Projeto de Câmara Frigorífica
Índice
1. PROJETO........................................................................................................................2
2. DADOS DE PROJETO....................................................................................................2
2.1. CARGA MÁXIMA DE PRODUTO DA CÂMARA...........................................................................2
2.2.CARGA DE PRODUTO DIÁRIA................................................................................................. 3
2.3. TEMPO DE FUNCIONAMENTO DIÁRIO DA CÂMARA..................................................................3
3. CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA..................................................................................3
3.1.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA DE RESFRIAMENTO DA CARGA DE PRODUTO DIÁRIA.................4
3.2.CARGA TÉRMICA DE ILUMINAÇÃO DA CÂMARA.......................................................................4
3.3.CARGA TÉRMICA DE OCUPAÇÃO DA CÂMARA........................................................................5
3.4.CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA DE INFILTRAÇÃO ATRAVÉS DAS PAREDES................................5
3.5.CARGA TÉRMICA DE RESPIRAÇÃO DOS PRODUTOS................................................................6
3.6.CARGA TÉRMICA INTRODUZIDA PELA MOVIMENTAÇÃO DA PORTA DA CÂMARA.........................6
3.7.CARGA TÉRMICA PRODUZIDA PELOS VENTILADORES DO EVAPORADOR...................................7
3.8.CARGA DE RADIAÇÃO SOLAR............................................................................................... 7
3.9.CALCULO DA CARGA TÉRMICA TOTAL..................................................................................8
4. CONDIÇÕES OPERACIONAIS.......................................................................................8
4.1.CICLO DE REFRIGERAÇÃO.................................................................................................... 8
4.1.1. ESCOLHA DO FLUIDO REFRIGERANTE......................................................................9
4.1.2. DETERMINAÇÃO DOS ESTADOS TERMODINAMICOS...................................................9
4.2. CÁLCULO DO EFEITO FRIGORÍFICO....................................................................................11
4.3. CÁLCULO DA VAZÃO DE REFRIGERANTE............................................................................11
4.4. CÁLCULO DA POTÊNCIA DE COMPRESSÃO.........................................................................11
4.5. CÁLCULO DO COEFICIENTE DE EFICÁCIA (COP)................................................................12
4.6.CÁLCULO DA REJEIÇÃO DE CALOR DO CONDENSADOR.......................................................12
5. CIRCUITO FRIGORÍFICO.............................................................................................12
5.1. COMPRESSOR................................................................................................................... 13
5.2.CONDENSADOR................................................................................................................. 15
5.3.VÁLVULA DE EXPANSÃO.................................................................................................... 17
5.4.EVAPORADOR............................................................................................................... 17
5.5. DEMAIS COMPONENTES............................................................................................. 19
5.4.1 FILTRO SECADOR............................................................................................. 19
5.4.2 PRESSOSTATO................................................................................................. 20
5.4.3-SEPARADOR DE ÓLEO.....................................................................................21
5.4.4 - SEPARADOR DE LIQUIDOS...........................................................................22
5.4.5. VÁLVULA SOLENÓIDE.....................................................................................22
5.4.6. VISOR DE LÍQUIDO.......................................................................................... 23
5.4.8 - CHAVE ELÉTRICA OU QUADRO DE COMANDO...........................................24
5.6. LINHA DE REFRIGERANTE.................................................................................24
6. Esquema de instalação..................................................................................................27
Sistemas Frigoríficos 1
Projeto de Câmara Frigorífica
1. Projeto
O presente trabalho objeto é o projeto de uma Câmara Frigorífica.
Equipamento este destinado à conservação de queijos.
Respeitadas as normas de conservação de alimentos, determinadas pela
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Feitas as considerações sobre operação do sistema, partimos para o
calculo da carga térmica e a seleção dos equipamentos.
2. Dados de Projeto
A Câmara será solicitada na conservação de queijo. Assim, consultado a
literatura e dados de mercado, optamos pelo queijo minas.
O queijo minas padrão, requer um controle rigoroso da temperatura. A
Associação Brasileira das Indústrias de Queijo - ABIQ, recomenda, nas
embalagens, que a temperatura de conservação para o queijo tipo Minas Frescal
não seja maior que 8ºC, ou seja, um critério mais rigoroso que aquele
estabelecido pelo regulamento do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento). Ainda sim, adotaremos uma temperatura interna de 7ºC para o
interior da Câmara.
