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Enunciados e Código de Ética do CNMP

Codigo de etica do mp

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Jamilly Nunes
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DIÁRIO ELETRÔNICO DO CNMP

EDIÇÃO Nº 67| CADERNO PROCESSUAL


DISPONIBILIZAÇÃO: Segunda-feira, 17 de abril de 2023
PUBLICAÇÃO: Terça-feira, 18 de abril de 2023

ENUNCIADO DE 11 DE ABRIL DE 2023

ENUNCIADO Nº 21, DE 11 DE ABRIL DE 2023

O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício das atribuições conferidas pelo art. 130-A, § 2º,
I, da Constituição Federal, e com fundamento nos arts. 147 e seguintes de seu Regimento Interno, torna público que
o Plenário, no julgamento da Proposição nº 1.00171/2022-05, ocorrido na 4ª Sessão Ordinária, realizada no dia 28
de março de 2023;
Considerando que compete a qualquer membro ou Comissão apresentar proposta de Enunciado, conforme dispõe o
art. 147 do Regimento Interno do CNMP;
Considerando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça a respeito dos critérios para se definir a competência
sobre matéria relacionada às instituições de ensino superior, bem como a jurisprudência do CNMP para se definir a
atribuição do Ministério Público para atuar em procedimentos que versem sobre o referido tema;
Considerando o teor das Súmulas nº 34 e nº 570 do Superior Tribunal de Justiça e o entendimento firmado no REsp
1.344.771/PR; e
Considerando que o enunciado tem a finalidade de explicitar o posicionamento deste Conselho Nacional,
RESOLVE editar este Enunciado com a seguinte redação:
“É atribuição do Ministério Público Federal, dentre outras, atuar judicial e extrajudicialmente em casos envolvendo
instituições de ensino superior nas hipóteses: (i) de mandado de segurança contra ato de dirigente de instituição
privada ou federal; (ii) de registro de diploma perante o órgão público competente; ou (iii) de credenciamento da
entidade perante o Ministério da Educação (MEC). A atribuição será, via de regra, do Ministério Público estadual nas
hipóteses que versem sobre questões privadas relacionadas ao contrato de prestação de serviços firmado entre a
instituição de ensino superior e o aluno, a exemplo de inadimplemento de mensalidade e cobrança de taxas, desde
que não se trate de mandado de segurança.”
Brasília-DF, 11 de abril de 2023.
ANTÔNIO AUGUSTO BRANDÃO DE ARAS
Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público

RESOLUÇÃO DE 11 DE ABRIL DE 2023

RESOLUÇÃO Nº 261, DE 11 DE ABRIL DE 2023

Institui o Código de Ética do Ministério Público brasileiro.

O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo art.
130-A, § 2º, I, da Constituição Federal (CF), e com fundamento nos arts. 147 e seguintes de seu Regimento Interno,
em conformidade com a decisão plenária proferida na 4ª Sessão Ordinária, realizada em 28 de março de 2023, nos
autos da Proposição nº 1.00301/2019-05;
Considerando que o Ministério Público é garantia constitucional fundamental ao amplo acesso à Justiça, sendo
imprescindível o aprimoramento da sua atuação judicial e extrajudicial, visando à concretização e à efetivação dos

