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Emoções no Ensino e Aprendizagem

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EMOÇÕES E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO/APRENDIZAGEM

AZEVEDO, Dagmar Juliane H.de1


RU:2599813
SILVA, Caroline Vaz da2
RESUMO
Este trabalho de revisão bibliográfica buscou dados mais recentes referentes as emoções,
suas implicações e métodos educacionais para melhor desenvolvimento cognitivo do
aprendiz em diversos contextos. Diante de uma metodologia simples, porém amplamente
eficaz de levantamento de dados, adquirindo, portanto, conhecimento em torno do assunto
e explanação aos teóricos para formação acadêmica e profissional. Foi eminente artigos
científicos voltados a questionamentos entornando problemas, indicações e sugestões a
aperfeiçoar comportamentos e rendimento escolar, teóricos que acreditam no potencial e
desenvolvimento integral do ser. Algumas das emoções positivas e negativas foram
brevemente descritas como base de entendimento a levantar formas de ampliar estratégias.
A autorregulação a mais posta como ferramenta alinhada a autoconhecimento. Foi claro
apontamentos á vulnerabilidades, aspectos socioeconômicos, culturais e afetivos que
germinam as implicações no ensino/aprendizagem consequentes da crise emocional
global, de toda forma buscado por todos nos últimos anos a conceituada Inteligência
Emocional. Concepções Neurais, estímulos, socialização, relacionamentos na educação
formal ou informal do indivíduo aprendiz, como apropriação e multidisciplinariedade
funcionais foram exemplificados como práxis aos profissionais relacionados. Esses
aspectos favorecerão novas ações a promover bem estar, saúde emocional e intelectual
agregando o bom desenvolvimento individual e coletivo. Temas sempre em debates que
fluirão nos ambientes educacionais precisam ser amplamente divulgados e necessitam de
sistemas de apoio. Educadores aptos a observar, dar continuidade nas investigações das
causas e consequência, elaborações de planos em conjunto com equipe multidisciplinar.
Até aqui os estudos alcançaram objetivo de informação e compreensão.
Palavras-chave: Emoções. Cognitivo. Educação

1 INTRODUÇÃO

Estudos sobre a evolução do conhecimento sobre as bases neurais da cognição


humana, sua relação com o ensino/aprendizagem focados no tema emoções. Um conjunto
de análises teóricas. A educação para ser efetiva necessita sempre de embasamentos
teóricos com o objetivo maior de compreender o todo em linhas gerais, como o aprendiz

1
Aluno do Centro Universitário Internacional Uninter. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de
Curso 2021.(semestre)
2
Professor Orientador no Centro Universitário Internacional Uninter.
lida com suas emoções nos diferentes contextos e ao longo da vida. A percepção das
implicações no ensino/aprendizado serve de propulsor ao desenvolvimento cognitivo. Á
Formação profissional, pois cabe aos orientadores, professores questionamentos lineares.
Alcançar mais conhecimento na área da educação, aprofundar técnicas psicopedagógicas,
aliar o tema do trabalho de pesquisa a novas vivencias e experiências. Compreender todo
o processo de aprendizagem e o aprendiz. Em todos os níveis de aprendizagem, nos
ambientes formal ou informal, o qual o indivíduo se integra, com ênfase escolar.
Neste trabalho, coube nas sessões seguintes: as concepções das emoções bem
como suas implicações e atribuições quando bem geridas, fora estudado sob a vertente
Neurociência, Neuroeducação e novas ciências a entender dados comportamentais
individual e coletivo na aprendizagem, sensações, noção do próprio desenvolvimento
cognitivo, como se dá os processos neuroanatômicos e neurofisiológicos relativos à
emoção e a cognição na aprendizagem. Sendo um tema muito tratado ultimamente devido
as circunstâncias vividas do isolamento contra a pandemia, assim emoções e sentimentos
devem ser analisados no campo pessoal, no campo familiar, no campo profissional e
educacional. Todos com ampla relevância, no entanto, o conhecimento, mais propriamente
dito o ensino/aprendizagem sendo o foco aqui apresentado. O que afeta no ensino, os
meios a contornar obstáculos, e a aprendizagem realmente reconhecida no próprio ser que
o busca.
Diante de muitos artigos publicados foi percebido uma preocupação significativa
antes não tão explorada. Hoje se pensa como gerenciar as emoções, a importância da
compreensão das emoções acadêmicas, os processos educacionais que possam auxiliar
alunos e professores. Em si o que possa acarretar no desenvolvimento integral do indivíduo.
As referências literárias e artigos trouxeram síntese para iniciar reflexões e práticas de
modo desafiante das dificuldades em que seja no tocante conhecer a si mesmo, conhecer
o outro, conhecer como se aprende! Nesse sentido, pretende se compreender por onde
começar a docência, as implicações das emoções nos diferentes contextos, nos diferentes
espaços e níveis educacionais, idade das pessoas e trajetória ao longo da vida.
Com objetivo de contribuir na formação integral, e especialmente atrair olhares
sensíveis ao alunado ou aquele que aprende. Conceber novos rumos á educação de forma
saudável e humanizada traçando estratégias autorreguladoras que os alunos possam usar
nos contextos de aprendizagem. Todos aprendem de forma singular, de acordo com o
contexto, no individual como muito tem sido pela pandemia, no isolamento necessário, na
“socialização digital”, e adaptações decorrentes á aprendizagem e interação on line, sendo
a tecnologia parte dessas formas a adaptar e conseguir prosseguir com a educação.
Precisa, portanto, de um corpo docente interessado na apropriação das ferramentas
tecnológicas de maneira efetiva lembrando as limitações acerca dos alunos e os
sentimentos não percebidos através de uma câmera por exemplo em aulas on-line. O
acesso ao contexto familiar e pessoal do aprendiz são questões a serem particularmente
observadas, trabalhadas e jamais desapercebidas. São estes cuidados, a projetar
iniciativas práticas mais eficazes, duradouras e sendo otimista sem falsa utopia, uma
experiência multiplicadora no intuito de pôr em prática o aprendizado adquirido ao longo do
curso. A observação já nos é uma ferramenta educacional, para perceber a individualidade,
favorecer socialização e aprendizado, que deve ser feita com a responsabilidade a qual os
profissionais da área são designados. Um bom profissional da educação busca sempre
conhecimento em todos os âmbitos. Para todos a formação continuada deveria ser destino
certo. Verificar o trilhar, o desenvolvimento cognitivo e afetivo, conciliar compreensão e
desejo de êxito tanto ao profissional quanto aos alunos comumente.
Destacou se na pesquisa de teor científico revisado e qualitativo, benefícios a partir
das ações propostas promovendo relações educacionais efetivas. Segundo os autores
estudados as emoções podem vir a ser prejudiciais às aprendizagens e ao rendimento
escolar (BANDURA,2006 et al.) citados por Bzuneck (2018, p.2). Por isso a importância
desse estudo. Capacitar frente a demanda presente no país, embora sempre houvesse
atraso no desenvolvimento do sistema educacional, visto atualmente um olhar mais atendo
agora nos aspectos comportamental e afetivo do aprendiz. Muito comum ouvir críticas ao
sistema educacional brasileiro num esforço relativo, procurando novas práticas
estrangeiras, mas dados levantados de décadas atrás permearam e justificam as
alternativas eficazes justamente advindas de um contexto americano a exemplo, onde as
problemáticas das emoções são muitas, porém sutilmente relatadas nos dados.

