PERÍODO
Século XVIII: Portugal (1756-1825), Brasil (1768-1830)
CONTEXTO HISTÓRICO
Iluminismo (ou Século das Luzes)
Revolução Francesa (1789)
Despotismo esclarecido
Tratado de Madrid (1750)
Ideias de Newton
Independência das Treze Colônias Americanas (1776)
Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana
Ciclo do Ouro
Surgimento das Arcádias
CARACTERÍSTICAS
Racionalismo
Objetividade
Cientificismo
Bucolismo
Pastoralismo e uso de pseudônimos
Linguagem simples
REGRAS DAS ARCÁDIAS
FUGERE URBEM: fuga da cidade (crítica da vida no meio urbano; influência de Rosseau e
o “bom selvagem”)
INUTILIA TRUNCAT: cortar o inútil (erradicar os exageros, o rebuscamento e a
extravagância preconizados pelo Barroco)
AUREA MEDIOCRITAS: equilíbrio do ouro (vida equilibrada, simples, sem materialismos)
CARPE DIEM: colher/aproveitar o dia
LOCUS AMOENUS: privilégio por um lugar ameno, tranquilo
ARCADISMO
PORTUGAL
BOCAGE: Produziu poesia lírica e satírica, só não escreveu poesia
épica. A poesia lírica de Bocage tem duas fases: a primeira revela as
características do neoclassicismo, com recorrência às suas musas,
especialmente Marília, com imagens mitológicas e apelo à Razão
como caminho para o bem. A segunda fase é o embate entre Razão
e Sentimento, com tendências pré-românticas. Pseudônimo: Elmano Sadino.
CONVITE À MARÍLIA
Já se afastou de nós o inverno agreste
Envolto nos seus úmidos vapores;
A fértil primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste:
Varrendo os ares o sutil nordeste
Os torna azuis; as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros e Amores,
E toma o fresco Tejo a cor celeste:
Vem, ó Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza
Destas copadas árvores o abrigo:
Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
XI
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre flores?
Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.
Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folgas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurando gira:
Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu te não vira,
Mais tristeza que a morte me causara.
ARCADISMO
IMPORTUNA RAZÃO, NÃO ME PERSIGAS
Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas;
Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.
É teu fim, teu projecto encher de pejo
Esta alma, frágil vítima daquela
Que, injusta e vária, noutros laços vejo.
Queres que fuja de Marília bela,
Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo
É carpir, delirar, morrer por ela.
BRASIL: POESIA LÍRICA
CLÁUDIO MANUEL DA COSTA: Obras. Obra iniciadora do Arcadismo
no Brasil. Pseudônimo: Doroteu, Glauceste Satúrnio.
ESTES OS OLHOS SÃO DA MINHA AMADA
Estes os olhos são da minha amada:
que belos, que gentis, e que formosos!
Não são para os mortais tão preciosos
os doces frutos da estação dourada.
Por eles a alegria derramada,
tornam-se os campos de prazer gostosos;
em zéfiros suaves, e mimosos
toda esta região se vê banhada.
Vinde, olhos belos, vinde; e enfim trazendo
do rosto de meu bem as prendas belas
dai alívios ao mal, que estou gemendo:
mas, ah! delírio meu, que me atropelas!
Os olhos que eu cuidei que estava vendo
eram ( quem crera tal!) duas estrelas.
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA: Marília de Dirceu. Na primeira parte,
o tom é de alegria, na segunda e terceira, que correspondem à prisão do
poeta, o tom é melancólico. Por vezes, cai em contradições, ora
assumindo a postura de pastor, ora a de burguês, e Marília tem os
cabelos ora negros, ora loiros. Pseudônimo: Critilo, Dirceu.
ARCADISMO
PARTE I Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Lira I Ao som dela concerto a voz celeste;
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Nem canto letra, que não seja minha,
Que viva de guardar alheio gado; Graças, Marília bela,
De tosco trato, d’ expressões grosseiro, Graças à minha Estrela!
Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Mas tendo tantos dotes da ventura,
Tenho próprio casal, e nele assisto; Só apreço lhes dou, gentil Pastora,
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Depois que teu afeto me segura,
Das brancas ovelhinhas tiro o leite, Que queres do que tenho ser senhora.
E mais as finas lãs, de que me visto. É bom, minha Marília, é bom ser dono
Graças, Marília bela, De um rebanho, que cubra monte, e prado;
Graças à minha Estrela! Porém, gentil Pastora, o teu agrado
Eu vi o meu semblante numa fonte, Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono.
Dos anos inda não está cortado: Graças, Marília bela,
Os pastores, que habitam este monte, Graças à minha Estrela!
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Lira XIX "Uma delas me traze sobre as penas,
Nesta triste masmorra, Não sei se vivo, ou morto.
De um semivivo corpo sepultura, Enternece-se Amor de estrago tanto;
Inda, Marília, adoro Reclina-me no peito, e com mão terna
A tua formosura. Me limpa os olhos do salgado pranto.
Amor na minha idéia te retrata; Depois que represento
Busca extremoso, que eu assim resista Por lago espaço a imagem de um defunto,
À dor imensa, que me cerca, e mata. Movo os membros, suspiro,
Quando em meu mal pondero, E onde estou pergunto.
