BANC: Curso inicial
Novo protocolo reordenado de acordo com as funções!
DOMÍNIOS AVALIADOS:
1. Memória
a) Memória de histórias
Memória
b) Lista de palavras verbal
Provas de evocação
c) Figura complexa de Rey imediata e diferida
d) Reconhecimento de faces Memória
visuoespacial
e) Tabuleiro de Corsi
2. Linguagem
3. Atenção e funções executivas
a. Cancelamento de sinais
b. Trilhas
c. Fluência verbal semântica e fonémica
d. Torre (planeamento)
4. Orientação
5. Motricidade
6. Lateralidade
Testes com regra de interrupção:
Lista de palavras (interrupção positiva; a criança acerta em todas as palavras em
dois ensaios consecutivos)
Tabuleiro de Corsi (terminar a prova após dois ensaios consecutivos a errar)
Compreensão de instruções (termina após seis erros)
Torre e Trilhas (se a criança não executar com sucesso o item de demonstração)
Regra de retrocesso:
Compreensão de instruções
Torre
1. T E S T E D E O R I E N T A Ç Ã O
Aplicar nos seguintes quadros clínicos: amnésia pós-traumática; crianças em coma;
crianças com lesão cerebral. Orientação para a pessoa (mais geral), orientação espacial e
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orientação temporal adquiridas de forma gradativa após, por exemplo, coma ou lesão
cerebral.
2. R E C O N H E C I M E N T O D E F A C E S
Reduzida utilidade clínica. Pouco sensível e discriminativa. Avalia a capacidade de a
criança reconhecer expressões faciais. Implica questões sociais e emocionais que a
diferencia de outras provas de memória. É mais sensível nas seguintes crianças:
Risco social
PEA
Perturbações do comportamento (ex.: comportamento antissocial)
Uma criança pode ter dificuldades de memória visual em outras provas (ex.: FCR, Tabuleiro
de Corsi) mas obter bons resultados nesta prova.
3. L A T E R A L I D A D E
Só avalia lateralidade manual. Para avaliar a lateralidade ocular, pedal ou auditiva têm de
ser utilizados outros testes. Todas estas funções devem ser avaliadas se quisermos avaliar
a lateralidade cruzada. Para avaliar a prova de motricidade é obrigatório aplicar esta prova
primeiro.
Útil em várias perturbações. Especificamente, nas dificuldades de aprendizagem uma vez
que poderá ser um bom indicador da lateralização hemisférica da linguagem. Se a
lateralidade manual for direita, não precisamos de MRI porque sabemos com 95% de
certeza que a linguagem está alocada no hemisfério esquerdo. Se a lateralidade for
esquerda já não existe este grau de precisão. Pode ser útil em afasias.
4. N O M E A Ç Ã O R Á P I D A
Muita sensibilidade ao diagnóstico na PHDA. Deve ser utilizada nos vários grupos clínicos.
Avalia muitas funções: velocidade de acesso, velocidade de processamento, acesso à
memória lexical, atenção, inibição de resposta e flexibilidade. Melhor preditor da fluência da
leitura. A capacidade de lermos rápido está dependente do acesso à memória lexical.
Mimetiza a leitura em termos de movimento ocular.
Nomeação rápida automatizada (RAN): apelam a uma única categoria semântica –
dígitos ou cores principais preditores da fluência
Nomeação rápida alternada (RAS): implicam o acesso a duas ou mais categorias
semânticas – formas e cores não é o melhor preditor da fluência da leitora, mas é
muito bom preditor da PHDA.
5. F L U Ê N C I A V E R B A L
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Avalia, sobretudo, as funções executivas, a linguagem e a memória. É um teste híbrido e
por isso requer uma interpretação cuidada.
6. M E M Ó R I A D E H I S T Ó R I A S
7. T O R R E
Avalia competências de planeamento e resolução de problemas. Prova que está
comprometida na PHDA e nas crianças com discalculia.
8. C A N C E L A M E N T O
Avalia atenção visual seletiva e sustentada. Se a criança tiver muitos erros/omissões logo
desde o início então as dificuldades estão relacionadas com a atenção seletiva. Se, por
outro lado, não tiver erros no início e depois começar a cometer mais erros então as
dificuldades estão relacionadas com a duração da prova e com a atenção sustentada.
Crianças sem omissões e sem erros, mas que fazem poucos porque são muito lentas pode
ser por perfeccionismo e por isso não podemos concluir que tem dificuldades de atenção.
9. FIGURA COMPLEXA DE REY
Avalia memória visual, aptidões visuoespaciais e visuoconstrutivas e outras FE, tais como
planeamento, organização e resolução de problemas. Útil em casos de TCE, epilepsia,
PHDA, discalculia. Menos útil na dislexia, é menos sensível.
Tipos de erros: rotação (de 45º ou mais), perseveração, convergência, confabulação
(adição de um elemento; típicos em casos de crianças com problemas intelectuais e em
casos de psicopatia).
10. C O M P R E E N S Ã O D E I N S T R U Ç Õ E S
Avalia linguagem recetiva. Apela a outras competências, tais como memória de trabalho,
memória a curto-prazo, atenção, raciocínio verbal e memória verbal e sequencial. Regra do
retrocesso até a criança obter três acertos consecutivos.
11. C O N S C I Ê N C I A F O N O L Ó G I C A
Importante para diagnóstico da dislexia. Prova de manipulação fonémica.
12. L I S T A D E P A L A V R A S
Avalia aprendizagem, memória verbal e processos mnésicos específicos, como a
codificação da informação, a capacidade de retenção, a evocação, o reconhecimento e a
suscetibilidade à interferência.
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13. T R I L H A S
Avalia atenção e pesquisa visual, a capacidade de exploração e sequenciação
visuoespacial, a velocidade de processamento psicomotora (Parte A); bem como a
flexibilidade cognitiva e a capacidade de inibição de respostas (Parte B). A diferença entre
provas está associada à flexibilidade.
14. T A B U L E I R O D E C O R S I
Avalia memória visuoespacial e processamento visuoespacial.
15. T A B U L E I R O D E M O T R I C I D A D E
Avalia a destreza manual e digital (velocidade, precisão e coordenação de movimentos de
mãos e dedos).