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Porção Semanal da Torá: Pekudei

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

Cópia somente autorizada para fins não lucrativos.

Parashá 23- Pekudei (contas de)


(Êxodo 38:21 – 40:38)
Referência nos Profetas: 1 Reis 7:51 – 8:21
Referência nos Escritos Apostólicos: 2 Coríntios 9:6-11
Salmo complementar: 45

NOTA: Caso seja a primeira vez que tem contacto com o termo parashá, aconselhamos vivamente a leitura da introdução
sobre o tema no seguinte link: [Link]

Porção Semanal da Torá: 23- Pekudei (de Êxodo 38:21 a 40:38).

Significa “Contas de”.

Primeira leitura, 38:21 a 39:1

Moisés ordena que se faça uma contagem de todo o material que se utilizou para a
construção do tabernáculo. O serviço dos levitas estará sob a direcção de Itamar filho de
Arão. Betzalel, junto Aoliabe fazem conforme aquilo que o Eterno diz a Moisés. A
quantidade de outro empregue em toda a obra é de 29 talentos e 730 siclos. Foram usados
100 talentos e 1775 siclos de prata, que correspondem a uma beka por cabeça dos 603 550
homens contados, de 20 anos para cima. Os 100 talentos foram usados para as 100 bases
das tábuas do santuário e as colunas do véu. Os 1775 siclos foram usados para os ganchos
e demais detalhes dos pilares do átrio. A contribuição do cobre foi de 70 talentos e 2400
siclos, com os quais se fez as bases dos pilares para a entrada da tenda, o altar e os seus
utensílios, as bases dos pilares do átrio e todas as estacas. Também foram feitas as vestes
para o serviço sacerdotal.

38:21 Esta é a contagem das coisas para o tabernáculo, a saber, o tabernáculo


do Testemunho, segundo, por ordem de Moisés, foram contadas para o serviço
dos levitas, por intermédio de Itamar, filho do sacerdote Arão.

Moisés deu a ordem para fazer contas diante de todo o povo de como se tinha utilizado o
material doado para a obra do Eterno. Não só o povo de Israel podia ver essas contas, mas
sim todo aquele que tem acesso à Torá pode ver como Moisés administrou o ouro, a prata,
o cobre, as pedras preciosas e os demais objectos de valor. Isto ensina-nos sobre a
importância de ser sério na congregação e na administração pública de qualquer
organização.

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

Moisés tomou a iniciativa para apresentar as contas diante do povo, para que ninguém o
acusasse de ser corrupto. Em momento algum deu a oportunidade para que o povo
pensasse que ele tinha enriquecido à custa das doações para a obra do Eterno, como lemos
em Números [Link]

“nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal”.

Moisés Poderia ter reclamado o jumento que usou para ir de Midiã ao Egipto quando foi
chamado a servir na obra do Eterno, cf. Êxodo 4:20. Ele entregou a sua propriedade pessoal
para cumprir com a tarefa de tirar o povo da escravidão e não a reclamou posteriormente,
ainda que tivesse o direito de o fazer.

Em 1 Samuel 12:3-4 o profeta Samuel fala diante o povo segundo está escrito:

“Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante YHWH e perante o seu ungido: de quem
tomei o boi? De quem tomei o jumento? A quem defraudei? A quem oprimi? E das mãos
de quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E vo-lo restituirei Então,
responderam: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma
das mãos de ninguém.

Em 2 Coríntios 7:2 está escrito: “Acolhei-nos em vosso coração; a ninguém tratamos com
injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos”.

O procedimento de Moisés relativamente aos objectos de valor do tabernáculo é um


exemplo para todo o líder que administra o dinheiro, e especialmente o dinheiro que foi
dado para a obra do Eterno. É habitual vermos uma má gestão de dinheiro nas
congregações, nas quais muitos líderes enriquecem fazendo usufruto daquilo que deveria
ser para a obra do Eterno e não com vista os seus próprios interesses. Esta é uma das
razões pela qual a shechiná (a presença do Eterno) não incide mais fortemente sobre nós,
isto porque as coisas não estão a ser feitas da forma que o Eterno deseja.

Se não administramos bem a nossa economia privada e colectiva, não vamos poder
administrar as manifestações espirituais. Se não formos fiéis com as riquezas deste mundo,
como é que poderemos sê-lo com as verdadeiras riquezas? Como está escrito em Lucas
16:10-12:

Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto
no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta,
quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do
alheio, quem vos dará o que é vosso?

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

Este texto ensina-nos que não iremos receber os dons do Espírito se não somos fiéis na
economia. Um líder que se aproveita da obra do Eterno para sua própria ganancia, é objecto
da ira do Messias, como lemos em João 2:13-16:

“Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Yeshua para Jerusalém. E encontrou no templo
os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um
azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou
pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas:
Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio”.

