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Curso de Psicologia

Disciplina: Psicologia da Religião

Professor: Tiago Deividy Bento Serafim

Karine Saraiva Silva, 2020220957


Kezia Keitty Tavares Correia Mendes, 2020120129
Zayra Galdino Lima Diniz, 2021222049
Synara Rodrigues, 2020220683

O RACISMO RELIGIOSO CONTRA O CANDOMBLÉ: UMA RESISTÊNCIA


CULTURAL AFRO-BRASILEIRA

JUAZEIRO DO NORTE-CE
2024
1. INTRODUÇÃO

O Candomblé é uma religião de matriz africana que tem suas raízes em várias etnias e
culturas da África Ocidental, especialmente dos povos iorubás, jejes e bantus. Surgiu no Brasil,
principalmente entre os séculos XVIII e XIX, com a chegada de africanos escravizados.
Durante o período colonial, os africanos foram forçados a se adaptar ao contexto cristão
imposto pelos colonizadores, o que levou ao sincretismo, ou seja, à fusão de deuses africanos
com santos católicos.
Cabe salientar que é uma religião politeísta, ou seja, acredita em múltiplos deuses,
chamados orixás. Cada orixá está associado a elementos da natureza, como água, fogo, terra,
ar, e também com aspectos da vida humana, como saúde, amor, prosperidade e justiça. Os
orixás são considerados intermediários entre os seres humanos e o Deus supremo, chamado
Olodumare, que é a fonte de toda criação.
A religião se caracteriza pela presença de rituais e cerimônias que envolvem danças,
cânticos, oferendas e o culto aos orixás. Esses rituais são realizados nos terreiros de Candomblé,
sob a orientação de um pai-de-santo e mãe-de-santo. Além disso, possui uma forte ênfase na
preservação das tradições, transmitidas oralmente através de gerações.
Em termos de organização, o Candomblé possui uma hierarquia e uma estrutura
ritualística que inclui a iniciação dos membros, onde se aprende sobre os orixás, os rituais e a
filosofia religiosa. Essa iniciação é um passo importante para a inserção do indivíduo na
religião e para o fortalecimento de sua relação com os orixás.
A intolerância religiosa contra o Candomblé, segundo Lui (2008) é uma manifestação
de discriminação que se reflete em atitudes de desprezo, preconceito e violência. O Candomblé,
que é uma expressão cultural e espiritual, tem sido historicamente marginalizado no Brasil.
Esse preconceito se manifesta de diversas formas, como ataques a terreiros, negação de direitos
religiosos, agressões físicas e verbais, e até mesmo a negação de acesso a espaços públicos e
privados para a prática de rituais. Além disso, acaba sendo alvo de discursos que associam a
religião à violência ou ao "misticismo", ignorando seu profundo valor cultural e suas raízes
históricas que remontam à resistência dos povos africanos durante o período da escravidão.
A visita ao terreiro, que originalmente estava planejada para proporcionar uma imersão
prática e direta na vivência religiosa, infelizmente não foi possível devido à indisponibilidade
do espaço. Essa experiência, que tinha como objetivo aprofundar o conhecimento sobre os
rituais, crenças e a importância cultural do Candomblé, seria uma
oportunidade única para compreender melhor as práticas espirituais desta religião. Apesar da
impossibilidade de realizar a visita, é possível, ainda assim, refletir sobre a relevância do
Candomblé na sociedade brasileira, considerando os aspectos históricos, culturais e a
persistente luta contra a intolerância religiosa.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Embora a etimologia da palavra candomblé seja alvo de controvérsias, o Novo


