AUDIO PROFISSIONAL
MODULO 1
NATANAEL DA SILVA GOMES
INTRODUÇÃO AO AUDIO
O que é vibração, som, harmônicos e timbre? Não
basta saber mexer nos equipamentos, conhecer a teoria por
trás do funcionamento do áudio é fundamental para um
serviço bem feito. Quanto mais se conhece da teoria,
melhor é a prática. Apresento abaixo alguns conceitos que
devem ser conhecidos por todos que trabalham com áudio,
cujo conhecimento é imprescindível para a operação
correta dos equipamentos, tais como equalizadores,
compressores e outros.
SOM
Sons são produzidos a partir de vibrações. Quando
algo “vibra” uma certa quantidade de vezes no tempo de 1
segundo, ele está produzindo “som”. Para o ser humano,
“som” corresponde às vibrações de 20 vezes em um
segundo a até 20.000 vezes em um segundo. São as
captadas por nossos ouvidos. Os elefantes sentem vibrações
a partir de 12 vezes por segundo, e as baleias a partir de 8
vezes por segundo. Já os cachorros sentem vibrações até
quase 45.000 vezes por segundo.
COMO NÓS OUVIMOS
COMO O SOM AGE SOBRE O CORPO HUMANO
Ouvir é uma tarefa exclusiva do sistema auditivo.
Mas o corpo inteiro tem a capacidade de “escutar” e
absorver os impactos sonoros. O som está diretamente
ligado a saúde, capaz de promover o bem-estar, a cura, o
maior rendimento ou, quando em excesso, prejudicar de
forma irreversível. Descubra as peculiaridades desse
complexo mundo do som.
COMO NÓS OUVIMOS
A memória e a percepção do som
A percepção auditiva é a interpretação e a associação
realizada pelo nosso cérebro para compreender o ambiente
em que estamos, antes mesmo de nascermos. Entre o terceiro
e o sexto mês de gestação, as vibrações sonoras externas
transitam o fluido uterino, permitindo que o feto estabeleça
os primeiros contatos sensoriais com o mundo externo.
Assim, inicia-se um processo de reconhecimento e
memorização dos sons que será levado para a vida inteira.
COMO NÓS OUVIMOS
A memória e a percepção do som
A conexão entre os sistemas auditivo e cerebral oferece
a capacidade de reconstruir e selecionar as mensagens
sonoras graças à intervenção da memória e da atenção. É por
isso que conseguimos reconhecer vozes, compreender a fala e
diferenciar simples ruídos de uma bela música. Pode parecer
complexo, mas é um processo tão natural que nem notamos
no dia-a-dia. Um exemplo: o som da chuva. Perceba que
muitas vezes nem avistamos o céu, mas apenas pelo barulho
da água tocando a superfície, associamos que o clima está
chuvoso. Memória auditiva.
COMO NÓS OUVIMOS
As sensações auditivas
O sistema auditivo consegue entender os sons através
de três características: a sonoridade, tonalidade e timbre.
Responsável pela sensação de intensidade, a sonoridade
permite que a gente perceba se o som é forte ou fraco (SPL). Já
a tonalidade está relacionada à frequência do som - agudo ou
grave. Por último o timbre nos indica a característica do som.
Cada voz e instrumento musical possuem timbre próprio, o
que nos permite diferenciar cada um dos elementos.
COMO NÓS OUVIMOS
COMO NÓS OUVIMOS
A localização dos sons
Já se perguntou como conseguimos reconhecer as
distâncias dos sons? Com apenas um ouvido não seria possível
determinar com exatidão. É por isso que o nosso sistema
auditivo conta com a audição bineural: a informação auditiva
captada por cada ouvido. Através dessa audição
“tridimensional”, conseguimos detectar as distâncias e
direções da fonte sonora, organizando e reconstruindo
diversos elementos sonoros que nos rodeiam.
COMO NÓS OUVIMOS
Escute o que seu ouvido tem para dizer
O sistema auditivo consegue entender os sons
através de três características: a sonoridade, tonalidade e
timbre. Responsável pela sensação de intensidade, a
sonoridade permite que a gente perceba se o som é forte ou
fraco. Já a tonalidade está relacionada à frequência do som -
agudo ou grave. Por último o timbre nos indica a
característica do som. Cada voz e instrumento musical
possuem timbre próprio, o que nos permite diferenciar
cada um dos elementos.
COMO NÓS OUVIMOS
O ruído e seus malefícios
•PSICOLÓGICO
A intensidade da perturbação nem precisa ser elevada para
que o corpo sinta as consequências que vão desde a irritação,
estresse, depressão e a queda de produtividade tanto no
trabalho quanto nas atividades diárias.
•MASCARAMENTO
É quando os ruídos impedem que a pessoa ouça outros sons,
como conversas ou até mesmo sinais de alerta. Isso impede
que a pessoa tenha um convívio social ou que se proteja em
caso de emergência.
COMO NÓS OUVIMOS
Infrassom e ultrassom
• Infrassom é o nome que se dá às ondas sonoras cuja
frequência encontre-se abaixo do espectro audível
humano, ou seja, é o som que apresenta frequência
inferior a 20 Hz. O infrassom trata-se, portanto, de um
som de baixa frequência que não pode ser ouvido, mas
que, em dadas condições, pode ser percebido
como vibração, por meio do tato.
COMO NÓS OUVIMOS
Infrassom e ultrassom
• Ultrassom é o nome dado às ondas sonoras com
frequências superiores à 20.000 Hz e, portanto, inaudíveis
para os seres humanos. Os ultrassons são usados em
diversas áreas do conhecimento e para diversos fins
investigativos. Na medicina, os ultrassons são utilizados
como um exame de imagem não invasivo capaz de revelar
detalhes de estruturas internas de órgãos; na indústria de
materiais, os ultrassons são utilizados para revelar falhas
microscópicas em estruturas metálicas ou de concreto; na
geologia, os ultrassons são utilizados para a análise do solo
e de rochas; além disso, os ultrassons podem ser usados
para facilitar ou até mesmo acelerar algumas reações
químicas.
COMO NÓS OUVIMOS
Animal Espectro de audição
Humano 20 Hz a 20.000 Hz
Golfinho 150 Hz a 150.000 Hz
Cachorro 15 Hz a 50.000 Hz
Gato 60 Hz a 65.000 Hz
Morcego 1000 Hz a 120.000 Hz
VELOCIDADE DO SOM NO AR
Em condições normais de pressão, e ao nível do mar,
a uma temperatura de 20° C, as ondas sonoras se propagam
a aproximadamente 343.5 m/s.
