SUMÁRIO
1. ANTES DE COMPRAR UM IMÓVEL
2. PARA CONSTRUIR LEGAL
3. PROFISSIONAIS – DOCUMENTOS
4. PROJETO – DOCUMENTOS
5. PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA
CONSTRUÇÃO
6. APRESENTAÇÃO DO PROJETO – PRANCHAS E DOCUMENTOS
7. LOTEAMENTOS, DESMEMBRAMENTOS, REMEMBRAMENTOS
OU REGULARIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
8. REGULARIZAÇÃO DE OBRAS
9. ALTERAÇÃO DE PROJETO
10. ANÁLISES DAS PRANCHAS – EXIGÊNCIAS MÍNIMAS
11. PASSO A PASSO – ENCAMINHAMENTOS E ANÁLISES
12. PROCURAÇÃO E AUTORIZAÇÃO PARA CONSTRUÇÃO
13. LICENÇA CONSTRUÇÃO
14. VISTORIA DE FOSSA, FILTRO, SUMIDOURO E HABITE-SE
15. DÚVIDAS FREQUENTES
16. CONSTRUÇÕES NA BEIRA MAR – BEIRA RIO – BEIRA ERS 786
17. REFERÊNCIAS – LEIS
18. ANEXOS
18.1 REQUERIMENTO
18.2 DIRETRIZ MUNICIPAL
18.3 FICHA DE INFORMAÇÃO CADASTRAL
18.4 MODELO DETALHAMENTO DE ESGOTO
18.5 MODELO FICHA DO CADASTRO IMOBILIÁRIO
18.6 REQUERIMENTO TRIBUTÁRIA – (ALVARÁ)
18.7 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
18.8 CONSTRUÇÃO EM IMÓVEL DE TERCEIROS
18.9 CHECK-LIST – PROTOCOLO DE PROJETO
1. ANTES DE COMPRAR UM IMÓVEL
Para evitar problemas no futuro, observe alguns itens antes de comprar
seu imóvel:
Se no terreno que pretende comprar houver uma edificação,
cheque com o vendedor/proprietário e com a Prefeitura Municipal
de Imbé se há projeto aprovado e se o imóvel possui Habite-se;
Caso não tenha Habite-se, verifique se há algum processo de
regularização, caso haja acréscimos irregulares;
Certifique se há multas pendentes e dívidas. Para isso exija as
certidões negativas de débito do imóvel e do proprietário;
Verifique no Cartório de Registro Geral de Imóveis se a edificação
ou terreno que se pretende comprar estão registrados;
Observe se as medidas do terreno estão de acordo com o
desmembramento e legislação vigente;
2. PARA CONSTRUIR LEGAL
Para a execução legal de uma obra contrate profissionais habilitados
registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e/ou no Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), que se responsabilizarão
tecnicamente pelos projetos e obras.
O projeto arquitetônico é a base para todos os projetos necessários para
executar uma obra, assim como o estrutural, o hidrossanitário, o elétrico, etc.
Os profissionais contratados deverão estar devidamente registrados no
CAU ou no CREA, e providenciar o Registro de Responsabilidade Técnica
(RRT), no CAU, ou Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), no CREA,
de todos os projetos; assim como ter seu alvará em dia na Prefeitura Municipal.
Para realizar construções, reformas e ampliações numa edificação,
informe-se sobre a legislação em vigor e sobre a autorização da obra; uma
obra só pode ser iniciada com autorização da Prefeitura Municipal após a
aprovação do projeto de arquitetura e a expedição do alvará de licença da
obra.
3. PROFISSIONAIS – DOCUMENTOS
Para o profissional se cadastrar na Prefeitura Municipal de Imbé o
mesmo deve se dirigir a Administração Tributária munido dos seguintes
documentos:
Requerimento da Fiscalização;
Cópia da Carteira do Conselho;
Comprovante de Residência;
Obs.: Caso o contratante venha efetuar o cadastro do profissional,
o mesmo deverá juntar aos documentos uma procuração com
firma reconhecida.
