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Controle Dimensional Senai

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SÉRIE AUTOMOTIVA

CONTROLE
DIMENSIONAL
APLICADO À
AUTOMOTIVA
SÉRIE AUTOMOTIVA

CONTROLE
DIMENSIONAL
APLICADO À
AUTOMOTIVA
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade


Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti


Diretor de Educação e Tecnologia

Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira


Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade


Presidente

SENAI – Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti


Diretor Geral

Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira


Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia

Gustavo Leal Sales Filho


Diretor de Operações
SÉRIE AUTOMOTIVA

CONTROLE
DIMENSIONAL
APLICADO À
AUTOMOTIVA
© 2015. SENAI – Departamento Nacional

© 2015. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ-
nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por
escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de
Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por
todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional


Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional de Santa Catarina


Gerência de Educação – GEDUT

58

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SENAI Sede

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Departamento Nacional 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • [Link]
Ilustrações
Figura 1 - Conversão do metro......................................................................................................................................15
Figura 2 - Conversão da área..........................................................................................................................................18
Figura 3 - Conversão de volume sólido......................................................................................................................19
Figura 4 - Conversão de volume líquido....................................................................................................................19
Figura 5 - Leitura de ângulos..........................................................................................................................................20
Figura 6 - Escala em milímetros e polegada.............................................................................................................24
Figura 7 - Desenhando com ajuda da régua............................................................................................................24
Figura 8 - Cálibre de lâminas..........................................................................................................................................25
Figura 9 - Verificação da folga do comando de válvulas com o cálibre de lâminas...................................26
Figura 10 - Paquímetro analógico................................................................................................................................27
Figura 11 - Paquímetro analógico e digital...............................................................................................................27
Figura 12 - Medição do diâmetro de um parafuso.................................................................................................28
Figura 13 - Medida de milímetros inteiros................................................................................................................28
Figura 14 - Medida de milímetros e centésimos de milímetros........................................................................29
Figura 15 - Micrômetro.....................................................................................................................................................30
Figura 16 - Micrômetro analógico................................................................................................................................31
Figura 17 - Micrômetro digital.......................................................................................................................................31
Figura 18 - Medição da espessura do virabrequim com o micrômetro..........................................................32
Figura 19 - Exemplo de leitura de micrômetro centesimal.................................................................................33
Figura 20 - Leitura de micrômetro milesimal...........................................................................................................34
Figura 21 - Relógio comparador com base magnética ........................................................................................35
Figura 22 - Partes do relógio comparador.................................................................................................................35
Figura 23 - Relógio comparador analógico (esquerda) e digital (direita)......................................................36
Figura 24 - Folga axial e radial de um rolamento....................................................................................................37
Figura 25 - Realização da comparação com o relógio comparador.................................................................38
Figura 26 - Comparação de uma superfície com o relógio comparador.......................................................38
Figura 27 - Medição do cilindro com o súbito.........................................................................................................39
Figura 28 - Imicro analógico de três pontos de apoio..........................................................................................40
Figura 29 - Case completo do súbito...........................................................................................................................40
Figura 30 - Utilizando o torquímetro...........................................................................................................................41
Figura 31 - Torquímetro de relógio..............................................................................................................................42
Figura 32 - Torquímetro de vareta................................................................................................................................42
Figura 33 - Torquímetro de estalo................................................................................................................................43
Figura 34 - Utilização do torquímetro de estalo no cabeçote............................................................................43
Figura 35 - Goniômetro....................................................................................................................................................44
Figura 36 - Transferidor de grau angular....................................................................................................................45
Figura 37 - Uso do transferidor angular.....................................................................................................................45
Figura 38 - Escala danificada..........................................................................................................................................46
Figura 39 - Como zerar o micrômetro.........................................................................................................................47

Quadro 1 - Operação de soma.......................................................................................................................................12


Quadro 2 - Múltiplos e submúltiplos do metro.......................................................................................................15
Quadro 3 - Como medir a área das figuras geométricas planas.......................................................................17
Quadro 4 - Tipos de ângulo............................................................................................................................................20
Sumário
1 Introdução...........................................................................................................................................................................9

2 Sistema Internacional de Medidas...........................................................................................................................11


2.1 Relembrando as operações fundamentais.........................................................................................12
2.2 Unidades de medida...................................................................................................................................14
2.2.1 Comprimento..............................................................................................................................15
2.2.2 Área.................................................................................................................................................17
2.2.3 Volume...........................................................................................................................................18
2.2.4 Ângulos.........................................................................................................................................19

3 Instrumentos de Medição e Comparação..............................................................................................................23


3.1 Escala: tipos, características e utilização..............................................................................................24
3.2 Cálibre de lâminas: tipos, características e utilização......................................................................25
3.3 Paquímetro: tipos, características e utilização...................................................................................26
3.4 Micrômetro: tipos, características e utilização...................................................................................30
3.5 Relógio comparador: tipos, características e utilização.................................................................34
3.6 Medidores e comparadores internos: tipos, características e utilização..................................39
3.7 Torquímetro: tipos, características e utilização..................................................................................41
3.8 Goniômetro e transferidor de grau angular: tipos, características e utilização.....................44
3.9 Conservação e manutenção.....................................................................................................................46

Referências............................................................................................................................................................................51

Minicurrículo do Autor.....................................................................................................................................................53

Índice......................................................................................................................................................................................55
Introdução

Seja bem-vindo à Unidade Curricular Controle Dimensional Aplicado à Automotiva. Nesta


unidade, você relembrará as operações fundamentais de matemática e estudará também como
converter as unidades de medidas. Você conhecerá, ainda, as grandezas físicas relacionadas a
área automotiva e seus instrumentos de medição, além de identificar os tipos, funções, caracte-
rísticas e as aplicações de cada instrumento de medição. Você aprenderá a importância das nor-
mas técnicas, ambientais e de segurança e a conservação de cada instrumento. Nesse contexto,
você conhecerá também os instrumentos de medição e comparação interno, como o imicro e o
súbito, e estudará sobre os instrumentos de medição e comparação externos, como a escala, o
cálibre de lâminas, o paquímetro, o micrômetro e o relógio comparador. Posteriormente, você
compreenderá a importância de utilizar o torquímetro na manutenção automotiva e a função
do goniômetro.
Na sequência, você verá o sistema internacional de medidas e revisará as operações funda-
mentais.
Bons estudos!
Sistema Internacional
de Medidas

Segundo o Inmetro Senai (2000), um dos primeiros sistemas de medidas a ser criado foi o
Sistema Métrico Decimal, em torno do ano de 1799, na Academia de Ciências da França. O me-
tro, na época, foi definido como a décima milionésima parte da quarta parte do meridiano ter-
restre, que nada mais é que dividir o meridiano em quarenta milhões de partes iguais. E para se
tornar visível, em 1799 foi construída uma barra de platina retangular com 25,3 mm de espessu-
ra e um metro de comprimento. Atualmente, esse padrão é conhecido como metro de arquivo.
No Brasil, o Sistema Internacional de Unidades só foi adotado em 1962 e, no ano de 1988, o
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) determinou
que o Sistema Internacional de Unidades seria de uso obrigatório em todo território nacional.
No contexto da área automotiva, esse sistema de medida também se incorpora ao trabalho diá-
rio das oficinas mecânicas. Sobre isso, você estudará neste capítulo. Preparado? Então, conheça
as principais grandezas físicas encontradas na mecânica: o comprimento, a massa, o tempo, o
volume, a temperatura e o ângulo.
Ao concluir este capítulo, você estará apto a:
a) utilizar o sistema internacional de medidas na manutenção automotiva;
b) diferenciar as unidades de medida para cada aplicação;
c) realizar as operações fundamentais de matemática;
d) converter as unidades de medidas;
e) identificar as grandezas físicas.
Bons estudos!
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
12

2.1 RELEMBRANDO AS OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS

Antes de aprofundar seus estudos no sistema internacional de medidas é importante relembrar as ope-
-rações fundamentais da matemática, haja vista que estas serão necessárias no momento de converter as
unidades de medidas na sua rotina de trabalho dentro da oficina mecânica. Conforme salientado por Dante
(2008), as operações fundamentais são: adição, subtração, multiplicação e divisão. Relembre na sequência.