2 CONCEPÇÕES TEÓRICAS SOBRE EMOÇÕES

Foram diversas vertentes a consolidar o tema deste trabalho. Através de fatores


físicos, biológicos, psíquicos e sociais a explicar a história do desenvolvimento humano de
Wallon, (1979) na perspectiva das interações entre as condições biológicas e vida em
sociedade, afetividade, sendo transformadora ao longo da vida, apoiado em Cericato, apud
Castanho (2008), que decorrem o assunto logo em sua introdução. Assim como Paulo
Freire (1996) com sua perspectiva progressista com novas práticas educacionais
libertadoras indispensáveis, se valendo a importância da autorregulação por BZUNECK
(2021) á chegarmos às emoções e discussões pertinentes.
Moraes (2020),contribui em tão atual das obras pesquisadas com seu livro
abastecendo de conhecimento em torno da neurociências das emoções para uma
compreensão de como se dá o processo cognitivo e as emoções no desenvolvimento
humano. Bem como a neurobiologia das emoções se fazem presentes no aprendizado. Os
autores a partir de Esperidião et al., inter-relacionam se com a concepção de crescentes
níveis de compreensão de aprendizagem na ótica de Valente (2005) a espiral, á face de
estudos inclinados a Piaget(1995).A teoria revolucionária de Daniel Goleman(2012),
complementou o estudo para mais e novas expectativas diante dos desafios na educação
e regulação das emoções .
Como há as emoções positivas, também há as negativas que afetam diretamente no
rendimento escolar, Mega et al., (2014) com forte predição e influências negativas sobre os
estudantes, motivação e aprendizagem autorregulada, com repercussão final no
desempenho. Eckert et al. ,(2016) assim em literaturas recentes relacionados inclusive com
comportamentos de procrastinação em estudos anteriores assim especificados, Steel
(2007) todos citados por Bzuneck (2018,pg 1062).Nesses e nos últimos estudos vem se
intensificando a Ansiedade mais examinada na Psicologia, proseguido envestigou se
também raiva,vergonha e tédio.
No trabalho de grande valor dos dados científicos feito pelo psicólogo Bzuneck(2018)
ele relatou o conceito geral de Ansiedade como sendo um estado de tensão e
desconforto,acompanhada de medo,por sua vez denominada em duas circunstâncias
ansiedade-estado e ansiedade-traço mantidos em diversos estudos atuais.