Dicionário Banto do Brasil, de Nei Lopes (2003), propõe que o termo tenha se originado do
quimbundo kiamdombe (negros), combinado com o iorubá ilê (casa), resultando no significado
de "casa de negros". Os candomblés no Brasil pertencem a diferentes "nações" e, por isso,
preservam e transmitem tradições distintas. De acordo com Olga Cacciatore (1977), "nação"
refere-se ao conjunto de rituais trazidos pelos grupos de negros africanos que chegaram como
escravizados ao Brasil, os quais influenciaram os diferentes tipos de candomblé. Sérgio Ferretti
(2013) observa que a categoria "nação" não se limita ao candomblé, estando presente também
em outras organizações religiosas de origem africana. Roger Bastide (2001) menciona algumas
dessas "nações" no Brasil, como angola, congo, jeje ou euê, nagô (termo utilizado pelos
franceses para designar os negros de fala iorubá, provenientes da Costa dos Escravos), queto,
ijexá, entre outras. Essas nações podem ser diferenciadas por vários aspectos, como o modo de
tocar os tambores (se com a mão ou com varetas), a música, o idioma dos cânticos, as vestes
litúrgicas, os nomes das divindades e, por fim, certos elementos do ritual.
Na Colônia, e mesmo nas vésperas da Abolição, as danças e cantigas dos negros, que
aos olhos dos senhores pareciam simples distrações de negros nostálgicos ou até manifestações
demoníacas, eram, na verdade, encontros nos quais eles evocavam e invocavam as divindades
africanas. Esse processo de adaptação foi uma estratégia em que cada divindade africana foi
sendo associada aos santos e virgens da religião católica, permitindo, assim, que as tradições
africanas sobrevivessem sob o véu de um aparente sincretismo.
Nem todos os orixás cultuados na África chegaram à costa brasileira, e, entre os que
foram trazidos para o Brasil, muitos acabaram sendo esquecidos ao longo do tempo. De acordo
com Roger Bastide (1971), nos novos contextos sociais em que foram inseridos, os negros
encontraram nas organizações dos cantos, das nações, nas reuniões de dança e nos batuques os
"nichos" apropriados onde podiam se ocultar e preservar sua identidade. Ao
chegar ao Brasil, "a religião africana tentou reconstituir, no novo ambiente, a comunidade aldeã
à qual estava ligada e, como não conseguiu, recorreu a outros meios; secretou, de algum modo,
como um animal vivo, sua própria concha" (BASTIDE, 1971).
No Candomblé, os ritos desempenham um papel central na conexão com os orixás e na
preservação da tradição religiosa. Esses rituais envolvem danças, cânticos, oferendas e
celebrações realizadas em espaços sagrados chamados terreiros. Os cânticos, conhecidos como
orins, são entoados em iorubá, fon ou quimbundo, dependendo da "nação" do terreiro, e
possuem a função de evocar os orixás e narrar histórias sobre suas características e feitos. A
música, acompanhada pelos tambores sagrados (atabaques), é fundamental para estabelecer a
comunicação entre o plano espiritual e o material, Verger (1997) traz que é pelo ritmo dos
tambores que os orixás descem para participar das cerimônias e interagir com seus devotos.
Entre os ritos mais emblemáticos está a cerimônia de toque para orixá, também
chamada de festa de orixá, que celebra a presença e a força dessas divindades. Durante esses
eventos, os participantes, vestidos com trajes tradicionais que representam seus orixás, realizam
danças simbólicas que reproduzem aspectos das divindades, como seus movimentos, gestos e
mitologias. Bastide (2001) destaca que essas danças não são apenas formas de expressão
artística, mas sim manifestações espirituais que reafirmam a conexão do devoto com sua
ancestralidade.
Outro rito essencial é o da iniciação, conhecido como feitura de santo, em que o noviço
é consagrado ao seu orixá regente. Esse processo inclui um período de reclusão, aprendizado
de cantos, danças e preceitos, além da adoção de novos nomes ligados ao universo do orixá.
Segundo Prandi (2005), a iniciação simboliza a morte e o renascimento do indivíduo, agora sob
a proteção direta do orixá, marcando sua dedicação plena à religião.
As oferendas, ou ebós, também desempenham papel vital, consistindo em alimentos,
bebidas, velas, flores e outros itens que simbolizam o respeito e a devoção aos orixás. Cada
elemento é cuidadosamente selecionado de acordo com as preferências e proibições do orixá
homenageado, como observa Verger (1997) Os elementos ofertados possuem uma simbologia
própria e são utilizados para harmonizar as energias e fortalecer os laços entre os devotos e
suas divindades.
Além disso, o sacudimento ou limpeza espiritual é realizado para remover energias
negativas e proteger os membros da comunidade. Esse rito pode envolver banhos de ervas
sagradas, defumações e cantos específicos, enfatizando a interação entre os elementos naturais
e espirituais.
Os rituais no Candomblé, portanto, não são apenas práticas religiosas, mas também atos
de resistência cultural e afirmação identitária. Como pontua Luiz (2008), "em cada cântico,
dança ou oferenda, preserva-se a memória de um povo e sua luta por dignidade, liberdade e
espiritualidade." Apesar dos desafios impostos pela intolerância religiosa, a prática do