ADIÇÃO

A adição é considerada uma das primeiras operações fundamentais na matemática. Esta operação adi-
ciona, acrescenta ou soma algo. A soma dos números chama-se soma ou total. Veja:
34 + 6 = 40
22 + 8 = 30
4 + 12 = 16
Perceba que a adição de dois ou mais números é indicada pelo sinal “+” (mais). Note que, se você alterar
a posição dos valores, o resultado não é alterado.
Para calcular a adição, você deve colocar os números em ordem de unidade, dezena, centena e milhar.
Em seguida, é possível realizar a soma da operação de adição. Veja o exemplo do quadro a seguir.

MILHAR CENTENA DEZENA UNIDADE

+ 1 2 3 4

4 7 5 3

= 5 9 8 7

Quadro 1 - Operação de soma


Fonte: adaptado de Dante (2008)

Resultado:
a) adicionar 4 unidades a 3 unidades tem-se: 7 unidades (Sete);
b) adicionar 3 dezenas a 5 dezenas tem-se: 8 dezenas (Oitenta);
c) adicionar 2 centenas a 7 centenas tem-se: 9 centenas (Novecentos);
d) adicionar 1 milhar a 4 milhares tem-se: 5 milhares (Cinco mil);
Dessa forma, você pode concluir que o resultado (ou seja, a soma) é 5.987.
2 SISTEMA INTERNACIONAL DE MEDIDAS
13

SUBTRAÇÃO

A subtração é o ato de diminuir algo, retirar ou subtrair, e é indicada pelo sinal de “-“ (menos). Seu resul-
tado é conhecido como diferença ou resto.
Veja:
10 - 4 = 6
39 - 8 = 31
7-2=5
2-7=-5
Utilizando o primeiro exemplo, o valor da diferença “10 – 4” é 6 - este número é conhecido como resto
ou diferença.
Observe também que, diferente da adição, na subtração não é permitido alterar a posição dos valores.
Caso seja alterado, este irá afetar o resultado.
Você pode perceber que a operação de subtração pode ser considerada como a operação inversa da
adição. Observe o item a seguir.
Na operação de adição, se você soma 7+2 ou 2+7, o resultado permanece o mesmo 9. Já na operação
de subtração, se você mudar algum número de posição, a diferença será alterada. Note: 9 - 2 = 7 e 2 - 9 = -7.
Você sai de um cenário positivo para um cenário negativo.

MULTIPLICAÇÃO

A multiplicação é a ação de multiplicar, repetir um número quantas vezes for preciso. É reconhecida
pelos sinais “.” ou “x”. Por exemplo:
2 . 9 = 18 ou seja, 2 vezes o número 9 (9 + 9 = 18)
3 x 6 = 18 ou seja, 3 vezes o número 6 (6 + 6 + 6 = 18)
Chama-se “multiplicador” o número pelo qual se multiplica; no caso da situação anterior (3 x 6 = 18), o
número 6 é o multiplicador.
O número que será multiplicado por outro é o “multiplicando”; no caso do mesmo exemplo, o número
3 é o multiplicando.
O resultado da operação é conhecido como produto, e assim como na adição, a ordem dos fatores não
altera o produto.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
14

DIVISÃO

Essa operação é o ato de dividir ou fragmentar algo. Os números a serem divididos chamam-se “divi-
dendo” e “divisor”, e o seu resultado é chamado de “quociente”. Caso sobre alguma quantidade, este é
chamado de “resto”. A divisão pode ser reconhecida pelos sinais “:”, “/” ou “÷”.
Exemplo:
6/2=3
8:4=2
10 ÷ 5 = 2
A divisão, dependendo da operação, pode ser exata ou não exata. Leia sobre isto, na sequência:
a) divisão exata: é quando você consegue dividir sem ter resto ou sobras. Exemplo: 16 : 4 = 4;
b) divisão não-exata: é quando não é possível dividir exatamente, e sobra algum valor, conhecido como
“resto”. Observe uma possibilidade: 9 : 4 = 2 com resto 1.
Para tornar esse exemplo uma divisão exata, é necessário realizar a operação utilizando vírgula. Para
isso, divide-se o resto pelo divisor, ou seja, 1 : 4 = 0,25, ficando 9:4 = 2,25.

2.2 UNIDADES DE MEDIDA

Você já parou para pensar como é antiga a necessidade de realizar medições? Relembrando a origem
das civilizações, como será que as populações faziam para comprar tecido, ou medir a quantidade de água
que cabia em um pote?
Por muito tempo, cada povoado criou ou adotou seu próprio sistema de medidas, a partir de unidades
imprecisas baseadas no corpo humano, como palmo, pé, polegada, braça, côvado¹.
Então, você pode imaginar como era difícil comprar e vender algo antigamente, porque uma região não
conhecia o sistema de medidas de outra região.

A polegada teve origem em diversas regiões. Em algumas regiões, a polega-


da era a largura do dedão da mão do rei; em outras, era definida pela dobra
CURIOSIDADES do dedão da mão até a ponta. Conforme Motta (2010), atualmente a pole-
gada é o equivalente a 25,4 milímetros, ou 2,54 centímetros.

Relembre algumas unidades de medida nos itens seguintes.

1 É uma medida encontrada no Egito por volta de 3000 a.C. que se baseava na ponta do dedo até o cotovelo.
2 SISTEMA INTERNACIONAL DE MEDIDAS
15

2.2.1 COMPRIMENTO

O comprimento é a grandeza física compreendida entre dois pontos, e pode ser medido de diversas formas.
Na sequência, você conhecerá as principais formas de comprimento encontradas na manutenção de veículos.
A unidade fundamental do comprimento é o metro. Ele possui seus múltiplos e submúltiplos que levam
os prefixos: quilo, hecto, deca, deci, centi e mili, respectivamente. Observe o quadro a seguir:

UNIDADE
MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
FUNDAMENTAL

quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro

km hm dam m dm cm mm

1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Quadro 2 - Múltiplos e submúltiplos do metro


Fonte: adaptado de Doutores da Construção [200-]

Os múltiplos do metro são indicados para medir grandes distâncias, ao passo que os submúltiplos me-
dem pequenas distâncias, como nas medidas milimétricas em que se exige precisão; neste caso, normal-
mente são medidas que utilizam o instrumento de medição micrômetro (cuja resolução é de até 0,001mm).
Para fazer a conversão dos valores, basta multiplicar ou dividir por 10. Veja o modelo, na sequência.

