Precalculo
Precalculo
ARARUNA - PB
1
Sumário
2 Polinômios e Fatoração 12
2.1 Polinômios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.1.1 Adição e Subtração de Polinômio . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.1.2 Produto dois polinômio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2 Fatoração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.2.1 Fatoração de polinômios usando produtos notáveis . . . . . . . . 14
2.2.2 Fatoração de Trinômio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.2.3 Fatoração por agrupamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4 Inequações 20
4.1 Inequações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.1.1 Inequações lineares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.1.2 Solução de inequações com valor absoluto . . . . . . . . . . . . 21
4.1.3 Inequações Quadráticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
5 Função 23
5.1 Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
5.1.1 Domı́nio, Contradomı́nio e Imagem . . . . . . . . . . . . . . . . 24
5.1.2 Gráfico de uma função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2
5.1.3 Propriedades de uma função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5.1.4 Função Par e Função Ímpar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5.1.5 Função Composta e Função Inversa . . . . . . . . . . . . . . . . 26
5.2 Função Afim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2.1 Função Constante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2.2 Função Identidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2.3 Função Afim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
5.3 Função Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.3.1 Gráfico da Função Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.3.2 Zero da Função Quadrática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Referências Bibliográficas 39
3
Capı́tulo 1
Nesse capı́tulo será reservado para o estudo dos Conjuntos Numericos e Números
Reais.
1.1 Conjuntos
Na Matemática, um conjunto é uma coleção de elementos. Por exemplos:
1. Conjunto das vogais do nosso alfabeto:
V = {a, e, i, o, u}.
• ∈/ : não pertinência, nesse caso é uma negação do item acima, ou seja, se x não
é um elemento do conjunto A, então x não pertence ao conjunto A, ou seja
x∈
/ A.
Observação:
4
1.1.1 Subconjuntos
Sejam A e B dois conjuntos, se todos os elementos de A pertence ao conjunto B,
então, o conjunto A é um subconjunto de B, ou seja, A ⊂ B, leia-se, A está contido
em B. Por outro lado, se nenhum A não é um subconjunto de B, dizemos que A não
está contido em B.
Exemplo:
Exemplo:
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {4, 5, 6}, então
A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Exemplo:
5
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {3, 4, 5}, então
A ∩ B = {3}.
2. Sejam C e V dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e V
é formado pelas vogais, então
C ∩ V = ⊘.
Observação: Se A ∩ B, então dizemos que os conjuntos A e B são disjuntos.
• Comutativa: A ∪ B = B ∪ A e A ∩ B = B ∩ A.
• Associativa: (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) e (A ∩ B) ∩ C = A ∩ (B ∩ C).
• Distributiva: A∩(B ∪C) = (A∩B)∪(A∩C) e A∪(B ∩C) = (A∪B)∩(A∪C).
Diferença entre conjuntos: Sejam A e B dois conjuntos, define-se como dife-
rença entre conjuntos A e B nesta ordem, A − B = {x : x ∈ A e x ∈ / B}, ou seja, é
o conjunto formado pelos os elementos que pertencem A e não pertecem B.
Exemplo:
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {3, 4, 5}, então
A − B = {1, 2}.
2. Sejam C e D dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e
D = {a, b, c, d, e, i, o, u} então
C − D = {todas as consoantes, exceto b, c, d}.
Complementar de um conjunto: Sejam A e B dois conjuntos com B ⊂ A,
define-se como complementar de um conjunto, CBA = B − A = {x : x ∈ B e x ∈ / A}
, ou seja, é o conjunto formado pelos os elementos que pertencem B e não pertecem A.
Exemplo:
1. Sejam A e B dois conjuntos com as seguintes A = {1, 2, 3} e B = {3, 4, 5}, então
CBA = {4, 5}.
2. Sejam C e D dois conjuntos, onde o conjunto C é formado pelas consoantes e
D = {a, b, c, d, e, i, o, u} então
C
CD = {todas as vogais}.
Propriedades:
A
1. (CBA )CB = A.
2. A ⊂ B ⇒ CAB ⊂ CBA .
3. De (1) e (2) temos que, A ⊂ B ⇔ CAB ⊂ CBA .
6
1.2 Conjuntos Númericos
Nessa seção será reservada para o estudo dos conjuntos númericos.