Então mais vivamente te diviso: Conheço então que amor me tem consigo;
Vejo o teu rosto, e escuto Ergo a cabeça, que inda mal sustento,
A tua voz, e riso. E com doente voz assim lhe digo:
Movo ligeiro para o vulto os passos; "Se queres ser piedoso,
Eu beijo a tíbia luz em vez de face; "Procura o sítio em que Marília mora,
E aperto sobre o peito em vão os braços "Pinta-lhe o meu estrago,
Conheço a ilusão minha; "E vê, Amor, se chora.
A violência da mágoa não suporto; "Se lágrimas verter, se a dor a arrasta,
Foge-me a vista, e caio, "E para alívio meu só isto basta."
ARCADISMO
SILVA ALVARENGA: Glaura. Poemas eróticos. Composições em rondós e madrigais.
Pseudônimo: Alcindo Palmireno.
MADRIGAL III – VOAI, SUSPIROS TRISTES
Voai, suspiros tristes;
Dizei à bela Glaura o que eu padeço,
Dizei o que em mim vistes,
Que choro, que me abraso, que esmoreço.
Levai em roxas flores convertidos
Lagrimosos gemidos que me ouvistes:
Voai, suspiros tristes;
Levai minha saudade;
E, se amor ou piedade vos mereço,
Dizei à bela Glaura o que eu padeço
.
DOMINGOS CALDAS BARBOSA: Viola de Lereno.
Pseudônimo: Lereno.
VOU MORRENDO DEVAGAR Entre pungentes suspeitas
Eu sei, cruel, que tu gostas, Vou morrendo devagar:
Sim gostas de me matar; Já me vai calando as veias
Morro, e por dar-te mais gosto, Teu veneno de agradar;
Vou morrendo devagar: E gostando eu de morrer,
Eu gosto morrer por ti Vou morrendo devagar:
Tu gostas ver-me expirar; Quando não vejo os teus olhos,
Como isto é morte de gosto, Sinto-me então expirar;
Vou morrendo devagar: Sustentado d'esperanças,
Amor nos uniu em vida, Vou morrendo devagar:
Na morte nos quer juntar; Os Ciúmes e as Saudades
Eu, para ver como morres, Cruel morte me vêm dar;
Vou morrendo devagar: Eu vou morrendo aos pedaços,
Perder a vida é perder-te; Vou morrendo devagar:
Não tenho que me apressar; É, feliz entre as desgraças,
Como te perco morrendo, Quem logo pode acabar;
Vou morrendo devagar: Eu, por ser mais desgraçado,
O veneno do ciúme Vou morrendo devagar:
Já principia a lavrar; Mas abrigado a teu Nome,
A morte, enfim, vem prender-me, Vou morrendo devagar.
Já lhe não posso escapar;
ARCADISMO
ALVARENGA PEIXOTO: Estela e Nize; Eu vi a linda Jônia; Maria Ifigênia; Bárbara
Heliodora. Mistura do paganismo clássico com o cristianismo. Pseudônimo: Eureste
Fenício.
MARIA IFIGÊNIA
Amada filha, é já chegado o dia,
Em que a luz da razão, qual tocha acesa,
Vem conduzir a simples natureza:
- É hoje que teu mundo principia.
A mão que te gerou, teus passos guia;
Despreza ofertas de uma vã beleza,
E sacrifica as honras e a riqueza
Às santas leis do Filho de Maria.
Estampa na tu' alma a Caridade,
Que amar a Deus, amar aos semelhantes,
São eternos preceitos de verdade;
Tudo o mais são ideias delirantes;
Procura ser feliz na Eternidade,
Que o mundo são brevíssimos instantes.
BRASIL: POESIA SATÍRICA
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA: Cartas Chilenas. Conjunto de poemas que circulou
anonimamente em Vila Rica, entre 1787 e 1788. É uma obra satírica, constituindo poema
truncado e inacabado (13 cartas), na qual um morador de Vila Rica (“Santiago do Chile”)
ataca a corrupção do Governador Luís da Cunha Menezes (Fanfarrão
Minésio). O autor se dá o nome de Critilo (Gonzaga) e chama o destinatário
de Doroteu (Cláudio Manuel da Costa).
BRASIL: POESIA ÉPICA
CLÁUDIO MANUEL DA COSTA: Vila Rica.
FREI JOSÉ DE SANTA RITA DURÃO: Caramuru. Segue rigidamente a estrutura
camoniana. Apesar de árcade, não há muitas referências pagãs na obra, devido, é claro, ao
fato de seu autor ser um frei. Por tal motivo, Santa Rita Durão não possui pseudônimo.
RESUMO: CARAMURU
CANTO I: O poeta introduz a terra a ser cantada e o herói, Diogo Álvares Correia, o Caramuru
(Filho do Trovão), propondo narrar seus feitos. A invocação é feita a Deus. Dedica o poema a D.