x10 x10 x10 x10 x10 x10

km km
hm km
dam km
m km
dm km
cm km
mm

÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10


Ana Fleck (2015)

Figura 1 - Conversão do metro


Fonte: adaptado de Doutores da Construção [200-]

Outra possibilidade para medir o comprimento é a polegada milesimal. Essa medição é a leitura dos
números dispostos em milésimos de polegada, lembrando que uma polegada é equivalente a 2,54 centí-
metros ou 25,4 milímetros.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
16

Para converter a unidade de polegada milesimal para centímetro, realiza-se a operação de multiplica-
ção. Por exemplo:
3” x 2,54 = 7,62 centímetros ou 76,20 milímetros.
Se você quiser converter milímetros em polegadas milesimal, basta dividir por 25,4. Observe outra pos-
sibilidade:
13mm ÷ 25,4 = 0,52 polegada milesimal.
Existe outro tipo de polegada, conhecida como polegada fracionária, na qual a leitura é realizada em
forma de fração. Por exemplo:
¼ = 1 polegada dividida em 4 partes iguais, que é igual a 0,25 polegadas milesimais.
3/8 = 3 polegadas divididas em 8 partes iguais, que é igual a 0,375 polegada milesimal.

CASOS E RELATOS

Milímetro ou polegada?
Bruno é técnico em manutenção automotiva formado no SENAI e trabalha como empregado em
uma conhecida oficina mecânica na sua cidade. Recentemente, um cliente levou à oficina um ve-
ículo importado para que fosse realizada uma simples troca de óleo do motor. Então, o veículo
foi suspenso no elevador, e Bruno começou a perceber que suas ferramentas não se encaixavam
perfeitamente no parafuso sextavado externo para drenar o óleo do motor. Um número menor não
se encaixava e um número maior ficava folgado demais. Fato é que Bruno percebeu que esse veícu-
lo utilizava parafusos de medidas em polegadas, e ele só tinha chaves em milímetros. Dessa forma,
Bruno mediu o parafuso em polegada e solicitou ao seu chefe de oficina que fosse providenciada
a chave correta na medida de polegada de maneira que fosse realizado um serviço com qualidade.
Ricardo, o chefe de oficina, prontamente foi à loja de ferramentas, comprou um jogo de ferramentas
em polegadas e entregou ao Bruno para que ele executasse o serviço. Ele realizou o serviço com
qualidade e com a ferramenta correta pôde garantir o perfeito encaixe entre a chave e o parafuso,
não correndo o risco de espanar o parafuso, estragar a chave ou não realizar o aperto necessário.
2 SISTEMA INTERNACIONAL DE MEDIDAS
17

2.2.2 ÁREA

A área é a medida interna de uma superfície. Por exemplo, você quer saber a área do teto do veículo
para instalar um adesivo que cobrirá todo o teto. Para isso, você deve medir o comprimento e a largura, e
multiplicar um pelo outro obtendo o resultado em metros quadrados (m²).
Observe maneiras de como medir a área de alguns formatos.

FIGURA ÁREA FIGURA ÁREA


Quadrado Trapézio
b A=B+b.h
l A = l² h 2
B
l

Retângulo Círculo
r
b A=axb A = ∏r²
a

Outros polígonos
Paralelogramo Calcula-se a área
dividindo a gura
h A=bxh em triângulos
b
ou quadriláteros

Triângulo Figuras irregulares Calcula-se um valor


A=bxh aproximado para área
Ana Fleck (2015)
h usando papel
2 quadriculado ou
b
milimétrico

Quadro 3 - Como medir a área das figuras geométricas planas


Fonte: adaptado de Doutores da Construção [200-]

Em formatos como o círculo, é necessário saber o valor de pi ( ) para calcular a área. “Pi” corresponde a
razão numérica em relação ao perímetro de uma circunferência e seu diâmetro, e equivale a 3,14159265359.

FIQUE Verifique sempre antes de iniciar uma medição da área qual é o formato do objeto a
ALERTA ser medido, para que não influencie na medição.

Para realizar a conversão da área, você pode verificar a sequência apresentada na figura a seguir, que
contém os múltiplos: quilômetro quadrado (km²), hectômetro quadrado (hm²), decâmetro quadrado
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
18

(dam²), e os submúltiplos: decímetro quadrado (dm²), centímetro quadrado (cm²), milímetro quadrado
(mm²).

x100 x100 x100 x100 x100 x100

km² km²
hm² km
dam² km
m² km
dm² km
cm² km
mm²

Ana Fleck (2015)


÷100 ÷100 ÷100 ÷100 ÷100 ÷100

Figura 2 - Conversão da área


Fonte: adaptado de Doutores da Construção [200-]

SAIBA Se você deseja conhecer outras formas de objetos a serem medidos, vale a pena dar
uma olhadinha no site: <[Link] Ele apresenta o cálculo para
MAIS vários tipos de formas geométricas.

2.2.3 VOLUME

O volume é a quantidade de espaço ocupada por um determinado corpo, ou a capacidade que ele tem
de suportar alguma substância. Pode-se observar o volume em estado líquido ou sólido.
Para conferir o volume em estado sólido, você deve usar como base o metro cúbico (m³), que apresenta
como múltiplos: quilômetro cúbico (km³), hectômetro cúbico (hm³), decâmetro cúbico (dam³), e seus sub-
múltiplos: decímetro cúbico (dm³), centímetro cúbico (cm³), milímetro cúbico (mm³).
2 SISTEMA INTERNACIONAL DE MEDIDAS
19

x1000 x1000 x1000 x1000 x1000 x1000

km³ km²
hm³ km
dam³ km
m³ km
dm³ km
cm³ km
mm³

Ana Fleck (2015)


÷1000 ÷1000 ÷1000 ÷1000 ÷1000 ÷1000

Figura 3 - Conversão de volume sólido


Fonte: adaptado de Doutores da Construção [200-]

Para calcular o volume no seu estado líquido, a unidade de referência é o litro (l), e seus múltiplos são:
quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro (dal), e seus submúltiplos: decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).

x10 x10 x10 x10 x10 x10

kl km²
hl km
dal km
l km
dl km
cl km
ml

Ana Fleck (2015)


÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10

Figura 4 - Conversão de volume líquido


Fonte: adaptado de Doutores da Construção [200-]

2.2.4 ÂNGULOS

Ângulo é o nome dado à abertura formada por duas semirretas que partem do mesmo ponto; chamado
de vértice do ângulo. A unidade de medida do ângulo é o grau (º).
Confira, no quadro a seguir, os tipos de ângulo.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
20

Ângulo obtuso: maior do


Ângulo agudo: mede Ângulo reto: mede 90º. que 90º e menor do
menos de 90º. que 180º.

Ângulo côncavo: maior


Ângulo raso: mede 180º. do que 180º e menor Giro: mede 360º.
do que 360º.

Ângulo nulo: formado apenas de uma semirreta.