4. PROJETO – DOCUMENTOS
4.1 - REQUERIMENTO
Deve estar datado e assinado. A assinatura deve ser sempre do
requerente. Caso a assinatura seja de outrem, deve vir acompanhada de
procuração.
Em um único requerimento pode ser solicitado a DM, aprovação
de projeto, licença de construção, vistoria do sistema de fossa e filtro e
vistoria para Carta de Habitação.
Nos processos compostos, onde há um desmembramento de
terreno e aprovação de projetos de construção nos lotes resultantes,
deverá ter um requerimento para cada ato, específico, ou seja, um
requerimento com solicitação de desmembramento e outros com as
solicitações de aprovação dos respectivos projetos.
4.2 - DIRETRIZ MUNICIPAL – DM
Deve estar datado e assinado. A assinatura deve ser sempre do
requerente. Caso a assinatura seja de outrem, deve vir acompanhada de
procuração.
Requerente deve preencher somente as informações da parte
superior da folha com as informações constantes na matrícula do imóvel.
A prefeitura preencherá a parte inferior da folha com as
informações de utilização, zoneamento, I.A., T.O., Nº pavimentos, altura
máxima, afastamentos e recuos para jardim.
Observar, antes do preenchimento, o nome do atual Secretário(a)
da pasta para que a Diretriz Municipal tenha validade.
4.3 - FICHA DE INFORMAÇÃO CADASTRAL
Deve estar completamente preenchida, datada e assinada.
Nos casos onde há mais de um projeto de aprovação em um
mesmo processo (processos compostos) deverá ter uma ficha de
informação cadastral para cada projeto específico.
No item documento de propriedade deve constar o número de
matrícula.
Para regularizações, o item prazo para execução da obra pode
ser riscado ou informar que se trata de obra concluída.
Quando se tratar de projetos compostos com regularização e
ampliação de obra nova, deve ser observada as duas áreas no item área
da construção. E nesse caso, deve ser indicado o prazo de execução da
obra.
4.4 - MATRÍCULA DO TERRENO
O documento de propriedade aceito para quaisquer tipos de
aprovação de projetos sempre será a matrícula do Registro de
Imóveis. As únicas exceções a esta regra são:
Quando da aprovação de uma única residência, com a
apresentação da escritura pública de compra e venda
acompanhada da cópia da matrícula e do protocolo de
averbação no Registro de Imóveis;
Quando apresentar contrato direto com a loteadora,
devidamente assinado e com firma reconhecida,
também, acompanhado de cópia da matrícula do
Registro de Imóveis;
Quando apresentar contrato de compra e venda,
devidamente assinado e com firma reconhecida,
também, acompanhado de cópia da matrícula do
Registro de Imóveis e da autorização para construção
em imóveis de terceiros;
A matrícula, no ato do encaminhamento do processo, deve ter
data não superior a 30 dias.
4.5 - RRT OU ART
Deverão estar preenchidas, assinadas e com comprovante de
pagamento e/ou o registro de quitação da mesma.
RRT (quando profissional for Arquiteto) de aprovação e execução
de projetos devem conter os seguintes tópicos no item – atividades
técnicas:
Projeto Arquitetônico | Execução de Obra
Projeto de Estrut. de Concreto | Execução de Estrut. de Concreto
Projeto de Inst. Hidro. | Execução de Inst. Hidro.
Projeto Inst. Elétricas prediais | Execução Inst. Elétricas prediais
ART (quando profissional for engenheiro civil) são compostas de
aprovação e execução de obras e devem conter os seguintes tópicos
nas atividades técnicas:
Projeto e Execução – Edificações Arquitetônico
Projeto e Execução – Estruturas de Concreto Armado
Projeto e Execução – Fundações Profundas
Projeto e Execução – Inst. Hidro. em edificações
Projeto e Execução – Inst. Elétricas em baixa tensão
4.6 - DECLARAÇÃO DE APROVAÇÃO – PLANO DE RESÍDUOS
Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil
de empreendimentos e atividades, públicos ou privados, devem ser
apresentados juntamente com o projeto do empreendimento na
Secretaria Municipal de Planejamento Urbano devidamente aprovado
pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca, e se integrará à
análise para a obtenção do alvará de construção, reforma, ampliação ou
demolição.
5. PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Conforme o Decreto Municipal Nº 2.392 de 24/04/2013 que institui
o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil
no Município de Imbé – RS, disciplina os transportadores de resíduos
em geral e dá outras providências.
O projeto de Gerenciamento deverá ser submetido à Secretaria
Municipal de Meio Ambiente e Pesca para a devida aprovação e
emissão da Declaração de Aprovação. Essa declaração será solicitada
até o final da aprovação para emissão de alvará de construção, reforma,
ampliação ou demolição.
6. APRESENTAÇÃO DO PROJETO – PRANCHAS E DOCUMENTOS
Os projetos e documentos devem ser apresentados em pastas
separadas, ou seja, uma pasta para cada via de projeto que o
proprietário necessite.
Para melhor apresentação, deverão nomear as pastas da
seguinte maneira:
Pasta 1 – Via da Prefeitura
Pasta 2 – Via do Cliente
Pasta 3 – Via do Escritório
Pasta 4 – Via do Banco
E assim sucessivamente quantas pastas forem necessárias.
As pastas e seus respectivos documentos serão anexados ao
protocolo e encaminhadas para análise do projeto. Quando da
aprovação final dos projetos, a pasta “Via da Prefeitura” será devolvida
ao Responsável Técnico com as demais pastas e ficará apensado ao
protocolo apenas os documentos e projetos aprovados da Pasta 1 que
são de responsabilidade e posse do Município.
Na Pasta 1 – Via da Prefeitura, serão exigidos os seguintes
documentos mínimos para encaminhamento, na ordem que segue:
1. Requerimento;
2. Diretriz Municipal;
3. Ficha de Informação Cadastral;
4. ART/RRT de Projeto e Execução;
5. Seus respectivos comprovantes de pagamento;
6. Ficha do Cadastro Municipal;
7. Matrícula Atualizada do Imóvel (30 dias);
8. Memorial Descritivo (quando for o caso);
9. Prancha de Situação/Localização;
10. Prancha(s) das Plantas Baixas;
11. Prancha(s) dos Cortes e Fachadas;
12. Prancha(s) do Hidrossanitário com detalhamento e cálculo;
Nas demais pastas serão exigidos apenas o Projeto Arquitetônico
completo e o Memorial Descritivo (quando for o caso).
Obs.: Para a primeira análise do projeto, que será realizada em
meio físico, protocolar UMA VIA completa contendo todos itens acima
descritos.
7. LOTEAMENTOS, DESMEMBRAMENTOS, REMEMBRAMENTOS
OU REGULARIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Desmembramento: Divisão de um terreno urbano em duas ou
mais partes;
Remembramento: União de dois ou mais terrenos urbanos em
um único lote;
Regularização Administrativa: Correção de dimensões e/ou
área de um terreno urbano;
Composição: Estes atos (desmembramento, remembramento e
regularização administrativa) podem ocorrer simultaneamente num
mesmo processo.
Nos casos de desmembramento e/ou remembramento, é
obrigatória a apresentação da matrícula em nome do requerente,
sem exceção.
Para encaminhamento desses processos, os mesmos devem vir
acompanhados dos seguintes documentos: requerimento, matrícula
do terreno, contrato social (quando tratar-se de pessoa jurídica),
RRT/ART, projeto e memorial descritivo.
O projeto deve conter uma ou mais pranchas, com a identificação
no selo de projeto de Urbanismo – Situação Atual, Intermediária (em
alguns casos) e Proposta, devidamente assinada pelo proprietário e pelo
profissional. Observar, nos casos de regularização administrativa, que
no selo ou acima dele, deverá constar os nomes dos proprietários dos
lotes lindeiros, com o espaço para assinaturas.
Para projetos de desmembramentos e geminados deverá ser
anexado ao processo o comprovante de pagamento do IPTU.
Para aprovação de LOTEAMENTOS:
Requerimento solicitando aprovação.