Como achar esses valores? ! =331.m/s+(0.607 X °C)
=331.4 m/s + (0.607 X °C)
Exercício
Qual velocidade do som no ar para as
temperaturas em graus célsius a seguir?
20° _______
27° _______
33° _______
39° _______
42° _______
FREQUENCIA x COMPRIMENTO DE ONDA
CALCULOS
Vamos aprender alguns cálculos para
entendermos melhor, comprimento de onda, e seu
tempo.
Comprimento deonda
Comprimento de onda
= VS/F
Tempo de um ciclo
80 = 1000/80 = 12.5 ms
HERTZ
Quando dizemos “vezes por segundo”, chamamos
isso de Hertz, ou Hz, em homenagem ao físico alemão
Heinrich Rudolf Hertz, foi quem primeiro descreveu o
fenômeno.
Existe o kHz, sendo o “k” a expressão de 1.000. Ou
seja, 20KHz = 20.000Hz. O “k” é minúsculo, mas é mais
comum ver KHz que kHz.
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Perdas de pressão sonora com a distância
SPL 2 = 132 – 20log ( 50 ) = 98,02 dB SPL
1
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Velocidade do som de acordo a temperatura
( 331,4 + 0,607 x 21° ) = 344 m/s
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Calculo de tempo percorrido a determinada
distancia pelo som.
T = 1000 = 10 ms .
100
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Tempo percorrido de um ciclo de determinada
frequência.
T = 50 = 0,145 x 1000 = 145 ms .
344
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Comprimento de onda.
λ = 344 = 3,44 mts
100
CIRCULO DE FASE
CIRCULO DE FASE
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Somas e cancelamentos com a distância.
F = 3,44 X 100HZ X 360° = 360°
344
F = 0,86 X 100HZ X 360° = 90°
344
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Oitava = dobro
20 / 40 / 80 / 160 / 320 / 640 / 1280 / 2560 / 5120 / 10.240 / 20.000
Harmônico = somatória da base
100 / 200 / 300 / 400 / 500 / 600 / 700 / 800 / 900 / 1000
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Equalizadores de 1/3 de oitava.
(1:3) (0,333)
2 = 2 = 1,25
20 x 1,25 = 25
25 x 1,25 = 31
31 x 1,25 = 40
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Descobrindo a frequência central.
Fc = Fi x Ff
Fc = 232 x 1600
Fc = 371.200
Fc = 609 hz
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Descobrindo o Q da frequência.
Q = 1600 – 232 = 1368
Q = 609 : 1368 = 0,445
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Calculando a potencia em decibel de duas fontes
sonoras.
xy xy
20log ( 10 (90:20) + 10 (90:20) )=
A MATEMÁTICA E O AUDIO
Calculando o máximo db spl, aplicada a potencia
máxima.
10log (potencia máxima)
Soma db 1 mv + log pot máxima =
EQUALIZADOR GRÁFICO 31 BANDAS
1ª DECADA 2ª DECADA 3ª DECADA
ESPECTRO AUDÍVEL
A “quantidade” de vibrações que cada
espécie animal consegue sentir é chamada de
“espectro audível”. Para o homem, o espectro
audível é de 20Hz a 20KHz. O valor máximo
(20KHz) se reduz com a idade.
CONT.....
Sentimos as vibrações através de dois órgãos: o
ouvido e o labirinto. O ouvido é óbvio, e dispensa
explicações. O labirinto é o órgão humano responsável pelo
equilíbrio, está ligado ao ouvido e é responsável por
“sentir” os sons muito graves (entre 20Hz e 60Hz), que são
muito mais “sentidos” pelo labirinto que “ouvidos” pelo
ouvido.
OUVIDO HUMANO
ONDAS DIRECIONAIS E OMINI-DIRECIONAIS
As ondas sonoras podem se propagar no espaço de
2 formas:
a)Direcionais
b)Omnidirecionais
As ondas sonoras direcionais, são ondas
extremamente pequenas, fáceis de serem dissipadas, e com
diretividade, ou seja viajam em uma única direção, aquela
que você determinar.
As ondas omnidirecionais, são aquelas que não
tem direção, se propagam por todo o espectro sonoro, vão
para todas as direções, geralmente são ondas de grandes
tamanhos. Software ray end.
SOFTWARE RAY END
SISTEMAS DE SOM
Após aprendermos sobre ondas sonoras, vamos
entender que tipo de recursos físicos temos hoje, para
termos o controle sobre ondas sonoras, frequências, filtros.
Lembrando que o que se torna mais interessante nesse
conceito, é o fato da capacidade do ser humano ter o
controle daquilo que acontece acusticamente, estar
presente em equipamentos que transformam tudo isso, em
sinal elétrico.
EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE SONORO
Hoje temos no mercado os mais variados tipos de
equipamentos, para controle do espectro sonoro pelo ser
humano, desde equipamentos de altíssimo custo, a
equipamentos de custo acessível, nos dando assim a
comodidade para um bom desempenho profissional.
Se começarmos pela ponta, o primeiro dessa cadeia
são os transdutores(alto falantes, drivers, e outros
componentes..)
FALANTES
CARACTERISTICAS DOS FALANTES
CARACTERISTICAS DOS FALANTES
CARACTERISTICAS DOS FALANTES
CARACTERISTICAS DOS FALANTES
CARACTERISTICAS DOS FALANTES
CARACTERISTICAS DOS DRIVERS
CARACTERISTICAS DOS DRIVERS
CARACTERISTICAS DOS DRIVERS
CARACTERISTICAS DAS TWEETERS
CORNETAS E GUIAS DE ONDA
CORNETAS E GUIAS DE ONDA
DRIVERS
FENÓLICO TITANIUN OU TI
CONT.....
Esses são os componentes, ou transdutores que
projetam o sinal de áudio, compreendendo todo o espectro
sonoro.
Falantes, drivers e tweeters, podem ter os mais variados
tamanhos e formatos que é dado em polegadas.
Falantes: 2, 4, 6, 8, 10, 12, 15, 18, 20, 22, e 24 polegadas
Drivers: 1/2 polegada, 1 polegada, 1.1/2, 2 polegadas e 3
polegadas.
