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Fisioterapia em Uroginecologia e Micção

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Sumário

1 Sistema genitourinário feminino


2 MAP (músculos do assoalho pélvico)
3 Neurofisiologia da Micção
4 Incontinência urinária
a) Avaliação fisioterapêutica em uroginecologia
b) Esquema PERFECT
c) Pad-test
d) Ficha de avaliação fisioterapêutica em uroginecologia
5 Prolapso dos órgão pelvicos
a) Avaliação fisioterapêutica no prolapso
6 Gestação
a) Períodos gestacionais
b) Alteração mecânicas na gestação
c) Fases gestacionais
d) Alterações posturais na gestante
e) Estágios do trabalho de parto
f) Puerpério
7 Climatério
8 Câncer de mama
9 Mastectomia
a) Complicações pós mastectomia
b) Ficha de avaliação fisioterapêutica pós-operatório no câncer de mama
10 Tipos de mama
Sistema
Genitourinário
O sistema genitourinário agrega os seguintes componentes:

- Ossos da pelve
- Sistema urinário
- Processo de micção

Tuba Ovário
Uterina

Útero

Colo do
Bexiga Útero
Reto
Uretra

Vagina Ânus
Sistema Urinário

Rim

Ureter

Bexiga

Uretra

- TRATO URINÁRIO SUPERIOR: formado pelos rins que produzem a urina e ureteres que
tem como função de transportar a urina dos rins para a bexiga.

- TRATO URINÁRIO INFERIOR: é formada pela bexiga onde é armazenada a urina e a uretra
por onde a urina é eliminada.
Map
Temos também o MAP (Músculos do Assoalho Pélvico)

CAMADA PROFUNDA
Músculo Piriforme
Músculo Coccígeo
Músculo Pubococcígeo
Músculo iliococcígeo
Músculo Elevador do Ânus
Músculo Obturador Interno
Músculo Puborretal
Esfíncter Anal Externo

Músculo Transverso Superficial do Períneo

Músculo Transverso Profundo do Períneo

Músculo Bulboesponjoso

Músculo Isquiocavernoso

Esfíncter Uretral Externo


CAMADA SUPERFICIAL
Funções do Map
- As fibras musculares do MAP são predominantemente de fibras de sustentação.
- Os MAP conseguem exercer suas funções por meio da contração e relaxamento
coordenadas desses músculos.
- O fechamento do esfíncter uretral externo e a inibição da contração da bexiga causadas
pela contração dos MAP promovem continência urinária.
- Os MAP são perfurados pela uretra, vagina e reto e desempenham um papel
fundamental no seu funcionamento.
- A inervação dos MAP é realizada pelo nervo pudendo formado por nervos oriundos das
raízes nervosas S2-S4. É um nervo misto que realiza funções somáticas e sensitivas.

PERÍNEO: é uma região situada entre a sínfise púbica e o cóccix.

Músculo Bulboesponjoso
Esfíncter Isquiocavernoso

Transverso superficial do Períneo

Corpo Perineal Músculo Elevador do Ânus


Esfíncter Anal Externo
Neurofisiologia da
Micção
O mecanismo de continência urinária possui um funcionamento complexo.
O controle dessa atividade consciente e inconsciente envolve a atividades de nervos
periféricos, medula sacral e de áreas centrais que envolvem parte do bulbo, ponte,
mesencéfalo e córtex cerebral.

BEXIGA ARMAZENNDO A URINA BEXIGA NO ATO DE URINAR

Orifícios Ureterais

Músculo Músculo

Detrusor Detrusor

Esfíncter Esfíncter

Urinária Urinária

Músculos Uretra Uretra


Peri-uretrais

(Processo de micção: fase de enchimento e esvaziamento da bexiga)


Micção: SNC e SNP - autônomo (simpático) e somático (parassimpático)

SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO: enchimento vesical.


Uretra: contração do músculo
- Nervo hipogástrico
- Origina-se na medula T10 - L2
- Atua nos receptores Alfa e Beta

SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO: esvaziamento


Uretra: Relaxamento
vesical.
- Nervo pélvico
- Origina-se na medula sacral S2 - S4
- Parede vesical

O sistema nervoso somático origina-se na medula sacral no núcleo somatosensor.


Inervado pelo nervo pudendo S2 - S4 que inerva os MAP e as fibras estriadas do
esfíncter uretral.
Ciclo da Micção
FUNÇÃO VESICAL NORMAL
1. enchimento vesical
músculo detrusor relaxado
Contração esfíncter uretral

4. micção contração do
contração do 2. primeira sensação para urinar
assoalho
detrusor
pelvico

Relaxamento do metade da bexiga cheia


Esfíncter uretral inibição voluntária até um
E do assoalho 3. desejo miccional normal momento adequado.
Incontinência
Urinária
É a perda de urina involuntária.

