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Dimensionamento de Rotor Radial para Ventilador

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Rafael Bertamoni
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UNIVERSIDADE DO VALE DO TAQUARI

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS

DIMENSIONAMENTO ROTOR RADIAL - VENTILADOR

Lucas Zago
Rafael Bertamoni
Rafael Rosa Araujo

Lajeado, junho de 2023


Lucas Zago
Rafael Bertamoni
Rafael Rosa Araujo

DIMENSIONAMENTO ROTOR RADIAL - VENTILADOR

Atividade realizada na disciplina de Máquinas


de Fluidos, dos cursos do Centro de Ciências
Exatas e Tecnológicas, da Universidade do Vale
do Taquari - Univates, como parte da exigência
para aprovação na disciplina.
Professor: Guilherme Cortelini da Rosa

1
1. INTRODUÇÃO

No campo da engenharia mecânica, o ventilador radial é um dispositivo


amplamente utilizado para o transporte e controle do fluxo de ar em diversas
aplicações industriais e comerciais. Sua importância se deve à capacidade de fornecer
ventilação adequada em ambientes fechados, garantindo a qualidade do ar e a
eficiência de processos industriais.
Os ventiladores radiais são projetados para movimentar grandes volumes de
ar com alta pressão estática, sendo ideais para situações em que é necessário vencer
a resistência do sistema de dutos ou de filtros. Sua principal característica é a
disposição das pás do rotor, que são curvadas e dispostas em um ângulo
perpendicular ao eixo de rotação. Essa configuração permite que o ar seja
impulsionado radialmente para fora do rotor, gerando um fluxo de ar centrífugo.
Este relatório tem como foco o estudo de um ventilador projetado por Rafael
Bertamoni, membro do grupo, para ser utilizado em uma das etapas do processo
produtivo de sua empresa. O objetivo deste estudo é verificar se o projeto
desenvolvido atende aos critérios estabelecidos para rotores radiais, utilizando as
equações trabalhadas em aula.
O offset faz uma impressão indireta: ou seja, a imagem não é impressa direta
no material. Isto acontece, pois, a superfície da chapa onde está a imagem é lisa e
teria pouca fricção com o material o que iria deixar tudo borrado.
Primeiro: pega-se uma chapa metálica preparada para se tornar fotossensível.
A área protegida da luz acaba atraindo gordura, neste caso, a tinta enquanto o
restante atrai apenas água que não chega na folha de flandres.
Segundo: a chapa é presa em um cilindro. Esse cilindro vai rolar por outro
menor que contém a tinta que pode ser da cor ciana, magenta, amarela ou preta. A
tinta vai “colar” na imagem, enquanto o restante fica em “branco”.
Terceiro: um cilindro com uma blanqueta de borracha rola em cima do primeiro
cilindro (com a chapa já pintada). A blanqueta vai absorver melhor a tinta além de
proporcionar uma melhor fricção ao papel. Agora, a imagem está impressa na
blanqueta.

2
Quarto: a folha de flandres passa entre o cilindro com a blanqueta e outro
cilindro que vai fazer pressão. Assim a imagem é transferida da blanqueta para a folha
de flandres.

Após isso, passa por uma cura "UV", que em seguida vai para uma máquina
empilhador, onde a folha de flandres empilha uma acima da outra, com a velocidade
que a folha vem, ela cai e não pode tocar a ponta na folha empilhada, podendo riscar
a impressão, que gera estrago, o projeto do ventilador surgiu para criar uma camada
de vento o suficiente para folha passar flutuando sobre a folha empilhada, depois cair
lentamente como mostrado na figura.

Figura 1 – Representação do processo produtivo, onde foi aplicado.

Fonte: grupo (2023, turma máquinas de fluidos).

