0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações39 páginas

Precalculo

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações39 páginas

Precalculo

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAIBA

CENTRO DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA E SAÚDE


COORDENAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA

NOTAS DE AULAS DE PRÉ CÁLCULO

GÁBIO STALIN SOARES ALMEIDA

ARARUNA - PB

1
Sumário

1 Conjuntos Numericos e Números Reais 4


1.1 Conjuntos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.1.1 Subconjuntos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1.2 Operação entre conjuntos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2 Conjuntos Númericos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.2.1 Números Naturais, Inteiros, Racionais e Irracionais . . . . . . . 7
1.2.2 Números Reais R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.2.3 Potênciação e Radiciação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

2 Polinômios e Fatoração 12
2.1 Polinômios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.1.1 Adição e Subtração de Polinômio . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.1.2 Produto dois polinômio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2 Fatoração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.2.1 Fatoração de polinômios usando produtos notáveis . . . . . . . . 14
2.2.2 Fatoração de Trinômio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.2.3 Fatoração por agrupamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

3 Expressões fracionários e Equações 16


3.1 Expressões fracionários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.1.1 Domı́nio de uma expressão algébrica . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.1.2 Simplificação de expressões racionais . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.1.3 Operações com expressões racionais . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3.2 Equações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.2.1 Equação Linear . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.2.2 Equação Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

4 Inequações 20
4.1 Inequações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.1.1 Inequações lineares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.1.2 Solução de inequações com valor absoluto . . . . . . . . . . . . 21
4.1.3 Inequações Quadráticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22

5 Função 23
5.1 Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
5.1.1 Domı́nio, Contradomı́nio e Imagem . . . . . . . . . . . . . . . . 24
5.1.2 Gráfico de uma função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

2
5.1.3 Propriedades de uma função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5.1.4 Função Par e Função Ímpar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5.1.5 Função Composta e Função Inversa . . . . . . . . . . . . . . . . 26
5.2 Função Afim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2.1 Função Constante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2.2 Função Identidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2.3 Função Afim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
5.3 Função Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.3.1 Gráfico da Função Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.3.2 Zero da Função Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

Referências Bibliográficas 39

3
Capı́tulo 1

Conjuntos Numericos e Números


Reais

Nesse capı́tulo será reservado para o estudo dos Conjuntos Numericos e Números
Reais.

1.1 Conjuntos
Na Matemática, um conjunto é uma coleção de elementos. Por exemplos:
1. Conjunto das vogais do nosso alfabeto:
V = {a, e, i, o, u}.

2. Conjunto dos números pares maiores do que zero:


P = {2, 4, 6, 8, ...}.

Os elementos de um conjunto pode ser determinado por um regra, por exemplo:


Conjuntos dos números impares:
I = {x ∈ I : x = 2k + 1}.
Podemos fazer duas relações entre elementos e conjuntos, do seguinte modo:

• ∈ : pertinência, dizemos que um elemento x pertence ao conjunto A, se x é um


elemento do conjunto A, simbolicamente temos
x ∈ A.

• ∈/ : não pertinência, nesse caso é uma negação do item acima, ou seja, se x não
é um elemento do conjunto A, então x não pertence ao conjunto A, ou seja
x∈
/ A.

Observação:

• Elemento : Será represantado em geral, por letras minúsculas.


• Conjunto : De modo geral, um conjunto será representado por letras maiúsculas.

4
1.1.1 Subconjuntos
Sejam A e B dois conjuntos, se todos os elementos de A pertence ao conjunto B,
então, o conjunto A é um subconjunto de B, ou seja, A ⊂ B, leia-se, A está contido
em B. Por outro lado, se nenhum A não é um subconjunto de B, dizemos que A não
está contido em B.

Exemplo:

i) Se A é o conjunto dos retângulos e B é o conjunto dos quadriláteros, então A ⊂ B,


pois todo retângulo é um quadrilátero, logo A é um subconjunto de B.

ii) Se P é o conjunto dos números pares P = {x ∈ P : x = 2k}e I é o conjunto dos


números ı́mpares I = {x ∈ I : x = 2k + 1}, então P não está contigo em I, logo, P
não é um subconjunto de I.

Propriedades: Dados os conjuntos A,B e C,então:

• Reflexiva: Todo conjunto A é um subconjunto dele próprio, ou seja, A ⊂ A.


• Antissimétrica: Se A ⊂ B e B ⊂ A, então A = B.
• Transitiva: Se A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C.
• Por convenção, o conjunto vazio é um subconjunto de qualquer outro conjunto
A, ou seja, ⊘ ⊂ A.

1.1.2 Operação entre conjuntos


Agora, vamos definir algumas operações sobre conjuntos.

União de Conjuntos: Sejam A e B dois conjuntos, define-se como união de con-


juntos A ∪ B = {x : x ∈ A ou x ∈ B}, ou seja, é o conjunto formado por todos
elementos que pertencem A e B.

Exemplo:
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {4, 5, 6}, então
A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.

2. Sejam C e V dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e V


é formado pelas vogais, então
C ∪ V = {alf abeto}

Interseção entre conjuntos: Sejam A e B dois conjuntos, define-se como in-


terseção entre conjuntos A ∩ B = {x : x ∈ A e x ∈ B}, ou seja, é o conjunto
formado pelos os elementos que pertencem A e B simultaneamente.

Exemplo:

5
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {3, 4, 5}, então
A ∩ B = {3}.
2. Sejam C e V dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e V
é formado pelas vogais, então
C ∩ V = ⊘.
Observação: Se A ∩ B, então dizemos que os conjuntos A e B são disjuntos.

