MEDIAÇÃO
A mediação está cada vez mais em evidência no Brasil e é vista como
um mecanismo extremamente capaz de superar os impedimentos para um
acordo.
Na mediação, o mediador é treinado para ajudar os envolvidos a
encontrar pontos em comum na negociação, em busca de ganhos mútuos,
utilizando-se de princípios colaborativos.
De forma diferente da qual tendemos a pensar, o processo de mediação
nem sempre é o mesmo, de fato, os mediadores seguem diferente tipos de
abordagem dependendo do tipo de conflito que eles estão lhe dando.
Mediação Tradicional ou facilitadora:
Na mediação tradicional ou facilitadora, o mediador profissional tenta
facilitar a negociação entre as partes no conflito. Ao invés de fazer
recomendações ou impor uma decisão, o mediador encoraja os disputantes a
alcançar suas próprias soluções explorando seus verdadeiros interesses. Na
mediação facilitadora, o mediador não expõe a sua visão a respeito do conflito
para as partes.
Mediação Avaliativa:
A mediação avaliativa se opõe à mediação tradicional ou facilitadora.
Trata-se de um tipo de mediação em que o mediador faz mais recomendações
e expressa suas opiniões em relação ao conflito. Ao invés de focar
primeiramente nos interesses subjacentes das partes envolvidas, os
mediadores avaliativos devem ajudar as partes a entender o mérito de seus
argumentos e fazer determinações. Geralmente os mediadores são advogados
que têm expertise na área da disputa.
Mediação Transformativa:
Na mediação transformativa, os mediadores focam em empoderar os
envolvidos em resolver o seu conflito e encorajá-los para reconhecer as
necessidades e os interesses da contraparte. Esse tipo de mediação é mais
ambiciosa que a mediação tradicional, pois ela visa transformar as partes e as
relações através de um processo de aquisição de habilidades necessárias para
construção de mudanças.
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%C3%A7%C3%A3o-que-melhor-se-adapta-ao-seu-conflito
Quando as partes envolvidas em um conflito desejam evitar uma batalha
judicial, uma boa alternativa é recorrer à mediação. Nesse processo, um
mediador treinado tenta ajudar as partes a encontrar pontos comuns, usando
princípios de negociação colaborativa e criativa.
Mediação Judicial
Embora a mediação seja tipicamente definida como um processo
completamente voluntário, ela pode ser determinada por um tribunal
interessado em promover um acordo rápido e econômico. Quando as partes e
seus advogados relutam em se dedicar à mediação, suas chances de se
reconciliarem por meio da mediação judicial são baixas, pois elas podem estar
apenas obedecendo aos rituais do processo. Mas quando as partes vêem os
benefícios de se envolver na mediação, as taxas de liquidação são muito mais
altas.
Mediação Circular Narrativa
Esse modelo, proposto por Sara Cobb, leva em consideração as
narrativas das partes sobre o problema enfrentado e o mediador busca
encontrar uma narrativa comum que seja aceita por todos os envolvidos. O
modelo parte do princìpio que todas as pessoas constroem narrativas que
representam suas relações e justificam seus argumentos. Procura, evitar
determinismos, não assumindo que as pessoas possam ser intrinsecamente
agressivas, frágeis, boas, ou depressivas, por exemplo, mas que desenvolvem
esses comportamentos a partir de suas experiências de vida.
Med-Arb
No med-arb, um híbrido de mediação-arbitragem, as partes chegam
primeiro a um acordo sobre os termos do processo. Diferentemente da maioria
das mediações, elas geralmente concordam por escrito que o resultado do
processo será vinculativo. Em seguida, tentam negociar uma solução para a
disputa com a ajuda de um mediador. Se a mediação terminar em um impasse
ou se os problemas permanecerem não resolvidos, o processo não terminará.
Nesse ponto, as partes podem passar à arbitragem. O mediador pode assumir
o papel de árbitro (se ele estiver qualificado para fazê-lo) e tomar uma decisão
vinculativa rapidamente com base em seus julgamentos, no caso como um
todo ou em questões não resolvidas. Como alternativa, um árbitro pode
assumir o caso após consultar o mediador.
Arb-Med
Em arb-med, outro entre os tipos de mediação, um terceiro treinado e
neutro ouve as evidências e os testemunhos dos disputantes em uma
arbitragem; escreve uma decisão, mas não a comunica às partes; tenta mediar
o conflito; e, dependendo do resultado, cancela ou emite sua decisão
previamente determinada, escreve Richard Fullerton em um artigo no Dispute
Resolution Journal. O processo elimina a preocupação obsevada nas med-arb
sobre o uso indevido de informações confidenciais, mas mantém a pressão das
partes para chegarem a um acordo, observa Fullerton. Surpreendentemente,
no entanto, o árbitro / mediador não pode mudar sua decisão anterior com base
em novas idéias obtidas durante a mediação.
