E Book Procedimentos Extrajudiciais
E Book Procedimentos Extrajudiciais
e instrumentos de atuação do
Ministério Público
Autores
Mariano Paganini Lauria
Marcus Aurélio de Freitas Barros
Nouraide Fernandes Rocha de Queiroz
Procedimentos extrajudiciais
e instrumentos de atuação do
Ministério Público
Procedimentos extrajudiciais
e instrumentos de atuação
do Ministério Público
Autores
Mariano Paganini Lauria
Marcus Aurélio de Freitas Barros
Nouraide Fernandes Rocha de Queiroz
Ouvidor
Erickson Girley Barros dos Santos
ISBN 978-85-7064-058-1
CDU 347
L384p
Apresentação7
Aula 3 – Recomendação50
Referências 60
Sobre os autores 63
Apresentação
N
este curso, veremos que o Ministério Público brasileiro atua no
campo extrajudicial (ou extrajurisdicional) por meio das cinco classes
taxonômicas, quais sejam: notícia de fato (NF), inquérito civil público (IC),
procedimento preparatório (PP), procedimento administrativo (PA) e procedimento
investigatório criminal (PIC), que são procedimentos de atuação finalística do
Ministério Público. Tais procedimentos têm como funções primordiais o registro
dos atos e a uniformização das atividades para conferir legitimidade e efetividade
à utilização dos instrumentos no cumprimento das tarefas institucionais. Ademais,
apresentaremos essas classes, bem como os principais instrumentos disponíveis,
a fim de proporcionar subsídios para maior qualificação da atuação ministerial
por parte de seus integrantes.
7
UNIDADE 1
Classes
Título Taxonômicas
da unidade
O
lá caro aluno!! Nesta unidade, abordaremos cada uma das cinco
classes taxonômicas existentes que são os procedimentos ministeriais
padronizados e previstos em resoluções do Conselho Nacional do
Ministério Público (CNMP) e órgãos colegiados locais a fim de (re)conhecer
suas características fundamentais e respectivas finalidades. Assim, das aulas
1 a 5, respectivamente, trataremos sobre notícia de fato (NF); inquérito civil
(IC); procedimento preparatório (PP); procedimento administrativo (PA); e
procedimento investigatório criminal (PIC).
Notícia de fato
Aula
1
NOTÍCIA DE FATO
V
ocê já parou para pensar o que é, afinal, uma notícia de fato (NF)? Já refletiu sobre as
representações, os termos de atendimento, termos de declarações, ou qualquer documento
que narre irregularidades que venham a ser relatadas por interessados que procurem a
promotoria de justiça (PmJ)? Ou até mesmo pelo próprio promotor de justiça – em caso de haver
mais de um com atribuição concorrente e que fique sabendo de algum fato, e o reduza a termo e
encaminhe à distribuição? E sobre a NF anônima?
Vamos, então, verificar onde encontrar o conceito de NF, como se dão os procedimentos relativos
às NFs. Vamos melhor compreender em que situações elas ocorrem, quais as suas implicações,
onde e como são registradas, as questões quanto aos seus prazos e tudo o mais que for importante
para o desempenho do trabalho que envolva essa classe taxonômica numa promotoria de justiça.
Art. 1º A notícia de fato é qualquer demanda dirigida aos órgãos da atividade-fim do Ministério
Público, submetida à apreciação de seus membros, conforme as atribuições das respectivas
áreas de atuação, podendo ser formulada presencialmente ou não, dentre outros, por meio de
atendimentos, requerimentos e representações e apresentação de documentos. (Grifo nosso).
ATENÇÃO!
Não são notícias de fato: meras informações prestadas à pessoa que procura a PmJ, convites,
ofícios meramente informativos e ofícios de respostas já expedidos dentro de um procedimento etc.
“A demanda formul
ada por
manifestação anôn
ima não implicará
ausência de provid
ências desde que
forneça, por qualqu
er meio
legalmente permiti
do, informações
sobre o fato e seu
provável autor,
bem como a qualifi
cação mínima
que permita a sua
identificação e
localização”.
E o promotor de
justiça pode atuar
de ofício, ou seja, Pode, sim! Logicamente,
por conta própria, se ele pode atuar,
acerca de alguma diretamente, de ofício,
situação que tomou também pode atuar a
conhecimento sem partir de uma denúncia
ser provocado? anônima, desde que ela
traga elementos
mínimos para tanto.
Agora que conhecemos melhor o que é uma notícia de fato e o que estabelecem a Resolução
nº 174/2017-CNMP e a Resolução nº 012/2018-CPJ, passemos a entender como se dá seu registro, a
sua distribuição, e o seu e prazo!
Registro e distribuição: será registrada em livro próprio, ou sistema informatizado como, por
exemplo, nas promotorias que utilizam o MP Virtual, de forma livre ou aleatória, ou por prevenção.
Esta última significa que, quando for relacionada ao objeto de alguma investigação em curso, é
direcionada ao membro que o preside e fica prevento.
Art. 3º A notícia de fato será apreciada no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do seu
recebimento, prorrogável uma vez, fundamentadamente, por até 90 (noventa) dias.
E, caro aluno, devemos nos lembrar de que essa prorrogação ocorre quando necessária à
apuração de elementos para identificação dos noticiados, do objeto e da pertinência da investigação.