Propriedades sobre união e interseção: Dados os conjuntos A,B e C, então


valem as seguintes propriedades:

• Comutativa: A ∪ B = B ∪ A e A ∩ B = B ∩ A.
• Associativa: (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) e (A ∩ B) ∩ C = A ∩ (B ∩ C).
• Distributiva: A∩(B ∪C) = (A∩B)∪(A∩C) e A∪(B ∩C) = (A∪B)∩(A∪C).
Diferença entre conjuntos: Sejam A e B dois conjuntos, define-se como dife-
rença entre conjuntos A e B nesta ordem, A − B = {x : x ∈ A e x ∈ / B}, ou seja, é
o conjunto formado pelos os elementos que pertencem A e não pertecem B.

Exemplo:
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {3, 4, 5}, então
A − B = {1, 2}.
2. Sejam C e D dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e
D = {a, b, c, d, e, i, o, u} então
C − D = {todas as consoantes, exceto b, c, d}.
Complementar de um conjunto: Sejam A e B dois conjuntos com B ⊂ A,
define-se como complementar de um conjunto, CBA = B − A = {x : x ∈ B e x ∈ / A}
, ou seja, é o conjunto formado pelos os elementos que pertencem B e não pertecem A.

Exemplo:
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {3, 4, 5}, então
CBA = {4, 5}.
2. Sejam C e D dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e
D = {a, b, c, d, e, i, o, u} então
C
CD = {todas as vogais}.
Propriedades:

A
1. (CBA )CB = A.
2. A ⊂ B ⇒ CAB ⊂ CBA .
3. De (1) e (2) temos que, A ⊂ B ⇔ CAB ⊂ CBA .

6
1.2 Conjuntos Númericos
Nessa seção será reservada para o estudo dos conjuntos númericos.

1.2.1 Números Naturais, Inteiros, Racionais e Irracionais


Os números reais contém alguns subconjuntos importantes, faremos um breve co-
mentários sobre elas e suas representações.

• Números Naturais N: É formado pelos números não negativos, cuja sua origem
se deu pelo o princı́pio da contagem.
Representação:
N = {1, 2, 3, ..}.

• Números Inteiros Z: Ele é formado pelos números inteiros negativos, positivos


e o zero.
Representação:
Z = {..., −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, ..}.

• Números Racionais Q: É qualquer número que se pode ser escrito como uma
razão ab de dois números inteiros, onde b ̸= 0.
Representação:
a
Q = {x = : a, b ∈ Z com b ̸= 0}.
b

• Números Irracionais I: Os números irracionais são todos os números que não


são racionais, a forma desse número não possui bloco de digitos que se repete.

1.2.2 Números Reais R


Os números reais é qualquer número que possa ser escrito na forma decimal, o
conjunto dos números reais é formado pela a união dos conjuntos naturais, inteiros,
racionais e mais o conjuntos dos números irracionais.
Todo número real corresponde a um e somente um valor na reta real e todo valor
na reta real corresponde a um e somente um número real. Entre dois números reais na
reta existem infinitos números reais.

A ordem na reta e a notação de intervalo:

O conjunto dos números reais é ordenado, ou seja, os números reais possui uma
ordem e podemos comparar quaisquer dois números reais que não são iguais usando
desigualdades.

Ordem dos números reais

Sejam a e b dois números reais quaisquer, então

• a > b, lê-se ”a é maior do que b”;

7
• a < b, lê-se ”a é menor do que b”;

• a ≤ b, lê-se ”a é maior ou igual a b”;

• a ≥ b, lê-se ”a é menor ou igual a b”;

Lei da Tricotomia

Sejam a e b dois números reais quaisquer. Somente uma das seguintes expressões é
verdadeira:

a < b, a = b e a > b.
Intervalos limitidos de números reais:

O intervalo de uma número real é determinado por desigualdades, pode ser aberto
ou fechado, onde a e b são extremidades do intervalo.

Sejam a e b números reais com a < b.

• [a, b], intervalo fechado, a ≤ x ≤ b.

• ]a, b[, intervalo aberto, a < x < b.

• [a, b[, intervalo fechado à esquerda e aberto à direita, a ≤ x < b.

• ]a, b], intervalo aberto à esquerda e fechado à direita, a < x ≤ b.

Intervalos não limitidos de números reais:

Para descrever o conjunto dos números reais podemos usar a seguinte notação
] − ∞, ∞[, essa notação nos permitem representar os intervalos não limitados.

Sejam a e b números reais com a < b.

• [a, ∞[, intervalo fechado, x ≤ a.

• ]a, ∞[, intervalo aberto, x > a.

• ] − ∞, b], intervalo fechado, x ≤ b.

• ] − ∞, b[, intervalo aberto, x < b.

Propriedades Algébricas dos Números Reais:

Sejam u, v, w ∈ R, variáveis ou expressões algébricas, então vale as seguintes pro-


priedades:

1. Comutativa:
Adição: u + v = v + u
Multiplicação: uv = vu.

8
2. Associativa:
Adição: (u + v) + w = u + (v + w)
Multiplicação: (uv)w = u(vw).

3. Elemento Neutro:
Adição: u + 0 = u
Multiplicação: u · 1 = u.

4. Elemento Inverso:
Adição: u + (−u) = 0
Multiplicação: u · u1 = 1, u ̸= 0.

5. Distributiva:
u(v + w) = uv + uw
(u + v)w = uw + vw.

1.2.3 Potênciação e Radiciação


Nessa seção iremos apresentar duas operações derivada da multiplicação usal.

Definição 1.1 (Potênciação) Sejam a um número real, uma variável ou uma ex-
pressão algébrica e n um número inteiro positivo, então

| · a · a{z· · · · · a}
an = a
n vezes

onde a é a base e n é o expoente.

