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LEI Nº 15.601, DE 30 DE SETEMBRO DE 2015
Publicada no DOE de 01.10.2015.
Modifica a Lei nº 13.974, de 16 de dezembro de 2009, que dispõe sobre a legislação
tributária do Estado relativa ao Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de
Quaisquer Bens ou Direitos - ICD.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º A Lei nº 13.974, de 16 de dezembro de 2009, que dispõe sobre a legislação
tributária do Estado relativa ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de
Quaisquer Bens ou Direitos - ICD, passa a vigorar com as seguintes modificações:
“Art. 3º São isentas do ICD as transmissões causa mortis ou doações dos seguintes bens
ou direitos, observado o disposto no art. 21 desta Lei, relativamente à atualização de
valores expressos em moeda corrente, quando for o caso:
I - quinhão de valor igual ou inferior a: (NR)
a) até 31 de dezembro de 2015, R$ 5.000,00 (cinco mil reais), relativamente a bem
móvel ou direito; e (REN/NR)
b) a partir de 1º de janeiro de 2016, R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), relativamente a
bem ou direito; (AC)
...........................................................................................................
VIII - bem imóvel, adquirido pelo de cujus ou doador, por meio de financiamento nos
termos da legislação federal concernente ao Sistema Financeiro de Habitação - SFH,
bem como aquele adquirido por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras -
CEHAB, de cooperativa habitacional, de empresa municipal de habitação e de empresa
integrante da Administração Pública Indireta do Estado de Pernambuco, que tenham
como objeto social a participação na política estadual de habitação, observado o
disposto no § 9º; (NR)
..........................................................................................................
X - bens móveis ou direitos, adquiridos por meio de doação, cujo valor não ultrapasse o
limite anual de: (NR)
a) até 31 de dezembro de 2015, R$ 5.000,00 (cinco mil reais); e (REN/NR)
b) a partir de 1º de janeiro de 2016, R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); (AC)
...........................................................................................................
§ 9º A partir de 1º de janeiro de 2016, a isenção prevista no inciso VIII do caput
somente se aplica a imóvel cujo valor não ultrapasse o limite de R$ 200.000,00
(duzentos mil reais). (AC)
.........................................................................................................
Art. 8º As alíquotas do imposto são as indicadas a seguir, relativamente aos fatos
geradores ocorridos:
I - até 31 de dezembro de 2015, na hipótese de transmissão causa mortis, 5% (cinco por
cento); (NR)
II - até 31 de dezembro de 2015, nas demais hipóteses, 2% (dois por cento); e (NR)
III - a partir de 1º de janeiro de 2016, conforme estabelecido no Anexo Único. (AC)
..........................................................................................................”.
Art. 2º Fica acrescentado, a partir de 1º de janeiro de 2016, o Anexo Único à Lei nº
13.974, de 2009, nos termos do Anexo Único.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio do Campo das Princesas, Recife, 30 de setembro do ano de 2015, 199º da
Revolução Republicana Constitucionalista e 194º da Independência do Brasil.
PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA
Governador do Estado
MARCOS BAPTISTA ANDRADE
MÁRCIO STEFANNI MONTEIRO MORAIS
ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS FIGUEIRA
MILTON COELHO DA SILVA NETO
DANILO JORGE DE BARROS CABRAL
ANTÔNIO CÉSAR CAÚLA REIS
ANEXO ÚNICO
“ANEXO ÚNICO DA LEI Nº 13.974/2009
Alíquotas do ICD – a partir de 1º de janeiro de 2016
(art. 8º)
VALOR DO QUINHÃO OU DA ALÍQUOTA DO ICD
DOAÇÃO
até R$ 200.000,00 2%
acima de R$ 200.000,00 até R$ 4%
300.000,00
acima de R$ 300.000,00 até R$ 6%
400.000,00
acima de R$ 400.000,00 8%
Este texto não substitui o publicado no DOE de 01.10.2015.