Você sabe o que pode ser feito e qual o objetivo de uma NF?
De acordo com o parágrafo único do art. 3º da Resolução nº 174/2017-CNMP, “No prazo do caput,
o membro do Ministério Público poderá colher informações preliminares imprescindíveis
para deliberar sobre a instauração do procedimento próprio, sendo vedada a expedição de
requisições”. (Grifo nosso).
A NF presta-se, principalmente, para avaliar a necessidade e/ou viabilidade (justa causa – busca
de elementos mínimos) para instauração de procedimento próprio, quais sejam:
A regra é que a NF não é sucedâneo de procedimento investigatório típico, deve ser utilizada
para solicitar informação, documento etc.
Vedada a requisição!
I) indeferir, de plano, a instauração de notícia de fato quando o fato narrado não configurar
lesão ou ameaça de lesão aos interesses ou direitos tutelados pelo Ministério Público ou for
incompreensível;
III) arquivar, se entender que não há justa causa para instauração de procedimento
administrativo, procedimento preparatório ou inquérito civil; ajuizamento de ação civil pública
ou de outra medida judicial;
V) remeter a outro órgão ministerial de execução quando entender não ser matéria de sua
atribuição.
No caso de o membro entender que não é matéria de sua atribuição, remete para o órgão que possua
essa atribuição. Não sendo necessário, via de regra, encaminhar para o CSMP.
Caso haja recurso, após as contrarrazões, ou não, da outra parte (esta tem de ser cientificada
do recurso), o membro do MP responsável pelo arquivamento da NF pode se retratar. Caso ele não
se retrate, devem os autos da NF ser encaminhados ao Conselho Superior do Ministério Público,
que dará a palavra final.
Veja, caro aluno, o quanto foi importante esta aula para uma compreensão aprofundada do que
é uma notícia de fato e sua aplicabilidade no ambiente de trabalho! Após esse estudo, passaremos
a 2ª classe taxonômica a ser estudada que é o inquérito civil. Avante!!
Aula
2
INQUÉRITO CIVIL
N
esta aula, veremos a classe denominada inquérito civil (IC). Inicialmente, convido você,
caro aluno, para assistir trechos de aulas ministradas pelo Prof. Hugo Nigro Mazzilli, em
que ele discorre acerca do conceito e das origens do inquérito civil.
O conceito do IC
As origens do IC
Agora que vimos os ensinamentos do renomado Prof. Mazzilli, passemos às nossas discussões.
na Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985 – Lei da Ação Civil Pública, que em seu art. 8º, § 1º,
estabelece: “O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil,
[...]” (grifo nosso);
nos arts. 25, inciso IV; e 26, inciso I, da Lei nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993 que disciplina,
no âmbito do Ministério Público, a instauração e tramitação do inquérito civil.
Art. 1º O inquérito civil, de natureza unilateral e facultativa, será instaurado para apurar fato
que possa autorizar a tutela dos interesses ou direitos a cargo do Ministério Público nos
termos da legislação aplicável, servindo como preparação para o exercício das atribuições
inerentes às suas funções institucionais.
Já que se trata de objeto tão amplo, você (re)conheceria facilmente as características dessa
ferramenta e quais as hipóteses para a sua instauração? Que tal observarmos a informação a seguir?
Principais Características
1) Procedimento investigatório
Teoricamente não tem partes, sendo inquisitorial, ou seja, sem possibilidade de ampla defesa,
apesar de tal característica atualmente ter sido abrandada, conforme veremos adiante.
3) Facultativo
O promotor de justiça pode ajuizar uma ação sem ele, caso já possua elementos.
A Resolução nº 23/2007, em seu art. 1º, parágrafo único, afirma que o inquérito civil
não é condição de procedibilidade para o ajuizamento das ações a cargo do Ministério
Público, nem para a realização das demais medidas de sua atribuição própria.
4) Formalidade
Segue normativas próprias, prazos e formas previstos em âmbito nacional na Resolução nº
23/2007 CNMP e, em âmbito local, na Resolução nº 012/2018-CPJ.
[...]
V) de ofício;
VII) por designação do procurador-geral de justiça, do Conselho Superior do Ministério Público [...].
a) deve ser instaurado por portaria devidamente fundamentada (fundamentação legal e fática),
numerada em ordem crescente contendo os requisitos do art. 22 da Resolução nº 012/2018-CPJ;
a) 2ª prorrogação:
além dos itens anteriores, tem que informar qual o número ordinal da prorrogação (se a
segunda, terceira etc.) e os atos ministeriais já realizados no curso – até então – e o que ainda
está pendente (relatório).
ATENÇÃO!
Art. 9º-A. A Resolução nº 23/2007 CNMP: Após a instauração do inquérito civil ou do procedimento
preparatório, quando o Membro que o preside concluir ser atribuição de outro Ministério Público, deverá
submeter sua decisão ao referendo do órgão de revisão competente (CSMP), no prazo de 3 (três) dias.