Exemplo: Identifique as bases das potências abaixo:

a) 24 , a base é 2

b) (−5)5 , a base é −5

c) −32 , a base é 3.

A seguir, apresentaremos as propriedades básicas da potenciação:

Propriedades 1 Sejam u, v ∈ R diferente de zero e m, n ∈ Z, então vale as seguintes


propriedades

1. un · um = un+m .
Ex.: 22 · 24 = 22+4 = 26 .

un
2. um
= un−m .
3
Ex.: xx2 = x3−2 = x.

9
3. u0 = 1.
Ex.: 30 = 1

4. u−n = u1n .
Ex.: 22 = 212

5. (uv)n = un v n .
Ex.: (2x)3 = 23 x3

6. (un )m = unm .
Ex.: (32 )4 = 32·4 = 38

( u )n n
7. = uvn .
v ( ) 3
x x3
Ex.: y
= y3

Definição 1.2 (Radiciação) Sejam n um número inteiro maior que 1 e a, b ∈ R.


1. Se bn = a, então b é uma raiz n-ésima de a.

2. Se a tem uma raiz n-ésima de a principal raiz n-ésima de a é aquela com o mesmo
sinal de a.

A principal raiz n-ésima de a é denotada por n a, onde n é o ı́ndice e a é o radicando.

Exemplo 1.1 Calcule as raizes n-ésimas.



a) 36 = 6, pois 62 = 36

b) 3 27
8
= 32 , pois ( 32 )3 = 27
8

A seguir, apresentaremos as propriedades básicas da potenciação:

Propriedades 2 Sejam u, v ∈ R e m, n ∈ Z maiores do que 1, então vale as seguintes


propriedades
√ √ √
= n u ·√n v
1. n uv √ √ √ √
Ex.: 50 = 2 · 25 = 2 · 25 = 5 2.


n u

nu
2. = √
nv
v
Ex.:

m n
√ √
3. u = mn u
√ √3

Ex.: 7 = 6 7.

10

4. ( u n)n√= u
Ex.: ( 13)2 = 13.

√ √
5. n
= ( n u)m√
um √
3
Ex.: 272 = ( 3 27)2 = 32 = 9.

{
√n |u| para n par
6. u =n
u para n impar

Ex.:
√ (−6)2 = 6
3
(−6)3 = 6.

Racionalização:

O conjunto dos números reais apresenta números que podem ser representados
1
por frações cujo denominador é um número irracional assim como √n u . Nesses casos,

pode-se utilizar uma fração equivalente, multiplicando o numerador e o denominador


pelo radical no denominador, já que o valor numérico de uma fração não se altera se
multiplicarmos ou dividirmos ambos os termos pelo mesmo número diferente de zero.

Exemplo 1.2 Racionalize as frações abaixo:


√ √ √ √ √
a) 23 = √23 = √23 · √33 = 36 .

3 √
3
b) 1

3
4
= 1

3
4
· √
3
4
4
= 4
4
.

Potenciação com expoentes racionais:

Definição 1.3 Seja u ∈ R e m, n ∈ Z com n > 1. Então


m √
u n = n um .

Exemplo 1.3 Transforme para forma de raiz n-ésima os itens abaixo:


2 √3
a) 32 3 = 322 .
1 √
b) x 4 = 4 x.

11
Capı́tulo 2

Polinômios e Fatoração

Esse Capı́tulo será reservado para o estudo de polimômios e fatoração que servirá
como resultado preliminar para o estudo de funções.

2.1 Polinômios
Definição 2.1 Um polinômio em x é qualquer expressão que pode ser escrita da forma

an xn + an−1 xn−1 + · · · + a1 x + a0 .

onde n é um número inteiro não negativo e an ̸= 0.

Grau de um polinômio:

Grau de um polinômio é o expoente máximo que ele possui. Se o coeficiente


an ̸= 0, então o expoente máximo n é dito grau do polinômio.

Observação 2.1 Os polinômios com um, dois e três termos recebem os nomes de
monômios, binômios e trinômios.

2.1.1 Adição e Subtração de Polinômio


Para somar ou subtrair dois polinômios usamos a distributividade de números reais,
agrupando os termos semelhantes e aplicando a operação desejada. Termos semelhantes
são aqueles que possui a mesma variável e o mesmo grau.

Exemplo 2.1 Calcule:

a) (2x3 + x2 − x + 1) + (4x3 + 3x2 + 5x − 9)


Solução:
(2x3 + 4x3 ) + (x2 + 3x2 ) + (−x + 5x) + (1 − 9) = 6x3 + 4x2 + 4x − 8.

b)(3x2 − 4x + 12) − (x2 − 12x + 4)


Solução:
(3x2 − x2 ) + (−4x + 12x) + (12 − 4) = 22 + 8x + 8.

12
2.1.2 Produto dois polinômio
Assim como é feito no processo de adição e subtração, usaremos a distribuitividade
de números reais para determinar o produto entre dois polinômios.

Exemplo 2.2 Calcule:

a) (2x + 5)(4x − 2)
Solução:

(2x + 5)(4x − 2) = 2x(4x − 2) + 5(4x − 2)


= (8x2 − 4x) + (20x − 10)
= 82 + (−4x + 20x) − 10
= 82 + 16x − 10

b) (5x2 + 6x + 8) + (3x − 12)


Solução:

(5x2 + 6x + 8)(3x − 12) = 5x2 (3x − 12) + 6x(3x − 12) + 8(3x − 12)
= 15x3 − 60x2 + 18x2 − 72x + 24x − 96
= 15x3 − 42x2 − 48x − 96

Produtos Notáveis:

Definição 2.2 Sejam u, v ∈ R, então

1. Produto de uma soma e um diferença


(u + v)(u − v) = u2 − v 2 .

