UNIVERSIDADE UNIDERP
Relatório de atividades do Estágio Supervisionado
SAÚDE MATERNO INFANTIL- PEDIATRIA
Acadêmica: Maria Vitória Martins Froede
RA: 391746413141
5º Ano – 9° semestre
Preceptores:
Walter Peres da Silva Júnior
Emerson Wacholz Garcia
Lisiane Albuquerque Souza
Maisse Fernandes de Oliveira Rotta
Marcus Vinicius da Cruz Mendonça
Nataly Saucedo Perez Verardo.
Período de 25/09/2023 – 01/10/2023
Campo Grande – MS – 2023.2
1. Descrição das atividades
· 23/102023 - segunda-feira:
Matutino: No período matutino, eu e a minha dupla Júlia, adotamos RN de D. G.
Nascimento:22/10/2023, Peso de nascimento: 3060kg. Sexo: feminino. Realizamos a rotina
do alojamento conjunto, fizemos o exame físico completo do RN, e exame físico orientações
para a puérpera sobre o aleitamento materno, fissuras na mama. Foi solicitado bilirrubina e
hemograma do RN.
· 24/10/2023 - terça-feira:
Matutino: Realizada rotina de alojamento conjunto onde continuei acompanhando o mesmo
binômio do dia anterior. Realizei os testes de triagem neonatal os quais não tiveram
alterações. Fizemos a evolução do RN e em seguida passamos a visita com a Dra Ivy, a qual
orientou solicitar bilirrubina as 5 da manhã, do dia seguinte.
Vespertino: Aula ministrada pelos colegas no NAR.
25/10/2023 - quarta-feira:
Matutino: Realizada rotina de alojamento conjunto onde continuei acompanhando o mesmo
binômio do dia anterior. Após ter solicitado a bilirrubina as 05:00, chequei o resultado e
verifiquei no gráfico a zona de foto e risco do valor da bilirrubina. Os quais não tinham
alterações. Diante disso, o binômio recebeu alta com as orientações necessárias de retorno.
Vespertino: Aulas ministradas pelos colegar Nar
· 26/10/2023 - quinta-feira:
Matutino: Nesse dia, não teve pacientes novos. Acompanhei a rotina de alojamento dos meus
colegas.
Vespertino: Aula ministrada pela Dra Jussara sobre TORCHS
· 27/102023 - sexta-feira:
PROVA MATERNO-INFANTIL
· 2810/2023– sábado:
Matutino: Estudo autodirigido (EAD).
Vespertino: Estudo autodirigido (EAD).
· 29/10/2023 – domingo:
Matutino: Estudo autodirigido (EAD).
Vespertino: Estudo autodirigido (EAD).
2. Relato De Caso:
ANAMNESE:
Identificação
1.paciente:
Nome: RN de D.G
Sexo: feminino
Nascimento: 22/10/2023
Procedência: Campo Grande – MS
Peso de nascimento:3060g
Acompanhado pela mãe e pelo pai
QPD: “ Nascida há 16 horas”.
HDA
Paciente nascido há 16h de parto normal, apresentação cefálica,
bolsa integra. Líquido amniótico claro. Sem necessidade de
reanimação. APGAR 1º min: 8. APGAR 5º min: 9. Peso: 3060 g.
Comp: 47 cm. PC: 35 cm. Classificação: AIG. Condições de
nascimento: boa vitalidade, choro forte, respiração regular, tônus
flexor, FC > 100 bpm.
ANTECEDENTES PESSOAIS/ OBSTETRICOS/
PATOLOGICOS/FISIOLOGICOS:
TS da mãe O + e bebê: O+. G1PN1A0, IG: 39+2. A mãe negou comorbidades,
etilismo, tabagismo e uso de drogas ilícitas durante a gestação. Realizou 12
consultas de pré-natal. Sorologias de 1° fase: (21/03/23) Toxo IgG: reagente. IgM:
não reagente. Rubéola IgG: reagente. Rubéola IgM: não reagente. CMV IgG: não
reagente. CMV IgM: não reagente. VDRL: não reagente. HbsAg: não reagente. HIV:
não reagente. Sorologias de 2° fase: Não Realizado. Sorologias da admissão:
(22/10/23) Hepatite B: NR. HIV: NR. VDRL: NR.
