Abertura Anátomo-Guiada da Câmara Pulpar
Abertura Anátomo-Guiada da Câmara Pulpar
CAVIDADE PULPAR
INCISIVOS INFERIORES
>Câmara pulpar:
-Menor e mais achatada MD
CANINOS
-Ampla, maior no sentido V-L do que M-D
A estratégia da abertura é guiada pela
anatomia -Corno pulpar > cúspide perfurante
Objetivo: Promover o acesso à câmara
pulpar por meio da remoção mecânica do
teto câmara pulpar, projeções dentinárias e
irregularidades para permitir a localização
dos canais radiculares com acesso direto e
em linha reta. PRÉ-MOLARES
-De forma ovóide irregular, achatada M-D
1. Acesso à câmara pulpar -Dois cornos pulpares
Conhecimento da anatomia das
câmaras; -Assoalho pode ou não ocorrer
Seleção apropriada das brocas;
Certificação da apropriada remoção do
teto.
Anatomia das câmaras pulpares
INCISIVOS SUPERIORES
>Câmara pulpar:
-Achatada vestíbulo-lingualmente
MOLARES SUPERIORES
-Alargada mésio-distalmente
-Irregularmente cúbica
-Cornos pulpares
-Achatada no sentido MD
-Triangular à medida que se aproxima do
assoalho;
-Mais achatada no sentido no 2º molar
MOLARES INFERIORES
-Irregularmente cúbica
-Achatada no sentido VL
Técnica operatória para acesso à câmara
-Triangular à medida que se aproxima do pulpar
assoalho (base do triangulo voltada para
1. Abordagem;
mesial\
2. Forma de contorno;
3. Trepanação (adentrar à câmara)
ABORDAGEM
- Dentes anteriores >> Face lingual
- Pré-molares e molares >> Face oclusal
FORMA DE CONTORNO
- Tamanho da câmara pulpar;
- Forma da câmara pulpar;
- Número de canais e curvaturas
Dentes Anteriores (triangular com a sua base
voltada para borda incisal)
Caninos (forma losangular)
Molares Inferiores
Molar superior
DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO
Direcionamento da broca no momento
de penetrar- angulação para uma
determinada região do dente,
adentrando na região pulpar sem tocar
em nenhuma das paredes e assoalho.
Incisivos superiores, caninos e molares
(serve)
Consequências:
- O teto impede o acesso em linha reta dos
instrumentos
- Impede a limpeza completa da câmara
pulpar;
-Contaminação da dentina > pigmentação >
escurecimento do dente.
CANINO INFERIOR
1 raiz em 97,7% dos casos
2 raízes em 2,3%
Bifurcação dos canais em 17%
Alta frequência de raízes retas (70%)
SEGUNDO PRÉ-MOLAR SUPERIOR
Raiz e canal radicular
1 raiz (95%), 2 raízes (5%)
1 canal 55 a 60%
Alta frequência de curvatura apical p/
vestibular
SEGUNDO PRÉ-MOLAR INFERIOR
Número de raízes
1 raiz em 96% dos casos
2 raízes fusionadas em 4% dos casos
Canal radicular
1 canal em 89% dos casos
PRIMEIRO PRÉ-MOLAR INFERIOR 2 canais em 11% dos casos
Número de raízes:
1 raiz em 82% dos casos;
2 raízes fusionadas em 12% dos
casos
Canal radicular
Único canal achatado MD (66%)
Bifurcado em 31% dos casos
Trifurcado em 3% dos casos
Histórico
Fouchard, 1746- primeiros
instrumentos confeccionados a partir
de corda de piano;
Edward Maynard, 1838 e Robert
Arthur, 1875- sondas endodônticas 2. Intermediário
com cordas de relógio; Liga o cabo a parte ativa;
Em 1958 durante a II Conferência Determina o comprimento final do
Internacional de Endodontia Ingle e Le instrumento.
Vine instituíram normas a seres
seguidas na fabricação de cones e
instrumentos estandardizados
(primeiros a propor uma padronização
dos instrumentos);
Somente em 1962 é que a Associação
Americana de Endodontia (AAE)
aceitou a sugestão dos autores,
ocorrendo assim um dos maiores
avanços no aprimoramento, 3. Parte Ativa
simplificação e racionalização na A mais importante do instrumento;
instrumentação dos canais radiculares Características diversas de acordo
com o instrumento;
Constituição dos instrumentos Construída por haste cônica com
1- Cabo; secção triangular, quadrangular ou em
2- Intermediário; forma de vírgula.
3- Parte ativa ou lâmina.
O sistema de numeração
corresponde ao diâmetro da
extremidade ativa dos instrumentos
(D0)
Cinemática de emprego
A liga de Ní-Tí
Requisitos:
Precisão;
Fácil execução;
Rapidez;
Segurança nos resultados;
Facilidade de confirmação.