SOBRE ALTO FALANTES
Alto-falantes são transdutores eletroacústicos ou seja,
conversores de energia que convertem energia elétrica em
energia acústica (som). Fisicamente, um alto-falantes não
consegue reproduzir todas as frequência da faixa de áudio(20
à 20.000 Hz), pois as características físicas exigidas para que
um corpo vibrante produza sons agudos, são opostas às de
um corpo que produz vibrações graves.
CONT.....
Todos nós já percebemos que as cordas de um violão
são mais finas para as notas mais agudas e mais grossas
para as notas mais graves, um trompete produz sons mais
agudos que uma tuba devido ao fato de ter tubulações mais
curtas e assim por diante. Da mesma forma, um alto falante
precisa ter um cone grande e pesado, para que possa
reproduzir sons graves enquanto que para reproduzir sons
agudos as dimensões e o peso do cone devem ser
necessariamente menores. Por esse motivo são fabricados
alto falantes específicos para reproduzir sons graves,
médios ou agudos.
CONT.....
Alto-falante para frequências graves - woofer - (40Hz -
1.000Hz)
São de cone e bobina móvel, cone de 8, 10, 12 ou 15
polegadas de diâmetro.
Alto-falantes para médias frequências - midrange - (200Hz
- 7.000Hz)
Podem ser de cone e bobina móvel com cone de 2, 3, 4, 5 ou
6 polegadas de diâmetro ou drivers de compressão com
corneta acoplada.
Os drives utilizam, em lugar do cone, um diafragma de
material resistente muito leve
(fenolite, titânio, etc.).
CONT.....
Alto-falantes para altas frequências - tweeter - (5.000Hz -
20.000Hz)
Podem ser de cone e bobina móvel com cone de 1 à 3
polegadas de diâmetro, drivers de compressão (“super-
tweeter”) ou piezo -elétricos.
CAIXAS ACUSTICAS
Vamos falar agora, da matéria resolvida e
desenvolvida pelo homem, para que pudéssemos ter a
nossa disposição todo espectro sonoro acoplado há um
único ponto de transmissão sonora, a caixa acústica.
As caixas acústicas assim como transdutores,
mixers e microfones, também disponibilizam os mais
diversos modelos e marcas para a aquisição dos ouvintes
mais exigentes, até a mais simples aplicação(locadora de
som ou um piquenique na praia).
CAIXAS ATIVAS
São caixas com
processadores e
amplificadores
internos, onde todos
os transdutores da
fonte, estão
processados para
que se tornem uma
única fonte sonora.
CAIXAS ATIVAS
Aplicação: P.A., Monitor, Fly
Sistema: Caixa frontal ativa de 2 vias múltiplas (titânio) com crossover passivo interno.
Amplificador: 350 W/rms (4 ohms), 245 W/rms (8 ohms), com indicadores de sinal, Limiter (clip)
ind. frontal e traseiro, temperatura/Mute. Prot. nível, DC na saída e auto rampa, Ventilação forçada
inteligent system cooler com proteção térmica.
Pré-Amplificador: Controles de Volume High, Mid, Low com corte em ±15 dB, com filtro subsonic
em 40 Hz Butterworth filter 12 dB/oitava, filtro ultrasonic em 40 kHz Bessel filter 18 dB/Oitava e
IRF filter.
Resp. de Frequência: 40 Hz a 20 kHz
Entradas/Saídas: 4 paralelas (2 XLR IN/OUT e 2 P 10 IN/OUT) balanceadas (pino 1 GND, pino 2+,
pino 3-) com chaveamento para MIC ou LINE
Saída p/Falante Externo: Para conexão de caixa passiva (8 ohms) com conector
Speakon (pino 1+ pino 1-)
Sensibilidade: SPL (1w at 1m) = 100 dB
Falantes: 1×15″ Full Range, 1 drive de titânio (1 3/4). Cob. angular: Falante 90°H e 90°V,Drive:
90°H e 40°V.
Alimentação: 127/230 V (50/60 Hz) automática com acionamento Soft Start.
CAIXAS ATIVAS
CAIXAS ATIVAS
CAIXAS ATIVAS
ESPECIFICAÇÕES
- Tipo de Caixa: 2-way, ativa bi amplificada bass-reflex
- Resposta de frequência (-10dB): 50Hz – 20kHz
- Cobertura Nominal: 90º (H) x 60º (V)
Componentes:
- LF: Diâmetro: cone 15", Bobina de voz: 2.5", Imã: Ferrite
- HF: Diafragma:1.4", bTipo: 1" corneta de compressão, Imã:
Ferrite
- Crossover: 2.1kHz: FIR-X tuning™ (filtro FIR de fase
linear)
Potência de saída:
- Dinâmico: 1000 W (LF: 800 W, HF: 200 W)
- Continuo: 465 W (LF: 400 W, HF: 65 W)
- Nível máximo de saída (1m; no eixo ): 132dB SPL
CAIXAS PASSIVAS
São caixas com
processadores e sem
amplificadores
internos,
necessitando assim
de amplificadores
externos para a
alimentação desse
tipo de sistema.
CAIXAS FULL RANGE
São caixas com
processadores
internos, onde todos
os transdutores da
fonte, estão
processados para
que se tornem uma
única fonte sonora.
CAIXAS BI-AMPLIFICADAS
São caixa sem
processadores
internos,
necessitando assim
de equipamentos
para a manipulação
de cada transdutor.
CAIXAS MULTUSO
São caixas
processadas, que
disponibilizam
diversos tipos de
recursos, usb,
bluetooth, cartão
de memória,
fm....podem ser
facilmente
transportadas.
SISTEMA LINE ARRAY
Um dos sistemas mais
usados na atualidade,
para shows de grande
porte, e grandes
templos, enfim locais
com grandes públicos.
Sua precisão de
cobertura horizontal
. e
vertical são umas das
principais características
desse tipo de sistema,
eis a grande preferência
da maioria dos
profissionais de áudio.
SISTEMAS DE SONORIZAÇÃO E SEUS
FORMATOS
Vamos agora entrar no universo, dos diversos
formatos de sistemas de sonorização. Com o
avanço da tecnologia, hoje temos projetos de
sonorização capaz de atender, desde uma pequena
palestra, há um evento com grandes quantidades
de pessoas. Então vamos conhecer.