Mediação Warattiana
Proposta por Luis Alberto Warat, a mediação warattiana é um dos tipos
de mediação mais peculiares, pois trabalha o amor. E não tem como objetivo
chegar necessariamente em um acordo, mas em construir a diferença e a
alteridade entre as partes. Desse modo, visa que os litigantes possam
reconhecer o amor ao outro.Esse modelo se intitula Terapia do Amor Mediado
e propõe não apenas o amor e a sensibilidade como uma forma de mediação,
mas como sentimentos desenvolvidos ao longo do processo judicial.
E-Mediação
Na mediação eletrônica, um mediador fornece serviços de mediação a
partes distantes umas das outras, ou cujo conflito é tão intenso que elas não
suportam ficar no mesmo ambiente, escrevem Jennifer Parlamis, Noam Ebner
e Lorianne Mitchell em um capítulo do livro Advancing Workplace Mediation
Through Integration of Theory and Practice. A mediação eletrônica pode ser um
sistema on-line de resolução de disputas totalmente automatizado, sem a
interação de terceiros. Porém, é mais provável que se pareça com a mediação
facilitadora tradicional, realizada à distância, escreva os autores.
Graças a serviços de videoconferência, como Skype e Google Hangouts,
as partes agora podem se comunicar de maneira fácil e barata em tempo real,
além de se beneficiarem de dicas visuais e auditivas. Os primeiros resultados
da pesquisa sugerem que a mediação aprimorada pela tecnologia pode ser tão
eficaz quanto as técnicas tradicionais de meditação. Além disso, as partes
geralmente a consideram um processo de baixo estresse que promove a
confiança e as emoções positivas.
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A Mediação é uma forma de solução de conflitos na qual uma terceira
pessoa, neutra e imparcial, facilita o diálogo entre as partes, para que elas
construam, com autonomia e solidariedade, a melhor solução para o conflito.
Em regra, é utilizada em conflitos multidimensionais ou complexos. A Mediação
é um procedimento estruturado, não tem um prazo definido e pode terminar ou
não em acordo, pois as partes têm autonomia para buscar soluções que
compatibilizem seus interesses e necessidades.
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PRINCÍPIOS APLICÁVEIS À MEDIAÇÃO Princípio, do latim principium
significa início, começo, ou seja, a origem de todas as coisas, aquilo que vem
antes. Conforme leciona Flávio Tartuce Princípios gerais são regramentos
básicos aplicáveis a um determinado instituto ou ramo jurídico, visando a
auxiliar o aplicador do direito na busca da justiça e da pacificação social.
(TARTUCE, 2020, p. 32). Na mediação a observância dos princípios aplicáveis
é essencial para que o processo seja conduzido de forma adequada aos
envolvidos no conflito, tendo em vista a informalidade do procedimento, que é
desprovido de regras fixas em sua condução. Esses princípios servirão como
um norte ao mediador, condutor do procedimento. Os princípios estão
enumerados no art. 2º da Lei Federal 13.140/2015 e, também, no art. 166 do
Código de Processo Civil brasileiro. Art. 2º A mediação será orientada pelos
seguintes princípios: I - imparcialidade do mediador; II - isonomia entre as
partes; III - oralidade; IV - informalidade; V - autonomia da vontade das partes;
VI - busca do consenso; VII - confidencialidade; VIII - boa-fé. Art. 166. A
conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da
imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade,
da informalidade e da decisão informada. 2.4.1 PRINCÍPIO DA AUTONOMIA
Esse princípio garante às partes a liberdade de livremente escolher tal meio
consensual, dentre tantos outros dentro do sistema multiportas. Assegura às
partes a autonomia da sua vontade desde que pessoas capazes, no exercício
da liberdade de pensamentos, palavras e ações, e impõe ao mediador o dever
de abster-se de forçar um acordo e de tomar decisões pelos envolvidos. Sobre
a ótica do mediador, o princípio da autonomia consiste no dever do mediador
de atuar com liberdade, sem sofrer qualquer pressão interna ou externa, sendo
permitido recusar, suspender ou interromper a sessão se ausentes as
condições necessárias para seu bom desenvolvimento, podendo inclusive
recusar-se a redigir acordo ilegal ou inexequível. Também é fruto da autonomia
de vontade o comando legal que dispõe que ninguém será obrigado a
permanecer em procedimento de mediação, nos termos do art. 2º, § 2º, da Lei
de Mediação. Esse princípio garante às partes, ao escolherem à mediação,
permanecer ou não no procedimento, negociar sua forma, negociar a
repartição dos custos, construir uma solução para seus conflitos, chegar a um
acordo, cumprindo-o ou não. 2.4.2 PRINCÍPIO DA CONFIDENCIALIDADE Este
princípio é de grande importância para as partes envolvidas no procedimento,
pois possibilita que elas se sintam confiantes em falar abertamente suas
posições e o que pode estar causando o conflito. A confidencialidade abrange
fatos, situações, propostas, documentos etc. Ao mediador, salvo se autorizado
pelas partes, é vedado revelar ou prestar qualquer tipo de informação sobre o
procedimento e seu conteúdo. Segundo Luiz Antônio Scavone Junior, como
consequência do princípio da confidencialidade […] toda informação coletada
