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Pesquisa e Aplicação de Tendências na Moda

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DESIGN DE MODA

Processo Criativo e Desenvolvimento

Pesquisa de Tendências

Fontes de Pesquisa no Mundo da Moda

A pesquisa de tendências é uma etapa essencial para designers e marcas que


desejam estar à frente no mundo da moda. As tendências influenciam as
coleções, as campanhas publicitárias e o comportamento dos consumidores.
Existem várias fontes onde os profissionais podem buscar inspiração e
informações sobre o que está em alta:

 Passarelas: Os desfiles de moda são uma das principais fontes de


pesquisa, onde estilistas renomados lançam suas novas coleções.
Esses eventos definem tendências sazonais que são rapidamente
absorvidas pelo mercado.

 Street Style: A moda das ruas tem ganhado cada vez mais força,
especialmente com o crescimento das redes sociais. Fotografias de
street style em grandes centros urbanos fornecem insights sobre como
as pessoas estão adaptando as tendências às suas realidades cotidianas.

 Feiras e Exposições: Feiras de tecidos, exposições de arte e eventos


de design são lugares onde novas ideias surgem e são compartilhadas.
Esses eventos permitem que os designers explorem materiais, cores e
técnicas emergentes.
 Revistas de Moda: Publicações tradicionais como Vogue, Elle e
Harper's Bazaar continuam a ser referências importantes para quem
pesquisa tendências. Elas oferecem uma visão ampla do que está em
alta nas principais capitais da moda.

 Redes Sociais e Influenciadores: Plataformas como Instagram,


TikTok e Pinterest são fundamentais para observar como as novas
gerações interagem com a moda. Influenciadores digitais são muitas
vezes os primeiros a adotar e popularizar novas tendências.

 Bureaux de Tendências: Empresas especializadas, como WGSN e


Trend Union, são dedicadas a prever tendências com base em
pesquisas de mercado e comportamento do consumidor. Elas
fornecem relatórios detalhados sobre moda, cores, tecidos e estilos que
dominarão futuras estações.

Identificação de Tendências Atuais

Uma vez que as fontes de pesquisa foram exploradas, o próximo passo é


identificar as tendências que estão ganhando destaque. Esse processo
envolve uma análise cuidadosa de padrões repetitivos nas diferentes fontes
de informação.

 Cores: Uma das formas mais fáceis de identificar uma tendência é


pela paleta de cores predominante. Certas cores são frequentemente
associadas a diferentes estações e estados de espírito, e designers
observam o surgimento de novos tons nas passarelas e na moda de rua.

 Silhuetas e Formas: As formas das roupas também evoluem com o


tempo. Silhuetas mais amplas e fluidas podem marcar uma temporada,
enquanto cortes mais ajustados podem dominar outra. A análise de
desfiles e editoriais ajuda a observar quais estilos estão em alta.
 Materiais e Tecidos: O surgimento de novos tecidos ou a
popularização de materiais sustentáveis são sinais de mudanças nas
tendências. Tecidos naturais, reciclados ou tecnológicos costumam
aparecer com frequência em novas coleções.

 Estampas e Padrões: O uso de estampas específicas, como florais,


geométricas ou abstratas, é outra maneira de identificar tendências
emergentes. As estampas podem comunicar o clima cultural e as
influências artísticas da época.

 Comportamento do Consumidor: O que as pessoas estão


comprando e como estão se vestindo também ajuda a identificar
tendências. A demanda por roupas confortáveis e funcionais, por
exemplo, cresceu durante períodos de mudanças globais, como a
pandemia.

A identificação de tendências não é apenas uma questão de observar o que


está acontecendo, mas também de interpretar o que essas mudanças
significam e como elas se conectarão com o público-alvo.

Aplicação de Tendências em Criações

Após identificar as tendências, o próximo desafio para os designers é aplicar


essas descobertas em suas criações de maneira original e relevante. A
adaptação das tendências envolve equilibrar as influências externas com a
identidade da marca e o estilo pessoal do designer.

 Inspiração versus Cópia: Aplicar tendências não significa


simplesmente replicar o que já foi feito. Designers bem-sucedidos
utilizam tendências como ponto de partida, incorporando novos
elementos em suas próprias criações, mantendo a autenticidade de seu
trabalho.
 Adaptar ao Público-Alvo: Nem todas as tendências são adequadas
para todos os públicos. É importante considerar o perfil dos clientes e
adaptar as tendências de acordo com as preferências e necessidades
deles. Por exemplo, uma marca focada em moda sustentável pode
priorizar tendências de tecidos reciclados ou de origem orgânica.

 Inovação e Experimentação: As tendências podem servir de


inspiração para a inovação. Um designer pode pegar uma tendência de
silhueta ampla e experimentar novos cortes, tecidos ou detalhes que
não foram vistos antes. O desafio é criar algo único enquanto ainda se
conecta com a tendência global.