Perguntas e Respostas
1. O QUE É O ICD?
O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou
Direitos), ou
ICD, como é denominado em Pernambuco é um Imposto Estadual devido por toda
pessoa física ou jurídica que receber bens (móveis ou imóveis) ou direitos como herança
(em virtude da morte do antigo proprietário) ou como doação.
2. QUAL É A LEGISLAÇÃO DO ICD?
A Constituição Federal de 1988 em seu art. 155, inciso I, atribuiu aos Estados e Distrito
Federal a competência de instituir o imposto sobre as transmissões “causa mortis” e
doação de quaisquer bens ou direitos.
A Lei Estadual nº 10.260/1989, instituiu o Imposto Sobre a Transmissão Causa Mortis e
Doação de Quaisquer Bens ou Direitos –ICD. Em 14 de abril de 1989, tal lei foi
regulamentada através do Decreto nº 13.561/1989. Em 2009 foi publicada a LEI Nº
13.974/2009 que revogou a Lei 10.260/1989 e a mesma foi
regulamentada pelo Decreto DECRETO Nº 35.985/2010.
Obs: Para a obter a Legislação atualizada do ICD:
- Acessar o site www.sefaz.pe.gov.br, selecionar a aba SERVIÇOS, clicar em “ICD”
e clicar na opção “LEGISLAÇÃO”.
3. QUEM DEVE PAGAR O ICD?
Nas transmissões “causa mortis” (em virtude do falecimento de uma pessoa): o herdeiro
ou
legatário;
Nas transmissões “inter vivos” não onerosas (doação): aquele que recebe os bens ou
direitos (o donatário).
4. COMO PAGAR O ICD?
Para pagar o ICD, o contribuinte deverá:
4.1) Na capital e nos municípios de Jaboatão dos Guararapes e Olinda, FORMALIZAR
O PEDIDO DE LANÇAMENTO DO ICD, através do preenchimento de formulário
próprio que deverá ser entregue na Gerência do Segmento Econômico do ICD/GSEICD,
que funciona das 8:00 às 12:30 e fica localizada na Avenida Dantas Barreto, nº
1186 (Edfício San Rafael), 18º andar, Bairro de São José , Recife-PE, CEP 50020-
904.
O formulário é auto-explicativo e contém a relação completa dos documentos que
deverão acompanhar a solicitação.
Obs: Para a obtenção do formulário no site da Secretaria da Fazenda o Contribuinte
deverá
proceder da seguinte forma:
-> Acessar o site www.sefaz.pe.gov.br, selecionar a aba SERVIÇOS, clicar em “ICD”,
clicar na opção
“FORMULÁRIOS” e selecionar o formulário SOLICITAÇÃO DE ABERTURA DE
PROCESSO PARA
LANÇAMENTO DO ICD conforme seja ARROLAMENTO - ESCRITURA PÚBLICA
, CÁLCULOS
JUDICIAIS – ALVARÁ, DOAÇÃO ou SEPARAÇÃO JUDICIAL.
4.2) Nas demais localidades do Estado, o interessado deverá dar entrada diretamente nas
Agências de Receita Estadual localizadas no interior do Estado.
Obs: os endereços das ARE’S estão no site da Secretaria da Fazenda que poderão ser
obtidos da seguinte forma:
- Acessar o site www.sefaz.pe.gov.br, selecionar a aba INSTITUCIONAL e clicar
na opção “Endereços SEFAZ”.
5. QUAL A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA?
Nas transmissões “causa mortis”:
1- Inicial do processo contendo a relação de bens e herdeiros ou minuta do cartório
contendo
a partilha dos bens ASSINADA por todos os herdeiros ou procurador (extrajudicial);
2- Cópia da Certidão de Óbito do falecido;
3- Cópia do CPF e RG do falecido;
4- Cópia da Certidão de Casamento do falecido (se casado);
5- Cópia do CPF e RG dos herdeiros, legatários, inventariantes e procuradores;
6- Relação discriminada dos bens móveis e imóveis com valor estimado ou cópia da
Declaração do Imposto de Renda do falecido e esposa (se casado);
7- Comprovante de propriedade dos bens transmitidos;
8- Extratos atualizados de conta-corrente, poupança e aplicações financeiras;
9- Ficha dos imóveis urbanos e ITR dos imóveis rurais;
10- Balanço Patrimonial e Contrato Social com alterações, em caso de transmissão de
cotas
ou ações de empresas;
11- Outros documentos constantes nos FORMULÀRIOS disponíveis na internet.