(Resolução nº 23/2007 CNMP com redação dada pela Resolução nº 126, de 29 de julho de 2015).
nte a
is ti r o in v e stigado dura e,
o n o s a u to s poderá ass ta d o se u depoimento
onstitu íd ade abso lu s dele
O defensor c õ e s, so b p ena de nulid ig a tó ri o s e probatório o
infra ç st sive, no curs
apuração de to d o s o s e le mentos inve d e n d o , in c lu
mente, de ente, po
subsequente e ta ou indiretam uesitos.
rr e n te s o u d eriva d o s, d ir
ã o , a p re se n tar razões e q
deco apuraç
da respectiva 1, de 21 de fe
vereiro de 20
17).
º 16
dada pela Resolução n
P J com redação
º 012/2018-C
(Resolução n
Sempre foi corrente na doutrina que o IC (assim como o inquérito policial) é um
procedimento inquisitorial, sem ampla defesa. Todavia, recentemente, foi prevista
a hipótese de assistência de advogado ao “investigado”, abrandando essa regra.
Assim, caso ele (investigado) constitua advogado, recomenda-se que o causídico
seja cientificado das decisões, que esteja presente nos atos de instrução e que possa
fazer postulação probatória, que será analisada pelo presidente da investigação
(membro do MP).
Você viu que há pessoas que se referem ao IC como inquérito civil público? Pois bem, quanto a
isso não há porque se preocupar, pois a nomenclatura adequada é mesmo inquérito civil, pois é de
sua natureza que seja público. Porém... pode esse procedimento ser sigiloso? Vejamos!
Via de regra o inquérito civil é público, como o próprio nome já diz, mas, em alguns casos, pode
ser decretado o sigilo (pelo seu presidente, promotor(a) de forma expressa e fundamentada) quando
necessário para preservação da intimidade (exemplo um caso que expõe algum menor) ou para a
eficiência das investigações (alguma diligência que se o investigado souber pode frustrar.
SAIBA MAIS
Para melhor entender sobre o que acabamos de observar, você pode verificar o art. 29, da Resolução
nº 012/2018-CPJ, que, em seus parágrafos e incisos, expõe os requisitos da publicidade aplicada ao
inquérito civil.
Isso pode ocorrer, por exemplo, quando um promotor de justiça vai fazer uma inspeção surpresa
em determinado local; ou nas próprias hipóteses de sigilo legal – algum documento resguardado
por sigilo, como uma quebra de dados bancários de alguém.
A finalização do IC ocorre por meio de ajuizamento de ação (normalmente ação civil pública) ou
arquivamento (com ou sem TAC), e é obrigatório o encaminhamento para revisão pelo CSMP, em
03 (três) dias, sob pena de falta funcional.
a) homologar o arquivamento;
SAIBA MAIS
Ver Inquérito Civil – MPMG – que se encontra em nosso material complementar para esta aula,
denominado “doc_01_ic_mpmg”.
E você sabe o que fazer em caso de surgimento de novas provas de um ilícito já investigado
anteriormente em inquérito civil, que foi arquivado justamente porque em momento
anterior o Promotor entendeu não existirem provas suficientes para ajuizar ação?
Veja bem, o IC antigo pode ser desarquivado, desde que seja dentro do prazo de
seis meses contados do arquivamento. Após esse prazo, deverá ser instaurado um
novo procedimento. Se for reaberto e novamente arquivado, tem de ser remetido
mais uma vez ao CSMP para apreciação (art. 12 da Resolução nº 23/2017 do CNMP).
SAIBA MAIS
Como leitura complementar para o aprofundamento do assunto, ver os artigos anexos em nosso
ambiente virtual de aprendizagem. São eles:
O instituto do inquérito civil visto como forma e meio importante para pacificar as demandas
coletivas e a discussão de seu devido processo constitucional, de Francisco das Chagas da Silva;
Maria Lírida Calou de Arújo e Mendonça; e Pedro Rafael Malveira Deocleciano.
É só clicar aqui!
Viram quanta informação e como aprendemos ainda mais sobre inquérito civil?!
Chegamos, assim, ao término desta aula. Na próxima, vamos conhecer melhor outra classe
taxonômica que é o procedimento preparatório. Até lá!
Aula
3
PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO
C
aro aluno, nas aulas anteriores, discorremos sobre a notícia de fato e o inquérito civil, desta
feita vamos falar sobre o procedimento preparatório. A exemplo das demais classes, serão
observadas a sua previsão legal e as semelhanças entre as características do IC e do PP. Você
verá, ainda, que algumas diferenças existem entre eles. Ficou curioso? Vamos aos estudos!!
É muito importante saber que no PP ainda não há elementos para a instauração direta de IC
(ou seja, ainda não foi possível a correta delimitação do objeto a ser investigado ou do próprio
investigado). É fácil você perceber até mesmo em função do próprio nome procedimento preparatório,
pois já anuncia, via de regra, é preparatório ao inquérito civil. É uma investigação que ocorre em
curto espaço de tempo, sendo, assim, de forma bem célere.
Você se lembra de que na aula anterior, sobre o IC, vimos quais suas características e qual o
seu objeto?
Pois para o PP são, basicamente, os mesmos. E esse fato pode ser claramente constatado ao
observarmos que o art. 19 da Resolução nº 012/2018-CPJ manda aplicar as mesmas regras do IC
para o PP, no que for pertinente (ou seja, no que não for expressamente diferente).
1) Quanto ao prazo
No IC
2ª prorrogação: além dos itens anteriores, tem de informar qual o número ordinal da
prorrogação (se a segunda, terceira, etc.) e os atos ministeriais já realizados no curso - até
então - e o que ainda está pendente (relatório).
