0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações43 páginas

Modulo 3

Enviado por

Fabio Oliveira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações43 páginas

Modulo 3

Enviado por

Fabio Oliveira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Tínhamos certeza de que estaria aqui conosco!

Seja muito bem-vindo ao Módulo 3 do nosso curso!

Aqui, vamos ter que calcular muito nossa dedicação...

Pelos nossos cálculos, teremos o tempo exato!

O módulo está dividido em 7 seções:


1. Empréstimos e Financiamentos

2. Capital

3. Juros

4. Taxas

5. Tarifas

6. Custo Efetivo Total (CET)

7. Cálculo de Prestações de Empréstimos

Sumário

SEÇÃO 1 – EMPRÉSTIMOS e FINANCIAMENTOS

1.1. Empréstimo

1.2. Financiamento

SEÇÃO 2 – CAPITAL

2.1. Desconto

2.1.1. Grupos e Subgrupos do Desconto

2.1.2. Contrato de Desconto

SEÇÃO 3 – JUROS

3.1. Juros Simples

3.2. Juros Compostos

3.3. Juros Nominais

3.4. Juros Reais

3.5. Juros de Mora

3.6. Juros Rotativos

3.7. Juros Prefixados

3.8. Juros Pós-Fixados

SEÇÃO 4 – TAXAS

4.1. Taxa SELIC

4.2. Taxa proporcional

4.3. Taxa Equivalente

4.4. Taxa Nominal

4.5. Taxa Efetiva


SEÇÃO 5 – TARIFAS

5.1. TARIFAS

5.1.1. SERVIÇOS ESSENCIAIS

5.1.2. SERVIÇOS PRIORITÁRIOS

5.1.3. SERVIÇOS ESPECIAIS

5.1.4. SERVIÇOS DIFERENCIADOS

SEÇÃO 6 – CUSTO EFETIVO TOTAL (CET)

6.1. CET – Custo Efetivo Total

SEÇÃO 7– CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES DOS EMPRÉSTIMOS

7. Cálculo das prestações dos Empréstimos

SEÇÃO 1 – EMPRÉSTIMOS e FINANCIAMENTOS

Não há como negar que esses dois termos fazem parte do dia a dia das pessoas, apesar disso há dúvidas sobre o que
cabe a cada um dos termos e mais ainda, há dificuldade de escolher a melhor opção para solucionar nossos problemas
financeiros e tornar as finanças saudáveis.

Empréstimos e financiamentos são formas de crédito oferecidas a pessoas e empresas por uma instituição financeira, com
o compromisso de devolver o valor emprestado originalmente mais os juros em determinado prazo.

Cada instituição financeira cria critérios e procedimentos para concessão de empréstimos e financiamentos, incluindo
decisões de taxas de juros. Essas taxas são negociadas entre o cliente e o banco, exceto quando há uma norma
específica, como acontece nas operações de crédito rural, de crédito imobiliário pelo Sistema Financeiro da Habitação
(SFH) e de empréstimos consignados para beneficiários do INSS.

1.1. Empréstimo
O empréstimo acontece quando uma instituição financeira (bancos, cooperativa de crédito, caixa econômica etc) concede
uma quantia financeira a uma pessoa física ou jurídica mediante a devolução da quantia emprestada com juros e encargos
em um prazo determinado, sempre com um contrato prévio.

No empréstimo bancário não há necessidade de que o cliente justifique os recursos recebidos, podendo utilizá-lo para
quaisquer fins e a concessão é mais fácil e rápida.

Contudo, é preciso ter atenção, pois a depender do empréstimo, prioritariamente quando não exige garantia para quitação
da dívida, o risco para a instituição financeira é alto, podendo resultar em maiores taxas de juros e encargos. Isso porque
como não há garantia para quitação da dívida e a instituição financeira não conhece a destinação do recurso, a
inadimplência tende a ser maior.

ALGUNS TIPOS DE EMPRÉSTIMOS:

a) Empréstimo Pessoal Consignado

O consignado é um tipo de empréstimo exclusivo para algumas categorias, como: aposentados pelo INSS, pensionistas,
trabalhadores CLT, profissionais das Forças Armadas e funcionários públicos: Municipais, Estaduais e Federais.

O pagamento do empréstimo é deduzido diretamente da folha de pagamento, seja o salário ou o benefício do INSS.

Por isso é um empréstimo mais atrativo para a instituição financeira, com menor risco e, portanto, taxa mais baixa.

b) Empréstimo Pessoal

O empréstimo pessoal ou crédito pessoal é uma das modalidades financeiras mais simples do mercado, ou seja, um tipo de
empréstimo em que o tomador pode utilizá-lo da forma que preferir, assim como o crédito consignado ou empréstimo
pessoal com garantia, porém não exige garantia.

Ele é oferecido por instituições financeiras, suas regras, prazos e taxas de juros variam bastante entre as instituições.

Documentos pessoais e de renda são exigidos e não há tanta burocracia para a concessão, contudo, depende da renda,
por isso, as opções podem ser restritas.

As instituições analisam o crédito, alguns dados, comprovante de renda, documentação e, depois, decidem se liberam ou
não a quantia solicitada.

Como não exige garantias, a taxa de juros é mais alta, dado o risco de inadimplência.

c) Empréstimo Pessoal com Garantia

O empréstimo pessoal com garantia é semelhante ao empréstimo pessoal, mas exige um bem como garantia de
pagamento.

É um tipo de empréstimo em que o tomador pode utilizá-lo da forma que preferir, utilizando um bem livre de ônus como
garantia de pagamento.

Por exemplo, a pessoa oferece um apartamento ou carro como garantia, no caso de falta de pagamento das parcelas o
bem será transferido para o nome da instituição que emprestou o dinheiro.

Há uma avaliação mais detalhada do perfil do cliente.