Ana Fleck (2015)


Quadro 4 - Tipos de ângulo
Fonte: adaptado do Guia do Estudante (2012)

Na leitura dos ângulos, você pode utilizar os submúltiplos do grau, que são:

x60 x60

Grau km²
Minutos km
Segundos
Ana Fleck (2015)

÷60 ÷60
Figura 5 - Leitura de ângulos
Fonte: adaptado de Brasil Escola [2015]

RECAPITULANDO

Nesse capítulo, você estudou quando o Brasil adotou o Sistema Internacional de Unidade, revisou
as quatro operações fundamentais da matemática e suas regras. Relembrou, também, as prin-
cipais unidades de medidas encontradas nos sistemas automotivos e aprendeu como é feita a
conversão de cada unidade e como as unidades podem ser utilizadas. A seguir, você conhecerá os
instrumentos de medição e comparação. Bons estudos!
2 SISTEMA INTERNACIONAL DE MEDIDAS
21

Anotações:
Instrumentos de
Medição e Comparação

Neste capítulo, você conhecerá alguns instrumentos de medição interna e externa. Você
estudará sobre os instrumentos de comparação mais utilizados na mecânica, como o relógio
comparador, e algumas características destes instrumentos em particular. Você acompanhará
alguns exemplos de utilização desses instrumentos, e algumas dicas de manutenção e cuida-
dos básicos para cada ferramenta.
Ao final deste capítulo você estará apto a:
a) identificar os tipos, as funções e as características dos instrumentos de medição;
b) utilizar os instrumentos de medição e comparação;
c) realizar manutenções e lubrificações nos instrumentos.
Bons estudos!
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
24

3.1 ESCALA: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

A escala é uma régua graduada², com bordas retas, normalmente encontrada em metal, cuja função é
medir e traçar linhas retas.
A norma ABNT NBR NM 214:1999 especifica as características principais e dimensionais das réguas pla-
nas de aço. Antes de adquirir esse instrumento, é bom conferir essas especificações da norma.
Você pode encontrar três modelos de escala de régua graduada: centímetros e milímetros, polegadas
milesimais ou fracionárias, e o mais comum, milímetros e polegada, tudo em uma só régua. Isto facilita a
medição e redução de custos.

Do autor (2015)
Figura 6 - Escala em milímetros e polegada
Fonte: do Autor (2015)

A utilização da escala, tanto em polegadas quanto em milímetros, é mais voltada para o uso geral, ou
em situações nas quais é necessária a precisão máxima em milímetros. Um exemplo disso é a medição de
um condutor elétrico, no caso de querer cortá-lo em um determinado tamanho. Outra utilização comum é
em desenhos, nos quais se utiliza a régua para medir e traçar linhas retas.
Freeimages (2015)

Figura 7 - Desenhando com ajuda da régua


Fonte: Freeimages (2015)

2 Dividido em graus; instrumento graduado.


3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
25

3.2 CÁLIBRE DE LÂMINAS: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

O cálibre de lâminas é um instrumento cuja função é fazer regulagens de válvulas do cabeçote e verifi-
car folgas entre pontas de anéis de pistão ou folgas entre o anel e a canaleta do pistão, em engrenagens,
eletrodos de vela ignição, anéis, pistões, sistemas de freio, tuchos mecânicos, entre outros.
Esse instrumento consiste em várias lâminas com espessuras diferentes, cada qual com sua medida
impressa na própria peça.

Do Autor (2015)

Figura 8 - Cálibre de lâminas


Fonte: do Autor (2015)

Existe um instrumento, que é baseado no cálibre de lâminas, chamado de


CURIOSIDADES cálibre de rosca, cuja função é medir o passo de rosca de um determinado
parafuso ou porca.

As lâminas do cálibre são fabricadas em aço, podem sem encontradas individualmente, mas normal-
mente contém de 13 a 32 lâminas que podem ser de 0.02 mm até 1.00 mm; 0.05 mm até 1.00 mm. Para uti-
lizar o instrumento, basta inserir uma lâmina e averiguar a folga do componente, conforme demonstrado
na figura a seguir.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
26

Bao (2015)
Figura 9 - Verificação da folga do comando de válvulas com o cálibre de lâminas
Fonte: Bao (2015)

3.3 PAQUÍMETRO: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

O paquímetro é um instrumento de uso geral que serve para medições de precisão e agilidade. Normal-
mente é fabricado em aço e sua forma é semelhante a uma régua graduada, com um encosto fixo e cursor
móvel.
Este instrumento possui um par de bicos, bem como um par de orelhas de medição, para aferir objetos
pela parte externa e pela parte interna, respectivamente.
Dois desses bicos são fixos à régua e os outros dois deslizam junto com o cursor móvel. Com o paquí-
metro é possível obter medidas em polegadas, milímetros e centésimo de milímetro, conforme sua escala.
O paquímetro também permite medição de profundidade.
A norma ABNT NBR NM 216:2000 especifica os requisitos principais para as características construtivas,
dimensionais e de desempenho de paquímetros com várias faixas de medição.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
27

Nônio ou vernier *(polegada)

Cursor
Orelha xa Orelha móvel
Parafuso e trava;
Escala xa de polegadas

Impulsor; Haste de profundidade


Escala xa de milímetros
Nônio ou vernier (milímetro)

Encosto xo

Ana Fleck (2015)


Bico xo Bico móvel

Encosto móvel

Figura 10 - Paquímetro analógico


Fonte: do Autor (2015)

Antes de iniciar uma medição com o paquímetro é necessário conferir a escala do nônio, que indica a
resolução do paquímetro. Os mais comuns são os paquímetros de escalas 0,05 mm que possuem 20 divi-
sões na escala do nônio e o de 0,02 mm, com 50 divisões na escala do nônio.

Do Autor (2015)

Figura 11 - Paquímetro analógico e digital


Fonte: do Autor (2015)
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
28

Dentre os modelos de paquímetros encontrados no mercado, o mais utilizado em oficinas mecânicas é


o analógico; no entanto, o paquímetro digital possui uma leitura mais prática (comparada ao paquímetro
analógico) por apresentar os valores de medida em um visor.
O paquímetro é empregado para averiguar a espessura das pastilhas de freio, tamanho de parafuso,
profundidade de rebaixo, entre outras medições.

michal-rojek ([20--?])
Figura 12 - Medição do diâmetro de um parafuso
Fonte: Thinksotck (2015)

Para realizar uma medição em milímetros utilizando o paquímetro, é necessário verificar a escala fixa e o
nônio, que é a escala móvel. Na escala fixa, você precisa realizar a leitura dos milímetros inteiros, contando
os que existem antes do zero da escala do nônio. Se o zero e o 10 do nônio se alinharem com os traços da
escala principal, significa que você possui uma medida exata em milímetros, como o exemplo representa-
do na figura a seguir, na qual se tem a leitura de 4 mm.

0 10 20
Diego Fernandes (2015)

0 2 4 6 8 10
Figura 13 - Medida de milímetros inteiros
Fonte: Bini (2004)
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
29

Na figura seguinte, você observa uma medida de 2,55 mm representando uma medida de um número
não inteiro. Note que a escala do nônio passou a marca de 2 mm da escala fixa, porém não chegou ao traço
dos 3 mm. Agora é só observar qual traço do nônio que se alinhou exatamente com algum traço da escala
principal (que no caso é o 0,55 mm). Lembre-se de sempre checar a resolução do instrumento, como dito
anteriormente.

