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Separados Do Mundo

SEPARADOS DO MUNDO

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SEPARADOS DO MUNDO

Escritura bíblica: Ex. 10:8-11, 21-26; 12:6-11, 37-42; 2 Co. 6:17


A Bíblia contém muitos mandamentos que se referem à nossa separação do mundo. O Antigo
Testamento tem muitos exemplos e ensinamentos sobre isso. Por exemplo: Egito, Ur dos caldeus,
Babilônia e Sodoma tipificam o mundo com seus diferentes aspectos. Egito representa a alegria do
mundo; Ur dos caldeus, as religiões; a torre de Babel, a confusão; e Sodoma, os pecados do mundo.
Devemos sair do Egito e de Ur dos caldeus, como fez Abraão. Ló foi para Sodoma, e o povo de
Israel foi cativo na Babilônia. Também devemos sair de lá. A Bíblia usa esses quatro lugares para
representar o mundo e indicar como o povo de Deus sai desses diferentes aspectos do mundo.
I. O TIPO DO ÊXODO DO EGITO
A. A redenção conduz à saída
Deus salvou os israelitas pelo Cordeiro da páscoa. Quando o mensageiro de Deus saiu para dar
morte a todo primogênito da terra do Egito, o anjo da morte passou pelas portas que tinham o
sangue. Na casa cuja porta não tivesse sangue, morreria o primogênito. Isso não tinha nada a ver
com se a porta era boa ou má, nem se o umbral e os postes eram especiais, nem se era uma boa
família que morava naquela casa, nem se o primogênito honrava seus pais. O único que importava
era que o sangue estivesse lá. Perecer ou não perecer não depende do nível social da família nem do
comportamento de alguém, mas do sangue. O fator básico da salvação é o sangue, o que não se
origina em nós mesmos.
Pela graça somos salvos e redimidos pelo sangue de Cristo. Assim, tão logo o sangue nos redima,
devemos nos mover e sair. Uma vez que o Senhor nos redima, não podemos comprar casas e morar
no Egito. Não, todos devemos sair naquela mesma noite. Antes da meia-noite, os israelitas
sacrificaram o cordeiro e aspergiram o sangue com hissopo; depois comeram apressadamente, com
seus lombos cingidos e os cajados em suas mãos, porque tinham que sair imediatamente.
A primeira coisa que a redenção realiza é a separação, o que significa partida ou saída. Deus nunca
redime uma pessoa para que ela continue vivendo no mundo. Todo aquele que nasce de novo, ou
seja, é salvo, deve tomar seu cajado e sair. Assim que o anjo da destruição tiver separado o que é
salvo do que perece, o salvo deve empacotar e sair do Egito.
Ninguém se apoia em um cajado quando está deitado, porque o cajado é usado para caminhar.
Todos os redimidos pelo sangue, sejam idosos ou jovens, devem pegar seu cajado e sair naquela
mesma noite, porque assim que isso acontece nos tornamos estrangeiros e peregrinos nesta terra.
Portanto, devemos sair do Egito e nos separar do mundo imediatamente. Não devemos continuar
vivendo lá.
Uma irmã, enquanto ensinava a história de Lázaro e o rico, perguntou às crianças: “Quem vocês
desejam ser, o rico ou Lázaro? Lembrem-se que o rico desfruta nesta era, mas sofrerá na próxima,
enquanto Lázaro sofre hoje, mas desfrutará na era vindoura. Qual dos dois vocês gostariam de ser?”
Um menino de oito anos respondeu: “Enquanto eu estiver vivo, quero ser o rico, mas quando eu
morrer, quero ser Lázaro”. Muitas pessoas são assim, quando precisam da salvação, confiam no
sangue do Cordeiro, mas depois que são salvas pelo sangue, se estabelecem firmemente no Egito,
esperando obter o benefício das duas partes.
A redenção que o sangue efetua nos salva do mundo. Quando o sangue nos redime, nos tornamos
estrangeiros e peregrinos nesta terra. Isso não quer dizer que não vivamos mais no mundo, mas que
fomos separados dele. Assim, quando a redenção é aplicada, este é o resultado. Tão logo somos
redimidos, o curso da nossa vida muda e temos que deixar o mundo. O sangue separa os vivos dos
