0% acharam este documento útil (0 voto)
46 visualizações37 páginas

Introdução À Prática Médica: 1º Semestre

Enviado por

Lucas Nunes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
46 visualizações37 páginas

Introdução À Prática Médica: 1º Semestre

Enviado por

Lucas Nunes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Introdução à

Prática Médica
1º SEMESTRE
Uma Breve História da Medicina
- Há 5 milhões de anos: Australopitecus (volume cerebral reduzido)
- Há 3 milhões de anos: Homo erectus (cérebro grande, fala, bípede,
fogo, fazia utensílios de pedra)
- Há 150.000 anos: Homo sapiens
- Luci, uma Homo erectus, deve ter sido o primeiro ser humano a
praticar a medicina, pois é da natureza humana ajudar ao próximo.
- O domínio da criação de animais e da agricultura possibilitou a
formação das primeiras aglomerações humanas de forma fixa e organizada, mas também causou a transmissão de
doenças pela coexistência promíscua entre os seres humanos e os animais.
- PESTE NEGRA: na Idade Média, dizimou parte significativa da população da Europa. Era transmitida pela bactéria
Pasteurella pestis por meio da picada da pulga dos ratos.
- FEBRE MACULOSA: causada por uma riquétsia (gênero de bactérias que são carregadas como parasitas por vários
carrapatos, pulgas e piolhos) por meio de um carrapato que infecta as populações de pacas que constituem seu
reservatório natural.
- AIDS: originada da promiscuidade entre homens e macacos no centro da África.
- EBOLA: causada por vírus, que existe normalmente em morcegos.
- A contaminação da água por vermes, vírus, protozoários e bactérias são os maiores contribuintes para a mortalidade
humana.
- O início exato da Medicina se deu com os primeiros métodos efetivos de tratar as doenças.

 Robert Koch (1843-1910) descobre o bacilo da Tuberculose, do antraz e da cólera, desenvolve os métodos de fixação
e coloração das bactérias, possibilitando sua análise e classificação microscópica. Percebe que as bactérias podem ser
isoladas puras em diferentes meios de cultura nutritivos, aprimorando assim sua classificação. Apresenta seus
postulados, até hoje aceitos, constituindo exigência para a admissão da causa de qualquer doença infecciosa:

1. O microrganismo deve ser encontrado em todos os doentes portadores da citada enfermidade.

2. Deve ser isolado e se desenvolver de forma pura em meio de cultura nutritiva.

3. A inoculação desse microrganismo patógeno em animal de experimentação suscetível ao mesmo deve reproduzir a
mesma doença anteriormente observada no animal de onde foi retirado.

4. Neste, deve-se isolar novamente em cultura nutritiva e observar-se o desenvolvimento do mesmo microrganismo
patógeno, com características idênticas ao inicialmente isolado a partir do animal doente.

@futura.dra.minghe
OBS.: Com o surgimento da antissepsia e da anestesia no século XIX, foi possível grande avanço na cirurgia.

- A Semiologia, o estudo dos sinais e sintomas e sua correlação com os conhecimentos da microbiologia, que se iniciou
com Pasteur e Koch, e com a patologia, trazem uma precisão não antes imaginada na obtenção do diagnóstico. Este
foi em muito facilitado pelo avanço tecnológico iniciado com a revolução industrial, a partir da metade do século XIX,
que propicia o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos e terapêuticos, além de grande avanço no
desenvolvimento de novos fármacos.
- Se hoje somos herdeiros de todo esse notável e ininterrupto avanço, colhemos, no entanto, algumas desvantagens
comprometedoras ao se priorizar a tecnologia e ao subestimar a relação médico-paciente, mesmo sabendo da
importância da obtenção de forma meticulosa da história clínica e realização do minucioso exame físico do paciente.
- O jovem médico frequentemente não se apercebe, ou é induzido à insegurança, de que utilizando exclusivamente esse
modelo, a semiologia, podemos realizar a grande maioria dos diagnósticos e propor o tratamento correto.
- Não podemos nos esquecer de que, embora nem sempre sejamos capazes de curar, se faz permanente a
necessidade de demonstração de caridade, empatia, de solidariedade, e de que sempre será possível oferecer alguma
forma de alívio.

@futura.dra.minghe
Introdução à Semiologia
 Por definição, a Semiologia é o estudo da comunicação por meio de sinais.
 Podemos dizer que os métodos semiológicos compreendem os exemplos de meios de comunicação como a linguagem,
os diferentes alfabetos, a escrita, etc.
 Todos os recursos utilizados nas mais eficientes práticas de publicidade nada mais são do que a aplicação da
Semiologia, através da observação atenta de vários fatores.
 Hipócrates: foi pioneiro em atribuir as alterações no estado normal de saúde aos fenômenos naturais, e não como
antes (razões míticas e religiosas). A partir de então, a escola Hipocrática passa a avaliar, de forma racional e
sistemática, todas as queixas referidas pelo paciente.
 Exame Clínico: conceito mais importante e utilizado na prática médica.

Sintomas
 São todas as queixas referidas pelo paciente, acompanhada de suas características:
- Início
- Localização
- Qualidade ou caráter
- Intensidade
- Evolução
- Fatores desencadeantes
- Fatores de melhora
- Fatores de piora
- Fatores concomitantes

Sinais
 São as alterações observadas durante a realização do exame físico do paciente
 Muitos sintomas também são sinais, passíveis de observação. Assim, sintomas como dor e febre, podem ser
detectados e avaliados de forma precisa ao se realizar o exame físico.

Diagnóstico
 É o agrupamento de sinais e sintomas, em seu conjunto semelhante a vários pacientes.

@futura.dra.minghe
Semiótica
 É o estudo dos recursos técnicos adequados na obtenção dos sinais. Assim, a inspeção do paciente, sua palpação,
percussão e ausculta são recursos semióticos.

Semiologia Médica
 Compreende o conjunto das técnicas utilizadas na obtenção da História Clínica e do Exame Físico do paciente,
incluindo a sua análise, possibilitando a obtenção do Diagnóstico.

Propedêutica Médica
 É a análise dos dados obtidos por meio da Semiologia.

História Clínica
 Compreende o conjunto de dados verificados desde a identificação do paciente, a obtenção dos dados de anamnese,
do Exame Físico, a conclusão diagnóstica, a conduta terapêutica e o prognóstico.

Exame Físico
 É dividido em:
- Exame físico geral: peso, altura, índice de massa corpórea, exame da pele, estado das mucosas, linfonodos,
estado de consciência, estado das mucosas e sinais vitais.
- Exame físico especial: compreende o exame dos diversos órgãos ou sistemas (inspeção, palpação, percussão,
ausculta, exame dos genitais e ânus, exame da coluna vertebral, dos membros, verificação da força, dos
reflexos, da sensibilidade superficial e profunda, do equilíbrio, da visão, da audição, do olfato, etc.

Sinais Vitais
 Frequência do pulso
 Pressão arterial
 Temperatura
 Frequência respiratória

Hipótese Diagnóstica
 Conduta: exames subsidiários são solicitados caso sejam necessários, como os laboratoriais ou de imagem, para a
instituição do paciente, que pode ser clínica ou cirúrgica.
 Prognóstico: chance de cura, com ou sem complicações, relacionando-se à morbidade ou mortalidade.

@futura.dra.minghe
Biossegurança e Controle de Infecção
● Antes de descobrirem que os próprios médicos poderiam infectar seus pacientes, haviam muitas mortes com
causas desconhecidas (na época atribuídas à miasmas).
● Semmelweis formulou várias hipóteses, a partir de observações, como exemplo seu colega que morreu infectado
por um bisturi, e pensou que os médicos também poderiam carregar esses organismos presentes no instrumento.
Dessa forma, ele chegou à conclusão de que medidas de controle deveriam ser tomadas e, após isso, analisar se
foram eficazes. Suas propostas foram:
 Isolamento dos casos
 Lavagem das mãos
 Ferver instrumentos e utensílios

● Após isso, foi fixado na porta da unidade o seguinte cartaz: “A partir de hoje, 15 de maio de 1847, todo estudante
ou médico é obrigado, antes de entrar nas salas da clínica obstétrica, a lavar as mãos com uma solução de ácido
clórico, na bacia colocada na entrada. Esta disposição vigorará para todos, sem exceção”.
● No mês seguinte, já ocorreu uma grande redução do índice de mortalidade, de 18% para 3%, atribuída às medidas
realizadas.