Segundo a EMBRAPA - São Carlos, a temperatura média da cidade é de
22ºC. Mas por considerar que a Câmara ficará abrigada em um ambiente
industrial consideraremos a temperatura ambiente de 35 ºC.
A Câmara Frigorífica se apresenta nas seguintes dimensões, três metros
de largura por quatro de comprimento e três de altura.
2.1. Carga máxima de produto da câmara
A carga máxima da câmara dependerá da densidade de armazenagem
recomendada para cada produto. É necessário considerar os espaços para a
circulação de ar e para a movimentação do produto armazenado. Segundo a
“ASHRAE – American Society of Heating, Refrigeration and Air-Condicitioning
Engineers, Inc” a densidade de estocagem bruta fornecida em tabelas já leva em
consideração os espaços para circulação de ar e para movimentação do produto.
- Densidade de armazenamento para queijos: 160 kg/m3.
- Volume da Câmara: 3 m x 4m x 3m = 36 m3.
Pmáx. = 160 kg/ m3 x 36 m3 = 5760 kg
Pmáx. = 5.760 kg
Sistemas Frigoríficos 2
Projeto de Câmara Frigorífica
2.2.Carga de produto diária
A carga de produto diária deve ser adotada de modo a otimizar o
dimensionamento do sistema. Para um equilíbrio entre o período de reposição de
produto e o período de recarga. Assim um valor tradicional a ser adotado é o de
10 % da Carga máxima, ou seja, 576 kg.
Porém essa Câmara será utilizada em regime de alta rotatividade, por ser
tratar de um produto altamente perecível. Assim,
Pd = 2.000 kg/24h
2.3. Tempo de funcionamento diário da câmara
Será adotado o tempo diário de funcionamento de 19 horas. Temos a
temperatura de funcionamento superior ao ponto de congelamento da água. Logo,
o tempo de degelo nos evaporados não carece de ser grande.
Tf = 19 h/24h
3. Cálculo da Carga Térmica
De acordo com a “American Society of Heating, Refrigeration and Air
Conditioning Engineers” (ASHRAE), no cálculo da carga térmica (Qter) para
câmaras de estocagem de alimentos são considerados os seguintes fatores:
Qin = Carga térmica infiltrada através das paredes, piso e teto, exceto a
carga de insolação direta, kcal/24h;
Qp = Carga térmica de resfriamento da carga produto diária, kcal/24h;
Qres = Carga térmica de respiração dos produtos tais como os
hortifrutigranjeiros frescos e queijos, kcal/24h;
Qint = Carga térmica introduzida durante a movimentação da porta da
câmara, kcal/24h;
Qv = Carga térmica produzida pelos ventiladores do evaporador, kcal/24h;
Qd = Cargas térmicas diversas tais como pessoas, iluminação, carros
movimentadores de produtos e insolação direta;
Entretanto, como algumas cargas térmicas estão presentes durante as 24
horas do dia e outras estão presentes em frações pequenas do dia, é conveniente
relacionar a carga térmica às 24 horas do dia (kcal/24 h) e depois dividi-la pelo
tempo de funcionamento do sistema de refrigeração da câmara, que normalmente
é de 18 a 20 horas/24 h. A fórmula de cálculo é a seguinte:
Sistemas Frigoríficos 3
Projeto de Câmara Frigorífica
Para tanto determinaremos:
3.1.Cálculo da carga térmica de resfriamento da carga de produto diária
Pd = Carga máxima de produto diária, kg/24h.
Cpr = Calor específico do produto na fase de resfriamento, kcal/kg oC.
Tep = Temperatura do produto ao entrar na câmara, oC.
To = Temperatura de congelamento do produtro, oC.
λp = Calor latente de congelamento do produto, kcal/kg.
Cpc = Calor específico do produto na fase sólida, kcal/kg oC.
Tfp = Temperatura final do produto armazenado, oC
Como o queijo será apenas resfriado, temos:
Qc = Cpr x ( Tep – Te) x Pd = 0,65 x ( 35 – 7) x 2.000 = 36.400 kcal/24h
Qc = 36.400 kcal/24h
3.2.Carga térmica de iluminação da câmara
O calor emitido pelas lâmpadas é dado por:
Onde,
qi = Carga térmica de iluminação, kcal/24h.
Nl = Potência de lâmpadas, W.
ti = Tempo que as lâmpadas permaneceram ligadas, h/24h.