mortos e os filhos de Deus das pessoas do mundo. Quando recebemos a redenção, não podemos
permanecer no mundo.
B. Os obstáculos que Faraó coloca
A história do êxodo de Israel do Egito nos mostra quão difícil foi para eles saírem. O Egito tentou
retê-los repetidas vezes. A primeira vez que tentaram, Faraó permitiu que os homens saíssem, mas
tinham que deixar os jovens e os idosos. Ele sabia que, fazendo isso, os fortes não poderiam ir
muito longe e, com o tempo, voltariam. A estratégia de Satanás é evitar que nos separemos
totalmente do Egito. Por isso, Moisés, desde o início, recusou as demoras que Faraó causava. Se
deixarmos uma coisa ou pessoa lá, não poderemos ir muito longe, porque isso nos fará voltar.
Faraó disse a Moisés: “Ide, sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Ex. 8:25). Primeiro ele diz para
não irem longe; depois, que os homens podem ir; e, por último, que todo o povo podia sair, desde
que deixassem o gado e as ovelhas. A estratégia de Faraó era persuadi-los a servir a Deus no Egito.
Ele estava disposto a permitir que fossem filhos de Deus, desde que permanecessem no Egito,
porque sabia que, se uma pessoa servisse a Deus ali, não poderia ser um testemunho e,
consequentemente, continuaria sendo seu escravo. Embora desejasse ser um servo de Deus,
acabaria sendo servo de Satanás.
Se você tentar servir a Deus no mundo, acabará sendo escravo de Satanás, produzindo tijolos para
ele. Ele não o soltará, e se o fizer, não deixará você ir muito longe, ou apenas permitirá que os
homens vão, e o resto terá que ficar. Satanás conhece muito bem Mateus 6:21: “Porque onde estiver
o teu tesouro, aí estará também o teu coração”, e sabe que o tesouro e a pessoa estão ligados. Se
Faraó retivesse o gado e as ovelhas, o povo voltaria mais cedo ou mais tarde. Deus queria que tanto
o gado quanto as ovelhas seguissem o povo. Ele queria salvá-los de suas posses.
Desde o momento que uma pessoa é salva, deve ir para o deserto e levar consigo os seus e seus
tesouros. Se não fizer isso, voltará ao Egito e não poderá sair. Deus ordena que aqueles que O
servem devem se separar do mundo.
C. Caminhamos pelo deserto
Confessar com nossa boca: “Creio no Senhor Jesus” não é suficiente. Precisamos sair do mundo.
Isso nos leva um passo adiante. Embora seja verdade que não devemos ser cristãos mudos, não é
suficiente apenas confessar nossa fé. Devemos também nos separar do mundo e acabar com nossas
antigas amizades, cortar toda ligação social e qualquer outra relação que tenhamos com o mundo.
Devemos valorizar a posição que temos no Senhor e abandonar a posição que tínhamos no passado.
Ao sair, nossas posses devem ir conosco. Mesmo que todos digam que somos insensatos, não
devemos ouvi-los; devemos sair do Egito hoje mesmo. No momento em que nos convertemos,
temos que sair para o deserto.
No Novo Testamento, tanto o Egito quanto o deserto representam o mundo: Egito, no sentido moral,
e o deserto, no sentido físico. Os cristãos estão no mundo físico. O mundo também tem dois
aspectos: é um lugar e um sistema. Existem muitos aspectos do mundo físico que são atraentes, que
despertam a concupiscência dos olhos, a luxúria da carne e a vanglória da vida. Além disso, é o
lugar onde o corpo reside. Isso é o Egito.
D. Abandonamos o mundo moral
Os cristãos devem sair do sistema do mundo; ou seja, do mundo moral. Devemos deixar o mundo
moral para trás e lembrar que, embora continuemos vivendo no mundo físico, para nós ele é o
deserto.
O que é o mundo para nós? O senhor D. M. Panton descreveu muito bem quando disse: “Enquanto
viver, o mundo é um peregrinaje para mim; e quando morrer, uma tumba”. Enquanto um cristão
vive na terra, ele transita pelo mundo, e quando morre, o mundo se torna a tumba onde é enterrado.
Aos olhos do mundo, o crente está no deserto em um peregrinaje. Os incrédulos são os que estão no
mundo, e devemos nos separar deles.