0 10 20 30 40 50

Diego Fernandes (2015)


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0,05

Figura 14 - Medida de milímetros e centésimos de milímetros


Fonte: Bini (2004)

CASOS E RELATOS

O que houve com o meu paquímetro?


Alexsandro estuda no SENAI e trabalha em uma oficina de pequeno porte onde aproveita para apli-
car os conhecimentos que adquire no curso. Certo dia, Alexsandro estava realizando a manutenção
em um veículo e precisou medir o tamanho de um componente; porém, ao pegar o paquímetro,
percebeu que estava com uma das orelhas de medição amassada. Como Alexsandro sempre guar-
da seus instrumentos nos cases após utilizá-los, questionou alguns colegas sobre que poderia ter
ocorrido com o paquímetro. Neste momento, seu colega Emerson lhe contou que utilizou o pa-
químetro, e que enquanto utilizava o mesmo, colocou-o sobre a bancada com outras ferramentas.
Sem perceber, largou uma chave combinada 36 mm sobre o paquímetro causando o dano.
Alexsandro, então, lhe explicou sobre os cuidados com os instrumentos de medição a fim de que
esse tipo de situação não ocorresse novamente. A situação provavelmente não tornará a ocorrer;
todavia, o paquímetro de Alexsandro precisou ser substituído em função da situação.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
30

3.4 MICRÔMETRO: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

O nome micrômetro deriva de sua capacidade em medir dimensões de natureza micrométrica. O uso
desse instrumento na mecânica é indicado por ser mais preciso que o paquímetro, visto que enquanto a
precisão máxima de um paquímetro limita-se a 0,02 mm, a precisão máxima de um micrômetro pode ser
de 0,01 mm ou 0,001 mm. Segundo Bini (2004), o funcionamento do micrômetro baseia-se no princípio do
deslocamento gradual de um parafuso, no sentido longitudinal, quando ele gira em uma porca.
O micrômetro é fabricado em aço especial ou fundido, tratado termicamente para eliminar as tensões
internas e sua função é obter medidas lineares. O isolante térmico fixado no arco serve para evitar a di-
latação do aço, pois ao segurar o instrumento pelo isolante, o calor das mãos não é transmitido para o
instrumento.
As faces servem para entrar em contato com a peça a ser medida, por isso devem ser limpas antes de
utilizar o instrumento. A norma ABNT NBR NM ISO 3611:1997 específica as características dimensionais,
funcionais e qualitativas dos micrômetros para medições externas.
Examine, na figura a seguir, quais são as partes do micrômetro.

Teixeira (2014)

Figura 15 - Micrômetro
Fonte: adaptado de Teixeira (2014)

Existem vários modelos e tamanhos diferentes de micrômetro, porém, na mecânica automotiva é co-
mum encontrar os seguintes modelos.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
31

Micrômetro analógico: apresenta graduação de 0 a 25 mm e sua medição é realizada diretamente no


tambor graduado e na escala fixa.

Bao (2015)
Figura 16 - Micrômetro analógico
Fonte: Bao (2015)

Micrômetro digital: apresenta graduação de 0 a 25 mm e sua medição é apresentada diretamente no


visor do aparelho, tornando a leitura mais precisa e livre de erro.
Do Autor (2015)

Figura 17 - Micrômetro digital


Fonte: do Autor (2015)
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
32

Existem micrômetros de outras graduações de medição, entre eles: de 25 mm a 50 mm, de 50 mm a


75 mm, de 75 mm a 100 mm. Na maioria dos casos, o tamanho do micrômetro varia de 25 mm em 25 mm
atingindo medidas que chegam até 2000 mm.
Uma possibilidade de utilização do micrômetro é para verificação da espessura do virabrequim. Você
deve girar pela catraca até a face do encosto móvel tocar no objeto, e ao ouvir três cliques, você aciona a
trava e realiza a medição.

Bao (2015)
Figura 18 - Medição da espessura do virabrequim com o micrômetro
Fonte: Bao (2015)

Para realizar a leitura do micrômetro centesimal que apresenta uma resolução de 0,01 mm é necessário
seguir essa ordem:
1º - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha;
2º - leitura dos meio milímetros, também na escala da bainha;
3º - leitura dos centésimos de milímetro na escala do tambor.
Verifique uma possibilidade na figura a seguir.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
33

17mm 0,32mm

40
0 5 10 15
35
30
25

0,5mm

17,00mm escala dos mm da bainha

Diego Fernandes (2015)


0,50mm escala dos meios mm da bainha
+ 0,32mm escala centesimal do tambor

17,82mm leitura total

Figura 19 - Exemplo de leitura de micrômetro centesimal


Fonte: adaptado de Silva Neto (2012)

Além do micrômetro centesimal, ainda existe o micrômetro milesimal (resolução 0,001 mm), que realiza
a leitura de forma semelhante ao micrômetro centesimal. No entanto, há mais um passo no processo de
leitura do resultado. Observe na sequência:
1º - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha (A);
2º - leitura dos meios milímetros, também na escala da bainha (B);
3º - leitura dos centésimos de milímetro na escala do tambor (C);
4º - leitura dos milésimos com o auxílio do nônio da bainha, verificando qual dos traços do nônio coin-
cide com o traço do tambor (D).
Veja um exemplo na figura a seguir.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
34

30
Nônio
0
D 8 25
6
4
2 20
0
A C
0 5 10 15 20 15

10
Escala
B

centesimal
milimétrica

Escala
5
Leitura
A = 20,000mm
B = 0,500mm 0

Diego Fernandes (2015)


+ C = 0,110mm
D = 0,008mm
45
Total = 20,618mm

Figura 20 - Leitura de micrômetro milesimal


Fonte: adaptado de Silva Neto (2012)

Você percebeu a diferença dos micrômetros? E tudo isso para poder obter uma medida precisa. Conhe-
ça, na sequência, o relógio comparador, que é um instrumento indispensável na manutenção automotiva.

3.5 RELÓGIO COMPARADOR: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

De acordo com Silva Neto (2012), o relógio comparador é um instrumento de medição por comparação,
dotado de duas escalas e dois ponteiros, sendo um menor e um maior, ambos ligados por diversos meca-
nismos e uma ponta de contato. Quando essa ponta de contato sofre uma pressão e o ponteiro maior gira
no sentido horário, a diferença será positiva. Isto significa que o componente possui um ressalto ou relevo.
Caso o ponteiro gire no sentido anti-horário, essa diferença será negativa, ou seja, o componente possui
um rebaixo ou desgaste. O ponteiro menor é o contador de voltas do ponteiro maior.
O relógio comparador é regulamentado pela ABNT NBR ISO 463:2013, norma brasileira que regulamen-
ta procedimentos, tolerâncias, especificações geométricas, características metrológicas e de projeto de
relógio comparador mecânico e demais condições para a calibração dos relógios comparadores.
Na manutenção automotiva, o relógio comparador está, na maioria das vezes, combinado com acessó-
rios, como a base magnética, que é um suporte de ferro cujo objetivo é segurá-lo por meio de uma haste.
Na sua base encontra-se um botão de acionamento utilizado pelo usuário para ativar e desativar o imã e
fixá-lo em algum componente metálico do veículo, como no amortecedor, para poder medir o empeno do
disco de freio.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
35

Bao (2015)
Figura 21 - Relógio comparador com base magnética
Fonte: Bao (2015)

Verifique, na imagem a seguir, as partes do relógio comparador.

