Lista de Exercícios – Segundo Reinado
1) (UFMG) Considerando-se o II Reinado brasileiro, é correto afirmar que
a) a alternância, no comando do Estado, entre os dois principais partidos do período expressava o poder e a
vontade política do Imperador.
b) a dissolução do Conselho de Estado, à época, foi compensada com a criação do cargo de Presidente do
Conselho de Ministros.
c) a eliminação do Poder Moderador para a implementação do parlamentarismo "às avessas" estabilizou,
então, o regime.
d) o fortalecimento das elites locais nas Províncias permitiu, então, que fossem aprovadas leis de caráter
descentralizador.
2) (FGV-SP) (…) visando aumentar a renda do Estado, em um momento de consolidação do sistema
imperial, o liberalismo alfandegário foi abandonado em prol do protecionismo aduaneiro. (…) O ministro da
Fazenda tinha em mente aumentar a carga fiscal do Estado, aspecto que foi bem recebido pela Câmara. A
nova lei (…) estabeleceu que os tributos sobre os produtos de importação subiriam de 15% para 30% (caso
não houvesse similar nacional) ou 60% (caso o artigo fosse produzido no país).
(Rubim Santos Leão Aquino et al, Sociedade brasileira: uma
história através dos movimentos sociais)
No contexto do Brasil Império, o trecho apresenta
a) a Lei de Terras.
b) o Tratado de 1827.
c) a Bill Aberdeen.
d) a Tarifa Alves Branco.
e) a Lei Eusébio de Queirós.
3) (PUC Minas) Segundo Sérgio Silva, “No começo da segunda metade do século XIX, a produção de café
toma proporções muito importantes: a cifra se aproxima de 3 milhões de sacas em média por ano. A partir
da década de 1870, e sobretudo a partir de 1880, quando a produção média anual ultrapassa os 5 milhões
de sacas, o café torna-se o centro motor do desenvolvimento do capitalismo no Brasil.”
(SILVA, Sérgio. A expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil.)
Pode-se apontar como fator responsável por esse aumento de produtividade:
a) o aporte de grande capital internacional para o financiamento da safra.
b) a diminuição da produção colombiana de café provocada por problemas climáticos.
c) o uso intensivo de trabalho escravo na produção e beneficiamento do café.
d) crescimento dos mercados externos consumidores do produto, o que estimulou o crescimento da
produção interna.
4) (UPE - 2016) A rica literatura sobre a Insurreição Praieira ensina que sua história tem início na década de
1840, quando apareceu, em Pernambuco, uma dissidência do Partido Liberal, mais conhecida pelo apelido
de “Partido Praieiro”.
CARVALHO, Marcus J. M. de. Os nomes da Revolução: lideranças populares na Insurreição
Praieira, Recife, 1848-1849. Revista Brasileira de História, São Paulo, V. 23, nº 45, pp. 209-238, 2003. (Adaptado)
Esse movimento insurrecional teve como principal(ais) característica(s) sociopolítica(s) a
a) configuração de um movimento militar de caráter republicano.
b) defesa da emancipação do Brasil com o apoio dos comerciantes.
c) batalha pelo fim do regime escravista e a liberdade de imprensa.
d) manutenção do poder das elites e a repressão aos comerciantes.
e) luta contra oligarquias locais e certa influência do socialismo utópico.
5) (UFMG) Auguste de Saint Hilaire, naturalista francês, realizou inúmeras andanças pelo Brasil entre 1816
e 1822. De volta à França, ao publicar seus relatos de viagem, afirmou, intrigado, que “havia um país
chamado Brasil, mas absolutamente não havia brasileiros”.
Considerando-se essa reação de Saint Hilaire e as dificuldades que marcaram a definição da identidade
brasileira, é correto afirmar que elas se explicam porque
a) o grande número de índios, negros e mestiços fazia com que a brasileira não fosse capaz de formular
um projeto de emancipação política.
b) a baixa densidade populacional do país, que, resolvida com a vinda dos imigrantes estrangeiros, gerou a
sensação de que essa população não seria, de fato, brasileira.
c) o processo de construção de uma nação brasileira foi difcultado pela força das identidades regionais
formadas durante a colonização portuguesa.
d) a Independência foi uma conquista dos portugueses, especialmente os comerciantes estabelecidos no
Brasil, o que dificultou a afirmação da cidadania dos brasileiros.