Matrícula (ou matrículas) em nome do requerente.
Contrato Social (cópia simples) quando tratar-se de pessoa
jurídica, para identificação do sócio responsável.
RRT ou ART, de projeto e execução, com comprovante de
pagamento.
Projeto urbanístico, completo, situação, projeto geométrico e
perfil do arruamento.
Memorial Descritivo, descrevendo o loteamento.
8. REGULARIZAÇÃO DE OBRAS
Para encaminhamento de regularizações além das duas cópias
(ou mais, se for do interesse do proprietário) das pranchas com os
desenhos, deve ser anexado também: Cópia do documento de
propriedade registrado (matrícula), cópia da ART ou RRT (com os itens:
edificação, fundações, estrutura, hidrossanitário e eletricidade), ficha
cadastral e requerimento.
Situação: deve conter o terreno dentro da quadra (indicar as
quatro ruas/avenidas da quadra), distância da esquina (caso não conste
em escritura à distância da esquina, colocar os lotes lindeiros ao lote em
questão), dimensões do lote, norte magnético e número do lote, quadra e
bairro.
Localização deve conter a planta de telhado, cotas gerais da
obra completa, identificação das unidades residenciais (se for o caso de
prédio multifamiliar), altura dos muros (se não houver muros, indicar
altura de 80cm no recuo de jardim e 2,00m nas demais divisas, para
execução futura), tipo de calçamento no passeio público em frente ao
terreno, rebaixo de meio-fio e as cotas de nível, de acordo com o Plano
Diretor.
O passeio público deverá ser calçado no mínimo dois metros ou
50% do mesmo, a partir do meio-fio. O restante, junto ao alinhamento do
terreno, poderá ser gramado, exceto na passagem dos veículos.
Devidamente cotados.
O rebaixo de meio-fio para veículos deve ficar dentro do passeio
público, com largura mínima de 3,00m e profundidade mínima de 0,60m.
A largura deste rebaixo pode ser maior, mas nunca ultrapassar mais de
50% da testada do terreno. Devidamente cotados.
Os rebaixos para portadores de necessidades especiais, quando
o lote for de esquina, devem ter largura mínima de 1,20m e profundidade
mínima de 0,75m, observando a inclinação mínima de 8,33% de acordo
com a NBR 9050, mínimo de dois rebaixos por esquina, localizados a
uma distância de 2,00m do meio-fio, em relação à esquina.
O recuo de ajardinamento na planta de Localização é de 4,00
metros na testada menor do terreno e 2,00 metros na testada maior (se
for o caso de esquina), preferencialmente. Estes recuos podem ser
invertidos, se necessário para melhor distribuição do projeto no terreno.
Balanço máximo permitido é de 1,20m. Devidamente cotados.
Nesta prancha deve constar ainda um quadro de áreas com a
área do terreno, área existente (se for o caso), área a construir, área a
regularizar, taxa de ocupação e índice de aproveitamento.
Planta Baixa deve conter o dimensionamento das peças e
aberturas; identificação das peças e metragem quadrada; projeção dos
beirais e demais informações que o responsável técnico julgar
necessário.
Todas as obras de caráter comercial deverão possuir rampas de
acessibilidade aos portadores de necessidades especiais de acordo com
a norma vigente. Nas obras em zonas sem obrigatoriedade de recuo de
ajardinamento, as rampas deverão situar-se dentro do prédio.
Elevações devem conter todos os elementos da edificação, com
valorização de linhas para os elementos mais próximos do observador
para melhor leitura.
Hidrossanitário deve constar o terreno com o perímetro da
edificação, na escala 1:100, indicando a localização da fossa, filtro e
sumidouro, sendo este último amarrado com cotas, que devem obedecer
a um recuo mínimo de 1,50m de qualquer construção e das divisas do
lote e, indicando ainda, a localização do hidrômetro.
Junto ao alinhamento frontal do terreno, de fácil acesso, deve ser
executada uma “caixa de passagem para futura ligação à rede pública”.
