Universidade São Tomás de Moçambique
Faculdade de Direito
Licenciatura em Direito
Direito do Ambiente
3º Ano-Laboral
TML5LDR3
RELATÓRIO DA VISITA À MACANETA BEACH RESORT
Nome: Código:
Janicia Dos Santos Bilton 202200779
07/11/2024
Universidade São Tomás de Moçambique
Faculdade de Direito
Licenciatura em Direito
Direito do Ambiente
3º Ano-Laboral
TML5LDR3
RELATÓRIO DA VISITA À MACANETA BEACH RESORT
Nome: Código:
Janicia Dos Santos Bilton 202200779
Trabalho realizado no âmbito da frequência do
Curso de Direito na disciplina de Direito do
Ambiente sob a orientação da Ass. Wilda
Ngovene & Dr.Carlos Serra.
07/11/2024
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Índice
1.INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………...…4
2.DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES……………………………………………………………….....5
3.SOLUÇÕES………………………………………………………………………………………....9
4.INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO…………………………………………………..10
5.RECOMENDAÇÕES………………………………………………………………………............1
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6.CONCLUSÃO……………………………………………………………………………...………13
7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………..………………………14
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1.INTRODUÇÃO
Foi precisamente no dia 19 de Outubro do ano em curso que fizemos uma visita aos limites
demográficos da Macaneta Beach Resort, situada na península de Macaneta, a 30 km de Maputo.
Esta localização privilegiada do resort está posicionada entre o rio Incomati e o oceano Índico, com a
possibilidade de desfrutar-se da aurora deslumbrante sobre o oceano e o poente sobre o rio.
Fizemo-nos presentes enquanto estudantes da Universidade São Tomás de Moçambique, da
faculdade de Direito, no âmbito da disciplina de Direito do Ambiente e integrantes da turma
TML5LDR3. Houve uma fusão de estudantes doutras universidades, como a Universidade Eduardo
Mondlane e o Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique.
A concentração teve lugar às 8h e alguns minutos seguidos e a visita teve seu termo às 13h.
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2.DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
Com vista a salvaguardar o meio ambiente, o governo moçambicano implementou medidas
destinadas a promover e proteger o ecossistema local e fá-lo com a aprovação de um instrumento
legal, concretamente, o decreto n.⁰ 97/2020 de 04 de Outubro. A aprovação deste regulamento de
gestão e ordenamento da zona costeira e das praias expressa a contribuição do Conselho de Ministros
na materialização do dever constituicional que o Estado tem de promover iniciativas para garantir o
equilíbrio ecológico e a conservação e preservação do ambiente visando a melhoria da qualidade de
vida dos cidadãos, conforme dispõe o art.117 da CRM. Ademais, a título exemplificativo, aos cantos
e entradas da macaneta, deparamo-nos com placas informativas e sua instalação é tutelada pelo
regulamento supramencionado nos termos do art.º 42, descrevendo que " em todas as praias devem
ser colocadas placas de aviso sobre as respectivas regras de gestão e utilização, incluindo indicações
de condicionalismos e proibições, bem como de infracções e sanções a aplicar em consequência de
má utilização"; factor importante, uma vez que, para que uma conduta seja consignada ilícita e
punível, impera que haja previsão legal do seu carácter ilícito e sancionatório.
A que destacar que ao longo da excursão, vários casos de infracções regulamentares foram
observados; fazendo menção à circulação de viaturas nas areias da praia, que é uma das proibições,
prevista na m) n⁰1 art. 50. Entendo que esta restrição tem em vista, a protecção do meio ambiente
costeiro, pois, é um local sensível que possui muita vida marinha e não só, também para a protecção
dos utentes da praia; sendo previsível que as contravenções cometidas em prol desta proibição pode
culminar em atropelamentos, o que é fatal, visto que, coloca em causa o maior bem jurídico que a
ordem jurídica moçambicana visa proteger:a vida e outrossim, o bem-estar dos utentes.