No PP
O prazo é de 90 dias, prorrogável uma única vez (total 180 dias) sem necessidade de
comunicação ao CSMP.
2) Quanto à instauração
No IC
No PP
O ato de instauração, de acordo com a nossa resolução local, pode ser por despacho
fundamentado (art. 16. O procedimento preparatório, instaurado por despacho fundamentado,
deverá ser autuado com numeração sequencial própria e registrado em sistema eletrônico de
cadastro ou em livro próprio, denominado “Livro de Registro de Procedimentos Preparatórios”, em
que constará a data da autuação e registro, nome das partes interessadas e objeto).
ATENÇÃO!
O arquivamento deve ser submetido à revisão do CSMP, a exemplo do que ocorre com o IC.
Bem pessoal, observamos, nesta aula, que entre o IC e o PP muitas são as semelhanças e que
as diferenças se dão em função das especificidades de cada um, de acordo com a necessidade de
verificação dos elementos relativos à investigação, em decorrência de como esses se apresentam.
Assim, precisamos avaliar a necessidade ou não de uma melhor apuração dos fatos para que se
possa ter consistência à instauração do IC.
Basicamente, entendemos que, se há elementos suficientes para a instauração do IC, ele já deve
ser providenciado sem a necessidade do PP, caso contrário, assume essencial importância a prévia
instauração do PP.
Estamos prontos, então, para a nossa próxima aula, em que trataremos sobre o procedimento
administrativo.
Aula
4
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
O
lá pessoal! Vimos na aula anterior o procedimento preparatório (PP). Nesta, veremos o
procedimento administrativo (PA), também, observando a sua previsão legal, suas hipóteses
de aplicabilidade, suas características, seu prazo, arquivamento etc.
A previsão legal, bem como as hipóteses de aplicabilidade do PA, encontram-se nos arts. 8º e 13
da Resolução nº 174/2017 CNMP e da Resolução nº 012/2018 CPJ, respectivamente, e apresentam
4 possibilidades. São elas:
Após a celebração de TAC, via de regra, ele deverá ser fiscalizado no bojo de um PA, aberto
especificamente para tanto;
3) a apuração de fato que enseje a tutela de interesses individuais indisponíveis. Por exemplo:
direito individual de criança, adolescente e idoso em situações de risco;
Essa é uma cláusula genérica, como, por exemplo, de instauração de um PA para elaborar
e executar algum projeto de atuação.
ATENÇÃO!
E você sabia que no caso do item (3), tem uma importante observação a ser feita?
Então, quando (e apenas nessa hipótese) versa sobre direitos individuais indisponíveis, deve-se
seguir procedimento idêntico ao do arquivamento da notícia de fato, como observamos em nossa
primeira aula.
Caro aluno, podemos perceber, de acordo com o que estudamos em nossas aulas até este
momento, que o IC, o PP, e o PA têm muitas semelhanças entre si e poucas são as diferenças.
Obviamente, isso se dá em virtude de haver em cada um as especificidades, as finalidades, enfim as
características que lhes são inerentes e que justificam a pertinência da aplicabilidade em consonância
com a situação que se apresente à promotoria de justiça.
Vimos até aqui a NF, o IC, o PP e o PA. Assim, passemos para a próxima aula em que abordaremos
o procedimento investigatório criminal, o PIC.
Aula
5
PROCEDIMENTO
INVESTIGATÓRIO CRIMINAL
C
ontinuando nossos estudos, veremos, nesta aula, o procedimento investigatório criminal
(PIC). A exemplo do que foi visto nas aulas anteriores, você terá nesta 5ª aula, que é a
última da 1ª unidade, as informações necessárias para um (re)conhecimento acerca do
procedimento investigatório criminal, o PIC, observando desde a sua previsão legal até o seu
arquivamento. Assim, é interessante, sobretudo, ter em mente que o aporte legal para o PIC podemos
encontrar na Resolução nº 181, de 7 de agosto de 2017, do CNMP, e na Resolução nº 08, de 21 de
novembro de 2009, do CPJ.
Contudo, caro aluno, antes de adentrar na compreensão acerca do PIC, é necessário que nos
lembremos de que a investigação criminal direta pelo Ministério Público foi alvo de acesa polêmica!
Quem não se lembra da tentativa de aprovação da famigerada PEC-37, que só não foi aprovada
em virtude de uma intensa mobilização popular? Hoje, a polêmica está superada. O Supremo Tribunal
Federal (STF) reconheceu o poder investigatório criminal do Ministério Público.
SAIBA MAIS
Veja mais sobre o assunto acessando aqui, matéria “Ministério Público pode promover investigações
criminais (diz STF)” publicada no portal Jusbrasil, por Luiz Flávio Gomes.
Esse reconhecimento por parte do STF constitui-se fator que reforça a justificativa de estudarmos
sobre o PIC. Passemos, então, ao conceito do PIC que se encontra logo no caput do art. 1º, da
Resolução nº 181, de 7 de agosto de 2017-CNMP:
Ver artigo do promotor de justiça do MPRN Rodrigo Rodrigues Moreira, intitulado “A investigação
criminal direta pelo Ministério Público e o procedimento investigatório criminal”, que se encontra
anexo no ambiente virtual de aprendizagem.
