INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO KALANDULA DE ANGOLA
DEPARTAMENTO DE CI~ENCIAS SOCIAIS E HUMANAS
CURSO DE PSICOLOGIA CLÍNICA
PRÉ-PROJECTO
O PAPEL DO ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO EM PACIENTES
PORTADORES DO HIV-SIDA
CASO: CONSULTAS EXTERNAS DE INFECTOLOGIA DO HOSPITAL GERAL DE
LUANDA
Estudante: Denilson Márcio Félix Correia
Orientador: Mampa Kamena
LUANDA
2022
DENILSON MÁRCIO FÉLIX CORREIA
O PAPEL DO ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO EM PACIENTES
PORTADORES DO HIV-SIDA
CASO: CONSULTAS EXTERNAS DE INFECTOLOGIA DO HOSPITAL GERAL DE
LUANDA
Pré-projecto apresentado ao Instituto Superior Politécnico
Kalandula de Angola para o desenvolvimento da
monografia como requisito à obtenção do título de
Licenciado em Psicologia Clínica, sob orientação do
Professor Mampa Kamena.
LUANDA
2022
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I- PROBLEMA
1.1- Formulação do Problema
1.2- Objectivos do estudo
1.2.1- Objectivo Geral
1.2.2- Objctivos Específicos
1.3- Hipóteses do estudo
1.4- Justificativa para escolha do tema
1.5- Delimitação do tema
CAPÍTULO II- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1- Definição de termos e conceitos
2.2- Processo de aconselhamento psicológico
2.2.1- Aconselhamento em indivíduos portadores de HIV/SIDA
2.2.2- Tipos de aconselhamento para casos de HIV/SIDA
2.2.2.1- Aconselhamento de crise
2.2.2.2- Aconselhamento para resolução de problemas
2.2.2.3- Aconselhamento para tomada de decisão
2.3- Objectivos do aconselhamento em casos de HIV/SIDA
CAPÍTULO III- METODOLOGIA
3.1- Tipo de pesquisa
3.2- População e Amostra
3.3- Critérios para a selecção da amostra
3.3.1- Critérios de Inclusão
3.3.2- Critérios de exclusão
3.3.3- Critérios de saída
3.4- Variáveis da Pesquisa
3.5- Técnicas e Instrumentos de Investigação
3.6- Instrumentos de recolha de dados
3.7- Método de pesquisa
3.8- Modelo de estudo
3.9- Procedimentos
INTRODUÇÃO
É importante destacar que, a Psicologia tem importância em todas as situações
relacionadas à saúde do ser humano, e o psicólogo, como um profissional da promoção da
saúde, actua tanto na prevenção como no tratamento do HIV, que se fundamenta na
orientação e aconselhamento.
Nos dias actuais observamos o crescente interesse das pessoas no autoconhecimento,
questionando a própria natureza humana, fazendo com que cada um procure se ver melhor e
conhecer os outros, fazer contactos e expressar sentimentos em relação a si mesmo e aos que
o cercam. O psicólogo, visando o relacionamento humano saudável, procura dialogar com o
paciente, seus familiares, num trabalho com as comunidades e com a equipe de saúde.
O processo de aconselhamento inclui a avaliação do risco pessoal de transmissão do
HIV e a discussão sobre como prevenir a infecção. Centra-se especificamente em questões
psicológicas e sociais relacionadas com a infecção suposta ou real pelo HIV e com SIDA.
Com o consentimento do utente, o conselheiro pode alargar ao cônjuge, a parceira sexual e
aos familiares (aconselhamento ao nível familiar, baseado no conceito da confidencialidade
partilhada).
Actualmente, as práticas médicas nas nossas unidades hospitalares estão
completamente viradas à doença, particularmente no atendimento aos pacientes portadores de
HIV/SIDA, sem no entanto, se procurar compreender os aspectos psicológicos da pessoa
doente. Em alguns casos em que a unidade hospitalar possui serviços de atendimento e
acompanhamento psicológico, não são totalmente eficazes devido a quantidade de indivíduos
que necessitam desses serviços e devido ao número reduzido de profissionais desempenhando
essas actividades.