Como exige garantias, a taxa de juros é mais baixa, mas existe o risco da perda do bem do tomador.

d) Cartão de Crédito

É também um tipo de empréstimo, vez que sempre que um consumidor o utiliza está solicitando à corretora responsável
pelo cartão um empréstimo para pagar naquele momento e ao término do mês, o consumidor se compromete a pagar todo
valor emprestado, sendo o limite diferente para cada perfil de consumidor.

Se o valor total não for pago, o valor entrará no rotativo ou poderá ser parcelado.

A taxa de juros é uma das mais altas do mercado, caso o consumidor não consiga pagar a fatura no prazo.

e) Empréstimo rotativo

Muito utilizado quando o valor do cartão de crédito não é pago, funciona como um financiamento da fatura e é contratado de
forma automática quando o cliente não faz o pagamento total.

O banco cobre o valor que está faltando, mas como é um dos juros mais altos do mercado, há o risco de perder o controle
da dívida e prejudicar as finanças, por um bom tempo.

f) Cheque Especial

É um tipo de empréstimo que é liberado na hora ao cliente que possui o contrato com o banco, de acordo com o perfil de
crédito do cliente ou crédito pré-aprovado. Contudo os juros do cheque especial também passam a ser debitados na conta
do cliente de modo automático.

Está vinculado a uma conta corrente em uma instituição financeira.

A desvantagem é que os juros são variáveis de acordo com o tempo de utilização, podendo trazer dificuldades para
negociar essa dívida - que pode crescer descontroladamente.

A taxa de juros também está entre as mais altas do mercado.

g) Refinanciamento de Imóveis

O refinanciamento de imóvel é um tipo de empréstimo feito quando o consumidor entrega um imóvel quitado em seu nome
como garantia de pagamento.

Como a instituição financeira tem uma segurança no empréstimo, ela oferece juros mais baixos. Além disso, o valor liberado
e os prazos para pagamento costumam ser maiores.

As desvantagens são burocracias excessivas, necessidade de vistoria no imóvel e, também a possibilidade de perder um
bem de alto valor.

h) Antecipação da restituição do Imposto de Renda

Essa modalidade ocorre quando o banco libera uma quantia em sua conta e, em troca, tem o direito de receber a restituição
do IR.

É preciso ser correntista e indicar o banco em sua declaração de Imposto de Renda.


Como existe uma garantia de recebimento, as taxas de juros são mais interessantes que as outras modalidades.

A desvantagem é que a pessoa renuncia a um crédito no futuro e ainda vai pagar juros por isso.

i) Antecipação do 13º salário

A antecipação do 13º salário é muito semelhante à do Imposto de Renda.

O banco adianta o dinheiro em sua conta e, posteriormente, fica com o valor correspondente, acrescido de juros.

Também tem uma outra desvantagem, esse dinheiro pode fazer falta no fim do ano.

j) CDC – Crédito Direto ao Consumidor

O Crédito Direto ao Consumidor, assim como o empréstimo pessoal, é uma modalidade de empréstimo de fácil acesso para
interessados que desejam realizar compras de itens diversos — carros, cursos, reformas etc. Como o empréstimo pessoal,
o valor é cedido ao solicitante sem a necessidade deste comprovar o destino do capital, portanto, é simples, rápido e
prático.

Na prática, toda vez que uma pessoa realiza uma compra de forma parcelada no seu cartão de crédito, está usando o CDC
e o banco está financiando.

O crediário de lojas de departamento também é visto como CDC pois, diferentemente do cartão de crédito, quem está
liberando o crédito para o cliente utilizar é a loja.

As condições funcionam da mesma forma, com prazo para pagamento das parcelas e juros, conforme determinado pela
empresa.

1.2. Financiamento

O financiamento acontece quando uma instituição financeira concede uma quantia a uma pessoa física ou jurídica mediante
a devolução da quantia emprestada com juros e encargos em um prazo determinado, sempre por meio de um contrato.

Ao contrário do empréstimo, para o financiamento a instituição financeira exige a informação sobre o motivo do
financiamento que deve ter um destino específico, uma vez que funcionam como garantia para o crédito concedido.

Caso o financiamento não seja quitado no prazo contratual, a instituição financeira pode tomar o bem dado em garantia e o
dinheiro pago até o final do contrato não é devolvido ao cliente. Portanto, exceto se o cliente conseguir retornar o
pagamento, o bem fica sob a propriedade da instituição financeira, podendo, inclusive, ser leiloado após algum tempo.

Dessa forma, como a inadimplência costuma ser menor que a do empréstimo, pois há um bem em garantia, a taxa de juros
e encargos tendem a ser menores que a do empréstimo.

ALGUNS TIPOS DE FINANCIAMENTOS:

a) Financiamento de veículos

Pode funcionar como CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e Leasing.

O CDC é mais tradicional, solicitando a instituição credora um financiamento específico para a compra do bem em seu
nome.

Já no leasing o bem financiado permanece em nome do credor até o término do pagamento das parcelas e, por esse
motivo, normalmente possui juros menores.

b) Financiamento Imobiliário

Pode ser utilizado tanto para compra de imóveis usados ou novos ou ainda, para compra de lotes ou construções e
reformas.

A depender do que quer ser financiado, pode ocorrer também junto às construtoras.

c) Financiamento rural

Destinado ao segmento rural, os produtores rurais utilizam os recursos concedidos pelas instituições financeiras de diversas
formas na sua propriedade, como por exemplo: custeio, investimento, comercialização e industrialização, que são
denominadas de finalidades do crédito rural.

d) Microcrédito

É um financiamento destinado a empreendedores formais - como MEIs (microempreendedores individuais) e pessoas


jurídicas, que não têm fácil acesso a empréstimos ou créditos convencionais.

Quem disponibiliza são as instituições financeiras, contudo as regras são geridas pelo BNDES (Banco Nacional do
Desenvolvimento).
SEÇÃO 2 – CAPITAL
É um dos principais conceitos na matemática financeira: Representa o valor do dinheiro no momento atual, podendo ser
representado pelas letras C ou P.

Também conhecido como: Principal, Valor Atual, Valor Presente ou Valor Aplicado. Em inglês se usa “Present Value”
(indicado pela tecla PV nas calculadoras financeiras).