• Números Naturais N: É formado pelos números não negativos, cuja sua origem
se deu pelo o princı́pio da contagem.
Representação:
N = {1, 2, 3, ..}.
• Números Racionais Q: É qualquer número que se pode ser escrito como uma
razão ab de dois números inteiros, onde b ̸= 0.
Representação:
a
Q = {x = : a, b ∈ Z com b ̸= 0}.
b
O conjunto dos números reais é ordenado, ou seja, os números reais possui uma
ordem e podemos comparar quaisquer dois números reais que não são iguais usando
desigualdades.
7
• a < b, lê-se ”a é menor do que b”;
Lei da Tricotomia
Sejam a e b dois números reais quaisquer. Somente uma das seguintes expressões é
verdadeira:
a < b, a = b e a > b.
Intervalos limitidos de números reais:
O intervalo de uma número real é determinado por desigualdades, pode ser aberto
ou fechado, onde a e b são extremidades do intervalo.
Para descrever o conjunto dos números reais podemos usar a seguinte notação
] − ∞, ∞[, essa notação nos permitem representar os intervalos não limitados.
1. Comutativa:
Adição: u + v = v + u
Multiplicação: uv = vu.
8
2. Associativa:
Adição: (u + v) + w = u + (v + w)
Multiplicação: (uv)w = u(vw).
3. Elemento Neutro:
Adição: u + 0 = u
Multiplicação: u · 1 = u.
4. Elemento Inverso:
Adição: u + (−u) = 0
Multiplicação: u · u1 = 1, u ̸= 0.
5. Distributiva:
u(v + w) = uv + uw
(u + v)w = uw + vw.
Definição 1.1 (Potênciação) Sejam a um número real, uma variável ou uma ex-
pressão algébrica e n um número inteiro positivo, então
| · a · a{z· · · · · a}
an = a
n vezes
a) 24 , a base é 2
b) (−5)5 , a base é −5
c) −32 , a base é 3.
1. un · um = un+m .
Ex.: 22 · 24 = 22+4 = 26 .
un
2. um
= un−m .
3
Ex.: xx2 = x3−2 = x.
9
3. u0 = 1.
Ex.: 30 = 1
4. u−n = u1n .
Ex.: 22 = 212
5. (uv)n = un v n .
Ex.: (2x)3 = 23 x3
6. (un )m = unm .
Ex.: (32 )4 = 32·4 = 38
( u )n n
7. = uvn .
v ( ) 3
x x3
Ex.: y
= y3
2. Se a tem uma raiz n-ésima de a principal raiz n-ésima de a é aquela com o mesmo
sinal de a.
√
A principal raiz n-ésima de a é denotada por n a, onde n é o ı́ndice e a é o radicando.
√
n u
√
nu
2. = √
nv
v
Ex.:
√
m n
√ √
3. u = mn u
√ √3
√
Ex.: 7 = 6 7.
10
√
4. ( u n)n√= u
Ex.: ( 13)2 = 13.
√ √
5. n
= ( n u)m√
um √
3
Ex.: 272 = ( 3 27)2 = 32 = 9.
{
√n |u| para n par
6. u =n
u para n impar
√
Ex.:
√ (−6)2 = 6
3
(−6)3 = 6.
Racionalização:
O conjunto dos números reais apresenta números que podem ser representados
1
por frações cujo denominador é um número irracional assim como √n u . Nesses casos,
11
Capı́tulo 2
Polinômios e Fatoração
Esse Capı́tulo será reservado para o estudo de polimômios e fatoração que servirá
como resultado preliminar para o estudo de funções.
2.1 Polinômios
Definição 2.1 Um polinômio em x é qualquer expressão que pode ser escrita da forma
an xn + an−1 xn−1 + · · · + a1 x + a0 .
Grau de um polinômio:
Observação 2.1 Os polinômios com um, dois e três termos recebem os nomes de
monômios, binômios e trinômios.