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fundamentos (art. 1º da CF) e dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (art. 3º da CF),
enquanto Estado Democrático de Direito, bem como dos direitos e das garantias fundamentais afetos às atribuições
constitucionais da Instituição ministerial;
Considerando que, nos termos do art. 127 da Constituição Federal, o Ministério Público é instituição permanente,
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis;
Considerando que são princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência
funcional;
Considerando que os membros do Ministério Público, em virtude da dignidade de suas funções e da relevância da
missão institucional, sujeitam-se a vedações específicas e gozam de garantias e prerrogativas inerentes ao exercício
de suas funções e irrenunciáveis, objeto de expressas disposições constitucionais e infraconstitucionais;
Considerando que a Lei impõe aos membros do Ministério Público brasileiro os deveres de “tratar com urbanidade as
pessoas com as quais se relacione em razão do serviço”, “desempenhar com zelo e probidade as suas funções”,
“guardar decoro pessoal”, “manter ilibada conduta pública e particular”, “zelar pelo prestígio da Justiça, por suas
prerrogativas e pela dignidade de suas funções”, “desempenhar, com zelo e presteza, as suas funções” (incisos VIII,
IX e X do art. 236 da Lei Complementar nº 75, de 20 de maio de 1993, e incisos I, II e VI do art. 43 da Lei n° 8.625,
de 12 de fevereiro de 1993;
Considerando que os deveres em tela contemplam elementos abertos que se caracterizam como conceitos jurídicos
indeterminados, cujo conteúdo deve ser preenchido pelo intérprete no caso concreto;
Considerando que as expressões destacadas abraçam condutas que demandam preenchimento por meio do
emprego de valores morais e éticos caros à sociedade;
Considerando a necessidade de minudenciar os princípios erigidos nas aludidas normas jurídicas;
Considerando que a adoção de Código de Ética pelo Ministério Público constitui instrumento essencial para seus
membros incrementarem a confiança da sociedade em sua autoridade pública e moral;
Considerando que este Código de Ética traduz compromisso institucional com a alteridade, a resolutividade e a
excelência na prestação do serviço público de promover Justiça sendo, assim, mecanismo para fortalecer a
legitimidade do Ministério Público;
Considerando que é fundamental para o Ministério Público brasileiro cultivar e guiar-se por meio de princípios e
valores éticos, pois lhe cabe também função educativa e exemplar de cidadania em face de todos os indivíduos,
grupos sociais e instituições públicas e privadas;
Considerando que a Lei nº 8.625/93, que “institui a Lei Orgânica Nacional do Ministério Público” e “dispõe sobre
normas gerais para a organização do Ministério Público dos Estados”, assim como que a Lei Complementar nº 75/93,
que “dispõe sobre a organização, as atribuições e o estatuto do Ministério Público da União”, ao enumerarem os
deveres dos membros do Ministério Público referem-se, expressa e respectivamente, entre outros, ao especial dever
de “manter ilibada conduta pública e particular” e ao “de guardar decoro pessoal”;
Considerando que as vedações, garantias e prerrogativas dos membros do Ministério Público visam precipuamente
ao cumprimento da missão institucional e impõem a adoção de um padrão ético de conduta transparente e
nacionalmente uniformizado;
Considerando que a Constituição Federal expressamente estabeleceu a simetria dos regimes jurídicos das carreiras
da Magistratura e do Ministério Público (§ 4º do art. 129 da CF);

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Considerando que o Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder
Judiciário, constitucionalmente simétrico ao Conselho Nacional do Ministério Público, instituiu o Código de Ética da
Magistratura Nacional, por meio da Resolução nº 60, de 19 de setembro de 2008; e
Considerando que a publicação de Código de Ética, no âmbito do Ministério Público brasileiro, traduzirá o uníssono e
firme compromisso com a promoção eficiente, objetiva, transparente e resoluta dos princípios, garantias, vedações,
deveres funcionais, o que também fortalecerá a cultura institucional de integridade e de conformidade, a prevalência
do interesse público e a prestação de contas à sociedade, RESOLVE:

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Resolução institui o Código de Ética do Ministério Público brasileiro, exortando todos os membros à sua
fiel observância
Art. 2º O exercício das funções do Ministério Público exige conduta compatível com os preceitos deste Código e
guiada pelos princípios e valores éticos da unidade, da indivisibilidade, da independência funcional, da objetividade,
da igualdade de tratamento, da transparência, da integridade pessoal e funcional, da diligência, da dedicação, da
presteza, da cortesia, do respeito, da prudência, da motivação racional, do sigilo funcional, do conhecimento, da
capacitação, da dignidade e do decoro.
Art. 3º O Ministério Público é garantia constitucional fundamental ao amplo acesso à Justiça e imprescindível à
promoção, defesa e concretização dos fundamentos (art. 1º da CF) e objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil (art. 3º da CF), enquanto Estado Democrático de Direito.
Art. 4º O membro do Ministério Público primará pelo respeito à Constituição Federal, aos tratados e convenções
internacionais de que o Brasil seja signatário, às leis do País e aos atos normativos do Conselho Nacional do
Ministério Público e da Administração Superior dos ramos e das unidades do Ministério Público brasileiro, para o
fortalecimento das instituições e a plena realização dos valores democráticos e republicanos.
Parágrafo único. A atividade ministerial desenvolver-se-á de modo a garantir e promover a defesa da ordem jurídica,
do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

CAPÍTULO II
UNIDADE, INDIVISIBILIDADE E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL

Art. 5º O membro do Ministério Público observará, de modo concorrente e harmônico, os princípios da unidade, da
indivisibilidade e da independência funcional.
Parágrafo único. Os princípios da unidade e da indivisibilidade não autorizam a usurpação de atribuições de outros
ramos ou órgãos do Ministério Público.
Art. 6º O membro do Ministério Público formará sua convicção livremente, nos termos do ordenamento jurídico, e
exercerá suas atividades funcionais sem influências indevidas.
Parágrafo único. O membro do Ministério Público, na relação entre suas atividades públicas e privadas, observará os
princípios e valores éticos de que trata este Código, para prevenir eventuais conflitos de interesses e fortalecer o
respeito à integridade, à moralidade, à clareza de posição funcional, à imagem e à credibilidade da Instituição.

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Art. 7º O membro do Ministério Público denunciará qualquer interferência que atente contra os princípios da unidade,
da indivisibilidade e da independência funcional.
CAPÍTULO III
OBJETIVIDADE E IGUALDADE DE TRATAMENTO

Art. 8º O membro do Ministério Público fundamentará as suas manifestações jurídicas de forma objetiva, com base
nos elementos informativos e probatórios disponíveis nos autos.
Art. 9º O membro do Ministério Público, no exercício de suas atribuições, assegurará igualdade de tratamento aos
sujeitos do sistema de Justiça e a todos os cidadãos, e evitará qualquer espécie de tratamento discriminatório,
injusto ou arbitrário.
CAPÍTULO IV
TRANSPARÊNCIA

Art. 10. A atuação do membro do Ministério Público será transparente, documentando-se seus atos, sempre que
possível, para viabilizar sua publicidade, observando-se as prerrogativas funcionais dos sujeitos do sistema de
Justiça e o alcance e os limites para os casos de sigilo contemplados no ordenamento jurídico ou quando for
imprescindível à defesa da intimidade ou do interesse social.
Art. 11. O membro do Ministério Público, quando lhe for solicitado, informará ou mandará informar aos interessados
acerca dos processos sob sua responsabilidade, de forma compreensível e clara, ressalvados os casos legais de
regular decretação do sigilo.
Art. 12. O membro do Ministério Público, na sua relação com os meios de comunicação social ou por intermédio das
redes sociais, portar-se-á de forma prudente, sem comprometer a imagem do Ministério Público e dos seus órgãos,
nem violar direitos ou garantias fundamentais das pessoas.
§ 1º O membro do Ministério Público evitará externar ou antecipar juízos de valor a respeito de apurações ainda não
concluídas, em procedimentos ou processos de sua titularidade ou de outros órgãos ou membros do Ministério
Público, bem como de emitir juízo depreciativo acerca de atos finalísticos de outros órgãos da Instituição ou dos
demais órgãos e sujeitos do sistema de Justiça.
§ 2º O membro do Ministério Público evitará publicações oficiais ou extraoficiais que contenham elementos de
natureza ou motivação discriminatória em relação à raça, gênero, orientação sexual, religião e a outros valores ou
direitos protegidos, ou que possam comprometer os ideais defendidos pela Instituição.
Art. 13. O membro do Ministério Público ostentará conduta colaborativa para com os órgãos de controle e de aferição
de sua atuação funcional.
CAPÍTULO V
INTEGRIDADE PESSOAL E FUNCIONAL