2. Quadrado de uma soma de dois termos


(u + v)2 = u2 + 2uv + v 2

3. Quadrado de uma diferença de dois termos


(u − v)2 = u2 − 2uv + v 2

4. Cubo de um soma de dois termos


(u + v)3 = u3 + 3u2 v + 3uv 2 + v 3

5. Cubo de uma diferença de dois termos


(u − v)3 = u3 − 32 v + 3uv 2 − v 3

Exemplo 2.3 Calcule os seguintes produtos notáveis.

13
a)(x + 3)2
Solução: (x + 3)2 = x2 + 2x(3) + 32 = x2 + 6x + 9.

b)(2x − 8)2
Solução: (2x − 8)2 = (2x)2 − 2(2x)(−8) + (−8)2 = 4x2 + 32x + 64.

c)(4x + 1)(4x − 1)
Solução: (4x + 1)(4x − 1) = (4x)2 − (1)2 = 16x2 − 1.

2.2 Fatoração
2.2.1 Fatoração de polinômios usando produtos notáveis
Quando podemos escrever polinômios com um produto de dois ou mais fatores poli-
nomiais, isso é o que chamamos de fatorando um polinômio. E quando um polinômio
não pode ser fatorado usando um coeficiente inteiro, dizemos que esse polinômio é ir-
redutı́vel.
Exemplo:
a) 2x2 + 7x − 4 = (2x − 1)(x + 4)
b) x3 + x2 + x + 1 = (x + 1)(x2 + 1)
c) x3 − 9x = x(x − 3)(x + 3)
Fatores comuns em evidência:
Uma das maneiras mais fácil de fatorar é colocando os fatores comuns em evidência,
por exemplo:

2x3 + 2x2 + 4x = 2x(x2 + x + 4)

Fatoração da diferença de dois quadrados:


Nesse caso, basta reconhecer que o polinômio é um produto da diferença de dois qua-
drados e usar sua propriedade de maneira inversa, por exemplo:

36x2 − 64 = (6x)2 − (8)2 = (6x + 8)(6x − 8).

Fatoração de um trinômio de quadrado perfeito:


Um trinômio de quadrado perfeito é o quadrado de um binômio, ou seja, o primeiro e
o último termo são quadrados de u e v e o termo central é duas vezes do produto u e
v, por exemolo:

9x2 + 6x + 1 = (3x)2 + 2(3x)(1) + 12 = (3x + 1)2 .

14
2.2.2 Fatoração de Trinômio
Fatorar o trinômio ax2 + bx + c como um produto de binômios com coeficientes
inteiros requer fatorar os inteiros a e c.

ax2 + bx + c = (∆x + θ)(∆x + θ)

onde ∆ é fatores de a e θ é fatores de c.

Exemplo 2.4 Fatore x2 + 5x + 14.

Solução: O único par de fatores para a é 1 e 1 e para c = 14 temos 1, 2, 7 e 14, logo,


temos quatros possiveis soluções, são elas:

(x + 1)(x − 14) (x − 1)(x + 14)


(x + 2)(x − 7) (x − 2)(x + 7)
Ao resolver as quatros possı́veis soluções, chegamos ao seguinte resultado:

x2 + 5x + 14 = (x − 2)(x + 7).

2.2.3 Fatoração por agrupamento


Note que (a + b)(c + d) = ac + ad + bc + bd. Se um polinômio possui quatros
termos é o produto de dois binômios, podemos agrupar os termos para fatorar. Para
isso, vamos colocar o termo em evidências duas vezes.

Exemplo 2.5 Fatore 3x3 + x2 − 6x − 2

Solução:

3x3 + x2 − 6x − 2 = (3x3 + x2 ) − (6x + 2)


= x2 (3x + 1) − 2(3x + 1)
= (3x + 1)(x2 − 2)

15
Capı́tulo 3

Expressões fracionários e Equações

3.1 Expressões fracionários


3.1.1 Domı́nio de uma expressão algébrica
Um quociente de duas expressões algébricas, além de ser um expressão algébrica, é
uma expressão fracionária. Se dois polinômios pode ser escrito na forma de quociente,
então essa expressão racional. Por exemplo,

x2 + 6x − 5 x2 + 4x + 2
, √
x+1 x2 + 1
A primeira expressão fica claro que é uma expressão racional, por outro lado, a se-
gunda não é racional, porém é um expressão fracionária.

Como vimos no estudo de polinômios, o domı́nio de um polinômio está definida


para todos os números reais, mas, algumas expressões algébricas não são definidas
para todo os números reais. O conjunto dos números reais para os quais um expressão
algébrica é definida é o domı́nio da expressão algébrica.

Exemplo 3.1 Verifique o domı́nio das expressões algébricas.



a) 3x2 − x + 5 b) x − 1 x
c) x−2 .

3.1.2 Simplificação de expressões racionais


Definição 3.1 Sejam u, v, ∈ R. Podemos escrever a expressões racionais na forma
reduzida da seguinte maneira:
uz u
= .
vz v
Exemplo 3.2 Simplifique a expressão algébrica

x2 − 3x
.
x2 − 9

16
Solução:

x2 − 9 x(x − 3)
=
x−3 (x − 3)(x + 3)
x
= .
x+3

3.1.3 Operações com expressões racionais


Definição 3.2 Sejam u, v, w, z ∈ R ou expressões algébricas. Todos os denominadores
são considerados como diferentes de zero, então

• u
v
+ w
v
= u+w
v

• u
v
+ w
z
= uz+vw
vz
.