Biossegurança
● Segurança do profissional de saúde + do meio ambiente + do paciente
● Compreende um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, mitigar ou eliminar riscos inerentes às
atividades que possam interferir ou comprometer a qualidade de vida, a saúde humana e o meio ambiente.
● Caracteriza-se como estratégia essencial para a pesquisa e o desenvolvimento sustentável, sendo muito importante
para avaliar e prevenir os possíveis efeitos adversos de novas tecnologias à saúde.
● Em relação ao meio ambiente, a biossegurança se preocupa principalmente com o descarte de material infectado,
biológico, químico e radioativo, podendo levar à contaminação da água. Esses descartes devem possuir destino
adequado, conforme legislação.
● Não só os profissionais da saúde, mas também todos os outros profissionais envolvidos no ambiente hospitalar
(agentes comunitários, agente de combate às endemias, investigadores de óbitos) devem ser treinados para o uso
adequado de Equipamentos de Proteção Individual, orientados quanto aos riscos e como preveni-los

Conceitos-Chave
● Segurança do paciente: reduzir, a um mínimo aceitável, o risco de dano desnecessário associado ao cuidado de
saúde.
● Dano: comprometimento da estrutura ou função do corpo, ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo-se doenças,
lesões, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção, podendo ser físico, social ou psicológico.
● Risco: probabilidade de um incidente ocorrer.
@futura.dra.minghe
● Incidente: evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente.
● Incidente com dano
 Evento Adverso: incidente que resulta em dano ao paciente (danos não intencionais decorrentes da
assistência e não relacionadas à evolução natural da doença de base). Exemplo: a enfermeira coloca uma
bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, e o paciente desenvolve
uma reação febril.
● Incidente sem dano: um evento que ocorreu a um paciente, mas não chegou a resultar em dano. Exemplo: a
enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa,
mas o sangue é compatível e o paciente não tem reação.
 Circunstância Notificável: incidente com potencial dano ou lesão.
 Circunstância de Risco: é uma situação em que houve potencial significativo de dano, mas não ocorreu um
incidente. Exemplo: a escala de enfermagem de uma UTI está defasada em um determinado plantão.
 Near miss: incidente que não atingiu o paciente. Incidente sem lesão. Incidente que atingiu o paciente, mas
não causou danos. Exemplo: uma enfermeira iria colocar uma bolsa de sangue em um paciente homônimo
àquele que deveria receber esta bolsa, mas percebe antes de instalar.

Passos Para a Segurança do Paciente


1. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: tem a finalidade de reduzir a ocorrência de incidentes. O processo de identificação
deve assegurar que o cuidado seja prestado exclusivamente àquela pessoa para a qual o mesmo foi prescrito e a
ela se destina.
2. PREVENÇÃO DE QUEDA E ÚLCERAS DE PRESSÃO: tem como meta reduzir a ocorrência de queda de pacientes nos
pontos de assistência e o dano dela decorrente, por meio de medidas que contemplem a avaliação de risco do
paciente, garantam o cuidado multiprofissional em um ambiente seguro e promovam a educação do paciente,
familiares e profissionais. Visa ainda prevenir a ocorrência dessa e de outras lesões da pele, visto que é uma das
consequências mais comuns da longa permanência em hospitais. Sua incidência aumenta proporcionalmente à
combinação de fatores de riscos, entre eles, idade avançada e restrição ao leito.
3. SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS: objetiva a promoção de práticas
seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde. Segundo o protocolo, estima-se que os erros de
medicação em hospitais provocam mais de 7 mil mortes por ano nos Estados Unidos, acarretando importantes
custos tangíveis e intangíveis.
4. CIRURGIA SEGURA: medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes e eventos adversos e a
mortalidade cirúrgica, possibilitando o aumento da segurança na realização de procedimentos cirúrgicos, no local
correto e no paciente correto, por meio do uso da Lista de Verificação de Cirurgia Segura desenvolvida pela OMS.
5. COMUNICAÇÃO ENTRE OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE: visa melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde,
entre esses e o paciente e os familiares, objetivando diminuir as falhas de comunicação como, por exemplo, letra
ilegível, não compreensão de condutas e outras.
6. HIGIENE DAS MÃOS: aborda informações sobre a instituição e promoção da higiene das mãos nos serviços de saúde
do país. Seu intuito é prevenir e controlar as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras), visando a
segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes. Talvez
uma das falhas mais comuns de segurança mesmo em instituições conceituadas.

@futura.dra.minghe
Prática de Lavagem das Mãos
 Momentos importantes para higienização
 Antes do contato com o paciente
 Antes da realização de procedimentos
 Após a exposição a fluidos corporais
 Após o contato com o paciente
 Após o contato com as áreas próximas ao paciente

@futura.dra.minghe
Procedimentos Diagnósticos Básicos: Sinais Vitais
Definição
● “São os sinais das funções orgânicas básicas, sinais clínicos de vida, que refletem o equilíbrio ou o desequilíbrio
resultante das interações entre os sistemas do organismo e uma determinada doença.”
● Os principais sinais vitais são:
 Pulso
 Pressão Arterial
 Temperatura
 Frequência Respiratória
 Estado de coloração das mucosas
 Presença de icterícia
 Perfusão periférica
 Estado de hidratação

Temperatura
● A constatação de uma temperatura elevada (hipertermia) ou anormalmente baixa (hipotermia) é sempre considerada
sinal de doença.
● O limite de normalidade superior, dentro do qual nossos mecanismos fisiológicos regulam a temperatura, é de 36,9°C
● A partir de receptores cutâneos a informação sobre a temperatura atinge o hipotálamo, no sistema nervoso central,
que regula todas as informações recebidas do exterior e do próprio corpo, por meio da secreção de substâncias
denominadas prostaglandinas, originando-se assim o controle dos mecanismos geradores e de perda de calor.

Mecanismos geradores de conservação e perda de calor:


 Fluxo sanguíneo cutâneo - ao produzir uma vasodilatação ou vasoconstrição dos vasos cutâneos
 O fluxo normal na cútis é, à temperatura ambiente, de cerca de 300 ml/min, sendo que em situação de hipotermia
extrema atinge valores de 10 a 30/ml/minuto. No calor extremo este fluxo poderá ser de = 3.000ml/minuto, ou
seja, tem uma amplitude de variação de 10 vezes para mais ou para menos.
 Mecanismos de proteção contra a hipotermia ou ganho de calor - piloereção e tremor muscular.
 Mecanismos de perda de calor - Irradiação (60%); Condução (3% e em condições extremas até 15%); Convecção
(15%); Evaporação (sudorese; perspiração insensível - 600ml/dia); Pelo vento (remove a camada de ar mais aquecida
junto a pele. É um procedimento que pode ser usado na clínica, para baixar a temperatura anormalmente elevada)

Hipertermia ou febre:
 Causas: lesões cerebrais, exposição ao calor extremo, desidratação grave, mas a quase totalidade dos casos na prática
clínica deve ser considerada como um sinal de infecção.
 A cada grau de aumento da temperatura, aumenta em 10.0% as necessidades metabólicas, ou seja, o organismo
estará gastando energia para manter a temperatura normal em detrimento de suas atividades normais.
@futura.dra.minghe
Hipotermia:
 Leva à acidose do líquido extracelular e nenhum mecanismo bioquímico celular funciona normalmente.
 Politraumatizado: um dos itens essenciais no atendimento ao politraumatizado é a prevenção da hipotermia,
corresponde ao incluso no item E no ABCDE do atendimento ao traumatizado.
 Recém-nascido (RN): O RN evolui facilmente para a hipotermia por razões anatômicas (derme fina; tecido celular
subcutâneo escasso; papilas dérmicas superficiais; desprovido de pelos; anabolismo intenso)

Frequência Respiratória
● A frequência respiratória normal no adulto é de 16 movimentos por minuto (mpm).
● Na criança (idade pré-escolar) é de 20 mpm.
● No recém-nascido é 40 mpm.
● Objetivo: manter a pO2, pCO2 e o pH plasmático em valores normais em todas as situações.
● Vias aferentes (as que chegam ao centro): alteração do pH no líquido cefalorraquidiano no IV ventrículo; a diminuição
do pH determina uma hipoventilação e o aumento uma hiperventilação.
● Tampão bicarbonato
● Alterações na pO2, pCO2 e pH

Pulso
● OBJETIVOS: Estado da parede arterial; Frequência; Ritmo; Amplitude; Comparação com o lado homólogo; Tensão ou
dureza
● PERIFÉRICOS: temporal; radial; poplíteo; tibial posterior; pedioso
● CENTRAIS: carotídeo; axilar; braquial; femoral

Método:
 Aferição durante 1 minuto completo, comprimindo-se a artéria radial entre a apófise estilóide do rádio e os tendões
flexores.
 Em condições fisiológicas apresenta grande amplitude de variação com a idade,
 Atividade física, estado emocional, gravidez etc.
 Valores normais para o adulto: 60 a 100 / min; Acima: taquicardia; Abaixo: bradicardia

Causas mais comuns de taquicardia e bradicardia:


 Taquicardia: febre, hipertireoidismo, insuficiência cardíaca, hipovolemia.
 Bradicardia: bloqueio cardíaco (atrioventricular), atletas, difteria e febre tifóide, hipertensão endocraniana, lesão alta
da medula espinal.