A primeira é uma emoção transitória, provocada por uma situação específica,


enquanto que a segunda é uma inclinação ou disposição crônica, que emerge
como estado numa grande variedade de situações. Nos contextos de
aprendizagem escolar, têm sido identificadas, como particularmente
frequentes, ansiedade em ralação à matemática e ansiedade nas situações
de prova por ex.[...] BZUNECK, 1991; CASSADY; JOHNSON, 2002;
ERTURAN; JANSEN, 2015; citados por BZUNECK (2018, p.5)

E deste modo para os autores (ZEIDNER, 2014,n.p.) et al, a prova denota a


ansiedade-traço com possível fatores adicionais como: o próprio contexto da prova,a
percepção de ameaça, a autopercepção de competência, padrões pessoais de
enfrentamento e de motivação e até habilidades de estudo Pekrun (2006),segundo
BZUNECK(2018, p.5).Observado nos experimentos com alunos, dificuldades, pressão em
avaliações, desenvolvido emoções acadêmicas habituais da ansiedade resultando em
alguns esquemas mentais procedimentais,estendendo se na ocorrência de nova prova ou
disciplina em questão,no estudo em si,inconscientemente o aluno evocando tal esquema
mental,daí a ansiedade.A literatura tem comprovado,consistentemente, e com frequência
alta ansiedade constituindo grande problema para muitos alunos, em todos os níveis de
escolaridade e contextos,produzindo efeito extenuante sobre os processos de
aprendizagem e seu rendimento, segundo BZUNECK(2018, p.6).
Os profissionais em diferentes contextos devem olhar o aprendiz de forma mais
específica em sua saúde,a se tratar das emoções afetando seu desempenho
escolar.Valendo ressaltar a Multidisciplinaridade para adaptar e fortalecer conteúdo e
engajar os aprendizes de tal forma a contemplar primeiro o bem estar e consequentemente
melhor desempenho. Evidenciar causas,compreendendo o processo individual do ser em
sua totalidade é essencial.Nem sempre é possível,assim interar nas literaturas as
vertentes de como se dá a aprendizagem.Sendo algumas delas: a
Neurociências,Psicologia,Psicanálise.

Como toda espiral, ela tem um ponto inicial, focal, e um ponto final indefinido,
que vai ser expresso aqui como um sonho – este provavelmente impossível
de ser atingido, mas que mantém a espiral em ação produzindo crescentes
níveis de compreensão e de aprendizagem.Valente (2005, p.12)

Inspirado em Piaget (1995) e Mantoan (1994),como tantos outros trabalhos de


pesquisas vêm contribuir para um pensamento positivo do que é o aprendizado, o quanto
circunda o desenvolvimento pessoal e social ao longo da vida. Ainda a ideia da espiral de
aprendizagem de Valente(2005) facilitou entender como a reflexão, proposta por Piaget e
a depuração, usada na computação (Papert,1980;n.p.Sussman,n.p.1975n.p.),vem
contribuir no desenvolvimento do pensamento do aprendiz, citado por Valente (2005,
p.73).Se bem mediada a tecnologia, os softwares educacionais propostos levará os alunos
á execuções e resoluções de problemas. Consequentemente propicia ao aprendiz três
níveis de abstrações, ditos pelos mesmos autores, ter fundamental importância no processo
de construção do conhecimento. A abstração empírica ou pseudo-empírica trabalha as
condições do objeto em questão,onde na primeira o aprendiz extrai informações do objeto
podendo assim alterar, se não gostar da sua cor no desenho,no segundo, após entender
se tratar de não ser um quadrado oque vê, por não ter quatro lados iguais,leva o então a
depurar o seu programa. Logo a abstração reflexiva torna possível ganho de construção
em seu aprendizado em suas atividades contínuas. Engloba inclusive reflexões, ou seja, o
projetar a um patamar superior, extraído antes de um patamar inferior. Piaget (1995)
conforme Valente (2005, p.67-68) explica- um ato mental definido por Piaget. As reflexões
favorecem o sistema nervoso, capacita as regulações emocionais postos nesta produção
conceitual.
Como breve descrição segue algumas das origens e efeitos causados pelas emoções:

Irritação ou raiva: o aluno sente ou atribui seu fracasso no rendimento escolar a fatores
incontroláveis e externos, ele verá a prova muito difícil ou que o professor esteja adotando
critérios incoerentes. (WEINER,1985). Conforme (BZUNECK(2018,p.4), e amplo estudo de
Pekrun et al. (2011),por (BZUNECK(2018,p.4) as emoções ditas aparecem positivamente
correlacionada com ansiedade e negativamente com a medida de esforço, na hora de
estudo, em sala de aula, e por ocasião de provas. As mesmas relações foram descobertas
no referente à emoção de desesperança. Ousaria complementar nem sempre alunos e
professores percebem, quase entendem como incapacidade. Ponto de partida ao próximo
tópico.

Vergonha ou humilhação: componente da baixa autoestima, atribuído ao desempenho


pobre ou de fracasso, à falta de capacidade na autopercepção de boa aplicação de esforço.
Capacidade considerada fator interno, estável e não controlável (WEINER, 1985), de modo
que a atribuição à sua falta explica o julgamento autodepreciativo. Turner, Husman e
Schallert (2002), citados por BZUNECK (2018, p.5). Os autores explicam da mesma forma
apontando vergonha, enquanto perdura, produz efeitos devastadores sobre a motivação e
sobre o desempenho. Contudo do próprio ponto de vista, ou seja, da experiência de
fracasso de sua interpretação, numa situação específica, a pessoa que se sente humilhada.
Ainda os estudos constataram que vergonha tem como fatores desencadeadores baixas
crenças de autoeficácia e alta ansiedade numa situação de prova.

