CAMINHOS PARA COMBATER A OBESIDADE INFANTIL NO BRASIL.
Apesar da Constituição Federal de 1988 certificar à saúde como direito fundamental de todos
os cidadãos, observa-se que, na contemporaneidade brasileira, não há o desempenho desse
benefício, sobretudo no que refere ao bem-estar das crianças, já que a obesidade infantil
configura-se um problema. Diante dessa abordagem, pode-se afirmar que a negligência
governamental na execução de políticas públicas e a banalização publicitária agravam essa
situação.
De início, convém destacar que o descaso estatal na efetivação de ações preventivas corrobora
ao sobrepeso na infância. Sob esse viés, o contexto de vulnerabilidade da criança perante a
displicência governamental prevalece para o fomento da alimentação inadequada, tornando-
se necessária uma intervenção. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo brasileiro Mário
Sergio Cortella, a disseminação de medidas informativas aumenta o repertório de soluções do
corpo social e favorece a conscientização. Dessa forma, constata-se imprescindível a
aplicabilidade idealizada do pensador, para a criação de políticas públicas advindas do Estado
em combate a obesidade no âmbito da saúde pública. Assim, nota-se que investimentos são
indispensáveis para garantir campanhas de prevenção, cruciais para uma instrução efetiva.
Outrossim, vale pontuar a banalização publicitária que contribui a obesidade de crianças. Para
isso, é relevante considerar a ideia de "Indústria Cultural", desenvolvida pelos teóricos alemães
Adorno e Horkheimer, a qual apresenta a comercialização de produtos, seja de conjuntura
benéfica ou prejudicial, visando prioritariamente o lucro, através do consumo alienado dos
indivíduos. Com base nesse prisma, relaciona-se o fato das propagandas idealizarem apenas a
venda dos alimentos, causando em públicos, por exemplo, no infantil o desejo exacerbado de
consumir, que introduz a condição acima do peso. Logo, é essencial a mudança desse quadro
Depreende-se, portanto, que são necessários caminhos para combater a obesidade infantil no
Brasil. Nesse sentido, é imperativo que o Ministério da Saúde crie a campanha chamada
"Infância saudável: uma missão contra a obesidade ", com foco em acompanhamento
psicológico, especializado na reeducação alimentar, por meio do atendimento em entidades
de bem-estar público, com o intuito de desenvolver uma geração com melhor qualidade de
vida. Ademais, é dever do Ministério da Educação, desenvolver palestras de ensino, que
incluem estudantes e famílias, por intermédio de instituições educacionais, a fim de alertar as
consequências da banalização publicitária. Somente assim, haverá o desempenho dos direitos
constitucionais dos cidadãos.