100% acharam este documento útil (1 voto)
398 visualizações204 páginas

Cronograma de Estudos para Concursos PPCE

Enviado por

isabella
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
398 visualizações204 páginas

Cronograma de Estudos para Concursos PPCE

Enviado por

isabella
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Vinícius Abreu da Costa

antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

Olá, tudo bem? Sou Professor Erick Lima e vou ajudar você a ser
aprovado no seu tão sonhado cargo público.
Tenho uma vasta experiência em Concursos Públicos, sou Policial
Militar e atualmente estou graduando em Direito. Uso todos os meus
conhecimentos e técnicas de estudos para auxiliar na aprovação dos
meus alunos.
Deixa eu te fazer algumas perguntas: você tem dificuldade nos estudos
? Está procurando conteúdo totalmente atualizado e direcionado para
sua prova ? Quer encurtar o caminho até a aprovação ? Ótimo, então
você está no lugar certo. Temos o que você precisa para realizar esse
grande sonho de ser Servidor público.
CRONOGRAMA
CRONOGRAMA POR DISCIPLINA
1º DIA 2º DIA 3º DIA 4º DIA

Português Informática Noções de Português


Direito
Legislação Direitos Conhecimentos Legislação
Extravagante Humanos Específicos Extravagante

5º DIA 6º DIA 7º DIA


Noções de
Informática
Direito Revisão Geral
/ Exercícios
Direitos Conhecimentos / Simulados
Humanos Específicos

Vinícius Abreu da Costa


antoniavinicius3010@[Link]
CRONOGRAMA
604.983.963-80 POR HORAS
1º DIA 2º DIA 3º DIA 4º DIA 5º DIA 6º DIA
1º Disciplina 1:30h 1:30h 1:30h 1:30h 1:30h 1:30h

2º Disciplina 1:30h 1:30h 1:30h 1:30h 1:30h 1:30h

Total 3h 3h 3h 3h 3h 3h

Avante, Imparáveis! Dá uma olhada nesse modelo de cronograma de estudos para PPCE. Seguindo o
cronograma, você vai estudar cada disciplina 2x por semana, além de reservar um dia para revisão e exercícios.
Vamos dar uma olhada nas instruções:
O modelo de cronograma apresentado tem como meta 3 horas de estudo líquido diário.
Os dias no cronograma não representam os dias da semana, você pode, por exemplo, começar os estudos do 1º
dia numa quarta e seguir sucessivamente. Se você não conseguir estudar as matérias de um dia qualquer e
voltar ao estudo, volte de onde parou. Essa é a parte boa de dividir em dias sem levar em conta os dias da
semana, assim você tem um estudo mais dinâmico e adaptável a sua rotina.
Evite ‘‘pular’’ dias do cronograma, sempre volte de onde parou o estudo, utilize o cronograma como um ciclo que
traz uma sequência de estudo e uma meta diária e não um guia definitivo de rotina. Não há problema, por
exemplo, em dividir o estudo ao longo do dia, estudando uma parte pela manhã, outra pela tarde ou noite.
O sétimo dia é reservado para revisar, exercitar e fazer simulados. Você pode fazer essas três coisas ou
escolher entre elas a depender da sua forma de estudo, mas todas são pilares importantes para a aprovação.

[Link] profericklima Professor Erick Lima


EDITAL
VERTICALIZADO
POLÍCIA PENAL
DO CEARÁ (PPCE)
LÍNGUA PORTUGUESA
Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º
1. Compreensão e interpretação de texto.
2. Tipologia e gêneros textuais.
3. Figuras de linguagem.
4. Significação de palavras e expressões.
5. Relações de sinonímia e de antonímia.
6. Ortografia.
7. Acentuação gráfica.
8. Uso da crase.
9. Divisão silábica.
10. Foné ca e Fonologia: som e fonema, encontros
vocálicos e consonantais e dígrafos.
11. Morfologia: classes de palavras variáveis e
invariáveis e seus empregos no texto. Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
12. Locuções verbais (perífrases verbais).
13. Funções do “que” e do “se”. 604.983.963-80
14. Formação de palavras.
15. Elementos de comunicação.
16. Sintaxe: relações sintá co-semân cas
estabelecidas entre orações, períodos ou
parágrafos.
16.1 período simples
16.2 período composto por coordenação.
16.3 período composto por subordinação.
17. Concordância verbal e nominal.
18. Regência verbal e nominal.
19. Colocação pronominal.
20. Emprego dos sinais de pontuação e sua função
no texto.
21. Elementos de coesão.
22. Função textual dos vocábulos.
23. Variação linguís ca.

[Link] profericklima Professor Erick Lima


VADE MECUM
P O L Í C I A P E N A L D O C E A R Á
EDITAL VERTICALIZADO

NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º
1. Conceitos e fundamentos básicos de
informá ca.
2. Conhecimento e u lização dos principais
so wares u litários (compactadores de arquivos,
chat, clientes de e-mails, reprodutores de vídeo,
visualizadores de imagem, an vírus).
3. Iden ficação e manipulação de arquivos,
backup de arquivos.
4. Periféricos de computadores.
5. Ambientes operacionais.
5.1. U lização dos sistemas operacionais
Windows 7 e Windows 8.1.
6. U lização dos editores de texto (Microso Word
e LibreOffice Writer).
7. U lização dos editores de planilhas (Microso
Excel e LibreOffice Calc).
8. U lização do Microso PowerPoint.
9. U lização e configuração de e-mail no Microso
Outlook.
10. Conceitos de tecnologias relacionadas à
Vinícius Abreu da Costa
Internet e Intranet, busca e pesquisa na Web,
antoniavinicius3010@[Link]
Mecanismos de busca na Web. 604.983.963-80
11. Navegadores de internet (Internet Explorer,
Mozilla Firefox, Google Chrome).
12. Segurança na Internet, Vírus de computadores,
Spyware, Malware, Phishing.
13. Transferência de arquivos pela internet.

NOÇÕES DE DIREITO
Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º
1. Direito Cons tucional:
1.1. Direitos e Garan as Fundamentais (ar go 5º).
1.2. Da Administração Pública (ar go 37).
1.3. Da Defesa do Estado e das Ins tuições
Democrá cas, do estado de defesa e do estado de
sí o (ar gos 136 ao 141).
1.4. Da Segurança Pública (ar go 144).
2. Direito Penal:
2.1. Do crime (ar go 13 ao 25).
2.2. Das Penas (ar gos 32 ao 52).
2.3. Dos crimes contra a honra (ar gos 138 ao 145).
2.4. Dos crimes contra a Pessoa (ar gos 121 ao
154).

[Link] profericklima Professor Erick Lima


VADE MECUM
P O L Í C I A P E N A L D O C E A R Á
EDITAL VERTICALIZADO

2.5. Dos crimes contra a liberdade individual


(ar gos 146 ao 150).
2.6. Dos crimes contra o Patrimônio (ar gos 155 ao
180).
2.7. Dos crimes pra cados por funcionário público
contra a Administração em Geral (ar gos 312 ao
327).

DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA


Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º
1. A Cons tuição da República Federa va do
Brasil de 1988:
1.1. Dos princípios fundamentais (ar gos 1 ao 4)
1.2. Direitos e garan as fundamentais (ar gos 5
ao 16).
2. Direitos Humanos:
2.1. Concepções.
2.2. O Estado e as garan as à pessoa em privação
de liberdade.
2.3. Carta das Nações Unidas (1945): art.1 e
art.55.
2.4. Declaração Universal dos Direitos Humanos Vinícius Abreu da Costa
(adotada e proclamada pela Resoluçãoantoniavinicius3010@[Link]
217-A (III)
– da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 604.983.963-80
de dezembro de 1948): universalidade, igualdade
e não discriminação (ar gos 1º, 2º e 7º); direito à
vida, à liberdade e à segurança (art.3º); direito de
ir e vir e proibição de prisão arbitrária (arts.9º e
13); asilo (art.14).
3. Convenção para a prevenção e a repressão do
crime de genocídio: conceito de genocídio
(art.2º), responsabilidade (art.4º), genocídio e
extradição (art.13).

LEGISLAÇÃO ESPECIAL
Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º
1. Lei Federal Nº10.826, de 22/12/2003 e
posteriores alterações (Dispõe sobre registro,
posse e comercialização de armas de fogo e
munição, sobre o Sistema Nacional de Armas –
Sinarm).
2. Decreto Federal Nº5.123 (REVOGADO)
3. Lei Estadual Nº 15.455, de 08/11/2013,
publicada no Diário Oficial em 21/11/2013 (Dispõe
sobre o direito do porte de armas de fogo pelos
Agentes Penitenciários do Estado do Ceará e dá
outras providências).

[Link] profericklima Professor Erick Lima


VADE MECUM
P O L Í C I A P E N A L D O C E A R Á
EDITAL VERTICALIZADO

4. Lei Federal Nº7.210/84 e alterações posteriores


(Lei de Execução Penal):
4.1. Direitos preservados (ar go 3º);
4.2. Do condenado, do internado e egresso
(ar gos 5º ao 26);
4.3. Dos deveres, direitos e disciplina do
condenado (ar gos 38 ao 52);.
4.4. Dos estabelecimentos penais (ar gos 82 ao
104);
4.5. Dos regimes (ar gos 110 ao 118).
5. Leis Federais Nº 8.072/90 e Nº 8.930/94 (Dá
nova redação ao art.1º da Lei Nº 8.072, de 25 de
julho de 1990, que dispõe sobre os crimes
hediondos, nos termos do art.5º, inciso XLIII, da
Cons tuição Federal, e determina outras
providências).
6. Lei Federal Nº9.455/97 e alterações posteriores
(Define os crimes de tortura e dá outras
providências).
7. Lei Federal Nº11.343/06 e alterações
posteriores (Sistema Nacional de Polí cas
Públicas sobre Drogas – SISNAD): Título III -
Capítulo III, Dos crimes – arts.27 ao 30; Título IV -
Capítulo II, Dos Crimes – arts.33 ao 47.
Vinícius Abreu da Costa
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º
1. Direitos, deveres e regime disciplinar dos
Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará (Lei
Estadual Nº9.826, de 14 de maio de 1974).
2. Lei Nº14.582, de 21/12/09 (D.O.E de 28/12/09) e
suas alterações, redenomina a carreira guarda
penitenciária, e dá outras providências.
3. Sistema de Revistas nos Estabelecimentos Penais
do Estado do Ceará (Decreto Estadual Nº25.050, de
14 de julho de 1998, publicado no DOE de
16/07/98).
4. Regimento Geral dos Estabelecimentos
Prisionais do Estado do Ceará (Portaria Nº
1220/2014, de 10 de dezembro de 2014, publicada
no Diário Oficial de 16 de dezembro de 2014, e
posteriores alterações).
PALPITES DO PROFESSOR - CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS
Instrução Norma va 03 : Padronização de
procedimentos
Portaria 900 : Regulamenta visitas
Lei complementar 258 : disciplinar o regime
disciplinar aplicado aos policiais penais

[Link] profericklima Professor Erick Lima


VADE MECUM
P O L Í C I A P E N A L D O C E A R Á
EDITAL VERTICALIZADO

Exercícios Revisão
Assunto Teoria
Total Erros Acertos 1º 2º 3º

Portaria 464 : Regulamenta o Programa


mencionado na Lei Estadual No18. 438, de 27 de
julho de 2023, dispondo sobre as condições para
o recebimento do adicional ao Abono Especial
por Reforço Operacional
Lei 17.388/2021: Dispõe sobre a denominação do
cargo, a carreira e a estrutura remuneratória dos
servidores públicos regidos pela lei no 14.582, de
21 de dezembro de 2009.

Vinícius Abreu da Costa


antoniavinicius3010@[Link]
POLÍCIA604.983.963-80
PENAL DO CEARÁ
Área de Conhecimento Nº de Itens Valor (Pontos)
por Questões Valor Total
(Pontos)
Língua Portuguesa 12 1,5 18
Noções de Informá ca 6 0,5 3
Noções de Direito 10 1 10
Direitos Humanos e Cidadania 10 1 10
Legislação Especial 10 1,5 15
Conhecimentos Específicos 12 1,5 18

Total de Questões e Pontos 60 Questões 74 Pontos

[Link] profericklima Professor Erick Lima


P O L Í C I A P E N A L D O C E A R Á

Vinícius Abreu da Costa


antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

[Link] profericklima Professor Erick Lima


SUMÁRIO
DIREITO CONSTITUCIONAL 01

DIREITO PENAL 19

DIREITOS HUMANOS 45

LEGISLAÇÃO ESPECIAL 61

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link] 123
604.983.963-80

[Link] profericklima Professor Erick Lima


P O L Í C I A P E N A L D O C E A R Á

Vinícius Abreu da Costa


antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

[Link] profericklima Professor Erick Lima


I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
TÍTULO I VI - defesa da paz;
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
Art. 1º A República Federativa do Brasil, for-
mada pela união indissolúvel dos Estados e Muni- IX - cooperação entre os povos para o pro-
cípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado gresso da humanidade;
Democrático de Direito e tem como fundamentos: X - concessão de asilo político.
I - a soberania; Parágrafo único. A República Federativa do
II - a cidadania; Brasil buscará a integração econômica, política, so-
cial e cultural dos povos da América Latina, visando
III - a dignidade da pessoa humana; à formação de uma comunidade latino-americana
IV - os valores sociais do trabalho e da livre ini- de nações.
ciativa; (Vide Lei nº 13.874, de 2019)
V - o pluralismo político.
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link] TÍTULO II
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo,
604.983.963-80 DOS DIREITOS E
que o exerce por meio de representantes eleitos ou
GARANTIAS FUNDAMENTAIS
diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes CAPÍTULO I
e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e
DOS DIREITOS E DEVERES
o Judiciário.
INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Súmula nº 649, STF. É inconstitucional a criação, por
Constituição estadual, de órgão de controle administrativo
do Poder Judiciário do qual participem representantes de Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
outros Poderes ou entidades.
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
República Federativa do Brasil: inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igual-
I - construir uma sociedade livre, justa e solidá- dade, à segurança e à propriedade, nos termos se-
ria; guintes:
STF: O estrangeiro em trânsito também está resguardado
II - garantir o desenvolvimento nacional; pelos direitos individuais, podendo, inclusive, utilizar-se de
III - erradicar a pobreza e a marginalização e remédios constitucionais. Contudo, ele não poderá fazer
uso de todos os direitos, a exemplo da ação popular, que é
reduzir as desigualdades sociais e regionais; privativa de brasileiro.
IV - promover o bem de todos, sem preconcei- ° Isonomia/igualdade material: tratar igualmente os
tos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas
outras formas de discriminação. desigualdades.
Súmula nº 683, STF. O limite de idade para a inscrição em
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege- concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da
se nas suas relações internacionais pelos seguin- Constituição, quando possa ser justificado pela natureza
das atribuições do cargo a ser preenchido.
tes princípios:

1
Súmula Vinculante nº 06. Não viola a Constituição o esta- obrigação legal a todos imposta e recusar-se a
belecimento de remuneração inferior ao salário-mínimo
para as praças prestadoras de serviço militar inicial
cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual,
I - homens e mulheres são iguais em direitos e
artística, científica e de comunicação, independen-
obrigações, nos termos desta Constituição;
temente de censura ou licença;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada,
fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
a honra e a imagem das pessoas, assegurado o di-
Súmula Vinculante nº 44. Só por lei se pode sujeitar a reito a indenização pelo dano material ou moral de-
exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo pú-
blico.
corrente de sua violação;
Súmula nº 636, STF. Não cabe recurso extraordinário por STJ: Súmula 227 - Pessoa jurídica pode sofrer dano mo-
contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, ral. STF: Admite as biografias não‐autorizadas, não exclu-
quando a sua verificação pressuponha rever a interpreta- indo a possibilidade de indenização por dano material ou
ção dada a normas infraconstitucionais pela decisão recor- moral
rida.
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, nin-
Súmula nº 686, STF. Só por lei se pode sujeitar a exame
guém nela podendo penetrar sem consentimento
psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
III - ninguém será submetido a tortura nem a desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o
tratamento desumano ou degradante; dia, por determinação judicial; (Vide Lei nº 13.105,
Súmula Vinculante nº 11. Só é lícito o uso de algemas em de 2015) (Vigência)
casos de RESISTÊNCIA e de FUNDADO RECEIO DE
STF: Casa é um termo amplo, consagrando consultório,
FUGA ou de PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA PRÓPRIA
escritório e qualquer lugar privado não aberto ao público.
OU ALHEIA, por parte do preso ou de terceiros, justificada
Contudo, não é um direito absoluto.
a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabili-
dade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e XII - é inviolável o sigilo da correspondência e
de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere,
sem prejuízo da responsabilidade civil do [Link]ícius das comunicações
Abreu da Costa telegráficas, de dados e das co-
municações telefônicas, salvo, no último caso, por
IV - é livre a manifestação doantoniavinicius3010@[Link]
pensamento, ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
sendo vedado o anonimato; 604.983.963-80
estabelecer para fins de investigação criminal ou
STF: A defesa da legalização de drogas em espaços públi- instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de
cos constitui legítimo exercício do direito à livre manifesta- 1996)
ção do pensamento.
STF: É lícita a gravação de conversa telefônica realizada
V - é assegurado o direito de resposta, propor- por um dos interlocutores, ou com sua autorização, sem ci-
cional ao agravo, além da indenização por dano ência do outro, quando há investida criminosa deste último.
material, moral ou à imagem; XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho,
STJ: Súmula nº 37 - São cumuláveis as indenizações por ofício ou profissão, atendidas as qualificações pro-
dano material e dano moral oriundos do mesmo fato. o do fissionais que a lei estabelecer;
pensamento.
XIV - é assegurado a todos o acesso à infor-
STJ: Súmula nº 227 - A pessoa jurídica pode sofrer dano
moral. mação e resguardado o sigilo da fonte, quando ne-
STJ: Súmula nº 387 - É lícita a cumulação das indeniza-
cessário ao exercício profissional;
ções de dano estético e dano moral. XV - é livre a locomoção no território nacional
VI - é inviolável a liberdade de consciência e em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos
de crença, sendo assegurado o livre exercício dos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a pro- com seus bens;
teção aos locais de culto e a suas liturgias; XVI - todos podem reunir-se pacificamente,
VII - é assegurada, nos termos da lei, a presta- sem armas, em locais abertos ao público, indepen-
ção de assistência religiosa nas entidades civis e dentemente de autorização, desde que não frus-
militares de internação coletiva; trem outra reunião anteriormente convocada para o
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
VIII - ninguém será privado de direitos por mo- autoridade competente;
tivo de crença religiosa ou de convicção filosófica
ou política, salvo se as invocar para eximir-se de XVII - é plena a liberdade de associação para
fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

2
XVIII - a criação de associações e, na forma da b) o direito de fiscalização do aproveitamento
lei, a de cooperativas independem de autorização, econômico das obras que criarem ou de que parti-
sendo vedada a interferência estatal em seu funci- ciparem aos criadores, aos intérpretes e às respec-
onamento; tivas representações sindicais e associativas;
XIX - as associações só poderão ser compul- XXIX - a lei assegurará aos autores de inven-
soriamente dissolvidas ou ter suas atividades sus- tos industriais privilégio temporário para sua utiliza-
pensas por decisão judicial, exigindo-se, no pri- ção, bem como proteção às criações industriais, à
meiro caso, o trânsito em julgado; propriedade das marcas, aos nomes de empresas
XX - ninguém poderá ser compelido a asso- e a outros signos distintivos, tendo em vista o inte-
ciar-se ou a permanecer associado; resse social e o desenvolvimento tecnológico e
econômico do País;
XXI - as entidades associativas, quando ex-
pressamente autorizadas, têm legitimidade para re- XXX - é garantido o direito de herança;
presentar seus filiados judicial ou extrajudicial- XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros si-
mente; tuados no País será regulada pela lei brasileira em
Súmula nº 629, STF. A impetração de mandado de segu-
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sem-
rança coletivo por entidade de classe em favor dos associ- pre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal
ados independe da autorização destes. do "de cujus";
XXII - é garantido o direito de propriedade; XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a
XXIII - a propriedade atenderá a sua função defesa do consumidor;
social; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para públicos informações de seu interesse particular,
desapropriação por necessidade ou utilidade pú- ou de interesse coletivo ou geral, que serão presta-
blica, ou por interesse social, medianteVinícius
justa e pré- das no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
Abreu da Costa
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível
via indenização em dinheiro, ressalvados os casos
antoniavinicius3010@[Link]
previstos nesta Constituição; à segurança da sociedade e do Estado; (Regula-
604.983.963-80
mento) (Vide Lei nº 12.527, de 2011)
Súmula nº 164, STF. No processo de desapropriação, são
devidos juros compensatórios desde a antecipada imissão Súmula Vinculante nº 14. É direito do defensor, no inte-
de posse, ordenada pelo juiz, por motivo de urgência. resse do representado, ter acesso amplo aos elementos de
prova que, JÁ DOCUMENTADOS em procedimento inves-
XXV - no caso de iminente perigo público, a tigatório realizado por órgão com competência de polícia
autoridade competente poderá usar de propriedade judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
particular, assegurada ao proprietário indenização XXXIV - são a todos assegurados, indepen-
ulterior, se houver dano; dentemente do pagamento de taxas:
XXVI - a pequena propriedade rural, assim de- a) o direito de petição aos Poderes Públicos
finida em lei, desde que trabalhada pela família, em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou
não será objeto de penhora para pagamento de dé- abuso de poder;
bitos decorrentes de sua atividade produtiva, dis-
Súmula nº 373, STJ. É ilegítima a exigência de depósito
pondo a lei sobre os meios de financiar o seu de- prévio para admissibilidade de recurso administrativo.
senvolvimento;
b) a obtenção de certidões em repartições pú-
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo blicas, para defesa de direitos e esclarecimento de
de utilização, publicação ou reprodução de suas situações de interesse pessoal;
obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que
a lei fixar; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Po-
der Judiciário lesão ou ameaça a direito;
Súmula nº 63, STJ. São devidos direitos autorais pela re-
transmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos XXXVI - a lei não prejudicará o direito adqui-
comerciais. rido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: STF: Súmula 654 - A garantia da irretroatividade da lei,
prevista no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República,
a) a proteção às participações individuais em não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado
obras coletivas e à reprodução da imagem e voz
humanas, inclusive nas atividades desportivas;

3
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exce- a) privação ou restrição da liberdade;
ção; b) perda de bens;
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, c) multa;
com a organização que lhe der a lei, assegurados:
d) prestação social alternativa;
a) a plenitude de defesa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
b) o sigilo das votações;
XLVII - não haverá penas:
c) a soberania dos veredictos;
a) de morte, salvo em caso de guerra decla-
d) a competência para o julgamento dos crimes rada, nos termos do art. 84, XIX;
dolosos contra a vida;
b) de caráter perpétuo;
STF: Súmula Vinculante 45 - A competência constitucio-
nal do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerroga- Súmula nº 527, STJ. O tempo de duração da medida de
tiva de função estabelecido exclusivamente pela Constitui- segurança não deve ultrapassar o limite máximo da pena
ção estadual abstratamente cominada ao delito praticado.
STF: Súmula 603 - A competência para o processo e jul- c) de trabalhos forçados;
gamento de latrocínio é do juiz singular, e não do Tribunal
do Júri. d) de banimento;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o e) cruéis;
defina, nem pena sem prévia cominação legal; XLVIII - a pena será cumprida em estabeleci-
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para be- mentos distintos, de acordo com a natureza do de-
neficiar o réu; lito, a idade e o sexo do apenado;
STF: Súmula 711 - A lei penal mais grave aplica-se ao XLIX - é assegurado aos presos o respeito à
crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigên- integridade física e moral;
cia é anterior à cessação da continuidade ou da permanên-
cia. Vinícius
Abreu daL Costa
- às presidiárias serão asseguradas condi-
antoniavinicius3010@[Link]
ções para que possam permanecer com seus filhos
XLI - a lei punirá qualquer discriminação aten-
604.983.963-80
durante o período de amamentação;
tatória dos direitos e liberdades fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime ina- LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o
fiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclu- naturalizado, em caso de crime comum, praticado
são, nos termos da lei; antes da naturalização, ou de comprovado envolvi-
mento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e afins, na forma da lei;
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tor-
tura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas LII - não será concedida extradição de estran-
afins, o terrorismo e os definidos como crimes he- geiro por crime político ou de opinião;
diondos, por eles respondendo os mandantes, os LIII - ninguém será processado nem sentenci-
executores e os que, podendo evitá-los, se omiti- ado senão pela autoridade competente;
rem; (Regulamento) Súmula nº 704, STF. Não viola as garantias do juiz natural,
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescri- da ampla defesa e do devido processo legal a atração por
continência ou conexão do processo do corréu ao foro por
tível a ação de grupos armados, civis ou militares, prerrogativa de função de um dos denunciados.
contra a ordem constitucional e o Estado Democrá-
tico; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de
seus bens sem o devido processo legal;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de reparar o LV - aos litigantes, em processo judicial ou ad-
dano e a decretação do perdimento de bens ser, ministrativo, e aos acusados em geral são assegu-
nos termos da lei, estendidas aos sucessores e rados o contraditório e ampla defesa, com os meios
contra eles executadas, até o limite do valor do pa- e recursos a ela inerentes;
trimônio transferido; STF: Súmula Vinculante 5 - A falta de defesa técnica por
advogado no processo administrativo disciplinar não
XLVI - a lei regulará a individualização da pena ofende a Constituição.
e adotará, entre outras, as seguintes:

4
STF: Súmula Vinculante 14 - É direito do defensor, no in- LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela
teresse do representado, ter acesso amplo aos elementos
de prova que, já documentados em procedimento investi-
mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
gatório realizado por órgão com competência de polícia ju- com ou sem fiança;
diciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo
STF: Súmula Vinculante 21: É inconstitucional a exigên- a do responsável pelo inadimplemento voluntário e
cia de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens
para admissibilidade de recurso administrativo. inescusável de obrigação alimentícia e a do depo-
sitário infiel;
STF: Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigên-
cia de depósito prévio como requisito de admissibilidade de STF: Súmula Vinculante 25 - É ilícita a prisão civil do de-
ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de positário infiel, qualquer que seja a modalidade de depó-
crédito tributário sito.
LVI - são inadmissíveis, no processo, as pro- STJ: Súmula 419 - Descabe a prisão civil do depositário
infiel.
vas obtidas por meios ilícitos;
STJ: Não se aplica a Teoria da Árvore dos Frutos Envene- LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre
nados quando a prova considerada como ilícita é indepen- que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
dente dos demais elementos de convicção coligidos nos violência ou coação em sua liberdade de locomo-
autos, bastantes para fundamentar a condenação.
ção, por ilegalidade ou abuso de poder;
LVII - ninguém será considerado culpado até o STF: Súmula nº 693. Não cabe habeas corpus contra de-
trânsito em julgado de sentença penal condenató- cisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo
ria; em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja
a única cominada.
LVIII - o civilmente identificado não será sub- STF: Súmula nº 694. Não cabe habeas corpus contra a
metido a identificação criminal, salvo nas hipóteses imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de
previstas em lei; (Regulamento) patente ou de função pública.

LIX - será admitida ação privada nos crimes de STF: Súmula nº 695. Não cabe habeas corpus quando já
extinta a pena privativa de liberdade.
ação pública, se esta não for intentadaVinícius
no prazo Abreu
le- da Costa
gal; LXIX - conceder-se-á mandado de segurança
antoniavinicius3010@[Link]
para proteger direito líquido e certo, não amparado
604.983.963-80
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos
por habeas corpus ou habeas data, quando o res-
atos processuais quando a defesa da intimidade ou
ponsável pela ilegalidade ou abuso de poder for au-
o interesse social o exigirem;
toridade pública ou agente de pessoa jurídica no
LXI - ninguém será preso senão em flagrante exercício de atribuições do Poder Público;
delito ou por ordem escrita e fundamentada de au-
STF: Súmula nº 268. Não cabe mandado de segurança
toridade judiciária competente, salvo nos casos de contra decisão judicial com trânsito em julgado.
transgressão militar ou crime propriamente militar,
STF: Súmula nº 266. Não cabe mandado de segurança
definidos em lei; contra lei em tese.
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local LXX - o mandado de segurança coletivo pode
onde se encontre serão comunicados imediata- ser impetrado por:
mente ao juiz competente e à família do preso ou à
pessoa por ele indicada; a) partido político com representação no Con-
gresso Nacional;
LXIII - o preso será informado de seus direitos,
entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe b) organização sindical, entidade de classe ou
assegurada a assistência da família e de advo- associação legalmente constituída e em funciona-
gado; mento há pelo menos um ano, em defesa dos inte-
resses de seus membros ou associados;
LXIV - o preso tem direito à identificação dos
Súmula nº 629, STF. A impetração de mandado de segu-
responsáveis por sua prisão ou por seu interroga- rança coletivo por entidade de classe em favor dos associ-
tório policial; ados independe da autorização destes. •
LXV - a prisão ilegal será imediatamente rela- Súmula nº 630, STF. A entidade de classe tem legitimação
xada pela autoridade judiciária; para o mandado de segurança ainda quando a pretensão
veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva ca-
tegoria.

5
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção meios digitais. (Incluído pela Emenda Constitucio-
sempre que a falta de norma regulamentadora nal nº 115, de 2022)
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades § 1º As normas definidoras dos direitos e ga-
constitucionais e das prerrogativas inerentes à na- rantias fundamentais têm aplicação imediata.
cionalidade, à soberania e à cidadania;
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta
LXXII - conceder-se-á habeas data: Constituição não excluem outros decorrentes do re-
a) para assegurar o conhecimento de informa- gime e dos princípios por ela adotados, ou dos tra-
ções relativas à pessoa do impetrante, constantes tados internacionais em que a República Federa-
de registros ou bancos de dados de entidades go- tiva do Brasil seja parte.
vernamentais ou de caráter público; § 3º Os tratados e convenções internacionais
STJ: Súmula 2 - Não cabe o habeas data (CF, art. 5º, sobre direitos humanos que forem aprovados, em
LXXII, letra "a") se não houve recusa de informações por cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
parte da autoridade administrativa.
por três quintos dos votos dos respectivos mem-
b) para a retificação de dados, quando não se bros, serão equivalentes às emendas constitucio-
prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou ad- nais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45,
ministrativo; de 2004) (Atos aprovados na forma deste pará-
Súmula nº 02, STJ. Não cabe o habeas data (CF, art. 5, grafo: DLG nº 186, de 2008, DEC 6.949, de 2009,
LXXII, letra "a") se não houve RECUSA de informações por DLG 261, de 2015, DEC 9.522, de 2018) (Vide
parte da autoridade administrativa. ADIN 3392)
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribu-
propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao nal Penal Internacional a cuja criação tenha mani-
patrimônio público ou de entidade de que o Estado festado adesão.
participe, à moralidade administrativa, ao meio am-
biente e ao patrimônio histórico e cultural,Vinícius
ficando o Abreu da Costa
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas ju-
antoniavinicius3010@[Link] CAPÍTULO II
diciais e do ônus da sucumbência; 604.983.963-80 DOS DIREITOS SOCIAIS
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiên- Art. 6º São direitos sociais a educação, a sa-
cia de recursos; úde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o trans-
LXXV - o Estado indenizará o condenado por porte, o lazer, a segurança, a previdência social, a
erro judiciário, assim como o que ficar preso além proteção à maternidade e à infância, a assistência
do tempo fixado na sentença; aos desamparados, na forma desta Constituição.
LXXVI - são gratuitos para os reconhecida- Parágrafo único. Todo brasileiro em situação
mente pobres, na forma da lei: (Vide Lei nº 7.844, de vulnerabilidade social terá direito a uma renda
de 1989) básica familiar, garantida pelo poder público em
a) o registro civil de nascimento; programa permanente de transferência de renda,
cujas normas e requisitos de acesso serão determi-
b) a certidão de óbito; nados em lei, observada a legislação fiscal e orça-
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas cor- mentária (Incluído pela Emenda Constitucional nº
pus e habeas data, e, na forma da lei, os atos ne- 114, de 2021)
cessários ao exercício da cidadania.(Regulamento)
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urba-
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e adminis- nos e rurais, além de outros que visem à melhoria
trativo, são assegurados a razoável duração do de sua condição social:
processo e os meios que garantam a celeridade de
I - relação de emprego protegida contra despe-
sua tramitação. (Incluído pela Emenda Constitucio-
dida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de
nal nº 45, de 2004) (Vide ADIN 3392)
lei complementar, que preverá indenização com-
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o di- pensatória, dentre outros direitos;
reito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos
II - seguro-desemprego, em caso de desem-
prego involuntário;

6
III - fundo de garantia do tempo de serviço; Súmula nº 675, STF. Os intervalos fixados para descanso
e alimentação durante a jornada de seis horas não desca-
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacional- racterizam o sistema de turnos ininterruptos de reveza-
mente unificado, capaz de atender a suas necessi- mento para o efeito do art. 7º, XIV da Constituição.
dades vitais básicas e às de sua família com mora- XV - repouso semanal remunerado, preferen-
dia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuá- cialmente aos domingos;
rio, higiene, transporte e previdência social, com re-
ajustes periódicos que lhe preservem o poder aqui- XVI - remuneração do serviço extraordinário
sitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do
fim; normal; (Vide Del 5.452, art. 59 § 1º)
STF: Súmula vinculante 6 - Não viola a Constituição o es- XVII - gozo de férias anuais remuneradas com,
tabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo pelo menos, um terço a mais do que o salário nor-
para as praças prestadoras de serviço militar inicial. mal;
Súmula Vinculante nº 04. SALVO nos casos previsto na
Constituição, o salário-mínimo não pode ser usado como
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do em-
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor pú- prego e do salário, com a duração de cento e vinte
blico ou de empregado, nem ser substituído por decisão dias;
judicial.
STF: Os prazos da licença-gestante não poderão ser supe-
Súmula Vinculante nº 15. O cálculo de gratificações e ou- riores aos prazos da licença-adotante.
tras vantagens do servidor público não incide sobre o
abono utilizado para se atingir o salário-mínimo. XIX - licença-paternidade, nos termos fixados
V - piso salarial proporcional à extensão e à em lei;
complexidade do trabalho; XX - proteção do mercado de trabalho da mu-
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto lher, mediante incentivos específicos, nos termos
em convenção ou acordo coletivo; da lei;

VII - garantia de salário, nunca inferiorViníciusao mí- XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de
Abreu da Costa
nimo, para os que percebem remuneração variável; serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos
antoniavinicius3010@[Link]
da lei;
VIII - décimo terceiro salário com base604.983.963-80
na re-
muneração integral ou no valor da aposentadoria; XXII - redução dos riscos inerentes ao traba-
lho, por meio de normas de saúde, higiene e segu-
IX – remuneração do trabalho noturno superior rança;
à do diurno;
XXIII - adicional de remuneração para as ativi-
STF: Súmula 213 - É devido o adicional de serviço noturno,
ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento.
dades penosas, insalubres ou perigosas, na forma
da lei;
X - proteção do salário na forma da lei, consti-
XXIV - aposentadoria;
tuindo crime sua retenção dolosa;
XXV - assistência gratuita aos filhos e depen-
XI – participação nos lucros, ou resultados,
dentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de
desvinculada da remuneração, e, excepcional-
idade em creches e pré-escolas;
mente, participação na gestão da empresa, con-
forme definido em lei; XXVI - reconhecimento das convenções e
acordos coletivos de trabalho;
XII - salário-família pago em razão do depen-
dente do trabalhador de baixa renda nos termos da XXVII - proteção em face da automação, na
lei; forma da lei;
XIII - duração do trabalho normal não superior XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a
a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, cargo do empregador, sem excluir a indenização a
facultada a compensação de horários e a redução que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou
da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva culpa;
de trabalho; (vide Decreto-Lei nº 5.452, de 1943) XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes
XIV - jornada de seis horas para o trabalho re- das relações de trabalho, com prazo prescricional
alizado em turnos ininterruptos de revezamento, de cinco anos para os trabalhadores urbanos e
salvo negociação coletiva;

7
rurais, até o limite de dois anos após a extinção do categoria profissional ou econômica, na mesma
contrato de trabalho; base territorial, que será definida pelos trabalhado-
a) (Revogada). (Redação dada pela Emenda res ou empregadores interessados, não podendo
Constitucional nº 28, de 2000) ser inferior à área de um Município;

b) (Revogada). III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e


interesses coletivos ou individuais da categoria, in-
XXX - proibição de diferença de salários, de clusive em questões judiciais ou administrativas;
exercício de funções e de critério de admissão por
STF: O sindicato atua como substituto processual, não ha-
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; vendo necessidade de prévia autorização dos trabalhado-
Súmula nº 683, STF. O limite de idade para a inscrição em res.
concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da
Constituição, quando possa ser justificado pela natureza IV - a assembleia geral fixará a contribuição
das atribuições do cargo a ser preenchido. que, em se tratando de categoria profissional, será
descontada em folha, para custeio do sistema con-
XXXI - proibição de qualquer discriminação no
federativo da representação sindical respectiva, in-
tocante a salário e critérios de admissão do traba-
dependentemente da contribuição prevista em lei;
lhador portador de deficiência;
Súmula Vinculante nº 40. A contribuição confederativa de
XXXII - proibição de distinção entre trabalho que trata o art. 8º, IV da Constituição, só é exigível dos fili-
manual, técnico e intelectual ou entre os profissio- ados ao sindicato respectivo.
nais respectivos;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a man-
XXXIII - proibição de trabalho noturno, peri- ter-se filiado a sindicato;
goso ou insalubre a menores de dezoito e de qual- VI - é obrigatória a participação dos sindicatos
quer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo nas negociações coletivas de trabalho;
na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e
XXXIV - igualdade de direitos entre oVinícius
trabalha- Abreu
serda Costa
votado nas organizações sindicais;
dor com vínculo empregatício permanente e o tra-
antoniavinicius3010@[Link]
balhador avulso. VIII - é vedada a dispensa do empregado sin-
604.983.963-80
dicalizado a partir do registro da candidatura a
Parágrafo único. São assegurados à categoria cargo de direção ou representação sindical e, se
dos trabalhadores domésticos os direitos previstos eleito, ainda que suplente, até um ano após o final
nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, do mandato, salvo se cometer falta grave nos ter-
XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e mos da lei.
XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em
lei e observada a simplificação do cumprimento das STF: A garantia constitucional assegurada ao empregado
enquanto no cumprimento de mandato sindical não se des-
obrigações tributárias, principais e acessórias, de- tina a ele propriamente dito, ex intuitu personae, mas sim à
correntes da relação de trabalho e suas peculiari- representação sindical de que se investe, que deixa de
dades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV existir, entretanto, se extinta a empresa empregadora.
e XXVIII, bem como a sua integração à previdência Parágrafo único. As disposições deste artigo
social. aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de
Art. 8º É livre a associação profissional ou colônias de pescadores, atendidas as condições
sindical, observado o seguinte: que a lei estabelecer.

Súmula nº 677, STF. Até que lei venha a dispor a respeito, Art. 9º É assegurado o direito de greve, com-
incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das petindo aos trabalhadores decidir sobre a oportuni-
entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da
unicidade.
dade de exercê-lo e sobre os interesses que devam
por meio dele defender.
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado
STF: Não constitui falta grave a entrada do empregado em
para a fundação de sindicato, ressalvado o registro greve, desde que não se trate de movimento condenado
no órgão competente, vedadas ao Poder Público a pela Justiça do Trabalho e desde que o comportamento
interferência e a intervenção na organização sindi- seja pacífico no pertinente
cal; § 1º A lei definirá os serviços ou atividades es-
II - é vedada a criação de mais de uma organi- senciais e disporá sobre o atendimento das neces-
zação sindical, em qualquer grau, representativa de sidades inadiáveis da comunidade.

8
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os respon- § 2º A lei não poderá estabelecer distinção en-
sáveis às penas da lei. tre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos ca-
sos previstos nesta Constituição.
Art. 10. É assegurada a participação dos tra-
balhadores e empregadores nos colegiados dos ór- § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
gãos públicos em que seus interesses profissionais I - de Presidente e Vice-Presidente da Repú-
ou previdenciários sejam objeto de discussão e de- blica;
liberação.
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos III - de Presidente do Senado Federal;
empregados, é assegurada a eleição de um repre-
sentante destes com a finalidade exclusiva de pro- IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
mover-lhes o entendimento direto com os empre- V - da carreira diplomática;
gadores.
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa.
CAPÍTULO III § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade
DA NACIONALIDADE do brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sen-
Art. 12. São brasileiros: tença judicial, em virtude de fraude relacionada ao
I - natos: processo de naturalização ou de atentado contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático; (Re-
a) os nascidos na República Federativa do dação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de
Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que 2023)
estes não estejam a serviço de seu país;
Vinícius II - fizer pedido expresso de perda da naciona-
Abreu da Costa
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro lidade brasileira perante autoridade brasileira com-
antoniavinicius3010@[Link]
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja petente, ressalvadas situações que acarretem apa-
a serviço da República Federativa do Brasil;604.983.963-80
tridia. (Redação dada pela Emenda Constitucional
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro nº 131, de 2023)
ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados a) revogada; (Redação dada pela Emenda
em repartição brasileira competente ou venham a Constitucional nº 131, de 2023)
residir na República Federativa do Brasil e optem,
b) revogada. (Redação dada pela Emenda
em qualquer tempo, depois de atingida a maiori-
dade, pela nacionalidade brasileira; Constitucional nº 131, de 2023)
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos
II - naturalizados: do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o inte-
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacio- ressado de readquirir sua nacionalidade brasileira
nalidade brasileira, exigidas aos originários de paí- originária, nos termos da lei. (Incluído pela
ses de língua portuguesa apenas residência por um Emenda Constitucional nº 131, de 2023)
ano ininterrupto e idoneidade moral;
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma ofi-
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, cial da República Federativa do Brasil.
residentes na República Federativa do Brasil há
§ 1º São símbolos da República Federativa do
mais de quinze anos ininterruptos e sem condena-
Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacio-
ção penal, desde que requeiram a nacionalidade
nais.
brasileira.
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Muni-
§ 1º Aos portugueses com residência perma-
cípios poderão ter símbolos próprios.
nente no País, se houver reciprocidade em favor de
brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao
brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constitui-
ção.

9
CAPÍTULO IV curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um
DOS DIREITOS POLÍTICOS único período subsequente.
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Pre-
sidente da República, os Governadores de Estado
Art. 14. A soberania popular será exercida
e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renun-
pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto,
ciar aos respectivos mandatos até seis meses an-
com valor igual para todos, e, nos termos da lei,
tes do pleito.
mediante:
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição
I - plebiscito;
do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos
II - referendo; ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Pre-
III - iniciativa popular. sidente da República, de Governador de Estado ou
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: quem os haja substituído dentro dos seis meses
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
anos; eletivo e candidato à reeleição.
II - facultativos para: STF: Súmula vinculante 18 - A dissolução da sociedade
ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a
a) os analfabetos; inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição
Federal
b) os maiores de setenta anos;
Súmula nº 06, TSE. São inelegíveis para o cargo de chefe
c) os maiores de dezesseis e menores de de- do Executivo o cônjuge e os parentes, indicados no § 7º do
zoito anos. art. 14 da Constituição Federal, do titular do mandato,
SALVO se este, reelegível, tenha falecido, renunciado ou
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os se afastado definitivamente do cargo até seis meses antes
estrangeiros e, durante o período do serviço militar do pleito.
obrigatório, os conscritos. Vinícius AbreuAda Costa
Súmula Vinculante nº 18 do STF não se aplica aos ca-
sos de extinção do vínculo conjugal pela morte de um dos
antoniavinicius3010@[Link]
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma cônjuges.
da lei: 604.983.963-80
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as
I - a nacionalidade brasileira; seguintes condições:
II - o pleno exercício dos direitos políticos; I - se contar menos de dez anos de serviço,
III - o alistamento eleitoral; deverá afastar-se da atividade;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; II - se contar mais de dez anos de serviço, será
agregado pela autoridade superior e, se eleito, pas-
V - a filiação partidária; Regulamento
sará automaticamente, no ato da diplomação, para
VI - a idade mínima de: a inatividade.
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice- § 9º Lei complementar estabelecerá outros ca-
Presidente da República e Senador; sos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação,
b) trinta anos para Governador e Vice-Gover- a fim de proteger a probidade administrativa, a mo-
nador de Estado e do Distrito Federal; ralidade para exercício de mandato considerada
vida pregressa do candidato, e a normalidade e le-
c) vinte e um anos para Deputado Federal, De- gitimidade das eleições contra a influência do poder
putado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito econômico ou o abuso do exercício de função,
e juiz de paz; cargo ou emprego na administração direta ou indi-
d) dezoito anos para Vereador. reta.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfa- Súmula nº 13, TSE. Não é autoaplicável o § 9º do art. 14
betos. da Constituição, com a redação da Emenda Constitucional
de Revisão nº 4/1994.
§ 5º O Presidente da República, os Governa-
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado
dores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos
ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias
e quem os houver sucedido, ou substituído no
contados da diplomação, instruída a ação com

10
provas de abuso do poder econômico, corrupção CAPÍTULO VII
ou fraude. DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
§ 11. A ação de impugnação de mandato tra-
mitará em segredo de justiça, respondendo o autor,
SEÇÃO I
na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-
fé. DISPOSIÇÕES GERAIS

§ 12. Serão realizadas concomitantemente às


Art. 37. A administração pública direta e indi-
eleições municipais as consultas populares sobre
questões locais aprovadas pelas Câmaras Munici- reta de qualquer dos Poderes da União, dos Esta-
pais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (no- dos, do Distrito Federal e dos Municípios obede-
venta) dias antes da data das eleições, observados cerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
os limites operacionais relativos ao número de que- moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao
sitos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 111, seguinte:
de 2021) I - os cargos, empregos e funções públicas são
§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias acessíveis aos brasileiros que preencham os requi-
às questões submetidas às consultas populares sitos estabelecidos em lei, assim como aos estran-
nos termos do § 12 ocorrerão durante as campa- geiros, na forma da lei;
nhas eleitorais, sem a utilização de propaganda II - a investidura em cargo ou emprego público
gratuita no rádio e na televisão. (Incluído pela depende de aprovação prévia em concurso público
Emenda Constitucional nº 111, de 2021) de provas ou de provas e títulos, de acordo com a
natureza e a complexidade do cargo ou emprego,
Art. 15. É vedada a cassação de direitos po-
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea-
líticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos ca- ções para cargo em comissão declarado em lei de
sos de: livre nomeação e exoneração;
Vinícius Abreu da Costa
I - cancelamento da naturalização por sen-
antoniavinicius3010@[Link]
STF: Súmula 683 - O limite de idade para a inscrição em
tença transitada em julgado; concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da
604.983.963-80
CF, quando possa ser justificado pela natureza das atribui-
II - incapacidade civil absoluta; ções do cargo a ser preenchido.
III - condenação criminal transitada em julgado, STF: Súmula 684 - É inconstitucional o veto não motivado
enquanto durarem seus efeitos; à participação de candidato a concurso público.
STF: Súmula 685 - É inconstitucional toda modalidade de
IV - recusa de cumprir obrigação a todos im- provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia
posta ou prestação alternativa, nos termos do art. aprovação em concurso público destinado ao seu provi-
5º, VIII; mento, em cargo que não integra a carreira na qual anteri-
ormente investido.
V - improbidade administrativa, nos termos do
STF: Súmula 686 - Só por lei se pode sujeitar a exame
art. 37, § 4º. psicotécnico a habilitação de candidato a concurso público.
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral III - o prazo de validade do concurso público
entrará em vigor na data de sua publicação, não se será de até dois anos, prorrogável uma vez, por
aplicando à eleição que ocorra até um ano da data igual período;
de sua vigência.
IV - durante o prazo improrrogável previsto no
STJ: Súmula 444 - É vedada a utilização de inquéritos po- edital de convocação, aquele aprovado em con-
liciais e ações penais em curso para agravar a pena-base.
curso público de provas ou de provas e títulos será
STJ: Súmula 280 - O art. 35 do Decreto-Lei n° 7.661, de convocado com prioridade sobre novos concursa-
1945, que estabelece a prisão administrativa, foi revogado
pelos incisos LXI e LXVII do art. 5° da Constituição Federal dos para assumir cargo ou emprego, na carreira;
de 1988. STF: Os candidatos aprovados em concurso público têm
STJ: Súmula 403 - Independe de prova do prejuízo a inde- direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser
nização pela publicação não autorizada da imagem de pes- dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a va-
soa com fins econômicos ou comerciais. gar no prazo de validade do concurso. A recusa da Admi-
nistração Pública em prover cargos vagos, quando existen-
tes candidatos aprovados em concurso público, deve ser
motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo
Poder Judiciário

11
V - as funções de confiança, exercidas exclusi- ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de
vamente por servidores ocupantes de cargo efe- qualquer outra natureza, não poderão exceder o
tivo, e os cargos em comissão, a serem preenchi- subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Su-
dos por servidores de carreira nos casos, condi- premo Tribunal Federal, aplicando-se como limite,
ções e percentuais mínimos previstos em lei, desti- nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Esta-
nam-se apenas às atribuições de direção, chefia e dos e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Go-
assessoramento; vernador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio
STF: Súmula vinculante 13 - A nomeação de cônjuge,
dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do
companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afi- Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargado-
nidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nome- res do Tribunal de Justiça, limitado a noventa intei-
ante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em ros e vinte e cinco centésimos por cento do subsí-
cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exer-
cício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de dio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
função gratificada na administração pública direta e indireta Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário,
em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Dis- aplicável este limite aos membros do Ministério Pú-
trito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste me-
diante designações recíprocas, viola a Constituição Fede-
blico, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
ral. XII - os vencimentos dos cargos do Poder Le-
VI - é garantido ao servidor público civil o di- gislativo e do Poder Judiciário não poderão ser su-
reito à livre associação sindical; periores aos pagos pelo Poder Executivo;
VII - o direito de greve será exercido nos ter- XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de
mos e nos limites definidos em lei específica; (Re- quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de
dação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de remuneração de pessoal do serviço público; (Reda-
1998) ção dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e
empregos públicos para as pessoas portadoras Vinícius de Abreu daXIV - os acréscimos pecuniários percebidos
Costa
deficiência e definirá os critérios de sua admissão; por servidor público não serão computados nem
antoniavinicius3010@[Link]
acumulados para fins de concessão de acréscimos
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação 604.983.963-80
ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constituci-
por tempo determinado para atender a necessi-
onal nº 19, de 1998)
dade temporária de excepcional interesse público;
(Vide Emenda constitucional nº 106, de 2020) XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupan-
tes de cargos e empregos públicos são irredutíveis,
X - a remuneração dos servidores públicos e o
ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste
subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente po-
artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, §
derão ser fixados ou alterados por lei específica,
2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional
observada a iniciativa privativa em cada caso, as-
nº 19, de 1998)
segurada revisão geral anual, sempre na mesma
data e sem distinção de índices; (Redação dada XVI - é vedada a acumulação remunerada de
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) cargos públicos, exceto, quando houver compatibi-
(Regulamento) lidade de horários, observado em qualquer caso o
disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda
STF: Súmula 679 - A fixação de vencimentos dos servido-
res públicos não pode ser objeto de convenção coletiva. Constitucional nº 19, de 1998)
STF: Súmula 681 - É inconstitucional a vinculação de ven- a) a de dois cargos de professor; (Redação
cimentos de servidores estaduais e municipais a índices fe- dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
derais de correção monetária.
b) a de um cargo de professor com outro téc-
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes nico ou científico; (Redação dada pela Emenda
de cargos, funções e empregos públicos da admi- Constitucional nº 19, de 1998)
nistração direta, autárquica e fundacional, dos
membros de qualquer dos Poderes da União, dos c) a de dois cargos ou empregos privativos de
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos profissionais de saúde, com profissões regulamen-
detentores de mandato eletivo e dos demais agen- tadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional
tes políticos e os proventos, pensões ou outra es- nº 34, de 2001)
pécie remuneratória, percebidos cumulativamente

12
XVII - a proibição de acumular estende-se a § 2º A não observância do disposto nos incisos
empregos e funções e abrange autarquias, funda- II e III implicará a nulidade do ato e a punição da
ções, empresas públicas, sociedades de economia autoridade responsável, nos termos da lei.
mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, § 3º A lei disciplinará as formas de participação
direta ou indiretamente, pelo poder público; do usuário na administração pública direta e indi-
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, reta, regulando especialmente: (Redação dada
de 1998) pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVIII - a administração fazendária e seus ser- I - as reclamações relativas à prestação dos
vidores fiscais terão, dentro de suas áreas de com- serviços públicos em geral, asseguradas a manu-
petência e jurisdição, precedência sobre os demais tenção de serviços de atendimento ao usuário e a
setores administrativos, na forma da lei; avaliação periódica, externa e interna, da qualidade
XIX – somente por lei específica poderá ser cri- dos serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional
ada autarquia e autorizada a instituição de empresa nº 19, de 1998)
pública, de sociedade de economia mista e de fun- II - o acesso dos usuários a registros adminis-
dação, cabendo à lei complementar, neste último trativos e a informações sobre atos de governo, ob-
caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação servado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide
XX - depende de autorização legislativa, em Lei nº 12.527, de 2011)
cada caso, a criação de subsidiárias das entidades III - a disciplina da representação contra o
mencionadas no inciso anterior, assim como a par- exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego
ticipação de qualquer delas em empresa privada; ou função na administração pública. (Incluído pela
XXI - ressalvados os casos especificados na Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
legislação, as obras, serviços, compras e aliena- § 4º - Os atos de improbidade administrativa
ções serão contratados mediante processoVinícius Abreu da
de lici- Costa
importarão a suspensão dos direitos políticos, a
tação pública que assegure igualdade de condi-
antoniavinicius3010@[Link]
perda da função pública, a indisponibilidade dos
ções a todos os concorrentes, com cláusulas que
604.983.963-80
bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gra-
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas dação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal
as condições efetivas da proposta, nos termos da cabível.
lei, o qual somente permitirá as exigências de qua-
lificação técnica e econômica indispensáveis à ga- § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição
rantia do cumprimento das obrigações. (Regula- para ilícitos praticados por qualquer agente, servi-
mento) dor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressal-
vadas as respectivas ações de ressarcimento.
XXII - as administrações tributárias da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e
atividades essenciais ao funcionamento do Estado, as de direito privado prestadoras de serviços públi-
exercidas por servidores de carreiras específicas, cos responderão pelos danos que seus agentes,
terão recursos prioritários para a realização de nessa qualidade, causarem a terceiros, assegu-
suas atividades e atuarão de forma integrada, in- rado o direito de regresso contra o responsável nos
clusive com o compartilhamento de cadastros e de casos de dolo ou culpa.
informações fiscais, na forma da lei ou convênio. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as res-
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de trições ao ocupante de cargo ou emprego da admi-
19.12.2003) nistração direta e indireta que possibilite o acesso
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, a informações privilegiadas. (Incluído pela Emenda
serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá Constitucional nº 19, de 1998)
ter caráter educativo, informativo ou de orientação § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e fi-
social, dela não podendo constar nomes, símbolos nanceira dos órgãos e entidades da administração
ou imagens que caracterizem promoção pessoal de direta e indireta poderá ser ampliada mediante con-
autoridades ou servidores públicos. trato, a ser firmado entre seus administradores e o
poder público, que tenha por objeto a fixação de
metas de desempenho para o órgão ou entidade,

13
cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda nesta condição, desde que possua a habilitação e
Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento) (Vi- o nível de escolaridade exigidos para o cargo de
gência) destino, mantida a remuneração do cargo de ori-
I - o prazo de duração do contrato; (Incluído gem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103,
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) de 2019)

II - os controles e critérios de avaliação de de- § 14. A aposentadoria concedida com a utiliza-


sempenho, direitos, obrigações e responsabilidade ção de tempo de contribuição decorrente de cargo,
dos dirigentes; (Incluído pela Emenda Constitucio- emprego ou função pública, inclusive do Regime
nal nº 19, de 1998) Geral de Previdência Social, acarretará o rompi-
mento do vínculo que gerou o referido tempo de
III - a remuneração do pessoal. (Incluído pela contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) nº 103, de 2019)
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às em- § 15. É vedada a complementação de aposen-
presas públicas e às sociedades de economia tadorias de servidores públicos e de pensões por
mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos morte a seus dependentes que não seja decorrente
da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não
Municípios para pagamento de despesas de pes- seja prevista em lei que extinga regime próprio de
soal ou de custeio em geral. (Incluído pela Emenda previdência social. (Incluído pela Emenda Constitu-
Constitucional nº 19, de 1998) cional nº 103, de 2019)
§ 10. É vedada a percepção simultânea de pro- § 16. Os órgãos e entidades da administração
ventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou pública, individual ou conjuntamente, devem reali-
dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, zar avaliação das políticas públicas, inclusive com
emprego ou função pública, ressalvados os cargos divulgação do objeto a ser avaliado e dos resulta-
acumuláveis na forma desta Constituição, os car- dos
Vinícius Abreu
gos eletivos e os cargos em comissão declarados
daalcançados,
Costa na forma da lei. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 109, de 2021)
em lei de livre nomeação e exoneração. antoniavinicius3010@[Link]
(Incluído
pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (Vide 604.983.963-80
Emenda Constitucional nº 20, de 1998) CAPÍTULO V
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUI-
limites remuneratórios de que trata o inciso XI do ÇÕES DEMOCRÁTICAS
caput deste artigo, as parcelas de caráter indeniza-
tório previstas em lei. (Incluído pela Emenda Cons-
titucional nº 47, de 2005) CAPÍTULO I
DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do
caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao DE SÍTIO
Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante
emenda às respectivas Constituições e Lei Orgâ- SEÇÃO I
nica, como limite único, o subsídio mensal dos De- DO ESTADO DE DEFESA
sembargadores do respectivo Tribunal de Justiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centési-
mos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Art. 136. O Presidente da República pode,
Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o dis- ouvidos o Conselho da República e o Conselho de
posto neste parágrafo aos subsídios dos Deputa- Defesa Nacional, decretar estado de defesa para
dos Estaduais e Distritais e dos Vereadores. preservar ou prontamente restabelecer, em locais
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de restritos e determinados, a ordem pública ou a paz
2005) social ameaçadas por grave e iminente instabili-
dade institucional ou atingidas por calamidades de
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo grandes proporções na natureza.
poderá ser readaptado para exercício de cargo cu-
jas atribuições e responsabilidades sejam compatí- § 1º O decreto que instituir o estado de defesa
veis com a limitação que tenha sofrido em sua ca- determinará o tempo de sua duração, especificará
pacidade física ou mental, enquanto permanecer as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos

14
e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, SEÇÃO II
dentre as seguintes: DO ESTADO DE SÍTIO
I - restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das as- Art. 137. O Presidente da República pode,
sociações; ouvidos o Conselho da República e o Conselho de
b) sigilo de correspondência; Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional
autorização para decretar o estado de sítio nos ca-
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefô- sos de:
nica;
I - comoção grave de repercussão nacional ou
II - ocupação e uso temporário de bens e ser- ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de
viços públicos, na hipótese de calamidade pública, medida tomada durante o estado de defesa;
respondendo a União pelos danos e custos decor-
rentes. II - declaração de estado de guerra ou resposta
a agressão armada estrangeira.
§ 2º O tempo de duração do estado de defesa
não será superior a trinta dias, podendo ser prorro- Parágrafo único. O Presidente da República,
gado uma vez, por igual período, se persistirem as ao solicitar autorização para decretar o estado de
razões que justificaram a sua decretação. sítio ou sua prorrogação, relatará os motivos deter-
minantes do pedido, devendo o Congresso Nacio-
§ 3º Na vigência do estado de defesa: nal decidir por maioria absoluta.
I - a prisão por crime contra o Estado, determi-
Art. 138. O decreto do estado de sítio indi-
nada pelo executor da medida, será por este comu-
nicada imediatamente ao juiz competente, que a re- cará sua duração, as normas necessárias a sua
laxará, se não for legal, facultado ao preso requerer execução e as garantias constitucionais que ficarão
exame de corpo de delito à autoridade policial; suspensas, e, depois de publicado, o Presidente da
Vinícius Abreu da Costa designará o executor das medidas espe-
República
II - a comunicação será acompanhada de de-
antoniavinicius3010@[Link]
cíficas e as áreas abrangidas.
claração, pela autoridade, do estado físico e 604.983.963-80
mental
do detido no momento de sua autuação; § 1º - O estado de sítio, no caso do art. 137, I,
não poderá ser decretado por mais de trinta dias,
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa nem prorrogado, de cada vez, por prazo superior;
não poderá ser superior a dez dias, salvo quando no do inciso II, poderá ser decretado por todo o
autorizada pelo Poder Judiciário; tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. estrangeira.
§ 4º Decretado o estado de defesa ou sua pror- § 2º - Solicitada autorização para decretar o es-
rogação, o Presidente da República, dentro de tado de sítio durante o recesso parlamentar, o Pre-
vinte e quatro horas, submeterá o ato com a res- sidente do Senado Federal, de imediato, convocará
pectiva justificação ao Congresso Nacional, que extraordinariamente o Congresso Nacional para se
decidirá por maioria absoluta. reunir dentro de cinco dias, a fim de apreciar o ato.
§ 5º Se o Congresso Nacional estiver em re- § 3º - O Congresso Nacional permanecerá em
cesso, será convocado, extraordinariamente, no funcionamento até o término das medidas coerciti-
prazo de cinco dias. vas.
§ 6º O Congresso Nacional apreciará o decreto Art. 139. Na vigência do estado de sítio de-
dentro de dez dias contados de seu recebimento, cretado com fundamento no art. 137, I, só poderão
devendo continuar funcionando enquanto vigorar o ser tomadas contra as pessoas as seguintes medi-
estado de defesa. das:
§ 7º Rejeitado o decreto, cessa imediatamente I - obrigação de permanência em localidade
o estado de defesa. determinada;
II - detenção em edifício não destinado a acu-
sados ou condenados por crimes comuns;

15
III - restrições relativas à inviolabilidade da cor- IV - polícias civis;
respondência, ao sigilo das comunicações, à pres- V - polícias militares e corpos de bombeiros mi-
tação de informações e à liberdade de imprensa, litares.
radiodifusão e televisão, na forma da lei;
VI - polícias penais federal, estaduais e distri-
IV - suspensão da liberdade de reunião; tal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
V - busca e apreensão em domicílio; 104, de 2019)
VI - intervenção nas empresas de serviços pú- STF: A atividade de policiamento naval é uma atividade se-
blicos; cundária da Marinha de Guerra, possuindo caráter mera-
mente administrativo. Não se pode atribuir a essa função
VII - requisição de bens. natureza militar, apesar de ser desempenhada pela Mari-
nha de Guerra.
Parágrafo único. Não se inclui nas restrições
do inciso III a difusão de pronunciamentos de par- § 1º A polícia federal, instituída por lei como ór-
lamentares efetuados em suas Casas Legislativas, gão permanente, organizado e mantido pela União
desde que liberada pela respectiva Mesa. e estruturado em carreira, destina-se a: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - apurar infrações penais contra a ordem po-
CAPÍTULO III lítica e social ou em detrimento de bens, serviços e
DISPOSIÇÕES GERAIS interesses da União ou de suas entidades autárqui-
cas e empresas públicas, assim como outras infra-
ções cuja prática tenha repercussão interestadual
Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ou-
ou internacional e exija repressão uniforme, se-
vidos os líderes partidários, designará Comissão
gundo se dispuser em lei;
composta de cinco de seus membros para acom-
panhar e fiscalizar a execução das medidas refe- II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entor-
Vinícius
rentes ao estado de defesa e ao estado de sítio. pecentes
Abreu da Costae drogas afins, o contrabando e o desca-
minho,
antoniavinicius3010@[Link] sem prejuízo da ação fazendária e de outros
Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o órgãos públicos nas respectivas áreas de compe-
604.983.963-80
estado de sítio, cessarão também seus efeitos, tência;
sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos co-
metidos por seus executores ou agentes. III - exercer as funções de polícia marítima, ae-
roportuária e de fronteiras; (Redação dada pela
Parágrafo único. Logo que cesse o estado de Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
defesa ou o estado de sítio, as medidas aplicadas
em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da IV - exercer, com exclusividade, as funções de
República, em mensagem ao Congresso Nacional, polícia judiciária da União.
com especificação e justificação das providências § 2º A polícia rodoviária federal, órgão perma-
adotadas, com relação nominal dos atingidos e in- nente, organizado e mantido pela União e estrutu-
dicação das restrições aplicadas. rado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao pa-
trulhamento ostensivo das rodovias federais. (Re-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
CAPÍTULO III 1998)
DA SEGURANÇA PÚBLICA § 3º A polícia ferroviária federal, órgão perma-
nente, organizado e mantido pela União e estrutu-
Art. 144. A segurança pública, dever do Es- rado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao pa-
trulhamento ostensivo das ferrovias federais. (Re-
tado, direito e responsabilidade de todos, é exer-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
cida para a preservação da ordem pública e da in-
1998)
columidade das pessoas e do patrimônio, através
dos seguintes órgãos: § 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados
de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a
I - polícia federal;
competência da União, as funções de polícia judi-
II - polícia rodoviária federal; ciária e a apuração de infrações penais, exceto as
III - polícia ferroviária federal; militares.

16
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia os-
tensiva e a preservação da ordem pública; aos cor-
pos de bombeiros militares, além das atribuições
definidas em lei, incumbe a execução de atividades
de defesa civil.
STF: A polícia militar, embora não seja polícia judiciária,
pode realizar flagrantes ou participar da busca e apreensão
determinada por ordem judicial

§ 5º-A. Às polícias penais, vinculadas ao órgão


administrador do sistema penal da unidade federa-
tiva a que pertencem, cabe a segurança dos esta-
belecimentos penais. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 104, de 2019)
§ 6º As polícias militares e os corpos de bom-
beiros militares, forças auxiliares e reserva do Exér-
cito subordinam-se, juntamente com as polícias ci-
vis e as polícias penais estaduais e distrital, aos
Governadores dos Estados, do Distrito Federal e
dos Territórios. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 104, de 2019)
§ 7º A lei disciplinará a organização e o funcio-
namento dos órgãos responsáveis pela segurança
pública, de maneira a garantir a eficiência de suas
atividades. (Vide Lei nº 13.675, de 2018) Vigên-
Vinícius Abreu da Costa
cia
antoniavinicius3010@[Link]
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas
604.983.963-80
municipais destinadas à proteção de seus bens,
serviços e instalações, conforme dispuser a
lei. (Vide Lei nº 13.022, de 2014)
STF: Guardas Municipais podem exercer poder de polícia
de trânsito, aplicando sanções administrativas - multas -
aos infratores.

§ 9º A remuneração dos servidores policiais in-


tegrantes dos órgãos relacionados neste artigo
será fixada na forma do § 4º do art. 39.
§ 10. A segurança viária, exercida para a pre-
servação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas:
I - compreende a educação, engenharia e fis-
calização de trânsito, além de outras atividades
previstas em lei, que assegurem ao cidadão o di-
reito à mobilidade urbana eficiente; e (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 82, de 2014)
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Fe-
deral e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou
entidades executivos e seus agentes de trânsito,
estruturados em Carreira, na forma da lei.

17
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

18
Tentativa
II - tentado, quando, iniciada a execução, não
se consuma por circunstâncias alheias à vontade
do agente.
Súmula nº 567, STJ. Sistema de vigilância realizado por
monitoramento eletrônico ou por existência de segurança
TÍTULO II no interior de estabelecimento comercial, por si só, não
torna impossível a configuração do crime de furto.
DO CRIME
Pena de tentativa
Relação de causalidade Parágrafo único - Salvo disposição em contrá-
Art. 13 - O resultado, de que depende a exis- rio, pune-se a tentativa com a pena correspondente
tência do crime, somente é imputável a quem lhe ao crime consumado, diminuída de um a dois ter-
deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão ços.
sem a qual o resultado não teria ocorrido. Desistência voluntária e arrependimento
Superveniência de causa independente eficaz
§ 1º - A superveniência de causa relativamente Art. 15 - O agente que, voluntariamente, de-
independente exclui a imputação quando, por si só, siste de prosseguir na execução ou impede que o
produziu o resultado; os fatos anteriores, entre- resultado se produza, só responde pelos atos já
tanto, imputam-se a quem os praticou. praticados.
Vinícius Abreu da Costa
Relevância da omissão Arrependimento posterior
antoniavinicius3010@[Link]
§ 2º - A omissão é penalmente relevante
604.983.963-80 Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência
quando o omitente devia e podia agir para evitar o ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou
resultado. O dever de agir incumbe a quem restituída a coisa, até o recebimento da denúncia
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena
ou vigilância; será reduzida de um a dois terços.
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade Súmula nº 554, STF. O pagamento de cheque emitido sem
provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não
de impedir o resultado; obsta ao prosseguimento da ação penal.
c) com seu comportamento anterior, criou o Crime impossível
risco da ocorrência do resultado.
Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por
Art. 14 - Diz-se o crime:
ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impro-
Crime consumado priedade do objeto, é impossível consumar-se o
I - consumado, quando nele se reúnem todos crime.
os elementos de sua definição legal; STF: Súmula 145 - Não há crime, quando a preparação do
flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.
Súmula Vinculante nº 24. Não se tipifica crime material
contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, STJ: Súmula 567 - Sistema de vigilância realizado por mo-
da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tri- nitoramento eletrônico ou por existência de segurança no
buto. interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna
impossível a configuração do crime de furto
Súmula nº 610, STF. Há crime de latrocínio, quando o ho-
micídio se consuma, ainda que não realize o agente a sub- Art. 18 - Diz-se o crime:
tração de bens da vítima.
Súmula nº 96, STJ. O crime de extorsão consuma-se in- Crime doloso
dependentemente da obtenção da vantagem indevida. I - doloso, quando o agente quis o resultado ou
assumiu o risco de produzi-lo;
Crime culposo

19
II - culposo, quando o agente deu causa ao re- Art. 23 - Não há crime quando o agente pra-
sultado por imprudência, negligência ou imperícia. tica o fato:
Parágrafo único - Salvo os casos expressos I - em estado de necessidade;
em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto
como crime, senão quando o pratica dolosamente. II - em legítima defesa;

Agravação pelo resultado III - em estrito cumprimento de dever legal ou


no exercício regular de direito.
Art. 19 - Pelo resultado que agrava especial-
Excesso punível
mente a pena, só responde o agente que o houver
causado ao menos culposamente. Parágrafo único - O agente, em qualquer das
hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso
Erro sobre elementos do tipo doloso ou culposo.
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo Estado de necessidade
do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a
punição por crime culposo, se previsto em lei. Art. 24 - Considera-se em estado de necessi-
dade quem pratica o fato para salvar de perigo
Descriminantes putativas atual, que não provocou por sua vontade, nem po-
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plena- dia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio,
mente justificado pelas circunstâncias, supõe situ- cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável
ação de fato que, se existisse, tornaria a ação legí- exigir-se.
tima. Não há isenção de pena quando o erro deriva § 1º - Não pode alegar estado de necessidade
de culpa e o fato é punível como crime culposo. quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.
Erro determinado por terceiro § 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifí-
§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que de- cio do direito ameaçado, a pena poderá ser redu-
termina o erro. Vinícius Abreu dade
zida Costa
um a dois terços.
antoniavinicius3010@[Link]
Erro sobre a pessoa Legítima defesa
604.983.963-80
§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o Art. 25 - Entende-se em legítima defesa
crime é praticado não isenta de pena. Não se con- quem, usando moderadamente dos meios neces-
sideram, neste caso, as condições ou qualidades sários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a
da vítima, senão as da pessoa contra quem o direito seu ou de outrem.
agente queria praticar o crime.
Parágrafo único. Observados os requisitos pre-
Erro sobre a ilicitude do fato vistos no caput deste artigo, considera-se também
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescu- em legítima defesa o agente de segurança pública
sável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, que repele agressão ou risco de agressão a vítima
isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de mantida refém durante a prática de crimes.
um sexto a um terço.
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro TÍTULO V
se o agente atua ou se omite sem a consciência da DAS PENAS
ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas cir-
cunstâncias, ter ou atingir essa consciência.
CAPÍTULO I
Coação irresistível e obediência hierár-
quica DAS ESPÉCIES DE PENA

Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação ir-


resistível ou em estrita obediência a ordem, não Art. 32 - As penas são:
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só I - privativas de liberdade;
é punível o autor da coação ou da ordem.
II - restritivas de direitos;
Exclusão de ilicitude
III - de multa.

20
SEÇÃO I Súmula nº 716, STF. Admite-se a progressão de regime
de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime
DAS PENAS PRIVATIVAS DE menos severo nela determinada, antes do trânsito em jul-
gado da sentença condenatória.
LIBERDADES
Regras do regime fechado
Reclusão e detenção Art. 34 - O condenado será submetido, no iní-
Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cum- cio do cumprimento da pena, a exame criminoló-
gico de classificação para individualização da exe-
prida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A
cução.
de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto,
salvo necessidade de transferência a regime fe- § 1º - O condenado fica sujeito a trabalho no
chado. período diurno e a isolamento durante o repouso
noturno.
§ 1º - Considera-se:
Súmula nº 40, STJ. Para obtenção dos benefícios de saída
a) regime fechado a execução da pena em es- temporária e trabalho externo, considera-se o tempo de
tabelecimento de segurança máxima ou média; cumprimento da pena no regime fechado.
b) regime semi-aberto a execução da pena em Súmula nº 439, STJ. Admite-se o exame criminológico pe-
las peculiaridades do caso, desde que em decisão moti-
colônia agrícola, industrial ou estabelecimento si- vada.
milar;
§ 2º - O trabalho será em comum dentro do es-
c) regime aberto a execução da pena em casa
tabelecimento, na conformidade das aptidões ou
de albergado ou estabelecimento adequado.
ocupações anteriores do condenado, desde que
§ 2º - As penas privativas de liberdade deverão compatíveis com a execução da pena.
ser executadas em forma progressiva, segundo o
§ 3º - O trabalho externo é admissível, no re-
mérito do condenado, observados os seguintes cri-
gime fechado, em serviços ou obras públicas.
Vinícius Abreu da Costa
térios e ressalvadas as hipóteses de transferência
a regime mais rigoroso: Regras do regime semi-aberto
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos Art. 35 - Aplica-se a norma do art. 34 deste
deverá começar a cumpri-la em regime fechado; Código, caput, ao condenado que inicie o cumpri-
b) o condenado não reincidente, cuja pena seja mento da pena em regime semi-aberto.
superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), § 1º - O condenado fica sujeito a trabalho em
poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime comum durante o período diurno, em colônia agrí-
semi-aberto; cola, industrial ou estabelecimento similar.
c) o condenado não reincidente, cuja pena seja § 2º - O trabalho externo é admissível, bem
igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o como a frequência a cursos supletivos profissiona-
início, cumpri-la em regime aberto. lizantes, de instrução de segundo grau ou superior.
§ 3º - A determinação do regime inicial de cum- STJ: Súmula 520 - O benefício de saída temporária no âm-
primento da pena far-se-á com observância dos cri- bito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de
delegação à autoridade administrativa do estabelecimento
térios previstos no art. 59 deste Código. prisional.
§ 4o O condenado por crime contra a adminis- Súmula nº 341, STJ. A frequência a curso de ensino formal
tração pública terá a progressão de regime do cum- é causa de remição de parte do tempo de execução de
primento da pena condicionada à reparação do pena sob regime fechado ou semiaberto.
dano que causou, ou à devolução do produto do ilí- Regras do regime aberto
cito praticado, com os acréscimos legais.
Art. 36 - O regime aberto baseia-se na auto-
Súmula nº 269, STJ. É admissível a adoção do regime pri-
sional semiaberto aos reincidentes condenados a pena
disciplina e senso de responsabilidade do conde-
igual ou inferior a 4 (quatro) anos SE FAVORÁVEIS AS nado.
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS.
§ 1º - O condenado deverá, fora do estabeleci-
Súmula nº 440, STJ. Fixada a pena-base no mínimo legal, mento e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso
é VEDADO o estabelecimento de regime prisional mais
gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, ou exercer outra atividade autorizada,
com base apenas na gravidade abstrata do delito.

21
permanecendo recolhido durante o período noturno SEÇÃO II
e nos dias de folga. DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
§ 2º - O condenado será transferido do regime
aberto, se praticar fato definido como crime doloso,
se frustrar os fins da execução ou se, podendo, não Penas restritivas de direitos
pagar a multa cumulativamente aplicada.
Art. 43. As penas restritivas de direitos são:
TJ: Súmula 493 - É inadmissível a fixação de pena substi-
tutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime I - prestação pecuniária;
aberto.
II - perda de bens e valores;
Regime especial
III - limitação de fim de semana.
Art. 37 - As mulheres cumprem pena em es-
IV - prestação de serviço à comunidade ou a
tabelecimento próprio, observando-se os deveres e
entidades públicas;
direitos inerentes à sua condição pessoal, bem
como, no que couber, o disposto neste Capítulo. V - interdição temporária de direitos;
Direitos do preso VI - limitação de fim de semana.

Art. 38 - O preso conserva todos os direitos Art. 44. As penas restritivas de direitos são
não atingidos pela perda da liberdade, impondo-se autônomas e substituem as privativas de liberdade,
a todas as autoridades o respeito à sua integridade quando:
física e moral. I – aplicada pena privativa de liberdade não su-
Trabalho do preso perior a quatro anos e o crime não for cometido com
violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
Art. 39 - O trabalho do preso será sempre re- que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;
munerado, sendo-lhe garantidos os benefícios da Abreu da Costa
Vinícius Súmula nº 588, STJ. A prática de crime ou contravenção
Previdência Social. antoniavinicius3010@[Link]
penal contra a mulher com violência ou grave ameaça no
Legislação especial ambiente
604.983.963-80 doméstico IMPOSSIBILITA a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Art. 40 - A legislação especial regulará a ma-
II – o réu não for reincidente em crime doloso;
téria prevista nos arts. 38 e 39 deste Código, bem
como especificará os deveres e direitos do preso, III – a culpabilidade, os antecedentes, a con-
os critérios para revogação e transferência dos re- duta social e a personalidade do condenado, bem
gimes e estabelecerá as infrações disciplinares e como os motivos e as circunstâncias indicarem que
correspondentes sanções. essa substituição seja suficiente.
Superveniência de doença mental Súmula nº 493, STJ. É inadmissível a fixação de pena
substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao re-
Art. 41 - O condenado a quem sobrevém do- gime aberto.
ença mental deve ser recolhido a hospital de cus- § 1o (VETADO)
tódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, a outro
§ 2o Na condenação igual ou inferior a um ano,
estabelecimento adequado.
a substituição pode ser feita por multa ou por uma
Detração pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a
Art. 42 - Computam-se, na pena privativa de pena privativa de liberdade pode ser substituída por
uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas
liberdade e na medida de segurança, o tempo de
restritivas de direitos.
prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de
prisão administrativa e o de internação em qualquer Súmula nº 171, STJ. Cominadas cumulativamente, em lei
especial, penas privativas de liberdade E pecuniária, é de-
dos estabelecimentos referidos no artigo anterior. feso a substituição da prisão por multa.

§ 3o Se o condenado for reincidente, o juiz po-


derá aplicar a substituição, desde que, em face de
condenação anterior, a medida seja socialmente
recomendável e a reincidência não se tenha ope-
rado em virtude da prática do mesmo crime.

22
§ 4o A pena restritiva de direitos converte-se escolas, orfanatos e outros estabelecimentos con-
em privativa de liberdade quando ocorrer o des- gêneres, em programas comunitários ou estatais.
cumprimento injustificado da restrição imposta. No § 3o As tarefas a que se refere o § 1o serão
cálculo da pena privativa de liberdade a executar atribuídas conforme as aptidões do condenado, de-
será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva vendo ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa
de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias por dia de condenação, fixadas de modo a não pre-
de detenção ou reclusão. judicar a jornada normal de trabalho.
§ 5o Sobrevindo condenação a pena privativa § 4o Se a pena substituída for superior a um
de liberdade, por outro crime, o juiz da execução ano, é facultado ao condenado cumprir a pena
penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar substitutiva em menor tempo (art. 55), nunca infe-
de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir rior à metade da pena privativa de liberdade fixada.
a pena substitutiva anterior.
Interdição temporária de direitos
Conversão das penas restritivas de direitos
Art. 47 - As penas de interdição temporária
Art. 45. Na aplicação da substituição prevista
de direitos são:
no artigo anterior, proceder-se-á na forma deste e
dos arts. 46, 47 e 48. I - proibição do exercício de cargo, função ou
atividade pública, bem como de mandato eletivo;
§ 1o A prestação pecuniária consiste no paga-
mento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou II - proibição do exercício de profissão, ativi-
a entidade pública ou privada com destinação so- dade ou ofício que dependam de habilitação espe-
cial, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 cial, de licença ou autorização do poder público;
(um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos III - suspensão de autorização ou de habilita-
e sessenta) salários mínimos. O valor pago será ção para dirigir veículo.
deduzido do montante de eventual condenação em
Vinícius IV – proibição de frequentar determinados lu-
Abreu da Costa
ação de reparação civil, se coincidentes os benefi-
gares.
antoniavinicius3010@[Link]
ciários.
604.983.963-80 V - proibição de inscrever-se em concurso,
§ 2o No caso do parágrafo anterior, se houver
avaliação ou exame públicos.
aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária
pode consistir em prestação de outra natureza. Limitação de fim de semana
§ 3o A perda de bens e valores pertencentes Art. 48 - A limitação de fim de semana con-
aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação siste na obrigação de permanecer, aos sábados e
especial, em favor do Fundo Penitenciário Nacio- domingos, por 5 (cinco) horas diárias, em casa de
nal, e seu valor terá como teto – o que for maior – albergado ou outro estabelecimento adequado.
o montante do prejuízo causado ou do provento ob-
Parágrafo único - Durante a permanência po-
tido pelo agente ou por terceiro, em consequência
derão ser ministrados ao condenado cursos e pa-
da prática do crime.
lestras ou atribuídas atividades educativas.
§ 4o (VETADO)
Prestação de serviços à comunidade ou a
entidades públicas SEÇÃO III
DA PENA DE MULTA
Art. 46. A prestação de serviços à comuni-
dade ou a entidades públicas é aplicável às conde- Multa
nações superiores a seis meses de privação da li-
berdade. Art. 49 - A pena de multa consiste no paga-
mento ao fundo penitenciário da quantia fixada na
§ 1o A prestação de serviços à comunidade ou
sentença e calculada em dias-multa. Será, no mí-
a entidades públicas consiste na atribuição de tare-
nimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos
fas gratuitas ao condenado.
e sessenta) dias-multa.
§ 2o A prestação de serviço à comunidade dar-
§ 1º - O valor do dia-multa será fixado pelo juiz
se-á em entidades assistenciais, hospitais,
não podendo ser inferior a um trigésimo do maior

23
salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato,
nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário.
§ 2º - O valor da multa será atualizado, quando
da execução, pelos índices de correção monetária.
Súmula nº 693, STF. Não cabe habeas corpus contra de- TITULO I
cisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo
em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja DOS CRIMES CONTRA A PESSOA
a única cominada.

Pagamento da multa CAPITULO I


Art. 50 - A multa deve ser paga dentro de 10 DOS CRIMES CONTRA A VIDA
(dez) dias depois de transitada em julgado a sen- Homicídio simples
tença. A requerimento do condenado e conforme Art. 121. Matar alguém:
as circunstâncias, o juiz pode permitir que o paga-
mento se realize em parcelas mensais. Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
§ 1º - A cobrança da multa pode efetuar-se me- Caso de diminuição de pena
diante desconto no vencimento ou salário do con- § 1º Se o agente comete o crime impelido por
denado quando: motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o
a) aplicada isoladamente; domínio de violenta emoção, logo em seguida a in-
justa provocação da vítima, o juiz pode reduzir a
b) aplicada cumulativamente com pena restri-
pena de um sexto a um terço.
tiva de direitos;
Homicídio qualificado
c) concedida a suspensão condicional da
pena. § 2° Se o homicídio é cometido:
Vinícius Abreu daI Costa
- mediante paga ou promessa de recom-
§ 2º - O desconto não deve incidir sobre os re-
antoniavinicius3010@[Link]
cursos indispensáveis ao sustento do condenado e pensa, ou por outro motivo torpe;
de sua família. 604.983.963-80
II - por motivo fútil;
Conversão da Multa e revogação III - com emprego de veneno, fogo, explosivo,
Art. 51. Transitada em julgado a sentença asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou
condenatória, a multa será executada perante o juiz de que possa resultar perigo comum;
da execução penal e será considerada dívida de IV - à traição, de emboscada, ou mediante dis-
valor, aplicáveis as normas relativas à dívida ativa simulação ou outro recurso que dificulte ou torne
da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às impossivel a defesa do ofendido;
causas interruptivas e suspensivas da prescrição. V - para assegurar a execução, a ocultação, a
§ 1º - (Revogado pela Lei nº 9.268, de impunidade ou vantagem de outro crime:
1º.4.1996) Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
§ 2º - (Revogado pela Lei nº 9.268, de Feminicídio
1º.4.1996)
VI - contra a mulher por razões da condição de
Suspensão da execução da multa sexo feminino:
Art. 52 - É suspensa a execução da pena de VII – contra autoridade ou agente descrito nos
multa, se sobrevém ao condenado doença mental. arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes
do sistema prisional e da Força Nacional de Segu-
rança Pública, no exercício da função ou em decor-
rência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou
parente consanguíneo até terceiro grau, em razão
dessa condição:
VIII - com emprego de arma de fogo de uso
restrito ou proibido:

24
Homicídio contra menor de 14 (quatorze) § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até
anos. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) a metade se o crime for praticado por milícia pri-
IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (In- vada, sob o pretexto de prestação de serviço de se-
cluído pela Lei nº 14.344, de 2022) gurança, ou por grupo de extermínio.

