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Ed Imunologia

Imunologia

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Campus Governador Valadares

Ana Belly Rosa Damázio Mendes

Estudo Dirigido de Imunologia

Governador Valadares
2024
Estudo Dirigido de Imunologia

1-

a) Identifique as moléculas envolvidas na migração dos leucócitos.


Quimiocinas, integrinas e selectinas.

b) Identifique as etapas da migração.


Rolamento, ativação das integridade pela quimiocinas, adesão estável e migração através
do endotélio.

c) Qual das citocinas induz inflamação e qual delas induz quimiotaxia.


Citocinas- TNF e IL-1 induzem o processo inflamatório
Já as quimiocinas induz quimiotaxia ( atrai leucócitos para o local da inflamação)

d) Identifique na figura o estímulo que gerou o início da resposta imune.


Macrofago estimulado por micro-organismos. Leucócitos têm a capacidade de reconhecer
proteínas da membrana celular dos microorganismos por isso a ativação.

e) Qual célula encontra o antígeno primeiro e desencadeia a resposta imunológica.


Células dendríticas./ macrofago são apresentadoras de antigenos.

f) Descreva os eventos iniciais que acontecem logo após o estímulo e culminam com
a montagem da resposta inflamatória.
Após o reconhecimento do antígeno por macrófagos ou células dendríticas, essas células
liberam citocinas pró-inflamatórias (como TNF e IL-1), que ativam o endotélio vascular. Isso
resulta no recrutamento de leucócitos para o local da infecção. Esses leucócitos passam
pelas etapas de rolamento, ativação das integrinas, adesão estável e, finalmente,
transmigração para o tecido, onde realizam suas funções de combate ao patógeno.

g) O que é inflamação e quais estímulos levam a sua formação? Como se chama os


receptores envolvidos na formação de inflamassomo e onde se localizam nas células.
Como os inflamassomos estão relacionados à caspase I e qual a função dessa
caspase.
A inflamação é o processo de migração das células de defesa do corpo até um sítio de
infecção. A inflamação é um processo natural do sistema de defesa e serve para manter a
homeostasia do corpo e mesmo com a possibilidade de se tornar crônica quando se tem
respostas exageradas, a inflamação é considerada benéfica. O processo ocorre por
sinalização celular conhecido como quimiotaxia,e os principais receptores que formam o
inflamassomo são os NLRs (receptores da família NOD-like) e, em particular, o NLRP3.
Eles estão localizados no citoplasma das células onde ao reconhecer padrões moleculares
de dano seja eles PAMPS e DAMPS moléculas são produzidas para mediar o processo.
Com a ativação desses receptores a enzima caspase 1 é ativada e promove clivagem de
pro-IL-1β e pro-IL-18 em suas formas ativas (IL-1β e IL-18), que são potentes mediadores
inflamatórios. Isso desencadeia o processo de migração de mais células do sistema de
defesa e ampliação da resposta imune.

3) Explique o que você entendeu da figura. O que é o estado antiviral? Qual grupo de
citocinas é responsável por desencadear o estado antiviral e quais os principais
efeitos desta indução?
O estado antiviral é outra resposta do sistema imunológico inato, porém envolvido na
eliminação de agentes infecciosos virais. Além do reconhecimento de patógenos normal,
sendo ativado principalmente por interferons do tipo I (IFN-α e IFN-β), que são citocinas
produzidas por células infectadas em resposta ao reconhecimento de componentes virais,
como RNA de fita dupla (um marcador típico de infecção viral). eu tenho também produção
de proteínas antivirais para retardar a replicação do vírus e ativação de células NK, MHC
classe I e linfáticos T para a fagocitose das células infectadas com o vírus.

4- Qual das deficiências é mais grave. Justifique.

Acredito que a deficiência na imunidade inata seria mais grave , já que ela é a primeira linha
de defesa do corpo e consegue resolver várias infecções, inflamações causadas por dano
tecidual e algumas classes de vírus sozinha, além disso, a imunidade inata serve como
sinalizadora para ativação da imunidade adaptativa o que poderia causar um desequilíbrio.