Caro aluno, é importante entender que esse procedimento possui objeto amplo, uma vez que
trata da apuração de fato que pode ensejar ação penal pública e pode ser instaurado de ofício pelo
membro ou por provocação.
O PIC não é condição de procedibilidade para ajuizar ação penal, pois se o membro
recebeu elementos informativos que já tragam autoria e materialidade de crime, já
se pode formular a denúncia criminal – pela qual se inaugura a ação penal pública.
Vamos relembrar que, na aula 1, nós vimos a notícia de fato. Você pode, agora, verificar que
essa peça de informação também pode ensejar a instauração do PIC. Observe, caro cursista, que
na Resolução nº 181, de 7 de agosto de 2017-CNMP, encontram-se, também, estabelecidas as
possibilidades do recebimento de notícia de fato criminal.
III) encaminhar as peças para o Juizado Especial Criminal, caso a infração seja de menor
potencial ofensivo;
ATENÇÃO!
Os prazos das NFs, atualmente, foram unificados, tanto cível como criminal, regra do 30 + 90 = 120 dias.
se houver apenas um promotor de justiça com atribuição criminal, então, o PIC será para ele!
Caso exista mais de um promotor de justiça com essa atribuição, a distribuição será feita
aleatoriamente, salvo se já tiver algo tramitando com o mesmo objeto – hipótese de
prevenção.
Vamos nos lembrar, mais uma vez, de aulas anteriores, a exemplo das aulas 3 e 4, em que
aprendemos mais sobre inquérito civil e procedimento administrativo? Então, esses apresentam,
dentre suas semelhanças, a instauração mediante portaria. Correto?
O PIC se assemelha a essas classes, por ser, também, instaurado por meio de portaria
fundamentada, delimitando o objeto, com número sequencial e registrada em livro próprio ou
sistema informatizado – como, por exemplo, no MPRN, onde trabalhamos com o sistema MP Virtual.
Bom, vejamos:
Isso é importante! Existe sim! São permitidas, por igual período, prorrogações sucessivas, por
decisão fundamentada do membro do Ministério Público responsável pela sua condução.
Nesse caso não deve comunicar ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP)
a prorrogação, pois o colegiado não tem atribuição criminal.
Vejamos que, para essa última etapa, deve ser realizado o ajuizamento de denúncia criminal ou
arquivamento, sempre EM JUÍZO!
ATENÇÃO!
Ver artigo intitulado “Arquivamento do PIC instaurado e presidido pelo Ministério Público. Quem
deve homologar? ”, de João Gaspar Rodrigues.
SAIBA MAIS
Quanto a esse Acordo, é recomendada a leitura do didático artigo sobre o tema intitulado “Breves
considerações sobre o acordo de não persecução penal“, acessando aqui.
Ver também estudo completo do acordo de não persecução penal e o novo PIC, de Francisco Dirceu
Barros - PGJ do MPPE.
Caro aluno, nesta aula, aprendemos mais sobre o PIC, cumprindo a tarefa de (re)conhecimento
das classes taxonômicas, conforme previsto em nosso plano de curso. Pudemos, também, observar
uma novidade do CNMP que é o acordo de não-persecução penal, configurando o protagonismo do
Ministério Público em seu papel investigatório!
Pudemos verificar, também, a importância das indicações de diversos textos e vídeos, das
interações nos fóruns de discussão, enfim, da utilização de recursos que nos deram aporte,
complementando e enriquecendo nossa aprendizagem.
Vamos lá?
Instrumentos de atuação
Título da unidade
do Ministério Público
C
aro aluno, como vimos, na unidade anterior, as classes taxonômicas
são normatizadas! Nesta unidade, em que estudaremos alguns dos
instrumentos da atuação extrajudicial, veremos que esses instrumentos,
também, são regidos por normas específicas. Abordaremos nas próximas aulas
alguns deles, especialmente, os mais importantes e rotineiros nas Promotorias de
Justiça, a saber: requisições, audiências, recomendações e termos de ajustamento
de conduta.
40
Requisição Ministerial
Aula
1
REQUISIÇÃO MINISTERIAL
D
entre os instrumentos que iremos estudar, vamos iniciar com a requisição ministerial.
Abordaremos acerca da sua previsão legal, da natureza jurídica e do seu conceito, do
prazo, como também das consequências jurídicas do seu não cumprimento. Aos estudos!!
Quanto à previsão legal, destacamos que várias normas preveem a figura da requisição pelo
Ministério Público. É interessante observarmos, por exemplo, que esse instrumento se encontra na
nossa Carta Magna/88, art. 129, VI, da CF/88; na Lei da Ação Civil Pública – Lei nº 7.374, de 24 de
julho de 1985, no art. 8º, em seu § 1º; na Lei nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993 – Lei Orgânica
Nacional ; e a LCE 141/96 –Lei Orgânica Estadual; como também na Resolução nº 181, de 7 de
agosto de 2017, do CNMP e Resolução nº 012, de 24 de outubro de 2018-CPJ-RN.
Bom, vamos entender mais um pouco a partir do que nos afirma Hugo Nigro Mazzilli, em sua
obra A defesa dos interesses difusos em juízo.