CAPÍTULO I- PROBLEMÁTICA
1.1- Formulação do problema
O estado de choque que o indivíduo entra e não só, pelos preconceitos, estereótipos,
descriminação observados a volta da doença, nos hospitais existem psicólogos que lidam com
pacientes vivendo com HIV/SIDA, no sentido de fazer um tratamento e acompanhamento
psicológico para ajudar a pessoa a lidar com a doença.
Perante estas situações pretendemos com este estudo, digamos que perceber como é
feito o processo de aconselhamento psicológico com estes pacientes. Diante das constatações
feitas formulamos a seguinte pergunta partida: Qual é o papel do psicólogo Clínico no
aconselhamento psicológico dos pacientes com HIV/SIDA assistidos nas consultas
externas de infectologia do Hospital Geral de Luanda?
1.2- Objectivos
Por meio dos objectivos, indicam-se a pretensão com o desenvolvimento da pesquisa e
quais os resultados que se buscam alcançar. A especificação do objectivo de uma pesquisa
responde às questões para que? E para quem?” (LAKATOS & MARCONI, 1992, p. 102).
Segundo CERVO & BERVIAN (2002), os objectivos definem a natureza do trabalho,
o tipo de problema, o material a colectar, etc.
De acordo a importância do estudo, estabelecemos os seguintes objectivos:
1.2.1- Objectivo geral
Compreender o papel do aconselhamento psicológico em pacientes portadores do
HIV-SIDA, assistidos nas consultas externas de infectologia do Hospital geral de
Luanda.
1.2.2- Objectivos específicos
Descrever o perfil dos pacientes portadores do HIV/SIDA antes e após as secções
de aconselhamento psicológico no Hospital Geral de Luanda.
Saber que técnicas terapêuticas são adoptadas para aconselhamento psicológico no
Hospital Geral de Luanda.
Constatar a realidade prática vivida no processo de aconselhamento psicológico
dos pacientes do HIV/SIDA no Hospital Geral de Luanda.
Assinalar as principais dificuldades vividas pela pessoa portadora do HIV/SIDA
no seu contexto social, familiar e profissional.
De acordo com VERGARA (2000), a hipótese é a antecipação da resposta do
problema, e é formulada por forma de afirmação sendo elas confirmadas ou refutadas.
Com o propósito de encontrarmos pistas que auxiliem o alcance dos nossos objectivos
levamos em considerações as seguintes hipóteses:
H1- Minimizar a falta do apoio da família nos pacientes portadores do HIV/SIDA
influencia negativamente nas estratégias adoptadas para aconselhamento psicológico;
H2- Diminuir o preconceito inerente a doença como estigmatização dos pacientes com
HIV/SIDA e a ideia de que é uma doença que até ao momento não tem cura, e que está
associada a promiscuidade, contribui negativamente para o agravamento do estado serológico
da pessoa;
H3- Ajudar na manutenção da vergonha do indivíduo a participação activa no hospital,
não é agente influenciador para que a pessoa portador do HIV/SIDA não corresponda ao
tratamento;
H4- e proporcionar uma relação social, para não perder a empatia e afecto então o
processo de aconselhamento psicológico é saudável.
1.4- Justificativa do tema
Como estudante no curso de psicologia, falar acerca do papel do psicólogo no
aconselhamento psicológico aos pacientes portadores do HIV/SIDA no Hospital Geral de
Luanda, que constitui uma oportunidade singular para desenvolver a capacidade de escuta
activa, ou seja saber ouvir, observar, bem como alargar a capacidade comunicativa enquanto
futura profissional.
É importante fazer uma constatação directa, concisa e descritiva sobre como é feito?
