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Daniel na Cova dos Leões: Ensinamentos e Contexto

Estudo Bíblico

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•O sucesso de Daniel

•A acusação dos sátrapas


•Os leões
•A vingança e o sucesso de
Daniel
Panorama Geral
O capítulo 6 começa onde
termina o capítulo 5. Dario
ascende ao trono e Daniel é
promovido. O ano é 529 a.C.
Uma coisa fica clara: o capítulo
6 é paralelo ao 3.

De acordo com Doukhan, ocorre


a “mesma construção de
palavras e as mesmas
frases...esse processo estilístico
sugere que Daniel enfrentará a
mesma experiência que os três
hebreus do capítulo 3”.
Panorama Geral
O Império Persa, que incorporou o dos medos, forma uma extensa área até
a parte norte dos babilônios. Estendia-se até a Ásia Menor, Líbia e Egito ao
oeste e o rio Indo e o Mar Aral ao leste.
Panorama Geral
Foi dividido em satrapias. Em Ester 8:9, são mencionadas 127 delas, mas
isso 50 anos depois da queda de Babilônia. Os sátrapas eram governadores
das aprovíncias, mas alguns acreditam que este número, de 120 em Daniel,
diga respeito aos administradores regionais.
Panorama Geral
Apesar da mudança de governo, Daniel continuou sendo bem visto e
respeitado. Interessante que o já idoso profeta continua com seu hábito de
adoração, como já tinha em toda a vida, e, por isso, acaba transgredindo
uma lei do país.

Evidentemente Daniel 6 é mais conhecido pelo espetacular livramento do


protagonista, mas há muito mais riqueza escondida neste impressionante
relato do capítulo.
¹Dario decidiu constituir cento e vinte sátrapas, para que administrassem
todo o seu reino.
²Sobre eles colocou três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais
esses sátrapas deveriam prestar contas, para que o rei não tivesse nenhum
prejuízo.
³Então o mesmo Daniel se destacou entre os demais presidentes e sátrapas,
porque nele havia um espírito excelente. O rei até pensava em colocá-lo
sobre todo o reino.

Daniel 6:1-3
⁴Então os presidentes e os
sátrapas começaram a procurar
um pretexto relacionado com a
administração do reino, para
poderem acusar Daniel. Mas não
conseguiram encontrar esse
pretexto, nem culpa alguma,
porque ele era fiel, e não se
achava nele nenhum erro nem
culpa.
⁵Então esses homens disseram:
— Nunca acharemos um
pretexto para acusar esse Daniel,
a menos que procuremos algo
relacionado com a lei do Deus
que ele adora.

Daniel 6:4,5
⁶Então esses presidentes e sátrapas foram juntos falar com o rei e disseram:
— Que o rei Dario viva eternamente!
⁷Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e
governadores concordaram em que o rei baixe um decreto e sancione um
interdito, ordenando que todo aquele que, nos próximos trinta dias, fizer um
pedido a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao senhor, ó rei, seja
jogado na cova dos leões.
Daniel 6:6,7
8 Portanto,ó rei, sancione o interdito e assine o documento, para que não seja
mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada.
9 E assim o rei Dario assinou o documento e o interdito.

Daniel 6:8,9
Verso 1 a 9
Tudo indica que a administração persa era dividida em satrapias e que,
sobre os sátrapas, havia pelo menos três presidentes. Um deles era
Daniel.
Verso 1 a 9
Dario tinha muita confiança em Daniel, a quem se atribuiu um
espírito excelente. Doukhan diz que “o rei está procurando se
apropriar e explorar o poder extraordinário que Daniel possui”.

Maxwell chama a atenção para o fato de que Deus honrou um


homem já idoso em uma nação estrangeira e contexto adverso.
Ele afirma que “Daniel se achava com 84 anos aproximadamente,
quando Deus o livrou dos leões famintos”.
Verso 1 a 9
A promoção dada pelo rei a
Daniel motivou inveja e ciúme
por parte dos sátrapas.
Doukhan vê neste gesto dos
persas uma nítida atitude de
antissemitismo. Ou seja, o
preconceito motivado por
questões étnicas.

Daniel era a melhor alternativa


para o inicial governo persa. A
solução encontrada foi forçar
o rei a criar uma lei que
atendesse aos seus interesses.
Verso 1 a 9
Importante observar que era uma lei que não poderia ser mudada.
Esta imutabilidade da lei dos persas é referida em Ester 1:19 e 8:8.