A bexiga com incontinência urinária recebe forças externas como consequência do aumento da
pressão intra-abdominal.

Normal Incontinência

Por que ocorre a incontinência?


- Há um súbito de pressão intra abdominal, como durante um espirro ou uma tosse, e nesse
momento as fibras de tipo II entram em ação e se contraem automaticamente, fechando a
entrada da vagina e os esfíncteres uretral externo e anal, evitando a incontinência (ou
perda de urina e fezes), quando os esfíncteres não conseguem manter pressão suficiente,
a perda de urina ocorre.
Causas:
- IMC
- Idade
- Cirurgias
- Gestação e parto
- Menopausa
- Fraqueza do sistema de suporte do MAP
- Fatores predisponentes não relacionado ao sexo: raça, genética, estilo de vida,
constipação e obesidade.

Tipos de continência urinaria:

IU DE ESFORÇO: é quando provocada por algum esforço físico, por exemplo ao tossir,
espirrar, correr, pular.. É mais frequente em mulheres na menopausa.

IU DE URGÊNCIA: a pessoa não consegue segurar a urina. É mais frequente com o


envelhecimento e problemas neurológicos.

IU MISTA: é a combinação dos sintomas da incontinência de esforço e urgência.

Obs: a incontinência pode se manifestar de forma ocasional e rápida ou de forma grave e


persistente.
Avaliação
Fisioterapêutica em
Uro-ginecologia
Essa avaliação inclui:

- Anamnese
- Inspeção
- Palpação
- Análise de exames complementares
- Avaliação da qualidade de vida
- Avaliação física postural
- Avaliação do MAP
- Diário miccional
- Expectativa quanto ao tratamento

Obs: A anamnese deve ser detalhada e criteriosa, pois ela é que fornece dados
importantes para o tratamento e um atendimento diferenciado. Possibilita uma visão
holística do paciente, permite ao fisioterapeuta excluir de imediato determinadas técnicas,
além de estabelecer uma relação de confiança paciente/fisioterapeuta.
Exemplos de perguntas na ANAMNESE:

- Qual sua queixa principal, o que mais te incomoda?


- Há quanto tempo?
- Quais os momentos ou posições que você mais sente esses incômodos?
- Faz uso de algum medicamento (antidepressivos, ansiolíticos, diuréticos)
- Fez algum tipo de tratamento, já foi realizado algum? Houve melhora nos sintomas?
- Numero de gestações e quais os tipos de partos?
- Já sofreu algum aborto?
- Foi realizado episiotomia/fórceps?
- Já realizou alguma cirurgia ginecológica? Há quanto tempo? Houve complicações?
- Já sofreu algum tipo de trauma nessa região?
- Tem constipação? (dificuldade para evacuar mais de três vezes na semana)
- Faz força ao evacuar?
- Bebe água regularmente?
- Como é sua alimentação?
- Faz uso de cigarro ou bebida alcoólica?
- Faz atividade física regularmente?

Exemplos de características que se deve observar na INSPEÇÃO:


- Condição da pele
- Trofismo
- Presença de cicatrizes e feridas
- Presença de prolapsos genitais
- Presença de irritação no local
- Corrimentos, escoriações, micoses
- Espisiotomia (cicatriz)
- Distância ânus-vulvar

Exemplos do que se deve observar na PALPAÇÃO:


- Paredes vaginais anterior e posterior
- Capacidade de realizar contração voluntária e simétrica
- Na contração voluntária observar se usa a musculatura assessória
- Tônus da musculatura glútea, adutora e abdominal

Avaliação funcional: grau de força

Grau:
0 – Nenhuma contração
1 – Tremor
2 – Fraca
3 – Moderada
4 – Boa
5 – Forte
Esquema PERFECT
Após palpar toda a região vaginal, vamos avaliar a função dos MAP. Para isso, ainda com o
dedo inserido na vagina da paciente, solicite que ela aperte seu dedo com a vagina o mais
forte que ela conseguir, com o intuito de gerar uma contração voluntária máxima.
Existem algumas escalas para classificar estas contrações, como a avaliação funcional do
assoalho pélvico (AFA), o esquema PERFECT e o uso da escala de Oxford modifcada:

P (do inglês Power)


Avalia as forças dos MAP de acordo com a escala de Oxford modificada, em que 0
significa nenhuma força e 5 significa contração com força contra a resistência.

E (do inglês Endurance)


Avalia o tempo em segundo em que a contração voluntaria máxima pode ser mantida.

R (do inglês Repetition)


Avalia o número de contrações em que a paciente consegue realizar com a endurance
medida pelo acrônimo E (máximo 10 contrações).