3
2. REQUISITOS DO PROJETO

2.1 - Dados de Projeto

Como o grupo já possuía um rotor projetado e o foco está na verificação das


dimensões, a maior parte dos dados construtivos já eram de conhecimento do grupo.
Abaixo é possível verificar todos os dados que já estavam disponíveis previamente:

- Ângulo construtivo das pás (entrada) = 𝛽4 = 42º


- Ângulo de escoamento absoluto (entrada) = ∝4 = 90º
- Ângulo construtivo das pás (saída) = 𝛽5= 41º
- Ângulo de escoamento absoluto (saída) = ∝5 = 26º
- Pressão na admissão = 1 atm = 101325 Pa
- Pressão da descarga = 100000 Pa
- Diâmetro entrada = 139,5 mm = 0,1395 m
- Diâmetro saída = 350 mm = 0,35 m
- Largura (entrada) = 𝑏4 = 77,7 mm = 0,077 m
- Largura (saída) = 𝑏5 = 60 mm = 0,06 m
- Motor 2 polos; 3 V; 1750 rpm

2.2 - Definição do Tipo de Rotor

Para a definição do tipo de rotor é necessário fazer o cálculo da rotação


𝑄 1/2
específica 𝑛𝑞𝑎 , obtido através da equação 𝑛𝑞𝑎 = 1000 ∗ 𝑛 ∗ 𝑌 3/4
, onde “Q” é a vazão

do fluido e “Y” o salto energético.


Como não possuíamos esses dados pré-determinados, foi necessário a
realização de cálculos para definir esses dois valores.
O valor da vazão (Q) foi determinado através do triângulo de velocidades.
Sabemos que vazão é 𝑄 = 𝑐𝑚4 ∗ 𝐴, então fez-se necessário obter o valor de
𝑐𝑚4 para determinar a vazão.

4
𝑈4 = (𝜋 ∗ 𝑈4 ∗ 𝑛)/60 → 𝑈4 = (𝜋 ∗ 0,1395 𝑚 ∗ 1750 𝑟𝑝𝑚)/60
𝑈4 = 12,8 𝑚/𝑠
𝑐𝑚4 = 𝑡𝑔𝛽4 ∗ 𝑈4 → 𝑐𝑚4 = 𝑡𝑔42° ∗ 12,8 𝑚/𝑠
𝑐𝑚4 = 11,5 𝑚/𝑠
Logo,
𝑄 = 𝑐𝑚4 ∗ (𝜋 ∗ 𝐷4 ∗ 𝑏) 𝑄 = 11,5 ∗ (𝜋 ∗ 0,1395 𝑚 ∗ 0,077)
𝑄 = 0,39 𝑚³/𝑠

Para o cálculo do salto energético, precisavamos da diferença de pressão e da


massa específica, que neste caso foi a do ar, que é igual a 1,2 m³/kg.
𝑌 = 𝛥𝑝/𝜌 𝑌 = (101325 𝑃𝑎 − 100000 𝑃𝑎)/1,2 𝑚³/𝑘𝑔
𝑌 = 1104,17 𝐽/𝑘𝑔

Através destes dados, foi possível calcular o 𝑛𝑞𝑎 :


𝑄 1/2 0,391/2
𝑛𝑞𝑎 = 1000 ∗ 𝑛 ∗ → 𝑛𝑞𝑎 = 1000 ∗ (1750/60) ∗
𝑌 3/4 1104,173/4

𝑛𝑞𝑎 = 95
Por tanto, o rotor que foi projetado é classificado com um ventilador centrífugo.

2.3 Estimativas de Rendimentos:

5
Nessa etapa é necessário realizar o cálculo do rendimento total (𝜂𝑡 )
compreendido pelo produto dos rendimentos hidráulico, volumétrico, de atrito e
mecânico. A seguir, apresentamos como todos esses rendimentos foram calculados:

2.3.1 - Rendimento Hidráulico

𝑌
O rendimento hidráulico é dado pela equação 𝜂ℎ = 𝑌𝑝á . Para calcular esse

rendimento foi necessário determinar o 𝑌𝑝á que pode ser encontrado através da soma
da perda de carga ao salto energético (Y). Para encontrar a perda de carga,
precisamos utilizar a equação de Bernoulli.