E. Estrangeiros e peregrinos neste mundo


Devemos perceber que somos transeuntes e peregrinos neste mundo. O mundo moral quer nos reter,
assim como aos nossos e ao nosso tesouro. Temos que sair dele, porque se ficarmos, e se essas
coisas permanecerem no mundo, não poderemos servir ao nosso Deus.
Fomos separados do Egito e nossos rostos estão voltados para a terra prometida. A base dessa
separação é o sangue, que nos adquiriu de novo. Os egípcios não são comprados pelo sangue, nem
os que vivem no mundo são redimidos. Mas nós não somos apenas redimidos, também fomos
transferidos para outro mundo. Portanto, devemos sair.
Suponha que você compre um relógio. O que você faz depois de comprá-lo? Você o leva consigo.
Você não o compra para deixá-lo, nem para que o vendedor o use por você. Isso não é lógico. Você
compra um item para possuí-lo. Se eu comprar um saco de arroz, eu o levo para minha casa.
Lembre-se de que o sangue nos adquiriu e, como consequência, devemos nos retirar do mundo. No
momento em que somos comprados com o sangue do Senhor, devemos sair em direção à terra
prometida. Os que não foram comprados, ficam para trás; mas os que são comprados devem sair do
mundo e seguir ao Senhor.

II. ASPECTOS EM QUE DEVEMOS NOS SEPARAR DO MUNDO


De que devemos nos separar? Quais coisas são consideradas do mundo? Em que áreas devemos nos
separar? Antes de mencionar algo específico, devemos compreender que nosso coração e espírito
são as primeiras áreas que precisam se separar do mundo. Se nosso coração se inclina para o mundo
e permanece nele, é inútil falar de algo diferente ou tentar liberá-lo de incontáveis interesses.
Primeiro é necessário que a pessoa, seu espírito e seu coração sejam libertados, e então virá a
libertação de outras coisas.
Devemos nos separar completamente do mundo, do Egito, sem medo de sermos criticados por
sermos peculiares. Mas, para isso, precisamos ter em mente certos princípios: a separação deve
ocorrer em certas áreas, mantendo a paz em outras. Nossa intenção não é ser contenciosos. Não
devemos suscitar nenhuma controvérsia em nossa família, no escritório ou em qualquer outro lugar.
Examinemos cinco aspectos que devemos confrontar.
A. Atividades que o mundo considera impróprias para um cristão
Devemos evitar tudo o que não corresponda a um cristão e viver dentro da norma que o mundo
estabelece para nós. O mundo estabeleceu para os cristãos regras e normas, e se não as cumprirmos,
os decepcionamos. Não devemos dar margem a críticas dos gentios nem a comentários como: "e
dizem que são cristãos". Suponha que alguém o veja visitar certos lugares; é possível que a pessoa
pergunte: "e os cristãos também visitam esses lugares?" Eles podem ir a qualquer parte, e se alguém
lhes disser que não é correto, argumentam o contrário; mas se um cristão for, o comentário é: "e
você também vai a esses lugares?" Certos assuntos são pecaminosos e, se os gentios os praticarem,
ninguém diz nada, mas se um cristão fizer, eles proclamam por toda parte. Portanto, devemos nos
abster de tudo o que os gentios considerarem impróprio. Esse é um dos requisitos mínimos. Quando
os incrédulos dizem: "Os cristãos não devem fazer isso", devemos nos afastar imediatamente.
Quando filhos salvos pedem algo a seus pais incrédulos, eles respondem: "e vocês cristãos também
querem essas coisas?" Não há nada mais vergonhoso para um crente do que ser corrigido por um
gentio. Abraão mentiu e foi repreendido por Abimeleque. Este trecho da Bíblia expõe esse fato
vergonhoso. Afastemo-nos de tudo aquilo que os mundanos, os egípcios, julgam indigno.

