem (ou de destino) correndo apartar dai
todas as despesas por conta do comprador.

No Armazém Geral ou no Entreposto - O vendedor entrega as mercadorias no armazém geral


ou no entreposto, ficando estas a disposição do comprador que terá de pagar direitos
aduaneiros.

Existem outras formas de entrega de mercadorias:

❖ No armazém do vendedor;
❖ No armazém do comprador;
❖ Consignação.

NOTA: Todas as despesas pagas pelo vendedor são incluídas na factura, pelo que o valor desta
será igual ao valor da mercadoria acrescido de todas as despesas pagas pelo vendedor conforme
o incoterm acordado (caso seja do exterior) . E das diversas nomenclaturas estudadas as que
mais importância damos é FOB e CIF.

1.7.O Preço
Na fixação do preço há dois aspectos a considerar:

❖ Que moeda a utilizar?


❖ Normalmente, os critérios utilizados para a determinação da moeda são:
❖ Os contraentes são do mesmo pais, logo a moeda a utilizar será do próprio pais;
❖ Os contraentes são de países diferentes – em regra deve-se considerar moeda de um dos
países, aquela que oferece maior estabilidade e segurança ou moeda de um terceiro pais,
observando o factor estabilidade e segurança.
❖ Que quantidade de moeda?

Tratando-se do valor ou do próprio preço da mercadoria, a sua fixação obedece:

❖ Por acordo dos contraentes – o preço é definido pelos contraentes;


❖ Por lei – os preços são fixados pelos governos com o objectivo de evitar especulação e
permitir o consumo de certos produtos pelas pessoas com menos poder de compra;
❖ Por concurso público – o comprador faz anuncio do que pretende comprar;

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❖ Por cotação na bolsa – tem por base os preços médios das mercadorias negociadas num
determinado dia;
❖ Por leilão – é oferecida por preço base, os presentes irão fazendo preço crescente e é
ganha por quem fizer o preço mais alto.

1.8.DESCONTOS E ABATIMENTOS.
Com o objectivo de incrementar as vendas, é corrente os vendedores, mediante certas
condições, concederem aos seus clientes descontos de natureza comercial e ou financeiro.

1.8.1. Descontos Comerciais


- São as reduções do preço (abatimento) que resultam da aquisição de grandes quantidades ou
de fornecimento de um produto ligeiramente diferente do encomendado. Estes descontos
originam a redução do custo de aquisição, vulgarmente chamados de abatimentos.

São os seguintes descontos considerados comerciais:

❖ Desconto de Revenda – concedidos do Armazenista aos retalhista para possibilitar o


lucro do intermediário;
❖ Descontos de qualidade – concedido ao comprador quando a qualidade não corresponde
a combinada;
❖ Bónus – concedido ao comprador que ultrapasse determinado montante;
❖ Bom peso – quantidades de mercadorias não facturadas, remetidas pelo fornecedor ao
seu cliente com o objectivo de fazer face a possíveis quebras.

1.8.2. Descontos Financeiros


- São Descontos Financeiros as reduções da divida por antecipação do pagamento. Estas
reduções até podem ser de dividas que não tenham sido originadas por transacções de
mercadorias, poderão ter sido, por exemplo, de compra/venda de imobilizado (bens para uso e
não para a venda) ou de empréstimos de valores em dinheiro.

São os seguintes descontos considerados financeiro:

❖ Desconto de pronto pagamento – concedido ao comprador sempre que o pagamento se


efectuar no acto de entrega das mercadorias ou no prazo máximo de 8 dias após a
entrega.
❖ Desconto por antecipação do pagamento – concedido ao comprador quando paga as
mercadorias antes do prazo acordado.

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Descontos Sucessivos (10% + 5%) – podem ser comerciais ou financeiros – significa que o
primeiro é de 10% incidindo sobre o valor ilíquido do bem, o segundo é de 5% incidindo sobre
o valor liquido do bem após o primeiro desconto.

2. FASES E DOCUMENTAÇÃO DE COMPRA E VENDA


1ª ENCOMENDA

❖ Nota de Encomenda

2ª ENTREGA

❖ Guia de Remessa
❖ Acuso de Recepção (na guia de remessa ou entrega)

3ª FACTURAÇÃO

❖ Factura, N. Débito/Crédito

4ª LIQUIDAÇÃO

❖ Recibo

Obs.: As setas referem-se ao envio dos principais documentos.

2.1.1. 1ª Fase: ENCOMENDA


O comprador comunica ao vendedor a quantidade, qualidade e preço das mercadorias que
deseja adquirir e combinam as condições de entrega e pagamento.