José I. A caminho do Brasil, o navio de Diogo Álvares Correia naufraga. Ele e mais sete
ARCADISMO
companheiros conseguem se salvar. Na praia, são acolhidos pelos nativos
que ficam temerosos e desconfiados. Assim que um dos marinheiros
morre, os índios tupinambás retalham-no e o comem. Os sete são presos
em uma gruta, perto do mar, e, para que engordem, são bem alimentados.
Notando que os índios nada sabem de armas, Diogo retira do barco
pólvora e munições, e utiliza a espingarda como cajado. Quando os
tupinambás estavam prestes a matar os amigos de Diogo, a tribo de
Sergipe ataca.
CANTO II: Diogo, magro e enfermo, sai para ajudar os seis companheiros. Na fuga, muitos índios
buscam esconderijo na gruta, inclusive Gupeva que, ao se deparar com o lusitano, cai prostrado.
Diogo assusta os índios, e convence Gupeva de que Tupã o mandara para proteger a todos
(Caramuru). Caramuru instala-se na aldeia e conhece Paraguaçu, uma índia de pele branca e traços
finos e suaves, que sabe português e é prometida de Gupeva.
CANTO III: Os índios caetés, liderados por Jararaca, atacam os tupinambás, mas se assustam com
a espingarda.
CANTO IV: Jararaca ama Paraguaçu, e declarou guerra por ela. Jararaca convoca outras nações
indígenas (Ovecates, Petiguares, Carijós, Agirapirangas, Itatis) para a guerra, em que Paraguaçu
também luta e é salva por Diogo.
CANTO V: Depois da batalha, o herói faz com que todos os índios se submetam a ele, destruindo
as canoas com as quais Jararaca pretendia liquidá-lo.
CANTO VI: As filhas dos chefes indígenas são oferecidas a Diogo. Na mata, o herói encontra uma
gruta com tamanho e forma de igreja e percebe ali a possibilidade dos nativos aceitarem a Fé
Cristã, e se dispõe a doutriná-los. Mais tarde, salva a tripulação de um navio espanhol naufragado
e, saudoso da Europa, parte com Paraguaçu em um barco francês. Quando a nau ganha o mar,
várias índias interessadas em Diogo, lançam-se nas águas para acompanhá-lo. Moema, a mais bela
de todas, chegar perto do navio, implora pela morte, e morre afogada.
CANTO VII: Na França, o casal é recebido na corte e Paraguaçu é batizada com o nome da rainha
Catarina de Médicis, mulher de Henrique II, que lhe serve de madrinha. Diogo lhes descreve tudo
o que sabe a respeito da flora e fauna brasileira.
CANTO VIII: Henrique II se predispõe a ajudar Diogo na tarefa de educar os índios, mas Diogo
recusa. Na viagem de volta ao Brasil, Catarina-Paraguaçu profetiza o futuro da nação.
CANTO XIX: Catarina-Paraguaçu prossegue com seus vaticínios.
CANTO X: A visão profética de Catarina-Paraguaçu acaba se transformando na da Virgem sobre a
criação do universo. O casal é recebido pela caravela de Carlos V, que agradece a Diogo o socorro
aos náufragos espanhóis. Na cerimônia realizada na Casa da Torre, o casal revestido na realeza da
nação espanhola, transfere-a para D. João III, representado na pessoa do primeiro Governador
Geral, Tomé de Souza. É cantada a preservação da liberdade do índio e a responsabilidade do reino
para com a divulgação da religião cristã entre eles, e Diogo e Catarina, por decreto real, recebem
as honras da colônia lusitana.
BASÍLIO DA GAMA: O Uraguai. Pseudônimo: Termindo Sipílio. O Uraguai não segue o
modelo camoniano de dez cantos, pois tem apenas cinco, constituídos por versos brancos,
ou seja, versos sem rimas. Foi escrito em louvação à política antijesuítica do Marquês de
Pombal, de quem Basílio foi secretário.
RESUMO: O URAGUAI
CANTO I: Saudação ao General Gomes Freire de Andrade. Chegada de Catâneo. Desfile das
tropas. Andrade explica as razões da guerra. A primeira entrada dos portugueses enquanto
esperam reforço espanhol. O poeta apresenta já o campo de batalha coberto de destroços e de
cadáveres, principalmente de indígenas, e, voltando no tempo, apresenta um desfile do exército
luso-espanhol, comandado por Gomes Freire de Andrade.
ARCADISMO
CANTO II: Partida do exército luso-castelhano. Soltura dos índios
prisioneiros. É relatado o encontro entre os caciques Cepê e Cacambo
e Gomes Freire de Andrade, à margem do rio Uruguai. O acordo é
impossível porque os jesuítas portugueses se negavam a aceitar a
nacionalidade espanhola. Ocorre então o combate entre os índios e as
tropas luso-espanholas. Os índios lutam valentemente, mas são
vencidos pelas armas de fogo dos europeus. Cepé morre em combate.
Cacambo comanda a retirada.