Tédio: tem sido frequente objeto de estudo na literatura mais recente. Descrita como
emoção desagradável, marcada por desinteresse e baixa ativação (VOGEL-WALKUTT et
al., 2012) e como um estado de indiferença, languidez e apatia (CSIKSZENTMIHALYI,
1990), citados por (BZUNECK (2018,p.4),comum nos estudos em casa, principalmente
visto muito hoje no ensino remoto dada as circunstâncias do isolamento.
Seguindo com dados dos estudos de Nett, Goetz apud Hall (2011), citados por
BZUNECK (2018, p.4), estudantes do ensino médio relataram ter experimentado tédio em
58% do tempo em aulas de matemática. Para Pekrun et al. (2014), e vasta literatura, tédio
está associado a devaneios e à vontade de escapar dessa condição mediante
desengajamento, e em consequência, reduz os recursos cognitivos e motivacionais nas
aprendizagens, havendo evidências de o tédio se relacionar negativamente com o nível de
capacidade cognitiva dos alunos.
Os autores ( NETT, GOETZ; DANIELS, 2010; NETT et al., 2011; PEKRUN et al. 2002;
PEKRUN et al., 2014, TZE, DANIELS; KLASSEN, 2016).citados por BZUNECK (2018,p.5
vêm correlacionando consistentemente o tédio negativamente por um lado, e por outro, a
motivação,e estragéias adequadas de aprendizagem e desempenho acadêmico surgem
como “amparo” diga se de passagem,mas se o conteúdo não lhes for desafiador os
adolescentes muitas vezes se acham no controle conforme cada tarefa.Mas há ainda outra
linha de ideia de Pekrun et al. (2014) Ainda a teoria do controle- valorização explica duas
raízes do tédio::

(a) percepção de baixo controle pessoal na execução da atividade, porém,


em função de excessivo controle externo, e (b) a percepção de baixa
valorização daquela atividade, que aparece como irrelevante, sem
importância pessoal. Dados de pesquisa têm comprovado essas relações
(PEKRUN et al., 2014; TANAKA; MURAYAMA, 2014) citado por BZUNECK
(2018,p.5)

Os alunos podem ser postos a tais desafios onde desenvolverão estratégias como
exemplo mapa mental e tantas alternativas cognitivas estimulantes, desde que haja uma
preparação adequada, planejamento prévio e autonomia. Na educação deve haver
possibilidades para a produção individual de cada aprendiz. Ao entrar em uma sala de aula
ou em contato com o aprendiz em todos os contextos precisamos estar abertos a
indagações, à curiosidade, às perguntas, as inibições do ser pensante, questionador,
crítico, inquisidor, nossa tarefa é a de ensina, não de transferir conhecimento esclarece
nosso estimado Paulo Freire (1996, p.25) e no cap. 2 segui:

[...] não apenas precisa de ser apreendido por ele e pelos educandos nas
suas razões de ser –ontológica, política, ética, epistemológica, pedagógica,
mas também precisa de ser constantemente testemunhado, vivido. Freire
(1996,,p. 25)

Não se pode esgotar a prática docente, ao discursar o professor precisa se envolver