durante os trabalhos não poderá ser revelada pelo profissional, por seus
prepostos, advogados, assessores técnicos ou outras pessoas que tenham
participado do procedimento. (SCAVONE, 2020, p. 290). O problema é, caso
haja um acordo, esse será sigiloso em razão deste princípio, o que impede que
se formem precedentes. Porém, a confidencialidade não é absoluta, podem as
partes renunciarem expressamente a essa garantia e, também, a informação
relativa à ocorrência de crime de ação pública e ao dever de prestar
informações à administração tributária devem ser reveladas, conforme dispõe o
art. 30 da Lei Federal 13.140/2015. 2.4.3 PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE
Conforme esclarece Fernanda Tartuce, a imparcialidade é imprescindível para
qualquer meio de solução de conflitos, são suas palavras: Essencial diretriz dos
meios de solução de conflitos, a imparcialidade representa a equidistância e a
ausência de comprometimento em relação aos envolvidos no conflito. Crucial
tanto nos meios adjudicatórios como nos consensuais, sua presença é fator
determinante para que seja reconhecida como válida a atuação do terceiro que
intervém no conflito (seja para decidir, seja para fomentar o consenso).
(TARTUCE, 2020, p. 226). Esse princípio se traduz no dever de agir com
ausência de favoritismo, preferência ou preconceito, assegurando que valores
e conceitos pessoais do mediador não interfiram no resultado do trabalho,
compreendendo a realidade dos envolvidos no conflito e jamais aceitando
qualquer espécie de favor ou presente. Ou seja, o mediador deve reconhecer o
ponto de vista dos mediandos reconhecendo as diferenças dos envolvidos e,
com isso, buscar que as partes reestabeleçam a comunicação. Isso possibilita
que as partes enxerguem o conflito escutando e compreendendo o outro lado,
dialogando para dessa forma encontrar o caminho para a transformação e
eventual solução da controvérsia. Também decorre da imparcialidade o dever
do mediador de declarar eventual impedimento ou suspeição quando
procurado pelas partes. 2.4.4 PRINCÍPIO DA DECISÃO INFORMADA É o
principio que determina ser um dever dirigido ao mediador o de manter as
partes envolvidas na mediação plenamente informadas quanto aos seus
direitos e ao contexto fático que estão inseridas. É consequência desse
princípio, que as partes, de posse das informações fornecidas, serão
conduzidas nas sessões de maneira que possam tomar decisões de forma
consciente e com razoabilidade, sob pena de o mediador poder suspender o
procedimento se for conveniente.
PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA Esse princípio prescreve que o
mediador não deve ter vínculo anterior com qualquer das partes envolvidas na
mediação. Decorre dele a obrigação que tem o terceiro imparcial de revelar
qualquer circunstância que possa abalar esse independência e
consequentemente a confiança das partes na sua imparcialidade. 2.4.6.
PRINCÍPIO DA ORALIDADE O objetivo maior da mediação é restabelecer o
diálogo entre as partes. Nesse sentido, o procedimento se desenvolve de forma
oral, por meio de conversas e negociações entre os envolvidos. O mediador
tem por finalidade viabilizar um espaço de comunicação entre os mediandos
para que esses possam enxergar saídas para os seus problemas. Compete ao
mediador estimular o debate como meio de apresentarem as partes seus
pontos de vista sobre o conflito, sem formalidades, com liberdade, para que
dessa forma haja condições para que elas cheguem a um consenso. Em
virtude da informalidade, que é traço significativo do procedimento, não serão
tomadas a termo as declarações emitidas pelas partes durante as sessões de
mediação, no entanto ao término do procedimento, será lavrado um termo final
por escrito. 2.4.7. PRINCÍPIO DA BUSCA DO CONSENSO A mediação se
propõe a criar uma situação de não competitividade entre as partes, abrindo
espaço para a comunicação cooperativa, onde um participante esteja imbuído
do intuito de aumentar as chances de resolução da controvérsia de maneira
que, percebendo esse comportamento a outra parte também se comporte da
mesma maneira. Conforme esclarece Fernanda Tartuce A proposta é que o
mediador propicie condições para que os indivíduos, atentos à sua
autodeterminação, possam se engajar na conversa e deflagrar pontos úteis a
serem trabalhados. (TARTUCE, 2020, p.230). 2.4.8 PRINCÍPIO DA BOA-FÉ
Sendo a mediação um procedimento voluntário, é essencial que as partes
estejam dispostas a estabelecer comunicação em que haja boa-fé para que,
dessa forma, consigam encontrar soluções mútuas para o problema que as
aflige. Trata-se da boa-fé como pressuposto de uma conduta leal, proba, em
que os participantes interajam de forma honesta, nas relações entre si e com
todos o participantes do processo de mediação. Conforme esclarece Francisco
Cahali A boa-fé é indicativo de conduta a orientar qualquer relação humana, e
como tal seria desnecessária a referência; porém, a redundância, por certo,
tem função pedagógica. (CAHALI, 2018, p.103). Fernanda Tartuce destaca que
esse princípio é de suma relevância na mediação, dizendo que “participar com
lealdade e real disposição de conversar são condutas essenciais para que a via
consensual possa se desenvolver de forma eficiente”. (TARTUCE, 2020, p.