𝑃1 𝑐12 𝑃2 𝑐22
+ + 𝑔. 𝑧1 + 𝑌 = + + 𝑔. 𝑧2 + 𝐸𝑃𝑠
𝜌 2 𝜌 2

Como a velocidade é constante e não temos diferença de altura, teremos a


seguinte equação:
𝑃1 𝑃2
+𝑌 = + 𝐸𝑃𝑠
𝜌 𝜌
101325 𝑃𝑎 100000 𝑃𝑎
+ 1104,17 𝐽/𝑘𝑔 = + 𝐸𝑃𝑠
1,2 𝑚³/𝑘𝑔 1,2 𝑚³/𝑘𝑔

𝐸𝑃𝑠 = 2208,3 𝐽/𝑘𝑔


Logo nosso 𝑌𝑝á será igual a 3312,5 J/kg.

Com isso foi possível calcular o rendimento hidráulico


𝑌 1104,17 𝐽/𝑘𝑔
𝜂ℎ = 𝑌𝑝á → 𝜂ℎ = 3312,5 𝐽/𝑘𝑔
→ 𝜂ℎ = 0,33

2.3.2 - Rendimento Volumétrico

6
O rendimento volumétrico pode ser calculado pela razão dos diâmetros de
entrada e saída.
Sendo assim temos:
𝐷 0,1395 𝑚
𝜂𝑣 = 𝐷4 → 𝜂𝑣 = → 𝜂𝑣 = 0,95
5 0,350 𝑚

2.3.3 - Rendimento de Atrito de Disco

O rendimento de atrito de disco pode ser estimado de acordo com o tipo de


rotor. No caso deste relatório, o rotor é um ventilador, por tanto o rendimento de atrito
de disco é de 0,98.

2.3.4 - Rendimento Mecânico

O rendimento mecânico pode ser definido pela equação 𝜂𝑚 = 0,1 ∗ 𝑙𝑜𝑔𝑃𝑒 +


0,75. Como sabemos que a potência de eixo é de 3 cv de acordo com as
características do motor utilizado, podemos definir o valor do rendimento mecânico:

𝜂𝑚 = 0,1 ∗ 𝑙𝑜𝑔𝑃𝑒 + 0,75 → 𝜂𝑚 = 0,1 ∗ 𝑙𝑜𝑔3 + 0,75


𝜂𝑚 = 0,79

2.3.5 - Rendimento Total

Com todos os rendimentos calculados, foi possível determinar o rendimento


total do rotor:
𝜂𝑡 = 𝜂ℎ ∗ 𝜂𝑣 ∗ 𝜂𝑎 ∗ 𝜂𝑚
𝜂𝑡 = 0,33 ∗ 0,95 ∗ 0,98 ∗ 0,75
𝜂𝑡 = 0,24

2.4 Cálculo da Potência no Eixo

𝜌∗𝑄∗𝑌
O potência no eixo pode ser calculada através da expressão 𝑃𝑒 = .
𝜂𝑡
Sendo assim, teremos que a potência do eixo é igual a:
7
1,2 𝑚³/𝑘𝑔 ∗ 0,39 𝑚³/𝑠 ∗ 1104,17 𝐽/𝑘𝑔
𝑃𝑒 =
0,24
1,2 𝑚³/𝑘𝑔 ∗ 0,39 𝑚³/𝑠 ∗ 1104,17 𝐽/𝑘𝑔
𝑃𝑒 =
0,24
𝑃𝑒 = 2,2 𝑘𝑊 = 3 𝑐𝑣

Com base neste resultado, podemos confirmar que os valores de vazão, salto
energético e rendimento total são consistentes com as características reais do rotor
que foi projetado.