6) (Mackenzie 2010) “Ao longo do Império, a economia do país foi se tornando cada vez mais complexa,
aprofundando sua inserção no capitalismo, sem contudo perder sua condição de periferia.”
Afonso de Alencastro Graça Filho e Douglas Cole
Libby, A economia do império brasileiro.
Corroborando a afirmação acima, considere I, II e III a seguir.
I. O café, apesar de ter recuperado a economia brasileira durante o 2º Reinado, manteve uma estrutura
agrícola de Plantation, predominante desde nosso período colonial.
II. Apesar da relativa recuperação de nossa Balança Comercial, o Brasil manteve sua tradicional posição na
Divisão Internacional do Trabalho.
III. O surto de industrialização decorrente da assinatura da Tarifa Alves Branco (1844) garantiu nosso
superavit primário, com as exportações de bens de consumo não duráveis.
Assim,
a) somente I e III estão corretas.
b) somente II e III estão corretas.
c) somente I está correta.
d) I, II e III estão corretas.
e) somente I e II estão corretas.
7) (FGV) O conhecimento da industrialização no Brasil, isto é, das formas particulares da industrialização no
Brasil, deve estar, explícita ou implicitamente, apoiado na análise das relações entre o café e a indústria. E a
análise correta dessas relações é impossível se considerarmos café e indústria como elementos opostos. É
indispensável reunir café e indústria como partes da acumulação de capital no Brasil; mais precisamente,
como partes das novas formas de acumulação cuja formação encontra as suas origens na década de 1880
a 1890.
(Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil)
No contexto do Brasil da passagem do século XIX para o XX, acerca das relações entre a produção cafeeira
e a indústria, é correto considerar que
a) o avanço da produção industrial foi inversamente proporcional ao crescimento da produção cafeeira, uma
vez que a entrada de recursos derivada da exportação de café era reaplicada apenas na produção cafeeira.
b) a ampliação do trabalho livre permitiu que parcelas dos capitais acumulados fossem investidas nas
atividades industriais, desse modo, a economia cafeeira e a indústria fazem parte de um mesmo processo
de desenvolvimento.
c) os empresários ligados à produção e exportação do café tinham representação política hegemônica e
seus interesses eram defendidos pelo Estado brasileiro, que impedia a inversão de capitais cafeeiros na
indústria.
d) os interesses dos cafeicultores e os dos industriais eram excludentes, visto que, com a expansão
cafeeira, as maciças exportações desse produto atrapalharam os investimentos na indústria.
e) a exportação cafeeira atrelou o comércio externo brasileiro às importações de produtos industrializados
da Europa e dos Estados Unidos, impedido o desenvolvi- mento da indústria no Brasil antes de 1930.
8) (UFLA - MG) Com base no contexto do café na história brasileira, analise as afirmativas a seguir e, a
seguir, assinale a alternativa correta.
I. A dinâmica da produção e da cultura do café, em especial no Vale Paraíba, no século XIX, obedeceu a
padrões já encontrados na economia colonial, como, por exemplo, o latifúndio.
II. O Oeste paulista, além da mão de obra escrava, pôde atrair mais facilmente o imigrante, principalmente
após 1850.
III. A expansão do café no século XIX propiciou a dinamização de um conjunto de modernizações, como
bancos, estradas e ferrovias.
IV. O café, introduzido no país em 1727, no atual Estado do Pará, adapta-se no Sudeste, especificamente
em São Paulo, a partir de 1760, onde inicia sua expansão para as outras áreas da região.
a) Apenas as alternativas I, III e IV são corretas.
b) Apenas as alternativas I, II e IV são corretas.
c) Apenas as alternativas II, III e IV são corretas.
d) Apenas as alternativas I, II e III são corretas.