Apresentar junto às cópias, a memória de cálculo da fossa, filtro e
sumidouro, conforme as NBs 7229 e 13969 da ABNT e detalhamento da
fossa e filtro.
RRT (quando profissional for Arquiteto) de regularização deve
conter o seguinte tópico na atividade técnica:
Laudo Técnico
ART (quando profissional for engenheiro civil) são compostas de
aprovação e execução de obras e devem conter os seguintes tópicos
nas atividades técnicas:
Regularização – Edificações Arquitetônico
Regularização – Estruturas de Concreto Armado
Regularização – Fundações Profundas
Regularização – Inst. Hidro. em edificações
Regularização – Inst. Elétricas em baixa tensão
9. ALTERAÇÃO DE PROJETO
A modificação de projetos deve sempre ser anexada ao processo
em andamento, quando o mesmo pertencer a esta administração.
Nos casos de processos antigos, deverá ser protocolado novo
processo, com a observação no requerimento de que trata de alteração
do processo número tal do ano tal.
Toda alteração de projeto deve ser acompanhada de
requerimento especificando o porquê da alteração, devidamente
assinado pelo proprietário e/ou seu procurador.
10. ANÁLISES DAS PRANCHAS – EXIGÊNCIAS MÍNIMAS
O projeto básico deve conter três pranchas, em duas vias, com os
seguintes itens:
Prancha 01/03 – deve conter a situação e localização
Prancha 02/03 – deve conter a planta baixa, cortes e fachada
Prancha 03/03 – deve conter o projeto hidrossanitário
O projeto pode conter desdobramentos nas pranchas como, por
exemplo, apresentar a(s) planta(s) baixa(s) em uma prancha, os cortes
em outra e a(s) fachada(s) em outra. Também o projeto hidrossanitário
pode se desdobrar em duas ou mais pranchas conforme a necessidade
do projeto.
Os selos devem conter os respectivos nomes (situação,
localização, planta baixa, cortes, fachada, hidrossanitário), as
numerações 01/03, 02/03, 03/03, a área da edificação (projeto,
regularização e/ou ampliação) e, as assinaturas do proprietário(a) e
do(a) profissional.
SITUAÇÃO
Escala 1/1000;
Norte;
Quadra pretendida com seu respectivo número e secções
das quadras adjacentes;
Lote pretendido com informação de número, matrícula,
área total e dimensões;
Distanciamento do lote pretendido em relação à esquina e
numeração dos lotes adjacentes, conforme matrícula;
Nomenclatura das ruas que formam o quarteirão, conforme
mapa Municipal;
LOCALIZAÇÃO
Escala 1/250;
Norte;
Lote com as dimensões conforme a matrícula;
Perímetro da(s) edificação(ões) com informação da(s)
área(s);
Cota de todos os lados da edificação;
Amarração (cotas) da edificação às divisas;
Linha(s) tracejada(s) informando a distância do (s) recuo(s)
de Jardim obrigatórios com cotas;
Localização da entrada de energia e cavalete de água
(hidrômetro);
Informação do rebaixo de meio-fio (não superior a 50% da
testada do terreno);
Cota de nível (0,00) localizada no meio-fio;
Tipo de pavimentação do passeio e respectiva inclinação
conforme exemplo anexo;
Localização da lixeira;
Indicação dos fechamentos frontal e laterais, quando
houver, indicando altura e material. Altura de 0,80m no
alinhamento, no recuo de jardim e 2,00 nas demais divisas;
Em terrenos de esquina desenhar os rebaixos para
portadores de necessidades especiais, conforme norma
vigente.
