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Abdome Agudo

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Abdome agudo  Cetoacidose diabética

 Crise adsoniana (insuficiência adrenal)


Quadros abdominais dolorosos súbitos, não  Febre do mediterrâneo
traumáticos e de grande intensidade.  Porfiria intermitente aguda
Achado principal: dor abdominal súbita de intensidade Doenças hematológicas:
significativa, nas últimas 48 horas.
 Crise falcêmica
É não traumático.  Leucemias
Presença de dor e sensibilidade abdominal associado Toxinas, drogas e animais peçonhentos
a outros sinais que podem requerer tratamento
cirúrgico  Intoxicação por chumbo (saprurismo)
 Intoxicação por metais pesados
Tipos de dor  Abstinência a algumas drogas
 Dor somática (parietal)  dor de origem na  Acidentes com aranha viúva negra
pele ou no peritônio parietal. É uma dor
mediada por fibras nervosas mielinizadas,
sendo bem localizada. É percebida no Peritonite bacteriana espontânea (PBE)
dermátomo correspondendo que originou
Ocorre no paciente cirrótico com ascite ou ISR
aquele estimulo
terminal que faz diálise e define-se como uma
 Dor visceral  mediada por fibras nervosas
infecção do liquido ascítico sem uma causa evidente
não mielinizadas. É uma dor insidiosa, mal
do sítio abdominal, geralmente por translocação
localizada e não específica. É percebida de
bacteriana.
acordo com o local que o nervo espinhal que
inerva a víscera específica se insere na Os principais agentes são os Gram(-) internos –
medula. Geralmente associada a sintomas Scherichia Colli e Klebisella pneumoniae- e
vagais, como bradicardia, náusea e hipotensão Streptococous pneumococos
 Dor referida  dor longe do local em que
Dor abdominal, febre, hipotensão, ílio paralítico e
houve o estímulo. Ex: lesão no diaframa e dor
alteração do nível de consciência
no ombor (sinal de Ker) ou cálculo distal com
uma dor que irradia para a bolsa escrotal. Alguns podem apresentar PBE sem sintomatologia.
A inervação do intestino anterior  plexo celíaco. (dor Diagnóstico: avaliação do líquido ascítico
na região epigástrica). Lesão no estômago ou duodeno (paracentese). Dois critérios fecham o diagnóstico:
A inervação do intestino médio duodeno distal, Polimórfilos nucleares > 250/ mm3 e cultura
jejuno, íleo, ceco, apêndice, colo ascendente, até monobacteriana positiva.
metade do colo transverso. a irrigação é feita pela
artéria mesentérica superior e o plexo nervoso é o Se for multibacteriana, é PB secundária ou houve
plexo mesentérico superior. Dor na região punção acidental de víscera.
periumbilical. Inicia tratamento imediato  cefotaxima 2 g IV, 8/8h,
Intestino posterior  Metade distal do colo por 5 dias.
transverso, colo sigmoide e reto alto. Inervação é OBS: iniciamos o tratamento mesmo na ausência do
plexo mesentérico inferior. Dor em região resultado da cultura, porque ela demora 48 horas para
hipogástrica. chegar.

Pacientes imunodeprimidos, podemos fazer os


Abdome agudo é igual a abdome cirúrgico? Não!! Pois carbapenêmicos.
podem existir patologias extra-abdominais que “Ascite neutrofílica”  paciente que tem polimórfilos
cursam com dor abdominal. São elas: > 250/mm, mas a cultura é negativa. Nesse caso,
Doenças endócrinas e metabólicas: devemos manter o tratamento!

 Síndrome urêmica
Bacteriascite  < 250 polimórficos nucleares, mas QC: dor abdominal súbita intensa (ele sabe precisar a
cultura positiva. Só tratamos se for sintomático. Se for hora que iniciou a dor) com bastante sinais de
assintomático, ou não trata ou repete a paracentese. toxemia.