Como se desenvolve e a repercussão do aconselhamento psicológico na pessoa portador do
HIV/SIDA. Sendo uma doença que até ao momento não tem cura, e que tem sido relacionada
com práticas relacionadas a promiscuidade, o uso de drogas por materiais cortantes e
perfurantes não esterilizados com uma pessoa infectada, etc. Este estudo vai permitir não só
obter mais informações no campo da psicologia como também dar respostas significativas,
contribuindo assim no campo de investigação científica a nível das ciências sociais.
1.5- Delimitação do tema
Segundo VERGARA (2000), delimitação da pesquisa refere-se a moldura que o autor
coloca em seu estudo. Delimitamos o nosso trabalho no estudo sobre o papel do
aconselhamento psicológico em pacientes portadores do HIV-SIDA, assistidos nas consultas
externas de infectologia do Hospital geral de Luanda.
CAPÍTULO II- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1- Definição de termos e conceitos
O Aconselhamento: é definido como uma relação na qual uma pessoa tenta ajudar
uma outra a compreender e a resolver problemas aos quais ela tem que enfrentar.
Aconselhamento psicológico: é uma relação interpessoal na qual o conselheiro
através de técnicas científicas assiste o indivíduo na sua totalidade psíquica a se ajustar mais
efectivamente a si próprio e ao seu ambiente (SCHEEFER, 1989).
O aconselhamento em HIV/SIDA: é um diálogo que visa estabelecer uma relação de
confiança entre os interlocutores a oferecer ao cliente condições para que avalie sua condição
de vulnerabilidade e riscos pessoais de portar o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV)
ou de já ter desenvolvido a Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida (SIDA), tome decisões
e encontre maneiras realistas, ou seja, maneiras viáveis de enfrentar seus problemas
relacionados às HIV/SIDA (SOUZA, et al., 2010).
HIV: segundo HARROSSON (2001), quer dizer Vírus da Imunodeficiência Humana.
É o vírus que entra no organismo e causa sida. O VIH é bastante poderoso que, ao entrar no
organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o
sistema imunológico, destruindo as células defensora do organismo e deixando a pessoa
infectada, debilitada e sensível, a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas.
SIDA: A palavra sida quer dizer, síndroma de imunodeficiência adquirida, um
conjunto de infecções devastadoras causadas pelo vírus de imunodeficiência humana ou HIV,
o qual ataca e destrói certas células brancas do sangue, as quais são essenciais ao sistema
imunológico do organismo.
2.2- Processo de aconselhamento psicológico
O processo de aconselhamento psicológico em indivíduos portadores de HIV/SIDA,
também envolve a construção duma aliança (rapport) com o indivíduo, na qual quem
promove o aconselhamento disponibiliza tempo e liberdade para que o paciente explore os
seus pensamentos e sentimentos, numa atmosfera de confiança, respeito e neutralidade.
Para atingir este objectivo, o conselheiro utiliza competências básicas de
aconselhamento como a escuta activa, a empatia e a reflexão, tentando compreender o
paciente e a situação em que se encontra. O processo centra-se na compreensão que o sujeito
tem da situação em que se encontra, as escolhas a fazer e decisões a tomar sustentando-se nos
seus próprios insights (TRINDADE & TEIXEIRA, 2000).
2.2.1- Aconselhamento em indivíduos portadores de HIV/SIDA
De acordo com o Módulo 3 de aconselhamento, o aconselhamento em HIV/SIDA tem
a finalidade de:
Dar apoio psicológico às pessoas cujas vidas estão a ser afectadas pelo HIV;
Prevenir a infecção pelo HIV e a sua transmissão a outras pessoas;
Estimular o diagnóstico de parceiros sexuais;
Referir, quando necessário, para outros serviços de saúde especializados,
independentemente do resultado do teste.
Essas finalidades são obtidas através de:
Oferecer aos jovens informação sobre o HIV/SIDA (formas de transmissão,
prevenção, testes);
Ajudar as pessoas infectadas, as suas famílias e os amigos a lidar com as possíveis
reacções emocionais ao HIV/SIDA (raiva, medo, negação);
Discutir as possibilidades de acção adaptadas às necessidades e às circunstâncias
do jovem;
Encorajar mudanças necessárias para a prevenção ou controle da infecção (através
do sexo protegido).