Nas transmissões por Doação:
1- Instrumento de Doação (Termo de Doação, Escritura Pública, Sentença Judicial,
Minuta de
Escritura Pública);
2- Cópia do CPF e RG do doador (transmitente), do donatário (adquirentes) e
procuradores;
Comprovante de propriedade do bem doado;
3- Se o bem doado for imóvel: Ficha dos imóveis urbanos e ITR dos imóveis rurais;
4- Se o bem doado for cotas ou ações: Balanço Patrimonial e Contrato Social com
alterações;
OBS: A critério da SEFAZ-PE outros documentos poderão ser solicitados para a
perfeita
identificação do fato gerador e correto lançamento do imposto devido.
6. QUAIS OS DOCUMENTOS PARA COMPROVAÇÃO DE PROPRIEDADE?
IMÓVEIS – Certidão atualizada de propriedade e ônus emitida pelo Cartório do
Registro de Imóveis da circunscrição correspondente e escritura de compra e venda ou
promessa de compra e venda do imóvel;
VEÍCULOS – Certificado de Registro de Veículo expedido pelo DETRAN;
EMBARCAÇÔES – Registro da embarcação emitido pela Capitania dos Portos;
CONTA- CORRENTE BANCÁRIA E APLICAÇÕES FINANCEIRAS – Extrato de
conta–corrente,
de investimentos ou de poupança atualizado, emitido pela instituição bancária;
COTAS DE SOCIEDADE LIMITADA E AÇÕES DE SOCIEDADE ANÔNIMA –
Contrato Social e
última alteração com Certidão da Junta Comercial ou Certificado de Ação emitido pela
companhia ou instituição financeira;
OUTROS TIPOS BENS (animais, rebanhos; objetos de arte, jóias, equipamentos,
títulos de clubes, etc) – Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física do último
exercício.
7. QUAL É O FATO GERADOR DO ICD?
O Fato Gerador do ICD é a transmissão de bens móveis, imóveis ou direitos, em razão
do
falecimento de uma pessoa (causa mortis) ou em razão de doação (inter vivos).
A Legislação do ICD estabelece, entretanto, algumas isenções/não incidências que
dispensam o pagamento do ICD em determinados casos.
8. QUAIS AS HIPÓTESES DE ISENÇÃO/ NÃO INCIDÊNCIA?
As hipóteses de isenção/ não incidência estão previstas nos artigos 2º e 3º da LEI Nº
13.974/2009. Para o interessado saber se é caso de Isenção ou Não Incidência do
imposto, o mesmo deverá dar entrada em um PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE
ISENÇÃO/NÃO INCIDÊNCIA que deverá ser requerido através da abertura de um
processo próprio com o preenchimento do formulário que está disponível no setor de
ICD da Secretaria da Fazenda, em qualquer Agência da Receita Estadual-ARE ou no
site da Secretaria da Fazenda.
O PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE ISENÇÃO/NÃO INCIDÊNCIA do ICD
deve ser assinado
pelo próprio contribuinte ou procurador.
Obs: Para a obter o formulário no site da Secretaria da Fazenda o Contribuinte deverá
proceder da seguinte forma:
- Acessar o site www.sefaz.pe.gov.br, selecionar a aba SERVIÇOS, clicar em
ICD, clicar na opção
“FORMULÁRIOS” e selecionar o formulário PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE
ISENÇÃO E NÃO
INCIDÊNCIA DO ICD .
O formulário é auto-explicativo e contém a relação completa dos documentos que
deverão
acompanhar a solicitação.
9. QUAL É A BASE DE CÁLCULO DO ICD?
A base de cálculo será o valor de mercado dos bens ou direitos objeto da transmissão.