CANTO III: O General acampa às margens de um rio. Do outro lado,
Cacambo descansa e sonha com o espírito de Cepê. Este o incita a
incendiar o acampamento inimigo. Cacambo atravessa o rio e provoca
o incêndio. Depois, regressa para a sede. Surge Lindóia. A mando de
Balda, prendem Cacambo e matam-no envenenado. Balda é o vilão da
história, que deseja tornar seu filho, Baldeta, cacique, em lugar de Cacambo. Observa-se aqui uma
forte crítica aos jesuítas. Tanajura propicia visões a Lindóia: a índia “vê” o terremoto de Lisboa, a
reconstituição da cidade pelo Marquês de Pombal e a expulsão dos jesuítas.
CANTO IV: Maquinações de Balda. Pretende entregar Lindóia e o comando dos indígenas a
Baldeta, seu filho. Morte de Lindóia: para não se entregar a outro homem, deixa-se picar por uma
serpente. Os padres e os índios fogem da sede, não sem antes atear fogo em tudo. O exército entra
no templo.
CANTO V: Descrição do Templo. Perseguição aos índios. Prisão de Balda. O poeta dá por
encerrada a tarefa e despede-se. Expressa suas opiniões a respeito dos jesuítas, colocando-os como
responsáveis pelo massacre dos índios pelas tropas luso-espanholas. Eram opiniões que agradavam
ao Marquês de Pombal, o todo-poderoso ministro de D. José I. Nesse mesmo canto ainda aparece a
homenagem ao general Gomes Freire de Andrade que respeita e protege os índios sobreviventes.
TESTES
01. Assinale o que NÃO se refere ao Arcadismo:
a) Época do Iluminismo (século XVIII) – Racionalismo, clareza, simplicidade.
b) Volta aos princípios clássicos greco-romanos e renascentistas (o belo, o bem, a verdade, a
perfeição, a imitação da natureza).
c) Ornamentação estilística, predomínio da ordem inversa, excesso de figuras.
d) Pastoralismo, bucolismo, suaves idílios campestres.
e) Apoia-se em temas clássicos e tem como lema: inutilia truncat (“cortar o que é inútil”).
Resposta: Alternativa C
02. Entre os escritores mais conhecidos do “Grupo Mineiro”, estão:
a) Silva Alvarenga, Mário de Andrade, Menotti del Picchia.
b) Santa Rita Durão, Cecília Meireles, Tomás Antônio Gonzaga.
c) Basílio da Gama, Paulo Mendes Campos, Alvarenga Peixoto.
d) Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto.
e) Alvarenga Peixoto, Fernando Sabino, Cláudio Manuel da Costa.
Resposta: Alternativa D
03. Poema satírico sobre os desmandos administrativos e morais imputados a Luís da
Cunha Meneses, que governou a Capitania das Minas de 1783 e 1788:
a) Marília de Dirceu
b) Vila Rica
c) Fábula do Ribeirão do Carmo
d) Cartas Chilenas
e) O Uruguai
ARCADISMO
Resposta: Alternativa B
04. Em seu poema épico, tenta conciliar a louvação do Marquês de Pombal e o heroísmo do
índio. Afasta-se do modelo de Os Lusíadas e emprega como maravilhoso o fetichismo
indígena. São heróis desse poema:
a) Cacambo, Lindóia, Moema
b) Diogo Álvares Correia, Paraguaçu, Moema
c) Diogo Álvares Correia, Paraguaçu, Tanajura
d) Cacambo, Lindóia, Gomes Freire de Andrade
e) n.d.a.
Resposta: Alternativa D
05. (ITA) Uma das afirmações abaixo é INCORRETA. Assinale-a:
a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana, deuses e entidades
pagãs. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão.
b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia, que pode ser
lírico-amorosa, épica e satírica.
c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca,
preferindo a clareza, a ordem lógica na escrita.
d) O poema épico Caramuru, de Santa Rita Durão, tem como assunto o descobrimento da Bahia,
levado a efeito por Diogo Álvares Correia, misto de missionário e colono português.
e) A morte de Moema, índia que se deixa picar por uma serpente, como prova de fidelidade e amor
ao índio Cacambo, é trecho mais conhecido da obra O Uruguai, de Basílio da Gama.
Resposta: Alternativa E
06. (ITA) Dadas as afirmações:
I) O Uruguai, poema épico que antecipa em várias direções o Romantismo, é motivado por dois
propósitos indisfarçáveis: exaltação da política pombalina e antijesuitismo radical.
II) O (a) autor(a) do poema épico Vila Rica, no qual exalta os bandeirantes e narra a história da
atual Ouro Preto, desde a sua fundação, cultivou a poesia bucólica, pastoril, na qual menciona a
natureza como refúgio.
III) Em Marília de Dirceu, Marília é quase sempre um vocativo; embora tenha a estrutura de um
diálogo, a obra é um monólogo – só Gonzaga fala, raciocina; constantemente cai em contradição
quanto à sua postura de pastor e sua realidade de burguês.
Está(ão) Correta(s):
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas I e II
d) Apenas I e III
e) Todas
Resposta: Alternativa E
07. (PSC) Assinale a opção cujo enunciado NÃO se refere de modo correto à produção lírica
de Tomás Antônio Gonzaga:
a) As liras são exemplos do ideal de aurea mediocritas, em que o poeta apara as demasias do
sentimento.
b) Nos rondós, registra, antecipando-se aos românticos, nomes de árvores brasileiras: o cajueiro e a
mangueira, por exemplo.
c) Em seus textos, a natureza vira refúgio (locus amoenus) para o homem urbano oprimido por
distinções e honrarias.