Pena - reclusão, de doze a trinta anos. § 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3


(um terço) até a metade se o crime for praticado:
§ 2o-A Considera-se que há razões de condi-
ção de sexo feminino quando o crime envolve: I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses
posteriores ao parto;
I - violência doméstica e familiar;
II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos,
II - menosprezo ou discriminação à condição com deficiência ou com doenças degenerativas
de mulher. que acarretem condição limitante ou de vulnerabili-
§ 2º-B. A pena do homicídio contra menor de dade física ou mental; (Redação dada pela Lei nº
14 (quatorze) anos é aumentada de: (Incluído pela 14.344, de 2022)
Lei nº 14.344, de 2022) Vigência III - na presença física ou virtual de descen-
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é dente ou de ascendente da vítima; (Redação dada
pessoa com deficiência ou com doença que impli- pela Lei nº 13.771, de 2018)
que o aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído IV - em descumprimento das medidas proteti-
pela Lei nº 14.344, de 2022) vas de urgência previstas nos incisos I, II e III do
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto
padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, compa- de 2006.
nheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da Induzimento, instigação ou auxílio a suicí-
vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade dio ou a automutilação
sobre ela. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022)
Vinícius Abreu da Costa
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suici-
III - 2/3 (dois terços) se o crime for praticado
antoniavinicius3010@[Link]
dar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe
em instituição de educação básica pública 604.983.963-80
ou pri-
auxílio material para que o faça:
vada. (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois)
Homicídio culposo
anos.
§ 3º Se o homicídio é culposo:
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de
Pena - detenção, de um a três anos. suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou
Aumento de pena gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129
deste Código:
§ 4o No homicídio culposo, a pena é aumen-
tada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inob- Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
servância de regra técnica de profissão, arte ou ofí- § 2º Se o suicídio se consuma ou se da auto-
cio, ou se o agente deixa de prestar imediato so- mutilação resulta morte:
corro à vítima, não procura diminuir as consequên-
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (In-
cias do seu ato, ou foge para evitar prisão em fla-
cluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
grante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumen-
tada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra § 3º A pena é duplicada: (Incluído pela Lei nº
pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 13.968, de 2019)
(sessenta) anos. I - se o crime é praticado por motivo egoístico,
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz torpe ou fútil; (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
poderá deixar de aplicar a pena, se as consequên- II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por
cias da infração atingirem o próprio agente de qualquer causa, a capacidade de resistência. (In-
forma tão grave que a sanção penal se torne des- cluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
necessária.
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a con-
STJ: Súmula 18 - A sentença concessiva do perdão judi- duta é realizada por meio da rede de
cial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsis-
tindo qualquer efeito condenatório.

25
computadores, de rede social ou transmitida em Forma qualificada
tempo real. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
Art. 127 - As penas cominadas nos dois arti-
§ 5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é gos anteriores são aumentadas de um terço, se,
líder, coordenador ou administrador de grupo, de em consequência do aborto ou dos meios empre-
comunidade ou de rede virtual, ou por estes é res- gados para provocá-lo, a gestante sofre lesão cor-
ponsável. (Redação dada pela Lei nº 14.811, de poral de natureza grave; e são duplicadas, se, por
2024) qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por
resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e
médico:
é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou
contra quem, por enfermidade ou deficiência men- Aborto necessário
tal, não tem o necessário discernimento para a prá- I - se não há outro meio de salvar a vida da
tica do ato, ou que, por qualquer outra causa, não gestante;
pode oferecer resistência, responde o agente pelo
Aborto no caso de gravidez resultante de
crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código. (In-
estupro
cluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo
é precedido de consentimento da gestante ou,
é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou
quando incapaz, de seu representante legal.
contra quem não tem o necessário discernimento
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra
causa, não pode oferecer resistência, responde o CAPÍTULO II
agente pelo crime de homicídio, nos termos do art.
DAS LESÕES CORPORAIS
121 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de
2019) Vinícius Abreu da Costa
Infanticídio Lesão corporal
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a
puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo saúde de outrem:
após: Pena - detenção, de três meses a um ano.
Pena - detenção, de dois a seis anos. Lesão corporal de natureza grave
Aborto provocado pela gestante ou com § 1º Se resulta:
seu consentimento I - Incapacidade para as ocupações habituais,
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou por mais de trinta dias;
consentir que outrem lho provoque: II - perigo de vida;
Pena - detenção, de um a três anos. III - debilidade permanente de membro, sentido
Aborto provocado por terceiro ou função;

Art. 125 - Provocar aborto, sem o consenti- IV - aceleração de parto:


mento da gestante: Pena - reclusão, de um a cinco anos.
Pena - reclusão, de três a dez anos. § 2° Se resulta:
Art. 126 - Provocar aborto com o consenti- I - Incapacidade permanente para o trabalho;
mento da gestante: II - enfermidade incurável;
Pena - reclusão, de um a quatro anos. III perda ou inutilização do membro, sentido ou
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo an- função;
terior, se a gestante não é maior de quatorze anos, IV - deformidade permanente;
ou é alienada ou debil mental, ou se o consenti-
V - aborto:
mento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou
violência Pena - reclusão, de dois a oito anos.

26
Lesão corporal seguida de morte § 12. Se a lesão for praticada contra autoridade
§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evi- ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Consti-
denciam que o agente não quis o resultado, nem tuição Federal, integrantes do sistema prisional e
assumiu o risco de produzi-lo: da Força Nacional de Segurança Pública, no exer-
cício da função ou em decorrência dela, ou contra
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. seu cônjuge, companheiro ou parente consanguí-
Diminuição de pena neo até terceiro grau, em razão dessa condição, a
pena é aumentada de um a dois terços.
§ 4° Se o agente comete o crime impelido por
motivo de relevante valor social ou moral ou sob o § 13. Se a lesão for praticada contra a mulher,
domínio de violenta emoção, logo em seguida a in- por razões da condição do sexo feminino, nos ter-
justa provocação da vítima, o juiz pode reduzir a mos do § 2º-A do art. 121 deste Código: (Incluído
pena de um sexto a um terço. pela Lei nº 14.188, de 2021)
Substituição da pena Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro
anos). (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021)
§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode
ainda substituir a pena de detenção pela de multa,
de duzentos mil réis a dois contos de réis: CAPÍTULO III
I - se ocorre qualquer das hipóteses do pará- DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE
grafo anterior;
II - se as lesões são recíprocas. Perigo de contágio venéreo
Lesão corporal culposa
Art. 130 - Expor alguém, por meio de rela-
§ 6° Se a lesão é culposa: ções sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio
Pena - detenção, de dois meses aVinícius de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber
um ano. Abreu da Costa
que está contaminado:
Aumento de pena antoniavinicius3010@[Link]
o 604.983.963-80 Pena - detenção, de três meses a um ano, ou
§ 7 Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se
multa.
ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do
art. 121 deste Código. § 1º - Se é intenção do agente transmitir a mo-
léstia:
§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no
§ 5º do art. 121. Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Violência Doméstica § 2º - Somente se procede mediante represen-
tação.
§ 9o Se a lesão for praticada contra ascen-
dente, descendente, irmão, cônjuge ou compa- Perigo de contágio de moléstia grave
nheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a
ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações outrem moléstia grave de que está contaminado,
domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: ato capaz de produzir o contágio:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
anos.
Perigo para a vida ou saúde de outrem
STJ: Súmula 542 - A ação penal relativa ao crime de lesão
corporal resultante de violência doméstica contra a mulher Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem
é pública incondicionada.
a perigo direto e iminente:
§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste
Pena - detenção, de três meses a um ano, se
artigo, se as circunstâncias são as indicadas no §
o fato não constitui crime mais grave.
9o deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um
terço). Parágrafo único. A pena é aumentada de um
sexto a um terço se a exposição da vida ou da sa-
§ 11. Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena
úde de outrem a perigo decorre do transporte de
será aumentada de um terço se o crime for come-
pessoas para a prestação de serviços em
tido contra pessoa portadora de deficiência.

27
estabelecimentos de qualquer natureza, em desa- Condicionamento de atendimento médico-
cordo com as normas legais. hospitalar emergencial
Abandono de incapaz Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota pro-
Art. 133 - Abandonar pessoa que está sob missória ou qualquer garantia, bem como o preen-
seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, chimento prévio de formulários administrativos,
por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos como condição para o atendimento médico-hospi-
riscos resultantes do abandono: talar emergencial:

Pena - detenção, de seis meses a três anos. Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um)
ano, e multa.
§ 1º - Se do abandono resulta lesão corporal
de natureza grave: Parágrafo único. A pena é aumentada até o
dobro se da negativa de atendimento resulta lesão
Pena - reclusão, de um a cinco anos. corporal de natureza grave, e até o triplo se resulta
§ 2º - Se resulta a morte: a morte.
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. Maus-tratos
Aumento de pena Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde
§ 3º - As penas cominadas neste artigo aumen- de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilân-
tam-se de um terço: cia, para fim de educação, ensino, tratamento ou
custódia, quer privando-a de alimentação ou cuida-
I - se o abandono ocorre em lugar ermo; dos indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho
II - se o agente é ascendente ou descendente, excessivo ou inadequado, quer abusando de meios
cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima. de correção ou disciplina:
III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou
Vinícius Abreu da Costa
multa.
Exposição ou abandono de recém-nascido
antoniavinicius3010@[Link]
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de na-
Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nas-
604.983.963-80
tureza grave:
cido, para ocultar desonra própria:
Pena - reclusão, de um a quatro anos.
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
§ 2º - Se resulta a morte:
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de na-
tureza grave: Pena - reclusão, de quatro a doze anos.
Pena - detenção, de um a três anos. § 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o
crime é praticado contra pessoa menor de 14 (ca-
§ 2º - Se resulta a morte: torze) anos.
Pena - detenção, de dois a seis anos.
Omissão de socorro
CAPÍTULO IV
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, DA RIXA
quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à cri- Rixa
ança abandonada ou extraviada, ou à pessoa invá-
lida ou ferida, ao desamparo ou em grave e imi- Art. 137 - Participar de rixa, salvo para sepa-
nente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro rar os contendores:
da autoridade pública: Pena - detenção, de quinze dias a dois meses,
Pena - detenção, de um a seis meses, ou ou multa.
multa. Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão
Parágrafo único - A pena é aumentada de me- corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato da
tade, se da omissão resulta lesão corporal de natu- participação na rixa, a pena de detenção, de seis
reza grave, e triplicada, se resulta a morte. meses a dois anos.

28
CAPÍTULO V § 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias
DOS CRIMES CONTRA A HONRA de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empre-
gado, se considerem aviltantes:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e
Calúnia
multa, além da pena correspondente à violência.
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe § 3º Se a injúria consiste na utilização de ele-
falsamente fato definido como crime: mentos referentes a religião ou à condição de pes-
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e soa idosa ou com deficiência: (Redação dada pela
multa. Lei nº 14.532, de 2023)
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e
falsa a imputação, a propala ou divulga. multa. (Redação dada pela Lei nº 14.532, de 2023)
§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos. Disposições comuns
Exceção da verdade Art. 141 - As penas cominadas neste Capí-
§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo: tulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos cri-
mes é cometido:
I - se, constituindo o fato imputado crime de
ação privada, o ofendido não foi condenado por I - contra o Presidente da República, ou contra
sentença irrecorrível; chefe de governo estrangeiro;
II - se o fato é imputado a qualquer das pes- II - contra funcionário público, em razão de
soas indicadas no nº I do art. 141; suas funções, ou contra os Presidentes do Senado
Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo
III - se do crime imputado, embora de ação pú-
Tribunal Federal; (Redação dada pela Lei nº
blica, o ofendido foi absolvido por sentença irrecor- 14.197, de 2021) (Vigência)
rível. Vinícius Abreu da Costa
III - na presença de várias pessoas, ou por
antoniavinicius3010@[Link]
Difamação
604.983.963-80 que facilite a divulgação da calúnia, da difa-
meio
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe mação ou da injúria.
fato ofensivo à sua reputação: IV - contra criança, adolescente, pessoa maior
Pena - detenção, de três meses a um ano, e de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência,
multa. exceto na hipótese prevista no § 3º do art. 140
deste Código. (Redação dada pela Lei nº 14.344,
Exceção da verdade
de 2022) Vigência
Parágrafo único - A exceção da verdade so-
§ 1º - Se o crime é cometido mediante paga ou
mente se admite se o ofendido é funcionário pú-
promessa de recompensa, aplica-se a pena em do-
blico e a ofensa é relativa ao exercício de suas fun-
bro. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
ções.
§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em
Injúria
quaisquer modalidades das redes sociais da rede
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a mundial de computadores, aplica-se em triplo a
dignidade ou o decoro: pena. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigên-
cia)
Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa. Exclusão do crime
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: Art. 142 - Não constituem injúria ou difama-
I - quando o ofendido, de forma reprovável, ção punível:
provocou diretamente a injúria; I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da
II - no caso de retorsão imediata, que consista causa, pela parte ou por seu procurador;
em outra injúria. II - a opinião desfavorável da crítica literária,
artística ou científica, salvo quando inequívoca a in-
tenção de injuriar ou difamar;

29
III - o conceito desfavorável emitido por funcio- reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de
nário público, em apreciação ou informação que resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a
preste no cumprimento de dever do ofício. fazer o que ela não manda:
Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, res- Pena - detenção, de três meses a um ano, ou
ponde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá multa.
publicidade. Aumento de pena
Retratação § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e
Art. 143 - O querelado que, antes da sen- em dobro, quando, para a execução do crime, se
tença, se retrata cabalmente da calúnia ou da difa- reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de
mação, fica isento de pena. armas.
Parágrafo único. Nos casos em que o quere- § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se
lado tenha praticado a calúnia ou a difamação utili- as correspondentes à violência.
zando-se de meios de comunicação, a retratação § 3º - Não se compreendem na disposição
dar-se-á, se assim desejar o ofendido, pelos mes- deste artigo:
mos meios em que se praticou a ofensa.
I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o
Art. 144 - Se, de referências, alusões ou fra- consentimento do paciente ou de seu represen-
ses, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem tante legal, se justificada por iminente perigo de
se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. vida;
Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, II - a coação exercida para impedir suicídio.
não as dá satisfatórias, responde pela ofensa.
Art. 146-A. Intimidar sistematicamente, indi-
Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capí- vidualmente ou em grupo, mediante violência física
tulo somente se procede mediante queixa, salvo ouda
psicológica,
Vinícius Abreu Costa uma ou mais pessoas, de modo in-
quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência re- tencional e repetitivo, sem motivação evidente, por
sulta lesão corporal. antoniavinicius3010@[Link]
meio
604.983.963-80 de atos de intimidação, de humilhação ou de
Parágrafo único. Procede-se mediante requi- discriminação ou de ações verbais, morais, sexu-
sição do Ministro da Justiça, no caso do inciso I do ais, sociais, psicológicas, físicas, materiais ou virtu-
caput do art. 141 deste Código, e mediante repre- ais: (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
sentação do ofendido, no caso do inciso II do Pena - multa, se a conduta não constituir crime
mesmo artigo, bem como no caso do § 3o do art. mais grave. (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
140 deste Código.
Intimidação sistemática virtual (cyberbullying)
Súmula nº 714, STF. É concorrente a legitimidade do ofen- (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
dido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicio-
nada à representação do ofendido, para a ação penal por Parágrafo único. Se a conduta é realizada por
crime contra a honra de servidor público em razão do exer-
cício de suas funções.
meio da rede de computadores, de rede social, de
aplicativos, de jogos on-line ou por qualquer outro
meio ou ambiente digital, ou transmitida em tempo
CAPÍTULO VI real: (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
DOS CRIMES CONTRA A Pena - reclusão, de 2 (dois) anos a 4 (quatro)
LIBERDADE INDIVIDUAL anos, e multa, se a conduta não constituir crime
mais grave. (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)

SEÇÃO I Ameaça
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, es-
PESSOAL crito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de
causar-lhe mal injusto e grave:
Constrangimento ilegal Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa.
Art. 146 - Constranger alguém, mediante vi-
olência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver

30
Parágrafo único - Somente se procede medi- Pena - reclusão, de um a três anos.
ante representação. § 1º - A pena é de reclusão, de dois a cinco
Perseguição anos:
Art. 147-A. Perseguir alguém, reiterada- I – se a vítima é ascendente, descendente,
mente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a inte- cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60
gridade física ou psicológica, restringindo-lhe a ca- (sessenta) anos;
pacidade de locomoção ou, de qualquer forma, in- II - se o crime é praticado mediante internação
vadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou da vítima em casa de saúde ou hospital;
privacidade. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
III - se a privação da liberdade dura mais de
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) quinze dias.
anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 14.132, de
IV – se o crime é praticado contra menor de 18
2021)
(dezoito) anos;
§ 1º A pena é aumentada de metade se o crime
V – se o crime é praticado com fins libidinosos.
é cometido: (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
§ 2º - Se resulta à vítima, em razão de maus-
I – contra criança, adolescente ou idoso; (In-
tratos ou da natureza da detenção, grave sofri-
cluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
mento físico ou moral:
II – contra mulher por razões da condição de
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121
deste Código; (Incluído pela Lei nº 14.132, de Redução a condição análoga à de escravo
2021)
Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga
III – mediante concurso de 2 (duas) ou mais à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos for-
pessoas ou com o emprego de arma. (Incluído çados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a
pela Lei nº 14.132, de 2021) Vinícius Abreu da Costa
condições degradantes de trabalho, quer restrin-
antoniavinicius3010@[Link]
gindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão
§ 2º As penas deste artigo são aplicáveis sem
604.983.963-80
prejuízo das correspondentes à violência. (Incluído de dívida contraída com o empregador ou preposto:
pela Lei nº 14.132, de 2021) Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa,
§ 3º Somente se procede mediante represen- além da pena correspondente à violência.
tação. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021) § 1o Nas mesmas penas incorre quem:
Violência psicológica contra a mulher (Incluído I – cerceia o uso de qualquer meio de trans-
pela Lei nº 14.188, de 2021) porte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo
Art. 147-B. Causar dano emocional à mu- no local de trabalho;
lher que a prejudique e perturbe seu pleno desen- II – mantém vigilância ostensiva no local de tra-
volvimento ou que vise a degradar ou a controlar balho ou se apodera de documentos ou objetos
suas ações, comportamentos, crenças e decisões, pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no lo-
mediante ameaça, constrangimento, humilhação, cal de trabalho.
manipulação, isolamento, chantagem, ridiculariza- § 2o A pena é aumentada de metade, se o
ção, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro crime é cometido:
meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e
autodeterminação: (Incluído pela Lei nº 14.188, de I – contra criança ou adolescente;
2021) II – por motivo de preconceito de raça, cor, et-
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) nia, religião ou origem.
anos, e multa, se a conduta não constitui crime STF: É da Justiça Federal a competência para processar e
mais grave. (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) julgar o crime de redução a condição análoga à de escravo.

Sequestro e cárcere privado Tráfico de Pessoas

Art. 148 - Privar alguém de sua liberdade, Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, trans-
mediante sequestro ou cárcere privado: portar, transferir, comprar, alojar ou acolher

31
pessoa, mediante grave ameaça, violência, coa- § 2º - (Revogado pela Lei nº 13.869, de
ção, fraude ou abuso, com a finalidade de: 2019) (Vigência)
I - remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do § 3º - Não constitui crime a entrada ou perma-
corpo; nência em casa alheia ou em suas dependências:
II - submetê-la a trabalho em condições análo- I - durante o dia, com observância das formali-
gas à de escravo; dades legais, para efetuar prisão ou outra diligên-
III - submetê-la a qualquer tipo de servidão; cia;

IV - adoção ilegal; ou II - a qualquer hora do dia ou da noite, quando


algum crime está sendo ali praticado ou na iminên-
V - exploração sexual. cia de o ser.
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, § 4º - A expressão "casa" compreende:
e multa.
I - qualquer compartimento habitado;
§ 1o A pena é aumentada de um terço até a
metade se: II - aposento ocupado de habitação coletiva;

I - o crime for cometido por funcionário público III - compartimento não aberto ao público, onde
no exercício de suas funções ou a pretexto de alguém exerce profissão ou atividade.
exercê-las; § 5º - Não se compreendem na expressão
II - o crime for cometido contra criança, adoles- "casa":
cente ou pessoa idosa ou com deficiência; I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra
III - o agente se prevalecer de relações de pa- habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restri-
rentesco, domésticas, de coabitação, de hospitali- ção do n.º II do parágrafo anterior;
dade, de dependência econômica, de autoridade II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo
ou de superioridade hierárquica inerente aoVinícius
exercí- Abreu da Costa
gênero.
cio de emprego, cargo ou função; ouantoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80 SEÇÃO III
IV - a vítima do tráfico de pessoas for retirada DOS CRIMES CONTRA A
do território nacional.
INVIOLABILIDADE DE
§ 2o A pena é reduzida de um a dois terços se
CORRESPONDÊNCIA
o agente for primário e não integrar organização cri-
minosa.
Violação de correspondência
SEÇÃO II
DOS CRIMES CONTRA A Art. 151 - Devassar indevidamente o conte-
údo de correspondência fechada, dirigida a outrem:
INVIOLABILIDADE DO DOMICÍLIO
Pena - detenção, de um a seis meses, ou
multa.
Violação de domicílio
Sonegação ou destruição de correspon-
Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina dência
ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa
ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em § 1º - Na mesma pena incorre:
suas dependências: I - quem se apossa indevidamente de corres-
Pena - detenção, de um a três meses, ou pondência alheia, embora não fechada e, no todo
multa. ou em parte, a sonega ou destrói;

§ 1º - Se o crime é cometido durante a noite, Violação de comunicação telegráfica, radi-


ou em lugar ermo, ou com o emprego de violência oelétrica ou telefônica
ou de arma, ou por duas ou mais pessoas: II - quem indevidamente divulga, transmite a
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, outrem ou utiliza abusivamente comunicação tele-
além da pena correspondente à violência. gráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro, ou con-
versação telefônica entre outras pessoas;

32
III - quem impede a comunicação ou a conver- Violação do segredo profissional
sação referidas no número anterior;
Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa,
IV - quem instala ou utiliza estação ou aparelho segredo, de que tem ciência em razão de função,
radioelétrico, sem observância de disposição legal. ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação
§ 2º - As penas aumentam-se de metade, se possa produzir dano a outrem:
há dano para outrem. Pena - detenção, de três meses a um ano, ou
§ 3º - Se o agente comete o crime, com abuso multa de um conto a dez contos de réis.
de função em serviço postal, telegráfico, radioelé- Parágrafo único - Somente se procede medi-
trico ou telefônico: ante representação.
Pena - detenção, de um a três anos. Invasão de dispositivo informático
§ 4º - Somente se procede mediante represen- Art. 154-A. Invadir dispositivo informático de
tação, salvo nos casos do § 1º, IV, e do § 3º.
uso alheio, conectado ou não à rede de computa-
Correspondência comercial dores, com o fim de obter, adulterar ou destruir da-
dos ou informações sem autorização expressa ou
Art. 152 - Abusar da condição de sócio ou
tácita do usuário do dispositivo ou de instalar vul-
empregado de estabelecimento comercial ou in-
nerabilidades para obter vantagem ilícita: (Reda-
dustrial para, no todo ou em parte, desviar, sone-
ção dada pela Lei nº 14.155, de 2021)
gar, subtrair ou suprimir correspondência, ou reve-
lar a estranho seu conteúdo: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos,
e multa. (Redação dada pela Lei nº 14.155, de
Pena - detenção, de três meses a dois anos.
2021)
Parágrafo único - Somente se procede medi-
§ 1o Na mesma pena incorre quem produz,
ante representação.
oferece,
Vinícius Abreu da Costadistribui, vende ou difunde dispositivo ou
programa de computador com o intuito de permitir
antoniavinicius3010@[Link]
a prática da conduta definida no caput.
SEÇÃO IV 604.983.963-80
DOS CRIMES CONTRA A § 2º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) a 2/3
(dois terços) se da invasão resulta prejuízo econô-
INVIOLABILIDADE DOS SEGREDOS
mico. (Redação dada pela Lei nº 14.155, de 2021)
§ 3o Se da invasão resultar a obtenção de con-
Divulgação de segredo
teúdo de comunicações eletrônicas privadas, se-
Art. 153 - Divulgar alguém, sem justa causa, gredos comerciais ou industriais, informações sigi-
conteúdo de documento particular ou de correspon- losas, assim definidas em lei, ou o controle remoto
dência confidencial, de que é destinatário ou deten- não autorizado do dispositivo invadido:
tor, e cuja divulgação possa produzir dano a ou- Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,
trem: e multa. (Redação dada pela Lei nº 14.155, de
Pena - detenção, de um a seis meses, ou 2021)
multa, de trezentos mil réis a dois contos de réis. § 4o Na hipótese do § 3o, aumenta-se a pena
§ 1º Somente se procede mediante represen- de um a dois terços se houver divulgação, comer-
tação. cialização ou transmissão a terceiro, a qualquer tí-
tulo, dos dados ou informações obtidos.
§ 1o-A. Divulgar, sem justa causa, informações
sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, § 5o Aumenta-se a pena de um terço à metade
contidas ou não nos sistemas de informações ou se o crime for praticado contra:
banco de dados da Administração Pública: I - Presidente da República, governadores e
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, prefeitos;
e multa. II - Presidente do Supremo Tribunal Federal;
o
§ 2 Quando resultar prejuízo para a Adminis- III - Presidente da Câmara dos Deputados, do
tração Pública, a ação penal será incondicionada. Senado Federal, de Assembleia Legislativa de

33
Estado, da Câmara Legislativa do Distrito Federal § 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos,
ou de Câmara Municipal; ou e multa, se o crime é cometido:
IV - dirigente máximo da administração direta I - com destruição ou rompimento de obstáculo
e indireta federal, estadual, municipal ou do Distrito à subtração da coisa;
Federal. II - com abuso de confiança, ou mediante
Ação penal fraude, escalada ou destreza;
Art. 154-B. Nos crimes definidos no art. 154- III - com emprego de chave falsa;
A, somente se procede mediante representação, IV - mediante concurso de duas ou mais pes-
salvo se o crime é cometido contra a administração soas.
pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes
STJ: Súmula 442 - É inadmissível aplicar, no furto qualifi-
da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios cado, pelo concurso de agentes, a majorante do roubo.
ou contra empresas concessionárias de serviços
STJ: Súmula 511 - É possível o reconhecimento do privi-
públicos. légio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos de crime
de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade
do agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora for
de ordem objetiva.
TÍTULO II
DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO § 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10
(dez) anos e multa, se houver emprego de explo-
sivo ou de artefato análogo que cause perigo co-
CAPÍTULO I mum.
DO FURTO
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8
(oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude é
Furto
cometido por meio de dispositivo eletrônico ou in-
Art. 155 - Subtrair, para si ou para Vinícius
outrem, Abreu da Costa
formático, conectado ou não à rede de computado-
coisa alheia móvel: antoniavinicius3010@[Link]
res, com ou sem a violação de mecanismo de se-
604.983.963-80
gurança ou a utilização de programa malicioso, ou
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
por qualquer outro meio fraudulento análogo. (In-
STJ: Súmula 567 - Sistema de vigilância realizado por mo- cluído pela Lei nº 14.155, de 2021)
nitoramento eletrônico ou por existência de segurança no
interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna § 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo,
impossível a configuração do crime de furto. considerada a relevância do resultado gravoso: (In-
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o cluído pela Lei nº 14.155, de 2021)
crime é praticado durante o repouso noturno. I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois
STJ: A causa especial de aumento de pena do furto come- terços), se o crime é praticado mediante a utiliza-
tido durante o repouso noturno pode se configurar mesmo ção de servidor mantido fora do território nacio-
quando o crime é cometido em estabelecimento comercial nal; (Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021)
ou residência desabitada, sendo indiferente o fato de a ví-
tima estar, ou não, efetivamente repousando II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pe- o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. (In-
queno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a cluído pela Lei nº 14.155, de 2021)
pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de § 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos,
um a dois terços, ou aplicar somente a pena de se a subtração for de veículo automotor que venha
multa. a ser transportado para outro Estado ou para o ex-
Súmula nº 511, STJ. É possível o reconhecimento do pri- terior.
vilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos de § 6o A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5
crime de furto qualificado, se estiverem presentes a prima-
riedade do agente, o pequeno valor da coisa e a qualifica- (cinco) anos se a subtração for de semovente do-
dora for de ordem objetiva. mesticável de produção, ainda que abatido ou divi-
dido em partes no local da subtração.
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elé-
trica ou qualquer outra que tenha valor econômico. § 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10
(dez) anos e multa, se a subtração for de substân-
Furto qualificado
cias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou

34
isoladamente, possibilitem sua fabricação, monta- VI – se a subtração for de substâncias explosi-
gem ou emprego. vas ou de acessórios que, conjunta ou isolada-
Furto de coisa comum mente, possibilitem sua fabricação, montagem ou
emprego.
Art. 156 - Subtrair o condômino, co-herdeiro
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida
ou sócio, para si ou para outrem, a quem legitima- com emprego de arma branca;
mente a detém, a coisa comum:
Súmula nº 442, STJ. É inadmissível aplicar, no furto quali-
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ficado, pelo concurso de agentes, a majorante do roubo.
ou multa. Súmula nº 443, STJ. O aumento na terceira fase de apli-
§ 1º - Somente se procede mediante represen- cação da pena no crime de roubo circunstanciado exige
fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua
tação. exasperação a mera indicação do número de majorantes.
§ 2º - Não é punível a subtração de coisa co- § 2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços):
mum fungível, cujo valor não excede a quota a que
tem direito o agente. I – se a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma de fogo;
II – se há destruição ou rompimento de obstá-
CAPÍTULO II culo mediante o emprego de explosivo ou de arte-
DO ROUBO E DA EXTORÇÃO fato análogo que cause perigo comum.
§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exer-
Roubo cida com emprego de arma de fogo de uso restrito
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no
ou para outrem, mediante grave ameaça ou violên- caput deste artigo.
cia a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer § 3º Se da violência resulta:
Vinícius Abreu da Costa
meio, reduzido à impossibilidade de resistência: I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa;
STJ: Súmula 582 - Consuma-se o crime de roubo com a
inversão da posse do bem mediante emprego de violência
de 7
ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a
à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa 30 (trinta) anos, e multa.
roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou
desvigiada. Roubo
STF: Súmula 610 - Há crime de latrocínio, quando o homi-
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. cídio se consuma, ainda que não se realize o agente a sub-
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo de- tração de bens da vítima.
pois de subtraída a coisa, emprega violência contra STJ: Súmula 443 - O aumento na terceira fase de aplica-
pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a im- ção da pena no crime de roubo circunstanciado exige fun-
damentação concreta, não sendo suficiente para a sua
punidade do crime ou a detenção da coisa para si exasperação a mera indicação do número de majorantes.
ou para terceiro.
Extorsão
§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até
metade: Art. 158 - Constranger alguém, mediante vi-
olência ou grave ameaça, e com o intuito de obter
I – (revogado); (Redação dada pela Lei nº
para si ou para outrem indevida vantagem econô-
13.654, de 2018)
mica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; alguma coisa:
III - se a vítima está em serviço de transporte Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.
de valores e o agente conhece tal circunstância.
§ 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais
IV - se a subtração for de veículo automotor pessoas, ou com emprego de arma, aumenta-se a
que venha a ser transportado para outro Estado ou pena de um terço até metade.
para o exterior;
§ 2º - Aplica-se à extorsão praticada mediante
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, violência o disposto no § 3º do artigo anterior.
restringindo sua liberdade.

35
§ 3o Se o crime é cometido mediante a restri- § 1º - Na mesma pena incorre quem:
ção da liberdade da vítima, e essa condição é ne- Usurpação de águas
cessária para a obtenção da vantagem econômica,
a pena é de reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, I - desvia ou represa, em proveito próprio ou de
além da multa; se resulta lesão corporal grave ou outrem, águas alheias;
morte, aplicam-se as penas previstas no art. 159, Esbulho possessório
§§ 2o e 3o, respectivamente.
II - invade, com violência a pessoa ou grave
STJ: Súmula 96 - O crime de extorsão consuma-se inde- ameaça, ou mediante concurso de mais de duas
pendentemente da obtenção da vantagem indevida.
pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de
Extorsão mediante sequestro esbulho possessório.
Art. 159 - Sequestrar pessoa com o fim de § 2º - Se o agente usa de violência, incorre
obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, também na pena a esta cominada.
como condição ou preço do resgate: § 3º - Se a propriedade é particular, e não há
Pena - reclusão, de oito a quinze anos.. emprego de violência, somente se procede medi-
ante queixa.
§ 1o Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e
quatro) horas, se o sequestrado é menor de 18 (de- Supressão ou alteração de marca em ani-
zoito) ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o mais
crime é cometido por bando ou quadrilha. Art. 162 - Suprimir ou alterar, indevidamente,
Pena - reclusão, de doze a vinte anos. em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal indica-
§ 2º - Se do fato resulta lesão corporal de na- tivo de propriedade:
tureza grave: Pena - detenção, de seis meses a três anos, e
multa.
Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro
Vinícius Abreu da Costa
anos.
antoniavinicius3010@[Link]
§ 3º - Se resulta a morte: 604.983.963-80 CAPÍTULO IV
Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta anos. DO DANO
§ 4º - Se o crime é cometido em concurso, o
concorrente que o denunciar à autoridade, facili- Dano
tando a libertação do sequestrado, terá sua pena Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar
reduzida de um a dois terços. coisa alheia:
Extorsão indireta Pena - detenção, de um a seis meses, ou
Art. 160 - Exigir ou receber, como garantia de multa.
dívida, abusando da situação de alguém, docu- Dano qualificado
mento que pode dar causa a procedimento criminal
Parágrafo único - Se o crime é cometido:
contra a vítima ou contra terceiro:
I - com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
II - com emprego de substância inflamável ou
explosiva, se o fato não constitui crime mais grave
CAPÍTULO III III - contra o patrimônio da União, de Estado,
DA USURPAÇÃO do Distrito Federal, de Município ou de autarquia,
fundação pública, empresa pública, sociedade de
Alteração de limites economia mista ou empresa concessionária de ser-
viços públicos;
Art. 161 - Suprimir ou deslocar tapume,
marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha IV - por motivo egoístico ou com prejuízo con-
divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, siderável para a vítima:
de coisa imóvel alheia: Pena - detenção, de seis meses a três anos, e
Pena - detenção, de um a seis meses, e multa. multa, além da pena correspondente à violência.

36
Introdução ou abandono de animais em Apropriação indébita previdenciária
propriedade alheia
Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência
Art. 164 - Introduzir ou deixar animais em social as contribuições recolhidas dos contribuin-
propriedade alheia, sem consentimento de quem tes, no prazo e forma legal ou convencional:
de direito, desde que o fato resulte prejuízo: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
ou multa. § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar
Dano em coisa de valor artístico, arqueoló- de:
gico ou histórico I – recolher, no prazo legal, contribuição ou ou-
Art. 165 - Destruir, inutilizar ou deteriorar tra importância destinada à previdência social que
coisa tombada pela autoridade competente em vir- tenha sido descontada de pagamento efetuado a
tude de valor artístico, arqueológico ou histórico: segurados, a terceiros ou arrecadada do público;
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e II – recolher contribuições devidas à previdên-
multa. cia social que tenham integrado despesas contá-
beis ou custos relativos à venda de produtos ou à
Alteração de local especialmente protegido prestação de serviços;
Art. 166 - Alterar, sem licença da autoridade III - pagar benefício devido a segurado, quando
competente, o aspecto de local especialmente pro- as respectivas cotas ou valores já tiverem sido re-
tegido por lei: embolsados à empresa pela previdência social.
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou STF / STJ: Não se exige dolo específico.
multa.
§ 2o É extinta a punibilidade se o agente, es-
Ação penal Vinícius Abreu dapontaneamente,
Costa declara, confessa e efetua o paga-
mento das contribuições, importâncias ou valores e
Art. 167 - Nos casos do art.antoniavinicius3010@[Link]
163, do inciso IV
presta as informações devidas à previdência social,
604.983.963-80
do seu parágrafo e do art. 164, somente se procede
na forma definida em lei ou regulamento, antes do
mediante queixa.
início da ação fiscal.
STF / STJ: A quitação do débito decorrente de apropriação
CAPÍTULO V indébita previdenciária enseja a extinção da punibilidade,
desde que realizada antes do trânsito em julgado da sen-
DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA tença condenatória.
§ 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena
Apropriação indébita ou aplicar somente a de multa se o agente for pri-
mário e de bons antecedentes, desde que:
Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel,
de que tem a posse ou a detenção: STF / STJ: Atualmente, entende-se que deve haver a apli-
cação do princípio da insignificância quando o valor do dé-
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. bito seja igual ou inferior ao estabelecido pela previdência
como sendo o mínimo para ajuizamento das ações fiscais.
Aumento de pena O valor atual é de R$ 20.000,00.
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, I – tenha promovido, após o início da ação fis-
quando o agente recebeu a coisa: cal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento
I - em depósito necessário; da contribuição social previdenciária, inclusive
acessórios; ou
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, li-
quidatário, inventariante, testamenteiro ou deposi- II – o valor das contribuições devidas, inclusive
tário judicial; acessórios, seja igual ou inferior àquele estabele-
cido pela previdência social, administrativamente,
III - em razão de ofício, emprego ou profissão. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas
execuções fiscais.
§ 4o A faculdade prevista no § 3o deste artigo
não se aplica aos casos de parcelamento de

37
contribuições cujo valor, inclusive dos acessórios, Alienação ou oneração fraudulenta de coisa
seja superior àquele estabelecido, administrativa- própria
mente, como sendo o mínimo para o ajuizamento II - vende, permuta, dá em pagamento ou em
de suas execuções fiscais. garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus
Apropriação de coisa havida por erro, caso ou litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a ter-
fortuito ou força da natureza ceiro, mediante pagamento em prestações, silenci-
ando sobre qualquer dessas circunstâncias;
Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa
alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou Defraudação de penhor
força da natureza: III - defrauda, mediante alienação não consen-
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou tida pelo credor ou por outro modo, a garantia pig-
multa. noratícia, quando tem a posse do objeto empe-
nhado;
Parágrafo único - Na mesma pena incorre:
Fraude na entrega de coisa
Apropriação de tesouro
IV - defrauda substância, qualidade ou quanti-
I - quem acha tesouro em prédio alheio e se dade de coisa que deve entregar a alguém;
apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem
direito o proprietário do prédio; Fraude para recebimento de indenização ou
valor de seguro
Apropriação de coisa achada
V - destrói, total ou parcialmente, ou oculta
II - quem acha coisa alheia perdida e dela se coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a saúde,
apropria, total ou parcialmente, deixando de resti- ou agrava as consequências da lesão ou doença,
tuí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá- com o intuito de haver indenização ou valor de se-
la à autoridade competente, dentro no prazo de guro;
quinze dias. Vinícius Abreu da Costa
Fraude no pagamento por meio de cheque
Art. 170 - Nos crimes previstos antoniavinicius3010@[Link]
neste Capí-
VI - emite cheque, sem suficiente provisão de
604.983.963-80
tulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º.
fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o paga-
mento.
CAPÍTULO VI Súmula nº 246, STF. Comprovado não ter havido fraude,
não se configura o crime de emissão de cheque sem fun-
DO ESTELIONATO E OUTRAS FRAUDES dos.
Súmula nº 554, STF. O pagamento de cheque emitido sem
Estelionato provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não
obsta ao prosseguimento da ação penal.
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, van- Fraude eletrônica
tagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou man-
tendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou § 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8
qualquer outro meio fraudulento: (oito) anos, e multa, se a fraude é cometida com a
utilização de informações fornecidas pela vítima ou
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, por terceiro induzido a erro por meio de redes soci-
de quinhentos mil réis a dez contos de réis. ais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrô-
§ 1º - Se o criminoso é primário, e é de pe- nico fraudulento, ou por qualquer outro meio frau-
queno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena dulento análogo. (Incluído pela Lei nº 14.155, de
conforme o disposto no art. 155, § 2º. 2021)
§ 2º - Nas mesmas penas incorre quem: § 2º-B. A pena prevista no § 2º-A deste artigo,
considerada a relevância do resultado gravoso, au-
Disposição de coisa alheia como própria
menta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o
I - vende, permuta, dá em pagamento, em lo- crime é praticado mediante a utilização de servidor
cação ou em garantia coisa alheia como própria; mantido fora do território nacional. (Incluído pela
Lei nº 14.155, de 2021)

38
§ 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrerá
crime é cometido em detrimento de entidade de di- aquele que falsificar ou adulterar a escrituração do
reito público ou de instituto de economia popular, Livro de Registro de Duplicatas.
assistência social ou beneficência. Abuso de incapazes
Estelionato contra idoso ou vulnerável (Re-
Art. 173 - Abusar, em proveito próprio ou
dação dada pela Lei nº 14.155, de 2021)
alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de
§ 4º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) ao menor, ou da alienação ou debilidade mental de ou-
dobro, se o crime é cometido contra idoso ou vul- trem, induzindo qualquer deles à prática de ato sus-
nerável, considerada a relevância do resultado gra- cetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo pró-
voso. (Redação dada pela Lei nº 14.155, de 2021) prio ou de terceiro:
§ 5º Somente se procede mediante represen- Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa.
tação, salvo se a vítima for:
Induzimento à especulação
I - a Administração Pública, direta ou indireta;
Art. 174 - Abusar, em proveito próprio ou
II - criança ou adolescente;
alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou infe-
III - pessoa com deficiência mental; ou rioridade mental de outrem, induzindo-o à prática
IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou in- de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou
capaz. mercadorias, sabendo ou devendo saber que a
operação é ruinosa:
Estelionato
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
STF: Súmula 246 - Comprovado não ter havido fraude,
não se configura o crime de emissão de cheque sem fun- Fraude no comércio
dos.
STF: Súmula 521 - O foro competente para o processo e Art. 175 - Enganar, no exercício de atividade
ViníciusdaAbreu da
julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade Costa o adquirente ou consumidor:
comercial,
emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é o do
antoniavinicius3010@[Link]
local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado. I - vendendo, como verdadeira ou perfeita,
604.983.963-80
mercadoria falsificada ou deteriorada;
STF: Súmula 554 - O pagamento de cheque emitido sem
provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não II - entregando uma mercadoria por outra:
obsta ao prosseguimento da ação penal.
STJ: Súmula 17 - Quando o falso se exaure no estelionato, Pena - detenção, de seis meses a dois anos,
sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido. ou multa.
STJ: Súmula 24 - Aplica-se ao crime de estelionato, em § 1º - Alterar em obra que lhe é encomendada
que figure como vítima entidade autárquica da previdência
social, a qualificadora do § 3º, do art. 171 do Código Penal.
a qualidade ou o peso de metal ou substituir, no
STJ: Súmula 48 - Compete ao juízo do local da obtenção mesmo caso, pedra verdadeira por falsa ou por ou-
da vantagem ilícita processar e julgar crime de estelionato tra de menor valor; vender pedra falsa por verda-
cometido mediante falsificação de cheque. deira; vender, como precioso, metal de ou outra
STJ: Súmula 73 - A utilização de papel moeda grosseira- qualidade:
mente falsificado configura, em tese, o crime de estelio-
nato, da competência da Justiça Estadual. Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.
STJ: Súmula 244 - Compete ao foro do local da recusa § 2º - É aplicável o disposto no art. 155, § 2º.
processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque
sem provisão de fundos. Outras fraudes
Duplicata simulada Art. 176 - Tomar refeição em restaurante,
Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de trans-
venda que não corresponda à mercadoria vendida, porte sem dispor de recursos para efetuar o paga-
em quantidade ou qualidade, ou ao serviço pres- mento:
tado. Pena - detenção, de quinze dias a dois meses,
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, ou multa.
e multa. Parágrafo único - Somente se procede medi-
ante representação, e o juiz pode, conforme as cir-
cunstâncias, deixar de aplicar a pena.

39
Fraudes e abusos na fundação ou adminis- obter vantagem para si ou para outrem, negocia o
tração de sociedade por ações voto nas deliberações de assembleia geral.
Art. 177 - Promover a fundação de sociedade Emissão irregular de conhecimento de de-
por ações, fazendo, em prospecto ou em comuni- pósito ou "warrant"
cação ao público ou à assembléia, afirmação falsa Art. 178 - Emitir conhecimento de depósito
sobre a constituição da sociedade, ou ocultando ou warrant, em desacordo com disposição legal:
fraudulentamente fato a ela relativo:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa,
se o fato não constitui crime contra a economia po- Fraude à execução
pular. Art. 179 - Fraudar execução, alienando, des-
§ 1º - Incorrem na mesma pena, se o fato não viando, destruindo ou danificando bens, ou simu-
constitui crime contra a economia popular: (Vide Lei lando dívidas:
nº 1.521, de 1951) Pena - detenção, de seis meses a dois anos,
I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade ou multa.
por ações, que, em prospecto, relatório, parecer, Parágrafo único - Somente se procede medi-
balanço ou comunicação ao público ou à assem- ante queixa.
bleia, faz afirmação falsa sobre as condições eco-
nômicas da sociedade, ou oculta fraudulenta-
mente, no todo ou em parte, fato a elas relativo; CAPÍTULO VII
II - o diretor, o gerente ou o fiscal que promove, DA RECEPÇÃO
por qualquer artifício, falsa cotação das ações ou
de outros títulos da sociedade;
Receptação
Vinícius Abreu da Costa
III - o diretor ou o gerente que toma empréstimo
à sociedade ou usa, em proveito próprio ou de ter- Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, con-
antoniavinicius3010@[Link]
duzir
ceiro, dos bens ou haveres sociais, sem prévia604.983.963-80
au- ou ocultar, em proveito próprio ou alheio,
torização da assembleia geral; coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para
que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:
IV - o diretor ou o gerente que compra ou
vende, por conta da sociedade, ações por ela emi- Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
tidas, salvo quando a lei o permite; Receptação qualificada
V - o diretor ou o gerente que, como garantia § 1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir,
de crédito social, aceita em penhor ou em caução ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, re-
ações da própria sociedade; montar, vender, expor à venda, ou de qualquer
VI - o diretor ou o gerente que, na falta de ba- forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no
lanço, em desacordo com este, ou mediante ba- exercício de atividade comercial ou industrial, coisa
lanço falso, distribui lucros ou dividendos fictícios; que deve saber ser produto de crime:
VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que, por Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa.
interposta pessoa, ou conluiado com acionista, § 2º - Equipara-se à atividade comercial, para
consegue a aprovação de conta ou parecer; efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de co-
VIII - o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, mércio irregular ou clandestino, inclusive o exercí-
V e VII; cio em residência.
IX - o representante da sociedade anônima es- § 3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua
trangeira, autorizada a funcionar no País, que pra- natureza ou pela desproporção entre o valor e o
tica os atos mencionados nos ns. I e II, ou dá falsa preço, ou pela condição de quem a oferece, deve
informação ao Governo. presumir-se obtida por meio criminoso:
§ 2º - Incorre na pena de detenção, de seis me- Pena - detenção, de um mês a um ano, ou
ses a dois anos, e multa, o acionista que, a fim de multa, ou ambas as penas.

40
§ 4º - A receptação é punível, ainda que des- Peculato mediante erro de outrem
conhecido ou isento de pena o autor do crime de
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qual-
que proveio a coisa.
quer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu
§ 5º - Na hipótese do § 3º, se o criminoso é por erro de outrem:
primário, pode o juiz, tendo em consideração as cir-
cunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na recepta- Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
ção dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155. Inserção de dados falsos em sistema de in-
§ 6o Tratando-se de bens do patrimônio da formações
União, de Estado, do Distrito Federal, de Município Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário
ou de autarquia, fundação pública, empresa pú- autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou
blica, sociedade de economia mista ou empresa excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
concessionária de serviços públicos, aplica-se em informatizados ou bancos de dados da Administra-
dobro a pena prevista no caput deste artigo. ção Pública com o fim de obter vantagem indevida
para si ou para outrem ou para causar dano:)

TÍTULO XI Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos,


e multa.
DOS CRIMES CONTRA A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Modificação ou alteração não autorizada de
sistema de informações

CAPÍTULO I Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcioná-


rio, sistema de informações ou programa de infor-
DOS CRIMES PRATICADOS POR
mática sem autorização ou solicitação de autori-
FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A dade competente: (Incluído pela Lei nº 9.983, de
ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
Vinícius Abreu 2000)
da Costa
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois)
antoniavinicius3010@[Link]
STJ: Súmula 599 - O princípio da insignificância é inapli-
cável aos crimes contra a administração pública.
604.983.963-80
anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Peculato Parágrafo único. As penas são aumentadas de


um terço até a metade se da modificação ou altera-
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público ção resulta dano para a Administração Pública ou
de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, pú- para o administrado.(Incluído pela Lei nº 9.983, de
blico ou particular, de que tem a posse em razão do 2000)
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Extravio, sonegação ou inutilização de livro
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. ou documento
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcioná- Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer
rio público, embora não tendo a posse do dinheiro, documento, de que tem a guarda em razão do
valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcial-
subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo- mente:
se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcionário. Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato
não constitui crime mais grave.
Peculato culposo
Emprego irregular de verbas ou rendas pú-
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente blicas
para o crime de outrem:
Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas
Pena - detenção, de três meses a um ano.
aplicação diversa da estabelecida em lei:
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a repara-
Pena - detenção, de um a três meses, ou
ção do dano, se precede à sentença irrecorrível,
multa.
extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de
metade a pena imposta.

41
Concussão Prevaricação
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, di- Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, in-
reta ou indiretamente, ainda que fora da função ou devidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra dis-
antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem posição expressa de lei, para satisfazer interesse
indevida: ou sentimento pessoal:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, Pena - detenção, de três meses a um ano, e
e multa. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) multa.
Excesso de exação Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contri- e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar
buição social que sabe ou deveria saber indevido, ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio
ou, quando devido, emprega na cobrança meio ve- ou similar, que permita a comunicação com outros
xatório ou gravoso, que a lei não autoriza: presos ou com o ambiente externo:
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um)
multa. ano.
§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito pró- Condescendência criminosa
prio ou de outrem, o que recebeu indevidamente Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgên-
para recolher aos cofres públicos:
cia, de responsabilizar subordinado que cometeu
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte
Corrupção passiva competência, não levar o fato ao conhecimento da
autoridade competente:
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou
outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
Vinícius multa.
Abreu da Costa
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela,
antoniavinicius3010@[Link]
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal van- Advocacia administrativa
tagem: 604.983.963-80
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente,
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, interesse privado perante a administração pública,
e multa. valendo-se da qualidade de funcionário:
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em Pena - detenção, de um a três meses, ou
consequência da vantagem ou promessa, o funcio- multa.
nário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:
ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
Pena - detenção, de três meses a um ano,
§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar
além da multa.
ou retarda ato de ofício, com infração de dever fun-
cional, cedendo a pedido ou influência de outrem: Violência arbitrária
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou Art. 322 - Praticar violência, no exercício de
multa. função ou a pretexto de exercê-la:
Facilitação de contrabando ou descaminho Pena - detenção, de seis meses a três anos,
além da pena correspondente à violência.
Art. 318 - Facilitar, com infração de dever fun-
cional, a prática de contrabando ou descaminho Abandono de função
(art. 334): Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e casos permitidos em lei:
multa.
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou
Súmula nº 151, STJ. A competência para o processo e jul- multa.
gamento por crime de contrabando ou descaminho define-
se pela prevenção do juízo federal do lugar da apreensão § 1º - Se do fato resulta prejuízo público:
dos bens.
Pena - detenção, de três meses a um ano, e
multa.

42
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido paraestatal, e quem trabalha para empresa presta-
na faixa de fronteira: dora de serviço contratada ou conveniada para a
Pena - detenção, de um a três anos, e multa. execução de atividade típica da Administração Pú-
blica.
Exercício funcional ilegalmente antecipado
ou prolongado § 2º - A pena será aumentada da terça parte
quando os autores dos crimes previstos neste Ca-
Art. 324 - Entrar no exercício de função pú- pítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou
blica antes de satisfeitas as exigências legais, ou de função de direção ou assessoramento de órgão
continuar a exercê-la, sem autorização, depois de da administração direta, sociedade de economia
saber oficialmente que foi exonerado, removido, mista, empresa pública ou fundação instituída pelo
substituído ou suspenso: poder público.
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou STJ: Súmula 147 - Compete à Justiça Federal processar
multa. e julgar os crimes praticados contra funcionário público fe-
deral, quando relacionados com o exercício da função.
Violação de sigilo funcional ⇾ São considerados funcionários públicos p/ fins pe-
nais:
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em
razão do cargo e que deva permanecer em se- • Diretor de organização social.
gredo, ou facilitar-lhe a revelação: STF. 1ª Turma. HC 138484/DF, Rel. Min. Marco Aurélio,
julgado em 11/9/2018 (Info 915).
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, • Administrador de Loteria.
ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
STJ. 5ª Turma. AREsp 679.651/RJ, Rel. Min. Joel Ilan Pa-
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre ciornik, julgado em 11/09/2018.
quem: • Advogados dativos.
I – permite ou facilita, mediante atribuição, for- STJ. 5ª Turma. HC 264.459-SP, Rel. Min. Reynaldo Soa-
Vinícius
necimento e empréstimo de senha ou qualquer ou- Abreu da Costa
res da Fonseca, julgado em 10/3/2016 (Info 579).
antoniavinicius3010@[Link]
tra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a • Médico de hospital particular credenciado/conveniado ao
SUS (após a Lei 9.983/2000).
sistemas de informações ou banco de dados604.983.963-80
da Ad-
ministração Pública; STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1101423/RS, Rel. Min.
Marco Aurélio Bellizze, julgado em 06/11/2012.
II – se utiliza, indevidamente, do acesso res- • Estagiário de órgão ou entidade públicos.
trito.
STJ. 6ª Turma. REsp 1303748/AC, Rel. Min. Sebastião
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Ad- Reis Júnior, julgado em 25/06/2012.
ministração Pública ou a outrem: A causa de aumento prevista no § 2º do art. 327 do Código
Penal não pode ser aplicada aos dirigentes de autarquias
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e (ex: a maioria dos Detrans) porque esse dispositivo menci-
multa. ona apenas órgãos, sociedades de economia mista, em-
presas públicas e fundações.
Violação do sigilo de proposta de concor-
rência
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de
concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o
ensejo de devassá-lo:
Pena - Detenção, de três meses a um ano, e
multa.
Funcionário público
Art. 327 - Considera-se funcionário público,
para os efeitos penais, quem, embora transitoria-
mente ou sem remuneração, exerce cargo, em-
prego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem
exerce cargo, emprego ou função em entidade

43
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

44
as nossas forças para manter a paz e a segurança
internacionais, e a garantir, pela aceitação de prin-
cípios e a instituição dos métodos, que a força ar-
mada não será usada a não ser no interesse co-
mum, a empregar um mecanismo internacional
Art. 1º. Fica promulgada a Carta da Nações para promover o progresso econômico e social de
Unidas apensa por cópia ao presente decreto, da todos os povos.
qual faz parte integrante o anexo Estatuto da Corte Resolvemos conjugar nossos esforços para a
Internacional de Justiça, assinada em São Fran- consecução dêsses objetivos.
cisco, a 26 de junho de 1945. Em vista disso, nossos respectivos Governos,
por intermédio de representantes reunidos na ci-
ART. 2º Este decreto entrará em vigor na data
dade de São Francisco, depois de exibirem seus
de sua publicação.
plenos poderes, que foram achados em boa e de-
vida forma, concordaram com a presente Carta das
Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1945, Nações Unidas e estabelecem, por meio dela, uma
124º da Independência e 57º da República. organização internacional que será conhecida pelo
nome de Nações Unidas.
GETULIO VARGAS
P. Leão Velloso
Este texto não substitui o publicado na Coleção de CAPÍTULO I
Leis do Brasil de 1945 PROPÓSITOS E PRINCÍPIOS
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
Faço saber, aos que a presente Carta de ratifi-
604.983.963-80 Artigo 1. Os propósitos das Nações unidas
cação vierem, que, entre a República dos Estados
Unidos e os países representados na Conferência são:
das Nações Unidas sobre Organização Internacio- 1. Manter a paz e a segurança internacionais
nal, foi concluída e assinada, pelos respectivos Ple- e, para esse fim: tomar, coletivamente, medidas
nipotenciários, em São Francisco, a 26 de junho de efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir os
1945, a Carta das Nações Unidas, da qual faz parte atos de agressão ou outra qualquer ruptura da paz
integrante o anexo Estatuto da Corte Internacional e chegar, por meios pacíficos e de conformidade
de Justiça, tudo do teor seguinte: com os princípios da justiça e do direito internacio-
NÓS, OS POVOS DAS NAÇÕES UNIDAS, nal, a um ajuste ou solução das controvérsias ou
RESOLVIDOS: situações que possam levar a uma perturbação da
paz;
A preservar as gerações vindouras do flagelo
da guerra, que por duas vezes, no espaço da nossa 2. Desenvolver relações amistosas entre as
vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade, e nações, baseadas no respeito ao princípio de igual-
a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do ho- dade de direitos e de autodeterminação dos povos,
mem, na dignidade e no valor do ser humano, na e tomar outras medidas apropriadas ao fortaleci-
igualdade de direito dos homens e das mulheres, mento da paz universal;
assim como das nações grandes e pequenas, e a 3. Conseguir uma cooperação internacional
estabelecer condições sob as quais a justiça e o para resolver os problemas internacionais de cará-
respeito às obrigações decorrentes de tratados e ter econômico, social, cultural ou humanitário, e
de outras fontes do direito internacional possam ser para promover e estimular o respeito aos direitos
mantidos, e a promover o progresso social e me- humanos e às liberdades fundamentais para todos,
lhores condições de vida dentro de uma liberdade sem distinção de raça, sexo, língua ou religião; e
ampla.
4. Ser um centro destinado a harmonizar a
E para tais fins, praticar a tolerância e viver em ação das nações para a consecução desses obje-
paz, uns com os outros, como bons vizinhos, e unir tivos comuns.

45
Artigo 2. A Organização e seus Membros, tendo assinado previamente a Declaração das Na-
para a realização dos propósitos mencionados no ções Unidas, de 1 de janeiro de 1942, assinarem a
Artigo 1, agirão de acordo com os seguintes Princí- presente Carta, e a ratificarem, de acordo com o
pios: Artigo 110.
1. A Organização é baseada no princípio da Artigo 4. 1. A admissão como Membro das
igualdade de todos os seus Membros. Nações Unidas fica aberta a todos os Estados
2. Todos os Membros, a fim de assegurarem amantes da paz que aceitarem as obrigações con-
para todos em geral os direitos e vantagens resul- tidas na presente Carta e que, a juízo da Organiza-
tantes de sua qualidade de Membros, deverão ção, estiverem aptos e dispostos a cumprir tais
cumprir de boa fé as obrigações por eles assumi- obrigações.
das de acordo com a presente Carta. 2. A admissão de qualquer desses Estados
3. Todos os Membros deverão resolver suas como Membros das Nações Unidas será efetuada
controvérsias internacionais por meios pacíficos, por decisão da Assembléia Geral, mediante reco-
de modo que não sejam ameaçadas a paz, a segu- mendação do Conselho de Segurança.
rança e a justiça internacionais. Artigo 5. O Membro das Nações Unidas,
4. Todos os Membros deverão evitar em suas contra o qual for levada a efeito ação preventiva ou
relações internacionais a ameaça ou o uso da força coercitiva por parte do Conselho de Segurança, po-
contra a integridade territorial ou a dependência po- derá ser suspenso do exercício dos direitos e privi-
lítica de qualquer Estado, ou qualquer outra ação légios de Membro pela Assembléia Geral, mediante
incompatível com os Propósitos das Nações Uni- recomendação do Conselho de Segurança. O exer-
das. cício desses direitos e privilégios poderá ser resta-
belecido pelo conselho de Segurança.
5. Todos os Membros darão às Nações toda
assistência em qualquer ação a que elasVinícius Costa6. O Membro das Nações Unidas que
recorre- Abreu daArtigo
rem de acordo com a presente Carta e se absterão houver violado persistentemente os Princípios con-
antoniavinicius3010@[Link]
de dar auxílio a qual Estado contra o qual as Na- tidos na presente Carta, poderá ser expulso da Or-
604.983.963-80
ções Unidas agirem de modo preventivo ou coerci- ganização pela Assembléia Geral mediante reco-
tivo. mendação do Conselho de Segurança.
6. A Organização fará com que os Estados que
não são Membros das Nações Unidas ajam de
acordo com esses Princípios em tudo quanto for CAPÍTULO III
necessário à manutenção da paz e da segurança ORGÃOS
internacionais.
7. Nenhum dispositivo da presente Carta auto- Artigo 7. 1. Ficam estabelecidos como ór-
rizará as Nações Unidas a intervirem em assuntos gãos principais das Nações Unidas: uma Assem-
que dependam essencialmente da jurisdição de bléia Geral, um Conselho de Segurança, um Con-
qualquer Estado ou obrigará os Membros a subme- selho Econômico e Social, um conselho de Tutela,
terem tais assuntos a uma solução, nos termos da uma Corte Internacional de Justiça e um Secretari-
presente Carta; este princípio, porém, não prejudi- ado.
cará a aplicação das medidas coercitivas constan- 2. Serão estabelecidos, de acordo com a pre-
tes do Capitulo VII. sente Carta, os órgãos subsidiários considerados
de necessidade.

CAPÍTULO II Artigo 8. As Nações Unidas não farão restri-


DOS MEMBROS ções quanto à elegibilidade de homens e mulheres
destinados a participar em qualquer caráter e em
condições de igualdade em seus órgãos principais
Artigo 3. Os Membros originais das Nações e subsidiários.
Unidas serão os Estados que, tendo participado da
Conferência das Nações Unidas sobre a Organiza-
ção Internacional, realizada em São Francisco, ou,

46
CAPÍTULO IV 4. As atribuições da Assembléia Geral enume-
ASSEMBLÉIA GERAL radas neste Artigo não limitarão a finalidade geral
do Artigo 10.

Composição Artigo 12. 1. Enquanto o Conselho de Segu-


rança estiver exercendo, em relação a qualquer
Artigo 9. 1. A Assembléia Geral será consti- controvérsia ou situação, as funções que lhe são
tuída por todos os Membros das Nações Unidas. atribuídas na presente Carta, a Assembléia Geral
2. Cada Membro não deverá ter mais de cinco não fará nenhuma recomendação a respeito dessa
representantes na Assembléia Geral. controvérsia ou situação, a menos que o Conselho
de Segurança a solicite.
Funções e atribuições
2. O Secretário-Geral, com o consentimento do
Artigo 10. A Assembléia Geral poderá discu- Conselho de Segurança, comunicará à Assembléia
tir quaisquer questões ou assuntos que estiverem Geral, em cada sessão, quaisquer assuntos relati-
dentro das finalidades da presente Carta ou que se vos à manutenção da paz e da segurança interna-
relacionarem com as atribuições e funções de qual- cionais que estiverem sendo tratados pelo Conse-
quer dos órgãos nela previstos e, com exceção do lho de Segurança, e da mesma maneira dará co-
estipulado no Artigo 12, poderá fazer recomenda- nhecimento de tais assuntos à Assembléia Geral,
ções aos Membros das Nações Unidas ou ao Con- ou aos Membros das Nações Unidas se a Assem-
selho de Segurança ou a este e àqueles, conjunta- bléia Geral não estiver em sessão, logo que o Con-
mente, com referência a qualquer daquelas ques- selho de Segurança terminar o exame dos referidos
tões ou assuntos. assuntos.
Artigo 11. 1. A Assembléia Geral poderá Artigo 13. 1. A Assembléia Geral iniciará es-
considerar os princípios gerais de cooperação na tudos e fará recomendações, destinados a:
manutenção da paz e da segurança internacionais,
Vinícius Abreu da Costa
a) promover cooperação internacional no ter-
inclusive os princípios que disponham sobre o de-
antoniavinicius3010@[Link]
reno político e incentivar o desenvolvimento pro-
sarmamento e a regulamentação dos armamentos,
604.983.963-80
gressivo do direito internacional e a sua codifica-
e poderá fazer recomendações relativas a tais prin-
ção;
cípios aos Membros ou ao Conselho de Segurança,
ou a este e àqueles conjuntamente. b) promover cooperação internacional nos ter-
renos econômico, social, cultural, educacional e sa-
2. A Assembléia Geral poderá discutir quais-
nitário e favorecer o pleno gozo dos direitos huma-
quer questões relativas à manutenção da paz e da
nos e das liberdades fundamentais, por parte de to-
segurança internacionais, que a ela forem subme-
dos os povos, sem distinção de raça, sexo, língua
tidas por qualquer Membro das Nações Unidas, ou
ou religião.
pelo Conselho de Segurança, ou por um Estado
que não seja Membro das Nações unidas, de 2. As demais responsabilidades, funções e atri-
acordo com o Artigo 35, parágrafo 2, e, com exce- buições da Assembléia Geral, em relação aos as-
ção do que fica estipulado no Artigo 12, poderá fa- suntos mencionados no parágrafo 1(b) acima, es-
zer recomendações relativas a quaisquer destas tão enumeradas nos Capítulos IX e X.
questões ao Estado ou Estados interessados, ou
Artigo 14. A Assembléia Geral, sujeita aos
ao Conselho de Segurança ou a ambos. Qualquer
dispositivos do Artigo 12, poderá recomendar me-
destas questões, para cuja solução for necessária
didas para a solução pacífica de qualquer situação,
uma ação, será submetida ao Conselho de Segu-
qualquer que seja sua origem, que lhe pareça pre-
rança pela Assembléia Geral, antes ou depois da
judicial ao bem-estar geral ou às relações amisto-
discussão.
sas entre as nações, inclusive em situações que re-
3. A Assembléia Geral poderá solicitar a aten- sultem da violação dos dispositivos da presente
ção do Conselho de Segurança para situações que Carta que estabelecem os Propósitos e Princípios
possam constituir ameaça à paz e à segurança in- das Nações Unidas.
ternacionais.
Artigo 15. 1 . A Assembléia Geral receberá
e examinará os relatórios anuais e especiais do
Conselho de Segurança. Esses relatórios incluirão

47
uma relação das medidas que o Conselho de Se- atrasadas igualar ou exceder a soma das contribui-
gurança tenha adotado ou aplicado a fim de manter ções correspondentes aos dois anos anteriores
a paz e a segurança internacionais. completos. A Assembléia Geral poderá entretanto,
2. A Assembléia Geral receberá e examinará permitir que o referido Membro vote, se ficar pro-
os relatórios dos outros órgãos das Nações Unidas. vado que a falta de pagamento é devida a condi-
ções independentes de sua vontade.
Artigo 16. A Assembléia Geral desempe-
Processo
nhará, com relação ao sistema internacional de tu-
tela, as funções a ela atribuídas nos Capítulos XII e Artigo 20. A Assembléia Geral reunir-se-á
XIII, inclusive a aprovação de acordos de tutela re- em sessões anuais regulares e em sessões espe-
ferentes às zonas não designadas como estraté- ciais exigidas pelas circunstâncias. As sessões es-
gias. peciais serão convocadas pelo Secretário-Geral, a
pedido do Conselho de Segurança ou da maioria
Artigo 17. 1. A Assembléia Geral conside-
dos Membros das Nações Unidas.
rará e aprovará o orçamento da organização.
Artigo 21. A Assembléia Geral adotará suas
2. As despesas da Organização serão custea-
das pelos Membros, segundo cotas fixadas pela regras de processo e elegerá seu presidente para
Assembléia Geral. cada sessão.

3. A Assembléia Geral considerará e aprovará Artigo 22. A Assembléia Geral poderá esta-
quaisquer ajustes financeiros e orçamentários com belecer os órgãos subsidiários que julgar necessá-
as entidades especializadas, a que se refere o Ar- rios ao desempenho de suas funções.
tigo 57 e examinará os orçamentos administrativos
de tais instituições especializadas com o fim de
lhes fazer recomendações. CAPÍTULO V
Votação CONSELHO DE SEGURANÇA
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
Artigo 18. 1. Cada Membro da Assembléia 604.983.963-80Composição
Geral terá um voto.
2. As decisões da Assembléia Geral, em ques- Artigo 23. 1. O Conselho de Segurança será
tões importantes, serão tomadas por maioria de composto de quinze Membros das Nações Unidas.
dois terços dos Membros presentes e votantes. Es- A República da China, a França, a União das Re-
sas questões compreenderão: recomendações re- públicas Socialistas Soviéticas, o Reino Unido da
lativas à manutenção da paz e da segurança inter- Grã-Bretanha e Irlanda do norte e os Estados uni-
nacionais; à eleição dos Membros não permanen- dos da América serão membros permanentes do
tes do Conselho de Segurança; à eleição dos Mem- Conselho de Segurança. A Assembléia Geral ele-
bros do Conselho Econômico e Social; à eleição gerá dez outros Membros das Nações Unidas para
dos Membros dos Conselho de Tutela, de acordo Membros não permanentes do Conselho de Segu-
como parágrafo 1 (c) do Artigo 86; à admissão de rança, tendo especialmente em vista, em primeiro
novos Membros das Nações Unidas; à suspensão lugar, a contribuição dos Membros das Nações Uni-
dos direitos e privilégios de Membros; à expulsão das para a manutenção da paz e da segurança in-
dos Membros; questões referentes o funciona- ternacionais e para osoutros propósitos da Organi-
mento do sistema de tutela e questões orçamentá- zação e também a distribuição geográfica equita-
rias. tiva.

3. As decisões sobre outras questões, inclu- 2. Os membros não permanentes do Conselho


sive a determinação de categoria adicionais de as- de Segurança serão eleitos por um período de dois
suntos a serem debatidos por uma maioria dos anos. Na primeira eleição dos Membros não per-
membros presentes e que votem. manentes do Conselho de Segurança, que se cele-
bre depois de haver-se aumentado de onze para
Artigo 19. O Membro das Nações Unidas quinze o número de membros do Conselho de Se-
que estiver em atraso no pagamento de sua contri- gurança, dois dos quatro membros novos serão
buição financeira à Organização não terá voto na eleitos por um período de um ano. Nenhum
Assembléia Geral, se o total de suas contribuições

48
membro que termine seu mandato poderá ser ree- Capítulo VI e no parágrafo 3 do Artigo 52, aquele
leito para o período imediato. que for parte em uma controvérsia se absterá de
3. Cada Membro do Conselho de Segurança votar.
terá um representante. Artigo 28. 1. O Conselho de Segurança será
Funções e atribuições organizado de maneira que possa funcionar conti-
nuamente. Cada membro do Conselho de Segu-
Artigo 24. 1. A fim de assegurar pronta e efi- rança será, para tal fim, em todos os momentos,
caz ação por parte das Nações Unidas, seus Mem- representado na sede da Organização.
bros conferem ao Conselho de Segurança a princi-
pal responsabilidade na manutenção da paz e da 2. O Conselho de Segurança terá reuniões pe-
segurança internacionais e concordam em que no riódicas, nas quais cada um de seus membros po-
cumprimento dos deveres impostos por essa res- derá, se assim o desejar, ser representado por um
ponsabilidade o Conselho de Segurança aja em membro do governo ou por outro representante es-
nome deles. pecialmente designado.

2. No cumprimento desses deveres, o Conse- 3. O Conselho de Segurança poderá reunir-se


lho de Segurança agirá de acordo com os Propósi- em outros lugares, fora da sede da Organização, e
tos e Princípios das Nações Unidas. As atribuições que, a seu juízo, possam facilitar o seu trabalho.
específicas do Conselho de Segurança para o cum- Artigo 29. O Conselho de Segurança poderá
primento desses deveres estão enumeradas nos estabelecer órgãos subsidiários que julgar neces-
Capítulos VI, VII, VIII e XII. sários para o desempenho de suas funções.
3. O Conselho de Segurança submeterá rela- Artigo 30. O Conselho de Segurança ado-
tórios anuais e, quando necessário, especiais à As-
tará seu próprio regulamento interno, que incluirá o
sembléia Geral para sua consideração.
método de escolha de seu Presidente.
Artigo 25. Os Membros das Nações Vinícius Abreu da Costa
Unidas
Artigo 31. Qualquer membro das Nações
concordam em aceitar e executarantoniavinicius3010@[Link]
as decisões do
Unidas, que não for membro do Conselho de Segu-
604.983.963-80
Conselho de Segurança, de acordo com a presente
rança, poderá participar, sem direito a voto, na dis-
Carta.
cussão de qualquer questão submetida ao Conse-
Artigo 26. A fim de promover o estabeleci- lho de Segurança, sempre que este considere que
mento e a manutenção da paz e da segurança in- os interesses do referido Membro estão especial-
ternacionais, desviando para armamentos o menos mente em jogo.
possível dos recursos humanos e econômicos do Artigo 32. Qualquer Membro das Nações
mundo, o Conselho de Segurança terá o encargo
Unidas que não for Membro do Conselho de Segu-
de formular, com a assistência da Comissão de Es-
rança, ou qualquer Estado que não for Membro das
tado Maior, a que se refere o Artigo 47, os planos a
Nações Unidas será convidado,desde que seja
serem submetidos aos Membros das Nações Uni-
parte em uma controvérsia submetida ao Conselho
das, para o estabelecimento de um sistema de re-
de Segurança,a participar, sem voto, na discussão
gulamentação dos armamentos.
dessa controvérsia. O Conselho de Segurança de-
Votação terminará as condições que lhe parecerem justas
para a participação de um Estado que não for Mem-
Artigo 27. 1. Cada membro do Conselho de
bro das Nações Unidas.
Segurança terá um voto.
2. As decisões do conselho de Segurança, em
questões processuais, serão tomadas pelo voto CAPÍTULO VI
afirmativo de nove Membros. SOLUÇÃO PACÍFICA DE
3. As decisões do Conselho de Segurança, em CONTROVÉRSIAS
todos os outros assuntos, serão tomadas pelo voto
afirmativo de nove membros, inclusive os votos afir-
mativos de todos os membros permanentes, fi- Artigo 33. 1. As partes em uma controvérsia,
cando estabelecido que, nas decisões previstas no que possa vir a constituir uma ameaça à paz e à
segurança internacionais, procurarão, antes de

49
tudo, chegar a uma solução por negociação, inqué- 33 não conseguirem resolve-la pelos meios indica-
rito, mediação, conciliação, arbitragem, solução ju- dos no mesmo Artigo, deverão submete-la ao Con-
dicial, recurso a entidades ou acordos regionais, ou selho de Segurança.
a qualquer outro meio pacífico à sua escolha. 2. O Conselho de Segurança, caso julgue que
2. O Conselho de Segurança convidará, a continuação dessa controvérsia poderá real-
quando julgar necessário, as referidas partes a re- mente constituir uma ameaça à manutenção da paz
solver, por tais meios, suas controvérsias. e da segurança internacionais, decidirá sobre a
conveniência de agir de acordo com o Artigo 36 ou
Artigo 34. O Conselho de Segurança poderá
recomendar as condições que lhe parecerem apro-
investigar sobre qualquer controvérsia ou situação priadas à sua solução.
suscetível de provocar atritos entre as Nações ou
dar origem a uma controvérsia, a fim de determinar Artigo 38. Sem prejuízo dos dispositivos dos
se a continuação de tal controvérsia ou situação Artigos 33 a 37, o Conselho de Segurança poderá,
pode constituir ameaça à manutenção da paz e da se todas as partes em uma controvérsia assim o
segurança internacionais. solicitarem, fazer recomendações às partes, tendo
em vista uma solução pacífica da controvérsia.
Artigo 35. 1. Qualquer Membro das Nações
Unidas poderá solicitar a atenção do Conselho de
Segurança ou da Assembléia Geral para qualquer CAPÍTULO VII
controvérsia, ou qualquer situação, da natureza
AÇÃO RELATIVA A AMEAÇAS À PAZ,
das que se acham previstas no Artigo 34.
RUPTURA DA PAZ E ATOS DE
2. Um Estado que não for Membro das Nações
AGRESSÃO
Unidas poderá solicitar a atenção do Conselho de
Segurança ou da Assembléia Geral para qualquer
controvérsia em que seja parte, uma vez que
Costa 39. O Conselho de Segurança deter-
Vinícius Abreu daArtigo
aceite, previamente, em relação a essa controvér- minará a existência de qualquer ameaça à paz, rup-
antoniavinicius3010@[Link]
sia, as obrigações de solução pacífica previstas na tura da paz ou ato de agressão, e fará recomenda-
604.983.963-80
presente Carta. ções ou decidirá que medidas deverão ser tomadas
3. Os atos da Assembléia Geral, a respeito dos de acordo com os Artigos 41 e 42, a fim de manter
assuntos submetidos à sua atenção, de acordo ou restabelecer a paz e a segurança internacionais.
com este Artigo, serão sujeitos aos dispositivos dos
Artigo 40. A fim de evitar que a situação se
Artigos 11 e 12.
agrave, o Conselho de Segurança poderá, antes de
Artigo 36. 1. O conselho de Segurança po- fazer as recomendações ou decidir a respeito das
derá, em qualquer fase de uma controvérsia da na- medidas previstas no Artigo 39, convidar as partes
tureza a que se refere o Artigo 33, ou de uma situ- interessadas a que aceitem as medidas provisórias
ação de natureza semelhante, recomendar proce- que lhe pareçam necessárias ou aconselháveis.
dimentos ou métodos de solução apropriados. Tais medidas provisórias não prejudicarão os direi-
tos ou pretensões , nem a situação das partes inte-
2. O Conselho de Segurança deverá tomar em
ressadas. O Conselho de Segurança tomará de-
consideração quaisquer procedimentos para a so-
vida nota do não cumprimento dessas medidas.
lução de uma controvérsia que já tenham sido ado-
tados pelas partes. Artigo 41. O Conselho de Segurança deci-
3. Ao fazer recomendações, de acordo com dirá sobre as medidas que, sem envolver o em-
este Artigo, o Conselho de Segurança deverá to- prego de forças armadas, deverão ser tomadas
mar em consideração que as controvérsias de ca- para tornar efetivas suas decisões e poderá convi-
ráter jurídico devem, em regra geral, ser submeti- dar os Membros das Nações Unidas a aplicarem
das pelas partes à Corte Internacional de Justiça, tais medidas. Estas poderão incluir a interrupção
de acordo com os dispositivos do Estatuto da completa ou parcial das relações econômicas, dos
Corte. meios de comunicação ferroviários, marítimos, aé-
reos , postais, telegráficos, radiofônicos, ou de ou-
Artigo 37. 1. No caso em que as partes em tra qualquer espécie e o rompimento das relações
controvérsia da natureza a que se refere o Artigo diplomáticas.

50
Artigo 42. No caso de o Conselho de Segu- Comissão de Estado Maior, dentro dos limites es-
rança considerar que as medidas previstas no Ar- tabelecidos no acordo ou acordos especiais a que
tigo 41 seriam ou demonstraram que são inadequa- se refere o Artigo 43.
das, poderá levar a efeito, por meio de forças aé- Artigo 46. O Conselho de Segurança, com a
reas, navais ou terrestres, a ação que julgar neces- assistência da Comissão de Estado Maior, fará pla-
sária para manter ou restabelecer a paz e a segu- nos para a aplicação das forças armadas.
rança internacionais. Tal ação poderá compreen-
der demonstrações, bloqueios e outras operações, Artigo 47. 1 . Será estabelecia uma Comis-
por parte das forças aéreas, navais ou terrestres são de Estado Maior destinada a orientar e assistir
dos Membros das Nações Unidas. o Conselho de Segurança, em todas as questões
relativas às exigências militares do mesmo Conse-
Artigo 43. 1. Todos os Membros das Nações
lho, para manutenção da paz e da segurança inter-
Unidas, a fim de contribuir para a manutenção da nacionais, utilização e comando das forças coloca-
paz e da segurança internacionais, se comprome- das à sua disposição, regulamentação de arma-
tem a proporcionar ao Conselho de Segurança, a mentos e possível desarmamento.
seu pedido e de conformidade com o acôrdo ou
acordos especiais, forças armadas, assistência e 2. A Comissão de Estado Maior será composta
facilidades, inclusive direitos de passagem, neces- dos Chefes de Estado Maior dos Membros Perma-
sários à manutenção da paz e da segurança inter- nentes do Conselho de Segurança ou de seus re-
nacionais. presentantes. Todo Membro das Nações Unidas
que não estiver permanentemente representado na
2. Tal acôrdo ou tais acordos determinarão o Comissão será por esta convidado a tomar parte
número e tipo das forças, seu grau de preparação nos seus trabalhos, sempre que a sua participação
e sua localização geral, bem como a natureza das for necessária ao eficiente cumprimento das res-
facilidades e da assistência a serem proporciona- ponsabilidades da Comissão.
das. Vinícius Abreu da Costa
3. A Comissão de Estado Maior será respon-
3. O acôrdo ou acordos serãoantoniavinicius3010@[Link]
negociados o sável, sob a autoridade do Conselho de Segurança,
mais cedo possível, por iniciativa do Conselho de
604.983.963-80
pela direção estratégica de todas as forças arma-
Segurança. Serão concluídos entre o Conselho de das postas à disposição do dito Conselho. As ques-
Segurança e Membros da Organização ou entre o tões relativas ao comando dessas forças serão re-
Conselho de Segurança e grupos de Membros e solvidas ulteriormente.
submetidos à ratificação, pelos Estados signatá-
rios, de conformidade com seus respectivos pro- 4. A Comissão de Estado Maior, com autoriza-
cessos constitucionais. ção do Conselho de Segurança e depois de consul-
tar os organismos regionais adequados, poderá es-
Artigo 44. Quando o Conselho de Segurança tabelecer sob-comissões regionais.
decidir o emprego de força, deverá, antes de solici-
tar a um Membro nele não representado o forneci- Artigo 48. 1. A ação necessária ao cumpri-
mento de forças armadas em cumprimento das mento das decisões do Conselho de Segurança
obrigações assumidas em virtude do Artigo 43, para manutenção da paz e da segurança internaci-
convidar o referido Membro, se este assim o dese- onais será levada a efeito por todos os Membros
jar, a participar das decisões do Conselho de Se- das Nações Unidas ou por alguns deles, conforme
gurança relativas ao emprego de contingentes das seja determinado pelo Conselho de Segurança.
forças armadas do dito Membro. 2. Essas decisões serão executas pelos Mem-
Artigo 45. A fim de habilitar as Nações Uni- bros das Nações Unidas diretamente e, por seu in-
termédio, nos organismos internacionais apropria-
das a tomarem medidas militares urgentes, os
dos de que façam parte.
Membros das Nações Unidas deverão manter, ime-
diatamente utilizáveis, contingentes das forças aé- Artigo 49. Os Membros das Nações Unidas
reas nacionais para a execução combinada de uma prestar-se-ão assistência mútua para a execução
ação coercitiva internacional. A potência e o grau das medidas determinadas pelo Conselho de Se-
de preparação desses contingentes, como os pla- gurança.
nos de ação combinada, serão determinados pelo
Conselho de Segurança com a assistência da

51
Artigo 50. No caso de serem tomadas medi- Artigo 53. 1. O conselho de Segurança utili-
das preventivas ou coercitivas contra um Estado zará, quando for o caso, tais acordos e entidades
pelo Conselho de Segurança, qualquer outro Es- regionais para uma ação coercitiva sob a sua pró-
tado, Membro ou não das Nações unidas, que se pria autoridade. Nenhuma ação coercitiva será, no
sinta em presença de problemas especiais de na- entanto, levada a efeito de conformidade com acor-
tureza econômica, resultantes da execução daque- dos ou entidades regionais sem autorização do
las medidas, terá o direito de consultar o Conselho Conselho de Segurança, com exceção das medi-
de Segurança a respeito da solução de tais proble- das contra um Estado inimigo como está definido
mas. no parágrafo 2 deste Artigo, que forem determina-
das em consequência do Artigo 107 ou em acordos
Artigo 51. Nada na presente Carta prejudi-
regionais destinados a impedir a renovação de uma
cará o direito inerente de legítima defesa individual política agressiva por parte de qualquer desses Es-
ou coletiva no caso de ocorrer um ataque armado tados, até o momento em que a Organização
contra um Membro das Nações Unidas, até que o possa, a pedido dos Governos interessados, ser in-
Conselho de Segurança tenha tomado as medidas cumbida de impedir toda nova agressão por parte
necessárias para a manutenção da paz e da segu- de tal Estado.
rança internacionais. As medidas tomadas pelos
Membros no exercício desse direito de legítima de- 2. O termo Estado inimigo, usado no parágrafo
fesa serão comunicadas imediatamente ao Conse- 1 deste Artigo, aplica-se a qualquer Estado que, du-
lho de Segurança e não deverão, de modo algum, rante a Segunda Guerra Mundial, foi inimigo de
atingir a autoridade e a responsabilidade que a pre- qualquer signatário da presente Carta.
sente Carta atribui ao Conselho para levar a efeito, Artigo 54. O Conselho de Segurança será
em qualquer tempo, a ação que julgar necessária à sempre informado de toda ação empreendida ou
manutenção ou ao restabelecimento da paz e da projetada de conformidade com os acordos ou en-
segurança internacionais. tidades regionais para manutenção da paz e da se-
Vinícius Abreu da Costa
gurança internacionais.
antoniavinicius3010@[Link]
CAPÍTULO VIII 604.983.963-80
ACORDOS REGIONAIS CAPÍTULO IX
COOPERAÇÃO ECONÔMICA E
Artigo 52. 1. Nada na presente Carta impede SOCIAL INTERNACIONAL
a existência de acordos ou de entidades regionais,
destinadas a tratar dos assuntos relativos à manu-
Artigo 55. Com o fim de criar condições de
tenção da paz e da segurança internacionais que
forem suscetíveis de uma ação regional, desde que estabilidade e bem estar, necessárias às relações
tais acordos ou entidades regionais e suas ativida- pacíficas e amistosas entre as Nações, baseadas
des sejam compatíveis com os Propósitos e Princí- no respeito ao princípio da igualdade de direitos e
pios das Nações Unidas. da autodeterminação dos povos, as Nações Unidas
favorecerão:
2. Os Membros das Nações Unidas, que forem
parte em tais acordos ou que constituírem tais en- a) níveis mais altos de vida, trabalho efetivo e
tidades, empregarão todo os esforços para chegar condições de progresso e desenvolvimento econô-
a uma solução pacífica das controvérsias locais por mico e social;
meio desses acordos e entidades regionais, antes b) a solução dos problemas internacionais
de as submeter ao Conselho de Segurança. econômicos, sociais, sanitários e conexos; a coo-
3. O Conselho de Segurança estimulará o de- peração internacional, de caráter cultural e educa-
senvolvimento da solução pacífica de controvérsias cional; e
locais mediante os referidos acordos ou entidades c) o respeito universal e efetivo dos direitos hu-
regionais, por iniciativa dos Estados interessados manos e das liberdades fundamentais para todos,
ou a instância do próprio conselho de Segurança. sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.
4. Este Artigo não prejudica, de modo algum, a
aplicação dos Artigos 34 e 35.