SISTEMA BÁSICO DE AUDIO/CAIXA FULL RANGE
Esse tipo de sistema é muito
usado para palestras,
aniversários, eventos
corporativos
SISTEMA DE AÚDIO COM DUAS VIAS
FULL RANGE
SUB
SISTEMA DE AÚDIO COM TRES VIAS
DRIVER TI
FAL 12 MID
FAL 18 SUB
SISTEMA DE AÚDIO COM QUATRO VIAS
TWEETER
DRIVER
FAL 12 MID
FAL 18 SUB
CONHECENDO OS EQUIPAMENTOS
Além de caixas e transdutores, é necessário
também que um profissional de áudio, tenha um
vasto conhecimento de todos os equipamentos
envolvidos no sistema sonoro.
AMPLIFICADORES
Para um bom sistema de áudio, em se tratando de
amplificadores, é extremamente importante sabermos dados
importante sobre eles. Dados esses que fazem uma enorme
diferença na hora da escolha do mesmo, haja visto que
dependemos exclusivamente de informações do sistema para
a aquisição dos tais.
Quais informações precisamos saber, sobre os
amplificadores?
AMPLIFICADORES
Quantidade de canais
Potencia
Sensibilidade
Consumo
Impedância
Classe
CLASSE DE AMPLIFICADORES
O mercado de Amplificadores é gigantesco. Várias
marcas e modelos. Como consequência, temos inúmeros
Amplificadores com características distintas entre elas e,
para manter um padrão, elas foram divididas em classes,
dependendo do propósito de cada um.
CLASSE DE AMPLIFICADORES
Classe A: Os Amplificadores classe A, tem como
característica principal a alta qualidade e baixa distorção
sonora. Por outro lado, a sua eficiência é significativamente
baixa. O rendimento de um módulo classe A varia em torno
de 25% de eficiência, ou seja, se o Amplificador possui
potência máxima de 600 Watts RMS significa que
aproximadamente 450 Watts são transformados em calor.
No geral, sua potência deveria ser 600 Watts RMS porém
apenas 150 Watts RMS são transformados em ondas
sonoras, o restante em calor. Além de gastar muita energia,
o mercado de Amplificadores classe A é bem escasso e o
preço é significativamente alto em relação às outras classes.
A essa classe pertencem os amplificadores de guitarra.
CLASSE DE AMPLIFICADORES
Classe B: Diferentemente dos Amplificadores classe A, os
Amplificadores de classe B trabalham com muito mais
rendimento porém com menor qualidade sonora. Na teoria,
seu rendimento varia em torno de 65% porém gera bastante
distorção em volumes baixos. Assim como os
Amplificadores classe A, este modelo de Amplificadores
também é muito raro encontrar no mercado.
CLASSE DE AMPLIFICADORES
Classe A/B: Esse modelo de amplificador é uma junção dos
classe A e B. Geralmente possui uma eficiência de
aproximadamente 50% (se o amplificador possui potência
máxima de 500 Watts RMS, ele irá usar mais 500 Watts de
consumo para transformar em calor) e a qualidade sonora é
melhor que os classe B. Nesta classe, os fabricantes utilizaram
as qualidades do classe A com a eficiência dos classe B. Na
maioria dos casos, os amplificador classe A/B são utilizados
para som stereo ou para ligar alto falantes de alta frequência
(drivers, tweeters, etc…).
CLASSE DE AMPLIFICADORES
Classe D: Muitos consideram esta classe de amplificadores
como sendo digitais porém os classe D não levam a letra D por
serem digitais pois atualmente a maioria dos módulos classe D
são baseados em princípios analógicos. Uma das exceções são
as linhas DSP, com SMD que é considerado classe D e possui
processamento digital dos sinais de áudio. Os amplificadores
classe D possuem alta eficiência de consumo (em torno de
apenas 5% a 10% são transformados em calor) porém não é
aconselhado para quem busca alta qualidade e fidelidade
sonora, pois pode gerar pequenas distorções em altas
frequências ou ainda podem interferir nas frequências de radio
AM. Na maioria dos casos, esta classe de amplificadores é
utilizada para o uso em subwoofers.
CLASSE DE AMPLIFICADORES
Classe H: É um classe AB que trabalha com dois níveis de
tensão de alimentação. Um nível mais baixo para baixa
potência e outro nível de tensão de alimentação maior para
potências maiores, com isso os componentes dissipam
menos energia conseguindo um rendimento maior. A
desvantagem é a distorção causada pela comutação das
fontes para um determinado nível de sinal. Possui
rendimento em torno de 70%.
CANAIS DE AMPLIFICADORES
CANAIS DE AMPLIFICADORES
CANAIS DE AMPLIFICADORES
CANAIS DE AMPLIFICADORES
CANAIS DE AMPLIFICADORES
CANAIS DE AMPLIFICADORES
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
SENSIBILIDADE. QUAL A MELHOR OPÇÃO?
No Brasil há uma grande diversidade de ganhos e
sensibilidades de entrada nas diversas marcas e modelos de
amplificadores disponíveis. Isto exige cuidado na
eventualidade de se misturar os diversos padrões em um
mesmo tipo de trabalho.
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
Fora do Brasil, as Sensibilidades (o nível exigido para
entregar a max. potência), como as -10dBu (ou -10dBm=245mV),
0dBu (=775mV) e +4dBu (=1,2V) são geralmente associadas a
amplificadores domésticos, de estúdio ou de instalação fixa, ao
passo que os Ganhos (ganho de tensão entre entrada/saída)
(26dB=20x, 32dB=40x e outros) costumam estar associados a
amplificadores para uso em P.A.
No Brasil a situação é um pouco mais complexa, pois
aqui a atividade de sonorização começou com os amplificadores
domésticos (que eram os únicos disponíveis), com as suas
sensibilidades de entrada, todas típicas do padrão doméstico
e/ou de estúdio. Posteriormente, com a entrada dos amps
importados especializados em P.A., os padrões de ganho foram
sendo gradualmente introduzidos.
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
QUAL O ESQUEMA MAIS APROPRIADO PARA O TRABALHO
EM SISTEMAS ATIVOS (P.A.)?
No começo da sonorização profissional no Brasil, encontrar
equipamentos importados não era coisa trivial, como é hoje! A
importação ou era proibida ou era muito cara; portanto, as
primeiras empresas de sonorização utilizavam os amps domésticos
adaptados em rack´s... e alguns até eram vendidos com as
"orelhinhas" de fixação, de montagem opcional. São típicos desse
período os Polyvox PM-5000 e os Gradiente A-1. Tais amplificadores
possuíam sensibilidades definidas para a sua potência máxima.