Capa
do fuso
Parafuso de
xação do aro
Limitador
de tolerância
Contador
de voltas

Ponteiro
principal

Mostrador Limitador
de tolerância

Aro

Canhão

Fuso
Machado (2014)

Ponta de contato

Figura 22 - Partes do relógio comparador


Fonte: adaptado de Machado (2014)
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
36

Você pode encontrar vários modelos de relógio comparador, entre eles o relógio analógico, que possui
um ponteiro grande e outro pequeno informando a medida.
Além do relógio comparador digital, é possível encontrar esse instrumento no tipo digital, que repassa
as informações ao usuário por meio de um visor.

Machado (2014); Do Autor (2015)


Figura 23 - Relógio comparador analógico (esquerda) e digital (direita)
Fonte: do Autor (2015)

Antes de utilizar o relógio comparador, é importante que você dê a pré-carga, forçando um pouco o
relógio comparador contra o objeto, para que tenha uma tolerância, e possa medir as folgas precisamente.
Além da utilização para medir empenamentos de superfícies, este instrumento pode ser utilizado para
medir folga radial e axial, como a folga de um rolamento ou de um eixo, virabrequim ou o comando de
válvulas de um motor.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
37

Ana Fleck (2015)


Folga Radial Folga Axial

Figura 24 - Folga axial e radial de um rolamento


Fonte: adaptado de Vieira [2015]

FIQUE Lembre-se sempre de realizar a pré-carga do relógio comparador antes de utilizar o


relógio comparador, pois, sem ela, você não terá como medir rebaixos em uma peça,
ALERTA por exemplo.

O relógio comparador pode ser utilizado para medição em outros componentes, como folga axial do
eixo virabrequim do motor, empeno do cubo de roda, entre outras aplicações.
Como você viu anteriormente, para efetuar a leitura no relógio comparador, você deve checar qual sen-
tido do ponteiro maior, e contar os números de volta do ponteiro menor. Em seguida, você deve verificar
onde o ponteiro maior está apontando. Veja um exemplo na figura a seguir.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
38

0 0 0 0
90 10 90 10 90 10 90 10

80 20 80 20 80 20 80 20

70 30 70 30 70 30 70 30

60 40 60 40 60 40 60 40
50 50 50 50

Diego Fernandes (2015)


Plano - 0 Bloco - padrão = 1,40 Bloco - padrão = 3,10 Bloco - padrão = 6,35

Figura 25 - Realização da comparação com o relógio comparador


Fonte: adaptado de Secco (1996)

Observe, na figura seguinte, o movimento do ponteiro em relação a um ressalto e a um rebaixo.

Aro do mostrador

0 0 0
90 10 90 10 90 10
80 20 80 20 80 20

70 30 70 30 70 30
60 40 60 40 60 40
50 Medida a zero 50 Elevação 50 Depressão
Diego Fernandes (2015)

Peça

Veri cação de superfícies planas

Figura 26 - Comparação de uma superfície com o relógio comparador


Fonte: adaptado de Secco (1996)

Como você pode perceber, o relógio comparador é útil para a manutenção automotiva em toda sua
abrangência. Verifique, a seguir, os medidores e comparadores internos.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
39

3.6 MEDIDORES E COMPARADORES INTERNOS: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

Na oficina mecânica, você encontra um instrumento conhecido como súbito, que é um acessório espe-
cífico para ser utilizado com o relógio comparador. O súbito serve para realizar a medição e comparação
da parte interna de cilindros, como por exemplo, o cilindro ou camisa do bloco de um motor, onde fica
alojado o pistão e seus componentes.
A forma de medir um cilindro com o subido se dá a partir do contato das pontas de medição com as
paredes do cilindro, comprimindo a haste. Para que ocorra a medição, o subido deve ser montado e ajus-
tado levando em consideração o diâmetro nominal do cilindro a ser medido ou ainda o súbito pode ser
montado baseado em uma medida de referência, por exemplo, ao medir um cilindro de motor o súbito
pode ser montado baseado na medida do diâmetro externo do pistão.

Bao (2015)

Figura 27 - Medição do cilindro com o súbito


Fonte: Bao (2015)

Outro instrumento que pode ser utilizado para medir partes internas como cilindros é o imicro. Esse
instrumento tem três pontos de apoio que o tornam autocentrante, ou seja, o imicro centraliza-se automa-
ticamente no interior de um tubo, por exemplo.
Veja, na figura a seguir, alguns modelos que imicro pode ser encontrado.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
40

Do Autor (2015)
Figura 28 - Imicro analógico de três pontos de apoio
Fonte: do Autor (2015)

O imicro com três pontos de apoio é pouco utilizado na manutenção automotiva, por ter seu diâmetro
muito reduzido, ficando limitado a medir pequenos tubos, por exemplo.
Você pode identificar o imicro na forma analógica ou digital. A forma digital facilita e agiliza a leitura.
Também é possível encontrar o imicro com dois pontos de apoio, que fazem medições internas, em
diâmetro maior; porém, este não é autocentrante. Então, ao utilizar este instrumento deve-se tomar maior
cuidado para que o mesmo esteja posicionado corretamente, ou seja, centralizado no interior do tubo.
Machado (2014)

Figura 29 - Case completo do súbito


Fonte: Machado (2014)
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
41

Por ter uma grande variedade de tamanhos, o súbito pode ser utilizado para medir o cilindro do motor
em diversos veículos.

3.7 TORQUÍMETRO: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E UTILIZAÇÃO

O torquímetro é fabricado em forma de alavanca com a possibilidade de trocar os soquetes, permitindo


que o usuário escolha o tamanho certo para cada aplicação.
Internamente ele possui um mecanismo capaz de medir o torque³, possibilitando o máximo de aperto
sem danificar o material.
Ao utilizar o torquímetro, o dispositivo demonstra, desarma ou avisa a força que foi selecionada pelo
usuário, impedindo de deixar algum componente solto, ou então que utilize um excesso de torque e dani-
fique a rosca ou componente que está sendo montado.

Bao (2015)

Figura 30 - Utilizando o torquímetro


Fonte: Bao (2015)

A força aplicada ou o torque é medido em quilograma-força metro (kgf.m) ou em Newton metro (N.m).
Existem vários modelos de torquímetro, todos com a função de transmitir o aperto correto a um de-
terminado componente. Na sequência, conheça alguns modelos que você pode encontrar nas lojas de
ferramentas.
Torquímetro de relógio - mostra o torque do momento no visor do relógio por meio de um ponteiro.

3 Força aplicada para realizar determinada compressão, como o apertar de um parafuso.


CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
42

Bao (2014)
Figura 31 - Torquímetro de relógio
Fonte: Bao (2014)

Torquímetro de vareta - apresenta uma escala fixa na qual uma vareta indica a força no momento da
utilização.