Art. 14. A integridade de conduta do membro do Ministério Público, inclusive fora do âmbito da atividade funcional,
contribui para fundada confiança dos cidadãos na Instituição.
Art. 15. O membro do Ministério Público portar-se-á na vida privada de modo a dignificar a função, consciente de que
o exercício da atividade ministerial impõe restrições e exigências pessoais distintas.
Art. 16. O membro do Ministério Público recusará o recebimento de benefícios ou vantagens de pessoa natural ou

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jurídica, de direito público ou privado, nacional ou internacional, que possam comprometer sua independência e
integridade funcional ou suscitar eventuais conflitos de interesse.
Art. 17. O membro do Ministério Público não usará para fins privados, sem autorização, os bens públicos ou os
meios disponibilizados para o exercício de suas funções.
Art. 18. O membro do Ministério Público adotará as medidas necessárias à demonstração da legitimidade de seu
patrimônio.
Art. 19. O membro do Ministério Público observará a vedação ao exercício de atividade político-partidária,
ressalvadas as hipóteses previstas no ordenamento jurídico.
Parágrafo único. Considera-se atividade político-partidária exercida pelo membro do Ministério Público a filiação
partidária e a prática de atos de apoio público e direto a determinado candidato ou partido político, ressalvada a
hipótese prevista no §3º do art. 29 do Ato das Disposições Transitórias (ADCT).

CAPÍTULO VI
DILIGÊNCIA, DEDICAÇÃO E PRESTEZA

Art. 20. O membro do Ministério Público zelará pela razoável duração dos procedimentos e dos processos sob sua
responsabilidade, prevenindo, reprimindo ou, se for o caso, requerendo à autoridade competente que previna ou
reprima toda e qualquer iniciativa protelatória ou atentatória à boa-fé processual.
Art. 21. O membro do Ministério Público não assumirá encargos nem contrairá obrigações que impeçam ou
comprometam o adequado cumprimento dos deveres funcionais, ressalvadas as acumulações legalmente admitidas.
Parágrafo único. O membro do Ministério Público que exercer o magistério observará conduta compatível com o
decoro do cargo e a dignidade das funções institucionais, e priorizará, sempre e necessariamente, o exercício
destas, reservando-lhe o tempo e a dedicação necessários.
Art. 22. O membro do Ministério Público não exercerá atividade empresarial, exceto na condição de acionista ou
cotista, e desde que não seja o controlador ou gerente.

CAPÍTULO VII
CORTESIA E RESPEITO

Art. 23. O membro do Ministério Público agirá com cortesia na relação com os colegas, os magistrados, os
advogados, os servidores, as partes, as testemunhas e todos aqueles com os quais se relacione institucionalmente,
e promoverá especial respeito aos direitos fundamentais e às prerrogativas de todos os sujeitos do sistema de
Justiça.
Parágrafo único. O membro do Ministério Público utilizará linguagem escorreita, polida, respeitosa e compreensível.
Art. 24. As atividades de correição, disciplinar e de fiscalização serão exercidas com o devido respeito e
consideração para com todos a que se dirijam.
CAPÍTULO VIII
PRUDÊNCIA E MOTIVAÇÃO RACIONAL

Art. 25. O membro do Ministério Público atuará com prudência, particularmente atento às consequências de seus

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atos e decisões, e zelando para que sejam racionalmente motivados à luz do ordenamento jurídico, a partir da
consideração de todos os fatos, circunstâncias e alegações constantes dos processos, procedimentos ou feitos
congêneres.
CAPÍTULO IX
SIGILO FUNCIONAL