Além do mencionado, destacam-se vários problemas juridico-ambientais, em grande enfoque,
construções ilegais de natureza particulares. As construções de obras públicas são reguladas pelo
Ministério de Obras Públicas nos termos do Diploma Ministerial n° 83/2002 de 22 de Maio, do
Regulamento do Licenciamento da Actividade de Empreiteiro de Obras Públicas e de Construção
Civil, e do Decreto n° 68/99 de 5 de Outubro, o Regulamento do Exercício da Actividade de
Empreiteiro de Obras Públicas e de Construção Civil, com as emendas introduzidas pelo Decreto
29/2001 de 11 de Setembro. Para todos os outros tipos de construções particulares vigora o Regime
de Licenciamento de Obras Particulares (Decreto 2/2004, de 31 de Março), sendo neste último
decreto que melhor se enquadra o caso da construção ilegal na zona costeira da macaneta; construção
essa que tem impactos negativos visto que ergue-lá implicou destruir a vegetação. E ao longo das
nossas sessões, aquando da matéria relativa aos principais problemas e desafios ambientais que
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afectam o nosso ordenamento jurídico, concluiu-se que o desmatamento é caracterizado pela
remoção da vegetação nativa de uma área. A sua causa está atrelada principalmente, à atuação do
homem no desenvolvimento das atividades produtivas, caso este que foi de tamanha notoriedade.
Destruir a vegetação é igualmente dilacerar a biodiversidade, ou seja, no processo de erguer-se a
infraestrutura em causa, colocou-se à exposição fatal complexos ecológicos que compreende a
diversidade entre espécies e ecossistemas. Juridicamente falando, a construção ilegal erguida aos
arredores das praias da macaneta, é assim denominada pelo facto de não ter sido submetida à um
estudo do impacto ambiental com a finalidade de apurar técnica e cientificamente as consequências
da implantação daquela actividade sobre o meio ambiente; não foi presidida de uma avaliação do
impacto ambiental-instrumento essencial de gestão ambiental preventiva, com vista à uma prévia,
qualitativa e quantitativa análise dos efeitos ambientais benéficos e prejudiciais da construção ao
meio ambiente e consequente, sem uma licença de construção, que de acordo com o artigo 21 é
requerida pelo titular do direito de uso e aproveitamento da terra ou pelo proprietário dos edifícios à
autoridade licenciadora logo que aprovado o projecto de arquitectura e apresentados os projectos
complementares. Outrossim, o licenciamento é feito pelas autoridades municipais ou pela
Administração Distrital, conforme a localização do local da obra e a legalidade de obras de natureza
equiparada só é aferida mediante um licenciamento que realiza-se em quatro etapas:
1) A aprovação do projecto;
2) O licenciamento da construção;
3) A supervisão das obras, e
4) O licenciamento da utilização.
Caso subsequente, foi notar tendências que ameaçam o bem-estar dos utentes; refiro-me à poluição
plástica e conforme nos foi explicado, o plástico, os resíduos sólidos e outros são compostos por
substâncias nocivas à saúde e mais uma vez, sua existência remota ao Homem e em contrapartida
afectarão este. A poluição plástica não apenas afecta os nacionais, como também, podem estes
resíduos desaguar em outros limites transfronteiriços, causando danos incorrigivéis devido a suas
substâncias tóxicas. Por estas mesmas razões, os utentes ficam obrigados a recolher os resíduos
remanescentes do consumo próprio de alimentos ou qualquer resíduo sólido por si produzido e a
depositá-los nos contentores e baldes, quando existam, ou a transportar consigo de volta até
encontrar o recipiente mais próximo. Estas acções são fundamentais para a conservação dos
componentes ambientais, bem como, garantir a protecção da zona costeira; surgindo nessa
perspectiva, um dever de colaboração entre os utentes, concessionários e demais operadores da zona
costeira e praias, bem assim, os agentes de fiscalização na realização das suas actividades.
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Facto não menos importante é a caça ilegal de espécies protegidas, como é o caso dos macacos cujo
habitat na macaneta, apenas acolhe três espécies, os babuinos, ..... Infelizmente, são espécies
ameaçados de extinção naquelas coordenadas visto que o Homem faz deles predadores para fins de
consumo.
Outro fenómeno é o desmatamento da vegetação dunar. É sabido que as dunas protegem a zona
costeira contra tempestades e a força do mar, prevenindo inundações e garantindo habitats
ecologicamente muito importantes, porém, a duna designada garganta, coloca-se num estado de
desaparecimento devido a fenómenos climáticos frequentes, subida do nível das águas do mar o que
irá gerar uma fusão das águas da praia e do rio Incomati ao lado, e uma possível formação de várias
ilhas.