Bao (2014)

Figura 32 - Torquímetro de vareta


Fonte: Bao (2014)

Torquímetro de estalo - é regulado manualmente pelo usuário, permitindo que o mesmo selecione o
torque que deseja aplicar. Ao chegar ao torque desejado, o torquímetro emite um aviso sonoro (estalo), in-
dicando que atingiu o torque selecionado. Este modelo é o mais indicado para a manutenção automotiva.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
43

Bao (2014)
Figura 33 - Torquímetro de estalo
Fonte: Bao (2014)

Outro tipo de torquímetro que você pode encontrar é o digital. Esse tem a possibilidade de alterar o
torque desejado por meio de botões, e possui um display para informar o torque selecionado e o aviso
sonoro é um bip.
O torquímetro é um instrumento utilizado para ajustar precisamente o aperto de um parafuso ou uma
porca. Com o torquímetro, você pode apertar os parafusos do cabeçote sem danificar tanto os parafusos,
a rosca ou até mesmo o próprio cabeçote (causando empenamento do componente), garantindo ao repa-
rador que o componente não fique frouxo, ou com excesso de aperto. Bao (2015)

Figura 34 - Utilização do torquímetro de estalo no cabeçote


Fonte: Bao (2015)
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
44

Como você viu, o torquímetro deve ser utilizado na manutenção automotiva, para evitar que alguns
componentes (parafusos e porcas) se danifiquem por falta ou excesso de aperto. Cabe salientar que os va-
lores de torque definidos pelo fabricante do veículo devem ser rigorosamente respeitados, visto que estes
foram baseados em testes realizados no processo de fabricação e levam em consideração fatores como
variação de temperatura e temperatura de trabalho da peça, dilatação ou retração, torção e demais fatores
que possam interferir na fixação do componente.

3.8 GONIÔMETRO E TRANSFERIDOR DE GRAU ANGULAR: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E


UTILIZAÇÃO

De acordo com Silva Neto (2012), o goniômetro é um instrumento utilizado para construir ou medir
ângulos e superfícies angulares, comum em indústrias. Ele possui um formato circular com graduações de
180º ou 360º graus.

Do Autor (2015)

Figura 35 - Goniômetro
Fonte: do Autor (2015)

O goniômetro tem a função de regular suspensões traseiras do tipo facão.


Existe também outro instrumento que utiliza os mesmos princípios do goniômetro que é chamado
de transferidor de grau angular, chave goniométrica ou ainda torquímetro angular. Na parte superior, ele
possui um encaixe de ½” fêmea para fixação de um cabo de força, na superfície inferior um encaixe de ½”
macho para fixação de um soquete e, ligado à escala fixa, há um braço flexível com uma ponta magnética.
Sua função é aplicar o torque em formato de ângulo.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
45

Bao (2014)
Figura 36 - Transferidor de grau angular
Fonte: Bao (2014)

A função do transferidor de grau angular na manutenção automotiva está relacionada ao aperto de


alguns parafusos na posição angular.
É possível encontrar o transferidor de grau angular em outro formato, sem a ponta flexível magnética,
que dá lugar a uma haste que deve ser travada no momento que for utilizado.
Este instrumento é frequentemente utilizado em aperto dos parafusos do cabeçote e componentes
móveis do motor, ou nas situações de exigência do torque angular, conforme identificado no manual.
Do Autor (2015)

Figura 37 - Uso do transferidor angular


Fonte: do Autor (2015)
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
46

SAIBA Para mais informações sobre a aplicação dos instrumentos de medição e comparação
MAIS acesse: <[Link]

A seguir, saiba como manter seu instrumento conservado e como realizar a manutenção dos instru-
mentos de medição e comparação.

3.9 CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO

Os instrumentos de medição e comparação, apesar de, normalmente, serem fabricados em aço inox,
são frágeis. Portanto, você deve sempre mantê-los em local plano e livre de qualquer objeto, para que não
danifique ou remova as escalas impossibilitando a leitura. Veja, na sequência, o exemplo de uma escala
graduada danificada por falta de cuidado e organização.

Freeimages (2015)

Figura 38 - Escala danificada


Fonte: Freeimages (2015)

Sempre manuseie cada instrumento cuidadosamente, evitando impactos que possam interferir nas
medições. Além disso, evite forçar o instrumento para não danificar ou amassá-lo.
Para prolongar a vida útil, assim que utilizar qualquer instrumento, guarde-os de preferência dentro do
seu estojo original (case), pois normalmente na parte interna, o estojo tem o formato do instrumento que
impede seu movimento quando é manuseado ou transportado.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
47

Mesmo que o instrumento esteja no estojo, não quer dizer que, caso seja derrubado,
FIQUE o instrumento não seja danificado! Se você deixar cair um relógio comparador (mes-
mo estando dentro do estojo original), ele poderá danificar, sendo, então, necessária
ALERTA a substituição do instrumento, dependendo do tipo de dano sofrido em função da
queda.

Alguns instrumentos como torquímetro, paquímetro, micrômetro e imicro devem ser guardados des-
travados para que não danifiquem os componentes internos, em caso de dilatação ou retração por mu-
dança da temperatura ambiente.
Antes de iniciar uma medição ou comparação, os instrumentos deverão estar limpos, incluindo suas
faces de contato, para que não haja interferência no resultado.
Os micrômetros, por sua vez, possuem particularidades quanto ao ajuste de zero antes da utilização.
Estes mantêm no próprio estojo uma chave para ajustar o zero da bainha graduada, e nos micrômetros
com medida acima de 25 mm, além da chave, a ferramenta vem acompanhada de um bloco padrão que
simula o zero do micrômetro. Por exemplo, um micrômetro 25-50 mm será acompanhado de uma barra de
25 mm, que equivale a sua menor medida de leitura.
Veja, na figura a seguir, como realizar o ajuste.

Bao (2015)

Figura 39 - Como zerar o micrômetro


Fonte: Bao (2015)

Após utilizar os instrumentos de medição, faz-se necessário lubrificá-los antes de guardar, a fim de evitar
o travamento dos componentes internos. Caso não seja feita essa manutenção, podem ocorrer oxidações,
impossibilitando o uso do instrumento. Essa regra também se aplica ao súbito. Para lubrificá-lo, você pode
utilizar vaselina líquida ou óleo de lubrificação de instrumentos de medição, passando uma fina camada
sobre os componentes internos, ou onde há atrito como nos trilhos do paquímetro.
CONTROLE DIMENSIONAL APLICADA À AUTOMOTIVA
48

Se, ao realizar uma medição, você identificar alguma diferença na medida apresentada pelo instrumento,
substitua-o ou encaminhe a uma empresa credenciada pelo INMETRO, de maneira a fazer uma manutenção
e calibração, conforme o manual do instrumento, a fim de que o mesmo retorne a obter medidas precisas.
Lembre-se de que, além de todos os cuidados citados quanto ao manuseio dos instrumentos de me-
dição e procedimento de leitura dos mesmos, deve-se ter alguns cuidados com o ambiente da oficina de
modo a garantir a realização de um bom trabalho. Um ambiente organizado, limpo e bem iluminado auxi-
lia para o melhor aproveitamento do tempo empregado nos processos de reparação, como por exemplo, a
redução do tempo para localização de ferramentas e equipamentos. Além disso, um ambiente organizado
colabora para que o reparador tenha maior zelo com os equipamentos e instrumentos de medição, visto
que facilita a alocação e armazenamento destes instrumentos durante a utilização.
Importante ressaltar, também, que as medições que requerem precisão no resultado devem ser realiza-
das em ambiente com temperatura controlada e à temperatura de 20°C, pois esta é a temperatura de me-
nor influência sobre os metais empregados tanto nos instrumentos de medição quando nos componentes
a serem medidos.