52
Agora portanto a Assembleia Geral proclama a
presente Declaração Universal dos Direitos Huma-
nos como o ideal comum a ser atingido por todos
os povos e todas as nações, com o objetivo de que
cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo
sempre em mente esta Declaração, esforce-se, por
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DI- meio do ensino e da educação, por promover o res-
REITOS HUMANOS ADOTADA E PROCLA- peito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção
de medidas progressivas de caráter nacional e in-
MADA PELA ASSEMBLEIA GERAL DAS
ternacional, por assegurar o seu reconhecimento e
NAÇÕES UNIDAS (RESOLUÇÃO 217 A III) a sua observância universais e efetivos, tanto entre
EM 10 DE DEZEMBRO 1948. os povos dos próprios Países-Membros quanto en-
tre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Considerando que o reconhecimento da digni- Artigo I
dade inerente a todos os membros da família hu- Todos os seres humanos nascem livres e
mana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o iguais em dignidade e direitos. São dotados de ra-
fundamento da liberdade, da justiça e da paz no zão e consciência e devem agir em relação uns aos
mundo, outros com espírito de fraternidade.
Considerando que o desprezo e o desrespeito
pelos direitos humanos resultaram em atos bárba- Observação: Referência aos ideais ilumi-
ros que ultrajaram a consciência da humanidade e nistas (base teórica) da Revolução Francesa
que o advento de um mundo em que mulheres e (1789) – Liberdade, Igualdade e fraternidade
homens gozem de liberdade de palavra, de crença (ou solidariedade). Os ideais também são utili-
e da liberdade de viverem a salvo do temor e da zados como valores-fonte para a classificação
Vinícius Abreu dados
Costa
direitos humanos de acordo com suas ge-
necessidade foi proclamado como a mais alta aspi-
ração do ser humano comum,
antoniavinicius3010@[Link]
rações ou dimensões.
604.983.963-80
Considerando ser essencial que os direitos hu-
Artigo II
manos sejam protegidos pelo império da lei, para
que o ser humano não seja compelido, como último 1 - Todo ser humano tem capacidade para go-
recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, zar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta
Declaração, sem distinção de qualquer espécie,
Considerando ser essencial promover o de-
seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião po-
senvolvimento de relações amistosas entre as na-
lítica ou de outra natureza, origem nacional ou so-
ções,
cial, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condi-
Considerando que os povos das Nações Uni- ção.
das reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos fun-
2 - Não será também feita nenhuma distinção
damentais do ser humano, na dignidade e no valor
fundada na condição política, jurídica ou internaci-
da pessoa humana e na igualdade de direitos do
onal do país ou território a que pertença uma pes-
homem e da mulher e que decidiram promover o
soa, quer se trate de um território independente,
progresso social e melhores condições de vida em
sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a
uma liberdade mais ampla,
qualquer outra limitação de soberania.
Considerando que os Países-Membros se
comprometeram a promover, em cooperação com Artigo III
as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos Todo ser humano tem direito à vida, à liber-
e liberdades fundamentais do ser humano e a ob- dade e à segurança pessoal.
servância desses direitos e liberdades,
Observação: Não confundir com segu-
Considerando que uma compreensão comum
rança pública (dever do Estado, direito e res-
desses direitos e liberdades é da mais alta impor-
ponsabilidade de todos, é exercida para a pre-
tância para o pleno cumprimento desse compro-
servação da ordem pública e da incolumidade
misso,
das pessoas e do patrimônio).

53
Artigo IV Observação: A igualdade deve ser vista so-
Ninguém será mantido em escravidão ou ser- bre duplo aspecto...
vidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão • A igualdade em seu sentido puramente
proibidos em todas as suas formas. formal, também denominada igualdade perante
a lei ou igualdade jurídica, consiste no trata-
Observação: Não encontramos exceção mento equânime conferido pela lei aos indiví-
nos tratados internacionais e nem no ordena- duos, visando subordinar todos ao crivo da le-
mento brasileiro. Para alguns autores. por se gislação, independentemente de raça, cor,
tratar de uma vedação que protege o núcleo es- sexo, credo ou etnia.
sencial da dignidade da pessoa humana, se re-
veste de caráter absoluto. • Denominada por alguns de igualdade real
ou substancial, a igualdade material tem por fi-
Artigo V nalidade igualar os indivíduos, que essencial-
mente são desiguais. Na busca pela concretiza-
Ninguém será submetido à tortura nem a trata- ção da isonomia em sua feição substancial, é
mento ou castigo cruel, desumano ou degradante. legítimo ao legislador criar distinções com a fi-
nalidade de igualar oportunidades em prol de in-
Observação: Assim como no artigo IV, não divíduos e grupos menos favorecidos, uma vez
encontramos exceção nos tratados internacio- que, historicamente, negros, mulheres e idosos
nais e nem no ordenamento brasileiro. Para al- sempre se encontraram em situação de hipos-
guns autores, também por se tratar de uma ve- suficiência no seio da sociedade.
dação que protege o núcleo da dignidade da
pessoa humana, se reveste de caráter absoluto. Artigo VIII
Note que em tempos de guerra a vida pode ser
Todo ser humano tem direito a receber dos tri-
flexibilizada (adoção da pena de morte), o que
Vinícius bunais nacionais competentes remédio efetivo para
não acontece com a possibilidade de tortura por Abreu da Costa
os atos que violem os direitos fundamentais que lhe
antoniavinicius3010@[Link]
exemplo.
sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
604.983.963-80
Artigo VI Artigo IX
Todo ser humano tem o direito de ser, em to- Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou
dos os lugares, reconhecido como pessoa perante exilado.
a lei.
Artigo X
Observação: Para a declaração o direito Todo ser humano tem direito, em plena igual-
de adquirir uma personalidade jurídica, ou seja, dade, a uma justa e pública audiência por parte de
a capacidade de adquirir direitos e deveres, é um tribunal independente e imparcial, para decidir
de titularidade de todo ser humano. Portanto sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de
quando nos referimos ao conceito de pessoa, qualquer acusação criminal contra ele.
estamos falando de todo ser humano (pessoa
natural). Observação: Base do princípio do Juiz (ou ju-
ízo) Natural - Trata-se de um pressuposto para ga-
Artigo VII rantir a independência e a imparcialidade do órgão
julgador. Na verdade, evita que o Magistrado seja
Todos são iguais perante a lei e têm direito, “escolhido” para julgar determinado processo ou
sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. To- afastado do julgamento de um feito. Da mesma
dos têm direito a igual proteção contra qualquer dis- forma, essa garantia proíbe a criação de tribunais
criminação que viole a presente Declaração e con- extraordinários (de exceção) e a transferência do
tra qualquer incitamento a tal discriminação. processo para outro juízo. Institui, ainda, a exigên-
cia de que a competência do juízo seja prévia.
Trata-se de uma garantia vinculada ao próprio de-
vido processo legal, porque a legitimidade do pro-
cesso pressupõe que um terceiro imparcial exa-
mine as provas.

54
Artigo XI Observação: O direito de saída se refere a
1. Todo ser humano acusado de um ato delitu- qualquer país, porém a aceitação do regresso é
oso tem o direito de ser presumido inocente até que referente ao país de origem do indivíduo.
a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo • A transferência de pessoas condenadas
com a lei, em julgamento público no qual lhe te- para cumprimento de pena em estabelecimen-
nham sido asseguradas todas as garantias neces- tos prisionais em seus países de origem tem cu-
sárias à sua defesa. nho essencialmente humanitário. Isso porque
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer objetiva aproximar o condenado de sua família
ação ou omissão que, no momento, não constitu- e de seu ambiente social e cultural, o que con-
íam delito perante o direito nacional ou internacio- fere importante apoio psicológico e emocional,
nal. Também não será imposta pena mais forte do além de facilitar sua reabilitação após o cumpri-
que aquela que, no momento da prática, era apli- mento da pena. Assim, diferente da extradição,
cável ao ato delituoso. que é um ato de cooperação jurídica internacio-
nal compulsório e que independe da vontade do
Artigo XII envolvido, a transferência da pessoa conde-
Ninguém será sujeito à interferência em sua nada é facultativa, tendo entre os seus requisi-
vida privada, em sua família, em seu lar ou em sua tos o expresso consentimento do preso.
correspondência, nem a ataque à sua honra e re-
putação. Todo ser humano tem direito à proteção Artigo XIV
da lei contra tais interferências ou ataques. 1. Todo ser humano, vítima de perseguição,
tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros
Observação: Base da inviolabilidade da in- países.
timidade, vida privada, honra, imagem, comuni-
cações (correspondências, telegráficas, dados Observação: No caso do asilo, as garantias
Vinícius
e telefônicas) e domicílio. Lembrando que vá-
Abreu da Costa
são dadas apenas após a concessão. Antes
antoniavinicius3010@[Link]
rios instrumentos normativos flexibilizarão, me- disso, a pessoa que estiver em território nacio-
604.983.963-80
diante regras rígidas, essas inviolabilidades. nal estará em situação de ilegalidade. O asilo
pode ser de dois tipos (diplomático – quando o
Artigo XIII requerente está em país estrangeiro e pede
asilo à embaixada brasileira - ou territorial –
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de quando o requerente está em território nacio-
locomoção e residência dentro das fronteiras de nal).
cada Estado.

Observação: A liberdade de locomoção é 2. Este direito não pode ser invocado em caso
um direito humanos de primeira geração que se de perseguição legitimamente motivada por crimes
goza em defesa da arbitrariedade do Estado no de direito comum ou por atos contrários aos objeti-
direito de ingressar, sair, permanecer e se loco- vos e princípios das Nações Unidas.
mover dentro de um território. Artigo XV
2. Todo ser humano tem o direito de deixar 1. Todo homem tem direito a uma nacionali-
qualquer país, inclusive o próprio, e a este regres- dade.
sar.
Observação: É um vínculo jurídico-político
que liga um indivíduo a um determinado Estado,
ao passo que, integrando ao povo, adquirindo
direito e obrigações. Note que a declaração fala
de “uma” nacionalidade, que pode ser primária
(originária ou involuntária) ou secundária (ad-
quirida ou voluntária).

55
2. Ninguém será arbitrariamente privado de Artigo XVIII
sua nacionalidade, nem do direito de mudar de na-
cionalidade. Todo ser humano tem direito à liberdade de
pensamento, consciência e religião; este direito in-
Observação: O direito de adquirir outra na- clui a liberdade de mudar de religião ou crença e a
cionalidade não obriga que a nacionalidade an- liberdade de manifestar essa religião ou crença,
terior seja mantida, o que deve ser observado é pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela obser-
a possibilidade da condição de apátrida (ou hei- vância, em público ou em particular.
matlos).
Observação: a laicidade é característica
Artigo XVI dos Estados não confessionais que assumem
uma posição de neutralidade perante a religião,
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem a qual se traduz em respeito por todos os cre-
qualquer restrição de raça, nacionalidade ou reli- dos e inclusive pela ausência deles (agnosti-
gião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar cismo, ateísmo).
uma família. Gozam de iguais direitos em relação
ao casamento, sua duração e sua dissolução. Artigo XIX
Observação: Os direitos e deveres referen- Todo ser humano tem direito à liberdade de
tes à sociedade conjugal são exercidos igual- opinião e expressão; este direito inclui a liberdade
mente pelo homem e pela mulher. de, sem interferência, ter opiniões e de procurar,
receber e transmitir informações e idéias por quais-
2. O casamento não será válido senão com o
quer meios e independentemente de fronteiras
livre e pleno consentimento dos nubentes.
3. A família é o núcleo natural e fundamental Observação: Lembrando que a liberdade
da sociedade e tem direito à proteção da sociedade de opinião também não é direito absoluto, assim
e do Estado. Vinícius Abreupode
da Costa
ser relativizada quando utilizada, por
antoniavinicius3010@[Link]
exemplo, para promover o discurso de ódio.
Observação: A família, base da sociedade,
604.983.963-80
tem especial proteção do Estado. Para efeito da Artigo XX
proteção do Estado, é reconhecida a união es-
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de
tável entre o homem e a mulher como entidade
reunião e associação pacífica.
familiar, devendo a lei facilitar sua conversão
em casamento. Observação: A DUDH não faz referência ao
prévio aviso, porém, por ser um direito de liber-
Artigo XVII
dade, não necessita de autorização estatal.
1. Todo ser humano tem direito à propriedade,
só ou em sociedade com outros. 2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de
uma associação.
Observação: Não confundir propriedade
com moradia, como é um direito de 1ª geração Observação: é um direito individual de ma-
a propriedade impõe ao Estado a obrigação de nifestação coletiva, portanto depende da von-
“não fazer”. tade do indivíduo fazer arte de uma associação.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de
sua propriedade.
O ARTIGO XXI TRATA DIRETAMENTE
Observação: Existem formas definidas pre- DOS DIREITOS POLÍTICOS.
viamente e amparadas no bem da coletividade
que flexibilizam (relativizam) o direito de propri-
edade, reforçando assim o caráter não absoluto
desse direito.

56
Artigo XXI Artigo XXII
1. Todo ser humano tem o direito de fazer parte Todo ser humano, como membro da socie-
no governo de seu país diretamente ou por inter- dade, tem direito à segurança social, à realização
médio de representantes livremente escolhidos. pelo esforço nacional, pela cooperação internacio-
nal e de acordo com a organização e recursos de
Observação: Direitos políticos são aqueles cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e
que permitem a participação ativa do indivíduo culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre
na vida do Estado. Os Direitos Políticos têm por desenvolvimento da sua personalidade.
finalidade permitir que os indivíduos participem
das decisões do Poder Estatal, garantindo-lhes, Observação: Os direitos de 2ª dimensão
dentre outros, os direitos de votar e de serem geram ao Estado uma obrigação de fazer (pres-
votados. tacional), por isso são mais onerosos e muitos
terão uma aplicabilidade mediata. Para a con-
2. Todo ser humano tem igual direito de acesso secução, dos direitos econômicos, sociais e cul-
ao serviço público do seu país. turais, todos os povos podem dispor livremente
3. A vontade do povo será a base da autori- de suas riquezas e de seus recursos naturais.
dade do governo; esta vontade será expressa em
eleições periódicas e legítimas, por sufrágio univer- Artigo XXIII
sal, por voto secreto ou processo equivalente que 1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à
assegure a liberdade de voto. livre escolha de emprego, a condições justas e fa-
voráveis de trabalho e à proteção contra o desem-
Observação: Temos a soberania popular
prego.
como base da democracia (tácitamente citada
no parágrafo 1), que pode ser: Observação: A relação laboral afeta inevi-
Vinícius Abreu datavelmente
• Democracia representativa, entende-se Costa a liberdade e exercícios de direitos
neste caso por “representar” o ato de uma pes- fundamentais
antoniavinicius3010@[Link] dos trabalhadores ainda no que
soa ser eleita, por votação, para "representar" se
604.983.963-80 refere à esfera privada, ou seja, atingindo os
um povo, uma população, determinado grupo, empregados nas suas relações extra laborais.
comunidade etc.
2. Todo ser humano, sem qualquer distinção,
• Democracia participativa é um regime tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
onde se pretende que existam efetivos meca-
3. Todo ser humano que trabalha tem direito a
nismos de controle da sociedade civil sob a ad-
uma remuneração justa e satisfatória, que lhe as-
ministração pública, não se reduzindo o papel
segure, assim como à sua família, uma existência
democrático apenas ao voto, mas também es-
compatível com a dignidade humana e a que se
tendendo a democracia para a esfera social.
acrescentarão, se necessário, outros meios de pro-
Observação2: Não temos referência ao teção social.
voto direto, mas sim ao secreto, períodico e por
4. Todo ser humano tem direito a organizar sin-
sufrágio universal.
dicatos e a neles ingressar para proteção de seus
A PARTIR DAQUI TEREMOS REFERÊNCIAS interesses.
AOS DIREITOS DE 2ª GERAÇÃO OU DIMEN-
SÃO. (Ligados ao valor igualdade, os direitos
fundamentais de 2ª dimensão são os direitos
sociais, econômicos e culturais. São direitos de
titularidade coletiva e com caráter positivo, pois
exigem atuações do Estado.)

57
Observação: Discussões sobre o papel do Observação: A instrução técnico-profissio-
Estado na garantia da dignidade do trabalhador nal e a instrução superior (meritocrática) são
existem desde a Revolução Industrial. Vale res- acessíveis a todos, mas não são gratuitas e
saltar que em 1948, ano da DUDH, já tínhamos nem obrigatórias. A instrução fundamental será
a Organização Internacional do Trabalho (OIT). gratuita, mas não é obrigatória. A educação ele-
Fundada em 1919 para promover a justiça so- mentar é gratuita e obrigatória.
cial, a OIT é a única agência das Nações Unidas
que tem estrutura tripartite, na qual represen- 2. A instrução será orientada no sentido do
tantes de governos, de organizações de empre- pleno desenvolvimento da personalidade humana
gadores e de trabalhadores de 187 Estados- e do fortalecimento do respeito pelos direitos huma-
membros participam em situação de igualdade nos e pelas liberdades fundamentais. A instrução
das diversas instâncias da Organização. promoverá a compreensão, a tolerância e a ami-
zade entre todas as nações e grupos raciais ou re-
Artigo XXIV ligiosos, e coadjuvará as atividades das Nações
Unidas em prol da manutenção da paz.
Todo ser humano tem direito a repouso e lazer,
inclusive a limitação razoável das horas de trabalho 3. Os pais têm prioridade de direito na escolha
e a férias remuneradas periódicas. do gênero de instrução que será ministrada a seus
filhos.
Observação: Lazer é a entrega à ociosi-
dade repousante. Recreação é entrega ao di- Observação: um bom exemplo seria a es-
vertimento, ao esporte, ao brinquedo. Ambos se colha e uma educação confessional de cordo
destinam a refazer as forças depois da labuta com a crença dos pais.
diária e semanal. Sua natureza social decorre
do fato de constituírem prestações estatais que Artigo XXVII
interferem com as condições de trabalhoVinícius
e com Abreu [Link]
Todo ser humano tem o direito de participar
a qualidade de vida. antoniavinicius3010@[Link]
livremente da vida cultural da comunidade, de fruir
604.983.963-80
das artes e de participar do progresso científico e
Artigo XXV de seus benefícios.
1. Todo ser humano tem direito a um padrão Observação: Direitos Culturais são aqueles
de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, sa- afetos às artes, à memória coletiva e ao repasse
úde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, de saberes, que asseguram a seus titulares o
habitação, cuidados médicos e os serviços sociais conhecimento e uso do passado, interferência
indispensáveis, e direito à segurança em caso de ativa no presente e possibilidade de previsão e
desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou decisão de opções referentes ao futuro, visando
outros casos de perda dos meios de subsistência sempre à dignidade da pessoa humana.
em circunstâncias fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cui- 2. Todo ser humano tem direito à proteção dos
dados e assistência especiais. Todas as crianças, interesses morais e materiais decorrentes de qual-
nascidas dentro ou fora do matrimônio gozarão da quer produção científica literária ou artística da qual
mesma proteção social. seja autor.
Artigo XXVI Observação: A propriedade intelectual ga-
rante a inventores ou responsáveis por qualquer
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A
produção do intelecto – seja nos domínios in-
instrução será gratuita, pelo menos nos graus ele-
dustrial, científico, literário ou artístico – o direito
mentares e fundamentais. A instrução elementar
de obter recompensa pela própria criação. Note
será obrigatória. A instrução técnico-profissional
que temos um direito de 1ª geração que está di-
será acessível a todos, bem como a instrução su-
retamente relacionado com os direitos de 2ª ge-
perior, está baseada no mérito.
ração.

58
Artigo XXVIII ARTIGO II
Todo ser humano tem direito a uma ordem so- Na presente Convenção entende-se por geno-
cial e internacional em que os direitos e liberdades cídio qualquer dos seguintes atos, cometidos com
estabelecidos na presente Declaração possam ser a intenção de destruir no todo ou em parte, um
plenamente realizados. grupo nacional. étnico, racial ou religioso, como tal:
Artigo XXIX a) matar membros do grupo;
1. Todo ser humano tem deveres para com a b) causar lesão grave à integridade física ou
comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvi- mental de membros do grupo;
mento de sua personalidade é possível. c) submeter intencionalmente o grupo a condi-
2. No exercício de seus direitos e liberdades, ção de existência capazes de ocasionar-lhe a des-
todo ser humano estará sujeito apenas às limita- truição física total ou parcial;
ções determinadas pela lei, exclusivamente com o d) adotar medidas destinadas a impedir os
fim de assegurar o devido reconhecimento e res- nascimentos no seio de grupo;
peito dos direitos e liberdades de outrem e de sa-
e) efetuar a transferência forçada de crianças
tisfazer as justas exigências da moral, da ordem
do grupo para outro grupo.
pública e do bem-estar de uma sociedade demo-
crática. ARTIGO IV
3. Esses direitos e liberdades não podem, em As pessoas que tiverem cometido o genocídio
hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos ou qualquer dos outros atos enumerados no Artigo
objetivos e princípios das Nações Unidas. III serão punidas, sejam governistas, funcionários
Artigo XXX ou particulares.

Nenhuma disposição da presenteVinícius


Declaração ARTIGO XIII
Abreu da Costa
pode ser interpretada como o reconhecimento a Na data em que os vinte primeiros instrumen-
antoniavinicius3010@[Link]
qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de
604.983.963-80 ratificação ou adesão tiverem sido deposita-
tos de
exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato dos, o Secretário Geral lavrará uma ata, e transmi-
destinado à destruição de quaisquer dos direitos e tirá cópia da mesma a todos os membros das Na-
liberdades aqui estabelecidos. ções Unidas e aos Estados não-membros a que se
refere o Artigo XI.
A presente Convenção entrará em vigor no-
venta dias após a data do depósito do vigésimo ins-
trumento de ratificação ou adesão.
Qualquer ratificação ou adesão efetuada pos-
teriormente à última data entrará em vigor noventa
As Partes Contratantes, dias após o deposito do instrumento de ratificação
ou adesão.
Considerando que a Assembléia Geral da Or-
ganização das Nações Unidas, em sua Resolução
96 (1) de 11 de dezembro de 1945, declarou que o
genocídio é um crime contra o Direito Internacional,
contrário ao espírito e aos fins das Nações Unidas
e que o mundo civilizado condena;
Reconhecendo que todos os méritos da histó-
ria o genocídio causou grandes perdas à humani-
dade;
Convencidas de que, para libertar a humani-
dade de flagelo tão odioso, a cooperação internaci-
onal é necessária:
Convém no seguinte

59
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

60
X – cadastrar a identificação do cano da arma,
as características das impressões de raiamento e
de microestriamento de projétil disparado, con-
forme marcação e testes obrigatoriamente realiza-
dos pelo fabricante;
XI – informar às Secretarias de Segurança Pú-
blica dos Estados e do Distrito Federal os registros
e autorizações de porte de armas de fogo nos res-
pectivos territórios, bem como manter o cadastro
CAPÍTULO I atualizado para consulta.
DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Parágrafo único. As disposições deste artigo
não alcançam as armas de fogo das Forças Arma-
Art. 1º O Sistema Nacional de Armas – Si- das e Auxiliares, bem como as demais que cons-
narm, instituído no Ministério da Justiça, no âmbito tem dos seus registros próprios.
da Polícia Federal, tem circunscrição em todo o ter-
ritório nacional.
CAPÍTULO II
Art. 2º Ao Sinarm compete: DO REGISTRO
I – identificar as características e a propriedade
de armas de fogo, mediante cadastro;
Vinícius Abreu da Costa
Art. 3º É obrigatório o registro de arma de
II – cadastrar as armas de fogo produzidas, im-
antoniavinicius3010@[Link]
fogo no órgão competente.
portadas e vendidas no País; 604.983.963-80 Parágrafo único. As armas de fogo de uso res-
III – cadastrar as autorizações de porte de trito serão registradas no Comando do Exército, na
arma de fogo e as renovações expedidas pela Po- forma do regulamento desta Lei.
lícia Federal;
Art. 4º Para adquirir arma de fogo de uso per-
IV – cadastrar as transferências de proprie-
mitido o interessado deverá, além de declarar a
dade, extravio, furto, roubo e outras ocorrências
efetiva necessidade, atender aos seguintes requi-
suscetíveis de alterar os dados cadastrais, inclu-
sitos:
sive as decorrentes de fechamento de empresas de
segurança privada e de transporte de valores; I - comprovação de idoneidade, com a apre-
sentação de certidões negativas de antecedentes
V – identificar as modificações que alterem as
criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual,
características ou o funcionamento de arma de
Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a in-
fogo;
quérito policial ou a processo criminal, que poderão
VI – integrar no cadastro os acervos policiais já ser fornecidas por meios eletrônicos;
existentes;
II – apresentação de documento comprobató-
VII – cadastrar as apreensões de armas de rio de ocupação lícita e de residência certa;
fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos poli-
III – comprovação de capacidade técnica e de
ciais e judiciais;
aptidão psicológica para o manuseio de arma de
VIII – cadastrar os armeiros em atividade no fogo, atestadas na forma disposta no regulamento
País, bem como conceder licença para exercer a desta Lei.
atividade;
§ 1o O Sinarm expedirá autorização de compra
IX – cadastrar mediante registro os produtores, de arma de fogo após atendidos os requisitos ante-
atacadistas, varejistas, exportadores e importado- riormente estabelecidos, em nome do requerente e
res autorizados de armas de fogo, acessórios e mu-
nições;

61
para a arma indicada, sendo intransferível esta au- desta Lei, para a renovação do Certificado de Re-
torização. gistro de Arma de Fogo.
§ 2o A aquisição de munição somente poderá § 3o O proprietário de arma de fogo com certi-
ser feita no calibre correspondente à arma regis- ficados de registro de propriedade expedido por ór-
trada e na quantidade estabelecida no regulamento gão estadual ou do Distrito Federal até a data da
desta Lei. publicação desta Lei que não optar pela entrega es-
§ 3o A empresa que comercializar arma de pontânea prevista no art. 32 desta Lei deverá re-
fogo em território nacional é obrigada a comunicar nová-lo mediante o pertinente registro federal, até
a venda à autoridade competente, como também a o dia 31 de dezembro de 2008, ante a apresenta-
manter banco de dados com todas as característi- ção de documento de identificação pessoal e com-
cas da arma e cópia dos documentos previstos provante de residência fixa, ficando dispensado do
neste artigo. pagamento de taxas e do cumprimento das demais
exigências constantes dos incisos I a III do ca-
§ 4o A empresa que comercializa armas de put do art. 4o desta Lei.
fogo, acessórios e munições responde legalmente
por essas mercadorias, ficando registradas como § 4o Para fins do cumprimento do disposto no
o
de sua propriedade enquanto não forem vendidas. § 3 deste artigo, o proprietário de arma de fogo po-
derá obter, no Departamento de Polícia Federal,
§ 5o A comercialização de armas de fogo, certificado de registro provisório, expedido na rede
acessórios e munições entre pessoas físicas so- mundial de computadores - internet, na forma do
mente será efetivada mediante autorização do Si- regulamento e obedecidos os procedimentos a se-
narm. guir:
§ 6o A expedição da autorização a que se re- I - emissão de certificado de registro provisório
fere o § 1o será concedida, ou recusada com a de- pela internet, com validade inicial de 90 (noventa)
vida fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias dias;
Vinícius Abreu
úteis, a contar da data do requerimento do interes-
da eCosta
sado. II - revalidação pela unidade do Departamento
antoniavinicius3010@[Link]
de Polícia
604.983.963-80 Federal do certificado de registro provi-
§ 7o O registro precário a que se refere o § sório pelo prazo que estimar como necessário para
4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos in- a emissão definitiva do certificado de registro de
cisos I, II e III deste artigo. propriedade.
o
§ 8 Estará dispensado das exigências cons- § 5º Aos residentes em área rural, para os fins
tantes do inciso III do caput deste artigo, na forma do disposto no caput deste artigo, considera-se re-
do regulamento, o interessado em adquirir arma de sidência ou domicílio toda a extensão do respectivo
fogo de uso permitido que comprove estar autori- imóvel rural.
zado a portar arma com as mesmas características
daquela a ser adquirida.
CAPÍTULO III
Art. 5º O certificado de Registro de Arma de
Fogo, com validade em todo o território nacional, DO PORTE
autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo
exclusivamente no interior de sua residência ou do- Art. 6º É proibido o porte de arma de fogo em
micílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu todo o território nacional, salvo para os casos pre-
local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o vistos em legislação própria e para:
responsável legal pelo estabelecimento ou em-
I – os integrantes das Forças Armadas;
presa.
II - os integrantes de órgãos referidos nos inci-
§ 1o O certificado de registro de arma de fogo
sos I, II, III, IV e V do caput do art. 144 da Consti-
será expedido pela Polícia Federal e será prece-
tuição Federal e os da Força Nacional de Segu-
dido de autorização do Sinarm.
rança Pública (FNSP);
§ 2o Os requisitos de que tratam os incisos I, II
III – os integrantes das guardas municipais das
e III do art. 4o deverão ser comprovados periodica-
capitais dos Estados e dos Municípios com mais de
mente, em período não inferior a 3 (três) anos, na
conformidade do estabelecido no regulamento

62
500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições respectiva corporação ou instituição, mesmo fora
estabelecidas no regulamento desta Lei; de serviço, desde que estejam:
IV - os integrantes das guardas municipais dos I - submetidos a regime de dedicação exclu-
Municípios com mais de 50.000 (cinquenta mil) e siva;
menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, II - sujeitos à formação funcional, nos termos
quando em serviço; do regulamento; e
V – os agentes operacionais da Agência Brasi- III - subordinados a mecanismos de fiscaliza-
leira de Inteligência e os agentes do Departamento ção e de controle interno.
de Segurança do Gabinete de Segurança Instituci-
onal da Presidência da República; § 1º-C. (VETADO).
VI – os integrantes dos órgãos policiais referi- § 2o A autorização para o porte de arma de
dos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição fogo aos integrantes das instituições descritas nos
Federal; incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está con-
dicionada à comprovação do requisito a que se re-
VII – os integrantes do quadro efetivo dos fere o inciso III do caput do art. 4o desta Lei nas
agentes e guardas prisionais, os integrantes das condições estabelecidas no regulamento desta
escoltas de presos e as guardas portuárias; Lei. (
VIII – as empresas de segurança privada e de § 3o A autorização para o porte de arma de
transporte de valores constituídas, nos termos fogo das guardas municipais está condicionada à
desta Lei; formação funcional de seus integrantes em estabe-
IX – para os integrantes das entidades de des- lecimentos de ensino de atividade policial, à exis-
porto legalmente constituídas, cujas atividades es- tência de mecanismos de fiscalização e de controle
portivas demandem o uso de armas de fogo, na interno, nas condições estabelecidas no regula-
forma do regulamento desta Lei, observando-se, no
Vinícius Abreu mento
da desta Lei, observada a supervisão do Minis-
Costa
que couber, a legislação ambiental. tério da
antoniavinicius3010@[Link]ça.
604.983.963-80
X - integrantes das Carreiras de Auditoria da § 4o Os integrantes das Forças Armadas, das
Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do polícias federais e estaduais e do Distrito Federal,
Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tribu- bem como os militares dos Estados e do Distrito
tário. Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4o,
XI - os tribunais do Poder Judiciário descritos ficam dispensados do cumprimento do disposto
no art. 92 da Constituição Federal e os Ministérios nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do
Públicos da União e dos Estados, para uso exclu- regulamento desta Lei.
sivo de servidores de seus quadros pessoais que § 5o Aos residentes em áreas rurais, maiores
efetivamente estejam no exercício de funções de de 25 (vinte e cinco) anos que comprovem depen-
segurança, na forma de regulamento a ser emitido der do emprego de arma de fogo para prover sua
pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ e pelo subsistência alimentar familiar será concedido pela
Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP. Polícia Federal o porte de arma de fogo, na catego-
§ 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, ria caçador para subsistência, de uma arma de uso
V e VI do caput deste artigo terão direito de portar permitido, de tiro simples, com 1 (um) ou 2 (dois)
arma de fogo de propriedade particular ou forne- canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a
cida pela respectiva corporação ou instituição, 16 (dezesseis), desde que o interessado comprove
mesmo fora de serviço, nos termos do regulamento a efetiva necessidade em requerimento ao qual de-
desta Lei, com validade em âmbito nacional para verão ser anexados os seguintes documentos:
aquelas constantes dos incisos I, II, V e VI. I - documento de identificação pessoal;
o
§ 1 -A (Revogado pela Lei nº 11.706, de 2008) II - comprovante de residência em área rural;
§ 1º-B. Os integrantes do quadro efetivo de e
agentes e guardas prisionais poderão portar arma III - atestado de bons antecedentes.
de fogo de propriedade particular ou fornecida pela § 6o O caçador para subsistência que der outro
uso à sua arma de fogo, independentemente de

63
outras tipificações penais, responderá, conforme o § 2o O presidente do tribunal ou o chefe do Mi-
caso, por porte ilegal ou por disparo de arma de nistério Público designará os servidores de seus
fogo de uso permitido. quadros pessoais no exercício de funções de segu-
§ 7o Aos integrantes das guardas municipais rança que poderão portar arma de fogo, respeitado
dos Municípios que integram regiões metropolita- o limite máximo de 50% (cinquenta por cento) do
nas será autorizado porte de arma de fogo, quando número de servidores que exerçam funções de se-
em serviço. gurança.
§ 3o O porte de arma pelos servidores das ins-
Art. 7º As armas de fogo utilizadas pelos em-
tituições de que trata este artigo fica condicionado
pregados das empresas de segurança privada e de à apresentação de documentação comprobatória
transporte de valores, constituídas na forma da lei, do preenchimento dos requisitos constantes do art.
serão de propriedade, responsabilidade e guarda 4o desta Lei, bem como à formação funcional em
das respectivas empresas, somente podendo ser estabelecimentos de ensino de atividade policial e
utilizadas quando em serviço, devendo essas ob- à existência de mecanismos de fiscalização e de
servar as condições de uso e de armazenagem es- controle interno, nas condições estabelecidas no
tabelecidas pelo órgão competente, sendo o certifi- regulamento desta Lei.
cado de registro e a autorização de porte expedidos
pela Polícia Federal em nome da empresa. § 4o A listagem dos servidores das instituições
de que trata este artigo deverá ser atualizada se-
§ 1o O proprietário ou diretor responsável de mestralmente no Sinarm.
empresa de segurança privada e de transporte de
valores responderá pelo crime previsto no pará- § 5o As instituições de que trata este artigo são
grafo único do art. 13 desta Lei, sem prejuízo das obrigadas a registrar ocorrência policial e a comu-
demais sanções administrativas e civis, se deixar nicar à Polícia Federal eventual perda, furto, roubo
de registrar ocorrência policial e de comunicar à ou outras formas de extravio de armas de fogo,
Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras acessórios
formas Abreu
Vinícius da Costae munições que estejam sob sua
de extravio de armas de fogo, acessórios e muni- guarda, nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas de-
antoniavinicius3010@[Link]
ções que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 pois de ocorrido o fato.
604.983.963-80
(vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. Art. 8º As armas de fogo utilizadas em enti-
§ 2o A empresa de segurança e de transporte dades desportivas legalmente constituídas devem
de valores deverá apresentar documentação com- obedecer às condições de uso e de armazenagem
probatória do preenchimento dos requisitos cons- estabelecidas pelo órgão competente, respon-
tantes do art. 4o desta Lei quanto aos empregados dendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma
que portarão arma de fogo. pela sua guarda na forma do regulamento desta
§ 3o A listagem dos empregados das empresas Lei.
referidas neste artigo deverá ser atualizada semes- Art. 9º Compete ao Ministério da Justiça a au-
tralmente junto ao Sinarm. torização do porte de arma para os responsáveis
Art. 7º-A. As armas de fogo utilizadas pelos pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita
servidores das instituições descritas no inciso XI do ou sediados no Brasil e, ao Comando do Exército,
art. 6o serão de propriedade, responsabilidade e nos termos do regulamento desta Lei, o registro e
guarda das respectivas instituições, somente po- a concessão de porte de trânsito de arma de fogo
dendo ser utilizadas quando em serviço, devendo para colecionadores, atiradores e caçadores e de
estas observar as condições de uso e de armaze- representantes estrangeiros em competição inter-
nagem estabelecidas pelo órgão competente, nacional oficial de tiro realizada no território nacio-
sendo o certificado de registro e a autorização de nal.
porte expedidos pela Polícia Federal em nome da Art. 10. A autorização para o porte de arma
instituição. de fogo de uso permitido, em todo o território naci-
§ 1o A autorização para o porte de arma de onal, é de competência da Polícia Federal e so-
fogo de que trata este artigo independe do paga- mente será concedida após autorização do Sinarm.
mento de taxa. § 1o A autorização prevista neste artigo poderá
ser concedida com eficácia temporária e territorial

64
limitada, nos termos de atos regulamentares, e de- § 2o Na comprovação da capacidade técnica,
penderá de o requerente: o valor cobrado pelo instrutor de armamento e tiro
I – demonstrar a sua efetiva necessidade por não poderá exceder R$ 80,00 (oitenta reais), acres-
exercício de atividade profissional de risco ou de cido do custo da munição.
ameaça à sua integridade física; § 3o A cobrança de valores superiores aos pre-
II – atender às exigências previstas no art. vistos nos §§ 1o e 2o deste artigo implicará o des-
o
4 desta Lei; credenciamento do profissional pela Polícia Fede-
ral.
III – apresentar documentação de propriedade
de arma de fogo, bem como o seu devido registro
no órgão competente. CAPÍTULO IV
o
§ 2 A autorização de porte de arma de fogo, DOS CRIMES E DAS PENAS
prevista neste artigo, perderá automaticamente sua
eficácia caso o portador dela seja detido ou abor-
Posse irregular de arma de fogo de uso per-
dado em estado de embriaguez ou sob efeito de
mitido
substâncias químicas ou alucinógenas.
Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda
Art. 11. Fica instituída a cobrança de taxas,
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permi-
nos valores constantes do Anexo desta Lei, pela
tido, em desacordo com determinação legal ou re-
prestação de serviços relativos:
gulamentar, no interior de sua residência ou depen-
I – ao registro de arma de fogo; dência desta, ou, ainda no seu local de trabalho,
II – à renovação de registro de arma de fogo; desde que seja o titular ou o responsável legal do
estabelecimento ou empresa:
III – à expedição de segunda via de registro de
arma de fogo; Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e
Vinícius Abreu da Costa
multa.
IV – à expedição de porte federal
antoniavinicius3010@[Link]
de arma de
fogo; 604.983.963-80 Omissão de cautela
V – à renovação de porte de arma de fogo; Art. 13. Deixar de observar as cautelas ne-
cessárias para impedir que menor de 18 (dezoito)
VI – à expedição de segunda via de porte fe-
anos ou pessoa portadora de deficiência mental se
deral de arma de fogo.
apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse
§ 1o Os valores arrecadados destinam-se ao ou que seja de sua propriedade:
custeio e à manutenção das atividades do Sinarm,
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e
da Polícia Federal e do Comando do Exército, no
multa.
âmbito de suas respectivas responsabilidades.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem
§ 2o São isentas do pagamento das taxas pre-
o proprietário ou diretor responsável de empresa de
vistas neste artigo as pessoas e as instituições a
segurança e transporte de valores que deixarem de
que se referem os incisos I a VII e X e o § 5o do art.
registrar ocorrência policial e de comunicar à Polí-
6o desta Lei.
cia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de
Art. 11-A. O Ministério da Justiça discipli- extravio de arma de fogo, acessório ou munição
nará a forma e as condições do credenciamento de que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24
profissionais pela Polícia Federal para comprova- (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato.
ção da aptidão psicológica e da capacidade técnica Porte ilegal de arma de fogo de uso permi-
para o manuseio de arma de fogo. tido
§ 1o Na comprovação da aptidão psicológica,
Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, rece-
o valor cobrado pelo psicólogo não poderá exceder
ber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que
ao valor médio dos honorários profissionais para
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar,
realização de avaliação psicológica constante do
manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, aces-
item 1.16 da tabela do Conselho Federal de Psico-
sório ou munição, de uso permitido, sem
logia.

65
autorização e em desacordo com determinação le- II – modificar as características de arma de
gal ou regulamentar: fogo, de forma a torná-la equivalente a arma de
Para os Tribunais Superiores, o crime de porte de arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de difi-
fogo consuma-se independentemente de estar a arma mu- cultar ou de qualquer modo induzir a erro autori-
niciada. Porém, segundo o STJ, se o laudo pericial reco- dade policial, perito ou juiz;
nhecer a ineficácia total da arma de fogo e das munições,
a conduta será atípica. III – possuir, detiver, fabricar ou empregar ar-
tefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos,
em desacordo com determinação legal ou regula-
e multa.
mentar;
Parágrafo único. O crime previsto neste artigo
IV – portar, possuir, adquirir, transportar ou for-
é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver
necer arma de fogo com numeração, marca ou
registrada em nome do agente, (Vide Adin 3.112-1)
qualquer outro sinal de identificação raspado, su-
- Declarado INCOSTITUCIONAL. primido ou adulterado;
ADI 3112 – Informativo 465 do STF Relativamente aos
parágrafos únicos dos artigos 14 e 15 da Lei 10.826/2003,
V – vender, entregar ou fornecer, ainda que
que proíbem o estabelecimento de fiança, respectiva- gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição
mente, para os crimes de porte ilegal de arma de fogo de ou explosivo a criança ou adolescente; e
uso permitido e de disparo de arma de fogo, considerou-se
desarrazoada a vedação, ao fundamento de que tais deli- VI – produzir, recarregar ou reciclar, sem auto-
tos não poderiam ser equiparados a terrorismo, prática de rização legal, ou adulterar, de qualquer forma, mu-
tortura, tráfico ilícito de entorpecentes ou crimes hediondos nição ou explosivo.
(CF, art. 5º, XLIII). Asseverou-se, ademais, cuidar-se, na
verdade, de crimes de mera conduta que, embora impli- § 2º Se as condutas descritas no caput e no §
quem redução no nível de segurança coletiva, não podem
1º deste artigo envolverem arma de fogo de uso
ser igualados aos crimes que acarretam lesão ou ameaça
de lesão à vida ou à propriedade. proibido, a pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 12
(doze) anos.
Disparo de arma de fogo Vinícius Abreu da Costa
Comércio ilegal de arma de fogo
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar mu-
604.983.963-80
Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar,
nição em lugar habitado ou em suas adjacências,
em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, mon-
conduta não tenha como finalidade a prática de ou- tar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou
tro crime: de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou
alheio, no exercício de atividade comercial ou in-
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, dustrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem
e multa. autorização ou em desacordo com determinação
Parágrafo único. O crime previsto neste artigo legal ou regulamentar:
é inafiançável. (Vide Adin 3.112-1) Pena - reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos,
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de e multa.
uso restrito § 1º Equipara-se à atividade comercial ou in-
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, forne- dustrial, para efeito deste artigo, qualquer forma de
cer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, prestação de serviços, fabricação ou comércio irre-
ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, em- gular ou clandestino, inclusive o exercido em resi-
pregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de dência.
fogo, acessório ou munição de uso restrito, sem au- § 2º Incorre na mesma pena quem vende ou
torização e em desacordo com determinação legal entrega arma de fogo, acessório ou munição, sem
ou regulamentar: autorização ou em desacordo com a determinação
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e legal ou regulamentar, a agente policial disfarçado,
multa. quando presentes elementos probatórios razoáveis
de conduta criminal preexistente.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:
Tráfico internacional de arma de fogo
I – suprimir ou alterar marca, numeração ou
qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou Art. 18. Importar, exportar, favorecer a en-
artefato; trada ou saída do território nacional, a qualquer

66
título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem § 2o Para os órgãos referidos no art. 6o, so-
autorização da autoridade competente: mente serão expedidas autorizações de compra de
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 16 (dezesseis) munição com identificação do lote e do adquirente
anos, e multa. no culote dos projéteis, na forma do regulamento
desta Lei.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem
vende ou entrega arma de fogo, acessório ou mu- § 3o As armas de fogo fabricadas a partir de 1
nição, em operação de importação, sem autoriza- (um) ano da data de publicação desta Lei conterão
ção da autoridade competente, a agente policial dispositivo intrínseco de segurança e de identifica-
disfarçado, quando presentes elementos probató- ção, gravado no corpo da arma, definido pelo regu-
rios razoáveis de conduta criminal preexistente. lamento desta Lei, exclusive para os órgãos previs-
tos no art. 6o.
Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e
§ 4o As instituições de ensino policial e as
18, a pena é aumentada da metade se a arma de guardas municipais referidas nos incisos III e IV
fogo, acessório ou munição forem de uso proibido do caput do art. 6o desta Lei e no seu § 7o poderão
ou restrito. adquirir insumos e máquinas de recarga de muni-
Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, ção para o fim exclusivo de suprimento de suas ati-
16, 17 e 18, a pena é aumentada da metade se: vidades, mediante autorização concedida nos ter-
mos definidos em regulamento.
I - forem praticados por integrante dos órgãos
e empresas referidas nos arts. 6º, 7º e 8º desta Lei; Art. 24. Excetuadas as atribuições a que se
ou ( refere o art. 2º desta Lei, compete ao Comando do
II - o agente for reincidente específico em cri- Exército autorizar e fiscalizar a produção, exporta-
mes dessa natureza. ( ção, importação, desembaraço alfandegário e o co-
mércio de armas de fogo e demais produtos con-
Art. 21. Os crimes previstos nosVinícius
arts. 16, Abreu
17 trolados,
da Costainclusive o registro e o porte de trânsito de
e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. arma de fogo de colecionadores, atiradores e caça-
antoniavinicius3010@[Link]
(Vide Adin 3.112-1) dores.
604.983.963-80
- Declarado INCOSTITUCIONAL. ADI 3112-1 STF Art. 25. As armas de fogo apreendidas, após
a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos
autos, quando não mais interessarem à persecu-
CAPÍTULO V ção penal serão encaminhadas pelo juiz compe-
DISPOSIÇÕES GERAIS tente ao Comando do Exército, no prazo de até 48
(quarenta e oito) horas, para destruição ou doação
aos órgãos de segurança pública ou às Forças Ar-
Art. 22. O Ministério da Justiça poderá cele- madas, na forma do regulamento desta Lei.
brar convênios com os Estados e o Distrito Federal
para o cumprimento do disposto nesta Lei. § 1o As armas de fogo encaminhadas ao Co-
mando do Exército que receberem parecer favorá-
Art. 23. A classificação legal, técnica e geral vel à doação, obedecidos o padrão e a dotação de
bem como a definição das armas de fogo e demais cada Força Armada ou órgão de segurança pú-
produtos controlados, de usos proibidos, restritos, blica, atendidos os critérios de prioridade estabele-
permitidos ou obsoletos e de valor histórico serão cidos pelo Ministério da Justiça e ouvido o Co-
disciplinadas em ato do chefe do Poder Executivo mando do Exército, serão arroladas em relatório re-
Federal, mediante proposta do Comando do Exér- servado trimestral a ser encaminhado àquelas ins-
cito. tituições, abrindo-se-lhes prazo para manifestação
§ 1o Todas as munições comercializadas no de interesse.
País deverão estar acondicionadas em embala- § 1º-A. As armas de fogo e munições apreen-
gens com sistema de código de barras, gravado na didas em decorrência do tráfico de drogas de
caixa, visando possibilitar a identificação do fabri- abuso, ou de qualquer forma utilizadas em ativida-
cante e do adquirente, entre outras informações de- des ilícitas de produção ou comercialização de dro-
finidas pelo regulamento desta Lei. gas abusivas, ou, ainda, que tenham sido adquiri-
das com recursos provenientes do tráfico de drogas

67
de abuso, perdidas em favor da União e encami- de 90 (noventa) dias após sua publicação, sem
nhadas para o Comando do Exército, devem ser, ônus para o requerente.
após perícia ou vistoria que atestem seu bom es-
Art. 30. Os possuidores e proprietários de
tado, destinadas com prioridade para os órgãos de
segurança pública e do sistema penitenciário da arma de fogo de uso permitido ainda não registrada
unidade da federação responsável pela apreen- deverão solicitar seu registro até o dia 31 de de-
são. zembro de 2008, mediante apresentação de docu-
mento de identificação pessoal e comprovante de
§ 2o O Comando do Exército encaminhará a residência fixa, acompanhados de nota fiscal de
relação das armas a serem doadas ao juiz compe- compra ou comprovação da origem lícita da posse,
tente, que determinará o seu perdimento em favor pelos meios de prova admitidos em direito, ou de-
da instituição beneficiada. claração firmada na qual constem as característi-
§ 3o O transporte das armas de fogo doadas cas da arma e a sua condição de proprietário, fi-
será de responsabilidade da instituição benefici- cando este dispensado do pagamento de taxas e
ada, que procederá ao seu cadastramento no Si- do cumprimento das demais exigências constantes
narm ou no Sigma. dos incisos I a III do caput do art. 4o desta Lei.
§ 4o (VETADO) Parágrafo único. Para fins do cumprimento do
disposto no caput deste artigo, o proprietário de
§ 5o O Poder Judiciário instituirá instrumentos
arma de fogo poderá obter, no Departamento de
para o encaminhamento ao Sinarm ou ao Sigma,
Polícia Federal, certificado de registro provisório,
conforme se trate de arma de uso permitido ou de
expedido na forma do § 4o do art. 5o desta Lei.
uso restrito, semestralmente, da relação de armas
acauteladas em juízo, mencionando suas caracte- Art. 31. Os possuidores e proprietários de ar-
rísticas e o local onde se encontram. mas de fogo adquiridas regularmente poderão, a
qualquer tempo, entregá-las à Polícia Federal, me-
Art. 26. São vedadas a fabricação, a venda,
Vinícius Abreu da Costa
diante recibo e indenização, nos termos do regula-
a comercialização e a importação de brinquedos,
antoniavinicius3010@[Link]
mento desta Lei.
réplicas e simulacros de armas de fogo, que com
604.983.963-80
estas se possam confundir. Art. 32. Os possuidores e proprietários de
Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as arma de fogo poderão entregá-la, espontanea-
réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao mente, mediante recibo, e, presumindo-se de boa-
adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, fé, serão indenizados, na forma do regulamento, fi-
nas condições fixadas pelo Comando do Exército. cando extinta a punibilidade de eventual posse ir-
regular da referida arma.
Art. 27. Caberá ao Comando do Exército au-
torizar, excepcionalmente, a aquisição de armas de Art. 33. Será aplicada multa de R$
fogo de uso restrito. 100.000,00 (cem mil reais) a R$ 300.000,00 (tre-
zentos mil reais), conforme especificar o regula-
Parágrafo único. O disposto neste artigo não mento desta Lei:
se aplica às aquisições dos Comandos Militares.
I – à empresa de transporte aéreo, rodoviário,
Art. 28. É vedado ao menor de 25 (vinte e ferroviário, marítimo, fluvial ou lacustre que delibe-
cinco) anos adquirir arma de fogo, ressalvados os radamente, por qualquer meio, faça, promova, faci-
integrantes das entidades constantes dos incisos I, lite ou permita o transporte de arma ou munição
II, III, V, VI, VII e X do caput do art. 6o desta Lei. sem a devida autorização ou com inobservância
das normas de segurança;
Art. 29. As autorizações de porte de armas
de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) II – à empresa de produção ou comércio de ar-
dias após a publicação desta Lei. mamentos que realize publicidade para venda, es-
timulando o uso indiscriminado de armas de fogo,
Parágrafo único. O detentor de autorização
exceto nas publicações especializadas.
com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias
poderá renová-la, perante a Polícia Federal, nas Art. 34. Os promotores de eventos em locais
condições dos arts. 4o, 6o e 10 desta Lei, no prazo fechados, com aglomeração superior a 1000 (um
mil) pessoas, adotarão, sob pena de

68
responsabilidade, as providências necessárias § 2o Em caso de aprovação do referendo po-
para evitar o ingresso de pessoas armadas, ressal- pular, o disposto neste artigo entrará em vigor na
vados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. data de publicação de seu resultado pelo Tribunal
5o da Constituição Federal. Superior Eleitoral.
Parágrafo único. As empresas responsáveis Art. 36. É revogada a Lei no 9.437, de 20 de
pela prestação dos serviços de transporte interna- fevereiro de 1997.
cional e interestadual de passageiros adotarão as
providências necessárias para evitar o embarque Art. 37. Esta Lei entra em vigor na data de
de passageiros armados. sua publicação.

Art. 34-A. Os dados relacionados à coleta de


registros balísticos serão armazenados no Banco
Nacional de Perfis Balísticos.
§ 1º O Banco Nacional de Perfis Balísticos tem
como objetivo cadastrar armas de fogo e armaze-
nar características de classe e individualizadoras
de projéteis e de estojos de munição deflagrados TÍTULO I
por arma de fogo. DO OBJETO E DA APLICAÇÃO DA LEI DE
§ 2º O Banco Nacional de Perfis Balísticos será EXECUÇÃO PENAL
constituído pelos registros de elementos de muni-
ção deflagrados por armas de fogo relacionados a
crimes, para subsidiar ações destinadas às apura- Art. 1º A execução penal tem por objetivo efe-
ções criminais federais, estaduais e distritais. tivar as disposições de sentença ou decisão crimi-
nal e proporcionar condições para a harmônica in-
§ 3º O Banco Nacional de Perfis Balísticos
Viníciusserá
Abreu da Costasocial do condenado e do internado.
tegração
gerido pela unidade oficial de perícia criminal.
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 2º A jurisdição penal dos Juízes ou Tribu-
§ 4º Os dados constantes do Banco Nacional
604.983.963-80
de Perfis Balísticos terão caráter sigiloso, e aquele nais da Justiça ordinária, em todo o Território Naci-
que permitir ou promover sua utilização para fins onal, será exercida, no processo de execução, na
diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão ju- conformidade desta Lei e do Código de Processo
dicial responderá civil, penal e administrativa- Penal.
mente. Parágrafo único. Esta Lei aplicar-se-á igual-
§ 5º É vedada a comercialização, total ou par- mente ao preso provisório e ao condenado pela
cial, da base de dados do Banco Nacional de Perfis Justiça Eleitoral ou Militar, quando recolhido a es-
Balísticos. tabelecimento sujeito à jurisdição ordinária.

§ 6º A formação, a gestão e o acesso ao Banco Art. 3º Ao condenado e ao internado serão


Nacional de Perfis Balísticos serão regulamenta- assegurados todos os direitos não atingidos pela
dos em ato do Poder Executivo federal. sentença ou pela lei.
Parágrafo único. Não haverá qualquer distin-
ção de natureza racial, social, religiosa ou política.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 4º O Estado deverá recorrer à coopera-
ção da comunidade nas atividades de execução da
pena e da medida de segurança.
Art. 35. É proibida a comercialização de arma
de fogo e munição em todo o território nacional,
salvo para as entidades previstas no art. 6o desta
Lei.
§ 1o Este dispositivo, para entrar em vigor, de-
penderá de aprovação mediante referendo popular,
a ser realizado em outubro de 2005.

69
TÍTULO II submetido, obrigatoriamente, à identificação do
DO CONDENADO E DO INTERNADO perfil genético, mediante extração de DNA (ácido
desoxirribonucleico), por técnica adequada e indo-
lor, por ocasião do ingresso no estabelecimento pri-
CAPÍTULO I sional.
DA CLASSIFICAÇÃO
§ 1° A identificação do perfil genético será ar-
mazenada em banco de dados sigiloso, conforme
Art. 5º Os condenados serão classificados, regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo.
segundo os seus antecedentes e personalidade, § 1º-A. A regulamentação deverá fazer constar
para orientar a individualização da execução penal. garantias mínimas de proteção de dados genéticos,
Art. 6° A classificação será feita por Comis- observando as melhores práticas da genética fo-
são Técnica de Classificação que elaborará o pro- rense.
grama individualizador da pena privativa de liber- § 2° A autoridade policial, federal ou estadual,
dade adequada ao condenado ou preso provisório. poderá requerer ao juiz competente, no caso de in-
quérito instaurado, o acesso ao banco de dados de
Art. 7º A Comissão Técnica de Classificação,
identificação de perfil genético.
existente em cada estabelecimento, será presidida
pelo diretor e composta, no mínimo, por 2 (dois) § 3º Deve ser viabilizado ao titular de dados
chefes de serviço, 1 (um) psiquiatra, 1 (um) psicó- genéticos o acesso aos seus dados constantes nos
logo e 1 (um) assistente social, quando se tratar de bancos de perfis genéticos, bem como a todos os
condenado à pena privativa de liberdade. documentos da cadeia de custódia que gerou esse
dado, de maneira que possa ser contraditado pela
Parágrafo único. Nos demais casos a Comis-
defesa.
são atuará junto ao Juízo da Execução e será inte-
grada por fiscais do serviço social. § 4º O condenado pelos crimes previstos no
Vinícius Abreu da Costa
caput deste artigo que não tiver sido submetido à
Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena
antoniavinicius3010@[Link]
identificação do perfil genético por ocasião do in-
privativa de liberdade, em regime fechado, será
604.983.963-80
gresso no estabelecimento prisional deverá ser
submetido a exame criminológico para a obtenção submetido ao procedimento durante o cumpri-
dos elementos necessários a uma adequada clas- mento da pena.
sificação e com vistas à individualização da execu-
ção. § 5º A amostra biológica coletada só poderá
ser utilizada para o único e exclusivo fim de permitir
Parágrafo único. Ao exame de que trata este a identificação pelo perfil genético, não estando au-
artigo poderá ser submetido o condenado ao cum- torizadas as práticas de fenotipagem genética ou
primento da pena privativa de liberdade em regime de busca familiar.
semi-aberto.
§ 6º Uma vez identificado o perfil genético, a
Art. 9º A Comissão, no exame para a obten- amostra biológica recolhida nos termos do caput
ção de dados reveladores da personalidade, obser- deste artigo deverá ser correta e imediatamente
vando a ética profissional e tendo sempre presen- descartada, de maneira a impedir a sua utilização
tes peças ou informações do processo, poderá: para qualquer outro fim.
I - entrevistar pessoas; § 7º A coleta da amostra biológica e a elabora-
II - requisitar, de repartições ou estabelecimen- ção do respectivo laudo serão realizadas por perito
tos privados, dados e informações a respeito do oficial.
condenado; § 8º Constitui falta grave a recusa do conde-
III - realizar outras diligências e exames neces- nado em submeter-se ao procedimento de identifi-
sários. cação do perfil genético.

Art. 9º-A. O condenado por crime doloso pra-


ticado com violência grave contra a pessoa, bem
como por crime contra a vida, contra a liberdade
sexual ou por crime sexual contra vulnerável, será

70
CAPÍTULO II necessária, esta será prestada em outro local, me-
DA ASSISTÊNCIA diante autorização da direção do estabelecimento.
§ 3° Será assegurado acompanhamento mé-
SEÇÃO I dico à mulher, principalmente no pré-natal e no
pós-parto, extensivo ao recém-nascido.
DISPOSIÇÕES GERAIS
§ 4º Será assegurado tratamento humanitário
à mulher grávida durante os atos médico-hospitala-
Art. 10. A assistência ao preso e ao internado res preparatórios para a realização do parto e du-
é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e rante o trabalho de parto, bem como à mulher no
orientar o retorno à convivência em sociedade. período de puerpério, cabendo ao poder público
(Regulamento) promover a assistência integral à sua saúde e à do
Parágrafo único. A assistência estende-se ao recém-nascido. (Incluído pela Lei nº 14.326, de
egresso. 2022)
Art. 11. A assistência será:
I - material; SEÇÃO IV
II - à saúde; DA ASSISTÊNCIA JURÍDICA

III -jurídica;
Art. 15. A assistência jurídica é destinada aos
IV - educacional;
presos e aos internados sem recursos financeiros
V - social; para constituir advogado.
VI - religiosa. Art. 16. As Unidades da Federação deverão
ter serviços de assistência jurídica, integral e gra-
Vinícius Abreu da Costa
tuita, pela Defensoria Pública, dentro e fora dos es-
SEÇÃO II antoniavinicius3010@[Link]
tabelecimentos penais.
DA ASSISTÊNCIA MATERIAL 604.983.963-80
§ 1° As Unidades da Federação deverão pres-
tar auxílio estrutural, pessoal e material à Defenso-
Art. 12. A assistência material ao preso e ao ria Pública, no exercício de suas funções, dentro e
internado consistirá no fornecimento de alimenta- fora dos estabelecimentos penais.
ção, vestuário e instalações higiênicas.
§ 2° Em todos os estabelecimentos penais, ha-
Art. 13. O estabelecimento disporá de insta- verá local apropriado destinado ao atendimento
lações e serviços que atendam aos presos nas pelo Defensor Público.
suas necessidades pessoais, além de locais desti- § 3° Fora dos estabelecimentos penais, serão
nados à venda de produtos e objetos permitidos e implementados Núcleos Especializados da Defen-
não fornecidos pela Administração. soria Pública para a prestação de assistência jurí-
dica integral e gratuita aos réus, sentenciados em
liberdade, egressos e seus familiares, sem recur-
SEÇÃO III sos financeiros para constituir advogado.
DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

SEÇÃO V
Art. 14. A assistência à saúde do preso e do
DA ASSISTÊNCIA EDUCACIONAL
internado de caráter preventivo e curativo, compre-
enderá atendimento médico, farmacêutico e odon-
tológico. Art. 17. A assistência educacional compreen-
§ 1º (Vetado). derá a instrução escolar e a formação profissional
do preso e do internado.
§ 2º Quando o estabelecimento penal não es-
tiver aparelhado para prover a assistência médica

71
Art. 18. O ensino de 1º grau será obrigatório, IV - a existência de bibliotecas e as condições
integrando-se no sistema escolar da Unidade Fe- de seu acervo;
derativa. V - outros dados relevantes para o aprimora-
Art. 18-A. O ensino médio, regular ou suple- mento educacional de presos e presas.
tivo, com formação geral ou educação profissional
de nível médio, será implantado nos presídios, em
SEÇÃO VI
obediência ao preceito constitucional de sua uni-
versalização. DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

§ 1° O ensino ministrado aos presos e presas


integrar-se-á ao sistema estadual e municipal de Art. 22. A assistência social tem por finali-
ensino e será mantido, administrativa e financeira- dade amparar o preso e o internado e prepará-los
mente, com o apoio da União, não só com os recur- para o retorno à liberdade.
sos destinados à educação, mas pelo sistema es- Art. 23. Incumbe ao serviço de assistência
tadual de justiça ou administração penitenciária.
social:
§ 2° Os sistemas de ensino oferecerão aos
I - conhecer os resultados dos diagnósticos ou
presos e às presas cursos supletivos de educação
exames;
de jovens e adultos.
II - relatar, por escrito, ao Diretor do estabele-
§ 3° A União, os Estados, os Municípios e o
cimento, os problemas e as dificuldades enfrenta-
Distrito Federal incluirão em seus programas de
das pelo assistido;
educação à distância e de utilização de novas tec-
nologias de ensino, o atendimento aos presos e às III - acompanhar o resultado das permissões
presas. 7.627 de saídas e das saídas temporárias;

Vinícius Abreu daIVCosta


Art. 19. O ensino profissional será ministrado - promover, no estabelecimento, pelos
em nível de iniciação ou de aperfeiçoamento téc- meios disponíveis, a recreação;
antoniavinicius3010@[Link]
nico. V - promover a orientação do assistido, na fase
604.983.963-80
Parágrafo único. A mulher condenada terá en- final do cumprimento da pena, e do liberando, de
sino profissional adequado à sua condição. modo a facilitar o seu retorno à liberdade;
VI - providenciar a obtenção de documentos,
Art. 20. As atividades educacionais podem
dos benefícios da Previdência Social e do seguro
ser objeto de convênio com entidades públicas ou por acidente no trabalho;
particulares, que instalem escolas ou ofereçam cur-
sos especializados. VII - orientar e amparar, quando necessário, a
família do preso, do internado e da vítima.
Art. 21. Em atendimento às condições locais,
dotar-se-á cada estabelecimento de uma biblio-
teca, para uso de todas as categorias de reclusos, SEÇÃO VII
provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos. DA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA
Art. 21-A. O censo penitenciário deverá apu-
rar: Art. 24. A assistência religiosa, com liberdade
I - o nível de escolaridade dos presos e das de culto, será prestada aos presos e aos interna-
presas; dos, permitindo-se-lhes a participação nos serviços
organizados no estabelecimento penal, bem como
II - a existência de cursos nos níveis funda-
a posse de livros de instrução religiosa.
mental e médio e o número de presos e presas
atendidos; § 1º No estabelecimento haverá local apropri-
ado para os cultos religiosos.
III - a implementação de cursos profissionais
em nível de iniciação ou aperfeiçoamento técnico e § 2º Nenhum preso ou internado poderá ser
o número de presos e presas atendidos; obrigado a participar de atividade religiosa.

72
SEÇÃO VIII a) à indenização dos danos causados pelo
DA ASSISTÊNCIA AO EGRESSO crime, desde que determinados judicialmente e não
reparados por outros meios;
b) à assistência à família;
Art. 25. A assistência ao egresso consiste:
c) a pequenas despesas pessoais;
I - na orientação e apoio para reintegrá-lo à
vida em liberdade; d) ao ressarcimento ao Estado das despesas
realizadas com a manutenção do condenado, em
II - na concessão, se necessário, de aloja-
proporção a ser fixada e sem prejuízo da destina-
mento e alimentação, em estabelecimento ade-
ção prevista nas letras anteriores.
quado, pelo prazo de 2 (dois) meses.
§ 2º Ressalvadas outras aplicações legais,
Parágrafo único. O prazo estabelecido no in-
será depositada a parte restante para constituição
ciso II poderá ser prorrogado uma única vez, com-
do pecúlio, em Caderneta de Poupança, que será
provado, por declaração do assistente social, o em-
entregue ao condenado quando posto em liber-
penho na obtenção de emprego.
dade.
Art. 26. Considera-se egresso para os efeitos
Art. 30. As tarefas executadas como presta-
desta Lei:
ção de serviço à comunidade não serão remunera-
I - o liberado definitivo, pelo prazo de 1 (um) das.
ano a contar da saída do estabelecimento;
II - o liberado condicional, durante o período de
SEÇÃO II
prova.
DO TRABALHO INTERNO
Art. 27.O serviço de assistência social cola-
borará com o egresso para a obtenção de trabalho.
Vinícius Abreu da Costa
Art. 31. O condenado à pena privativa de li-
(Regulamento)
antoniavinicius3010@[Link]
berdade está obrigado ao trabalho na medida de
604.983.963-80
suas aptidões e capacidade.
CAPÍTULO III Parágrafo único. Para o preso provisório, o tra-
DO TRABALHO balho não é obrigatório e só poderá ser executado
no interior do estabelecimento.
SEÇÃO I Art. 32. Na atribuição do trabalho deverão ser
DISPOSIÇÕES GERAIS levadas em conta a habilitação, a condição pessoal
e as necessidades futuras do preso, bem como as
Art. 28. O trabalho do condenado, como de- oportunidades oferecidas pelo mercado.
ver social e condição de dignidade humana, terá fi- § 1º Deverá ser limitado, tanto quanto possível,
nalidade educativa e produtiva. o artesanato sem expressão econômica, salvo nas
regiões de turismo.
§ 1º Aplicam-se à organização e aos métodos
de trabalho as precauções relativas à segurança e § 2º Os maiores de 60 (sessenta) anos pode-
à higiene. rão solicitar ocupação adequada à sua idade.
§ 2º O trabalho do preso não está sujeito ao § 3º Os doentes ou deficientes físicos somente
regime da Consolidação das Leis do Trabalho. exercerão atividades apropriadas ao seu estado.
Art. 29. O trabalho do preso será remune- Art. 33. A jornada normal de trabalho não
rado, mediante prévia tabela, não podendo ser in- será inferior a 6 (seis) nem superior a 8 (oito) horas,
ferior a 3/4 (três quartos) do salário mínimo. com descanso nos domingos e feriados.
§ 1° O produto da remuneração pelo trabalho Parágrafo único. Poderá ser atribuído horário
deverá atender: especial de trabalho aos presos designados para
os serviços de conservação e manutenção do es-
tabelecimento penal.

73
Art. 34. O trabalho poderá ser gerenciado por Parágrafo único. Revogar-se-á a autorização
fundação, ou empresa pública, com autonomia ad- de trabalho externo ao preso que vier a praticar fato
ministrativa, e terá por objetivo a formação profissi- definido como crime, for punido por falta grave, ou
onal do condenado. tiver comportamento contrário aos requisitos esta-
belecidos neste artigo.
§ 1°. Nessa hipótese, incumbirá à entidade ge-
renciadora promover e supervisionar a produção,
com critérios e métodos empresariais, encarregar- CAPÍTULO IV
se de sua comercialização, bem como suportar
DOS DEVERES, DOS DIREITOS E DA
despesas, inclusive pagamento de remuneração
adequada. DISCIPLINA

§ 2° Os governos federal, estadual e municipal


SEÇÃO I
poderão celebrar convênio com a iniciativa privada,
para implantação de oficinas de trabalho referentes DOS DEVERES
a setores de apoio dos presídios.
Art. 35. Os órgãos da Administração Direta Art. 38. Cumpre ao condenado, além das
ou Indireta da União, Estados, Territórios, Distrito obrigações legais inerentes ao seu estado, subme-
Federal e dos Municípios adquirirão, com dispensa ter-se às normas de execução da pena.
de concorrência pública, os bens ou produtos do Art. 39. Constituem deveres do condenado:
trabalho prisional, sempre que não for possível ou
recomendável realizar-se a venda a particulares. I - comportamento disciplinado e cumprimento
fiel da sentença;
Parágrafo único. Todas as importâncias arre-
cadadas com as vendas reverterão em favor da II - obediência ao servidor e respeito a qual-
fundação ou empresa pública a que alude o artigo quer pessoa com quem deva relacionar-se;
Vinícius Abreu da Costa
anterior ou, na sua falta, do estabelecimento penal. III - urbanidade e respeito no trato com os de-
antoniavinicius3010@[Link]
mais condenados;
604.983.963-80
SEÇÃO III IV - conduta oposta aos movimentos individu-
ais ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem
DO TRABALHO EXTERNO
ou à disciplina;
V - execução do trabalho, das tarefas e das or-
Art. 36. O trabalho externo será admissível dens recebidas;
para os presos em regime fechado somente em
VI - submissão à sanção disciplinar imposta;
serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da
Administração Direta ou Indireta, ou entidades pri- VII - indenização à vitima ou aos seus suces-
vadas, desde que tomadas as cautelas contra a sores;
fuga e em favor da disciplina. VIII - indenização ao Estado, quando possível,
§ 1º O limite máximo do número de presos será das despesas realizadas com a sua manutenção,
de 10% (dez por cento) do total de empregados na mediante desconto proporcional da remuneração
obra. do trabalho;
§ 2º Caberá ao órgão da administração, à enti- IX - higiene pessoal e asseio da cela ou aloja-
dade ou à empresa empreiteira a remuneração mento;
desse trabalho. X - conservação dos objetos de uso pessoal.
§ 3º A prestação de trabalho à entidade privada Parágrafo único. Aplica-se ao preso provisório,
depende do consentimento expresso do preso. no que couber, o disposto neste artigo.
Art. 37. A prestação de trabalho externo, a
ser autorizada pela direção do estabelecimento,
dependerá de aptidão, disciplina e responsabili-
dade, além do cumprimento mínimo de 1/6 (um
sexto) da pena.

74
SEÇÃO II Art. 42 - Aplica-se ao preso provisório e ao
DOS DIREITOS submetido à medida de segurança, no que couber,
o disposto nesta Seção.
Art. 40 - Impõe-se a todas as autoridades o Art. 43 - É garantida a liberdade de contratar
respeito à integridade física e moral dos condena- médico de confiança pessoal do internado ou do
dos e dos presos provisórios. submetido a tratamento ambulatorial, por seus fa-
miliares ou dependentes, a fim de orientar e acom-
Art. 41 - Constituem direitos do preso: panhar o tratamento.
I - alimentação suficiente e vestuário; Parágrafo único. As divergências entre o mé-
II - atribuição de trabalho e sua remuneração; dico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz
da execução.
III - Previdência Social;
IV - constituição de pecúlio;
V - proporcionalidade na distribuição do tempo SEÇÃO III
para o trabalho, o descanso e a recreação; DA DISCIPLINA
VI - exercício das atividades profissionais, inte-
lectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde SUBSEÇÃO I
que compatíveis com a execução da pena; DISPOSIÇÕES GERAIS
VII - assistência material, à saúde, jurídica,
educacional, social e religiosa; Art. 44. A disciplina consiste na colaboração
VIII - proteção contra qualquer forma de sen- com a ordem, na obediência às determinações das
sacionalismo; autoridades e seus agentes e no desempenho do
trabalho.
Vinícius Abreu da Costa
IX - entrevista pessoal e reservada com o ad-
vogado; antoniavinicius3010@[Link]
Parágrafo único. Estão sujeitos à disciplina o
604.983.963-80
condenado à pena privativa de liberdade ou restri-
X - visita do cônjuge, da companheira, de pa-
tiva de direitos e o preso provisório.
rentes e amigos em dias determinados;
XI - chamamento nominal; Art. 45. Não haverá falta nem sanção disci-
plinar sem expressa e anterior previsão legal ou re-
XII - igualdade de tratamento salvo quanto às gulamentar.
exigências da individualização da pena;
§ 1º As sanções não poderão colocar em pe-
XIII - audiência especial com o diretor do esta- rigo a integridade física e moral do condenado.
belecimento;
§ 2º É vedado o emprego de cela escura.
XIV - representação e petição a qualquer auto-
ridade, em defesa de direito; § 3º São vedadas as sanções coletivas.

XV - contato com o mundo exterior por meio de Art. 46. O condenado ou denunciado, no iní-
correspondência escrita, da leitura e de outros cio da execução da pena ou da prisão, será cienti-
meios de informação que não comprometam a mo- ficado das normas disciplinares.
ral e os bons costumes.
Art. 47. O poder disciplinar, na execução da
XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anu- pena privativa de liberdade, será exercido pela au-
almente, sob pena da responsabilidade da autori- toridade administrativa conforme as disposições re-
dade judiciária competente. gulamentares.
Parágrafo único. Os direitos previstos nos inci- Art. 48. Na execução das penas restritivas de
sos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringi- direitos, o poder disciplinar será exercido pela au-
dos mediante ato motivado do diretor do estabele- toridade administrativa a que estiver sujeito o con-
cimento. denado.
Parágrafo único. Nas faltas graves, a autori-
dade representará ao Juiz da execução para os fins

75
dos artigos 118, inciso I, 125, 127, 181, §§ 1º, letra estrangeiro, sem prejuízo da sanção penal, ao re-
d, e 2º desta Lei. gime disciplinar diferenciado, com as seguintes ca-
racterísticas:
I - duração máxima de até 2 (dois) anos, sem
SUBSEÇÃO II
prejuízo de repetição da sanção por nova falta
DAS FALTAS DISCIPLINARES grave de mesma espécie;
II - recolhimento em cela individual;
Art. 49. As faltas disciplinares classificam-se
III - visitas quinzenais, de 2 (duas) pessoas por
em leves, médias e graves. A legislação local es-
vez, a serem realizadas em instalações equipadas
pecificará as leves e médias, bem assim as respec-
para impedir o contato físico e a passagem de ob-
tivas sanções.
jetos, por pessoa da família ou, no caso de terceiro,
Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a autorizado judicialmente, com duração de 2 (duas)
sanção correspondente à falta consumada. horas;
Art. 50. Comete falta grave o condenado à IV - direito do preso à saída da cela por 2
pena privativa de liberdade que: (duas) horas diárias para banho de sol, em grupos
de até 4 (quatro) presos, desde que não haja con-
I - incitar ou participar de movimento para sub-
tato com presos do mesmo grupo criminoso;
verter a ordem ou a disciplina;
V - entrevistas sempre monitoradas, exceto
II - fugir;
aquelas com seu defensor, em instalações equipa-
III - possuir, indevidamente, instrumento capaz das para impedir o contato físico e a passagem de
de ofender a integridade física de outrem; objetos, salvo expressa autorização judicial em
IV - provocar acidente de trabalho; contrário;
Vinícius Abreu daVICosta
V - descumprir, no regime aberto, as condições - fiscalização do conteúdo da correspondên-
impostas; cia;
antoniavinicius3010@[Link]
VI - inobservar os deveres previstos nos 604.983.963-80
inci- VII - participação em audiências judiciais pre-
sos II e V, do artigo 39, desta Lei. ferencialmente por videoconferência, garantindo-
se a participação do defensor no mesmo ambiente
VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer do preso.
aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita
a comunicação com outros presos ou com o ambi- § 1º O regime disciplinar diferenciado também
ente externo. (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007) será aplicado aos presos provisórios ou condena-
dos, nacionais ou estrangeiros:
VIII - recusar submeter-se ao procedimento de
identificação do perfil genético. I - que apresentem alto risco para a ordem e a
segurança do estabelecimento penal ou da socie-
Parágrafo único. O disposto neste artigo dade;
aplica-se, no que couber, ao preso provisório.
II - sob os quais recaiam fundadas suspeitas
Art. 51. Comete falta grave o condenado à de envolvimento ou participação, a qualquer título,
pena restritiva de direitos que: em organização criminosa, associação criminosa
I - descumprir, injustificadamente, a restrição ou milícia privada, independentemente da prática
imposta; de falta grave.

II - retardar, injustificadamente, o cumprimento § 2º (Revogado).


da obrigação imposta; § 3º Existindo indícios de que o preso exerce
III - inobservar os deveres previstos nos incisos liderança em organização criminosa, associação
II e V, do artigo 39, desta Lei. criminosa ou milícia privada, ou que tenha atuação
criminosa em 2 (dois) ou mais Estados da Federa-
Art. 52. A prática de fato previsto como crime ção, o regime disciplinar diferenciado será obriga-
doloso constitui falta grave e, quando ocasionar toriamente cumprido em estabelecimento prisional
subversão da ordem ou disciplina internas, sujei- federal.
tará o preso provisório, ou condenado, nacional ou

76
§ 4º Na hipótese dos parágrafos anteriores, o Art. 54. As sanções dos incisos I a IV do art.
regime disciplinar diferenciado poderá ser prorro- 53 serão aplicadas por ato motivado do diretor do
gado sucessivamente, por períodos de 1 (um) ano, estabelecimento e a do inciso V, por prévio e fun-
existindo indícios de que o preso: damentado despacho do juiz competente.
I - continua apresentando alto risco para a or- § 1° A autorização para a inclusão do preso em
dem e a segurança do estabelecimento penal de regime disciplinar dependerá de requerimento cir-
origem ou da sociedade; cunstanciado elaborado pelo diretor do estabeleci-
II - mantém os vínculos com organização crimi- mento ou outra autoridade administrativa.
nosa, associação criminosa ou milícia privada, con- § 2° A decisão judicial sobre inclusão de preso
siderados também o perfil criminal e a função de- em regime disciplinar será precedida de manifesta-
sempenhada por ele no grupo criminoso, a opera- ção do Ministério Público e da defesa e prolatada
ção duradoura do grupo, a superveniência de no- no prazo máximo de quinze dias.
vos processos criminais e os resultados do trata-
mento penitenciário. Art. 55. As recompensas têm em vista o bom
comportamento reconhecido em favor do conde-
§ 5º Na hipótese prevista no § 3º deste artigo,
nado, de sua colaboração com a disciplina e de sua
o regime disciplinar diferenciado deverá contar com
dedicação ao trabalho.
alta segurança interna e externa, principalmente no
que diz respeito à necessidade de se evitar contato Art. 56. São recompensas:
do preso com membros de sua organização crimi-
I - o elogio;
nosa, associação criminosa ou milícia privada, ou
de grupos rivais. II - a concessão de regalias.
§ 6º A visita de que trata o inciso III do caput Parágrafo único. A legislação local e os regu-
deste artigo será gravada em sistema de áudio ou lamentos estabelecerão a natureza e a forma de
Vinícius Abreu
de áudio e vídeo e, com autorização judicial, fisca- concessão
da Costa de regalias.
lizada por agente penitenciário. antoniavinicius3010@[Link]
§ 7º Após os primeiros 6 (seis) meses604.983.963-80
de re- SUBSEÇÃO IV
gime disciplinar diferenciado, o preso que não re-
DA APLICAÇÃO DAS SANÇÕES
ceber a visita de que trata o inciso III do caput deste
artigo poderá, após prévio agendamento, ter con-
tato telefônico, que será gravado, com uma pessoa Art. 57. Na aplicação das sanções disciplina-
da família, 2 (duas) vezes por mês e por 10 (dez) res, levar-se-ão em conta a natureza, os motivos,
minutos. as circunstâncias e as conseqüências do fato, bem
como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão.

SUBSEÇÃO III Parágrafo único. Nas faltas graves, aplicam-se


as sanções previstas nos incisos III a V do art. 53
DAS SANÇÕES E DAS RECOMPENSAS
desta Lei.
Art. 58. O isolamento, a suspensão e a res-
Art. 53. Constituem sanções disciplinares:
trição de direitos não poderão exceder a trinta dias,
I - advertência verbal; ressalvada a hipótese do regime disciplinar diferen-
II - repreensão; ciado.