✔ Juros representam a remuneração do Capital empregado nas operações financeiras.

✔ Montante: são os juros incididos sobre o valor acumulado (Capital mais os juros), chamado de valor futuro. Para calcular
o montante, a fórmula utilizada é:

M = C + J.

✔ Acréscimo: está associado a adicionar ou acrescentar parte do valor a seu valor original, ou seja, adicionamos uma
porcentagem de determinado valor nele mesmo.

EXEMPLO:

Um produto importado custava R$35,00, com o aumento do dólar, ele sofreu um acréscimo de 30%. Determine o novo valor
deste produto.

Como a porcentagem representa parte de algo, primeiro é preciso calcular 30% (parte) de R$35,00 (todo), então fica
35+30% de 35.

Resolvendo primeiro a porcentagem (sempre primeiro, multiplicação e/ou divisão) e, em seguida, somando os valores,
conclui-se que:

30% de 35,00 = 10,5 portanto com o acréscimo fica 35+30% de 35,00 = 45,5

De acordo com o que foi feito, podemos deduzir uma fórmula para o acréscimo:
x + p% de x
R$ 35,00 + 30% de R$35,00= R$45,50

R$45,50 representa o novo valor do produto.

2.1. Desconto

✔ Desconto - a ideia de desconto é similar à ideia de acréscimo, a única diferença é que, em vez de adicionar, devemos
subtrair uma porcentagem do valor original.
O desconto é uma compensação recebida pelo tomador do empréstimo, pelo pagamento adiantado da dívida. O termo
"desconto" também se aplica à antecipação de recebíveis (operação de crédito).

Como exemplo clássico podemos citar o antigo "desconto de cheques pré-datados", comum no sistema bancário e nos
financiamentos e empréstimos.

O 'desconto (D)' corresponde à quantia a ser abatida do valor nominal, e o valor descontado é a diferença entre o valor
nominal e o desconto. Podemos dizer que o desconto é o oposto dos juros, afinal nos juros há acréscimos e nos descontos
decréscimos.

EXEMPLO:

Um produto que custa R$ 60,00, quando comprado à vista, possui um desconto de 30%. Determine o novo valor deste
produto.

De maneira similar ao acréscimo, teremos que: 60,00 – 30% de 60,00

Resolvendo primeiro a porcentagem (sempre primeiro, multiplicação e/ou divisão) e, em seguida, subtraindo os valores,
conclui-se que:

30% de R$60,00 = R$18,00 portanto com o desconto fica R$60,00-30% de R$60,00 = R$42,00

De acordo com o que foi feito, podemos deduzir uma fórmula para o desconto: x – p% de x
R$ 60,00 - 30% de R$60,00= R$42,00

R$42,00 representa o valor do produto com o desconto oferecido.

2.1.1. Grupos e Subgrupos do Desconto

Os descontos se dividem em dois grupos e subgrupos:

➢ Desconto simples e Desconto composto;

➢ Desconto Comercial ou Por Fora e

➢ Desconto Racional ou Por dentro.


Os Descontos Simples são obtidos com 'cálculos lineares', e os Descontos Compostos são obtidos com 'cálculos
exponenciais'.

Todo desconto tem algo em comum, seja ele simples ou composto:

Os Descontos Simples Comercial ou Por Fora: é calculado sobre o valor nominal, ou futuro do título. Esse tipo de
desconto é prática comumente exercida pelas instituições financeiras e no comércio em geral.

EXEMPLO:
Uma pessoa descontou um título de valor nominal R$ 1.650,00, 20 meses antes de seu vencimento e recebeu a quantia de
R$ 1.386,00. Se foi utilizado o desconto simples comercial (desconto simples por fora), qual foi a taxa mensal de desconto?

A partir dos dados informados podemos calcular o valor do desconto, basta subtrair o valor nominal pelo valor atual.

Com o valor do desconto podemos usar a fórmula do desconto simples comercial para calcular a taxa de desconto.

A taxa mensal do desconto foi de 0,8%a.m.

Os Descontos Simples Racional ou Por Dentro: também conhecido como real (verdadeiro), é o mesmo que um juro
produzido pelo valor inicial. Porém, este valor é a diferença entre o Valor Nominal que é o valor teórico ideal de um título, e
o Valor atual que é o valor real que esse título possui.

O desconto é calculado sobre o valor atual do produto ou serviço.


Desconto Composto Comercial ou Por fora: é calculado sobre o valor nominal do produto ou serviço. O que irá diferir
é que no Valor Atual a taxa é multiplicada sobre ela mesma, dependendo do tempo, e não sobre o tempo, como acontecia
no desconto simples.

Desconto Simples Racional ou Por dentro: também conhecido como real (verdadeiro), é o mesmo que um juro
produzido pelo valor inicial. Porém, este valor é a diferença entre o Valor Nominal que é o valor teórico ideal de um título, e
o Valor atual que é o valor real que esse título possui.
EXEMPLO:

Determinar o valor de resgate e o valor do desconto composto racional de um título no valor de R$ 50.000,00, sabendo-se
que seu prazo é de 5 meses e que a taxa do desconto cobrada é de 3,5% ao mês.
2.1.2. Contrato de Desconto

É o contrato pelo qual o banco, deduzindo do montante, antecipadamente, os juros, comissões e despesas, credita para o
cliente o saldo, recebendo por endosso o título sacado contra terceiros com vencimento futuro.

O banco adianta, mediante juros, o valor de um título de crédito (ou venda a prazo) em favor de (A), devido por (B).
Deste modo, (A) tem acesso ao capital logo que precisa, sem causar dano a (B), e o banco tem um certo lucro com os juros.
Tem natureza de contrato de empréstimo com garantia.

Em Matemática Financeira a chamada operação de desconto normalmente é realizada quando se conhece o valor futuro de
um título (valor nominal, valor de face ou valor de

resgate) e se quer determinar o seu valor atual. É a diferença entre o valor nominal (VN) de um título na data do seu
vencimento e o seu valor presente (VP) na data em que é efetuado o pagamento.