F (do inglês Fast)


Avalia o número de contrações rápidas que a paciente consegue realizar (máximo 10
contrações).
ECT (do inglês Every Contraction Timed)
Para lembrar o avaliador de cronometrar todas as contrações solicitadas.

Exemplificando:
P3 – E5 – R7 – F4 e tônus 1

Ou seja:
P3 – Força dos MAP grau 3
E5 – Consegue segurar essa força por 5 segundos
R7 – Realizou 7 contrações segurando a força por 5 segundos
F4 – Realizou 4 contrações rápidas
Tônus 1 – Apresenta o tônus levemente aumentado

Avaliação física complementar

A avaliação da região adjacente aos MAP é de extrema importância.


Então, inicie sua avaliação pelo abdômen: observe a presença de cicatrizes que indiquem
histórico de cirurgias e palpe toda a extensão abdominal. Observe a presença ou não de
diástase de reto abdominal, comum em mulheres que já engravidaram, e avalie também a
presença de massas abdominais e hérnias, e teste a força desses músculos.
Palpe os músculos adutores do quadril na busca de pontos de tensão. Solicite que a paciente
se deite de lado e avalie os músculos rotadores externos do quadril quanto à presença de
dor à palpação e força. Palpe o glúteo médio e glúteo máximo na procura de pontos de dor
e tensão e repita a avaliação do outro lado.
PAD-TEST
É um método simples e eficaz que pode ser feito por qualquer tipo de paciente, avaliando
de maneira confiável o grau de perda de urina, através da sua quantificação.
É uma detecção da incontinência quando ela não aparece em exame clinico ou urodinâmico.

Realização:
• o teste tem duração de 1 hora, e quantifica a perda urinaria sob condições padronizadas.
• inicia-se o teste sem a paciente urinar.
• pesa-se o absorvente na balança de precisão
• a paciente deve ingerir 500ml de água em 15’ e manter-se sentada por 15 ‘
Após esse tempo:
• subir e descer escadas
• sentar e levantar 10 vezes
• tossir fortemente por 10 vezes
• correr no lugar por 1 minuto
• abaixar e pegar um objeto no chão por 5 vezes
• lavar a mão por agua corrente por 1 minuto

Obs: deve-se estimular atividades que vão ocorrer perda de urina.

Avaliação:
Ao final de 1 hora o protetor é removido e pesado, máximo de 1,3 g
A verificação de diferentes pesos caracteriza-se a perda de urina:
10 a 40% leve
40 a 70% moderada
70 a 100% grave

Ou seja:
IU leve: 1,3 a 20 gramas
IU moderada: 21 a 74 gramas
IU grave: maior que 75 gramas

REFLEXO DE CONTRAÇÃO DURANTE A TOSSE


Durante a tosse há reflexo espontâneos dos MAP, e a falta de resposta do arco reflexo
sacral pode não ser patológico, pois ocorre em 20% dos pacientes normais.
Mas atenção: pode indicar diminuição da força de contração dos MAP, geralmente AFA 3.

DIARIO MICCIONAL
É utilizado como base no planejamento e também como parâmetro de avaliação e evolução
do tratamento. A sua análise permite a conscientização da paciente em está alterando seu
comportamento miccional e adquirindo novos hábitos.

Exemplo:

Hora Quantidade Volume Força Sensação de Parou


dá de líquido da urina para esvaziamento Urgência e Jato
micção ingerido em ml urinar incompleto recomeçou
Ficha de Avaliação
Nome: ________________________________________________________ Idade: ____________

Endereço: _______________________________________________________________________

Naturalidade: _________________________________ Tel.: ________________________________

Grau de instrução: _______________________ Profissão: ________________________________

Data da consulta: ______/______/______ Data do início do tratamento: ______/______/_______

DIAGNÓSTICO CLÍNICO:
____________________________________________________________________________________________

Queixa Principal:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

História da Doença Atual:


________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

DOENÇAS ASSOCIADAS:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

História social:
Atividade Física: ( ) Sim ( ) Não Frequência: ____________________________________________
Qual tipo de atividade? __________________________________________________________________________
Atividade Sexual: ( ) Sim ( ) Não Frequência: _____________________________________________
Etilista: ( ) Sim ( ) Não Frequência: _____________________________________________________
Tabagista: ( ) Sim ( ) Não Frequência: _________________ Quantos cigarros/dia: ___________
Se tabagista, tem tosse crônica? ( ) Sim ( ) Não
Outros: _______________________________________________________________________________________

Faz uso de medicamentos?