III - suspensão ou restrição de direitos (artigo Parágrafo único. O isolamento será sempre co-
41, parágrafo único); municado ao Juiz da execução.

IV - isolamento na própria cela, ou em local


adequado, nos estabelecimentos que possuam
alojamento coletivo, observado o disposto no artigo
88 desta Lei.
V - inclusão no regime disciplinar diferenciado.

77
SUBSEÇÃO V Art. 62. O Conselho Nacional de Política Cri-
DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR minal e Penitenciária, com sede na Capital da Re-
pública, é subordinado ao Ministério da Justiça.
Art. 59. Praticada a falta disciplinar, deverá Art. 63. O Conselho Nacional de Política Cri-
ser instaurado o procedimento para sua apuração, minal e Penitenciária será integrado por 13 (treze)
conforme regulamento, assegurado o direito de de- membros designados através de ato do Ministério
fesa. da Justiça, dentre professores e profissionais da
área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenci-
Parágrafo único. A decisão será motivada.
ário e ciências correlatas, bem como por represen-
Art. 60. A autoridade administrativa poderá tantes da comunidade e dos Ministérios da área so-
decretar o isolamento preventivo do faltoso pelo cial.
prazo de até dez dias. A inclusão do preso no re- Parágrafo único. O mandato dos membros do
gime disciplinar diferenciado, no interesse da disci- Conselho terá duração de 2 (dois) anos, renovado
plina e da averiguação do fato, dependerá de des- 1/3 (um terço) em cada ano.
pacho do juiz competente.
Art. 64. Ao Conselho Nacional de Política Cri-
Parágrafo único. O tempo de isolamento ou in-
minal e Penitenciária, no exercício de suas ativida-
clusão preventiva no regime disciplinar diferenci-
des, em âmbito federal ou estadual, incumbe:
ado será computado no período de cumprimento da
sanção disciplinar. I - propor diretrizes da política criminal quanto
à prevenção do delito, administração da Justiça Cri-
minal e execução das penas e das medidas de se-
gurança;
TÍTULO III II - contribuir na elaboração de planos nacio-
Vinícius
DOS ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL Abreu da Costa
nais de desenvolvimento, sugerindo as metas e pri-
antoniavinicius3010@[Link]
oridades da política criminal e penitenciária;
CAPÍTULO I
604.983.963-80
III - promover a avaliação periódica do sistema
DISPOSIÇÕES GERAIS criminal para a sua adequação às necessidades do
País;
IV - estimular e promover a pesquisa crimino-
Art. 61. São órgãos da execução penal:
lógica;
I - o Conselho Nacional de Política Criminal e
V - elaborar programa nacional penitenciário
Penitenciária;
de formação e aperfeiçoamento do servidor;
II - o Juízo da Execução;
VI - estabelecer regras sobre a arquitetura e
III - o Ministério Público; construção de estabelecimentos penais e casas de
IV - o Conselho Penitenciário; albergados;

V - os Departamentos Penitenciários; VII - estabelecer os critérios para a elaboração


da estatística criminal;
VI - o Patronato;
VIII - inspecionar e fiscalizar os estabelecimen-
VII - o Conselho da Comunidade. tos penais, bem assim informar-se, mediante rela-
VIII - a Defensoria Pública. tórios do Conselho Penitenciário, requisições, visi-
tas ou outros meios, acerca do desenvolvimento da
execução penal nos Estados, Territórios e Distrito
CAPÍTULO II Federal, propondo às autoridades dela incumbida
DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA as medidas necessárias ao seu aprimoramento;
CRIMINAL E PENITENCIÁRIA IX - representar ao Juiz da execução ou à au-
toridade administrativa para instauração de sindi-
cância ou procedimento administrativo, em caso de
violação das normas referentes à execução penal;

78
X - representar à autoridade competente para VII - inspecionar, mensalmente, os estabeleci-
a interdição, no todo ou em parte, de estabeleci- mentos penais, tomando providências para o ade-
mento penal. quado funcionamento e promovendo, quando for o
caso, a apuração de responsabilidade;
VIII - interditar, no todo ou em parte, estabele-
CAPÍTULO III
cimento penal que estiver funcionando em condi-
DO JUÍZO DA EXECUÇÃO ções inadequadas ou com infringência aos disposi-
tivos desta Lei;
Art. 65. A execução penal competirá ao Juiz IX - compor e instalar o Conselho da Comuni-
indicado na lei local de organização judiciária e, na dade.
sua ausência, ao da sentença.
X – emitir anualmente atestado de pena a cum-
Art. 66. Compete ao Juiz da execução: prir.
I - aplicar aos casos julgados lei posterior que
de qualquer modo favorecer o condenado; CAPÍTULO IV
II - declarar extinta a punibilidade; DO MINISTÉRIO PÚBLICO
III - decidir sobre:
a) soma ou unificação de penas; Art. 67. O Ministério Público fiscalizará a exe-
b) progressão ou regressão nos regimes; cução da pena e da medida de segurança, ofici-
ando no processo executivo e nos incidentes da
c) detração e remição da pena; execução.
d) suspensão condicional da pena; Art. 68. Incumbe, ainda, ao Ministério Pú-
e) livramento condicional; blico:
Vinícius Abreu da Costa
f) incidentes da execução. antoniavinicius3010@[Link]
I - fiscalizar a regularidade formal das guias de
IV - autorizar saídas temporárias;
604.983.963-80
recolhimento e de internamento;
V - determinar: II - requerer:
a) a forma de cumprimento da pena restritiva a) todas as providências necessárias ao de-
de direitos e fiscalizar sua execução; senvolvimento do processo executivo;
b) a conversão da pena restritiva de direitos e b) a instauração dos incidentes de excesso ou
de multa em privativa de liberdade; desvio de execução;
c) a conversão da pena privativa de liberdade c) a aplicação de medida de segurança, bem
em restritiva de direitos; como a substituição da pena por medida de segu-
rança;
d) a aplicação da medida de segurança, bem
como a substituição da pena por medida de segu- d) a revogação da medida de segurança;
rança; e) a conversão de penas, a progressão ou re-
e) a revogação da medida de segurança; gressão nos regimes e a revogação da suspensão
condicional da pena e do livramento condicional;
f) a desinternação e o restabelecimento da si-
tuação anterior; f) a internação, a desinternação e o restabele-
cimento da situação anterior.
g) o cumprimento de pena ou medida de segu-
rança em outra comarca; III - interpor recursos de decisões proferidas
pela autoridade judiciária, durante a execução.
h) a remoção do condenado na hipótese pre-
vista no § 1º, do artigo 86, desta Lei. Parágrafo único. O órgão do Ministério Público
visitará mensalmente os estabelecimentos penais,
i) (VETADO); registrando a sua presença em livro próprio.
VI - zelar pelo correto cumprimento da pena e
da medida de segurança;

79
CAPÍTULO V II - inspecionar e fiscalizar periodicamente os
DO CONSELHO PENITENCIÁRIO estabelecimentos e serviços penais;
III - assistir tecnicamente as Unidades Federa-
tivas na implementação dos princípios e regras es-
Art. 69. O Conselho Penitenciário é órgão
tabelecidos nesta Lei;
consultivo e fiscalizador da execução da pena.
IV - colaborar com as Unidades Federativas
§ 1º O Conselho será integrado por membros
mediante convênios, na implantação de estabeleci-
nomeados pelo Governador do Estado, do Distrito
mentos e serviços penais;
Federal e dos Territórios, dentre professores e pro-
fissionais da área do Direito Penal, Processual Pe- V - colaborar com as Unidades Federativas
nal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como para a realização de cursos de formação de pes-
por representantes da comunidade. A legislação fe- soal penitenciário e de ensino profissionalizante do
deral e estadual regulará o seu funcionamento. condenado e do internado.
§ 2º O mandato dos membros do Conselho Pe- VI – estabelecer, mediante convênios com as
nitenciário terá a duração de 4 (quatro) anos. unidades federativas, o cadastro nacional das va-
gas existentes em estabelecimentos locais destina-
Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário: das ao cumprimento de penas privativas de liber-
I - emitir parecer sobre indulto e comutação de dade aplicadas pela justiça de outra unidade fede-
pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto rativa, em especial para presos sujeitos a regime
com base no estado de saúde do preso; disciplinar.
II - inspecionar os estabelecimentos e serviços VII - acompanhar a execução da pena das mu-
penais; lheres beneficiadas pela progressão especial de
que trata o § 3º do art. 112 desta Lei, monitorando
III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de
sua integração social e a ocorrência de reincidên-
cada ano, ao Conselho Nacional de Política Crimi- Abreu da Costa
Vinícius cia, específica ou não, mediante a realização de
nal e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetua-
antoniavinicius3010@[Link]
avaliações periódicas e de estatísticas criminais.
dos no exercício anterior; 604.983.963-80
§ 1º Incumbem também ao Departamento a
IV - supervisionar os patronatos, bem como a
coordenação e supervisão dos estabelecimentos
assistência aos egressos.
penais e de internamento federais.
§ 2º Os resultados obtidos por meio do moni-
CAPÍTULO VI toramento e das avaliações periódicas previstas no
DOS DEPARTAMENTOS inciso VII do caput deste artigo serão utilizados
PENITENCIÁRIOS para, em função da efetividade da progressão es-
pecial para a ressocialização das mulheres de que
trata o § 3º do art. 112 desta Lei, avaliar eventual
SEÇÃO I desnecessidade do regime fechado de cumpri-
DO DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO mento de pena para essas mulheres nos casos de
NACIONAL crimes cometidos sem violência ou grave ameaça.

Art. 71. O Departamento Penitenciário Naci-


SEÇÃO II
onal, subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão
DO DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO
executivo da Política Penitenciária Nacional e de
apoio administrativo e financeiro do Conselho Na- LOCAL
cional de Política Criminal e Penitenciária.
Art. 72. São atribuições do Departamento Pe- Art. 73. A legislação local poderá criar Depar-
nitenciário Nacional: tamento Penitenciário ou órgão similar, com as atri-
buições que estabelecer.
I - acompanhar a fiel aplicação das normas de
execução penal em todo o Território Nacional; Art. 74. O Departamento Penitenciário local,
ou órgão similar, tem por finalidade supervisionar e

80
coordenar os estabelecimentos penais da Unidade CAPÍTULO VII
da Federação a que pertencer. DO PATRONATO
Parágrafo único. Os órgãos referidos no caput
deste artigo realizarão o acompanhamento de que
Art. 78. O Patronato público ou particular
trata o inciso VII do caput do art. 72 desta Lei e en-
destina-se a prestar assistência aos albergados e
caminharão ao Departamento Penitenciário Nacio-
aos egressos (artigo 26).
nal os resultados obtidos.
Art. 79. Incumbe também ao Patronato:

SEÇÃO III I - orientar os condenados à pena restritiva de


direitos;
DA DIREÇÃO E DO PESSOAL DOS
ESTABELECIMENTOS PENAIS II - fiscalizar o cumprimento das penas de pres-
tação de serviço à comunidade e de limitação de
fim de semana;
Art. 75. O ocupante do cargo de diretor de
III - colaborar na fiscalização do cumprimento
estabelecimento deverá satisfazer os seguintes re-
das condições da suspensão e do livramento con-
quisitos:
dicional.
I - ser portador de diploma de nível superior de
Direito, ou Psicologia, ou Ciências Sociais, ou Pe-
dagogia, ou Serviços Sociais; CAPÍTULO VIII
II - possuir experiência administrativa na área; DO CONSELHO DA COMUNIDADE
III - ter idoneidade moral e reconhecida aptidão
para o desempenho da função. Art. 80. Haverá, em cada comarca, um Con-
Vinícius
Parágrafo único. O diretor deverá residir selho
Abreu da
no es- da Comunidade composto, no mínimo, por 1
Costa
(um) representante
antoniavinicius3010@[Link]
tabelecimento, ou nas proximidades, e dedicará de associação comercial ou in-
tempo integral à sua função. dustrial, 1 (um) advogado indicado pela Seção da
604.983.963-80
Ordem dos Advogados do Brasil, 1 (um) Defensor
Art. 76. O Quadro do Pessoal Penitenciário Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1
será organizado em diferentes categorias funcio- (um) assistente social escolhido pela Delegacia
nais, segundo as necessidades do serviço, com es- Seccional do Conselho Nacional de Assistentes
pecificação de atribuições relativas às funções de Sociais.
direção, chefia e assessoramento do estabeleci- Parágrafo único. Na falta da representação
mento e às demais funções. prevista neste artigo, ficará a critério do Juiz da
Art. 77. A escolha do pessoal administrativo, execução a escolha dos integrantes do Conselho.
especializado, de instrução técnica e de vigilância Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comuni-
atenderá a vocação, preparação profissional e an- dade:
tecedentes pessoais do candidato.
I - visitar, pelo menos mensalmente, os esta-
§ 1° O ingresso do pessoal penitenciário, bem belecimentos penais existentes na comarca;
como a progressão ou a ascensão funcional depen-
derão de cursos específicos de formação, proce- II - entrevistar presos;
dendo-se à reciclagem periódica dos servidores em III - apresentar relatórios mensais ao Juiz da
exercício. execução e ao Conselho Penitenciário;
§ 2º No estabelecimento para mulheres so- IV - diligenciar a obtenção de recursos materi-
mente se permitirá o trabalho de pessoal do sexo ais e humanos para melhor assistência ao preso ou
feminino, salvo quando se tratar de pessoal técnico internado, em harmonia com a direção do estabe-
especializado. lecimento.

81
CAPÍTULO IX V - visitar os estabelecimentos penais, to-
DA DEFENSORIA PÚBLICA mando providências para o adequado funciona-
mento, e requerer, quando for o caso, a apuração
de responsabilidade;
Art. 81-A. A Defensoria Pública velará pela
VI - requerer à autoridade competente a inter-
regular execução da pena e da medida de segu-
dição, no todo ou em parte, de estabelecimento pe-
rança, oficiando, no processo executivo e nos inci-
nal.
dentes da execução, para a defesa dos necessita-
dos em todos os graus e instâncias, de forma indi- Parágrafo único. O órgão da Defensoria Pú-
vidual e coletiva. blica visitará periodicamente os estabelecimentos
penais, registrando a sua presença em livro pró-
Art. 81-B. Incumbe, ainda, à Defensoria Pú- prio.
blica:
I - requerer:
TÍTULO IV
a) todas as providências necessárias ao de-
DOS ESTABELECIMENTOS PENAIS
senvolvimento do processo executivo;
b) a aplicação aos casos julgados de lei poste-
CAPÍTULO I
rior que de qualquer modo favorecer o condenado;
DISPOSIÇÕES GERAIS
c) a declaração de extinção da punibilidade;
d) a unificação de penas;
Art. 82. Os estabelecimentos penais desti-
e) a detração e remição da pena; nam-se ao condenado, ao submetido à medida de
f) a instauração dos incidentes de excesso ou segurança, ao preso provisório e ao egresso.
desvio de execução; Vinícius Abreu da§ Costa
1° A mulher e o maior de sessenta anos, se-
paradamente,
antoniavinicius3010@[Link]
g) a aplicação de medida de segurança e sua serão recolhidos a estabelecimento
próprio e adequado à sua condição pessoal.
revogação, bem como a substituição da pena604.983.963-80
por
medida de segurança; § 2º - O mesmo conjunto arquitetônico poderá
h) a conversão de penas, a progressão nos re- abrigar estabelecimentos de destinação diversa
gimes, a suspensão condicional da pena, o livra- desde que devidamente isolados.
mento condicional, a comutação de pena e o in- Art. 83. O estabelecimento penal, conforme a
dulto; sua natureza, deverá contar em suas dependên-
i) a autorização de saídas temporárias; cias com áreas e serviços destinados a dar assis-
j) a internação, a desinternação e o restabele- tência, educação, trabalho, recreação e prática es-
cimento da situação anterior; portiva.

k) o cumprimento de pena ou medida de segu- § 1º Haverá instalação destinada a estágio de


rança em outra comarca; estudantes universitários.

l) a remoção do condenado na hipótese pre- § 2° Os estabelecimentos penais destinados a


vista no § 1° do art. 86 desta Lei; mulheres serão dotados de berçário, onde as con-
denadas possam cuidar de seus filhos, inclusive
II - requerer a emissão anual do atestado de amamentá-los, no mínimo, até 6 (seis) meses de
pena a cumprir; idade.
III - interpor recursos de decisões proferidas § 3° Os estabelecimentos de que trata o § 2°
pela autoridade judiciária ou administrativa durante deste artigo deverão possuir, exclusivamente,
a execução; agentes do sexo feminino na segurança de suas
IV - representar ao Juiz da execução ou à au- dependências internas.
toridade administrativa para instauração de sindi- § 4° Serão instaladas salas de aulas destina-
cância ou procedimento administrativo em caso de das a cursos do ensino básico e profissionalizante.
violação das normas referentes à execução penal;

82
§ 5° Haverá instalação destinada à Defensoria I - condenados pela prática de crimes hedion-
Pública. dos ou equiparados;
Art. 83-A. Poderão ser objeto de execução II - reincidentes condenados pela prática de cri-
indireta as atividades materiais acessórias, instru- mes cometidos com violência ou grave ameaça à
mentais ou complementares desenvolvidas em es- pessoa;
tabelecimentos penais, e notadamente: III - primários condenados pela prática de cri-
I - serviços de conservação, limpeza, informá- mes cometidos com violência ou grave ameaça à
tica, copeiragem, portaria, recepção, reprografia, pessoa;
telecomunicações, lavanderia e manutenção de IV - demais condenados pela prática de outros
prédios, instalações e equipamentos internos e ex- crimes ou contravenções em situação diversa das
ternos; previstas nos incisos I, II e III.
II - serviços relacionados à execução de traba- § 4° O preso que tiver sua integridade física,
lho pelo preso. moral ou psicológica ameaçada pela convivência
§ 1° A execução indireta será realizada sob su- com os demais presos ficará segregado em local
pervisão e fiscalização do poder público. próprio.
§ 2° Os serviços relacionados neste artigo po- Art. 85. O estabelecimento penal deverá ter
derão compreender o fornecimento de materiais, lotação compatível com a sua estrutura e finali-
equipamentos, máquinas e profissionais. dade.
Art. 83-B. São indelegáveis as funções de Parágrafo único. O Conselho Nacional de Po-
direção, chefia e coordenação no âmbito do sis- lítica Criminal e Penitenciária determinará o limite
tema penal, bem como todas as atividades que exi- máximo de capacidade do estabelecimento, aten-
jam o exercício do poder de polícia, e notadamente: dendo a sua natureza e peculiaridades.
Vinícius Abreu da Costa
I - classificação de condenados; Art. 86. As penas privativas de liberdade apli-
antoniavinicius3010@[Link]
cadas pela Justiça de uma Unidade Federativa po-
II - aplicação de sanções disciplinares; 604.983.963-80
dem ser executadas em outra unidade, em esta-
III - controle de rebeliões; belecimento local ou da União.
IV - transporte de presos para órgãos do Poder § 1° A União Federal poderá construir estabe-
Judiciário, hospitais e outros locais externos aos lecimento penal em local distante da condenação
estabelecimentos penais. para recolher os condenados, quando a medida se
Art. 84. O preso provisório ficará separado do justifique no interesse da segurança pública ou do
condenado por sentença transitada em julgado. próprio condenado.

§ 1° Os presos provisórios ficarão separados § 2° Conforme a natureza do estabelecimento,


de acordo com os seguintes critérios: nele poderão trabalhar os liberados ou egressos
que se dediquem a obras públicas ou ao aproveita-
I - acusados pela prática de crimes hediondos mento de terras ociosas.
ou equiparados;
§ 3° Caberá ao juiz competente, a requeri-
II - acusados pela prática de crimes cometidos mento da autoridade administrativa definir o esta-
com violência ou grave ameaça à pessoa; belecimento prisional adequado para abrigar o
III - acusados pela prática de outros crimes ou preso provisório ou condenado, em atenção ao re-
contravenções diversos dos apontados nos incisos gime e aos requisitos estabelecidos.
I e II.
§ 2° O preso que, ao tempo do fato, era funci- CAPÍTULO II
onário da Administração da Justiça Criminal ficará
DA PENITENCIÁRIA
em dependência separada.
§ 3° Os presos condenados ficarão separados
de acordo com os seguintes critérios: Art. 87. A penitenciária destina-se ao conde-
nado à pena de reclusão, em regime fechado.

83
Parágrafo único. A União Federal, os Estados, Parágrafo único. São também requisitos bási-
o Distrito Federal e os Territórios poderão construir cos das dependências coletivas:
Penitenciárias destinadas, exclusivamente, aos a) a seleção adequada dos presos;
presos provisórios e condenados que estejam em
regime fechado, sujeitos ao regime disciplinar dife- b) o limite de capacidade máxima que atenda
renciado, nos termos do art. 52 desta Lei. os objetivos de individualização da pena.

Art. 88. O condenado será alojado em cela


individual que conterá dormitório, aparelho sanitá- CAPÍTULO IV
rio e lavatório. DA CASA DO ALBERGADO
Parágrafo único. São requisitos básicos da uni-
dade celular: Art. 93. A Casa do Albergado destina-se ao
a) salubridade do ambiente pela concorrência cumprimento de pena privativa de liberdade, em re-
dos fatores de aeração, insolação e condiciona- gime aberto, e da pena de limitação de fim de se-
mento térmico adequado à existência humana; mana.
b) área mínima de 6,00m2 (seis metros qua- Art. 94. O prédio deverá situar-se em centro
drados). urbano, separado dos demais estabelecimentos, e
Art. 89. Além dos requisitos referidos no art. caracterizar-se pela ausência de obstáculos físicos
88, a penitenciária de mulheres será dotada de se- contra a fuga.
ção para gestante e parturiente e de creche para Art. 95. Em cada região haverá, pelo menos,
abrigar crianças maiores de 6 (seis) meses e me- uma Casa do Albergado, a qual deverá conter,
nores de 7 (sete) anos, com a finalidade de assistir além dos aposentos para acomodar os presos, lo-
a criança desamparada cuja responsável estiver cal adequado para cursos e palestras.
presa. Vinícius Abreu da Costa
Parágrafo único. O estabelecimento terá insta-
Parágrafo único. São requisitos antoniavinicius3010@[Link]
básicos da se- lações para os serviços de fiscalização e orienta-
ção e da creche referidas neste artigo: 604.983.963-80
ção dos condenados.
I – atendimento por pessoal qualificado, de
CAPÍTULO V
acordo com as diretrizes adotadas pela legislação
educacional e em unidades autônomas; e DO CENTRO DE OBSERVAÇÃO

II – horário de funcionamento que garanta a


melhor assistência à criança e à sua responsável. Art. 96. No Centro de Observação realizar-
se-ão os exames gerais e o criminológico, cujos re-
Art. 90. A penitenciária de homens será cons- sultados serão encaminhados à Comissão Técnica
truída, em local afastado do centro urbano, à dis- de Classificação.
tância que não restrinja a visitação.
Parágrafo único. No Centro poderão ser reali-
zadas pesquisas criminológicas.
CAPÍTULO III Art. 97. O Centro de Observação será insta-
DA COLÔNIA AGRÍCOLA, INDUSTRIAL lado em unidade autônoma ou em anexo a estabe-
OU SIMILAR lecimento penal.
Art. 98. Os exames poderão ser realizados
Art. 91. A Colônia Agrícola, Industrial ou Si- pela Comissão Técnica de Classificação, na falta
milar destina-se ao cumprimento da pena em re- do Centro de Observação.
gime semi-aberto.
Art. 92. O condenado poderá ser alojado em
compartimento coletivo, observados os requisitos
da letra a, do parágrafo único, do artigo 88, desta
Lei.

84
CAPÍTULO VI SEÇÃO I
DO HOSPITAL DE CUSTÓDIA E DISPOSIÇÕES GERAIS
TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO
Art. 105. Transitando em julgado a sentença
Art. 99. O Hospital de Custódia e Tratamento que aplicar pena privativa de liberdade, se o réu es-
Psiquiátrico destina-se aos inimputáveis e semi-im- tiver ou vier a ser preso, o Juiz ordenará a expedi-
putáveis referidos no artigo 26 e seu parágrafo ção de guia de recolhimento para a execução.
único do Código Penal. Art. 106. A guia de recolhimento, extraída
Parágrafo único. Aplica-se ao hospital, no que pelo escrivão, que a rubricará em todas as folhas e
couber, o disposto no parágrafo único, do artigo 88, a assinará com o Juiz, será remetida à autoridade
desta Lei. administrativa incumbida da execução e conterá:
Art. 100. O exame psiquiátrico e os demais I - o nome do condenado;
exames necessários ao tratamento são obrigató- II - a sua qualificação civil e o número do regis-
rios para todos os internados. tro geral no órgão oficial de identificação;
Art. 101. O tratamento ambulatorial, previsto III - o inteiro teor da denúncia e da sentença
no artigo 97, segunda parte, do Código Penal, será condenatória, bem como certidão do trânsito em
realizado no Hospital de Custódia e Tratamento julgado;
Psiquiátrico ou em outro local com dependência IV - a informação sobre os antecedentes e o
médica adequada. grau de instrução;
V - a data da terminação da pena;
CAPÍTULO VII VI - outras peças do processo reputadas indis-
DA CADEIA PÚBLICAVinícius Abreu da Costa ao adequado tratamento penitenciário.
pensáveis
antoniavinicius3010@[Link]
§ 1º Ao Ministério Público se dará ciência da
604.983.963-80
Art. 102. A cadeia pública destina-se ao re- guia de recolhimento.
colhimento de presos provisórios. § 2º A guia de recolhimento será retificada
Art. 103. Cada comarca terá, pelo menos 1 sempre que sobrevier modificação quanto ao início
da execução ou ao tempo de duração da pena.
(uma) cadeia pública a fim de resguardar o inte-
resse da Administração da Justiça Criminal e a per- § 3° Se o condenado, ao tempo do fato, era
manência do preso em local próximo ao seu meio funcionário da Administração da Justiça Criminal,
social e familiar. far-se-á, na guia, menção dessa circunstância,
para fins do disposto no § 2°, do artigo 84, desta
Art. 104. O estabelecimento de que trata este
Lei.
Capítulo será instalado próximo de centro urbano,
observando-se na construção as exigências míni- Art. 107. Ninguém será recolhido, para cum-
mas referidas no artigo 88 e seu parágrafo único primento de pena privativa de liberdade, sem a guia
desta Lei. expedida pela autoridade judiciária.
§ 1° A autoridade administrativa incumbida da
execução passará recibo da guia de recolhimento
TÍTULO V
para juntá-la aos autos do processo, e dará ciência
DA EXECUÇÃO DAS PENAS EM ESPÉCIE dos seus termos ao condenado.
§ 2º As guias de recolhimento serão registra-
CAPÍTULO I das em livro especial, segundo a ordem cronoló-
DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE gica do recebimento, e anexadas ao prontuário do
condenado, aditando-se, no curso da execução, o
cálculo das remições e de outras retificações pos-
teriores.

85
Art. 108. O condenado a quem sobrevier do- a) condenado pela prática de crime hediondo
ença mental será internado em Hospital de Custó- ou equiparado, com resultado morte, se for primá-
dia e Tratamento Psiquiátrico. rio, vedado o livramento condicional;

Art. 109. Cumprida ou extinta a pena, o con- b) condenado por exercer o comando, indivi-
dual ou coletivo, de organização criminosa estrutu-
denado será posto em liberdade, mediante alvará
rada para a prática de crime hediondo ou equipa-
do Juiz, se por outro motivo não estiver preso.
rado; ou
c) condenado pela prática do crime de consti-
SEÇÃO II tuição de milícia privada;
DOS REGIMES VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o
apenado for reincidente na prática de crime hedi-
Art. 110. O Juiz, na sentença, estabelecerá o ondo ou equiparado;
regime no qual o condenado iniciará o cumprimento VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o
da pena privativa de liberdade, observado o dis- apenado for reincidente em crime hediondo ou
posto no artigo 33 e seus parágrafos do Código Pe- equiparado com resultado morte, vedado o livra-
nal. mento condicional.
Art. 111. Quando houver condenação por § 1º Em todos os casos, o apenado só terá di-
mais de um crime, no mesmo processo ou em pro- reito à progressão de regime se ostentar boa con-
cessos distintos, a determinação do regime de duta carcerária, comprovada pelo diretor do esta-
cumprimento será feita pelo resultado da soma ou belecimento, respeitadas as normas que vedam a
unificação das penas, observada, quando for o progressão.
caso, a detração ou remição. § 2º A decisão do juiz que determinar a pro-
Parágrafo único. Sobrevindo condenaçãoVinícius gressão
no Abreu da Costa de regime será sempre motivada e prece-
curso da execução, somar-se-á a pena ao restante dida de
antoniavinicius3010@[Link]ção do Ministério Público e do de-
da que está sendo cumprida, para determinação do fensor,
604.983.963-80 procedimento que também será adotado na
regime. concessão de livramento condicional, indulto e co-
mutação de penas, respeitados os prazos previstos
Art. 112. A pena privativa de liberdade será nas normas vigentes.
executada em forma progressiva com a transferên-
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for
cia para regime menos rigoroso, a ser determinada
mãe ou responsável por crianças ou pessoas com
pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:
deficiência, os requisitos para progressão de re-
I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o gime são, cumulativamente:
apenado for primário e o crime tiver sido cometido
I - não ter cometido crime com violência ou
sem violência à pessoa ou grave ameaça;
grave ameaça a pessoa;
II - 20% (vinte por cento) da pena, se o ape-
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou
nado for reincidente em crime cometido sem violên-
dependente;
cia à pessoa ou grave ameaça;
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da
III - 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se
pena no regime anterior;
o apenado for primário e o crime tiver sido cometido
com violência à pessoa ou grave ameaça; IV - ser primária e ter bom comportamento car-
cerário, comprovado pelo diretor do estabeleci-
IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o ape-
mento;
nado for reincidente em crime cometido com violên-
cia à pessoa ou grave ameaça; V - não ter integrado organização criminosa.
V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o § 4º O cometimento de novo crime doloso ou
apenado for condenado pela prática de crime hedi- falta grave implicará a revogação do benefício pre-
ondo ou equiparado, se for primário; visto no § 3º deste artigo.
VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o § 5º Não se considera hediondo ou equipa-
apenado for: rado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de

86
drogas previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento
de 23 de agosto de 2006. do beneficiário de regime aberto em residência par-
§ 6º O cometimento de falta grave durante a ticular quando se tratar de:
execução da pena privativa de liberdade inter- I - condenado maior de 70 (setenta) anos;
rompe o prazo para a obtenção da progressão no
regime de cumprimento da pena, caso em que o II - condenado acometido de doença grave;
reinício da contagem do requisito objetivo terá III - condenada com filho menor ou deficiente
como base a pena remanescente. físico ou mental;
§ 7º O bom comportamento é readquirido após IV - condenada gestante.
1 (um) ano da ocorrência do fato, ou antes, após o
Art. 118. A execução da pena privativa de li-
cumprimento do requisito temporal exigível para a
obtenção do direito. berdade ficará sujeita à forma regressiva, com a
transferência para qualquer dos regimes mais rigo-
Art. 113. O ingresso do condenado em re- rosos, quando o condenado:
gime aberto supõe a aceitação de seu programa e I - praticar fato definido como crime doloso ou
das condições impostas pelo Juiz. falta grave;
Art. 114. Somente poderá ingressar no re- II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja
gime aberto o condenado que: pena, somada ao restante da pena em execução,
I - estiver trabalhando ou comprovar a possibi- torne incabível o regime (artigo 111).
lidade de fazê-lo imediatamente; § 1° O condenado será transferido do regime
II - apresentar, pelos seus antecedentes ou aberto se, além das hipóteses referidas nos incisos
pelo resultado dos exames a que foi submetido, anteriores, frustrar os fins da execução ou não pa-
fundados indícios de que irá ajustar-se, com auto- gar, podendo, a multa cumulativamente imposta.
disciplina e senso de responsabilidade,Vinícius Abreu da Costa
ao novo re- § 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo
gime. antoniavinicius3010@[Link]
anterior, deverá ser ouvido previamente o conde-
604.983.963-80
nado.
Parágrafo único. Poderão ser dispensadas do
trabalho as pessoas referidas no artigo 117 desta Art. 119. A legislação local poderá estabele-
Lei. cer normas complementares para o cumprimento
Art. 115. O Juiz poderá estabelecer condi- da pena privativa de liberdade em regime aberto
ções especiais para a concessão de regime aberto, (artigo 36, § 1º, do Código Penal).
sem prejuízo das seguintes condições gerais e
obrigatórias:
SEÇÃO III
I - permanecer no local que for designado, du-
DAS AUTORIZAÇÕES DE SAÍDA
rante o repouso e nos dias de folga;
II - sair para o trabalho e retornar, nos horários SUBSEÇÃO I
fixados;
DA PERMISSÃO DE SAÍDA
III - não se ausentar da cidade onde reside,
sem autorização judicial;
Art. 120. Os condenados que cumprem pena
IV - comparecer a Juízo, para informar e justi-
em regime fechado ou semi-aberto e os presos pro-
ficar as suas atividades, quando for determinado.
visórios poderão obter permissão para sair do es-
Art. 116. O Juiz poderá modificar as condi- tabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer
ções estabelecidas, de ofício, a requerimento do um dos seguintes fatos:
Ministério Público, da autoridade administrativa ou I - falecimento ou doença grave do cônjuge,
do condenado, desde que as circunstâncias assim companheira, ascendente, descendente ou irmão;
o recomendem.
II - necessidade de tratamento médico (pará-
grafo único do artigo 14).

87
Parágrafo único. A permissão de saída será I - fornecimento do endereço onde reside a fa-
concedida pelo diretor do estabelecimento onde se mília a ser visitada ou onde poderá ser encontrado
encontra o preso. durante o gozo do benefício;
Art. 121. A permanência do preso fora do es- II - recolhimento à residência visitada, no perí-
tabelecimento terá a duração necessária à finali- odo noturno;
dade da saída. III - proibição de frequentar bares, casas notur-
nas e estabelecimentos congêneres.

SUBSEÇÃO II § 2° Quando se tratar de frequência a curso


profissionalizante, de instrução de ensino médio ou
DA SAÍDA TEMPORÁRIA
superior, o tempo de saída será o necessário para
o cumprimento das atividades discentes.
Art. 122. Os condenados que cumprem pena § 3° Nos demais casos, as autorizações de sa-
em regime semi-aberto poderão obter autorização ída somente poderão ser concedidas com prazo
para saída temporária do estabelecimento, sem vi- mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias de intervalo
gilância direta, nos seguintes casos: entre uma e outra.
I - visita à família; Art. 125. O benefício será automaticamente
II - freqüência a curso supletivo profissionali- revogado quando o condenado praticar fato defi-
zante, bem como de instrução do 2º grau ou supe- nido como crime doloso, for punido por falta grave,
rior, na Comarca do Juízo da Execução; desatender as condições impostas na autorização
III - participação em atividades que concorram ou revelar baixo grau de aproveitamento do curso.
para o retorno ao convívio social. Parágrafo único. A recuperação do direito à sa-
§ 1º A ausência de vigilância direta não im- ída temporária dependerá da absolvição no pro-
Vinícius
pede a utilização de equipamento de monitoração Abreu da
cesso Costa
penal, do cancelamento da punição discipli-
eletrônica pelo condenado, quando assim determi- nar ou da demonstração do merecimento do con-
antoniavinicius3010@[Link]
nar o juiz da execução. denado.
604.983.963-80
§ 2º Não terá direito à saída temporária a que
se refere o caput deste artigo o condenado que SEÇÃO IV
cumpre pena por praticar crime hediondo com re- DA REMIÇÃO
sultado morte.
Art. 123. A autorização será concedida por Art. 126. O condenado que cumpre a pena
ato motivado do Juiz da execução, ouvidos o Minis- em regime fechado ou semiaberto poderá remir,
tério Público e a administração penitenciária e de- por trabalho ou por estudo, parte do tempo de exe-
penderá da satisfação dos seguintes requisitos: cução da pena.
I - comportamento adequado; § 1° A contagem de tempo referida no caput
II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da será feita à razão de:
pena, se o condenado for primário, e 1/4 (um I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas
quarto), se reincidente; de frequência escolar - atividade de ensino funda-
III - compatibilidade do benefício com os obje- mental, médio, inclusive profissionalizante, ou su-
tivos da pena. perior, ou ainda de requalificação profissional - di-
vididas, no mínimo, em 3 (três) dias;
Art. 124. A autorização será concedida por
prazo não superior a 7 (sete) dias, podendo ser re- II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de
novada por mais 4 (quatro) vezes durante o ano. trabalho.

§ 1° Ao conceder a saída temporária, o juiz § 2° As atividades de estudo a que se refere o


imporá ao beneficiário as seguintes condições, en- § 1° deste artigo poderão ser desenvolvidas de
tre outras que entender compatíveis com as cir- forma presencial ou por metodologia de ensino a
cunstâncias do caso e a situação pessoal do con- distância e deverão ser certificadas pelas
denado:

88
autoridades educacionais competentes dos cursos prestação de serviço para fim de instruir pedido de
frequentados. remição.
§ 3° Para fins de cumulação dos casos de re-
mição, as horas diárias de trabalho e de estudo se-
SEÇÃO V
rão definidas de forma a se compatibilizarem.
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL
§ 4° O preso impossibilitado, por acidente, de
prosseguir no trabalho ou nos estudos continuará a
beneficiar-se com a remição Art. 131. O livramento condicional poderá ser
concedido pelo Juiz da execução, presentes os re-
§ 5° O tempo a remir em função das horas de
quisitos do artigo 83, incisos e parágrafo único, do
estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de
Código Penal, ouvidos o Ministério Público e Con-
conclusão do ensino fundamental, médio ou supe-
selho Penitenciário.
rior durante o cumprimento da pena, desde que
certificada pelo órgão competente do sistema de Art. 132. Deferido o pedido, o Juiz especifi-
educação. cará as condições a que fica subordinado o livra-
§ 6° O condenado que cumpre pena em regime mento.
aberto ou semiaberto e o que usufrui liberdade con- § 1º Serão sempre impostas ao liberado condi-
dicional poderão remir, pela frequência a curso de cional as obrigações seguintes:
ensino regular ou de educação profissional, parte
a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razo-
do tempo de execução da pena ou do período de
ável se for apto para o trabalho;
prova, observado o disposto no inciso I do § 1°
deste artigo. b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocu-
pação;
§ 7° O disposto neste artigo aplica-se às hipó-
teses de prisão cautelar. c) não mudar do território da comarca do Juízo
Vinícius Abreu dada Costa
execução, sem prévia autorização deste.
§ 8° A remição será declaradaantoniavinicius3010@[Link]
pelo juiz da exe-
cução, ouvidos o Ministério Público e a defesa. § 2° Poderão ainda ser impostas ao liberado
604.983.963-80
condicional, entre outras obrigações, as seguintes:
Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz po-
derá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, a) não mudar de residência sem comunicação
observado o disposto no art. 57, recomeçando a ao Juiz e à autoridade incumbida da observação
contagem a partir da data da infração disciplinar. cautelar e de proteção;
b) recolher-se à habitação em hora fixada;
Art. 128. O tempo remido será computado
como pena cumprida, para todos os efeitos. c) não frequentar determinados lugares.

Art. 129. A autoridade administrativa enca- d) (VETADO)


minhará mensalmente ao juízo da execução cópia Art. 133. Se for permitido ao liberado residir
do registro de todos os condenados que estejam fora da comarca do Juízo da execução, remeter-se-
trabalhando ou estudando, com informação dos á cópia da sentença do livramento ao Juízo do lu-
dias de trabalho ou das horas de frequência escolar gar para onde ele se houver transferido e à autori-
ou de atividades de ensino de cada um deles. dade incumbida da observação cautelar e de pro-
§ 1° O condenado autorizado a estudar fora do teção.
estabelecimento penal deverá comprovar mensal- Art. 134. O liberado será advertido da obriga-
mente, por meio de declaração da respectiva uni-
ção de apresentar-se imediatamente às autorida-
dade de ensino, a frequência e o aproveitamento
des referidas no artigo anterior.
escolar.
Art. 135. Reformada a sentença denegatória
§ 2° Ao condenado dar-se-á a relação de seus
dias remidos. do livramento, os autos baixarão ao Juízo da exe-
cução, para as providências cabíveis.
Art. 130. Constitui o crime do artigo 299 do
Código Penal declarar ou atestar falsamente Art. 136. Concedido o benefício, será expe-
dida a carta de livramento com a cópia integral da

89
sentença em 2 (duas) vias, remetendo-se uma à I - fazer observar o cumprimento das condi-
autoridade administrativa incumbida da execução e ções especificadas na sentença concessiva do be-
outra ao Conselho Penitenciário. nefício;
Art. 137. A cerimônia do livramento condicio- II - proteger o beneficiário, orientando-o na
nal será realizada solenemente no dia marcado execução de suas obrigações e auxiliando-o na ob-
pelo Presidente do Conselho Penitenciário, no es- tenção de atividade laborativa.
tabelecimento onde está sendo cumprida a pena, Parágrafo único. A entidade encarregada da
observando-se o seguinte: observação cautelar e da proteção do liberado
I - a sentença será lida ao liberando, na pre- apresentará relatório ao Conselho Penitenciário,
sença dos demais condenados, pelo Presidente do para efeito da representação prevista nos artigos
Conselho Penitenciário ou membro por ele desig- 143 e 144 desta Lei.
nado, ou, na falta, pelo Juiz; Art. 140. A revogação do livramento condici-
II - a autoridade administrativa chamará a aten- onal dar-se-á nas hipóteses previstas nos artigos
ção do liberando para as condições impostas na 86 e 87 do Código Penal.
sentença de livramento; Parágrafo único. Mantido o livramento condici-
III - o liberando declarará se aceita as condi- onal, na hipótese da revogação facultativa, o Juiz
ções. deverá advertir o liberado ou agravar as condições.
§ 1º De tudo em livro próprio, será lavrado Art. 141. Se a revogação for motivada por in-
termo subscrito por quem presidir a cerimônia e fração penal anterior à vigência do livramento, com-
pelo liberando, ou alguém a seu rogo, se não sou- putar-se-á como tempo de cumprimento da pena o
ber ou não puder escrever. período de prova, sendo permitida, para a conces-
§ 2º Cópia desse termo deverá ser remetida ao são de novo livramento, a soma do tempo das 2
Juiz da execução. (duas)
Vinícius Abreu penas.
da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 138. Ao sair o liberado do estabeleci- Art. 142. No caso de revogação por outro
604.983.963-80
motivo, não se computará na pena o tempo em que
mento penal, ser-lhe-á entregue, além do saldo de
seu pecúlio e do que lhe pertencer, uma caderneta, esteve solto o liberado, e tampouco se concederá,
que exibirá à autoridade judiciária ou administra- em relação à mesma pena, novo livramento.
tiva, sempre que lhe for exigida. Art. 143. A revogação será decretada a re-
§ 1º A caderneta conterá: querimento do Ministério Público, mediante repre-
a) a identificação do liberado; sentação do Conselho Penitenciário, ou, de ofício,
pelo Juiz, ouvido o liberado.
b) o texto impresso do presente Capítulo;
Art. 144. O Juiz, de ofício, a requerimento do
c) as condições impostas.
Ministério Público, da Defensoria Pública ou medi-
§ 2º Na falta de caderneta, será entregue ao ante representação do Conselho Penitenciário, e
liberado um salvo-conduto, em que constem as ouvido o liberado, poderá modificar as condições
condições do livramento, podendo substituir-se a fi- especificadas na sentença, devendo o respectivo
cha de identificação ou o seu retrato pela descrição ato decisório ser lido ao liberado por uma das auto-
dos sinais que possam identificá-lo. ridades ou funcionários indicados no inciso I do ca-
§ 3º Na caderneta e no salvo-conduto deverá put do art. 137 desta Lei, observado o disposto nos
haver espaço para consignar-se o cumprimento incisos II e III e §§ 1° e 2° do mesmo artigo.
das condições referidas no artigo 132 desta Lei. Art. 145. Praticada pelo liberado outra infra-
Art. 139. A observação cautelar e a proteção ção penal, o Juiz poderá ordenar a sua prisão, ou-
realizadas por serviço social penitenciário, Patro- vidos o Conselho Penitenciário e o Ministério Pú-
nato ou Conselho da Comunidade terão a finali- blico, suspendendo o curso do livramento condicio-
dade de: nal, cuja revogação, entretanto, ficará dependendo
da decisão final.

90
Art. 146. O Juiz, de ofício, a requerimento do alguma das medidas previstas nos incisos de I a VI
interessado, do Ministério Público ou mediante re- deste parágrafo.
presentação do Conselho Penitenciário, julgará ex- Art. 146-D. A monitoração eletrônica poderá
tinta a pena privativa de liberdade, se expirar o ser revogada:
prazo do livramento sem revogação.
I - quando se tornar desnecessária ou inade-
SEÇÃO VI quada;
DA MONITORAÇÃO ELETRÔNICA
II - se o acusado ou condenado violar os deve-
res a que estiver sujeito durante a sua vigência ou
Art. 146-A. (VETADO). cometer falta grave.

Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscaliza-


ção por meio da monitoração eletrônica quando: CAPÍTULO II
I - (VETADO); DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
II - autorizar a saída temporária no regime se-
miaberto; SEÇÃO I
III - (VETADO); DISPOSIÇÕES GERAIS

IV - determinar a prisão domiciliar;


Art. 147. Transitada em julgado a sentença
V - (VETADO);
que aplicou a pena restritiva de direitos, o Juiz da
Parágrafo único. (VETADO). execução, de ofício ou a requerimento do Ministério
Art. 146-C. O condenado será instruído Público, promoverá a execução, podendo, para
tanto, requisitar, quando necessário, a colaboração
acerca dos cuidados que deverá adotar com o equi-
Vinícius Abreu da
de Costa
entidades públicas ou solicitá-la a particulares.
pamento eletrônico e dos seguintes deveres:
antoniavinicius3010@[Link]
I - receber visitas do servidor responsável pela Art. 148. Em qualquer fase da execução, po-
604.983.963-80
monitoração eletrônica, responder aos seus conta- derá o Juiz, motivadamente, alterar, a forma de
tos e cumprir suas orientações; cumprimento das penas de prestação de serviços
à comunidade e de limitação de fim de semana,
II - abster-se de remover, de violar, de modifi- ajustando-as às condições pessoais do condenado
car, de danificar de qualquer forma o dispositivo de e às características do estabelecimento, da enti-
monitoração eletrônica ou de permitir que outrem o dade ou do programa comunitário ou estatal.
faça;
SEÇÃO II
III - (VETADO);
DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À
Parágrafo único. A violação comprovada dos
COMUNIDADE
deveres previstos neste artigo poderá acarretar, a
critério do juiz da execução, ouvidos o Ministério
Público e a defesa: Art. 149. Caberá ao Juiz da execução:
I - a regressão do regime; I - designar a entidade ou programa comunitá-
II - a revogação da autorização de saída tem- rio ou estatal, devidamente credenciado ou conven-
porária; cionado, junto ao qual o condenado deverá traba-
lhar gratuitamente, de acordo com as suas apti-
III - (VETADO); dões;
IV - (VETADO); II - determinar a intimação do condenado, cien-
V - (VETADO); tificando-o da entidade, dias e horário em que de-
VI - a revogação da prisão domiciliar; verá cumprir a pena;

VII - advertência, por escrito, para todos os ca- III - alterar a forma de execução, a fim de
sos em que o juiz da execução decida não aplicar ajustá-la às modificações ocorridas na jornada de
trabalho.

91
§ 1º o trabalho terá a duração de 8 (oito) horas § 1º Na hipótese de pena de interdição do ar-
semanais e será realizado aos sábados, domingos tigo 47, inciso I, do Código Penal, a autoridade de-
e feriados, ou em dias úteis, de modo a não preju- verá, em 24 (vinte e quatro) horas, contadas do re-
dicar a jornada normal de trabalho, nos horários es- cebimento do ofício, baixar ato, a partir do qual a
tabelecidos pelo Juiz. execução terá seu início.
§ 2º A execução terá início a partir da data do § 2º Nas hipóteses do artigo 47, incisos II e III,
primeiro comparecimento. do Código Penal, o Juízo da execução determinará
a apreensão dos documentos, que autorizam o
Art. 150. A entidade beneficiada com a pres-
exercício do direito interditado.
tação de serviços encaminhará mensalmente, ao
Juiz da execução, relatório circunstanciado das ati- Art. 155. A autoridade deverá comunicar
vidades do condenado, bem como, a qualquer imediatamente ao Juiz da execução o descumpri-
tempo, comunicação sobre ausência ou falta disci- mento da pena.
plinar. Parágrafo único. A comunicação prevista neste
artigo poderá ser feita por qualquer prejudicado.
SEÇÃO III
DA LIMITAÇÃO DE FIM DE SEMANA CAPÍTULO III
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL
Art. 151. Caberá ao Juiz da execução deter-
minar a intimação do condenado, cientificando-o do Art. 156. O Juiz poderá suspender, pelo pe-
local, dias e horário em que deverá cumprir a pena. ríodo de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, a execução da
Parágrafo único. A execução terá início a partir pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois)
da data do primeiro comparecimento. anos, na forma prevista nos artigos 77 a 82 do Có-
Vinícius Abreu da Costa
digo Penal.
Art. 152. Poderão ser ministrados antoniavinicius3010@[Link]
ao conde-
nado, durante o tempo de permanência, cursos e Art. 157. O Juiz ou Tribunal, na sentença que
604.983.963-80
palestras, ou atribuídas atividades educativas. aplicar pena privativa de liberdade, na situação de-
Parágrafo único. Nos casos de violência do- terminada no artigo anterior, deverá pronunciar-se,
méstica e familiar contra a criança, o adolescente e motivadamente, sobre a suspensão condicional,
a mulher e de tratamento cruel ou degradante, ou quer a conceda, quer a denegue.
de uso de formas violentas de educação, correção Art. 158. Concedida a suspensão, o Juiz es-
ou disciplina contra a criança e o adolescente, o juiz pecificará as condições a que fica sujeito o conde-
poderá determinar o comparecimento obrigatório nado, pelo prazo fixado, começando este a correr
do agressor a programas de recuperação e reedu- da audiência prevista no artigo 160 desta Lei.
cação. (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022)
§ 1° As condições serão adequadas ao fato e
Art. 153. O estabelecimento designado enca- à situação pessoal do condenado, devendo ser in-
minhará, mensalmente, ao Juiz da execução, rela- cluída entre as mesmas a de prestar serviços à co-
tório, bem assim comunicará, a qualquer tempo, a munidade, ou limitação de fim de semana, salvo hi-
ausência ou falta disciplinar do condenado. pótese do artigo 78, § 2º, do Código Penal.
§ 2º O Juiz poderá, a qualquer tempo, de ofício,
a requerimento do Ministério Público ou mediante
SEÇÃO IV
proposta do Conselho Penitenciário, modificar as
DA INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA DE condições e regras estabelecidas na sentença, ou-
DIREITOS vido o condenado.
§ 3º A fiscalização do cumprimento das condi-
Art. 154. Caberá ao Juiz da execução comu- ções, reguladas nos Estados, Territórios e Distrito
nicar à autoridade competente a pena aplicada, de- Federal por normas supletivas, será atribuída a ser-
terminada a intimação do condenado. viço social penitenciário, Patronato, Conselho da
Comunidade ou instituição beneficiada com a

92
prestação de serviços, inspecionados pelo Conse- § 1º Revogada a suspensão ou extinta a pena,
lho Penitenciário, pelo Ministério Público, ou am- será o fato averbado à margem do registro.
bos, devendo o Juiz da execução suprir, por ato, a § 2º O registro e a averbação serão sigilosos,
falta das normas supletivas. salvo para efeito de informações requisitadas por
§ 4º O beneficiário, ao comparecer periodica- órgão judiciário ou pelo Ministério Público, para ins-
mente à entidade fiscalizadora, para comprovar a truir processo penal.
observância das condições a que está sujeito, co-
municará, também, a sua ocupação e os salários
ou proventos de que vive. CAPÍTULO IV
§ 5º A entidade fiscalizadora deverá comunicar DA PENA DE MULTA
imediatamente ao órgão de inspeção, para os fins
legais, qualquer fato capaz de acarretar a revoga- Art. 164. Extraída certidão da sentença con-
ção do benefício, a prorrogação do prazo ou a mo- denatória com trânsito em julgado, que valerá como
dificação das condições. título executivo judicial, o Ministério Público reque-
§ 6º Se for permitido ao beneficiário mudar-se, rerá, em autos apartados, a citação do condenado
será feita comunicação ao Juiz e à entidade fiscali- para, no prazo de 10 (dez) dias, pagar o valor da
zadora do local da nova residência, aos quais o pri- multa ou nomear bens à penhora.
meiro deverá apresentar-se imediatamente. § 1º Decorrido o prazo sem o pagamento da
Art. 159. Quando a suspensão condicional multa, ou o depósito da respectiva importância, pro-
da pena for concedida por Tribunal, a este caberá ceder-se-á à penhora de tantos bens quantos bas-
estabelecer as condições do benefício. tem para garantir a execução.

§ 1º De igual modo proceder-se-á quando o § 2º A nomeação de bens à penhora e a pos-


Tribunal modificar as condições estabelecidas na terior execução seguirão o que dispuser a lei pro-
Vinícius Abreu da Costa
cessual civil.
sentença recorrida.
antoniavinicius3010@[Link]
§ 2º O Tribunal, ao conceder a suspensão con-
604.983.963-80 Art. 165. Se a penhora recair em bem imóvel,
dicional da pena, poderá, todavia, conferir ao Juízo os autos apartados serão remetidos ao Juízo Cível
da execução a incumbência de estabelecer as con- para prosseguimento.
dições do benefício, e, em qualquer caso, a de re-
Art. 166. Recaindo a penhora em outros
alizar a audiência admonitória.
bens, dar-se-á prosseguimento nos termos do § 2º
Art. 160. Transitada em julgado a sentença do artigo 164, desta Lei.
condenatória, o Juiz a lerá ao condenado, em audi-
Art. 167. A execução da pena de multa será
ência, advertindo-o das consequências de nova in-
suspensa quando sobrevier ao condenado doença
fração penal e do descumprimento das condições
mental (artigo 52 do Código Penal).
impostas.
Art. 168. O Juiz poderá determinar que a co-
Art. 161. Se, intimado pessoalmente ou por
brança da multa se efetue mediante desconto no
edital com prazo de 20 (vinte) dias, o réu não com-
vencimento ou salário do condenado, nas hipóte-
parecer injustificadamente à audiência admonitó-
ses do artigo 50, § 1º, do Código Penal, obser-
ria, a suspensão ficará sem efeito e será executada
vando-se o seguinte:
imediatamente a pena.
I - o limite máximo do desconto mensal será o
Art. 162. A revogação da suspensão condici- da quarta parte da remuneração e o mínimo o de
onal da pena e a prorrogação do período de prova um décimo;
dar-se-ão na forma do artigo 81 e respectivos pará-
grafos do Código Penal. II - o desconto será feito mediante ordem do
Juiz a quem de direito;
Art. 163. A sentença condenatória será regis-
III - o responsável pelo desconto será intimado
trada, com a nota de suspensão em livro especial
a recolher mensalmente, até o dia fixado pelo Juiz,
do Juízo a que couber a execução da pena.
a importância determinada.

93
Art. 169. Até o término do prazo a que se re- I - a qualificação do agente e o número do re-
fere o artigo 164 desta Lei, poderá o condenado re- gistro geral do órgão oficial de identificação;
querer ao Juiz o pagamento da multa em presta- II - o inteiro teor da denúncia e da sentença que
ções mensais, iguais e sucessivas. tiver aplicado a medida de segurança, bem como a
§ 1° O Juiz, antes de decidir, poderá determi- certidão do trânsito em julgado;
nar diligências para verificar a real situação econô- III - a data em que terminará o prazo mínimo
mica do condenado e, ouvido o Ministério Público, de internação, ou do tratamento ambulatorial;
fixará o número de prestações.
IV - outras peças do processo reputadas indis-
§ 2º Se o condenado for impontual ou se me- pensáveis ao adequado tratamento ou interna-
lhorar de situação econômica, o Juiz, de ofício ou a mento.
requerimento do Ministério Público, revogará o be-
§ 1° Ao Ministério Público será dada ciência da
nefício executando-se a multa, na forma prevista
guia de recolhimento e de sujeição a tratamento.
neste Capítulo, ou prosseguindo-se na execução já
iniciada. § 2° A guia será retificada sempre que sobre-
vier modificações quanto ao prazo de execução.
Art. 170. Quando a pena de multa for apli-
cada cumulativamente com pena privativa da liber- Art. 174. Aplicar-se-á, na execução da me-
dade, enquanto esta estiver sendo executada, po- dida de segurança, naquilo que couber, o disposto
derá aquela ser cobrada mediante desconto na re- nos artigos 8° e 9° desta Lei.
muneração do condenado (artigo 168).
§ 1º Se o condenado cumprir a pena privativa CAPÍTULO II
de liberdade ou obtiver livramento condicional, sem
DA CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE
haver resgatado a multa, far-se-á a cobrança nos
termos deste Capítulo.
Vinícius Abreu da Costa
§ 2º Aplicar-se-á o disposto no parágrafo ante- Art. 175. A cessação da periculosidade será
antoniavinicius3010@[Link]
rior aos casos em que for concedida a suspensão averiguada no fim do prazo mínimo de duração da
604.983.963-80
condicional da pena. medida de segurança, pelo exame das condições
pessoais do agente, observando-se o seguinte:
I - a autoridade administrativa, até 1 (um) mês
TÍTULO VI antes de expirar o prazo de duração mínima da me-
DA EXECUÇÃO DAS MEDIDAS DE dida, remeterá ao Juiz minucioso relatório que o ha-
SEGURANÇA bilite a resolver sobre a revogação ou permanência
da medida;
CAPÍTULO I II - o relatório será instruído com o laudo psi-
DISPOSIÇÕES GERAIS quiátrico;
III - juntado aos autos o relatório ou realizadas
Art. 171. Transitada em julgado a sentença as diligências, serão ouvidos, sucessivamente, o
que aplicar medida de segurança, será ordenada a Ministério Público e o curador ou defensor, no
expedição de guia para a execução. prazo de 3 (três) dias para cada um;
IV - o Juiz nomeará curador ou defensor para
Art. 172. Ninguém será internado em Hospi-
o agente que não o tiver;
tal de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, ou sub-
metido a tratamento ambulatorial, para cumpri- V - o Juiz, de ofício ou a requerimento de qual-
mento de medida de segurança, sem a guia expe- quer das partes, poderá determinar novas diligên-
dida pela autoridade judiciária. cias, ainda que expirado o prazo de duração mí-
nima da medida de segurança;
Art. 173. A guia de internamento ou de trata-
VI - ouvidas as partes ou realizadas as diligên-
mento ambulatorial, extraída pelo escrivão, que a
cias a que se refere o inciso anterior, o Juiz profe-
rubricará em todas as folhas e a subscreverá com
rirá a sua decisão, no prazo de 5 (cinco) dias.
o Juiz, será remetida à autoridade administrativa in-
cumbida da execução e conterá:

94
Art. 176. Em qualquer tempo, ainda no de- c) recusar-se, injustificadamente, a prestar o
correr do prazo mínimo de duração da medida de serviço que lhe foi imposto;
segurança, poderá o Juiz da execução, diante de d) praticar falta grave;
requerimento fundamentado do Ministério Público
e) sofrer condenação por outro crime à pena
ou do interessado, seu procurador ou defensor, or-
privativa de liberdade, cuja execução não tenha
denar o exame para que se verifique a cessação da
sido suspensa.
periculosidade, procedendo-se nos termos do ar-
tigo anterior. § 2º A pena de limitação de fim de semana será
convertida quando o condenado não comparecer
Art. 177. Nos exames sucessivos para verifi- ao estabelecimento designado para o cumprimento
car-se a cessação da periculosidade, observar-se- da pena, recusar-se a exercer a atividade determi-
á, no que lhes for aplicável, o disposto no artigo an- nada pelo Juiz ou se ocorrer qualquer das hipóte-
terior. ses das letras "a", "d" e "e" do parágrafo anterior.
Art. 178. Nas hipóteses de desinternação ou § 3º A pena de interdição temporária de direitos
de liberação (artigo 97, § 3º, do Código Penal), apli- será convertida quando o condenado exercer, in-
car-se-á o disposto nos artigos 132 e 133 desta Lei. justificadamente, o direito interditado ou se ocorrer
qualquer das hipóteses das letras "a" e "e", do § 1º,
Art. 179. Transitada em julgado a sentença,
deste artigo.
o Juiz expedirá ordem para a desinternação ou a
liberação. Art. 182. (Revogado pela Lei nº 9.268, de
1996)

TÍTULO VII Art. 183. Quando, no curso da execução da


DOS INCIDENTES DE EXECUÇÃO pena privativa de liberdade, sobrevier doença men-
tal ou perturbação da saúde mental, o Juiz, de ofí-
Vinícius Abreu da
cio,Costa
a requerimento do Ministério Público, da Defen-
CAPÍTULO I antoniavinicius3010@[Link]
soria Pública ou da autoridade administrativa, po-
DAS CONVERSÕES 604.983.963-80
derá determinar a substituição da pena por medida
de segurança.
Art. 180. A pena privativa de liberdade, não Art. 184. O tratamento ambulatorial poderá
superior a 2 (dois) anos, poderá ser convertida em ser convertido em internação se o agente revelar
restritiva de direitos, desde que: incompatibilidade com a medida.
I - o condenado a esteja cumprindo em regime Parágrafo único. Nesta hipótese, o prazo mí-
aberto; nimo de internação será de 1 (um) ano.
II - tenha sido cumprido pelo menos 1/4 (um
quarto) da pena;
CAPÍTULO II
III - os antecedentes e a personalidade do con- DO EXCESSO OU DESVIO
denado indiquem ser a conversão recomendável.
Art. 181. A pena restritiva de direitos será Art. 185. Haverá excesso ou desvio de exe-
convertida em privativa de liberdade nas hipóteses
cução sempre que algum ato for praticado além dos
e na forma do artigo 45 e seus incisos do Código
limites fixados na sentença, em normas legais ou
Penal. regulamentares.
§ 1º A pena de prestação de serviços à comu-
Art. 186. Podem suscitar o incidente de ex-
nidade será convertida quando o condenado:
cesso ou desvio de execução:
a) não for encontrado por estar em lugar in-
certo e não sabido, ou desatender a intimação por I - o Ministério Público;
edital; II - o Conselho Penitenciário;
b) não comparecer, injustificadamente, à enti- III - o sentenciado;
dade ou programa em que deva prestar serviço;

95
IV - qualquer dos demais órgãos da execução TÍTULO VIII
penal. DO PROCEDIMENTO JUDICIAL

CAPÍTULO III Art. 194. O procedimento correspondente às


DA ANISTIA E DO INDULTO situações previstas nesta Lei será judicial, desen-
volvendo-se perante o Juízo da execução.

Art. 187. Concedida a anistia, o Juiz, de ofí- Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á
cio, a requerimento do interessado ou do Ministério de ofício, a requerimento do Ministério Público, do
Público, por proposta da autoridade administrativa interessado, de quem o represente, de seu côn-
ou do Conselho Penitenciário, declarará extinta a juge, parente ou descendente, mediante proposta
punibilidade. do Conselho Penitenciário, ou, ainda, da autori-
dade administrativa.
Art. 188. O indulto individual poderá ser pro-
vocado por petição do condenado, por iniciativa do Art. 196. A portaria ou petição será autuada
Ministério Público, do Conselho Penitenciário, ou ouvindo-se, em 3 (três) dias, o condenado e o Mi-
da autoridade administrativa. nistério Público, quando não figurem como reque-
rentes da medida.
Art. 189. A petição do indulto, acompanhada
dos documentos que a instruírem, será entregue ao § 1º Sendo desnecessária a produção de
Conselho Penitenciário, para a elaboração de pa- prova, o Juiz decidirá de plano, em igual prazo.
recer e posterior encaminhamento ao Ministério da § 2º Entendendo indispensável a realização de
Justiça. prova pericial ou oral, o Juiz a ordenará, decidindo
após a produção daquela ou na audiência desig-
Art. 190. O Conselho Penitenciário, à vista
nada.
Vinícius Abreu da Costa
dos autos do processo e do prontuário, promoverá
as diligências que entender necessárias e fará, em Art. 197. Das decisões proferidas pelo Juiz
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80 recurso de agravo, sem efeito suspensivo.
relatório, a narração do ilícito penal e dos funda- caberá
mentos da sentença condenatória, a exposição dos
antecedentes do condenado e do procedimento
deste depois da prisão, emitindo seu parecer sobre TÍTULO IX
o mérito do pedido e esclarecendo qualquer forma- DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E
lidade ou circunstâncias omitidas na petição. TRANSITÓRIAS
Art. 191. Processada no Ministério da Justiça
com documentos e o relatório do Conselho Peni- Art. 198. É defesa ao integrante dos órgãos
tenciário, a petição será submetida a despacho do da execução penal, e ao servidor, a divulgação de
Presidente da República, a quem serão presentes ocorrência que perturbe a segurança e a disciplina
os autos do processo ou a certidão de qualquer de dos estabelecimentos, bem como exponha o preso
suas peças, se ele o determinar. à inconveniente notoriedade, durante o cumpri-
Art. 192. Concedido o indulto e anexada aos mento da pena.
autos cópia do decreto, o Juiz declarará extinta a Art. 199. O emprego de algemas será disci-
pena ou ajustará a execução aos termos do de- plinado por decreto federal.
creto, no caso de comutação.
Art. 200. O condenado por crime político não
Art. 193. Se o sentenciado for beneficiado está obrigado ao trabalho.
por indulto coletivo, o Juiz, de ofício, a requeri-
mento do interessado, do Ministério Público, ou por Art. 201. Na falta de estabelecimento ade-
iniciativa do Conselho Penitenciário ou da autori- quado, o cumprimento da prisão civil e da prisão
dade administrativa, providenciará de acordo com administrativa se efetivará em seção especial da
o disposto no artigo anterior. Cadeia Pública.
Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, não
constarão da folha corrida, atestados ou certidões

96
fornecidas por autoridade policial ou por auxiliares eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos su-
da Justiça, qualquer notícia ou referência à conde- jeitos a administração estadual.
nação, salvo para instruir processo pela prática de
nova infração penal ou outros casos expressos em SÚMULA 341: A frequência a curso de ensino for-
lei. mal é causa de remição de parte do tempo de exe-
cução de pena sob regime fechado ou semi-
Art. 203. No prazo de 6 (seis) meses, a con- aberto.
tar da publicação desta Lei, serão editadas as nor-
mas complementares ou regulamentares, necessá- Súmula 439: Admite-se o exame criminológico pe-
rias à eficácia dos dispositivos não auto-aplicáveis. las peculiaridades do caso, desde que em decisão
motivada.
§ 1º Dentro do mesmo prazo deverão as Uni-
dades Federativas, em convênio com o Ministério SÚMULA 441: A falta grave não interrompe o prazo
da Justiça, projetar a adaptação, construção e equi- para obtenção de livramento condicional.
pamento de estabelecimentos e serviços penais
previstos nesta Lei. SÚMULA 471: Os condenados por crimes hedion-
§ 2º Também, no mesmo prazo, deverá ser dos ou assemelhados cometidos antes da vigência
providenciada a aquisição ou desapropriação de da Lei n. 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no
art. 112 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execução Pe-
prédios para instalação de casas de albergados.
nal) para a progressão de regime prisional.
§ 3º O prazo a que se refere o caput deste ar-
tigo poderá ser ampliado, por ato do Conselho Na- Art. 112. A pena privativa de liberdade será
cional de Política Criminal e Penitenciária, medi- executada em forma progressiva com a transferên-
ante justificada solicitação, instruída com os proje- cia para regime menos rigoroso, a ser determinada
tos de reforma ou de construção de estabelecimen- pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos
tos. um sexto da pena no regime anterior e ostentar
Vinícius Abreu da
bom Costa
comportamento carcerário, comprovado pelo
§ 4º O descumprimento injustificado dos deve- diretor do estabelecimento, respeitadas as normas
antoniavinicius3010@[Link]
res estabelecidos para as Unidades Federativas que vedam a progressão. (
604.983.963-80
implicará na suspensão de qualquer ajuda finan-
ceira a elas destinada pela União, para atender às SÚMULA VINCUNLANTE 9: O disposto no artigo
despesas de execução das penas e medidas de se- 127 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal)
gurança. foi recebido pela ordem constitucional vigente, e
não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput
Art. 204. Esta Lei entra em vigor concomitan-
do artigo 58.
temente com a lei de reforma da Parte Geral do Có-
digo Penal, revogadas as disposições em contrário, Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá
especialmente a Lei nº 3.274, de 2 de outubro de revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, obser-
1957. vado o disposto no art. 57, recomeçando a conta-
Brasília, 11 de julho de 1984; 163º da Indepen- gem a partir da data da infração disciplinar.
dência e 96º da República.
Art. 58. O isolamento, a suspensão e a restri-
ção de direitos não poderão exceder a trinta dias,
ressalvada a hipótese do regime disciplinar diferen-
ciado.

SÚMULA 611: Transitada em julgado a sentença


SÚMULA 40 : Para obtenção dos benefícios de sa- condenatória, compete ao juízo das execuções a
ída temporária e trabalho externo, considera-se o aplicação de lei mais benígna.
tempo de cumprimento da pena no regime fechado.
SÚMULA 715 : A pena unificada para atender ao
SÚMULA 192: Compete ao juízo das execuções limite de trinta anos de cumprimento, determinado
penais do estado a execução das penas impostas pelo art. 75 do código penal, não é considerada
a sentenciados pela justiça federal, militar ou para a concessão de outros benefícios, como o li-
vramento condicional ou regime mais favorável de
execução.

97
STJ: Súmula 491 - É inadmissível a chamada pro- STJ: Súmula 439 - Admite-se o exame criminoló-
gressão per saltum de regime prisional. gico pelas peculiaridades do caso, desde que em
decisão motivada.
STF: A prática de falta grave pode resultar, obser-
vado o contraditório e a ampla defesa, em regres- STF: Súmula 700 - É de cinco dias o prazo para
são de regime. A prática de ‘fato definido como interposição de agravo contra decisão do juiz da
crime doloso, para fins de aplicação da sanção ad- execução penal.
ministrativa da regressão, não depende de trânsito
em julgado da ação penal respectiva. A natureza STF: Súmula vinculante 56 - A falta de estabele-
jurídica da regressão de regime lastreada nas hipó- cimento penal adequado não autoriza a manuten-
teses do art. 118, I,da Lei de Execuções Penais é ção do condenado em regime prisional mais gra-
sancionatória, enquanto aquela baseada no inciso voso, devendo-se observar, nesta hipótese, os pa-
II tem por escopo a correta individualização da râmetros fixados no Recurso Extraordinário (RE)
pena. A regressão aplicada sob o fundamento do 641320.
art. 118, I, segunda parte, não ofende ao princípio
da presunção de inocência ou ao vetor estrutural STJ: Súmula 493 - É inadmissível a fixação de
da dignidade da pessoa humana. (HC pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição es-
93782/2008.) pecial ao regime aberto.

STJ: É lícito ao Juiz estabelecer condições especi- STJ: Súmula 491 - É inadmissível a chamada pro-
ais para a concessão do regime aberto, em com- gressão per saltum de regime prisional.
plementação daquelas previstas no art. 115, da
LEP, mas não poderá adotar a esse título nenhum STJ: Súmula 562 - É possível a remição de parte
efeito já classificado como pena substitutiva (art. 44 do tempo de execução da pena quando o conde-
do CPB), porque aí ocorreria o indesejável bis in nado, em regime fechado ou semiaberto, desem-
idem, importando na aplicação de dúplice sanção. penha atividade laborativa, ainda que extramuros.
REsp. 1.107.314/PR e HC 212.692/SP Vinícius Abreu da Costa
STF: Súmula 717 - Não impede a progressão de
antoniavinicius3010@[Link]
STF: Não se admite a remição pelo trabalho no604.983.963-80
re- regime de execução da pena, fixada em sentença
gime aberto. A razão estaria no art. 36, parágrafo não transitada em julgado, o fato de o réu se en-
1º, do CP, que aduz ser necessário que o apenado contrar em prisão especial.
que cumpre pena em regime aberto trabalhe, fre-
quente curso ou exerça outra atividade autorizada. STF: Súmula 716 - Admite-se a progressão de re-
Nessa linha, a realização de atividade laboral gime de cumprimento da pena ou a aplicação ime-
nesse regime de cumprimento de pena não seja, diata de regime menos severo nela determinada,
como nos demais estímulo para que o condenado, antes do trânsito em julgado da sentença condena-
trabalhando, tivesse direito à remição da pena, na tória.
medida em que, nesse regime, o labor não seria
senão pressuposto da nova condição de cumpri- STF: Súmula vinculante 26 - Para efeito de pro-
mento de pena. (HC 98261/RS). gressão de regime no cumprimento de pena por
crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execu-
STJ: Súmula 639 : Não fere o contraditório e o ção observará a inconstitucionalidade do art. 2º da
devido processo decisão que, sem ouvida prévia da Lei 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de
defesa, determine transferência ou permanência avaliar se o condenado preenche, ou não, os requi-
de custodiado em estabelecimento penitenciário fe- sitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo
deral. determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a
realização de exame criminológico.
STJ: Súmula 617 - A ausência de suspensão ou
revogação do livramento condicional antes do tér- STF: Súmula 715 - A pena unificada para atender
mino do período de prova enseja a extinção da pu- ao limite de trinta anos de cumprimento, determi-
nibilidade pelo integral cumprimento da pena. nado pelo art. 75 do Código Penal, não é conside-
rada para a concessão de outros benefícios, como
STJ: Súmula 441 - A falta grave não interrompe o o livramento condicional ou regime mais favorável
prazo para obtenção do livramento condicional. de execução.

98
STF: Súmula vinculante 9 - O disposto no artigo
127 da Lei 7.210/84 foi recebido pela ordem cons-
titucional vigente e não se lhe aplica o limite tempo-
ral previsto no caput do artigo 58.

STJ: Súmula 535 - A prática de falta grave não


interrompe o prazo para fim de comutação de pena
ou indulto. Art. 1° São considerados hediondos os se-
guintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no
STJ: Súmula 534 - A prática de falta grave inter- 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal,
rompe a contagem do prazo para a progressão de consumados ou tentados:
regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia
a partir do cometimento dessa infração. I - homicídio (art. 121), quando praticado em
atividade típica de grupo de extermínio, ainda que
STJ: Súmula 526 - O reconhecimento de falta cometido por um só agente, e homicídio qualificado
grave decorrente do cometimento de fato definido (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e
como crime doloso no cumprimento da pena pres- IX);
cinde do trânsito em julgado de sentença penal I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravís-
condenatória no processo penal instaurado para
sima (art. 129, § 2o) e lesão corporal seguida de
apuração do fato.
morte (art. 129, § 3o), quando praticadas contra au-
STJ: Súmula 533 - Para o reconhecimento da prá- toridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da
tica de falta disciplinar no âmbito da execução pe- Constituição Federal, integrantes do sistema prisi-
nal, é imprescindível a instauração de procedi- onal e da Força Nacional de Segurança Pública, no
mento administrativo pelo diretor do estabeleci- exercício da função ou em decorrência dela, ou
mento prisional, assegurado o direito de defesa, a contra seu cônjuge, companheiro ou parente con-
Vinícius Abreu
ser realizado por advogado constituído ou defensor sanguíneo
da Costa até terceiro grau, em razão dessa con-
público nomeado. dição;
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80 II - roubo:
STJ: Súmula 341- A frequência a curso de ensino
formal é causa de remição de parte do tempo de a) circunstanciado pela restrição de liberdade
execução de pena sob regime fechado ou semia- da vítima (art. 157, § 2º, inciso V);
berto b) circunstanciado pelo emprego de arma de
fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de
STJ: Súmula 40 - Para obtenção dos benefícios de
arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, §
saída temporária e trabalho externo, considera-se
2º-B);
o tempo de cumprimento da pena no regime fe-
chado c) qualificado pelo resultado lesão corporal
grave ou morte (art. 157, § 3º);
STJ: Súmula 520 - O benefício de saída tempo-
III - extorsão qualificada pela restrição da liber-
rária no âmbito da execução penal é ato jurisdicio-
nal insuscetível de delegação à autoridade admi- dade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou
nistrativa do estabelecimento prisional. morte (art. 158, § 3º);
IV - extorsão mediante seqüestro e na forma
STJ: Súmula 471- Os condenados por crimes he- qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o);
diondos ou assemelhados cometidos antes da vi-
gência da Lei nº 11.464/2007 sujeitam-se ao dis- V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o);
posto no artigo 112 da Lei 7.210/1984 (Lei de Exe- VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e
cução Penal) para a progressão de regime prisio- §§ 1o, 2o, 3o e 4o);
nal.
VII - epidemia com resultado morte (art. 267, §
STJ: Súmula 192- Compete ao juízo das execu- 1o).
ções penais do Estado a execução das penas im- VII-A – (VETADO)
postas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar
ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou
sujeitos à administração estadual. alteração de produto destinado a fins terapêuticos

99
ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o- Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tor-
B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de tura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins
julho de 1998). e o terrorismo são insuscetíveis de:
VIII - favorecimento da prostituição ou de outra I - anistia, graça e indulto;
forma de exploração sexual de criança ou adoles-
cente ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e §§ 1º e II - fiança.
2º). § 1° A pena por crime previsto neste artigo será
IX - furto qualificado pelo emprego de explo- cumprida inicialmente em regime fechado.
sivo ou de artefato análogo que cause perigo co- STF: Súmula vinculante 26 - Para efeito de progressão
mum (art. 155, § 4º-A). de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou
equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucio-
X - induzimento, instigação ou auxílio a suicídio nalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990,
ou a automutilação realizados por meio da rede de sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não,
os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo
computadores, de rede social ou transmitidos em determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realiza-
tempo real (art. 122, caput e § 4º); (Incluído pela Lei ção de exame criminológico.
14.811, de 2024)
§ 2º REVOGADO.
XI - sequestro e cárcere privado cometido con-
§ 3° Em caso de sentença condenatória, o juiz
tra menor de 18 (dezoito) anos (art. 148, § 1º, inciso
decidirá fundamentadamente se o réu poderá ape-
IV); (Incluído pela Lei 14.811, de 2024)
lar em liberdade.
XII - tráfico de pessoas cometido contra cri-
§ 4° A prisão temporária, sobre a qual dispõe a
ança ou adolescente (art. 149-A, caput, incisos I a
Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos cri-
V, e § 1º, inciso II). (Incluído pela Lei 14.811, de
mes previstos neste artigo, terá o prazo de 30
2024)
(trinta) dias, prorrogável por igual período em caso
Parágrafo único. Consideram-se também hedi- Abreu
Vinícius dedaextrema
Costae comprovada necessidade.
ondos, tentados ou consumados: antoniavinicius3010@[Link]
Art. 3º A União manterá estabelecimentos pe-
I - o crime de genocídio, previsto nos arts.604.983.963-80
1º, nais, de segurança máxima, destinados ao cumpri-
2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; mento de penas impostas a condenados de alta pe-
II - o crime de posse ou porte ilegal de arma de riculosidade, cuja permanência em presídios esta-
fogo de uso proibido, previsto no art. 16 da Lei nº duais ponha em risco a ordem ou incolumidade pú-
10.826, de 22 de dezembro de 2003; blica.
III - o crime de comércio ilegal de armas de Art. 4º (Vetado).
fogo, previsto no art. 17 da Lei nº 10.826, de 22 de
dezembro de 2003; Art. 5º Ao art. 83 do Código Penal é acrescido
o seguinte inciso:
IV - o crime de tráfico internacional de arma de
fogo, acessório ou munição, previsto no art. 18 da "Art. 83.
Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; ..............................................................
V - o crime de organização criminosa, quando ........................................................................
direcionado à prática de crime hediondo ou equipa- V - cumprido mais de dois terços da pena, nos
rado. casos de condenação por crime hediondo, prática
VI – os crimes previstos no Decreto-Lei nº da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
1.001, de 21 de outubro de 1969 (Código Penal Mi- afins, e terrorismo, se o apenado não for reinci-
litar), que apresentem identidade com os crimes dente específico em crimes dessa natureza."
previstos no art. 1º desta Lei. (Incluído pela Lei nº Art. 6º Os arts. 157, § 3º; 159, caput e seus
14.688, de 2023) §§ 1º, 2º e 3º; 213; 214; 223, caput e seu parágrafo
VII - os crimes previstos no § 1º do art. 240 e único; 267, caput e 270; caput, todos do Código Pe-
no art. 241-B da Lei nº 8.069, de 13 de julho de nal, passam a vigorar com a seguinte redação:
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). (In- "Art. 157.
cluído pela Lei 14.811, de 2024) .............................................................

100
§ 3º Se da violência resulta lesão corporal ........................................................................
grave, a pena é de reclusão, de cinco a quinze § 4º Se o crime é cometido por quadrilha ou
anos, além da multa; se resulta morte, a reclusão é bando, o co-autor que denunciá-lo à autoridade, fa-
de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa. cilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena
........................................................................ reduzida de um a dois terços."
Art. 159. Art. 8º Será de três a seis anos de reclusão a
............................................................... pena prevista no art. 288 do Código Penal, quando
Pena - reclusão, de oito a quinze anos. se tratar de crimes hediondos, prática da tortura,
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou ter-
§ 1º .................................................................
rorismo.
Pena - reclusão, de doze a vinte anos.
Parágrafo único. O participante e o associado
§ 2º ................................................................. que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha,
Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro possibilitando seu desmantelamento, terá a pena
anos. reduzida de um a dois terços.
§ 3º ................................................................. Art. 9º As penas fixadas no art. 6º para os cri-
Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta anos. mes capitulados nos arts. 157, § 3º, 158, § 2º, 159,
caput e seus §§ 1º, 2º e 3º, 213, caput e sua com-
........................................................................ binação com o art. 223, caput e parágrafo único,
Art. 213. 214 e sua combinação com o art. 223, caput e pa-
............................................................... rágrafo único, todos do Código Penal, são acresci-
das de metade, respeitado o limite superior de trinta
Pena - reclusão, de seis a dez anos.
anos de reclusão, estando a vítima em qualquer
Art. 214. das hipóteses referidas no art. 224 também do Có-
Vinícius Abreu da Costa
............................................................... digo Penal.
antoniavinicius3010@[Link]
Pena - reclusão, de seis a dez anos. 604.983.963-80 Art. 10. O art. 35 da Lei nº 6.368, de 21 de
........................................................................ outubro de 1976, passa a vigorar acrescido de pa-
rágrafo único, com a seguinte redação:
Art. 223.
............................................................... "Art. 35.
................................................................
Pena - reclusão, de oito a doze anos.
Parágrafo único. Os prazos procedimentais
Parágrafo único.
deste capítulo serão contados em dobro quando se
........................................................
tratar dos crimes previstos nos arts. 12, 13 e 14."
Pena - reclusão, de doze a vinte e cinco anos.
Art. 11. (Vetado).
........................................................................
Art. 12. Esta lei entra em vigor na data de sua
Art. 267.
............................................................... publicação.

Pena - reclusão, de dez a quinze anos. Art. 13. Revogam-se as disposições em con-
trário.
........................................................................
Art. 270.
...............................................................
Pena - reclusão, de dez a quinze anos.
......................................................................."
Art. 7º Ao art. 159 do Código Penal fica acres-
cido o seguinte parágrafo: Art. 1º Constitui crime de tortura:

"Art. 159.
..............................................................