Nestes dois exemplos elas eram, respectivamente, de 0dBu
(=775mV) e de +4dBu (=1,2V).
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
Sensibilidade de entrada
Voltando a falar dos amplificadores, o parâmetro
“sensibilidade de entrada” é algo sempre importante,
indicando qual o sinal necessário para o amplificador mostrar
toda a sua potência. Podemos encontrar, no mercado,
fabricantes que constroem seus equipamentos com as seguintes
sensibilidades de entrada:
[Link] mais comuns:
1. 0,775V (0dBu) – o valor mais comum no mercado amador
e/ou semi-profissional.
2. 1,23V (+4dBu) – o valor mais comum para equipamentos
profissionais, principalmente os de alta potência.
3. 1,55V (+6dBu) o valor mais comum para ligação com
equipamentos digitais.
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
Chaves seletoras de taxas de amplificação – ganho
constante.
No início do texto, nós falamos que os amplificadores
de potência trabalham com uma razão fixa de trabalho do
sinal. Isso é verdade. Entretanto, alguns fabricantes (a
própria Ciclotron faz isto com a série Dynamic, a série
profissional da empresa) tem modelos que permitem
escolher a taxa de amplificação do aparelho.
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
SENSIBILIDADE DE AMPLIFICADORES
Nos Dynamic, pode-se escolher entre 20x e 40x. Segundo o
manual do fabricante, quando o ajuste está em 20x, o amplificador
entrega um sinal com um ganho fixo de 26dB em cima do sinal de
entrada. Quando em 40X, o amplificador entrega um ganho fixo de
32dB em cima do sinal de entrada. Ou então pode-se escolher “0”,
onde a sensibilidade de entrada é de 0,775V e o amplificador
trabalha com a sua própria taxa interna de amplificação. Em outras
marcas, é possível encontrar, por exemplo, chaves seletoras com o
padrão 0dBu, +4dBu e 40X.
Em resumo, quando selecionamos tal posição, para qualquer sinal
de entrada será aplicado um ganho constante. Por exemplo, em um
amplificador com chave posicionada em 40x, se entrarmos com 1V,
o resultado será 1 x 40 = 40V na saída.
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
DCX 2496
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
VENU 360
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
SENSIBILIDADE DE EQUIPAMENTOS
CROSSOVERS/PROCESSADORES
Crossovers, ou Processadores de áudio, são
equipamento que funcionam como divisores de frequência,
ou empilhamento de vias, se tornando assim o coração do
sistema. Crossovers analógicos, por não disponibilizarem de
ferramentas de precisão(X-over/filtros/eq’s/limiters/delays) se
tornaram hoje, equipamentos ultrapassados e quase em
desuso por parte dos profissionais de áudio.
CROSSOVER ANALOGICO
PROCESSADOR DIGITAL
Equipamento de extrema precisão,
contendo todos os recursos para um
bom alinhamento do sistema sonoro.
EQUALIZADORES GRÁFICOS
Equalizador gráfico
31 bandas
Equalizador gráfico
15 bandas
Equalizador gráfico
7 bandas
EQUALIZADORES PARAMÉTRICOS
EQUALIZADORES GRÁFICOS
EQUALIZADORES PARAMÉTRICOS
MESA DE SOM
Temos aqui o último dos componentes dessa cadeia, e
um dos mais importantes, pois é no mixer onde tudo
acontece, onde todas as fontes sonoras são ligadas para
serem mixadas individualmente.
Assim como todos os outros componentes, a
aquisição desse equipamento, deve ser extremamente
estudada, pois existem várias opções, e cada opção deve
atender a necessidade do usuário.
MESA ANALOGICAS
MESA ANALOGICAS
MESA ANALOGICAS
MESA DIGITAIS
MESA DIGITAIS
MICROFONES
A função de um microfone é captar energia
acústica (som) e transformá-la em sinais elétricos; o
microfone é então um transdutor ou seja, um
conversor de energia. Com relação à qualidade da
voz ou dos instrumentos acústicos reforçados em
um sistema de som, podemos dizer que o
microfone e a sua correta utilização são
fundamentais.
CONT.....
De nada adianta se ter um sistema de boa
qualidade, se o microfone não estiver produzindo
um sinal de qualidade, pois a única coisa que o
sistema fará é “amplificar” o som do microfone; se
for um som de pouca qualidade, é isso que vai
sair nas caixas acústicas.
TIPOS DE MICROFONE
QUANTO AO PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
Dinâmico:
Utiliza uma bobina móvel e um conjunto
magnético para converter o som em sinais
elétricos.
É o tipo mais utilizado de microfone por seu
baixo preço e robustez.
Capacitivo:
Utiliza uma membrana metálica de forma
circular que se apoia sobre distanciadores isolantes.
Em oposição aos distanciadores, encontra-se uma
placa perfurada fixa, também de forma circular.
Esse conjunto forma um capacitor. As variações de
pressão causadas pelas ondas sonoras fazem vibrar
a membrana metálica criando uma variação da
capacitância do circuito, gerando uma tensão
variável como saída.
CONT.....
São microfones de alta qualidade e excelente
resposta de frequências, produzindo um som claro
e bem definido. Não são frequentemente utilizados
em sonorização por seu alto preço e fragilidade no
manuseio. Para a sua alimentação é necessário uma
corrente de 48 volts, chamado de phanton power
nas mesas de som.
QUANTO À DIRETIVIDADE
Quanto a diretividade, os microfones
apresentam dois formatos: direcionais e omni-
direcionais.
Direcional:
Microfones direcionais são os que captam
melhor os sons que vem “de frente” para o
microfone, enquanto que os sons não são captados
com a mesma eficiência quando vem dos lados ou
por traz.
CONT.....
Nas figuras abaixo encontramos o diagrama
polar de um microfone direcional e uma ilustração
que mostra os sons que são mais e menos
captados pelo microfone.
Omni-direcional:
São os que captam com a mesma
eficiências sons que vem de qualquer direção.
Diagrama:
DIAGRAMA POLAR
INTERLIGANDO EQUIPAMENTOS DE AUDIO IN/OUT
É importante saber, que a interligação de
equipamentos de áudio, seja no universo analógico,
ou digital, seja física ou virtual, se dá por apenas
dois caminhos entradas e saídas. Esse é o primeiro
degrau para aprendermos, como funciona a cadeia e
a interligação de equipamentos de áudio.