 Coleções Sazonais: A moda segue ciclos sazonais, e a aplicação de


tendências também deve levar isso em consideração. Uma coleção de
inverno pode aplicar tendências de tecidos quentes e cores mais
escuras, enquanto a coleção de verão pode destacar tecidos leves e
cores vibrantes.

 Sustentabilidade: A aplicação de tendências também deve considerar


o impacto ambiental. Com a crescente conscientização sobre a
sustentabilidade, muitos designers estão adaptando tendências de
forma a minimizar o desperdício e promover o uso de materiais
ecológicos.

Ao aplicar as tendências, é crucial que o designer mantenha uma visão clara


do propósito da coleção, garantindo que cada peça criada comunique não
apenas a estética, mas também o conceito e a filosofia da marca.
Desenvolvimento de Coleção

Conceito e Planejamento de Coleção

O desenvolvimento de uma coleção de moda começa com a criação de um


conceito, que será o fio condutor para todas as peças. Esse conceito é
inspirado por diversas fontes, como cultura, arte, acontecimentos sociais,
história ou até experiências pessoais do designer. A partir do conceito, o
designer começa a definir o tema central da coleção. Por exemplo, uma
coleção pode se inspirar no estilo boêmio, na arquitetura moderna ou em um
evento histórico marcante.

Após a definição do conceito, o próximo passo é o planejamento da coleção.


Isso inclui a organização das peças que farão parte da coleção, a quantidade
de looks e os tipos de roupas e acessórios a serem criados. Esse planejamento
precisa levar em consideração o público-alvo da marca, as tendências atuais
e a estação do ano em que a coleção será lançada (primavera/verão ou
outono/inverno). Além disso, é necessário fazer uma previsão de custos,
considerando a produção, os materiais e a mão de obra envolvida.

Durante o planejamento, os designers também decidem as silhuetas, os tipos


de tecidos e os detalhes de acabamento que serão utilizados. Tudo deve estar
alinhado com o conceito, criando uma narrativa coesa que se reflete em cada
peça da coleção.
Criação de Moodboard e Paleta de Cores

Uma das etapas fundamentais no desenvolvimento de uma coleção é a


criação do moodboard, que serve como uma colagem visual de referências
e inspirações. O moodboard é composto por imagens, texturas, cores e até
palavras que ajudam a comunicar a atmosfera e o conceito da coleção. Ele é
essencial para manter a consistência estética e temática ao longo do processo
criativo.

Ao criar um moodboard, o designer reúne elementos visuais que evocam o


tema da coleção, como fotos de obras de arte, cenas da natureza, texturas de
materiais, imagens de arquitetura e até referências culturais ou históricas. O
objetivo é que o moodboard sirva de guia para todas as decisões visuais que
serão tomadas durante a criação das peças.

Junto com o moodboard, a paleta de cores é desenvolvida. A escolha das


cores é uma parte crucial no desenvolvimento de uma coleção, pois as cores
transmitem sentimentos e influenciam o apelo visual das peças. A paleta de
cores deve estar alinhada com o conceito da coleção e com as tendências
sazonais. Por exemplo, uma coleção de primavera/verão pode ter cores vivas
e alegres, como amarelo, azul e verde, enquanto uma coleção de
outono/inverno pode priorizar tons mais sóbrios e quentes, como marrom,
bordô e cinza.

A criação da paleta de cores também leva em consideração a combinação de


tecidos e estampas. Tecidos mais leves, como chiffon e seda, podem exigir
cores diferentes em comparação com tecidos mais pesados, como lã ou
couro. A harmonia entre a paleta de cores e o moodboard garante que a
coleção tenha uma identidade visual clara e unificada.
Elaboração do Croqui até a Peça Final

Depois de definir o conceito, criar o moodboard e estabelecer a paleta de


cores, chega o momento de transformar essas ideias em desenhos e,
posteriormente, em peças de roupa. O processo começa com a elaboração
dos croquis, que são esboços de cada peça da coleção. Esses desenhos
detalham a forma, a silhueta e os detalhes de cada roupa, como o tipo de
gola, comprimento, ajustes, costuras e adornos. O croqui é a primeira
representação visual do que será a peça final.

O croqui precisa ser detalhado o suficiente para que possa ser transformado
em um molde técnico. A partir dos croquis, os moldes são criados para cada
peça, levando em consideração as medidas e o caimento desejado. O molde
é a base para o corte do tecido, que será montado e ajustado na fase seguinte.

Uma vez que os moldes estão prontos, os tecidos são cortados e costurados
para criar os protótipos ou amostras. Nesta fase, ajustes são frequentemente
feitos para garantir que a peça tenha o caimento correto e atenda às
expectativas visuais e funcionais estabelecidas no croqui. Testes de ajuste
são realizados em manequins ou modelos vivos, permitindo que o designer
veja como a peça se comporta em movimento.