________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Sinais e sintomas:
( ) urgência ( ) esforço ( ) disúria ( ) enurese noturna ( ) poliúria
( ) polaciúria ( ) nictúria ( ) hematúria ( ) infecção ( ) hemorroida
( ) ardência ( ) gotejamento pós-miccional ( ) sensação de resíduo
( ) desejo pós miccional

Frequência urinária: Diurna: ________________________ Noturna: _________________________


Circunstância de perda:
( ) Tosse ( ) Andar ( ) Correr ( ) Repentina ( ) Riso ( ) Ato Sexual
( ) Espirro ( ) Outros: _________________________________________
TIPO DE PERDA:
( ) Gota ( ) Jato ( ) Gota + Jato

USO DE PROTETOR:
Tipo: ___________________________________ Quantidade: D: ________________ N:________________
Antecedentes ano-retais:
( ) constipação ( ) esforço defecatório ( ) esvaziamento incompleto
( ) laxativos ( ) diarreia ( )manobras defecatórias

História obstétrica:
Gestações: _______________ Partos: _______________ Abortos: ______________
Via de parto: Normal: ( ) Cesáreo: ( ) Foi necessário: Fórceps: ( )
Epsiotomia: ( ) Peso do RN: _________________________________________________________________
Exames complementares
Sumário de urina:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Preventivo (Papanicolau):
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Outros:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Exame Urodinâmico:
PP: ___________ Capacidade Vesical: _____________ Complacência: ___________ PD: ___________
Fluxo Máximo: __________________ Vol. Urinário: ________________ Tempo: ____________________
Resíduo pós-Miccional: _______________________ Contração inibida: ______________________________

EXAME FÍSICO FC: ________________ FR: ________________ PA: __________________


AVALIAÇÃO POSTURAL:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

AVALIAÇÃO GENITAL
INSPEÇÃO VULVO PERINEAL E ANAL:
( ) Cistocele ( ) Retocele ( ) Histerocele
Cicatriz: _______________________________________ Trofismo: ____________________________________
Tônus: _______________________________

PERFECT
P:______E:______R:_______F:______E:______C:______T:_______
Uso de musculatura acessória: ( ) Sim ( ) Não
Stop Test: ______________________ Pad- Test: Pesagem inicial: __________ Pesagem Final: _______
Reflexos
Anocutâneo: ( ) arreflexia ( ) hipo ( ) hiper ( ) preservado
Bulbocavernoso: ( ) arreflexia ( ) hipo ( ) hiper ( ) preservado
Da tosse: ( ) arreflexia ( ) hipo ( ) hiper ( ) preservado

AVALIAÇÃO ANAL
PERFECT
P:______E:______R:_______F:______E:______C:______T:_______
Reflexos
Anulocutâneo: ( ) arreflexia ( ) hipo ( ) hiper ( ) normal
Da tosse: ( ) arreflexia ( ) hipo ( ) hiper ( ) normal

Diagnóstico(s) fisioterapêutico(s):
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Objetivo(s) fisioterapêutico(s)
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Plano de atendimento fisioterapêutico:


________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
Prolapso dos Órgãos
Pélvicos
É uma condição que se refere a protusão ou herniação de um ou mais órgãos pélvicos
(útero, vagina, uretra, intestino, bexiga e reto)
O prolapso ocorre quando enfraquecem os músculos, ligamentos e fáscias (rede de tecido
de suporte) que mantem os órgãos nas posições corretas.

É uma condição comum em mulheres, a prevalência é de 50% nas mulheres com idade
entre 45 e 85 anos. A etiologia é multifatorial.

Fatores de Risco:

• gravidez
• obesidade
• partos
• envelhecimento
• menopausa
• atividades físicas de alto impacto
• anormalidades do tecido de sustentação pélvica – denervação ou fraqueza na
musculatura dos MAP.

Sintomas:

• sensação de arrastar um peso na vagina ou nas costas.


• sensação de bola no interior ou fora da vagina.
• sintomas urinários, tais como: jato lento, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga,
frequência urinária ou micção imperiosa e incontinência urinaria aos esforços.
• sintomas intestinais, tais como: dificuldade para movimenta-los apropriadamente ou
necessidade de pressionar a parede vaginal para evacuação completa.
• desconforto durante o ato sexual.

Classificação:

CISTOCELE: prolapsos de parede vaginal anterior ou quando a bexiga desce em direção a


vagina.

URETROCELE: prolapso uretral

PROLAPSO APICAL: quando há descida do útero e/ou cúpula vaginal

ENTEROCELE: quando há herniação do intestino sobre a parede vaginal posterior

RETOCELE: prolapso retal

Avaliação Fisioterapêutica
Consiste em avaliar o grau e o tipo de prolapso.

INSPEÇÃO:
- Observe se há algum abaulamento na entrada da vagina que não esteja em conformidade
com a anatomia normal.
- Caso observe alguma alteração ou mesmo ausência de alterações, peça para a paciente
realizar a manobra de valsalva – que é a força realizada quando prendemos o ar e
simulamos uma expiração forçada, ou seja, a mesma força que fazemos para eliminar as
fezes – e observe se há a criação ou aumento de abaulamento na parte superior, média
ou inferior da vagina.