233).
Bibliografia:
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● Katie Shonk. Types of Mediation: Choose the Type Best Suited to Your
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● Team Ambra University. Conheça os 5 principais tipos de mediação
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● AZEVEDO, A. G. (org.) Manual de Mediação Judicial. Brasília: CNJ,
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● MESSA, A. A. Psicologia Jurídica. São Paulo: Atlas, 2010. MOORE, C.
W. O Processo de mediação - estratégias práticas para a resolução de
conflitos. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Os conflitos são inerentes à vida humana, de modo que surgem nas
relações e nelas devem encontrar-se sua saída (PARKINSON, 2016;
BIASOTO; VICENTE, 2003). Segundo Bianchi, Jonathan e Meurer (2016)
“desentendimentos fazem parte da vida, são inescapáveis e, como integrantes
da condição humana, tendem a ganhar complexidade ao longo da existência”
(p.73). Por isso fazem parte da vida em sociedade e a forma de resolvê-los
varia de acordo seus paradigmas vigentes, cultura e época. Assim, diante das
transformações sociais, há também mudanças em relação às formas de
resolução de conflitos.
Esse método chamado de Mediação de Conflitos trabalha o conflito a
partir de uma perspectiva de promoção de conversa e reflexão entre os sujeitos
que o compõem, mediados pela figura do mediador, um terceiro facilitador do
diálogo. Nesse sentido, a Mediação não entende todos os conflitos como
negativos, mas pelo contrário, busca encontrar neles aspectos que propiciem o
desenvolvimento dos indivíduos como cidadãos de modo colaborativo e para
que tenham autonomia de decisões em outros momentos da vida. Seu objetivo
não é necessariamente a solução do conflito, mas aprender um modo diverso
de olhar, de refletir sobre e perceber o que pode ser subtraído a partir dele,
assim como aplicar esse novo aprendizado em situações futuras quando novos
conflitos surgirem. Trata-se uma perspectiva de olhar para o conflito que pode
ser utilizada para sua resolução em diversos contextos, como familiares,
escolares, comunitários, de empresas, e por isso objeto de estudo de distintos
campos, que requer e atravessa diferentes saberes.
O profissional do campo da Psicologia tende a possuir habilidades
desenvolvidas de sensibilidade, empatia, escuta ativa, conhecimento a respeito
do manejo do conflito conforme Vicente e Biasoto (2003), sobre as defesas,
enfrentamentos e negociações, entre outras técnicas básicas para atuação
como mediador.
A Mediação tem ainda como princípios formadores a independência,
autonomia da vontade, confidencialidade, oralidade e a informalidade. De
acordo com Maia, Bianchi e Garcez (2016), a Mediação convida os sujeitos
para uma postura colaborativa, que contribui para a qualidade de interação nas
relações humanas, direciona as partes a assumirem uma postura de
responsabilidade para encontrar a solução de seus próprios conflitos, ao invés
de incumbir essa função a um terceiro.
https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/28637/1/Gabriella%20Abrantes
%20Cronemberger%20-%20TCC.pdf
Bibliografia
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Salvador: Ed. JusPodivm, 2016, p. 71-85.
MAIA, Andrea, BIANCHI, Angela Andrade, GARCEZ, José Maria
Rossani.Origens e Norteadores da Mediação de Conflitos. In: ALMEIDA, Tania,
PELAJO, Samantha, JONATHAN, Eva (Coords.) Mediação de Conflitos - Para
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VICENTE, Reginandréa Gomes; BIASOTO, Lilian Godau dos Anjos Pereira. O
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