O aconselhamento em HIV/SIDA é para pessoas, casais, famílias e grupos. É
especificamente destinado a:
Pessoas a serem testadas ao HIV (pré e pós-teste), independentemente da sua
seropositividade;
Pessoas com HIV/SIDA e parceiro/as;
Pessoas com dificuldades de conseguir empregam, habitação, finanças em
consequência da infecção pelo HIV;
Pessoas que procuram ajuda por causa de um comportamento passado ou presente
de maior vulnerabilidade à infecção.
Segundo o Ministério da Saúde (1998), no âmbito do HIV/SIDA, o processo de
aconselhamento psicológico, contém três componentes essenciais:
Apoio emocional;
Apoio educativo, que trata das trocas de informações sobre HIV/SIDA, suas
formas de transmissão, prevenção e tratamento;
Avaliação de riscos, que propicia a reflexão sobre valores, atitudes e condutas,
incluindo o planeamento de estratégias de redução de risco.
Esses três componentes nem sempre são atingidos num único momento ou encontro e,
de certa forma, podem ser trabalhados tanto em grupo como individualmente. Na abordagem
colectiva, as questões comuns expressas pelos participantes devem nortear o conteúdo a ser
abordado. Nesse sentido, a identificação da demanda do grupo é fundamental.
No grupo, as pessoas têm a oportunidade de redimensionar suas dificuldades ao
compartilhar dúvidas, sentimentos, conhecimentos etc.
Em algumas circunstâncias, essa abordagem pode provocar alívio do stress emocional
vivido pelos pacientes. A dinâmica grupal também pode ajudar o indivíduo a perceber sua
própria demanda, a reconhecer o que sabe e sente, estimulando sua participação nos
atendimentos individuais subsequentes.
Os grupos formados na sala de espera podem ser um exemplo dessa abordagem, além
de optimizarem o tempo que o usuário passa no serviço de saúde. Deste modo, é importante,
entretanto, que o profissional de saúde ou o psicólogo esteja atento para perceber os limites
que separam as questões que devem ser abordadas no espaço grupal daquelas pertinentes ao
atendimento individual (BRASIL, 1998).
A identificação das barreiras que dificultam as práticas preventivas e os subsídios para
definição de mensagens compatíveis com o paciente dependem da qualidade da relação
construída entre os interlocutores durante o aconselhamento individual (BRASIL, 1998).
2.2.2- Tipos de aconselhamento para casos de HIV/SIDA
De acordo com o Módulo 3 de aconselhamento, os tipos de aconselhamento que estão
ligados aos casos de HIV/SIDA são:
Aconselhamento de crise;
Aconselhamento para resolução de problema;
Aconselhamento para tomada de decisão.
2.2.2.1- Aconselhamento de crise
Costuma ser o mais usado devido à ameaça que o HIV/SIDA representa para a
sobrevivência e dado o estigma social envolvido. Uma crise emocional existe quando o
indivíduo se sente:
Intensamente ameaçado;
Completamente apanhado de surpresa;
Emocionalmente perturbado e com a consequente perda de controlo;
Emocionalmente paralisado porque não vislumbra nenhuma solução:
Todos os esforços para resolver a crise parecem sem esperança, ou parecem ser tão
dolorosos quanto à própria ameaça.
2.2.2.2- Aconselhamento para resolução de problemas
Ajuda a planificar a prevenção da transmissão, os métodos de suportar as
manifestações da doença e o cuidado médico. O aconselhamento de resolução de conflitos:
Apoia-se no suporte emocional e na empatia;
Entender a natureza do problema;
Pensar no impacto do problema na sua vida quotidiana;
Adquirir ou fortalecer habilidades pessoais para lidar com a crise;
Mudar o comportamento para proteger-se a si próprio e às outras pessoas.