Fc = Fator de conversão de unidades = 860 kcal/kWh.
Assumindo que teremos a potencia das lâmpadas equivalente a 120 W,
com quatro horas de funcionamento diárias, teremos que,
qi = 412,8 kcal/24h
Sistemas Frigoríficos 4
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3.3.Carga térmica de ocupação da câmara
qo = Carga térmica de ocupação, kcal/24h.
np = Número de pessoas.
tp = Tempo de permanência, h/24h.
co = Calor de ocupação de pessoas, kcal/h.pessoas.
Assumindo que duas pessoas irão trabalhar na Câmara. O tempo de
permanência será no máximo de duas horas diárias. Consultando a tabela
verificamos que o calor de ocupação de pessoas é de 195 kcal/24h. Teremos,
q0= 1.560 kcal/24h
3.4.Cálculo da carga térmica de infiltração através das paredes
A carga térmica de infiltração depende da diferença de temperatura entre o
ar externo e ar do espaço refrigerado e também da resistência térmica das
paredes e isolamento. Essa carga térmica pode ser consideravelmente reduzida
pelo uso de uma espessura adequada de isolante térmico aplicado a toda
superfície interna da câmara e por uma barreira de vapor. O isolante mais
conhecido para obra de alvenaria é o poliuretano expandido que têm baixa
condutividade térmica, elevada resistência à compressão, peso específico
reduzido, ótima impermeabilidade e boa resistência à propagação de chama.
Considerando que a temperatura de armazenamento de queijo Minas é de
7 ºC, a espessura recomendada de poliuretano expandido com densidade de 25 a
30 kg/m é de 8 cm.
São usadas duas placas sobrepostas e defasadas, tendo cada uma das
placas a espessura igual à metade do valor tirado pela tabela anterior. As placas
de densidade de 25 kg/m são recomendadas para paredes e teto, enquanto as
placas de densidade de 30 kg/m são recomendadas para o piso.
Sendo o isolante térmico a principal resistência térmica, a carga térmica de
infiltração pode ser calculada com boa aproximação pela equação a seguir:
Sendo:
Qin = Carga térmica de infiltração através das paredes, kcal/24h.
Cin = Coeficiente de infiltração para paredes, tetos e pisos, (kcal/m
.ºC.24h).
Aint. = Área das superfícies internas da câmara, m .
(Te – Ti) = Diferença de temperatura do ar externo e ar interno, ºC.
Considerando que o coeficiente de infiltração (C in) para paredes, pisos e
tetos isolados com pulioretano de densidade 25 kg/m e 30 kg/m , para
espessura de 8 cm, é de aproximadamente 8,5 kcal/m.ºC.24h.
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Projeto de Câmara Frigorífica
Considerando que a altura da câmara é de 3m, e que a câmara tem lados
de 3 e 4 m, a área das superfícies internas da câmara (Aint) é de 66 m .
Considerando a temperatura externa da câmara (Te) de 35 ºC e a
temperatura interna da câmara (Ti) de 7 ºC, então:
Qin = 15.708 kcal/24h
3.5.Carga térmica de respiração dos produtos
Temos a seguinte equação,
Onde,
Qres = Carga térmica de respiração, kcal/24h.
Pmax = Carga máxima de produto na câmara, kg:
qres = Calor de respiração do produto armazenado, kcal/kg.24h.
Assumindo o calor de respiração como sendo de 1,2 kcal/kg,
Qresp= 6.912 kcal/24h
3.6.Carga térmica introduzida pela movimentação da porta da câmara
Devido à diferença entre a densidade do ar interno e do ar externo, existe
um ganho de calor devido à infiltração por aberturas, como portas ou portinholas.
Qint := Carga térmica introduzida durante a movimentação da porta da
câmara, kcal/24h.
fserv:= fator de serviço kcal/m3.24h
Vcâmara: = volume da Câmara Frigorífica
O fator de serviço é tabelado em função do volume da câmara e da
diferença na temperatura do ar externo e interno.
Consultando a tabela, para um volume de 36 m 3, teremos que o fator de
serviço será de 413 kcal/m3. 24h.