Esse valor será levantado segundo estimativa fiscal realizada pelo Auditor Fiscal do
Tesouro Estadual. Para efeitos de apuração da base de cálculo, será considerado o valor
de mercado do bem ou direito na data em que forem apresentadas ao Fisco as
informações relativas ao lançamento do imposto, observada a alíquota vigente na data
da ocorrência do fato gerador do imposto.
Nos casos de Inventário Judicial, a avaliação será judicial e para o lançamento do
imposto pela
Secretaria da Fazenda é necessário que o Procurador do Estado concorde com os
cálculos e a
sentença do Juiz homologando os mesmos.
10. QUAL A ALÍQUOTA DO ICD?
As alíquotas do ICD são fixadas livremente pelos Estados, mas estes devem respeitar o
limite máximo de 8% fixado pelo Senado Federal através da Resolução nº 9/1992.
Nos casos de transmissão "causa mortis", ou seja, em razão da MORTE: a alíquota será
aquela vigente na data do óbito.
Período do óbito Alíquota Legislação
Lei nº 5.953 de 29/12/1966,
Dec. Estadual nº 3.366, de
Até 1982 2%
30/12/1974, Dec. Estadual nº
5.698, de 13/03/1979
Dec. Estadual nº 8.432, de
18/02/1982, Dec. Estadual nº
De 1983 até 1996 4%
12.255 de 09/03/1987, Lei nº
10.260, de 27/01/1989
De 1997 a 2000 TABELA PROGRESSIVA Lei nº 11.413, de 20/12/1996
Lei nº 11.920/2000 (alterada
De 2001 em diante 5%
pela Lei 13.427/2008).
Tabela constante no Anexo LEI Nº 13.974/2009
A partir de 01 de janeiro de
Único* da LEI Nº (alterada pela Lei
2016
13.974/2009 15.601/2015 )
*ANEXO ÚNICO
Alíquotas do ICD – a partir de 1º de janeiro de 2016 (art. 8º)
VALOR DO QUINHÃO OU DA
ALÍQUOTA DO ICD
DOAÇÃO
Até R$ 200.000,00 2%
Acima de R$ 200.000,00 até R$
4%
300.000,00
Acima de R$ 300.000,00 até R$
6%
400.000,00
Acima de R$ 400.000,00 8%
Para a transmissão de bens ou direitos em razão de DOAÇÃO: a alíquota é a vigente na
data da doação.
Período do Fato Gerador Alíquota Legislação
Dec. Estadual nº 8.432, de
De 1983 até 1988 4% 18/02/1982, Dec. Estadual
nº12.255 de 09/03/1987, Lei
nº10.260/1989
De 1997 a 2000 TABELA PROGRESSIVA Lei nº 11.413/1996
De 2001 até 30 de março de Lei nº 11.920/2000(alterada
5%
2008 pela Lei 13.427/2008)
De 01 de abril de 2008 até Lei nº 11.920/2000 (alterada
2%
31 de dezembro de 2015 pela Lei 13.427/2008).
Tabela constante no Anexo LEI Nº 13.974/2009
A partir de 01 de janeiro de
Único* da LEI Nº (alterada pela Lei
2016
13.974/2009 15.601/2015 )
*ANEXO ÚNICO
Alíquotas do ICD – a partir de 1º de janeiro de 2016 (art. 8º)
VALOR DO QUINHÃO OU DA
ALÍQUOTA DO ICD
DOAÇÃO
Até R$ 200.000,00 2%
Acima de R$ 200.000,00 até R$
4%
300.000,00
Acima de R$ 300.000,00 até R$
6%
400.000,00
Acima de R$ 400.000,00 8%
11. QUAIS AS CONDIÇÕES DE PAGAMENTO DO ICD?
O imposto poderá ser pago à vista ou parcelado, nas condições
abaixo:
Se for pago à vista, terá uma redução de 10% (dez por cento) sobre o
valor imposto, ou poderá ser parcelado em até 12 (doze) parcelas,
sem direito ao desconto de 10% (dez pó cento) anteriormente
mencionado, conforme Art.11 do DECRETO Nº 35.985/2010 .