CABOS E CONECTORES
Todos estamos sempre ansiosos para
aprender sobre mesa de som, microfones,
amplificadores, etc. Mas o início de tudo precisa ser
sobre os cabos e conectores utilizados em áudio. É
possível alguém imaginar que cabos e conectores
não mereçam grande atenção, mas em um evento,
teremos uma mesa de som, alguns amplificadores,
algumas caixas e dezenas de cabos, com diversos
tipos de conectores.
CONT.....
Exatamente pela grande quantidade deles, e
por serem os componentes mais frágeis, é grande a
chance de problemas. A maioria dos problemas de
som (tiros, estalos, ruídos, barulhos, falhas) é
causada pela utilização de cabos ou conectores
inadequados ou em mau estado.
CABOS UTILIZADO EM SONORIZAÇÃO
PARTE ESPECIFICA
Essa parte introdutória apresentou
características que serão encontradas em qualquer
tipo de cabo, para qualquer tipo de uso, seja
energia ou sonorização. Visto isso, agora é
necessário entrar nos tipos de cabo.
Existem várias formas de se fabricar cabos,
com essa ou aquela característica especial. Mas
saiba que, para cada uso, um tipo de cabo será o
mais adequado.
CONT.....
A escolha errada pode fazer com que o seu
cabo funcione como uma antena, captando todos
os ruídos de rádio e tv que circulam pela
atmosfera e os inserindo no seu sistema de P.A.
como ruído ou coisa pior (em alguns casos, a
interferência é perfeitamente audível). Já
imaginou as vozes do pregador e do locutor da
rádio saindo pela caixa de som? Pois isso não é
raro de acontecer.
CONT.....
Os tipos de cabos mais utilizados em
sistemas de PA são:
Paralelo
Coaxial Simples
Coaxial Duplo (ou Balanceado ou Blindado
duplo ou Blindado Estéreo)
Vamos estudar cada um deles. É
fundamental conhecê-los muito bem.
CABO PARALELO
O fio paralelo é o tipo mais barato, mas não
tem nenhum tipo de blindagem. Basicamente são
dois condutores que são presos juntos, um ao lado
do outro (um paralelo ao outro). Esses fios devem
ser utilizados, em sonorização, apenas onde o nível
de sinal elétrico seja suficientemente elevado para
que os sinais eletromagnéticos presentes na
atmosfera (TV, rádio, celular, etc.) não apareçam. E
níveis elevados de sinal elétrico só são encontrados
entre a saída dos amplificadores e as caixas de som
(aproximadamente 25 a 30 Volts).
CONT.....
As extensões elétricas domésticas são bons
exemplos de uso de fios paralelos. Entretanto,
para sonorização, é melhor que os condutores
tenham cores diferentes (o que é raro em energia
elétrica). Embora não imprescindível, cada fio ter
uma cor facilita a identificação dos polos positivo
e negativo, e isso tem uma grande importância,
principalmente na ligação das caixas de som
(estudaremos isso adiante). Em sonorização, o
mais comum é o uso de fios chamados de
“bicolor”, “preto e vermelho” ou "flamenguinho".
CONT.....
Os fios paralelos são muito usados em
instalações fixas das igrejas, quando estarão
dentro de conduítes ou canaletas. Para quem
realiza eventos externos, é necessário um fio que
suporte melhor as trações mecânicas, e o fio
paralelo bicolor tem pouca resistência. Nesse caso,
deve-se utilizar um tipo especial de fio paralelo,
que além do isolante individual de cada condutor,
ainda tem uma terceira camada de isolante. São
chamados de fio PP. O fio PP é mais caro que o fio
paralelo normal, mas é muito mais resistente.
CONT.....
A escolha do cabo paralelo certo é tão
importante que os fabricantes de amplificadores citam
e dão dicas do uso correto nos manuais, e isso por um
motivo simples: fios finos demais (de bitola
insuficiente) podem causar perda de até 30% na
potência de um amplificador. A potência é perdida
pelo cabo na forma de calor, deixando de ser
aproveitada na forma de som. Pode parecer incrível,
mas por causa de erros na utilização de fios
inadequados, um amplificador muito potente pode ter
o mesmo resultado que um amplificador menor (e
mais barato) usando os cabos corretos para ligação com
as caixas.
CABO PP
FIO FLAMENGO OU BICOLOR
CABO COAXIAL
DESBALANCEADOS
SINAIS DESBALANCEDOS
Os sinais desbalanceados são aqueles em
que temos um condutor, que transporta o sinal e
uma malha que é o condutor de referência. As
entradas e saídas chamadas desbalanceadas
possuem poucas características positivas, sendo
que vários problemas de ruídos normalmente
estão relacionados a “loops” de terra, gerados
pelas interligações entre equipamentos com sinais
desbalanceados.
CARACTERISTICAS
Características Positivas
Baixo custo de fabricação, Cabos de fácil
construção, quase que a prova de erros.
Características Negativas
Fácil ocorrência de Loops de terra, Sem
rejeição a ruídos externos, Cabos devem ser
curtos, de preferência menores que três metros. A
figura 1 ilustra como funciona uma entrada
desbalanceada.
CABO COAXIAL
BALANCEADOS
SINAIS BALANCEDOS
Para estes sinais temos dois condutores
centrais e uma blindagem (malha). O sinal de
áudio presente na linha balanceada tem
polaridade oposta em cada condutor, ou seja,
quando a tensão presente em dado momento em
um condutor é positiva (em relação ao terra, que é
a malha), no outro é negativa. Um aparelho que
tenha uma entrada balanceada (uma mesa de som,
por exemplo), ao receber esses sinais, inverte a
polaridade de um deles e soma ao outro.
CONECTORES
PARA CAIXAS ACUSTICAS
SPEAKON MACHO 4/8 VIAS SPEAKON FEMEA 4/8 VIAS
BANANA
CONECTORES PARA INTERLIGAÇÃO DE
MESAS, MICROFONES E INSTRUMENTOS
CONECTOR XLR
FEMEA MACHO
PLUG P10 MONO/STEREO
OU TR/TRS
P10 MONO/TR P10 STEREO/TRS
PLUG P2 E RCA
PLUG P2 PLUG RCA
MULTCABOS E SUBSNAKE
LIGAÇÃO DE FALANTES E DRIVERS
IMPEDANCIA
Para entendermos o que é o casamento de
impedância, precisamos primeiro entender o que é
impedância. Tecnicamente, impedância é o
resultado da reatância capacitiva e da reatância
indutiva em um determinado circuito. De maneira
simples, a impedância elétrica (ou simplesmente
impedância) é a oposição (impedimento,
resistência, força contrária) que um circuito (o
“caminho” da energia elétrica entre os pólos
positivo e negativo) faz à passagem de corrente
elétrica.