Qint = 14.868 kcal/24h
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3.7.Carga térmica produzida pelos ventiladores do evaporador
Como nesta altura do projeto ainda não se conhece o evaporador que será
usado, esta carga pode ser calculada com o auxílio do gráfico e fórmula a seguir:
Logo, para um volume de 36 m3 teremos uma potencia estimada de 5
KWh/24h. Para o calculo da carga térmica temos,
Qv = Carga térmica de dissipada pelos ventiladores dos evaporadores, kcal/24h.
Nvent = Energia dissipada nos motores do evaporador em um dia de operação,
kWh/24h.
Fc = Fator de conversão = 860 kcal/kwh.
Qv= 5 x 860 = 4.300 kcal/24h
3.8.Carga de radiação solar
Por considerar a Câmara de pequeno porte, admitiremos que esta esteja
abrigada. Portanto a carga de radiação solar será desconsiderada.
Uma altura de 3 metros não extrapola a altura convencional das
edificações. Para um ambiente industrial facilmente esse altura é ultrapassada.
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3.9.Calculo da Carga Térmica Total
Somando todas as contribuições de carga térmica, teremos,
Qtotal = 80.160,8 kcal/24h
Considerando um funcionamento diário de 19 horas teremos,
Qter= 80160,8 / 19 = 4.129 kcal/h
Qter= 1,36 TR
Qte = 4,8 KW
Adotando um coeficiente de segurança de 20%, teremos que a carga
térmica total será de:
Qter= 4954,8 kcal/h
Qter= 1,64 TR
Qte = 5,77 KW
4. Condições Operacionais
A Câmara Frigorífica proposta deve conservar o ambiente interno em uma
temperatura de 7ºC, não ultrapassando o 10 ºC previstos por lei. Sendo assim,
utiliza-se uma temperatura de evaporação de 2ºC. Adota-se a temperatura
ambiente como sendo 35ºC e conseqüentemente, adota-se uma temperatura de
condensação de 40ºC.
Para uma maior eficiência do compressor, deseja-se que apenas vapor
seja aspirado. Para isso, considera-se que o fluido refrigerante na entrada do
compressor possui 2ºC de superaquecimento. Para evitar o aparecimento de
bolhas durante o processo de expansão, utiliza-se 2ºC de sub-resfriamento.
Os estados termodinâmicos de cada ponto foram determinados pelo
software, “Computer-Aided Thermodynamic Tables 2”, a fim de aumentar a
precisão e dinamismo dos cálculos.
4.1.Ciclo de Refrigeração
Através dos diagramas pressão versus entalpia (Pxh) e temperatura versus
entropia (Txs) de um fluido podemos determinar o ciclo de refrigeração do
sistema.
4.1.1. Escolha do Fluido Refrigerante
Para determinação dos estados termodinâmicos e, por conseguinte, do
ciclo de refrigeração, devemos determinar primeiramente o fluido refrigerante.
Sistemas Frigoríficos 8
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Diversos fatores influenciam a escolha do fluido refrigerante, a citar,
aspectos econômicos, questões ambientais.
Dentre os diversos fluidos encontrados no mercado o que mais se adequou
a esse projeto foi o R-22 (CHClF2). O R-22 é um gás refrigerante do tipo HCFC
(Hidroclorofluorcarbono) que causa destruição da camada de Ozônio. Tem baixa
toxicidade, não é inflamável na presença de ar atmosférico à temperatura
ambiente e a pressão atmosférica. Sobretudo é um fluido com vasto uso e baixo
custo, além de se encontrar equipamentos para tal fluido. Seu uso está limitado
para até 1 de janeiro de 2030 pelo Protocolo de Montreal. Porém estão em
andamento estudos de novos fluidos que o substituam sem que seja necessária a
mudança do equipamento, ou as condições de operação do sistema.
4.1.2. Determinação dos Estados Termodinamicos
Diagrama P-h mais próximo do real
Sistemas Frigoríficos 9
Projeto de Câmara Frigorífica
Diagrama T – s mais próximo do real
A definição do ciclo frigorífico mais próximo do real é dada considerando a
hipótese de perda de pressão nula, e expansão isoentálpica da válvula.
O ciclo ideal é representado por 1-2-3-4-1, enquanto o ciclo mais próximo
ao real é dado por 1’-2’-3’-4’-1’.
Com o auxílio do diagrama pressão – entalpia de um fluido é possível
definir um ciclo de refrigeração. No ponto 1 o refrigerante se encontra em estado
de vapor superaquecido em baixa pressão, proveniente do evaporador.