Se o contribuinte dentro do prazo de recolhimento do tributo
( 30 dias da ciência da Notificação de Lançamento do ICD),não
efetuar o pagamento do imposto, o crédito tributário será inscrito na
Dívida Ativa do Estado acrescido de uma multa de 15%.
Nos casos de inventário ou arrolamento que não for aberto
dentro do prazo de 60 (sessenta dias) do óbito, o imposto será
calculado com acréscimo de multa equivalente a 30% (trinta por
cento) do valor do imposto, conforme Art.14 da LEI Nº 13.974/2009.
12. Como proceder nos casos de INVENTÁRIO, PARTILHA, SEPARAÇÃO e
DIVÓRCIO
diretamente nos cartórios, por ESCRITURA PÚBLICA?
A lei 11.441 de 04 de janeiro de 2007 alterou o Código de Processo Civil permitindo a
realização de inventário, partilha, separação e divórcios consensuais por via
administrativa, diretamente nos Cartórios, através de Escritura Pública, desafogando o
Poder Judiciário e facilitando a vida das pessoas.
Destaque-se que a condição indispensável para a utilização desse procedimento é a de
que haja a concordância de todos os herdeiros quanto à parte que caberá a cada um na
herança e que estes sejam maiores e capazes.
A vigência iniciou-se em 05 de janeiro de 2007.
Nos casos de Partilha Extrajudicial, nas hipóteses da Lei nº 11.441/2007, o ICD deverá
ser pago antes da lavratura da Escritura Pública e de acordo com o determinado na
Portaria nº 142 de 25 de setembro de 2007, disponível no site da Secretaria da Fazenda
na Internet.
Para a emissão do Documento de Arrecadação Estadual – DAE 10, relativo ao
recolhimento do ICD, o interessado deverá comparecer à Gerência do Segmento
Econômico do GSEICD que fica localizada no 18º andar do Edifício San Rafael, no
horário das 08:00 às 12:30 horas, em se tratando de contribuintes domiciliados na
Região Metropolitana do Recife, ou à Agência da Receita Estadual – ARE do respectivo
domicílio fiscal, em se tratando de contribuinte domiciliado no interior do Estado e
FORMALIZAR O PEDIDO DE LANÇAMENTO DO ICD, através do preenchimento
do formulário SOLICITAÇÃO DE ABERTURA DE PROCESSO PARA
LANÇAMENTO DO ICD - ARROLAMENTO/ESCRITURA PÚBLICA disponível
nas unidades fazendárias acima mencionadas ou no site da Secretaria da Fazenda.
Para obtenção dos formulários no site da Secretaria da fazenda, o contribuinte deverá
proceder da seguinte forma:
-Acessar o site www.sefaz.pe.gov.br, Selecionar a aba SERVIÇOS, clicar na opção
“ICD”, clicar na opção “FORMULÁRIOS” e selecionar o formulário SOLICITAÇÃO
DE ABERTURA DE PROCESSO PARA LANÇAMENTO DO ICD -
ARROLAMENTO - ESCRITURA PÚBLICA. O formulário é auto-explicativo e
contém a relação completa dos documentos que deverão acompanhar a solicitação.
13. DA COMPETÊNCIA PARA LANÇAR O ICD:
1º caso: O inventário foi processado no Estado de Pernambuco: cabe ao Estado de
Pernambuco o imposto sobre os bens imóveis aqui localizados e o imposto sobre todos
os bem móveis localizados ou não no território do Estado.
2º caso: O inventário foi processado em outro Estado ou no Exterior: cabe a
Pernambuco só o
imposto sobre os bens imóveis localizados em Pernambuco.
3º caso: O doador e o donatário são domiciliados em Pernambuco: cabe a Pernambuco o
imposto sobre os bens imóveis aqui localizados e sobre os bens móveis localizados aqui
ou não.