PLANTA(S) BAIXA(S)
Escala 1/50;
Norte;
Desenho técnico com informações que facilitem o
entendimento do projeto. Cotas, níveis, áreas,
nomenclatura dos ambientes, dimensões das aberturas,
desenho dos equipamentos nas áreas molhadas, linhas de
cortes (1 transversal e 1 longitudinal) e demais informações
pertinentes;
Observar a altura das edificações (cota de nível) conforme
Art. 67, § 1º do Plano Diretor;
Atender todos os dispositivos do Código de Obras;
CORTE(S)
Escala 1/50;
Desenho técnico com informações que facilitem o
entendimento do projeto. Linhas e espessuras que
demonstrem a relação de profundidade e planos;
Cotas, pé direito, níveis, nomenclatura dos ambientes,
material de forros, entre pisos, telhado, telhas e
inclinações, fundações, níveis de pátio e edificação. Altura
de janelas, peitoris, portas, revestimentos e desenhos dos
equipamentos fixos de áreas molhadas e demais
informações pertinentes;
Cotas de beirais, reservatório;
FACHADA(S)
Escala 1/50;
Desenho técnico com informações que facilitem o
entendimento do projeto. Linhas e espessuras que
demonstrem a relação de profundidade, cortes, sombras e
planos;
Representação gráfica dos vãos de aberturas das janelas;
HIDROSSANITÁRIO (anexo IV)
Escala 1/50;
Desenho técnico com informações que facilitem o
entendimento do projeto.
Caixa de passagem, tubulações e seus diâmetros;
Sistema de Fossa/Filtro/Sumidouro conforme Normas NBR
13969 e NBR 7229. Distanciamento de 1,50m entre fossa,
edificações, lindeiros e hidrômetro. Corte esquemático do
sistema com alturas totais, úteis, diâmetros (em caso de
cilíndrico), largura e comprimento (em caso de
paralelepípedo). Caixa de espera para futura ligação à rede
pública de esgoto (todo sistema deve estar ligado a essa
caixa com uma caixa anteriormente ligada ao sistema.
11. PASSO A PASSO – ENCAMINHAMENTOS E ANÁLISES
A seguir, explicaremos de forma simplificada como será o
processo de encaminhamento de projetos, desde o cadastro do
profissional, até a aprovação definitiva.
I. O profissional deverá fazer seu cadastro e pagamento do
alvará na Administração Tributária;
II. O responsável técnico ou proprietário solicita junto à
Arrecadação e ao Planejamento Urbano, respectivamente, a
ficha cadastral do imóvel e a diretriz Municipal;
III. O profissional desenvolve os projetos arquitetônicos e/ou as
regularizações com base nas informações da matrícula, ficha
cadastral do imóvel, das diretrizes e levantamento in loco;
IV. Com o projeto desenvolvido, o responsável técnico se dirige
ao Planejamento para conferência da documentação mínima
exigida antes de pagar as taxas e protocolar. Ver item 6 da
cartilha (apresentação do projeto);
V. Após a conferência da documentação mínima e tendo atingido
os requisitos mínimos de documentação (conforme item 6 da
cartilha), o servidor responsável carimba e numera todas as
folhas da via da prefeitura e autoriza à protocolar (com
carimbo de APTO A PROTOCOLAR). As folhas serão
carimbadas na ordem apresentada (seguindo o item 5)
conforme segue: se a pasta possuir 15 folhas/documentos, a
numeração deve ser 1/15, 2/15, 3/15, 4/15, 5/15, 6/15.... 15/15;
VI. Em posse da(s) pasta(s) com o projeto e documentação aptas
a protocolar, o profissional se encaminha para a arrecadação
tributária emitir as respectivas taxas;
VII. O responsável técnico ou proprietário efetua o pagamento das
taxas e anexa o comprovante de pagamento para que o
processo seja encaminhado para análise/aprovação;
Obs. O processo não será encaminhado para análise sem
o pagamento das taxas e apresentação do(s)
comprovante(s).
VIII. O processo entra na fila de análises;
IX. Sendo aprovado, sem correções, a via da prefeitura é
carimbada na contracapa do protocolo com RETIRADO
PROJETO APROVADO colocando a data e assinatura do
técnico ou proprietário que está retirando. O projeto vai para o
arquivo que aguarda a solicitação de vistoria de fossa e filtro e
habite-se e, as demais vias são entregues ao responsável
técnico;
X. Em caso de correções, o responsável técnico retira a(s)
pasta(s) para as devidas correções, ficando no Planejamento
apenas o protocolo; na contracapa do protocolo é carimbado
com RETIRADO PROJETO PARA CORREÇÃO, colocando
data e assinatura de quem está retirando o processo para
correção. O protocolo fica aguardando devolução do projeto;
Obs. É de responsabilidade de quem retirou a pasta
(profissional ou proprietário) devolvê-la com toda
documentação em ordem que foi carimbada e exigida no
momento do protocolo JUNTAMENTE com as pranchas
alteradas (que serão apensadas ao final do processo). Caso
falte algum documento, que será revisado no momento do
reencaminhamento, o processo não será aceito.