e envolver seus alunos. Todo o tempo buscar mais conhecimento de si, do outro, do mundo,
do contexto onde se vive e se aplica.Empatia e sensibilidade, resiliência em face á
enúmeras barreiras existentes em na sociedade.Assim também a tornar exemplo.
Professores podem e devem contribuir para a diminuição de situações eliciadoras
dessas emoções, de fazer ou anunciar/propagar julgamentos causais interpessoais levando
os alunos a desenvolver crenças atribuídas, desadaptadas, inadequadas às quais se
associam sentimentos de vergonha segundo BZUNECK (2018,p.7) Cabe aos mesmos
propiciar a regulação das emoções nos alunos, por muitas vezes estas perduram ou
importunam no estudo individual,por este e outros motivos com todos esforços pedagógicos
ainda assim justifica na ausência dos professores,nestes casos os alunos precisam ser
resilientes.Os chamados não resilientes em particular, da experiência, não viam clara
relação entre o que deveriam fazer para atingir os objetivos de vida, ou seja, faltava-lhes a
percepção de que metas futuras podem ser atingidas com persistente uso de estratégias
adequadas, que revelaram desconhecer. Assim revelam as pesquisas, técnicas que
focalizavam a emotividade combinadas com técnicas de tipo cognitivo, que incluíam treino
da atenção e modificação cognitiva. Esta última consiste em o aluno produzir diálogo interno
construtivo, que substitua o componente cognitivo de preocupação (ZEIDNER, 2014).
citado por BZUNECK (2018,p.10 e 7 ).Os autores enfatizam ser inapropriado termos
negativos do tipo: “não vou entrar em pânico quando começar a prova” ou, “mas
se...”descoberto em estudos experimentais, conclui-se trabalhar com a Teoria Social
Cognitiva a fim de perceber as diferenças individuais entre alunos, da diversidade, dos
diferentes contextos.
São variáveis as situações potencialmente estressantes na escola, e fora dela como
tem sido em nossos tempos, e o retorno podendo ser ainda mais, uma nova situação a se
preocupar com readaptação dos conteúdos, recuperação de certa forma da lacuna
conteudista, o ambiente em si, cuidados com a saúde, estado mental, físico e psicológica.
Assim toda a sociedade deve se empenhar em investigações sobre maneiras a ajudar os
alunos a desenvolverem autorregulação das emoções negativas devendo atender as
situações mais restritas. Isso também obviamente se aplica aos profissionais da educação
pois todos passam por desafios, readaptações que consiste em aprendizagem constante.
Os dias presentes causam incertezas á todos, de quanto se vai ganhar ou perder no
contexto educacional. A perceber a falta que a socialização causou, acarretando para uns
mais que para outros dificuldades na aprendizagem. Do mesmo modo podendo trazer
oportunidades infinitas. Todos dependem da socialização para se desenvolver
integralmente seja cognitivo seja emocionalmente, logo este tema vem aflorando aos
estudiosos. Prosseguir investigando os processos de aprendizagem em conjunto com os
processos anatômicos, fisiológicos e comportamentais é preciso, conhecer e entender
nosso cérebro, como registra, coordena e armazena as emoções.
Como já visto antes as emoções são respostas provocadas imediatamente por
estímulos de ordem negativa ou positiva. Essas respostas são divididas em três bases
principais: fisiológica, comportamental e cognitiva, sendo a primeira correspondente á: as
alterações pressão arterial, batimento cardíaco e temperatura. Já a segunda corresponde
as ações, movimentos, expressões entre outros, “a cognitiva se trata de processos de
pensamento, memória, interpretação da sensação subjetiva” e mais...caso queira se
aprofundar no livro Neurociências das emoções, Morais (2020,p. 27).Material de estudo o
qual contempla um bom entendimento norteador.
Os sentidos: audição, visão, olfato, tato, e paladar captam os estímulos externos
desencadeando todo um processo em conjunto com outros sistemas celulares, em que a
Física explica melhor, aqui servindo apenas como base de entendimento. Mas de tal
importância buscar saber um pouco do sistema nervoso e o processo de ação de cada
órgão e sistema do corpo humano, como ele funciona e aciona percepção, concentração e
memória fundamentais na aprendizagem. Para a sensibilização de quanto complexo se
torna a aprendizagem e as influências emocionais. Todos dependem de ativações de
substâncias contribuintes em sua especificidade, ao funcionamento, regulação e controle
do ciclo vital das ações como: pensar, agir, dormir, acordar e tantas outras tarefas que
necessitam de certa concentração de neurotransmissores para execução. Moraes (2020,
p.37). Se algumas dessas funções não ocorrem, então poderá surgir as intercorrências,
bloqueios ou as dificuldades cognitivas. Como se dá o processo das emoções e a
possibilidade da neuroplasticidade emocional será um norte nestes escritos. A saber:

[...]novas experiências, constroem-se novas redes neurais mediante


readaptação e aprendizagens. Todavia, é importante ressaltar que isso
ocorre não apenas por causa da estruturas biológicas, mas também em
razão de um ambiente estimulador. Moraes (2020, p.39)

Estimular é a palavra-chave para desempenhar as funções pedagógicas de encontro


a sensibilização com ênfase naquele aprendiz retardatário ou hipoteticamente defasado
aos demais, lembrando que com tudo cada um tem seu ritmo de aprendizagem e deve ser
respeitado. Ainda o autor Damásio (2015, p.115) citado por Moraes (2020, p. 39-40)
previne reflexão antes de tudo que através das expressões corporais e processo cognitivo
ocorre a ligação intrínseca, provocada por estímulos extrínsecos, desencadeando
alterações em ambos processos, que devem ser observadas. Só dessa forma será possível
ação de readaptar e trabalhar os estímulos necessários ao aprendizado em todos os
contextos, pois as mudanças do corpo relaciona se diretamente ás emoções e seus
processos psicofisiológicos. Se ater a forma de como o aluno aprende, sendo claro aos
novos processos, gerar novas interpretações, novas avaliações subjetivas, tão logo ao
mesmo pode ocorrer perda de interesse, “é como deixar de gostar de algum alimento” em
outras palavras a exemplificar o autor Moraes (2020,p. 44) e segue:

Gardner (1995) criou a teoria das Inteligências Múltiplas, independentes entre


si, as quais operariam em blocos separados no cérebro, obedecendo a regras
próprias:inteligência lógico-matemática, lingüística, musical, espacial,
corporal-cinestésica,intrapessoal e interpessoal. Woyciekoski, apud Hutz,
(2009,p. 2)

Os pesquisadores sempre em busca da compreensão da complexidade do cérebro


atuante pronunciam:
Em 1997, Sternberg salientou que uma das características mais importantes
da inteligência seria a capacidade de pensar de forma abstrata. Seguindo
esta premissa, Mayer, Salovey, Caruso e Sitarenios (2001) ressaltaram que
o raciocínio abstrato somente seria possível através de um input ou entrada
de um estímulo (informação) no sistema, de modo que diferentes inteligências
seriam definidas de acordo com o que entra e é processado no sistema. Os
autores argumentaram que a informação ingressante poderia ser de ordem
verbal, espacial, social e emocional, entre outras (WOYCIEKOSKI, s.d., apud,
HUTZ, 2009, p. 2)