12
2.1.2 Produto dois polinômio
Assim como é feito no processo de adição e subtração, usaremos a distribuitividade
de números reais para determinar o produto entre dois polinômios.
a) (2x + 5)(4x − 2)
Solução:
(5x2 + 6x + 8)(3x − 12) = 5x2 (3x − 12) + 6x(3x − 12) + 8(3x − 12)
= 15x3 − 60x2 + 18x2 − 72x + 24x − 96
= 15x3 − 42x2 − 48x − 96
Produtos Notáveis:
13
a)(x + 3)2
Solução: (x + 3)2 = x2 + 2x(3) + 32 = x2 + 6x + 9.
b)(2x − 8)2
Solução: (2x − 8)2 = (2x)2 − 2(2x)(−8) + (−8)2 = 4x2 + 32x + 64.
c)(4x + 1)(4x − 1)
Solução: (4x + 1)(4x − 1) = (4x)2 − (1)2 = 16x2 − 1.
2.2 Fatoração
2.2.1 Fatoração de polinômios usando produtos notáveis
Quando podemos escrever polinômios com um produto de dois ou mais fatores poli-
nomiais, isso é o que chamamos de fatorando um polinômio. E quando um polinômio
não pode ser fatorado usando um coeficiente inteiro, dizemos que esse polinômio é ir-
redutı́vel.
Exemplo:
a) 2x2 + 7x − 4 = (2x − 1)(x + 4)
b) x3 + x2 + x + 1 = (x + 1)(x2 + 1)
c) x3 − 9x = x(x − 3)(x + 3)
Fatores comuns em evidência:
Uma das maneiras mais fácil de fatorar é colocando os fatores comuns em evidência,
por exemplo:
14
2.2.2 Fatoração de Trinômio
Fatorar o trinômio ax2 + bx + c como um produto de binômios com coeficientes
inteiros requer fatorar os inteiros a e c.
x2 + 5x + 14 = (x − 2)(x + 7).
Solução:
15
Capı́tulo 3
x2 + 6x − 5 x2 + 4x + 2
, √
x+1 x2 + 1
A primeira expressão fica claro que é uma expressão racional, por outro lado, a se-
gunda não é racional, porém é um expressão fracionária.
x2 − 3x
.
x2 − 9
16
Solução:
x2 − 9 x(x − 3)
=
x−3 (x − 3)(x + 3)
x
= .
x+3
• u
v
+ w
v
= u+w
v
• u
v
+ w
z
= uz+vw
vz
.
• u
v
· w
z
= uw
vz
• u
v
÷ w
z
= u
v
· z
w
(x3 + 1)(x2 − 4x − 4)
(x2 − x − 2)(x2 − x + 1)
(x + 1)(x2 − x + 1)(x − 2)2
=
(x + 1)(x − 2)(x2 − x + 1)
= x − 2.
x ̸= −1 e x ̸= 2.
x 3
c) 3x−2 + x−5 . Solução:
x(x − 5) + 3(3x − 2)
(3x − 2)(x − 5)
x2 + 4x − 6
=
(3x − 2)(x − 5)
17
3.2 Equações
Definição 3.3 Uma equação é uma afirmativa de igualdade entre duas expressões.
Propriedades 3 Sejam u, v, w, z ∈ R, então
1. Reflexiva - u = u.
2. Simétrica - Se u = v então v = u.
3. Transitiva - Se u = v e u = w então u = w.
4. Adição - Se u = v e w = z então u + w = v + z.
5. Multiplicação - Se u = v e w = z então u · w = v · z.
Resolução de equações:
Para determinar a solução de uma equação linear, basta encontrar o valor para
x no qual esse valor zere a equação.
Exemplo 3.5 Calcule a equação 2x − 16 = 0.
Solução:
2x − 16 = 0
2x = 16
16
x =
2
x = 8.
Substituindo o valor x = 8, temos
2(8) − 16 = 0
16 − 16 = 0
0 = 0
18
3.2.2 Equação Quadrática
Definição 3.5 Uma equação é dita quadrática em x, quando pode ser escrita na forma
ax2 + bx + c = 0.
onde a, b, c ∈ R com a ̸= 0.
19
Capı́tulo 4
Inequações
4.1 Inequações
Uma inequação é uma afirmativa que usamos uma desigualdade para comparar ex-
pressões.
Resolução de inequações:
ax + b < 0, ax + b > 0, ax + b ≤ 0 e ax + b ≥ 0.
onde a, b ∈ R com a ̸= 0.