D = valor monetário do desconto; FV = valor nominal, valor futuro;


PV = valor atual, valor presente, valor líquido, valor pago.

SEÇÃO 3 – JUROS

Mais usada no plural, a palavra juro pertence ao grupo das descendentes do latim jus, juris (direito de propriedade, justiça,
documento que estabelece um direito).

O conceito de juro é muito antigo, tendo sua existência observada desde as primeiras civilizações. Seu primeiro registro se
dá na Babilônia em 2000 a.C. Naquela época, o pagamento dos juros era realizado por meio de uma moeda muito comum,
as sementes.

O processo de acumulação de capital e a desvalorização da moeda levaram naturalmente à ideia de juros, pois eles eram
acrescentados basicamente devido à variação temporal do dinheiro.

Afinal, a pessoa ou empresa, quando empresta o dinheiro, está desistindo de realizar compras ou fazer outro uso do
dinheiro. A recompensa da “abnegação”, portanto, vem da promessa de multiplicar o seu patrimônio e receber a mais no
futuro. Para que isso seja possível é que existem os juros.

Os juros representam o valor pago numa operação de crédito pelo valor “emprestado” em um determinado período.
Resumindo, é o aluguel que se paga pelo valor que é recebido.

Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas transações
financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante um período.

Cada instituição financeira tem as suas políticas quanto aos juros e eles incidem tanto sobre dívidas (empréstimos), quanto
aplicações financeiras.
Existem algumas modalidades de juros, cada uma com suas funções definidas e suas fórmulas de cálculo.

Vamos explicar algumas delas:

3.1. Juros Simples

Produto de uma porcentagem aplicada a um determinado valor inicial para sua correção em um determinado período e
considera apenas o valor inicial. Por ser simples, o cálculo é feito da mesma forma e com o mesmo valor, mês após mês.

É utilizado geralmente em curto prazo e sua função principal é remunerar os credores que fornecem o capital utilizado para
fazer a economia girar no caso de investimento, ou no caso de empréstimo ou compras parceladas é utilizado para pagar a
empresa ou instituição financeira o que ela emprestou ou vendeu, como se fosse um aluguel do valor emprestado.

Essa modalidade incide somente sobre o capital inicial e não “juros sobre juros”.

A ideia dos juros simples também é similar à ideia do acréscimo, a diferença entre eles é dada pelo período em que são
calculados.

Enquanto a taxa do acréscimo é aplicada uma vez, a dos juros simples é calculada em um intervalo de tempo.

Podemos calcular os juros simples de determinado capital C, aplicado à determinada taxa a regime de juros simples (i), em
um determinado período (t), pela fórmula abaixo:

O valor pago ao final desse empréstimo deve ser dado pelo dinheiro (capital emprestado) mais o valor dos juros e recebe o
nome de montante a pagar(M). O montante é dado pela expressão:

M=C+J
M = C + C · i · t M = C (1 + it)

A única preocupação em relação a problemas envolvendo juros simples é com as unidades de medida de taxa e tempo,
elas devem sempre estar em unidades iguais.

EXEMPLO:
Qual o montante a pagar, num empréstimo de R$ 10.000,00, a uma taxa de 1% ao mês após 10 meses?

M = 10.000 (1 + 0,01 * 10)

M = 11.000

M (montante a pagar) = Capital emprestado (Capital + taxa de juros * meses)

EXEMPLO:

Marta fez um empréstimo de R$ 10.000,00 em uma instituição financeira (C = capital emprestado) para pagar em quatro
anos (t = tempo) a uma taxa de juros de 12% ao ano (i = taxa de juros do período). Quanto representarão os juros (J =
juros)?
Veja na fórmula:

J=C*i*t

J = R$ 10.000,00*0,12*4 J = R$ 4.800,00
Nesse caso, os juros representam R$ 4.800,00.

Você pode fazer o cálculo no Excel usando a seguinte fórmula: = (valor do empréstimo)
*(taxa de juros) *(duração).

ASSIMILANDO O CONHECIMENTO:

Um cliente faz um empréstimo de R$ 17.000,00 em uma instituição financeira a uma taxa de juros mensal de 2% para
pagamento em 2 parcelas. No caso de juros simples, qual o valor que o cliente pagaria na 2ª parcela?

a) R$9.000,00
b) R$8.800,00
c) R$ 8.500,00
d) R$ 8.840,00

Cálculo:

Fórmula juros simples: j = C*i*t então:

Capital = 17.000,00

Taxa de Juros = 2% a.m, 0,02 Parcelas = 2

Fórmula:

P = C (1+i.t) = 17.000,00 (1+0,02x2) = R$ 8.840,00


t 2
2 Parcelas iguais de R$8.840,00

Resposta: a segunda parcela seria de R$8.840,00 (alternativa d)

Parcelas Total Empréstimo Taxa a.m. Juros Parcela


1ª Parcela 17.000,00 2% 340,00 8.840,00

2ª Parcela 17.000,00 2% 340, 8.840,00

total 17.000,00 680,00 17.680,00

3.2. Juros Compostos

Os juros compostos são aqueles nos quais há algo acrescido ao capital. O seu valor aumenta muito mais rápido se
comparado aos juros simples.

Essa modalidade é a mais comum no sistema financeiro, sendo então, o mais útil para cálculos de problemas do dia a dia.

Os juros gerados a cada período são incorporados ao principal para o cálculo dos juros do período seguinte.

Caso você solicite um empréstimo de R$ 10 mil, a uma taxa mensal de 1%. No caso dos juros compostos, o montante
aumentaria em R$ 100 no primeiro mês (1% de R$ 10 mil), R$ 201 no segundo mês (1% de R$ 20.100) e assim adiante.

Essa modalidade incide juros sobre juros em cima do capital inicial, ou seja, o valor é corrigido sobre um valor que já foi
pago ou a taxa de juros é sempre calculada em cima do capital do mês anterior, isso faz com que os juros aumentem de
maneira exponencial seu valor.