Déficit de pulso:
 Contração sem impulso de sangue para a aorta. Exemplos:
1. Fibrilação atrial e extra-sístole ventricular: nessas situações a frequência cardíaca será maior do que a do pulso.
2. Amplitude do pulso: grande amplitude: insuficiência aórtica Baixa amplitude: Estenose aórtica ou Insuficiência cardíaca.
3. Filiforme: choque vascular – sepse
@futura.dra.minghe
Pressão Arterial
● É a força exercida pelo sangue sobre a superfície dos vasos sanguíneos.
● Se multiplicarmos o volume de sangue enviado pelo ventrículo esquerdo em uma sístole (contração) pela frequência
cardíaca, teremos o valor de uma grandeza importante em Medicina, a qual denominamos débito cardíaco. A
multiplicação do débito cardíaco pela resistência oferecida pelos vasos (resistência periférica) constitui, em termos
físicos, a pressão arterial. Débito Cardíaco = Volume Sistólico X Frequência Cardíaca PA = DC x Resistência periférica
● Os valores normais do débito cardíaco são de 5 a 6 litros por minuto, mas em condições de exercício extremo atinge
até 30 litros por minuto

Fatores que interferem na pressão arterial:


 Elasticidade dos vasos: diretamente proporcional à maior rigidez dos vasos, sendo a resistência oferecida pela parede
dos grandes vasos o principal determinante da pressão sistólica, ou pressão máxima.
 Volemia: corresponde a 8% do peso corpóreo. Hipovolemia é seguida de hipotensão, o contrário se verifica em condição
de hipervolemia, fora dos valores normais de adaptação fisiológica.
 Viscosidade sanguínea: aumento da viscosidade sanguínea (grande aumento da proporção de glóbulos vermelhos em
relação ao plasma) poderá ser causa de hipertensão; o inverso (se imaginarmos a situação oposta) uma anemia
extrema.
 Resistência periférica: aumento se deve a atuação do sistema nervoso autônomo simpático, por seus receptores
Alfa (vasoconstritores), já os receptores Beta são vasodilatadores.
 Valva aórtica: integridade da valva aórtica é o principal determinante da pressão diastólica. Quando o coração entra
em diástole (dilatação, recebendo o sangue do átrio esquerdo) ocorre o fechamento da valva aórtica. Por complacência
da parede da Aorta o sangue tenderia a refluir novamente para dentro do ventrículo esquerdo, o que é impedido pelo
fechamento mecânico da valva logo no início desse refluxo, determinando a pressão diastólica ou pressão mínima.
 Na Insuficiência Aórtica originada pela febre reumática, na qual a valva é parcialmente destruída, os indivíduos têm
pressão máxima elevada e mínima muito baixa, por exemplo, 170/40.

SISTÓLICA (MMHG) DIASTÓLICA (MMHG) NÍVEL


130 85 Normal

130 – 139 85 - 89 Normal limítrofe

140 – 159 90 - 99 Hipertensão leve


160 – 179 100 - 109 Hipertensão moderada
180 ou maior 110 ou maior Hipertensão grave

Controle da pressão arterial:


 Sistema renina-angiotensina: com a queda da pressão arterial, a renina vai agir sobre o angiotensinogênio plasmático
– angiotensina I. Nos pulmões, a angiotensina I, pela ação de uma enzima presente no endotélio dos vasos pulmonares,
se transforma na angiotensina II, um vasoconstritor muito potente. A angiotensina II, além de sua ação vasoconstritora

@futura.dra.minghe
sistêmica, promove liberação de aldosterona, um hormônio produzido pelo córtex da suprarrenal, sendo que ambos
aumentam a retenção de sódio, e, junto com esse, de água pelos rins, restabelecendo os níveis pressóricos
 Sistema Barorreceptor: por mecanismo reflexo alterações rápidas da pressão são controladas a partir de receptores
situados na croça da aorta e no glomus carotídeo

Passo a passo na aferição da pressão arterial


1) Identificar-se e procurar iniciar um diálogo normal e agradável como se faz necessário em toda consulta médica.
Explicar o procedimento ao paciente
2) Certificar-se de que o paciente não está com a bexiga cheia, não praticou exercícios físicos e não ingeriu bebidas
alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30 minutos antes da medida
3) Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável. A PA é medida
com o paciente sentado ou deitado, com o braço repousado sobre uma superfície firme
4) Localizar a artéria braquial por palpação
5) Colocar o manguito firmemente cerca de 2 cm a 3 cm acima da fossa antecubial. A largura da bolsa de borracha do
manguito deve corresponder a 40% da circunferência do braço e seu comprimento, envolver pelo menos 80% do
braço
6) Manter o braço do paciente na altura do coração
7) Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento no nível da pressão sistólica
8) Posicionar o estetoscópio sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, sem compressão excessiva
9) Inflar rapidamente, de 10 mmHg em 10 mmHg, até o nível estimado da pressão arterial
10) Proceder à deflação, com velocidade constante. Procede-se, neste momento, à ausculta dos sons sobre a artéria
braquial, evitando-se compressão excessiva do estetoscópio
11) Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som, que se intensifica com aumento da
velocidade de deflação
12) Determinar a pressão diastólica no desaparecimento completo dos sons e depois proceder à deflação rápida e
completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos
sons
13) Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica
14) Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas, recomendando-se a elevação do braço para normalizar mais
rapidamente a estase venosa, que poderá interferir na próxima medida.

Avaliação da Perfusão Periférica, Hidratação e da Coloração das Mucosas


● Avaliação do fluxo sanguíneo ao nível da pele
 Coloração das mucosas
 Coloração da pele
 Presença de cianose
 Temperatura
 Sensibilidade ao nível da pele (elasticidade, mobilidade, turgor, umidade)
 Textura (lisa, áspera, enrugada)
 Icterícia: coloração amarelada da pele e das mucosas. (excesso de destruição de hemácias - muita bilirrubina indireta
circulante)
@futura.dra.minghe
Vias de Administração de Medicamentos
● A Medicina Primitiva das sociedades pré-urbanas e urbanas arcaicas se baseia num fortíssimo componente psicológico
centrado em crenças e rituais mágicos, aliados ao emprego de plantas Medicinais.
● As primeiras sociedades cujas escritas fazem alguma referência à farmacologia são do Egito Antigo.
● O conceito de bases sobrenaturais para explicação das doenças persistiu até a era de Hipócrates, Aristóteles e
Sócrates, quando foi desenvolvida a ideia de que as doenças advinham de um desequilíbrio entre os quatro humores:
Sangue, Fleuma, Bílis amarela e Bílis negra, procedentes, respectivamente, do coração, cérebro, fígado e baço.
● Em relação à Farmácia e medicamentos, eram usados procedimentos como sangrias, ventosas e medicamentos à
base de plantas.
● Somente em 1628, quando William Harvey desenvolveu a teoria do sistema circulatório e fluxo sanguíneo, e detectou
a presença e a importância das válvulas nas veias, é que iniciaram os procedimentos injetáveis.

Galeno (129-200): nasceu em Pérgamo, onde estudou Medicina. Foi médico de gladiadores e do imperador romano. Baseou-se
na Medicina Hipocrática e desenvolveu uma teoria racional e sistemática onde classificava os medicamentos conforme sua
propriedade e os utilizava com propriedades contrárias àqueles que caracterizavam as doenças.
1662: Major injetou substâncias em humanos com êxito
1795: Physick notou que a transfusão sanguínea na hemorragia obstétrica reduzia a mortalidade, porém sem nenhum
embasamento científico
1818: James Blundell fez a primeira transfusão sanguínea entre humanos
1860: Pasteur desenvolve a teoria dos germes e Lister postulou que a infecção poderia ser prevenida destruindo organismos
1889: Halsted indica uso de luvas.

● No século XX, o uso de solução salina e glicose foi aceita e muito usada em pacientes críticos. Em 1901, é feita a
descoberta dos grupos sanguíneos ABO e em 1939 o anti-RH. Em 1915, o citrato de sódio é usado como anticoagulante.
● Transfusão sanguínea é usada amplamente na Segunda guerra mundial. Hoje em dia a transfusão é amplamente
utilizada com separação dos componentes sanguíneos.

Medicamento
● É toda substância química capaz de promover no organismo efeito preventivo (vacinas), curativo (antibióticos), paliativo
(analgésicos) ou diagnósticos(contrastes).

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
 É o caminho pelo qual o medicamento é introduzido no organismo para que ele possa chegar ao tecido no qual irá agir.

Via Enteral
- Uso interno
- Utiliza-se o sistema digestório
- As vias são oral, retal ou sublingual
@futura.dra.minghe
- O efeito desejado é o efeito sistêmico
- É uma via de administração segura, cômoda, mais barata e, portanto, mais conveniente para o paciente, sendo uma grande
parte dos medicamentos administrados por essa via
- Geralmente os medicamentos para uso interno, enteral, são disponibilizadas em forma de comprimidos, cápsulas, líquidos,
pós, capotes, suspensões
- Quando utilizados por via oral, os medicamentos, após serem absorvidos no trato gastrointestinal, são metabolizados pelo
fígado, para então atingirem a circulação sistêmica

OBS.: Essa via não deve ser utilizada em pacientes inconscientes, que não conseguem deglutir, ou com náuseas e vômitos.
Nesse caso, a via ideal é a retal, as apresentações são geralmente supositórios.
Os medicamentos utilizados por via sublingual são absorvidos rapidamente devido à grande quantidade de vasos sanguíneos e
à superficialidade deles, propiciando também início rápido de ação. A isossorbida, uma medicação para tratar a angina do peito,
e analgésicos são administrados por essa via.