2.5 Cálculo do Diâmetro do Eixo

O diâmetro do eixo de acordo com o projeto é de 24 mm. Se utilizarmos o valor


de aproximação conforme foi especificado nas orientações, teremos o seguinte valor:

- Para 𝐷5 < 400 𝑚𝑚, 𝑑𝑒 = 0,09 ∗ 𝐷5 , logo 𝑑𝑒 = 31,5 𝑚𝑚.

Podemos verificar que os dois valores estão próximos e que o valor projetado
está de acordo com os requisitos.

2.6 Fixação do Diâmetro do Cubo

A chaveta utilizada para acoplamento do rotor ao eixo possui 6,4 mm de altura,


por tanto o diâmetro do cubo considerando o diâmetro de projeto será igual a 27,2
mm.

2.7 Cálculo da Velocidade na Boca de Admissão ou Sucção

O valor da velocidade na boca de admissão ou sucção é dado pela expressão


𝑐𝑎 = 𝐾𝑐𝑎 ∗ √2 ∗ 𝑌 . O 𝐾𝑐𝑎 é um valor adimensional que determina o coeficiente de
velocidade na boca de sucção. Para ventiladores esse valor pode ser encontrado
através da equação
8
1/3
𝐾𝑐𝑎 = 0,082 ∗ 𝑛𝑞𝐴
Assim teremos:
1/3
𝐾𝑐𝑎 = 0,082 ∗ 0,95 → 𝐾𝑐𝑎 = 0,37
Portanto:
𝑐𝑎 = 0,37 ∗ √2 ∗ 1104,17 𝐽/𝑘𝑔
𝑐𝑎 = 17,6 𝑚/𝑠

2.8 Determinação do Diâmetro da Boca de Sucção

Para ventiladores o diâmetro da boca de sucção é determinado pela equação


4∗𝑄
𝐷𝑎 = √ . Por tanto, teremos para essa dimensão um tamanho de
𝜋∗𝜂𝑣 ∗𝑐𝑎

4 ∗ 0,39 𝑚³/𝑠
𝐷𝑎 = √
𝜋 ∗ 0,95 ∗ 17,6 𝑚/𝑠

𝐷𝑎 = 0,17 𝑚 = 170 𝑚𝑚
O diâmetro projetado é igual a 135 mm, apresentando uma diferença de 35 mm
para o diâmetro calculado. Podemos dizer que o valor utilizado no projeto é adequado
para o resultado esperado.

2.9 Cálculo da Altura de Sucção Máxima

Nesse projeto não há altura de sucção.

2.10 Fixação do Ângulo de Saída das Pás do Rotor

O projeto do rotor definiu que esse ângulo é de 41°, conforme informado nos
dados iniciais do rotor.

2.11 Cálculo Provisório do Diâmetro de Saída do Rotor

9
O diâmetro de saída do rotor, assim como o ângulo de saída das pás do rotor
também foi determinado no projeto prático. O valor desse diâmetro é de 350 mm.
Realizando os cálculos provisórios iremos encontrar um valor de 520 mm.
Para realização deste cálculo, primeiro é necessário determinar o valor do
coeficiente de pressão (Ψ). Para ventiladores esse valor é definido pela equação 𝛹 =
763
(860−1,9𝛽 )2.
5

763
𝛹 = (860−1,9∗41)2 => 𝛹 = 0,97

Após isso, deve-se calcular a velocidade tangencial de saída do rotor (𝑢5 )


2∗𝑌
através da equação 𝑢5 = √ .
𝛹

2 ∗ 1104,17
𝑢5 = √
0,97

𝑢5 = 47,7 𝑚/𝑠
Com a velocidade tangencial é possível calcular o diâmetro de saída do rotor
5 𝑢
através da equação 𝐷5 = 𝜋∗𝑛 .
47,7 𝑚/𝑠
𝐷5 = 𝜋∗(1750/60)