A fórmula para calcular os juros no sistema de amortização de juros compostos está apresentada abaixo:

Da mesma forma que no juros simples, no sistema de juros compostos, a taxa e o tempo devem ficar na mesma unidade.
EXEMPLO:

Um capital C aplicado por 2 anos a juros compostos e a taxa i ao mês, proporcionará um montante igual a:

M = C * (1+i)24

EXEMPLO:

Usando o mesmo exemplo da Marta para comparação da diferença: ela pegou um empréstimo de R$ 10.000,00 (C = capital
emprestado) para pagar em quatro anos (t = tempo) a uma taxa de juros de 12% de juros compostos ao ano (i = taxa de
juros).

Então, quanto ela pagará de juros? Sabe-se que:

M = C(1+i) ^t

M = R$ 10.000,00*(1+0,12)4 M = R$ 10.000,00*(1,12)4

M = R$ 10.000,00*1.5735 M = R$ 15.735,19
Para saber quanto serão os juros, subtraia do montante o capital investido. Então temos: R$ 5.735,19 de juros compostos –
ou R$ 935,19 a mais do que se fosse juros simples.

No Excel, a fórmula é a seguinte: = (valor do empréstimo) *(1 + taxa de juros) ^(duração).

3.3. Juros Nominais

Os juros nominais são os que estão especificados nos contratos, tanto de empréstimos, financiamentos ou aplicações
financeiras.

A sua principal função é de traduzir o rendimento bruto de uma aplicação.

3.4. Juros Reais

Os juros reais são aqueles nos quais foram descontados os valores da inflação do período.

A taxa de juros real serve como indicador para determinar a rentabilidade real de uma aplicação financeira, levando em
consideração a capacidade de corrosão do poder de compra.

A diferença entre taxa de juros nominal e real é a inflação do período.

“A equação de Fisher afirma que a taxa de juros nominal é igual à soma da taxa de juros real mais a inflação. Ela é usada
em situações em que investidores ou credores pedem uma recompensa adicional para compensar as perdas no poder de
compra devido à alta inflação. Ela faz uma estimativa da relação entre a taxa nominal e a taxa real de juros sob inflação. É
nomeada em homenagem a Irving Fisher, que era famoso por seus trabalhos sobre a teoria dos juros”.
EXEMPLO:

Uma pessoa adquire R$ 1.000,00 em um empréstimo bancário qualquer, a juros de contratuais de 10% ao ano, ao final de
um ano, este emprestador deverá ao banco R$ 1.100,00.

Os R$ 100 considerada uma taxa nominal que foi especificada no início da transação.

Suponha que ao final do ano a inflação foi de 8%, então o valor emprestado sofreu o efeito da inflação de R$80,00. O valor
de R$1. 000,00 sofreu um acréscimo de inflação de R$80,00. Os R$ 1.000,00 valendo no final do ano R$ 1.080,00.

Esta diferença de R$80,00 é o efeito da inflação de 8% no período.

Então, embora a taxa de juros nominal de empréstimo foi de 10% (R$100,00) e a economia teve uma inflação de 8%.
Dessa forma o juro real, neste caso, foi a taxa de juros nominal (10%) R$100,00, menos a inflação de 8% (R$80,00) no
período. Sendo que a taxa real foi de 2% (R$20,00).

Logo, a taxa real foi de aproximadamente 2%, isto porque, para se calcular a taxa real, é preciso que se utilize a fórmula de
Fischer acima.

3.5. Juros de Mora

Os juros de mora são aqueles aplicados quando há o descumprimento no prazo de um determinado pagamento. Ele é
bastante comum quando acontece algum atraso no pagamento de um título de crédito, por exemplo. A diferença entre juros
de mora e multa (que às vezes se confundem) é que as multas correspondem a um valor fixo a partir do vencimento do
título (parcela). Valor que foi estabelecido previamente e que não vai variar no tempo que durar o atraso.

EXEMPLO:
Suponha que você deva uma parcela de R$1000,00 com juros de mora de 1% ao mês. Caso o vencimento seja todo dia 10
do mês e o montante foi pago apenas no dia 30, o cálculo ficará:

jm = C x (txj:dias/mês) x dias de atraso

1000 x (1% ÷ 30) x 20 = 1000 x 0,67% = R$ 6,77.

3.6. Juros Rotativos

Representam as taxas que incidem sobre o pagamento da fatura de cartão de crédito quando esta não é paga em sua
totalidade. Ele é conhecido como uma das taxas mais altas do mercado.

As novas regras foram previstas na Resolução nº 4.549/2017 do Banco Central e estabelecem que o consumidor só poderá
pagar o valor mínimo da fatura do cartão apenas uma vez. Na fatura seguinte, o valor total deve ser quitado ou então
parcelado. Assim, a resolução visa diminuir o uso do crédito rotativo.

A partir daí, se a pessoa não consegue quitar o valor da dívida da fatura que inclui esse crédito rotativo, a instituição
financeira é obrigada a passar a dívida para uma opção que seja mais vantajosa ao cliente.

3.7. Juros Prefixados

Nos juros prefixados, as taxas são definidas previamente e permitem que o consumidor conheça, na data da contratação, o
valor exato de todas as parcelas a pagar, que permanecem fixas por todo o contrato.

O valor firmado em contrato não mudará com o tempo, independente da situação da economia, tornando essa taxa mais
segura contra as oscilações do mercado.

3.8. Juros Pós-Fixados

Nos juros pós-fixados, as taxas são vinculadas a índices de inflação ou outro indicador.

Nessa opção, o consumidor poderá ter sua parcela alterada mensalmente, sem nenhuma previsibilidade, por isso, elas
podem variar de acordo com o tempo e economia do país.
No caso de um empréstimo, os juros estão relacionados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) que acompanha a
inflação. Desse modo, a pessoa passa a ter o valor das prestações alterado, normalmente, ficando mais caro mês a mês.

