INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDEDE E AUDITORIA DE
MOCAMBIQUE
Trabalho de Estatistica II
Tema:
Amostragem
Curso: Contabilidade e Auditoria
2˚ Ano Laboral
Turma: LCA-1
Discente:
Eliana Luís Cumbana
Docente:
Mestre Filipe Mahaluça
Maputo, Março de 2022
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 3
2.1. Definição .............................................................................................................................. 4
2.2. Técnicas de Amostragem ..................................................................................................... 4
2.2.1. Probabilísticas .................................................................................................................. 4
2.2.2. Semi-Probabilística .......................................................................................................... 4
2.2.3. Não probabilísticos ........................................................................................................... 5
2.3. Exemplos práticos em Moçambique .................................................................................... 5
2.3.1. Para amostragem Probabilística (simples) ....................................................................... 5
2.3.2. Para amostragem Semi-probabilística (por conglomerados) ........................................... 6
2.3.3. Para amostragem não Probabilística (Conveniência) ........................................................... 6
2.4. Importante da Amostragem.................................................................................................. 6
3. CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 7
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................................ 8
Página 2 de 8
1. INTRODUÇÃO
É difícil estudar ou fazer uma pesquisa numa população como um todo, principalmente se ela for
infinita; por esse motivo recorre-se a amostragem.
Quando fazemos uma pesquisa ou utilizamos algum mecanismo para obter informações, um dos
objetivos principais é coletar dados de uma pequena parte de um grande grupo ou uma grande
população de seguida organizar, descrever, analisar e interpretar os dados de modo a aprender
alguma coisa sobre esse grupo ou até mesmo tomar decisões sobre o mesmo grupo.
O presente trabalho tem como objetivo principal a Amostragem, e específicos o conceito, tipos de
amostragem a sua importância e exemplos práticos em Moçambique.
Página 3 de 8
2. DESENVOLVIMENTO
2.1.Definição
Para podermos ter uma definição clara de amostragem é necessário definirmos primeiro a
população e a amostra.
População é o conjunto de indivíduos que possuam em comum mesmas características e com
interesse para um estudo.
Ex: Característica: Habitantes em Moçambique.
População: Habitantes de Moçambique.
Amostra é o subconjunto da população em geral com dimensão bem menor, que também possua
características de interesse.
Ex: Característica: Habitantes em Moçambique.
Amostra: Habitantes de Maputo.
Amostragem é o conjunto de operações destinadas à obtenção de uma amostra representativa de
uma dada população ou universo.
2.2.Técnicas de Amostragem
Existem três técnicas de amostragem que são: Probabilísticas, Semi-probabilísticas e não
Probabilísticas.
2.2.1. Probabilísticas
Nesta técnica de amostragem cada elemento da população possui a mesma probabilidade de ser
selecionado para compor a amostra, a seleção é feita na base de sorteio (mecanismos aleatórios de
seleção).
A amostragem probabilística pode ser:
Simples – neste tipo de amostragem probabilística, a população é homogénea da variável em
estudo, e cada elemento da população tem a mesma chance de ser escolhida e normalmente é por
sorteio.
Estratificada – neste tipo de amostragem probabilística a população é heterogénea da variável em
estudo, é necessário fazer uma identificação e separação da amostra em estratos, de seguida faz-se
o sorteio do estrato.
2.2.2. Semi-Probabilística
Nesta técnica de amostragem a amostra é retirada de forma parcialmente aleatória. A amostragem
Semi-probabilística pode ser:
Página 4 de 8
Sistemática - neste tipo de amostragem Semi-probabilística os elementos da população se
apresentam de forma ordenada e a seleção da amostra é feita periodicamente, ocorre uma variação
da amostragem aleatória simples cada um dos elementos que irão constituir a amostra é identifica
pela posição.
Por conglomerados (Clusters) - neste tipo de amostragem Semi-probabilística, para determinar
a amostra a população é dívida em grupos selecionados aleatoriamente. É usada em situações em
que é difícil identificar todos os elementos da população; o conjunto de grupos ou conglomerados
deve representar o quanto possível o total da população e dentro dos conglomerados analisam-se
todas as unidades patentes.
2.2.3. Não probabilísticos
A seleção da amostra depende do julgamento do pesquisador. Há uma escolha deliberada dos
elementos para compor a amostra (mecanismos não aleatórios de seleção). É muitas vezes usada
por simplicidade ou por impossibilidade de se obter amostras Probabilísticas como seria desejável.
A amostragem não probabilística pode ser:
Intencional – neste tipo de amostragem não probabilística os elementos da população para
fazerem parte da amostra são selecionados intencionalmente e são considerados que possuem
características representativas da população; a amostragem convencional pode ser:
-Bola de Neve - neste tipo de amostragem não probabilística convencional, a amostra é
selecionado através de contacto do contacto, uma pequena amostra vai levando a outra assim
sucessivamente.
-Focus Grupo - neste tipo de amostragem não probabilística convencional, é escolhido um número
pequeno, representativo e particular para ser a amostra.
- Por Quotas - este tipo de amostragem é considerada Semi-probabilística e não probabilística, é
caracterizada pela amostra ser escolhida por base de julgamento ou intencionalmente, após a
escolha é que confere-se se possui a característica ou variável em estudo.
Amostragem de conveniência - neste tipo de amostragem não probabilidades, faz-se a seleção da
amostra por imediatismo e facilidade.
2.3.Exemplos práticos em Moçambique
2.3.1. Para amostragem Probabilística (simples)
Em 28 de Agosto de 2011 foi aprovado um artigo científico do Doutor José Vasconcelos Roposa
e da Ana Luísa Patrão que fala do nível do conhecimento da população da ilha de Moçambique a
Página 5 de 8
cerca da Malária; em que a sua amostra foi colhida através dos arquivos do conselho Municipal,
foram contactados 500 domicílios nos diferentes bairros e uma vez nos bairros, questionou-se 1
voluntário adulto em cada um dos domicílios selecionados aleatoriamente.
2.3.2. Para amostragem Semi-probabilística (por conglomerados)
Para analisar o impacto da adoção das normas internacionais de auditoria em Moçambique foi
elaborado um inquérito por questionário e enviado a todos auditores inscritos na Ordem dos
Contabilistas e Auditores em Moçambique.
2.3.3. Para amostragem não Probabilística (Conveniência)
No estudo do caso Serviços de Medicina do Hospital Central de Maputo visando analisar o
contributo do Assistente social no processo de redução dos casos de reincidência dos pacientes
deficientes físicos internados nos serviços de medicina do Hospital Central de Maputo foi usada
uma amostra de 32 respondentes selecionados por acessibilidade.
2.4.Importante da Amostragem
A amostragem é muito importante para os estudos independentemente da área, pois é difícil estudar
toda a população, no caso de ela ser infinita é praticamente impossível, por isso deve-se recorrer a
amostragem; ela fornece informações gerais da população em estudo, sendo representativa.
Página 6 de 8
3. CONCLUSÃO
A amostragem é um fator imprescindível para a realização de estudos, as suas técnicas facilitam o
levantamento de dados da população escolhida como amostra para o estudo. A técnica não
probabilidades não há representatividade da população, pois a amostra foi recolhida
intencionalmente.
Não existe técnica estatística capaz de salvar uma amostra mal coletada.
Página 7 de 8
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Da silva, A.G. (2015). Técnicas estatísticas em auditoria. Escolar auditoria. Lisboa.
Mahaluça, F. (2016). Estatística aplicada [versão electrónica] em:
https://www.researchgate.net/publication/329519680.
Página 8 de 8