Os principais documentos utilizados nesta fase são:

A Nota de Encomenda – é o documento onde o comprador especifica a quantidade da


mercadoria pretendida, bem como as condições de entrega e pagamento. Em regra geral, é
preenchido em duplicado, sendo o original para o vendedor e o duplicado para o comprador.

2.1.2. Outros documentos:


Nota de Venda – muita das vezes, a encomenda surge pelo contacto do representante do
vendedor (caixeiro – viajante) com o comprador, é preenchida em triplicado e é semelhante a
nota de encomenda;

Requisição – é muito utilizada no comércio por retalho e serve para o comprador levantar de
imediato as mercadorias no armazém do vendedor.

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Ordem de Compra – é o documento utilizado pelo comprador para mandar o seu comissário
da compra de mercadorias.

Exemplo de uma Nota de Encomenda e de Requisição:

2.1.3. 2ª Fase: entrega


O vendedor envia as mercadorias, dando assim execução a encomenda (ou pedido) feita pelo
comprador.

Guia de Remessa – este documento acompanha as mercadorias e serve para o comprador


proceder a conferência dos artigos recebidos.

Talão de Recepção – é devolvido pelo comprador ao vendedor apôs recepção das mercadorias,
confirma as mercadorias recebidas.

Obs.: O Talão de Recepção é o documento que vem por baixo da Guia de Remessa, abaixo da
parte picotada.

2.1.4. 3ª Fase: liquidação


O vendedor indica ao comprador o montante em divida, tendo em conta que: “Total em divida
= valor das mercadorias – descontos + despesas de compra + o IVA”.

Factura – é o documento mais importante do contrato de compra e venda, é este o comprovante


oficial da compra. A factura pode ser emitida até ao 5º dia após realização da operação, por
isso pode ou não acompanhar as mercadorias.

As facturas podem classificar-se em:

Factura de Praça – o vendedor e o comprador são da mesma praça;

Factura de Expedição - o vendedor e o comprador são de praças diferentes;

Factura Provisória ou Condicional – o vendedor envia mercadorias à condição. Esta factura


deverá ser substituída por uma definitiva após o comprador definir com que mercadorias fica.

Factura Simulada ou Pró-forma – documento, por vezes utilizado no comercio internacional,


através do qual o vendedor dá a conhecer ao comprador as condições de fornecimento das
mercadorias pretendidas.

Nota de Débito – é o documento que rectifica positivamente o valor da factura, quando o


vendedor por lapso, se esqueceu de mencionar alguma despesa por conta do comprador ou

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errou algum cálculo. Este documento indica que o remetente lançou uma operação positiva (a
seu favor) na conta corrente.

Nota de Crédito – é o documento que rectifica negativamente o valor da factura ou da divida,


pelo que indica que o remetente lançou uma operação negativa (a favor de outrém) na conta
corrente.

2.1.5. 4ª Fase: pagamento


O Pagamento encerra o contrato de compra e venda e consiste na entrega do comprador ao
vendedor do valor em divida. O pagamento de uma divida pode ser:

Imediato – quando se realiza em simultâneo com o fornecimento do bem ou serviço;

Diferido – quando tem lugar em momentos diferentes

Recibo - é o documento passado pelo vendedor (quem recebe é quem passa o recibo ) que
serve para dar quitação ao comprador.

Como Recibo, poderá ser usada a própria factura, que com o carimbo de “PAGO” OU
“RECEBIDO” passa a chamar-se de Factura-recibo.

Obs.: Quando as fases de liquidação e pagamento se processam em simultâneo poderá ser


emitido um documento designado por Venda a Dinheiro (V/D), que funcionara como um
recibo, dispensando-se a emissão da factura.

3. TÍTULOS DE CRÉDITO
Títulos de crédito - são documentos que dão direito de receber qualquer coisa. São documentos
representativos de um crédito (divida a receber) que uma pessoa (credor) tem sobre outra
(devedor).

O direito que os títulos de crédito representam e consubstanciam, não pode ser exercido sem a
posse do documento. Isto quer dizer, se nós formos legítimos possuidores de um cheque, por
exemplo, se por qualquer motivo pretendermos fazer o levantamento do seu valor não o
poderemos fazer sem que o apresentemos ao banco sacado.

3.1.Características
❖ Literalidade - o título de crédito vale pelo que nele esta escrito;
❖ Autonomia - O portador do titulo tem o direito a ele inerente, independentemente das
❖ obrigações existentes entre o primeiro credor e devedor;

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❖ Transmissibilidade - Os títulos de crédito são transmissíveis, o que permite em alguns
casos, o recebimento do seu valor antes da data do vencimento.