ANTECEDENTES FAMILARES: Nega doenças familiares conhecidas.
HÁBITOS DE VIDA E CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS: Sono: mãe informa que
paciente dormiu bem a noite, acordou 3x para amamentação.
Ritmo intestinal: paciente evacuou e urinou. Dieta: aleitamento materno exclusivo
em livre demanda, boa pega e boa sucção.
EXAME FÍSICO GERAL: RN: Boa pega e sucção, urinou e evacuou, MV
regularmente distribuído, s/ ruídos adventícios. Bulhas normofonéticas e
normorrítmicas em 2T sem sopros. Abdome depressível, RHA +, sem
visceromegalias palpáveis. Coto umbilical: 2 artérias e 1 veia presentes, sem
alterações. Genitália típica feminina e ânus pérvio. Ortolani/Barlow: negativo.
Extremidades: s/ alterações, boa perfusão/pulsos, reflexos primitivos + e simétricos.
Ativa, reativa, corada, hidratada, acianótica, eupneica, fontanela anterior
normotensa. Palato íntegro. Clavículas íntegras.
MÃE: Paciente em bom estado geral, nutrida, hidratada, normocorada, orientada no
tempo e espaço, acianótica, anictérica e afebril. FC: 74 bpm; FR:17 irpm; Tax:
36,2ºC. SatO2: 98% em ar ambiente; Aparelho cardiovascular: BNRNF 2T sem
sopro, ictus não visível e não palpável. Aparelho respiratório: MV+ difusamente,
ausência de ruídos adventícios.
SINAIS VITAIS: Frequência respiratória: 40 IRPM (eupneica); Temperatura: 36,1°C
(normotérmica);Saturação: 99% (normal); Frequência de pulso: 120 ppm
(normosfigmia).
Exame pulmonar: Murmúrio Vesicular presente bilateralmente sem ruídos
adventícios.
Exame cardíaco: Ictus cordis não visível e não palpável. Bulhas normorrítmicas,
normofonéticas em 2 tempos sem sopros
CONDUTA: Testes de triagem realizado e sem alterações, checado bilirrubina e
hemograma de rotina: sem alterações, avaliado a pega e técnica de aleitamento
materno, realizada orientações gerais, paciente evoluiu com alta para casa.
5. TEORIZAÇÃO: SEPSE NEONATAL
CONCEITO: sepse neonatal é uma condição multissis- têmica de origem bacteriana, viral
ou fúngica, sendo importante causa de morbidade e mor- talidade particularmente entre
recém-nascidos prematuros (RNPT). Como suas características clínicas e laboratoriais podem
ser decorrentes da ação de citocinas pró-inflamatórias potentes, o termo síndrome da resposta
inflamatória sistê- mica também tem sido usado para descrevê-la. A sepse neonatal é definida
como precoce (de provável origem materna) quando a evidência diagnóstica clínica,
laboratorial e/ou microbiológica ocorre em até 48 horas completas de vida, considerando que
60% a 80% dos casos apresenta manifestação clíni- ca nas primeiras 24 horas. A Academia
Ame- ricana de Pediatria (AAP) utiliza como ponto de corte 72 horas completas de vida crité-
rio também adotado por redes de pesquisas nacionais e internacionais (Rede Brasileira de
Pesquisas Neonatais, Rede Vermont Oxford, National Institute of Child Health and Human
Development – NICHHD).