9) (UFG – GO) Leia o trecho da monografia a seguir:
Só agora principia o Brasil a sentir-se como um Todo Unido. Ainda restam muitos preconceitos entre
as Províncias: estes devem ser aniquilados por meio de uma instrução judiciosa; deve-se procurar provar
que o Brasil alcançará o seu mais favorável desenvolvimento, se chegar, firmes, os seus habitantes na
sustentação da Monarquia, a estabelecer, por uma sábia organização entre todas as Províncias, relações
recíprocas.
MARTIUS, Carlos Frederico Ph. de. Como se deve escrever a história do Brasil. In:
Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, n. 24, jan. 1845, p. 402. Disponível em:
<www.ihgb.org.br/rihgb/rihgb1844t0006.pdf>. Acesso em: 5 out. 2010. [Adaptado]
O viajante europeu Martius notabilizou-se por definir o modo como se deveria escrever a história do Brasil,
em uma monografia publicada em 1845. A perspectiva política que modela seu olhar sobre a organização do
território brasileiro indica que
a) a autonomia provincial representaria a base ordenadora da sociedade brasileira.
b) a organização das províncias resultaria das experiências descentralizadoras do período regencial.
c) a formação de um Estado Nacional decorreria das relações recíprocas estabelecidas no período
colonial.
d) o regime monárquico conduziria à unidade territorial, necessária ao desenvolvimento da jovem nação.
e) a unidade territorial levaria ao fim dos preconceitos entre as raças formadoras da nacionalidade.
10) (PUC – Campinas -Sp – 2017) O setor fabril já se fazia notar, não só em São Paulo, como também em
Campinas e Piracicaba, produzindo tecidos, chapéus e calçados. As casas de fundição colocavam à
disposição serras, bombas, sinos, prensas e ventiladores (...). As narrativas de viagem, gênero de escrita
muito apreciado por autores e leitores, registravam dessa nova sociedade as impressões colhidas em
trânsito e dispostas em painel.
(FERREIRA, Antonio Celso. A epopeia bandeirante. Letrados, instituições e invenção histórica
(1870-1940). São Paulo: Editora Unesp, 2002, p. 78-79)
As cidades mencionadas, que assistem ao surgimento de pequenas indústrias nas últimas décadas do
século XIX, apresentavam em comum
a) grandes concentrações urbanas provenientes da intensa imigração europeia, que as transformou nas três
maiores cidades da região e contribuiu para a instalação de comerciantes e empreendedores responsáveis
pelas primeiras indústrias paulistas.
b) oligarquias rurais endinheiradas, que compartilhavam ideais republicanos, abolicionistas, nacionalistas e
que investiam parte substantiva de seu capital em indústrias voltadas para seu próprio consumo de artigos
de luxo.
c) rápido desenvolvimento econômico proveniente do acúmulo de dividendos gerado pela produção cafeeira
baseada no latifúndio e no trabalho escravo, que despontara nessas e em outras cidades do Vale do
Paraíba, repercutindo no desenvolvimento fabril.
d) ousados investimentos do empresário Barão de Mauá, que, juntamente com negociantes ingleses,
fundou inúmeras indústrias fabris e construiu ferrovias, modernizando a região e garantindo o rápido
escoamento da produção.
e) ricos agricultores latifundiários e o acesso facilitado por linhas férreas que se expandiram vigorosamente
a partir de 1860, no oeste do Estado, momento em que a região se consolida como polo cafeeiro após o
declínio das fazendas situadas no sudoeste do Rio de Janeiro.
11) (Unicamp - SP) O imperador D. Pedro II era um mito antes de ser realidade. Responsável desde
pequeno, pacato e educado, suas imagens constroem um príncipe diferente de seu pai, D. Pedro I. Não se
esperava do futuro monarca que tivesse os mesmos arroubos do pai, nem a imagem de aventureiro, da qual
D. Pedro I não pôde se desvincular. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e
estabilidade ao país era muito grande. Na imagem de um monarca maduro, buscava-se unificar um país
muito grande e disperso.