𝐷5 = 0,52 𝑚 − 520 𝑚𝑚

2.12 Cálculo do Diâmetro de Entrada do Rotor

Assim como o diâmetro de saída, o de entrada também foi determinado no


projeto e possui valor de 139,5 mm. Para ventiladores, essa dimensão não possui uma
equação que a defina. Porém a razão do diâmetro de entrada e o de saída precisa ser
maior do que o coeficiente de vazão elevado a um terço e multiplicado por 1,194,
4∗𝑄
sendo o coeficiente de vazão Ф definido pela equação Ф = 𝜋∗𝐷2∗𝑢 . Abaixo podemos
5 5

verificar se este critério será atendido:


4 ∗ 0,39 𝑚³/𝑠
Ф=
𝜋 ∗ 0,352 ∗ 47,7 𝑚/𝑠
Ф = 0,085
𝐷4
> 1,194 ∗ Ф1/3
𝐷5

10
0,1395
Para o diâmetro do projeto: > 1,194 ∗ 0,0851/3
0,35
0,1395
> 1,194 ∗ 0,0851/3 => 0,4 > 0,34
0,35
0,1395
Para o diâmetro calculado: > 1,194 ∗ 0,0851/3
0,520
0,1395
> 1,194 ∗ 0,0851/3 => 0,27 > 0,34
0,520

É possível verificar que o critério somente foi atingido no caso do diâmetro do


projeto. Para que o critério seja atendido no segundo caso, é preciso aumentar o
diâmetro de entrada. Se este diâmetro for de 250 mm, o critério será atendido.
Portanto, podemos concluir que os diâmetros projetados atendem ao critério e
que para o diâmetro calculado o diâmetro de entrada precisa ser aumentado para 250
mm para atender o critério.

2.13 Cálculo da Largura na Entrada do Rotor

A largura na entrada do rotor também está pré-estabelecida no projeto e tem


𝑄
valor de 60 mm. O cálculo desta largura pode ser obtido pela equação 𝑏4 = 𝜋∗𝜂 ,
𝑣 ∗𝐷4 ∗𝑐𝑚3

sendo 𝑐𝑚3 o valor da velocidade absoluta na entrada no rotor. Para ventiladores esse
1/6
300
valor é obtido através da equação 𝑐𝑚3 = 0,5 ∗ (𝑛 ) ∗ 𝑐𝑎 . Utilizando essas equações
𝑞𝐴

teremos:
300 1/6
𝑐𝑚3 = 0,5 ∗ ( ) ∗ 17,6
95
𝑐𝑚3 = 10,66 𝑚/𝑠
Logo, considerando o diâmetro de entrada do projeto temos:
0,39 𝑚³/𝑠
𝑏4 =
𝜋 ∗ 0,95 ∗ 0,1395 𝑚 ∗ 17,6 𝑚/𝑠
𝑏4 = 0,05 𝑚 = 50 𝑚𝑚
É possível verificar que o valor está muito próximo do projetado, indicando
novamente que o projeto está coerente com os requisitos definidos pelas equações.

2.14 Cálculo Provisório do Ângulo de Inclinação das Pás na Entrada:

11
O ângulo de inclinação das pás na entrada é definido no projeto com o valor de
42°.

2.15 Cálculo do Número de Pás

O rotor projetado pelo integrante do grupo possui 14 pás. O cálculo que define
𝐷 +𝐷 𝛽5 +𝛽4
este valor é realizado através da equação 𝑁 = 𝐾𝑁 ∗ (𝐷5−𝐷4) ∗ 𝑠𝑒𝑛 ( ) , onde o 𝐾𝑁
5 4 2

é o coeficiente de correção das pás que depende de como as pás foram construídas.
No caso desse projeto as pás foram conformadas em chapas finas, por tanto o valor
de 𝐾𝑁 é igual a 8. Considerando os valores de diâmetros de ângulos de construção do
projeto, obteremos o seguinte valor:

0,35 𝑚 + 0,1395 𝑚 41° + 42 °


𝑁 = 8∗( ) ∗ 𝑠𝑒𝑛 ( )
0,35 𝑚 − 0,1395 𝑚 2
𝑁 = 12

O valor está muito próximo do projetado e, assim como todos os valores


calculados até este ponto do relatório, corrobora para a verificação de que o projeto
foi realizado de maneira adequada.