Abdome agudo cirúrgico Investigação:

1. Hemorrágico Anamnese  localização, irradiação, tempo, duração,


intensidade, qualidade da dor. Além disso,
Etiologia: gravidez ectópica rota (principal); cisto de
manifestações associadas.
ovário roto; rotura espontânea de neoplasia de víscera
sólida Geralmente, a dor precede os vômitos no abdome
agudo.
Amenorreia, dor abdominal difusa, mulher em
período fértil, com achados de choque hipovolêmico Exame físico:
(hipotensão; taquicardia), sem trauma prévio.
Ectoscopia
2. Inflamatório
1. Inspeção
A principal causa é a apendicite aguda; pode ser 2. Ausculta  diminuição dos ruídos (ilio
diverticulite aguda; pancreatite aguda; colicistite paralitico) ou aumento (gastroenterite). No
aguda. começo do abdome agudo obstrutivo, há um
timbre metálico e a presença de
QC: náusea, vômito, febre, dor abdominal difusa e que
“peristaltismo de luta”
se localiza em determinada região.
3. Percussão
3. Perfurativo: 4. Palpação  verificar se ele tem
descompressão dolorosa (peritonite), além
Úlceras pépticas perfuráveis são as principais causas, das outras coisas.
seja gástrica ou duodenal. Outra causa são as
neoplasias que evoluem com perfuração; síndrome de (tabela dos sinais e causas)
Boer-Raver (vômitos incontroláveis).

QC: dor abdominal intensa, peritonite intensa,


Blumberg, Rovsing, Iliopsoas, Obturador e Lenander.
abdome em tábua, com descompressão dolorosa
difusa bem tensa. Febre, mal-estar, sinais de choque Murphy, Chilaidity, Jobert
séptico.
Chandelier, Fox, Gray-Turner, Cullen
4. Obstrutivo:

A principal são as bridas (aderência). Outras causas:


Exames laboratoriais
neoplasias, corpos estranhos, hérnias estranguladas
Hemograma completo. Leucometria não tem uma boa
QC; paciente com história de cirurgia prévia que
relação com abdome agudo!! Mesmo sem alterações,
evoluiu com vômito, distensão abdominal e parada de
não descarta a possibilidade
eliminação de gases e fezes. Pode ter vômitos,
náuseas, sinais de toxemia Eletrólitos  pacientes desidratadas, com diarreia e
vÔmitos ou uso de diuréticos
5. Isquêmico:
Glicemia e cetonemia  todos os pacientes para
Principal causa é a isquemia mesentérica (tendo com
descartar cetoacidose diabética
principal causa a embolia). Geralmente aquele
paciente que tem alguma arritmia, principalmente Ureia e creatinina  função renal. A creatinina é mais
fibrilação atrial. Muito comum em diabéticos, específica.
hipertensos, com valvulopatias também. Outra causa
pode ser alguma obstrução por trombose. ALT, AST, fosfatase alcalina e bilirrubina  suspeita de
patologia hepatobiliar

Amilase e fosfatase  solicitada principalmente em


pacientes com dor no andar superior do abdome (fala
a favor de pancreatite aguda). A amilase não é tão
específica, podendo aumentar me casos de ulcera
duodenal perfurada e abdome agudo isquêmico.
Devem ser considerados quando 2 a 3 x acima do
valor esperado

Lactato, bicarbonato, gasometria arterial  pacientes


chocados

EAS  cistite, pielonefrite, hematúria, proteinúria

Beta-Hcg

Exames de imagem – radiografia simples

O grande exame é a tomografia computadorizada de


abdome

RX é restrita para o perfurativo pra avaliar


pneumoperitônio, aerobilia, calcificações e distensão
de alças intestinais ou obstrutivo/ corpo
estranho(nesse caso, é o exame inicial)

RX de tórax em PA

“Sinal de Ridler”  sinal de pneumoperitônio

USG

Abodminal ou transvaginal

Tem indicação no abdome aguda em gestantes e


crianças (exame de imagem inicial)

É operador dependente, não é vantajoso em pacientes


obesos

Para vias biliares e vesículas, é melhor que a


tomografia

Tomografia

Exame padrão-ouro

Abordagem inicial do abdome agudo:

1° avaliar se existe algum sinal de instabilidade


hemodinâmica

2° oferecer alívio sintomático

3° excluir gravidez e doenças pélvicas nas mulheres

4° definir se o tratamento é clínico ou cirúrgico.

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