101
I - constranger alguém com emprego de violên- O crime de tortura não é imprescritível, e, para o STF, o
cia ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento fí- condenado também não poderá ser beneficiado com in-
dulto.
sico ou mental:
§ 7º O condenado por crime previsto nesta Lei,
a) com o fim de obter informação, declaração
salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da
ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
pena em regime fechado.
b) para provocar ação ou omissão de natureza
Cumpre salientar que o STJ, em julgado recente, afirmou
criminosa; não ser obrigatório que o condenado por crime de tortura
c) em razão de discriminação racial ou religi- inicie o cumprimento da pena em regime fechado.
osa; REsp 1.299.787-PR, Quinta Turma, DJe 3/2/2014. HC
286.925-RR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 13/5/2014.
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder
ou autoridade, com emprego de violência ou grave Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, quando o crime não tenha sido cometido em terri-
como forma de aplicar castigo pessoal ou medida tório nacional, sendo a vítima brasileira ou encon-
de caráter preventivo. trando-se o agente em local sob jurisdição brasi-
leira.
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
§ 1º Na mesma pena incorre quem submete
pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a
sofrimento físico ou mental, por intermédio da prá-
tica de ato não previsto em lei ou não resultante de
medida legal.
§ 2º Aquele que se omite em face dessas con-
dutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá- TÍTULO I
Vinícius
las, incorre na pena de detenção de um a quatro Abreu da Costa
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
anos. antoniavinicius3010@[Link]
§ 3º Se resulta lesão corporal de natureza 604.983.963-80
Art. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de
grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de qua- Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; pres-
tro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de creve medidas para prevenção do uso indevido,
oito a dezesseis anos. atenção e reinserção social de usuários e depen-
§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um dentes de drogas; estabelece normas para repres-
terço: são à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de
drogas e define crimes.
I - se o crime é cometido por agente público;
Parágrafo único. Para fins desta Lei, conside-
II – se o crime é cometido contra criança, ges- ram-se como drogas as substâncias ou os produtos
tante, portador de deficiência, adolescente ou capazes de causar dependência, assim especifica-
maior de 60 (sessenta) anos; (Redação dada pela dos em lei ou relacionados em listas atualizadas
Lei nº 10.741, de 2003) periodicamente pelo Poder Executivo da União.
III - se o crime é cometido mediante sequestro. Art. 2º Ficam proibidas, em todo o território
§ 5º A condenação acarretará a perda do nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura,
cargo, função ou emprego público e a interdição a colheita e a exploração de vegetais e substratos
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena dos quais possam ser extraídas ou produzidas dro-
aplicada. gas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou
Esse é um efeito extrapenal administrativo da condenação, regulamentar, bem como o que estabelece a Con-
que, segundo o STF e o STJ, decore automaticamente da venção de Viena, das Nações Unidas, sobre Subs-
condenação tâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plan-
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e insus- tas de uso estritamente ritualístico-religioso.
cetível de graça ou anistia. Parágrafo único. Pode a União autorizar o
plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos
no caput deste artigo, exclusivamente para fins

102
medicinais ou científicos, em local e prazo prede- V - a promoção da responsabilidade comparti-
terminados, mediante fiscalização, respeitadas as lhada entre Estado e Sociedade, reconhecendo a
ressalvas supramencionadas. importância da participação social nas atividades
do Sisnad;
TÍTULO II VI - o reconhecimento da intersetorialidade dos
DO SISTEMA NACIONAL DE fatores correlacionados com o uso indevido de dro-
gas, com a sua produção não autorizada e o seu
POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS tráfico ilícito;
VII - a integração das estratégias nacionais e
Art. 3º O Sisnad tem a finalidade de articular,
internacionais de prevenção do uso indevido, aten-
integrar, organizar e coordenar as atividades rela-
ção e reinserção social de usuários e dependentes
cionadas com:
de drogas e de repressão à sua produção não au-
I - a prevenção do uso indevido, a atenção e a torizada e ao seu tráfico ilícito;
reinserção social de usuários e dependentes de
VIII - a articulação com os órgãos do Ministério
drogas;
Público e dos Poderes Legislativo e Judiciário vi-
II - a repressão da produção não autorizada e sando à cooperação mútua nas atividades do Sis-
do tráfico ilícito de drogas. nad;
§ 1º Entende-se por Sisnad o conjunto orde- IX - a adoção de abordagem multidisciplinar
nado de princípios, regras, critérios e recursos ma- que reconheça a interdependência e a natureza
teriais e humanos que envolvem as políticas, pla- complementar das atividades de prevenção do uso
nos, programas, ações e projetos sobre drogas, in- indevido, atenção e reinserção social de usuários e
cluindo-se nele, por adesão, os Sistemas de Políti- dependentes de drogas, repressão da produção
cas Públicas sobre Drogas dos Estados, Distrito não autorizada e do tráfico ilícito de drogas;
Federal e Municípios. Vinícius Abreu
da Costa
X - a observância do equilíbrio entre as ativida-
antoniavinicius3010@[Link]
§ 2º O Sisnad atuará em articulação com o Sis- des de prevenção do uso indevido, atenção e rein-
604.983.963-80
tema Único de Saúde - SUS, e com o Sistema serção social de usuários e dependentes de drogas
Único de Assistência Social - SUAS. e de repressão à sua produção não autorizada e ao
seu tráfico ilícito, visando a garantir a estabilidade
e o bem-estar social;
CAPÍTULO I
XI - a observância às orientações e normas
DOS PRINCÍPIOS E DOS OBJETIVOS
emanadas do Conselho Nacional Antidrogas - Co-
DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS nad.
PÚBLICAS SOBRE DROGAS
Art. 5º O Sisnad tem os seguintes objetivos:

Art. 4º São princípios do Sisnad: I - contribuir para a inclusão social do cidadão,


visando a torná-lo menos vulnerável a assumir
I - o respeito aos direitos fundamentais da pes- comportamentos de risco para o uso indevido de
soa humana, especialmente quanto à sua autono- drogas, seu tráfico ilícito e outros comportamentos
mia e à sua liberdade; correlacionados;
II - o respeito à diversidade e às especificida- II - promover a construção e a socialização do
des populacionais existentes; conhecimento sobre drogas no país;
III - a promoção dos valores éticos, culturais e III - promover a integração entre as políticas de
de cidadania do povo brasileiro, reconhecendo-os prevenção do uso indevido, atenção e reinserção
como fatores de proteção para o uso indevido de social de usuários e dependentes de drogas e de
drogas e outros comportamentos correlacionados; repressão à sua produção não autorizada e ao trá-
IV - a promoção de consensos nacionais, de fico ilícito e as políticas públicas setoriais dos ór-
ampla participação social, para o estabelecimento gãos do Poder Executivo da União, Distrito Federal,
dos fundamentos e estratégias do Sisnad; Estados e Municípios;

103
IV - assegurar as condições para a coordena- IX - financiar, com Estados, Distrito Federal e
ção, a integração e a articulação das atividades de Municípios, a execução das políticas sobre drogas,
que trata o art. 3º desta Lei. observadas as obrigações dos integrantes do Sis-
nad;
CAPÍTULO II X - estabelecer formas de colaboração com
DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS Estados, Distrito Federal e Municípios para a exe-
cução das políticas sobre drogas;
PÚBLICAS SOBRE DROGAS
XI - garantir publicidade de dados e informa-
ções sobre repasses de recursos para financia-
SEÇÃO I
mento das políticas sobre drogas;
DA COMPOSIÇÃO DO SISTEMA
XII - sistematizar e divulgar os dados estatísti-
NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS
cos nacionais de prevenção, tratamento, acolhi-
SOBRE DROGAS mento, reinserção social e econômica e repressão
ao tráfico ilícito de drogas;
Art. 6º (VETADO) XIII - adotar medidas de enfretamento aos cri-
mes transfronteiriços; e
Art. 7º A organização do Sisnad assegura a
orientação central e a execução descentralizada XIV - estabelecer uma política nacional de con-
das atividades realizadas em seu âmbito, nas esfe- trole de fronteiras, visando a coibir o ingresso de
ras federal, distrital, estadual e municipal e se cons- drogas no País.
titui matéria definida no regulamento desta Lei. Art. 8º-B. (VETADO).
Art. 7º-A. (VETADO).
Art. 8º-C. (VETADO).
Art. 8º (VETADO) Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]ÍTULO II-A
SEÇÃO II 604.983.963-80 DA FORMULAÇÃO DAS
DAS COMPETÊNCIAS POLÍTICAS SOBRE DROGAS

Art. 8º-A. Compete à União: SEÇÃO I


I - formular e coordenar a execução da Política DO PLANO NACIONAL DE POLÍTICAS
Nacional sobre Drogas; SOBRE DROGAS
II - elaborar o Plano Nacional de Políticas so-
bre Drogas, em parceria com Estados, Distrito Fe- Art. 8º-D. São objetivos do Plano Nacional
deral, Municípios e a sociedade; de Políticas sobre Drogas, dentre outros:
III - coordenar o Sisnad; I - promover a interdisciplinaridade e integra-
IV - estabelecer diretrizes sobre a organização ção dos programas, ações, atividades e projetos
e funcionamento do Sisnad e suas normas de refe- dos órgãos e entidades públicas e privadas nas
rência; áreas de saúde, educação, trabalho, assistência
social, previdência social, habitação, cultura, des-
V - elaborar objetivos, ações estratégicas, me-
porto e lazer, visando à prevenção do uso de dro-
tas, prioridades, indicadores e definir formas de fi-
gas, atenção e reinserção social dos usuários ou
nanciamento e gestão das políticas sobre drogas;
dependentes de drogas;
VI – (VETADO);
II - viabilizar a ampla participação social na for-
VII – (VETADO); mulação, implementação e avaliação das políticas
VIII - promover a integração das políticas sobre sobre drogas;
drogas com os Estados, o Distrito Federal e os Mu- III - priorizar programas, ações, atividades e
nicípios; projetos articulados com os estabelecimentos de

104
ensino, com a sociedade e com a família para a Art. 8º-E. Os conselhos de políticas sobre
prevenção do uso de drogas; drogas, constituídos por Estados, Distrito Federal e
IV - ampliar as alternativas de inserção social Municípios, terão os seguintes objetivos:
e econômica do usuário ou dependente de drogas, I - auxiliar na elaboração de políticas sobre dro-
promovendo programas que priorizem a melhoria gas;
de sua escolarização e a qualificação profissional;
II - colaborar com os órgãos governamentais
V - promover o acesso do usuário ou depen- no planejamento e na execução das políticas sobre
dente de drogas a todos os serviços públicos; drogas, visando à efetividade das políticas sobre
VI - estabelecer diretrizes para garantir a efeti- drogas;
vidade dos programas, ações e projetos das políti- III - propor a celebração de instrumentos de co-
cas sobre drogas; operação, visando à elaboração de programas,
VII - fomentar a criação de serviço de atendi- ações, atividades e projetos voltados à prevenção,
mento telefônico com orientações e informações tratamento, acolhimento, reinserção social e eco-
para apoio aos usuários ou dependentes de dro- nômica e repressão ao tráfico ilícito de drogas;
gas; IV - promover a realização de estudos, com o
VIII - articular programas, ações e projetos de objetivo de subsidiar o planejamento das políticas
incentivo ao emprego, renda e capacitação para o sobre drogas;
trabalho, com objetivo de promover a inserção pro- V - propor políticas públicas que permitam a in-
fissional da pessoa que haja cumprido o plano indi- tegração e a participação do usuário ou depen-
vidual de atendimento nas fases de tratamento ou dente de drogas no processo social, econômico,
acolhimento; político e cultural no respectivo ente federado; e
IX - promover formas coletivas de organização VI - desenvolver outras atividades relaciona-
para o trabalho, redes de economia solidária
ViníciuseAbreu
o da
dasCosta
às políticas sobre drogas em consonância com
cooperativismo, como forma de promover autono- o Sisnad e com os respectivos planos.
antoniavinicius3010@[Link]
mia ao usuário ou dependente de drogas egresso
604.983.963-80
de tratamento ou acolhimento, observando-se as
especificidades regionais; SEÇÃO III
X - propor a formulação de políticas públicas DOS MEMBROS DOS CONSELHOS
que conduzam à efetivação das diretrizes e princí- DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS
pios previstos no art. 22;
XI - articular as instâncias de saúde, assistên- Art. 8º-F. (VETADO).
cia social e de justiça no enfrentamento ao abuso
de drogas; e
CAPÍTULO III
XII - promover estudos e avaliação dos resul- (VETADO)
tados das políticas sobre drogas.
§ 1º O plano de que trata o caput terá duração Art. 9º (VETADO)
de 5 (cinco) anos a contar de sua aprovação.
Art. 10. (VETADO)
§ 2º O poder público deverá dar a mais ampla
divulgação ao conteúdo do Plano Nacional de Polí- Art. 11. (VETADO)
ticas sobre Drogas.
Art. 12. (VETADO)

SEÇÃO II Art. 13. (VETADO)


DOS CONSELHOS DE POLÍTICAS Art. 14. (VETADO)
SOBRE DROGAS

105
CAPÍTULO IV privados e de evitar preconceitos e estigmatização
DO ACOMPANHAMENTO E DA das pessoas e dos serviços que as atendam;
AVALIAÇÃO DAS POLÍTICAS SOBRE III - o fortalecimento da autonomia e da respon-
sabilidade individual em relação ao uso indevido de
DROGAS
drogas;
Art. 15. (VETADO) IV - o compartilhamento de responsabilidades
e a colaboração mútua com as instituições do setor
Art. 16. As instituições com atuação nas privado e com os diversos segmentos sociais, in-
áreas da atenção à saúde e da assistência social cluindo usuários e dependentes de drogas e res-
que atendam usuários ou dependentes de drogas pectivos familiares, por meio do estabelecimento
devem comunicar ao órgão competente do respec- de parcerias;
tivo sistema municipal de saúde os casos atendidos V - a adoção de estratégias preventivas dife-
e os óbitos ocorridos, preservando a identidade das renciadas e adequadas às especificidades socio-
pessoas, conforme orientações emanadas da culturais das diversas populações, bem como das
União. diferentes drogas utilizadas;
Art. 17. Os dados estatísticos nacionais de VI - o reconhecimento do “não-uso”, do “retar-
repressão ao tráfico ilícito de drogas integrarão sis- damento do uso” e da redução de riscos como re-
tema de informações do Poder Executivo. sultados desejáveis das atividades de natureza
preventiva, quando da definição dos objetivos a se-
rem alcançados;
TÍTULO III
VII - o tratamento especial dirigido às parcelas
DAS ATIVIDADES DE PREVENÇÃO DO
mais vulneráveis da população, levando em consi-
USO INDEVIDO, ATENÇÃO E deração as suas necessidades específicas;
Vinícius
REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS E
Abreu da Costa
VIII - a articulação entre os serviços e organi-
antoniavinicius3010@[Link]
DEPENDENTES DE DROGAS
604.983.963-80 que atuam em atividades de prevenção do
zações
uso indevido de drogas e a rede de atenção a usu-
CAPÍTULO I ários e dependentes de drogas e respectivos fami-
liares;
DA PREVENÇÃO
IX - o investimento em alternativas esportivas,
culturais, artísticas, profissionais, entre outras,
SEÇÃO I como forma de inclusão social e de melhoria da
DAS DIRETRIZES qualidade de vida;
X - o estabelecimento de políticas de formação
Art. 18. Constituem atividades de prevenção continuada na área da prevenção do uso indevido
do uso indevido de drogas, para efeito desta Lei, de drogas para profissionais de educação nos 3
aquelas direcionadas para a redução dos fatores (três) níveis de ensino;
de vulnerabilidade e risco e para a promoção e o
fortalecimento dos fatores de proteção. XI - a implantação de projetos pedagógicos de
prevenção do uso indevido de drogas, nas institui-
Art. 19. As atividades de prevenção do uso ções de ensino público e privado, alinhados às Di-
indevido de drogas devem observar os seguintes retrizes Curriculares Nacionais e aos conhecimen-
princípios e diretrizes: tos relacionados a drogas;
I - o reconhecimento do uso indevido de drogas XII - a observância das orientações e normas
como fator de interferência na qualidade de vida do emanadas do Conad;
indivíduo e na sua relação com a comunidade à XIII - o alinhamento às diretrizes dos órgãos de
qual pertence; controle social de políticas setoriais específicas.
II - a adoção de conceitos objetivos e de fun- Parágrafo único. As atividades de prevenção
damentação científica como forma de orientar as do uso indevido de drogas dirigidas à criança e ao
ações dos serviços públicos comunitários e adolescente deverão estar em consonância com as

106
diretrizes emanadas pelo Conselho Nacional dos Art. 20. Constituem atividades de atenção ao
Direitos da Criança e do Adolescente - Conanda. usuário e dependente de drogas e respectivos fa-
miliares, para efeito desta Lei, aquelas que visem à
SEÇÃO II melhoria da qualidade de vida e à redução dos ris-
cos e dos danos associados ao uso de drogas.
DA SEMANA NACIONAL
DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS Art. 21. Constituem atividades de reinserção
social do usuário ou do dependente de drogas e
Art. 19-A. Fica instituída a Semana Nacional respectivos familiares, para efeito desta Lei, aque-
las direcionadas para sua integração ou reintegra-
de Políticas sobre Drogas, comemorada anual-
ção em redes sociais.
mente, na quarta semana de junho.
§ 1º No período de que trata o caput , serão Art. 22. As atividades de atenção e as de
intensificadas as ações de: reinserção social do usuário e do dependente de
drogas e respectivos familiares devem observar os
I - difusão de informações sobre os problemas seguintes princípios e diretrizes:
decorrentes do uso de drogas;
I - respeito ao usuário e ao dependente de dro-
II - promoção de eventos para o debate público gas, independentemente de quaisquer condições,
sobre as políticas sobre drogas; observados os direitos fundamentais da pessoa hu-
III - difusão de boas práticas de prevenção, tra- mana, os princípios e diretrizes do Sistema Único
tamento, acolhimento e reinserção social e econô- de Saúde e da Política Nacional de Assistência So-
mica de usuários de drogas; cial;
IV - divulgação de iniciativas, ações e campa- II - a adoção de estratégias diferenciadas de
nhas de prevenção do uso indevido de drogas; atenção e reinserção social do usuário e do depen-
Vinícius
V - mobilização da comunidade para dente
Abreu da
a partici- de drogas e respectivos familiares que con-
Costa
siderem as suas peculiaridades socioculturais;
pação nas ações de prevenção e antoniavinicius3010@[Link]
enfrentamento às
drogas; 604.983.963-80 III - definição de projeto terapêutico individuali-
VI - mobilização dos sistemas de ensino pre- zado, orientado para a inclusão social e para a re-
vistos na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 dução de riscos e de danos sociais e à saúde;
- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional , IV - atenção ao usuário ou dependente de dro-
na realização de atividades de prevenção ao uso gas e aos respectivos familiares, sempre que pos-
de drogas. sível, de forma multidisciplinar e por equipes multi-
profissionais;
V - observância das orientações e normas
CAPÍTULO II
emanadas do Conad;
DAS ATIVIDADES DE ATENÇÃO E DE
VI - o alinhamento às diretrizes dos órgãos de
REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS OU
controle social de políticas setoriais específicas.
DEPENDENTES DE DROGAS
VII - estímulo à capacitação técnica e profissi-
onal;
CAPÍTULO II
VIII - efetivação de políticas de reinserção so-
DAS ATIVIDADES DE PREVENÇÃO, cial voltadas à educação continuada e ao trabalho;
TRATAMENTO, ACOLHIMENTO E DE
IX - observância do plano individual de atendi-
EINSERÇÃO SOCIAL E ECONÔMICA DE mento na forma do art. 23-B desta Lei;
USUÁRIOS OU DEPENDENTES X - orientação adequada ao usuário ou depen-
DE DROGAS dente de drogas quanto às consequências lesivas
do uso de drogas, ainda que ocasional.
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

107
SEÇÃO II educação, capacitação para o trabalho, esporte,
DA EDUCAÇÃO NA REINSERÇÃO SOCIAL cultura e acompanhamento individualizado; e
E ECONÔMICA IV - acompanhar os resultados pelo SUS, Suas
e Sisnad, de forma articulada.
Art. 22-A. As pessoas atendidas por órgãos § 1º Caberá à União dispor sobre os protocolos
integrantes do Sisnad terão atendimento nos pro- técnicos de tratamento, em âmbito nacional.
gramas de educação profissional e tecnológica, § 2º A internação de dependentes de drogas
educação de jovens e adultos e alfabetização. (In- somente será realizada em unidades de saúde ou
cluído pela Lei nº 13.840, de 2019) hospitais gerais, dotados de equipes multidiscipli-
nares e deverá ser obrigatoriamente autorizada por
SEÇÃO III médico devidamente registrado no Conselho Regi-
DO TRABALHO NA REINSERÇÃO onal de Medicina - CRM do Estado onde se localize
o estabelecimento no qual se dará a internação.
SOCIAL E ECONÔMICA
§ 3º São considerados 2 (dois) tipos de inter-
Art. 22-B. (VETADO). nação:
I - internação voluntária: aquela que se dá com
SEÇÃO IV
o consentimento do dependente de drogas;
DO TRATAMENTO DO USUÁRIO OU
II - internação involuntária: aquela que se dá,
DEPENDENTE DE DROGAS
sem o consentimento do dependente, a pedido de
familiar ou do responsável legal ou, na absoluta
Art. 23. As redes dos serviços de saúde da falta deste, de servidor público da área de saúde,
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Muni- da assistência social ou dos órgãos públicos inte-
cípios desenvolverão programas de atenção ao grantes do Sisnad, com exceção de servidores da
Vinícius Abreu da Costa
usuário e ao dependente de drogas, respeitadas as área de segurança pública, que constate a existên-
diretrizes do Ministério da Saúde e osantoniavinicius3010@[Link]
princípios ex- cia de motivos que justifiquem a medida.
604.983.963-80
plicitados no art. 22 desta Lei, obrigatória a previ-
são orçamentária adequada. § 4º A internação voluntária:
I - deverá ser precedida de declaração escrita
Art. 23-A. O tratamento do usuário ou de-
da pessoa solicitante de que optou por este regime
pendente de drogas deverá ser ordenado em uma
de tratamento;
rede de atenção à saúde, com prioridade para as
modalidades de tratamento ambulatorial, incluindo II - seu término dar-se-á por determinação do
excepcionalmente formas de internação em unida- médico responsável ou por solicitação escrita da
des de saúde e hospitais gerais nos termos de nor- pessoa que deseja interromper o tratamento.
mas dispostas pela União e articuladas com os ser- § 5º A internação involuntária:
viços de assistência social e em etapas que permi-
tam: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) I - deve ser realizada após a formalização da
decisão por médico responsável;
I - articular a atenção com ações preventivas
que atinjam toda a população; (Incluído pela Lei nº II - será indicada depois da avaliação sobre o
13.840, de 2019) tipo de droga utilizada, o padrão de uso e na hipó-
tese comprovada da impossibilidade de utilização
II - orientar-se por protocolos técnicos predefi- de outras alternativas terapêuticas previstas na
nidos, baseados em evidências científicas, ofere- rede de atenção à saúde;
cendo atendimento individualizado ao usuário ou
dependente de drogas com abordagem preventiva III - perdurará apenas pelo tempo necessário à
e, sempre que indicado, ambulatorial; (Incluído pela desintoxicação, no prazo máximo de 90 (noventa)
Lei nº 13.840, de 2019) dias, tendo seu término determinado pelo médico
responsável;
III - preparar para a reinserção social e econô-
mica, respeitando as habilidades e projetos indivi- IV - a família ou o representante legal poderá,
duais por meio de programas que articulem a qualquer tempo, requerer ao médico a interrup-
ção do tratamento.

108
§ 6º A internação, em qualquer de suas moda- caso de crianças e adolescentes, passíveis de res-
lidades, só será indicada quando os recursos extra- ponsabilização civil, administrativa e criminal, nos
hospitalares se mostrarem insuficientes. termos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 -
§ 7º Todas as internações e altas de que trata Estatuto da Criança e do Adolescente .
esta Lei deverão ser informadas, em, no máximo, § 4º O PIA será inicialmente elaborado sob a
de 72 (setenta e duas) horas, ao Ministério Público, responsabilidade da equipe técnica do primeiro
à Defensoria Pública e a outros órgãos de fiscaliza- projeto terapêutico que atender o usuário ou de-
ção, por meio de sistema informatizado único, na pendente de drogas e será atualizado ao longo das
forma do regulamento desta Lei. diversas fases do atendimento.
§ 8º É garantido o sigilo das informações dis- § 5º Constarão do plano individual, no mínimo:
poníveis no sistema referido no § 7º e o acesso I - os resultados da avaliação multidisciplinar;
será permitido apenas às pessoas autorizadas a
conhecê-las, sob pena de responsabilidade. II - os objetivos declarados pelo atendido;
§ 9º É vedada a realização de qualquer moda- III - a previsão de suas atividades de integra-
lidade de internação nas comunidades terapêuticas ção social ou capacitação profissional;
acolhedoras. IV - atividades de integração e apoio à família;
§ 10. O planejamento e a execução do projeto V - formas de participação da família para efe-
terapêutico individual deverão observar, no que tivo cumprimento do plano individual;
couber, o previsto na Lei nº 10.216, de 6 de abril de
VI - designação do projeto terapêutico mais
2001 , que dispõe sobre a proteção e os direitos
adequado para o cumprimento do previsto no
das pessoas portadoras de transtornos mentais e
plano; e
redireciona o modelo assistencial em saúde men-
tal. VII - as medidas específicas de atenção à sa-
údeCosta
Vinícius Abreu da do atendido.
antoniavinicius3010@[Link]
§ 6º O PIA será elaborado no prazo de até 30
SEÇÃO V
604.983.963-80
(trinta) dias da data do ingresso no atendimento.
DO PLANO INDIVIDUAL DE
ATENDIMENTO § 7º As informações produzidas na avaliação e
as registradas no plano individual de atendimento
Art. 23-B. O atendimento ao usuário ou de- são consideradas sigilosas.
pendente de drogas na rede de atenção à saúde Art. 24. A União, os Estados, o Distrito Fede-
dependerá de: ral e os Municípios poderão conceder benefícios às
I - avaliação prévia por equipe técnica multidis- instituições privadas que desenvolverem progra-
ciplinar e multissetorial; e mas de reinserção no mercado de trabalho, do usu-
ário e do dependente de drogas encaminhados por
II - elaboração de um Plano Individual de Aten- órgão oficial.
dimento – PIA.
Art. 25. As instituições da sociedade civil,
§ 1º A avaliação prévia da equipe técnica sub-
sidiará a elaboração e execução do projeto tera- sem fins lucrativos, com atuação nas áreas da
pêutico individual a ser adotado, levantando no mí- atenção à saúde e da assistência social, que aten-
nimo: dam usuários ou dependentes de drogas poderão
receber recursos do Funad, condicionados à sua
I - o tipo de droga e o padrão de seu uso; e disponibilidade orçamentária e financeira.
II - o risco à saúde física e mental do usuário Art. 26. O usuário e o dependente de drogas
ou dependente de drogas ou das pessoas com as
que, em razão da prática de infração penal, estive-
quais convive.
rem cumprindo pena privativa de liberdade ou sub-
§ 2º (VETADO). metidos a medida de segurança, têm garantidos os
§ 3º O PIA deverá contemplar a participação serviços de atenção à sua saúde, definidos pelo
dos familiares ou responsáveis, os quais têm o de- respectivo sistema penitenciário.
ver de contribuir com o processo, sendo esses, no

109
SEÇÃO VI desacordo com determinação legal ou regulamen-
DO ACOLHIMENTO EM COMUNIDADE tar será submetido às seguintes penas:
TERAPÊUTICA ACOLHEDORA Para o STF, o art. 28 da Lei de Drogas despenalizou a
posse de drogas para uso pessoal, mas as condutas pre-
vistas nesse dispositivo não deixaram de ser tipificadas
Art. 26-A. O acolhimento do usuário ou de- como crime. Cumpre observar que também não há cabi-
pendente de drogas na comunidade terapêutica mento de penas privativas de liberdade aos usuários que
utilizam drogas apenas para consumo pessoal.
acolhedora caracteriza-se por:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
I - oferta de projetos terapêuticos ao usuário ou
dependente de drogas que visam à abstinência; II - prestação de serviços à comunidade;
II - adesão e permanência voluntária, formali- III - medida educativa de comparecimento a
zadas por escrito, entendida como uma etapa tran- programa ou curso educativo.
sitória para a reinserção social e econômica do § 1º Às mesmas medidas submete-se quem,
usuário ou dependente de drogas; para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou co-
III - ambiente residencial, propício à formação lhe plantas destinadas à preparação de pequena
de vínculos, com a convivência entre os pares, ati- quantidade de substância ou produto capaz de cau-
vidades práticas de valor educativo e a promoção sar dependência física ou psíquica.
do desenvolvimento pessoal, vocacionada para § 2º Para determinar se a droga destinava-se
acolhimento ao usuário ou dependente de drogas a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à
em vulnerabilidade social; quantidade da substância apreendida, ao local e às
IV - avaliação médica prévia; condições em que se desenvolveu a ação, às cir-
cunstâncias sociais e pessoais, bem como à con-
V - elaboração de plano individual de atendi-
duta e aos antecedentes do agente.
mento na forma do art. 23-B desta Lei; e
Vinícius Abreu da§ Costa
3º As penas previstas nos incisos II e III do
VI - vedação de isolamento físico do usuário ou
caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo má-
antoniavinicius3010@[Link]
dependente de drogas.
ximo de 5 (cinco) meses.
604.983.963-80
§ 1º Não são elegíveis para o acolhimento as
§ 4º Em caso de reincidência, as penas previs-
pessoas com comprometimentos biológicos e psi-
tas nos incisos II e III do caput deste artigo serão
cológicos de natureza grave que mereçam atenção
aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.
médico-hospitalar contínua ou de emergência,
caso em que deverão ser encaminhadas à rede de § 5º A prestação de serviços à comunidade
saúde. será cumprida em programas comunitários, entida-
des educacionais ou assistenciais, hospitais, esta-
§ 2º (VETADO).
belecimentos congêneres, públicos ou privados
§ 3º (VETADO). sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencial-
§ 4º (VETADO). mente, da prevenção do consumo ou da recupera-
ção de usuários e dependentes de drogas.
§ 5º (VETADO).
§ 6º Para garantia do cumprimento das medi-
das educativas a que se refere o caput, nos incisos
I, II e III, a que injustificadamente se recuse o
CAPÍTULO III agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente
DOS CRIMES E DAS PENAS a:
I - admoestação verbal;
Art. 27. As penas previstas neste Capítulo
II - multa.
poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente,
bem como substituídas a qualquer tempo, ouvidos § 7º O juiz determinará ao Poder Público que
o Ministério Público e o defensor. coloque à disposição do infrator, gratuitamente, es-
tabelecimento de saúde, preferencialmente ambu-
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em de- latorial, para tratamento especializado.
pósito, transportar ou trouxer consigo, para con-
sumo pessoal, drogas sem autorização ou em

110
Art. 29. Na imposição da medida educativa a prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do
que se refere o inciso II do § 6º do art. 28, o juiz, Meio Ambiente - Sisnama.
atendendo à reprovabilidade da conduta, fixará o § 4º As glebas cultivadas com plantações ilíci-
número de dias-multa, em quantidade nunca infe- tas serão expropriadas, conforme o disposto no art.
rior a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem), atri- 243 da Constituição Federal, de acordo com a le-
buindo depois a cada um, segundo a capacidade gislação em vigor.
econômica do agente, o valor de um trinta avos até
3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo.
Parágrafo único. Os valores decorrentes da im- CAPÍTULO II
posição da multa a que se refere o § 6º do art. 28 DOS CRIMES
serão creditados à conta do Fundo Nacional Anti-
drogas. Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar,
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a impo- produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda,
sição e a execução das penas, observado, no to- oferecer, ter em depósito, transportar, trazer con-
cante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. sigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a con-
107 e seguintes do Código Penal. sumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente,
sem autorização ou em desacordo com determina-
ção legal ou regulamentar:
TÍTULO IV
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos
DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e
NÃO AUTORIZADA E AO TRÁFICO quinhentos) dias-multa.
ILÍCITO DE DROGAS § 1º Nas mesmas penas incorre quem:
I - importa, exporta, remete, produz, fabrica,
CAPÍTULO I Vinícius Abreu da Costa
adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece,
antoniavinicius3010@[Link]
tem em depósito, transporta, traz consigo ou
DISPOSIÇÕES GERAIS
604.983.963-80
guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização
Art. 31. É indispensável a licença prévia da ou em desacordo com determinação legal ou regu-
lamentar, matéria-prima, insumo ou produto quí-
autoridade competente para produzir, extrair, fabri-
mico destinado à preparação de drogas;
car, transformar, preparar, possuir, manter em de-
pósito, importar, exportar, reexportar, remeter, II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem auto-
transportar, expor, oferecer, vender, comprar, tro- rização ou em desacordo com determinação legal
car, ceder ou adquirir, para qualquer fim, drogas ou ou regulamentar, de plantas que se constituam em
matéria-prima destinada à sua preparação, obser- matéria-prima para a preparação de drogas;
vadas as demais exigências legais. III - utiliza local ou bem de qualquer natureza
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediata- de que tem a propriedade, posse, administração,
mente destruídas pelo delegado de polícia na guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele
forma do art. 50-A, que recolherá quantidade sufi- se utilize, ainda que gratuitamente, sem autoriza-
ciente para exame pericial, de tudo lavrando auto ção ou em desacordo com determinação legal ou
de levantamento das condições encontradas, com regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
a delimitação do local, asseguradas as medidas ne- IV - vende ou entrega drogas ou matéria-prima,
cessárias para a preservação da prova. insumo ou produto químico destinado à preparação
§ 1º (Revogado). de drogas, sem autorização ou em desacordo com
a determinação legal ou regulamentar, a agente po-
§ 2º (Revogado). licial disfarçado, quando presentes elementos pro-
§ 3º Em caso de ser utilizada a queimada para batórios razoáveis de conduta criminal preexis-
destruir a plantação, observar-se-á, além das cau- tente.
telas necessárias à proteção ao meio ambiente, o § 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso
disposto no Decreto nº 2.661, de 8 de julho de indevido de droga:
1998, no que couber, dispensada a autorização

111
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e
multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000 (dois
§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem ob- mil) dias-multa.
jetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, Art. 35. Associarem-se duas ou mais pes-
para juntos a consumirem: soas para o fim de praticar, reiteradamente ou não,
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e
ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil § 1º, e 34 desta Lei:
e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e
previstas no art. 28. pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e du-
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º zentos) dias-multa.
deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput
um sexto a dois terços, vedada a conversão em pe- deste artigo incorre quem se associa para a prática
nas restritivas de direitos , desde que o agente seja reiterada do crime definido no art. 36 desta Lei.
primário, de bons antecedentes, não se dedique às
atividades criminosas nem integre organização cri- Art. 36. Financiar ou custear a prática de
minosa. qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e
§ 1º, e 34 desta Lei:
O STF declarou inconstitucional a vedação da conversão
da pena privativa de liberdade em penas restritivas de di- Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e
reitos por ofensa ao princípio da individualização da pena. pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000
Habeas Corpus nº 97.256/RS
(quatro mil) dias-multa.
------------------------------------------------------------------------------
CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ART. 33, § 4o, DA LEI Art. 37. Colaborar, como informante, com
11.343/06. DEDICAÇÃO À ATIVIDADE CRIMINOSA. grupo, organização ou associação destinados à
UTILIZAÇÃO DE INQUÉRITOS E/OU AÇÕES PENAIS. prática de qualquer dos crimes previstos nos arts.
Vinícius Abreu da Costa
POSSIBILIDADE. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei:
antoniavinicius3010@[Link]
É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e
penais em curso para formação da convicção de que o 604.983.963-80
réu
se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar o be- pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos)
nefício legal previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343/06. dias-multa.
EREsp 1.431.091-SP, Rel. Min. Felix Fischer, por maioria,
julgado em 14/12/2016, DJe 1/2/2017. Informativo STJ 596. Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposa-
------------------------------------------------------------------------------ mente, drogas, sem que delas necessite o paci-
TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA ente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desa-
DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4°, DA LEI N. cordo com determinação legal ou regulamentar:
11.343/2006. AGENTE NA CONDIÇ̃ O DE “MULA”. AU-
SÊNCIA DE PROVA DE QUE INTEGRA ORGANIZAÇÃO Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois)
CRIMINOSA. anos, e pagamento de 50 (cinquenta) a 200 (duzen-
É́ possível o reconhecimento do tráfico privilegiado ao tos) dias-multa.
agente transportador de drogas, na qualidade de "mula",
uma vez que a simples atuação nessa condição não induz,
Parágrafo único. O juiz comunicará a condena-
automaticamente, ̀ conclusão de que ele seja integrante de ção ao Conselho Federal da categoria profissional
organização criminosa. HC 387.077-SP, Rel. Min. Ribeiro a que pertença o agente.
Dantas, por unanimidade, julgado em 6/4/2017, DJe
17/4/2017. Informativo STJ 602. Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave
Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, após o consumo de drogas, expondo a dano poten-
cial a incolumidade de outrem:
oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer tí-
tulo, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratui- Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três)
tamente, maquinário, aparelho, instrumento ou anos, além da apreensão do veículo, cassação da
qualquer objeto destinado à fabricação, prepara- habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo
ção, produção ou transformação de drogas, sem mesmo prazo da pena privativa de liberdade apli-
autorização ou em desacordo com determinação cada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (qua-
legal ou regulamentar: trocentos) dias-multa.
Parágrafo único. As penas de prisão e multa,
aplicadas cumulativamente com as demais, serão

112
de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocen- Art. 42. O juiz, na fixação das penas, consi-
tos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o veículo re- derará, com preponderância sobre o previsto no
ferido no caput deste artigo for de transporte cole- art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade
tivo de passageiros. da substância ou do produto, a personalidade e a
Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 conduta social do agente.
desta Lei são aumentadas de um sexto a dois ter- Art. 43. Na fixação da multa a que se referem
ços, se: os arts. 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo ao que
I - a natureza, a procedência da substância ou dispõe o art. 42 desta Lei, determinará o número de
do produto apreendido e as circunstâncias do fato dias-multa, atribuindo a cada um, segundo as con-
evidenciarem a transnacionalidade do delito; dições econômicas dos acusados, valor não inferior
a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) vezes o
II - o agente praticar o crime prevalecendo-se
maior salário-mínimo.
de função pública ou no desempenho de missão de
educação, poder familiar, guarda ou vigilância; Parágrafo único. As multas, que em caso de
concurso de crimes serão impostas sempre cumu-
III - a infração tiver sido cometida nas depen-
lativamente, podem ser aumentadas até o décuplo
dências ou imediações de estabelecimentos prisio-
se, em virtude da situação econômica do acusado,
nais, de ensino ou hospitalares, de sedes de enti-
considerá-las o juiz ineficazes, ainda que aplicadas
dades estudantis, sociais, culturais, recreativas, es-
no máximo.
portivas, ou beneficentes, de locais de trabalho co-
letivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, ca-
diversões de qualquer natureza, de serviços de tra- put e § 1º, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e
tamento de dependentes de drogas ou de reinser- insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e li-
ção social, de unidades militares ou policiais ou em berdade provisória, vedada a conversão de suas
transportes públicos; penas em restritivas de direitos.
Vinícius Abreu da Costa
IV - o crime tiver sido praticado com violência, O STF atestou a inconstitucionalidade da proibição da con-
antoniavinicius3010@[Link]
cessão de liberdade provisória ao acusado de crimes rela-
grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qual-
604.983.963-80
cionados ao tráfico de drogas (Informativo nº 665).
quer processo de intimidação difusa ou coletiva;
Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput
V - caracterizado o tráfico entre Estados da Fe-
deste artigo, dar-se-á o livramento condicional após
deração ou entre estes e o Distrito Federal;
o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua
VI - sua prática envolver ou visar a atingir cri- concessão ao reincidente específico.
ança ou adolescente ou a quem tenha, por qual-
quer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade Art. 45. É isento de pena o agente que, em
de entendimento e determinação; razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente
de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao
VII - o agente financiar ou custear a prática do tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha
crime. sido a infração penal praticada, inteiramente inca-
STJ: Súmula 607 - A majorante do tráfico transnacional de paz de entender o caráter ilícito do fato ou de de-
drogas (art. 40, I, da Lei 11.343/06) se configura com a terminar-se de acordo com esse entendimento.
prova da destinação internacional das drogas, ainda que
não consumada a transposição de fronteiras. Parágrafo único. Quando absolver o agente,
STJ: Súmula 587 - Para a incidência da majorante prevista reconhecendo, por força pericial, que este apresen-
no artigo 40, V, da Lei 11.343/06, é desnecessária a efetiva tava, à época do fato previsto neste artigo, as con-
transposição de fronteiras entre estados da federação,
sendo suficiente a demonstração inequívoca da intenção
dições referidas no caput deste artigo, poderá de-
de realizar o tráfico interestadual. terminar o juiz, na sentença, o seu encaminha-
mento para tratamento médico adequado.
Art. 41. O indiciado ou acusado que colabo-
rar voluntariamente com a investigação policial e o Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um
processo criminal na identificação dos demais co- terço a dois terços se, por força das circunstâncias
autores ou partícipes do crime e na recuperação to- previstas no art. 45 desta Lei, o agente não pos-
tal ou parcial do produto do crime, no caso de con- suía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena ca-
denação, terá pena reduzida de um terço a dois ter- pacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de
ços. determinar-se de acordo com esse entendimento.

113
Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz, colaboradores e testemunhas previstos na Lei nº
com base em avaliação que ateste a necessidade 9.807, de 13 de julho de 1999.
de encaminhamento do agente para tratamento, re-
alizada por profissional de saúde com competência
específica na forma da lei, determinará que a tal se SEÇÃO I
proceda, observado o disposto no art. 26 desta Lei. DA INVESTIGAÇÃO

CAPÍTULO III Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a au-


toridade de polícia judiciária fará, imediatamente,
DO PROCEDIMENTO PENAL
comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe
cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao
Art. 48. O procedimento relativo aos proces- órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro)
sos por crimes definidos neste Título rege-se pelo horas.
disposto neste Capítulo, aplicando-se, subsidiaria-
§ 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão
mente, as disposições do Código de Processo Pe-
em flagrante e estabelecimento da materialidade
nal e da Lei de Execução Penal.
do delito, é suficiente o laudo de constatação da
§ 1º O agente de qualquer das condutas pre- natureza e quantidade da droga, firmado por perito
vistas no art. 28 desta Lei, salvo se houver con- oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.
curso com os crimes previstos nos arts. 33 a 37
§ 2º O perito que subscrever o laudo a que se
desta Lei, será processado e julgado na forma
refere o § 1º deste artigo não ficará impedido de
dos arts. 60 e seguintes da Lei nº 9.099, de 26 de
participar da elaboração do laudo definitivo.
setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados
Especiais Criminais. § 3º Recebida cópia do auto de prisão em fla-
grante, o juiz, no prazo de 10 (dez) dias, certificará
§ 2º Tratando-se da conduta prevista no art. 28
Vinícius Abreu da Costa formal do laudo de constatação e
a regularidade
desta Lei, não se imporá prisão em flagrante, de-
antoniavinicius3010@[Link]
determinará a destruição das drogas apreendidas,
vendo o autor do fato ser imediatamente encami-
guardando-se amostra necessária à realização do
nhado ao juízo competente ou, na falta deste,604.983.963-80
as-
laudo definitivo.
sumir o compromisso de a ele comparecer, la-
vrando-se termo circunstanciado e providenciando- § 4º A destruição das drogas será executada
se as requisições dos exames e perícias necessá- pelo delegado de polícia competente no prazo de
rios. 15 (quinze) dias na presença do Ministério Público
e da autoridade sanitária.
§ 3º Se ausente a autoridade judicial, as provi-
dências previstas no § 2º deste artigo serão toma- § 5º O local será vistoriado antes e depois de
das de imediato pela autoridade policial, no local efetivada a destruição das drogas referida no § 3º ,
em que se encontrar, vedada a detenção do sendo lavrado auto circunstanciado pelo delegado
agente. (Vide ADIN 3807) de polícia, certificando-se neste a destruição total
delas.
§ 4º Concluídos os procedimentos de que trata
o § 2º deste artigo, o agente será submetido a Art. 50-A. A destruição das drogas apreendi-
exame de corpo de delito, se o requerer ou se a das sem a ocorrência de prisão em flagrante será
autoridade de polícia judiciária entender conveni- feita por incineração, no prazo máximo de 30
ente, e em seguida liberado. (trinta) dias contados da data da apreensão, guar-
§ 5º Para os fins do disposto no art. 76 da Lei dando-se amostra necessária à realização do laudo
nº 9.099, de 1995, que dispõe sobre os Juizados definitivo.
Especiais Criminais, o Ministério Público poderá Art. 51. O inquérito policial será concluído no
propor a aplicação imediata de pena prevista no art. prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver
28 desta Lei, a ser especificada na proposta. preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto.
Art. 49. Tratando-se de condutas tipificadas Parágrafo único. Os prazos a que se refere
nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 a 37 desta Lei, o este artigo podem ser duplicados pelo juiz, ouvido
juiz, sempre que as circunstâncias o recomendem, o Ministério Público, mediante pedido justificado da
empregará os instrumentos protetivos de autoridade de polícia judiciária.

114
Art. 52. Findos os prazos a que se refere o SEÇÃO II
art. 51 desta Lei, a autoridade de polícia judiciária, DA INSTRUÇÃO CRIMINAL
remetendo os autos do inquérito ao juízo:
I - relatará sumariamente as circunstâncias do Art. 54. Recebidos em juízo os autos do in-
fato, justificando as razões que a levaram à classi- quérito policial, de Comissão Parlamentar de In-
ficação do delito, indicando a quantidade e natu- quérito ou peças de informação, dar-se-á vista ao
reza da substância ou do produto apreendido, o lo- Ministério Público para, no prazo de 10 (dez) dias,
cal e as condições em que se desenvolveu a ação adotar uma das seguintes providências:
criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta,
a qualificação e os antecedentes do agente; ou I - requerer o arquivamento;

II - requererá sua devolução para a realização II - requisitar as diligências que entender ne-
de diligências necessárias. cessárias;

Parágrafo único. A remessa dos autos far-se-á III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) tes-
sem prejuízo de diligências complementares: temunhas e requerer as demais provas que enten-
der pertinentes.
I - necessárias ou úteis à plena elucidação do
fato, cujo resultado deverá ser encaminhado ao ju- Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará
ízo competente até 3 (três) dias antes da audiência a notificação do acusado para oferecer defesa pré-
de instrução e julgamento; via, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.
II - necessárias ou úteis à indicação dos bens, § 1º Na resposta, consistente em defesa preli-
direitos e valores de que seja titular o agente, ou minar e exceções, o acusado poderá argüir prelimi-
que figurem em seu nome, cujo resultado deverá nares e invocar todas as razões de defesa, oferecer
ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) documentos e justificações, especificar as provas
dias antes da audiência de instrução eVinícius
julgamento. que pretende produzir e, até o número de 5 (cinco),
Abreu da Costa
arrolar testemunhas.
Art. 53. Em qualquer fase da antoniavinicius3010@[Link]
persecução cri-
minal relativa aos crimes previstos nesta Lei, 604.983.963-80
são § 2º As exceções serão processadas em apar-
permitidos, além dos previstos em lei, mediante au- tado, nos termos dos arts. 95 a 113 do Decreto-Lei
torização judicial e ouvido o Ministério Público, os nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Pro-
seguintes procedimentos investigatórios: cesso Penal.

I - a infiltração por agentes de polícia, em tare- § 3º Se a resposta não for apresentada no


fas de investigação, constituída pelos órgãos espe- prazo, o juiz nomeará defensor para oferecê-la em
cializados pertinentes; 10 (dez) dias, concedendo-lhe vista dos autos no
ato de nomeação.
II - a não-atuação policial sobre os portadores
de drogas, seus precursores químicos ou outros § 4º Apresentada a defesa, o juiz decidirá em
produtos utilizados em sua produção, que se en- 5 (cinco) dias.
contrem no território brasileiro, com a finalidade de § 5º Se entender imprescindível, o juiz, no
identificar e responsabilizar maior número de inte- prazo máximo de 10 (dez) dias, determinará a apre-
grantes de operações de tráfico e distribuição, sem sentação do preso, realização de diligências, exa-
prejuízo da ação penal cabível. mes e perícias.
Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste Art. 56. Recebida a denúncia, o juiz desig-
artigo, a autorização será concedida desde que se- nará dia e hora para a audiência de instrução e jul-
jam conhecidos o itinerário provável e a identifica- gamento, ordenará a citação pessoal do acusado,
ção dos agentes do delito ou de colaboradores. a intimação do Ministério Público, do assistente, se
for o caso, e requisitará os laudos periciais.
§ 1º Tratando-se de condutas tipificadas como
infração do disposto nos arts. 33, caput e § 1º , e
34 a 37 desta Lei, o juiz, ao receber a denúncia,
poderá decretar o afastamento cautelar do

115
denunciado de suas atividades, se for funcionário § 1º (Revogado).
público, comunicando ao órgão respectivo. § 2º (Revogado).
§ 2º A audiência a que se refere o caput deste § 3º Na hipótese do art. 366 do Decreto-Lei nº
artigo será realizada dentro dos 30 (trinta) dias se- 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Pro-
guintes ao recebimento da denúncia, salvo se de- cesso Penal , o juiz poderá determinar a prática de
terminada a realização de avaliação para atestar atos necessários à conservação dos bens, direitos
dependência de drogas, quando se realizará em 90 ou valores.
(noventa) dias.
§ 4º A ordem de apreensão ou sequestro de
Art. 57. Na audiência de instrução e julga- bens, direitos ou valores poderá ser suspensa pelo
mento, após o interrogatório do acusado e a inqui- juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua exe-
rição das testemunhas, será dada a palavra, suces- cução imediata puder comprometer as investiga-
sivamente, ao representante do Ministério Público ções. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019)
e ao defensor do acusado, para sustentação oral,
§ 5º Decretadas quaisquer das medidas pre-
pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um,
vistas no caput deste artigo, o juiz facultará ao acu-
prorrogável por mais 10 (dez), a critério do juiz.
sado que, no prazo de 5 (cinco) dias, apresente
Parágrafo único. Após proceder ao interroga- provas, ou requeira a produção delas, acerca da
tório, o juiz indagará das partes se restou algum origem lícita do bem ou do valor objeto da decisão,
fato para ser esclarecido, formulando as perguntas exceto no caso de veículo apreendido em trans-
correspondentes se o entender pertinente e rele- porte de droga ilícita. (Incluído pela Lei nº 14.322,
vante. de 2022)
Art. 58. Encerrados os debates, proferirá o § 6º Provada a origem lícita do bem ou do va-
juiz sentença de imediato, ou o fará em 10 (dez) lor, o juiz decidirá por sua liberação, exceto no caso
dias, ordenando que os autos para isso lhe sejam de veículo apreendido em transporte de droga ilí-
Vinícius Abreu da Costa
cita, cuja destinação observará o disposto nos arts.
conclusos.
antoniavinicius3010@[Link]
61 e 62 desta Lei, ressalvado o direito de terceiro
Art. 59. Nos crimes previstos nos arts. 33,604.983.963-80
ca- de boa-fé. (Incluído pela Lei nº 14.322, de 2022)
put e § 1º, e 34 a 37 desta Lei, o réu não poderá
apelar sem recolher-se à prisão, salvo se for primá- Art. 60-A. Se as medidas assecuratórias de
rio e de bons antecedentes, assim reconhecido na que trata o art. 60 desta Lei recaírem sobre moeda
sentença condenatória. estrangeira, títulos, valores mobiliários ou cheques
emitidos como ordem de pagamento, será determi-
O STF considerada inconstitucional esse dispositivo, pois
restringe o direito do réu de ter revista a decisão que o con- nada, imediatamente, a sua conversão em moeda
denou. nacional.
§ 1º A moeda estrangeira apreendida em es-
CAPÍTULO IV pécie deve ser encaminhada a instituição finan-
DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO ceira, ou equiparada, para alienação na forma pre-
vista pelo Conselho Monetário Nacional.
E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO
§ 2º Na hipótese de impossibilidade da aliena-
Art. 60. O juiz, a requerimento do Ministério ção a que se refere o § 1º deste artigo, a moeda
estrangeira será custodiada pela instituição finan-
Público ou do assistente de acusação, ou mediante
ceira até decisão sobre o seu destino.
representação da autoridade de polícia judiciária,
poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação § 3º Após a decisão sobre o destino da moeda
penal, a apreensão e outras medidas assecurató- estrangeira a que se refere o § 2º deste artigo, caso
rias nos casos em que haja suspeita de que os seja verificada a inexistência de valor de mercado,
bens, direitos ou valores sejam produto do crime ou seus espécimes poderão ser destruídos ou doados
constituam proveito dos crimes previstos nesta Lei, à representação diplomática do país de origem.
procedendo-se na forma dos arts. 125 e seguintes § 4º Os valores relativos às apreensões feitas
do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - antes da data de entrada em vigor da Medida Pro-
Código de Processo Penal . visória nº 885, de 17 de junho de 2019, e que este-
jam custodiados nas dependências do Banco

116
Central do Brasil devem ser transferidos à Caixa § 11. Os bens móveis e imóveis devem ser
Econômica Federal, no prazo de 360 (trezentos e vendidos por meio de hasta pública, preferencial-
sessenta) dias, para que se proceda à alienação ou mente por meio eletrônico, assegurada a venda
custódia, de acordo com o previsto nesta Lei. pelo maior lance, por preço não inferior a 50% (cin-
quenta por cento) do valor da avaliação judicial.
Art. 61. A apreensão de veículos, embarca-
ções, aeronaves e quaisquer outros meios de § 12. O juiz ordenará às secretarias de fazenda
transporte e dos maquinários, utensílios, instru- e aos órgãos de registro e controle que efetuem as
mentos e objetos de qualquer natureza utilizados averbações necessárias, tão logo tenha conheci-
para a prática, habitual ou não, dos crimes defini- mento da apreensão.
dos nesta Lei será imediatamente comunicada pela § 13. Na alienação de veículos, embarcações
autoridade de polícia judiciária responsável pela in- ou aeronaves, a autoridade de trânsito ou o órgão
vestigação ao juízo competente. (Redação dada congênere competente para o registro, bem como
pela Lei nº 14.322, de 2022) as secretarias de fazenda, devem proceder à regu-
§ 1º O juiz, no prazo de 30 (trinta) dias contado larização dos bens no prazo de 30 (trinta) dias, fi-
da comunicação de que trata o caput , determinará cando o arrematante isento do pagamento de mul-
a alienação dos bens apreendidos, excetuadas as tas, encargos e tributos anteriores, sem prejuízo de
armas, que serão recolhidas na forma da legislação execução fiscal em relação ao antigo proprietário.
específica. § 14. Eventuais multas, encargos ou tributos
§ 2º A alienação será realizada em autos apar- pendentes de pagamento não podem ser cobrados
tados, dos quais constará a exposição sucinta do do arrematante ou do órgão público alienante como
nexo de instrumentalidade entre o delito e os bens condição para regularização dos bens.
apreendidos, a descrição e especificação dos obje- § 15. Na hipótese de que trata o § 13 deste ar-
tos, as informações sobre quem os tiver sob custó- tigo, a autoridade de trânsito ou o órgão congênere
dia e o local em que se encontrem. Vinícius Abreu da Costa para o registro poderá emitir novos
competente
§ 3º O juiz determinará a avaliação dos bens identificadores dos bens.
antoniavinicius3010@[Link]
apreendidos, que será realizada por oficial 604.983.963-80
de jus- Art. 62. Comprovado o interesse público na
tiça, no prazo de 5 (cinco) dias a contar da autua- utilização de quaisquer dos bens de que trata o art.
ção, ou, caso sejam necessários conhecimentos 61, os órgãos de polícia judiciária, militar e rodovi-
especializados, por avaliador nomeado pelo juiz, ária poderão deles fazer uso, sob sua responsabili-
em prazo não superior a 10 (dez) dias. dade e com o objetivo de sua conservação, medi-
§ 4º Feita a avaliação, o juiz intimará o órgão ante autorização judicial, ouvido o Ministério Pú-
gestor do Funad, o Ministério Público e o interes- blico e garantida a prévia avaliação dos respectivos
sado para se manifestarem no prazo de 5 (cinco) bens.
dias e, dirimidas eventuais divergências, homolo- § 1º (Revogado).
gará o valor atribuído aos bens.
§ 1º-A. O juízo deve cientificar o órgão gestor
§ 5º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, do Funad para que, em 10 (dez) dias, avalie a exis-
de 2019) tência do interesse público mencionado no ca-
§ 6º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº put deste artigo e indique o órgão que deve receber
13.886, de 2019) o bem.
§ 7º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº § 1º-B. Têm prioridade, para os fins do § 1º-A
13.886, de 2019) deste artigo, os órgãos de segurança pública que
§ 8º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº participaram das ações de investigação ou repres-
13.886, de 2019) são ao crime que deu causa à medida.

§ 9º O Ministério Público deve fiscalizar o cum- § 2º A autorização judicial de uso de bens de-
primento da regra estipulada no § 1º deste artigo. verá conter a descrição do bem e a respectiva ava-
liação e indicar o órgão responsável por sua utiliza-
§ 10. Aplica-se a todos os tipos de bens con- ção.
fiscados a regra estabelecida no § 1º deste artigo.
§ 3º O órgão responsável pela utilização do
bem deverá enviar ao juiz periodicamente, ou a

117
qualquer momento quando por este solicitado, in- os direitos de eventuais lesados e de terceiros de
formações sobre seu estado de conservação. boa-fé.
§ 4º Quando a autorização judicial recair sobre § 4º Os valores devolvidos pela Caixa Econô-
veículos, embarcações ou aeronaves, o juiz orde- mica Federal, por decisão judicial, devem ser efe-
nará à autoridade ou ao órgão de registro e controle tuados como anulação de receita do Funad no
a expedição de certificado provisório de registro e exercício em que ocorrer a devolução.
licenciamento em favor do órgão ao qual tenha de- § 5º A Caixa Econômica Federal deve manter
ferido o uso ou custódia, ficando este livre do paga- o controle dos valores depositados ou devolvidos.
mento de multas, encargos e tributos anteriores à
decisão de utilização do bem até o trânsito em jul- Art. 63. Ao proferir a sentença, o juiz decidirá
gado da decisão que decretar o seu perdimento em sobre:
favor da União. I - o perdimento do produto, bem, direito ou va-
§ 5º Na hipótese de levantamento, se houver lor apreendido ou objeto de medidas assecurató-
indicação de que os bens utilizados na forma deste rias; e
artigo sofreram depreciação superior àquela espe- II - o levantamento dos valores depositados em
rada em razão do transcurso do tempo e do uso, conta remunerada e a liberação dos bens utilizados
poderá o interessado requerer nova avaliação judi- nos termos do art. 62.
cial.
§ 1º Os bens, direitos ou valores apreendidos
§ 6º Constatada a depreciação de que trata o em decorrência dos crimes tipificados nesta Lei ou
§ 5º, o ente federado ou a entidade que utilizou o objeto de medidas assecuratórias, após decretado
bem indenizará o detentor ou proprietário dos bens. seu perdimento em favor da União, serão reverti-
§ 7º (Revogado). dos diretamente ao Funad.
§ 8º (Revogado). § 2º O juiz remeterá ao órgão gestor do Funad
Vinícius Abreu da Costa
relação dos bens, direitos e valores declarados per-
§ 9º (Revogado). antoniavinicius3010@[Link]
didos, indicando o local em que se encontram e a
§ 10. (Revogado). 604.983.963-80
entidade ou o órgão em cujo poder estejam, para
§ 11. (Revogado). os fins de sua destinação nos termos da legislação
vigente.
Art. 62-A. O depósito, em dinheiro, de valo-
res referentes ao produto da alienação ou a nume- § 3º (Revogado).
rários apreendidos ou que tenham sido convertidos § 4º Transitada em julgado a sentença conde-
deve ser efetuado na Caixa Econômica Federal, natória, o juiz do processo, de ofício ou a requeri-
por meio de documento de arrecadação destinado mento do Ministério Público, remeterá à Senad re-
a essa finalidade. lação dos bens, direitos e valores declarados per-
§ 1º Os depósitos a que se refere o caput deste didos em favor da União, indicando, quanto aos
artigo devem ser transferidos, pela Caixa Econô- bens, o local em que se encontram e a entidade ou
mica Federal, para a conta única do Tesouro Naci- o órgão em cujo poder estejam, para os fins de sua
onal, independentemente de qualquer formalidade, destinação nos termos da legislação vigente.
no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contado do § 4º-A. Antes de encaminhar os bens ao órgão
momento da realização do depósito, onde ficarão à gestor do Funad, o juíz deve:
disposição do Funad. I – ordenar às secretarias de fazenda e aos ór-
§ 2º Na hipótese de absolvição do acusado em gãos de registro e controle que efetuem as averba-
decisão judicial, o valor do depósito será devolvido ções necessárias, caso não tenham sido realizadas
a ele pela Caixa Econômica Federal no prazo de quando da apreensão; e
até 3 (três) dias úteis, acrescido de juros, na forma II – determinar, no caso de imóveis, o registro
estabelecida pelo § 4º do art. 39 da Lei nº 9.250, de de propriedade em favor da União no cartório de
26 de dezembro de 1995. registro de imóveis competente, nos termos do ca-
§ 3º Na hipótese de decretação do seu perdi- put e do parágrafo único do art. 243 da Constituição
mento em favor da União, o valor do depósito será Federal, afastada a responsabilidade de terceiros
transformado em pagamento definitivo, respeitados prevista no inciso VI do caput do art. 134 da Lei nº

118
5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário § 1º A alienação por meio de licitação deve ser
Nacional), bem como determinar à Secretaria de realizada na modalidade leilão, para bens móveis e
Coordenação e Governança do Patrimônio da imóveis, independentemente do valor de avaliação,
União a incorporação e entrega do imóvel, tor- isolado ou global, de bem ou de lotes, assegurada
nando-o livre e desembaraçado de quaisquer ônus a venda pelo maior lance, por preço não inferior a
para sua destinação. 50% (cinquenta por cento) do valor da avaliação.
§ 5º (VETADO). § 2º O edital do leilão a que se refere o § 1º
§ 6º Na hipótese do inciso II do caput , decorri- deste artigo será amplamente divulgado em jornais
dos 360 (trezentos e sessenta) dias do trânsito em de grande circulação e em sítios eletrônicos ofici-
julgado e do conhecimento da sentença pelo inte- ais, principalmente no Município em que será reali-
ressado, os bens apreendidos, os que tenham sido zado, dispensada a publicação em diário oficial.
objeto de medidas assecuratórias ou os valores de- § 3º Nas alienações realizadas por meio de sis-
positados que não forem reclamados serão reverti- tema eletrônico da administração pública, a publici-
dos ao Funad. dade dada pelo sistema substituirá a publicação em
diário oficial e em jornais de grande circulação.
Art. 63-A. Nenhum pedido de restituição
será conhecido sem o comparecimento pessoal do § 4º Na alienação de imóveis, o arrematante
acusado, podendo o juiz determinar a prática de fica livre do pagamento de encargos e tributos an-
atos necessários à conservação de bens, direitos teriores, sem prejuízo de execução fiscal em rela-
ou valores. ção ao antigo proprietário.

Art. 63-B. O juiz determinará a liberação to- § 5º Na alienação de veículos, embarcações


ou aeronaves deverão ser observadas as disposi-
tal ou parcial dos bens, direitos e objeto de medidas
ções dos §§ 13 e 15 do art. 61 desta Lei.
assecuratórias quando comprovada a licitude de
sua origem, mantendo-se a constrição dos bens, di- § 6º Aplica-se às alienações de que trata este
Vinícius Abreu da Costa
artigo a proibição relativa à cobrança de multas, en-
reitos e valores necessários e suficientes à repara-
ção dos danos e ao pagamento de antoniavinicius3010@[Link]
prestações pe- cargos ou tributos prevista no § 14 do art. 61 desta
604.983.963-80
cuniárias, multas e custas decorrentes da infração Lei.
penal. § 7º A Senad, do Ministério da Justiça e Segu-
Art. 63-C. Compete à Senad, do Ministério da rança Pública, pode celebrar convênios ou instru-
Justiça e Segurança Pública, proceder à destina- mentos congêneres com órgãos e entidades da
ção dos bens apreendidos e não leiloados em ca- União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Mu-
ráter cautelar, cujo perdimento seja decretado em nicípios, bem como com comunidades terapêuticas
favor da União, por meio das seguintes modalida- acolhedoras, a fim de dar imediato cumprimento ao
des: estabelecido neste artigo.

I – alienação, mediante: § 8º Observados os procedimentos licitatórios


previstos em lei, fica autorizada a contratação da
a) licitação; iniciativa privada para a execução das ações de
b) doação com encargo a entidades ou órgãos avaliação, de administração e de alienação dos
públicos, bem como a comunidades terapêuticas bens a que se refere esta Lei.
acolhedoras que contribuam para o alcance das fi-
Art. 63-D. Compete ao Ministério da Justiça
nalidades do Funad; ou
e Segurança Pública regulamentar os procedimen-
c) venda direta, observado o disposto no inciso tos relativos à administração, à preservação e à
II do caput do art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de ju- destinação dos recursos provenientes de delitos e
nho de 1993; atos ilícitos e estabelecer os valores abaixo dos
II – incorporação ao patrimônio de órgão da ad- quais se deve proceder à sua destruição ou inutili-
ministração pública, observadas as finalidades do zação.
Funad; Art. 63-E. O produto da alienação dos bens
III – destruição; ou apreendidos ou confiscados será revertido integral-
IV – inutilização. mente ao Funad, nos termos do parágrafo único do
art. 243 da Constituição Federal, vedada a sub-

119
rogação sobre o valor da arrematação para saldar em vigor, e observado o espírito das Convenções
eventuais multas, encargos ou tributos pendentes das Nações Unidas e outros instrumentos jurídicos
de pagamento. internacionais relacionados à questão das drogas,
Parágrafo único. O disposto no caput deste ar- de que o Brasil é parte, o governo brasileiro pres-
tigo não prejudica o ajuizamento de execução fiscal tará, quando solicitado, cooperação a outros países
em relação aos antigos devedores. e organismos internacionais e, quando necessário,
deles solicitará a colaboração, nas áreas de:
Art. 63-F. Na hipótese de condenação por in-
I - intercâmbio de informações sobre legisla-
frações às quais esta Lei comine pena máxima su- ções, experiências, projetos e programas voltados
perior a 6 (seis) anos de reclusão, poderá ser de- para atividades de prevenção do uso indevido, de
cretada a perda, como produto ou proveito do atenção e de reinserção social de usuários e de-
crime, dos bens correspondentes à diferença entre pendentes de drogas;
o valor do patrimônio do condenado e aquele com-
patível com o seu rendimento lícito. II - intercâmbio de inteligência policial sobre
produção e tráfico de drogas e delitos conexos, em
§ 1º A decretação da perda prevista no ca- especial o tráfico de armas, a lavagem de dinheiro
put deste artigo fica condicionada à existência de e o desvio de precursores químicos;
elementos probatórios que indiquem conduta crimi-
nosa habitual, reiterada ou profissional do conde- III - intercâmbio de informações policiais e judi-
nado ou sua vinculação a organização criminosa. ciais sobre produtores e traficantes de drogas e
seus precursores químicos.
§ 2º Para efeito da perda prevista no ca-
put deste artigo, entende-se por patrimônio do con-
denado todos os bens: TÍTULO V-A
I – de sua titularidade, ou sobre os quais tenha DO FINANCIAMENTO DAS POLÍTICAS
domínio e benefício direto ou indireto, na data da Abreu da Costa SOBRE DROGAS
Vinícius
infração penal, ou recebidos posteriormente; e
antoniavinicius3010@[Link]
II – transferidos a terceiros a título gratuito604.983.963-80
ou Art. 65-A. (VETADO).
mediante contraprestação irrisória, a partir do início
da atividade criminal.
TÍTULO VI
§ 3º O condenado poderá demonstrar a inexis-
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
tência da incompatibilidade ou a procedência lícita
do patrimônio.
Art. 66. Para fins do disposto no parágrafo
Art. 64. A União, por intermédio da Senad, único do art. 1º desta Lei, até que seja atualizada a
poderá firmar convênio com os Estados, com o Dis- terminologia da lista mencionada no preceito, de-
trito Federal e com organismos orientados para a nominam-se drogas substâncias entorpecentes,
prevenção do uso indevido de drogas, a atenção e psicotrópicas, precursoras e outras sob controle es-
a reinserção social de usuários ou dependentes e pecial, da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio
a atuação na repressão à produção não autorizada de 1998.
e ao tráfico ilícito de drogas, com vistas na libera-
ção de equipamentos e de recursos por ela arreca- Art. 67. A liberação dos recursos previstos
dados, para a implantação e execução de progra- na Lei nº 7.560, de 19 de dezembro de 1986, em
mas relacionados à questão das drogas. favor de Estados e do Distrito Federal, dependerá
de sua adesão e respeito às diretrizes básicas con-
tidas nos convênios firmados e do fornecimento de
TÍTULO V dados necessários à atualização do sistema pre-
DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL visto no art. 17 desta Lei, pelas respectivas polícias
judiciárias.
Art. 65. De conformidade com os princípios
Art. 67-A. Os gestores e entidades que rece-
da não-intervenção em assuntos internos, da igual-
bam recursos públicos para execução das políticas
dade jurídica e do respeito à integridade territorial
sobre drogas deverão garantir o acesso às suas
dos Estados e às leis e aos regulamentos nacionais
instalações, à documentação e a todos os

120
elementos necessários à efetiva fiscalização pelos Parágrafo único. Os crimes praticados nos Mu-
órgãos competentes. (Incluído pela Lei nº 13.840, nicípios que não sejam sede de vara federal serão
de 2019) processados e julgados na vara federal da circuns-
crição respectiva.
Art. 68. A União, os Estados, o Distrito Fede-
ral e os Municípios poderão criar estímulos fiscais Art. 71. (VETADO)
e outros, destinados às pessoas físicas e jurídicas
Art. 72. Encerrado o processo criminal ou ar-
que colaborem na prevenção do uso indevido de
drogas, atenção e reinserção social de usuários e quivado o inquérito policial, o juiz, de ofício, medi-
dependentes e na repressão da produção não au- ante representação da autoridade de polícia judici-
torizada e do tráfico ilícito de drogas. ária, ou a requerimento do Ministério Público, de-
terminará a destruição das amostras guardadas
Art. 69. No caso de falência ou liquidação ex- para contraprova, certificando nos autos.
trajudicial de empresas ou estabelecimentos hospi-
Art. 73. A União poderá estabelecer convê-
talares, de pesquisa, de ensino, ou congêneres, as-
sim como nos serviços de saúde que produzirem, nios com os Estados e o com o Distrito Federal, vi-
venderem, adquirirem, consumirem, prescreverem sando à prevenção e repressão do tráfico ilícito e
ou fornecerem drogas ou de qualquer outro em que do uso indevido de drogas, e com os Municípios,
existam essas substâncias ou produtos, incumbe com o objetivo de prevenir o uso indevido delas e
ao juízo perante o qual tramite o feito: de possibilitar a atenção e reinserção social de usu-
ários e dependentes de drogas.
I - determinar, imediatamente à ciência da fa-
lência ou liquidação, sejam lacradas suas instala- Art. 74. Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta
ções; e cinco) dias após a sua publicação.
II - ordenar à autoridade sanitária competente Art. 75. Revogam-se a Lei nº 6.368, de 21 de
a urgente adoção das medidas necessárias ao re- outubro de 1976, e a Lei nº 10.409, de 11 de janeiro
Vinícius Abreu da Costa
cebimento e guarda, em depósito, das drogas arre- de 2002.
cadadas; antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
III - dar ciência ao órgão do Ministério Público,
para acompanhar o feito.
§ 1º Da licitação para alienação de substâncias
ou produtos não proscritos referidos no inciso II do
caput deste artigo, só podem participar pessoas ju-
rídicas regularmente habilitadas na área de saúde
ou de pesquisa científica que comprovem a desti-
nação lícita a ser dada ao produto a ser arrema-
tado.
§ 2º Ressalvada a hipótese de que trata o § 3º
deste artigo, o produto não arrematado será, ato
contínuo à hasta pública, destruído pela autoridade
sanitária, na presença dos Conselhos Estaduais
sobre Drogas e do Ministério Público.
§ 3º Figurando entre o praceado e não arrema-
tadas especialidades farmacêuticas em condições
de emprego terapêutico, ficarão elas depositadas
sob a guarda do Ministério da Saúde, que as desti-
nará à rede pública de saúde.
Art. 70. O processo e o julgamento dos cri-
mes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se carac-
terizado ilícito transnacional, são da competência
da Justiça Federal.

121
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

122
Art. 5º - Para os efeitos deste Estatuto, consi-
dera-se Sistema Administrativo o complexo de ór-
gãos dos Poderes Legislativo e Executivo e suas
entidades autárquicas.

TÍTULO II
DO PROVIMENTO DOS CARGOS

TÍTULO I CAPÍTULO I
DO REGIME JURÍDICO DO FUNCIONÁRIO DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO ÚNICO Art. 6º - Os cargos públicos do Estado do Ce-


DOS PRINCÍPIOS GERAIS ará são acessíveis a todos brasileiros, observadas
as condições prescritas
Art. 1º - Regime Jurídico do Funcionário Civil em lei e regulamento.
é o conjunto de normas e princípios, estabelecidos Art. 7º - De acordo com a natureza dos car-
por este Estatuto e legislação complementar, re-
gos, o seu provimento pode ser em caráter efetivo
gula- dores das relações entre o Estado e o ocu-
Vinícius Abreu da
ou Costa
em comissão.
pante de cargo público.
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 8º - Os cargos em comissão serão provi-
Art. 2º - Aplica-se o regime jurídico de que
604.983.963-80
dos, por livre nomeação da autoridade competente,
trata esta lei:
dentre pessoas que possuam aptidão profissional e
I - aos funcionários do Poder Executivo; reúnam as condições necessárias à sua investi-
II - aos funcionários autárquicos do Estado; dura, conforme se dispuser em regulamento.

III - aos funcionários administrativos do Poder § 1º - A escolha dos ocupantes de cargos em


Legislativo; comissão poderá recair, ou não, em funcionário do
Estado, na forma do regulamento.
IV - aos funcionários administrativos do Tribu-
nal de Contas do Estado e do Conselho de Contas § 2º - No caso de recair a escolha em servidor
dos Municípios. de entidade da Administração Indireta, ou em fun-
cionário não subordinado à autoridade competente
Art. 3º - Funcionário Público Civil é o ocu- para nomear, o ato de nomeação será precedido
pante de cargo público, ou o que, extinto ou decla- da necessária requisição.
rado desnecessário o cargo, é posto em disponibi-
§ 3º - A posse em cargo em comissão deter-
lidade.
mina o concomitante afastamento do funcionário do
Art. 4º - Cargo público é o lugar inserido no cargo efetivo de que for titular, ressalvados os ca-
Sistema Administrativo Civil do Estado, caracteri- sos de comprovada acumulação legal.
zando-se, cada um, por determinado conjunto de Art. 9º - Os cargos públicos são providos por:
atribuições e responsabilidades de natureza per-
manente. I - nomeação;
Parágrafo único - Exclui-se da regra conceitual II - promoção;
deste artigo o conjunto de empregos que, inserido V - reintegração;
no Sistema Administrativo Civil do Estado, se su-
bordina à legislação trabalhista. VI - aproveitamento;
VII - reversão;

123
VIII - transposição; a) de vinte e cinco (25) anos, quando se tratar
IX - transformação. de ingresso em categoria funcional que importe em
exigência de curso de nível médio; e
Art. 10º - O ato de provimento deverá indicar
b) de trinta e cinco (35) anos, quando se tratar
a existência de vaga, com os elementos capazes de ingresso nas demais categorias;
de identificá-la.
c) independerá dos limites previstos nas alí-
Art. 11 - O disciplinamento normativo das for- neas anteriores a inscrição do candidato que já
mas de provimento dos cargos públicos referidos ocupe cargo integrante do Grupo Segurança Pú-
nos itens VIII e IX do art. 9º é objeto de legislação blica.
específica.
§ 1º - Das inscrições para o concurso consta-
rão, obrigatoriamente:
CAPÍTULO II I - o limite de idade dos candidatos, que poderá
DO CONCURSO variar de dezoito (18) anos completos até cinquenta
(50) anos incompletos, na forma estabelecida no
caput deste artigo;
Art. 12 - Compete a cada Poder e a cada Au-
tarquia ou órgão auxiliar, autônomo, a iniciativa dos II - o grau de instrução exigível, mediante
concursos para provimento dos cargos vagos. apresentação do respectivo certificado;
III - a quantidade de vagas a serem preenchi-
Art. 13 - A realização dos concursos para
das, distribuídas por especialização da disciplina,
provi- mento dos cargos da Administração Direta quando referentes a cargo do Magistério e de ativi-
do Poder Executivo competirá ao Órgão Central do dades de nível superior ou outros de denominação
Sistema de Pessoal. genérica;
§ 1º - A execução dos concursos para pro- Abreu daIVCosta
Vinícius - o prazo de validade do concurso, de dois
vimento dos cargos da lotação do Tribunal de Con-
antoniavinicius3010@[Link]
(2) anos, prorrogável a juízo da autoridade que o
tas do Estado, do Conselho de Contas dos Muni- abriu ou o iniciou;
604.983.963-80
cípios e das Autarquias receberá a orientação nor-
mativa e supervisão técnica do órgão central refe- V - descrição sintética do cargo, incluindo
rido neste artigo. exemplificação de tarefas típicas, horário, condi-
ções de trabalho e retribuição;
§ 2º - O Órgão Central do Sistema de Pessoal
poderá delegar a realização dos concursos aos ór- VI - tipos e Programa das Provas;
gãos setoriais e seccionais de pessoal das diversas VII - exigências outras, de acordo com as espe-
repartições e entidades, desde que estes apresen- cificações do cargo.
tem condições técnicas para efetivação das ativi-
§ 2º - Independerá de idade, a inscrição do
dades de recrutamento e seleção, permanecendo,
candidato que seja servidor de Órgãos da Adminis-
sempre, o órgão delegante, com a responsabili-
tração Estadual Direta ou Indireta.
dade pela perfeita execução da atividade delegada.
§ 3º - Na hipótese do parágrafo anterior, a ha-
Art. 14 - É fixada em cinquenta (50) anos a bilitação no concurso somente produzirá efeito se,
idade máxima para inscrição em concurso público no momento da posse ou exercício no novo cargo
destina- do a ingresso nas categorias funcionais ou emprego, o candidato ainda possuir a qualidade
instituídas de acordo com a Lei Estadual nº. 9.634, de servidor ativo, vedada a aposentadoria conco-
de 30 de outubro de 1972, ressalvadas as exce- mitante para elidir a acumulação do cargo.
ções a seguir indicadas:
Art. 15 - Encerradas as inscrições, legal-
I - para a inscrição em concurso para o Grupo
mente pro- cessadas, para concurso destinado ao
de Tributação e Arrecadação a idade limite é de
provimento de qualquer cargo, não se abrirão no-
trinta e cinco (35) anos.
vas inscrições antes da realização do concurso.
II - e para inscrição em concurso destinado ao
ingresso nas categorias funcionais do Grupo Segu- Art. 16 - Ressalvado o caso de expressa con-
rança Pública, são fixados os seguintes limites má- dição básica para provimento de cargo prevista em
ximos de idade:

124
regulamento, independerá de limite de idade a ins- em comissão ou outra forma de provimento para a
crição, em concurso, de ocupante em cargo público qual não se exija o concurso;
IX - ter atendido às condições especiais, pres-
critas em lei ou regulamento para determinados
CAPÍTULO III
cargos ou categorias funcionais.
DA NOEMAÇÃO
§ 1º - A prova das condições a que se refere
os itens I e II deste artigo não será exigida nos ca-
Art. 17 - A nomeação será feita: sos de transferência, aproveitamento e reversão.
I - em caráter vitalício, nos casos expressa- § 2º - Ninguém poderá ser empossado em
mente previstos na Constituição; cargo efetivo sem declarar, previamente, que não
II - em caráter efetivo, quando se tratar de no- ocupa outro cargo ou exerce função ou emprego
meação para cargo da classe inicial ou singular de público da União, dos Estados, dos Municípios, do
determinada categoria funcional; Distrito Federal, dos Territórios, de Autarquias, em-
presas públicas e sociedades de economia mista,
III - em comissão, quando se tratar de cargo ou apresentar comprovante de exoneração ou dis-
que assim deve ser provido. pensa do outro cargo que ocupava, ou da função
Parágrafo único - Em caso de impedimento ou emprego que exerce, ou, ainda, nos casos de
temporário do titular do cargo em comissão, a au- acumulação legal, comprovante de ter sido a
toridade competente nomeará o substituto, exone- mesma julgada lícita pelo órgão competente.
rando-o, findo o período da substituição.
Art. 21 - São competentes para dar posse:
Art. 18 - Será tornada sem efeito a nomeação I - o Governador do Estado, às autoridades
quando, por ato ou omissão do nomeado, a posse que lhe são diretamente subordinadas;
não se verificar no prazo para esse fim estabele-
cido. Vinícius Abreu da Costa
II - os Secretários de Estado, aos dirigentes
de repartições que lhes são diretamente subordina-
antoniavinicius3010@[Link]
das;
604.983.963-80
CAPÍTULO IV III - os dirigentes das Secretarias Administrati-
DA POSSE vas, ou unidades de administração geral equiva-
lente, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de
Contas do Estado, e do Conselho de Contas dos
Art. 19 - Posse é o fato que completa a inves-
Municípios, aos seus funcionários, se de outra ma-
tidura em cargo público. neira não estabelecerem as respectivas leis orgâ-
Parágrafo único - Não haverá posse nos casos nicas e regi- mentos internos;
de promoção, acesso e reintegração. IV - o Diretor-Geral do órgão central do sis-
Art. 20 - Só poderá ser empossado em cargo tema de pessoal, aos demais funcionários da Ad-
público quem satisfizer os seguintes requisitos: ministração Direta;
I - ser brasileiro; V - os dirigentes das Autarquias, aos funcio-
nários dessas entidades.
II - ter completado 18 anos de idade;
Art. 22 - No ato da posse será apresentada
III - estar no gozo dos direitos políticos;
declaração, pelo funcionário empossado, dos bens
IV - estar quite com as obrigações militares e e valores que constituem o seu patrimônio, nos ter-
eleitorais; mos da regulamentação própria.
V - ter boa conduta; Art. 23 - Poderá haver posse por procuração,
VI - gozar saúde, comprovada em inspeção quando se tratar de funcionário ausente do País ou
médica, na forma legal e regulamentar; do Estado, ou, ainda, em casos especiais, a juízo
VII - possuir aptidão para o cargo; da autoridade competente.