3.2.Classificação
3.2.1. Quanto a espécie de bens que representam:
❖ Títulos representativos de moeda - Dão ao seu proprietário o direito de receber moeda
em troca do titulo. Por ex: cheque, letra, livrança, etc.
❖ Títulos representativos de mercadorias – Dão ao seu proprietário o direito de receber
mercadorias em troca do título. Ex: conhecimento de embarque, etc.
❖ Títulos de participações de capital - Títulos que concedem poderes de características
especiais. Ex: acções, etc.
❖ Títulos representativos de serviços - Dão direito a beneficiar-se da prestação de
serviços. Ex: bilhetes de cinema e de passagem, etc.

3.2.2. Quanto a natureza dos intervenientes:


❖ Públicos - Emitidos pelo Estado (títulos de tesouro);
❖ Particulares - Emitidos por particulares (letras).

3.2.3. Quanto a forma de transmissão:


❖ Títulos nominativos - indicam o nome do credor originário e só podem ser transmitidos
através de uma declaração escrita da qual conste o nome do novo possuidor. Ex:
Acções, obrigações de tesouro, etc.;
❖ Títulos a ordem – transmissíveis por endosso (ordem dada pelo vendedor para pagar a
uma terceira pessoa). Ex: letra, cheque, etc;
❖ Títulos ao portador – Não indicam o nome do credor originário e transmitem-se pela
sua entrega real. Ex: cheque, bilhete de lotaria premiado, etc.

3.2.4. Quanto ao vencimento:


A vista - pagos no momento em que se apresentam ao devedor (vales de correio, cheques,
etc.)

A prazo - pagos após um certo prazo. Ex.: letras.

3.2.4.1. A letra
A Letra - É um titulo a ordem sujeito a formalidades, pelo qual uma pessoa -sacador - ordena
a outra - sacado- que lhe pague a si ou a terceiro - tomador- certa importância em determinada
data.

❖ Legenda:

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❖ Local de emissão;
❖ Data de emissão;
❖ Valor Nominal da letra por algarismos;
❖ Vencimento da letra;
❖ Ordem de pagamento;
❖ O beneficiário da letra;
❖ Quantia da letra por extenso;
❖ Origem da letra;
❖ Nome e residência do sacado (quem deve pagar a letra);
❖ Local de pagamento da letra;
❖ Assinatura do sacador.

3.3.OS INTERVENIENTES DA LETRA:


Sacador – Pessoa que da a ordem de pagamento, sacando a letra.

Aceitante – Pessoa a quem é dada a ordem de pagamento e que tem de aceitar a letra,
responsabilizando-se pelo seu pagamento. É o sacado depois de a aceitar;

Tomador ou beneficiário - Pessoa a quem o sacador transmite todos os direitos emergentes da


letra.

Portador – Pessoa que apresenta a letra a pagamento. O [portador da letra tanto pode ser o
sacador, como o tomador ou endossado.

Avalista – Pessoa que garante o pagamento da letra por parte do aceitante.

3.3.1. VENCIMENTO DA LETRA


Vencimento - É a data em que o portador pode exigir o seu pagamento.

Tipos de vencimento:

À vista – A letra é pagável no dia da sua apresentação. O pagamento deve ser efectuado quando
for apresentada a letra;

A prazo (ou termo) de vista (d/v)- Pagável no prazo indicado, contando-o a partir da data do
aceite.

A prazo (ou termo) de data (d/d) - A letra vence-se decorrido o prazo nele fixado, que se calcula
a partir da data do saque;

Em data fixa - A letra vence-se numa data marcada (data fixa).

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O pagamento da letra deve fazer-se no dia do seu vencimento ou num dos dois dias úteis
seguintes.

3.3.2. REQUISITOS ESSENCIAIS DA LETRA:


❖ A palavra “letra” escrita no próprio titulo;
❖ O mandato puro e simples de pagar uma certa quantia determinada;
❖ Nome da entidade que a deve pagar;
❖ Nome da entidade a quem ou a ordem de quem deve ser paga;
❖ A indicação da data em que é sacada;
❖ A assinatura de quem passa ou emite a letra (sacador).

3.3.3. REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS;


Época de pagamento; (a)

Lugar de pagamento;(b)

Lugar onde a letra foi emitida;(c)

Quando não se indica a época de pagamento, entende-se que a letra é pagável a vista;

Quando não se designa o lugar de pagamento, considera-se que será paga no domicílio do
sacador;

Quando não é mencionado o lugar onde foi passada, considera-se como tendo-o sido no
domicílio do sacador.

3.3.4. OPERAÇÕES COM A LETRA:


O SAQUE - É uma ordem de pagamento dada pelo sacador a outrém (aceitante) para que
pague a si ou a sua ordem.

O ACEITE - É o acto pelo qual o sacado se obriga a pagar a letra na data do vencimento. Até
a data de vencimento, a letra pode ser apresentada pelo portador para aceite no domicílio do
sacado. É o acto de assumir o compromisso de pagar o valor da letra.

