UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO (UFERSA)
CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE PAU DOS FERROS (CMPF)
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E TECNOLOGIA (DETEC)
SINAIS E SISTEMAS
Capı́tulo 2 - Sinais e Sistemas de
Tempo Contı́nuo
Prof. Pedro Thiago Valério de Souza
UFERSA – Campus Pau dos Ferros
[email protected]Conceitos Básicos
• Sinal: É uma função de uma ou mais variáveis (exemplo: tempo), que
carrega consigo alguma informação sobre um fenômeno fı́sico;
• Exemplos: Voz, temperatura, sinal de comunicações, imagem...
• Sistema: É uma entidade fı́sica que é capaz de manipular um sinal de
entrada, gerando um sinal de saı́da ou extraindo alguma informação
sobre o sinal de entrada;
• Geralmente são circuitos eletrônicos, microcontroladores,
microprocessadores...
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Classificação de Sinais
• Sinais unidimensionais: Dependem de apenas uma variável
independente;
• Sinais multidimensionais: Dependem de apenas duas ou mais variáveis
independentes.
Sinais unidimensionais:
• Tempo contı́nuo: x(t), t ∈ R.
Exemplo: Sinal de voz, sinal de temperatura, etc.
Figura 1: Representação gráfica de um sinal de tempo contı́nuo.
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Classificação de Sinais
Sinais unidimensionais:
• Tempo discreto: x[n], n ∈ Z.
Exemplo: Fechamento da bolsa de valores.
Figura 2: Representação gráfica de um sinal de tempo discreto.
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Figura 3: Fechamento (semanal) da bolsa de valores entre 5 de janeiro de 1929 e 4 de
janeiro de 1930. O ı́ndice n indica a semana do ano.
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Classificação de Sinais
Sinais multidimensionais: São função de várias variáveis independentes,
que podem ser, cada uma, discreta ou contı́nua.
• Foto analógica: h(x,y), com x, y ∈ R.
• Foto digital: h[x,y], com x, y ∈ Z
• Filme digital: h[n,x,y], com n, x, y ∈ Z
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Figura 4: Exemplo de um sinal multimensional - um mapa topográfico.
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Figura 5: Exemplo de um sinal multimensional - um imagem digital.
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Sistemas
Representação gráfica:
Figura 6: Representação gráfica para um sistema.
Exemplos:
• Sistema para controle de um braço robótico:
• Entrada: Estı́mulos externos;
• Saı́da: Acionamento dos motores do controle do braço.
• Sistema de processamento de sinais de áudio:
• Entrada/Saı́da: Sinal de áudio.
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Figura 7: Exemplo de um sistema para acionamento de um braço robótico.
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Sistemas
Exemplos:
• Sistema de previsão da bolsa de valores:
• Entrada: Valores passados dos fechamentos;
• Saı́da: Previsão dos valores futuros.
• Sistemas de telecomunicações:
• Entrada: Sinal à ser transmitido;
• Saı́da: Sinal à ser aplicado na antena.
• Sistema de processamento de imagens:
• Entrada/Saı́da: Sinal de imagem.
Implementação via:
• Hardware: circuito analógico ou digital;
• Software: algoritmo computacional.
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Figura 8: Sistema de processamento de imagem (equalização de histograma).
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Ferramentas de Análise de Sinais e Sistemas
• Domı́nio do tempo:
• Convolução;
• Equação diferencial/Equação de diferenças.
• Domı́nio da frequência:
• Série de Fourier;
• Transformada de Fourier;
• Transformada de Laplace;
• Transformada Z.
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Objetivos, Aplicações e Campos de Estudo
Objetivo: Apresentar a formalização matemática e algumas aplicações
simples para o estudo de sinais e sistemas.
Aplicações e campos de estudo:
• Processamento de sinais em geral (sinais de áudio, eletrocardiograma);
• Processamento de imagens;
• Sistemas de controle (ABS, sistemas de nı́vel, barra-bola, ...);
• Sistemas de telecomunicações (moduladores, demodulares, conversores
analógico-digital e digital-analógico);
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Energia e Potência
Energia e Potência: Métricas relacionas ao “tamanho” de um sinal.
Energia:
• Sinais reais: ∫ ∞
Ex = x2 (t)dt
−∞
• Sinais complexos: ∫ ∞
Ex = |x(t)| 2 dt
−∞
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Energia e Potência
Potência:
• Uma condição necessária para que a energia seja finita é que a
amplitude do sinal → 0 quando |t| → ∞ (Figura 9a);
• Caso contrário, a energia será infinita (Figura 9b).
Figura 9: (a) Sinal com energia finita (b) Sinal com energia infinita.