Candomblé permanece viva e pulsante, testemunhando a força de suas raízes africanas e seu
papel na diversidade cultural brasileira.
O racismo religioso envolve a discriminação não apenas contra as práticas religiosas,
mas também contra as culturas, identidades e valores que essas religiões representam. No caso
do Candomblé, uma religião de matriz africana, se manifesta de diversas formas, desde
preconceitos explícitos até formas sutis de exclusão social, cultural e religiosa. Essa
discriminação, em algumas vezes, se da por uma visão colonialista que deslegitima as religiões
afro-brasileiras como "inferiores" ou "atrasadas", enquanto exalta práticas religiosas europeias
ou monoteístas como superiores.
O Candomblé, como prática religiosa, tem suas raízes em tradições africanas trazidas
pelos negros escravizados ao Brasil. A religião é marcada pela veneração às orixas, entidades
espirituais associadas a forças da natureza e aos ancestrais, além de um conjunto de rituais,
danças, cânticos e festas. Uma religião que traz também um complexo cultural que envolve um
modo de vida, uma visão de mundo e uma forma de resistência à opressão histórica. Segundo
Reginaldo Prandi (2001), o Candomblé é uma das mais importantes religiões afro- brasileiras
e tem sido um pilar fundamental na preservação da identidade cultural negra no Brasil.
No entanto, se fazendo como parte das religiões afro-brasileiras, é constantemente alvo
de estigmatização e ataques. O racismo religioso é frequentemente alimentado pela ideia de
que as práticas de culto aos orixás são barbáricas, primitivas ou até mesmo demoníacas. De
acordo com (Benedita da Silva, 2005) essa visão de desqualificação das religiões afro-
brasileiras tem raízes na escravidão e na visão eurocêntrica que tenta apagar a ancestralidade
africana, associando-a a um imaginário de "atraso" e "inferioridade". Essa perspectiva também
é reforçada pela propagação de discursos religiosos neopentecostais que, com base em
interpretações radicais, criminalizam as religiões de matriz africana como sendo fontes de
"maldição" ou "demoníacas".
Além disso, a violência contra os terreiros de Candomblé, como a destruição de seus
espaços sagrados, agressões físicas e verbais, ou mesmo o assassinato de praticantes, evidencia
a forma como o racismo religioso afeta profundamente a vida das comunidades. Carlos
Hasenbalg (1985) discute como o racismo estrutural no Brasil não só marginaliza
socialmente as populações negras, mas também estigmatiza suas práticas culturais e espirituais.
Assim, o Candomblé se torna não apenas um alvo de ataques religiosos, mas também uma
vítima da opressão racial que permeia todas as esferas da sociedade brasileira.
Por outro lado, o Candomblé tem sido um espaço de resistência, onde a preservação e
a valorização das culturas africanas se tornam uma forma de combate ao racismo religioso. O
movimento de afirmação de identidade , bem como a reinterpretação da religião como parte de
um patrimônio cultural afro-brasileiro, tem sido uma forma de resistência a essa violência.
Márcia Lima (2015) aborda como o Candomblé, através de suas comunidades e terreiros, tem
conseguido não só sobreviver, mas se reinventar frente ao racismo religioso, reforçando sua
importância como patrimônio cultural e espiritual da população negra no Brasil.
Portanto, o racismo religioso contra essa religião afro- brasileira está intrinsecamente
ligado a um processo histórico de marginalização e desvalorização da cultura negra no Brasil.
Contudo, as comunidades têm resistido a esse processo, buscando o reconhecimento de sua
religiosidade e cultura, e afirmando-se como parte de uma luta maior contra o racismo e pela
valorização da herança africana.
Embora exista uma realidade de preconceitos e violências contra os adeptos das
religiões afro-brasileiras, também há relatos de solidariedade e apoio em espaços educacionais
e profissionais, mostrando que o cotidiano dos candomblecistas não é inteiramente definido
pelo racismo religioso. No entanto, essas exceções ressaltam a regra predominante de
discriminação.
O reconhecimento da dimensão cultural das religiões de matriz africana é fundamental
para entender e combater a violência dirigida contra elas. Essas religiões não são apenas
práticas espirituais, mas estão profundamente entrelaçadas com identidades étnicas, culturais e
históricas. Como destaca Reginaldo Prandi (2001), o Candomblé, por exemplo, vai além da
religião, sendo um meio de preservação da cultura afro-brasileira, uma maneira de resistência
à colonização e ao apagamento da história dos povos africanos. O racismo religioso ataca
diretamente o ethos dessas comunidades, pois não atinge apenas suas crenças, mas também sua
própria visão de mundo e identidade, envolvendo a desvalorização de suas raízes culturais e
espirituais.
Ao reforçar a conexão entre religião e identidade étnica, fica evidente como o racismo
religioso impacta diretamente as bases culturais e espirituais desses grupos. Benedita da Silva
(2005) argumenta que a experiência religiosa das comunidades afro-brasileiras está
profundamente vinculada a sua luta pela preservação da memória, da ancestralidade e da
cultura africana no Brasil. Nesse sentido, a religião torna-se uma ferramenta crucial de