4º caso: O doador é domiciliado em Pernambuco e o donatário é domiciliado em outro
Estado ou
no Exterior: cabe a Pernambuco o imposto sobre os imóveis aqui localizados e sobre os
bens
móveis localizados aqui ou não.
5º caso: O doador é domiciliado em outro Estado e o donatário é domiciliado em
Pernambuco: o
imposto será devido a Pernambuco só em relação aos bens imóveis aqui localizados. Em
relação
aos bens móveis o imposto será devido ao Estado do doador.
6º caso: O doador é domiciliado no Exterior e o donatário é domiciliado em
Pernambuco: o imposto será devido a Pernambuco só em relação aos bens imóveis aqui
localizados.
OBS IMPORTANTÍSSIMA: Não confundir o Estado a que o imposto é devido com o
contribuinte
deste mesmo imposto. No caso 4º apesar do imposto ser devido a Pernambuco no caso
de doação de bens móveis em que o doador está aqui domiciliado, o contribuinte será o
donatário localizado em outro Estado ou no Exterior conforme art’s: 4º, II-b e 9º, I da
LEI Nº 13.974/2009.
14. EXEMPLOS PRÁTICOS:
1º caso: Uma pessoa que era domiciliada em Pernambuco falece deixando um casa no
bairro da
Madalena - Recife-PE, outra em Cabedelo - João Pessoa - PB, uma quantia em dinheiro
no Banco do Brasil em Recife e um carro matriculado na Paraíba. Então o imposto será
devido a
Pernambuco em relação ao imóvel aqui localizado, além dos bens móveis. Caberá ao
Paraíba
somente o imposto sobre a casa localizada naquele Estado.
Cabe a Pernambuco o imposto sobre: casa na Madalena-Recife, conta bancária e carro.
Cabe a
Paraíba o imposto sobre: casa em Cabedelo - João Pessoa.
2º caso: Uma pessoa que era domiciliada no Rio de Janeiro falece deixando uma casa
em
Copacabana-RJ outra casa em Itamaracá-PE e um Bugre matriculado em Pernambuco.
O imposto devido a Pernambuco incidirá tão-somente em relação ao imóvel de
Itamaracá-PE. O imposto sobre a casa de Copacabana e o veículo matriculado em
Pernambuco caberão ao Estado do Rio de Janeiro.
Cabe a Pernambuco o imposto sobre: Casa de Itamaracá. Cabe ao Estado do Rio de
Janeiro o
imposto sobre: casa em Copacabana e veículo.
3º caso: Uma pessoa domiciliada em Pernambuco doa a outra pessoa também
domiciliada em
Pernambuco uma casa na Madalena-Recife-PE e outra em Pitimbu - PB. Também doa
50 Quotas
do capital Social de uma empresa localizada em qualquer parte do Brasil. O imposto
será devido a Pernambuco relativamente a casa da Madalena (imóvel) e em relação às
50 quotas do capital
social da empresa (móvel). Em relação à casa de Pitimbu (imóvel) o imposto será
devido ao
Estado da Paraíba.
Cabe a Pernambuco o imposto sobre: Casa na Madalena e 50 Quotas Capital Social.
Cabe a
Paraíba o imposto sobre: Casa de Pitimbu.
4º caso: uma pessoa domiciliada em Pernambuco doa uma casa em João Pessoa - PB
para outra domiciliada em João Pessoa - PB além de R$: 50.000,00 reais em dinheiro.
Caberá a Pernambuco o imposto sobre os R$: 50.000,00 (móvel). Caberá a Paraíba o
imposto sobre a casa (imóvel).
Cabe a Pernambuco imposto sobre: 50.000,00. Cabe a Paraíba imposto sobre: imóvel
João
Pessoa - PB.
CONCLUSÃO: Em relação aos bens Imóveis (casas, terrenos etc.) o imposto será
devido ao
Estado onde o mesmo se localiza. Em relação aos bens Móveis (carro, dinheiro, ações,
quotas de capital social etc.) o imposto será devido ao Estado onde for aberto o
inventário ou arrolamento (último domicílio do “de cujus”) ou onde tiver domicílio o
doador.