Estudiosos citam um outro exemplo deste tipo de lei dos persas. Foi
o caso de Dario III (336-331 a.C.). Ele condenou um homem à
morte, que sabia ser inocente. Arrependeu-se, mas constatou que não
era possível anular o que havia sido feito com autoridade real.
Verso 1 a 9
A arqueologia nunca chegou a encontrar alguma cova de leões no
local das ruínas babilônicas. Mas, segundo Maxwell, no seu livro, no
Marrocos ocorreu uma descoberta semelhante.
Verso 1 a 9
“A escavação no solo era
grande e quadrada, com um
pequeno muro protetor a sua
volta. Um muro de separação,
no qual havia uma porte que
comunicava ambos os lados,
dividia a cova em duas
seções. Os leões eram
mantidos num dos
compartimentos para que o
outro pudesse ser limpo”.
Verso 1 a 9
•Leão enjaulado sendo solto
para a caça, no reinado de
Assurbanipal, por volta de
640 a.C. (Assíria).

•Ilustra prática de capturar e


soltar leões para o esporte.
Não é difícil imaginar que
isso ainda era praticado nos
dias de Daniel. Ou pelo
menos que as instalações para
manter leões em cativeiro
ainda existiam.
¹⁰Quando Daniel soube que o
documento tinha sido assinado,
voltou para casa. Em seu quarto,
no andar de cima, as janelas
abriam para o lado de
Jerusalém. Três vezes por dia,
ele se punha de joelhos, orava, e
dava graças diante do seu Deus,
como era o seu costume.
¹¹Então aqueles homens foram
juntos até a casa de Daniel e o
encontraram orando e fazendo
súplicas diante do seu Deus.

Daniel 6:10,11
¹²Depois, se apresentaram ao rei, para
falar a respeito do interdito real.
Perguntaram ao rei: — Não é verdade
que o senhor assinou um interdito
ordenando, no espaço de trinta dias, que
todo homem que fizesse um pedido a
qualquer deus ou a qualquer homem e
não ao senhor, ó rei, fosse jogado na
cova dos leões? O rei respondeu: — Sim,
o interdito está em vigor, segundo a lei
dos medos e dos persas, que não pode ser
revogada.
¹³Então eles disseram ao rei: — Esse
Daniel, que é dos exilados de Judá, faz
pouco caso do senhor, ó rei, e do
interdito que o senhor assinou. Três
vezes por dia, ele faz a sua oração.

Daniel 6:12,13
¹⁴Ao ouvir isso, o rei ficou muito triste e decidiu livrar Daniel. Até o pôr
do sol, se empenhou por salvá-lo.
Então aqueles homens foram juntos até o rei e lhe disseram:
¹⁵— Lembre-se, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas que nenhum
interdito ou decreto que o rei sancionou pode ser mudado.

Daniel 6:14,15
16 Então o rei ordenou que trouxessem Daniel e o jogassem na cova
dos leões. O rei disse a Daniel: — O seu Deus, a quem você serve
continuamente, que ele o livre.
17 Foi trazida uma pedra e ela foi colocada sobre a boca da cova. O rei

selou a pedra com o seu próprio anel e com o anel dos homens
importantes do reino, para que nada se mudasse a respeito de Daniel.
18 Então o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e

não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e o sono


fugiu dele.

Daniel 6:16-18
Verso 10 a 18
Daniel seguiu sua conduta
normal de um homem de
oração. O fato de orar três
vezes por dia é referido no
Antigo Testamento.

¹⁷À tarde, pela manhã e ao


meio-dia, farei as minhas
queixas e lamentarei; e ele
ouvirá a minha voz.
¹⁸Em paz ele livra a minha
alma dos que me perseguem;
pois são muitos contra mim.

Salmos 55:17,18
Verso 10 a 18
•A oração de joelhos é identificada na Bíblia, assim como oração
sentada (Davi em II Samuel 7:18), inclinando-se (como Eliézer em
Gênesis 24:26) e em vários casos em pé (Ana – II Samuel 1:26).

•Sobre oração de joelhos, há referências, por exemplo, em Esdras 9:5,


Lucas 22:41 e Atos 7:60.
Verso 10 a 18
•O fato de orar com janelas abertas em direção à Jerusalém (ainda
que a cidade estivesse em ruínas) tem a ver com II Crônicas 6:36-39,
em uma grande oração de Salomão.

•Ali há menção de orar em direção a sua própria terra, falando do


cativo no exílio.
Verso 10 a 18
Mas a oração de Daniel não foi uma provação desnecessária?

Doukhan diz que “não são as circunstâncias que o forçaram a esse


estado de oração. Daniel se opôs à rigidez religiosa dos sátrapas com
a oração de um homem livre. Ele ora sem se importar com as
circunstâncias, sejam boas ou ruins. Para ele, a oração não é o último
recurso diante da doença ou da morte, mas parte de sua vida”.
Verso 10 a 18
O monarca persa se deu conta da armadilha em que os sátrapas o
colocaram. Eles o levaram a editar o decreto e, agora, a fazer com que
fosse cumprido. As referências a Daniel são sempre depreciativas, o
que mostra a má intenção da lei e o preconceito e inveja em relação ao
profeta hebreu.
Verso 10 a 18
•O Comentário Bíblico Adventista dá a entender que Dario já tinha
um conhecimento dos milagres divinos. Doukhan diz que o rei
recorreu à súplica religiosa como último recurso.