2.16 Fixação da Velocidade Meridiana de Saída

Temos definido que quando o ângulo de escoamento absoluto na entrada do


rotor for igual a 90° a velocidade meridiana de saída será igual a de entrada. Portanto
o valor dessa velocidade é de 11,5 m/s conforme calculado no tópico 2.2.
2.17 Cálculo Provisório da Largura de Saída do Rotor

𝑄
Este cálculo é realizado com a equação 𝑏5 = 𝜋 ∗ 𝜂 , sendo que o
𝑣 ∗ 𝐷5 ∗ 𝑐𝑚5 ∗ 𝐹𝑒5

valor do fator de estrangulamento, 𝑓𝑒5 , nesta etapa é provisório no valor de 1. Assim,


obtemos:
0,39 𝑚³/𝑠
𝑏5 = 𝜋 ∗ 0,95 ∗ 0,35 𝑚 ∗ 11,5 𝑚/𝑠 ∗ 1

𝑏5 = 0,032 𝑚 = 32 𝑚𝑚

12
Esta dimensão no projeto é igual a 77,71 mm, que é mais do que o dobro do
calculado. Uma hipótese levantada para resolver esse problema é baixar o valor de
estrangulamento.

2.18 Fixação da Espessura das Pás

Para ventiladores, este valor pode ser definido pela expressão 𝑒 =


1/2
(0,09 𝑎 0,22) ∗ 𝐷5 . O número adimensional é definido pela razão entre a largura de
saída e o diâmetro de saída. Neste caso, utilizando os valores do projeto, esta
razão corresponde a 0,22 , por tanto, teremos um valor para 𝑒 igual a 4,11 mm.

2.19 Correção do Ângulo das Pás na Entrada do Rotor

Para comprovar a hipótese levantada no item 2.17, o grupo decidiu corrigir o


fator de estrangulamento a partir do valor encontrado para 𝑒. Dessa maneira teremos:
𝑡4 −𝑒𝑡4
𝑓𝑒4 = onde,
𝑡4
𝜋∗𝐷4 𝜋∗0,1395 𝑚
𝑡4 = → 𝑡4 = → 𝑡4 = 0,036 𝑚
𝑁 12
𝑒 4,11𝑥10−3
4
𝑒𝑡4 = 𝑠𝑒𝑛𝛽 → 𝑒𝑡4 = → 𝑒𝑡4 = 6,14𝑥10−3 𝑚
4 𝑠𝑒𝑛42°

0,036 𝑚 − 6,14𝑥10−3 𝑚
𝑓𝑒4 =
0,036 𝑚
𝑓𝑒4 = 0,83
Com o novo valor do fator de estrangulamento obtemos uma largura de 40 mm,
que se aproxima um pouco mais do projeto, mas ainda assim apresenta uma diferença
de 20 mm. Uma possível ação para correção dessa diferença seria a alteração do
projeto.

2.20 Cálculo do Salto Energético Específico Ideal

Para calcular o salto energético específico ideal, o primeiro passo é realizar o


cálculo do valor do trabalho específico fornecido por um número finito de pás, que é
𝑌
dado pela equação 𝑌𝑝á = 𝜂 .