CONT.....
Todo material apresenta impedância, em
maior ou menor grau. Materiais condutores
apresentam baixa impedância, ou seja, são
facilmente atravessados por corrente elétrica,
enquanto materiais isolantes (não condutores)
apresentam altas (ou altíssimas) impedâncias, não
deixando que a corrente elétrica os atravesse ou
apresentando muita resistência a essa corrente.
CONT.....
A impedância é medida em Ohms e seu
símbolo é uma simpática ferradura (Ω), símbolo
originário do alfabeto grego, indicativo da letra
Ômega. O nome é uma homenagem ao físico
alemão George Simon Ohm, quem primeiro
descreveu estes fenômenos no início do século XIX.
Materiais condutores apresentam poucos Ohms de
resistência, enquanto materiais isolantes
apresentam milhares (K Ohms, sendo K o
indicativo de mil) ou milhões (M Ohms, sendo M o
indicativo de milhão) de Ohms de impedância.
CONT.....
A letra “Z” é indicada para representar a
impedância elétrica. Em áudio, encontramos em
Direct Boxes e em alguns cubos para instrumentos
conexões chamadas de “High Z” e “Low Z”,
indicando conexões para equipamentos de alta
impedância e de baixa impedância.
CONT.....
Em geral, alto-falantes são construídos em
valores padronizados em todo o mundo, nos
valores de 2, 4, 8, 16 e 32 Ohms. Os mais comum de
encontrarmos são os falantes com uma impedância
nominal de 4 Ohms (muito comum para sistemas
automotivos) ou 8 Ohms (muito comum para
sistemas de PA). Entretanto, apesar da
padronização, nada impede que exista um falante
com características específicas (feito para usos
especiais).
CONT.....
Como vimos, podemos considerar a
impedância nominal de um alto-falante para
efeitos de cálculo e para realizarmos a associação
de 2 ou mais alto-falantes. Ao montarmos uma
caixa acústica com mais de um alto-falante,
podemos realizar essa associação de diversas
formas e cada uma dessas formas vai resultar em
um valor diferente de impedância. Essa
impedância, vai ser a impedância nominal da
caixa; aquele número que aparece escrito em uma
etiqueta junto ao conector de entrada da caixa.
CONT.....
Existem, em suma, três formas de ligar alto-
falantes em uma caixa acústica: série, paralelo e a
junção das duas.
Considerando que o alto-falante é um resistor com
valor nominal, podemos fazer essas ligações.
LIGAÇÃO EM PARALELO
LIGAÇÃO EM SÉRIE
LIGAÇÃO EM SÉRIE/PARALELO
EQUALIZADORES E SUAS FUNÇÕES
Cada instrumento musical possui uma serie de
frequências de acordo com sua característica de
timbre e tonal. O termo equalização diz respeito a
manipulação destas frequências
(graves/médios/agudos), resumindo, no mundo do
áudio utilizamos o equalizador para aumentar
(reforço) e baixar (atenuar) o volume de frequências.
CONT.....
Historicamente o equalizador surgiu através
da indústria da comunicação, mais precisamente
por causa do telefone. A ideia era compensar uma
deficiência do áudio, reforçando algumas
frequências que se atenuavam ao longo do trajeto,
por conta da distancia. Com isso conseguia-se que o
sinal sonoro fosse mais inteligível e plano a quem o
escutasse. Com o tempo os engenheiros foram
descobrindo que poderiam extrair mais do
equalizador e o transformaram numa ferramenta
indispensável.
TIPOS DE EQUALIZADORES
PARAMÉTRICO
Neste equalizador pode-se escolher a
freqüência central a ser manipulada, a largura de
banda (Q-bandwidth = quantidade de frequências
que se altera junto com a frequência central) que
pode ser constante ou não, e a amplitude desta
banda (ganho/atenuação).
SEMI-PARAMÉTRICO
Todos os mesmos parâmetros menos o Q
(largura de banda) que neste caso é fixa. O termo
também é usado para descrever seções de
equalização, que podem conter várias bandas de
EQ. Nesses casos, geralmente, uma ou mais das
bandas em questão não é um paramétrico cheio de
recursos, pala ausência do Q . Por exemplo, uma
mesa de mixagem com um EQ semi-paramétrico
pode ter quatro bandas de equalização, mas apenas
dois dos quatro podem ser totalmente
paramétricos (o que implica que os outros dois não
têm o controle de Q).
GRÁFICO
Todos os mesmos parâmetros, a mudança é
que as frequências já são estabelecidas (fixas) assim
como a largura de banda (normalmete 1/3 de
oitava). A única coisa que faz um EQ “gráfico” é
esta configuração que te permite ver a curva de
equalização em um relance. Os equalizadores
gráficos mais encontrados são de 31 e 15 bandas
FILTROS E SUAS FUNÇÕES
TIPOS DE FILTROS
Para alterar frequências, usamos os seguintes
filtros:
BAND PASS ou BELL
Ou passa banda como é conhecido, ajusta uma
banda de frequências.
LOW SHELVING
Leva junto todas as frequências abaixo da
escolhida.
HIGH SHELVING
Leva junto todas as frequências acima da
escolhida.
LOW PASS FILTER(LPF)
Elimina todas as frequências acima da
escolhida.
HIGH PASS FILTER(HPF)
Elimina todas as frequências abaixo da
escolhida.
MIXERS OU MESAS DE SOM
Uma mesa de som tem a função de combinar
sons que vem de várias fontes para um ponto só de
saída, nela podemos controlar diversos canais de
áudio, como por exemplo, microfone, guitarra, CD
Player, entre outros que são divididos por botões e
entradas. Existem vários modelos de mesas,
também conhecida como mixer ou misturador, pelo
fato de reunir estes sons que são perfeitos para
qualquer tipo de evento ou espaço.