Depois de ajustes e refinamentos, a peça final é concluída, pronta para ser


fotografada e apresentada em desfiles, catálogos ou campanhas de
marketing. Esse processo, do croqui à peça final, exige atenção aos detalhes
e uma comunicação clara entre o designer e a equipe de produção para
garantir que o conceito original seja mantido até a última etapa.

Com a peça final pronta, o designer pode apresentar a coleção completa, que
deve refletir de forma harmoniosa o conceito e a visão criativa estabelecidos
no início do processo, transformando uma ideia em uma coleção real e
comercializável.
Modelagem e Prototipagem

Princípios Básicos de Modelagem

A modelagem é o processo de transformar um desenho de moda em uma


peça tridimensional. Ela envolve a criação de moldes que serão usados para
cortar o tecido, garantindo que ele seja montado de forma adequada e que a
peça final tenha o caimento desejado. Os princípios básicos da modelagem
incluem o entendimento das formas do corpo humano, o conhecimento das
diferentes silhuetas e o domínio das técnicas de corte e costura.

A modelagem começa com o estudo das proporções do corpo. O designer ou


modelista precisa entender como os diferentes tipos de tecidos se comportam
no corpo para criar peças que sejam confortáveis, esteticamente agradáveis
e funcionais. Um dos principais objetivos da modelagem é ajustar a roupa de
acordo com as medidas específicas do corpo, garantindo que o caimento seja
perfeito.

Além disso, existem dois tipos principais de modelagem: modelagem plana


e moulage. Na modelagem plana, o modelista cria o molde em uma
superfície plana, geralmente papel, com base nas medidas do corpo. Já a
moulage envolve a modelagem diretamente sobre um manequim
tridimensional, onde o tecido é moldado ao corpo e preso com alfinetes para
criar a forma desejada.

Compreender os princípios básicos de modelagem é fundamental para


qualquer designer, pois essa etapa é o elo entre a concepção artística e a
produção física da roupa.
Criação de Moldes

A criação de moldes é a próxima etapa do processo de modelagem. Um


molde é um padrão bidimensional, geralmente feito de papel, que serve como
base para cortar o tecido. Cada parte da roupa, como mangas, golas, frente e
costas, possui um molde correspondente.

O processo de criação de moldes envolve várias etapas:

 Tomada de Medidas: A criação de um molde começa com a tomada


precisa das medidas do corpo ou do manequim. Essas medidas são
essenciais para garantir que a peça final terá o ajuste correto.

 Desenho do Molde: Utilizando as medidas, o modelista desenha o


molde no papel, representando cada parte da roupa. Nessa etapa, são
considerados detalhes como pences, pregas, franzidos e outros
acabamentos.

 Margens de Costura: Ao desenhar o molde, o modelista também


deve adicionar margens de costura, que são os espaços extras ao redor
das bordas das peças para facilitar o processo de montagem e costura.

 Teste do Molde: Antes de usar o molde para cortar o tecido final, ele
geralmente é testado em um tecido barato, como a musselina, para
garantir que as proporções e o caimento estão corretos.

Os moldes precisam ser precisos e detalhados, pois qualquer erro nesta etapa
pode comprometer o resultado final da peça. Eles funcionam como o "mapa"
da roupa, guiando todo o processo de produção.
Construção de Protótipos e Ajustes

Após a criação dos moldes, a próxima etapa é a construção dos protótipos,


também conhecidos como amostras. O protótipo é uma versão inicial da peça
que é confeccionada para testar o design, o caimento e os detalhes da roupa
antes da produção final.

A construção do protótipo segue os seguintes passos:

 Corte do Tecido: Utilizando os moldes criados, o tecido é cortado


com precisão. É importante garantir que o tecido seja cortado na
direção correta, respeitando o fio do tecido e as instruções do molde.

 Montagem da Peça: O tecido cortado é então costurado para formar


o protótipo. Nessa fase, o modelista ou costureira monta a peça com
todos os detalhes, como zíperes, botões e acabamentos.

 Prova e Ajustes: Com o protótipo montado, ele é provado em um


manequim ou modelo vivo para verificar o caimento, o ajuste e o
design. É nesse momento que o designer ou modelista avalia se a peça
atende às expectativas. Se houver falhas ou ajustes necessários, o
protótipo é modificado até que se alcance o resultado desejado.

A fase de ajustes é crucial, pois ela permite que o designer faça melhorias e
correções antes da produção em maior escala. Detalhes como o
comprimento, a largura das mangas e o posicionamento de elementos
decorativos são ajustados conforme necessário.

Após a construção do protótipo e a realização dos ajustes, o designer tem em


mãos uma versão final da peça que poderá ser produzida em série. A
modelagem e a prototipagem garantem que as ideias criativas do designer
sejam traduzidas em roupas funcionais, confortáveis e esteticamente
agradáveis.

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