• u
v
· w
z
= uw
vz

• u
v
÷ w
z
= u
v
· z
w

Exemplo 3.3 Calcule:


2 (x3 −8)
a) (2x +11x+21)
(x3 +2x2 +4x)
· (x2 +5x−14)
.
Solução:

(2x − 3)(x + 7) (x − 2)(x2 + 2x + 4)


·
x(x2 + 2x + 4) (x − 2)(x + 7)
2x − 3
= .
x
3 (x2 −x+1)
b) (x(x2 −x−2)
+1)
÷ (x2 −4x+4)
.
Solução:

(x3 + 1)(x2 − 4x − 4)
(x2 − x − 2)(x2 − x + 1)
(x + 1)(x2 − x + 1)(x − 2)2
=
(x + 1)(x − 2)(x2 − x + 1)
= x − 2.

x ̸= −1 e x ̸= 2.
x 3
c) 3x−2 + x−5 . Solução:

x(x − 5) + 3(3x − 2)
(3x − 2)(x − 5)
x2 + 4x − 6
=
(3x − 2)(x − 5)

17
3.2 Equações
Definição 3.3 Uma equação é uma afirmativa de igualdade entre duas expressões.
Propriedades 3 Sejam u, v, w, z ∈ R, então
1. Reflexiva - u = u.
2. Simétrica - Se u = v então v = u.
3. Transitiva - Se u = v e u = w então u = w.
4. Adição - Se u = v e w = z então u + w = v + z.
5. Multiplicação - Se u = v e w = z então u · w = v · z.
Resolução de equações:

Uma solução de uma equação em x é um valor de x para qual a equação é


verdadeira. Resolver uma equação em x significa encontrar todos os valores de x para
os quais a equação é verdadeira, isto é, encontrar todas as soluções da equação.
Exemplo 3.4 Prove que x = −2 é solução da equação x3 − x + 6 = 0.
Solução:
(−2)3 − (−2) + 6 = 0
−8 + 2 + 6 = 0
0 = 0

3.2.1 Equação Linear


Definição 3.4 Uma equação linear em x é aquela que pode ser escrita na forma
ax + b = 0
onde a e b são números reais com a ̸= 0.
Solução de equações lineares:

Para determinar a solução de uma equação linear, basta encontrar o valor para
x no qual esse valor zere a equação.
Exemplo 3.5 Calcule a equação 2x − 16 = 0.
Solução:
2x − 16 = 0
2x = 16
16
x =
2
x = 8.
Substituindo o valor x = 8, temos
2(8) − 16 = 0
16 − 16 = 0
0 = 0

18
3.2.2 Equação Quadrática
Definição 3.5 Uma equação é dita quadrática em x, quando pode ser escrita na forma

ax2 + bx + c = 0.

onde a, b, c ∈ R com a ̸= 0.

Solução de equações quadráticas:

A solução de uma equação quadrática é dada pela a fórmula de Bhaskara, definida


por √
b2 − 4ac
−b ±
x= .
2a
Podemos adotar ∆ = b2 − 4ac e substituindo na fórmula de Bhaskara, temos

−b ± ∆
x= .
2a
Exemplo 3.6 Resolva a equação 2x2 − 6x − 8 = 0.

Solução: Podemos observar que a = 2, b = −6 e c = −8, pela fórmula de Bhaskara,


temos

6 ± (−6)2 − 4(2)(−8)
x =
2(2)

6 ± 100
x =
4
6 ± 10
x = .
4
logo, teremos dois valores para x
16 −4
x1 = = 4 e x2 = = −1.
4 4
Observação 3.1 Existem outras maneiras de encontrar o valor para x como: Com-
pletamento de quadrado e por fatoração.

19
Capı́tulo 4

Inequações

4.1 Inequações
Uma inequação é uma afirmativa que usamos uma desigualdade para comparar ex-
pressões.

Propriedades 4 Sejam u, v, w, z ∈ R e c uma constante, então vale as seguintes


propriedade

1. Transitiva - Se u < v e v < w então u < w.

2. Adição - Se u < v então u + w < u + w.


Se u < v e w < z então u + w < v + z.

3. Multiplicação - Se u < v e c > 0 então uc < vc.


Se u < v e < 0 então uc > vc.

Resolução de inequações:

Uma solução de uma inequação em x é um valor de x para qual a inequação é


verdadeira. Resolver uma inequação em x significa encontrar todos os valores de x
para os quais a equação é verdadeira, isto é, encontrar um conjunto solução.

4.1.1 Inequações lineares


Definição 4.1 Um inequação linear em x pode ser escrita da seguinte forma

ax + b < 0, ax + b > 0, ax + b ≤ 0 e ax + b ≥ 0.

onde a, b ∈ R com a ̸= 0.

A solução de uma inequação linear é feita da mesma maneira de uma equação


linear, porém, respeitando as propriedades de inequações.

Exemplo 4.1 Resolva 3(x − 1) + 2 ≤ 5x + 6.

20
Solução:

3(x − 1) + 2 ≤ 5x + 6
3x − 3 + 2 ≤ 5x + 6
3x − 1 ≤ 5x + 6
−2x ≤ 7
−1 −1
( ) − 2x ≥ ( )7
2 2
x ≥ −3, 5.

Logo, o conjunto solução é: [−3, 5, ∞).

Exemplo 4.2 Resolva a inequação e represente graficamente seu conjunto solução.


2x + 5
−3 < ≤ 5.
3
Solução:
2x + 5
−3 < ≤5
3
−9 < 2x + 5 ≤ 15
−14 < 2x ≤ 10
−7 < x ≤ 5.

Logo, o conjunto solução é: (−7, 5].

4.1.2 Solução de inequações com valor absoluto


Definição 4.2 Seja u uma expressão algébrica em x e a ∈ R com a ≥ 0. Então,
1. Se |u| < a então u está no intervalo ] − a, a[, isto é,

|u| < a se e somente se − a < u < a.