(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz, As barbas do imperador: D. Pedro II,
um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91)
a) Segundo o texto, quais os significados políticos da construção de uma imagem de D. Pedro II que o
diferenciava de seu pai?
b) Que características do período regencial ameaçavam a estabilidade do país?
12) (Unesp) O texto seguinte se refere a um esforço de implantação de fábricas no Brasil em meados do
século XIX.
Não se pode dizer (...) que tenha havido falta de proteção depois de 1844. Nem é lícito considerar
reduzido seu nível (...) Não se está autorizado, portanto, a atribuir o bloqueio da industrialização à carência
de proteção. O verdadeiro problema começa aí: há que explicar por que o nível de proteção, que jamais foi
baixo, revelou-se insuficiente.
(J. M. Cardoso de Mello. O Capitalismo tardio, 1982.)
a) Qual foi a novidade da Tarifa Alves Branco (1844), comparando-a com os tratados assinados com a
Inglaterra em 1810?
b) Indique duas razões do "bloqueio da industrialização" ao qual se refere o autor.
13) (UFG-GO) Senhores, é tempo de cuidar, exclusivamente – notai que digo exclusivamente – dos
melhoramentos materiais do país. Não desconheço o que se me pode replicar, dir-me-eis que uma nação
não se compõe só de estômago para digerir, mas de cabeça para pensar e de coração para sentir.
Respondo-vos que tudo isso não valerá nada ou pouco, se ela não tiver pernas para caminhar. O Brasil é
uma criança que engatinha; só começará a andar quando tiver cortado de estradas de ferro.
ASSIS, M. de. Evolução. Os melhores contos. Seleção de
Domício Proença. São Paulo: Global, 1997, p. 239-240. [Adaptado].
Publicado no início do século XX, o conto incorpora o discurso evolucionista. A comparação sugere um
processo de crescimento no qual a nação é tomada como metáfora do corpo humano. Se as estradas são
pernas,
a) identifique a principal região cortada pelas estradas de ferro e o produto que era transportado;
b) explique os limites impostos ao crescimento da economia nacional.
14) (Enem) Viam-se de cima as casas acavaladas umas pelas outras, formando ruas, contornando praças.
As chaminés principiavam a fumar; deslizavam as carrocinhas multicores dos padeiros; as vacas de leite
caminhavam com o seu passo vagaroso, parando à porta dos fregueses, tilintando o chocalho; os quiosques
vendiam café a homens de jaqueta e chapéu desabado; cruzavam-se na rua os libertinos retardios com os
operários que se levantavam para a obrigação; ouvia-se o ruído estalado dos carros de água, o rodar
monótono dos bondes.
(A ZEVED O , Aluísio. Casa de pensão. São Paulo: Martins, 1973.)
O trecho, retirado de romance escrito em 1884, descreve o cotidiano de uma cidade, no seguinte contexto:
a) a convivência entre elementos de uma economia agrária e os de uma economia industrial indica o início
da industrialização no Brasil, no século XIX.
b) desde o século X V III, a principal atividade da economia brasileira era industrial, como se observa no
cotidiano descrito.
c) apesar de a industrialização ter-se iniciado no século X IX , ela continuou a ser uma atividade pouco
desenvolvida no Brasil.
d) apesar da industrialização, muitos operários levantavam cedo, porque iam diariamente para o campo
desenvolver
atividades rurais.
e) a vida urbana, caracterizada pelo cotidiano apresentado no texto, ignora a industrialização existente na
época.