XI. Na devolução do processo, o servidor confere as folhas
carimbadas quando o processo entrou pela primeira vez e
estando todos documentos na pasta, é carimbado com
PROJETO DEVOLVIDO, colocando data e assinatura de
quem está devolvendo o processo para reanálise;
Assim, sucessivamente, até a aprovação final;
12. PROCURAÇÃO e AUTORIZAÇÃO PARA CONSTRUÇÃO
Sempre que necessário, e, principalmente quando o responsável
técnico estiver assinando um documento e/ou projeto no lugar do
proprietário, apresentar procuração com firma reconhecida e/ou cópia do
documento comprovando a assinatura da procuração. Será conferido o
texto da procuração para confirmar se é específica e abrange o fim a
que se destina. Quando o projeto não estiver no nome do titular da
matrícula, apresentar, além da matrícula atualizada, o contrato de
compra e venda e a autorização para construção em imóvel de
terceiros, reconhecidos em cartório.
13. LICENÇA CONSTRUÇÃO
Após a devida aprovação o projeto estará apto à execução sendo
emitida a Licença Construção. Esta Licença Construção tem validade de
doze (12) doze meses. Findo este prazo, e, não tendo sido iniciada a
construção, o licenciamento perderá o seu valor.
14. VISTORIAS DE FOSSA / FILTRO / SUMIDOURO / HABITE-SE
Todas as vistorias devem ser precedidas de requerimento
devidamente assinado, especificando o que é pretendido. Também deve
ser cobrada a taxa específica de cada vistoria, com cópia do
comprovante anexada ao processo.
Ao finalizar a construção, avise a Prefeitura Municipal e solicite a
vistoria para o Habite-se (que verifica se a obra foi construída conforme
o projeto aprovado).
Se estiver tudo de acordo com o projeto aprovado, será expedida
a Carta de Habite-se. De posse desse documento o proprietário deverá
registrar seu imóvel no Cartório de Registro de Imóveis, legitimando a
propriedade.
A vistoria do sistema sanitário só será realizada após a
aprovação do projeto arquitetônico completo.
15. DÚVIDAS FREQUENTES
Como eu devo executar o Hidrossanitário?
O projeto Hidrossanitário deve ser projetado por um profissional
habilitado no Conselho de Arquitetura e/ou Engenharia e deve vir
acompanhado de projeto arquitetônico residencial e/ou comercial para
análise e aprovação dos volumes dos tanques sépticos e sumidouro.
Os cálculos de volumes devem seguir a NBR 13969:1997 e a
NBR 7229:1993. Lembrando que o cálculo é realizado em função do
número de dormitórios e metragem quadrada dos mesmos (para casos
residenciais), sendo de 2 pessoas para cada dormitório de até 12,00m² e
3 pessoas para cada dormitório com metragem acima de 12,00m², e
pela metragem quadrada do “salão” para projetos comerciais. Vide
Código de Obras.
Para o Filtro, a altura do leito filtrante, já incluindo a altura do
fundo falso, deve ser limitada a 1,20m (0,60cm para cada) e o volume
mínimo do leito filtrante deve ser de 1.000L. O duto de limpeza deve ser
de 200mm.
Quando necessita fazer o Hidrossanitário?
Toda edificação deve possuir sistema de tratamento individual de
esgoto, dentro de seu terreno e seguindo as NBRs no que diz respeito
aos dimensionamentos, volumes e afastamentos mínimos exigidos.