A ira do Messias não foi contra as pessoas sinceras que queriam oferecer ao povo a
possibilidade comprar o seu animal para o sacrifício que não tinham podido trazer de longe,
ou trocar as suas moedas. A sua ira foi por outras coisas, das quais se destacam três:

 Em vez de ficarem do lado de fora por respeito ao local sagrado, tudo indica que
faziam negócio na área do templo;
 Em vez se praticarem preços justos, inflacionavam os preços e assim abusavam dos
fiéis que tencionavam adorar ao Eterno através de ofertas;
 Em vez de servirem o povo com amor, aproveitavam para enriquecer
economicamente através da obra do Eterno.

O último ponto é a razão de ira do Messias. Ai daqueles líderes que vêm a obra do Eterno
como um meio do enriquecimento pessoal.

Actos 8:20 “Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois
julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Elohim”.

Ai daqueles líderes que extorquem o dinheiro de um povo necessitado, para viver bem à
custa dos demais. Como está escrito em 1 Timóteo [Link]

“homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de
lucro”.

1 Pedro 5:1-2 “Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e
testemunha dos sofrimentos do Messias, e ainda co-participante da glória que há de ser
revelada: pastoreai o rebanho de Elohim que há entre vós, não por constrangimento, mas
espontaneamente, como Elohim quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade”.

Contudo, há um texto que parece demonstrar que viver da pregação do evangelho é


legítimo:

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

1 Coríntios 9:14 “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam
do evangelho”.

Mas uma coisa é viver para ter o necessário, outra é enriquecer à conta dos demais. Um
líder que se dedica a dirigir e ensinar, deve receber uma gratificação por isso, como lemos
em 1 Timóteo 5:17

“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem


bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino”.

A expressão “dobrados honorários” refere-se à honra de ser líder, ou ancião, e a honra por
receber remuneração económica pelo seu labor, cf. Hebreus 5:4; Romanos 13:7; Mateus
15:4-6; 1 Timóteo 5:3-4.

38:24 Todo o ouro empregado na obra, em toda a obra do santuário, a saber, o


ouro da oferta, foram vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, segundo o
siclo do santuário.

Quando se faz uma oferta voluntária do público, deve ser sempre contada e registada, por
escrito, por um mínimo de duas pessoas de suma confiança na comunidade. Todo o
dinheiro recolhido deve ser apontado num livro de contas, cf. Filipenses 4:15. No livro de
contas também deve haver um registo de cada um dos gastos da congregação. Para cada
gasto tem que haver um recibo. Esse livro de contas deve estar acessível a todas s pessoas
da comunidade. Na administração económica tem que existir uma total transparência, para
que não se levantem suspeitas de corrupção ou se abuso dos bens comuns.

38:25-26 “A prata dos arrolados da congregação foram cem talentos e mil e


setecentos e setenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário: um beca por
cabeça, isto é, meio siclo, segundo o siclo do santuário, de qualquer dos
arrolados, de vinte anos para cima, que foram seiscentos e três mil quinhentos e
cinquenta”.

A metade de 603.550 são 301.775. Logo houve um total de 301.775 siclos de prata. Cada
talento contém 3000 siclos. Os 100 talentos correspondem a 300.000 ciclos. Sobram 1775
siclos. O talento normal equivale a 60 mané. O mané equivale a 25 siclos. Segundo Rashí,
o mané utilizado para o santuário era o dobro do mané normal. Logo o talento, em hebraico
“kikar”, do qual se fala aqui, corresponde a 120 mané. 25 siclos x 120 mané = 3000 siclos.

“uma beca por cabeça” – em hebraico diz-se “beka la-gulgolet”. A palavra cabeça é
“gulgolet” que significa “crânio”, “caveira”. Daqui vem a palavra “Gólgota” – o lugar onde
morreu o Messias, como lemos em Mateus [Link]

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

“E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira”.

Aqui fala-se de que há uma “beca” conectada com o lugar da morte do Messias. A beca é
o preço de resgate para cada um dos filhos de Israel que foram contados. A palavra
hebraica “beka” vem da raiz “baká” que significa “cortar”; “rasgar”. Neste texto há palavras
chaves que apontam para a morte do Messias no Gólgota como base para a redenção dos
filhos de Israel. Há só dois lugares em toda a Escritura onde aparece a palavra “beka”, aqui
e em Génesis 24:22, cf. o comentário do versículo na parashá 5 – Chayei Sara.

38:29 “O bronze da oferta foram setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos”.

Se o siclo pesa 17 gramas, chegamos à seguinte conclusão:

Ouro (29 talentos e 730 siclos = 87.730 x 17 gramas = 1.491 Kg.