Após isto ocorre a compressão, processo 1-2, onde trabalho é adicionado
ao sistema resultando em um aumento de pressão.
Na descarga do compressor, ponto 2, o fluido continua em estado de vapor
superaquecido, entretanto, agora com alta pressão e alta temperatura. Após isto
ocorre a condensação, processo 2-3, onde calor é retirado do sistema, resultando
no ponto 3, onde o refrigerante está em estado líquido sub-resfriado. No
condensador a troca de calor é feita em três etapas. Na primeira etapa calor
sensível é retirado isobaricamente, passando o fluido de vapor superaquecido
para vapor saturado, ponto 2’. Após isto o fluido passa por um processo de
mudança de fase de forma isobárica - isotérmica. Logo em seguida o refrigerante
passa pelo processo de sub-resfriamento acabando no ponto 3, à alta pressão no
estado de líquido sub-resfriado.
O fluido deve perder pressão, e temperatura, para retornar a pressão de
baixa do sistema. Para isso o refrigerante passa por um dispositivo de expansão,
chegando ao ponto 4, onde o fluido se encontra em uma mistura líquido-vapor.
Faltando, para completar o ciclo, o processo de evaporação. O fluido irá absorver
calor, trocando mais uma vez de fase, chegando ao ponto 1'. Antes de reiniciar o
ciclo, o refrigerante é superaquecido, evitando a presença de líquido no
compressor.
Sistemas Frigoríficos 10
Projeto de Câmara Frigorífica
A temperatura interna da Câmara Frigorífica será de 7ºC, adotaremos o
valor convencional de 5ºC para o diferencial de temperatura. Assim, a
temperatura de evaporação será de 2ºC.
A temperatura de condensação será de 40ºC. Assumindo a temperatura
ambiente de 35ºC e um diferencial de 5ºC.
Assumindo um superaquecimento de 5ºC e um sub-resfriamento de 2ºC.
Para o ponto 2’, assumimos a pressão igual á do ponto 3 e com um
acréscimo na entropia.
Com os valores das temperaturas de funcionamento obtivemos o ciclo
ideal, apresentado na tabela,
T P V h s Titulo Estado
3
Ponto [ºC] [KPa] [m /kg] [kJ/kg] [kJ/kg.K] (%)
1’ 7 0,5308 0,04546 254,3 0,9372 - Vapor
superaquecido
1 2 0,5308 0,04427 250,7 0,924 - Vapor
superaquecido
2 57,36 1,534 0,0170 277,1 0,924 - Vapor
superaquecido
2’ 77,92 1,534 0,01891 294,8 0,9762 - Vapor
superaquecido
3 40 1,534 0,0009 94,27 0,3417 - Liquido
comprimido
3’ 38 1,46 0,0008 91,63 0,3334 - Liquido
comprimido
4 2 0,5308 0,0109 94,27 0,3556 0,2323 Liquido - Vapor
4’ 2 0,5308 0,01032 91,63 0,346 0,2194 Liquido - Vapor
4.2. Cálculo do Efeito Frigorífico
ER = 162,67 [KJ/Kg] onde, ER= h1' - h4'
4.3. Cálculo da Vazão de Refrigerante
mR22 = 0,0354 [kg/s] onde, mR22 = QE / ER
4.4. Cálculo da Potência de Compressão
WC = 1,43[kW] onde, WC = mR22 (h1' - h2')
4.5. Cálculo do Coeficiente de Eficácia (COP)
Onde, β = QE / WC
β =4,03
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4.6.Cálculo da Rejeição de Calor do Condensador
Qr= 7,19 KW onde
5. Circuito Frigorífico
Um circuito frigorífico é composto por quatro componentes principais:
- unidade condensadora (compressor e condensador);
- evaporador;
- válvula de expansão;
- válvula solenóide.
Selecionar-se-á cada um destes dispositivos a partir de catálogos de
fabricantes.
Válvula de expansão
Evaporador .
Qc
.
Qe Condensador
. Compressor Vapor em baixa pressão
Wc
Vapor em alta pressão
BAIXA PRESSÃO ALTA PRESSÃO Liquido em alta pressão
Liquido em baixa pressão
Esquema simplificado do ciclo de refrigeração
Sistemas Frigoríficos 12
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5.1. Compressor
O compressor é o coração dos sistemas frigorífico. O funcionamento
adequado do sistema frigorífico depende em grande parte do desempenho do
compressor.