Nos procedimentos a seu cargo, o membro do Ministério Público pode também expedir
requisições. Entre outras finalidades, a requisição pode consistir em ordem legal de realização
de diligências ou apresentação de documentos ou informações por parte do destinatário
à autoridade competente. Algumas notificações só podem ser encaminhadas pelo próprio
procurador-geral, quando tiverem como destinatário o governador do Estado, os membros do
Poder Legislativo estadual e os desembargadores. As requisições ministeriais serão cumpridas
gratuitamente e também supõem prazo mínimo razoável para atendimento, que dependerá
de circunstâncias concretas. (MAZZILLI, 2013, p. 479).
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre o poder requisitório e o que pode ser requisitado, vale observar o disposto
no art. 34, da Resolução 012/2018-CPJ.
É o seguinte:
E no que geralmente, de
se refere dez dias úteis
aos
prazos?
Mas pode
haver Pode, sim! E quem
prorrogação? decide é o
E se for promotor ou
possível promotora de
quem decide a justiça.
esse
respeito?
Você se lembra de que, no início desta aula, falamos em consequências jurídicas, decorrentes
do descumprimento da requisição? Então, vamos ver quais são e onde encontramos as diretrizes
nessa situação.
Veja bem! As consequências são diversas, podem configurar crime de desobediência (art. 330 do
Código Penal, “Desobedecer a ordem legal de funcionário público:[...]”; ou o crime disposto no art. 10
da Lei da Ação Civil Pública (quando os dados técnicos omitidos ou retardados forem considerados
indispensáveis para a propositura da ação civil pública); pode até configurar ato de improbidade
administrativa, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o STJ.
É também válido lembrar que se aplica-se, ainda, no caso de um ilícito administrativo, por
exemplo, em que o servidor público responder a um processo administrativo disciplinar (PAD) pelo
descumprimento da ordem, via sua Corregedoria ou setor responsável.
SAIBA MAIS
Antes de concluir, vamos revisar um pouco sobre o inquérito civil e estudar mais detidamete o
poder de requisição ministerial lendo o seguinte artigo: “Técnicas adequadas à litigiosidade coletiva
e repetitiva”, de Bruno Chounj Cunha de Lima.
Caro aluno, realizada essa abordagem sobre requisição ministerial, passemos à aula 2, em que
estudaremos mais um instrumento da atuação extrajudicial que é a audiência.
Avante!
Aula
2
AUDIÊNCIA EXTRAJUDICIAL
A
pós estudarmos sobre a requisição ministerial, vamos, agora, entender melhor sobre
audiência extrajudicial, observando quando teremos audência ou reunião ministerial e
quando se faz necessária a audiência pública.
a) audiência ou reun
ião
ministerial; e
b) a audiência públ
ica.
E o que significa
cada uma delas?
Qual a diferença
entre ambas?
É o que
veremos a
seguir! Vamos
lá!
E você sabe como fazer para o comparecimento das pessoas à oitiva? Veja: normalmente, são
expedidas notificações, conforme disciplina o art. 32 da Resolução nº 012, de 24 de outubro de
2018-CPJ-RN, para comparecimento ao ato. E nesse procedimento o(a) promotor(a) de justiça deve
deixar delimitado quem ele(a) deseja que compareça ao local da oitiva.
Sempre é necessário formalizar o ato, redigindo, por exemplo, um termo, ou uma ata, ou uma
memória da audiência ou reunião. Nessa peça, devem constar as seguintes informações:
os presentes;
o objeto da audiência;
Audiência pública
E a audiência Pública? O que tem de especificidade? Do que estamos falando? Bom, vale destacar
que a audiência pública tem normativa própria, e exemplo do que estabelece a Resolução 012/2018-
CPJ, constante dos arts. 50 a 55.
Compete aos Órgãos do Ministério Público, nos limites de suas respectivas atribuições,
promover audiências públicas para auxiliar nos procedimentos sob sua responsabilidade, na
identificação de demandas sociais que exijam a instauração de procedimento, para elaboração
e execução de Planos de Ação e Projetos Estratégicos Institucionais ou para prestação de
contas de atividades desenvolvidas.
estabelecer limite para quantidade de inscritos – sendo recomendável a expedição de edital prévio
nesse sentido;
elaborar ata a ser arquivada em pasta própria na promotoria de justiça e encaminhar cópia
ao procurador-geral de justiça; e
ATENÇÃO!
A audiência pública, como a audiência extrajudicial, tem natureza instrutória, não vinculando o(a)
promotor(a) de justiça às opiniões dominantes na oportunidade da realização do ato público. É
apenas mais um elemento de informações que será confrontado com outros produzidos ao longo
do procedimento para formar o convencimento do membro do Ministério Público.
Agora que observamos aspectos sobre a audiência extrajudicial, passemos à aula 3, em que
vamos abordar mais um instrumento que é a recomendação.
Aula
3
RECOMENDAÇÃO
C
aro aluno! Na aula anterior, fizemos uma abordagem sobre o que é audiência extrajudicial e
quais as suas características. Nesta aula, vamos estudar sobre outro instrumento de atuação
ministerial que é a recomendação!