Etiopatogenia
O feto pode ser colonizado ou infectado no ambiente intrauterino por via
hematogênica, ou por via ascendente principalmente quando ocorre rotura
prematura de membranas ou rotu- ra prolongada de membranas, associada ou não
à corioamnionite. Entre os RNT a transmissão de infecção ocorre mais comumente
por via as- cendente, durante o trabalho de parto, a partir da colonização e infecção
do compartimento uterino pela flora gastrointestinal e geniturinária materna, com
subsequente colonização e infecção fetal e/ou aspiração de líquido amniótico
infectado pelo feto. Nos RNPT, a infecção intra-amniótica acontece mais
frequentemente antes do início do trabalho de parto e, em cerca de 25% dos casos,
é a causa do trabalho de parto prematuro e da rotura prematura de membranas,
particularmente quando ocorre em idades gesta- cionais mais baixas.
Fatores de risco
São considerados fatores de risco para sepse precoce:3,8,15-17
• Trabalho de parto antes de 37 semanas de ges- tação;
• Rotura de membranas por tempo igual ou maior a 18 horas;
• Colonização pelo estreptococo do grupo B em gestante sem antibioticoterapia
profilática in- traparto, quando indicada;
• Corioamnionite (infecção intra-amniótica);
• Febre materna nas 48 horas que antecedem o parto;
• Cerclagem ou uso de pessário na gestante;
• Procedimentos de medicina fetal nas últimas 72 horas antes do parto ou
nascimento;
• Infecção materna do trato urinário sem trata- mento ou em tratamento a menos de
72 horas.
Manifestações Clínicas
Os principais sinais clínicos de sepse precoce são:3,4,21
• Instabilidade térmica: a temperatura do RN pode estar normal, elevada ou
diminuída. A hi- potermia é mais frequente nos RNPT e a hiper- termia nos RNT;
• Dificuldade respiratória: é a manifestação mais comum, presente em 90% dos
casos. Varia desde taquipneia até insuficiência respiratória aguda grave;
• Apneia: difere da apneia da prematuridade por ser acompanhada de outros sinais
clínicos;
• Manifestações do sistema nervoso central: hi- poatividade, hipotonia, convulsões,
irritabili- dade e letargia;
• Manifestações gastrointestinais: observadas em 35% a 40% dos casos; recusa
alimentar, vômitos, resíduos gástricos, distensão abdomi- nal, hepatomegalia e
diarreia;
• Instabilidade hemodinâmica: além da taquicar- dia e hipotensão, o choque pode
manifestar-se com palidez cutânea, má perfusão periférica, extremidades frias,
redução do débito urinário e letargia. Ocorre principalmente na sepse por
estreptococo do grupo B;
Diagnóstico
Critérios para o diagnóstico de sepse precoce clínica.
Pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas sem outra causa reconhecida: •
Instabilidade térmica
• Apneia
• Bradicardia
• Intolerância alimentar
• Piora do desconforto respiratório • Intolerância à glicose
• Instabilidade hemodinâmica
• Hipoatividade/Letargia
E todos os seguintes critérios:
• Hemograma com 3 ou mais parâmetros alterados (escore hematológico de
Rodwell23) e
PCR quantitativa seriada elevada
• Hemocultura não realizada ou negativa
• Ausência de evidência de infecção em outro sítio
• Terapia antimicrobiana instituída e mantida pelo médico assistente
Tratamento
Uma vez estabelecida a suspeita clínica de sepse precoce está indicada a realização da tria-
gem infecciosa, priorizando a coleta hemocultu- ras e o início imediato de antibiótico
empírico dirigido aos microrganismos mais prevalentes.1,4
O esquema empírico de tratamento da sepse precoce tem por base o conhecimento dos agen-
tes etiológicos mais prevalentes e o perfil de
Tratamento
resistência desses microrganismos,4 sendo que o esquema mais comum nos EUA é
ampicilina e gentamicina, onde dados nacionais revelaram a predominância do estreptococo
do grupo B e da E.coli como agentes de sepse precoce, sendo que mais de 90% desses
microrganismos são sensíveis a um desses antibióticos.22,26 Portanto, o uso de ampicilina ou
penicilina G cristalina as- sociado à gentamicina ou amicacina é a primeira escolha, pois em
geral oferece cobertura eficaz contra estreptococo do grupo B, outros estrepto- cocos,
enterococos e Listeria Monocytogenes.1,5,6 A gentamicina tem ação sinérgica com a ampici-
lina contra estreptococo do grupo B e é, em ge- ral, adequada para bacilos Gram-negativos
enté- ricos.