RECAPITULANDO

Nesse capítulo, você conheceu os instrumentos de medição interna, externa e de comparação


mais utilizados na mecânica automotiva, além disso você pode conhecer os tipos, características e
forma de manuseio de cada um destes instrumentos. Com estes estudos também foi possível que
você se aproximasse da rotina de uma oficina, compreendendo a importância da organização do
seu ambiente de trabalho e ao final do capítulo você se familiarizou com algumas dicas de manu-
tenção, calibração e cuidados básicos para cada instrumento.
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E COMPARAÇÃO
49

Anotações:
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6.388: – Relógios comparadores com leitura
de 0,01 mm. Rio de Janeiro, 1983.
______. NBR NM 214: Réguas planas de aço. Rio de Janeiro, 1999.
______. NBR NM 216: Paquímetros e Paquímetros de profundidade – características construtivas e
requisitos metrológicos. Rio de Janeiro, 2000.
______. NBR NM ISO 3611: Micrômetro para medições externas. Rio de Janeiro, 1997.
BINI, E. A técnica da ajustagem: metrologia, medição, roscas, acabamento. São Paulo (SP): Hemus,
c2004. 210 p.
BRASIL ESCOLA. Adição e Subtração de Ângulos. Disponível em: <[Link]
matematica/[Link]>. Acesso em: 22 jun. 2015.
DANTE, L. R. Tudo é Matemática. [Link]. 4.v. São Paulo: Ática, 2008.
DOUTORES DA CONSTRUÇÃO (ORGANIZAÇÃO). Matemática na construção civil. [s.l]: Doutores da
construção, [200-]. 21p. (Manual de treinamento).
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INMETRO SENAI. Sistema internacional de unidades: SI. 6. ed. Local:SENAI/DN, 2000. 114 p.
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Janeiro (RJ): Elsevier, 2012. 239 p.
VIEIRA, T. Folga interna dos rolamentos. Disponível em: <[Link]
ABAAABGD8AE/9-folga-rolamento>. Acesso em: 20 jun. 2015.
MINICURRÍCULO DO AUTOR
Alexandre de Avila
Técnico em Manutenção Automotiva, formado pelo SENAI-SC. Realizou diversos cursos na área
de Manutenção Automotiva e trabalhou em oficinas de pequeno e médio porte, e em uma gran-
de concessionária, na parte mecânica, elétrica e tapeçaria. Atualmente é docente em cursos de
Qualificação Profissional, ministrando aulas de mecânica automotiva e elétrica automotiva.
ÍNDICE

A
Analógico, 5, 27, 28, 31, 36, 40, 55
Ângulo, 5, 11, 19, 20, 44, 55
Área, 5, 7, 9, 11, 17, 18, 53, 55
Axial, 5, 36, 37, 55

B
Base Magnética, 5, 34, 35, 55

C
Calibrado, 55
Cálibre de lâminas, 5, 7, 9, 25, 26, 55
Características, 7, 9, 23, 24, 25, 26, 30, 34, 39, 41, 44, 48, 51, 55
Centímetro, 15, 16, 18, 55
Comparação, 5, 7, 9, 20, 23, 34, 38, 39, 46, 47, 48, 55
Comparadores, 7, 34, 38, 39, 51, 55
Comprimento, 7, 11, 15, 17, 55

D
Digital, 5, 27, 28, 31, 36, 40, 43, 55

E
Empenado, 55
Equipamento, 55
Escala, 5, 7, 9, 24, 26, 27, 28, 29, 31, 32, 33, 42, 44, 46, 55
Estalo, 5, 42, 43, 55

F
Ferramenta, 16, 23, 47, 55
Fundamentais, 7, 9, 11, 12, 20, 55

G
Goniométrica, 44, 55
Goniômetro, 5, 7, 9, 44, 55

I
Imicro, 5, 9, 39, 40, 47, 55
Instrumentos, 7, 9, 20, 23, 29, 46, 47, 48, 55
Internacional, 7, 9, 11, 12, 20, 51, 55
Internos, 7, 38, 39, 47, 55

M
Manutenção, 7, 9, 11, 15, 16, 23, 29, 34, 38, 40, 42, 44, 45, 46, 47, 48, 53, 56
Medição, 5, 7, 9, 15, 17, 20, 23, 24, 26, 27, 28, 29, 31, 32, 34, 37, 39, 46, 47, 48, 51, 56
Medidas, 7, 9, 11, 12, 14, 15, 16, 20, 26, 30, 32, 48, 56
Medidores, 7, 38, 39, 56
Micrômetro, 5, 7, 9, 15, 30, 31, 32, 33, 34, 47, 51, 56
Milímetro, 15, 16, 18, 26, 32, 33, 56

O
Operações, 7, 9, 11, 12, 20, 56

P
Paquímetro, 5, 7, 9, 26, 27, 28, 29, 30, 47, 56
Polegadas, 16, 24, 26, 56
Precisão, 15, 24, 26, 30, 48, 56

R
Radial, 5, 36, 37, 56
Régua graduada, 24, 26, 56
Relógio, 5, 7, 9, 23, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 41, 42, 47, 56
Relógio comparador, 5, 7, 9, 23, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 47, 56

S
Sistema, 7, 9, 11, 12, 14, 20, 51, 56
Súbito, 5, 9, 39, 40, 41, 47, 56

T
Tipos, 5, 7, 9, 18, 19, 20, 23, 24, 25, 26, 30, 34, 39, 41, 44, 48, 56
Torquímetro, 5, 7, 9, 41, 42, 43, 44, 47, 56
Transferidor De Grau Angular, 5, 7, 44, 45, 56

U
Unidades, 7, 9, 11, 12, 14, 20, 51, 56
Utilização, 5, 7, 23, 24, 25, 26, 30, 32, 34, 36, 39, 41, 42, 43, 44, 47, 48, 56

V
Vareta, 5, 42, 56
Volume, 5, 7, 11, 18, 19, 56
SENAI - DEPARTAMENTO NACIONAL
UNIDADE DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – UNIEP

Felipe Esteves Morgado


Gerente Executivo

Waldemir Amaro
Gerente

Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo


Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros Didáticos

SENAI – DEPARTAMENTO REGIONAL DE SANTA CATARINA

Mauricio Cappra Pauletti


Diretor Técnico

Cleberson Silva
Coordenação do Desenvolvimento dos Livros Didáticos

Alexandre de Ávila
Elaboração

Mateus Henrique Mendes


Revisão Técnica

Karine Marie Arasaki


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Design Educacional

Denise de Mesquita Correa


Revisão Ortográfica e Gramatical

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Alexandre de Ávila
Evelin Lediani Bao
Morgana Machado
Fotografias
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Ana Carolina Vieira Fleck
Ilustrações e Tratamento de Imagens

Thinkstock
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Banco de imagens

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Edison Bonifácio
Comitê Técnico de Avaliação

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Diagramação

Tatiana Daou Segalin


Revisão e Fechamento de Arquivos

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Normalização

Taciana dos Santos Rocha Zacchi


CRB – 14.1230
Ficha Catalográfica

i-Comunicação
Projeto Gráfico

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