Tipos de aceite:

Aceite incompleto ou em branco - constituído apenas pela assinatura;

Aceite completo - além da assinatura deve ser escrita a palavra “aceito”.

AVAL - É uma garantia dada por um terceiro – Avalista - ao pagamento total ou parcial da
letra.

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O aval pode ser:

Completo;

Incompleto ou branco.

O PROTESTO - É o acto de o portador lavrar junto do notário (ou qualquer autoridade


jurídica) uma reclamação por falta de pagamento ou mesmo por falta de aceite. Consiste, pois
em comprovar essa recusa para que possa exercer os seus direitos de acção contra todos
intervenientes (sacador, aceitante, avalista).

ENDOSSO - É a transferencia de todos direitos dela emergente, isto é a transmissão da


propriedade da letra.

DESCONTO BANCÁRIO – É a operação pela qual o beneficiário endossa a letra a um banco,


antes do vencimento da letra, recebendo o valor líquido, isto é, o valor nominal da letra
deduzido de juros e de mais despesas bancárias.

As despesas bancárias mais usuais no desconto bancário são:

O juro, comissão ou prémio de desconto (percentagem calculada com base no valor nominal,
dependendo, se o ano considerado para efeitos de cálculo é comercial ou civil);

Prémio de transferencia (quando letras de outras praças, percentagem sobre o valor nominal);

Imposto (percentagem sobre o valor de juros ou comissão e o prémio de transferencia);

Portes (importância variável, dependendo dos gastos postais, telefonemas, impressos, etc.)

COBRANÇA BANCÁRIA - É a operação que se assemelha ao desconto; diferindo pelo facto


de endossar-se ao banco depois de vencida a letra. Normalmente, quando o aceitante for de
praça diferente.

REFORMA DA LETRA- consiste na substituição da letra por uma letra (ou letras) com
vencimento posterior.

A reforma pode ser total, quando substitui-se na totalidade do valor e parcial, quando ha um
pagamento de uma parte, substituindo-se o restante.

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3.4. O CHEQUE
Cheque - É uma ordem de pagamento a vista dada pelo depositante – sacador - ao seu banqueiro
- depositário ou sacado - para que lhe pague a si ou à sua ordem – uma determinada quantia
que pode ir até ao montante do deposito.

3.4.1. FORMAS DE EMISSÃO DE CHEQUES:


❖ Cheque nominativo - quando vem o nome da pessoa a quem deve ser pago;
❖ Cheque ao portador - o cheque pode ser pago a qualquer pessoa que o apresentar;
❖ Cheque cruzado - só pode ser pago ao banco (banqueiro) ou a um cliente do banco e
tem por objectivos reduzir os riscos de extravio, roubo ou falsificação.
Obrigatoriamente este cheque deverá ser depositado.

Este pode ser geral - quando duas rectas paralelas- e especial - quando vem expresso no meio
das duas rectas o beneficiário.

Cheque visado - garante a existência de provisão (saldo em banco);

Cheque de viagem ou Traveller's cheque - Os usados para efeitos de viagem, os quais podem
ser levantados no destino, uma vez que podem ser levantados em qualquer banco.

3.5.A LIVRANÇA
Livrança - É um documento pelo qual um possível devedor se compromete a pagar á ordem
do seu credor uma importância determinada num prazo fixo. É um documento semelhante á
letra. A mesma pode servir de título de seguro da dívida como por exemplo. O Senhor João
para o empréstimo em causa a sua garantia é livrança em branco avalizada em nome do
proprietário. Isto aplica-se quando o proprietário precisa de um empréstimo bancário sem se
envolver em penhor mercantil. Servindo desta feita em garantia.

Exemplo: Em quinze de Maio do corrente ano Fernando João, situado na Rua número 7 -
Maputo, vende a A. Loureiro, mercadorias no valor de 54.000.000,00 MT, pagáveis em 31 de
Outubro próximo. Para liquidação A. Loureiro subscreve no próprio dia da venda uma livrança
a ordem do seu fornecedor.

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Conclusão
Atendendo e considerando o mercado cotidiano, há que realçar o seguinte: para as transacções
comerciais existem regras. Tanto nacionais ou internacionais. No que tange ás regras
internacionais há que obedecer os INCOTEMS (International Commerce Terms traduzido:
Termos de comércio internacional) que vão desde a origem ao destino. As operações vindouras
do exterior são suportadas pelo fornecedor na origem e pelo adquirente no destino e são
susceptíveis ao controle internacional. Além de depender de itens do exterior há comercio
desenvolvido no interior que simplesmente são trocas directas que regulam-se pelos
documentos de facturação que são usados para transmissão de bens e também pelos de
liquidação para confirmar a liquidação dos bens fornecidos.

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