13
𝑌 1104,17
𝑌𝑝á = 𝜂 → 𝑌𝑝á = → 𝑌𝑝á = 3345,97 𝐽/𝑘𝑔
ℎ 0,33

Após isso, calcula-se o salto energético para um número infinito de pás. Esse
𝑌𝑝á
valor é dado pela equação 𝑌𝑝á∞ = , sendo μ o fator de deficiência de potência que,
𝜇
1
para ventiladores esse valor é dado pela equação, 𝜇 = 𝑏 ∗𝐷2
.
𝛽
1+ 5 5 (1,5+1,1∗ 5 )
8∗𝑆∗𝑁 90º

Sendo assim, teremos:

𝑏5 ∗𝐷25 𝑟 2 0,0771∗0,350² 0,06975 2


𝑆= 8
∗ [1 − (𝑟4) ] → 𝑆 = 8
∗ [1 − ( 0,175
) ]
5

𝑆 = 9,93𝑥10−4
Seguindo,
1
𝜇 =
0,0771 ∗ 0,3502 41º
1+ −4 (1,5 + 1,1 ∗ 90º)
8 ∗ 9,93𝑥10 ∗ 12
𝜇 = 0,53
Logo,
3345,97 𝐽/𝑘𝑔
𝑌𝑝á∞ = 0,53

𝑌𝑝á∞ = 6313,15 𝐽/𝑘𝑔

2.21 Triângulo de Velocidades na Saída do Rotor


Como já havíamos calculado os valores de 𝐶𝑚4 = 11,5 𝑚/𝑠,𝑈 4 = 12, 𝑚/𝑠 e já
temos os ângulos estabelecidos pelo projeto, foi possível descobrir o valor de 𝑊4

14
através do teorema de pitágoras e montar o triângulo de velocidades da entrada do
rotor.

𝑊4 = √𝐶𝑚4 2 + 𝑈4 2 → 𝑊4 = √11,52 + 12,82

𝑊4 = 17,21 𝑚/𝑠

Para construção do triângulo de velocidades de saída, já havíamos calculados


valores de 𝑈5 = 32 𝑚/𝑠 e o 𝐶𝑚5 é igual a 𝐶𝑚4 devido ao ângulo de escoamento
absoluto de entrada ser 90°. Também temos os valores dos ângulos 𝛽5= 41º e ∝5 =
26° que foram estabelecidos no projeto. Com esses dados foi possível determinar os
valores de 𝐶𝑈5 , 𝑊𝑈5 , 𝑊5 e 𝐶5 através dos seguintes cálculos.

𝐶 11,4 𝑚/𝑠
𝑡𝑔𝛽5 = 𝑊𝑚5 → 𝑡𝑔41° = → 𝑊𝑈5 = 13,11 𝑚/𝑠
𝑈5 𝑊𝑈5

𝑈5 = 𝑊𝑈5 + 𝐶𝑈5 32 𝑚/𝑠 →= 13,11 𝑚/𝑠 + 𝐶𝑈5


𝐶𝑈5 = 18,9 𝑚/𝑠

𝐶5 = √𝐶𝑢5 2 + 𝐶𝑚5 2 → 𝐶5 = √18,92 + 11,52

𝐶5 = 22,13 𝑚/𝑠

𝑊5 = √𝑊𝑢5 2 + 𝐶𝑚5 2 → 𝑊5 = √13,112 + 11,52

𝑊5 = 17,45 𝑚/𝑠

Figura 2 - Representação do triângulo de velocidade no rotor.

15
Fonte: grupo (2023, turma máquinas de fluidos).

2.22 Construção do Rotor

Foi projetado com pás inclinadas para trás, esse modelo trabalha com
velocidades maiores que os de pás retas ou inclinadas para frente, e possui duas
características importantes:
● Apresenta a eficiência mais elevada
● Tem autolimitação de potência decorrente da forma de sua curva de
potência
● Foi feito o modelo em CAD (Solid Edge) do rotor seguindo os dados
obtidos e comparados por outros ventiladores industriais conforme figura.