VIII - ter-se habilitado previamente em con- Art. 24 - A autoridade de que der posse veri-
curso, exceto nos casos de nomeação para cargo ficará, sob pena de responsabilidade:

125
I - se foram satisfeitas as condições legais para contado do início do exercício funcional, durante o
a posse; qual é observado o atendimento dos requisitos ne-
II - se do ato de provimento consta a existência cessários à confirmação do servidor nomeado em
de vaga, com os elementos capazes de identificá- virtude de concurso público
la; § 1º - Como condição para aquisição da esta-
III - em caso de acumulação, se pelo órgão bilidade, é obrigatória a avaliação especial de de-
competente foi declarada lícita. sempenho por comissão instituída para essa finali-
dade.
Art. 25 - A posse ocorrerá no prazo de 30
§ 2º - A avaliação especial de desempenho do
(trinta) dias da publicação do ato de provimento no servidor será realizada:
órgão oficial.
a) extraordinariamente, ainda durante o está-
Parágrafo único - A requerimento do funcioná- gio probatório, diante da ocorrência de algum fato
rio ou de seu representante legal, a autoridade dela motivador, sem prejuízo da avaliação ordiná-
competente para dar posse poderá prorrogar o ria;
prazo previsto neste artigo, até o máximo de 60
(sessenta) dias contados do seu término. b) ordinariamente, logo após o término do es-
tágio probatório, devendo a comissão ater-se ex-
clusiva- mente ao desempenho do servidor durante
CAPÍTULO V o período do estágio.
DA FIANÇA § 2º - O estágio probatório corresponderá a
uma complementação do processo seletivo, de-
vendo ser obrigatoriamente supervisionado pela
Art. 26 - O funcionário nomeado para cargo
autoridade a que estiver sujeito hierarquicamente o
cujo provimento dependa de prestação de fiança
funcionário, ou nos termos do Regulamento.
não poderá entrar em exercício sem a prévia satis- Abreu da Costa
Vinícius
fação dessa exigência. § 3º - Além de outros específicos indicados em
antoniavinicius3010@[Link]
lei ou regulamento, os requisitos de que trata este
§ 1º - A fiança poderá ser prestada em: 604.983.963-80
artigo são os seguintes:
I - dinheiro;
I - adaptação do servidor ao trabalho, verifi-
II - título da dívida pública da União ou do Es- cada por meio de avaliação da capacidade e quali-
tado, ações de sociedade de economia mista que o dade no desempenho das atribuições do cargo;
Estado participe como acionista, e
II - equilíbrio emocional e capacidade de inte-
III - apólice de seguro-fidelidade funcional, emi- gração;
tida por instituição oficial ou legalmente autorizada
III - cumprimento dos deveres e obrigações do
para esse fim.
servidor público, inclusive com observância da
§ 2º - O seguro poderá ser feito pela própria ética profissional.
repartição em que terá exercício o funcionário.
§ 4º - O estágio probatório corresponderá a
§ 3º - Não se admitirá o levantamento da fiança uma complementação do concurso público a que
antes de tomada de contas do funcionário. se submeteu o servidor, devendo ser obrigatoria-
§ 4º - O responsável por alcance ou desvio de mente acompanhado e supervisionado pelo Chefe
bens do Estado não ficará isento da ação adminis- Imediato.
trativa que couber, ainda que o valor da fiança seja § 5º - Durante o estágio probatório, os cursos
superior ao dano verificado ao patrimônio público. de treinamento para formação profissional ou aper-
feiçoamento do servidor, promovidos gratuitamente
pela Administração, serão de participação obriga-
CAPÍTULO VI tória e o resultado obtido pelo servidor será consi-
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO derado por ocasião da avaliação especial de de-
sempenho, tendo a reprovação caráter eliminató-
rio.
Art. 27 - Estágio probatório é o triênio de efe-
tivo exercício no cargo de provimento efetivo,

126
§ 6º Fica vedada qualquer espécie de afasta- avaliação especial de desempenho será expedido
mento dos servidores em estágio probatório, res- pela autoridade competente para nomear.
salva- dos os casos previstos nos incisos I, II, III,
Art. 29 – O ato administrativo declaratório da
IV, V, VI, VIII, IX, X, XII, XIII, XV, XVI, XVII e XXI do
art. estabilidade do servidor no cargo de provimento
efetivo, após cumprimento do estágio probatório e
§ 7º - O servidor em estágio probatório não fará aprovação na avaliação especial de desempenho,
jus a ascensão funcional. será expedido pela autoridade competente para no-
§ 8º - As faltas disciplinares cometidas pelo mear, retroagindo seus efeitos à data do término do
servidor após o decurso do estágio probatório e an- período do estágio probatório.
tes da conclusão da avaliação especial de desem- Art. 30 - O funcionário estadual que, sendo
penho serão apuradas por meio de processo admi-
estável, tomar posse em outro cargo para cuja con-
nistrativo-disciplinar, precedido de sindicância, esta
firmação se exige estágio probatório, será afas-
quando necessária.
tado do exercício das atribuições do cargo que ocu-
§ 9º - São independentes as instâncias admi- pava, com suspensão do vínculo funcional nos ter-
nistrativas da avaliação especial de desempenho e mos do artigo 66, item I, alíneas a, b e c desta lei.
do processo administrativo-disciplinar, na hipótese
Parágrafo único - Não se aplica o disposto
do parágrafo anterior, sendo que resultando exone-
neste artigo aos casos de acumulação lícita.
ração ou demissão do servidor, em qualquer dos
pro- cedimentos, restará prejudicado o que estiver
ainda em andamento. CAPÍTULO VII
§ 10. Na hipótese de afastamento do servidor DO EXERCÍCIO
em estágio probatório para os fins previstos no in-
cisos V, VI, VIII, IX, X, XIII, XV, XVI, XVIII e XIX do
art. Art. 31 - O início, a interrupção e o reinício do
Vinícius Abreu da Costa
exercício das atribuições do cargo serão registra-
antoniavinicius3010@[Link]
§ 11. O servidor em estágio probatório poderá dos no cadastro individual do funcionário.
exercer cargo de provimento em comissão 604.983.963-80
ou fun-
ção de direção, chefia ou assessoramento no seu Art. 32 - Ao dirigente da repartição para onde
órgão ou entidade de origem, com função ou fun- for designado o funcionário compete dar-lhe exer-
ções similares ao cargo para o qual foi aprovado cício.
em concurso público, computando-se o tempo para
Art. 33 - O exercício funcional terá início no
avaliação essencial de desempenho do estágio
probatório. prazo de trinta dias, contados da data:

§ 12. O servidor em estágio probatório poderá I - da publicação oficial do ato, no caso de rein-
ser cedido para órgão da Administração Pública di- tegração;
reta ou indireta para exercer quaisquer cargos de II - da posse, nos demais casos.
provi- mento em comissão ou funções de direção, Art. 34 - O funcionário terá exercício na repar-
chefia ou assessoramento no âmbito Federal, Mu- tição onde for lotado o cargo por ele ocupado, não
nicipal ou Estadual, com ônus para o destino, res- podendo dela se afastar, salvo nos casos previstos
tando suspenso o computo do estágio probatório, em lei ou regulamento.
voltando este a ser contado a partir do término da
cessão e, consequente retorno à origem. § 1º - O afastamento não se prolongará por
mais de quatro anos consecutivos, salvo:
Art. 28 - O servidor que durante o estágio pro-
I - quando para exercer as atribuições de cargo
batório não satisfizer qualquer dos requisitos pre-
ou função de direção ou de Governo dos Estados,
vistos no § 3º do artigo anterior, será exonerado,
da União, Distrito Federal, Territórios e Municípios
nos casos dos itens I e II, e demitido na hipótese do
e respectivas entidades da administração indireta;
item III.
II - quando à disposição da Presidência da Re-
Parágrafo único - O ato de exoneração ou de
pública;
demissão do servidor em razão de reprovação na

127
III - quando para exercer mandato eletivo, es- sede do mandato eletivo, com todos os direitos e
tadual, federal ou municipal, observado, quanto a vantagens do cargo.
este, o disposto na legislação especial pertinente;
Art. 38 - A remoção por permuta será proces-
IV - quando convocado para serviço militar sada a pedido escrito de ambos os interessados e
obrigatório; de acordo com as demais disposições deste Capí-
V - quando se tratar de funcionário no gozo de tulo.
licença para acompanhar o cônjuge.
§ 2º - Preso preventivamente, pronunciado por CAPÍTULO IX
crime comum ou denunciado por crime inafiançá-
DA SUBSTITUIÇÃO
vel, em processo do qual não haja pronúncia, o fun-
cionário será afastado do exercício, até sentença
passada em julgado. Art. 39 - Haverá substituição nos casos de
§ 3º O funcionário afastado nos termos do pa- impedi- mento legal ou afastamento de titular de
rágrafo anterior terá direito à percepção do benefí- cargo em comissão.
cio do auxílio-reclusão, nos termos desta Lei. Art. 40 - A substituição será automática ou
Art. 35 - Para os efeitos deste Estatuto, en- dependerá de nomeação.
tendesse por lotação a quantidade de cargos, por § 1º - A substituição automática é estabelecida
grupo, categoria funcional e classe, fixada em re- em lei, regulamento, regimento ou manual de ser-
gulamento como necessária ao desenvolvimento viço, e pro- ceder-se-á independentemente de la-
das atividades das unidades e entidades do Sis- vratura de ato.
tema Administrativo Civil do Estado.
§ 2º - Quando depender de ato da adminis-
Art. 36 - Para entrar em exercício, o funcio- tração, o substituto será nomeado pelo Governa-
Vinícius
nário é obrigado a apresentar ao órgão de pessoal Abreu daPresidente
dor, Costa da Assembleia, Presidente do Tri-
antoniavinicius3010@[Link]
os elementos necessários à atualização de seu ca- bunal de Contas, Presidente do Conselho de Con-
dastro individual. 604.983.963-80
tas dos Municípios, ou dirigente autárquico, con-
forme o caso.
§ 3º - A substituição, nos termos dos parágra-
CAPÍTULO VIII
fos anteriores, será gratuita, salvo se exceder de 30
DA REMOÇÃO dias, quando então será remunerada por todo o pe-
ríodo.
Art. 37 - Remoção é o deslocamento do fun- Art. 41 - Em caso de vacância do cargo em
cionário de uma para outra unidade ou entidade do comissão e até seu provimento, poderá ser desig-
Sistema Administrativo, processada de ofício ou a nado, pela autoridade imediatamente superior, um
pedido do funcionário, atendidos o interesse pú- funcionário para responder pelo expediente.
blico e a conveniência administrativa.
Parágrafo único - Ao responsável pelo expedi-
§ 1º - A remoção respeitará a lotação das uni- ente se aplicam as disposições do art. 40, § 3º.
dades ou entidades administrativas interessadas e
será realiza- da, no âmbito de cada uma, pelos res- Art. 42 - Pelo tempo da substituição remune-
pectivos dirigentes e chefes, conforme se dispuser rada, o substituto perceberá o vencimento e a gra-
em regulamento. tificação de representação do cargo, ressalvado o
caso de opção, vedada, porém, a percepção cumu-
§ 2º - O funcionário estadual cujo cônjuge, tam-
lativa de vencimento, gratificações e vantagens.
bém servidor público, for designado ex-offício para
ter exercício em outro ponto do território estadual Art. 46 - Ascensão funcional é a elevação do
ou nacional ou for detentor de mandato eletivo, tem funcionário de um cargo para outro de maiores res-
direito a ser removido ou posto à disposição da uni- ponsabilidades e atribuições mais complexas, ou
dade de serviço estadual que houver no lugar de que exijam maior tempo de preparação profissio-
domicílio do cônjuge ou em que funcionar o órgão nal, de nível de vencimento mais elevado, ou de

128
atribuições mais compatíveis com as suas apti- Art. 54 - Reintegrado o funcionário, quem lhe
dões. houver ocupado o lugar será reconduzido ao cargo
Art. 47 - São formas de ascensão funcional: anteriormente ocupado, sem direito a qualquer in-
denização, ou ficará como excedente da lotação.
I - a promoção;
Art. 55 - O funcionário reintegrado será sub-
II - o acesso;
metido a inspeção médica e aposentado, se jul-
III - a transferência. gado incapaz.
Art. 48 - A promoção é a elevação do funcio-
nário à classe imediatamente superior àquela em SEÇÃO II
que se encontra dentro da mesma série de classes
DO APROVEITAMENTO
na categoria funcional a que pertencer.
Art. 49 - Acesso é a ascensão do funcionário
Art. 56 - Aproveitamento é o retorno ao exer-
de classe final da série de classes de uma catego-
cício do cargo do funcionário em disponibilidade.
ria funcional para a classe inicial da série de clas-
ses ou de outra categoria profissional afim. Art. 57 - A juízo e no interesse do Sistema
Art. 50 - Transferência é a passagem do fun- Administrativo, os funcionários estáveis, ocupantes
cionário de uma para outra categoria funcional, de cargos extintos ou declarados desnecessários,
dentro do mesmo quadro, ou não, e atenderá sem- poderão ser compulsoriamente aproveitados em
pre aos aspectos da vocação profissional. outros cargos compatíveis com a sua aptidão fun-
cional, mantido o vencimento do cargo, ou postos
Art. 51 - As formas de ascensão funcional em disponibilidade nos termos do art. 109, pará-
obedecerão sempre a critério seletivo, mediante grafo único da Constituição do Estado.
provas que sejam capazes de verificarVinícius
a qualifica-
Abreu da Costa
§ 1º - O aproveitamento dependerá de provas
ção e aptidão necessárias ao desempenho das atri- de habilitação, de sanidade e capacidade física me-
antoniavinicius3010@[Link]
buições do novo cargo, conforme se dispuser em diante exames de suficiência e inspeção médica.
604.983.963-80
regulamento.
§ 2º - Quando o aproveitamento ocorrer em
cargo cujo vencimento for inferior ao do anteri-
CAPÍTULO XI ormente ocupado, o funcionário perceberá a dife-
DO REINGRESSO NO SISTEMA rença a título de vantagem pessoal, incorporada ao
vencimento para fins de progressão horizontal, dis-
ADMINISTRATIVO ESTADUAL
ponibilidade e aposentadoria.
§ 3º - Não se abrirá concurso público, nem se
SEÇÃO I
preencherá vaga no Sistema Administrativo Esta-
DA REINTEGRAÇÃO dual sem que se verifique, previamente, a inexis-
tência de funcionário a aproveitar, possuidor da ne-
Art. 52 - A reintegração, que decorrerá de de- cessária habilitação.
cisão administrativa ou judicial, é o reingresso do Art. 58 - Na ocorrência de vagas nos quadros
funcionário no serviço administrativo, com ressarci- de pessoal do Estado o aproveitamento terá prece-
mento dos vencimentos relativos ao cargo. dência sobre as demais formas de provimento, res-
Parágrafo único - A decisão administrativa que salvadas as destinadas à promoção e acesso.
de- terminar a reintegração será proferida em re- Parágrafo único - Havendo mais de um concor-
curso ou em virtude de reabilitação funcional deter- rente à mesma vaga, preferência pela ordem:
minada em processo de revisão nos termos deste
Estatuto. I - o de melhor classificação em prova de ha-
bilitação;
Art. 53 - A reintegração será feita no cargo
II - o de maior tempo de disponibilidade; III - o
anteriormente ocupado, o qual será restabelecido
de maior tempo de serviço público; IV - o de maior
caso tenha sido extinto.
prole.

129
Art. 59 - Será tornado sem efeito o aproveita- IV - aposentadoria;
mento e cassada a disponibilidade do funcionário, V - falecimento.
se este, cientificado, expressamente, do ato de
aproveitamento, não tomar posse no prazo legal, Art. 63 - Dar-se-á exoneração:
salvo caso de doença comprovada em inspeção I - a pedido do funcionário;
médica.
II - de ofício, nos seguintes casos:
Parágrafo único - Provada em inspeção mé-
a) quando se tratar de cargo em comissão;
dica a incapacidade definitiva, a disponibilidade
será convertida em aposentadoria, com a sua con- b) quando se tratar de posse em outro cargo
sequente decretação. ou emprego da União, do Estado, do Município, do
Distrito Federal, dos Territórios, de Autarquia, de
Empresas Públicas ou de Sociedade de Economia
SEÇÃO III Mista, ressalvados os casos de substituição, cargo
DA REVERSÃO de Governo ou de direção, cargo em comissão e
acumulação legal desde que, no ato de provimento,
seja mencionada esta circunstância;
Art. 60 - Reversão é o reingresso no Sistema
c) na hipótese do não atendimento do prazo
Administrativo do aposentado por invalidez,
para início de exercício, de que trata o artigo 33;
quando insubsistentes os motivos da aposentado-
ria. d) na hipótese do não cumprimento dos requi-
sitos do estágio, nos termos do art. 27.
Art. 61 - A reversão far-se-á de ofício ou a
pedido, de preferência no mesmo cargo ou naquele Art. 64 - A vaga ocorrerá na data:
em que se tenha transformado, ou em cargo de I - da vigência do ato administrativo que lhe
vencimentos e atribuições equivalentes aos do derda
causa;
Vinícius Abreu
cargo anteriormente ocupado, atendido o requisito
Costa
da habilitação profissional. antoniavinicius3010@[Link]
II - da morte do ocupante do cargo;
604.983.963-80
III - da vigência do ato que criar e conceder do-
Parágrafo único - São condições essenciais
para que a reversão se efetive: tação para o seu provimento ou do que determinar
esta última medida, se o cargo já estiver criado;
a) que o aposentado não haja completado 60
(sessenta) anos de idade; IV - da vigência do ato que extinguir cargo e
auto- rizar que sua dotação permita o preenchi-
b) que o inativo seja julgado apto em inspeção mento de cargo vago.
médica;
Parágrafo único - Verificada a vaga serão con-
c) que a Administração considere de interesse sideradas abertas, na mesma data, todas as que
do Sistema Administrativo o reingresso do apo- decorrerem de seu preenchimento.
senta- do na atividade.

CAPÍTULO II
TÍTULO III
DA SUSPENSÃO DO VÍNCULO
DA EXTINÇÃO E DA SUSPENÇÃO DO
FUNCIONAL
VÍNCULO FUNCIONAL

Art. 65 - O regime jurídico estabelecido neste


CAPÍTULO I
Estatuto não se aplicará, temporariamente, ao fun-
DA VACÂNCIA DOS CARGOS
cionário estadual:
I - Revogado
Art. 62 - A vacância do cargo resultará de:
II - no caso de opção em caráter temporário,
I - exoneração; pelo regime a que alude o art. 106 da Constituição
II - demissão; Federal ou pelo regime da legislação trabalhista;
III - ascensão funcional; III - no caso de disponibilidade;

130
IV - no caso de autorização para o trato de in- Art. 68 - Será considerado de efetivo exercí-
teresses particulares. cio o afastamento em virtude de:
Art. 66 - Os casos indicados no artigo anterior I - férias;
implicam em suspensão do vínculo funcional, acar- II - casamento, até oito dias;
retando os seguintes efeitos:
III - luto, até oito dias, por falecimento de côn-
I - Revogado juge ou companheiro, parentes, consanguíneos ou
II - na hipótese do item II do artigo anterior, o afins, até o 2º grau, inclusive madrasta, padrasto e
funcionário não fará jus à percepção dos vencimen- pais adotivos;
tos, computando-se, entretanto, o período de sus- IV - luto, até dois dias, por falecimento de tio e
pensão do vínculo para fins de disponibilidade e cunhado;
aposentadoria, obrigando o funcionário a continuar
a pagar a sua contribuição de previdência com V - exercício das atribuições de outro cargo
base nos vencimentos do cargo de cujas atribui- esta- dual de provimento em comissão, inclusive da
ções se desvinculou; Administração Indireta do Estado;
III - Revogado VI - convocação para o Serviço Militar;
IV - na hipótese de autorização de afasta- VII - júri e outros serviços obrigatórios;
mento para o trato de interesses particulares, o ser- VIII - desempenho de função eletiva federal,
vidor não fará jus à percepção de vencimentos, esta- dual ou municipal, observada quanto a esta,
tendo porém que recolher mensalmente o percen- a legislação pertinente;
tual de 33 % (trinta e três por cento) incidente sobre
IX - exercício das atribuições de cargo ou fun-
o valor de sua última remuneração para fins de con-
ção de Governo ou direção, por nomeação do Go-
tribuição previdenciária, que será destinada ao Sis-
vernador do Estado;
tema Único de Previdência Social e dos Membros
Vinícius Abreu
da Costa
de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC. X - licença por acidente no trabalho, agressão
antoniavinicius3010@[Link]
não provocada ou doença profissional;
§ 1° - A autorização de afastamento, 604.983.963-80
de que
trata o inciso IV deste artigo, poderá ser concedida XI - licença especial;
sem a obrigatoriedade do recolhimento mensal da XII - licença à funcionária gestante;
alíquota de 33 % (trinta e três por cento), não
sendo, porém, o referido tempo computado para XIII - licença para tratamento de saúde;
obtenção de qualquer benefício previdenciário, in- XIV - licença para tratamento de moléstias que
clusive aposentadoria. impossibilitem o funcionário definitivamente para o
§ 2° - Os valores de contribuição, referidos no trabalho, nos termos em que estabelecer Decreto
inciso IV deste artigo, serão reajustados nas mes- do Chefe do Poder Executivo;
mas proporções da remuneração do servidor no XV - doença, devidamente comprovada, até 36
respectivo cargo. dias por ano e não mais de 3 (três) dias por mês;
XVI - missão ou estudo noutras partes do terri-
tório nacional ou no estrangeiro, quando o afasta-
TÍTULO IV
mento houver sido expressamente autorizado pelo
DOS DIREITOS, VANTAGENS E Governador do Estado, ou pelos Chefes dos Pode-
AUTORIZAÇÕES res Legislativo e Judiciário;
XVII - decorrente de período de trânsito, de vi-
CAPÍTULO I agem do funcionário que mudar de sede, contado
DO CÔMPUTO DO TEMPO DE SERVIÇO da data do desligamento e até o máximo de 15 dias;
XVIII - prisão do funcionário, absolvido por sen-
Art. 67 - Tempo de serviço, para os efeitos tença transitada em julgado;
deste Estatuto, compreende o período de efetivo XIX - prisão administrativa, suspensão preven-
exercício das atribuições de cargo ou emprego pú- tiva, e o período de suspensão, neste último caso,
blico.

131
quando o funcionário for reabilitado em processo III - não será contado, por um sistema, o tempo
de revisão; de contribuição utilizado para a concessão de al-
XX – (Revogado) gum benefício, por outro.

XXI - nascimento de filho, até um dia, para fins § 3° - O tempo de contribuição, a que alude o
de registro civil. inciso I deste artigo, será computado à vista de cer-
tidões passadas com base em folha de pagamento.
§ 1º - Para os efeitos deste Estatuto, entende-
se por acidente de trabalho o evento que cause Art. 70 – A apuração do tempo de contribui-
dano físico ou mental ao funcionário, por efeito ou ção será feita em anos, meses e dias.
ocasião do serviço, inclusive no deslocamento para § 1° - O ano corresponderá a 365 (trezentos e
o trabalho ou deste para o domicílio do funcionário. sessenta e cinco) dias e o mês aos 30 (trinta) dias.
§ 2º - Equipara-se a acidente no trabalho a § 2° - Para o cálculo de qualquer benefício, de-
agressão, quando não provocada, sofrida pelo fun- pois de apurado o tempo de contribuição, este será
cionário no serviço ou em razão dele. convertido em dias, vedado qualquer forma de ar-
§ 3º - Por doença profissional, para os efeitos redondamento.
deste Estatuto, entende-se aquela peculiar ou ine- Art. 71 – É vedado:
rente ao trabalho exercido, comprovada, em qual-
quer hipótese, a relação de causa e efeito. I - o cômputo de tempo fictício para o cálculo
de benefício previdenciário;
§ 4º - Nos casos previstos nos §§ 1º, 2º e 3º
deste artigo, o laudo resultante da inspeção médica II - a concessão de aposentadoria especial,
deve- rá estabelecer, expressamente, a caracteri- nos termos no art. 40, §4° da Constituição Federal,
zação do acidente no trabalho da doença profissio- até que Lei Complementar Federal discipline a ma-
nal. téria;

Art. 69 – Será computado para efeito de dis- Abreu daIIICosta


Vinícius - a percepção de mais de uma aposentado-
ponibilidade e aposentadoria: ria à conta do Sistema Único de Previdência Social
antoniavinicius3010@[Link]
dos Servidores Públicos Civis e Militares, dos
604.983.963-80
I - o tempo de contribuição para o Regime Ge- Agentes
ral de Previdência Social – RGPS, bem como para
os Regimes Próprios de Previdência Social – IV - a percepção simultânea de proventos de
RPPS; aposentadoria decorrente de regime próprio de ser-
vidor titular de cargo efetivo, com a remuneração
II - o período de serviço ativo das Forças Ar- de cargo, emprego ou função pública, ressalvados
madas; os cargos acumuláveis previstos na Constituição
III – o tempo de aposentadoria, desde que Federal, os eletivos e os cargos em comissão de-
ocorra reversão; clarados em Lei de livre nomeação e exoneração.
IV – a licença por motivo de doença em pessoa § 1° - Não se considera fictício o tempo defi-
da família, conforme previsto no art. 99 desta Lei, nido em Lei como tempo de contribuição para fins
desde que haja contribuição. de concessão de aposentadoria quando tenha ha-
vido, por parte do servidor, a prestação de serviço
§ 1° - No caso previsto no inciso IV, o afasta-
ou a correspondente contribuição.
mento superior a 6 (seis) meses obedecerá o pre-
visto no inciso IV, do art. 66, desta Lei. § 2° - A vedação prevista no inciso IV, não se
aplica aos membros de Poder e aos inativos, servi-
§ 2° - Na contagem do tempo, de que trata este
dores e militares que, até 16 de dezembro de 1998,
artigo, deverá ser observado o seguinte:
tenham ingressado novamente no serviço público
I - não será admitida a contagem em dobro ou por concurso público de provas ou de provas e títu-
em outras condições especiais; los, e pelas demais formas previstas na Constitui-
II - é vedada a contagem de tempo de contri- ção Federal, sendo-lhes proibida a percepção de
buição, quando concomitantes; mais de uma aposentadoria pelo Sistema Único de
Previdência Social dos Servidores Públicos Ci-
vis e Militares, dos Agentes Públicos e dos Mem-
bros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC,

132
exceto se decorrentes de cargos acumuláveis pre- extinção do cargo, ou da decretação de sua desne-
vistos na Constituição Federal. cessidade.
§ 3° - O servidor inativo para ser investido em § 1º - Extinto o cargo ou declarada sua desne-
cargo público efetivo não acumulável com aquele cessidade, o servidor ficará em disponibilidade per-
que gerou a aposentadoria deverá renunciar aos cebendo remuneração proporcional por cada ano
pro- ventos desta. de serviço, à razão de:
§ 4° - O aposentado pelo Sistema Único de I - 1/12.775 (um doze mil, setecentos e setenta
Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e e cinco avos) da remuneração por cada dia traba-
Militares, dos Agentes Públicos e dos Membros de lha- do, se homem; e
Poder do Estado do Ceará – SUPSEC, que estiver II - 1/10.950 (hum dez mil, novecentos e cin-
exercendo ou que voltar a exercer atividade abran- quenta avos) da remuneração por cada dia traba-
gida por este regime é segurado obrigatório em re- lhado, se mulher.
lação a esta atividade, ficando sujeito às contribui-
ções, de que trata esta Lei, para fins de custeio da § 2º - A apuração do tempo de serviço será
Previdência Social, na qualidade de contribuinte feita em dias, sendo o número de dias convertido
solidário. em anos, considerando-se o ano de 365 (trezentos
e sessenta e cinco) dias, permitido o arredonda-
Art. 72 – Observadas as disposições do ar- mento para um ano, na conclusão da conversão, o
tigo anterior, o servidor poderá desaverbar, em que exceder a 182 (cento e oitenta e dois) dias.
qualquer época, total ou parcialmente, seu tempo
§ 3º - Aplicam-se aos vencimentos da disponi-
de contribuição, desde que não tenha sido compu-
bilidade os mesmos critérios de atualização, esta-
tado este tempo para a concessão de qualquer be-
belecidos para os funcionários ativos em geral.
nefício.

Vinícius Abreu da Costa TÍTULO III


CAPÍTULO II antoniavinicius3010@[Link]
DA EXTINÇÃO E DA SUSPENÇÃO DO
DA ESTABILIDADE E DA VITALICIEDADE
604.983.963-80
VÍNCULO FUNCIONAL

Art. 73 - Estabilidade é o direito que adquire


CAPÍTULO IV
o funcionário efetivo de não ser exonerado ou de-
DAS FÉRIAS
mitido, senão em virtude de sentença judicial ou in-
quérito administrativo, em que se lhe tenha sido as-
segura- da ampla defesa. Art. 78 - O funcionário gozará trinta dias con-
Art. 74 - A estabilidade assegura a perma- secutivos, ou não, de férias por ano, de acordo
nência do funcionário no Sistema Administrativo. com a escala organizada pelo dirigente da Unidade
Administrativa, na forma do regulamento.
Art. 75 - O funcionário nomeado em virtude
§ 1º - Se a escala não tiver sido organizada, ou
de concurso público adquire estabilidade depois de houver alteração do exercício funcional, com a mo-
decorridos dois anos de efetivo exercício. vimentação do funcionário, a este caberá requerer,
Parágrafo único - A estabilidade funcional é in- ao superior hierárquico, o gozo das férias, podendo
compatível com o cargo em comissão. a autoridade, apenas, fixar a oportunidade do de-
feri- mento do pedido, dentro do ano a que se vin-
Art. 76 - O funcionário perderá o cargo vitalí-
cular o direito do servidor.
cio somente em virtude de sentença judicial.
§ 2º - O funcionário não poderá gozar, por
ano, mais de dois períodos de férias.
CAPÍTULO III § 3º - O funcionário terá direito a férias após
DA DISPONIBILIDADE cada ano de exercício no Sistema Administrativo.
§ 4º - É vedado levar à conta de férias qualquer
Art. 77 - Disponibilidade é o afastamento de falta ao serviço.
exercício de funcionário estável em virtude da

133
§ 5º - Revogado. Art. 86 - São competentes para licenciar o
Art. 79 - A promoção, o acesso, a transferên- funcionário os dirigentes do Sistema Administrativo
cia e a remoção não interromperão as férias. Estadual, admitida a delegação, na forma do Regu-
lamento.
Art. 87 - VETADO.
CAPÍTULO V
DAS LICENÇAS
SEÇÃO II
SEÇÃO I DA LICENÇA PARA TRATAMENTO
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES DE SAÚDE

Art. 88 - A licença para tratamento de


Art. 80 - Será licenciado o funcionário:
saúde precederá a inspeção médica, nos termos do
I - para tratamento de saúde; Regulamento.
II - por acidente no trabalho, agressão não Art. 89 – O servidor será compulsoriamente
provo- cada e doença profissional; licenciado quando sofrer uma dessas doenças gra-
III - por motivo de doença em pessoa da famí- ves, contagiosas ou incuráveis: tuberculose ativa,
lia; alienação mental, neoplasia maligna, cegueira,
hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante,
IV - quando gestante;
cardiopatia grave, doença de Parkson, espondilo-
V - para serviço militar obrigatório; VI - para artrose anquilosante, epilepsia vera, nefropatia
acompanhar o cônjuge; VII - em caráter especial. grave, estado avançado da doença de Paget (os-
Art. 81 - A licença dependente deVinícius teite deformante), síndrome da deficiência imunoló-
inspeção Abreu daadquirida
gica Costa – Aids, contaminação por radiação,
médica terá a duração que for indicada no respec-
antoniavinicius3010@[Link]
tivo laudo. com base em conclusão da medicina especiali-
604.983.963-80
zada, hepatopatia e outras que forem disciplinadas
§ 1º - Findo esse prazo, o paciente será sub- em Lei.
metido a nova inspeção, devendo o laudo concluir
pela volta do funcionário ao exercício, pela prorro- Art. 90 - Verificada a cura clínica, o funcioná-
gação da licença ou, se for o caso, pela aposenta- rio licenciado voltará ao exercício, ainda quando
doria. deva continuar o tratamento, desde que compro-
vada por inspeção médica capacidade para a ativi-
§ 2º - Terminada a licença o funcionário reas-
dade funcional.
sumirá imediatamente o exercício.
Art. 91 - Expirado o prazo de licença previsto
Art. 82 - A licença poderá ser determinada ou
no laudo médico, o funcionário será submetido a
prorrogada, de ofício ou a pedido.
nova inspeção, e aposentado, se for julgado invá-
Parágrafo único - O pedido de prorrogação de- lido.
verá ser apresentado antes de finda a licença, e, se
Art. 92 - No processamento das licenças para
indeferido, contar-se-á como licença o período
compreendido entre a data do término e a do co- tratamento de saúde será observado sigilo no que
nhecimento oficial do despacho. diz respeito aos laudos médicos.

Art. 83 - A licença gozada dentro de sessenta Art. 93 - No curso da licença, o funcionário


dias, contados da determinação da anterior será abster-se-á de qualquer atividade remunerada, sob
considerada como prorrogação. pena de interrupção imediata da mesma licença,
com perda total dos vencimentos, até que reas-
Art. 84 - O funcionário não poderá permane- suma o exercício.
cer em licença por prazo superior a vinte e quatro
meses, salvo nos casos dos itens II, III, V e VI do Art. 94 - O funcionário não poderá recusar a
art. 80, deste Estatuto. inspeção médica determinada pela autoridade
competente, sob pena de suspensão do
Art. 85 – Revogado.

134
pagamento dos vencimentos, até que seja reali- Art. 100 – Fica garantida a possibilidade de
zado exame. prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, da
Art. 95 - Considerado apto em inspeção mé- licença-maternidade, prevista nos art. 7º, inciso
dica, o funcionário reassumirá o exercício imedia- XVIII, e 39, §3º, da Constituição Federal destinada
tamente, sob pena de se apurarem como faltas os às servidoras públicas estaduais.
dias de ausência. §1° - A prorrogação de que trata este artigo
será assegurada à servidora estadual mediante re-
Art. 96 - No curso da licença poderá o funci-
querimento efetivado até o final do primeiro mês
onário requerer inspeção médica, caso se julgue após o parto, e concedida imediatamente após a
em condições de reassumir o exercício. fruição da licença-maternidade de que trata o art.
Art. 97 - Serão integrais os vencimentos do 7º, inciso XVIII, da Constituição Federal.(NR)
funcionário licenciado para tratamento de saúde. § 2° - Durante o período de prorrogação da li-
Parágrafo único. O pagamento dos vencimen- cença-maternidade, a servidora estadual terá di-
tos do servidor licenciado para tratamento de saúde reito à sua remuneração integral.
é mantido por recursos do respectivo órgão de ori- § 3° - É vedado durante a prorrogação da li-
gem. cença-maternidade tratada neste artigo o exercício
Art. 98 – Revogado. de qualquer atividade remunerada Pela servidora
beneficiária, e a criança não poderá ser mantida em
creches ou organização similar, sob pena da perda
SEÇÃO III do direito do benefício e consequente apuração da
responsabilidade funcional.(NR)
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA
EM PESSOA DA FAMÍLIA § 4º O pagamento dos vencimentos da servi-
dora em licença-maternidade, inclusive no período
Vinícius Abreu da
de Costa
prorrogação, é mantido por recursos do respec-
Art. 99 – O servidor poderá antoniavinicius3010@[Link]
ser licenciado por tivo órgão de origem.
motivo de doença na pessoa dos pais, filhos, 604.983.963-80
côn-
juge do qual não esteja separado e de compa-
nheiro(a), desde que prove ser indispensável a sua SEÇÃO V
assistência pessoal e esta não possa ser prestada DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR
simultaneamente com exercício funcional. OBRIGATÓRIO
§ 1º - Provar-se-á a doença mediante inspeção
médica realizada conforme as exigências contidas
Art. 101 - O funcionário que for convocado
neste Estatuto quanto à licença para tratamento de
para o serviço militar será licenciado com venci-
saúde.
mentos integrais, ressalvado o direito de opção
§ 2º - A necessidade de assistência ao doente, pela retribuição financeira do serviço militar.
na forma deste artigo, será comprovada mediante
§ 1° - Ao servidor desincorporado conceder-se-
parecer do Serviço de Assistência Social, nos ter-
á prazo não excedente a 30 (trinta) dias para que
mos do Regulamento.
reassuma o exercício do cargo, sem perda de ven-
§ 3° - O funcionário licenciado, nos termos cimentos.
desta seção, perceberá vencimentos integrais até
§ 2° - O servidor, de que trata o caput deste
6 (seis) meses. Após este prazo o servidor obede-
artigo, contribuirá para o Sistema Único de Previ-
cerá o disposto no inciso IV, do art. 66 desta Lei,
dência Social dos Servidores Públicos Civis e Mili-
até o limite de 4 (quatro) anos, devendo retornar a
tares, dos Agentes Públicos e dos Membros de Po-
suas atividades funcionais imediatamente ao fim do
der do
período.
Art. 102 - O funcionário, Oficial da Reserva
não remunerada das Forças Armadas, será licenci-
SEÇÃO IV ado, com vencimentos integrais, para cumprimento
DA LICENÇA À GESTANTE dos estágios previstos pela legislação militar, ga-
rantido o direito de opção.

135
SEÇÃO VI e) por luto, até 2 (dois) dias, por falecimento de
DA LICENÇA DO FUNCIONÁRIO PARA tio e cunhado;
ACOMPANHAR O CÔNJUGE f) for realizar missão oficial em outro ponto do
território nacional ou no estrangeiro.
Art. 103 - O funcionário terá direito a licença II - sem direito à percepção dos vencimentos,
sem vencimento, para acompanhar o cônjuge, tam- quando se tratar de afastamento para trato de inte-
bém servidor público, quando, de ofício, for resses particulares;
manda- do servir em outro ponto do Estado, do Ter-
III - com ou sem direito à percepção dos venci-
ritório Nacional, ou no Exterior.
mentos, conforme se dispuser em regulamento,
§ 1º - A licença dependerá do requerimento de- quando para o exercício das atribuições de cargo,
vidamente instruído, admitida a renovação, inde- função ou emprego em entidades e órgãos estra-
pendentemente de reassunção do exercício. nhos ao Sistema Administrativo Estadual.
§ 2º - Finda a causa da licença, o funcionário § 1° - Nos casos previstos nas alíneas a e b, o
retornará ao exercício de suas funções, no prazo servi- dor só poderá solicitar exoneração após o
de trinta dias, após o qual sua ausência será con- seu retorno, desde que trabalhe no mínimo o dobro
siderada abandono de cargo. do tempo em que esteve afastado, ou reembolse o
§ 3º - Existindo no novo local de residência re- montante corrigido monetariamente que o Estado
partição estadual, o funcionário nela será lotado, desembolsou durante seu afastamento.
enquanto durar a sua permanência ali. § 2° - Os dirigentes do Sistema Administrativo
Estadual poderão, ainda, autorizar o servidor, ocu-
Art. 104 - Nas mesmas condições estabele-
pante do cargo efetivo ou em comissão, a integrar
cidas no artigo anterior o funcionário será licenci-
ou assessorar comissões, grupos de trabalho ou
ado quando o outro cônjuge esteja no exercício de
programas, com ou sem afastamento do exercício
mandato eletivo fora de sua sede funcional.
Vinícius Abreu da Costa
funcional e sem prejuízo dos vencimentos.
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
CAPÍTULO VI
SEÇÃO II
DAS AUTORIZAÇÕES
DAS AUTORIZAÇÕES PARA INCENTIVO
À FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO
SEÇÃO I
FUNCIONÁRIO
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 111 - Poderá ser autorizado o afasta-


Art. 110 - Os dirigentes do Sistema Adminis- mento, até duas horas diárias, ao funcionário que
trativo Estadual autorizarão o funcionário a se afas- frequente curso regular de 1º e 2º graus ou de en-
tar do exercício funcional de acordo com o disposto sino superior.
em Regulamento:
Parágrafo único - A autorização prevista neste
I - sem prejuízo dos vencimentos quando: artigo poderá dispor que a redução do horário dar-
a) for estudante, para incentivo à sua formação se-á por prorrogação do início ou antecipação do
profissional e dentro dos limites estabelecidos término do expediente, diário, conforme considerar
neste Estatuto; mais conveniente ao estudante e aos interesses da
repartição.
b) for estudar em outro ponto do território naci-
onal ou no estrangeiro; Art. 112 - Será autorizado o afastamento do
c) por motivo de casamento, até o máximo de exercício funcional nos dias em que o funcionário
8 (oito) dias; tiver que prestar exames para ingresso em curso
regular de ensino, ou que, estudante, se submeter
d) por motivo de luto até 8 (oito) dias, em de- a provas.
corrência de falecimento de cônjuge ou compa-
nheiro, parentes consanguíneos ou afins, até o 2º Art. 113 - O afastamento para missão ou es-
grau, inclusive madrasta, padrasto e pais adotivos; tudo fora do Estado em outro ponto do território

136
nacional ou no estrangeiro será autorizado nos Art. 120 - O funcionário somente poderá re-
mesmos atos que designarem o funcionário a rea- ceber nova autorização para o afastamento pre-
lizar a missão ou estudo, quando do interesse do visto nesta Seção após decorrido pelo menos um
Sistema Administrativo Estadual. ano do efetivo exercício, contado da data em que
Art. 114 - As autorizações previstas nesta reassumiu, em decorrência do término do prazo au-
Seção dependerão de comprovação, mediante do- torizado ou por motivo de desistência ou de cassa-
cumento oficial, das condições previstas para as ção da autorização concedida.
mesmas, podendo a autoridade competente exigi-
la prévia ou posteriormente, conforme julgar conve- CAPÍTULO VII
niente.
DA RETRIBUIÇÃO
Parágrafo único - Concedida a autorização, na
de- pendência da comprovação posterior, sem que SEÇÃO I
esta tenha sido efetuada no prazo estipulado, a au-
toridade anulará a autorização, sem prejuízo de ou- DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
tras providências que considerar cabíveis.
Art. 121 - Todo funcionário, em razão do vín-
culo que mantém com o Sistema Administrativo
SEÇÃO III Estadual, tem direito a uma retribuição pecuniária,
DO AFASTAMENTO PARA O TRATO DE na forma deste Estatuto.
INTERESSES PARTICULARES Art. 122 - As formas de retribuição são as se-
guintes:
Art. 115 – Depois de três anos de efetivo I - vencimento;
exercício e após declaração de aquisição de esta- II - ajuda de custo;
Vinícius
bilidade no cargo de provimento efetivo, Abreu da Costa
o servidor
poderá obter autorização de afastamento para tra- III - diária;
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80
tar de interesses particulares, por um período não IV - Revogado.
superior a quatro anos e sem percepção de remu-
V - gratificações.
neração.
§ 1º - O conjunto das retribuições constitui os
Parágrafo único - O funcionário aguardará em
vencimentos funcionais.
exercício a autorização do seu afastamento.
§ 2º - A retribuição do funcionário disponível
Art. 116 - Não será autorizado o afastamento constitui vencimentos para todos os efeitos legais.
do funcionário removido antes de ter assumido o
exercício. § 3º - A retribuição pecuniária atribuída ao fun-
cionário não sofrerá descontos além dos previstos
Art. 117 - O funcionário poderá, a qualquer expressamente em lei, nem serão objetos de ar-
tempo, desistir da autorização concedida, reassu- resto, sequestro ou penhora, salvo quando se tratar
mindo o exercício das atribuições do seu cargo. de:
Art. 118 - Quando o interesse do Sistema Ad- I - prestação de alimentos determinada judicial-
ministrativo o exigir, a autorização poderá ser cas- mente;
sada, a juízo da autoridade competente, devendo, II - reposição de indenização devida à Fazenda
neste caso, o funcionário ser expressamente notifi- Estadual;
cado para apresentar-se ao serviço no prazo de 30
III – auxílios e benefícios instituídos pela Admi-
(trinta) dias, prorrogável por igual período, findo o
nistração Pública.
qual caracterizar-se-á o abandono do cargo.
§ 4º - As reposições e indenizações devidas à
Art. 119 - A autorização para afastamento do Fazenda Pública Estadual serão descontadas em
exercício para o trato de interesses particulares so- parcelas mensais, não excedentes da décima parte
mente poderá ser prorrogada por período necessá- da remuneração do servidor, assim entendida
rio para complementar o prazo previsto no art. 115 como o vencimento-base, acrescido das vantagens
deste Estatuto. fixas e de caráter pessoal.

137
§ 5º - Se o funcionário for exonerado ou demi- Art. 125 - Será concedida ajuda de custo ao
tido, a quantia por ele devida será inscrita como dí- funcionário que for designado, de ofício, para ter
vida ativa para os efeitos legais. exercício em nova sede, mesmo fora do Estado.
Parágrafo único - A ajuda de custo destina-se
SEÇÃO II à indenização das despesas de viagem e de nova
insta- lação do funcionário.
DO VENCIMENTO
Art. 126 - A ajuda de custo não excederá de
Art. 123 - Considera-se vencimento a retri- três meses de vencimentos, salvo nos casos de de-
signação do funcionário para:
buição correspondente ao padrão, nível ou símbolo
do cargo a que esteja vinculado o funcionário, em a) ter exercício fora do Estado;
razão do efetivo exercício de função pública. b) serviço fora do Estado.
Art. 124 - O funcionário perderá: Parágrafo único - A ajuda de custo será arbi-
I - o vencimento do cargo efetivo, quando no- trada, dentro das respectivas áreas de competên-
meado para cargo em comissão, salvo o direito de cia, pelo Governador do Estado, Presidente da As-
opção e de acumulação lícita; sembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tri-
bunal de Contas, do Conselho de Contas dos Mu-
II - o vencimento do cargo efetivo, quando no nicípios e das Autarquias.
exercício de mandato eletivo, federal ou estadual;
Art. 127 - A ajuda de custo para serviço
III - o vencimento do cargo efetivo, quando dele
fora do Estado será calculada na forma disposta
afastado para exercer mandato eletivo municipal
em Regulamento.
remunerado;
IV - o vencimento do dia, se não comparecer Art. 128 - O funcionário restituirá a ajuda de
Vinícius
ao ser- viço, salvo motivo legal ou doença compro- Abreu
custo:Costa
da
vada, de acordo com o disposto neste antoniavinicius3010@[Link]
Estatuto; I - quando não se transportar para a nova sede
604.983.963-80
no prazo determinado;
V - um terço do vencimento do dia, se compa-
recer ao serviço dentro da hora seguinte à fixação II - quando, antes de terminada a incumbência,
para o início do expediente, quando se retirar antes regressar, pedir exoneração ou abandonar o ser-
de findo o período de trabalho; viço.
VI - um terço do vencimento, durante o afasta- § 1º - A restituição é de exclusiva responsabili-
mento por motivo de prisão administrativa, prisão dade pessoal e poderá ser feita parceladamente.
preventiva, pronúncia por crime comum, denúncia
§ 2º - Não haverá obrigação de restituir,
por crime funcional ou condenação por crime inafi-
quando o regresso do funcionário for determinado
ançável em processo no qual não haja pronúncia,
de ofício ou por doença comprovada, ou quando o
tendo direito à diferença, se absolvido;
mesmo for exonerado a pedido, após 90 (noventa)
VII - dois terços do vencimento durante o pe- dias de exercício na nova sede.
ríodo de afastamento em virtude de condenação
por sentença passada em julgado à pena de que
não resulte em demissão. SEÇÃO IV
Parágrafo único - O funcionário investido em DAS DIÁRIAS
mandato gratuito de vereador fará jus à percepção
dos seus vencimentos nos dias em que compare- Art. 129 - Ao funcionário que se deslocar da
cer às sessões da Câmara.
sua repartição em objeto de serviço, conceder-se-
á diária a título de indenização das despesas de ali-
mentação e hospedagem, na forma do Regula-
SEÇÃO III
mento.
DA AJUDA DE CUSTO

138
Art. 130 - O funcionário que receber diária in- normal de trabalho, apurado através da divisão do
devida será obrigado a restituí-la de uma só vez, valor da remuneração mensal do servidor por 30
ficando, ainda, sujeito à punição disciplinar. (trinta) e este resultado pelo número de horas cor-
respondentes à carga horária ou regime do servi-
dor.
SEÇÃO VI
§ 2º - No caso do inciso II, a gratificação será
DAS GRATIFICAÇÕES arbitrada previamente pelo dirigente do órgão ou
entidade da administração pública de qualquer dos
Art. 132 - Ao funcionário conceder-se-á gra- Poderes, através de ato que demonstre a proporci-
tificação em virtude de: onalidade do pagamento, com indicação da estima-
tiva dos dias e dos horários que serão necessários
I - prestação de serviços extraordinários; à consecução dos serviços.
II - representação de Gabinete; § 3º - A despesa total mensal com o paga-
III - exercício funcional em determinados lo- mento da gratificação de que trata este artigo em
cais; nenhuma hipótese poderá exceder a 1,5% (um e
meio por cento) do valor total da despesa mensal
IV - execução de trabalho relevante, técnico ou
com paga- mento de pessoal, do órgão ou entidade
científico;
considerado.
V - serviço ou estudo fora do Estado ou do
§ 4º - O descumprimento ao disposto neste ar-
País;
tigo acarretará responsabilidade para o dirigente do
VI - execução de trabalho em condições espe- órgão ou entidade e seus subordinados envolvi-
ciais, inclusive com risco de vida ou saúde; dos, que ficarão solidariamente obrigados a restituir
VII - participação em órgão de deliberação co- ao tesouro estadual as quantias pagas a maior.
letiva; Vinícius Abreu da Costa
Art. 134 - A gratificação pela representação
antoniavinicius3010@[Link]
VIII - participação em comissão examinadora de Gabinete poderá ser concedida a funcionários
de concurso; 604.983.963-80
e a pessoas estranhas ao Sistema Administrativo,
IX - exercício de magistério, em regime de sem qualquer vínculo, com exercício nos gabine-
tempo complementar; ou em cursos especiais, le- tes e órgãos de assessoramento técnico do referido
galmente instituídos, inclusive para treinamento de Sistema, na forma do Regulamento.
funcionários; Art. 135 - A gratificação pela elaboração ou
X - representação; execução de trabalho relevante, técnico ou ci-
entífico, será arbitrada e atribuída pelos dirigentes
XI - regime de tempo integral;
do Sistema Administrativo Estadual.
XII - de aumento de produtividade;
Art. 136 - A gratificação pela execução de tra-
XIII - exercício em órgãos fazendários. balho em condições especiais, inclusive com risco
Parágrafo único - As gratificações não defini- de vida ou de saúde, será atribuída pelos dirigentes
das nesta lei serão objeto de regulamento. do Sistema Administrativo Estadual, observado o
disposto em Regulamento.
Art. 133 - A gratificação pela prestação de
serviço extraordinário é a retribuição de serviço Art. 137 - A gratificação de representação é
cuja execução exija dedicação além do expedi- uma indenização atribuída aos ocupantes de car-
ente normal a que estiver sujeito o servidor e será gos em comissão e outros que a lei determinar,
paga proporcionalmente: tendo em vista despesas de natureza social e pro-
fissional de- terminadas pelo exercício funcional.
I - por hora de trabalho adicional; ou,
II - por tarefa especial, levando-se em conta Art. 138 - A gratificação por regime de tempo
estimativa do número de dias e de horas necessá- integral, que se destina ao incremento das ativida-
rios para sua realização. des de investigação científica, ou tecnológica, e
aumento da produtividade, no Sistema
§ 1º - O valor da hora de trabalho adicional será
50% (cinquenta por cento) maior que o da hora

139
Administrativo Estadual, será objeto de regulamen- Art. 141 - É assegurado ao funcionário e ao
tação específica. aposentado o direito de requerer, representar, pe-
§ 1º - No Regulamento de que trata este artigo dir reconsideração e recorrer.
serão obedecidas as seguintes diretrizes gerais; Art. 142 - A petição será dirigida à autoridade
I - proporcionalidade que variará de 60 % (ses- competente para decidir do pedido e encaminhada
senta por cento) a 100 % (cem por cento) do valor por intermédio daquela a quem estiver imediata-
do nível de vencimento ou função, observando-se mente subordinado o requerente se for o caso.
os seguintes fatores de variação;
Art. 143 - O direito de pedir reconsideração,
a) complexidade da tarefa; que será exercido perante a autoridade que houver
b) deslocamentos exigidos para execução das expedido o ato, ou proferido a primeira decisão, de-
tarefas; cairá após 60 (sessenta) dias da ciência do ato pelo
peticionante, ou de sua publicação quando esta for
c) a situação no mercado de trabalho;
obrigatória.
d) as condições de trabalho;
§ 1º - O requerimento e o pedido de reconside-
e) as prioridades dos programas, do cargo ou ração de que tratam os artigos anteriores deverão
grupo de cargos; e ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e deci-
f) a especialização exigida do funcionário. didos dentro de 30 (trinta) dias improrrogáveis.
II - A atribuição da gratificação a ocupantes de § 2º - É vedado repetir pedido de reconsidera-
cargos ou grupos de cargos será condicionada a ção ou recurso perante a mesma autoridade.
procedimentos administrativos que possibilitem a Art. 144 - Caberá recurso:
verificação das prioridades dos programas, para
aumento da produtividade ou incremento à investi- I - do indeferimento do pedido de reconsidera-
gação científica ou tecnológica, com as Vinícius ção;
justificati- Abreu da Costa
vas dos programas e subprogramas,antoniavinicius3010@[Link]
a relação dos II - das decisões sobre os recursos sucessiva-
servidores indispensáveis à sua execução, o prazo 604.983.963-80interpostos, nos termos do § 1º deste artigo.
mente
de duração do regime e a despesa dele decorrente.
§ 1º - O recurso, interposto, perante a autori-
§ 2º - Excepcionalmente e até a aplicação do dade que tiver praticado o ato ou proferido a deci-
Plano de Classificação de Cargos de que trata a Lei são, será dirigido à autoridade imediatamente su-
nº 9.634, de 30 de outubro de 1972, o regime de perior e, sucessivamente, em escala ascendente,
tempo integral poderá ser atribuído a servidores às de- mais autoridades.
mensalistas, remanescentes das extintas Tabelas
§ 2º - No encaminhamento do recurso obser-
Numéricas de Mensalistas, inclusive tendo como
var-se-á o disposto na parte final do art. 142.
base de cálculo o nível de vencimentos do cargo
correspondente à respectiva qualificação profissio- Art. 145 - O pedido de reconsideração e o re-
nal. curso não têm efeito suspensivo, salvo disposição
Art. 139 - A gratificação de produtividade em contrário, e o que for provido retroagirá, nos
efeitos, à data do ato impugnado.
destina-se a incentivar o aumento de arrecadação
dos tributos estaduais, devendo ser objeto de Re- Art. 146 - O direito de pleitear na esfera ad-
gulamentação. ministrativa prescreverá em 120 (cento e vinte)
Art. 140 - A gratificação de exercício, atribu- dias, salvo estipulação em contrário, prevista ex-
pressamente em lei ou regulamento.
ída aos funcionários fazendários, constantes da Lei
nº 9.375, de 10.07.70, será objeto de regulamenta- Art. 147 - Os prazos estabelecidos neste Ca-
ção própria. pítulo são fatais e improrrogáveis, e o pedido de re-
consideração e o recurso, quando cabíveis, inter-
rompem a prescrição.
CAPÍTULO VIII
DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. 148 - Ao funcionário ou ao seu represen-
tante legalmente constituído é assegurado, para
efeito de recurso ou pedido de reconsideração, o

140
direito de vista ao processo na repartição compe- e controle será realizado por um Grupo de Traba-
tente durante todo o expediente regulamentar, as- lho, cuja composição e atribuições será determi-
segurado o livre manuseio do processo em local nado pelo Governo do Estado através do Instituto
conveniente. Se o representante do funcionário for de Previdência do Estado – IPEC, mediante ato
advogado, aplica-se o disposto na Lei Federal per- próprio.
tinente. § 2º - É assegurado assistência médica gra-
Art. 149 - O disposto neste Capítulo se tuita ao servidor acidentado em serviço ou que te-
aplica, no que couber, aos procedimentos discipli- nha contraído doença profissional, através do Es-
nares. tado.

TÍTULO V CAPÍTULO II
DA PREVIDÊNCIA E DA ASSISTÊNCIA DA APOSENTADORIA

CAPÍTULO I Art. 152 – O servidor será aposentado, con-


DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES forme as regras estabelecidas no art. 40 da Cons-
tituição Federal.
Art. 150 – O Estado assegurará um sistema Parágrafo único – A aposentadoria por invali-
de previdência público que será mantido com a dez será sempre precedida de licença por período
contribuição de seus servidores, ativos, inativos, contínuo não inferior a 24 (vinte e quatro) meses,
pensionistas e do orçamento do Estado, o qual salvo quando a junta médica declarar a incapaci-
compreenderá os seguintes benefícios: dade definitiva para o serviço, ou na hipótese pre-
vista no art. 68, incisco X.
I – quanto ao servidor: Vinícius Abreu da Costa
Art. 153 – O processo de aposentadoria se
a) aposentadoria; antoniavinicius3010@[Link]
inicia:
604.983.963-80
b) salário-família do servidor aposentado;
I – com o requerimento do interessado, no
*Revogado pelo Art.7º da Lei Complementar nº caso de inatividade voluntária;
210/2019.
II – automaticamente, quando o servidor atinge
c) - Revogada a idade de 70 (setenta) anos;
Redação anterior: c) salário maternidade; III – automaticamente, quando o servidor for
d) - Revogada considerado inválido, na data fixada em laudo emi-
tido pela Perícia Médica Oficial do Estado ou na
II – quanto ao dependente: ocasião, em que verificada as demais hipóteses do
a) pensão por morte; art. 152, parágrafo único, desta Lei. (NR)
Art. 151 – O Estado assegurará a manuten- IV – Revogado
ção de um sistema de assistência que, dentre ou- Art. 154 - O funcionário quando aposentado
tros, pres- te os seguintes benefícios e serviços aos por invalidez terá provento integral, correspon-
servidores e aos seus dependentes: dente aos vencimentos, incorporáveis do cargo
I – assistência médica; efetivo, se a causa for doença grave, incurável ou
II – assistência hospitalar; contagiosa, a que se refere o artigo 89, ou acidente
no trabalho, ou doença profissional, nos termos do
III – assistência odontológica; inciso X do artigo 68; o provento será proporcional
IV – assistência social; ao tempo de serviço, nos demais casos.
V – auxílio funeral. § 1º - Somente nos casos de invalidez decor-
rente de acidente no trabalho ou doença profissio-
VI - auxílio-reclusão.
nal, como configurados nos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do ar-
§ 1º - A triagem dos casos apresentados para tigo 68, será aposentado o ocupante do cargo de
internamento hospitalar e consequente fiscalização

141
provimento em comissão, hipótese em que o res- mesmos parâmetros adotados pelo Instituto Nacio-
pectivo provento será integral. nal do Seguro Social, quanto à referida prestação
§ 2º - O funcionário aposentado em decorrên- assistencial, conforme definido em lei.
cia da invalidez por acidente em serviço, por mo- Art. 161 - O salário-família será pago, ainda,
léstia profissional, ou por doença grave contagiosa nos casos em que o funcionário deixar de perceber
ou in- curável, especificada em Lei, é considerado vencimento ou proventos, sem perda do cargo.
como em efetivo exercício, assegurando-se lhe to-
dos os direitos e vantagens atribuídas aos ocupan- Art. 163 - O salário-família não servirá de
tes de cargo de igual categoria em atividade, ainda base para qualquer contribuição, ainda que para
que o mencionado cargo tenha ou venha a mudar fim de pre- vidência social.
a de- nominação de nível de classificação ou pa- Art. 164 - Será suspenso o pagamento do sa-
drão de vencimento.
lário-família ao funcionário que comprovadamente
Art. 155 – Revogado. descurar da subsistência e educação dos seus de-
pendentes.
Art. 156 - O servidor aposentado compulsori-
amente por motivo de idade, ou nos termos do art. § 1º - Mediante autorização judicial a pessoa
154, terá os seus proventos proporcionais ao que estiver mantendo os dependentes do funcioná-
tempo de contribuição. rio poderá receber o salário-família enquanto durar
a situação prevista neste artigo.
§ 1º - A proporcionalidade dos proventos, com
base no tempo de contribuição, é a fração, cujo nu- § 2º - O pagamento voltará a ser feito ao funci-
merador corresponde ao total de dias de contribui- onário tão logo comprovado o desaparecimento
ção e o denominador, o tempo de dias necessários dos moti- vos determinantes da suspensão.
à respectiva aposentadoria voluntária com proven- Art. 165 - Para se habilitar à concessão do
tos integrais.
Vinícius Abreu da Costa o funcionário, o disponível, ou o apo-
salário-família
§ 2º - A fração de que trata o parágrafo anterior sentado apresentarão uma declaração de depen-
antoniavinicius3010@[Link]
será aplicada sobre o valor dos proventos calcula- dentes, indicando o cargo que exercer, ou no qual
604.983.963-80
dos conforme a média aritmética simples das maio- estiver aposentado ou em disponibilidade, mencio-
res remunerações ou subsídios, observando-se, nando em relação a cada dependente:
previamente, que o valor encontrado não poderá I - nome completo, data e local de nascimento,
exceder à remuneração do servidor no cargo efe- comprovado por certidão do registro civil;
tivo em que se der a aposentadoria.
II - grau de parentesco ou dependência;
Art. 157 – Os proventos de aposentadoria e
III - no caso de se tratar de maior de 14 (qua-
as pensões serão reajustados na mesma data em torze) anos, se total e permanentemente inválido
que se der o reajuste dos benefícios do regime ge- para o trabalho, hipótese em que informará a causa
ral de previdência social, ressalvadas as aposenta- e a espécie de invalidez;
dorias concedidas conforme os arts. 6° e 7° da
Emenda Constitucional Estadual n° 56, de 7 de ja- Art. 166 - A declaração do servidor será pres-
neiro de 2004. (NR). tada a seu chefe imediato que a examinará e, após
o seu visto, a encaminhará ao órgão competente
para o processamento e atendimento da conces-
CAPÍTULO III são.
DO SALÁRIO-FAMÍLIA
Art. 167 - O salário-família será concedido à
vista das declarações prestadas, mediante simples
Art. 158 - O salário-família é o auxílio pecu- des- pacho que será comunicado ao órgão incum-
niário especial concedido pelo Estado ao funcioná- bido da elaboração de folhas de pagamento.
rio ativo e ao aposentado como contribuição ao
§1º - Será concedido ao declarante ativo ou
custeio das despesas de manutenção de seus de
inativo o prazo de 120 (cento e vinte) dias para o
Art. 159 - O salário-família será pago ao ser- esclarecimento de qualquer dúvida na declaração,
vidor, em quotas, na proporção do respectivo nú- o que poderá ser feito por meio de quaisquer pro-
mero de filhos ou equiparados, aplicando-se os vas admitidas em direito.

142
§2º - Não sendo apresentado no prazo o escla- auxílio-funeral será pago a quem promover o en-
recimento de que trata o § 1º, a autoridade conce- terro, mediante comprovação das despesas.
dente determinará a imediata suspensão do paga-
mento do salário-família, até que seja satisfeita a
exigência. CAPÍTULO VI
DO AUXÍLIO-RECLUSÃO
Art. 168 - Verificada, a qualquer tempo, a ine-
xatidão das declarações prestadas, será suspensa
a concessão do salário-família e determinada a re- Art. 173 - A O auxílio-reclusão é devido pelo
posição do indevidamente recebido, mediante o órgão de origem aos dependentes do servidor de
desconto mensal de 10% (dez por cento) da remu- baixa renda recolhido à prisão e que, nessa condi-
neração líquida, em folha de pagamento. ção, não esteja recebendo remuneração decor-
rente do seu cargo.
Art. 169 - O funcionário e o aposentado são
obriga- dos a comunicar a autoridade concedente, § 1º Para fins de definição da baixa renda e da
dentro do prazo de quinze dias, qualquer alteração qualificação dos dependentes, aplicam-se os mes-
que se verifique na situação dos dependentes, da mos parâmetros adotados pelo Instituto Nacional
qual de- corra supressão ou redução do salário-fa- do Seguro Social, quanto à referida prestação as-
mília. sistencial.
Parágrafo único - A não observância desta § 2º O auxílio-reclusão corresponde ao valor
dispo- sição acarretará as mesmas providências in- da remuneração do servidor, observado o limite da
dicadas no artigo anterior. baixa renda, sendo devido pelo período máximo de
12 (doze) meses e, somente, durante o tempo em
Art. 170 - O salário-família será devido em que estiver recolhido à prisão sob regime fechado
relação a cada dependente, a partir do mês em que ou semiaberto, e enquanto for titular desse cargo.
tiver ocorrido o ato ou fato que lhe derVinícius
origem, dei-
Abreu da Costa
xando de ser devido igualmente em relação a cada § 3º O pagamento do auxílio-reclusão deve es-
antoniavinicius3010@[Link]
tar fundamentado em certidão de efetivo recolhi-
dependente no mês seguinte ao ato ou fato que de-
604.983.963-80
mento à prisão, sendo obrigatória, para a manuten-
terminar a sua supressão.
ção do pagamento, a apresentação de declaração
Art. 171 - O salário-família será pago junta- de permanência na condição de presidiário.
mente com os vencimentos ou proventos, pelos ór-
gãos pa- gadores, independentemente de publica-
ção do ato de concessão. TÍTULO VI
DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO IV
CAPÍTULO I
DO AUXÍLIO-DOENÇA
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Art. 172 – Revogado.


Art. 174 - O funcionário público é administra-
tiva- mente responsável, perante seus superiores
CAPÍTULO III hierárquicos, pelos ilícitos que cometer.
DO AUXÍLIO-FUNERAL Art. 175 - Considera-se ilícito administrativo
a conduta comissiva ou omissiva, do funcionário,
que importe em violação de dever geral ou espe-
Art. 173 - Será concedido auxílio funeral à fa-
cial, ou de proibição, fixado neste Estatuto e em
mília do funcionário falecido, correspondente a 01
sua legislação complementar, ou que constitua
(um) mês de seus vencimentos ou proventos, limi-
comportamento in- compatível com o decoro funci-
tado o pagamento à quantia de R$ 1.200,00 (um
onal ou social.
mil e duzentos reais).
Parágrafo único - O ilícito administrativo é pu-
Parágrafo único - Quando não houver pessoa
nível, independentemente de acarretar resultado
da família do funcionário no local do falecimento, o
perturbador do serviço estadual.

143
Art. 176 - A apuração da responsabilidade § 3º - Se o comportamento funcional irregular
funcional será promovida, de ofício, ou mediante configurar, ao mesmo tempo, responsabilidade ad-
representação, pela autoridade de maior hierarquia ministrativa, civil e penal, a autoridade que determi-
no órgão ou na entidade administrativa em que tiver nou o procedimento disciplinar adotará providên-
ocorrido a irregularidade. Se se tratar de ilícito ad- cias para a apuração do ilícito civil ou penal,
ministrativo praticado fora do local de trabalho, a quando for o caso, durante ou depois de concluídos
apuração da responsabilidade será promovida pela a sindicância ou o inquérito.
autoridade de maior hierarquia no órgão ou na en- § 4º - Fixada a responsabilidade administrativa
tidade a que pertencer o funcionário a quem se im- do funcionário, a autoridade competente aplicará a
putar a prática da irregularidade. sanção que entender cabível, ou a que for tipificada
Parágrafo único - Se se imputar a prática do neste Estatuto para determinados ilícitos. Na apli-
ilícito a vários funcionários lotados em órgãos diver- cação da sanção, a autoridade levará em conta os
sos do Poder Executivo, a competência para deter- antecedentes do funcionário, as circunstâncias em
minar a apuração da responsabilidade caberá ao que o ilícito ocorreu, a gravidade da infração e os
Governador do Estado. danos que dela provierem para o serviço estatal de
terceiros.
Art. 177 - A responsabilidade civil decorre de
§ 5º - A legítima defesa e o estado de necessi-
conduta funcional, comissiva ou omissiva, dolosa
dade excluem a responsabilidade administrativa.
ou culposa, que acarrete prejuízo para o patrimônio
do Estado, de suas entidades ou de terceiros. § 6º - A alienação mental, comprovada através
de perícia médica oficial excluirá, também, a res-
§ 1º - A indenização de prejuízo causado ao
ponsabilidade administrativa, comunicando o sindi-
Estado ou às suas entidades, no que exceder os
cante ou a Comissão Permanente de Inquérito à
limites da fiança, quando for o caso, será liquidada
autoridade competente o fato, a fim de que seja
mediante prestações mensais descontadas em fo-
Vinícius providenciada a aposentadoria do funcionário.
lha de paga- mento, não excedentes da décima Abreu da Costa
parte do venci- mento, à falta de outros bens que § 7º - Considera-se legítima defesa o revide
antoniavinicius3010@[Link]
respondam pelo ressarcimento. moderado
604.983.963-80 e proporcional à agressão ou à iminên-
cia de agressão moral ou física, que atinja ou vise
§ 2º - Em caso de prejuízo a terceiro, o funcio-
a atingir o funcionário, ou seus superiores hierár-
nário responderá perante o Estado ou suas entida-
quicos ou colegas, ou o patrimônio da instituição
des, através de ação regressiva proposta depois de
administrativa a que servir.
transitar em julgado a decisão judicial, que houver
condenado a Fazenda Pública a indenizar o ter- § 8º - Considera-se em estado de necessidade
ceiro prejudicado. o funcionário que realiza atividade indispensável
ao atendimento de uma urgência administrativa, in-
Art. 178 - A responsabilidade penal abrange clusive para fins de preservação do patrimônio pú-
os crimes e contravenções imputados, por lei, ao blico.
funcionário, nesta qualidade.
§ 9º - O exercício da legítima defesa e de ati-
Art. 179 - São independentes as instâncias vidades em virtude do estado de necessidade não
administrativas civil e penal, e cumuláveis as res- serão excludentes de responsabilidade administra-
pectivas cominações. tiva quando houver excesso, imoderação ou des-
§ 1º - Sob pena de responsabilidade, o funcio- proporcionalidade, culposos ou dolosos, na con-
nário que exercer atribuições de chefia, tomando duta do funcionário.
conhecimento de um fato que possa vir a se confi- Art. 180 - A apuração da responsabilidade do
gurar, ou se configure como ilícito administrativo, é funcionário processar-se-á mesmo nos casos de al-
obrigado a representar perante a autoridade com- teração funcional, inclusive a perda do cargo.
petente, a fim de que esta promova a sua apura-
ção. Art. 181 - Extingue-se a responsabilidade ad-
ministrativa:
§ 2º - A apuração da responsabilidade funci-
onal será feita através de sindicância ou de inqué- I - com a morte do funcionário;
rito.

144
II - pela prescrição do direito de agir do Estado pertinente (Estatuto da Ordem dos Advogados do
ou de suas entidades em matéria disciplinar. Brasil).
Art. 182 - O direito ao exercício do poder dis- § 1º - A autoridade competente designará de-
ciplinar prescreve passados cinco anos da data em fensor para o funcionário que, pobre na forma da
que o ilícito tiver ocorrido. lei, ou revel, não indicar advogado, podendo a indi-
cação recair em advogado do Instituto de Previdên-
Parágrafo único - São imprescritíveis o ilícito cia do Estado do Ceará (IPEC).
de abandono de cargo e a respectiva sanção.
§ 2º - O funcionário poderá defender-se, pes-
Art. 183 - O inquérito administrativo para soal- mente, se tiver a qualidade de advogado.
apuração da responsabilidade do funcionário pro-
duzirá, preliminarmente, os seguintes efeitos: Art. 186 - O funcionário público fica sujeito ao
poder disciplinar desde a posse ou, se esta não for
I - afastamento do funcionário indiciado de seu exigida, desde o seu ingresso no exercício funcio-
cargo ou função, nos casos de prisão preventiva ou nal.
prisão administrativa;
Art. 187 - Se no transcurso do procedimento
II - sobrestamento do processo de aposenta-
doria voluntária; disciplinar outro funcionário for indiciado, o sindi-
cante ou a Comissão Permanente de Inquérito,
III - proibição do afastamento do exercício, conforme o caso, reabrirá os prazos de defesa para
salvo o caso do item I deste artigo; o novo indiciado.
IV - proibição de concessão de licença, ou o Art. 188 - A inobservância de qualquer dos
seu sobrestamento, salvo a concedida por motivo
preceitos deste Capítulo relativos à forma do pro-
de saúde;
cedimento, à competência e ao direito de ampla de-
V - cessação da disposição, com retorno do fesa acarretará a nulidade do procedimento disci-
funcionário ao seu órgão de origem. Vinícius Abreu da Costa
plinar
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 184 - Assegurar-se-á ao funcionário, no Art. 189 - Aplica-se o disposto neste Título ao
604.983.963-80
pro- cedimento disciplinar, ampla defesa, consis- procedimento em que for indiciado aposentado ou
tente, sobretudo: funcionário em disponibilidade.
I - no direito de prestar depoimento sobre a im-
putação que lhe é feita e sobre os fatos que a ge-
raram; CAPÍTULO II
DOS DEVERES
II - no direito de apresentar razões preliminares
e finais, por escrito, nos termos deste Estatuto;
Art. 190 - Os deveres do funcionário são ge-
III - no direito de ser defendido por advogado,
de sua indicação, ou por defensor público, também rais, quando fixados neste Estatuto e legislação
advogado, designado pela autoridade competente; complementar, e especiais, quando fixados tendo
em vista as peculiaridades das atribuições funcio-
IV - no direito de arrolar e inquirir, reinquirir e nais.
contraditar testemunhas, e requerer acareações;
Art. 191 - São deveres gerais do funcionário:
V - no direito de requerer todas as provas em
direito permitidas, inclusive as de natureza pericial; I - lealdade e respeito às instituições constitu-
cionais e administrativas a que servir;
VI - no direito de argüir prescrição;
II - observância das normas constitucionais, le-
VII - no direito de levantar suspeições e argüir
gais e regulamentares;
impedimentos.
III - obediência às ordens de seus superiores
Art. 185 - A defesa do funcionário no proce- hierárquicos;
dimento disciplinar, que é de natureza contraditória,
é privativa de advogado, que a exercitará nos ter- IV - continência de comportamento, tendo em
mos deste Estatuto e nos da legislação federal vista o decoro funcional e social;

145
V - levar, por escrito, ao conhecimento da au- VI - a ordem configurar abuso ou excesso de
toridade superior irregularidades administrativas de poder ou de autoridade.
que tiver ciência em razão do cargo que ocupa, ou § 1º - Em qualquer dos casos referidos neste
da função que exerça; artigo, o funcionário representará contra a ordem,
VI - assiduidade; VII - pontualidade; VIII - urba- fundamentadamente, à autoridade imediatamente
nidade; IX - discrição; superior a que ordenou.
X - guardar sigilo sobre a documentação e os § 2º - Se se tratar de ordem emanada do Pre-
assuntos de natureza reservada de que tenha co- sidente da Assembleia Legislativa, do Chefe do Po-
nhecimento em razão do cargo que ocupa, ou da der Executivo, do Presidente do Tribunal de Contas
função que exerça; e do Presidente do Conselho de Contas dos Muni-
XI - zelar pela economia e conservação do ma- cípios, o funcionário justificará perante essas auto-
terial que lhe for confiado; ridades a escusa da obediência.

XII - atender às notificações para depor ou re-


alizar perícias ou vistorias, tendo em vista procedi- CAPÍTULO III
mentos disciplinares; DAS PROIBIÇÕES
XIII - atender, nos prazos de lei ou regulamen-
tares, as requisições para defesa da Fazenda Pú-
Art. 193 - Ao funcionário é proibido:
blica; XIV - atender, nos prazos que lhe forem assi-
nados por lei ou regulamento, os requerimentos de I - salvo as exceções constitucionais pertinen-
certidões para defesa de direitos e esclarecimentos tes, acumular cargos, funções e empregos públicos
de situações; remunerados, inclusive nas entidades da Adminis-
tração Indireta (autarquias, empresas públicas e
XV - providenciar para que esteja sempre em
sociedades de economia mista);
ordem, no assentamento individual, suaVinícius
declara- Abreu da Costa
ção de família; II - referir-se de modo depreciativo às autori-
antoniavinicius3010@[Link]
dades em qualquer ato funcional que praticar, res-
XVI - atender, prontamente, e na medida604.983.963-80
de
salvado o direito de crítica doutrinária aos atos e
sua competência, os pedidos de informação do Po-
fatos administrativos, inclusive em trabalho público
der Legislativo e às requisições do Poder Judiciá-
e assinado;
rio;
III - retirar, modificar ou substituir qualquer do-
XVII - cumprir, na medida de sua competência,
cumento oficial, com o fim de constituir direito ou
as decisões judiciais ou facilitar-lhes a execução.
obrigação, ou de alterar a verdade dos fatos, bem
Art. 192 - O funcionário deixará de cumprir como apresentar documento falso com a mesma fi-
ordem de autoridade superior quando: nalidade;
I - a autoridade de quem emanar a ordem for IV - valer-se do exercício funcional para lograr
in- competente; proveito ilícito para si, ou para outrem;
II - não se contiver a ordem na área da compe- V - promover manifestação de desapreço ou
tência do órgão a que servir o funcionário seu des- fazer circular ou subscrever lista de donativos, no
tinatário, ou não se referir a nenhuma das atribui- recinto do trabalho;
ções do servidor; VI - coagir ou aliciar subordinados com objeti-
III - for a ordem expedida sem a forma exigida vos político-partidários;
por lei; VII - participar de diretoria, gerência, adminis-
IV - não tiver sido a ordem publicada, quando tração, conselho técnico ou administrativo, de em-
tal formalidade for essencial à sua validade; presa ou sociedades mercantis;
V - não tiver a ordem como causa uma neces- VIII - pleitear, como procurador ou intermediá-
sidade administrativa ou pública, ou visar a fins não rio, junto aos órgãos e entidades estaduais, salvo
estipulados na regra de competência da autoridade quando se tratar de percepção de vencimentos,
da qual promanou ou do funcionário a quem se di- proventos ou vantagens de parente consanguíneo
rige; ou afim, até o segundo grau civil;

146
IX - praticar a usura; Art. 195 - O aposentado compulsoriamente
X - receber propinas, vantagens ou comissões ou por invalidez não poderá acumular seus proven-
pela prática de atos de oficio; tos com a ocupação de cargo ou o exercício de fun-
ção ou emprego público.
XI - revelar fato de natureza sigilosa, de que
tenha ciência em razão do cargo ou função, salvo Parágrafo único - Não se compreendem na
quando se tratar de depoimento em processo judi- proibição de acumular nem estão sujeitos a quais-
cial, policial ou administrativo; quer limites:
XII - cometer a outrem, salvo os casos previs- I - a percepção conjunta de pensões civis e mi-
tos em lei ou ato administrativo, o desempenho de lita- res;
sua atividade funcional; II - a percepção de pensões com vencimento
XIII - entreter-se, nos locais e horas de traba- ou salário;
lho, com atividades estranhas às relacionadas com III - a percepção de pensões com vencimentos
as suas atribuições, causando prejuízos a estas; de disponibilidade e proventos de aposentadoria e
XIV - deixar de comparecer ao trabalho sem reforma;
causa justificada; IV - a percepção de proventos, quando resul-
XV - ser comerciante; tantes de cargos legalmente acumuláveis.
XVI - contratar com o Estado, ou suas entida-
des, salvo os casos de prestação de serviços téc- CAPÍTULO IV
nicos ou científicos, inclusive os de magistério em
DAS SANÇÕES DISCIPLINARES E SEUS
caráter eventual;
EFEITOS
XVII - empregar bens do Estado e de suas en-
tidades em serviço particular;
Vinícius Abreu da Costa
Art. 196 - As sanções aplicáveis ao funcioná-
XVIII - atender pessoas estranhas ao serviço,
antoniavinicius3010@[Link]
rio são as seguintes:
no local de trabalho, para o trato de assuntos parti-
604.983.963-80
culares; I - repreensão;
XIX - retirar bens de órgãos ou entidades esta- II - suspensão;
duais, salvo quando autorizado pelo superior hie- III - multa;
rárquico e desde que para atender a interesse pú-
blico. IV - demissão;

Parágrafo único - Excluem-se da proibição do V - cassação de disponibilidade;


item XVI os contratos de cláusulas uniformes e os VI - cassação de aposentadoria.
de emprego, em geral, quando, no último caso, não
configurarem acumulação ilícita. Art. 197 - Aplicar-se-á a repreensão, sempre
por escrito, ao funcionário que, em caráter primário,
Art. 194 - É ressalvado ao funcionário o di- a juízo da autoridade competente, cometer falta
reito de acumular cargo, funções e empregos remu- leve, não cominável, por este Estatuto, com outro
nerados, nos casos excepcionais da Constituição tipo de sanção.
Federal.
Art. 198 - Aplicar-se-á a suspensão, através
§1º - Verificada, em inquérito administrativo, de ato escrito, por prazo não superior a 90 (no-
acumulação proibida e provada a boa-fé, o funcio- venta) dias, nos casos de reincidência de falta leve,
nário optará por um dos cargos, funções ou em- e nos de ilícito grave, salvo a expressa cominação,
pregos, não ficando obrigado a restituir o que hou- por lei, de outro tipo de sanção.
ver percebido durante o período da acumulação ve-
dada. Parágrafo único - Por conveniência do serviço,
a suspensão poderá ser convertida em multa, na
§2º - Provada a má-fé, o funcionário perderá base de 50% (cinquenta por cento) por dia de ven-
os cargos, funções ou empregos acumulados ilici- cimento, obrigado, neste caso, o funcionário a per-
tamente devolvendo ao Estado o que houver per- manecer em exercício.
cebido no período da acumulação.

147
Art. 199 - A demissão será obrigatoriamente Art. 201 - Ao ato que cominar sanção, prece-
aplicada nos seguintes casos: derá sempre procedimento disciplinar, assegurada
I - crime contra a administração pública; ao funcionário indiciado ampla defesa, nos termos
deste Estatuto, pena de nulidade da cominação im-
II - crime comum praticado em detrimento de posta.
dever inerente à função pública ou ao cargo pú-
blico, quando de natureza grave, a critério da auto- Parágrafo único - As sanções referidas nos
ridade competente; itens II e VI do artigo 196 serão cominadas por es-
crito e fundamentalmente, pena de nulidade.
III - abandono de cargo;
Art. 202 - São competentes para aplicação
IV - incontinência pública e escandalosa e prá-
das sanções disciplinares:
tica de jogos proibidos;
I - os Chefes dos Poderes Legislativo e Execu-
V - insubordinação grave em serviço;
tivo, em qualquer caso, e privativamente, nos casos
VI - ofensa física ou moral em serviço contra de demissão e cassação de aposentadoria ou dis-
funcionário ou terceiros; ponibilidade, salvo se se tratar de punição de fun-
VII - aplicação irregular dos dinheiros públicos, cionário autárquico;
que resultem em lesão para o Erário Estadual ou II - os dirigentes superiores das autarquias, em
dilapidação do seu patrimônio; qualquer caso, e, privativamente, nos casos de de-
VIII - quebra do dever de sigilo funcional; missão e cassação, da aposentadoria ou disponibi-
lidade;
IX - corrupção passiva, nos termos da lei penal;
III - os Secretários de Estado e demais dirigen-
X - falta de atendimento ao requisito do estágio tes de órgãos subordinados ou auxiliares, em todos
probatório estabelecido no art. 27, § 1º, item III; os casos, salvo os referidos nos itens I e II;
XI - desídia funcional; Vinícius Abreu daIVCosta
- os chefes de unidades administrativas em
antoniavinicius3010@[Link]
XII - descumprimento de dever especial ine- geral, nos casos de repreensão, suspensão até 30
rente a cargo em comissão. 604.983.963-80
(trinta) dias e multa correspondente.
§ 1° - Considera-se abandono de cargo a deli- Art. 203 - Além da pena judicial que couber,
berada ausência ao serviço, sem justa causa, por serão considerados como de suspensão os dias
trinta (30) dias consecutivos ou 60 (sessenta) dias, em que o funcionário, notificado deixar de atender
interpoladamente, durante 12 (doze) meses. à convocação para prestação de serviços estatais
§ 2º - Entender-se-á por ausência ao serviço compulsórios, salvo motivo justificado.
com justa causa não só a autorizada por lei, regu- Art. 204 - Será cassada a aposentadoria ou
lamento ou outro ato administrativo, como a que as- disponibilidade se ficar provado, em inquérito admi-
sim for considerada após comprovação em inqué- nistrativo, que o aposentado ou disponível:
rito ou justificação administrativa, esta última re-
querida ao superior hierárquico pelo funcionário in- I - praticou, quando no exercício funcional, ilí-
teressado, valendo a justificação, nos termos deste cito punível com demissão;
parágrafo, apenas para fins disciplinares. II - aceitou cargo ou função que, legalmente,
Art. 200 - Tendo em vista a gravidade do ilí- não poderia ocupar, ou exercer, provada a má-fé;
cito, a demissão poderá ser aplicada com a nota “a III - não assumiu o disponível, no prazo legal,
bem do serviço público”, a qual constará sempre o lugar funcional em que foi aproveitado, salvo mo-
nos casos de demissão referidos nos itens I e VII tivo de força maior;
do artigo 199. IV - perdeu a nacionalidade brasileira.
Parágrafo único - Salvo reabilitação obtida em Parágrafo único - A cassação da aposentado-
pro- cesso disciplinar de revisão, o funcionário de- ria ou disponibilidade extingue o vínculo do apo-
mitido com a nota a que se refere este artigo não sentado ou do disponível com o Estado ou suas en-
poderá reingressar nos quadros funcionais do Es- tidades autárquicas.
tado ou de suas entidades, a qualquer título.