2. Se |u| > a então u está no intervalo ] − ∞, a[ ou ]a, ∞[, isto é,

|u| > a se e somente se u < −a ou u > a.

As desigualdades > e < podem ser substituı́das por ≥ e ≤, respectivamente.

Exemplo 4.3 Resolva |x − 4| < 8.

Solução:

|x − 4| < 8
−8 < x − 4 < 8
−4 < x < 12

O conjunto solução é: ] − 4, 12[.

21
Exemplo 4.4 Resolva |3x − 2| ≥ 5.

Solução: A solução desta inequação com valor absoluto consiste nas soluções das duas
desigualdades

3x − 2 ≤ −5 ou 3x − 2 ≥ 5
3x ≤ −3 ou 3x ≥ 7
7
x ≤ −1 ou x ≥
3

4.1.3 Inequações Quadráticas


Definição 4.3 Um inequação quadrática em x pode ser escrita da seguinte forma

ax2 + bx + c < 0, ax2 + bx + c > 0, ax2 + bx + c ≤ 0 e ax2 + bx + c ≥ 0.

onde a, b, c ∈ R com a ̸= 0.

As soluções das inequações do tipo quadrática é feita da seguinte maneira: Pri-


meiramente, resolvemos inequação da mesma maneira da equação de mesmo grau e
posteriormente analisamos os valores obtidos para x.

Exemplo 4.5 Resolva x2 − x − 12 > 0.

Solução: Primeiramente, vamos igual a zero a inequação

x2 − x − 12 = 0
(x − 4)(x + 3) = 0
x = 4 ou x = −3

Exemplo 4.6 Resolva 2x2 + 3x ≤ 20.

Solução:

2x2 + 3x − 20 = 0
(x + 4)(2x − 5) = 0
5
x = −4 ou x = .
2
Exemplo 4.7 Resolva x2 − 4x + 1 ≥ 0.

Exemplo 4.8 Resolva x2 + 2x + 2 < 0.

22
Capı́tulo 5

Função

Nesse capı́tulo será reservado para o estudo de Função e suas aplicações.

5.1 Funções
Definição 5.1 Dados dois conjuntos A e B, não vazio, uma função f de A em B
recebe o nome de aplicação de A em B ou função definida em A com imagens em B
se, somente se, para todo x ∈ A existe um só y ∈ B : (x, y) ∈ f
Notação:
f :A→B
Exemplo 5.1 Considere dois conjuntos A e B demonstrado através de diagramas e
observe quando uma relação entre dois conjuntos é um função

Figura 5.1: Função

Exemplo 5.2 Quando utilizamos um táxi como meio de transporte, a cobrança desse
serviço é feita por meio de duas taxas: a bandeirada e o quilômetro rodado. A bandei-
rada é um valor fixo que é cobrado assim que entramos no táxi, e o quilômetro rodado
é um valor que é adicionado ao preço a cada vez que se completa o percurso de um
quilômetro. Em Belo Horizonte, por exemplo, o valor da bandeirada é R$3, 30, e o
quilômetro rodado vale R$2, 04. Calcule o preço que será pago após roda 5km
Solução: De acordo com os valores citado acima, podemos gerar a seguinte função
P (x) = 3, 30 + dx.
onde d é o quilômetro rodados e x é o valor dos quilômetros rodados, portanto
P (5) = 3, 30 + 5(2, 04) = 13, 50.

23
5.1.1 Domı́nio, Contradomı́nio e Imagem
Definição 5.2 Dados dois conjuntos A e B, então podemos dizer que

• O domı́nio é sempre o conjunto de partida de uma função, ou seja, D(f ) = A.


Se x ∈ A estiver associado a um elemento y ∈ B, dizemos que y é a imagem de x.

• O contradomı́nio é sempre o conjunto de chegada, ou seja, CD(f ) = B. Se y ∈ B


então y é um elemento do contradomı́nio

• Numa função f de A em B, os elementos do conjunto B que são imagens dos


elementos de A através de uma aplicação de f formam o conjunto imagem de f ,
ou seja, Im(f ) ⊂ B.

Exemplo 5.3 Considere a função f : A → B representada pelo o diagrama a seguir:

Determine:
a) O domı́nio
b) O contradomı́nio
c) Imagem
d) lei de formação.

5.1.2 Gráfico de uma função


Definição 5.3 Sejam y = f (x) uma função e D seu domı́nio. O gráfico de f é definido
por
Graf (f ) = {(x, y) ∈ R2 : x ∈ D e y = f (x)}.

Exemplo 5.4 Considere a situação do exemplo 2 e construa o gráfico.

Figura 5.2: Função Preço do táxi

24
5.1.3 Propriedades de uma função
Definição 5.4 Seja f : A → B então vale as seguintes propriedades que caracteri-
zam uma função.

• Função Sobrejetora: Dizemos que uma função é sobrejetora se, e somente se,
o seu conjunto imagem for igual ao contradomı́nio, isto é, se Im(f ) = CD(f ).

• Função Injetora: Uma função é dita injetora, se os elementos distintos do


seu domı́nio tiverem imagem distintas, ou seja, dois elementos não podem ter a
mesma imagem.

• Função Bijetora: Uma função é bijetora, quando essa função for sobrejetora
e injetora ao mesmo tempo.

Observe os seguintes diagramas abaixo:

5.1.4 Função Par e Função Ímpar


Definição 5.5 Dada uma função f : A → B, dizemos que f é par se, e somente se,
f (x) = f (−x) para todo x ∈ A. Ou seja, os valores simétricos devem possuir a mesma
imagem.

Exemplo 5.5 Considere f : R → R definida por f (x) = x2 é uma função par.

Solução: De fato, f (x) = x2 = (−x)2 = f (−x).