Para determinar o compressor adequado ao projeto foi utilizado o software
do fabricante Bitzer. O compressor tipo semi-hermético de pistões foi selecionado,
pois pode trabalhar com altas vazões de fluido refrigerante e assim possui alta
capacidade frigorífica. O fabricante do compressor é Bitzer.
Figura 5.1.1a – Compressor tipo semi-hermético de pistões
Seleção do compressor: Semi-Herméticos Pistões
Valores de entrada
Capac. Frigorífica 5,77kW
Refrigerante R22
Temperatura de referência Ponto de Orvalho
Temp. Evaporação SST 2°C
Temp. Condensação SDT 40°C
Sub-resfriamento do líquido 2K
Superaquecimento do gás Sucção 5K
Tensão Elétrica 460V-3-60Hz
Superaquecimento útil 100%
Regulador de capacidade 100%
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Compressor modelo 2HC-2.2-40S
Capac. Frigorífica 6.24 kW
Capac. Frigorífica 6.22 kW
Capacidade Evaporador 6.24 kW
Potência absorvida 1.80 kW
Corrente (460V) 3.22 A
Faixa de Tensão 440- 480V
Capacidade Condensador 7.93 kW
COP/EER 3.47
COP/EER* 3.46
Vazão em massa 137.7 kg/h
Modo de operação Standard SL(A)
Temperatura de descarga 85.2 °C
*segundo EN 12900 (temperatura gás sucção 20ºC sem sub-resfriamento de
líquido).
5.2.Condensador
Condensadores são trocadores de calor que tem como objetivo retirar calor
do fluido refrigerante transformando vapor superaquecido em líquido sub-
resfriado.
Condensador remoto MACQUAY
Para a seleção do condensador devemos determinar o calor rejeitado total (CTR);
CTR= capacidade do compressor (Kcal/h) + 860 x consumo do compressor (Kw)
CTR = 4954,8 kcal/h + 1.80 kW x 860
CTR = 6502,8 Kcal/h
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Projeto de Câmara Frigorífica
Com o fator de conversão obtido na tabela de 1,25 , temos.
Capacidade do condensador = CTR x fator
Capacidade do condensador = 8128,5 kcal/h
Com a correção do fator de diferencial de temperatura, temos:
Temperatura ambiente – temperatura de condensação =40-35 = 5 /10 = 0,5
Capacidade requerida = 8128,5 / 0,5 = 16.257
Portanto o condensador selecionado é o modelo ARC-053 E.
A nova temperatura de condensação será de:
(16257 / 19200)x (40 – 35 ) = 4,23
Nova temperatura de condensação: 35 + 4,23 = 39,23 º C
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Projeto de Câmara Frigorífica
5.3.Válvula de Expansão
A válvula de expansão expande o fluido refrigerante abaixando a sua pressão e
consequentemente a temperatura na entrada do evaporador. O fabricante escolhido foi a
PARKER, com a seleção feita através do catálogo. Com capacidade de 1,64 TR.
O modelo escolhido é o B5 VNX100, de equalização interna e de conexão de rosca.
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5.4.EVAPORADOR
O evaporador é um trocador de calor. Para determinar o evaporador foram
consultados alguns catálogos técnicos de fabricantes. Foi escolhido o modelo
evaporador de ar forçado. Modelo FBA6-210 do fabricante MCQUAY.
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5.5. DEMAIS COMPONENTES
5.4.1 FILTRO SECADOR
Foi escolhido um filtro secador da marca Emerson Climate Technologies,
e modelo A-TDS 489 ;seguindo o catálogo em anexo:
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5.4.2 PRESSOSTATO
O pressostato foi escolhido da marca Markere ,seu modelo é o “MKPM-100 “ e
possiu as seguinte especificações:
Pressostato para pressão de baixa Pressostato para pressão de alta
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5.4.3-SEPARADOR DE ÓLEO
Foi escolhido a marca Adema e modelo SO 15
Observações
1 - Conexão para retorno de óleo (refrigeração).
2 - Ø nominal do tubo Sched. 40.
3 - Nº de ciclones para separação do óleo.