148
Art. 205 - A suspensão preventiva será orde- CAPÍTULO V
nada pela autoridade que determinar a abertura do DA SINDICÂNCIA
inquérito administrativo, se, no transcurso deste, a
entender indispensável, nos termos do § 1º deste
artigo. Art. 209 - A sindicância é o procedimento su-
mário através do qual o Estado ou suas autarquias
§ 1º - A suspensão preventiva não ultrapassará reúnem elementos informativos para determinar a
o prazo de 90 (noventa) dias e somente será deter- verdade em torno de possíveis irregularidades que
minada quando o afastamento do funcionário for possam configurar, ou não, ilícitos administrativos,
necessário, para que, como indiciado, não venha a aberta pela autoridade de maior hierarquia, no ór-
influir na apuração de sua responsabilidade. gão em que ocorreu a irregularidade, ressalvadas
§ 2º - Suspenso preventivamente, o funcioná- em qual- quer caso, permitida a delegação de com-
rio terá, entretanto, direito: petência:
I - a computar o tempo de serviço relativo ao I - do Governador, em qualquer caso;
período de suspensão para todos os efeitos legais; II - dos Secretários de Estado, dos dirigentes
II - a computar o tempo de serviço para todos autárquicos e dos Presidentes da Assembleia Le-
os fins de lei, relativo ao período que ultrapassar o gislativa, Tribunal de Contas e do Conselho de
prazo da suspensão preventiva; Contas dos Municípios, em suas respectivas áreas
funcionais.
III - a perceber os vencimentos relativos ao pe-
ríodo de suspensão, se reconhecida a sua inocên- § 1º - Abrir-se-á, também, sindicância para
cia no inquérito administrativo; apuração das aptidões do funcionário, no estágio
IV - a perceber as gratificações por tempo de probatório, para fins de demissão ou exoneração,
serviço já prestado e o salário-família. quando for o caso, assegurada ao indiciado ampla
defesa,
Vinícius Abreu da Costanos termos dos artigos estatutários que dis-
Art. 206 - Os Chefes dos Poderes Legisla- ciplinam o inquérito administrativo, reduzidos os
antoniavinicius3010@[Link]
tivo, Executivo e Judiciário, os Presidentes do Tri- prazos neles estabelecidos, à metade.
604.983.963-80
bunal de Contas e do Conselho de Contas dos Mu- § 2º - Aberta a sindicância, suspende-se a flu-
nicípios, os Secretários de Estado e os dirigentes ência do período do estágio probatório.
das Autarquias poderão ordenar a prisão adminis-
trativa do funcionário responsável direto pelos di- § 3º - A sindicância será realizada por funcio-
nheiros e valores públicos, ou pelos bens que se nário estável, designado pela autoridade que deter-
encontrarem sob a guarda do Estado ou de suas minar a sua abertura.
Autarquias, no caso de alcance ou omissão no re- § 4º - A sindicância precede o inquérito admi-
colhimento ou na entrega a quem de direito nos nistrativo, quando for o caso, sendo-lhe anexada
prazos e na forma da lei. como peça informativa e preliminar.
§ 1º - Recolhida aos cofres públicos a impor- § 5º - A sindicância será realizada no prazo
tância desviada, a autoridade que ordenou a prisão máximo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual
revogará imediatamente o ato gerador da custódia. período, a pedido do sindicante, e a critério da au-
§ 2º - A autoridade que ordenar a prisão, que toridade que determinou a sua abertura.
não poderá ultrapassar a 90 (noventa) dias, comu- § 6º - Havendo ostensividade ou indícios fortes
nicará imediatamente o fato à autoridade judiciária de autoria do ilícito administrativo, o sindicante in-
competente e providenciará a abertura e realização diciará o funcionário, abrindo-lhe o prazo de 3 (três)
urgente do processo de tomada de contas. dias para defesa prévia. A seguir, com o seu rela-
Art. 207 - A prisão, a que se refere o artigo tório, encaminhará o processo de sindicância à au-
toridade que determinou a sua abertura.
anterior, será cumprida em local especial.
§ 7º - O sindicante poderá ser assessorado por
Art. 208 - Aplica-se à prisão administrativa o técnicos, de preferência pertencentes aos quadros
disposto no § 2º do art. 205 deste Estatuto. funcionais, devendo todos os atos da sindicância
serem reduzidos a termo por secretário designado

149
pelo sindicante, dentre os funcionários do órgão a ao desenvolvimento de seus trabalhos, inclusive os
que pertencer. de secretário e assessoramento.
§ 8º - Ultimada a sindicância, não apurada a Art. 213 - Instaurado o inquérito administra-
responsabilidade administrativa, ou o descumpri- tivo, a autoridade encaminhará seu ato para a Co-
mento dos requisitos do estágio probatório, o pro- missão de Inquérito que for competente, tendo em
cesso será arquivado, fixada a responsabilidade vista o local da ocorrência da irregularidade verifi-
funcional, a autoridade que determinou a sindicân- cada, ou a vinculação funcional do servidor a quem
cia encaminhará os respectivos autos para a Co- se pretende imputar a responsabilidade administra-
missão Permanente de Inquérito Administrativo, tiva.
que funcionará:
Art. 214 - Abertos os trabalhos do inquérito,
I - no Poder Executivo, na Governadoria, nas
o Presidente da Comissão mandará citar o funcio-
Secretarias de Estado, órgãos desconcentrados e
nário acusado, para que, como indiciado, acompa-
nas autarquias;
nhe, na forma do estabelecido neste Estatuto, todo
II - no Poder Legislativo, na Diretoria Geral; o procedimento, requerendo o que for do interesse
III - no Tribunal de Contas e no Conselho de da defesa.
Contas dos Municípios. Parágrafo único - A citação será pessoal, me-
diante protocolo, devendo o servidor dele encarre-
gado consignar, por escrito, a recusa do funcionário
CAPÍTULO VI em recebê-la. Em caso de não ser encontrado o
DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO funcionário, estando ele em lugar incerto e não
sabido, a citação far-se-á por edital, publicado no
Diário Oficial do Estado, com prazo de 15 (quinze)
Art. 210 - O inquérito administrativo é o pro-
dias, depois do que, não comparecendo o citado,
cedi- mento através do qual os órgãos eVinícius
as autar- Abreu da Costa
ser-lhe-á designado defensor, nos termos do art.
quias do Estado apuram a responsabilidade disci-
antoniavinicius3010@[Link]
184, item III e § 1º do art. 185.
plinar do funcionário.
604.983.963-80
Art. 215 - Citado, o indiciado poderá requerer
Parágrafo único - São competentes para ins-
taurar o inquérito: suas provas no prazo de 5 (cinco) dias, podendo
renovar o pedido, no curso do inquérito, se neces-
I - o Governador, em qualquer caso; sário para demonstração de fatos novos.
II - os Secretários de Estado, os dirigentes das Art. 216 - A falta de notificação do indiciado
Autarquias e os Presidentes da Assembléia Legis-
ou de seu defensor, para todas as fases do inqué-
lativa, do Tribunal de Contas e do Conselho de
rito, de- terminará a nulidade do procedimento.
Contas dos Municípios, em suas áreas funcio- nais,
permitida a delegação de competência. Art. 217 - Encerrada a fase probatória, o in-
diciado será notificado para apresentar, por seu de-
Art. 211 - O inquérito administrativo será re-
fensor, no prazo de 10 (dez) dias, suas razões fi-
alizado por Comissões Permanentes, instituídas
nais de defesa.
por atos do Governador, do Presidente da Assem-
bleia Legislativa, do Presidente do Tribunal de Con- Art. 218 - Apresentadas as razões finais de
tas, do Presidente do Conselho de Contas dos Mu- defesa, a Comissão encaminhará os autos do in-
nicípios, dos dirigentes das Autarquias e dos ór- quérito, com relatório circunstanciado e conclusivo,
gãos desconcentrados, permitida a delegação de à autoridade competente para o seu julgamento.
poder, no caso do Governador, ao Secretário de
Administração. Art. 219 - Sob pena de nulidade, as reuniões
e as diligências realizadas pela Comissão de In-
Art. 212 - As Comissões Permanentes de In- quérito serão consignadas em atas.
quérito Administrativo compor-se-ão de três mem-
Art. 220 - Da decisão de autoridade julgadora
bros, todos funcionários estáveis do Estado ou de
suas autarquias, presidida pelo servidor que for de- cabe recurso no prazo de 10 (dez) dias, com efeito
signado pela autoridade competente, que colocará suspensivo, para a autoridade hierárquica
à disposição das Comissões o pessoal necessário

150
imediatamente superior, ou para a que for indicada aduzam fatos ou circunstâncias que possam justifi-
em regulamento ou regimento. car a inocência do requerente, mencionados ou
Parágrafo único - Das decisões dos Secretá- não no procedi- mento original.
rios de Estado e do Presidente do Conselho de Parágrafo único - Tratando-se de funcionário
Contas dos Municípios caberá recurso, com efeito falecido ou desaparecido, a revisão poderá ser re-
suspensivo, no prazo deste artigo, para o Governa- que- rida pelo cônjuge, companheiro, descendente,
dor. Das de- cisões do Presidente da Assembleia ascendente colateral consanguíneo até o 2º grau
Legislativa e do Tribunal de Contas caberá recurso, civil.
com os efeitos deste parágrafo, para o Plenário da
Art. 229 - Processar-se-á a revisão em
Assembleia e do Tribunal, respectivamente.
apenso ao processo original.
Art. 221 - O inquérito administrativo será con-
Parágrafo único - Não constitui fundamento
cluído no prazo máximo de 90 (noventa) dias, po- para a revisão a simples alegação de injustiça da
dendo ser prorrogado por igual período, a pedido sanção.
da Comissão, ou a requerimento do indiciado, diri-
gido à autoridade que determinou o procedimento. Art. 230 - O requerimento devidamente ins-
truído será dirigido à autoridade que aplicou a san-
Art. 222 - Em qualquer fase do inquérito será
ção, ou àquela que a tiver confirmado, em grau de
permitida a intervenção do indiciado, por si, ou por recurso.
seu defensor.
Parágrafo único - Para processar a revisão, a
Art. 223 - Havendo mais de um indiciado e autoridade que receber o requerimento nomeará
diversidade de sanções caberá o julgamento à au- uma comissão composta de três funcionários efeti-
toridade competente para imposição da sanção vos, de categoria igual ou superior à do requerente.
mais grave. Neste caso, os prazos assinados aos
indiciados correrão em comum. Art. 231 - Na inicial, o requerente pedirá dia
Vinícius Abreu da Costa
e hora para inquirição das testemunhas que arrolar.
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 224 - O funcionário só poderá ser exone-
604.983.963-80 Parágrafo único - Será considerada informante
rado, estando respondendo a inquérito administra-
a testemunha que, residindo fora da sede onde fun-
tivo, depois de julgado este com a declaração de
cionar a comissão, prestar depoimento por escrito.
sua inocência.
Art. 232 - Concluído o encargo da comissão,
Art. 225 - Recebidos os autos do inquérito, a
no prazo de 60 (sessenta) dias, prorrogável por
autoridade julgadora proferirá sua decisão no prazo
trinta (30) dias, nos casos de força maior, será o
improrrogável de 20 (vinte) dias.
processo, com o respectivo relatório, encaminhado
Art. 226 - Declarada a nulidade do inquérito, à autoridade competente para o julgamento.
no todo ou em parte, por falta do cumprimento de Parágrafo único - O prazo para julgamento
formalidade essencial, inclusive o reconhecimento será de 20 (vinte) dias, prorrogável por igual perí-
de direito de defesa, novo procedimento será odo, no caso de serem determinadas novas diligên-
aberto. cias.
Art. 227 - No caso do artigo anterior e no de Art. 233 - Das decisões proferidas em proce-
esgotamento do prazo para a conclusão do inqué- dimento de revisão cabe recurso, na forma do art.
rito, o indiciado, se tiver sido afastado de seu cargo, 220.
retornará ao seu exercício funcional.

TÍTULO VII
CAPÍTULO VII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
DA REVISÃO
CAPÍTULO ÚNICO
Art. 228 - A qualquer tempo poderá ser re- DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E
querida a revisão do procedimento administrativo TRASITÓRIAS
de que resultou sanção disciplinar, quando se

151
Art. 234 - O órgão central do sistema de pes- § 2º - O funcionário não perceberá, a qualquer
soal do Poder Executivo e os assemelhados do Po- título, importância mensal superior à recebida pelo
der Legislativo e entidades autárquicas fornecerão Governador do Estado, não se computando, entre-
ao funcionário cartão de identidade, dele devendo tanto, no cálculo, diárias, ajudas de custo, gratifica-
constar o retrato, a impressão digital, a filiação, a ção por serviço ou estudo fora do Estado e a pro-
data de nascimento e a qualificação funcional do gressão horizontal.
identificado. Art. 240 - É vedado pôr o funcionário à dis-
Parágrafo único - Será recolhido o cartão do posição de entidade de direito privado, estranha no
funcionário que for exonerado, demitido ou aposen- Sistema Administrativo, salvo em caso de convê-
tado. nio, ou para exercer função considerada pelo sis-
tema de rele- vante interesse social.
Art. 235 - Salvo disposição expressa em con-
trário, os prazos previstos neste Estatuto somente Art. 241 - São isentos de qualquer tributo ou
correrão nos dias úteis, excluindo-se o dia inicial. emolumentos os requerimentos, certidões e outros
papéis que interessem ao funcionário público ou a
Art. 236 - Nos dias úteis, só por determinação
aposentado, nessas qualidades.
dos Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo
poderão deixar de funcionar os órgãos e entidades Art. 242 - Nenhum tributo estadual incidirá
estaduais. sobre os vencimentos, proventos ou qualquer van-
tagem do funcionário ou do aposentado, nem sobre
Art. 237 - É assegurado aos funcionários o
os atos ou títulos referentes à sua vida funcional.
direito de se agruparem em associação de classe,
sem caráter sindical ou político-partidário. Art. 243 - As normas do regime disciplinar
Parágrafo único - Essas Associações, que de- previstas neste Estatuto, salvo as de natureza ad-
verão ter personalidade jurídica de direito privado, jetiva, não se aplicam aos casos pendentes.
Vinícius
representarão os que integrarem o seu quadro so- Abreu daArt.
Costa
244 - O afastamento do funcionário ocu-
antoniavinicius3010@[Link]
cial perante as autoridades administrativas, em ma- pante de cargo de chefia, direção, fiscalização ou
téria de interesse da coletividade funcional. 604.983.963-80
arrecadação, para disputar mandato eletivo, dar-
Art. 238 - O dia 28 de outubro será consa- se-á nos termos da legislação eleitoral pertinente.
grado ao funcionário público estadual e comemo- Parágrafo único - Durante o afastamento de
rado, oficialmente, na forma do que for disposto em que trata este artigo o funcionário não perceberá os
Regulamento. vencimentos ou vantagens do cargo que momenta-
neamente detinha ou de que for ocupante efetivo,
Art. 239 - Ressalvadas as exceções constan-
exceto o salário-família, considerando-se o afasta-
tes de disposição expressa em lei, bem como os mento como autorização para o trato de interesses
casos de acumulação lícita, o funcionário não po- particulares.
derá receber, mensalmente, importância total su-
perior a noventa por cento da percebida pelos Se- Art. 245 - Ao ex-combatente da Força do
cretários de Estado. Exército, da Expedicionária Brasileira, da Força Aé-
§ 1º - Ficam excluídas do limite deste artigo: rea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha
Mercante do Brasil, que tenha participado efetiva-
I - a gratificação representação; mente de operações bélicas na segunda Guerra
II - salário-família; Mundial, e cuja situação se encontra definida na Lei
Federal nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, são
III - progressão horizontal;
assegurados os seguintes direitos:
IV - diárias e ajuda de custo;
I - estabilidade, se funcionário público;
V - gratificação pela participação em órgão de
II - aproveitamento no serviço público, sem a
deliberação coletiva;
exigência do disposto no art. 106, § 1º da Constitui-
VI - gratificação de exercício; ção do Estado;
VII - gratificação por prestação de serviço ex- III - aposentadoria com proventos integrais aos
traordinário. 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo, se

152
funcionário público da Administração direta ou au- oficial, será ele readaptado, mediante transferên-
tárquica; cia, em cargo de atribuições compatíveis com o seu
IV - benefício do Instituto de Previdência; novo estado psíquico ou somático.

V - promoção após interstício legal, e se hou- Parágrafo único - A readaptação obedecerá ao


ver vaga; disposto nos arts. 50 e 51 deste Estatuto.

VI - assistência médica, hospitalar e educacio- Art. 251 – É permitida a consignação faculta-


nal, se carente de recurso. tiva em folha de pagamento inerente à remunera-
ção, subsídios, proventos.
Art. 246 - As atuais funções gratificadas pas-
sam à categoria de cargos em comissão, conver- § 1º - A soma das consignações facultativas
tendo-se automaticamente os valores das gratifica- não excederá de 40% (quarenta por cento) da re-
ções em gratificações de representação, mantida a muneração, subsídios e proventos, deduzidas as
simbologia vigente até definição regulamentar. consignações obrigatórias.
§ 2º - Serão computados, para efeito do cálculo
Art. 247 - Aplica-se o regime desta lei aos es-
previsto neste artigo, o vencimento-base, as vanta-
tabilizados nos termos do § 2º do Art. 177 da Cons- gens fixas e as de caráter pessoal.
tituição Federal de 1967, com a redação dada pelo
art. 194 da Emenda Constitucional nº 1, de 17 de § 3º - Não se aplica o disposto neste artigo aos
outubro de 1969, desde que sujeitos ao regime do ocupantes exclusivamente de cargo de provimento
Estatuto anterior, quando da aquisição da estabili- em comissão, bem como aos contratados por
dade. tempo determinado, de que trata o inciso XIV do
art. 154 da Constituição do Estado do Ceará.
Parágrafo único - Com a estabilidade, as fun-
ções de caráter eventual dos servidores em geral Art. 252 - A partir de 1º. de janeiro de 1974,
passam a ser de natureza permanente, caracteri- todas as gratificações adicionais por tempo de ser-
zando-se como cargo, devendo como Vinícius Abreu da
tal, serem viçoCosta
per- cebidas pelos funcionários deverão ser
antoniavinicius3010@[Link]
considera- das, para todos os efeitos. convertidas na progressão horizontal prevista no
604.983.963-80
Capítulo X, Seção I, do Titulo II, deste Estatuto.
Art. 248 - O funcionário que esteja com o seu
vínculo funcional suspenso, ou no gozo de licença, Art. 253 - O Estado, na forma que dispuser
poderá ser, a qualquer tempo, citado para se de- Decreto do Governador do Estado, poderá assegu-
fender em procedimento disciplinar, ou notificado rar bolsa de estudo ao funcionário, como incentivo
para nele prestar depoimento, ou realizar ou se à sua profissionalização, em cursos não regulares
submeter a provas de natureza pericial, salvo ma- de formação, treinamento, aperfeiçoamento e de
nifesta impossibilidade por motivo de doença, justi- especialização profissionais, mantidos por entida-
ficada perante o sindicante ou Comissão Perma- des oficiais ou particulares, de reconhecida e notó-
nente de Inquérito. ria idoneidade.
Art. 249 - São considerados concursos públi- Parágrafo único - O Decreto a que se refere
cos, gerando todos os efeitos que lhe são atinen- este artigo poderá dispor sobre a concessão de bol-
tes, os exames de provas de habilitação ou seleção sas de estudo para funcionários em cursos de ex-
realizados para a admissão de candidatos a fun- tensão universitária e de pós-graduação.
ções das extintas TNM e que se revestiram das ca- Art. 254 – A carga horária de trabalho de
racterísticas essenciais dos concursos públicos, trinta (30) horas semanais, a que estão obrigados
consideradas, como tais, a acessibilidade a todos os servi- dores públicos do Sistema Administrativo
os brasileiros, o caráter competitivo e eliminatório e Estadual, será prestada, em período e tempo cor-
ampla divulgação. rido das segundas às sextas-feiras.
Parágrafo único - A declaração de equivalên- Parágrafo único – Os servidores que ocupam
cia será feita pelo órgão central do sistema de pes- cargo de magistrado, procurador, assessor jurídico,
soal, mediante provocação do interessado. professor, médico, engenheiro, agrônomo, servido-
Art. 250 - Reduzida a capacidade do funcio- res públicos estatutários e demais atividades asse-
nário para o exercício das atribuições do cargo que melhadas, bem como os que exercem cargo em
ocupa, comprovada através de perícia médica

153
comissão terão seus regimes de trabalho definidos Administrativo e Operacional, prevista no item 2, do
em regulamento próprio. anexo I, da Lei nº 12.386, de 9 de dezembro de
1994, fica redenominada para carreira Segurança
Art. 255 - Continuam em vigor as Leis e Re-
Penitenciária e estruturada na forma do anexo l
gulamentos que disciplinam os institutos previs- tos desta Lei, passando os Agentes Penitenciários a
neste Estatuto, desde que com ele não colidam, até ter as seguintes atribuições: atendimento, vigilân-
que novas normas sejam expedidas. cia, custódia, guarda, escolta, assistência e orien-
Art. 256 - Os Poderes Legislativo e Execu- tação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos
tivo, no âmbito de suas respectivas competências, penais estaduais. (Nova redação dada pela lei n.º
expedirão os atos necessários a complementação 14.966, de 13.07.11)
e explicitação deste Estatuto. Art. 2 Os ocupantes dos cargos/funções de
Art. 257 - Aplicam-se as disposições deste Agente Penitenciário, da carreira Segurança Peni-
Estatuto subsidiariamente, no que couber, ao Ma- tenciária redenominada pelo art.1º desta Lei, são
gistério Estadual em todos os graus de ensino, ao posicionados na forma do anexo II.
pessoal da Policia Civil de carreira e aos funcioná- Art. 3 A Tabela vencimental para a carreira
rios administrativos do Poder Judiciário. Segurança Penitenciária é a prevista no anexo III.
Art. 258 - Esta lei entrará em vigor a 1º de Art. 4 Os servidores integrantes da carreira
janeiro 1974, ficando revogadas todas as disposi- redenominada por esta Lei são submetidos ao re-
ções legais ou regulamentares que, implícita ou ex- gime de plantão de 24 (vinte e quatro) x 72 (setenta
plicitamente, colidam com este Estatuto, especial- e duas) horas. (Nova redação dada pela Lei n.º
mente a Lei nº 4.196, de 5 de setembro de 1958; a 16.583, de 03.07.18)
Lei nº 4.658, de 19 de novembro de 1959; a Lei nº
7.999, de 11 de maio de 1965; a Lei nº 8.384, de Art. 5 A estrutura remuneratória dos Agentes
10 de janeiro de 1966; a Lei nº 9.226, de Vinícius Penitenciários,
27 de no- Abreu da Costa integrantes da Carreira de Segu-
vembro de 1968; a Lei nº 9.260, de 12antoniavinicius3010@[Link]
de dezembro rança Penitenciária, é composta pelo vencimento
de 1968, no que diz respeito ao funcionário autár- base constante do anexo III, da Gratificação de Ati-
604.983.963-80
quico; a Lei nº 9.381, de 27 de julho de 1970; a Lei vidades Especiais e de Risco – GAER, prevista no
nº 9.443, de 9 de março de 1971 e a Lei nº 9.496, art. 7º e Adicional Noturno previsto no art. 8º, todos
de 19 julho de 1971. desta Lei.
§ 1º - Além das parcelas previstas no caput
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO deste artigo, o Agente Penitenciário integrante da
DO CEARÁ, em Fortaleza, 14 de maio de 1974. Carreira de Segurança Penitenciária, poderá rece-
ber vantagem pessoal, sendo esta compreendida
como o valor já incorporado à remuneração do
Agente decorrente do exercício de cargo em comis-
são e a Gratificação por Adicional de Tempo de
Serviço para aqueles que já tinham implementado
as condições para tanto quando da edição da Lei
nº 12.913, de 18 de junho de 1999.
§ 2º - Poderá ainda o Agente Penitenciário in-
tegrante da Carreira de Segurança Penitenciária
perceber complemento, este entendido como a
O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ parte percebida pelo agente que ultrapasse os va-
lores decorrentes da presente Lei, percebida no
FAÇO SABER QUE A ASSEMBLEIA LEGISLA-
mês anterior ao da publicação desta norma, exclu-
TIVA DECRETOU E EU SANCIONO A SEGUINTE
LEI: ídas a vantagem pessoal e a gratificação por adici-
onal de tempo de serviço.
Art.5-A Fica instituído o Abono Especial por
Art. 1 A carreira Guarda Penitenciária, inte- Reforço Operacional ao Agente Penitenciário que,
grante do Grupo Ocupacional Atividades de Apoio em caráter voluntário, participar de serviço para o

154
qual seja designado eventualmente, nos termos decorrente da redenominação da Carreira de Se-
desta Lei e do respectivo regulamento. gurança Penitenciária.
§ 1º - O Abono Especial por Reforço Operaci- § 1º - O disposto no caput deste artigo aplica-
onal é de natureza voluntária e a operação de re- se aos aposentados e aos pensionistas.
forço operacional deverá ser planejada pela Secre- § 2º - O abono previsto neste artigo não poderá
taria da Justiça e Cidadania, utilizando-se no má- ser considerado ou computado para fins de conces-
ximo 50% (cinquenta por cento) do efetivo de Agen- são ou de cálculos de vantagens financeiras de
tes Penitenciários ativos, conforme a natureza do qualquer natureza, cessando integralmente os pa-
trabalho de segurança penitenciária a ser desen- gamentos a esse título quando da implementação
volvido nos termos do anexo único desta Lei. da tabela vencimental que trata o anexo III.
§ 2º - O abono de que trata este artigo não será
Art. 7 Fica instituída a Gratificação de Ativida-
incorporado aos vencimentos para nenhum efeito,
inclusive previdenciário, bem como não será consi- des Especiais e de Risco – GAER, devida aos ser-
derado para cálculo de quaisquer vantagens pecu- vidores em atividades ocupantes dos cargos/fun-
niárias. ções de Agente Penitenciário, integrantes da car-
reira de Segurança Penitenciária, no percentual de
§ 3º - O abono Especial por Reforço Operacio- 60% (sessenta por cento), incidente, exclusiva-
nal será limitado à execução de, no máximo, 84 (oi- mente, sobre o vencimento base, em razão do efe-
tenta e quatro) horas reforços operacionais por tivo exercício das funções específicas de segu-
mês, além da jornada normal de trabalho do Agente rança, internas e externas, nos estabelecimentos
Penitenciário, dispensado, em situações excepcio- prisionais do Estado. (Nova redação dada pela Lei
nais e devidamente motivadas, o cumprimento de n.º 15.154, de 09.05.12)
intervalo entre as jornadas regular e especial.
(Nova redação dada pela Lei n.º 16.825, 13.01.19) § 1º - A GAER prevista no caput é devida aos
integrantes da carreira prevista no art.1º desta Lei,
Vinícius es-
§ 4.º - No caso de agentes penitenciários Abreu da
comoCostacompensação do acréscimo da jornada,
calados para os serviços de queantoniavinicius3010@[Link]
trata este artigo, quando no efetivo exercício sob regime de plantão
cujo número de horas mensais prestadas a esse tí-
604.983.963-80
de 24 (vinte e quatro) horas de trabalho por 72 (se-
tulo seja inferior ao limite previsto no § 3º, o respec- tenta e duas) horas de descanso, perfazendo uma
tivo excedente poderá ser remanejado, para a pres- carga horária semanal de 48 (quarenta e oito) ho-
tação de serviço operacional por outro agente es- ras. (Nova redação dada pela Lei n.º 16.583, de
calado para esse fim, observada a limitação do § 03.07.18)
1.º. (acrescentado pela Lei nº 17.167/2020)
§ 2º - Os servidores ocupantes dos
§ 5.º - Não se sujeitará ao limite a que se refere cargos/funções de Agentes Penitenciários quando
o § 3.º deste artigo, o agente penitenciário para o no exercício de cargos comissionados nas
qual seja remanejado, parcial ou totalmente, o ex- unidades prisionais, na Coordenadoria do Sistema
cedente de horas previsto no § 4. (acrescentado Penal, cujas atribuições sejam de natureza
pela Lei nº 17.167/2020) penitenciária, ou, ainda, na Célula de Inteligência
§ 6.º - Poderão participar do serviço a que se Penitenciária, vinculada ao Gabinete da Secretaria
refere o caput deste artigo, para fins de recebi- da Justiça e Cidadania, farão jus a GAER. (Nova
mento do Abono Especial por Reforço Operacional, redação dada pela Lei n.º 14.966, de 13.07.11)
agentes penitenciários que ocupem cargo de provi- Art. 8 É devido aos servidores ocupantes dos
mento em comissão ou estejam no exercício de
cargos/funções de Agente Penitenciário o adicional
função de confiança na sede da Secretaria da Ad-
por trabalho noturno nas seguintes condições:
ministração Penitenciária ou em unidades prisio-
nais do Estado. (acrescentado pela Lei nº § 1° - O adicional por trabalho noturno é devido
17.167/2020) ao servidor cujo trabalho seja executado entre 22
(vinte e duas horas) de um dia às 5 (cinco) horas
Art. 6 Fica concedido, a partir de 1º de setem- do dia seguinte;
bro de 2008, Abono aos Agentes Penitenciários na
forma do anexo IV, da presente Lei, valor este ab- § 2° - A hora de trabalho noturno será compu-
sorvido na composição da remuneração, tada como de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30
(trinta) segundos;

155
§ 3° - O trabalho noturno será remunerado com denominador será sempre o numeral 60 (ses-
um acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) so- senta).
bre o valor da hora diurno. § 2° - O disposto neste artigo não se aplica
Art. 9 A Gratificação pela execução de traba- para os servidores que se aposentarem pelas re-
lho em condições especiais, inclusive com risco de gras previstas no art.40 da Constituição Federal,
vida ou de saúde, prevista no inciso VI, do art. 132, com a redação dada pela Emenda Constitucional
da Lei nº 9.826, de 14 de maio de 1974, e no pará- Federal n° 41, de 19 de dezembro de 2003, nos ter-
grafo único, art. 1º, da Lei nº 9.598, de 28 de junho mos da Legislação Federal.
de 1972, e no art. 7° da Lei n° 9.788, de 4 de de- Art. 13 Ficam mantidas as regras instituídas
zembro de 1973, é incompatível com a percepção no Capítulo IV, da Lei n° 12.386, de 9 de dezembro
das gratificações previstas nesta Lei, sendo vedado de 1994, referente a ascensão funcional do servi-
o seu pagamento aos integrantes da carreira rede- dor ocupante do cargo/função de Agente Peniten-
nominada por esta Lei. ciário, conforme a estrutura e composição cons-
Art. 10 Fica extinta e cessa seu pagamento tante no anexo I, sem prejuízo do interstício em
em relação aos integrantes da carreira de Segu- curso.
rança Penitenciária a Gratificação Especial de Lo- Parágrafo único. Os critérios específicos e os
calização Carcerária, o Abono Provisório e o Acrés- procedimentos para aplicação do princípio do mé-
cimo de 40% (quarenta por cento) sobre o venci- rito e/ou da antiguidade para a efetivação da pro-
mento base, previstos no art. 1º e seus parágrafos, gressão e da promoção são os definidos no De-
no art. 2º e parágrafo único, e art. 3º, da Lei nº creto n° 22.793, de 1° de outubro de 1993, até que
13.095, de 12 de janeiro de 2001. sejam definidos novos critérios.
Art. 11 A gratificação que trata o art. 7º desta Art. 14 As despesas decorrentes desta Lei
Lei é incompatível com a percepção de qualquer correrão por conta de dotação orçamentária da Se-
gratificação pela prestação de serviços Vinícius
extraordi- Abreu da Costa
cretaria da Justiça e Cidadania - SEJUS, podendo
antoniavinicius3010@[Link]
nários, com exceção dos serviços eventuais a que ser suplementada, em caso de necessidade. (Nova
estiverem inscritos voluntariamente os agentes604.983.963-80
pe- redação dada pela Lei n.º 16.063, 07.07.16)
nitenciários designados eventualmente pela Secre-
taria da Justiça e Cidadania, a título de Reforço Art. 15 Esta Lei entra em vigor na data de sua
Operacional, na forma do art. 5º- A desta Lei. (Nova publicação.
redação dada pela Lei n.º 16.063, 07.07.16) Art. 16 Ficam revogadas as disposições em
Art. 12 A Gratificação de que trata o art. 7° contrário.
desta Lei, será incorporada aos proventos de apo- PALÁCIO IRACEMA, DO GOVERNO DO ES-
sentadoria, desde que o servidor tenha contribuído TADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 21 de dezembro
por pelo menos 60 (sessenta) meses ininterruptos de 2009.
para o Sistema Único de Previdência Social dos
Servidores Públicos Civis e Militares, dos Agentes
Públicos e dos Membros de Poder do Estado do
Ceará – SUPSEC. (Nova redação dada pela Lei n.º
15.154, de 09.05.12)
§ 1° - Para os servidores que implementarem
as regras dos arts. 3° e 6° da Emenda Constitucio-
nal Federal n° 41, de 19 de dezembro de 2003, ou
do art. 3°, da Emenda Constitucional Federal n° 47, Estabelece e padroniza normas e procedimen-
de 5 de julho de 2005, e cujo período de percepção tos operacionais do sistema penitenciário do es-
por ocasião do pedido de aposentadoria seja me- tado do Ceará.
nor do que 60 (sessenta) meses, será observada a
média aritmética do período de percepção, multipli-
cado pela fração cujo numerador será o número Art. 1 - Estabelecer e Padronizar as Normas
correspondente ao total de meses trabalhados e o
e regras de segurança do trabalho do Sistema

156
Penitenciário do Estado do Ceará e seus anexos, a III – o Secretário Executivo de Planejamento e
serem adotados e cumpridos no interior dos Esta- Gestão Interna;
belecimentos Prisionais, por todos os servidores, IV – o Coordenador Especial do Sistema Prisi-
colaboradores, presos, visitantes ou qualquer pes- onal;
soa que porventura necessite adentrar nos Estabe-
lecimentos Prisionais desta Unidade Federativa. V – o Supervisor da Célula de Segurança, Con-
trole e Disciplina;
VI – o Diretor de Unidade, Diretor Adjunto,
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Chefe do Núcleo de Segurança e Disciplina, Ge-
rente de Patrimônio e o Chefe de Equipe.
Art. 2 - Eventuais regras de segurança ou as- Art. 7 - A direção da Unidade Prisional será
suntos não abordados nesta normativa deverão ser
composta pelo Diretor, Diretor Adjunto, Chefe de
formalizados através de documento próprio, rela- Segurança e Disciplina, Gerente de Patrimônio e
tando as possíveis sugestões ou problemas que te-
Chefe de Equipe.
nham ocorrido em função da lacuna legislativa exis-
tente.
Art. 3 - Os casos omissos ou excepcionais DAS ATRIBUIÇÕES
que não estão elencados nesta Instrução Norma-
tiva serão resolvidos pelo Secretário da Administra- Art. 8 - Ao Agente Penitenciário, compete:
ção Penitenciária ou, por ele encaminhado às pes-
I – observar as normas legais e regulamenta-
soas competentes, para se necessário, seja alte-
res, bem como cumprir as ordens superiores, salvo
rado o presente documento ou elaborado instru-
quando manifestamente ilegais;
mento específico.
II – tratar com urbanidade e cordialidade os
Art. 4 - A não observância do que está dis-
Vinícius Abreu da Costa colaboradores e visitantes em geral;
servidores,
posto nesta IN, ensejará sançõesantoniavinicius3010@[Link]
disciplinares em
desfavor do servidor, conforme previsto no Estatuto III – colaborar para a disciplina coletiva e efici-
604.983.963-80
dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ce- ência das atividades e operações;
ará e Legislações pertinentes. IV – ser assíduo e pontual ao serviço, exer-
cendo com zelo e dedicação as atribuições do
Art. 5 - Este dispositivo entrará em vigor na
cargo, bem como ser leal à Instituição;
data de sua publicação, revogadas a INSTRUÇÃO
NORMATIVA SEJUS Nº 02/2018 e as disposições V – atender com presteza e prontidão aos de-
em contrário. mais servidores do Sistema Prisional, servidores de
outras Instituições, bem como o público em geral,
prestando as informações requeridas, salvo
DA HIERARQUIA quando protegidas por sigilo ou que comprometam
a segurança e a disciplina na Unidade;
Art. 6 - A Secretaria da Administração Peni- VI – levar por escrito ao conhecimento da Che-
tenciária – SAP, não obstante a sua pluralidade se- fia Imediata as irregularidades de que tiver ciência
torial, prima pela observância ao sequenciamento em razão do cargo ou da função que exerça;
hierárquico bem como, por suas características es- VII – zelar pela economia do material e conser-
peciais; fundamenta-se também na hierarquia fun- vação do patrimônio público;
cional, disciplina e, sobretudo, na defesa dos direi-
tos e garantias individuais da pessoa humana, con- VIII – guardar sigilo sobre a documentação e
forme abaixo discriminado: os assuntos de natureza reservada de que tenha
conhecimento em razão do cargo que ocupa, ou da
I – o Secretário da Secretaria da Administração função que exerça;
Penitenciária;
XIX – desempenhar ações preventivas e re-
II – o Secretário Executivo da Administração pressivas, no âmbito do Sistema Prisional, visando
Penitenciária; coibir:
a) o tráfico e o uso de substâncias ilícitas;

157
b) o cometimento de crimes ou transgressões; devidamente uniformizado e com os equipamentos
c) a comunicação não autorizada de presos necessários ao desempenho da função;
com o mundo exterior; XXI – apresentar-se ao serviço com o devido
d) a entrada e permanência de armas, objetos asseio e apresentação pessoal;
ou instrumentos ilícitos que atentam contra a segu- XXII – comunicar, em tempo hábil ao chefe
rança e integridade física de servidores e/ou tercei- imediato, os abusos ou desvios dos quais tiver co-
ros e presos; e nhecimento;
e) a tentativa de fuga, verificando as grades, XXIII – colaborar com o asseio e a conserva-
cobogós e toda a estrutura; ção de seu local de trabalho bem como mantê-lo
X – garantir a ordem, a disciplina e a segurança limpo;
das Unidades Prisionais; XXIV – verificar previamente sua escala de
XI – preencher, redigir e digitar relatórios, for- serviço, bem como se apresentar, com antecedên-
mulários e comunicações internas e externas, bem cia, à chefia a que estiver subordinado, ou justificar
como manter atualizados os sistemas informatiza- de imediato a impossibilidade de fazê-lo;
dos; XXV – prestar auxílio, quando dispuser dos
XII – exercer atividades de escolta, custódia e meios para fazê-lo, às autoridades públicas ou a
condução de presos à presença de Autoridades, seus Agentes que, no exercício de suas funções,
quando requerido; necessitem de seu apoio imediato;

XIII – conduzir veículos oficiais e viaturas para XXVI – repassar imediatamente à chefia ime-
os quais esteja habilitado, conforme carteira nacio- diata, qualquer objeto achado, recuperado ou que
nal de habilitação - CNH; lhe seja entregue em razão de suas atribuições;

XIV – exercer atividades de escolta de Autori- XXVII – utilizar linguagem formal e respeitosa
Vinícius Abreu
emdacomunicação
Costa oficial, informação ou ato seme-
dades e/ou Servidores do Sistema Prisional;
antoniavinicius3010@[Link]
lhante;
XV – executar operações de escolta e custódia
604.983.963-80
de presos em movimentações internas, externas e XXVIII – não frequentar, uniformizado e em ra-
transferências entre Unidades Prisionais do Ceará zão de serviço, lugares incompatíveis com o decoro
ou para outros Estados; da função;

XVI – exercer atividades relacionadas ao mo- XXIX – não induzir superior ou colega a erro ou
nitoramento eletrônico e/ou outras tecnologias dire- engano;
cionadas aos presos; XXX – não veicular ou propiciar a divulgação
XVII – operar sistemas informatizados, de radi- de notícia falsa, documentação, imagens, áudios e
ocomunicação no âmbito das atividades internas e vídeos de fatos ocorridos nesta Instituição, con-
externas do Sistema Prisional; tendo informações reservadas ou que exponham a
estrutura física ou as regras de segurança de que
XVIII – desempenhar atribuições inerentes ao tenha conhecimento ou acesso em razão do cargo
cargo ocupado, aplicando, quando autorizado e ha- que ocupa, ou da função que exerça, nos meios de
bilitado para tal, técnicas de averiguação e pes- comunicação em geral, como jornais, sites, redes
quisa, bem como de inteligência, contrainteligência sociais, blogs, aplicativos, imprensa, etc.;
e monitoramento diversos;
XXXI – realizar, apenas quando previamente
XIX – ministrar treinamentos voltados à ativi- autorizado pelo superior hierárquico, trabalhos ou
dade de segurança penitenciária desde que devi- operações conjuntas com outros órgãos ou seus
damente habilitado e autorizado pela administra- Agentes;
ção superior da SAP, que prevaleça o interesse pú-
blico na qualificação do servidor e que o curso seja XXXII – não abandonar ou se ausentar do
compatível com o desempenho de sua função; posto de serviço em que esteja escalado sem pré-
via autorização de seu superior imediato, nem se
XX – deverá apresentar-se ao serviço, por- manter desatento ou displicente quando o estiver
tando identidade funcional, bem como ocupando, configurando desídia essas últimas con-
dutas;

158
XXXIII - não publicar, sem ordem expressa da III – adotar medidas necessárias à preserva-
autoridade competente, documentos oficiais, ainda ção dos Direitos e Garantias Individuais dos pre-
que não sejam de caráter reservado, ou ensejar a sos;
divulgação do seu conteúdo, no todo ou em parte; IV – dar cumprimento às determinações judici-
XXXIV – não dar, alugar, penhorar ou vender a ais e prestar aos Juízes, Tribunais, Ministério Pú-
qualquer pessoa ou instituição, peças de uniforme blico, Defensoria Pública e Conselho Penitenciário
ou de equipamento, novas ou usadas; as informações que lhe forem solicitadas, relativas
XXXV – primar pela compostura e sobriedade aos condenados e aos presos provisórios;
profissional quando em serviço ou em qualquer cir- V – assegurar o normal funcionamento da Uni-
cunstância em que se apresente como Agente Pe- dade, observando e fazendo observar as normas
nitenciário, uniformizado ou não; da Lei de Execução Penal e de normas correlatas;
XXXVI – não usar uniforme quando não estiver VI – administrar as Unidades traçando diretri-
de serviço; zes, orientando e controlando e fiscalizando a exe-
XXXVII – abster-se de fazer uso de bebidas al- cução das atividades sob sua responsabilidade;
coólicas ou se apresentar embriagado estando em VII – realizar outras atividades dentro de sua
serviço ou uniformizado; área de competência.
XXXVIII – manter atualizados junto à COGEP Parágrafo Único. O ocupante do cargo de Di-
os dados pessoais, comunicando qualquer altera- retor de Unidade Prisional será escolhido, obrigato-
ção de endereço e/ou telefone; riamente, entre os servidores estáveis de carreira
XXXIX - atender às requisições judiciais e ad- de segurança penitenciária da Secretaria da Admi-
ministrativas e, quando estiver de plantão, dar ciên- nistração Penitenciária, de acordo com os critérios
cia prévia à chefia imediata, da necessidade de au- estabelecidos no art. 75 da Lei de Execuções Pe-
sentar-se do posto de serviço, pelo tempo neces- nais.
Vinícius Abreu da Costa
sário para atender à requisição, mediante apresen- Art. 10. Ao Diretor Adjunto, compete:
antoniavinicius3010@[Link]
tação de documentação comprobatória, salvo ca-
604.983.963-80 I – assessorar diretamente o Diretor da Uni-
sos excepcionais que serão tratados com a direção
da Unidade/ Chefia imediata; dade Prisional no desempenho de suas atribuições,
principalmente na direção, coordenação, orienta-
XL - exercer atividades correlatas. ção e fiscalização dos trabalhos técnicos, adminis-
§ 1º. Todos os Agentes Penitenciários deverão trativos, operacionais, laborais, educativos, religio-
estar aptos à execução das atividades específicas sos, esportivos e culturais da Unidade respectiva;
de suas atribuições, consoante, a necessidade que II – substituir, em seus afastamentos, ausên-
lhe seja apresentada. cias e impedimentos legais, o Diretor da Unidade
§ 2º. A descrição e regulamentação quanto ao Prisional, independente de designação específica;
Uniforme estão dispostas no Decreto Nº 32.535, de III – autorizar a expedição de certidões relati-
27 de fevereiro de 2018, e em suas posteriores al- vas aos assuntos da Unidade;
terações.
IV – acompanhar a execução do plano de fé-
Art. 9. Ao Diretor de Unidade Prisional, com- rias dos servidores da Unidade;
pete: V – preparar dentro dos prazos estipulados os
I – comunicar, imediatamente, à CEAP e à documentos de controle de frequência, faltas, licen-
Gestão Superior da SAP sobre qualquer alteração ças e quaisquer alterações relativos aos servidores
ou eventualidade que venha ocorrer na Unidade e colaboradores, encaminhando-os à Coordenado-
Prisional; ria Especial de Administração Penitenciária –
II – dirigir, coordenar, orientar e fiscalizar os CEAP e Coordenadoria de Gestão de Pessoas -
trabalhos técnicos, administrativos, operacionais, COGEP;
laborais, educativos, religiosos, esportivos e cultu- VI – exercer outras atribuições que lhes forem
rais da Unidade respectiva conferidas ou delegadas.

159
§ 1º. A substituição prevista neste artigo será VII – elaborar o relatório anual das atividades
gratuita, salvo se exceder 30 (trinta) dias, quando inerentes ao serviço e do inventário patrimonial;
então será remunerada por todo o período, de VIII – efetuar o balancete mensal do estoque
acordo com o § 3º, do art. 40, da Lei Nº. 9.826, de de mercadoria existente;
14 de maio de 1974.
IX – proceder com a identificação, fiscalização
§ 2º. O termo substituição contempla as nome- e conferência de todo o material permanente em
ações que ocorrem em substituição ao titular do uso na unidade;
cargo em comissão em casos de afastamento ou
de impedimento do titular, por tempo determinado. X – adotar as medidas de segurança contra in-
cêndio nas dependências da Unidade especial-
§ 3º. É considerado afastamento para fins de mente na área de prontuário e almoxarifado;
substituição:
XI – fiscalizar e providenciar a manutenção
a) férias; preventiva e corretiva de veículos, máquinas, equi-
b) licença saúde; e pamentos e móveis em uso na unidade;
c) licença gestante. XII – zelar pela conservação e limpeza do pré-
§ 4º. O cargo de Diretor Adjunto deve, obriga- dio, acompanhando e fiscalizando as atividades a
toriamente, ser ocupado por servidor estável de serem executadas;
carreira de segurança penitenciária da Secretaria XIII – executar e controlar os serviços de repro-
da Administração Penitenciária. dução reprográfica ou similar de documentos, pu-
blicações e impressos de interesse da Unidade;
Art. 11. Ao Gerente Administrativo, compete:
XIV – organizar a prestação de contas dos su-
I – organizar, controlar, executar e fiscalizar as primentos de fundos destinados a Unidade Prisio-
atividades de apoio necessárias ao bom funciona- nal, conforme legislação específica;
mento operacional da Unidade Prisional,Vinícius
inclusive Abreu da Costa
a manutenção preventiva e corretiva;antoniavinicius3010@[Link] – exercer outras atividades correlatas.
II – receber, controlar e distribuir gêneros604.983.963-80
ali- Parágrafo Único – O cargo de Gerente Admi-
mentícios, destinados ao consumo da Unidade; nistrativo deverá ser ocupado obrigatoriamente,
por servidor de carreira de segurança penitenciária
III – supervisionar os serviços de copa e de co- da Secretaria da Administração Penitenciária, pre-
zinha; ferencialmente estável, mediante indicação do dire-
IV – requisitar o material de expediente e pro- tor do estabelecimento e com anuência da Gestão
videnciar a redistribuição junto aos demais serviços Superior da SAP.
da Unidade Prisional;
Art. 12. Ao Chefe de Segurança e Disciplina
V – manter sob sua guarda e responsabilidade (CSD) compete:
todos os pertences do preso, de uso não permitido,
pelo prazo de 30 (trinta) dias, que deverão ser en- I – gerenciar o setor de Segurança e Disciplina,
tregues aos familiares, ao advogado ou quem o elaborando o plano de segurança interna da Uni-
preso indicar, fornecendo a estes comprovantes de dade Prisional, visando proteger a vida e a incolu-
recebimento. Expirado o prazo supracitado, e não midade física dos servidores de carreira, colabora-
realizada a retirada dos pertences nos termos dores, presos, visitantes em geral, a garantia das
acima, os bem de valor serão protocolados e guar- instalações físicas, bem como promover o conjunto
dados em local apropriado que serão entregues de medidas que assegurem o cumprimento da dis-
aos presos quando deixarem as Unidades Prisio- ciplina prisional;
nais; II – fiscalizar, organizar, controlar e orientar os
VI – manter em bom estado de funcionamento Agentes Penitenciários no exercício de suas atri-
as instalações elétricas, telefônicas, hidrosanitárias buições na ocupação dos postos e execução das
e de climatização do prédio requisitando, com an- atividades inerentes;
tecedência, o material que for necessário para este III – orientar os presos quanto aos seus direi-
fim; tos, deveres e normas de conduta a serem obser-
vadas, quando de sua chegada à Unidade;

160
IV – demarcar a área de segurança e movi- §1º. O cargo de Chefe de Segurança e Disci-
mentação interna com as devidas sinalizações; plina deverá ser ocupado, obrigatoriamente, por
V – fazer constar no prontuário disciplinar dos servidor de carreira de segurança penitenciária da
presos as ocorrências e alterações havidas com Secretaria da Administração Penitenciária, prefe-
estes; rencialmente estável, mediante indicação do diretor
do estabelecimento e com anuência da Gestão Su-
VI – controlar e acompanhar a movimentação perior da SAP.
de preso, quando das transferências internas;
Art. 13. Ao Chefe de Equipe, compete:
VII – supervisionar e manter atualizada, no sis-
tema informatizado (SISPEN), a relação geral dos I – responder pela unidade prisional na ausên-
presos com sua devida localização dentro do esta- cia da direção;
belecimento prisional; II – supervisionar a equipe de plantão obser-
VIII – encaminhar ao Conselho Disciplinar as vando as determinações superiores;
faltas disciplinares, praticadas por presos para co- III – conferir e ler os relatórios das equipes an-
nhecimento e julgamento; teriores ao seu plantão;
IX – promover vistorias regulares nos presos e IV – conferir o material e equipamentos de se-
nas dependências da Unidade Prisional, de caráter gurança sob sua responsabilidade, discriminados
preventivo ou sempre que houver fundadas suspei- em relatório anterior, informando ao CSD, qualquer
tas de porte ou uso, de qualquer material ou objeto, divergência na quantidade, estado de conservação
ilícito ou proibido, que possam ser utilizados para e funcionamento dos mesmos;
prática de crimes ou faltas disciplinares;
V – elaborar a escala do serviço diário, distri-
X – manter atualizados registros e ocorrências buindo os Agentes para ocupação nos postos de
funcionais relativas aos Agentes Penitenciários; serviço, observando as diretrizes do plano de segu-
XI – organizar, supervisionar e fiscalizar a com-
Vinícius Abreu da Costa
rança;
posição das equipes no desempenho antoniavinicius3010@[Link]
e execução VI – registrar a frequência dos Agentes em ser-
de suas funções; 604.983.963-80
viço;
XII – propor à Direção a implantação e modifi- VII – comunicar, imediatamente, ao CSD da
cação de postos de serviço quando se fizer neces- Unidade a falta injustificada de servidor para que
sário à segurança e bom funcionamento da Uni- sejam tomadas as providências cabíveis;
dade;
VIII – fiscalizar a ocupação dos postos de ser-
XIII – zelar, orientar e fiscalizar, pelo bom fun- viço e a execução das atividades de rotina pelos
cionamento, a manutenção dos equipamentos e servidores de plantão;
implementos necessários à execução dos serviços
de segurança interna; IX – dar encaminhamento e supervisionar a
execução das determinações da Direção e do
XIV – promover mensalmente, em caráter ordi- Chefe de Segurança e Disciplina;
nário, reuniões com os Agentes Penitenciários e
extraordinariamente, quando necessário; X – comunicar, imediatamente, qualquer ocor-
rência que comprometa a ordem, a segurança e a
XV – sugerir ao diretor, quando solicitado, no- disciplina da Unidade, ao Chefe de Segurança e
mes para escolha e designação dos chefes de Disciplina e/ou Chefia Imediata e Diretor, relatando
equipes; em seguida, de forma circunstanciada, por escrito;
XVI – manter em arquivo o registro das pes- XI – em caso de emergência que comprometa
soas que visitam a Unidade; a integridade física do preso, autorizar transferên-
XVII – comunicar, diariamente, ao diretor e/ou cia interna, ou se for o caso, a saída temporária do
substituto, as alterações constantes no relatório de mesmo para atendimento médico, mediante es-
serviço diário; colta, diante da ausência de seu superior hierár-
quico, devendo ser observada a comunicação pos-
XVIII – manter informado o diretor sobre quais-
terior;
quer alterações havidas na Unidade;
XIX – exercer outras atividades correlatas.

161
XII – atualizar o sistema informatizado (SIS- § 1º. Os casos omissos serão analisados pelas
PEN), todas as vezes que fizer movimentação de direções e encaminhados à CEAP para delibera-
preso para cumprir sua pena em local diferente ao ção.
que ele ocupava anteriormente; § 2º. Ocorrendo remoção do servidor, antes da
XIII – exercer a vigilância, em conjunto com os reposição do serviço previamente agendado, essa
Agentes Penitenciários de plantão, cumprindo e fa- condição deverá ser informada a CEAP a fim de vi-
zendo cumprir as normas e regulamentos da Uni- abilizar a reposição e não acarretar prejuízo ao ser-
dade; viço.
XIV – elaborar relatório circunstanciado ao final Art. 17. O requerimento de permuta deverá
de seu plantão, registrando todas as ocorrências ser encaminhado à chefia imediata, através de for-
havidas; mulário padrão, anexo a esta IN que, posterior-
XV – exercer outras atividades correlatas. mente, o enviará ao Chefe de Segurança e Disci-
plina para análise que o remeterá à Direção que
Parágrafo Único – O cargo de Chefe de Equipe
decidirá sobre o deferimento.
dos Agentes Penitenciários deverá ser ocupado
obrigatoriamente por servidor de carreira de segu- Parágrafo único. É ato discricionário do Diretor
rança penitenciária da Secretaria da Administração o deferimento ou não da solicitação de permuta.
Penitenciária, preferencialmente estável, mediante Art. 18. O requerimento de permuta deverá
indicação do Chefe de Segurança e Disciplina com
conter as informações que se seguem, sob pena de
anuência do diretor da Unidade e da Gestão Supe-
indeferimento:
rior da SAP.
I. o nome completo e matrícula do substituto e
do substituído;
DA ESCALA DE SERVIÇO II. a justificativa para troca solicitada;
Vinícius Abreu da Costa
III. quantidade de permutas realizadas no mês;
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 14. Os servidores de segurança peniten-
IV. datas em que ocorrerão as substituições;
ciária são submetidos ao regime de plantão de604.983.963-80
24
(vinte e quatro) x 72 (setenta e duas) horas, con- V. a assinatura de ambos servidores;
forme legislação vigente . VI. anuência do Chefe de Segurança e Disci-
plina.
DAS PERMUTAS E REPOSIÇÕES DE Art. 19. O pedido deverá ser efetuado com
PLANTÃO antecedência mínima de 05 (cinco) dias úteis, e,
caso seja autorizado, as partes interessadas rece-
berão uma cópia, para que apresentem aos chefes
Art. 15. Os Agentes Penitenciários em re- de plantão no dia de serviço da substituição.
gime de plantão poderão solicitar até 04 (quatro)
trocas de serviço durante o mês, não podendo ul- Parágrafo único. O requerimento original de
trapassar 48 (quarenta e oito) horas consecutivas, permuta deverá ser arquivado nos assentamentos
somados o dia de seu plantão com o dia da per- funcionais dos servidores.
muta. Art. 20. Caso ocorra a autorização da Dire-
Parágrafo único. A jornada de trabalho sema- ção e uma das partes envolvidas na solicitação
nal não poderá ser superior a 48 (quarenta e oito) descumpra o estabelecido por ocasião do pedido,
horas, somadas as horas trabalhadas da escala or- o responsável pelo descumprimento será impedido
dinária com o dia da troca do referido plantão. de efetuar nova solicitação por período de 90 (no-
venta) dias, sendo efetuado o desconto da falta ao
Art. 16. A permuta, em regra, ocorrerá entre serviço daquele que não compareceu e tomadas as
Agentes Penitenciários lotados na mesma Unidade demais medidas administrativas cabíveis.
Prisional e a reposição do serviço deverá ocorrer
no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados do Parágrafo único. A falta ao serviço do substi-
dia da sua solicitação. tuto não desobriga o substituído a cumprir com a
autorização anteriormente deferida, devendo esse

162
se apresentar ao trabalho no dia que consta no re- tempo hábil, tomar as medidas necessárias a fim
querimento administrativo. de minimizar os prejuízos às atividades do serviço.
Art. 21. Caso ambos descumpram o estabe- Parágrafo único. Em se tratando de licença de
lecido na solicitação, a Chefia imediata tomará as saúde o servidor deverá apresentar o atestado à
medidas necessárias para suprir a vacância do Unidade no prazo de 48h (quarenta e oito) horas,
posto. sob pena de ter lançado em sua ficha funcional a
falta ao serviço.
Art. 22. O Agente Penitenciário convocado
para suprir a vacância do posto, por solicitação da Art. 28. Na falta injustificada do servidor, o
Chefia Imediata, terá este período compensado de chefe de plantão deverá registrar no relatório diário
acordo com a legislação pertinente. e comunicar, imediatamente, ao Diretor da Unidade
Prisional através de relatório para que este o enca-
Art. 23. Os Agentes que descumprirem a so- minhe à CEAP para as providências cabíveis, tão
licitação de permuta, responderão procedimento logo tome ciência.
administrativo em razão do ocorrido, em conformi-
dade com o Estatuto dos Servidores Públicos do
Estado do Ceará. DOS PROTOCOLOS E PROCEDIMENTOS
Art. 24. Não será permitida a troca de plantão DE SEGURANÇA DOS RECURSOS E
remunerada, sob pena de responsabilidade admi- EQUIPAMENTOS DE USO DOS AGENTES
nistrativa dos envolvidos. PENITENCIÁRIOS
Art. 25. Não haverá distinção na escala de
Art. 29. Os agentes penitenciários poderão
plantão dos servidores lotados nas Unidades Prisi-
ter à sua disposição, conforme disponibilidade e
onais, devendo ser observado o estabelecido na
necessidade, para o exercício de atividade para o
Lei Nº. 14.582/2009 e suas posteriores alterações.
Vinícius Abreu da Costa
qual estiver escalado, conforme determinação de
antoniavinicius3010@[Link]
seu superior hierárquico, respeitada sua capaci-
DA FREQUÊNCIA DOS SERVIDORES604.983.963-80
dade técnica, os seguintes recursos e equipamen-
LOTADOS NAS UNIDADES tos abaixo elencados:
I - rádio HT;
Art. 26. As frequências dos servidores serão II - telefone;
registradas, obrigatoriamente, por meio de registro
biométrico e em modelo de frequência padrão dis- III - computador com acesso à Internet e ao
ponibilizado pela Coordenadoria de Gestão de Pes- SISPEN;
soas – COGEP, anexo a esta Instrução Normativa, IV - algemas e suas respectivas chaves;
estabelecido pela Secretaria da Administração Pe- V - tonfas;
nitenciária, considerando o início e o término de
sua jornada de trabalho. VI - colete balístico;
Parágrafo único. Na impossibilidade de se fa- VII - arma curta;
zer o registro biométrico, deverá o diretor da Uni- VIII - arma longa; e
dade Prisional, através de relatório próprio e jun-
IX - instrumentos de Menor Potencial Ofensivo;
tada de documentos comprobatórios, atestar a fre-
quência do referido servidor, sendo ele o responsá- X - outros que se façam necessários, especifi-
vel pela veracidade das informações contidas no camente ao posto.
relatório, sob pena de responder administrativa e Parágrafo único. A disponibilização quantita-
penalmente. tiva dos recursos e equipamentos elencados nos
Art. 27. Em caso de impossibilidade de com- incisos deste artigo respeitará as especificidades
parecimento ao serviço, com a falta devidamente próprias de cada Unidade Prisional.
justificada, deverá o servidor comunicar imediata-
mente ao chefe imediato para que este possa, em

163
DOS POSTOS DE SERVIÇO DOS POSTOS NOS BLOCOS E ALAS

Art. 30. Posto de serviço é o local, determi- Art. 36. Ao Agente Penitenciário de serviço
nado pela direção ou autoridade competente, do nos Blocos e Alas compete:
qual o profissional não pode se afastar, sob pena I – quando se tratar de atividade ordinária:
de perder a visão da área protegida, o controle de
acesso ou que de alguma forma comprometa a se- a) exercer a vigilância aproximada, sempre em
gurança da unidade. contato visual, ficando responsável pela guarda e
vigilância das alas como também pelo resguardo
Parágrafo único. O servidor somente poderá da ordem e disciplina nas mesmas;
se retirar do posto de serviço mediante rendição no
local ou quando determinado pela chefia imediata, b) ser responsável pelos materiais e equipa-
não podendo esse ficar abandonado ou desocu- mentos pertencentes ao posto escalado;
pado, ainda que temporária ou transitoriamente. c) permanecer em estado de alerta para iden-
Art. 31. Na troca de plantão, o servidor de- tificar, sempre que possível, presos que descum-
pram as normas de segurança a fim de que possam
verá aguardar rendição em seu posto de serviço,
ser responsabilizados pelas suas condutas, comu-
sob pena de responder, administrativa e penal-
nicando por HT qualquer situação que fuja à nor-
mente, pelo abandono do posto e por suas eventu-
malidade e que necessite de apoio;
ais consequências.
d) efetuar rondas minuciosas no interior das
Art. 32. O servidor que estiver assumindo o alas verificando portas, cadeados e as condições
posto de serviço deverá efetuar a conferência em no interior das celas da Unidade, bem como na
todo equipamento destinado à segurança do setor. área externa entre os blocos, nos fundos da cela
Parágrafo único. Diante da constatação de ir- onde ficam reclusos os presos, e pelas muralhas,
regularidades de que trata este artigo, oVinícius
servidor Abreu daoCosta
com máximo de atenção, configurando desídia o
antoniavinicius3010@[Link]
antes de assumir o posto de serviço, deverá infor- não cumprimento;
mar o ocorrido ao seu superior imediato para604.983.963-80
to- e) proceder às ações de retirada e recolhi-
mada de providências cabíveis. mento de interno de dentro das celas devidamente
Art. 33. No momento da rendição do posto, o revistado e algemado,
servidor deverá tomar ciência de todas as ativida- f) acompanhar e fiscalizar a distribuição da ali-
des que estão sendo executadas e suas eventuais mentação e a execução da higienização das alas
alterações. feitas pelos internos;
Art. 34. No posto de serviço, o servidor de- g) executar a soltura, vigilância e recolhimento
verá se manter atento em toda e qualquer atividade do banho de sol;
de segurança em que esteja responsável pela vigi- h) realizar a contagem e a conferência nominal
lância e execução, devendo ainda acompanhar as dos presos;
mensagens pelo HT respondendo prontamente
quando chamado. i) resguardar o direito ao atendimento jurídico
e de saúde à pessoa presa;
Parágrafo único. Fica proibido portar ou utili-
zar, no posto de serviço, livros, apostilas, cadernos, j) executar vistorias estruturais dentro das ce-
revistas, jogos, resumos e similares, que não sejam las sempre que os presos estiverem em banho de
relacionados às atividades do local em virtude do sol e revistas gerais e estruturais sempre que se
comprometimento da atenção do servidor no exer- fizerem necessárias;
cício de suas atividades. l) acompanhar visual e pessoalmente qualquer
movimentação de interno pelas dependências da
Art. 35. O Sistema de Videomonitoramento,
Unidade;
em hipótese alguma, suprirá o trabalho e a pre-
sença física do Agente Penitenciário no posto de m) exercer outras atividades correlatas.
serviço, servindo apenas como item de segurança II – quando se tratar de motim, rebelião ou si-
suplementar. tuações da perturbação da ordem e disciplina:

164
a) tomando conhecimento, comunicar imedia- Parágrafo único. É vedado ao servidor aden-
tamente o fato, via HT ou outro meio disponível, ao trar nas dependências onde tenham contato com
chefe imediato para que este entre em contato com pessoas presas portando arma de fogo com muni-
o CIOPS e Direção, e providenciar de imediato os ção letal bem como facas, canivetes ou análogos,
equipamentos de segurança necessários e dispo- ressalvados aqueles autorizados pela direção da
níveis para restabelecer a ordem e a disciplina; Unidade ou autoridade superior da SAP.
b) tentar identificar e informar o local exato e a
extensão da emergência;
DO POSTO DE GUARDA EXTERNA
c) agir efetivamente, utilizando os meios ne-
cessários, para conter e evitar que a ação dos pre-
sos se propague a outras áreas da Unidade Prisio- Art. 37. Ao servidor escalado no posto de
nal; guarda externa, tais como guaritas, muralhas,
alambrados e portões de acesso, compete:
d) solicitar, se necessário, recursos adicionais
à chefia superior; I – fazer a segurança do perímetro externo e
interno da Unidade Prisional, contribuindo direta-
e) monitorar a movimentação dos presos até a mente para o seu normal funcionamento, mediante
chegada dos grupos de apoio especiais e de agen- a vigilância e segurança preventiva e combativa;
tes de outras unidades, caso seja necessário o
apoio; II – estar provido de armamento longo e curto,
com munição letal e colete balístico para garantia
f) acompanhar as mensagens e orientações da segurança do servidor, do setor e do serviço, e
pelos HTs; outros equipamentos que estejam disponíveis e
g) proceder com a retirada, de dentro da Uni- que possam auxiliar na execução das referidas ati-
dade Prisional, das pessoas que não atuam na vidades;
área operacional; III – agir, imediatamente, diante de situações
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
h) estabelecer perímetro e isolar a área de se- provenientes de perigo identificado e passíveis de
gurança; 604.983.963-80
comprometer a segurança orgânica da Unidade
i) manter a Direção informada, caso a mesma Prisional, a fim de conter e dispersar a ação de
não se encontre na Unidade Prisional, sobre as me- modo a eliminar ou minimizar, ao máximo, os riscos
didas adotadas para retomada da ordem e disci- à segurança de todos;
plina do local; IV – solicitar apoio e comunicar, imediata-
j) controlada a emergência, apoiar os procedi- mente, à chefia imediata e à autoridade compe-
mentos de revista nos presos, nas celas e demais tente para conhecimento e/ou providências, toda si-
locais indicados pelo Coordenador da operação; tuação identificada como possível risco a segu-
rança;
l) encerrada a emergência, prestar informa-
ções a fim de subsidiar a elaboração do Relatório V – exercer outras atividades correlatas.
minucioso sobre o fato e outros procedimentos ne-
cessários.
DOS PROCEDIMENTOS DE ENTRADA NO
m) proceder com o atendimento médico aos COMPLEXO PENITENCIÁRIO E NAS
presos, caso seja necessário, responsabilização
UNIDADES PRISIONAIS
administrativa e penal daqueles que forem identifi-
cados como participantes da ação de subversão a
ordem e a disciplina. Art. 38. Para efeitos desta normativa, consi-
n) quando devidamente autorizado ou determi- deram-se 02 (dois) tipos de acesso à área de segu-
nado por superior hierárquico, prestar apoio à outra rança prisional:
Unidade Prisional quando em momento de fato crí- I – acesso ao complexo penitenciário quando
tico; na área de segurança existir mais de uma unidade
o) exercer outras atividades correlatas. prisional;
II – acesso à unidade/estabelecimento prisio-
nal propriamente a partir de seu portão principal.

165
Art. 39. Os estabelecimentos prisionais se autorizados pela Direção ou autoridade superior ou
constituem em área de segurança e de acesso res- que a situação de emergência o exigir.
trito e controlado, exigindo a adoção de medidas Parágrafo único. Das pessoas autorizadas,
preventivas quando do ingresso de pessoas e veí- quando se fizer necessário que a arma seja reco-
culos, em prol da segurança, da ordem e da disci- lhida, essa deverá ser guardada em local seguro
plina. conforme determinado pela direção da Unidade.
Art. 44. Fica proibida a entrada, permanência
DO INGRESSO DE PESSOAS ou uso de aparelho de telefonia móvel celular, bem
como seus acessórios, e de qualquer outro equipa-
mento ou dispositivo eletrônico de comunicação,
Art. 40. Somente será autorizada a entrada capaz de transmitir ou receber sinais eletromagné-
de qualquer pessoa nos estabelecimentos prisio- ticos, no interior das Unidades Prisionais, Guaritas,
nais do Estado de Ceará mediante identificação ofi- Passadiços e áreas de circulação comum.
cial, válida e com foto, e demais procedimentos de
segurança que se fizerem necessários. Art. 45. Excetuam-se da proibição do artigo
anterior os equipamentos de radiocomunicação do
Art. 41. O servidor que estiver no controle de acervo da SAP, utilizados no serviço diário das Uni-
acesso da unidade prisional, deverá solicitar a iden- dades, bem como os aparelhos de telefonia móvel
tificação da pessoa e registrar em livro próprio os dos servidores e colaboradores lotados na UP, no
dados necessários. âmbito interno da área administrativa, previamente
Art. 42. As pessoas que tiverem acesso aos cadastrados junto à Direção da Unidade e das pes-
estabelecimentos prisionais sejam elas servidores, soas autorizadas pela Direção ou autoridade supe-
colaboradores da SAP ou de outros órgãos públi- rior desta Secretaria.
cos, prestadores de serviços, fornecedores, tercei-
Vinícius Abreu da Costa
ros, advogados, dentre outros, deverão, obrigatori- DOS ADVOGADOS
amente, ser devidamente cadastradas antoniavinicius3010@[Link]
e credenci-
adas no Sistema de Informações Penitenciárias 604.983.963-80

SISPEN, constando em registro o nome, número Art. 46. Não será permitido ao advogado o
do documento de identificação, dia e hora da en- acesso ao interior da Unidade Prisional acompa-
trada e saída bem como a finalidade do acesso, nhado de terceiros.
ressalvados aqueles devidamente autorizados pela
Art. 47. Na recepção o servidor efetuará o ca-
direção ou autoridade superior da SAP ou que a si-
dastramento e registro do advogado no Sistema -
tuação de emergência assim o exigir.
SISPEN, bem como fará constar no livro de in-
Art. 42. Os fornecedores e prestadores de gresso, onde será feito seu registro com o número
serviço deverão enviar, antecipadamente, os docu- da Ordem, qual o cliente que atenderá, a data, ho-
mentos e informações solicitadas pela SAP com a rário da entrada, horário da saída e assinatura do
identificação dos funcionários das empresas con- advogado.
tratadas que necessitarão de acesso às Unidades
Art. 48. O advogado deverá se identificar
Prisionais.
apresentando sua credencial de registro na Ordem
Parágrafo único. Sempre que ocorrerem mu- dos advogados do Brasil – OAB, para que seja ve-
danças das pessoas contratadas, essas só terão rificada a veracidade e validade do documento, in-
acesso às referidas Unidades após o cumprimento formando a que veio e com quem deseja falar; em
do caput deste artigo. seguida, o servidor que o atendeu deverá comuni-
Art. 43. É expressamente proibida a entrada car ao Chefe de Equipe para providenciar o enca-
minhamento do preso ao parlatório, devendo o Pro-
de qualquer pessoa portando arma de fogo e muni-
fissional do Direito aguardar a retirada de seu cli-
ções, de qualquer espécie, no interior dos estabe-
ente e autorização para seguir ao parlatório.
lecimentos prisionais em local que haja circulação
de pessoa presa ou a partir da área delimitada por Art. 49. Não será permitida ao advogado, du-
responsável pela segurança, Diretor ou autoridade rante atendimento jurídico, a entrega de alimentos
competente, salvo os casos excepcionais ou objetos destinados aos presos.

166
Art. 50. A entrega de material por advogado Art. 59. Os documentos solicitados ao Depar-
só será permitida com prévia autorização da Dire- tamento de Divisão de Prontuários - DIPRON, de-
ção da Unidade, quando o preso não receber visita verão ser requeridos no próprio setor e emitidos em
de familiar, ficando restrito ao kit de higiene, de- até 5 dias úteis contados da data da solicitação,
vendo submeter-se às regras de segurança, obser- salvo em situações urgentes a serem definidas pela
vando o rol de materiais permitidos em conformi- Direção da Unidade.
dade com a Portaria Nº. 04/2020 de 15 de janeiro
Art. 60. É vedada ao advogado, a entrada e
de 2020, suas posteriores alterações, ou outra que
venha substituí-la. a saída dos locais de atendimentos com cartas, bi-
lhetes ou objetos, sem análise prévia, exceto docu-
Art. 51. O advogado poderá estar acompa- mentos judiciais.
nhado de estagiário, desde que, este possua cre-
Art. 61. Não será permitida ao advogado a
dencial registrada no órgão de classe – OAB; con-
tudo, em hipótese alguma, o estagiário poderá retirada de pertences de seus clientes aos finais de
adentrar sem a companhia do advogado. semana e feriados.

Art. 52. O advogado não poderá adentrar à Art. 62. Não serão aceitos alvará de soltura e
Unidade portando materiais ou objetos que não es- decisões judiciais apresentados por advogado.
tejam autorizados, tais como: aparelho de telefone Art. 63. Após o horário de expediente, so-
móvel, carteira, agenda, cigarros, isqueiro, pasta, mente será permitido o ingresso para atendimento
chaves, aparelhos eletroeletrônicos, relógios den- se previamente agendado com a direção e medi-
tre outros. Contudo, caso necessário, o profissional ante autorização da CEAP a fim de resguardar a
será orientado a guardar seus pertences, em local segurança do causídico e que o atendimento seja
apropriado. incluído no plano de segurança do Estabeleci-
Art. 53. O advogado será conduzido até a mento.
Vinícius Abreu da Costa
sala de espera, onde aguardará a autorização do Art. 64. Caso o advogado necessite de al-
antoniavinicius3010@[Link]
Agente Penitenciário de plantão para seu desloca- guma outra informação, deverá ser encaminhado a
604.983.963-80
mento até a sala destinada para o atendimento ju- Direção da Unidade.
rídico ou ao destino final.
Art. 65. Em casos excepcionais nas rotinas
Art. 54. O advogado deverá ser submetido à das Unidades Prisionais tais como: dia de visitação,
busca eletrônica, na entrada e na saída de seu entregas de malote, vistorias, alterações de segu-
atendimento, através de body scan e, na falta rança, deverá prevalecer a preservação da integri-
deste, por detectores de metais. dade física do preso, bem como o interesse cole-
Art. 55. O profissional interessado no in- tivo, até que sejam concluídas as atividades em an-
gresso que se opuser ao cumprimento da determi- damento, ou restabelecida a ordem e a disciplina.
nação acima, terá sua entrada proibida e será co-
municado ao Órgão de Classe no qual está regis- OFICIAIS DE JUSTIÇA
trado.
Art. 56. Após a busca eletrônica o advogado Art. 66. No primeiro portão de acesso à Uni-
será conduzido, na entrada e na saída, por um dade Prisional, o oficial de justiça deverá apresen-
Agente Penitenciário até o local de atendimento. tar carteira funcional visando à identificação e
Art. 57. Ao término do atendimento, o advo- acesso ao estacionamento.
gado sairá da sala de parlatório ou local apropriado Art. 67. O acesso do oficial de justiça deverá
antes do preso, que ficará aguardando no local. ocorrer em horário de expediente da Unidade Prisi-
Art. 58. O preso deverá ser revistado sem onal, salvo em casos excepcionais, com prévia au-
roupas, e estas revistadas à parte, antes e depois torização da Direção e ratificação da Administração
de acessar as salas de parlatório ou sala de aten- Superior da Pasta.
dimento, não sendo permitida a saída do local com Art. 68. Somente será permitido o ingresso
qualquer tipo de objeto ou material. do oficial de justiça após o horário de expediente

167
da Unidade Prisional, se previamente agendado Art. 80. Caso o oficial de justiça necessite de
com a direção e autorizado pela CEAP. alguma outra informação deverá ser encaminhado
Art. 69. Depois de identificado, se o oficial de a Direção da Unidade.
justiça estiver com veículo próprio ou de serviço,
deverá ser orientado a deixar na vaga destinada ao
DO INGRESSO DE VEÍCULOS
estacionamento, quando houver.
Art. 70. Não será permitido ao Oficial de Jus-
Art. 81. Somente serão autorizados entrar
tiça o acesso ao interior da unidade, acompanhado
com veículo particular nos complexos penitenciá-
de terceiros.
rios:
Art. 71. Acompanhado de um Agente Peni- I – os servidores e colaboradores da SAP;
tenciário, o oficial deverá ser encaminhado até a re-
cepção ou setor de vistoria, objetivando a busca II – autoridades públicas ou servidores de ou-
eletrônica através de detectores de metais. tros órgãos, em razão de serviço;
III – fornecedores e prestadores de serviço de-
Art. 72. O serventuário da Justiça interes-
vidamente cadastrados e autorizados;
sado no ingresso, que se opuser ao cumprimento
da determinação acima, terá sua entrada proibida IV – advogados, no exercício da profissão;
e o fato será comunicado ao Juízo responsável. V – as pessoas devidamente autorizadas pelas
Art. 73. Sempre que o oficial da justiça in- Direções de unidade prisional ou autoridade Supe-
gressar em qualquer Unidade Prisional, deverá por- rior da SAP.
tar somente materiais ou objetos que sejam estrita- Art. 82. Os advogados poderão ter acesso
mente necessários para o cumprimento de seu de- com motoristas, caso necessário, e deverão estaci-
ver funcional. onar
Vinícius Abreu daos veículos em local próprio, fora da Unidade
Costa
Prisional.
Art. 74. Após busca eletrônica,antoniavinicius3010@[Link]
o oficial será
acompanhado, na entrada e na saída, por 604.983.963-80
um Art. 83. No controle de acesso ao Complexo
Agente Penitenciário até o local do atendimento, Penitenciário e estabelecimentos prisionais deverá
devendo o servidor permanecer até a conclusão do ser feita a identificação do motorista, do veículo e
procedimento. de seus ocupantes, em ficha própria, constando o
Art. 75. Não será permitida ao oficial de jus- nome do servidor que fez a identificação.
tiça a entrega de alimentos ou objetos destinados § 1º. A identificação do condutor deverá conter
aos presos. o nome, número do documento de identificação,
cargo/profissão, horário de entrada e saída, destino
Art. 76. Após dar ciência ao preso do teor da
e finalidade.
intimação/citação, deverá encaminhar a documen-
tação à direção para as providências cabíveis e § 2º. O veículo deverá ser identificado com nú-
posterior arquivamento no prontuário. mero da placa, modelo e cor predominante, exceto
as viaturas caracterizadas pertencentes à SAP.
Art. 77. Caso o referido setor esteja fechado,
o Oficial de Justiça entregará os documentos ao Art. 84. Todo e qualquer veículo que adentrar
Chefe de Equipe, que deverão ser registrados em nos estabelecimentos prisionais deverá ser revis-
livro de protocolo e remetidos ao setor responsável. tado na entrada e na saída, qualquer que seja o
usuário ou carga transportada, salvo veículo de ca-
Art. 78. Após o atendimento, o preso deverá ráter oficial, em serviço, nos casos de motim, rebe-
ser revistado sem roupas, e estas revistadas a lião, intervenção e movimentação de detentos em
parte, antes e depois de acessar as salas de aten- caráter de urgência.
dimento, não sendo permitida a saída do local com
§1º. Ao passar no posto de acesso o veículo
qualquer tipo de objeto ou material não permitido.
deverá ter os vidros abaixados e seu porta-malas
Art. 79. É vedada ao Oficial de Justiça a en- aberto pelo condutor do veículo.
trada e a saída dos locais de atendimento com car- §2º. Em se tratando de veículos com comparti-
tas ou objetos, exceto documentos judiciais. mento de carga isolado e fechado, do tipo baú, van

168
ou similar, este compartimento será também inspe- Art. 92. A realização de revista manual de-
cionado, bem como, a parte inferior do veículo. verá ser realizada por Agente Penitenciário e ocor-
Art. 85. O veículo que estiver estacionado na rerá nas seguintes hipóteses:
área de acesso das unidades prisionais deverá per- I – o estado de saúde impeça que a pessoa a
manecer devidamente fechado e sem qualquer ser revistada se submeta a determinados equipa-
ocupante no seu interior, ressalvados os veículos mentos de revista eletrônica;
oficiais de autoridades e viaturas operacionais. II – quando não existir equipamento eletrônico
ou este não estiver funcionando;
DAS REVISTAS III – após a realização da revista eletrônica,
subsistir fundada suspeita de porte ou posse de ob-
jetos, produtos ou substâncias, cuja entrada seja
Art. 86. Considera-se revista manual toda proibida.
inspeção realizada mediante contato físico da mão
do Agente público competente, sobre a roupa da § 1º. A revista prevista neste artigo deverá ser
pessoa revistada, sendo vedado o desnudamento realizada por servidor habilitado do mesmo sexo do
total ou parcial, o toque nas partes íntimas, o uso revistado.
de espelhos, o uso de cães farejadores, bem como § 2. O servidor ou a pessoa interessada no in-
a introdução de quaisquer objetos nas cavidades gresso, que se opuser ao cumprimento da determi-
corporais da pessoa revistada. nação do caput, terá seu ingresso proibido.
Parágrafo único. A retirada de calçados, casa- Art. 93. Os servidores plantonistas somente
cos, jaquetas e similares, bem como de acessórios, poderão adentrar no interior das Unidades Prisio-
não caracteriza desnudamento. nais com objetos necessários para o desenvolvi-
Art. 87. Considera-se revista eletrônica toda mento de suas funções e após os mesmos serem
Vinícius Abreu da Costa
vistoriados.
inspeção realizada mediante uso de equipamentos
antoniavinicius3010@[Link]
eletrônicos, detectores de metais, body scanners,
604.983.963-80 Art. 94. Os servidores que necessitarem utili-
aparelhos de raio-x ou similares. zar armários ficam previamente informados que, se
Art. 88. Considera-se revista material aquela necessário, a revista dos mesmos será realizada
realizada em pertences e objetos (bolsas, mochi- na presença de seus usuários. Caso ausente, o ar-
las, bornal, malas etc.) devendo ser feita de forma mário será aberto para revista sendo posterior-
manual e eletrônica ou com uso de cães farejado- mente lacrado e dada a ciência ao responsável.
res. Art. 95. Aparelhos de telefonia celular, cha-
Art. 89. Toda pessoa que adentrar na Uni- ves ou outros objetos que não são permitidos ao
dade Prisional, bem como os servidores e colabo- funcionário o porte e uso durante a permanência na
radores, deverão se submeter à revista eletrônica e Unidade, no momento do ingresso, deverão ficar
material, preservando-se a integridade física, psi- guardados nos veículos ou em armários.
cológica e moral da pessoa revistada. Art. 96. É expressamente proibido a qualquer
Art. 90. A revista pessoal à qual devem se pessoa que adentre no interior da Unidade Prisio-
submeter todos que queiram ter acesso a uma Uni- nal ou nas guaritas de vigilância, internas e exter-
dade Prisional para manter contato com pessoa nas, o uso e porte de aparelhos telefônicos, apare-
presa ou ainda para prestar serviços, ainda que lhos eletroeletrônicos, uso de mochilas ou valises e
exerçam qualquer cargo ou função pública, será re- o uso ou porte de cigarros, estando o infrator sujeito
alizada com respeito à dignidade da pessoa hu- às sanções previstas em Lei.
mana, sendo vedada qualquer forma de desnuda- Art. 97. Antes e depois das visitas, os presos
mento, tratamento desumano ou degradante. deverão ser submetidos à revista.
Art. 91. Onde houver body scan, obrigatoria- Art. 98. Os visitantes deverão ser revistados
mente, este será o meio utilizado para a revista ele- antes de adentrarem e na saída da Unidade Prisio-
trônica. nal.