2.2.2.3- Aconselhamento para tomada de decisão
Ajuda a pessoa a concentrar-se em decisões perturbadoras mas necessárias. A tomada
de decisão pode incluir pensar sobre:
Quem deverá ser comunicado da situação? Como? Quando?
Quem vai poder oferecer apoio emocional? E os cuidados físicos (no caso do
SIDA)?
No caso do SIDA, quem cuidará das crianças?
Que mudança pode ser feita na dieta ou no estilo de vida para manter a saúde?
2.3- Objectivos do aconselhamento em casos de HIV/SIDA
De acordo com o Ministério da Saúde do BRASIL (1998), no contexto dos pacientes
portadores de HIV/SIDA, o aconselhamento psicológico tem por objectivos promover:
A redução do nível de stress;
Uma reflexão que possibilite a percepção dos próprios riscos e a adopção de
práticas mais seguras;
A adesão ao tratamento;
A comunicação e o tratamento de parceiros sexuais e de parceiros de uso de drogas
injectáveis;
Disponibilizar ajuda para dar resposta às necessidades psicológicas dos sujeitos
doentes;
Ajudar a tomar decisões informadas, no quadro das circunstâncias concretas de
doença em que se encontra;
Promover a autonomia, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e orientar o
paciente, se necessário, para outros apoios especializados.
Para casos de portadores de HIV/SIDA, o aconselhamento destina-se:
Às pessoas com HIV/SIDA, seus parceiros sexuais e de uso de drogas injectáveis;
Às pessoas que desejam fazer o teste anti-HIV infectadas ou não;
Às pessoas que buscam ajuda devido a prováveis situações de risco.
CAPÍTULO III- METODOLOGIA
3.1- Tipo de pesquisa
De acordo os objectivos traçados, escolhemos como tipo de pesquisa de campo, com
abordagem qualitativa.
3.2- População e Amostra
A População: é o conjunto de pessoas ou de outros objectos de estudos sobre os quais
o investigador pretende tirar conclusões, possuindo todos eles características comuns que se
pretendem estudar. (1)
A Amostra é o conjunto de elementos relativamente aos quais se recolhem dados, é
um subconjunto representativo da população. (2)
Para a nossa pesquisa a população deve compor as seguintes características, ser
portador do HIV/SIDA, ser paciente do Hospital Geral de Luanda, estar em fase de
aconselhamento psicológico, estar no intervalo de 23 a 50 anos de idade. Na pesquisa
trabalhamos com cerca de 30 entrevistados, sendo dois (2) psicólogos do Hospital geral de
Luanda, 2 médicos, 18 pacientes e 8 familiares dos mesmos, com base na entrevista semi-
estruturada.
3.3- Critérios para a selecção da amostra
3.3.1- Critérios de Inclusão
Os pacientes portadores do HIV-SIDA em Luanda;
Os pacientes sem transtornos mentais que impedem a veracidade dos dados e que
concordam com o termo de consentimento esclarecido, para participar do estudo.
3.3.2- Critérios de exclusão
Os pacientes que vivem em outras províncias;
Os pacientes que não desejam participar do estudo;
Os pacientes com transtornos mentais que impediu a veracidade dos dados.
3.3.3- Critérios de saída
1()
Raul MESQUITA & Fernanda DUARTE, Psicologia Geral e Aplicada, p. 31
2()
Ibid.
Os pacientes com mudança de residência para outro município ou província
durante o estudo;
Os pacientes que morreram durante a investigação.
3.4- Variáveis da Pesquisa
A indicação das variáveis faz parte do universo da pesquisa, isto é, a investigação dos
sujeitos.