resistência, sendo atacada não apenas pela oposição religiosa, mas também como parte do
processo de marginalização racial e cultural.
A luta contra o racismo religioso, portanto, deve ser vista não apenas como a defesa da
liberdade religiosa, mas também como uma forma de preservação de um complexo cultural que
é vital para a compreensão do mundo e da vida de seus adeptos. Carlos Hasenbalg (1985)
explica que as manifestações de racismo estrutural e institucional no Brasil não afetam apenas
a esfera social, mas também as expressões culturais dos negros, incluindo suas práticas
religiosas. A resistência contra o racismo religioso envolve, portanto, um esforço mais amplo
para garantir o direito à diversidade cultural e à valorização de uma memória ancestral que
continua sendo marginalizada.
Esse esforço inclui a valorização das religiões afro-brasileiras como patrimônio
cultural, como discutido por Márcia Lima (2015), que observa como as tradições, rituais e
saberes ancestrais das comunidades de Candomblé são fundamentais para a manutenção da
identidade negra e como resistência à opressão. A luta, então, deve ser entendida como uma
forma de justiça social, pois envolve não apenas a defesa da liberdade religiosa, mas a garantia
dos direitos humanos para uma parte significativa da população brasileira, combatendo sua
exclusão e marginalização.
Portanto, a resistência contra o racismo religioso não é apenas um enfrentamento das
discriminações religiosas, mas uma batalha pela valorização da cultura afro-brasileira, que
inclui a preservação e o reconhecimento de suas práticas espirituais como parte fundamental
da história e da identidade do Brasil.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir das experiências vivenciadas na disciplina de Psicologia da Religião, e da
revisão de literatura realizada nesta pesquisa, percebeu-se a importância de relacionar
psicologia e religião para além de conceitos baseados na subjetividade. É crucial refletir sobre
os atravessamentos políticos e ideológicos que religiões de matrizes africanas sofrem no Brasil,
demonstrado pelas intersecções de raça, gênero, classe, identidades regionais, sexualidade,
dentre outros.
Assim o candomblé, como religião de matriz africana, carrega um rico legado cultural e
espiritual, que transcende as práticas religiosas e se manifesta como uma forma de resistência
identitária e social. Em meio a um histórico marcado pelo racismo religioso e pela
marginalização, o Candomblé desempenha um papel fundamental na preservação da memória,
ancestralidade e cultura afro-brasileira. Assim, com rituais e símbolos particulares, a religião
estabelece uma conexão única com o sagrado a partir da ancestralidade, enquanto enfrenta uma
sociedade que subalterniza seus ritos sagrados. Para além da espiritualidade, o Candomblé se
afirma como um modo de ver a vida, articulando resistência a uma sociedade violenta e lutando
pelo respeito a seus sujeitos interseccionais, atravessados por marcadores sociais que desafiam
o padrão da branquitude heteronormativa.
Dessa forma, por serem considerados adeptos de uma religião não tradicional e de
matriz afro-brasileira, os praticantes do Candomblé enfrentam o racismo religioso nos espaços
onde produzem seus saberes, trazendo uma perspectiva negra e fortalecendo os símbolos da
população preta africana. Esta colonialidade ocidental opera ao limitar o acesso igualitário às
religiões de matrizes africanas aos direitos que outras religiões, como as cristãs, possuem, além
da falta de proteção das políticas públicas em relação aos seus ritos. A violência física e
simbólica é vivenciada constantemente pelos adeptos de Candomblé, e aos profissionais de
psicologia desempenham um papel essencial como força antirracista e eticamente posicionada
na defesa contra o aniquilamento das comunidades de terreiro, garantindo um atendimento
psicológico digno e humano. O enfrentamento ao racismo religioso é, portanto, uma luta que
extrapola o campo espiritual. Ele representa uma batalha pela valorização da diversidade
cultural, pelo reconhecimento da contribuição histórica dos povos africanos e por uma justiça
social que respeite a pluralidade identitária do Brasil. O Candomblé, com seus rituais, cânticos
e ensinamentos, evidencia que a espiritualidade é não só um instrumento de resistência, mas
também de empoderamento das comunidades, conectando-as ao sagrado e à luta por seus
direitos.
Por fim, a importância de se ter uma disciplina na formação acadêmica como Psicologia
da Religião torna-se essencial continuar promovendo a educação e o diálogo inter- religioso
como ferramentas de combate à intolerância, onde auxilia o estudante na visão ampla quanto a
temática em sua atuação. São as possibilidades de diálogo do Candomblé com a Psicologia que
permitem a inclusão do discurso religioso no processo terapêutico de maneira aberta e com
dignidade e auxilia na construção de profissionais éticos e antirracistas. Dessa forma, conhecer
as diferentes matrizes religiosas e os contextos sociais em que as pessoas estão inseridas nesses
espaços é essencial no respeito a diferentes saberes e acolhimento das diversas formas de sentir
e estar no mundo.
4. REFERÊNCIAS