Quando se trata de um investimento pós-fixado, a taxa não é informada aos investidores previamente. Logo, será possível
saber a rentabilidade e retorno apenas acompanhando as mudanças nos índices da inflação.

JUROS PREFIXADO ou PÓS- FIXADO?

Quando uma pessoa pretende contratar um empréstimo de prazo mais longo muitas vezes surge a dúvida com relação a
optar por juros prefixados ou pós-fixados.

Como as taxas de juros prefixadas são definidas previamente, os juros e as parcelas são conhecidos na data da
contratação, é simples de analisar.

Já nos juros pós-fixados com não há previsibilidade nos juros, são fixadas taxas nominais mais baixas do que quando se
praticam os juros prefixados. Isso resulta em prestações iniciais mais baixas, dando a ilusão momentânea de que
empréstimos ou financiamentos a taxas pós-fixadas são mais baratos do que aqueles com taxas prefixadas.

Mas é impossível determinar a melhor opção no momento da contratação, já que não dá para prever o futuro. Então é
fundamental observar o valor da taxa de juros nominal oferecida em cada caso e, no caso da taxa pós-fixada, avaliar a
perspectiva da evolução futura da taxa referencial ou do índice de inflação associado.

Em tempos de instabilidade econômica a taxa de juros pós-fixada poderá representar um potencial problema futuro, já que
a TR ou índice de inflação poderiam subir substancialmente, incrementando de forma indesejável as parcelas do
empréstimo ou financiamento. Porém, com a inflação estável ou declinante, esta pode ser a opção mais vantajosa.

SEÇÃO 4 – TAXAS

As taxas bancárias são uma forma de pagamento por um serviço. Nos bancos, as taxas mais comuns são aquelas que
incidem sobre empréstimos - as taxas de juros - como no caso do cheque especial, empréstimo consignado e empréstimo
pessoal, entre outros.

4.1. Taxa SELIC

A taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia, instrumento principal
da política monetária utilizada pelo Banco Central para controle da inflação, influenciando todas as taxas de juros do país,
como por exemplo as taxas de juros e empréstimos.

A taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados nesse sistema corresponde à taxa Selic.
A taxa de juros pode ser entendida como o percentual aplicado ao valor do dinheiro inicial para verificar a variação do valor
do dinheiro ocorrida pelo tempo. O valor dessa taxa aplicada o dinheiro resulta no preço que os tomadores de empréstimo
pagam aos emprestadores para usarem um dinheiro que não é seu durante um determinado
período. É uma compensação pelo tempo que o dinheiro ficou emprestado. Os juros são o custo do dinheiro.

4.2. Taxa proporcional

A taxa proporcional sempre se refere a juros simples. Sendo que, é aquela taxa que cresce na mesma proporção de tempo.
Esse tipo é encontrado no regime de capitalização simples.

Se temos uma taxa de 1% ao mês. Qual sua taxa proporcional anual? Taxa Proporcional = taxa (i) x prazo (n)

Taxa Proporcional = 1 x 12

Taxa Proporcional = 12% ao ano É necessário apenas multiplicar.

4.3. Taxa Equivalente

Já a taxa equivalente cresce exponencialmente em relação ao tempo. Esse tipo é encontrado no regime de capitalização
composta.
E como descobrimos esta taxa?

Se antes era multiplicar, agora teremos que elevar, onde:

Temos uma taxa de 1% ao mês. Qual sua taxa equivalente anual?

Taxa Equivalente = [(1 + taxa) elevado a: prazo quero/prazo tenho – 1] x 100 Taxa Equivalente = [(1 + 0,01) elevado a 12/1
– 1] x 100
Taxa Equivalente = [1,1268 – 1] x 100
Taxa Equivalente = 0,1268 x 100 Taxa Equivalente = 12,68% ao ano

Em resumo, quando dizemos que as taxas são proporcionais, está implícito que tratamos do regime de capitalização
simples. Já, quando dizemos taxas equivalentes, usamos o regime de capitalização composta, ou seja, taxa de juros
compostas.

Diferentemente das taxas de juros proporcionais, as taxas de juros equivalentes possuem taxas diferentes em períodos
diferentes.

O cálculo da taxa de juros equivalente é utilizado na capitalização composta e é utilizada a seguinte fórmula:

Seguindo o mesmo exemplo acima da taxa proporcional, qual a taxa equivalente ao mês de um empréstimo com taxas de
juros de 12% ao ano?

Eq= [(1 + 0,12) ^ 1/12] -1


Eq = 0,94%

4.4. Taxa Nominal

Taxa nominal é o nome dado ao percentual de rentabilidade recebida por um investimento ou a taxa de juros pagos em uma
dívida por um determinado período. É esta a taxa que aparece quando vamos realizar.
Resumindo, a taxa de juros nominal ou aparente, corresponde ao valor percentual sem acréscimo de juros e inflação.

4.5. Taxa Efetiva

Taxa efetiva funciona como um cálculo de todo o percentual de taxa em uma negociação ou transação. Portanto, é um tipo
de soma de taxas que correspondem ao valor efetivo taxado em uma operação.

Ela corresponde ao valor real, por isso sempre apresentará divergência entre os juros nominais e efetivos, uma vez que o
nominal é um valor aparente e o efetivo é o valor real, tanto em empréstimos, financiamento ou investimentos.

SEÇÃO 5 – TARIFAS

5.1. TARIFAS

Tarifa é a cobrança de remuneração pela prestação de serviços por parte das instituições financeiras e demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Para a cobrança de tarifa, o serviço deve estar previsto no contrato firmado entre a instituição e o cliente ou ter sido o
respectivo serviço previamente autorizado ou solicitado pelo cliente ou pelo usuário e ainda tendo sido o serviço
efetivamente prestado pelo banco ou instituição.
As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil NÃO PODEM realizar
cobranças na forma de tarifas ou de ressarcimento de despesas:

5.1.1. SERVIÇOS ESSENCIAIS

As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil NÃO PODEM realizar
cobranças de tarifas pela prestação de serviços bancários ESSENCIAIS a pessoas naturais em conta de depósitos à vista e
de poupança.