Via parenteral
- Uso externo
- Termo derivado do grego, que significa ao lado (sem utilizar o tubo digestivo)
- O efeito desejado é o sistêmico.
- É utilizado quando se deseja um efeito mais rápido e mais intenso, ou indicado quando os pacientes são incapazes de deglutir,
estão inconscientes ou com problema gastrointestinais.
- Pode ser por via direta, injeção ou infusão, por exemplo a intravenosa, intra-arterial, intramuscular, intracardíaca,
subcutânea, intra óssea, intradérmica, intraperitoneal, peridural, intratecal e intra-articular.
- Também pode ser utilizada por via indireta, como a transdérmica, respiratória, conjuntival, geniturinária, podendo o efeito
ser sistêmico ou local. Por exemplo, alguns hormônios são utilizados por patch (adesivos) com efeito sistêmico ou mesmo
cremes com efeito sistêmico e local e anestésicos, colírios, pomadas, gotas otológicas, intranasal, enemas, inaláveis.
- Por via parenteral, a medicação cai ou é absorvida diretamente na corrente sanguínea.
- Intramuscular: nesta via, a medicação é depositada em determinados grupos musculares, que permitem rápida absorção
devido à vascularização de quantidades relativamente grande de substâncias. Os grupos musculares mais utilizados são os
glúteos, os deltóides, e vasto lateral da coxa. A escolha do local vai depender da idade, estado físico do paciente e da
proposta da injeção.
- Intravenosa: a medicação é administrada diretamente na veia, geralmente nas veias superficiais do membro superior como
a basílica, mediana e cefálica, no dorso da mão ou mesmo no antebraço. Podem ser administradas também infusões de
grandes quantidades de líquidos como soro glicosado, fisiológico, hemoderivados, etc.

Possíveis Erros na Administração de Medicamentos e Como Evitá-Los


1) Erro de medicamento: sempre conferir nome e validade.
2) Erros de dose ou dosagem: sempre conferir dose e concentração do medicamento a ser administrado.
3) Erro de via: sempre conferir se é a via adequada para aquele medicamento.
4) Erro na técnica de administração: estar treinado e habilitado na técnica a ser utilizada, com o conhecimento dos
materiais a serem utilizados e como usá-los.

@futura.dra.minghe
Checklist para injeções intramusculares:
- Lavar as mãos e colocar as luvas
- Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado.
- Pedir licença para o paciente para realizar o procedimento.
- Verificar o medicamento, nome, dose e validade.
- Preparar adequadamente o material a ser utilizado.
- Informar o local da injeção.
- Realizar anti-sepsia adequada.
- Descartar a agulha no local adequado.

Checklist para punção venosa:


- Além das etapas da injeção intramuscular, deve-se escolher o melhor lugar para a punção, colocar o garrote
adequadamente.
- Soltar o garrote após a punção e antes de injetar o medicamento.

@futura.dra.minghe
Procedimentos Terapêuticos Básicos II:
Sondagem Nasogástrica, Nasoenteral e Vesical
● As sondas nasogástricas foram desenvolvidas e tornaram-se rotina na prática médica após a Revolução Industrial,
que se inicia na Inglaterra ao final da primeira metade do século XIX, após o desenvolvimento de materiais de
borracha e plásticos flexíveis.
● A primeira sonda criada com o objetivo de descomprimir ou esvaziar o estômago e administrar medicamentos foi a
sonda de Levine, desenvolvida por Abrahan Louis Levine (1880-1940), médico norte-americano, sendo atualmente
comumente utilizada e denominada sonda nasogástrica ou sonda de Levine.

Indicações
● A passagem de uma sonda gastrointestinal é a inserção de uma sonda de plástico ou de silicone, bastante flexível,
mas com adequada rigidez para manter-se sempre permeável
● Sua introdução, na grande maioria das vezes, é feita pelo nariz, sonda nasogástrica, ou pela boca, sonda orogástrica,
tendo os seguintes possíveis objetivos ou indicações:

1. Descomprimir: o estômago, o duodeno ou intestino delgado, pela remoção de gás e líquidos.

2. Realizar uma lavagem gástrica: mais propriamente lavagens sucessivas com a rápida introdução e aspiração de líquido, para
promover o esvaziamento do conteúdo gástrico, como no tratamento das tentativas de suicídio por envenenamento.

3. Diagnosticar a motilidade intestinal: em condições de funcionamento normal do aparelho digestivo, o estômago contém apenas
o seu próprio suco gástrico, material líquido claro levemente viscoso e com poucos grumos escuros.
- Caso ocorra a parada dos movimentos peristálticos normais do intestino, irá ocorrer o refluxo do conteúdo líquido e
gasoso, do intestino delgado para o duodeno e deste para o estômago, devido ao aumento da pressão dos gases e
líquidos no intestino delgado. Denominamos esta condição de paralisia intestinal, completa ou parcial, íleo paralítico, íleo
adinâmico ou simplesmente estado de íleo.
- Nessa situação, ao introduzirmos a sonda no estômago observamos um conteúdo líquido de coloração verde-amarelada
devido à presença de bile (líquido bilioso), mais fluido ou até mesmo com grumos de material próprio do conteúdo
intestinal, dando o característico aspecto que denominamos líquido fecalóide.
Quando pode ocorrer um íleo adinâmico?
 Após uma laparotomia (cirurgia de abertura da cavidade abdominal)
 Alterações do equilíbrio eletrolítico (diminuição de potássio)
 Processos inflamatórios intra-abdominais ( ex: apendicite aguda)
 Traumatismos abdominais
 Infecções sistêmicas generalizadas
 Traumatismo raquimedular
@futura.dra.minghe
 Meningite e qualquer outro quadro tóxico-infeccioso grave
OBS.: Aspecto idêntico será observado nos casos de obstrução do intestino delgado, onde ainda temos fortes dores em
cólica, de caráter progressivo. Um dado que nos permite distinguir as duas condições é o de que no íleo adinâmico, além
da inexistência da dor, a ausculta do abdome com o estetoscópio revela silêncio abdominal pela parada dos movimentos
peristálticos. Já na obstrução intestinal a presença de ruídos do tipo em salva.
 A descompressão gástrica constitui parte fundamental no tratamento do íleo adinâmico e das obstruções do aparelho
digestivo.

4. Administrar medicamentos e alimentos: Este procedimento se faz necessário, desde a alimentação lenta e fracionada de
prematuros, até indivíduos com grave lesão neurológica incapazes de deglutir, ou portadores de grave anorexia (ausência
completa do apetite) em decorrência de grave infecção ou de doenças consumptivas crônicas, como os portadores de
neoplasias em estado avançado (câncer).
- As sondas comuns plásticas de Levine não devem ser utilizadas com essa finalidade, pois apresentam alguma rigidez e sua
permanência por longo período poderá causar lesão da parede esofágica e mesmo da faringe.

5. Auxiliar no tratamento do sangramento gástrico ou duodenal: Monitorizar ou “vigiar” o sangramento e tratar por
compressão uma variz esofágica sangrante.
- Nessa situação são usadas sondas especiais dotadas de um balão que, uma vez insuflado, irá comprimir a variz (veia dilatada)
esofágica sangrante. Esta é denominada sonda de Senkstaken-Blackmore ou sonda Minessota.

6. Obter conteúdo gástrico para análise: Após coleta do material, será encaminhado para análise com intuito diagnóstico.

Tipos de Sondas
As mais utilizadas são as sondas nasogástricas e nasoentéricas ou nasoenterais
● Sonda de Dubhoff: é uma sonda enteral de silicone, portanto fina e bastante flexível. Para possibilitar sua introdução
dispõe de um fio fino metálico em seu interior, retirado assim que a sonda está adequadamente posicionada.
● Sonda gástrica simples: possui uma luz única, manufaturada com plástico, com aberturas localizadas próxima à ponta.
As marcas circulares contidas em pontos específicos da sonda servem como guia para sua inserção, usada para
descomprimir o estômago e mantê-lo vazio.
● Sonda de Senkstaken-Blackmore: é uma sonda utilizada especificamente para o tratamento de sangramentos de
varizes esofagianas, possuindo três luzes e dois balões, sendo uma luz para insuflar o balão gástrico e outra para o
balão esofageano.

ESCOLHA DO CALIBRE
- Em recém-nascidos (até o final do primeiro mês) utilizamos sondas 8F, em lactentes (até o final do segundo ano de vida) 10
F, pré-escolares (final do sexto ano de vida) e escolares 12 F. Em adolescentes e adultos 16 a 20 F.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO SONDAGEM NASOGÁSTRICA


1) Orientação ao paciente sobre o procedimento
2) Lavagem das mãos

@futura.dra.minghe
3) Reunir o material e levar até o paciente: sonda, copo com água,seringa de 20 ml, gazes, lubrificante hidrossolúvel
(xylocaína geleia), esparadrapo, estetoscópio e luvas.
4) O paciente deverá ser colocado na posição de Fowler, na qual o tronco mantém-se elevado 45o em relação ao solo.
5) Medir o comprimento da sonda: da ponta do nariz até a base da orelha e descendo até o final do apêndice xifóide
mais 3 a 5 cm; no caso da sondagem nasoentérica (nasoenteral ou enteral) será acrescido 15 a 20 cm abaixo do
apêndice xifóide, marcando-se com uma tira de esparadrapo. Assim, a sonda permanecerá com 15 a 20 cm enrolada
no estômago e o peristaltismo gástrico a conduzirá até o duodeno ou jejuno.
6) Aplicar xilocaína gel anestésico em cerca de 10 cm desde a ponta da sonda aproximadamente.
7) Introduzir por uma narina e, após a introdução da parte lubrificada, flexionar o pescoço de tal forma que o queixo se
aproxime do tórax. Solicitar para o paciente que faça movimentos de deglutição durante a passagem da sonda pelo
esôfago, observando se a mesma não está na cavidade bucal.
8) Introduzir a sonda até a marca do esparadrapo.
9) Fixar a sonda, após a confirmação do seu posicionamento.
10) Ao fixar, não pressionar a asa do nariz (risco de isquemia e necrose).