ARCADISMO
d) A figura da pastora Marília, os amores não realizados e a mágoa da separação são temas do
cancioneiro de Dirceu.
e) Marília tem os cabelos ora negros, conforme o compromisso árcade com o real, ora dourados,
segundo os padrões líricos da época.
Resposta: Alternativa B
08. (UFSC) Considere as afirmativas sobre Barroco e o Arcadismo:
1. Simplificação da língua literária – ordem direta – imitação dos antigos gregos e romanos.
2. Valorização dos sentidos – imaginação exaltada – emprego dos vocábulos raros.
3. Vida campestre idealizada como verdadeiro estado de poesia-clareza-harmonia.
4. Emprego frequente de trocadilhos e de perífrases – malabarismos verbais – oratória.
5. Sugestões de luz, cor e som – antítese entre a vida e a morte – espírito cristão antiterreno.
Assinale a opção que SÓ CONTÉM AFIRMATIVAS sobre o Arcadismo:
a) 1, 4 e 5
b) 2, 3 e 5
c) 2, 4 e 5
d) 1 e 3
e) 1, 2 e 5
Resposta: Alternativa D
09. (PUCRJ) Qual dessas afirmações NÃO caracterizava a poesia arcádica realizada no
Brasil no século XVIII?
a) Procurava-se descrever uma atmosfera denominada locus amoenus.
b) A poesia seguia o lema de “cortar o inútil” do texto.
c) As amadas eram ninfas, lembrando a mitologia grega e romana.
d) Os poetas da época não se expressaram no gênero épico.
e) Diversos poemas foram dedicados a reis e rainhas, e tinham um objetivo político.
Resposta: Alternativa D
10. (Mackenzie) Apontar a alternativa CORRETA:
a) Tomás Antônio Gonzaga cultivou a poesia satírica em O Desertor.
b) Na obra Cartas Chilenas, temos uma sátira contra a administração de Luís da Cunha Menezes.
c) Nessa obra o autor se disfarça sob o nome de “Doroteu”
d) Para maior disfarce, o autor de Cartas Chilenas faz passar a ação na cidade do Rio de Janeiro.
e) Tomás Antônio Gonzaga tinha o pseudônimo de “Doroteu”.
Resposta: Alternativa B
11. (PUC) Relacione as colunas:
1. Glauceste Satúrnio
2. Alcindo Palmirendo
3. Dirceu
4. Termindo Sipílio
5. Lereno
( ) Tomás Antônio Gonzaga
( ) Cláudio Manuel da Costa
( ) Basílio da Gama
( ) Caldas Barbosa
( ) Silva Alvarenga
a) 3, 1, 5, 2, 4
ARCADISMO
b) 3, 1, 4, 5, 2
c) 1, 2, 3, 4, 5
d) 3, 2, 4, 1, 5
e) 3, 1, 4, 2, 5
Resposta: Alternativa B
12. (UFV) Leia o texto a seguir e faça o que se pede:
Ornemos nossas testas com as flores
E façamos de feno um brando leito;
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos amores.
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possam deter, o tempo corre,
E para nós o tempo, que se passa,
Também, Marília, morre.
(TAG, MD, Lira XIV)
Todas as alternativas a seguir apresentam características do Arcadismo, presentes na estrofe
anterior, EXCETO:
a) Ideal de ÁUREA MEDIOCITAS, que leva o poeta a exaltar o cotidiano prosaico da classe
média.
b) Tema do CARPE DIEM, uma proposta para se aproveitar a vida, desfrutando o ócio com
dignidade.
c) Ideal de uma existência tranquila, sem extremos, espelhada na pureza e amenidade da natureza.
d) Fugacidade do tempo, fatalidade do destino, necessidade de envelhecer com sabedoria.
e) Concepção da natureza como permanente reflexo dos sentimentos e paixões do "eu" lírico.
Resposta: Alternativa E
13. (CESEP PE) Observe as afirmações abaixo:
I - "O momento ideológico, na literatura do Setecentos, traduz a crítica da burguesia culta,
ilustrada, aos abusos da nobreza e do clero."
II - "O momento poético, na literatura do Setecentos, nasce de um encontro, embora ainda
amaneirado, com a natureza e os afetos comuns do homem".
III - "Façamos, sim, façamos doce amada/Os nossos breves dias mais ditosos." Estes versos
desenvolvem o tema do carpe diem.
a) todas as proposições são corretas
b) só a proposição I é correta
c) só a proposição II é correta
d) são corretas somente as proposições I e II
e) só a proposição III é correta
Resposta: Alternativa A
14. (MACKENZIE) Sobre a obra de Bocage, é CORRETO afirmar que:
a) pode ser colocada como ponto máximo da poesia romântica portuguesa
b) seus sonetos contêm o mais alto sopro de seu talento lírico, sendo considerado um dos maiores
sonetistas da língua
c) não supera regras e as coerções literárias ligadas ao movimento arcádico
d) a sátira ocupa o lugar de maior importância em seu desenvolvimento
e) basicamente se faz de anedotas, todas se aproximando da obscenidade grosseira
Resposta: Alternativa B
ARCADISMO
15. "O poeta que não seguir aos Antigos perderá de todo o norte, e não poderá jamais
alcançar aquela força, energia e majestade que nos retratam o famoso e angélico semblante
da Natureza. Devemos imitar e seguir os Antigos: assim no-lo ensina Horácio, no-lo dita a
razão; e o confessa todo o mundo literário."