Vantagens:
Limite de trabalho correto;
Tecidos perirradiculares menos
expostos às agressões químicas e
mecânicas;
ODONTOMETRIA Melhores chances de ocorrer o
processo de reparo.
(Métodos radiográficos e eletrônicos)
Técnicas:
Sensibilidade táctil digital;
- Método muito subjetivo;
- Alto índice de erro;
- Métodos mais eficientes.
Método radiográfico;
Método eletrônico
Método radiográfico
Radiografia de boa qualidade;
Ponto de referência;
Visível;
Menor número possível de
radiografias
Limitações dos Rx
Curvatura da porção apical voltada,
em alguns casos, para a região
vestibular ou lingual;
Falta de coincidência do forame apical
com o ápice radicular, na maioria dos
dentes;
Sobreposição de estruturas canal dentinário, promovendo a limpeza, e
anatômicas, principalmente em atribuindo uma conformação cônica ao canal
molares superiores, devido à presença principal
do osso zigomático;
Limpeza e modelagem
Necessidade de angulação próximo-
radial para revelar canis sobrepostos- LIMPEZA
Técnica de Clark
Ação mecânica dos instrumentos
endodônticos;
Fluxo e refluxo da solução irrigadora
(ação física);
Ação química de soluções irrigadoras
(algumas paredes não são tocadas
somente pelos instrumentos)
MÉTODO ELETRÔNICO
PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS MODELAGEM
CANAIS RADICULARES Ação mecânica dos instrumentos
Objetivo central do tratamento endodôntico> endodônticos.
Prevenção e eliminação da infecção dos
canais >> preparo químico mecânico.
Somente a instrumentação reduz as
células bacterianas 53,3%
1º Assepsia e antissepsia A instrumentação mais solução
irrigadora reduz as células bacterianas
2º Abertura coronária em 80%
3º Preparo químico-mecânico ETAPAS
4º Obturação 1º FÍSICOS (Irrigação/Aspiração)
5º Proservação 2º QUÍMICOS (Soluções irrigadoras)
6º Sucesso 3º MECÂNICOS (Instrumentação)
QUÍMICA-SOLUÇÕES FÍSICOS
Dissolver e inativar: Compensar as deficiências mecânicas da
Tecido pulpar; instrumentação
Microrganismos;
Detritos dentinários; Promover o acesso do irrigante a todas as
Smear layer. regiões do canal
Mecânica-instrumentos: > Irrigação manual com agulha
Alargar e conferir conicidade ao
canal radicular. (Bom acesso)
PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO +
OBRTURAÇÃO >> REPARO APICAL
Consiste em obter acesso direto às
proximidades do limite C.D.C, preparando o
Fatores que influeciam a dinâmica da
irrigação:
1- CALIBRE DA AGULHA Quanto mais próximo do limite apical melhor
Quanto menor o calibre da agulha o fluxo apixal >> 1mm do limite apical
maior o refluxo da solução
Antes da instrumentação:
Neutralização de produtos tóxicos e
restos orgânicos;
Penetração mecânica asséptica no
canal radicular.
Durante a instrumentação:
Para manter úmida as paredes do
2- DESENHO DA PONTA DA AGULHA canal radicular;
Área de abertura na ponta: Fluxo Remover detritos orgânicos e
apical; inorgânicos;
Abertura Lateral: Fluxo lateral.
Após a instrumentação:
Remover detritos orgânicos e
inorgânicos
MEIOS QUÍMICOS
1- SOLUÇÕES IRRIGADORAS
Propriedades essenciais de uma
solução irrigadora
Capacidade de debridamento;
Lubrificação;
Eliminação de microrganismos;
Dissolução de tecidos;
Remoção de “smear layer”.
CLOREXIDINA
Propriedades:
Ação antimicrobiana imediata;
Amplo espectro bacteriano sobre:
-bactérias gram-positivas, gram-
negativas, anaeróbias, facultativas e
aeróbias,leveduras e fungos.
Relativa ausência de toxidade;
Capacidade de adsorção pela dentina;
Lenta liberação da substância ativa.