PALPAÇÃO
- Observe o posicionamento do colo do útero, se está localizado mais acima ou se é
facilmente palpado ao toque vaginal.
- Palpe também a região anterior da vagina e observe se a bexiga está posicionada em seu
lugar anatômico ou se ela “pesa” sobre seu dedo.
- Palpe a região posterior da vagina também na tentativa de observar anormalidades.
- Com o dedo inserido na vagina, você pode solicitar outra manobra de valsalva e observar
a movimentação dos órgãos pélvicos.

Tabela de classificação do prolapso genital:


(usa-se após a avaliação da palpação)

Estágio Descrição
0 Ausência de prolapso
O ponto de maior prolapso está localizado até 1 cm acima do hímen
I
(- 1 cm)
O ponto de maior prolapso está entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do
II
hímen ( -1 cm a + 1 cm)
O ponto de maior prolapso está entre 1 cm abaixo do hímen (+ 1
III cm), porém não se desloca mais do que o comprimento da vagina
menos 2 cm
Inversão completa – O ponto de maior prolapso desloca-se no
IV
mínimo, o comprimento total da vagina menos 2 cm.
GESTAÇÃO
- Período de modificações fisiológicas, anatômicas, psicológicas e sociais a mulher e família
- Adaptações do organismo materno
- Velocidade no crescimento fetal

Períodos Gestacionais
1° mês – 1 a 4 semanas
2° mês – 5 a 8 semanas
3° mês – 9 a 12 semanas
4° mês – 13 a 16 semanas
5° mês – 17 a 21 semanas
6° mês – 22 a 26 semanas
7° mês – 27 a 30 semanas
8° mês – 31 a 35 semanas
9° mês – 36 a 40 semanas

- Período Embrionário: da fecundação até o final da 12ª semana


- Período Fetal: da 13ª à 40ª semana
- Nascimento Prematuro (pré termo): abaixo de 37 semanas
- Nascimento a termo: da 37 à 42 semanas
- Nascimento pós termo: a partir da 42ª semana e 1 dia

Semanas gestacionais são divididas em trimestre:

- Primeiro trimestre: 1ª até a 13ª semana


- Segundo trimestre: 14ª até a 27ª semanas
- Terceiro trimestre: 28ª até a 42ª semanas
Regra de Nagele (cálculo da data provável do parto):

Conta 7 dias a mais, da data da última menstruação, ou seja, conta menos três meses ou
mais 9 meses.

Exemplo: paciente que teve a última menstruação na data de 20/03/2021 – a data


provável do parto será aproximadamente no dia 27/12/2021

Alterações Mecânicas na Gestação

- O crescimento do feto no útero altera o posicionamento dos órgãos ao redor: o intestino


é deslocado superior e lateralmente e o ureter direito é comprimido, o que causa
constipação e estase urinária, aumentando o risco de infecção urinária na gestação.

- O crescimento do útero pode comprimir a veia cava inferior e diminuir o retorno venoso,
o que causa diversos sintomas na mulher grávida, como edema de membros inferiores e
síndrome da hipotensão supina, que ocorre quando a mulher está deitada em decúbito
dorsal e apresenta sintomas de hipotensão, bradicardia e síncope.

- Para que a veia cava não seja comprimida, o ideal é que a gestante se deite em decúbito
lateral esquerdo.
Fases da Gravidez
1º mes:

- Desconforto abdominal
- Sensibilidade nas mamas
2º mes:

- Sono intenso
- Mamas doloridas
- Enjoos, náuseas e vômitos
- Aumento da vontade de urinar

3º mes:

- Taquicardia
- Hipotensão arterial
4º mes:

- Escurecimento da pele, mamilo e região genital


- Linha nigra
- Dores de cabeça
- Diminuição das náuseas e vômitos

5º mes:

- Alteração na postura, começa a aparecer a dor lombar


- Dor na sínfise púbica
- Azias
6º mes:

- Aumento da retenção de liquido


- Edema de MMSS e MMII
- Compressão nervosa (mais comum a síndrome do túnel do carpo)
- Compressão da veia cava inferior

7º mes:

- Alterações na PA e diabetes
- Diástase de reto abdominal (mais frequente no terceiro trimestre de gestação)
8º mes:

- Lombalgia
- Dores nos MMII e sensação de peso
- Contrações de Braxton Hicks

9º mes:

- Aumento da pressão sobre os MAP


- Incontinência urinaria devido ao aumento do útero e peso fetal
- Aumento das contrações
Alterações Posturais na Gestante
As alterações posturais se tornam mais visíveis a partir da 20ª semana de gestação.