•Stefanovic lembra que alguns comentaristas acreditam que o rei


persa já tinha escutado algo sobre o maravilhoso livramento dos
amigos de Daniel da fornalha ardente.
Verso 10 a 18
Mas finalmente Daniel foi
atirado à cova com os leões.
Heródoto, historiador grego
do quinto século antes de
Cristo, afirma que havia uma
corda forte que prendia a
porta de pedra da cova. E
havia ali uma argila onde o
rei colocava seu selo. O
destino do profeta estava
selado.
Verso 10 a 18
Isso lembra a tentativea de
apagarem a voz do profeta
Jeremias, quando ele foi
jogado em uma cisterna cheia
de lama.
O etíope Ebede-Meleque,
empregado do rei Zedequias,
interveio para livrar o profeta.
Ele foi descido por cordas até
o local onde normalmente
usavam para guardar água da
chuva. (capítulo 38 do livro
de Jeremias)
¹⁹Pela manhã, ao romper o dia, o
rei se levantou e foi depressa à
cova dos leões.
²⁰Ao se aproximar da cova,
chamou Daniel com voz triste.
O rei disse a Daniel: — Daniel,
servo do Deus vivo! Será que o
seu Deus, a quem você serve
continuamente, conseguiu livrá-
lo dos leões?
Daniel 6:19, 20
²¹Daniel respondeu: — Que o rei
viva eternamente!
²²O meu Deus enviou o seu anjo
e fechou a boca dos leões, para
que não me fizessem mal algum.
Porque fui considerado inocente
diante dele. E também não
cometi nenhum delito contra o
senhor, ó rei.
Daniel 6:21, 22
Verso 19 a 22
•As palavras do rei revelam
que ele conhecia muito bem a
Daniel e ao Deus de Daniel.
O temente profeta do Senhor
reconhece que foi Deus quem
fechou a boca dos leões, ao
mandar Seu anjo.

•O livramento de Daniel
evidenciou sua fé e profunda
confiança em Deus. Mesmo
assim, ele reafirmou que não
cometeu qualquer delito, ou
que era inocente.
²³Então o rei, com muita
alegria, mandou que tirassem
Daniel da cova. Assim, Daniel
foi tirado da cova, e não se
achou nele ferimento algum,
porque havia confiado em seu
Deus.
²⁴O rei deu uma ordem, e
foram trazidos aqueles homens
que tinham acusado Daniel.
Foram jogados na cova dos
leões, eles, os seus filhos e as
suas mulheres. Ainda não
tinham chegado ao fundo da
cova, e já os leões se
apoderaram deles, e lhes
esmigalharam todos os ossos.
Daniel 6:23, 24
²⁵Então o rei Dario escreveu
às pessoas de todos os povos,
nações e línguas que habitam
em toda a terra: “Que a paz
lhes seja multiplicada!
Daniel 6:25
²⁶Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, todos
tremam e temam diante do Deus de Daniel.” “Porque ele é o Deus vivo
e que permanece para sempre. O seu reino não será destruído, e o seu
domínio não terá fim.
²⁷Ele livra, salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra. Foi ele
quem livrou Daniel do poder dos leões.”
²⁸Daniel prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o persa.
Daniel 6:26-28
Verso 23 a 28
•O rei pune provavelmente apenas os dois administradores principais
dos sátrapas e seus familiares. Evidencia que, apesar da confiança no
Deus de Daniel, ele ainda agia conforme a cultura predominante e o
modo de ser dos governantes.

•Não se pode dizer, também, que Dario reconheceu o Deus de Daniel


como o único e verdadeiro Deus, mas promulgou a obrigatoriedade
da reverência ao Deus do profeta.
Verso 23 a 28
O capítulo termina com algumas lições importantes para nós:

•Mesmo diante da inveja, da política suja, de decretos injustos,


Daniel foi fiel a Deus e pagou o preço por isso.

•Deus não poupou necessariamente o profeta de um momento de


profunda aflição, mas finalmente permitiu que ele não fosse morto.
Verso 23 a 28
•Nem sempre uma declaração de reconhecimento a Deus significa
uma mudança de atitude em relação a Deus. Podemos perceber isso
na vida do rei Dario.

•Deus pode usar uma pessoa idosa como Daniel em circunstâncias


absolutamente improváveis, porque Deus possui planos audaciosos
para muitos de nós.
Bibliografia consultada:
• Comentário Bíblico Adventista –
Francis Nichol
• Segredos de Daniel – Jacques Doukhan
• Daniel – Introdução e Comentário –
Joyce Baldwin
• Daniel – Wisdow to the wise –
Zdravko Stefanovic
• Uma nova era segunda as profecias de
Daniel – Mervyn Maxwell

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