Curso Técnico em Radiologia
Prof. João Carlos de Andrade Filho
Disciplina: Anatomia
Aula: Sistema Venoso e Arterial
Composto por veias, artérias, capilares e
coração;
Grande circulação;
Pequena circulação;
Coração;
Trajeto do sangue no corpo
São os vasos por onde o sangue corre vindo
do coração.
Elas estão distribuídas como se fossem uma
grande rede de abastecimento por todo o
corpo, podendo ser palpadas em alguns
locais, onde estão mais superficializadas.
Alguns destes locais são: na face interna de
seu punho, na região da virilha e no pescoço.
Este movimento ou pulsação, que você sente
quando coloca seu dedo, é quando o sangue
está sendo empurrado por um batimento do
coração e que ocasiona uma determinada
pressão dentro do vaso.
Em geral as artérias são bem mais profundas,
por isso somente em alguns locais é que elas
podem ser palpadas. É nas artérias que
ocorre o processo da doença da hipertensão.
São os vasos sanguíneos que trazem o sangue,
agora cheio de impurezas, de volta ao coração.
Formam uma enorme rede.
A grande característica que diferencia uma veia
de uma artéria, é que elas estão mais superficiais
e podem ser mais facilmente palpadas e
visibilizadas. Além desta diferença, pode-se citar
a composição de sua parede, que é mais fina.
As veias que conduzem o sangue que retorna
dos pulmões para o coração após sofrer a
hematose (oxigenação), recebem o nome de
veias pulmonares.
São quatro veias pulmonares, duas para cada
pulmão, uma direita superior e uma direita
inferior, uma esquerda superior e uma esquerda
inferior.
As quatro veias pulmonares vão desembocar no
átrio esquerdo.
Duas grandes veias desembocam no átrio
direito trazendo sangue venoso para o
coração. São elas: veia cava superior e veia
cava inferior.
Temos também o seio coronário que é um
amplo conduto venoso formado pelas veias
que estão trazendo sangue venoso que
circulou no próprio coração.
A veia cava superior tem o comprimento de
cerca de 7,5cm e diâmetro de 2cm e origina-
se dos dois troncos braquiocefálicos (ou veia
braquiocefálica direita e esquerda).
Cada veia braquiocefálica é constituída pela
junção da veia subclávia (que recebe sangue
do membro superior) com a veia jugular
interna (que recebe sangue da cabeça e
pescoço).
A veia cava inferior é a maior veia do corpo,
com diâmetro de cerca de 3,5cm e é formada
pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem
sangue da região pélvica e dos membros
inferiores.
O seio coronário é a principal veia do
coração.
Ele recebe quase todo o sangue venoso do
miocárdio.
Fica situado no átrio direito.
É um amplo canal venoso para onde drenam
as veias.
Diversas veias cardíacas anteriores drenam
diretamente para o átrio direito.
A rede venosa do interior do crânio é
representada por um sistema de canais
intercomunicantes denominados seios da dura-
máter.
Seios da dura-máter:
São verdadeiros túneis escavados na membrana
dura-máter. Esta, é a membrana mais externa
das meninges.
Normalmente as veias tireóidea superior, lingual,
facial e faríngica se anastomosam formando um
tronco comum que vai desembocar na veia jugular
interna.
O plexo pterigoídeo recolhe o sangue do território
vascularizado pela artéria maxilar, inclusive de
todos os dentes, mantendo anastomose com a veia
facial e com o seio cavernoso.
Os diversos ramos do plexo pterigoídeo se
anastomosam com a veia temporal superficial, para
constituir a veia retromandibular.
Essa veia retromandibular que vai se unir
com a veia auricular posterior para dar
origem à veia jugular externa.
A cavidade orbital é drenada pelas veias
oftálmicas superior e inferior que vão
desembocar no seio cavernoso.
A veia oftálmica superior mantém
anastomose com o início da veia facial.
Descendo pelo pescoço, encontramos quatro pares de veias
jugulares. Essas veias jugulares têm o nome de interna, externa,
anterior e posterior.
Veia jugular interna: vai se anastomosar com a veia subclávia
para formar o tronco braquiocefálico venoso.
Veia jugular externa: desemboca na veia subclávia.
Veia jugular anterior: origina-se superficialmente ao nível da
região supra-hioídea e desemboca na terminação da veia jugular
externa.
