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Arqueo & Espírito
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A cerimônia do fogo novo era o festival mais importante no calendário Mexica,
realizado uma vez a cada 52 anos (o equivalente Asteca à um "século”), quando os
calendários solar e cerimonial coincidiam e recomeçavam juntos, marcando uma
nova roda calendárica.
Segue o fio!👇🔥
Os Mexicas acreditavam que, após o Quinto Sol, o mundo provavelmente chegaria ao fim novamente no final de
qualquer ciclo de 52 anos, portanto, a passagem de cada ciclo de "século" era celebrada pelo festival, com os fogos
sagrados acesos durante todos os 52 anos sendo renovados.
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A cerimônia era presidida por Xiuhtecuhtli, o “senhor turquesa” e deus do fogo.
O fogo era considerado um elemento fundamental do universo Mexica e acreditava-se que o pilar de fogo de
Xiuhtecuhtli corria pelo cosmos, desde Mictlán, o submundo, até os céus.
A associação entre o sol e o fogo é vista na cosmologia Asteca com o auto-sacrifício dos deuses Nanahuatzin e
Tecciztecatl, que se atiraram no fogo em Teotihuacan para formarem o Sol e a Lua, respectivamente.
A preparação para a cerimônia começava ao apagarem todos os fogos, de templos a lareiras; em seguida, as ruas
eram varridas, velhas lareiras eram jogadas fora junto com utensílios, roupas, e até ídolos, que eram lavados ou
descartados nos lagos, pois tudo devia ser renovado.
Sumos sacerdotes, com vestimentas sagradas representando os deuses, então se reuniam no cume do Monte
Uixachtecatl (também conhecido como Huixachtlan ou Citlaltepec, ou popularmente como 'Colina da Estrela'), já
fora de Tenochtitlán, localizada nas proximidades de Itztpalapan.
No topo da colina sagrada, em uma plataforma visível para toda a população abaixo, os sacerdotes esperavam até
a meia-noite e um alinhamento preciso das estrelas no céu noturno, que sinalizariam o início da cerimônia,
quando Tianquiztli (as Plêiades) atingia o seu zênite.
No peito aberto de uma vítima sacrificada, os sacerdotes colocavam os mamalhuaztli (ou tlequauitl), brocas
incendiárias com os quais o fogo novo seria feito, e giravam o bastão até que a madeira mais macia se pulverizasse,
fumegasse e pegasse fogo, dando sequência a cerimônia.
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Da lenha queimada do mamalhuaztli era acesa uma imensa fogueira no cume da montanha, marcando o final da
cerimônia, pessoas em cidades e vilarejos distantes dançavam e se abraçavam.
Era comum que ritualmente tirassem sangue de suas orelhas com espinhos e jogassem no Novo Fogo.
Mensageiros, preparados por jejuns e cerimônias, então carregavam tochas acesas de pinho de ocotli aos quatro
pontos cardeais, em todas as aldeias e províncias.
Esses carregadores esperavam em revezamento para receber as chamas e distribui-las e acende-las por toda a
região.
Após a cerimônia bem sucedida, as pedras da lareira eram renovadas e, depois de uma manhã de jejum, havia
muita festa durante a noite.
Em cada casa havia música, dança e bebida, pessoas usavam suas roupas novas e comiam, principalmente, tzoalli,
feito das sementes de amaranto.
Mas e se, suponhamos, o fogo não fosse aceso naquele dia?
A notícia não seria animadora, o sol não nasceria e o mundo Mexica correria perigo e, entre eles, estava o descenso
das Tzitzimime, seres estelares que estavam associadas à uma eventual destruição do povo neste dia.
Arqueo & Espírito
@arqueoespirito
Na cosmologia Mexica as Tzitzimime eram temíveis
entidades estelares, retratadas como figuras
esqueléticas femininas que viviam na escuridão.
Seu objetivo final era esperar até que os humanos e
deuses não conseguissem manter o mundo vivo,
para então, destruir a humanidade.
5:05 PM · Oct 28, 2021
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Mas, felizmente, isso nunca aconteceu e a cerimônia do Fogo Novo foi realizada, com sucesso, nos anos 1351,
1403, 1455 e novamente em 1507 EC.
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Tais datas dentro da concepção Mexica asseguraram que sua sociedade e mundo continuassem a florescer
naturalmente pelos próximos anos.
Fontes:
Mexicolore; ‘The New Fire Ceremony’.
Jacques Soustelle; ‘Daily life of the Aztecs’.
World History Encyclopedia; ‘The Aztec New Fire Ceremony’.
Artes autorais: Felipe Dávalos.
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