ASSIMILANDO O CONHECIMENTO:

Podem ser cobradas tarifas em uma conta apesar da gratuidade em relação aos serviços essenciais?

Somente se o cliente utilizar os serviços além das quantidades gratuitas estabelecidas ou os serviços não listados como
essenciais.

5.1.2. SERVIÇOS PRIORITÁRIOS


A cobrança de tarifa pela prestação de serviços PRIORITÁRIOS a pessoas naturais deve observar a lista de serviços, a
padronização, as siglas e os fatos geradores da cobrança estabelecidos na Tabela I da resolução Nº 3.919.

ASSIMILANDO O CONHECIMENTO:

Cite alguns exemplos de serviços prioritários em que é permitida a cobrança de tarifa:

DOC e TED, exclusão do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF); e anuidade do cartão de crédito.

5.1.3. SERVIÇOS ESPECIAIS

A cobrança de tarifa pela prestação de serviços ESPECIAIS a pessoas naturais é admitida, considerando os serviços cuja
legislação e regulamentação específica definem tarifas as condições em que são aplicáveis, a exemplo de: crédito rural,
Sistema Financeiro da Habitação, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, entre outros.

ASSIMILANDO O CONHECIMENTO:
O que são serviços especiais?

São aqueles em que normas ou leis específicas definem as tarifas e as condições em que pode haver cobrança do serviço.
Exemplos: os serviços referentes às operações de microcrédito, ao crédito rural, ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH),
ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ao Fundo PIS/PASEP, e às contas-salário.
Há ainda os casos das tarifas relativas ao Pix.

5.1.4. SERVIÇOS DIFERENCIADOS

A cobrança de tarifa pela prestação de serviços DIFERENCIADOS a pessoas naturais é admitida, desde que explicitadas
ao cliente ou ao usuário as condições de utilização e de pagamento.

ASSIMILANDO O CONHECIMENTO:

O que são serviços diferenciados?

São serviços peculiares e objeto de uma contratação específica pelos quais as instituições podem cobrar tarifas pela
prestação desses serviços.
Exemplos: anuidade de cartão de crédito diferenciado; aval e fiança; envio de mensagem automática relativa à
movimentação ou lançamento em conta de depósitos ou de cartão de crédito; fornecimento de cópia ou de segunda via de
comprovantes e documentos.
SEÇÃO 6 – CUSTO EFETIVO TOTAL (CET)

6.1. CET – Custo Efetivo Total

As instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil, previamente à contratação de operações de crédito


e de arrendamento mercantil financeiro com pessoas naturais, com microempresas e empresas de pequeno porte, devem
informar o custo total da operação, expresso na forma de taxa percentual anual.

O CUSTO EFETIVO TOTAL (CET) dirá exatamente quanto custará o dinheiro pego da instituição no final do contrato com a
inclusão de juros, impostos e encargos.

O cálculo do CET deve abranger o valor do crédito a ser concedido e os valores a serem cobrados do interessado na
operação, considerando amortizações, juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas vinculadas à operação, conforme
as condições pactuadas, inclusive as relativas ao pagamento de serviços de terceiros contratados pela instituição de
responsabilidade do tomador, mesmo quando essas despesas não forem inseridas no valor do crédito concedido

A planilha de cálculo do Custo Efetivo Total (CET) deve explicitar, além do valor em reais de cada componente do fluxo da
operação, respectivos percentuais em relação ao valor total devido.

No cálculo do CET, não devem ser consideradas, se utilizados, taxas flutuantes, índice de preços ou outros referenciais de
remuneração cujo valor se altere no decorrer do prazo da operação, os quais devem ser divulgados junto com o CET.

No caso de operações de adiantamento a depositantes, de desconto, de cheque especial e de crédito rotativo, devem ser
considerados os seguintes parâmetros:

• o prazo de trinta dias;

• o valor do limite de crédito pactuado.

Nas operações em que houver previsão de mais de uma data de liberação de recursos para o tomador de crédito, deve ser
calculada uma taxa para cada liberação, com base no cronograma inicialmente previsto.

Observem a composição do CET:


Juros = valor cobrado pelo empréstimo de determinado recurso de uma parte credora para uma devedora. É uma espécie
de aluguel cobrado pela indisponibilidade do recurso para o poupador durante o período do empréstimo e pelo risco de
crédito da operação, isto é, do devedor não arcar com a devolução total do capital emprestado.

Tarifas = correspondem às cobranças feitas pelos bancos sobre as operações financeiras prestadas aos clientes, são
cobranças opcionais (taxas são obrigatórias).

Tributos = contribuição monetária imposta pelo Estado. Nas operações financeiras, o IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras) é um tributo recolhido ao Governo Federal em todo o tipo de operação de financiamento, empréstimo, troca de
moedas e contratação de seguros. Tem alíquotas variadas de acordo com o fato gerador e o banco ou instituição financeira
é um mero agente recolhedor desse tributo.

Seguro = O seguro prestamista garante o pagamento de prestações se isso não for possível devido a qualquer evento
coberto. Dessa maneira, em casos de inadimplência da pessoa que fez um empréstimo, os valores serão pagos pelo
seguro prestamista, de acordo com as coberturas contratadas.

Despesa de Operação = valor cobrado por taxas administrativas que envolvam a operação.
A instituição deve assegurar que o tomador, na data da contratação, ficou ciente dos fluxos considerados no cálculo do CET,
bem como de que essa taxa percentual anual representa as condições vigentes na data do cálculo.
Há regras também para que o CET (custo efetivo total) conste dos informes publicitários de operações destinadas à
aquisição de bens e de serviços, por pessoas naturais e por microempresas e empresas de pequeno porte.

Os informes publicitários devem conter, de forma clara e legível, além do CET e do referencial de remuneração a taxa anual
efetiva de juros do crédito ofertado.
As disposições acima referenciadas sobre o Custo Efetivo Total não se aplicam a operações de crédito rural e de repasses
de recursos externos.