FUNÇÕES DAS MESAS DE SOM
Canais de entrada balanceado
Canais de ent. desbalanceado
Insert
Ganho do canal
Agudo/shelving
Semi-parametrico
Grave/shelving
Saída auxiliar 1
Saída auxiliar 2
Panoramico
Mute
Solo
Saida 1/2
Saida 3/4
Saída LR
SAÍDAS DAS MESAS DE SOM
Saídas aux Saídas direct output
Saídas LR Insert aux
Saídas LR sala Grav. subgrupo Adicionais aux
TIMBRE
Timbre é a característica peculiar de cada
som. Apesar de aprendermos que o som é uma
onda, essa onda não é bonitinha (senoidal) como
aparece nas gravuras.
CONT.....
Cada onda sonora apresenta um formato
característico, que depende do material que produziu o
som. Isso é o que define o timbre do som. Timbre é o que
diferencia dois sons de mesma frequência (mesma nota).
Por exemplo, a nota Dó tocada no violão tem um som
muito diferente da nota Dó tocada no teclado ou
na flauta. Isso significa que esses instrumentos
possuem timbres diferentes.
CONT.....
Quanto mais prática e experiência o operador de
áudio desenvolver, mais apurado ficará o seu ouvido para
conseguir distinguir o timbre peculiar de cada instrumento.
Por exemplo, dois violões de mesmo modelo e mesmo
fabricante podem possuir timbres diferentes. Isso ocorre
pelo fato da fabricação não ser exatamente igual para todos
os instrumentos em uma linha de montagem. Qualquer
milímetro de diferença no posicionamento ou encaixe de
uma peça já altera o timbre de um instrumento acústico e,
muitas vezes, esses detalhes passam despercebidos pela
maioria das pessoas.
EQUALIZANDO INSTRUMENTOS
Como disse na Introdução, o ouvido humano é capaz
de perceber frequências entre 20 Hz e 20 kHz e esta será
nossa faixa de atuação. É de suma importância que a
conheçamos bem. Podemos dividir o espectro de frequências
audíveis de acordo com a tabela abaixo, baseada no trabalho
do engenheiro Leo de Gars Kulka, realizado no ano de 1970
(informação retirada de artigo de autoria do Eng. Fábio
Henriques publicado na Revista Áudio, Música &
Tecnologia).
CONHECENDO O ESPECTRO SONORO
20 a 60 Hz Subgraves/Subwoofer
60 a 250 Hz Graves
250 Hz a 2 kHz Médio-Graves
2 a 6 kHz Médio-Agudos
6 a 20 kHz Agudos
CONT.....
A tabela abaixo, elaborada pelo engenheiro de som
Fábio Henriques, é baseada na tabela 1. Esta tabela mostra
as diversas regiões de audição divididas por oitavas e o
que percebemos com a falta ou excesso delas.
Oitava Faixa de Região Palavra Excesso Falta
Freqüência Chave
(Hz)
1ª 20 – 40 Subgraves Fundação Flácido/U Pouco
percebido
2ª 40 – 80 Graves Profundos Profundidad Frouxo Leve
e
3ª 80 – 160 Graves Base Pesado/U Magro
4ª 160 – 320 Graves/MédioGrav Densidade Cavernoso/O Apertado
es
5ª 320 – 640 Médios-Graves Corpo Oco/Ã Preso
6ª 640 – 1K2 Médios-Graves Força Buzina/Ó Distante
7ª 1K2 – 2K5 Médio-Agudos Projeção Lata/É Estrangulado
8ª 2K5 – 5K MédioAgudos/Agu Presença Estridente/I Velado
dos
9ª 5K – 10K Agudos Brilho Sibilante/S Abafado
10ª 10K – 20K Superagudos Ar Zunido Pouco
percebido
CONT.....
Baseado nos dados das tabelas 1 e 2, Fábio
Henriques elaborou a tabela 3, que contém sugestões de
equalização para utilização durante a mixagem dos
diversos instrumentos que costumamos usar. Lembre-se
que o que está relacionado abaixo é apenas um ponto de
partida. Você está livre para experimentar outros timbres e
equalizações e utilizar aquela que melhor se adequar à sua
necessidade.
RESPONSABILIDADE DE UM TECNICO DE AUDIO
Entenda estudo como a necessidade contínua de
aprimoramento. Não é porque uma pessoa é excelente
médico que ele não vai querer se aprimorar, estudar,
conhecer novas técnicas. Na verdade, é porque querer
sempre se aprimorar que será um excelente médico.
O operador precisa estar sempre estudando. Novos
equipamentos são lançados, novas marcas, produtos mais
baratos. Algumas soluções serão encontradas, e etc.
CONT.....
Em Num 24:16 temos “Fala aquele que ouviu os ditos
de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo, o que viu a
visão do Todo-Poderoso, caindo em êxtase, de olhos
abertos”
Esse trecho nos relata a história de um servo de Deus,
que andava em comunhão com o Senhor, mas de olhos
abertos. Significa para nós alguém que está em comunhão,
mas que está também vigilante.
CONT.....
O operador precisa ser assim. Atento a tudo o que
acontece, mas em comunhão com o Senhor. Deve estar
de olho no pregador, sempre, como também atento aos
instrumentistas e cantores. Exemplos:
Um pastor que suava demais, e toda vez que levava o
lenço à testa, para enxugar o suor, dava microfonia. Tinha
que ter atenção total, pois ao surgir o lenço, tinha que ser
rápido no fader em abaixar o canal.
CONT.....
Dica prática: atenção total é essencial. Olhos atentos,
ouvidos bem abertos e mãos ágeis.
De vez em quando encontro um sonoplasta que se encaixa
no seguinte: “Tu vês muitas coisas, mas não as guardas;
ainda que tenha os ouvidos abertos, nada ouve”. Isaías
42:20
CASE TECNICA
A “mala” do técnico
Assustado com o título? Existem muitos técnicos
"malas" por aí, mas desta vez estamos realmente falando é
da mala "com alça", a que o técnico de áudio carrega, que
contém ferramentas, conectores, fusíveis, multímetro e
outros itens mais.
CONT.....
Um técnico de áudio que se preza sabe da
importância de carregar uma pequena caixa de ferramentas
(ou maleta ou bolsa ou case – já deu para entender, não?)
com itens que são extremamente necessários para a
realização de um evento. São ferramentas, testadores,
pequenas peças que podem fazer a diferença entre um
"desastre" e uma sonorização.
MULTÍMETRO CONJ. SOLDA
ALICATES FITAS, ABRACADEIRAS
CONECTORES TEM DE TUDO