O texto acima, de autoria de Correia Galvão, um dos fundadores da Arcádia Lusitana, define
propostas do neoclassicismo que:
a) propõem a valorização do subjetivismo e da originalidade
b) se incompatibilizam com a tradição renascentista
c) contradizem os ideais clássicos
d) serão retomadas e adaptadas, no século XIX, pelo Parnasianismo
e) serão integralmente respeitadas por Bocage
Resposta: Alternativa D
16. Assinale a INCORRETA sobre Bocage:
a) A tensão entre o racionalismo neoclássico e o individualismo pré-romântico é um dos eixos
temáticos de sua obra
b) À semelhança de Gregório de Matos, notabilizou-se como poeta satírico e como poeta lírico
c) A lírica bocagiana evoluiu do Arcadismo convencional para o egocentrismo pré-romântico
d) Foi fundador da Escola Arcádia Lusitana, em 1756, e pertenceu à Nova Arcádia, mas rompeu
com as duas agremiações
Resposta: Alternativa D
17. Bocage só não escreveu:
a) poesia lírica reflexiva
b) poesia lírica bucólica
c) poesia encomiástica e de circunstância
d) poesia satírica e obscena
e) poesia épica
Resposta: Alternativa E
18. (PSC) Assinale a alternativa CORRETA a respeito do poema épico O Uraguai, de
Basílio da Gama:
a) O herói do poema, Diogo Álvares, é visto como um herói cultural, em virtude de ter ensinado
aos índios tupinambás as virtudes e as leis da civilização.
b) A estrutura do livro é camoniana, no sentido de que as estrofes se apresentam com oito versos
decassílabos, no seguinte esquema de rimas: ABABABCC.
c) De acordo com o estilo arcádico, período em que o poema foi escrito, a natureza é artificial e
genérica, sendo colhida através de imagens bucólicas e sensoriais.
d) A motivação para a escrita desse poema veio do desejo do autor de agradar o Marquês de
Pombal, louvando, em consequência, a sua política em favor dos jesuítas.
e) Um episódio do poema mostra como a feiticeira Tanajura, para tirar de Lindóia o desejo de
morrer, lhe proporciona a visão do terremoto de Lisboa e a posterior reconstrução da cidade.
Resposta: Alternativa C
19. Indique a alternativa ERRADA:
a) O cultismo correspondeu sobretudo a um jogo formal refinado, com uso abundante de figuras de
linguagem e verdadeira exaltação sensorial na composição das imagens e na elaboração sonora
b) O Arcadismo tendeu à obscuridade, à complicação linguística e ao ilogismo
c) O Arcadismo afirmou-se em oposição ao estilo barroco
d) Cultismo e conceptismo são as duas vertentes literárias do estilo barroco
ARCADISMO
e) O conceptismo correspondeu a um estilo fundado em “agudezas” ou “sutilezas”de pensamento,
com transições bruscas e associações inesperadas entre conceitos
Resposta: Alternativa B
20. (PSC) Leia os seguintes enunciados:
I Além de poeta, escreveu várias peças de teatro (denominadas autos) com o objetivo de edificar
moralmente os índios, bem como para divulgar, entre eles, a doutrina cristã.
II Escreveu uma obra sobre a guerra que portugueses e espanhóis fizeram contra indígenas e
jesuítas, a qual apresenta, como característica surpreendente, versos decassílabos brancos.
III Escreveu muitas crônicas sobre os reis portugueses, mas quase todas se perderam, restando
apenas três que são indiscutivelmente de sua autoria: Crônica d’El-Rei D. Pedro, Crônica d’El-Rei
D. Fernando e Crônica d’El-Rei D. João I.
As afirmativas acima se referem, respectivamente, a:
a) José de Anchieta, Frei José de Santa Rita Durão e Garcia de Resende
b) Manuel da Nóbrega, Frei José de Santa Rita Durão e Sá de Miranda
c) José de Anchieta, José Basílio da Gama e Fernão Lopes
d) Manuel da Nóbrega, José Basílio da Gama e Sá de Miranda
e) Bento Teixeira, Frei José de Santa Rita Durão e Garcia de Resende
Resposta: Alternativa C
21. (PSC) Leia as afirmativas abaixo, feitas a respeito do Caramuru, poema épico de Frei
José de Santa Rita Durão:
I) Possui inspiração devota e a vontade de celebrar em Diogo Álvares Correia um herói
camoniano, capaz de dilatar a fé cristã e o Império português.
II) Moema, preterida pelo Caramuru em favor de Paraguaçu, apostrofa o ingrato herói e morre
agarrada ao leme do navio que o levará, com sua eleita, para a França.