Vejamos que também esse instrumento tem previsão em lei e em resoluções já conhecidas
nossas. São elas:
Lei Federal nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993 – Lei Orgânica Nacional, no seu art. 27,
parágrafo único, inciso IV;
Na Resolução nº 164/2017, do CNMP, logo em seu art. 1º, caput, encontramos o conceito e as
características desse instrumento. Vejamos:
Você sabe o que deve constar da recomendação? Observemos que, para realizar uma
recomendação, é necessário que o Ministério Público tenha um posicionamento sobre determinada
situação fática, portanto, nesse instrumento, o órgão ministerial deve emitir esse posicionamento.
A recomendação deve:
externar uma orientação clara (comando no sentido de fazer algo ou deixar de fazer).
a recomendação pode ser expedida nos autos de Procedimento Preparatório, Inquérito Civil
e de Procedimento Administrativo.
sendo cabível a recomendação, essa deve ser manejada anterior e preferencialmente à ação
judicial.
sempre fixar prazo. Resolução fala em prazo razoável (salvo situações de urgência,
devidamente justificadas, é recomendável que o prazo mínimo seja 10 dias);
E, finalmente, via de regra, a recomendação deve ser publicada no Diário Oficial do Estado
(DOE) para conhecimento público (salvo se sigilosa) e encaminhada ao(s) destinatário(s) para fins de
conhecimento pessoal e adoção das respectivas providências assinaladas pelo membro.
SAIBA MAIS
Vimos, nesta aula, aspectos de mais um instrumento de atuação ministerial, com isso
(re)conhecendo melhor o conceito e as características inerentes a uma recomendação.
Aula
4
TERMO DE AJUSTAMENTO
DE CONDUTA
C
aro aluno, chegamos à 4ª aula desta unidade, que representa a aula final do nosso curso.
Neste momento, vamos estudar sobre o compromisso de ajustamento de conduta, que por
ser instrumentalizado em um termo, passou a ser conhecido como TAC. Veremos qual a
sua previsão legal, natureza jurídica, o seu conceito e as características inerentes a esse instrumento
de atuação extrajudicial.
A Lei da Ação Civil Pública, em seu art. 5º, § 6°, estabelece: “Os órgãos públicos legitimados
poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais,
mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial”.
No que se refere à natureza jurídica do TAC, destacamos que se trata de título executivo
extrajudicial formado a partir do negócio jurídico celebrado entre o MP (ou outra instituição pública)
e a pessoa ou entidade que está se obrigando ao seu cumprimento.
O TAC pode ser celebrado nos autos de IC, PP, PA ou até depois de ajuizada ação.
MP não é o titular do direito (e sim a sociedade), razão pela qual não pode fazer concessões
que impliquem renúncia aos direitos, limitando-se a negociar a interpretação do direito para o
caso concreto, a especificação das obrigações adequadas e, em especial, o modo, tempo e lugar de
cumprimento, bem como a mitigação, a compensação e a indenização dos danos que não possam
ser recuperados (não pode haver renúncia de direitos pelo MP).
Nos dias de hoje, é expressamente permitido, conforme art. 69, § 2º da Resolução 012/2018-CPJ,
celebrar TAC até em casos de improbidade administrativa, desde que cumpridas determinadas condições.
SAIBA MAIS
após sua celebração, deve ser publicado no Diário Oficial do Estado, o DOE, e encaminhado
ao CSMP em até três dias;
é recomendável que arquive o procedimento em que foi celebrado, que seja remetido ao
CSMP para homologação e proceda-se à fiscalização em outro procedimento (PA aberto
com esse objeto específico);
deve-se verificar a correta representação das pessoas que estão assumindo a obrigação (se
empresa pelo representante legal, se órgão público pelo gestor, etc.).
ATENÇÃO!
PARA REFLETIR
O que você faria se o representante do órgão público dissesse que somente não assinaria o
TAC por causa da imposição de multa?
Convido você para discutirmos essa questão em nosso próximo fórum, conforme a programação
deste curso!
Para vermos um pouco mais, vamos observar o material complementar indicado a seguir
“Inquérito civil e compromisso de ajustamento de conduta”, de José Maria Tesheiner e Sabrina Pezzi.
Caro aluno, com os estudos sobre o termo de ajustamento de conduta, configurado dentre o
rol dos instrumentos mais utilizados cotidianamente no Ministério Público, chegamos ao final das
aulas propostas neste curso!
Mas...
Nessa perspectiva de leitura mais aguçada, nós indicamos, sobretudo, por considerar os objetivos
propostos neste curso, uma atenção especial ao conteúdo da parte 2 que trata das diretrizes
referentes aos membros do Ministério Público.
Vale lembrarmos que o conteúdo deste material didático tem interface com todos os demais
recursos tecnológicos inseridos para este curso, na plataforma do ambiente virtual de aprendizagem,
cuja interação enriquece e consolida o (des)envolvimento do conhecimento adquirido e compartilhado
que muito contribui para o trabalho desempenhado cotidianamente.
Por fim, esperamos que essa experiência represente não o ponto final dos estudos, mas um ponto
de partida instigador na busca de novos saberes, de atualizações do conhecimento; que represente
um até breve na retomada desse material, revendo os pontos aqui abordados e aprofundando
ainda mais a aprendizagem ora fomentada. Almejamos o bom proveito da bibliografia utilizada; dos
recursos indicados em itens como o Saiba Mais; das discussões realizadas nos fóruns; dos vídeos
disponibilizados; da dos personagens criados e das cenas em quadrinhos e animações, e, ainda,
dos testes em forma de quiz.