25
Exemplo 5.6 Mostre que f (x) = x2 − 1 é uma função par.

Solução: f (−x) = (−x)2 − 1 = x2 − 1 isso aplica f (x) = f (−x).

Definição 5.6 Dada uma função f : A → B, dizemos que f é ı́mpar se, e somente
se, f (−x) = −f (x) para todo x ∈ A. Ou seja, os valores simétricos possuem imagens
simétricas.

Exemplo 5.7 Considere f : R → R definada por f (x) = x3 é uma função ı́mpar.

Solução: De fato, f (−x) = (−x)3 = −x3 = −f (x).

Exemplo 5.8 Mostre que f (x) = 2x é uma função ı́mpar.

Solução: f (−x) = 2(−x) = −2x isso aplica f (−x) = −f (x).

5.1.5 Função Composta e Função Inversa


Definição 5.7 Sejam f e g duas funções definidas por f : A → B e g : B → C e h(x)
uma função composta de g em f , então, h está definida em A → C. Podemos indicar
por gof ”g composta f ”ou g[f (x)] ”g de f de x”.

Exemplo 5.9 Dadas as funções f (x) = x2 − 1 e g(x) = 2x, Calcule gof e f og.

Solução: De fato,

gof = 2(x2 − 1)
= 2x2 − 2

Por outro lado, temos

f og = (2x)2 − 1
= 4x2 − 1

Exemplo 5.10 Dadas as funções f (x) = 5x e f og = 3x + 2, calcule g(x).

Solução: Como f (x) = 5x então f og = 5g(x). Logo,

5g(x) = 3x + 2
3x + 2
g(x) =
5
Definição 5.8 Seja f é uma função bijetora. A cada elemento x ∈ A está associado
um único elemento de y ∈ B e como f é bijetora, a cada elemento de y ∈ B também
associado a um único elemento de x ∈ A. A função f leva x até y e a função g leva y
até x. A função g : B → A recebe o nome de inversa de f e pode ser escrita por f −1 .

Exemplo 5.11 Calcule f −1 da função f (x) = 2x − 1

26
Solução: Primeiramente, vamos isolar x

y = 2x − 1
2x = y + 1
y+1
x =
2
Agora, basta trocar x por y, tem-se
x+1
y=
2
Logo, f −1 = x+1
2
.

Exemplo 5.12 Dada a função f (x) = x−1


x+2
, (x ̸= −2), calcule f −1 (−1).

Solução: Novamente, iremos isolar x


x−1
y =
x+2
y(x + 2) = x−1
yx + 2y = x−1
yx − x = −1 − 2y
x(y − 1) = −1 − 2y
−1 − 2y
x =
y−1
1 + 2y
x =
1−y
trocando x por y, temos
1 + 2x
x=
1−x
logo, f −1 = 1+2x
1−x
Por fim, aplicando o ponto x = −1

1
f −1 = −
2

27
5.2 Função Afim
Nessa seção será reservada para o estudo das funções de grau um.

5.2.1 Função Constante


Definição 5.9 Uma aplicação f : R → R recebe o nome de função constante quando
a cada elemento x ∈ R associa sempre o mesmo elemento c ∈ R. Isto é,

f :R→R
x 7→ c

O gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo x passando pelo
o ponto (0, c). E sua imagem é Im(f ) = c.

Exemplo 5.13 Construa o gráfico das aplicações de R em R definida por:

a) y = 3 b) y = −1
Solução:

5.2.2 Função Identidade


Definição 5.10 Uma aplicação de R em R recebe o nome de função identidade quando
para cada elemento x ∈ R associa ao próprio x, isto é

f :R→R

x 7→ x

O gráfico da função identidade é uma reta que contém as bissetrizes do 1o e 3o


quadrantes. E sua imagem é Im(f ) = R.

Exemplo 5.14 Construa o gráfico da f : R → R definida por y = x.

Solução:

28
5.2.3 Função Afim
Definição 5.11 Chama-se de função de afim ou função do 1o grau, a qualquer função
f : R → R definida por:

f (x) = ax + b, a ̸= 0
onde a é o coeficiente angular da reta e b é o termo constante.

Exemplo 5.15 Vejamos alguns exemplos de funções do 1o grau:

a) f (x) = 5x − 3, onde a = 5 e b = −3.

b) f (x) = −2x + 1, onde a = −2 e b = 1.

Gráfico de uma função afim

O gráfico da função afim, y = ax + b, com a ̸= 0 é uma reta oblı́qua aos eixos Ox


e Oy.

Exemplo 5.16 Construa o gráfico da função y = 3x − 1.

Solução: Primeiramente, vamos atribuir dois valores para x e encontremos duas ima-
gens para esses valores de x. Sejam x = 0 e x = 31 , então, para x = 0 temos

f (0) = 3 · 0 − 1
f (0) = −1

E para x = 13 , temos

1 1
f ( ) = 3( ) − 1
3 3
1
f ( ) = 0.
3
Agora, vamos construir o gráfico ligando os pontos encontrados por uma reta.

29
Zero de uma função afim

Definição 5.12 Chama-se de zero ou raı́z da função afim, o número real x tal que
f (x) = 0. Temos
f (x) = 0 =⇒ ax + b = 0
.

Exemplo 5.17 Determine os zeros da funções afins abaixo:

a) f (x) = 5x − 20 b) f (x) = −2x + 6 c) f (x) = 4x + 4.

Crescimento e decrescimento de uma função afim

A função do 1o grau f (x) = ax+b é crescente quando o coeficiente de x é positivo


(a > 0).