Separador de Óleo - modelo SO
Capacidade 0 2 3 Dimensões (mm)
Modelo
máxima Conexões Número de
SO A B C D E F G H I
HP (polegadas) tubos
1
15 15 3 420 267 516 200 219 160 11 200 319
1/4
1
20 20 4 460 267 570 200 219 160 11 200 319
1/2
1
30 30 6 530 267 630 200 219 160 11 200 319
1/2
40 40 2 8 686 350 800 250 265 163 14 250 365
60 60 3 12 875 350 1000 250 265 163 14 250 365
120 120 4 24 830 360 1000 320 365 200 14 350 465
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5.4.4 - SEPARADOR DE LIQUIDOS
O separador de líquidos também é da marca Adema e modelo SLV 1, cuja
configuração é:
POTÊNCIA
Modelo Diâm. A B C FRIGORÍFICA
SLV conexão polegadas mm mm kw
mín. máx.
1 5/8" 4 500 50 1,2 5,5
2 3/4" 4 500 50 1,8 10,5
3 7/8" 5 560 60 2,4 14
5 1.1/8" 5 620 60 3,6 24
10 1.3/8" 6 650 75 8,0 53
20 1.5/8" 6 680 75 10 80
30 2.1/8" 8 780 100 20 150
50 2.5/8" 10 920 120 31 260
75 3.1/8" 10 1000 120 43 360
5.4.5. VÁLVULA
SOLENÓIDE
Foi utilizada uma válvula solenóide da marca ‘Emerson Climate Technologies’,
modelo EVS 10 seguindo o catalogo temos:
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5.4.6. VISOR DE LÍQUIDO
Foi escolhida a marca ‘Emerson Climate Technologies’ modelo HMI-1TT9.
Sistemas Frigoríficos 22
Projeto de Câmara Frigorífica
5.4.8 - CHAVE ELÉTRICA OU QUADRO DE COMANDO
Fabricante: Ebara;
Modelo: SSW03.340(340A);
Freqüência: 60 Hz;
Tensão: 380 V - trifásico;
Potência: 175/185 HP.
5.6. LINHA DE REFRIGERANTE
5.6.1 - DIMENSIONAMENTO DAS LINHAS DE GÁS
5.5.1.1 - CÁLCULO DA LINHA DE DESCARGA DO COMPRESSOR (LINHA
HORIZONTAL DE GÁS)
5.5.1.2 - CÁLCULO DA LINHA DE DESCARGA DO EVAPORADOR (LINHA
VERTICAL DE GÁS)
5.6.2 - DIMENSIONAMENTO DAS LINHAS DE LÍQUIDO
5.5.2.1 - CÁLCULO DA LINHA DE DESCARGA DO CONDENSADOR
Sistemas Frigoríficos 23
Projeto de Câmara Frigorífica
5.5.2.2 - CÁLCULO DA LINHA DE SAÍDA DA VÁLVULA DE EXPANSÃO
5.6.3 - REDIMENSIONAMENTO DAS LINHAS DE LÍQUIDO PARA
TUBULAÇÃO NORMALIZADA
Os tubos foram considerados de cobre tipo K, cujos diâmetros
normalizados encontram-se na tabela 2 da aula “Tubulações de
refrigerante”.
5.5.3.1 - CÁLCULO DA LINHA DE DESCARGA DO COMPRESSOR (LINHA
HORIZONTAL DE GÁS)
Comprimento de 1 m. comprimento equivalente 1,5 m
5.5.3.2 - CÁLCULO DA LINHA DE DESCARGA DO EVAPORADOR (LINHA
VERTICAL DE GÁS)
Comprimento de 4 m. comprimento equivalente 6 m
5.6.4 - DIMENSIONAMENTO DAS LINHAS DE LÍQUIDO
5.5.4.1 - CÁLCULO DA LINHA DE DESCARGA DO CONDENSADOR
Comprimento de 4 m. comprimento equivalente 6 m
Sistemas Frigoríficos 24
Projeto de Câmara Frigorífica
5.5.4.2 - CÁLCULO DA LINHA DE SAÍDA DA VÁLVULA DE EXPANSÃO
Comprimento de 0,5 m. comprimento equivalente 0,75 m
5.7. Quantidade de fluido refrigerante
Utilizando o software Sistema de Refrigeração Versão 1.1, do fabricante
MCQUAY, com as características do sistema projetado, obtivemos o valor de 17,5
Kg.
Portanto um cilindro de R22, com capacidade de 18 kg, dotado de válvula 2
vias é o ideal para o sistema.
Cilindro de R22, 18 Kg
6. Esquema de instalação
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