Uma fixação segura e mais confortável para o paciente é feita aplicando-se um adesivo sobre a sonda, fixando-a na pele
logo abaixo das narinas.

COMPROVAÇÃO DO CORRETO POSICIONAMENTO


1) Verificação de sinais como tosse, cianose, sensação de sufocamento e dispneia, os quais são indicativos de que a
sonda pode ter progredido para a traqueia.
2) Teste da audição: colocar o estetoscópio na altura do estômago do paciente e injetar rapidamente 20 cc de ar pela
sonda, sendo que o correto é a audição do ruído característico.
3) Aspiração do conteúdo: aspirar com uma seringa o conteúdo gástrico confirmando o correto posicionamento com a
aspiração de suco gástrico, líquido claro com aspecto mucoide, grumos escuros, podendo haver restos alimentares.

SONDAGEM VESICAL
- A sondagem ou cateterização vesical passou a ser procedimento realizado rotineiramente após a Segunda Guerra Mundial
(1939-1945) com os conhecimentos e experiência adquiridos com o tratamento dos portadores de lesão raquimedular, que
evoluíam com ausência da capacidade de micção espontânea.
- A cateterização vesical (passagem de uma sonda pela uretra até a bexiga) tem por finalidade a manutenção do adequado
esvaziamento vesical quando em qualquer condição em que este não puder se fazer normalmente.

Principais indicações
1. Obter amostra de urina para análise e cultura
2. Avaliar o resíduo urinário após a micção espontânea
3. Nos portadores de doenças degenerativas neuromusculares e de bexiga neurogênica
4. Nas obstruções ao livre fluxo de urina, por um aumento de natureza benigna ou maligna da próstata
5. Durante atos cirúrgicos de grande porte
6. Em pacientes sob cuidados intensivos, condições estas em que se faz necessário um controle preciso e rigoroso
do débito urinário, para se ter a avaliação precisa da volemia e do funcionamento do aparelho cardiovascular

@futura.dra.minghe
7. Durante e após procedimentos cirúrgicos sobre a uretra, próstata e bexiga e mesmo para a realização de uma
cirurgia cesareana, quando a bexiga deve permanecer vazia para facilitar as manobras necessárias para a abertura
do útero
8. Para irrigar continuamente a bexiga (sonda de Foley de 3 vias), procedimento rotineiramente utilizado no pós-
operatório de cirurgia sobre a próstata, para evitar a formação de coágulos intravesicais que podem obstruir a
transição vésico-uretral.

Material para cateterização vesical


A cateterização vesical intermitente é normalmente realizada com cateteres plásticos transparentes e a
cateterização prolongada com as sondas de Folley.

Cateterização
1. Antissepsia de toda a área genital com solução antisséptica à base de cloro.
2. Colocação de campo estéril fenestrado expondo apenas a região vulvar ou a glande.
3. O procedimento será realizado com luva cirúrgica estéril; introdução do cateter após adequada lubrificação de sua
ponta com anestésico tópico (lidocaína geleia). Em meninos e homens adultos introduzimos xilocaína geleia de forma a
preencher toda a uretra e a comprimimos para evitar a saída por alguns minutos; assim, anestesiamos a uretra e
evitamos a contratura reflexa do esfíncter uretral, o que dificulta a passagem da sonda para atingir a bexiga. A
observação de fluxo livre de urina pela sonda nos confirma que o cateter está em situação intravesical. Insuflação do
balão da sonda e leve tração da mesma até ter-se a sensação precisa de que a mesma está junto à transição vesico-
uretetral.
4. Conexão da sonda a um conduto coletor com um saco coletor na sua extremidade. Nunca deverá ser desconectada
a sonda deste conduto, sob sério risco de contaminar todo o sistema. A colheita de urina para os exames que se
fizerem necessários deve ser feita pelo tubo de escoamento próprio do saco coletor.

@futura.dra.minghe
Rede de Atenção às Urgências
Objetivo
● Reordenar a atenção à saúde em situações de urgência e emergência de forma coordenada
entre os diferentes pontos de atenção que as compõem, de forma a melhor organizar a
assistência, definindo fluxos e as referências adequadas. Para organizar uma rede de
atenção que atenda aos principais problemas dos usuários de forma resolutiva, é necessário
considerar o perfil epidemiológico e demográfico daquela área e população de interesse.

Conceitos
● URGÊNCIA - Situação que requer uma assistência rápida, no menor tempo possível, que não pode ser adiada, a fim de
evitar complicações, sofrimento e risco de morte. Ex. dor abdominal aguda, cólica renal, fraturas.
● EMERGÊNCIA – Situação em que há ameaça à vida, sofrimento intenso ou risco de lesão permanente, havendo
necessidade de atendimento médico imediato. Ex. PCR, hemorragias graves, infarto do miocárdio, AVE.

Causas de Mortalidade nos Brasileiros


● 1 à 40 anos: trauma (causas externas)
● 40 à 60 anos: doenças cardiovasculares
● Acima dos 60 anos: doenças cardiovasculares e neoplasias

Componentes da RUE
● Promoção, prevenção e vigilância em saúde
● Atenção Básica
● Serviço de Atendimento Móvel em Urgências - SAMU
● Centrais de regulação médicas de urgência e emergência (CRUE)
● Unidades de Pronto Atendimento – UPA 24 horas
● AMAS
● Prontos-socorros
● Pronto-atendimentos
● Rede hospitalar
● Salas de estabilização

@futura.dra.minghe
Promoção, Prevenção e Vigilância em Saúde
● Ministério da Saúde: ações de promoção da saúde para melhoria da qualidade de vida da população e prevenção de
doenças.
● Prioridades: redução de morbimortalidade pelo uso abusivo de álcool e outras drogas; prevenção de acidentes e
violência; cultura da paz.
● Estímulo para atividades físicas; dietas saudáveis; cessação do tabagismo.
● Uso do celular: causa de 75% dos acidentes de trânsito

Atenção Básica
● Ampliação do acesso, fortalecimento do vínculo, a responsabilização e o primeiro atendimento às urgências e
emergências, até a transferência (através do SAMU) e/ou encaminhamento dos pacientes a outros pontos de
atenção.
● Existe 3 tipos de suporte do SAMU:
➔ Básico: motorista, técnico ou auxiliar de enfermagem
➔ Intermediário: motorista, 1 à 2 enfermeiros
➔ Avançado: motorista, 1 à 2 enfermeiros e médico

Centrais de Regulação em Urgências e Emergências


 É a parte integrante do SAMU 192, definida como uma estrutura física com a atuação de profissionais médicos,
telefonistas auxiliares de regulação médica (Tarm) e rádio operadores (RO) capacitados em regulação dos chamados
telefônicos que demandem orientação e/ou atendimento de urgência, por meio de uma classificação e priorização das
necessidades de assistência em urgência, além de ordenar o fluxo efetivo das referências e contra referências
dentro da Rede de Atenção à Saúde.

Salas de Estabilização
 Equipamento de saúde que deverá atender às necessidades assistenciais de estabilização do paciente grave/crítico
em municípios de grandes distâncias e/ou isolados geograficamente, bem como lugares de difícil acesso considerados
como vazios assistenciais para a urgência e emergência.

Unidades de Pronto Atendimento


 UPAS (complexidade intermediárias
 AMAS
 Prontos-socorros
 Pronto-atendimentos

@futura.dra.minghe
Rede Hospitalar
 O Componente da Atenção Hospitalar da Rede de Atenção às Urgências e Emergências é constituído por:

1) Portas hospitalares de urgência e emergência


2) Enfermaria de retaguarda clínica
3) Unidades de cuidados prolongados e hospitais especializados em cuidados prolongados
4) Leitos de terapia intensiva
5) Organização das linhas de cuidado prioritárias:
- LC (linhas de cuidado) do infarto agudo do miocárdio (IAM)
- LC (linhas de cuidado) do acidente vascular cerebral (AVC)
- LC (linhas de cuidado) da traumatologia

➔ Hospital geral
● Deve ter uma cobertura populacional de até 200 mil habitantes
● São estabelecimentos que possuem estrutura para realizações de média complexidade
● Devem contar com equipe 24 horas composta por clínico geral, pediatra, cirurgião, anestesiologista,
enfermeiros, técnicos e equipes para manejo de pacientes críticos.

➔ Hospital especializado do tipo I:


● Cobertura populacional de 201 mil a 500 mil habitantes. Referência microrregião.
● Deve possuir, no mínimo, um serviço de referência habilitado em alta complexidade, para neurocirurgia e/ou
traumato-ortopedia e/ou cardiologia/cardiovascular ou como referência para pediatria.
● Deve contar com equipe 24h composta por médicos especializados e equipes.