A Listeria monocytogenes costuma ser susce- tível a ampicilina e a gentamicina.1,21 No
Brasil, a ocorrência de infecção por Listeria monocyto- genes é muito rara,27 sendo adotado
por alguns serviços o esquema empírico com penicilina G cristalina e aminoglicosídeo por
serem o estrep- tococo do grupo B e a E. coli os microrganismos mais prevalentes.28
Os antibióticos devem ser suspensos em 36 a 48 horas quando o diagnóstico de infecção for
descartado,5 seguindo critérios de evolução clínica e de exames realizados para a triagem in-
fecciosa (hemoculturas, cultura de líquor, hemo- grama, PCR).
6. Análise crítica das atividades
As atividades da semana foram realizadas conforme o esperado e de maneira consoante a
literatura.
7. Autoavaliação
Acredito que meu rendimento tenha sido satisfatório nessa ultima semana do estágio.
Aprendi e evolui como futura médica. Os preceptores nos agregaram muito conhecimento
durante as visitas. Acredito que preciso revisar alguns assuntos importantes para a prova e
para minha prática clínica.
8. Relação dos objetivos propostos
Foram cumpridos os seguintes objetivos:
● Prestar assistência a pelo menos 1 binômio (mãe/RN) nascidos na maternidade do
Hospital Santa Casa;
● Realizar a avaliação neurosensorial e motora , exame físico completo, avaliação da idade
gestacional ( métodos: New Ballard) e classificação por peso para idade gestacional em cada
recém nascido;
● Realizar a anamnese obstétrica para identificar possíveis fatores de risco na gestação e
trabalho de parto;
● Realizar exame físico completo da puérpera;
● Formular hipótese diagnóstica para cada cada caso avaliado;
● Identificar através do partograma e da ficha de sala de parto os possíveis riscos de
sofrimento fetal;
● Promover e apoiar o aleitamento materno;
● Resolver as situações clínicas relacionadas à amamentação;
● Auxiliar as puérperas no sentido de fortalecer os laços afetivos entre mãe – RN;
● Ensinar a técnica de amamentação;
● Supervisionar as mamadas;
9. Plano de aprendizagem
O plano de aprendizagem consiste em estudar os principais assuntos da obstetetricia,
sangramento gestacional, dmg, DHEG, prematuridade, hiv e gestação, complicações da
pré eclampsia, polidramino e oligodraminio,vitalidade fetal, cesariana, trombofilias e
gestação
10. Plano de aprendizagem
Durante o período estudamos sobre a toxoplasmose, hiv congênita e hepatite B.
11. Lista de Presença
● Identificar através do partograma e da ficha de sala de parto os possíveis riscos de
sofrimento fetal;
● Promover e apoiar o aleitamento materno;
● Resolver as situações clínicas relacionadas à amamentação;
● Auxiliar as puérperas no sentido de fortalecer os laços afetivos entre mãe – RN;
● Ensinar a técnica de amamentação;
● Supervisionar as mamadas;
9. Plano de aprendizagem
O plano de aprendizagem consiste em estudar os principais assuntos da obstetetricia,
sangramento gestacional, dmg, DHEG, prematuridade, hiv e gestação, complicações da
pré eclampsia, polidramino e oligodraminio,vitalidade fetal, cesariana, trombofilias e
gestação
10. Plano de aprendizagem
Durante o período estudamos sobre a toxoplasmose, hiv congênita e hepatite B.
11. Lista de Presença