Ou seja, tudo que captamos e absorvemos irá de encontro a forma de como


recebemos as informações, o ambiente, os relacionamentos e os sentimentos.
Poderia alongar o assunto á descrições do medo, da raiva, reações de luta-fuga, da
tristeza, emoção e razão no entanto devendo encurtar, apontando enorme gama no
referente assunto que se deva buscar mais informações alcançado certo conhecimento
com a “Neurobiologia das emoções” encontrado este artigo e tantos outros de suma
importância em sites confiáveis de cunho acadêmico científico .A Consciência das emoções
para o desenvolvimento intelectual partem de situações cotidianas, como pequena amostra
do que instrui a Teoria Revolucionária de Daniel Goleman. O livro de 2012 ainda uma
grande referência descreve como a incapacidade de lidar com as emoções pode minar a
experiência escolar,” diria”...“abafar” carreiras ou ainda “definhar” vidas. Prévia descrição a
exemplo de ótima leitura para explanar os objetivos lançados, contemplando os diferentes
contextos do indivíduo aprendiz sendo retomado após mais alguns dados descritos sob tal
análise.
Constatou-se que grande parte dos autores compreendem como Luria (1981) o
desenvolvimento da biologia e da cultura, historicamente. Defendida veemente o
funcionamento e desenvolvimento cerebral ocorrer a partir das interações complexas entre
fatores biológicos e sociais. (Fuentes et al;2014; Luria,1981) citados por Lopes (2020,p. 37-
38),o autor vai além reafirmando o dizer de Luria que o sistema nervoso é complexo e
desconstrói outras ideias de ser atribuição de um único órgão ou tecido, mas sim um alto
grau de plasticidade e de compensação, diferentes áreas cerebrais trabalhando em
conjunto. Resumidamente, todo o cérebro consiste funcionalidades em todas as partes de
do corpo bem como raciocínio, resolução de problemas, criatividade, julgamento, e tomada
de decisão e sobre tudo auto regulação das emoções, esta a fazer total sentido nos estudos
e conhecimento que deve alcançar para compreender melhor todo o indivíduo inserido no
ambiente onde se constrói ensino/aprendizado.
Nos estudos analisados de Bzuneck (2018,p.3) a Teoria das atribuições de
causalidade, de B. Weiner, e a Teoria controle-valorização, de R. Pekrun,- ambas têm
como foco o componente cognitivo básico das emoções, que consiste na avaliação de certa
situação, onde causalidades serão atribuídas a eventos de sucesso ou fracasso, explicitado
nas experimentações do âmbito escolar. O primeiro a pessoa experimentará satisfação e
felicidade, no seguinte, como resultado negativo sentirá frustração, tristeza, infelicidade.
Tendo ainda as causas internas ao próprio indivíduo como inteligência, esforço, podendo
afetar também ao contrário se não o perceber. Então nesse caso a teoria de controle-
valorização desperta o ser, refere-se o controle do próprio agir. No estudo de Pekrun et
al.(2002), citado por Bzuneck (2018 p.4) a exemplo, descobriram-se relações positivas e
significativas entre satisfação e esperança com a utilização de estratégias de elaboração,
organização, metacognição e pensamento crítico.

[...]por sua vez, mediante a modelagem das equações estruturais, mostrou


que o conjunto de emoções positivas influencia, de modo direto, a
autorregulação e os fatores motivacionais de autoeficácia e metas de
realização, sendo que, somente por meio dessas variáveis, as emoções
afetam o desempenho final. Mega et al. (2014),conforme descreve Bzuneck
(2018 p.4)

Para muitos autores as emoções positivas são motivadoras, já as emoções


negativas nessas amostras com estudantes universitários, apontam predição e influência
negativa sobre a motivação e aprendizagem autoreguladora ao final do desempenho.
Eckert et al. (2016),e em amostra similar de Steel (2007) conclui comportamento
de procrastinação e confirma Bzuneck (2018,p.4).
Ainda cabendo observação de citações não concretas sugestivas de meninas terem
mais ansiedade do que com os meninos, substancialmente não decorre a função de gênero.
O Ciclo de Ações e a Espiral de Aprendizagem de Valente ilustrou entre 1993/2001 como
o computador pode auxiliar o processo de construção de conhecimento. Sua tese de 2005
explica as mudanças possíveis graças aos estudos á procura de aprofundar a compreensão
do papel da reflexão no processo de construção de conhecimento apresentadas então no
artigo. Tem sido fundamental nos dias de hoje a importância das tecnologias auxiliando a
aprendizagem.

[...] cognição – o processo de conhecer – é muito mais amplo do que a


concepção do pensar, raciocinar e medir, pois envolve a percepção, a
emoção, e a ação, tudo que constitui o processo de vida.(Moraes, 2003)
citado por Valente (2005,p. 71-72)

Em vários esforços o autor e pesquisador precisou analisar a complexidade que é a


aprendizagem, em ilustração de diagrama o autor originou sua tese descrevendo seu
próprio desafio:

Considerei que o fato de o diagrama utilizar somente a cabeça do ser humano


e não o corpo ou o “coração” poderia deixar entender que havia um privilégio
do aspecto cognitivo, deixando de lado uma outra dimensão importante, isto
é, o aspecto afetivo, emocional. Assim, o diagrama foi refeito, procurando
colocar a imagem de uma pessoa, com cabeça e coração, que usa o
computador em vez de somente a cabeça, como havia sido originalmente
concebido. (Valente,2005, p.72)

