EPOPEIA DE GILMAMESH
A Epopeia de Gilgamesh é um antigo poema
mesopotâmico escrito pelos sumérios em torno de 2000
a.C.
Gilgamesh, cujo nome significa "o velho que
rejuvenesce", foi rei da Suméria e fundador da cidade de
Uruk (antiga cidade que se situava a 270 Km a sul de
Bagdade) por volta de 2700 a. C. Segundo a lenda, tinha
dois terços de origem divina, dado que era filho da deusa
Ninsun e do sacerdote Lugalbanda.
Essa é considerada a obra literária mais antiga da
humanidade.
A História
A narrativa conta a epopeia de Gilgamesh, rei de
Uruk. Gilgamesh é descrito como sendo dois terços deus e
um terço homem.
Ele é apresentado na história como um rei autoritário,
que oprimia seus súditos da cidade de Uruk enquanto os
obrigava a construir uma muralha ao redor da cidade.
A população, amedrontada, pediu ajuda a deusa
Ishtar, que havia criado Enkidu do barro. Ishtar enviou
Enkidu ao encontro de Gilgamesh, com a missão de
vencê-lo em um duelo e matá-lo após isso.
Contudo, os dois se tornaram amigos e passaram a
viver muitas aventuras. Em uma delas narrada na epopeia,
eles desrespeitaram a deusa Inana. Por conta disso, os
deuses mataram Enkidu como punição.
Triste, Gilgamesh então iniciou outra jornada em
busca da imortalidade.
Nessa jornada pela imortalidade, Gilgamesh foi ao
encontro de Utnapishtim, um herói conhecido por ter
alcançado a imortalidade após sobreviver a um grande
dilúvio. Durante esse grande dilúvio, Utnapishtim teria
construído uma grande arca a mando dos deuses e
abrigado sua família e um grande número de animais nela.
Esse herói prometeu a imortalidade para Gilgamesh,
desde que ele cumprisse algumas missões. Entretanto, o
rei falhou nessas missões. Então, retornou para Uruk.
Gilgamesh ainda tentou conseguir a imortalidade descendo
ao fundo do mar para buscar uma planta que poderia evitar
sua morte. Porém, acabou perdendo-a no caminho.
A epopeia se tornou famosa no mundo pela sua
antiguidade e pela semelhança com a lenda do dilúvio
bíblico hebreu.
A menção ao dilúvio é uma parte da narrativa que
chama a atenção por causa da semelhança com a narrativa
bíblica sobre o dilúvio e a trajetória de Noé. Os
historiadores acreditam que a história suméria tenha
servido de influência para a formulação da narrativa
hebraica sobre o dilúvio. Esses especialistas sugerem
ainda que, além desse, existam outros aspectos da cultura
hebraica que também foram herdados da cultura suméria.