Art. 26. O membro do Ministério Público guardará segredo sobre assunto de caráter sigiloso que conheça em razão
do cargo ou função.
CAPÍTULO X
CONHECIMENTO E CAPACITAÇÃO

Art. 27. A exigência de continuado aperfeiçoamento das capacidades técnicas e das competências funcionais dos
membros do Ministério Público tem como fundamento o direito da sociedade em geral à obtenção de um serviço de
qualidade e resolutivo na promoção de Justiça.
Art. 28. O desenvolvimento e contínuo aperfeiçoamento das capacidades técnicas e competências funcionais dos
membros do Ministério Público devem pautar-se pela transdisciplinaridade necessária ao exercício eficiente e
resolutivo das atribuições institucionais, com especial enfoque nas matérias, técnicas e práticas que sirvam à
máxima efetividade dos direitos humanos e à efetivação dos valores, princípios e objetivos constitucionais.
Art. 29. A obrigação de formação contínua dos membros do Ministério Público estende-se tanto às matérias
especificamente jurídicas quanto aos conhecimentos e técnicas que possam favorecer o melhor cumprimento das
funções ministeriais.
Art. 30. O conhecimento e a capacitação dos membros do Ministério Público adquirem intensidade especial no que
se relaciona com as matérias, as técnicas e as atitudes que levem à máxima proteção dos direitos humanos e ao
desenvolvimento dos valores constitucionais.
Art. 31. Compete aos ramos e às unidades do Ministério Público brasileiro facilitar e promover a capacitação
contínua e o aperfeiçoamento dos membros da Instituição.
Art. 32. O membro do Ministério Público manterá atitude colaborativa e participativa em relação às atividades que
conduzam à sua formação e ao seu aperfeiçoamento funcional e pessoal.
Art. 33. O membro do Ministério Público contribuirá com os seus conhecimentos teóricos e práticos ao melhor
desenvolvimento do Direito, à promoção da Justiça e às atividades de capacitação e aperfeiçoamento da Instituição.

CAPÍTULO XI
DIGNIDADE E DECORO

Art. 34. O membro do Ministério Público adotará conduta pública e privada sempre compatível com o decoro do
cargo, a dignidade de suas funções e a credibilidade da Instituição.
Parágrafo único. Consideram-se atentatórios ao decoro do cargo e à dignidade das funções institucionais os atos e
as condutas que caracterizem tratamento injusto ou arbitrário em face de qualquer pessoa, órgão, entidade ou
instituição, pública ou privada.
Art. 35. O membro do Ministério Público evitará comportamentos que impliquem a busca injustificada por

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reconhecimento social ou a autopromoção, em manifestação de qualquer natureza.

CAPÍTULO XII
DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 36. Os preceitos do presente Código nortearão a interpretação dos deveres funcionais dos membros do
Ministério Público que emanam da Constituição Federal, da Lei Orgânica do Ministério Público da União, da Lei
Orgânica Nacional do Ministério Público, dos respectivos Estatutos e das demais disposições legais ou
convencionais.
Art. 37. Compete aos ramos e às unidades do Ministério Público brasileiro, no âmbito de suas atribuições:
I – a disponibilização a seus membros, por ocasião da posse, de exemplar deste Código de Ética, para sua fiel
observância no exercício das funções institucionais;
II – a inclusão do conteúdo do presente Código de Ética nos cursos de ingresso e vitaliciamento na carreira do
Ministério Público.
Art. 38. Os preceitos deste Código orientarão, no que couber, a elaboração e a atualização dos planejamentos
estratégicos, dos programas de integridade institucionais, dos planos gerais de atuação funcional e dos projetos
congêneres, no âmbito das atribuições dos ramos e das unidades do Ministério Público brasileiro.
Art. 39. Cabe ao Conselho Nacional do Ministério Público promover a ampla divulgação deste Código de Ética.
Art. 40. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília-DF, 11 de abril de 2023.
ANTÔNIO AUGUSTO BRANDÃO DE ARAS
Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público

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