Prata (100 talentos e 1775 siclos = 301.775 siclos. 301.775 x 17 gr. = 5.130 Kg.
Cobre (70 talentos e 2400 siclos = 212.400 siclos. 212.400 x 17 gr. = 3.610 Kg.
TOTAL 10.231 Kg.

A prata é o material mais pesado do tabernáculo. A prata representa a redenção e a


misericórdia.

É interessante destacar que o cobre, o bronze, tinha menos peso que a prata. O cobre
representa o juízo e a justiça. Isto ensina-nos que a misericórdia do Eterno supera o juízo,
como está escrito em Romanos [Link]

“Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou
a graça”.

No Salmo 103:10 está escrito: “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui
consoante as nossas iniquidades”.

Tito [Link] não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele
nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.

Estes dois materiais, a prata e o cobre, são o fundamento do tabernáculo. Na tenda de


reunião há 100 bases de prata que falam da misericórdia do Eterno e nas 60 bases dos
pilares do átrio há cobre que fala da justiça do Eterno. As quatro colunas que sustinham o
véu entre o lugar santo e o santíssimo foram cobertas de outro e as suas bases eram de
prata.

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

39:1 “Fizeram também de estofo azul, púrpura e carmesim as vestes, finamente


tecidas, para ministrar no santuário, e também fizeram as vestes sagradas para
Arão, como YHWH ordenara a Moisés”.

Na primeira parte do versículo mencionam-se três tipos de tecido, azul, púrpura e carmesim,
mas não se menciona o linho. A conclusão que Rashí faz disto é que ali não se fala das
vestes sacerdotais, que continham linho, mas sim as vestes com que se cobriam os
utensílios do santuário na hora de partirem em viagem, cf. Números 4:8, 12, 13.

“como YHWH ordenara a Moisés” – Esta expressão aparece 18 vezes nesta parashá. Isto
mostra-nos o quão importante é fazer as coisas conforme as palavras que foram faladas
desde o céu através de Moisés.

Segunda Leitura: 39:2-21

39:5 O cinto de obra esmerada, que estava sobre a estola sacerdotal, era de
obra igual, da mesma obra de ouro, estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino
retorcido, segundo YHWH ordenara a Moisés.

Só uma pessoa em toda a congregação recebeu a visão completa da construção da obra


do santuário. Os demais tinham que se submeter ao líder principal para poder fazer a
vontade do Eterno. Quão importante é a submissão à Palavra que o Eterno nos transmite
através dos líderes que ele institui.

Terceira Leitura: 39:22-32

39:32 “Assim se concluiu toda a obra do tabernáculo da tenda da congregação; e


os filhos de Israel fizeram tudo segundo YHWH tinha ordenado a Moisés; assim o
fizeram”.

Segundo o Midrash, Moisés desceu do monte depois de ter recebido o perdão pelo pecado
do bezerro de outro, no dia 10 do sétimo mês, chamado tishri. Depois começaram a
construção do tabernáculo que estava terminado antes do primeiro mês do segundo ano.
Daqui aprendemos que a construção não podia ter durado mais de cinco meses. Segundo
o Midrash, o tabernáculo foi finalizado no dia 25 de kislev do ano 2449. Kislev é o 9º mês
hebraico. Isto significa que a obra duraria pouco mais de dois meses. No 25º dia de kislev
é hoje em dia a data de início da festa judaica de Hannukah (festa não prescrita pelo
Eterno), que foi estabelecida para comemorar a restauração do serviço do segundo templo
na época dos macabeus.

Quarta Leitura: 39:33-43

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PORÇÃO SEMANAL DA TORÁ 23- PEKUDEI

39:43 Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito segundo YHWH
havia ordenado; assim a fizeram, e Moisés os abençoou.

Os filhos de Israel trazem o tabernáculo a Moisés com todos os seus utensílios e ele
examina-o. Como eles fizeram-no tal como ordenou o Eterno, Moisés os abençoa.

A bênção vem pela obediência. Se queremos ser abençoados, devemos obedecer ao


Eterno e submetermo-nos à liderança por Ele estabelecida. A bênção veio através de
Moisés – o líder transmite a bênção ao povo.

Quinta Leitura: 40:1-16

No primeiro dia do primeiro mês terá que ser erigida a tenda da congregação. A arca será
colocada no seu lugar e protegia com um véu. Serão colocadas a mesa, o candelabro, o
altar de ouro e a cortina de entrada do tabernáculo. Moisés terá que ungir o tabernáculo e
tudo o que está nele e santificá-lo. Também será ungido e santificado o altar e todos os
seus utensílios. Moisés fará com que se aproximem Arão e seus filhos para serem lavados,
vestidos, ungidos e santificados. A unção fará com que possam oficiar diante do Eterno e
a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo para as suas gerações. Moisés faz segundo
tudo o que o Eterno lhe ordena.