- Inclinação anterior da pelve


- Deslocamento do centro de gravidade para a frente
- Hiperlordose lombar (aumento da atividade do músculo iliopsoas e do músculo transverso
do abdômen, há sobrecarga)
- Dor lombar em gestante são frequentes

Obs: É comum a marcha anserina (pato) em gestantes. Acentua lordose lombar e a


inclinação do tronco lateralmente. Passos com rotação máxima da pelve de um lado para o
outro, objetivando melhor equilíbrio.
Estágios do Trabalho de Parto
O trabalho de parto é dividido em três estágios:

Primeiro estágio: é o período de dilatação, o tempo que transcorre desde o início das
contrações uterinas regulares, até a dilatação completa (10 cm)

Segundo estágio: também conhecida como período expulsivo, é a fase compreendida


entre a dilatação completa do colo e a expulsão fetal.
Terceiro estágio: dequitação ou secundamento, se processa depois do desprendimento
do feto e se caracteriza pelo deslocamento, descida ou expulsão ou deslocamento da
placenta, e das membranas para fora das vias genitais.

Anota essa dica:

As mulheres nulíparas (que nunca tiveram filhos) geralmente apresentam mais dor no início
do primeiro estágio do trabalho de parto, enquanto as multíparas (mulher que já teve filhos)
podem experimentar dor mais intensa no final do primeiro estágio e início do segundo, como
resultado da descida fetal.

Utero de uma Utero de uma


mulher nulípara mulher multípara
Puerpério

É o período após o parto. Ele é compreendido até que o organismo da mulher volte as
condições normais.

- Inicia-se imediatamente após a expulsão da placenta


- Termino: de 8 meses a 1 ano (depende do organismo de cada mulher)
- Termino da lactação
- Retorno da menstruação
- Final do resguardo (40 dias)

É dividido em três estágios:

- Pós-parto imediato: vai do 1º ao 10º dia após o parto

- Pós-parto tardio: corresponde do 11º dia até o 40º dia após o parto

- Pós-parto remoto: do 41º dia em diante

Obs: Vale destacar que mais de 80% das mulheres apresentam uma discreta tristeza
nos primeiros dias pós-parto, conhecida como blues puerperal, o que pode dificultar ainda
mais os cuidados com o recém-nascido.
Climatério
Período de transição entre a fase fértil e o período da vida reprodutiva, pode ser
determinado pelo estado fisiológico de baixa concentração progressiva de estrogênio,
resultando na interrupção definitiva dos ciclos menstruais.

Período de transição: 5 anos pré-menopausa e 5 anos pós-menopausa, podendo ter


algumas variações de tempo.
No período pré-menopausa é comum ter a características de ciclos menstruais
irregulares

O climatério normalmente tem início entre os 40 e 45 anos e dura até à última


menstruação, que corresponde ao início da menopausa. Dependendo do corpo de cada
mulher, é comum que o climatério dure entre 12 meses até 3 anos.

Existe uma forte ligação entre os sintomas climatéricos e o comprometimento da


qualidade de vida, devido interferências do processo de envelhecimento feminino em
fatores psicossociais.
Os primeiros sinais e sintomas do climatério que podem começar a surgir até os 45 anos de
idade e são:

- Ondas de calor repentinas;


- Diminuição do apetite sexual;
- Tonturas e palpitações;
- Insônia, má qualidade de sono e suores noturnos;
- Coceira e secura vaginal;
- Desconforto durante as relações sexuais;
- Perda de elasticidade da pele;
- Diminuição do tamanho dos seios;
- Depressão e irritabilidade;
- Aumento de peso;
- Dor de cabeça e falta de concentração;
- Incontinência urinária ao esforço;
-Dor nas articulações.

As mudanças endócrinas dessa fase trazem distúrbios vasomotores, alterações no sono,


atrofia urogenital e musculoesqueléticas.

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

O climatério e menopausa são situações distintas.


O climatério corresponde ao período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva
da mulher, em que a mulher ainda tem menstruação.

Já a menopausa é caracterizada pela sua ausência completa de menstruação, sendo


considerada apenas quando a mulher deixa de apresentar menstruação por, pelo menos, 12
meses seguidos.
CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama corresponde a 25,2% de todos os tumores malignos femininos, é o tipo
mais comum entre as mulheres no mundo todo. No Brasil, calcula-se 59.700 casos novos de
câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33%
de casos a cada 100 mil mulheres.

Oncogênese
Oncogênese ou carcinogênese são os nomes dados ao processo de mutação das células,
passando por vários estágios até o resultado fnal ser um tumor.