B. Os interesses que não são compatíveis com o Senhor


Tudo o que não for compatível com o Senhor deve ser eliminado. Como o Senhor foi humilhado,
acusado de estar possuído por demônios e crucificado como um ladrão, nós igualmente não
devemos esperar nenhuma glória dos homens nem que nos recebam. Da mesma forma, não
devemos esperar nenhum elogio. Quando nos dizem que temos uma mente brilhante, que somos
inteligentes ou muito intelectuais, devemos rejeitar isso. Tudo o que é incompatível com o Senhor
deve ser eliminado.
O Senhor disse que o discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima de seu senhor. Se o
mundo tratou nosso Mestre de certa maneira, não devemos esperar que nos trate de outra. Se não
recebemos o mesmo tratamento que nosso Mestre sofreu, algo em nós e em nossa relação com o
Senhor não está bem. Tudo o que o Senhor padeceu nesta terra deve ser nossa experiência.
Para seguir a Jesus de Nazaré, devemos estar dispostos a ser humilhados, sem esperar nenhuma
glória. Seguir a Jesus de Nazaré é levar a cruz. O Senhor Jesus dizia a quem se aproximava que, se
quisessem segui-Lo, tinham que tomar sua cruz e segui-Lo. Esta é a entrada principal. Ele não
espera até que uma pessoa entre para apresentar essa condição. Antes de seguir adiante, o Senhor
nos diz claramente que, para segui-Lo, devemos tomar a cruz. Nossa relação com o mundo deve ser
a mesma que o Senhor tem com ele; não podemos tomar um caminho diferente.
Gálatas 6:14 nos mostra que a cruz está entre o mundo e o Senhor. Em uma extremidade está Ele, e
na outra, o mundo. A cruz se interpõe entre os dois. Nós e o mundo também estamos em lados
opostos. O mundo crucificou nosso Senhor, e como estamos do lado d'Ele, para ir ao mundo,
primeiro temos que passar pela cruz. Não há como contornar a cruz porque ela é um fato e não
podemos anular nem este fato nem a história dele. O mundo crucificou nosso Senhor. Como a cruz
é um fato, o mundo foi crucificado para mim. Se não podemos anular a cruz, também não podemos
anular o fato de que o mundo está crucificado para nós. Não podemos ir ao mundo a menos que
eliminemos a cruz, o que é impossível porque a crucificação de nosso Senhor é uma realidade.
Estamos do outro lado da cruz.
Suponha que os pais ou irmãos de alguém que conhecemos tenham morrido. As razões que lhe dão
sobre o que causou essas mortes podem diferir, mas ele sabe que, independentemente do que tenha
ocorrido, nada muda o fato de que seus entes queridos estão mortos. Segundo esse mesmo princípio,
podemos dizer que a cruz já está aqui. O que mais podemos dizer? O mundo já crucificou nosso
Senhor, e como estamos do lado d'Ele, só podemos dizer: "Mundo, do teu ponto de vista, estou
crucificado, e do meu ponto de vista, você está crucificado". É impossível que esses dois lados se
comuniquem: o mundo não pode vir aqui, e nós não podemos ir lá. A cruz é um fato, e assim como
não podemos anulá-la, também não podemos fazer com que o mundo esteja do nosso lado. Nosso
Senhor morreu e não há nenhuma possibilidade de reconciliação com o mundo.
Uma vez que vemos a cruz, podemos dizer: "Me glorifico na cruz". Para nós, o mundo está
crucificado, e para o mundo, nós estamos crucificados (Gl. 6:14). A cruz é um fato e sempre estará
vigente. A cruz está entre nós e o mundo. Nós, os cristãos, estamos de um lado da cruz, enquanto o
mundo está do outro lado; assim, quando queremos ver o mundo, vemos apenas a cruz.
O crente deve ser dirigido pelo Senhor para que sua condição se iguale à d'Ele. Algumas pessoas
perguntam: "Ao fazer isso, estou tocando o mundo? Posso fazer isso ou aquilo?" Não podemos
especificar em detalhe o que elas devem fazer. O único princípio geral que podemos assegurar é que
o mundo está contra a cruz e contra nosso Senhor, e se nosso coração está aberto e dócil diante de
Deus, quando nos aproximamos d'Ele, a diferença entre o mundo e a cruz nos será evidente.
Quando nos aproximamos do Senhor, sabemos exatamente o que é o mundo. Mas a questão é: que
conexão temos com este? É importante que nossa relação com o mundo seja igual à que o Senhor
Jesus teve com ele quando esteve na terra. Se nossa atitude não é igual à do Senhor Jesus, algo está
errado. O Cordeiro foi sacrificado, e devemos segui-Lo por onde quer que vá (Ap. 14:4). Tomamos
a mesma posição que o Senhor e rejeitamos tudo aquilo que se opõe a Ele, pois isso faz parte do
mundo.