Gabarito
1) a
A questão aborda as estruturas políticas vigentes no período do Segundo Reinado. A alternativa correta, A,
lembra que o sistema partidário era controlado pelos liberais e conservadores, que se revezavam no poder
de acordo com o interesse do monarca Pedro II, manifesto mediante o Poder Moderador. Essa estrutura
bipartidária foi fundamental para a manutenção do controle político do imperador, visto que os dois partidos
disputavam o controle da máquina do Estado, deixando de contestar a figura de Pedro II. Esse cenário
somente se modificou com a criação do partido Republicano a partir de 1871
2) d
A questão analisa um dos aspectos econômicos de maior destaque do Segundo Reinado: a decretação da
Tarifa Alves Branco no ano de 1845, responsável por aumentar as taxas alfandegárias do país. Cabe
ressaltar que o texto de abertura da questão relembra que o aumento da arrecadação foi um dos principais
estimulantes para a publicação do novo decreto, e o senso comum costuma relacionar a Tarifa apenas ao
processo de industrialização do Brasil. Dessa forma, deve-se compreender que o surto industrializante pós-
Tarifa Alves Branco é um efeito involuntário ou, ao menos, secundário da medida imperial.
3) d
A questão analisa um dos fatores que justificaram o aumento da atividade cafeeira no Brasil, no final do
século XIX. A alternativa correta, D, relembra que a expansão do mercado externo, seja estadunidense ou
europeu, foi fundamental para a ampliação da lavoura de café na região Sudeste do Brasil e,
consequentemente, para todo o processo de modernização econômico-industrial posterior e para a
consolidação do poder político na região.
4) e
Imbuída do fervor da Primavera dos Povos, conjunto de revoluções ocorridas na Europa em 1848, a
Insurreição Praieira, também denominada por Revolução Praieira, foi uma rebelião provincial contrária ao
poder das oligarquias latifundiárias, que reivindicava, entre outros, o voto livre e universal, o fim do sistema
de recrutamento militar, a nacionalização do comércio – até então predominantemente nas mãos dos
portugueses – e a instauração da República. Apesar do caráter liberal, os revoltosos não apoiavam a
abolição da escravidão. Desse modo, as alternativas A, B, C e D estão incorretas. A única alternativa
correta, E, acerta ao afirmar a influência do socialismo utópico, ideário presente na Primavera dos Povos.
5) c
A questão enfatiza as impressões obtidas por um estrangeiro ao percorrer o Brasil nos primeiros anos do
século XIX. A ideia contida na afirmativa “havia um país chamado Brasil, mas absolutamente não havia
brasileiros” referencia a gigantesca diversidade econômica e social existente na região colonial,
aprofundada pela ausência de mecanismos efetivos de integração cultural e territorial, criando uma estrutura
interna marcada pelas inúmeras distinções entre diversas regiões, explicando os anseios regionais de
autonomia vigentes no Brasil, no século XIX. Dessa forma, a alternativa C é a mais apropriada.
6) e
A questão analisa os traços econômicos do Brasil durante o Segundo Reinado. As afirmativas I e II,
consideradas verdadeiras, relembram o papel primário-exportador que o Brasil assumiu ao optar por uma
economia dedicada ao plantio do café. A alternativa III, incorreta, tratou a Tarifa Alves Branco como
estimuladora das exportações. Essa afirmativa é falsa, pois a Tarifa contribuiu para o aumento da
arrecadação do Estado Imperial e para a redução das importações brasileiras. Assim, a melhor resposta
para a questão é a alternativa E.
7) b
A alternativa correta, B, busca elucidar o texto de introdução, que enfatiza o vínculo existente entre a
atividade cafeeira e a industrialização do Brasil no final do século XIX. A integração das duas atividades está
relacionada à acumulação de capital originada da venda do café e direcionada ao desenvolvimento da
atividade industrial brasileira. O Investimento na atividade industrial não era realizado pelo cafeicultor, mas
por setores econômicos dinâmicos que aproveitavam a disponibilidade de recursos financeiros
armazenados nas casas bancárias.
8) d
A questão busca apresentar uma série de afirmativas acerca do desenvolvimento da lavoura cafeeira no
Brasil Império. A única alternativa que se mostra inverossímil é a D, pois apresenta uma inconsistência ao
afirmar que o plantio do café na região do Sudeste se iniciou a partir de 1760 – item V -, visto que a cultura
cafeeira na região somente se manifestou na primeira metade do século XIX.