- Estágio de iniciação: as células sofrem a ação de um agente provocador da mutação


genética, mas o tumor não é detectável clinicamente

- Estágio de promoção: as células alteradas são transformadas gradualmente em células


malignas, especialmente se há um forte contato com o agente cancerígeno promotor (o
processo pode ser interrompido se for feita a suspensão do contato com o agente
promotor)

- Estágio de progressão: ocorre a multiplicação descontrolada das células mutadas.

O câncer de mama possui alguns fatores de risco, e são classificados em:

- Fatores ambientais e comportamentais: obesidade e sobrepeso, pós-menopausa;


sedentarismo; consumo de álcool; radiações ionizantes.

- Fatores hormonais e reprodutivos

- Fatores genéticos e hereditários

- Fatores biológicos
Tipos de câncer de mama e estadiamento:
- Carcinoma ductal: é o mais comum, encontrado em 80% dos casos e recebe esse nome,
pois, origina-se nos ductos mamários, existem alguns subtipos.

- Carcinoma lobular: é diagnosticado em aproximadamente 5% a 10% dos casos, é originado


nos lóbulos, que são responsáveis pela produção do leite materno.

Podemos classificar os estadiamentos dos tumores em:

Estádio 0: in situ, as células estão bem localizadas (ex: no ducto).

Estádios I e II: tumores restritos ao órgão de origem.

Estádio III: tumores disseminados localmente.

Estádio IV: tumores com metástases distantes do órgão de origem.

Sinais do câncer de mama


Tratamento
Os estadiamentos determinam o melhor tratamento para cada caso:

- Estádios I e II: habitualmente necessitam de cirurgia, podendo ser conservadora, sendo


retirado apenas o tumor ou a mastectomia e reconstrução. Em alguns dos casos, é preciso
de um tratamento complementar com radioterapia, e por vezes necessários a
reconstrução mamaria.

- Estádio III: tumores aumentados e localizados. Nesse caso o tratamento inicial é sistêmico
(quimioterapia). Após obter a resposta adequada o tratamento segue para local com
cirurgia e radioterapia.

- Estádio IV: o tratamento principal é o sistêmico (localizados apenas em raras exceções).

Estádio Descrição

Tumores < 2 cm com linfonodos comprometidos ou tumores entre 2 e


Estádios I e II 5 cm com linfonodos negativos ou comprometidos, ou tumores >5 cm
com linfonodos negativos.

Tumores < 5 cm com linfonodos grosseiramente comprometido e/ou


fixos ou tumores >5 cm com linfonodos comprometidos ou tumores
Estádio III que se estendem para a parede torácica e/ou pele com ou sem
linfonodos envolvidos ou câncer de mama inflamatório (tipo de câncer
que se assemelha a uma inflamação na mama)

Estádio IV Metástase em algum órgão a distância (ossos, pulmão, fígado, etc)


MASTECTOMIA
É a retirada total da mama para tratar o câncer, quando a cirurgia conservadora (cirurgia
que deixa a maior parte da mama) não pode ser feita, ou para pacientes com alto risco de
desenvolver um segundo câncer de mama.

TIPOS DE MASTECTOMIA
- Mastectomia simples: remoção de toda mama e em algumas situações os linfonodos
axilares também são retirados.

- Mastectomia poupadora da pele: a maior parte da pele da mama são preservadas, porem
o tecido mamário, mamilo e aréola são removidos.

- Mastectomia poupadora do mamilo: É uma opção para mulheres que tem tumor pequeno
em estágio inicial próximo a parte externa da mama, sem sinais de doença na pele ou perto
do mamilo. A pele da mama e o mamilo são preservados.

- Mastectomia radical modificada: combina a mastectomia simples com a remoção dos


linfonodos axilares.

- Mastectomia radical: remoção de toda mama, dos linfonodos axilares e os músculos


peitorais (parede torácica) que se encontram atrás da glândula mamaria. Raramente é
realizada.
- Mastectomia dupla: retirada total das duas mamas. É considerada como uma cirurgia
preventiva para pacientes com alto risco de desenvolver novamente câncer de mama.

COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS
Linfedema e Edema: são complicações comuns no tratamento do câncer de mama, como
consequência da retirada dos gânglios linfáticos axilares, comprometendo assim a atividade
do sistema de drenagem linfática do membro superior envolvido.
A maioria dos linfedemas de membro superior desenvolve-se entre o primeiro e o segundo
ano pós-cirurgia, no entanto, há observações clínicas de aparecimento tardio (mais de 10
anos após a terapêutica inicial). Alguns estudos apresentam um aumento na frequência de
linfedema de membro superior relacionados com a idade, podendo esta atingir os 25%
acima dos 60 anos. Outros não encontram a relação (VEIROS et al., 2007).

