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Mecanismos de Ação e Resistência a Antibacterianos

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Agentes antibacterianos: *nes s e ca s o, é mel hor que o fá rma co tenha alta toxicidade

seletiva (ma s nem sempre é pos s ível por ca us a da res i s tênci a


Mecanismos de ação e resistência a dqui ri da )
*questão de prova: o que é mais indicado: um antibi óti co com
a l ta ou ba i xa toxi ci da de s el eti va ? Al ta .
 Espectro de ação – podem ser de restrito e amplo
espectro. Antibiótico de espectro restrito é usado
em casos que já se sabe informações sobre a
bactéria causadora, por isso deve ser específico.
Já os de amplo espectro são utilizados em casos
sem informações específicas, assim o antibiótico
afetará uma ampla variedade de bactérias.
*Uma desvantagem desse espectro são os pos s ívei s efei tos na
 Primeiro antibiótico: Alexander Flemming
mi crobi ota norma l do nos s o orga ni s mo
observou que o crescimento da bactéria
Staphylococcus aureus foi inibido em uma área Mecanismo de ação
que circundava a colônia de um bolor que havia dos antimicrobianos antibacterianos
contaminado a placa de Petri
*O fungo possuía a lgo que i mpedi a o cres ci mento da ba ctéri a
 O bolor foi identificado como Penicillium notatum,
e seu composto ativo, isolado logo em seguida, foi
chamado de penicilina
 Essa descoberta foi importante na época de
guerra, uma vez que os soldados geralmente
tinham infecções (como pneumonia)
 Resistência a antibióticos - procura de novos
antibióticos

Terminologia

*qua l tem ma i s a l ta s el eti vi da de? O 1 ou 4? o 1( s íntes e da


 Antibiótico – compostos naturais oriundos de
pa rede), pois a parede é específica da bactéria, evitando prejuízos
outros organismos principalmente fungos e as
na nos s a cé l ul a e a tua ndo s omente no mi cro rga ni s mo
próprias bactérias (com atividade antimicrobiana)
*gera l mente us a do pa ra s i nôni mo de a nti ba cteri a no  Inibição da síntese da parede celular:
 Quimioterápico – foram feitas mudanças  Maioria focados no peptideoglicano
químicas nos antibióticos e eles passaram a se
chamar dessa maneira (não era mais uma
molécula natural, mas ainda com ação antibiótica)
*a ntes o termo antibiótico era muito genera l i za do, us a do pa ra
a nti vi ra i s e a nti fúngi cos
*l i teratura brasileira aborda as divisões ma s nã o es ta ri a erra do
encontrar em outras fontes o termo antibiótico s endo usado para
a l gum ti po de a nti vi ra l
 Antimicrobiano – termo usado para abordar
todas essas categorias
 Toxicidade seletiva – capacidade de ser  Penicilinas: ligação às PBPs (proteínas ligadoras
prejudicial para o microrganismo, mas não para o de penicilina - importantes para a formação do
hospedeiro peptidioglicano)
*pa ra a nti ba cteri a nos é neces s á ri o encontra r a l go que s eja Penicilinas naturais: penicilina G, penicilina V,
di ferente nesse organismo para ser o alvo s em ca usar da nos nos penicilina benzatina (benzetacil)
hos pedei ros
Penicilina semissintética: meticilina, oxacilina
*s ã o peni ci l i na s na tura i s modi fi ca da s qui mi ca mente
Penicilina de espectro estendido: ampicilina,  Membrana plasmática muito parecida com a da
amoxilina bactéria
*era m melhores para gram-positivas, ma s a gora s ã o boa s pa ra  Antibacteriano comum: Triclosano
gra m-nega ti va s ta mbém *encontrado gera l mente em s a bonetes , pa s ta de dente, etc
Carbapenemos: imipenem
Monobactamos: aztreonam Isoniazida: espectro restrito; só funciona em
Cefalosporina: cefalotina, ceftazidima micobacterias, especificamente o ácido micólico
*es ses antibióticos existem com mui ta s gera ções por ca us a da Platensimicina, Polimixina B, Bacitracina e
cres cente resistência das bactéria s a el es , por i s s o a i ndús tri a
Daptomicina
fa rma cêutica modi fi ca pa ra tenta r fugi r des s es meca ni s mos

 Polipeptídeos: interferem com precursores do  Inibição da síntese de ácidos


peptidioglicano (ácido murânico e ácido nucleicos:
glicosamina)  Poucos antibióticos por causa da semelhança
entre enzimas e proteínas, como DNA girase e
Bacitracina e Vancomicina
RNA polimerase
 Antimicobacterianos: impedem a formação da
parede celular específica das micobactérias  Rifamicina: inibe a síntese de RNAm
Rifampina – RNA polimerase
Isoniazida e Etambutol

 Inibição da síntese proteínas:  Quinolonas e fluoroquinolonas: inibem a DNA


 Toxicidade seletiva menor girase
 Geralmente tem atuação nos ribossomos Ácido nalixídico, ciprofloxacina, gatifloxacina,
Cloranfenicol, clindamicina e metronidazol - moxifloxacina
ligação a 50s
 Inibição do metabolismo ou
antimetabólitos:
 Aminoglicosídeos: ligação 30s (subunidade do
 Metabolismo exclusivo bacteriano - metabolismo
ribossomo bacteriano)
do ácido fólico
Estreptomicina, gentamicina, neomicina
 Ácido fólico: importante na gestação
 Inibem a síntese de ácido fólico nas bactérias
 Tetraciclina: interfere na ligação do tRNA ao
*Al ta toxicidade seletiva porque não produzimos esse compos to,
mRNA entreta nto exi s tem poucos des s es a nti bi óti cos
Doxiciclina, minociclina e tigeciclina
 Sulfonamidas
 Macrolídeo: impede a formação de polipeptídeo Trimetropim-sulfametoxazol e Dapsona
(túnel 50s)
Eritromicina, claritromicina, azitromicina Determinação da Atividade e Espectro