EXEMPLO:

Suponha um financiamento nas seguintes condições:

Valor financiado: R$ 1.000,00

Taxa de juro: 12% ao ano ou 0,95% ao mês

Prazo da operação: 5 meses

Prestação mensal: R$ 205,73

Além desses dados, considere também a hipótese de pagamento a vista (sem inclusão no valor financiado) dos seguintes
valores:

Tarifa de confecção de cadastro para início de relacionamento: R$ 50,00


IOF: R$ 10,00

Para uma operação com essas condições, o CET calculado será de 43,93% ao ano ou 3,08% ao mês.
Assim, o valor do CET (43,93% a.a) é maior do que apenas da taxa de juros (12% a.a.)

SEÇÃO 7– CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES DOS EMPRÉSTIMOS

Diferente de antigamente quando só existia basicamente um método de cálculo de prestação, utilizando fórmulas manuais e
a boa calculadora, atualmente existem 4 métodos que são mais usados para calcular a prestação de um empréstimo ou
financiamento, que estão à disposição de todos:

EXEMPLO:
Supondo que se queira encontrar a prestação de uma geladeira que custa R$ 2.000,00 e que o financiamento será em 10
prestações iguais mensais (método price). A taxa de juros do financiamento é de 5 % ao mês (0,05).

Qual seria o valor da prestação?

Utilizando o EXCEL

⮚ Primeiro passo – Abrir uma planilha no Excel

⮚ Segundo passo – Entrar com os dados que possui na planilha

Célula A-1 – O valor da geladeira;

Célula A-2 – A quantidade de meses;

Célula A-3 – A taxa de juros.


⮚ Terceiro passo – Entrar na célula A-4 – com a seguinte fórmula

Quando você entrar com a fórmula, o Excel irá calcular a prestação de financiamento de forma automática.

O valor da prestação será então de R$ 259,01. Se alterar o número de parcelas, a taxa de juros compostos ou mesmo o
valor financiado, o Excel vai calcular a prestação de financiamento de forma automática. É muito fácil e prático!
Utilizando uma calculadora Financeira (HP-12C)

Uma das formas mais fáceis, e mais usadas, para se calcular a prestação de financiamento, como por exemplo o cálculo de
financiamento de veículo, é utilizando uma calculadora financeira. Dentre as calculadoras financeiras a mais utilizada e
conhecida é a HP 12c, uma das mais tradicionais e disponíveis online grátis em vários sites na internet.

EXEMPLO:

Supondo que uma pessoa está querendo comprar um carro no valor de R$40.000,00 em 36 prestações mensais. Supondo
também que a taxa de juros mensais do financiamento seja de 3% ao mês.

Qual o valor das prestações?

As teclas a serem usadas na calculadora são n, i, PV e PMT

Procedimentos para calcular a prestação:

⮚ digite 36 e clique em n

⮚ digite 3 e clique em i
⮚ digite 40000 e clique em PV

⮚ Clique em PMT

A calculadora irá calcular a parcela do financiamento de forma automática e aparecerá no visor o valor da prestação:
1.832,15. Também é bem fácil e prático!

Utilizando fórmulas (coeficiente de financiamento, por exemplo)

O coeficiente de financiamento é um número que ao ser multiplicado pelo valor a ser financiado irá gerar o valor de cada
prestação de um financiamento.

Pode ser encontrado através da fórmula:

EXEMPLO:

Seguindo o mesmo exemplo, em que uma pessoa quer comprar um carro no valor de R$ 40.000,00 em 36 prestações
mensais, com uma taxa de juros mensais do financiamento de 3% ao mês.

Utilizando o Coeficiente de financiamento.

⮚ Primeiro passo: Identificar o valor financiado, o número de prestações mensais (n) e a taxa de juros mensais (i);
⮚ Segundo passo: utilizar o Coeficiente, substituindo os símbolos pelos valores conhecidos;

⮚ Terceiro passo: Calcular a prestação – multiplicando o coeficiente encontrado pelo valor financiado para encontrar a
prestação.

Fazendo os cálculos teremos um Coeficiente de Financiamento de 0,045804.

Como o valor financiado foi de R$ 40.000,00, encontramos o valor da prestação multiplicando R$ 40.000,00 pelo
Coeficiente de Financiamento de 0,045804:
Valor da Prestação = 40.000,00 x 0,045804 = R$1.832,15. Este fator é fixo para 36 prestações e taxa de 3% ao mês.

Para se calcular o valor da prestação de outro valor financiado, com essa taxa e com 36 meses, basta multiplicar por este
fator.

Este método é muito utilizado para venda de automóveis.

O vendedor consulta uma tabela elaborada pelos bancos e encontra o Coeficiente de Financiamento a ser usado. Ele então
multiplica pelo valor financiado para encontrar a prestação.

Utilizando um simulador online

Existem inúmeros simuladores online (aplicativos) para cálculo de prestações de empréstimos, desde aqueles oferecidos
pelas instituições financeiras, governo e outros independentes. Neste método, basta colocar os valores conhecidos para
encontrar os desconhecidos.

EXEMPLO:
Seguindo o mesmo exemplo, onde uma pessoa quer comprar um carro no valor de R$ 40.000,00 em 36 prestações
mensais, com uma taxa de juros mensais do financiamento de 3% ao mês.

Usando um simulador online:

Entrar com o número de prestações em meses, a taxa de juros ao mês mensal e o valor financiado.

Qual o valor que você deseja financiar (em Reais)? *

Para quantos meses?

Qual a taxa de juros (% ao mês)? *

Valor prestação (em Reais):

Altere um dos valores de n, i ou valor financiado que o simulador irá apresentar automaticamente a prestação.
Altere o valor financiado para R$ 5.000,00 que você verá que ele irá calcular a prestação de R$ 229,02.

QUE MÁXIMO! PARABÉNS! SABEMOS QUE NÃO FOI FÁCIL...

JÁ PASSAMOS DA METADE DOS MÓDULOS!

AGORA SIM ESTÁ FÁCIL!

Você também pode gostar