9) d
As relações do governo imperial com as províncias foram fundamentais para a manutenção da unidade
territorial do Brasil. O conturbado Período Regencial, marcado por tentativas emancipatórias regionais, foi
substituído pelo Segundo Reinado, cujo esforço central do jovem imperador era garantir a unidade da
nação, tanto pela negociação quanto pelo ânimo repressor. Assim, compreende-se a alternativa D como
base para o entendimento do texto de introdução da questão.
10) e
As cidades paulistas localizadas no Oeste do Estado de São Paulo, nomeadamente São Paulo, Campinas e
Piracicaba, onde surgiram pequenas indústrias já nas últimas décadas do século XIX, apresentavam em
comum, como afirma a alternativa E, ricos agricultores latifundiários e acesso facilitado por linhas férreas
que se expandiram vigorosamente a partir de 1860 – em especial durante a chamada Era Mauá, quando se
investiu, de maneira privada, no transporte ferroviário e no desenvolvimento do setor fabril -, momento em
que a região se consolida como poli cafeeiro após o declínio das fazendas situadas no sudoeste do Rio de
Janeiro.
11)
a) A construção da imagem de um imperador maduro e comprometido com a causa da nação seria
fundamental para a obtenção do respeito de todos os setores da sociedade, promovendo a estabilidade
política tão necessária ao país. O projeto de difusão dessa imagem também visava a distanciar o jovem
Pedro II da memória política das ações impetuosas e polêmicas que caracterizavam seu próprio pai, o
monarca Pedro I. Dessa forma, a imagem de D. Pedro II seria associada à capacidade de deliberação, de
diálogo com os diversos atores políticos da sociedade brasileira. Seria enfatizada a imagem de um político
conciliador, em oposição ao enfrentamento característico de Pedro I.
b) A época das Regências apresentou a eclosão de movimentos separatistas que ameaçavam promover a
fragmentação do país, como é o caso da Farroupilha no Sul do País. Além disso, o período foi marcado pelo
avanço de movimentos populares que passaram a ser temidos pelos setores da elite, como foi o caso da
Cabanagem (Pará), da Balaiada (Maranhão) e do Movimento de Malês (Bahia). As divergências políticas
entre setores favoráveis e desfavoráveis ao processo de descentralização do poder completam o quadro de
instabilidade do período, em conjunto com a ausência da figura do monarca, capaz de conferir ordem e
unidade à nação.
12)
a) A Tarifa Alves Branco aumentava a taxa para os produtos importados com relação aos tratados assinados
com a Inglaterra em 1810. Em outras palavras, consistia na elevação das tarifas alfandegárias ao mínimo de
30% e ao máximo de 60% para todos os produtos importados; o Tratado de Comércio e Navegação de 1810
estabelecera uma tarifa de 15% para os produtos britânicos, 16% para os lusitanos e 24% para os de outros
países.
b) A falta de investimentos das elites aristocráticas em novos bens de consumo e a falta de trabalhadores
livres e assalariados que constituíssem a base do mercado consumidor são dois fatores que explicam o
bloqueio da industrialização no Brasil oitocentista.
13)
a) A principal região cortada pelas estradas de ferro, nos princípios do século XX, foi a Sudeste, em especial
o estado de São Paulo, cujas linhas estavam associadas à expansão cafeeira de exportação.
b) Como os grandes barões de café controlavam a maior parte da economia nacional e estavam pouco
dispostos a reinvestir o capital na produção de bens de consumo, era necessário que o Estado se
dispusesse a bancar grande parte das importações, o que acarretou constantes crises por desequilíbrio
econômico.
14) a
A questão analisa os aspectos econômicos vigentes no Brasil do século XIX. A ideia central é ressaltar que
o desenvolvimento industrial brasileiro, iniciado na segunda metade do século XIX, conviveu com a
economia tipicamente agrária, orientada pelo plantio do café. A coexistência desses elementos, o arcaico e
o moderno, configurou o perfil econômico do período, conforme aborda a alternativa A.