Itens esses que nos propiciaram ludicidade, como também leveza na apresentação do conteúdo,
que ao se utilizar da escrita, de cores, imagens e sons instigam os nossos sentidos auditivos e
visuais, contribuindo na apreensão do (re)conhecimento sobre os Procedimentos Extrajudiciais
e Instrumentos de Atuação do Ministério Público, impactando positivamente no servir diário
da atividade finalística do Ministério Público.
Nosso agradecimento a todos e todas por juntos realizarmos esse percurso no intercâmbio de
conhecimentos, cujo resultado reverbera nas ações em prol da sociedade!
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: [s.n], 1988. Disponível
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 05
nov. 2018.
BRASIL. Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 . Código Penal. Diário Oficial da União,
Brasília, 31 dez. 1940 . Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/
Del2848compilado.htm>. Acesso em: 05 nov. 2018.
BRASIL. Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal. Diário Oficial da
União, Brasília, 13 out. 1941. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/
Del3689.htm>. Acesso em: 05 nov. 2018.
BRASIL. Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por
danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético,
histórico, turístico e paisagístico (VETADO) e dá outras providências. Diário Oficial da União,
Brasília, 25 jul. 1985. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7347orig.
htm>. Acesso em: 31 out. 2018.
BRASIL. Lei nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993. Institui a Lei Orgânica Nacional do Ministério
Público, dispõe sobre normas gerais para a organização do Ministério Público dos Estados e dá
outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 15 fev. 1993. Disponível em: <http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8625.htm>. Acesso em: 31 out. 2018.
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. REsp 1116964/PI - Rel. Ministro Mauro Campbell Marques -
segunda turma - julgado em 15/03/2011 - dje 02/05/2011.
60
CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Resolução nº 23, de 17 setembro de 2007. Diário
da Justiça, Seção 1, edição de 07/11/2007. Disponível em: <http://www.cnmp.mp.br/portal/
images/Resolucoes/Resoluo-0231.pdf>. Acesso em: 31 out. 2018.
FRANCO JUNIOR, Raul de Mello. O inquérito civil e a tutela do meio ambiente. In: Revista de
Direito do Iap, Recife, v. 1, n. 1, p.159-174, jan. 2016. Disponível em: <http://www.indexlaw.org/
index.php/revistadireitoiap/article/view/1738/2270>. Acesso em: 07 nov. 2018.
MAZZILLI, Hugo Nigro. A defesa dos interesses difusos em juízo. 26. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
MAZZILLI, Hugo Nigro. Conceito de inquérito civil para Hugo Nigro Mazzilli. 2012. (10m02s). Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=T7eNTFT74MM&t=51s>. Acesso em: 31 out. 2018.
MAZZILLI, Hugo Nigro. Origens do inquérito civil - aula do Prof. Hugo Nigro Mazzilli. 2012.
(15m18s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=jAXWdseYBSY>. Acesso em:
31 out. 2018.
61
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Conselho Superior do Ministério
Público. Inquérito Civil nº MPMG-0394.09.000043-8, de 20 de fevereiro de 2015. Diário
Oficial Eletrônico do Ministério Público de Minas Gerais, edição de 28/01/2015.
Disponível em: <https://www.mpmg.mp.br/lumis/portal/file/fileDownload.
jsp?fileId=8A91CFA94C47F0E4014C5CC4E31A6C28>. Acesso em: 07 nov. 2018.
SILVA, Francisco das Chagas da; MENDOÇA, Maria Lírida Calou de Araújo e; DEOCLECIANO, Pedro
Rafael Malveira. O instituto do inquérito civil visto como forma e meio importante para pacificar as
demandas coletivas e a discussão de seu devido processo constitucional. In: Revista Expressão
Católica, Quixadá, v. 2, n. 2, p.47-55, jul. 2013. Disponível em: <http://publicacoesacademicas.
unicatolicaquixada.edu.br/index.php/rec/article/view/1329>. Acesso em: 07 jan. 2018.
62
SOBRE OS AUTORES
Nouraide Queiroz
Assessora Técnica de Editoração do MPRN; Doutoranda em Estudos da
Linguagem – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Estágio
sanduíche – doutorado – Universidade de São Paulo (USP); Membro do grupo
Análise Textual dos Discursos (ATD) – PPGEL/UFRN, com ênfase nos estudos
linguísticos do Discurso Jurídico; Mestre em Literatura comparada – UFRN;
Graduada em Letras, com Licenciatura em Língua Francesa e Literaturas – UFRN;
Especialista em Língua Portuguesa, Texto, Gramática e Discurso – UFRN; Especialista em Gestão Pública para
o Ministério Público; Artigos publicados em livros e periódicos; Estudos realizados na área de produção e
interpretação textual; trabalhos com tecnologias assistivas no campo de acessibilidade visual – UFRN; produção
de materiais didáticos para o ensino a distância; trabalhos de tradução francês/português, com publicações;
revisão de textos: livros, periódicos, artigos, teses, dissertações, monografias; revisão tipográfica; editoração.
63
Este livro foi produzido pela
Coordenadoria de Produção de
Materiais Didáticos da Secretaria de
Educação a Distância da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte.
ISBN 978-85-7064-058-1