Havendo uma preocupação com a emoção e a afetividade presentes no processo


educacional que englobariam segundo o autor outros aspectos, artigos e teorias por ele
citado sobre interdisciplinaridade da Profa. Ivani Fazenda, inter-relação afetivo-cognitivo
Profa. Maria Cândida Moraes, a teoria da complexidade Morin (1997) autopoiese de
Maturana apud Varela (1995;1997),discutidas para se fazer entender que a cognição não
é única estrutura responsável pela construção do conhecimento, como já concebido em
outros diálogos apresentados ,nosso sistema nervoso, emoções intrínseca e extrínseca,
todos os processos corporais, contexto social indicam e influenciam no
ensino/aprendizagem. Desta forma Morim conceitua: “O circuito espiral do remoinho é, de
facto,o circuito que se fecha abrindo-se e, assim, se forma e se reforma” (1997, p.197).por
Valente(2005,p.72).Alerta em tempos presente comumente, onde a sociedade desde
tempos, além da cultura, mídias e algumas escolas reforcem ou conduzem as atitudes de
receptor-passivo.Sendo o indicado e apropriado efetivamente desenvolver e dispor aos
alunos aprendizagem contínua de vida (lifelong-learning mindset) propõe Valente(2005,p.
95).Propiciar ambos caminhos de forma complementar e não antagônica para o sujeito se
tornar efetivo aprendiz. A função da escola é justamente esta, de facilitar e proporcionar
estratégias aprimorando e adequando as atividades especialmente planejadas conforme
assunto abordado. E de modo geral já descrito, em todos os contextos de aprendizagem
focar na afetividade, inter-relação, vínculo, adotando atitudes humanizadoras e
libertadoras. Onde os aprendizes se tornem criativos, seguros e confiantes de si, resilientes,
críticos e participativos.
As novas raizes da ciências a partir da neurociências, neuroeducação entre outras
antes mencionadas,contribuem aos avanços significativos em torno das emoções
descobrindo as implicações no ensino/aprendizagem. Mas a se inclinar para a importância
da interdiciplinariedade onde o tema convoca educadores em especial. Medeiro( 2017,p.
22) verificou bem, que no passado as emoções eram vistas como causadoras principais de
perturbações ou distúrbios apesar de servir como alerta á todos. No entanto este trabalho
com intuito de elencar a atualidade tão vivida expressamente ao tema, foi de suma
importância analisar seus avanços. Contudo as pesquisas de Bower(1981) citado por
Medeiro(2017 p.33). já apontavam as controvérsias e implicações nos processos de
informação causadas pelas emoções, e dita os sentimentos serem mais profundos. Uma
das principais descobertas da psicologia referencia as emoções positivas ao bem
estar,ajuda nos sentir melhor assim como recuperar se das adversidades, se por numa
espiral ascendente de bem-estar emocional contrariando a espiral descendente para a
depressão (Akhtar,2012,p 56) citado por Medeiros( 2017 p. 33).
Discorrendo muito sinteticamente nos registros de entrevista de Medeiros foi
evidenciado influências aos professores irritados quanto a falta de concentração dos
alunos. A inter-relação é uma via de mão dupla. Atitudes desencadeiam “atitudes”!
Dificuldades em gerir emoções, afetividade, valores, gentilezas, e reflexões foram
categorias expostas. Cada um com suas necessidades precisam trabalhar em conjunto
para construir estratégias dada a dimensão social que a educação envolve. Os professores
precisam ensinar seus alunos a regular suas emoções, e sobretudo regular as de si próprios
a concluir como hipótese sobre análise da pesquisa citada, em contexto geral, mas sem
que se generalize.
O sentimento é a emoção filtrada por meio dos centros cognitivos do cérebro,
produzindo as mudanças fisiológicas já mencionadas anteriormente e reafirmando Daniel
Goleman (2012) em seu livro atualíssimo. A introdução já instiga a pensar o quanto o
assunto percorre o mundo e principalmente como ele mesmo se admira dos educadores se
apropriando, as escolas aderindo a causa alinhando metodologias renovadoras no
currículo. O autor também afirma cientificamente sobre seus estudos:

Ajudar as crianças a aperfeiçoar sua autoconsciência e confiança, controlar


suas emoções e impulsos perturbadores e aumentar sua empatia resulta não
só em um melhor comportamento, mas também em uma melhoria
considerável no desempenho acadêmico. Goleman (2012, p.11)