40:2 No primeiro dia do primeiro mês, levantarás o tabernáculo da tenda da


congregação.

O mês Aviv, posteriormente chamado de Nisán, é o mês da redenção e também para o


início do culto no santuário, cf. Ezequiel 45:18; 2 Crónicas 29:3, 17; Esdras 7:9. Segundo
Rashí, o tabernáculo foi levantado ao oitavo dia da iniciação dos sacerdotes.

Sexta Leitura 40:17-27

No primeiro mês do segundo ano, o tabernáculo é erigido por Moisés. Coloca o testemunho
dentro da arca, e coloca o véu de separação, assim como procede de acordo com tudo o
que Eterno lhe ordena.

40:18 Moisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas bases, e armou as suas


tábuas, e meteu, nele, as suas vergas, e levantou as suas colunas;

Moisés (uma sombra do Messias) foi quem levantou o tabernáculo. Daqui aprendemos que
o Messias é aquele que levanta o templo santo daqueles que nele crêem, cf. Mateus 16:18.

Segundo o Midrash citado por Rashí, Moisés teve o privilégio de levantar o tabernáculo por
não ter podido fazer nenhum labor nele. Segundo esta interpretação, nenhum homem

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poderia tê-lo feito por causa do peso das tábuas. Moisés pôde fazê-lo porque o Eterno fez
um milagre fazendo com que o tabernáculo se levantasse por si mesmo quando Moisés
tentou fazê-lo. O texto bíblico não nos dá bases para afirmar se tal milagre aconteceu ou
não. O que aconteceu muito provavelmente é que Moisés recebe a honra de ter levantado
o tabernáculo por dirigir o trabalho de levantamento, da mesma forma que Betzalel recebe
a honra de ter feito todos os objectos ainda que tenha tido vários colaboradores. Em
Números 1:50-51 está escrito que os levitas levantaram e desarmaram os tabernáculo,

Sétima Leitura 40:28-38

A nuvem cobre a tenda da convocação e a glória do Eterno enche o tabernáculo. Moisés


não pode entrar, quando a nuvem se eleva, os filhos de Israel partem, caso não se eleve,
permanecem no mesmo lugar. De dia a nuvem do Eterno está sobre o tabernáculo e de
noite há fogo sobre ele à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas viagens.

40:33 “Levantou também o átrio ao redor do tabernáculo e do altar e


pendurou o reposteiro da porta do átrio. Assim Moisés acabou a obra”.

É muito importante que hajam pessoas capacitadas na frente da obra do Eterno. É muito
importante que o povo trabalhe na obra diligentemente. É muito importante ser transparente
na contabilidade da obra do Eterno. Mas é sumamente importante terminar a obra, e não
deixá-la a meio. Tenhamos em conta que esta obra magnífica, que duraria mais de 400
anos, foi feita no deserto. É possível cumprir com o chamado divino mesmo passando por
adversidades.

40:34 Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória de YHWH encheu


o tabernáculo.

Quando a casa do Eterno estava terminada, o Eterno entrou para “morar nela” no sentido
figurativo, pois o Eterno não habita em obras de homens. Assim se cumpriu o propósito
com a construção deste santuário.

40:35 Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem


permanecia sobre ela, e a glória de YHWH enchia o tabernáculo.

Aqui está escrito que Moisés não podia entrar na tenda da congregação. Contudo, em
Números 7:89 está escrito:

“Quando entrava Moisés na tenda da congregação para falar com YHWH, então, ouvia a
voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os
dois querubins; assim lhe falava”.

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Estes dois versículos parecem contraditórios. Nestes casos há que aplicar uma das regras
de Hillel, que diz: “quando duas passagens aparentemente se contradizem entre si, há um
terceiro texto que as esclarece”. O terceiro texto, que aparece na sequência do primeiro diz:
“porque a nuvem estava sobre ela”. Isto ensina-nos que enquanto a nuvem estava sobre a
tenda da congregação, Moisés não podia entrar; mas quando a nuvem se retirava, já o
podia fazer.

40:38 De dia, a nuvem de YHWH repousava sobre o tabernáculo, e, de noite,


havia fogo nela, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

A palavra jornadas também inclui os lugares onde acampavam, porque desde cada lugar
começavam uma nova viagem. A nuvem não estava sobre o tabernáculo durante as
viagens, só quando acampavam, cf. 40:36.

E assim terminamos o segundo livro de Moisés. E à semelhança do livro de Génesis,


fechamo-lo assim:

Chazak, chazak, ve-nitchazek! – Sê forte, sê forte e sejamos fortalecidos!

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