C. Tudo o que apaga nossa vida espiritual


É difícil descrever em detalhes o que é o mundo; mas há um princípio básico: tudo aquilo que apaga
a vida espiritual é do mundo. O mundo elimina nosso zelo pela oração, nos rouba o interesse de ler
a Palavra de Deus e nos impede de testemunhar e proclamar nossa fé diante dos homens. Tudo o
que nos impede de nos aproximar do Senhor e confessar que cremos n'Ele é parte do mundo. O
mundo é o ambiente que sufoca e seca uma pessoa; é qualquer coisa que dissuade o homem de amar
e anseiar pelo Senhor de todo o coração. Aqui vemos um princípio muito importante: o mundo
reprime nossa inclinação espiritual. Devemos rejeitar tudo o que apaga nossa vida espiritual.
Algumas pessoas dizem: “Isso não é mundano. Por que você diz que é pecado?” Muitas coisas
parecem boas, mas depois de tocá-las uma ou duas vezes, reprimem o fogo que temos por dentro,
enfraquecem nossa consciência e secam gradualmente o desejo de ler a Bíblia. Embora tenhamos
tempo, não desejamos ler. Depois de participar dessas coisas, nos sentimos vazios e não somos um
testemunho diante dos homens. Talvez esses assuntos não sejam pecado, mas apagam nossa vida
espiritual. Tudo aquilo que apaga nossa vida espiritual é do mundo, e devemos rejeitá-lo
completamente.
D. Tudo o que dá a impressão de que não somos cristãos
Devemos mencionar também nossa relação com outras pessoas. Toda atividade ou comunicação
social que nos faça esconder nossa lâmpada debaixo do alqueire é parte do mundo. Muitas
amizades, atividades e contatos com pessoas mundanas nos obrigam a esconder nossa luz. Por
estarmos envolvidos com tudo isso, não podemos nos erguer e testemunhar que somos cristãos. Se
você se envolver em certas conversas e, por cortesia, as escutar e rir com os incrédulos, sentirá que
algo se apagou por dentro, embora por fora esteja sorrindo. Internamente sabe que isso é o mundo,
mas por fora, continua. Sabe que é pecado, mas não o denuncia. Devemos fugir desse tipo de
ambiente social. Muitos filhos de Deus são lentamente absorvidos pelo mundo devido às diferentes
atividades e contatos sociais em que se envolvem.
Todo crente deve saber desde o início qual é sua posição e depois escolher. Não queremos ser
antissociais de propósito, nem temos que ser como João Batista, que não comia nem bebia.
Seguimos o Senhor e comemos e bebemos. Mas quando estamos com mundanos, devemos manter
nossa posição cristã. Ninguém poderá menosprezar o porte de um cristão; pelo contrário, terá que
respeitá-lo. Quando tomo essa postura, devo mantê-la mesmo que outros me critiquem.
Se queremos nos separar do mundo, devemos deixar claro que somos cristãos, cuidando ao mesmo
tempo da maneira como falamos e nos conduzimos. Se não podemos manter essa norma, é bom que
reflitamos a respeito. O salmo 1 diz que não devemos andar no caminho dos pecadores, nem nos
sentar na roda dos escarnecedores. Se andamos no caminho dos pecadores e nos sentamos na roda
dos escarnecedores, terminaremos como eles. O pecado e o escárnio são contagiosos, então
devemos aprender a fugir disso como se foge dos micróbios.