As dunas sem vegetação têm impacto negativo uma vez que podem gerar erosão e desflorestamento
a cada sopro que os ares emitem, colocando em causa a subsistência local. Na mesma senda,
aplaudem-se as iniciativas da cooperativa Repensar ao construir obras de estabilização de dunas
com vista à proteger o equilíbrio biofísico, recorrendo-se à instalação de vedações que impeçam o
acesso de veículos, pessoas e animais; ou seja, o propósito de restaurar a vegetação dunar com cercas
e pneus que visam impedir os banhistas de romper aqueles intentos; resultados esses não imediatos,
mas, que expressam sucessos visto que em alguns lugares a vegetação está a ressurgir. Não obstante,
destacar igualmente os fins a que se destinaram alguns resíduos, desde as tampas, as garrafas de
vidro e tantos outros que transformaram-se em bens aproveitáveis sem a necessidade de serem
reciclados. Mais uma vez, demonstrando uma visão dinâmica a relação do que antes foi descartado
como lixo. A casa construída por vidros "casa de vidro" é a prova de que tudo é passível de
inovações. Atraindo turistas para vislumbrarem-se de verdadeiras artes, árvores seculares, lições e
momentos eternizados.
Ora, diante do mencionado, importa salientar sobre uma possível tutela jurídica atribuída a essas
realidades, ou seja, qual será o Direito aplicável!
Nota importante é que, o Estado enquanto soberano e democrático, como forma de garantir uma
inclusão social no tocante a usufruição dos recursos naturais sitos nas dimensões terrestres, aquáticas,
aéreas criou mecanismos para constituicionalizar este direito, eis que, nos termos do n ⁰2, art ⁰ 117 da
Constituição da República de Moçambique, impera ao Estado, garantir o aproveitamento racional
dos recursos naturais com salvaguarda da sua capacidade de renovação, da estabilidade ecológica e
dos direitos das gerações vindouras" uma vez que a todo cidadão foi reservado um direito de viver
num ambiente equilibrado.
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Este direito não é absoluto.
A lei n⁰. 20/97 de 1 de Outubro que deu entrada em vigor a Lei do Ambiente, reteira uma obrigação
de utilização responsável dos recursos por parte dos cidadãos, bem como, o dever de encorajar as
outras pessoas a proceder do mesmo modo, dever este, que é ainda constituicional nos termos do
n⁰.1, art⁰ 90, última parte, conjugado com o n⁰2 e art.24 da CRM e Lei do Ambiente,
respectivamente. É nestes quadros em que se encontrara expresso o princípio da utilização e gestão
racionais dos componentes ambientais, com vista à promoção da melhoria de qualidade de vida dos
cidadãos e à manutenção da biodiversidade e dos ecossistemas sensíveis.
Como se nota, existe um direito ao meio ambiente, mas, existem restrições ou limites no exercício
do mesmo direito, vedado por alguns deveres. Coisa diversa, é fazer menção das pessoas que têm
como fonte de subsistência, as praias para fins de pesca, como alimento (fruteiras), sombra, fonte de
lenha, estacas, os mangais como carvão e energia naturais, entre outros.
Em nome do grande princípio ambiental, o da responsabilização, que visa obrigar àqueles que
poluem ou degradam o ambiente a reparar ou compensarem os danos decorrentes das suas acções,
todas infracções ou contravenções supramencionadas são passíveis deste tratamento; sendo em
alguns casos, uma responsabilidade pelos danos e noutros, a última ratio, ou seja, cabe
responsabilidade criminal(direito consequente). Foi feliz o conselho de ministros ao anexar a
estatuição correspondente ao rol de infracções regulamentares elencadas; É regra geral, que as
sanções revestem-se na sua maioria, em penas de multa e acompanhadas de medidas de recuperação
ou de indemnização obrigatória aos danos causados, porém, há uma excepção no tocante às
possibilidades de aplicação de sanções penais a que derem lugar. Importa referir que, a razão de ser
desta disposição legal é justificada pelo facto de, a liberdade dos indivíduos ser um regime
primordial antes de aplicarem-se penas privativas de liberdade; eis a escolha da pena não privativa de
liberdade, salvo porém, se mostrar-se necessário para a salvaguarda de valores mais elevados. Aliás,
até porque no Direito consequente, quando afigurar-se, aos infractores é aplicável penas como multa,
prestação de trabalho socialmente útil, penas acessórias(que são igualmente aplicáveis no presente
regulamento de gestão e ordenamento da zona costeira e das praias).