20
Solução:
3(x − 1) + 2 ≤ 5x + 6
3x − 3 + 2 ≤ 5x + 6
3x − 1 ≤ 5x + 6
−2x ≤ 7
−1 −1
( ) − 2x ≥ ( )7
2 2
x ≥ −3, 5.
Solução:
|x − 4| < 8
−8 < x − 4 < 8
−4 < x < 12
21
Exemplo 4.4 Resolva |3x − 2| ≥ 5.
Solução: A solução desta inequação com valor absoluto consiste nas soluções das duas
desigualdades
3x − 2 ≤ −5 ou 3x − 2 ≥ 5
3x ≤ −3 ou 3x ≥ 7
7
x ≤ −1 ou x ≥
3
onde a, b, c ∈ R com a ̸= 0.
x2 − x − 12 = 0
(x − 4)(x + 3) = 0
x = 4 ou x = −3
Solução:
2x2 + 3x − 20 = 0
(x + 4)(2x − 5) = 0
5
x = −4 ou x = .
2
Exemplo 4.7 Resolva x2 − 4x + 1 ≥ 0.
22
Capı́tulo 5
Função
5.1 Funções
Definição 5.1 Dados dois conjuntos A e B, não vazio, uma função f de A em B
recebe o nome de aplicação de A em B ou função definida em A com imagens em B
se, somente se, para todo x ∈ A existe um só y ∈ B : (x, y) ∈ f
Notação:
f :A→B
Exemplo 5.1 Considere dois conjuntos A e B demonstrado através de diagramas e
observe quando uma relação entre dois conjuntos é um função
Exemplo 5.2 Quando utilizamos um táxi como meio de transporte, a cobrança desse
serviço é feita por meio de duas taxas: a bandeirada e o quilômetro rodado. A bandei-
rada é um valor fixo que é cobrado assim que entramos no táxi, e o quilômetro rodado
é um valor que é adicionado ao preço a cada vez que se completa o percurso de um
quilômetro. Em Belo Horizonte, por exemplo, o valor da bandeirada é R$3, 30, e o
quilômetro rodado vale R$2, 04. Calcule o preço que será pago após roda 5km
Solução: De acordo com os valores citado acima, podemos gerar a seguinte função
P (x) = 3, 30 + dx.
onde d é o quilômetro rodados e x é o valor dos quilômetros rodados, portanto
P (5) = 3, 30 + 5(2, 04) = 13, 50.
23
5.1.1 Domı́nio, Contradomı́nio e Imagem
Definição 5.2 Dados dois conjuntos A e B, então podemos dizer que
Determine:
a) O domı́nio
b) O contradomı́nio
c) Imagem
d) lei de formação.
24
5.1.3 Propriedades de uma função
Definição 5.4 Seja f : A → B então vale as seguintes propriedades que caracteri-
zam uma função.
• Função Sobrejetora: Dizemos que uma função é sobrejetora se, e somente se,
o seu conjunto imagem for igual ao contradomı́nio, isto é, se Im(f ) = CD(f ).
• Função Bijetora: Uma função é bijetora, quando essa função for sobrejetora
e injetora ao mesmo tempo.
25
Exemplo 5.6 Mostre que f (x) = x2 − 1 é uma função par.
Definição 5.6 Dada uma função f : A → B, dizemos que f é ı́mpar se, e somente
se, f (−x) = −f (x) para todo x ∈ A. Ou seja, os valores simétricos possuem imagens
simétricas.
Exemplo 5.9 Dadas as funções f (x) = x2 − 1 e g(x) = 2x, Calcule gof e f og.
Solução: De fato,
gof = 2(x2 − 1)
= 2x2 − 2
f og = (2x)2 − 1
= 4x2 − 1
5g(x) = 3x + 2
3x + 2
g(x) =
5
Definição 5.8 Seja f é uma função bijetora. A cada elemento x ∈ A está associado
um único elemento de y ∈ B e como f é bijetora, a cada elemento de y ∈ B também
associado a um único elemento de x ∈ A. A função f leva x até y e a função g leva y
até x. A função g : B → A recebe o nome de inversa de f e pode ser escrita por f −1 .
26
Solução: Primeiramente, vamos isolar x
y = 2x − 1
2x = y + 1
y+1
x =
2
Agora, basta trocar x por y, tem-se
x+1
y=
2
Logo, f −1 = x+1
2
.