5) Diferenciar os três principais tipos de linfócitos: virgens (naïves), efetores e de


memória.

Virgens (naïves): Linfócitos maduros que ainda não encontraram seu antígeno específico.

Efetores: Ativados após o encontro com o antígeno, eles realizam funções imunes
imediatas, como destruir células infectadas ou secretar anticorpos.

De memória: Persistem após a resposta imune inicial e respondem rapidamente a


reexposição ao mesmo antígeno, garantindo imunidade de longo prazo.

6) Sabendo que os receptores da imunidade inata reconhecem estruturas


compartilhadas por classes de micróbios, a mudança dessas estruturas poderia ser
um mecanismo eficiente de evasão (fuga) do sistema imune? Explicar.
Algumas mutações dos microorganismos são o principal obstáculo que o sistema
imunológico encontra para seu reconhecimento e eliminação, entretanto o sistema imune é
projetado para reconhecer padrões moleculares associados à patógeno que são essenciais
para a sobrevivência dos micro organismo, os receptores da imunidade inata (como os
TLRs ) detectam estruturas moleculares essenciais e conservadas, conhecidas como
PAMPs (padrões moleculares associados a patógenos), que são compartilhadas por
classes de micróbios e que não podem ser mudados como por exemplo, o ácido lipoteico
das bactérias gram positivas.

7) Em que situações a imunização passiva é mais eficaz que a imunização ativa.


Exemplifique.
Em situações que a resposta do sistema imunológico precisa ser rápida como exposição a
toxinas e venenos e em recém nascidos que tem o sistema adaptativo muito imaturo.

8) Conceitue expansão clonal e identifique quais linfócitos sofrem expansão clonal.


Qual o objetivo da expansão clonal e onde ela ocorre.
A expansão clonal é o processo pelo qual linfócitos específicos,em geral os linfócitos T
depois de reconhecer o antígeno, proliferam rapidamente para gerar um grande número de
células idênticas (clones) que compartilham a mesma especificidade para aquele antígeno.
Esse processo é essencial para uma resposta imunológica eficaz e ocorre como parte da
imunidade adaptativa. Costuma ocorrer nos órgãos linfóides secundários ( linfonodo, baço e
órgãos linfóides associados a mucosa) tem como principal objetivo dinamizar a resposta
imunológica tornando específica para o agente patológico em questão.

9) Explique por que mesmo depois da morte dos linfócitos efetores por apoptose, um
indivíduo responde mais rapidamente a um segundo encontro com o mesmo
patógeno.
Devido a memória do sistema imunológico que fica mais perspicaz a cada exposição ao
pató[Link]ós a primeira exposição ao patógeno, o sistema imunológico adaptativo não só
elimina o patógeno, mas também gera células de memória, tanto linfócitos B quanto
linfócitos T de memória, que sobrevivem por um longo tempo no organismo. Essas células
de memória "lembram" do antígeno específico e são ativadas rapidamente em uma
re-exposição, permitindo uma resposta imune muito mais rápida e intensa.

10) Os macrófagos e as células dendríticas (DC) são células apresentadoras de Ag.


No entanto, os macrófagos possuem uma função efetora, que está ausente nas
células dendríticas. Qual característica dos macrófagos permite que eles sejam
capazes de eliminar microorganismos intracelulares? Porque que a ativação da
resposta imune adquirida necessita de células apresentadoras de antígenos?
Os macrófagos são capazes de fagocitar os agentes patológicos permitindo que eles
eliminem os microorganismos intracelulares. As células apresentadoras de antígenos são
importantes para desencadear a resposta imune adaptativa pois apresentam antígenos aos
linfócitos, além disso ,as citocinas secretadas determinam o tipo de resposta da imunidade
adaptativa que será ativada.

11) Falso ou verdadeira a afirmativa de que os antígenos ao entrarem num organismo


induzem a medula óssea a produzir linfócitos com receptores específicos para eles.
Justifique
Falsa, pois a medula óssea não produz linfócitos com receptores específicos para antígenos
após a entrada desses antígenos no organismo e sim ativa os linfócitos pré-existentes.
Além disso, linfócitos (B e T) já são gerados com receptores específicos em um processo
anterior de desenvolvimento.