Ora, de tal forma que depreende-nos uma constituição ambiental(arts.90 e segs), temos também um
código penal ambiental(art.314-321) com base no qual serão determinadas as molduras penais
aplicáveis às infracções que cabem nesta disposição legal, porém, como recorrer-se-a a disposições
legais comuns aos casos omissos, o que não é o caso, para as contravenções supramencionadas, o
Conselho de Ministros anexou as respectivas sanções; serão estas as aplicáveis. Na tabela de
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infracções e sanções, àquele que conduzir ou estacionar viaturas e motorizadas sobre dunas e areais,
será aplicada uma multa correspondente a 16 salários mínimos; quem explorar, abater, destruir ou
remover vegetação, será sancionado em multa de 6 salários mínimos e uma posterior pena
complementar acessória que é a apreensão do equipamento utilizado para a prática da infracção;
Quem destruir ecossistemas sensíveis, em pena de multa de 6 salários mínimos; quem lançar,
abandonar, despejar, enterrar ou queimar qualquer tipo de resíduos, sólidos ou líquidos, será
sancionado a uma pena de multa correspondente a 3 salários mínimos;
Importa referir que as multas serão apuradas em função da tabela salarial que está em vigor, neste
caso, a regulada pelo Decreto n.⁰ 2/2023 de 17 de Janeiro, sendo salário mínimo da função pública,
8758, 00MZN. E por fim, quem implantar construções ligeiras, mistas e pesadas contra o disposto no
presente regulamento será responsabilizado conforme a legislação específica; Esta remissão vai
desaguar no regime de licenciamento de obras particulares, aquando da construção ilegal em causa.
Ora, o decreto n⁰ 2/2004(regime de licenciamento de obras públicas) aprovado pelo Conselho de
Ministros aos 16 de Março de 2004, elenca um conjunto de actividades que estão dispensadas do
licenciamento, é o caso de execução de pavimento, muros, trabalho de ornamentação no interior dos
terrenos particulares floreira, etc; e não se acha inclusa a construção de obras ligeiras, mistas e
pesadas, devendo concluir-se que de facto, a construção está adstrita ao licenciamento enquanto obra
particular. E por fim, porque se busca a sanção aplicável à construções ilegais omissa no regulamento
de gestão e ordenamento da zona costeira e das praias, o artigo 52 do regime de licenciamento de
obras particulares estabelece um regime sancionatório, segundo o qual “A execução de obras de
construção civil, designadamente novos edifícios ou reconstrução, ampliação, alteração, ou
demolição de edificações, e ainda os trabalhos que impliquem alteração da topografia local,
efectuados sem licença de construção, será punida:
b) Com a multa de 400 000,00MT a 40 000 000,00 MT, nas restantes cidades e vilas; eis expressos os
limites de responsabilização civil pelos danos advenientes daquela infraestrutura.
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4. INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Relativamente às infracções, a Constituição ressalva o direito de acção popular(art.81 da CRM),
podendo instaurar acções nas instâncias judiciais a fim de responsabilizar aqueles que atentam contra
a saúde pública, a preservação do meio ambiente, entre outros. Estes requerimentos podem ser
individuais, como também através de associações de defesa dos interesses em causa, não excluindo
uma defesa através do Ministério Público nos termos da d) art.4⁰ e d) art.13⁰ ambos da Lei nº
1/2022, de 12 de Janeiro(Lei Orgânica do Ministério Público) segundo o qual, competente a este
órgão, defender os interesses colectivos e difusos e nos processos de crimes ambientais, a ele
compete o exercício da acção penal-art.52 e segs do Código de Processo penal ( Lei nº 25/2019, de
26 de Dezembro). O ius puniendi pertence ao Estado através dos tribunais, porém, o seu exercício
está vinculado aos feitos primários do Ministério Público, através da aquisição da notícia do
crime(pode ser de conhecimento próprio, por intermédio dos órgãos de polícia criminal ou mediante
denúncia). Entretanto, o acto de denunciar reveste dupla perspectiva, podendo ser obrigatória( para
entidades policiais e funcionários públicos), facultativa (por qualquer pessoa que tiver a notícia de
um crime, devendo esta ser direccionada ao MP⁰, ao juiz, aos órgãos dos serviços de investigação
criminal ou qualquer entidade policial) arts.285 e 287 ambos do Cód. Processo penal. E por
conseguinte, irão proceder a detenção se assim afigurar-se ou a autoridade, agente de autoridade bem
assim um funcionário público no exercício de suas funções levanta ou manda levantar auto de de
notícia em harmonia com as formalidades do artigo 286 ⁰ pois cabe um processo de transgressões,
todas contravenções punidas com multa ou pena de prisão e multa de acordo com o disposto no
art.441 todos alusivos ao Cód. Processo penal. No caso concreto da construção ilegal em macaneta,
concluiu-se que cabe como pena principal, uma multa, conforme mandava aplicar o regime de
licenciamento de obras particulares, entretanto, é admitido pagamento voluntário desta pelo mínimo,
ou ser-lhe-a aplicáveis medidas severas nos termos subsequentes pela remessa do auto a tribunal.
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3.SOLUÇÕES
Uma das soluções fundamentais para evitar penalidades e danos ao meio ambiente, é respeitar as
normas que regem a áreas de protecção e preservação deste.