III) Emprega o verso branco, que o Neoclassicismo, em seu duplo afã de austeridade e
naturalidade, valorizava.
IV) O alarido da glória bélica perde importância ante a sensibilidade amorosa registrada nas cenas
de namoro entre o herói e sua eleita.
Estão CORRETAS:
a) Apenas III e IV
b) I, II e III
c) I, III e IV
d) Apenas II e IV
e) Apenas I e II
Resposta: Alternativa E
22. (PSC) Leia as afirmativas abaixo, feitas a propósito de poetas brasileiros do período
colonial:
I) O apego à felicidade do “lar, doce lar” e ao comodismo burguês perpassam sua lírica muitas vezes
erótica, e esse último aspecto desfaz em parte o código da idealização platônica da mulher eleita.
II) Seus versos, que nunca foram editados e circularam muito tempo em cópias volantes, até serem
coligidos a partir do século XX, constituem um dos grandes problemas de autoria de nossa
literatura.
III) Sua grande contribuição à literatura reside na habilidade com que infundiu lirismo ao verso
narrativo, tendo imprimido no confronto civilização versus natureza várias notas de simpatia pelo
selvagem.
Os enunciados se referem, respectivamente, a:
ARCADISMO
a) Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama, Gonçalves Dias
b) Cláudio Manuel da Costa, Bento Teixeira, Santa Rita Durão
c) Alvarenga Peixoto, Gregório de Matos, Gonçalves Dias
d) Tomás Antônio Gonzaga, Gregório de Matos, Basílio da Gama
e) Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto, Basílio da Gama
Resposta: Alternativa D
23. (PSC) Considerando, principalmente, o nome da musa inspiradora, somente um dos
trechos abaixo foi escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Assinale-o:
a) Não sei, Marília, que tenho.
Depois que vi o teu rosto,
Pois quanto não é Marília,
Já não posso ver com gosto.
Noutra idade me alegrava,
Até quando conversava
Com o mais rude vaqueiro:
Hoje, ó bela, me aborrece
Inda o trato lisonjeiro
Do mais discreto pastor.
b) Nise? Nise? Onde estás? Aonde espera
Achar-te uma alma, que por ti suspira;
Se quanto a vista se dilata e gira,
Tanto mais de encontrar-te desespera!
c) Eu vi a linda Estela e namorado
Fiz logo eterno voto de querê-la;
Mas vi depois a Nise e é tão bela,
Que merece igualmente o meu cuidado.
d) Uma, que às mais precede em gentileza,
Não vinha menos bela, do que irada:
Era Moema, que de inveja geme,
E já vizinha à nau se apega ao leme.
e) Este lugar delicioso e triste,
Cansada de viver, tinha escolhido
Para morrer a mísera Lindóia.
Lá, reclinada, como que dormia.
Resposta: Alternativa A
24. (PSC) Assinale a alternativa que relaciona CORRETAMENTE autor e obra:
a) Bento Teixeira – Sua lírica é uma ilustração do gongorismo entre nós, o que se revela no uso
frequente de termos chulos, com o objetivo de mostrar desprezo pelas autoridades da Colônia.
b) Gregório de Matos – Sua poesia acentua contrastes: a sátira mais irreverente alterna com a
contrição do poeta devoto, a obscenidade mal se casa com a pose idealista que se observa em
alguns sonetos.
c) José de Anchieta – Objetivou, como outros autores do século XVI, informar a Metrópole
portuguesa sobre as perspectivas que o Brasil oferecia, acenando especialmente com a existência de
minas de ouro, prata e esmeraldas.
d) Basílio da Gama – Seu poema épico O Uraguai apresenta um herói que é o responsável pela
primeira ação colonizadora na Bahia, tendo ensinado ao índio as virtudes e as leis do cristianismo.
e) Cláudio Manuel da Costa – Produziu Glaura, uma obra poética com grande coerência formal,
composta de rondós e madrigais escritos de acordo com as normas do Arcadismo.
Resposta: Alternativa B
ARCADISMO
25. (PSC) Todas as características de estilo abaixo relacionadas pertencem ao Arcadismo,
EXCETO:
a) a defesa de uma função social para a literatura, que devia ter caráter didático.
b) o retorno ao equilíbrio e à simplicidade dos modelos greco-romanos.
c) o culto da teoria aristotélica da arte como imitação da natureza.
d) a exaltação da vida campesina, com sua paisagem, seus pastores e seu gado.
e) o gosto pelo noturno, como forma de acentuar a atmosfera de mistério.
Resposta: Alternativa E
26. (PSC) Assinale o item em que a correlação entre o enunciado e o autor NÃO está
correta:
a) Homem culto, mostrou ser um grande versejador latino ao compor, quando se encontrava como
refém dos índios tamoios, o poema De Beata Virgine dei Matre Maria – JOSÉ DE ANCHIETA.
b) Escreveu um documento que significou para a nossa história uma autêntica certidão de
nascimento, pois nele deu conta ao rei de Portugal da terra achada – PERO VAZ DE CAMINHA.
c) Sua obra Glaura, composta de rondós e madrigais, apresenta, além dos tópicos comuns ao
Arcadismo, uma grande coerência formal – ALVARENGA PEIXOTO.
d) Tentou, com menor êxito, a poesia narrativa e compôs o épico Vila Rica, curioso documento da
oscilação do escritor entre a natureza do Arcadismo e as montanhas mineiras – CLÁUDIO
MANUEL DA COSTA.
e) Em seu Diálogo sobre a conversão do gentio, os interlocutores são Gonçalo Álvares, curador de
índios, e Mateus Nogueira, ferreiro da Companhia de Jesus – MANUEL DA NÓBREGA.