12) No sistema imunológico, 1 em cada 100.000 a 1.000.000 linfócitos é específico


para um determinado antígeno (Ag). No entanto, esta célula consegue encontrar o Ag
e responder a ele. Explique como o que o sistema imunológico faz para aumentar a
chance dos linfócitos B e T encontrarem um determinado Ag?
O sistema imunológico possui várias estratégias para aumentar a chance de linfócitos B e T
encontrarem antígenos específicos, mesmo sendo pequena a população total. Os linfócitos
circulam constantemente entre o sangue e os órgãos linfáticos, onde têm a oportunidade de
encontrar antígenos apresentados por células apresentadoras de antígenos (APCs) como
macrófagos e células dendríticas.São essas células APCs capturam e processam
antígenos, apresentando-os em sua superfície ligados a moléculas do MHC, o que ativa os
linfócitos T. Os linfócitos B podem reconhecer antígenos diretamente por meio de seus
receptores. Após a ativação, os linfócitos B e T sofrem expansão clonal, aumentando o
número de células específicas para o antígeno. Além disso, parte dos linfócitos se diferencia
em células de memória, que permanecem no organismo, permitindo uma resposta rápida
em futuras exposições. A diversidade de receptores, gerada durante o desenvolvimento dos
linfócitos por meio da recombinação gênica, também contribui para a probabilidade de que
haja linfócitos específicos para praticamente qualquer antígeno encontrado. Esses
mecanismos garantem uma defesa eficiente contra infecções.

13) Citar duas funções dos anticorpos que favorecem a eliminação dos patógenos
pelos elementos da imunidade inata através da fagocitose e lise.
Recobrimento do agente infeccioso com células para sinalizar a fagocitose (oponização) e
ativação do sistema complementar que resulta na formação de complexos que promovem a
lise (ruptura) das células patogênicas.
14) A colectina chamada MBL (Lectina que liga manose) é uma molécula efetora da
resposta imune humoral inata. Cite a sua função associada a eliminação de
microorganismos.
A colectina MBL desempenha um papel crucial na formação de oponização e pode
participar da ativação do sistema complementar.

15) Cite os mecanismos da imunidade inata utilizados pelo sistema imune na


proteção contra infecções.
A imunidade inata tem como principal mecanismo contra infecção as barreiras epitelial de
revestimento como a pele, trato respiratório e epitélio gastrointestinal. Também possuem
células como as sentinelas teciduais ( células NK e macrófagos) , também têm respostas
como a inflamação e a resposta antiviral.

16) Como o sistema imune consegue eliminar vírus que inibem a expressão de
moléculas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) de classe I nas
células infectadas?

O sistema imunológico possui várias estratégias para eliminar vírus que inibem a expressão
de moléculas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) de classe I, As células
NK desempenham um papel crucial na eliminação de células infectadas por vírus que
apresentam baixa expressão de MHC classe I. Elas são capazes de reconhecer células que
não apresentam MHC classe I, um sinal de que a célula pode estar infectada ou
comprometida. As células NK liberam citocinas e grânulos citotóxicos, induzindo a apoptose
dessas células [Link] mecanismo possível é reconhecimento de sinais de
estresse: As células infectadas por vírus frequentemente expressam moléculas de estresse
ou ligantes ativadores que são reconhecidos por células NK. Isso permite que as células NK
atuem mesmo na ausência de MHC classe I e embora a apresentação de antígenos via
MHC classe I seja comprometida, outros mecanismos, como a apresentação cruzada,
podem permitir que células dendríticas apresentam antígenos virais a linfócitos T CD8+.
Essas células dendríticas podem capturar antígenos virais de células infectadas e
apresentá-los de forma eficiente, ativando os linfócitos T citotóxicos.

17) Descreva a cooperação entre a NK e o macrófago para eliminar microrganismos


fagocitados.