 Estreptogaminas: ligação 50s (resistência a *pega r amostra do paciente e dizer qual bactéri a é res pons á vel
pel a i nfecçã o
vancomicina) * di zer qua l o tra ta mento neces s á ri o
Quinupristina e a dalfopristina * fei to por mei o de técni ca s a nti bi ogra ma

 Oxazolidinonas: entre 50s e 30s (resistência a


vancomicina)
Linezolida

 Dano à membrana plasmática


 Bloqueio na produção de ácidos graxos da
membrana
*concentração necessária pa ra a ca ba r com 99% da s ba cté ri a s , Sinergismo antibiótico
debel a ndo a quel a i nfecçã o e Antagonismo antibiótico
*dos es superiores a o MIC para garantir que aquela concentra çã o
chegue por i ntei ra no s íti o neces s i ta do

 Técnica de Disco-difusão/ Kirby Bauer:

*Di s cos de pa pel embebi do com uma s ol uçã o com uma *s i nergismo: uso combinado ajuda na elimi na çã o da s ba ctéri a s
determi na da concentra çã o (mi c) *a nta goni s mo: um des fa vorece a a tua çã o do outro
 Como é feito? *i ndiferença : qua ndo um a nti bi óti co nã o s erve pa ra a quel a
ba ctéri a ; nã o fa z di ferença
Utilizar meio de cultura padronizado chamado
Muller Hinton que favorece o crescimento de
Resistência aos antimicrobianos
microrganismos; utilizar um swab e embeber na
solução de bactérias do paciente; posteriormente 1. Produção de enzima que destrói o fármaco.
deve-se inocular no meio de cultura em 3 direções 2. Modificação da permeabilidade ao fármaco.
diferentes. Após isso, é necessário pegar os discos *a contece mui to com gra m-nega ti va
de antibióticos e com uma pinça colocar na placa 3. Desenvolvimento de um alvo estrutural alterado.
de petri e incubar. 4. Desenvolvimento de uma via metabólica alterada
*Medi r o res ul ta do e a na l i s a r com uma ta bel a que desvia da reação inibida pelo fármaco.
5. Elaboração de uma enzima alterada para
• E-test: desenvolver a função afetada pelo fármaco.

 Uma tira plástica contém um gradiente de


concentrações de um determinado antibiótico, e
o MIC pode ser avaliado a partir de uma escala
impressa na tira plástica
*mi c: ul ti ma concentra çã o que i ni bi u a ba ctéri a Origem não genética da resistência aos fármacos:
*va nta gem em tratamentos que podemos controlar a quantidade
de a nti bi óti cos us a da no pa ci ente  Estágio metabólico ativo (multiplicação). (ex.: caso a
ba ctéri a nã o es teja s i nteti za ndo pa rede cel ul a r)
 Ausência do alvo
 Não penetração do agente microbiano

Limitação da resistência aos antimicrobianos:

1 – Manutenção de níveis suficientemente elevados


nos tecidos para inibir a população de
*mi cs pa ra ca da mi crorga ni s mo
*s e esse antibiótico fosse liberado na indústria, seria indicado pa r microrganismos. (ex.: de 12 em 12h)
qua l microrganis mo? Mi crorga ni s mo A, poi s a s ba ctéri a s s ã o 2 – Administração simultânea de dois fármacos que
el i mi na da s em pequena s concentra ções do a nti bi óti co não apresentem resistência cruzada retardando o
aparecimento de mutantes resistente ao outro
fármaco. (exceções como infecções no hospital e
pacientes graves)
3 – Evitar a exposição de um microrganismo a um
fármaco, em especial os valiosos, principalmente em
hospitais. Limitação do uso. (antibióticos de uso
hospitalar para bactérias mais resistentes)

Perigos do uso indiscriminado:

 Sensibilização generalizada da população


 Alterações da microbiota normal do corpo com
desenvolvimento de doenças em consequência da
“superinfecção”
 Toxicidade direta do fármaco
 Mascaramento da infecção grave sem erradicá-la
 Desenvolvimento de populações de
microrganismos resistente aos fármacos,
substituindo a população sensível sobretudo em
ambientes saturados de antibióticos (hospitais)
 Faringite e infecções respiratórias são na maioria
das vezes causadas por vírus (gera l mente i nfecçã o
ba cteri a na há forma çã o de pl a ca na ga rga nta )
 Dosagem: toda a prescrição deve ser seguida a
risca. Tomar todos os comprimidos!!!!
Porque??????? Primeiras doses – eliminação das
bactérias mais susceptíveis. Doses subsequentes –
eliminação dos mais resistentes.
 Nunca utilizar antibióticos de maneira profilática
(s ó em ca s o de ci rurgi a )
 Nunca utilizar antibióticos quando não prescritos
 Cuidado na prescrição: antibióticos teratogênicos,
pacientes alérgicos, etc
 Antibiótico deve penetrar no local da infecção
 Efeitos colaterais tóxicos – observação do estado
do paciente
 Tempo de administração:
estreptomicina – lesão no nervo auditivo
cloranfenicol – anemia
todos – destruição da microbiota

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