➔ Hospital especializado do tipo II:


● Hospital de referência que atenda no mínimo a uma macrorregião, referência para uma cobertura populacional
a partir de 501 mil habitantes.
● Deve possuir, no mínimo, dois serviços de referência habilitados em alta complexidade, para desempenhar
seu papel como neurocirurgia, traumato-ortopedia, cardiologia/cardiovascular ou como referência para
pediatria.
● Deve contar com equipe 24h composta por médicos especializados

Atenção Domiciliar
• I – Apresentar população igual ou superior a 40.000 (quarenta mil) habitantes, com base na população estimada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
• II – Cobertura de SAMU ou possuir serviço móvel local de atenção às urgências
• III – Possuir hospital de referência no município ou na região que o integra

@futura.dra.minghe
Força Nacional do Sus (FN-SUS)
- A FN-SUS deverá prover resposta rápida e eficiente em situações de calamidade e urgências específicas em todas
as unidades federativas do território nacional e, extraordinariamente, em outros países, quando sua participação
integrar ajuda humanitária que seja oficialmente solicitada à Presidência da República.
- Exemplos de situações elegíveis para a atuação da FN-SUS: alagamentos e seca, desabamentos, enchentes, incêndios,
epidemias/pandemias, acidentes nucleares, eventos com grande concentração de pessoas, como a Copa do Mundo e
as Olimpíadas

Situações de Múltiplas Vítimas


- O atendimento é preconizado de acordo com um método que permita uma triagem rápida, a fim de que outras vítimas
tenham chance de sobrevivência!
- Triagem de múltiplas vítimas: É um processo utilizado em situações onde a emergência ultrapassa a capacidade de
resposta da equipe de socorro. Utilizado para alocar recursos e hierarquizar vítimas de acordo com um sistema de
prioridades, de forma a possibilitar o atendimento e o transporte rápido do maior número possível de vítimas.
● Em situações de catástrofes - 10 a 25% - vítimas graves; 80% - vítimas não graves
● “O melhor para a maioria” e não “tudo para todos”

S.T.A.R.T.: (Simple Triage and Rapid Treatment = Simples Triagem e Rápido Tratamento)

➔ Cinza ou preto = Morto


➔ Vermelho = Deve ser atendida e transportada o mais rápido possível devido a ocorrências que necessitam imediato
suporte de vida (vias aéreas, respiração, circulação)
➔ Amarelo = Ocorrências relativas que não requerem suporte imediato de vida, podendo esperar o atendimento e
transporte
➔ Verde = Pode ser atendida e dispensada no local do acidente

DEFINIÇÃO DE DESASTRES
- São eventos ou incidentes em que as necessidades das vítimas sobrecarregam ou extrapolam os recursos necessários
para os seus cuidados.
- Sistema de atendimento:
➔ Busca e resgate
➔ Triagem e estabilização inicial
➔ Tratamento médico definitivo
➔ Evacuação do local do desastre

@futura.dra.minghe
Ética na Prática Médica
● O estudo da ética tem sua importância sobre o aspecto funcional da sociedade. Além de permitir o estabelecimento
de normas para a convivência pacífica entre as pessoas, ela orienta os profissionais para o respeito aos interesses
dos indivíduos. No caso específico da profissão médica, primordialmente para os interesses dos pacientes, que devem
sobrepujar os dos médicos.

Relação médico-paciente

Autonomia do paciente:
 Respeito
 Consentimento informado
 Explicação dos problemas
 Riscos e benefícios do tratamento
 Adequação do tratamento às condições do paciente
 Visão geral das condições do paciente

Equidade:
 O princípio da justiça requer que todos sejam tratados com igual consideração, independentemente de sua situação
socioeconômica (medicina privada, medicina suplementar (convênio) e SUS).

Sigilo:
 Direitos Humanos - Revolução Francesa 1791
 Código de ética médica
 Compromisso moral
 Confiança no profissional
 Relato de caso clínico
 Atestado médico

Princípio de não prejudicar:


 Afinalidade é reduzir os efeitos adversos ou indesejáveis das ações diagnósticas e terapêuticas no ser humano.
 Utilidade, benefício X risco e dispêndio

Respeito à vida:
 Postura diante do aborto (legal, ilegal, descriminalização) e da eutanásia.

Relação entre os profissionais médicos


 Médico trabalhador
 Médico empresário
 Convênio médico
 Serviço público - medicina oferecida pelo Estado

@futura.dra.minghe
Relação entre os médicos e a sociedade
 Médico Político x Político Médico
 Sanitarismo
 Medicina coletiva
 Gestão em Medicina

Erro médico: é a conduta profissional inadequada que supõe uma inobservância técnica capaz de produzir um dano à vida ou
à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência.

- Imperícia: ocorre quando o médico revela, em sua atitude, falta ou deficiência de conhecimentos técnicos da profissão. É
a falta de observação das normas, deficiência de conhecimentos técnicos da profissão, o despreparo prático. A imperícia
deverá ser avaliada à luz dos progressos científicos que sejam de domínio público e que, em todo caso, um profissional
medianamente diligente deveria conhecer, por exemplo, a utilização de técnica não indicada para o caso.

- Imprudência: resulta da imprevisão do agente em relação às consequências de seu ato ou ação. Há culpa comissiva. Age
com imprudência o profissional que tem atitudes não justificadas, açodadas, precipitadas, sem ter cautela. É resultado da
irreflexão, pois o médico imprudente, tendo perfeito conhecimento do risco e também ignorando a ciência médica, toma a
decisão de agir, assim mesmo. Exemplo de imprudência seria o caso da alta prematura, ou a realização de uma operação
cesariana sem a equipe cirúrgica mínima necessária.

- Negligência: evidencia-se pela falta de cuidado ou de precaução com que se executam certos atos. Caracteriza-se pela
inação, indolência, inércia, passividade. É um ato omissivo. Oposto da diligência, vocabulário que remete à sua origem latina
diligere, agir com amor, com cuidado e atenção, evitando quaisquer distrações e falhas.

@futura.dra.minghe
Atendimento Inicial ao Paciente
Politraumatizado
Definição
 Trauma: lesões internas decorrentes da troca de energia entre o meio externo e o corpo
 Acidentes de tráfego, quedas, violência interpessoal são as causas mais frequentes de trauma

Atendimento
 Avaliação Primária – Identificação e rápida intervenção das causas de morte, evitando sequelas
 Avaliação Secundária – Investigação criteriosa, anamnese, exames complementares

ABCDE do Trauma (ATLS - Advanced Trauma Life Support)


A (AIRWAY): Abertura de vias aéreas com controle da coluna cervical
 Garantir permeabilidade das vias aéreas
 Realizar desobstrução por corpos estranhos, restos alimentares, sangue, dentes, próteses, secreções
 Aspiração das secreções
 Manobras para desobstrução da hipofaringe: Jaw Thrust e Chin Lift
 Nas vítimas inconscientes e/ou com instabilidade hemodinâmica, proceder via aérea definitiva

B (BREATHING): Respiração e ventilação


 A boa ventilação envolve o funcionamento adequado dos pulmões, da parede torácica e do diafragma
 Para avaliação adequada, deve-se realizar exposição completa do tórax
 Trauma de tórax representa 20 a 25 % de mortes por trauma, em grande parte devido aos seus efeitos sobre a
oxigenação e ventilação
 Se necessário, realizar procedimentos de drenagem ou punção para restabelecer a ventilação e respiração adequadas

@futura.dra.minghe
C (CIRCULATION): Circulação com controle da hemorragia

 Status hemodinâmico:
- Nível de consciência
- Cor da pele
- Cor das mucosas
- Pulso
- Pressão arterial

 Materiais apropriados para cobrir o ferimento sangrante


- Improvisado: pano limpo, absorvente feminino, fraldas descartáveis, retalho de roupa e etc.
- Profissionais: Gaze estéril ou não, faixa crepe, bandagem triangular, compressas diversas e etc.)

 Técnicas para diminuir ou cessar a hemorragia externa:


- Compressão local: Acelera o mecanismo de coagulação, aglutinando as plaquetas, estreitando a luz vascular.
- Elevação do membro: Diminui o fluxo de sangue para o local do ferimento por ação da gravidade. (Antes de elevar o
membro afetado, avaliar criteriosamente se tem alguma lesão osteoarticular importante)

 Acessos venosos no trauma: fossa cubital

 Recuperação hemodinâmica:
- Tratamento: reposição volêmica

D (DISABILITY): Incapacidade, estado neurológico


 Reflexos pupilares
 Sinais de lateralização

 Escala de Coma de Glasgow

E (EXPOSITION): Exposição/Controle do ambiente: despir completamente a vítima, com prevenção da hipotermia


 Cortar as roupas
 Fazer inspeção e palpação
 Fazer o rolamento (avaliar o melhor lado): Seguir as recomendações para o rolamento seguro
 Médico avalia o dorso do paciente: inspeção e palpação
 Retornar o paciente à posição inicial
 Cobrir o paciente com cobertor térmico

@futura.dra.minghe
IMOBILIZAÇÃO E TRANSPORTE DA VÍTIMA TRAUMATIZADA

Atendimento ao traumatizado
 Inicia-se no local do trauma, em atendimento pré-hospitalar
 Na sala de emergência
 Continua no centro cirúrgico
 Na unidade de terapia intensiva
 Termina na reabilitação do paciente

@futura.dra.minghe
Feridas e Queimaduras
Feridas
CAMADAS DA PELE
 Epiderme: é a camada mais externa da pele. A epiderme está em constante renovação e suas células mais antigas
são substituídas em média a cada 12 dias.
 Derme: camada da pele formada de tecido conjuntivo que contém fibroblastos, vasos sanguíneos, linfáticos,
terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As fibras conjuntivas são produzidas por fibroblastos que
conferem elasticidade e maior resistência à pele.
 Hipoderme: terceira camada da pele, formada basicamente por células gordurosas. Suas funções abrangem o
isolamento térmico, reservatório energético, proteção contra choques mecânicos e modelagem da superfície corporal.