Excluindo os factores climáticos que independem da acção humana, a generalidade dos problemas
ambientais têm o Homem como autor material da sua verificação. Ora, ainda que este cause danos,
tem ainda a prerrogativa ou o poder de implementar acções susceptíveis de restaurar o meio ambiente
outrora em causa. Estes actos, no que concerne ao desmatamento dunar, compreendem a criação de
medidas para recuperação das áreas alteradas ambientalmente e para que seja efectiva é necessário,
primeiramente, que o local mantenha-se isolado. A área deve ser protegida, limitando o acesso de
visitantes e consequentemente diminuindo o pisoteio principalmente nos meses de verão onde o
impacto aumenta devido à súbita elevação da densidade populacional; ou seja, o desmatamento
causado pelo Homen pode ser combatido com o reflorestamento. A plantação de árvores nas áreas
desmatadas ajuda a restaurar o habitat de uma biodiversidade única e combate ao aquecimento
global. Evitar ao máximo o uso de produtos descartáveis é também uma das formas de combater a
poluição por lixo plástico, visto que, eles são transportados pelo vento e pela água, se espalhando
com facilidade; enterrar nada na areia, pois, os resíduos se espalham na praia e são levados para a
água. Além de extinguir, proteger os mamíferos que estão em ameaça de extinção, fazer pescas e
caças equilibradas, pois, ainda que a lei reconheça direitos de utilização dos recursos naturais
necessários para a subsistência do cidadão, quando extrapolados os limites prescritos na lei, dá lugar
à aplicação de sanções; por exemplo: se efectuadas caças sem licença, ou de acordo com as
condições legalmente estabelecidas e contra espécies de fauna raras, ameaçadas ou em vias de
extinção, estes aspectos podem ser usados como agravantes à uma pena de multa avaliada entre 2
000 000, 00MZN-100 000 000, 00MZN; ou, se no processo de preparação de terras para plantações
em certas vésperas, se com recurso a queimadas resultar na destruição total ou parcial da floresta ou
mata, é aplicável uma pena de prisão até um ano e multa correspondente. Entretanto, importa
salientar que, não é vedada a caça, a pesca e o abater de certas árvores, exorta-se que este processo
seja precedido de diligência para não prejudicar o meio ambiente, pelo abate de ecossistemas
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sensíveis que é no fundo abater a própria biodiversidade. É igualmente uma solução em prol dos
problemas ambientais, a vegetação como forma de contribuir para regularizar o aquecimento; entre
outras medidas que cabem aos Ministérios competentes a sua implementação.
5.RECOMENDAÇÕES
Que se façam estudos baseados na investigação científica e aplicação de outros métodos para
resolver problemas do desmatamento da vegetação dunar e degradação dos ecossistemas
marinhos e costeiros;
Colaborar com o governo e outras entidades competentes a fim de melhorar políticas de
gestão, planejamento, infraestrutura e serviços de resíduos sólidos;
Promover a investigação científica aplicada, para resolver problemas ambientais, sobretudo o
desmatamento da vegetação dunar.
Reforçar medidas para fazer cumprir o regulamento de gestão e ordenamento da zona costeira
e das praias.
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6.CONCLUSÃO
Da visita à macaneta, do acima exposto e demais, concluí que é importante participar de forma activa
na preservação do meio ambiente. E sobretudo, o impacto que as nossas acções têm para com o
ecossistema, surgindo assim, um momento de reflexão concernente aos próximos anos enquanto
perdurar esta exploração ambiental sem reposição.
Facto é que, nossos ecossistemas estão conectados de um jeito inimaginável, nós( Homen e natureza)
não somos dois mundos separados, somos um. O Homem deve observar a natureza como parte dela e
não como uma força externa, os animais, as árvores os, lagos, tudo isso é essencial à nossa
existência, não só pelo seu papel ambiental e ecológico mas pela sua beleza e divindade.
É como diz Henry David Thoreau na sua obra intitulada(a vida nos bosques) "não pode haver
melancolia para quem vive em plena natureza e mantém os sentidos em alerta. Nunca houve
tempestade que não fosse música eólica aos ouvidos saudáveis e inocentes (...).
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7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Manuais:
SERRA, Carlos Manuel, lições de direito do ambiente, vol.1.
Legislações:
Constituição Da República de Moçambique de 2004, revista e publicada em 2018;
Lei nº 20/97 de 1 de Outubro- Lei do Ambiente;
Lei nº 47 344 de 25 de Novembro de 1966-Codigo Civil;
Lei nº 24/2019, de 24 de Dezembro-Código Penal;
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