E. Ações que os crentes fracos desaprovam


Outra característica do mundo são as ações que fazem tropeçar uma consciência fraca. Os filhos de
Deus não devem incorrer nelas. Já falamos das ações que o mundo considera incorretas.
Examinemos agora o que um cristão jovem pensa que não deve ser feito. Se o incrédulo considera
que não devemos fazer algo, devemos evitar, caso contrário perderemos nosso testemunho. Da
mesma maneira, devemos evitar qualquer atividade que um cristão não aprove, mesmo que seja o
mais jovem e fraco de todos. Este é um mandamento bíblico. Não são as palavras de um cristão
forte, mas as palavras de um cristão fraco que determinam o que devemos ou não fazer. Talvez o
que ele acredite ser incorreto ou indevido não o seja; no entanto, não devemos ser tropeço para os
fracos. Se eles pensam que estamos no caminho errado, os faremos tropeçar. Paulo disse: “Todas as
coisas me são lícitas, mas nem todas convêm” (1 Co. 6:12). Todas as coisas são lícitas, mas alguns
consideram que estas são mundanas; portanto, não devemos fazê-las.
Paulo usou a comida como exemplo. Ele disse que se a comida fosse ocasião de fazer cair o irmão,
ele jamais comeria carne. Isso não é fácil de fazer, porque, quem pode abster-se de comer carne para
sempre? Claro, Paulo não sugere que deixemos de comer carne. Em 1 Timóteo, ele claramente
estabelece que não está certo abster-se de comer carne; no entanto, ele nos mostra que estava
disposto a ser extremamente cuidadoso. Não lhe importava comer ou não comer carne, mas sabia o
que estava fazendo; por isso cuidava da consciência daqueles que o acompanhavam. Sabemos até
onde podemos ir, mas aqueles que nos seguem não sabem. O que aconteceria se eles avançassem?
Não há nada de errado em comer carne, mas depois de um tempo, aqueles que nos seguem talvez
vão ao templo, não só para comer o que foi sacrificado aos ídolos, mas para adorá-los. Muitas
coisas não estão diretamente relacionadas com o mundo, mas devemos ser extremamente
cuidadosos ao tocá-las, porque pode ser que para os outros sejam mundanas.

III. SAIR DO MEIO DELES PARA SER RECEBIDO PELO SENHOR TODO-
PODEROSO
Em 2 Coríntios 6:17-18 diz: “Saiam do meio deles e separem-se, diz o Senhor; não toquem em
coisas impuras, e eu os receberei. Serei um Pai para vocês, e vocês serão meus filhos e minhas
filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”.
No Novo Testamento, o título Senhor Todo-Poderoso é usado pela primeira vez em 2 Coríntios 6.
Em hebraico, o Senhor Todo-Poderoso é El Shadai. El significa Deus; sha significa o seio da mãe
ou o leite materno, e shadai refere-se aos nutrientes do leite. Em hebraico, shadai significa “aquele
que tudo provê”, e no Antigo Testamento, El Shadai é traduzido como Deus Todo-Poderoso e
também significa o Deus que tudo fornece. Todos os nutrientes que uma criança precisa estão no
leite materno, ou seja, o suprimento de leite está no peito da mãe. A raiz da palavra shadai tem o
sentido de seio materno, o que significa que em Deus temos tudo o que precisamos.
Em 2 Coríntios 6:17, o Senhor Todo-Poderoso nos diz que se sairmos do meio deles e não tocarmos
em coisas impuras, Ele nos receberá e será um Pai para nós, e nós seremos Seus filhos e filhas. Aqui
podemos apreciar que essas palavras não foram proferidas levianamente. O Senhor está dizendo:
“Por mim vocês deixaram muitas coisas, se separaram, romperam todas as relações, saíram do meio
deles e não estão mais envolvidos com suas coisas impuras. Suas mãos estão vazias e nada do
mundo resta em vocês. Já que fizeram tudo isso, Eu os recebo”.
Lembrem-se, todo aquele que o Senhor recebe se separou do mundo. Muitos não percebem a
excelência do Senhor quando se aproximam d'Ele, porque ainda não consideram todas as coisas do
mundo como perda; pelo contrário, as consideram preciosas. Essas pessoas não sabem o que
significa ser recebido por Deus, ou que Deus seja um Pai para elas e que elas sejam Seus filhos.
Não sabem que o Senhor que tudo provê disse isso. Vocês veem o que significa shadai? As palavras
Senhor Todo-Poderoso são usadas aqui porque, quando uma pessoa abandona tudo, precisa de Deus
como o Shadai, precisa de um Pai que tudo provê.
No Salmo 27:10, diz que mesmo que nosso pai e nossa mãe nos abandonem, o Senhor nos acolherá.
Em outras palavras, Ele se torna nosso Pai. No Salmo 73:26, diz: “Ainda que a minha carne e o meu
coração desfaleçam, Deus é a rocha do meu coração e a minha porção para sempre”. Daí emana a
doçura de nossa experiência. Para haver ganho, deve haver perda. O cego conheceu o Senhor
quando foi expulso da sinagoga (João 9:35). Não há possibilidade de conhecer o Senhor na
sinagoga, mas uma vez que somos expulsos, imediatamente vemos a bênção do Senhor.
Como crentes, devemos sair do mundo. Só então provaremos a doçura do Senhor. Por um lado,
soltamos algo, e por outro, experimentamos a bondade do Senhor.

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