Desvantagem:
Não dissolve o tecido pulpar
SODA CLORADA
Biopulpectomia (não têm canal infectado
> muito tecido pulpar)
Dissolução de tecido (solução
bastante concentrada)
Necropulpectomia (Não tem tanto tecido)
Cateterismo: ¼ de volta ou ½ volta
T= f x r
Fadigas Torcional e Cíclica
Aumento da conicidade > diminuição São os limites elásticos das limas de NiTi
do contato com todas as superfícies
>Em canais retos a fadiga torcional é
do canal
preponderante
>Em canais curvos prevalece a fadiga cíclica
Limas Shaping ou de modelagem:
SX
S1
S2
Limas Finishing ou de finalização:
F1
F2
F3
CARACTERÍSTICAS DAS LIMAS
SHAPINGS
Conicidade progressiva;
NÃO objetiva confeccionar o batente
apical;
Área de trabalho
-Terço Cervical;
-Terço Médio
O sistema rotatório preconizado na ufma
Existem centenas de marcas e
modelos de limas para instrumentação
rotatória no mercado;
Todas apresentam vantagens e
desvantagens;
Sistema Protaper Universal- Sistema
de conicidades variadas
CARATERÍSTICAS DAS LIMAS FINISHING Canal acentuadamente curvo- F1.
D4 a D16 apresentam conicidade Cinemática de uso
inversa;
Entra girando e sai girando;
Aumento da flexibilidade;
Movimentos de bicada de pequena
Apresentam menores conicidades que
amplitude;
as limas shapings;
3 bicadas- irrigação;
Objetivam confeccionar o batente
Força leve no avanço, sem muita
apical-D0 com medidas
pressão apical;
estandardizadas
Com resistência no avanço recapitule
com instrumento anterior.
REGRA DA CASA DA SOGRA
Não permaneça muito tempo;
Não pressione muito;
Faça o que tem de fazer e vá embora.
INSTRUMENTAÇÃO RECÍPROCA
Benefícios do conceito de instrumentação
recíproca
Simplicidade
TÉCNICA OPERATÓRIA -Apenas 1 instrumento;
Exploração/ cateterismo do canal com -Sem necessidade de mudar
lima tipo K númeor 10; instrumentos;
Lima S1 até o CPT ou até encontrar -Instrumento pronto para uso único.
resistência; Segurança
Lima Sx até encontrar resistência; -Reduz o risco de fratura de
Odontometria manual-CRT; instrumento;
Retornar com Lima S1 até o CRT; -Minimiza o risco de contaminação
Lima S2 até o CRT; cruzada.
Batente apical- F1, F2 e F3- CRTS
Ganho de tempo:
-Menos etapas de trabalho;
-Preparação mais rápida;
-Sem a necessidade de esterilização
pós-endo
Finalidade biológica
Reparo tecidual
Repouso aos tecidos periapicais
Permitir a osteogênese
Reinserção do ligamento periodontal
Reintegração da lâmina dura
Formação de osteocemento
Uma obturação inadequada permite que os
fluidos dos tecidos periapicais entrem nos
espaços vazios deixados pela má obturação. CRT = CRD – 1 mm
Nestes casos, os canais radiculares podem Materiais utilizados na obturação
tornar-se infectados por ingresso retrógrado convencional dos canais radiculares
de microrganismos ou por via oral por meio
de restaurações imperfeitas Materiais em estado sólido
Cones de Guta-percha
Materiais em estado plástico
Cimentos endodônticos
Quando obturar?
Preparo biomecânico finalizado
Ter formado batente apical com IAF
Canal completamente seco
Dente Assintomático
Propriedades
Se todos estes sinais estiverem presentes o
Boa adaptação às paredes dos canais
dente pode ser obturado na mesma sessão
radiculares;
do preparo biomecânico
Possibilidade de amolecimento e
Quando não obturar numa mesma plastificação por meio de calor ou
sessão? solventes químicos;
Boa tolerância tecidual;
Preparo biomecânico incompleto
Radiopacidade adequada
Dificuldade anatômica
Estabilidade físico-química
Pacientes difíceis
Facilidade de remoção, se for
Secreção apical
necessário;
Flexibilidade
Divisão de formato
Guta-Percha Principal
-Deve apresentar o mesmo D0 que o
IAF
-Apresentar conicidade 0,02 mm/mm
Guta-percha Auxiliar
-Não há estandardização para o D0
-Não há estandardização para a
conicidade
TÉCNICAS DE OBTURAÇÃO
Procedimentos pré-obturação
1) Confirmação do batente apical- com o
IAF
2) Secagem do canal- ponta de sucção
plásticaa
3) Aplicação de EDTA 3 min sob
agitação- remoção da smear layer
4) Irrigação final com NaOCLI
5) Secagem com ponta de papel
absorvente com mesmo calibre da IAF
6) Organização da bandeja para
obturação
7) Escolha e desinfecção dos cones
principais e auxiliares- 1 min em
NaOCL
8) Preparo do cimento obturador
Sequências técnicas
A técnica de obturação escolhida
depende da técnica de instrumentação
realizada
Protaper ou Reciproc- Técnica Cone
único
Manual- Técnica Sem-Compactação
(NCT)