ETIOLOGIA DAS FERIDAS


 Cirúrgicas: finalidade terapêutica
 Traumáticas:
- Mecânicas – agulhas, contusões
- Físicas – calor, eletricidade
- Químicas – soda cáustica, ácidos
- Biológicos – gato, cão, geográfico
 Ulcerativas: lesões escavadas, circunscritas, com profundidade variável, podendo atingir desde camadas superficiais
da pele até músculos.

QUANTO A NATUREZA DO AGENTE


 Abrasão ou escoriação: superficial, fricção
 Ferimento inciso ou cortante: linear, com bordos regulares e pouco traumatizados (Ex: gilete)
 Ferimento contuso: bordos irregulares e macerados, sem sangramento vivo, forma estrelada. Instrumentos rombos
capazes de romper a integridade da pele (Ex. pedra).
 Ferimento perfurante: produzido por objeto pontiagudo e fino capaz de atravessar a pele e tecidos subjacentes. São
tipos de ferimentos perfurantes:
- Punctório: prego
- Penetrante: penetra cavidade do organismo (Ex.: estilete)
- Transfixiante: atravessa órgão ou segmento (Ex.: espeto)
 Ferimento corto-contuso: produzido por instrumento cortante não muito afiado (Ex.: facão)
 Ferimento lácero-contuso ou lacerante: ferimento contuso que criou retalhos (Ex.: mordida de cão)
 Ferimento pérfuro-contuso: orifício de entrada com forma oval ou circular, com bordos triturados ou equimóticos
(Ex.: projétil de arma de fogo)
 Mutilante: perda por secção de porção do corpo: nariz, orelha.
No caso de um membro é denominado Amputação
 Ferimento pérfuro-cortante: lesão mista (Ex.:punhal)
 Evisceração: leva à exposição de vísceras

@futura.dra.minghe
FERIDAS FECHADAS
 Contusões com equimose ou hematoma: São contusões caracterizadas externamente por equimoses ou hematomas,
cuja gravidade estará na dependência da intensidade da lesão vascular.
 Lesões intracavitárias: Na dependência da intensidade e localização no trauma fechado podemos ter sinais de
hemorragia interna (palidez progressiva, aumento da frequência do pulso, queda da pressão arterial e perda da
consciência). O abdome fica reflexamente rígido pela irritação causada pelo sangue sobre o peritônio parietal.

CONTAMINAÇÃO
 Limpa: lesão ocorrida em condições assépticas e sem microrganismos
 Limpa contaminada: lesão com tempo inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem contaminação
significativa
 Contaminada: lesão com tempo superior a 06 horas entre o trauma e o atendimento, com presença de contaminantes,
mas sem processo infeccioso local
 Infectada: presença de agente infeccioso. Local com intensa reação inflamatória e destruição de tecidos, podendo
haver pus. O odor pode indicar a contaminação

CURATIVOS SIMPLES PARA LESÕES CORTANTES


 Lavar a ferida com água fria corrente ou soro fisiológico
 Secar a ferida com gaze seca ou pano limpo
 Desinfetar a ferida com iodopovidona ou clorexidina
 Cobrir a ferida com gaze seca e fixá-la com esparadrapo, fita adesiva ou mesmo usar band-aid
 É importante não realizar sutura em caso de mordida de animal, pois se trata de ferida infectada.
- O que pode ser realizado é um curativo ou uma aproximação das margens se o ferimento for muito extenso ou
profundo.
- Em seguida, um tratamento com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciado devido à presença de inúmeras
bactérias na boca dos cães.

VACINA ANTITETÂNICA DE REFORÇO


 Qualquer ferimento por punção ou corte causado por objeto sujo em pacientes que não receberam vacina antitetânica
de reforço nos últimos 5 anos.
 Qualquer ferimento em pacientes que não tenham recebido a vacina antitetânica de reforço nos últimos 10 anos.
(Todas as crianças imunizadas e os adultos precisam da vacina de reforço a cada 10 anos)
 A administração de uma vacina antitetânica de reforço não é uma emergência. Pode esperar até 72 horas (3 dias)
sem que o risco de tétano aumente

ANTIBIÓTICOS NAS FERIDAS


 Os antibióticos só devem ser utilizados quando há presença de infecção -> a antibioticoterapia deve ser guiada por
dados microbiológicos quando possível
 Os dados microbiológicos devem ser obtidos através de punção e biópsia de tecido -> O uso inadequado de antibióticos
contribui apenas para aumentar a resistência antimicrobiana

Queimaduras
 São feridas traumáticas causadas, na maioria das vezes, por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos.
Podem atingir camadas mais profundas, como tecido celular subcutâneo, músculos, tendões e ossos.

@futura.dra.minghe
TIPOS DE QUEIMADURA
 Queimaduras térmicas:
- São provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes, queimadura de sol,
exposição ao frio intenso
 Queimaduras químicas:
- São provocadas por substâncias químicas em contato com a pele ou mesmo através das roupas. Ex.: hidróxido de
sódio e o ácido clorídrico
 Queimaduras por eletricidade:
- São provocadas por descargas elétricas

CLASSIFICAÇÃO PELO GRAU DE PROFUNDIDADE


 Queimaduras de 1° grau:
- Queimadura superficial, que envolve apenas a epiderme (camada mais superficial da pele).
- Os sintomas são dor e vermelhidão local.
- A lesão da queimadura de 1° grau é seca e não produz bolhas.
- Costuma melhorar entre 3 e 6 dias, podendo descamar e não deixando sequelas.

 Queimaduras de 2° grau:
- A queimadura de 2° grau superficial é aquela que envolve a epiderme e a porção mais superficial da derme.
- Os sintomas são os mesmos da queimadura de 1° grau, incluindo ainda o aparecimento de bolhas e umidade da lesão.
- A cura é mais demorada podendo levar até 3 semanas e não costuma deixar cicatriz.
- As queimaduras de 2° grau profundas são aquelas que acometem toda a derme, sendo semelhantes às queimaduras
de 3° grau. Como há risco de destruição das terminações nervosas da pele, este tipo de queimadura é considerada
bem mais grave e também é mais dolorosa que o primeiro grau.
- As glândulas sudoríparas e os folículos pilosos também podem ser destruídos, tornando a pele seca e sem pelos. A
cicatrização demora mais que 3 semanas e costuma deixar cicatrizes.

 Queimadura de 3° grau:
→ São queimaduras profundas que acometem toda a derme e atinge tecidos subcutâneos, com destruição total de
nervos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e capilares sanguíneos, podendo inclusive atingir músculos e estruturas
ósseas
→ São lesões esbranquiçadas/acinzentadas, secas, indolores e deformantes que não curam sem apoio cirúrgico,
necessitando de enxertos de pele

CLASSIFICAÇÃO PELA EXTENSÃO


 A gravidade de uma queimadura não depende apenas
da profundidade, mas também da extensão
 Os médicos determinam a gravidade da queimadura
pela sua profundidade e pela porcentagem da
superfície do corpo afetada por queimaduras de
segundo e terceiro graus
 Queimadura de segundo grau que atinge o corpo todo
pode ser muito pior do que uma de terceiro grau
localizada na mão.

@futura.dra.minghe
TRATAMENTO DAS QUEIMADURAS LEVES
 Resfriar a queimadura. Deixe correr água fria sobre a queimadura por 10 a 15 minutos até que a dor diminua ou
aplique uma toalha limpa umedecida com água da torneira fria. O uso de gelo diretamente sobre uma queimadura pode
causar mais danos ao tecido
 Analgesia – dipirona, tramadol, morfina
 Remova anéis, pulseiras, brincos da área queimada, de forma rápida, antes que a área aumente
 Não rompa as bolhas. As bolhas que estiverem rompidas devem ser limpas com sabão neutro e água.
 Aplique uma pomada antibiótica e cubra-a com um curativo de gaze antiaderente
 Indique a injeção contra tétano (confira se a vacina contra o tétano está atualizada). Dose de reforço pode ser
necessária. É recomendável que as pessoas tomem uma vacina contra o tétano pelo menos a cada 10 anos

- Queimaduras mais graves são tratadas a nível hospitalar em serviços especializados

CONDIÇÕES QUE CLASSIFICAM QUEIMADURA GRAVE


I - Extensão/profundidade > 20% de SCQ em adultos
II - Extensão/profundidade maior do que 10% de SCQ em crianças.
III - Idade menor do que 3 anos ou maior do que 65 anos
IV - Presença de lesão inalatória
V - Politrauma e doenças prévias associadas
VI - Queimadura química
VII - Trauma elétrico

O USO DE ANTIBIÓTICOS ESTÁ INDICADO NAS QUEIMADURAS GRAVES


 A perda do revestimento tegumentar facilita a penetração de bactérias podendo levar à sepse
 Infecções são a principal causa de morte em pacientes queimados graves a nível hospitalar