A partir do SEL’‘ aprendizado social e emocional” programas anunciados pela


UNESCO, á 140 países que receberam relatório contendo 10 princípios básicos á promove
los. E gerando estudos avaliativos de metanálise de 668 de programas de SEL do pré ao
ensino médio, conduzida por Ross Weissberg, dirigente da Cooperativa de Aprendizado
Acadêmico,Social e Emocional(CASEL,em inglês) a própria organização que leva o SEL ás
escolas de todo mundo.Os dados mostram mais de 50% das crianças tiveram progresso
em seu desempenho,mais de 38% melhoraram suas médias, escolas mais seguras por
conseguinte 28% de queda de má comportamentos,suspensões 44%e outros atos
disciplinares 27%.Aumentou as presenças, enquanto 63% já apontam comportamentos
significativamente mais positivos.Estes foram dados extraídos a introdução da obra de
Goleman ( 2012,p.11),onde o autor explica grande parte das melhoras podem ser atribuídas
veemente a neuroplasticidade citadas anteriormente neste singelo trabalho.
A empatia também é uma ferramenta, quanto mais alimentada pelo
autoconhecimento, ou seja conhecer se acerca de nossas próprias emoções, mais
entenderemos os sentimentos alheios, subscrito de Goleman (2012,p.118 e 119) Perceber
o aprendiz, em suas necessidades e individualidades trará possibilidades de
desenvolvimento cognitivo antes afetivo. E para ocorrer precisamos saber interpretar canais
não verbais, posto que as emoções nem sempre são faladas e sim gestuais, expressões e
outros sinais. Dados levantados por Goleman (2012,p.250) e de suas pesquisas
apresentaram problemáticas vividas pelas crianças dos Estados Unidos, vistas sutilmente
no dia a dia consideradas por ele talvez mais reveladores de todos,”um barômetro direto da
queda nos níveis de competência emocional “ - expressa. Mas antes cita também a maior
causa de invalidez entre adolescentes ser psicológica. Depressão severa ou branda por
exemplo afetam um terço dos adolescentes; [...]. Além de avaliações de pais e professores
afirmar indicadores: retraimento ou problemas de relacionamento social, ansioso ou
deprimido, ou problemas de atenção de raciocínio, delinquente ou agressivo... são
tóxicos,envenenam a infância e abrangem déficits de aptidões emocionais. Estudos
constataram taxas de mesmo nível ou piores em todo o mundo. Emergindo ações drásticas
dos governos, instituições e sociedade.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na pesquisa analisada e revisada compreende uma preocupação crescente e


animadora sobre um olhar mais exigente aos alunos e ambiente saudável para um
desenvolvimento integral do ser, e contínuo. Teóricos concordam quase que unanimes na
ruptura da desigualdade, pois as adversidades da vida desde crianças em suas
vulnerabilidades implicam sob teses muito fortes, no rendimento escolar. Pesquisas
qualitativas embasaram esse texto a encontrar compreensão dos dados e circunstâncias.
Concepções mais abrangentes em torno das emoções conferem êxito nas tratativas
de alcançar conhecimento de causa e ações pertinentes, vividas ao longo dos estudos
científicos, por décadas se discute de forma a transformar realidades mais sólidas. Ajustar
famílias inteiras, educadores e sociedade. Como se aprende e possíveis impedimentos no
ensino/aprendizagem foram bem relacionados sobre o olhar das neurociências fatores
sociais, biológicos e os processos cognitivos.Também as habilidades de
autoconhecimento, auto regulação propícios dentro do contexto educacional favorecedor
de ganhos aos alunos e educadores. Os profissionais da área da educação precisam se
impor e favorecer ambientes agradáveis a essas interações mais necessárias de
afetividade. Visto que a consciência das emoções é fator essencial para o desenvolvimento
da inteligência do indivíduo. No entanto além da sensibilidade exigida a capacitação
profissional se faz presente uma vez que há crescente demanda.
A sociedade está se debruçando vagarosamente na importância da atuação de
especialistas e profissionais como Psicólogos e Psicopedagogos atuantes nos processos
de desenvolvimento humano, acolhimento, intervenções a permear qualidade de vida e de
ensino. Neste sentido devemos perpetuar a ideia e divulgar ou solicitar aos órgãos
educativos a criar espaços como observado pequeno crescimento significativo mas
necessitado de ampliação principalmente difundir a ideia na rede pública de ensino das
escolas tradicionais. No objetivo maior de trabalhos mais efetivos a agregar currículo mais
enriquecedor de inclusão de planejamento, estrutura e pessoal apropriando se ás
Dificuldades/Transtornos/Déficits/Excepcionais, Espectros e tantas Síndromes ainda
desconhecidas, porém fatores muitíssimos prejudiciais ao desenvolvimento afetando o
emocional dos que precisam auxílios e os devem ter por direito. Se resguardando á leis,
para retomar á emoções e concluir numa definição geral, que um impulso neural ocorre
impelindo um organismo para a ação, e os sentimentos diferencia se conforme observado,
diante de um estado neuropsicofisiológico mais adendo por (Freitas-Magalhães,2007,p.27).
citado por Wikipedia (2021).As expressões e os sentidos nos ajudam quando não o
fazemos verbalmente, porém ainda assim temos dificuldades em expressar nossos
sentimentos e emoções, da mesma forma precisamos perceber essa dificuldade nos outros
e ajudar sem ser evasivo, e atentarmos se nos comprometermos. A educação é o viés da
comunicação, compreensão e afetividade a promover o ensino/aprendizagem.
As experiências vividas na prática favorecem as teorias e aperfeiçoarão novas
práticas.Com intuito de progredir pessoalmente no contexto de formação e levar ao
alunado, aprendizes, famílias e equipe pedagógica oportunidades de reflexão, crítica
construtiva, desejo de melhorias, ajudando-os a se sentir realmente motivados, a todo
sistema educacional, tornando-o mais humanizado, aprendizes mais competentes e
confiantes, á transformar a sociedade. Trabalhar a ansiedade, depressão e demais
emoções permitirá descobertas em que o indivíduo poderá construir seu caminho, trilhando
novas formas de aprender. Este trabalho assim almejou instigar as possibilidades, que
foram similares a uma sementinha.

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