Uma variável pode ser considerada como uma classificação ou medida; uma
quantidade que varia; um conceito, constructo ou conceito operacional que contém ou
apresenta valores; aspecto, propriedade ou factor, discernível em um objecto de estudo e
passível de ser mensurado. (3)
Para a realização deste estudo trabalhamos com dois tipos de variáveis:
1- Variáveis dependentes: consiste naqueles valores (fenómenos, factores) a serem
explicados ou descobertos em virtudes de serem influenciados, determinados ou afectados
pela variável independente. (4)
Neste estudo, consideramos como variável dependente: Aconselhamento psicológico
em pacientes portadores do HIV/SIDA;
2- Variáveis independentes: é o factor manipulado (geralmente) pelo investigador, na
sua tentativa de assegurar a relação do factor com um fenómeno observado ou a ser
descoberto, para ver que influência exerce sobre um possível resultado.(5)
Consideramos como variáveis independente:
Idade, Sexo;
Medo;
Depressão;
A falta do apoio da família;
O preconceito;
A vergonha do indivíduo;
3()
Carlinhos ZASSALA, Iniciação à pesquisa científica, p. 38
4()
Mariana MARCONI & Eva LAKATOS, Metodologia científica, p. 189
5()
Ibid., p. 189
Relação psicólogo/cliente;
Traumas.
3.5- Técnicas e Instrumentos de Investigação
Quanto ao tipo de estudo proposto, foi realizado uma pesquisa bibliográfica através de
bibliotecas, artigos de publicação, livros, jornais, revistas e entre outras fontes afins.
3.6- Instrumentos de recolha de dados
Para a elaboração deste trabalho utilizaremos os seguintes instrumentos:
1. Ficha de observação
2. Questionário escrito
3.7- Método de pesquisa
O método de pesquisa é o procedimento racional e sistemático que tem como
objectivos proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é
desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de
métodos, técnicas e outros procedimentos científicos (GIL, 2002).
Como método, utilizaremos a pesquisa descritiva, com o objectivo de descrever as
condições reais existentes no nosso campo de estudo.
3.8- Modelo de estudo
Para a realização deste estudo utilizaremos como modelo a pesquisa qualitativa com o
objectivo de descrever qualitativamente os resultados por meio dos dados estatísticos.
3.9- Procedimentos
A recolha de dados foi realizada no dia Dezembro de 2021, depois da autorização
concedida pela direcção do Hospital Geral de Luanda, onde buscou-se o recrutamento dos
pacientes por meio de contactos pessoais, ocasião esta em que foi marcado um encontro
pessoal entre a investigadora e os participantes, respeitando as disponibilidades de dia e
horário dos entrevistados, tendo a finalidade de explicar os objectivos da investigação, bem
como as condições de sigilo sobre as informações obtidas, tal como resguardado por meio do
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo).
PROPOSTA PARA ELABORAÇÃO DA MONOGRAFIA
Este trabalho tem como proposta a seguinte estrutura: No I capítulo apresentamos o
problema de investigação desde a formulação de problema, a formulação de hipóteses,
limitação da pesquisa, sua importância e a delimitação. No capítulo II, o enquadramento
teórico da nossa pesquisa, apresentamos alguns termos e conceitos básico que irão dar
sustento a nossa pesquisa, também do atendimento responsável. No capítulo III temos de
forma descrita a metodologia de trabalho, no IV e último capítulo apresentamos os resultados
obtidos e por fim a conclusão e as sugestões daqui decorrentes.
CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES 2022
Actividades a Meses
realizar OUT. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul.
Escolha e definição
do Tema
Levantamento
Bibliográfico
Elaboração do
Projecto
Correcção do
Pojecto
Entrega do Pré-
projecto
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ACONSELHAMENTO E HIV/SIDA: Actualização Técnica da ONUSIDA. Obtida através
de www.onu-brasil.org.br/.../6_Aconselhamento%20e%20HIV_SIDA. pdf. A cessado em 3
de Dezembro de 2009.
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CLÁUDIO, Vitor. MATEUS, Márcia. Sida, eu e os outros. 1º Ed. Lisboa Maio de 2000
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GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª Edição. São Paulo. Editora Atlas: S.A.
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MARCONI, Mariana; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico:
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MARCONI, Mariana e LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 6ª
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