169
PROCEDIMENTOS INTERNOS anotados, dentre outros, foto, seus dados de iden-
DO INGRESSO, DO REINGRESSO, DAS tificação e qualificação, de forma completa, dia e
hora da chegada, situação de saúde física e men-
TRANSFERÊNCIAS E DA SOLTURA
tal, aptidão profissional e alcunhas.
§ 1º. Nos prontuários físicos e eletrônicos fica-
Art. 99. O ingresso de preso em Unidade Pri- rão arquivados todos os documentos relativos ao
sional poderá ser por transferência da custódia da preso, inclusive, sempre que possível, certidão atu-
Polícia Civil para o Sistema Penitenciário, advindo alizada de antecedentes criminais, bem como com-
de outra Unidade, cumprimento de mandado de pri- provante do seu domicílio de origem.
são ou custódia excepcional e temporária, concre-
tizando-se com a conferência dos dados de identi- § 2º. O prontuário eletrônico acontecerá atra-
ficação e documentação obrigatória de ingresso es- vés de alimentação do Sistema de Informação Pe-
pecificada, além do cadastramento em sistema pró- nitenciária – SISPEN, e o preenchimento, em sua
prio desta Secretaria. integralidade, das informações solicitadas.
§ 3º. Em hipótese alguma o responsável pelo
Art. 100. O ingresso/admissão do preso pro-
cadastro dos presos deverá efetuar registros abre-
visório ou condenado precede a apresentação dos
viando iniciais de nome e sobrenome.
seguintes documentos:
Art. 103. Caso o preso já esteja cadastrado
I – guia do Auto de prisão em flagrante e/ou do
mandado de prisão judicial; no Sistema SISPEN, deverá ser realizada a atuali-
zação do banco de dados, inclusive fotos, contudo,
II – guia de recolhimento, expedida pela auto- o campo endereço não deverá ser alterado o ante-
ridade judiciária competente, observando-se o dis- rior, mas adicionado um novo endereço, se for o
posto nos Artigos 105 a 107 da Lei Nº. 7.210/84, caso.
em caso de preso condenado;
Vinícius Art. 104. Na realização do cadastro, o res-
III – comprovação de que o mesmo foi subme- Abreu da Costa
ponsável
antoniavinicius3010@[Link]á efetuar a matrícula interna do
tido a exame ad cautelam (exame de corpo de de-
preso, e anexar ao seu prontuário.
604.983.963-80
lito);
IV – comprovante de identificação precedida Art. 105. Nos ingressos de presos provisó-
de foto criminal do preso junto à Delegacia de Cap- rios, não haverá abertura de prontuário, permane-
turas e Polinter ou órgão da Secretaria de Segu- cendo o cadastro da Unidade de origem.
rança Pública e Defesa Social - SSPDS correspon- Art. 106. A todo preso que ingressar em Uni-
dente, quando possível; e dade Prisional deverá ser feita a preleção sobre os
V – documento de autorização da CATVA, e/ou direitos e deveres do preso, conforme legislação vi-
da Corregedoria no âmbito de suas respectivas gente, bem como as regras disciplinares das Uni-
competências, salvo nos casos de presos oriundos dades Prisionais, que deverá ser efetivada pela Di-
da audiência de custódia da Comarca de Fortaleza reção ou membros da segurança penitenciária.
ou por decisão judicial.
Art. 107. Os pertences trazidos com o preso
Parágrafo Único. O procedimento para in- cuja posse não seja permitida, bem como objetos
gresso do preso no Centro de Triagem e Observa- de valor e dinheiro serão inventariados e encami-
ção Criminológica será regulamentado em portaria nhados à Direção/Chefia Imediata, mediante re-
própria, considerando a especificidade desta Uni- cibo, e poderão ser entregues aos familiares, ao
dade. advogado ou a quem o preso autorizar por escrito.
Art. 101. Após a coleta da documentação ne- § 1º. Em caso de transferência de preso para
cessária para o ingresso do preso, o Agente/cola- outra Unidade e este possua pertences e objetos
borador responsável deverá, obrigatoriamente, re- inventariados na Unidade de ingresso, esses deve-
alizar o cadastramento do mesmo no SISPEN. rão ser encaminhados juntos com a transferência
do preso.
Art. 102. No ato do ingresso, será aberto em
nome do preso prontuário físico e eletrônico, devi- § 2º. Os pertences e objetos inventariados que
damente numerado em ordem seriada, onde serão não forem retirados pelas pessoas indicadas no

170
caput serão entregues ao preso quando de sua sa- Art. 113. O tempo para permanência do
ída da Unidade Prisional. preso em período de adaptação nas celas de tria-
§ 3º. Em caso de falecimento do preso, os va- gem e identificação, por ocasião de seu ingresso
lores e bens a este pertencente, devidamente in- em Unidade Prisional, será de 30 (trinta) dias, no
ventariados, serão entregues aos familiares, aten- mínimo, a fim de que possam se adaptar às regras
didas as disposições legais pertinentes. de segurança da Unidade Prisional, saindo em pe-
ríodo anterior somente com ordem da Direção ou
Art. 108. Os responsáveis pelo ingresso e em caso de emergência.
admissão do preso deverão encaminhar, ato contí-
nuo, à conclusão do procedimento, a relação dos Art. 114. Durante o período de adaptação, a
presos admitidos à Chefia de Segurança e Disci- pessoa presa não poderá receber visitas.
plina e/ou Administrador, para conhecimento e pro- Art. 115. Sempre que ocorrer o ingresso de
vidências relacionadas à realização da acolhida e
pessoa presa, o servidor ou colaborador deverá ve-
alocação.
rificar se o mesmo é provisório ou condenado para
Art. 109. Os estabelecimentos destinados a orientação a individualização da execução penal,
mulheres terão estrutura adequada às suas espe- segundo seus antecedentes e personalidade,
cificidades e os responsáveis pela segurança in- quando possível.
terna serão Agentes Penitenciários do sexo femi- Art. 116. Os presos com idade superior a 60
nino, exceto em eventos críticos ou festivos.
(sessenta) anos, sempre que possível, deverão ser
Art. 110. No momento do ingresso, será pro- alojados em local separado, devendo ser comuni-
videnciada a entrega, a pessoa presa, de uniforme cado à chefia imediata.
cedido pela Unidade Prisional, bem como do kit bá- Art. 117. A transferência é o deslocamento
sico de higiene, colchão, lençol e utensílios para re-
da pessoa presa de uma Unidade Prisional para
alizar suas refeições, mediante termo de recebi-
Vinícius Abreu da Costa
outra e se dará mediante autorização ou determi-
mento com o qual o custodiado também será res-
antoniavinicius3010@[Link]
nação da CEAP.
ponsável pela guarda e conservação dos mesmos,
604.983.963-80
podendo responder, administrativa e penal e civil- Art. 118. A Direção/Administração da Uni-
mente, em caso de danos propositais nesses. dade Prisional deverá preparar a documentação do
§ 1º. Somente será feita a entrega de novo ma- preso com antecedência de 24 (vinte e quatro) ho-
terial por substituição daquele que foi entregue an- ras, a fim de agilizar a transferência e a escolta.
teriormente, com o recolhimento desse pelo servi- Art. 119. Após a adequação do SISPEN,
dor que efetivar a troca, mediante termo assinado uma vez que todos os documentos estiverem digi-
pela pessoa presa do recebimento. talizados e inseridos no referido Sistema, os pron-
§ 2º. Para as Unidades Prisionais que não te- tuários físicos padronizados do preso deverão se-
nham condições de entregar o uniforme à pessoa guir para a nova Unidade, permanecendo cópia na
presa, deverão oportunizar a entrada de roupas Unidade Prisional de origem.
que obedecem às características padrões das for- Art. 120. Todos os pertences e documenta-
necidas pelo Estado, vedando quaisquer outras.
ção recebidos e produzidos durante a custódia da
Art. 111. Os termos de recebimento de ma- pessoa presa na Unidade Prisional deverão ser en-
teriais assinados pelas pessoas presas deverão ser caminhados através da escolta.
arquivados em seus prontuários.
Art. 121. O alvará de soltura deverá ser cum-
Art.112. No ingresso de pessoa presa ao Sis- prido pelo Diretor da Unidade Prisional ou seu
tema Penitenciário, deverão ser providenciados o substituto, em 24h (vinte e quatro horas) contadas
corte do cabelo em tamanho único, retirada da do seu recebimento, após a realização das consul-
barba e do bigode, informando-a que é seu dever a tas aos bancos de dados necessários.
higiene pessoal e asseio da cela e o seu descum- Parágrafo único. Na Ausência do Diretor e Vice
primento resultará na adoção das medidas discipli- Diretor bem como nos finais de semana ou feriado
nares cabíveis de acordo com o estabelecido na Lei prolongado em que não se tenha expediente admi-
de Execução Penal e legislações correlatas. nistrativo, o chefe de plantão deverá comunicar a

171
Direção tão logo tome ciência para que sejam to- REVISTA DO PRESO E SEUS PERTENCES
madas as providências cabíveis ao cumprimento
do alvará.
Art. 126. O Agente Penitenciário deverá ori-
Art. 122. Deverá ser feita a comunicação ao entar o preso a tirar a roupa por completo, revistar
respectivo juiz que expediu o alvará de soltura bem as peças manualmente e individualmente e,
como ao juiz da Vara de Execuções Penais quanto quando necessário, passar o detector de metais
ao seu cumprimento ou as razões que o impossibi- nos chinelos, colchão e/ou em objetos de uso pes-
litaram justificando a manutenção da prisão. soal que não sejam maleáveis.
Art. 123. Nos casos em que o alvará de sol- Art. 127. Para a revista do preso, o Agente
tura esteja condicionado ao uso de tornozeleira ele- Penitenciário deverá solicitar aquele que abra a
trônica, tão logo tenha ciência, o Diretor da Unidade boca, levante a língua e com o dedo indicador abra
Prisional deverá entrar em contato com o setor de o canto das bochechas e gengivas. Em caso do uso
monitoramento eletrônico para que providencie as de prótese dentária, solicitar sua retirada para re-
medidas necessárias para sua execução a fim de vista, devolvendo-a a seguir; averiguar cabelo, cos-
dar cumprimento à determinação judicial conforme tas, sola dos pés, palmas das mãos estendidas,
o previsto no artigo 119. embaixo das axilas e o agachamento por quantas
vezes forem necessárias, visando averiguar as par-
tes íntimas.
HORÁRIOS DOS PROCEDIMENTOS
DIÁRIOS NAS UNIDADES PRISIONAIS
PROCEDIMENTOS DE REVISTAS
Art. 124. A rotina ordinária, nas Unidades Pri- DAS CELAS
sionais do Estado do Ceará, obedecerá como base
Vinícius Abreu da Costa
os horários abaixo descritos, sem prejuízo das de- Art. 128. Quando o Agente Penitenciário for
mais atividades: antoniavinicius3010@[Link]
executar alguma atividade no interior das alas, vi-
604.983.963-80
I – alvorada, contagem e conferência nominal vências e celas, devem ser observados todos os
dos internos, distribuição do café da manhã, reco- procedimentos de segurança necessários.
lhimento de lixo, limpeza da Unidade e retirada de Art. 129. Durante o horário de banho de sol
internos para atendimentos diversos previamente dos presos, é obrigatório a realização da revista es-
relacionado e informado: 06h às 8h; trutural das celas, de acordo com os procedimentos
II – banho de sol matinal de: 08h às 12h; a seguir:
III – distribuição do almoço: 11h; I – os Agentes responsáveis pela revista deve-
IV – banho de sol vespertino de: 13h às 17h; rão entrar nas celas e fazer a verificação da estru-
tura física: piso, paredes, teto e instalações hidros-
V – distribuição do jantar: a partir das 16h; sanitárias, no intuito de verificar se houve qualquer
VI – contagem e conferência nominal dos inter- dano e/ou alteração estrutural na cela;
nos: Logo após o encerramento das atividades e II – verificar a existência de quaisquer materi-
trancamento de todos os presos. ais não permitidos e/ ou excessos, providenciando
Parágrafo único. A logística para distribuição a retirada, se houver;
de alimentação a partir de sua chegada à unidade, III – revistar as grades, olhando atentamente
não deverá ultrapassar o período de 01 (uma) hora, para averiguar se não estão serradas ou danifica-
sob pena do prejuízo nutricional dos alimentos. das;
Art. 125. A Direção organizará e informará IV – não permitir que sejam colados cartazes,
outros horários necessários para atendimentos, ati- cartolinas ou papelões nas paredes, seja nas celas,
vidades laborais, educativas, religiosas e visitas, ou em outros locais que porventura os presos de-
respeitando os protocolos adotados pela secreta- vam permanecer, bem como não permitir que seja
ria. riscado ou danificado o interior da cela; se isso
ocorrer, imediatamente fazer comunicação escrita

172
ao Chefe de equipe, que tomará as medidas cabí- Art. 134. Antes de abrir celas para retirada
veis; de preso, bem como nos procedimentos de saída e
V – assinar termo de vistoria, indicando as al- recolhimento do horário de banho de sol, atendi-
terações observadas no ato da revista. mentos de saúde, atendimento de advogado, ofici-
nas, sala de aula ou retorno de visita, o Agente Pe-
§ 1º. Caso seja encontrado qualquer ilícito, ou
nitenciário deverá certificar-se que os portões dos
dano ao patrimônio, identificado o autor, deverá ser
corredores e das demais celas estejam fechados.
encaminhado para registro de ocorrência na Dele-
gacia Policial e após o procedimento ser encami- Art. 135. Nas saídas e por todo o trajeto para
nhado à cela de isolamento disciplinar preventivo. as movimentações internas, será necessário o uso
§2º. Iniciar o Procedimento Administrativo Dis- de algemas, salvo em situações excepcionais,
ciplinar dos autores que foram identificados. desde que respeitado os padrões de segurança.

Art. 130. Caso seja verificado qualquer tipo Art. 136. É permitido ao preso, autorizado
de alteração, deverá ser imediatamente comuni- pelo Agente, retirar da cela o colchão, roupas de
cada ao Chefe de Equipe/Chefia Imediata, que de- cama e objetos de uso pessoal por ocasião de
terminará as providências a serem tomadas. transferência interna, desde que os materiais sejam
devidamente vistoriados.
Art. 137. Na saída e retorno do banho de sol
DA CONTAGEM E CONFERÊNCIA o preso não poderá levar consigo nenhum tipo de
NOMINAL DOS PRESOS objeto que não seja sua própria vestimenta.
Art. 138. É proibido o deslocamento de pre-
Art. 131. Caberá ao Agente Penitenciário a sos ao setor administrativo, salvo com prévia auto-
responsabilidade sobre a contagem e a conferência rização do Diretor ou da chefia imediata e devida-
nominal dos presos que deverá ser realizada
Viníciusdiari-
Abreu da Costa
mente escoltado por Agente Penitenciário.
amente ao final das rotinas do dia e na retomada
antoniavinicius3010@[Link]
das atividades ao amanhecer e/ou quantas604.983.963-80
vezes Art. 139. A retirada dos presos deverá ser co-
forem necessárias ou determinado pela chefia ime- ordenada pelo Chefe de Equipe ou Chefia Imedi-
diata. ata, devendo ser observadas as regras de segu-
rança interna, bem como deve ser evitado o ex-
cesso de presos nos corredores.
DOS PROCEDIMENTOS DE ALGEMAÇÃO
Art. 140. Em caso de problemas de indisci-
plina ou que perturbem a ordem e segurança du-
Art. 132. O uso de algemas visa garantir a rante o procedimento realizado, imediatamente de-
segurança das pessoas e da Unidade Prisional du- verá ser isolado o local, realizado o fechamento de
rante a movimentação interna e externa de preso. todos os portões e acionada a chefia imediata para
Será obrigatório observado as ressalvas estabele- providências. Contudo, em hipótese alguma, po-
cidas desta IN. derá ocorrer o abandono do local até que sejam
restabelecidas a ordem e a disciplina.
Art. 141. O acesso de presos à área coletiva
DESLOCAMENTO INTERNO DE PRESOS
de visitas será estabelecido pelo Gestor da Uni-
dade Prisional, observando sempre as regras aqui
Art. 133. Para qualquer tipo de deslocamento definidas e as questões de segurança interna.
o preso deverá ser revistado sem roupas, e estas
revistadas a parte, antes e depois de acessar os
locais permitidos, não sendo autorizada a entrada DESLOCAMENTO EXTERNO DE PRESOS
e a saída do local com qualquer tipo de objeto ou
material, salvo com expressa autorização do Chefe Art. 142. Deslocamentos externos, devida-
de Equipe ou Chefia Imediata, o que deverá ser re-
mente autorizados, sempre deverão ser escoltados
gistrada em Relatório Diário de Plantão.
por Agentes Penitenciários observando as condi-
ções e procedimentos de segurança.

173
Art. 143. Qualquer atividade laboral envol- III – condução de presos para atendimento de
vendo presos e ferramentas deverão ser sempre saúde rotineiro ou emergencial;
acompanhadas. O preso deverá ser revistado na IV – encaminhamento de preso para compare-
saída e no retorno, constatando em Relatório de cer a sepultamento de ascendentes, descenden-
Plantão o número de ferramentas que serão utiliza- tes, irmãos e cônjuges; (Art. 120 LEP);
das no serviço.
V – acompanhamento de presos a cartórios,
bancos e demais instituições públicas, com a de-
DAS VISITAS ÀS PESSOAS PRIVADAS vida ordem judicial;
DE LIBERDADE E DO INGRESSO DE VI – condução de presos às delegacias, em
MATERIAIS E OBJETOS PERMITIDOS caso de infração pena; e
NAS UNIDADES VI – outras que forem determinadas por autori-
dade competente.
Art. 144. As visitas aos presos o ingresso de § 1º. A escolta externa para comparecimento a
objetos, alimentação e outros, nas Unidades Prisi- sepultamento será realizada mediante apresenta-
onais, além do disposto nesta normativa, estão re- ção do atestado de óbito e demais documentos, ob-
gulamentados através da Portaria SAP Nº. servadas as normas de segurança, não sendo per-
004/2020, publicada no DOE de 15 de janeiro de mitida escolta para velório.
2020, suas posteriores alterações ou outra que ve- Art. 148. Nas escoltas decorrentes de de-
nha substitui-la. mandas interestaduais deverão ser observadas as
seguintes diretrizes:
DAS ESCOLATAS DA ESCOLTA EXTERNA I – ao receber a requisição de outro Estado, re-
lativamente à escolta de preso, a Unidade Prisional
Vinícius Abreu da Costa
deverá encaminhar a referida requisição, à Coorde-
antoniavinicius3010@[Link]
Art. 145. A escolta externa de presos será re- nadoria Administrativa da CEAP que após análise,
alizada pelos Agentes Penitenciários da Unidade, 604.983.963-80
deliberará para Assessoria Operacional daquela
salvo em casos de presos, ou grupo de presos, que Coordenadoria operacionalizar a missão;
requeiram programa de segurança mais elaborado,
II – uma vez autorizada a escolta, a Unidade
ocasião em que será remetido aos grupos especi-
Prisional de destino deverá ser contatada pela
ais.
equipe da escolta, de modo a confirmar se está ci-
§ 1º. As escoltas, função indelegável, obrigato- ente do procedimento; e
riamente serão feitas por Agentes Penitenciários e
III – cabe à Assessoria Operacional da CEAP
em veículos oficiais em toda a sua composição.
gerenciar, junto às Unidades Prisionais e Células
§ 2º. A equipe da escolta será composta por Regionais, todas as etapas programáticas para efe-
número de integrantes da segurança condizentes tivação da Escolta, inclusive o registro dos escol-
com a proporção numérica de presos, perfil criminal tantes, escoltados e veículo.
e complexidade do evento.
Art. 149. Os Agentes Penitenciários escala-
Art. 146. A escolta de presos de alta pericu- dos para realização de escolta são legalmente res-
losidade será realizada pelos Grupos Especiais. ponsáveis pelos equipamentos que utilizam e pelos
Parágrafo único: Em nenhuma hipótese será presos que transportam, submetendo-se às san-
permitida a presença de colaboradores terceiriza- ções administrativas e penais cabíveis nos casos
dos neste procedimento, inclusive como motorista. de irregularidades.

Art. 147. A escolta será realizada nas seguin- Art. 150. As informações referentes ao pla-
tes ocasiões: nejamento da execução da escolta deverão ser tra-
tadas pela Direção/administração da Unidade dire-
I – transferência de presos entre Unidades da tamente com a Coordenação Operacional da
SAP; CEAP.
II – determinação de autoridade judicial;

174
Art. 151. No caso de transferência entre as VI – outros que se façam necessários especifi-
Unidades da SAP, é indispensável levar o ofício de camente ao posto.
apresentação e devidas autorizações e cópias dos Art. 155. A escolta em ambulância contará,
prontuários gerais padronizados do preso e a mo- minimamente, com um Agente Penitenciário, pre-
vimentação no SISPEN. sente junto à equipe de socorristas, no comparti-
Art. 152. No caso de realização de escolta mento de pacientes, durante todo o trajeto, sendo
coletiva, considerada a obrigação de preservar a in- que, na cabine, deverá estar outro Agente Peniten-
tegridade física e moral dos presos, deve-se obser- ciário.
var a condição de cada um: § 1º. A ambulância que esteja transportando
I – estado de saúde e gênero; presos, além da presença dos Agentes Penitenciá-
rios junto ao preso e ao motorista, poderá ser es-
II – existência de comparsas entre os presos a coltada por uma ou mais viaturas do Sistema Prisi-
serem escoltados juntos; e onal.
III – existência de inimigos ou problemas de § 2º. O Agente Penitenciário só não permane-
convivência entre os presos a serem escoltados cerá junto à equipe de socorristas quando sua pre-
juntos. sença inviabilizar o atendimento; contudo, dever-
Parágrafo único. No caso de escolta de presas se-á levar em conta a segurança dos socorristas e
há que observar também a existência de grávidas do próprio preso, sendo que tal situação deverá ser
e suas respectivas condições, visando estabelecer resolvida em comum acordo com os profissionais
procedimentos em consonância ao que estabelece da saúde.
o Código de Processo Penal, LEP e legislações § 3º. No caso previsto no § 2º deste artigo,
pertinentes. quando não houver consenso entre a equipe de es-
Art. 153. A Unidade Prisional, em eventual colta e os profissionais de saúde envolvidos na
Vinícius Abreu da Costa a situação deverá ser rapidamente co-
operação,
impossibilidade de realização de procedimento de
antoniavinicius3010@[Link]
escolta externa, comunicará o fato imediatamente municada à Direção/ Administração da Unidade
604.983.963-80
à Assessoria Operacional da CEAP, de modo que Prisional, a qual deverá orientar a conduta mais
ainda disponha de tempo hábil para providenciar acertada por parte dos Agentes Penitenciários ou
apoio junto às demais Unidades Prisionais ou ori- comunicar a CEAP para as providências cabíveis.
entar a adoção de outros procedimentos.

DA ESCOLATA AÉREA
DA ESCOLATA EXTERNA HOSPITALAR
Art. 156. O planejamento da escolta aérea,
Art. 154. Define-se como escolta hospitalar o bem como a designação da equipe que irá executá-
acompanhamento, vigilância e custódia de presos la, deverá observar os seguintes requisitos:
em hospitais, clínicas médicas ou similares, públi- I – encaminhar os dados pessoais do preso
cas ou particulares, realizados por Agentes Peni- para a Coordenadoria de Inteligência para análise
tenciários, aos quais cumpre: de periculosidade;
I – a trajar obrigatoriamente o uniforme; II – enviar à Unidade Federativa de destino,
II – respeitar as normas da administração do com antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis,
Estabelecimento Hospitalar, sem prejuízo dos cri- ofício de solicitação de apoio e informações acerca
térios de segurança da escolta; do pessoal que será designado a receber e prestar
o suporte necessário à escolta, informando, ainda,
III – manter sempre o preso dentro do seu
dados dos escoltantes e do (s) escoltado (s), nú-
campo de visão;
mero do voo, horário de embarque e desembarque
IV – não se afastar do posto de serviço sem nos aeroportos;
prévia rendição;
III – antes de iniciar o procedimento de cotação
V – observar o estrito cumprimento das regras e compra de passagens, verificar, via contato tele-
de algemação; e fônico ou por e-mail, se a Unidade Prisional de

175
destino do preso está ciente da realização da de- momento do desembarque e reembarque em outra
manda; e IV – montar pasta de viagem com toda aeronave.
documentação referente à demanda, a saber: § 1º. Durante o voo, o preso não deverá ser
a) cópia do ofício de solicitação de apoio enca- algemado a assentos, mesas ou a quaisquer outras
minhado ao Estado de destino do preso e resposta; partes da aeronave, devendo, quando aplicável,
b) ofício e/ou ordem judicial das autorizações permanecer algemado para frente, com as algemas
da transferência; presas no cinto de algemação.

c) cópia do prontuário do preso; § 2º. Quando da necessidade do uso de ba-


nheiro por parte do escoltado, deverão os escoltan-
d) recibo de entrega do preso; e tes vistoriar todo o local antes e após, certificando-
e) laudo do exame de corpo de delito. se da impossibilidade de acessos a fugas, bem
como da posse de materiais que possam ser utili-
Art. 157. A equipe que executará a escolta zados para fins que comprometam o êxito da mis-
aérea deverá ser integrada por, no mínimo, dois são.
Agentes Penitenciários para cada preso, em obser-
vância às regras dispostas na Resolução ANAC Nº
461 de 25 de janeiro de 2018, que dispõe sobre os DO USO DE VEÍCULOS OFICIAIS
procedimentos de embarque e desembarque de
passageiros armados, despacho de armas de fogo
e de munição e transporte de passageiros sob cus- Art. 158. Consideram-se veículos oficiais os
tódia a bordo de aeronaves civis, os quais deverão: de propriedade da SAP, bem como os locados, ce-
didos e aqueles objetos de convênio, caracteriza-
I – trajar roupa social, preferencialmente bla- dos ou não.
zer;
Art. 159. Os veículos oficiais serão sempre
II – ter sob cautela arma curta; Vinícius Abreu da Costa
utilizadas de maneira adequada, no que tange a
III – portar algemas; antoniavinicius3010@[Link]
limpeza, lotação máxima, velocidade compatível e
604.983.963-80
IV – conferir toda a documentação do preso; condições básicas de segurança para trafegar, de-
vendo seu condutor evitar expô-los a situações que
V – conferir nas passagens aéreas o nome dos
lhe acarretem desgastes e avarias, assim como
Agentes Penitenciários e o nome do (s) preso (s)
usá-los dentro das reais necessidades de serviço,
que embarcarão na aeronave;
de forma a economizar combustível, respondendo
VI – assegurar que o (s) preso (s) esteja tra- por eventuais danos causados a título de dolo ou
jando roupas comuns, sendo vedado o uso de ber- culpa.
mudas e camisetas;
Art. 160. É obrigatório uso de cinto de segu-
VII – chegar, no mínimo, com duas horas de rança e a observância de todas as normas de trân-
antecedência ao aeroporto; sito durante o uso dos veículos oficiais, sendo ve-
VIII – realizar o check in de todos que embar- dado aos condutores o uso de aparelho celular en-
carão, inclusive do preso; quanto estiver dirigindo bem como a utilização das
IX – dirigir-se ao posto da Polícia Federal para faixas exclusivas aos ônibus.
preenchimento do “Formulário de Embarque de Art. 161. O Livro de Registro de Movimenta-
Passageiro Portando Arma de Fogo”; ção será fornecido pelo Núcleo de Transporte - NU-
X – solicitar que a Polícia Federal local faça TRAN, e somente será substituído mediante a con-
contato com a Polícia Federal do aeroporto de des- tra-apresentação do anteriormente utilizado e esse
tino, a fim de dar ciência da chegada do grupo de deverá permanecer arquivado no referido Setor
escolta para eventual apoio; por, no mínimo, 05 (cinco) anos.
XI – realizar o procedimento de revista no Art. 162. Compete ao chefe do Núcleo de
preso em ambiente reservado no aeroporto; e Transporte - NUTRAN, e aos Gerentes de Patrimô-
XII – dirigir-se, nas viagens com escalas de nio das Unidades Prisionais realizar vistorias sema-
voo, à Polícia Federal ou Órgão competente no nais nos veículos oficiais, preferencialmente, no pe-
ríodo matutino das segundas- feiras, nas quais

176
serão observados todos os itens obrigatórios de se- mediante assinatura de termo de compromisso, in-
gurança e as condições gerais, inclusive limpeza, e dicando empresa particular para recuperação do
fiscalizar os registros de movimentação efetuados bem.
nas cadernetas de controle. § 2º. Caberá ao NUTRAN a aprovação do con-
Art. 163. Cabe ao chefe do NUTRAN e aos serto e caso seja constatado que a recuperação do
Gerentes de Patrimônio ter o conhecimento do es- bem tenha sido executada fora dos padrões de
tado geral dos veículos sob sua responsabilidade e qualidade exigidos, o condutor/responsável deverá
providenciar as manutenções periódicas indispen- adotar as providências necessárias, objetivando re-
sáveis à sua conservação para que se mantenham parar as falhas detectadas.
nas melhores condições possíveis de funciona- § 3º. O condutor se negando a reparar o dano
mento. ao veículo oficial em que deu causa por dolo ou
Art. 164. Incumbe ao condutor do veículo ofi- culpa, conforme parágrafo anterior, o Setor de
Transporte deverá tomar providência com as medi-
cial zelar pelas condições básicas de funciona-
das legais cabíveis.
mento e fazer as devidas anotações no respectivo
Livro de Registro de Movimentação, observando, Art. 168. Ficam proibidos a condução e o
antes de colocá-lo em circulação, o seu estado ge- abastecimento de veículos oficiais por quem não
ral de conservação e higiene, componentes de se- esteja devidamente autorizado.
gurança, nível de óleo do motor e do sistema hi-
dráulico, freios, embreagem, pneus e nível de água Art. 169. Recebidas as notificações de infra-
do sistema de arrefecimento. ções de trânsito, o NUTRAN, no prazo de 24 (vinte
e quatro) horas, deverá, sob pena de responsabili-
Parágrafo único. A inobservância de qualquer dade solidária de seu chefe, encaminhá-las às Uni-
das providências do caput acarretará na responsa- dades Prisionais para as providências cabíveis.
bilização do servidor por eventual prejuízo.
Vinícius Abreu da Costa
Art. 170. Caberá ao condutor de veículo ofi-
Art. 165. Incumbe ainda aos condutores de
antoniavinicius3010@[Link]
cial a responsabilidade pela justificativa das infra-
veículos oficiais portar sempre carteira funcional ou ções decorrentes de atos praticados por ele na di-
604.983.963-80
crachá, documentos de habilitação devidamente reção do veículo, nos termos do Código de Trânsito
atualizados, documentos e cartão de abasteci- Brasileiro, através de relatório que deverá ser en-
mento relativos ao veículo. caminhado ao NUTRAN, sob pena de assumir a
Art. 166. É obrigatório ao condutor de veículo responsabilidade pela infração caso não seja feita
oficial anotar os deslocamentos efetuados no res- a referida justificativa.
pectivo Livro de Registro de Movimentação indi- § 1º. Não sendo possível identificar o condutor
cando a data, o destino, a hora de saída e chegada do veículo oficial, por deficiência no controle de mo-
com os respectivos dados do hodômetro do veí- vimentação, assumirá a responsabilidade pelo ato
culo, sua identificação pessoal e matrícula, bem cometido aquele em que a veículo estiver sob sua
como os dados referentes a abastecimento, cautela.
quando for o efetuar, de forma legível.
§ 2º. No recurso, obrigatoriamente, constarão
Art. 167. Os danos de qualquer natureza nome, cargo, matrícula, lotação e as circunstâncias
ocasionados em viatura, decorrentes de acidente que o levaram a cometer o ato infracional.
de tráfego ou provocados por outrem, serão objeto
Art. 171. Utilização de viaturas em desa-
de registro de ocorrência policial, com descrição
cordo com as disposições desta Instrução Norma-
das circunstâncias precisas do evento e rol de tes-
tiva e legislações correlatas implicará em respon-
temunhas, devidamente individualizadas, e subme-
sabilidade civil, administrativa e penal, conforme o
tidos obrigatoriamente a exame pericial e serão,
caso.
imediatamente, comunicados ao NUTRAN.
§ 1º. Adotadas as providências, apurada a res-
ponsabilidade e comprovado que a causa determi-
nante do dano se deu por dolo ou culpa do condutor
do veículo oficial envolvido no acidente de trânsito,
este será responsável pelo reparo do dano

177
RELATÓRIO DIÁRIO DE PLANTÃO XIV – registro do número geral de presos por
ala/vivência e cela, e demais locais em que estejam
recolhidos; e
Art. 172. O Chefe de Equipe que estiver as-
sumindo o plantão efetuará a abertura do relatório XV – outras informações que a Direção enten-
diário do mesmo, seguindo o modelo padrão anexo der necessárias.
a esta IN, com o preenchimento das seguintes in-
formações:
PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS
I – titularidade e registro dos Agentes Peniten- EM SITUAÇÕES ADVERSAS
ciários de plantão, especificando os postos de ser-
viços e horários que cada integrante ocupará;
Art. 173. É proibido o ingresso de Agentes
II – recebimento e conferência do material per-
Penitenciários masculinos nas celas e/ou aloja-
manente e material de consumo, especificando
mentos das presas, salvo se acompanhados por
cada um deles;
uma Agente penitenciária feminina.
III – tomar conhecimento do registro da conta-
gem geral de presos e alterações que porventura Art. 174. Em caso de falta de energia elétrica
tenham ocorrido no plantão anterior; deverá ser feito contato telefônico com a Compa-
nhia de Energia Elétrica informando o problema
IV – registrar as movimentações internas e ex- ocorrido e solicitando conserto imediato, regis-
ternas de presos relatando a motivação, origem e trando o protocolo em relatório de plantão.
destino do deslocamento;
§ 1º. Durante a falta de energia elétrica, os
V – registrar as ocorrências do plantão; Agentes Penitenciários deverão ligar de imediato o
VI – entradas e saídas de presos, constando o gerador e efetuar rondas internas e externas em to-
número da cela onde ingressou e/ou para onde foi dos os setores.
Vinícius Abreu da Costa
transferido; § 2º. Constar no relatório de plantão e fazer Bo-
antoniavinicius3010@[Link]
VII – registro dos presos que receberam visitas letim
604.983.963-80de Ocorrência Interna para o Chefe de Segu-
ou atendimento de advogados; rança relatando dia, horário da queda e da reto-
VIII – registros dos horários em que foram rea- mada da energia e providências tomadas, indi-
lizadas revistas e vistorias nas celas bem como os cando protocolo, nome de atendente e horário do
servidores que as executaram; contato telefônico com a Companhia Elétrica res-
ponsável, origem e motivo, quando possível.
IX – registros dos horários em que foram reali-
zadas as contagens e conferências nominais dos Art. 175. Em caso de tumultos durante o ho-
presos bem como os servidores que as executa- rário de visitas, o servidor escalado no posto de-
ram; verá comunicar imediatamente a Direção da Uni-
dade e providenciar a retirada dos visitantes, con-
X – registro dos presos que receberam atendi-
duzindo- os a um local seguro para posterior con-
mentos assistenciais, identificando os profissionais
ferência através do documento de identificação.
e especificando o tipo de atendimento realizado;
XI – registro das faltas disciplinares ocorridas, Art. 176. Após os visitantes serem identifica-
constando de forma circunstanciada, sobretudo o dos individualmente, com acompanhamento de um
nome completo dos envolvidos, independente da Agente Penitenciário, deverão ser encaminhados
comunicação interna por escrito enviada à chefia para fora da Unidade Prisional; contudo, as cartei-
imediata; ras dos visitantes deverão ser recolhidas e infor-
mado a todos que o documento poderá ser retirado
XII – alterações ocorridas que envolvam servi- posteriormente com a Direção.
dores, constando horários de saída e chegada,
sempre que porventura o Agente Penitenciário ne- Art. 177. Em casos de eventos críticos e ou-
cessitar se ausentar de seu posto de trabalho; tras situações complexas que necessitem de apoio
especializado deverá ser acionada, prioritaria-
XIII – registro de chegadas tardias de Agentes
mente, equipe especializada da Secretaria da Ad-
Penitenciários, bem como de faltas, informando se
ministração Penitenciária.
foram justificadas ou não;

178
Art. 178. Em caso de necessidade de inter- uso de imagem e depoimento anexo a esta norma-
venção da Polícia Militar, em caráter urgente e ex- tiva.
cepcional, em qualquer das Unidades Prisionais do Art. 184. É vedado qualquer registro e com-
Estado do Ceará, sua permanência no interior das partilhamento de fotos, áudio ou vídeo, em aplicati-
mesmas se dará pelo tempo estritamente necessá- vos de mensagens, redes sociais ou qualquer outro
rio ao restabelecimento da ordem e da segurança meio de comunicação, que exponham o sistema
interna. prisional ou seus servidores, no todo ou em parte,
Art. 179. Em caso de ocorrências diversas, salvo quando solicitado e autorizado formalmente
tais como: fugas, evasões, óbitos, acidentes, etc. o pela administração superior da pasta.
local será isolado e o evento será comunicado ime- Art. 185. Não é permitido compartilhar infor-
diatamente à CEAP que dará ciência à Administra- mações inerentes à administração institucional a
ção Superior, ao Poder Judiciário, à Polícia Judici- grupos de mensagens instantâneas, redes sociais,
ária e será solicitada, se for o caso, a Perícia Fo- jornais, revistas e outros.
rense. Para tanto, será elaborado relatório infor-
mando as circunstâncias em que ocorreu o inci-
dente. DISPOSIÇÕES FINAIS

DO RESGISTRO E PUBLICAÇÃO DE Art. 186. É proibido o uso ou porte de cigar-


IMAGENS E DO ACESSO AOS MEIOS ros e similares a qualquer pessoa que adentrar na
DE COMUNICAÇÃO Unidade Prisional em conformidade com a Lei Fe-
deral Nº. 12.546 de 2011.

Art. 180. É vedado, aos servidores e colabo- Art. 187. O descumprimento das normas vi-
Vinícius
radores desta Secretaria da Administração gentes
Abreu da
Peni- acarretará Responsabilidade Administrativa
Costa
e Penal,
tenciária, conceder informações antoniavinicius3010@[Link]
institucionais aos ficando as obrigações e direitos atrelados
meios de comunicação através de entrevistas e/ou ao disposto em Lei específica de cada categoria
604.983.963-80
declarações à imprensa sem prévia ciência e funcional.
anuência da administração superior da SAP, bem Art. 188. Casamentos civis, registro de filhos
como, da Assessoria de Comunicação – ASCOM. e reconhecimento de filhos em cartório serão feitos
Art. 181. Não é permitida a entrada da im- através do setor competente que poderá prestar as
prensa em qualquer Unidade Prisional desta Secre- orientações necessárias.
taria da Administração Penitenciária sem prévia Art. 189. Retirada de valores monetários em
anuência expressa da administração superior da instituições bancárias, por presos (as) somente se-
Pasta e ciência da assessoria de comunicação, rão realizadas com autorização do MM Juiz da Vara
com intuito de resguardar a segurança dos profissi- de Execuções Penais da Comarca.
onais de imprensa, dos servidores e presos.
Art. 190. Em caso de evasão, falecimento ou
Art. 182. O registro de quaisquer imagens transferência definitiva do preso (a), os familiares
dentro das Unidades Prisionais deve ser feito, es- terão um prazo máximo de 30 dias para retirar os
tritamente, pela Assessoria de Comunicação da pertences do mesmo. Caso isto não aconteça, os
Secretaria da Administração Penitenciária ou, ex- pertences serão doados.
cepcionalmente, pelos servidores responsáveis pe-
las atividades a serem desenvolvidas, sempre com Art. 191. É proibido a todos os colaboradores
a prévia ciência e autorização da referida Assesso- e servidores negociar e/ou receber presentes dos
ria, mediante apresentação de Termo de Autoriza- presos (as) e/ou de seus familiares.
ção do Servidor/Colaborador. Art. 192. Não será autorizado o repasse de
Art. 183. Os presos, porventura identificados informações pessoais de colaboradores ou servi-
em registros de imagens das Unidades Prisionais, dores. Caso ocorra ligação telefônica ou alguém
deverão autorizar o seu uso, por escrito, com o de- compareça na Unidade Prisional solicitando-as,
vido preenchimento do Termo de Autorização para deve ser orientado que as solicite formalmente

179
através de processo protocolado na sede da SAP, II – Comprovante de residência atual, no má-
o qual será encaminhado ao Comitê de Acesso à ximo de três meses, no nome do postulante a visi-
Informação da pasta. tante (fatura de água, luz ou telefone). Caso não
SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO PENI- possua, deverá apresentar declaração simples de
TENCIÁRIA, em Fortaleza, 19 de maio de 2020. próprio punho, devendo ser informada de que po-
derá receber visita in loco para verificação, não
Luis Mauro Albuquerque Araújo sendo óbice à visitação o fato da pessoa estar em
situação de rua ou acolhimento institucional.
III – 01(uma) foto 3x4, recente.
Art. 4º. Para a realização de cadastro de côn-
juge ou companheiro (a) será necessário, para
comprovação, a apresentação de documento con-
forme as especificações dos incisos abaixo:
REGULAMENTA E DISCIPLINAM OS PRO-
CEDIMENTOS DE VISITA AS PESSOAS PRIVA- I – Certidão de casamento civil; ou
DAS DE LIBERDADE NAS UNIDADES PRISIO- II – Escritura Pública Declaratória de União Es-
NAIS DO ESTADO DO CEARÁ. tável bilateral, devidamente registrada em cartório;
Art.1º. Regulamentar e disciplinar os procedi- ou
mentos de visita as pessoas privadas de liberdade III – Certidão de casamento religioso ou;
das Unidades Prisionais do Estado do Ceará. IV – Prova de encargos domésticos ou;
V – Comprovação de existência de sociedade
CAPÍTULO I ou comunhão nos atos da vida civil ou;
DOS DIAS DE VISITA – Declaração do imposto de renda em que
Vinícius Abreu daVICosta
conste o (a) interessado (a) como dependente da
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80 privadas de liberdade ou;
Art. 2º. A direção de cada Unidade Prisional, pessoa
após anuência da administração superior, determi- VII – Prova de mesmo domicílio ou;
nará os dias em que as pessoas privadas de liber- VIII – Conta bancária conjunta ou;
dade receberão a visita do cônjuge, companheiro,
parentes e amigos, considerando as condições es- IX – certidão de nascimento dos filhos em co-
truturais, de segurança e especificidades de cada mum ou;
estabelecimento, conforme o disposto no Art. 41, X – Outros documentos que possam levar à
inciso X, da Lei nº. 7.210/1984. convicção do fato a comprovar.
Parágrafo Único. Fica ainda, a cargo da dire- § 1º. A documentação apresentada pelo visi-
ção de cada Unidade Prisional, dar publicidade ao tante deverá ser anterior a data da prisão do visi-
cronograma de visitação as pessoas privadas de li- tado.
berdade.
§ 2º No cadastro de visitante não haverá dis-
criminação para com as relações homoafetivas.
CAPÍTULO II Art. 5º. Para a realização de cadastro de cri-
DO CADASTRO DE VISITANTES anças e adolescentes será necessário a apresen-
tação dos seguintes documentos abaixo relaciona-
Art. 3º. O cadastro de visita será realizado dos:
mediante apresentação dos seguintes documen- I – Original e cópia do documento oficial, com
tos: foto, do responsável legal;
I – Original e fotocópias da Identidade (RG) ou II – Original e cópia da certidão de nascimento
documento oficial de identidade legível com foto da criança ou adolescente;
(CNH, RG ou CTPS), no qual a fisionomia do visi-
tante não tenha sofrido grandes mudanças, e do III – 01 (uma) foto 3x4 recente.
CPF, frente e verso;

180
Art. 6º. Para cadastro de visita como parente CAPÍTULO IV
serão aceitos pedidos para aquelas pessoas que DO ACESSO DE VISITANTES EM
comprovarem o vínculo parental até o 2º grau, me- DIAS DE VISITAÇÃO
diante documento público, devidamente registrado
em cartório.
Art. 13. O agendamento de visita poderá/de-
Art. 7º. Caso o postulante à visitação esteja verá ser feito através de sistema informatizado,
na condição de vítima nos processos criminais im- com emissão de senha pessoal e intransferível, na
putados a pessoas privadas de liberdade, o cadas- internet, em endereço eletrônico a ser disponibili-
tro só será realizado mediante expressa autoriza- zado pela Secretaria.
ção judicial.
Parágrafo único. Caso a pessoa não tenha
Art. 8º. O cadastro de visita deverá ser reva- acesso à internet, o agendamento poderá ser reali-
lidado a cada 02 (dois) anos com a reapresentação zado na sede do Núcleo de Assistência à Família –
dos documentos necessários ao cadastro de visi- NUASF.
tante. O não cumprimento deste dispositivo impli- Art. 14. A pessoa interessada em visitar as
cará na suspensão da visita até a regularização da
pessoas privadas de liberdade nas Unidades Prisi-
mesma.
onais na condição de pais, cônjuge, companheiro
Parágrafo único. O Cadastro de visitação po- (a), filhos (as), demais parentes e amigos (as) de-
derá ser revalidada em até 30 (trinta) dias anterio- verá estar devidamente cadastrada, agendada e
res a data de seu vencimento. portando documento oficial com foto.
CAPÍTULO III DOS PRAZOS Parágrafo único. A criança e o adolescente só
poderão ingressar à Unidade Prisional se acompa-
Art. 9º. No caso de cancelamento de visita-
nhadas pelo responsável legal indicado no seu res-
ção de esposo (a), companheiro (a), parente ou
Vinícius pectivo
Abreu da Costacadastro.
amigo (a) por parte da pessoa privada de liberdade,
o (a) mesmo (a) terá que cumprirantoniavinicius3010@[Link]
o prazo mínimo Art. 15. A permanência de visitante, previa-
604.983.963-80
de 30 (trinta) dias para requerer a reativação do mente cadastrado, compreenderá o período das
mesmo cadastro. 08h às 12h, para visitas sociais, no número máximo
Parágrafo Único. Se a reativação do cadastro de 02 (duas) pessoas adultas por custodiado nos
for realizada em até 90 (noventa) dias, não será ne- dias estabelecidos pela direção da Unidade Prisio-
cessária a realização de novo cadastro. nal, respeitando suas características particulares
após anuência da Administração Superior da SAP.
Art. 10. O (a) esposo (a), companheiro (a),
parente ou amigo que tiveram o cadastro cance- Art. 16. A visita social será realizada com vi-
lado pelas pessoas privadas de liberdade não po- gilância a fim de garantir segurança de todos, po-
derão requerer novo cadastro com o mesmo “sta- dendo ser realizada em ambientes setorizados.
tus” pelo prazo mínimo de 90 (noventa) dias. Art. 17. Não será permitida a realização de
Art. 11. Quando o cancelamento do cadastro visita no interior das alas e celas.
de visitante for requerido pelo mesmo, este so- Art. 18. Não será permitida, por ato devida-
mente poderá solicitar novo cadastro para visitação mente justificado pelo Diretor, a visita de pessoa
após 90 (noventa) dias daquele requerimento. que:
Art. 12. Somente serão realizados novos ca- I– Comprovadamente oferecer risco à segu-
dastros de esposo (a), companheiro (a), parente ou rança da Unidade Prisional;
amigo (a) após cumprido o prazo de 90 (noventa)
II – Chegar à Unidade Prisional em dia e hora
dias do cancelamento do cadastro da última pes-
não estabelecido para visitação;
soa visitante com o mesmo status cadastrado.
III – Não apresentar documento de identifica-
ção oficial com foto;

181
IV – Apresentar sintomas de embriaguez ou locomoção deverá comparecer à Unidade Prisio-
conduta alterada que levem a presunção de con- nal, em horário de expediente, das 08h às 17h, de
sumo de drogas e/ou entorpecentes; segunda a sexta-feira, para apresentar os referidos
V – Estiver visivelmente portando alguma do- laudos.
ença infectocontagiosa (ex. catapora, conjuntivite), § 1º As pessoas com deficiência, os idosos
com o fito de resguardar o bem comum da coletivi- com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos,
dade; as gestantes, as lactantes, as pessoas com crian-
VI – Estiver com gesso, curativos ou ataduras ças de colo, os obesos ou qualquer pessoa em con-
e cinta. dição de limitação física, terão atendimento priori-
tário.
Parágrafo único. A direção da Unidade Prisio-
nal poderá negar o cadastramento de visitante § 2º O cadastro do visitante prioritário com li-
quando a especificidade fática do delito ao qual res- mitação temporária deverá ser realizado junto à
pondem ou pelo qual foi condenada guarde relação própria Unidade Prisional ou nas sedes dos Nú-
com a vulneração do ambiente prisional, cabendo- cleos de Cadastro de Visitante - NUCAV em horário
lhe, em tais casos, expor de forma clara os motivos de expediente, das 08h às 17h, de segunda a
do indeferimento. sexta-feira, apresentando os referidos laudos mé-
dicos que comprovem tal condição.
§ 3º O cadastro do visitante prioritário com li-
SEÇÃO I mitação permanente deverá ser realizado junto às
DO ACESSO DE CRIANÇAS E sedes dos Núcleos de Cadastro de Visitante - NU-
DOS ADOLESCENTES CAV em horário de expediente, das 08h às 17h, de
segunda a sexta-feira, apresentando os referidos
Art. 19. Nos dias de visita serão limitados a laudos médicos que comprovem tal condição.
Vinícius
02 (dois) filhos (as) e/ou netos (as), crianças com Abreu da Costa
idades compreendidas entre 06 (seis) antoniavinicius3010@[Link]
meses a 12 SEÇÃO III
(doze) anos incompletos, somente podendo ingres-604.983.963-80 DA MULHER GRÁVIDA
sar nas Unidades Prisionais se acompanhados de
pai, mãe ou responsável legal e que visite a mesma
pessoa privada de liberdade, portando documento Art. 22. A visitante terá assegurado o seu di-
oficial com foto com o devido cadastro e agenda- reito de visitação social, até o 7º (sétimo) mês de
mento, nos termos do parágrafo único, art.14. gestação, em local designado pela direção da Uni-
dade Prisional.
Art. 20. Ao adolescente, filho ou neto, com
idade compreendida entre 12 (doze) anos e 18 (de- Parágrafo único. A comprovação de gestação
zoito) anos incompletos, poderá ter seu direito à vi- deverá ser realizada por meio de atestado de
sita social quando devidamente cadastrado e pre- acompanhamento pré-natal, onde o NUCAV de-
viamente agendada, em local determinado pela Di- verá realizar o cadastro de acesso prioritário até o
reção da Unidade, somente podendo ingressar nas sétimo mês de gestação.
Unidades Prisionais se acompanhados de pai,
mãe, ou responsável legal, portando documento SEÇÃO IV
oficial com foto, nos termos do parágrafo único,
DA CUSTÓDIA E TRATAMENTO
art.14.
PSIQUIÁTRICO

SEÇÃO II Art. 23. A pessoa privada de liberdade reco-


DOS VISITANTES COM USO lhida em ala hospitalar ou enfermaria de Unidade
TEMPORÁRIO DE PRÓTESES E OBJETOS prisional, que por recomendação médica esteja im-
DE AUXÍLIO À LOCOMOÇÃO possibilitado de receber visitação em local determi-
nado, poderá solicitar agendamento de visita social
extraordinária, mediante autorização do Diretor,
Art. 21. Ao visitante que faça uso de muletas,
observando as orientações médicas.
cadeira de rodas ou outro objeto que auxilie em sua

182
Parágrafo único. A recusa de autorização de § 3º. Fica vedado o ingresso de visitante por-
visita social, presencial ou por meio de vídeo, por tando peças de roupas em duplicidade ou de time
parte da direção do estabelecimento deverá ser de futebol e acessórios, tais como: relógio, boné,
justificada e comunicada para a família e para a de- óculos esportivo, cinto, grampo de cabelo, fivela ou
fesa da pessoa internada. tipo similar de prendedor de cabelo, bijuterias, pe-
ças em prata e/ou ouro, jóias, adornos, afins e o
Art. 24. Por se tratar de estabelecimento para
uso ou porte de cigarros e similares.
cumprimento de Medida de Segurança e objeti-
vando auxiliar no tratamento do (a) internado (a)
portador (a) de transtorno mental, ficará a cargo e CAPÍTULO VI
sob a responsabilidade da Direção da Unidade Pe- DOS MATERIAIS OU OBJETOS COM
nal estabelecer horário e número de visitantes. ENTRADA PERMITIDA

SEÇÃO V DOS SETORES DE TRIAGEM Art. 27. O ingresso de material de limpeza,


peça de vestuário, gêneros alimentícios, produtos
Art. 25. Por se tratar de local de rotina dife- para higiene pessoal e medicamentos ficará condi-
renciada a pessoa privada de liberdade só poderá cionado ao cumprimento dos critérios de acondici-
receber visita após o término do período de triagem onamento, embalagem, quantidade e periodicidade
que será de, no mínimo, 30 (trinta) dias e no má- estabelecidos no ANEXO ÚNICO desta Portaria.
ximo de até 60 (sessenta) dias. §1º. Os medicamentos somente serão aceitos
por solicitação e/ou prescrição médica do setor de
saúde da Unidade Prisional.
CAPÍTULO V
DAS VESTIMENTAS E ACESSÓRIOS Art. 28. Os materiais poderão ser entregues,
AOS VISITANTES Vinícius Abreu por
da visitante
Costa devidamente cadastrado portando do-
cumento oficial com foto, a pessoa privada de liber-
antoniavinicius3010@[Link]
dade para a qual faz visitação em dias e horários
604.983.963-80
Art. 26. Somente será permitida a entrada de estipulados por esta Secretaria e, aos fins de se-
visitante que: mana, para as pessoas que forem efetivamente vi-
I - estiver trajando camisetas ou blusas, com sitar pessoa privada de liberdade em qualquer das
exceção na cor preta, sem botões e sem estampas; Unidades Prisionais.
II - estiver trajando calças de tecidos finos, com §1º Os materiais que não estiverem em confor-
exceção na cor preta, sem cordões, sem massa midade com o Anexo Único desta portaria, não se-
metálica, sem bolsos, sem botões, e sem estam- rão recebidos e a Unidade Prisional não fará a
pas; guarda e nem se responsabilizará por materiais
abandonados e/ou não identificados.
III - estiver trajando saias ou vestidos, com ex-
ceção na cor preta, sem estampas, sem cordões, §2º Eventuais alterações posteriores referente
sem massa metálica, sem bolsos e sem botões; a lista dos materiais permitidos deverão ser publici-
zados com antecedência mínima de 07 (sete) dias
IV – usando prendedor de cabelo de plástico
para os visitantes.
ou tecido sem nenhum componente metálico.
V - estiver calçando sandálias de borracha com
solado único, na cor clara e sem estampas, tipo CAPÍTULO VII
rasteira. DA REVISTA DE VISITANTES
§ 1º. A visitante deverá estar usando roupas na
linha do joelho, cobrindo os ombros e os seios, sem Art. 29. Os visitantes deverão ser submetidos
transparência. à revista através de bodyscanner antes de serem
§ 2º. Será vedada a entrada de peças de ves- conduzidos ao local apropriado e, quando neces-
tuário, com bojo e aspas. sário, ao término da visitação, obedecendo aos pro-
cedimentos de segurança, preservando a

183
dignidade e a integridade física, psicológica e moral visitante terá assegurado o seu direito de visitação
das pessoas. social em local designado pela direção.
§1º. As revistas devem ser realizadas por pro- Art. 31. O (a) visitante que se opuser ao cum-
cedimentos visuais e eletrônicos, utilizando-se apa- primento das determinações supracitadas terá sua
relhos de imagens e detectores de metais, dentre entrada proibida.
outros.
§2º. Nos casos em que a revista por aparelho
CAPÍTULO VIII
eletrônico de inspeção apontar alguma irregulari-
dade, ou nos casos em que não for possível rea- DA VISITA ÍNTIMA
lizá-la, em razão de indisponibilidade ou das condi-
ções de saúde do visitante, a pessoa poderá ser Art. 32. A visita íntima, considerada uma re-
encaminhada para a revista manual. galia, poderá ser concedida a pessoa privada de li-
§3º. A revista manual será efetuada em local berdade, de forma excepcional e esporádica,
apropriado à natureza do procedimento, por servi- desde que preenchidos os requisitos de comporta-
dor penal do mesmo gênero do visitante, sendo ve- mento, disciplina e a realização do cadastro de côn-
dada a revista intima, o desnudamento ou qualquer juge ou companheiro (a) conforme o art. 4º desta
outra prática vexatória, tais como agachamentos ou portaria.
saltos. §1º A concessão da regalia será deferida pelo
§4º. No caso de visitante travesti, transexual ou Secretário ou a quem ele delegar, de acordo com a
intersexual, sua identidade de gênero definirá o gê- conveniência e discricionariedade.
nero de servidor penal responsável pelo procedi- § 2º. Só poderá haver visita íntima nas unida-
mento da revista manual, respeitando o direito ao des prisionais que dispuserem de local apropriado
uso do nome social, nos termos da Resolução CNJ destinado para tal finalidade, onde a mesma ocor-
nº.270 de 11 de dezembro de 2018, e Vinícius resolução Abreu daaCosta
rerá critério da SAP.
CNJ nº.348, de 13 de outubro de 2020. antoniavinicius3010@[Link]
§ 3º. Fica vedada a visita íntima no interior das
§5º. A revista manual deverá obedecer às604.983.963-80
se- celas ou em qualquer outro local que não esteja
guintes diretrizes: destinado para tal fim.
I – Autorização pela pessoa a ser revistada; §4º. A regalia deverá ser assegurada, vedada
II – Execução por servidor penal do mesmo gê- as restrições de gênero ou orientação sexual, res-
nero da pessoa visitante, respeitada a autoidentifi- peitado o direito ao uso do nome social, nos termos
cação de gênero das travestis, transexuais e inter- da Resolução CNJ nº. 270 de 11 de dezembro de
sexuais, nos termos dos parágrafos anteriores; 2018, e Resolução CNJ nº. 348, de 13 de outubro
de 2020.
III – Vedação de desnudamento ou toque nas
partes íntimas dos visitantes;
IV – Vedação de revista manual em crianças e CAPÍTULO IX
adolescentes, conforme os artigos 17 e 18 do Es- DA SUSPENSÃO DO DIREITO DE VISITA
tatuto da Criança e do Adolescente.
§6º. Havendo indícios de porte de material pro- Art. 33. A pessoa privada de liberdade que
ibido que, em tese, tipifique ilícito penal, o visitante cometer falta disciplinar leve, média ou grave, po-
será conduzido ao órgão policial local para as pro- derá ter restringido ou suspenso o direito a visita.
vidências legais cabíveis, devendo ser oportuni- §1º. Em nenhuma hipótese a suspensão do di-
zada comunicação previa com membro da família reito de visitas poderá ser aplicado como sanção
ou advogado. coletiva.
§7º. Crianças com fraldas deverão tê-las subs- §2º. Eventual suspensão do direito deverá ser
tituídas pelo seu responsável, mediante inspeção comunicada imediatamente à família da pessoa pri-
de servidor penal. vada de liberdade.
Art. 30. Na impossibilidade, por recomenda- §3º. Deverá ser assegurado o amplo conheci-
ção médica de passagem pelo bodyscanner, o (a) mento às pessoas privadas de liberdade e aos

184
visitantes acerca do rol de atividades compreendi- 6) Instrumento capaz de ofender a integridade
das como conduta ilícitas, explicitando as sanções física de outrem;
cabíveis em cada um dos casos. 7) Serra ou qualquer tipo de ferramentas.
§4º. No caso de realização de conduta ilícita b) No caso de reincidência de fatos previstos
pelo visitante deverá ser instaurado processo admi- no inciso anterior.
nistrativo, com garantia da ampla defesa e contra-
ditório, comunicando o interessado, Ministério Pú- §1º. O visitante flagrado por qualquer das con-
blico e a Defensoria Pública. dutas previstas neste artigo será apresentado à au-
toridade policial para as providências cabíveis.
§5º. Nos casos em que houver suspensão do
direito de visita ou restrição de algum familiar ou §2º. A Unidade Prisional deverá suspender o
amigo a compor o rol de visitantes, é recomendado cadastro da pessoa que tiver com o direito de visita
que sejam ouvidas as equipes multidisciplinares, suspenso.
especialmente as assistentes sociais ou psicólo- §3º. Comprovada a inocência, a visita será res-
gos, por meio de produção técnica, como relatórios, tabelecida mediante requerimento da parte interes-
a fim de que haja manifestação fundamentada sada.
acerca do direito à visita e composição de vínculos.
Art. 34. Em caso de rebelião, motins ou situ- CAPÍTULO X
ações de perturbação da ordem e disciplina que DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
comprometam a segurança, o diretor da Unidade
Prisional poderá suspender as visitas buscando
restabelecer a ordem, a segurança e a disciplina da Art. 36. Todos os setores que compõem as
mesma. Unidades Prisionais deverão cumprir integralmente
o presente regulamento, facilitando o processo
Art. 35. O (A) visitante poderá ter seu in- para todos que dele participam, principalmente as
Vinícius Abreu da Costa
gresso suspenso, por decisão motivada da direção pessoas privadas de liberdade e seus familiares.
antoniavinicius3010@[Link]
da unidade, pelos prazos a seguir:
604.983.963-80 Art. 37. A constatação de falha decorrente de
I – 90 (noventa) dias a 180 (cento e oitenta)
negligência, facilitação ou conivência no acesso de
dias, quando:
visitantes às Unidades Prisionais em desconformi-
a) em decorrência, da sua conduta, resultar dade ao que preconiza esta Portaria estará passí-
qualquer fato danoso à ordem, à segurança e à dis- vel de sanções administrativas, civis e penais,
ciplina da Unidade; quando cabíveis.
b) tentar adentrar a Unidade com qualquer Art. 38. As situações excepcionais serão
substância ou objetos que comprometam à ordem, analisadas pelo Diretor da Unidade Prisional e sub-
à disciplina e à segurança da Unidade. metidas à Coordenadoria Especial da Administra-
II – Pelo período em que perdurar o processo ção Prisional, para deliberações.
de instrução e julgamento:
Art. 39. Esta Portaria entra em vigor a partir
a) quando for flagrado tentando entrar na Uni- de sua assinatura. Revogam-se as disposições
dade portando qualquer dos objetos relacionados contrárias, em especial as Portarias nº. 04/2020 e
abaixo: 1203/2021. SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO
1) Armas de fogo de qualquer espécie e muni- PENITENCIÁRIA DO ESTADO DO CEARÁ, em
ções; Fortaleza, 28 de outubro de 2022
2) Explosivos;
3) Substâncias entorpecentes;
4) Aparelhos, peças ou acessórios de telefo-
nes celulares, chips, bips, pager, ou de qualquer
tipo de instrumento de comunicação;
5) Produto de circulação proibida em Lei;

185
PALÁCIO DA ABOLIÇÃO, DO GOVERNO DO
ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 26 de feve-
reiro de 2021.

Dispõe sobre a denominação do cargo, a car- ANEXO ÚNICO


reira e a estrutura remuneratória dos servidores pú- A QUE SE REFERE O ART. 2º
blicos regidos pela Lei N°14.582, de 21 de Dezem-
bro de 2009.
DA LEI Nº 17.388,
O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
DE 26 DE FEVEREIRO DE 2021
Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou
e eu sanciono a seguinte Lei :
TABELA REMUNERATÓRIA DA
Art. 1º. A carreira de Segurança Penitenciá-
CARREIRA DE POLÍCIA PENAL
ria, disciplinada na Lei n.° 14.582, de 21 de dezem-
bro de 2009, passa a denominar-se, nos termos do
art.88-B, da Constituição do Estado, carreira de Po-
lícia Penal.
Parágrafo único. Em face do disposto no caput
deste artigo, os cargos ou as funções de Agente
Penitenciário, integrantes da estrutura da Secreta-
ria da Administração Penitenciária - SAP passam à
denominação de Policial Penal.
Art. 2º. A remuneração do ocupante do cargo
Vinícius Abreu da Costa
ou da função de Policial Penal, a que se refere o
antoniavinicius3010@[Link]
art. 1.° desta Lei, fica alterada na forma do Anexo
Único desta Lei. 604.983.963-80

Art. 3º. Fica estabelecido auxílio-alimentação


no valor de R$259,57 (duzentos e cinquenta e nove
reais e cinquenta e sete centavos), a ser pago men-
salmente e de forma linear aos ocupantes do cargo
estadual de Policial Penal.
Parágrafo único. O valor do auxílio-alimenta-
ção a que se refere o caput deste artigo será atua-
lizado conforme os índices de revisão geral remu-
neratória dos servidores públicos estaduais, apli-
cando-se, quanto às condições de recebimento, o
disposto na Lei n.° 15.173, de 22 de junho de 2012,
com exceção do art. 6.° da referida Lei.
Art. 4º. O disposto nesta Lei aplica-se aos
servidores inativos dos cargos a que se refere seu
art. 1.°, bem como à pensão deles decorrentes,
desde que regido o benefício pela paridade consti-
tucional.
Art. 5º. Esta Lei entra em vigor a partir de 1.°
de janeiro de 2022, observado, quanto aos efeitos
financeiros, o disposto no seu Anexo Único.

186
Art. 3. Os policiais penais de carreira e os ser-
vidores públicos do quadro permanente da SAP
respondem civil, penal e administrativamente pelo
exercício irregular de suas atribuições, sujeitando-
se, cumulativamente, às cominações cabíveis nas
respectivas esferas.
Parágrafo único. O agente público legalmente
Dispõe sobre o regime disciplinar dos policiais afastado do exercício funcional não estará isento
penais e demais servidores públicos do quadro per- de responsabilidade, nos termos do caput deste ar-
manente da Secretaria da Administração penitenci- tigo, por infrações cometidas antes ou durante o
ária do Estado – sap. afastamento, observadas as disposições desta Lei.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ Art. 4. A responsabilidade civil do agente pú-


Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou blico decorre de ato doloso ou culposo que, nos ter-
e eu sanciono a seguinte Lei: mos do § 6.º do art. 37 da Constituição Federal, im-
porte em dano ao Estado ou a terceiros.
§ 1º. A indenização devida em razão de res-
CAPÍTULO I ponsabilização será descontada da remuneração
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS do agente público, não lhe excedendo o desconto
a 1/10 (um décimo) do valor total, exceto nos casos
Art. 1. Esta Lei dispõe sobre o regime disci- de danos decorrentes de atos dolosos enquadra-
dos na Lei Federal n.º 8.429, de 2 de junho de
plinar aplicável aos agentes públicos do quadro
1992, situação em que o ressarcimento se dará de
permanente da Secretaria da Administração Peni-
uma só vez.
tenciária – SAP, definindo regras sobre o compor-
Vinícius Abreu da Costa
tamento ético, bem como os procedimentos para § 2º. Em caso de prejuízo a terceiros, o servi-
antoniavinicius3010@[Link]
dor responderá perante o Estado, em ação regres-
apuração da responsabilidade administrativa disci-
plinar. 604.983.963-80
siva proposta na forma da legislação.
Art. 2. Estão sujeitos às disposições desta Lei Art. 5. A apuração da responsabilidade funci-
os policiais penais de carreira e demais servidores onal, nos termos desta Lei, se processa por meio
públicos do quadro permanente da SAP. de investigação preliminar, de sindicância ou de
processo administrativo disciplinar, assegurados
§ 1º. Compete à Controladoria Geral de Disci-
em ambos o contraditório e a ampla defesa.
plina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema
Penitenciário - CGD apurar a responsabilidade dis- § 1º. A investigação preliminar e a sindicância
ciplinar dos policiais penais de carreira, nos termos poderão tramitar perante a Secretaria da Adminis-
da Lei Complementar n.º 98, de 13 de junho de tração Penitenciária do Estado do Ceará – SAP,
2011. por delegação do Controlador-Geral de Disciplina
dos Órgãos de Segurança Pública.
§ 2º. É da competência da Procuradoria de
Processo Administrativo Disciplinar – Propad, ór- § 2º. Sob pena de responsabilização, o agente
gão de execução programática da Procuradoria- público exercente de função de chefia, ao tomar co-
Geral do Estado, apurar a responsabilidade disci- nhecimento de fato que possa configurar ilícito ad-
plinar dos demais servidores públicos do quadro ministrativo, deve representar perante autoridade
permanente da SAP, nos termos da Lei Comple- competente, para apuração do fato.
mentar n.º 58, de 31 de março de 2006. § 3º. Configurando a conduta funcional irregu-
lar, a um só tempo, ilícito administrativo, civil e pe-
nal, a autoridade competente para determinar a
CAPÍTULO II
abertura do procedimento disciplinar adotará provi-
DA RESPONSABILIDADE dências para a apuração da responsabilidade civil
ou penal, quando for o caso, durante ou após con-
cluída a sindicância ou o processo administrativo
disciplinar.

187
§ 4º. A legítima defesa e o estado de necessi- VIII – preencher formulários próprios descritos
dade excluem a responsabilidade administrativa, no Procedimento Operacional Padrão (POP), den-
assim como a alienação mental ao tempo do fato, tre outros;
comprovada por perícia médica oficial. IX – utilizar, conservar e guardar adequada-
§ 5º. Considera-se legítima defesa o revide mente aparelhos, materiais, veículos, armamentos,
moderado e proporcional à agressão ou à iminên- equipamentos, banco de dados, operação de sis-
cia de agressão moral ou física, que atinja ou vise tema de monitoramento, sistemas de comunicação
a atingir o servidor, os seus superiores hierárqui- e outros disponíveis para o sistema prisional;
cos, colegas de trabalho ou o patrimônio da institui- X – desempenhar suas funções agindo sempre
ção administrativa a que servir. com discrição, honestidade, imparcialidade, respei-
§ 6º. Considera-se em estado de necessidade tando os princípios da legalidade, impessoalidade,
o agente público cuja conduta se revele indispen- moralidade, publicidade, bem como lealdade às
sável ao atendimento de urgência administrativa, normas constitucionais;
inclusive para fins de preservação do patrimônio XI – respeitar e fazer respeitar a hierarquia do
público. serviço público, obedecendo às ordens superiores,
§ 7º. A legítima defesa e o estado de necessi- exceto se manifestamente ilegal;
dade não excluem a responsabilização administra- XII – fazer cumprir as regras, os princípios e
tiva em caso de excesso, imoderação ou despro- fundamentos institucionais que regem o Sistema
porcionalidade do ato praticado, culposo ou doloso. Penitenciário;
XIII – comparecer no horário regular do expe-
CAPÍTULO III diente ou escala de plantão com pontualidade para
DOS DEVERES FUNCIONAIS exercer os atos de seu ofício;
Vinícius Abreu daXIV – ter irrepreensível conduta profissional,
Costa
colaborando
antoniavinicius3010@[Link] para o prestígio do serviço público e
Art. 6. São deveres dos agentes públicos
zelando
604.983.963-80 pela dignidade de suas funções;
abrangidos por esta Lei:
XV – desempenhar com zelo, presteza, efici-
I – desempenhar as atribuições legais e regu-
ência e produtividade, dentro dos prazos, os servi-
lamentares inerentes ao cargo ou função com zelo,
ços a seu cargo e os que, na forma da lei, lhe sejam
dedicação, eficiência e probidade;
atribuídos;
II – participar, no caso de policiais penais, de
XVI – tratar as pessoas com urbanidade;
treinamentos ou cursos ofertados pelo Estado que
busquem manter a preparação física e intelectual XVII – zelar pela economia e conservação do
necessária para o exercício de sua função; material que lhe for confiado;
III – manter conduta pública e privada compa- XVIII – fazer uso correto do uniforme, identi-
tível com a dignidade da função; dade funcional, brevês e distintivos do Sistema Pe-
nitenciário, conforme disciplinado em regulamento
IV – adotar as providências cabíveis e fazer as
próprio;
comunicações devidas, em face das irregularida-
des que ocorram em serviço ou de que tenha co- XIX – guardar sigilo sobre assunto da reparti-
nhecimento; ção;
V – oferecer aos internos informações sobre as XX – levar as irregularidades de que tiver ciên-
normas que orientarão seu tratamento, regras dis- cia em razão do cargo ao conhecimento da autori-
ciplinares e seus direitos e deveres; dade superior ou, quando houver suspeita do en-
volvimento desta, ao conhecimento de outra auto-
VI – cumprir suas obrigações de maneira que
ridade competente para apuração;
inspirem respeito e exerçam influências benéficas
aos internos; XXI – cumprir de forma pessoal e integral a
carga horária do seu cargo e/ou função pública;
VII – registrar as atividades de trabalho de na-
tureza interna e externa em livros de ocorrências; XXII – representar contra ilegalidade, abuso de
poder ou omissão no cumprimento da lei;

188
XXIII – manter atualizados junto à Coordena- X – deixar de repassar ou de comunicar imedi-
doria de Gestão de Pessoas da Secretaria da Ad- atamente ao superior hierárquico qualquer objeto
ministração Penitenciária os dados pessoais, co- achado, recuperado ou que lhe seja entregue em
municando qualquer alteração no estado civil, de razão de suas atribuições;
endereço e/ou telefone. XI – salvo justo motivo, chegar atrasado ao
Parágrafo único. O disposto neste artigo não serviço ou plantão para o qual estiver escalado,
exime o agente público da obediência a outros de- caso não reincidente.
veres previstos em lei, regulamento e norma in-
Art. 9. Configuram transgressões disciplina-
terna inerentes à natureza da função.
res de segundo grau:
I – negligenciar a guarda de bens, armas, ins-
CAPÍTULO IV trumentos ou valores pertencentes à repartição pe-
DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES nitenciária ou valores e bens pertencentes a presos
ou a terceiros, que estejam sob sua responsabili-
dade;
Art. 7. Pela gravidade, as transgressões dis-
ciplinares classificam-se em: II – deixar de comunicar à autoridade compe-
tente informação que venha a comprometer a or-
I – de primeiro grau; dem pública ou o bom andamento do serviço;
II – de segundo grau; III – fazer uso indevido da cédula funcional ou
III – de terceiro grau; da arma que lhe haja sido confiada para o serviço,
caso não constitua falta mais grave;
IV – de quarto grau.
IV – indicar ou insinuar nome de advogado
Parágrafo único. As transgressões previstas
para assistir pessoa que esteja presa;
neste artigo aplicam-se aos servidores do quadro
Vinícius Abreu da Costa
V – deixar de frequentar com assiduidade,
permanente da SAP, no que for compatível com o
exercício das respectivas funções. antoniavinicius3010@[Link]
salvo justo motivo, cursos em que haja sido matri-
604.983.963-80
culado pelo órgão responsável pelo sistema peni-
Art. 8. Configuram transgressões disciplina- tenciário ou por este designado;
res de primeiro grau:
VI – abster-se, sem justo motivo, de aceitar en-
I – permutar horário de serviço ou execução de cargos inerentes à categoria funcional;
tarefa sem expressa permissão da autoridade com-
petente; VII – ofender os colegas de trabalho e demais
servidores que compõem o sistema penitenciário,
II – usar vestuário inadequado para o serviço; com palavras, atos ou gestos, qualquer que seja o
III – exibir desnecessariamente arma, distintivo meio empregado;
ou algema; VIII – agir com dolo ou culpa, provocando o ex-
IV – deixar de ostentar distintivo, quando exi- travio ou danificando objetos, livros e material de
gido para o serviço; expediente do estabelecimento penitenciário, caso
não constitua falta mais grave;
V – não se apresentar ao serviço, sem justo
motivo, ao término de licença de qualquer natureza, IX – valer-se do cargo para lograr proveito pes-
férias ou dispensa de serviço; soal ou de outrem, em detrimento da dignidade da
função pública, caso não constitua falta mais grave;
VI – tratar de interesse particular na repartição;
X – participar de gerência ou administração de
VII – atribuir-se indevidamente qualidade fun-
sociedade privada, personificada ou não, exercer o
cional diversa do cargo ou da função que exerce;
comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista
VIII – acionar desnecessariamente sirene de ou comanditário;
viatura policial;
XI – atuar, como procurador ou intermediário,
IX – utilizar a chefia seus agentes de forma in- junto a repartições públicas, salvo quando se tratar
compatível com o serviço policial penal; de benefícios previdenciários ou assistenciais de

189
parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou com- sociais, blogs, aplicativos, imprensa e demais
panheiro; meios de comunicação e interação social;
XII – aceitar comissão, emprego ou pensão de XXVIII – apresentar-se ao trabalho alcoolizado
estado estrangeiro; ou sob efeito de substância que determine depen-
XIII – praticar usura sob qualquer de suas for- dência física ou psíquica;
mas; XXIX – deixar de atender às requisições judici-
XIV – proceder de forma desidiosa; ais e administrativas ou deixar de dar ciência à che-
fia imediata, em caso de impossibilidade de fazê-lo;
XV – utilizar pessoal ou recursos materiais da
repartição em serviços ou atividades particulares; XXX – deixar de comunicar previamente à che-
fia imediata acerca da necessidade de ausentar-se
XVI – incumbir a terceiros o cumprimento da da unidade de serviço para atender requisição, me-
carga horária do seu cargo, salvo se previamente diante apresentação de documentação comproba-
autorizada a permuta de acordo com regulamento tória.
interno;
Art. 10. Configuram transgressões disciplina-
XVII – ausentar-se do serviço sem autorização
res do terceiro grau:
superior;
I – promover ou facilitar fuga de presos;
XVIII – retirar, sem prévia autorização da auto-
ridade competente, qualquer documento ou objeto II – aplicar de forma irregular dinheiro público;
da instituição, caso não constitua falta mais grave; III – abandonar cargo, tal considerada a injus-
XIX – permitir visitas, inobservando a fixação tificada ausência ao serviço por mais de 30 (trinta)
dos dias e horários próprios, de cônjuges, compa- dias consecutivos ou 60 (sessenta) dias intercala-
nheiros, parentes e amigos dos presos; dos, no período de 12 (doze) meses;
XX – deixar de cumprir ordens emanadas Vinícius – cobrar carceragem, custas, emolumentos
de Abreu daIVCosta
autoridades competentes, salvo se manifesta- ou qualquer
antoniavinicius3010@[Link] outra despesa;
mente ilegal; 604.983.963-80V – praticar ato definido como crime que, por
XXI – eximir-se do cumprimento de suas fun- natureza e configuração, o incompatibilize para o
ções; exercício da função;
XXII – recusar-se ou criar dolosamente obstá- VI – promover ou facilitar a entrada de equipa-
culo a prestar depoimento e/ou ser acareado na mentos eletrônicos, armas, bebidas alcoólicas e
qualidade de testemunha, ou recusar-se a executar substâncias entorpecentes nas dependências das
trabalho solicitado para instruir processo judicial ou unidades prisionais;
administrativo; VII– praticar ato de improbidade administrativa;
XXIII – gerar por palavra ou gestos ofensivos VIII – adotar conduta que caracterize inconti-
descrédito à Instituição Penitenciária; nência pública ou postura escandalosa na reparti-
XXIV– desrespeitar decisão ou ordem judicial, ção;
ou procrastinar seu cumprimento; IX – provocar ou participar de greve ou parali-
XXV – praticar ato definido em lei como abuso sação total ou parcial, em prejuízo do serviço poli-
de poder; cial penal ou outros serviços inerentes à adminis-
tração penitenciária;
XXVI – salvo justo motivo, faltar ou chegar
atrasado ao serviço ou plantão para o qual estiver X – cometer crime tipificado em lei quando pra-
escalado, se reincidente, abandoná-lo ou deixar de ticado em detrimento de dever inerente ao cargo ou
comunicar, com antecedência, à autoridade supe- função, ou quando o crime for considerado de na-
rior a que estiver subordinado a impossibilidade de tureza grave, a critério da autoridade competente;
comparecer à instituição; XI– executar medida privativa da liberdade in-
XXVII – veicular ou propiciar a divulgação de dividual sem as formalidades legais ou com abuso
notícia falsa, documentação, imagens, áudios e ví- de poder;
deos de fatos ocorridos na SAP, nos meios de co-
municação em geral, como jornais, sites, redes

190
XII – negligenciar na revista do preso, dei- IV – a demissão a bem do serviço público;
xando de apreender produtos ilícitos ou proibidos, V – a cassação de aposentadoria ou disponibi-
conforme disposições regulamentares; lidade.
XIII– permitir que os presos conservem em seu
Art. 13. A pena de repreensão será aplicada
poder instrumentos que possam causar danos nas
dependências a que estejam recolhidos, ou produ- por escrito no caso de inobservância aos deveres
zir lesões em terceiros; funcionais previstos no art. 6.º desta Lei.

XIV – dar, vender, ceder, alugar ou emprestar Art. 14. A suspensão será aplicada:
cédula de identidade, distintivo funcional, peças de I – por até 30 (trinta) dias na hipótese de trans-
uniformes ou de equipamentos novos ou usados; gressão de primeiro grau ou na reincidência de falta
XV – agredir fisicamente, em serviço, servidor já punida com repreensão;
ou particular, salvo em legítima defesa própria ou II – de 30 (trinta) a 90 (noventa) dias na hipó-
de outrem; tese de transgressão de segundo grau.
XVI – fazer uso, em serviço ou uniformizado, § 1.º Durante o período de suspensão, o
de substância que acarrete dependência física ou agente público não fará jus aos direitos e vanta-
psíquica; gens inerentes ao exercício do cargo.
XVII – acumular cargos, funções e empregos § 2.º A autoridade competente para aplicar a
públicos remunerados, salvo nos casos permitidos pena de suspensão poderá convertê-la, antes do
na Constituição Federal, permitida a opção, ao final início de sua execução, em multa equivalente a
do processo disciplinar, caso constatada a boa-fé 50% (cinquenta por cento) da remuneração corres-
na acumulação. pondente ao período da suspensão, devendo o
Art. 11. Configuram transgressões disciplina- agente público permanecer em serviço.
res de quarto grau: Vinícius Abreu da Costa
Art. 15. A sanção cabível em casos de trans-
antoniavinicius3010@[Link]
I – traficar substância que determine depen- gressão disciplinar de terceiro grau é a demissão.
dência física ou psíquica; 604.983.963-80 Parágrafo único. A demissão dar-se-á a bem
II – revelar dolosamente segredo ou assunto do serviço público na hipótese de transgressão dis-
de que tenha conhecimento, em razão de cargo ou ciplinar de quarto grau e de transgressão disciplinar
função, que possam prejudicar o bom andamento de terceiro grau em que a gravidade da infração
e/ou funcionamento do serviço na repartição ou em justificar a medida, a critério da autoridade julga-
unidades prisionais; dora.
III – praticar tortura ou crimes definidos como Art. 16. A sanção de cassação de aposenta-
hediondos; doria ou de disponibilidade será aplicada ao agente
IV – exigir, solicitar ou receber vantagem inde- público que houver praticado, em atividade, trans-
vida, ou aceitar promessa de tal vantagem, direta- gressão disciplinar sujeita à penalidade de demis-
mente ou por intermédio de outrem, para si ou para são, inclusive a bem do serviço.
terceiro, em razão das funções, ainda que fora Art. 17. As sanções disciplinares resultarão
desta. de sindicância e de procedimento administrativo
disciplinar, os quais reger-se-ão conforme disposto
no art. 20 desta Lei, assegurados o exercício do
CAPÍTULO V contraditório e da ampla defesa, bem como os re-
DAS SANÇÕES DISCIPLINARES cursos e meios a ela inerentes.
Parágrafo único. Na aplicação da sanção, a
Art. 12. Constituem sanções disciplinares: autoridade competente levará em consideração os
I – a repreensão; antecedentes funcionais do agente público, as cir-
cunstâncias em que o ilícito ocorreu, a natureza e
II – a suspensão; a gravidade da infração e os danos que dela provi-
III – a demissão; erem.

191
CAPÍTULO VI Art. 20. A apuração disciplinar de que trata
DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE esta Lei dar-se-á em atenção aos princípios da le-
galidade, da moralidade, da impessoalidade e da
justa motivação, sem prejuízo da observância às
Art. 18. Extingue-se a punibilidade da trans- demais normas éticas e comportamentais definidas
gressão disciplinar: como padrão de conduta para a gestão administra-
I – pela morte do agente público; tiva estadual, levando em consideração, em espe-
cial, o disposto na Lei n.º 15.036, de 18 de novem-
II – pela prescrição.
bro de 2011.
§ 1.º A prescrição se consuma nos seguintes
prazos: Art. 21. Ao regime disciplinar de que trata
esta Lei aplicar-se-á subsidiariamente as disposi-
I – para infrações sujeitas à pena de repreen- ções estatutárias inerentes aos servidores públicos
são, em 2 (dois) anos; em geral do Estado.
II – para infrações sujeitas à pena de suspen-
Art. 22. Esta Lei Complementar entra em vi-
são, em 4 (quatro) anos;
gor na data de sua publicação.
III – para infrações sujeitas à pena de demis-
são, de demissão a bem do serviço público e de
cassação de aposentadoria ou disponibilidade, em PALÁCIO DA ABOLIÇÃO, DO GOVERNO DO
6 (seis) anos. ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 26 de novem-
§ 2.º Não se aplica o disposto no § 1.º deste bro de 2021.
artigo: Camilo Sobreira de Santana
I – a ilícitos caracterizados como crime, cuja GOVERNADOR DO ESTADO
prescrição dar-se nos prazos e condições previstos
Vinícius Abreu da Costa
na legislação penal;
antoniavinicius3010@[Link]
II – no caso de abandono de cargo, cujo prazo
604.983.963-80
de prescrição não se inicia enquanto estiver em
curso o ilícito.
§ 3.º O prazo de prescrição inicia-se na data
em que conhecido o fato e interrompe-se pela aber-
tura de sindicância ou de processo administrativo,
quando for o caso.
§ 4.º Suspensa a tramitação de sindicância ou
de processo administrativo disciplinar por qualquer
motivo imperioso devidamente justificado pela au-
toridade competente, inclusive em razão de inci-
dente de insanidade mental, o curso da prescrição
também se considerará suspenso, sendo retomado
após o definitivo julgamento do incidente ou
quando findo o impedimento que motivou a suspen-
são.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 19. Conforme previsto em legislação es-


pecífica, são competentes o Chefe do Executivo e
o Controlador Geral de Disciplina dos Órgãos de
Segurança Pública e Sistema Penitenciário para
aplicar as sanções previstas nesta Lei.

192
Vinícius Abreu da Costa
antoniavinicius3010@[Link]
604.983.963-80

Você também pode gostar