As entre células NK (Natural Killer) e macrófagos cooperam entre si para eliminar


microrganismos fagocitados quando os macrófagos detectam os patógenos por meio de
receptores de reconhecimento de padrões (PRRs), que reconhecem componentes
moleculares associados a patógenos (PAMPs). Posteriormente a esse processo, os
macrófagos fagocitam os microrganismos, incorporando-os em vesículas chamadas de
fagossomos. Em seguida, eles processam os antígenos dos microrganismos e os
apresentam em sua superfície por meio de moléculas de MHC classe II. Durante esse
processo, os macrófagos liberam citocinas que atraem e ativam outras células do sistema
imunológico. As citocinas, como a IL-12, ativam as células NK, que reconhecem e se ligam
a células infectadas ou estressadas, incluindo os macrófagos que apresentam sinais de
ativação, e depois dessa ativação, as células NK liberam citocinas, como o interferon-gama
(IFN-γ), que são importantes para a ativação dos macrófagos. Esse aumento na atividade
do IFN-γ torna os macrófagos mais eficientes na eliminação dos microrganismos. Assim, os
macrófagos, agora potencializados pelas citocinas das células NK, conseguem eliminar os
patógenos fagocitados de maneira mais eficaz, seja por degradação direta ou pela
apresentação de antígenos a linfócitos T. Essa interação contínua entre macrófagos e
células NK resulta em uma resposta imune coordenada e eficaz, garantindo a eliminação do
patógeno e a ativação de uma resposta imune adaptativa, se necessário sendo fundamental
para a defesa do organismo contra infecções, assegurando uma resposta rápida e eficiente.

18) Cite as vias de ativação do complemento e identifique se elas são ativadas


durante a imunidade inata ou a imunidade adquirida? Citar 3 consequências dessa
ativação.
As vias de ativação do complemento incluem a via clássica, a via alternativa e a via das
lectinas. A via clássica é ativada por anticorpos que se ligam a antígenos, sendo parte da
imunidade adquirida. A via alternativa é ativada diretamente pela presença de patógenos,
caracterizando-se como parte da imunidade inata. Por sua vez, a via das lectinas é ativada
pela ligação de lectinas a carboidratos específicos na superfície dos patógenos, também
pertencendo à imunidade inata.

As consequências da ativação do complemento são variadas e incluem a opsonização, que


torna os patógenos mais suscetíveis à fagocitose por células imunes, como macrófagos e
neutrófilos. Além disso, a ativação do complemento pode levar à lise celular, pois a
formação do complexo de ataque à membrana (MAC) resulta na destruição de células-alvo,
como bactérias e células infectadas por vírus. Outro resultado importante é o aumento da
inflamação, uma vez que a ativação do complemento gera produtos que atraem células
inflamatórias ao local da infecção, promovendo uma resposta inflamatória que ajuda a
conter a infecção e a facilitar a recuperação dos tecidos.

19) Explique como ocorre o processo de inflamação desencadeado pelo sistema de


complemento.
O processo de inflamação desencadeado pelo sistema de complemento ocorre através de
uma série de eventos que envolvem a ativação das proteínas do complemento e a resposta
das células imunes. Quando ocorre uma infecção ou lesão tecidual, as proteínas do
complemento são ativadas por uma das vias (clássica, alternativa ou das lectinas) em
resposta à presença de patógenos ou à lesão celular. Primeiramente, a ativação do
complemento gera fragmentos bioativos, como C3a e C5a, que desempenham papéis
cruciais na inflamação. Esses fragmentos atuam como anafilotoxinas, que têm a capacidade
de aumentar a permeabilidade dos vasos sanguíneos, permitindo que fluidos, proteínas e
células do sistema imunológico saiam da corrente sanguínea e cheguem ao local da
infecção ou lesão. Essa alteração na permeabilidade vascular resulta em edema, um dos
sinais clássicos da inflamação. Além disso, C3a e C5a atraem leucócitos, como neutrófilos e
monócitos, para o local da inflamação por meio de um processo conhecido como
quimiotaxia. Esses leucócitos, ao chegarem ao local, desempenham funções fundamentais
na eliminação do patógeno. Os macrófagos e neutrófilos fagocitam os patógenos, enquanto
as células T podem ser ativadas para contribuir com a resposta imune. A ativação do
complemento também promove a opsonização, onde fragmentos como C3b se ligam à
superfície dos patógenos, tornando-os mais facilmente reconhecidos e fagocitados pelas
células imunes. Dessa forma, o sistema de complemento não apenas inicia e amplifica a
inflamação, mas também facilita a eliminação do agente patogênico, contribuindo para a
resolução da infecção e a recuperação do tecido afetado.