Veia jugular posterior: origina-se nas proximidades do occipital
e desce posteriormente ao pescoço para ir desembocar no
tronco braquiocefálico venoso. Está situada profundamente.
O sistema de ázigo forma um verdadeiro "H" por diante dos
corpos vertebrais da porção torácica da coluna vertebral.
O ramo vertical direito do "H" é chamado veia ázigos.
O ramo vertical esquerdo é subdividido pelo ramo horizontal em
dois segmentos, um superior e outro inferior.
O segmento inferior do ramo vertical esquerdo é constituído pela
veia hemiázigos, enquanto o segmento superior desse ramo
recebe o nome de hemiázigo acessória.
O ramo horizontal é anastomótico, ligando os dois segmentos do
ramo esquerdo com o ramo vertical direito.
Finalmente a veia ázigo vai desembocar na veia cava superior.
A circulação porta hepática desvia o sangue
venoso dos órgãos gastrointestinais e do
baço para o fígado antes de retornar ao
coração.
A veia porta hepática é formada pela união
das veias mesentérica superior e esplênica.
A veia mesentérica superior drena sangue
do intestino delgado e partes do intestino
grosso, estômago e pâncreas.
A veia esplênica drena sangue do estômago,
pâncreas e partes do intestino grosso.
A veia mesentérica inferior, que deságua na
veia esplênica, drena partes do intestino
grosso.
O fígado recebe sangue arterial (artéria
hepática própria) e venoso (veia porta hepática)
ao mesmo tempo. Por fim, todo o sangue sai
do fígado pelas veias hepáticas que deságuam
na veia cava inferior.
As veias profundas dos membros superiores seguem o
mesmo trajeto das artérias dos membros superiores.
As veias superficiais dos membros superiores:
A veia cefálica tem origem na rede de vênulas existente
na metade lateral da região da mão. Em seu percurso
ascendente ela passa para a face anterior do antebraço,
a qual percorre do lado radial, sobe pelo braço onde
ocupa o sulco bicipital lateral e depois o sulco
deltopeitoral e em seguida se aprofunda, perfurando a
fáscia, para desembocar na veia axilar.
A veia basílica origina-se da rede de
vênulas existente na metade medial da
região dorsal da mão. Ao atingir o
antebraço passa para a face anterior, a qual
sobe do lado ulnar. No braço percorre o
sulco bicipital medial até o meio do
segmento superior, quando se aprofunda e
perfura a fáscia, para desembocar na veia
braquial medial.
A veia mediana do antebraço inicia-se com as
vênulas da região palmar e sobe pela face
anterior do antebraço, paralelamente e entre as
veias cefálica e basílica.
Nas proximidades da área flexora do antebraço,
a veia mediana do antebraço se bifurca, dando a
veia mediana cefálica que se dirige obliquamente
para cima e lateralmente para se anastomosar
com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que
dirige obliquamente para cima e medialmente
para se anastomosar com a veia basílica.
As veias profundas dos membros inferiores seguem o
mesmo trajeto das artérias dos membros inferiores.
As veias superficiais dos membros inferiores:
Veia safena magna: origina-se na rede de vênulas da
região dorsal do pé, margeando a borda medial desta
região, sobe pela face medial da perna e da coxa.
Nas proximidades da raiz da coxa ela executa uma
curva para se aprofundar e atravessa um orifício da
fáscia lata chamado de hiato safeno.
A veia safena parva: origina-se na região de
vênulas na margem lateral da região dorsal
do pé, sobe pela linha mediana da face
posterior da perna até as proximidades da
prega de flexão do joelho, onde se aprofunda
para ir desembocar em uma das veias
poplíteas.
A veia safena parva comunica-se com a veia
safena magna por intermédio de vários ramos
anastomósticos.
Conjunto de vasos que saem do coração e se
ramificam sucessivamente distribuindo-se
para todo o organismo. Do coração saem o
tronco pulmonar (relaciona-se com a
pequena circulação, ou seja leva sangue
venoso para os pulmões através de sua
ramificação, duas artérias pulmonares uma
direita e outra esquerda) e a artéria aorta
(carrega sangue arterial para todo o
organismo através de suas ramificações).