1
f −1 = −
2
27
5.2 Função Afim
Nessa seção será reservada para o estudo das funções de grau um.
f :R→R
x 7→ c
O gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo x passando pelo
o ponto (0, c). E sua imagem é Im(f ) = c.
a) y = 3 b) y = −1
Solução:
f :R→R
x 7→ x
Solução:
28
5.2.3 Função Afim
Definição 5.11 Chama-se de função de afim ou função do 1o grau, a qualquer função
f : R → R definida por:
f (x) = ax + b, a ̸= 0
onde a é o coeficiente angular da reta e b é o termo constante.
Solução: Primeiramente, vamos atribuir dois valores para x e encontremos duas ima-
gens para esses valores de x. Sejam x = 0 e x = 31 , então, para x = 0 temos
f (0) = 3 · 0 − 1
f (0) = −1
E para x = 13 , temos
1 1
f ( ) = 3( ) − 1
3 3
1
f ( ) = 0.
3
Agora, vamos construir o gráfico ligando os pontos encontrados por uma reta.
29
Zero de uma função afim
Definição 5.12 Chama-se de zero ou raı́z da função afim, o número real x tal que
f (x) = 0. Temos
f (x) = 0 =⇒ ax + b = 0
.
1. Para a > 0: se x1 < x2 , então ax1 < ax2 . Daı́, ax1 + b < ax2 + b, de onde vem
f (x1 ) < f (x2 ).
2. para a < 0: se x1 < x2 , então ax1 > ax2 . Daı́, ax1 + b > ax2 + b, de onde vem
f (x1 ) > f (x2 ).
b
y > 0 =⇒ ax + b > 0 =⇒ x > − .
a
b
y < 0 =⇒ ax + b < 0 =⇒ x < − .
a
Conclusão: y é positivo para valores de x maiores que a raiz; y é negativo para
valores de x menores que a raiz, graficamente
30
2. a < 0 (função decrescente)
b
y > 0 =⇒ ax + b > 0 =⇒ x < − .
a
b
y < 0 =⇒ ax + b < 0 =⇒ x > − .
a
Conclusão: y é positivo para valores de x menores que a raiz; y é negativo para
valores de x maiores que a raiz, graficamente
31
5.3 Função Quadrática
Definição 5.13 Uma aplicação f de R → R recebe o nome de função quadrática ou
do 2o grau quando associa a cada x ∈ R o elemento (ax2 + bx + c) ∈ R, onde a ̸= 0.
Isto é,
f :R→R
x 7−→ ax2 + bx + c, a ̸= 0.
32
5.3.2 Zero da Função Quadrática
Definição 5.14 Chama-se zeros ou raı́zes da função quadrática f (x) = ax2 + bx + c
, a ̸= 0, os números reais x tais que f (x) = 0. Então as raı́zes da função f (x) =
ax2 + bx + c, são as soluções da equação do 2o grau ax2 + bx + c = 0, as quais são
dadas pela chamada fórmula de Bhaskara:
√
−b ± b2 − 4ac
x= .
2a
Observação 5.2 A quantidade de raı́zes reais de uma função quadrática depende do
valor obtido para o radicando ∆ = b2 − 4ac, chamado discriminante, a saber:
• quando é zero, há só uma raiz real (para ser mais preciso, há duas raı́zes iguais);
33
Para a < 0
Imagem
a>0
34
Para a < 0
Construção da Parábola
• A reta que passa por V e é paralela ao eixo dos y é o eixo de simetria da parábola;
Estudo do Sinal
1o - ∆ > 0
Nesse caso a função quadrática admite dois zeros reais distintos (x1 ̸= x2 ). a
parábola intercepta o eixo Ox em dois pontos e o sinal da função é o indicado nos
gráficos abaixo:
35
Para a < 0
36
2o - ∆ = 0
37
3o - ∆ < 0
38
Referências Bibliográficas
[1] STEWART, [Link]́lculo; volume II. 5 ed. São Paulo: Pioneira Thomson Lear-
ning,2006.
[2] WEIRS, Maurice D.; FINNEY, Ross L.; GIORDINO, Frank [Link]́lculo(George B.
Thomas Jr.); volume II. São Paulo: Addison Wesley, 2009.
39