QUEIMADURAS NA INFÂNCIA
 Prevenção e primeiras atitudes
Recém-nascido e lactentes: Entre 0 e 1 ano é comum a queimadura com mamadeira, água de banho e pelo sol. Para evitar
basta colocar uma gotinha do leite no dorso da mão, experimentar a água do banho usando o cotovelo e movimentá-la por
toda a banheira para ter certeza que a temperatura esteja uniforme. Expor a criança ao sol somente antes das 10 horas e
após as 15 horas, isto na dependência das condições climáticas e temperatura local e da época do ano.
Entre 1 e 2 anos os riscos se multiplicam pela capacidade da deambulação e pelo total desconhecimento do perigo, aliado a
curiosidade natural de explorar o meio ambiente.
Crianças com 2 a 6 anos: nesta idade a criança é fascinada pelo fogo e desconhece seu risco, que deve ser ensinado pelos
pais.
 O que fazer em casos de queimaduras antes de procurar atendimento médico
1. Lavar a área afetada com água corrente, a fim de resfriar a temperatura, que já tem um efeito terapêutico e uma
grande ação analgésica. Toda roupa ou tecido deve ser retirado da área queimada, sendo que sua presença aderida à
pele perpetua o efeito da queimadura, por continuar a transmitir calor aos tecidos.
2. Em caso de queimadura química com ácido ou com soda cáustica, lave exaustivamente a região com água e procure
imediatamente atendimento médico. São queimaduras graves e de caráter progressivo, aprofundando seu grau mesmo
após o início do tratamento, dado à ação corrosiva.
3. Queimaduras elétricas precisam de atendimento médico imediato. Se você vir alguém grudado a um fio elétrico ou uma
tomada, desligue a força imediatamente ou puxe-o com uma vassoura. Não puxe com suas mãos tentando soltá-lo,
pois conduzirá para você a eletricidade.
4. Nunca passar coisas como café ou pasta de dente sobre a queimadura. Mesmo pomadas não devem ser usadas.
Esses produtos não têm de fato nenhum efeito benéfico sobre as queimaduras e dificultarão o diagnóstico médico da
profundidade da queimadura, além de tornarem mais dolorosa a limpeza da região, pois aderem aos tecidos.
@futura.dra.minghe
Suturas
Síntese
 A aproximação exata dos tecidos para acelerar a cicatrização
 Pode ocorrer por aproximação simples das estruturas ou através de uma sutura

Instrumentos e Material de Síntese


 Em geral, é representado pelos fios de sutura
 Agulhas:
 Cilíndricas (arredondadas) ou Cortantes (perfurantes)
 Atraumáticas (fio montado) ou Traumáticas (fio manualmente montado)
 Quanto a forma:
 Retas - fixada entre os dedos indicador e médio de um lado e o polegar de outro. Na reconstrução de vísceras
ocas, tendões, nervos e nas suturas intradérmicas
 Curvas – apresenta o raio variável de acordo com cada tipo de síntese
- Semicírculo → intestinal
- Semirreta → pele
- Utilizadas com o auxílio do porta-agulhas
- (ponta cortante -> pele, ponta romba -> artérias, ponta plana -> córnea)
 Pinças:
 Anatômicas: provocam menos traumas nos bordos da lesão (Ex.: sutura intestinal)
 Dentadas: são utilizadas na aproximação das bordas da pele e da aponeurose

 Porta-agulha:
 Boa portabilidade para agulhas curvas
 Permite passagem única pelos tecidos
 Tipos:
 Cabos tipo pinça (Mayo e Hegar)
 Cabo tipo tesoura com cremalheiras (Mathieu)

 Técnica:
 Transfixar com a agulha cada bordo da ferida separadamente
 Retirar a agulha no sentido de sua curvatura

 Fios:
 Usados para aproximação dos tecidos e ligaduras vasculares, montados em agulhas ou através das mãos
 2 propriedades essenciais:
 Manter a tensão da sutura até a cicatrização
 Provocar a menor reação possível nos tecidos
 Espessura dos fios:
 Finos (4-0) ou acima -> estruturas delicadas. Ex.: intestino delgado
 Grossos (0 ou 1) -> tecidos sob maior tensão. Ex.: fáscia, tendões
@futura.dra.minghe
 Fios absorvíveis:
 Categute:
- Extraído da submucosa e da serosa do intestino delgado de ovelhas e bovinos, respectivamente
- Suturas intestinais, ligadura de vasos subcutâneos, plano gorduroso subcutâneo
- Absorção de 08 a 20 dias

 Ácido poliglicólico (Dexon):


- Obtido da polimerização do ácido glicólico
- Boa resistência e baixa reação inflamatória
- Músculos, fáscias, subcutâneo
- Absorção de 60 a 90 dias

 Ácido poligaláctico (Vicryl)


- Também derivado do ácido glicólico
- Aponeuroses, subcutâneo, GI, oftalmologia
- Absorção de 30 a 70 dias

 Polidioxanona (Maxon, PDS)


- Polímero da dioxanona
- Baixa reação local
- Pode ser usado em locais contaminados pelo fato de ser monofilamentado
- Tendões, parede abdominal
- Absorção de 15 a 30 dias

 Fios inabsorvíveis:
→ Seda
- Obtido do bicho-da-seda
- Fibras trançadas e tratadas quimicamente
- Manuseio prático com nós consistentes
- Paredes tórax e abdome, trato GI, gengiva

→ Algodão
- Extraído das fibras do algodão
- Nós fortes com intensa reação tecidual e formação de granulomas por corpo estranho
- Pele, vasos, tendões

→ Poliéster (Mersilene)
- Fibras de poliéster
- Resistentes e duráveis
- Excelentes para suturas de aponeuroses, tendões e vasos
- Baixa reação tecidual

→ Nylon
- Derivado das poliamidas
- Elasticidade e resistência à água
- São duros e com nó frouxo
- Absorvido em torno de 02 anos
- Muito utilizados nas suturas de pele
@futura.dra.minghe
→ Polipropileno (Prolene)
- Sintético e monofilamentado
- Pouca reação tecidual
- Resistência por longos períodos
- Suturas vasculares e intradérmicas

Material de Prótese
 Para áreas extensas ou em locais de muita tensão

 Biológicos
- Fáscia:hernioplastias e plásticas
- Dura-máter: válvulas cardíacas
- Pericárdio bovino: válvulas cardíacas

 Sintéticos
- Metálicos -> ortopedia (cromo, cobalto)
- Cerâmica -> quadril
- Plásticos -> nylon, teflon, polipropileno, dacron → hérnias, mamas
- Membranas plásticas → enxerto ósseo, mandíbula

Nós Cirúrgicos
 Tensão suficiente para o correto afrontamento das bordas cirúrgicas
 Fios monofilamentares, como nylon, poliéster tendem ao afrouxamento

 Geralmente são com duas laçadas:


 1ª laçada para ajustamento
 2ª laçada para fixação
 3ªlaçada para selar a consistência (a 3ª tecnicamente não é obrigatória)

 Todos os nós com sentido oposto ao anterior

@futura.dra.minghe
Tipos de Suturas
 Pontos separados:
 Um nó frouxo ou rompido não interfere com o restante da sutura
 Menor quantidade de corpos estranhos no ferimento
 Redução de pontos isquêmicos
 Mais trabalhosa e demorada
 Formas técnicas de confecção:
- Simples com nós interno e externo
- U horizontal
- U vertical → Donatti
- X horizontal

 Sutura contínua:
 Mais rápida, porém com menor controle de tensão e possibilidade de rompimento
 Nó inicial
 Sutura recorrente -> retorna ao ponto de partida
 Nó ao final do procedimento
 Formas de confecção:
- Chuleio simples
- Chuleio ancorado
- Pontos recorrentes

Áreas Específicas
 Pele:
 Fios inabsorvíveis de nylon e poliéster pela menor reação e melhor resultado estético
 Pode usar vicryl em pontos separados
 Sutura intradérmica com fios de Vicryl ou inabsorvíveis, com curativo - micropore em tiras na forma de X

 Tela subcutânea:
 Evita formar espaço morto -> formação de coleções líquidas com risco de infecção
 Pontos separados com fio absorvível tipo categute ou ácido poliglicólico

 Aponeurose:
 Sutura fundamental no fechamento da parede abdominal
 Pontos separados de fios inabsorvíveis (nylon, poliéster) ou absorvíveis de longo tempo (Vicryl)

 Músculos:
 Geralmente fios absorvíveis
 Pontos simples frouxos em U ou X
 Espaçamentos maiores
 Estas duas táticas, são para evitar a isquemia do tecido muscular

 Vasos e nervos:
 Suturas separadas ou contínuas com fios inabsorvíveis
 Neurorrafia -> fio inabsorvível de nylon ou poliéster.
@futura.dra.minghe
Sutura com Grampeadores
 Grampos metálicos
 Execução rápida
 Sutura consistente e segura
 Baixa reação tecidual

Síntese sem Suturas


 Aproximação das bordas com fitas de materiais sintéticos com microporos e revestidos com superfície aderente
 A porosidade permite a passagem de secreções, mantendo o ferimento seco e livre de germes

Retirada dos Pontos de Sutura


 Incisões cutâneas até 4 cm -> retirar os pontos no 4º ou 5º dia
 Incisões mais extensas entre 7° e 8° dia

 Observar aspectos da cicatriz e considerar:


 Seca
 Sem edema ou congestão
 Sem tensão
 Direção correta

@futura.dra.minghe

Você também pode gostar