20) Cite a função do TNF-α, IL-1, IL-6 e das quimiocinas produzidos pelos macrófagos
na resposta inflamatória?
O TNF-α, IL-1 e IL-6, assim como as quimiocinas, desempenham papéis cruciais na
resposta inflamatória mediada por macrófagos. O TNF-α (Fator de Necrose Tumoral alfa) é
um citocina que promove a inflamação, aumentando a permeabilidade vascular e facilitando
a migração de leucócitos para o local da infecção. Ele também estimula a produção de
outras citocinas inflamatórias e ativa as células endoteliais. A IL-1 (Interleucina-1) é
responsável por promover a febre e a ativação de linfócitos T, além de aumentar a
expressão de moléculas de adesão nas células endoteliais, contribuindo para a
recrutamento de leucócitos. A IL-6 (Interleucina-6) é uma citocina multifuncional que induz a
produção de proteínas de fase aguda no fígado, que ajudam a mediar a resposta
inflamatória, além de estimular a diferenciação de células B e a ativação de linfócitos T.

As quimiocinas, por sua vez, são moléculas sinalizadoras que atraem leucócitos para o local
da inflamação através do processo de quimiotaxia. Elas ajudam a direcionar e coordenar a
migração de células do sistema imunológico, como neutrófilos e monócitos, para onde são
mais necessários, facilitando a resposta inflamatória e a eliminação de patógenos. Em
conjunto, essas moléculas atuam para amplificar e regular a resposta inflamatória,
garantindo uma defesa eficaz contra infecções e promovendo a recuperação dos tecidos.

21) Utilizando os domínios presentes na molécula de anticorpo, determine qual deles


define o isotipo?
O isotipo de um anticorpo é definido pela região constante da cadeia pesada,
especificamente pelos domínios constantes CH1, CH2 e CH3. Esses domínios são
responsáveis por determinar a classe do anticorpo, como IgG, IgM, IgA, IgE ou IgD. Cada
isotipo possui uma estrutura única na região constante, que confere funções específicas e
interações com diferentes componentes do sistema imunológico, como receptores celulares
e moléculas complementares. Assim, a variação nos domínios constantes da cadeia pesada
é o que define o isotipo de anticorpo.

22) Que função dos anticorpos pode ser alterada através de uma mutação na
sequência de aminoácidos da região hipervariável? Explique.
A função dos anticorpos que pode ser alterada por uma mutação na sequência de
aminoácidos da região hipervariável é a capacidade de se ligar ao antígeno. A região
hipervariável, localizada nas extremidades das cadeias leves e pesadas dos anticorpos, é
crucial para a especificidade de reconhecimento do antígeno, pois é onde ocorrem as
variações que permitem a diversidade de anticorpos. Quando uma mutação altera a
sequência de aminoácidos nessa região, isso pode impactar diretamente a forma como o
anticorpo se liga ao seu antígeno-alvo. Essa alteração pode resultar em uma ligação mais
fraca ou, em alguns casos, na perda total da capacidade de ligação ao antígeno.
Consequentemente, isso pode afetar a eficácia do anticorpo na neutralização de patógenos
ou na facilitação de sua eliminação pelo sistema imunológico, uma vez que a interação
entre o anticorpo e o antígeno é fundamental para a ativação de respostas imunes, como a
opsonização ou a ativação do complemento. Portanto, a mutação na região hipervariável
pode comprometer a função imunológica do anticorpo e a proteção do organismo contra
infecções.

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