Seroma: ele é formado por extravasamento de plasma sanguíneo ou linfa sob a pele,
causado por traumas na região operada, como a secção de microvasos, descolamento de
pele e área esvaziada pela retirada de tecidos acometidos.

Deiscência da ferida operatória: trata-se da abertura espontânea das suturas realizadas


durante a cirurgia, ou seja, a ruptura dos pontos em que as bordas dos tecidos que foram
unidos se separam e surgem complicações.

Necrose da pele: é um problema que pode ocorrer quando os vasos cutâneos provenientes
da artéria torácica não foram preservados, portanto, a atenção no plexo vascular
subdérmico, principalmente em casos de mamas volumosas/ptóticas (caídas), cicatrizes ou
radioterapia prévias são fatores associados à viabilidade vascular (retalho tecidual).

Hematoma: pode ocorrer devido à necessidade de realizar incisões em regiões amplamente


vascularizadas para alcançar e remover a lesão cancerosa e sua margem de segurança
que mesmo após a amarração e cauterização dos vasos, alguns deles podem romper,
devido a algum esforço físico, hipertensão arterial e até mesmo espontaneamente.
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO
PÓS-OPERATÓRIO DE CÂNCER DE MAMA

Nome:____________________________________ Data avaliação ____/____/____


Endereço: ____________________________________ Tel.: __________________
Idade: ________ Estado Civil: ________ Profissão: _____________________________
Médico Responsável: _______________________

Diagnóstico clínico:
________________________________________________________________

Tipo de cirurgia realizada:


________________________________________________________________

Anmnese

Queixa Principal:
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________

História da Doença Atual:


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

Doenças Associadas:
________________________________________________________________
________________________________________________________________
Etilista: Sim ( ) Tabagista: Sim ( ) Atividade física: Sim ( )
Outros:___________________________________________________________
________________________________________________________________
Doenças pregressas:
________________________________________________________________
________________________________________________________________

Medicamentos Utilizados:
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________

EXAME FÍSICO

PA: _______________ FC: ____________ FR:____________


T°:____________

Ausculta pulmonar:
________________________________________________________________
___________________________

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO

Aspecto da sutura: ( ) Rubor ( ) Secreção Outros:


______________________________________________

PELE: Manchas ( ) Ressecada ( ) Cianose ( ) Hidratada ( )


Outros:
__________________________________________________________________________________________________________

TEMPERATURA LOCAL DA CIRURGIA: Normotermia ( ) Hipertermia ( ) Hipotermia ( )


DOR: ( ) Sim ( ) Não
Local: _______________________________________________________________________________________________
Tipo: Em queimação ( ) Agulhada ( ) Localizada ( ) Irradiada ( ) Piora de dia ( )
Piora a noite ( )
Obs:
___________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________

EVA:____________________________

Tem edema: ( ) Sim ( ) Não SINAL DE CACIFO: Positivo ( ) Negativo ( )


Classificação: ________________

CICATRIZ: Local: __________________________________________________________________________________________


Classificação: Nomotrófica ( ) Atrófica ( ) Hipertrófica ( ) Quelóide ( )
SENSIBILIDADE: Dolorosa ( ) Térmica ( ) Pressão ( ) Tato ( ) Vibratória ( )
Local:
__________________________________________________________________________________________________________

Movimentação ativa – livre do MS operado (90°):


___________________________________________________________________________________________________________

PERIMETRIA (cm):
Membro acometido: Membro Não acometido:

Data Data
15cm 15cm
10cm 10cm
5cm 5cm
0 Ponto de Prega do 0 Ponto de Prega do
Referência Cotovelo Referência Cotovelo
5cm 5cm
10cm 10cm
15cm 15cm
ADM (Goniometria)
Data Data
Membro Membro
avaliado avaliado
Flexão Flexão
Extensão Extensão
Adução Adução
Abdução Abdução
Rot. Interna Rot. Interna
Rot. Externa Rot. Externa
Membro Membro
avaliado avaliado
Flexão Flexão
Extensão Extensão
Adução Adução
Abdução Abdução
Rot. Interna Rot. Interna
Rot. Externa Rot. Externa

FM:___________________________________________________
_____________________________________________________
Avaliação da Marcha:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

Avaliação Postural:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

AVALIAÇÃO PNEUMOFUNCIONAL
Parâmetro Previsto Obtido Percentual Interpretação:
Peak-Flow
Pimax
Pemax

DIAGNÓSTICO(S) FISIOTERAPÊUTICO(S):
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

OBJETIVO(S) FISIOTERAPÊUTICO(S):
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

PLANO DE ATENDIMENTO:
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________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
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Reavaliação:
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Tipos de Mamas
Existem sete tipos de mamas:

redondos leste-oeste separados

assimétricos sino

delgados gota
ANOTAÇÕES
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ANOTAÇÕES
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