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Husserl e as origens da fenomenologia

Edmund Husserl é o fundador da fenomenologia, um método filosófico que busca descrever os

I
fenômenos como eles se apresentam à consciência. Ele introduziu o conceito de intencionalidade, que
significa que toda consciência é “consciência de algo”. Para Husserl, a fenomenologia parte da epoché
(suspensão do juízo) para investigar a essência das experiências, retornando “às coisas mesmas”, isto é, ao
modo como os fenômenos aparecem diretamente à percepção.
Heidegger: fenomenologia e existencialismo
Martin Heidegger transformou a fenomenologia de Husserl em um projeto existencial. Em sua obra
principal, Ser e Tempo, Heidegger explora o conceito de ser e o modo como os humanos, como “seres-
aí” (Dasein), experienciam o mundo. Ele enfatiza a finitude humana, o tempo e a angústia existencial como
chaves para compreender a autenticidade. Heidegger é visto como um precursor do existencialismo, mas
rejeitava o rótulo.
Merleau-Ponty e a fenomenologia da percepção
Maurice Merleau-Ponty amplia a fenomenologia de Husserl ao destacar o papel do corpo na percepção.
Em Fenomenologia da Percepção, ele afirma que nossa experiência no mundo não é apenas racional,
mas vivida corporalmente. A percepção é a base da realidade, e o corpo é a “ponte” entre o sujeito e o
mundo. Para ele, o mundo é sempre experienciado como um campo de possibilidades, onde o sujeito
está em constante interação.
Kierkegaard e as origens do existencialismo
Søren Kierkegaard é considerado o precursor do existencialismo ao enfatizar a experiência individual, a
liberdade e a relação do indivíduo com Deus. Ele identificou três estágios da existência:
1-Estético: Busca pelo prazer e pela beleza.
2-Ético: Compromisso com responsabilidades morais.
3-Religioso: Relacionamento profundo com Deus, marcado por fé e angústia.
Kierkegaard destacou a angústia como uma condição humana inevitável e necessária para a liberdade e
o desenvolvimento espiritual.
Sartre: o mais célebre existencialista
Jean-Paul Sartre é o principal representante do existencialismo. Em O Ser e o Nada, ele defende que o
ser humano é radicalmente livre e deve criar seu próprio sentido na vida. Ele introduziu os conceitos de:
Liberdade radical: Não há essência humana predeterminada; somos condenados a ser livres.
Má-fé: Negação de nossa liberdade ao culpar forças externas por nossas escolhas.
Responsabilidade: Cada escolha carrega implicações para si e para a sociedade.
Para Sartre, a liberdade é tanto uma bênção quanto um fardo.
Hannah Arendt e a crítica ao totalitarismo e ao imperialismo
Hannah Arendt analisou os regimes totalitários em sua obra Origens do Totalitarismo. Ela identificou o
imperialismo e a destruição da política como fatores fundamentais para a ascensão de regimes como o
o nazismo e o stalinismo.
O totalitarismo é caracterizado pela eliminação da pluralidade humana e pela subordinação total ao

:
Estado.
Em A Condição Humana, ela propõe uma visão positiva da ação política, que deve promover o diálogo e
a diversidade.
Escola de Frankfurt e Teoria Crítica
A Escola de Frankfurt desenvolveu a teoria crítica, que analisa a sociedade capitalista, a cultura e a
ideologia de forma interdisciplinar.
Max Horkheimer: Criticou a razão instrumental, que transforma a racionalidade em ferramenta para o
controle e dominação, em vez de emancipação.
Walter Benjamin: Enfatizou a relação entre arte e política. Em A Obra de Arte na Era de sua
Reprodutibilidade Técnica, analisou como a reprodução técnica (fotografia, cinema) transforma a arte e sua
“aura”.
Escola de Frankfurt: dialética e cultura
Theodor W. Adorno: Em parceria com Horkheimer, escreveu Dialética do Esclarecimento, destacando
como o progresso da razão levou à dominação social. Ele criticou a indústria cultural, que homogeneíza a
cultura e promove o conformismo.
Indústria Cultural: Refere-se à padronização e comercialização da cultura, que impede a autonomia
crítica.
Herbert Marcuse: Em Eros e Civilização, argumentou que a repressão da sexualidade e da criatividade
humana serve ao capitalismo. Ele criticou o “homem unidimensional”, conformista e alienado.
Escola de Frankfurt: segunda geração
A segunda geração da Escola de Frankfurt, liderada por Jürgen Habermas, deu continuidade ao projeto
crítico.
Habermas destacou a importância da razão comunicativa, defendendo o diálogo como meio de alcançar
o entendimento e a emancipação social.
Ele também criticou o capitalismo tardio, que manipula a esfera pública e transforma a democracia em
uma farsa.
Esses filósofos e correntes refletem sobre a condição humana, a liberdade, a percepção e a crítica às
estruturas de poder. As contribuições vão desde a análise individualista de Kierkegaard e Sartre até a
crítica cultural e política da Escola de Frankfurt. Juntos, eles formam uma base essencial para entender a
filosofia contemporânea.

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