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BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil: contribuição a uma sociologia das


interpenetrações de civilizações. Trad. Maria Eloisa Capellato e Olivia Krähenbühl. São Paulo:
Pioneira/Edusp, vol. 1 e 2, 1971.

CACCIATORE, O. G. Dicionário de cultos afro-brasileiros. Rio de Janeiro: Forense


Universitária, 1977.

CACCIATORE, Olga. Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros. Rio de Janeiro: Forense


Universitária, 1977.

FERRETTI, S. Repensando o sincretismo. 2. ed. São Paulo: Edusp/Arché, 2013.

HASENBALG, Carlos. Racismo e desigualdade no Brasil. Editora Graal, 1985.

LIMA, Márcia. Religiões de matriz africana e identidade negra. Editora Revan, 2015.

LOPES, Nei. Novo dicionário banto do Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.

LUI, Emerson. Intolerância Religiosa no Brasil: Perspectivas e Desafios. Rio de Janeiro:


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LUI, J. de A. Os rumos da intolerância religiosa no Brasil. Religião & Sociedade, v. 28, n. 1,


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MARQUES, F. C. A. Algumas considerações sobre Umbanda e Candomblé no Brasil.


Revista Contemplação, n. 15, 2017.

PRANDI, Reginaldo. Candomblé: A tradição dos orixás. Editora da Universidade de São


Paulo, 2001.

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

SILVA, Benedita da. O Candomblé e o papel da mulher negra no Brasil. Editora Vozes, 2005.

VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de
Todos os Santos. Dos séculos XVII a XIX. Trad. Tasso Gadzanis. 2. ed. São Paulo: Corrupio,
1987.

VERGER, Pierre. Orixás: Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo. Salvador: Corrupio,
1997.

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