A função do 1o grau f (x) = ax + b é decrescente quando o coeficiente de x é


negativo (a < 0).
Justificativa:

1. Para a > 0: se x1 < x2 , então ax1 < ax2 . Daı́, ax1 + b < ax2 + b, de onde vem
f (x1 ) < f (x2 ).

2. para a < 0: se x1 < x2 , então ax1 > ax2 . Daı́, ax1 + b > ax2 + b, de onde vem
f (x1 ) > f (x2 ).

Estudo dos sinais de uma função afim

Estudar o sinal de uma qualquer y = f (x) é determinar os valor de x para os


quais y é positivo, os valores de x para os quais y é zero e os valores de x para os quais
y é negativo.
Consideremos uma função afim y = f (x) = ax + b vamos estudar seu sinal. Já vimos
que essa função se anula pra raiz x = − ab . Há dois casos possı́veis:

1. a > 0 (função crescente)

b
y > 0 =⇒ ax + b > 0 =⇒ x > − .
a
b
y < 0 =⇒ ax + b < 0 =⇒ x < − .
a
Conclusão: y é positivo para valores de x maiores que a raiz; y é negativo para
valores de x menores que a raiz, graficamente

30
2. a < 0 (função decrescente)

b
y > 0 =⇒ ax + b > 0 =⇒ x < − .
a
b
y < 0 =⇒ ax + b < 0 =⇒ x > − .
a
Conclusão: y é positivo para valores de x menores que a raiz; y é negativo para
valores de x maiores que a raiz, graficamente

31
5.3 Função Quadrática
Definição 5.13 Uma aplicação f de R → R recebe o nome de função quadrática ou
do 2o grau quando associa a cada x ∈ R o elemento (ax2 + bx + c) ∈ R, onde a ̸= 0.
Isto é,
f :R→R
x 7−→ ax2 + bx + c, a ̸= 0.

Exemplo 5.18 Alguns exemplos de funções quadráticas

a) f (x) = x2 + 3x − 1 b) f (x) = 2x2 − 2x + 16

c) f (x) = 3x2 d) f (x) = 5x2 + 20x

5.3.1 Gráfico da Função Quadrática


O gráfico de uma função quadrática, y = ax2 + bx + c, com a ̸= 0, é uma curva
chamada parábola.

Exemplo 5.19 Vamos construir o gráfico da função y = x2 + x :

Solução: Primeiro atribuı́mos a x alguns valores, depois calculamos o valor corres-


pondente de y e, em seguida, ligamos os pontos assim obtidos.

Observação 5.1 Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c,


notaremos sempre que:

se a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para cima;

se a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo;

32
5.3.2 Zero da Função Quadrática
Definição 5.14 Chama-se zeros ou raı́zes da função quadrática f (x) = ax2 + bx + c
, a ̸= 0, os números reais x tais que f (x) = 0. Então as raı́zes da função f (x) =
ax2 + bx + c, são as soluções da equação do 2o grau ax2 + bx + c = 0, as quais são
dadas pela chamada fórmula de Bhaskara:

−b ± b2 − 4ac
x= .
2a
Observação 5.2 A quantidade de raı́zes reais de uma função quadrática depende do
valor obtido para o radicando ∆ = b2 − 4ac, chamado discriminante, a saber:

• quando é positivo, há duas raı́zes reais e distintas;

• quando é zero, há só uma raiz real (para ser mais preciso, há duas raı́zes iguais);

• quando é negativo, não há raiz real.

Exemplo 5.20 Calcule as raı́zes das seguintes funções:

a) f (x) = x2 + 11x − 42 b) f (x) = x2 − 8x − 48

c) f (x) = 13x2 − 12x − 1 d) f (x) = 2x2 + 4x − 6

Coordenadas do vértices da Parábola

Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de


mı́nimo V . Quando a < 0, a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto
de máximo V .
( b )
Em qualquer caso, as coordenadas de V são − 2a , − 4a

. Veja os gráficos:
Para a > 0

33
Para a < 0

Imagem

O conjunto-imagem Im(f ) da função y = ax2 + bx + c, a ̸= 0, é o conjunto dos


valores que y pode assumir. Há duas possibilidades:

a>0

34
Para a < 0

Construção da Parábola

É possı́vel construir o gráfico de uma função do 2o grau sem montar a tabela de


pares (x, y), mas seguindo apenas o roteiro de observação seguinte:

• O valor do coeficiente a define a concavidade da parábola;

• Os zeros definem os pontos em que a parábola intercepta o eixo dos x;


( b )
• O vértice V − 2a , − 4a

indica o ponto de mı́nimo (se a> 0), ou máximo (se
a < 0);

• A reta que passa por V e é paralela ao eixo dos y é o eixo de simetria da parábola;

• Para x = 0 , temos y = a∆02 + b∆0 + c = c; então (0, c) é o ponto em que a


parábola corta o eixo dos y.

Estudo do Sinal

Consideramos uma função quadrática y = f (x) = ax2 + bx + c e determinemos os


valores de x para os quais y é negativo e os valores de x para os quais y é positivos.

Conforme o sinal do discriminante ∆ = b2 −4ac, podemos ocorrer os seguintes casos:

1o - ∆ > 0

Nesse caso a função quadrática admite dois zeros reais distintos (x1 ̸= x2 ). a
parábola intercepta o eixo Ox em dois pontos e o sinal da função é o indicado nos
gráficos abaixo:

35
Para a < 0

36
2o - ∆ = 0

37
3o - ∆ < 0

38
Referências Bibliográficas

[1] STEWART, [Link]́lculo; volume II. 5 ed. São Paulo: Pioneira Thomson Lear-
ning,2006.

[2] WEIRS, Maurice D.; FINNEY, Ross L.; GIORDINO, Frank [Link]́lculo(George B.
Thomas Jr.); volume II. São Paulo: Addison Wesley, 2009.

39

Você também pode gostar