Resposta: Alternativa C
27. (PSC) Assinale a alternativa CORRETA a respeito do poema épico O URAGUAI, de
Basílio da Gama:
a) O herói do livro, Diogo Álvares, é uma mistura de colono português e missionário jesuíta.
b) O assunto principal diz respeito à resistência que os índios ofereceram aos jesuítas no processo
de colonização.
c) É um poema que segue a proposta literária de Os Lusíadas, de Camões, pois foi feito em versos
decassílabos e oitava-rima.
d) Um dos episódios do livro mostra que, para não casar com um homem a quem não amava, a
índia Lindóia pratica o suicídio.
e) Os índios tupinambás, dentre os quais transcorre o enredo, foram mostrados como almas
capazes de ilustrar a verdade dos dogmas católicos.
Resposta: Alternativa D
28. (PSC) O carpe diem (aproveite o dia) pode ser identificado no seguinte excerto:
a) Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
que viva de guardar alheio gado,
de tosco trato, de expressões grosseiro,
dos frios gelos e dos sóis queimado.
b) Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
c) Por que ao profundo sono, alma, tu te abandonas,
e em pesado dormir, tão fundo assim ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,
que a morte tão cruel do filho chora tanto?
d) Glaura! Glaura! Não respondes?
E te escondes nestas brenhas?
ARCADISMO
Dou às penhas meus lamento;
Ó tormento sem igual.
e) Nise? Nise? Onde estás? Aonde espera
Achar-te uma alma, que por ti suspira;
Se quanto a vista se dilata, e gira,
Tanto mais de encontrar-te desespera!
Resposta: Alternativa B
29. (PSC) Assinale a opção INCORRETA a respeito do poema Caramuru, de Santa Rita
Durão:
a) O guerreiro Jararaca, ao ver Paraguaçu dormindo, se apaixona por ela, mas seu pai não consente
que ele a tome por mulher.
b) Descreve o início da colonização da Bahia, por obra, sobretudo, de Diogo Álvares Correia e sua
mulher, Paraguaçu.
c) O chefe Jararaca, raciocinando com os seus, procurou mostrar que as armas de Diogo nada
podiam no mar, porque este apaga o fogo.
d) Na antevisão que a índia Moema tem da história do Brasil, mostra-se a atividade dos jesuítas e o
traçado geral de sua ação missionária.
e) Moema, apaixonada por Diogo, o Caramuru, nada atrás da nau que levava a ele e a Paraguaçu,
vindo a falecer em virtude dessa insensatez.
Resposta: Alternativa D
(PSC) Leia o texto abaixo, de autoria de Cláudio Manuel da Costa, para responder às
questões 30 e 31:
Este é o rio, a montanha é esta,
Estes os troncos, estes os rochedos;
São estes inda os mesmos arvoredos;
Esta é a mesma rústica floresta.
Tudo cheio de horror se manifesta,
Rio, montanha, troncos e penedos;
Que de amor nos suavíssimos enredos
Foi cena alegre, e urna é já funesta.
Oh quão lembrado estou de haver subido
Aquele monte, e as vezes que, baixando,
Deixei do pranto o vale umedecido!
Tudo me está a memória retratando;
Que da mesma saudade o infame ruído
Vem as mortas espécies despertando.
30. Assinale a opção que se refere ao texto de modo CORRETO:
a) Observa-se o elogio do pastoralismo, com a consequente crítica aos males que o meio urbano
traz ao homem.
b) A natureza é cenário tranquilo, retratada sem levar em conta o estado de espírito de quem a
descreve.
c) A antítese “Foi cena alegre, e urna é já funesta” resume o poema, indicando a passagem do
tempo e a lembrança do amor perdido.
d) Exemplo típico do Arcadismo, constata-se o predomínio da razão sobre a emoção, o que revela a
influência da lógica iluminista.
e) Recomenda que se aproveite o dia (carpe diem), embora fazendo referência à constância da vida e
à previsibilidade do destino.
Resposta: Alternativa A
ARCADISMO
31. Ainda a respeito do poema, assinale a opção INCORRETA:
a) A métrica regular e a estrutura – um soneto – indicam a proximidade do Romantismo.
b) Apresenta construções em ordem indireta, mas sem o radicalismo da escrita barroca.
c) Percebe-se uma identificação entre o poeta e a natureza que o rodeia.
d) A organização em dois quartetos e dois tercetos é de natureza grecolatina.
e) Há uma contenção do poeta no uso de figuras de linguagem, como a metáfora “e urna é já
funesta”.
Resposta: Alternativa A
ARCADISMO