Figura 3 – Representação do projeto do rotor de pás viradas para trás

16
Fonte: grupo (2023, turma máquinas de fluidos).

3. RESULTADOS OBTIDOS

Conforme a análise do modelo atual, foi empírica, teste em campo, mesmo com
a vazão de ar menor, o volume ocupado fora suficientemente para segurar a folha de
flandre até a total saída do eixo de movimento das correias, deixando a folha suspensa
o tempo suficiente para que na sua queda não haja contato com a folha abaixo.
A eficiência aumentou em relação aos modelos industriais comparados,(VCI-
365 IBRAN), de 25m³/min,(EC5AP VENTISILVA), de 26m³/min, com a mudança da
geometria das pás do ventilador e do duto, onde há circulação de ar que contribuíram
para o efetivo escoamento do fluido, mantendo a folha de flandre suspensa.

RESULTADOS OBTIDOS
0,39m³/
Vazão Q
s

17
1104,1
Salto Energético Y
7J/kg
nq
Rot. Específica 95
a
Yp 3312,5J
Salto Energético da Pá
á /kg
Rend. Hidráulico ηh 0,33

Rend. Volumétrico ηv 0,95

Rend. Atrito de Disco ηa 0,98

Rend. Mecânico ηm 0,79

Rend. Total ηt 0,24


2,2kw /
Pot. no Eixo Pe
3cv
31,5m
Diam. Eixo Calculado de
m
Diam. Eixo Projeto dp 24mm

Altura de Chaveta 6,4mm


27,2m
FIx. Diam. Cubo dc
m
Vel. Boca de Sucção ca 17,6m/s

Diam. Boca de Sucção Da 170mm

Âng. Saída Pás do Rotor 41º

Coeficiente de Pressão Ψ 0,97

Vel. Tang de Saída do Rotor u5 47,7m/s

Diâm. Saída do Rotor D5 520mm

Coeficiente de Vazão Ф 0,085

Diâm. Entrada do Rotor D4 250mm

Largura de Entrada do Rotor b4 50mm


Âng. Prov. de Inclinação das Pás na
42º
Entrada
Nº de Pás N 12 pás

Vel. Meridiana de Saída 11,5m/s

Largura de Saída do Rotor b5 32mm


4,11m
Espessura das Pás e
m
Correção do Âng. das Pás de
Entrada
fe4 0,83

9,93x10
S
^-4
18
Fator de Deficiência de Potência μ 0,53
Yp 6313,1
Salto Energético Ideal
á∞ 5 J/kg
WU 13,11m
5 /s

CU
18,9m/s
5
Triângulo de Velocidades na Saída
do Rotor 22,13m
C5
/s

17,45m
W5
/s

4. CONCLUSÃO

Em conclusão, o dimensionamento de um ventilador radial é um processo


complexo que envolve considerações técnicas e específicas para garantir seu
desempenho eficiente e seguro. Ao longo deste trabalho, exploramos os principais
aspectos envolvidos nesse processo, incluindo a determinação dos requisitos de fluxo
de ar, pressão estática e eficiência, além da consideração de fatores ambientais e de
operação.
Através da análise detalhada de fatores como a geometria das pás, o diâmetro
do ventilador, a velocidade de rotação e a potência do motor, pudemos identificar as
especificações ideais para o dimensionamento do ventilador radial.
É importante ressaltar que o dimensionamento do ventilador radial não é um
processo estático, mas sim iterativo, exigindo a revisão e o ajuste das especificações
conforme novos dados e informações se tornam disponíveis. Também é fundamental
considerar normas e regulamentos técnicos aplicáveis, bem como requisitos de
segurança e confiabilidade.
Com base nisso, os resultados alcançados cumprem o objetivo estabelecido
pelo grupo, demonstrando que o projeto original do ventilador está em conformidade
com os requisitos técnicos de construção de um rotor radial.

4. ANEXOS

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Figura 4 – Representação do projeto do ventilador centrífugo de pás
viradas para trás.

Fonte: grupo (2023, turma máquinas de fluidos).

Figura 5 – Representação do projeto do rotor de pás viradas para trás.

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Fonte: grupo (2023, turma máquinas de fluidos).

Figura 6 – Representação da máquina onde foi instalado o ventilador


centrífugo.

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Fonte: grupo (2023, turma máquinas de fluidos).

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