Edificações que não possuem Habite-se, (independentemente
do ano da construção) no momento da solicitação para vistoria de
habite-se, devem ter seu sistema hidrossanitário aberto para a
Fiscalização realizar a vistoria do sistema e a emissão do Habite-se.
Projetos de regularização que alterem o número de dormitórios,
mesmo com um projeto aprovado anteriormente, devem alterar o
sistema de esgoto conforme novo cálculo de volume para atender todos
os dormitórios.
Qual deve ser o recuo de jardim?
O recuo de jardim é definido pelo zoneamento em que o terreno
se encontra. Nos anexos do Plano Diretor, encontra-se os Elementos
Estruturadores do Modelo Espacial onde é possível verificar o Índice de
Aproveitamento (I.A.), Taxa de Ocupação (T.O.), Altura Máxima e Recuo
de Jardim de cada Zona. É necessária a localização do terreno dentro
do Mapa de Zoneamento (cada cor determina o uso/zoneamento).
Para o recuo de ajardinamento em terrenos de esquina, são
utilizados recuos de 2m (dois metros) e 4m (quatro metros). A escolha
fica a cargo do proprietário e do responsável técnico.
Qual a altura de muros e onde podem ser executados?
No alinhamento frontal do terreno e dentro do recuo frontal de
ajardinamento só é permitido muro (alvenaria) com 0,80m de altura,
podendo ter fechamento até altura de 1,80m com outro material diverso
de alvenaria. Nos demais alinhamentos de divisas, os muros podem ter
de 1,80 a 2,00m de altura, em alvenaria.
Qual é o tamanho da minha calçada?
O passeio público deve ter largura mínima de 2,00m a contar do
meio-fio. O restante do passeio poderá ser pavimentado do mesmo
material ou com grama.
16. CONSTRUÇÕES NA BEIRA MAR – BEIRA RIO – BEIRA ERS 786
Projetos e regularizações que estiverem na Avenida Beira Mar e
possivelmente a menos de 60m do pé das dunas, deverão vir
acompanhados de Certidão de Viabilidade da Construção emitidas
pela Secretaria de Meio Ambiente.
Projetos e regularizações que estiverem na Beira do Rio e
possivelmente a menos de 30m do mesmo, deverão vir acompanhados
de Licenciamento Ambiental emitido pela Secretaria de Meio
Ambiente.
Projetos e regularizações que estiverem na Beira da ERS-786
deverão vir acompanhados de Alinhamento emitido pelo Departamento
Autônomo de Estradas e Rodagens – DAER.
17. REFERÊNCIAS – LEIS
Plano Diretor – Lei Municipal 1.474 de 02/07/2013;
Código de Obras – Lei Municipal 418/80;
NBR 13969:1997 – Tanques Sépticos – Unidades de
tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos;
NBR 7229:1993 – Projeto, construção e Operação de
Tanques Sépticos;
Lei Municipal 1.304 de 02/02/2011 – Estabelece
procedimentos para regularização de Imóveis e suas alterações (Lei
1.315/2011, Lei 1637/2015, Lei 1.922/18, Lei 2.159/2020)
Cumprimento de Sentença Nº 96.00.03455-9/RS –
diretrizes (i) Congelamento temporário das regras de ocupação do solo,
(ii) autorização de construções em áreas contempladas por rede pública
de esgoto, (iii) autorização de construção em áreas não contempladas
por rede pública de esgoto;
Decreto Municipal Nº 2.392 de 24/04/2013 que institui o
Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil
18. ANEXOS
18.1 REQUERIMENTO PADRÃO
18.2 DIRETRIZ MUNICIPAL
18.3 FICHA DE INFORMAÇÃO CADASTRAL
18.4 MODELO DETALHAMENTO DE ESGOTO
18.5 MODELO FICHA DO CADASTRO IMOBILIÁRIO
18.6 REQUERIMENTO TRIBUTÁRIA – (ALVARÁ)
18.7 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS – MEIO AMBIENTE
18.8 AUTORIZAÇÃO PRA CONSTRUÇÃO EM IMÓVEL DE TERCEIRO
18.9 CHECK-LIST – PROTOCOLO DE PROJETO