O tronco pulmonar sai do coração pelo ventrículo
direito e se bifurca em duas artérias pulmonares,
uma direita e outra esquerda. Cada uma delas se
ramifica a partir do hilo pulmonar em artérias
segmentares pulmonares.
Ao entrar nos pulmões, esses ramos se dividem e
subdividem até formarem capilares, em torno
alvéolos nos pulmões. O gás carbônico passa do
sangue para o ar e é exalado. O oxigênio passa
do ar, no interior dos pulmões, para o sangue.
Esse mecanismo é denominado HEMATOSE.
É a maior artéria do corpo, com diâmetro de
2 a 3 cm. Suas quatro divisões principais são
a aorta ascendente, o arco da aorta, a aorta
torácica e aorta abdominal. A aorta é o
principal tronco das artérias sistêmicas. A
parte da aorta que emerge do ventrículo
esquerdo, posterior ao tronco pulmonar, é a
aorta ascendente.
1 -> Sistema tronco pulmonar
2 -> Sistema da artéria aorta
A artéria coronária esquerda passa entre a
aurícula esquerda e o tronco pulmonar.
Divide-se em dois ramos: ramo interventricular
anterior (ramo descendente anterior esquerdo) e
um ramo circunflexo.
O ramo interventricular anterior passa ao longo
do sulco interventricular em direção ao ápice do
coração e supre ambos os ventrículos.
O ramo circunflexo segue o sulco coronário em
torno da margem esquerda até a face posterior
do coração, originando assim a artéria marginal
esquerda que supre o ventrículo esquerdo.
A artéria coronária direita corre no sulco
coronário ou atrioventricular e dá origem ao
ramo marginal direito que supre a margem
direita do coração à medida que corre para o
ápice do coração.
Após originar esses ramos, curva-se para
esquerda e contínuo o sulco coronário até a face
posterior do coração, então emite a grande
artéria interventricular posterior que desce no
sulco interventricular posterior em direção ao
ápice do coração, suprindo ambos os ventrículos.
a artéria aorta se encurva formando um arco para
a esquerda dando origem a três artérias (artérias
da curva da aorta) sendo elas:
1 - Tronco braquiocefálico arterial
2 - Artéria carótida comum esquerda
3 - Artéria subclávia esquerda
O tronco braquiocefálico arterial origina duas
artérias:
4 - Artéria carótida comum direita
5 - Artéria subclávia direita
1 - Tronco
braquiocefálico
arterial
2 - Artéria
carótida comum
esquerda
3 - Artéria subclávia 4 - Artéria carótida 5 - Artéria
esquerda comum direita subclávia direita
As artérias vértebrais direita e esquerda e as
artérias carótida comum direita e esquerda
são responsáveis pela vascularização arterial
do pescoço e da cabeça.
Antes de entrar na axila, a artéria subclávia
dá um ramo para o encéfalo, chamada artéria
vertebral, entra no crânio através do forame
magno. As artérias vertebrais unem-se para
formar a artéria basilar (supre o cerebelo,
ponte e ouvido interno), que dará origem as
artérias cerebrais posteriores, que irrigam a
face inferior e posterior do cérebro.
Na borda superior da laringe, as artérias
carótidas comuns se dividem em artéria
carótida externa e artéria carótida interna.
A artéria carótida externa irriga as estruturas
externas do crânio. A artéria carótida interna
penetra no crânio através do canal carotídeo
e supre as estruturas internas do mesmo.
Irriga pescoço e face. Seus ramos colaterais
são: artéria tireoíde superior, artéria lingual,
artéria facial, artéria occipital, artéria
auricular posterior e artéria faríngea
ascendente. Seu ramos terminais são: artéria
temporal e artéria maxilar.
A artéria subclávia (direita ou esquerda), logo
após o seu início, origina a artéria vertebral que
vai auxiliar na vascularização cerebral, descendo
em direção a axila recebe o nome de artéria
axilar, e quando, finalmente atinge o braço, seu
nome muda para artéria braquial (umeral).
Na região do cotovelo ela emite dois ramos
terminais que são as artérias radial e ulnar que
vão percorrer o antebraço. Na mão essas duas
artérias se anastomosam formando um arco
palmar profundo que origina as artérias digitais
palmares comuns e as artérias metacarpianas
palmares que vão se anastomosar.