GEOGRAFIA MÓDULO INTENSIVO
AULA 4
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
ESTRUTURA GEOLÓGICA DO BRASIL
Vale lembrar do que vimos na última aula, quando conhecemos a teoria da tectônica de placas e vimos as grandes
placas tectônicas que compõe nossa litosfera. O Brasil fica localizado em uma dessas placas: a placa sul-americana.
Tem-se constatado que núcleos de rochas arqueanas, além das características geológicas apresentadas em capítulo
anteriores, têm raízes da litosfera antiga e fria que descem até cerca de 400 km de profundidade no manto inferior e se
comportam com maior rigidez e resistência diante de processos térmicos e tectônicos posteriores. Tais núcleos foram
designados crátons (em grego, krato = rígido) ou tectosfera (tectosphere) (Condie 1997, 2005, Sleep 2005, Alkmim 2004).
Cratonização é o processo de formação de cráton. É distinguida quase meia centena de crátons no mundo, todos formados
por dois tipos de conjuntos rochosos: os terrenos granito-greenstone e os de alto grau, ambos penetrados por grande
volume de tonalitos, trondhjemitos e granodioritos (TTG) (Kearey et al. 2009). As áreas profundamente erodidas, com
capeamento de pequena espessura ou ausente, estáveis desde o Pré- -Cambriano, são os escudos (shields). Áreas desse
tipo, e que podem incluir porções de capeamento espesso, de até mais de 5 km e todo ou parcialmente fanerozoico, são
chamadas plataformas (platforms) (Condie 2005, McCall 2005). Esses termos, assim definidos modernamente, não são
consensuais. Para uns, plataformas e escudos formam o cráton (Condie 2005, 1997). Outros utilizam os termos como
sinônimos. Com isso, existe hoje uma certa confusão no entendimento de plataforma, cráton e escudo.
Ao longo do processo de formação geológica do nosso planeta, quando há certa estabilidade tectônica, as rochas
agrupam-se, e resistem à fusão e divisão de continentes e supercontinentes. Algumas dessas estruturas são chamadas de
crátons, que são estruturas geológicas antigas, ou seja, são formações terrestres formadas há centenas de milhares de
anos, na Era Pré-Cambriana, no Proterozoico e Arqueozoico.
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Em geral, essas estruturas terrestres são bastante estáveis, sem atividades geológicas fortes ou intensas, ou seja, sem
ocorrência de atividades sísmicas – terremotos –, além de apresentarem rochas ígneas/magmáticas e metamórficas. As
Plataformas são extensas áreas no interior de um continente que se comporta de modo mais estável em determinado
intervalo de tempo, durante o qual as rochas são relativamente pouco deformadas e/ou transformadas. Ela se caracteriza
por:
• maior espessura da litosfera e comportamento estável por longo tempo;
• movimentos verticais, lentos, de baixa amplitude atingindo grandes extensões, reversíveis no tempo e no espaço;
• relevo baixo e suave;
• deformações ou transformações das rochas muito pouco significativas;
• sismicidade de baixas intensidade e frequência;
• fluxo térmico e grau geotérmico mais baixos;
• substrato formado por associações de rochas metamórficas mais antigas geradas em profundidades de até 30-40 km
e ígneas, que é referido como embasamento da plataforma (as extensas porções expostas são o escudos);
• capeamento formado por sedimentos e rochas vulcânicas indeformados, constituindo a chamada cobertura da
plataforma.
Eles são formados por dois tipos de estruturas geológicas: escudos cristalinos (maciços antigos) e as bacias sedimentares
(plataformas continentais). O Brasil possui 2 crátons principais, que são regiões com as rochas e os depósitos mais antigos
do país: o cráton Amazônico e o cráton São Francisco, mas há formação de outros crátons de menor extensão:
Nesses crátons, há formação de três estruturas geológicas distintas compõem o Brasil: escudos cristalinos, bacias
sedimentares e terrenos vulcânicos. A realização de estudos direcionados ao conhecimento geológico é de extrema
importância para saber quais são as principais jazidas minerais e sua quantidade no subsolo. Tal informação proporciona o
racionamento da extração de determinados minérios, de maneira que não comprometa sua reserva para o futuro. A
superfície brasileira é constituída basicamente por três estruturas geológicas: escudos cristalinos, bacias sedimentares e
terrenos vulcânicos.
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• Escudos cristalinos: são áreas cuja superfície se constituiu no Pré-Cambriano, essa estrutura geológica abrange
aproximadamente 36% do território brasileiro. Nas regiões que se formaram no éon Arqueano (o qual ocupa cerca de 32%
do país) existem diversos tipos de rochas, com destaque para o granito. Em terrenos formados no éon Proterozoico são
encontradas rochas metamórficas, onde se formam minerais como ferro e manganês.
• Bacias sedimentares: estrutura geológica de formação mais recente, que abrange pelo menos 58% do país. Em
regiões onde o terreno se formou na era Paleozoica existem jazidas carboníferas. Em terrenos formados na era Mesozoica
existem jazidas petrolíferas. Em áreas da era Cenozoica ocorre um intenso processo de sedimentação que corresponde às
planícies.
• Terrenos vulcânicos: esse tipo de estrutura ocupa somente 8% do território nacional, isso acontece por ser uma
formação mais rara. Tais terrenos foram submetidos a derrames vulcânicos, as lavas deram origem a rochas, como o basalto
e o diabásio, o primeiro é responsável pela formação dos solos mais férteis do Brasil, a “terra roxa”.