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Energia e Potência
Potência:
• Métrica utilizada quando a energia é infinita;
• Energia média em um intervalo;
• Sinal real: ∫ T/2
1
Px = lim x2 (t)dt
T→∞ T −T/2
• Sinal complexo:
∫ T/2
1
Px = lim |x(t)| 2 dt
T→∞ T −T/2
Valor Quadrático Médio (r.m.s.):
√︁
rms = Px
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Energia e Potência
Exemplo 2.1 Determine as medidas adequadas para os sinais da Figura
abaixo.
Figura 10: Sinais para o Exemplo 2.1.
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Energia Potência
Exemplo 2.2 Determine o valor r.m.s. do sinal descrito por:
x(t) = C cos(𝜔0 t + 𝜃)
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Operações com Sinais
Tipos de Operações:
• Operações envolvendo a amplitude;
• Operações envolvendo o tempo;
Operações envolvendo amplitude:
• Escala:
y(t) = kx(t) k∈C
• Soma:
y(t) = x1 (t) + x2 (t) + · · · + xp (t)
• Combinação linear:
y(t) = a1 x1 (t) + a2 x2 (t) + · · · + ap xp (t) a1 , a2 , . . . , ap ∈ C
• Multiplicação:
y(t) = x1 (t)x2 (t) · · · xp (t)
• Soma com uma constante:
y(t) = x(t) + k k∈C
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5
x(t)
-5
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
5
2,5x(t)
-5
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
Figura 11: Operação de escala.
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2
x 1 (t)
0
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
x 2 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
x 1 (t) + x 2 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
Figura 12: Operação de soma.
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2
x 1 (t)
0
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
x 2 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
0,5x 1 (t) - 1,5x 2 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
Figura 13: Operação de combinação linear.
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Figura 14: Uma mesa de som realiza a operação de combinação linear com os
diversos sinais (canais) de som.
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2
x 1 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
x 2 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
x 1 (t)x 2 (t)
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
Figura 15: Operação de multiplicação entre sinais.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 25 / 100
Figura 16: Uma transmissão em rádio AM consiste na multiplicação de dois sinais.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 26 / 100
2
x 1 (t) 1
0
-1
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
2
1
x 1 (t) + 1
0
-1
-2
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
t
Figura 17: Operação de soma com uma constate.
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Operações com Sinais
Operações no eixo do tempo:
• Deslocamento temporal:
𝜙(t + T) = x(t)
o que acontecer em x(t) no tempo t também acontecerá no sinal 𝜙(t) T
segundos depois, no instante t + T. Portanto,
𝜙(t) = x(t − T)
Assim,
• Se T é positivo, o deslocamento é para direita (atraso);
• Se T é negativo, o deslocamento é para esquerda (avanço).
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Figura 18: Deslocamento temporal de um sinal.
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Operações com Sinais
Exemplo 2.3 Considere a função exponencial x(t) mostrada na Figura abaixo.
Trace e descreva matematicamente os sinais y1 (t) = x(t − 1) e y2 (t) = x(t + 1).
Figura 19: Função exponencial.
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Operações com Sinais
Operações no eixo do tempo:
• Escala temporal:
t
𝜙 = x(t)
a
o que acontecer em x(t) no tempo t também acontecerá no sinal 𝜙(t) no
instante t/a, portanto,
𝜙(t) = x(at)
Assim,
• Se a > 1, ocorre uma compressão do sinal.
• Se 0 < a < 1 ocorre uma expansão do sinal.
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Figura 20: Escala temporal de um sinal.
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Operações com Sinais
Exemplo 2.4 A Figura abaixo mostra um sinal x(t). Trace e descreva
matematicamente este sinal e obtenha os sinais y1 (t) = x(3t) e y2 (t) = x(t/2).
Figura 21: Sinal para o Exemplo 2.4.
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Operações com Sinais
Operações no eixo do tempo:
• Reversão temporal:
𝜙(−t) = x(t)
o que acontecer em x(t) no tempo t também acontecerá no sinal 𝜙(t) no
instante −t, portanto,
𝜙(t) = x(−t)
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Figura 22: Reversão temporal de um sinal.
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Operações com Sinais
Exemplo 2.5 A Figura abaixo mostra um sinal x(t). Trace e descreva
matematicamente este sinal e obtenha o sinal y1 (t) = x(−t).
Figura 23: Sinal para o Exemplo 2.5.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 36 / 100
Operações com Sinais
Operações combinadas: Supor que desejamos realizar a operação
y(t) = x(at − b).
• Realizar o deslocamento por b, obtendo x(t − b) e depois realizar a escala
por a, obtendo x(at − b), ou
• Realizar a escala por a, obtendo x(at), e depois realizar o deslocamento
por b/a, obtendo x(a(t–b/a)) = x(at − b).
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Operações com Sinais
Exemplo 2.6 A Figura abaixo mostra um sinal x(t). Trace e descreva
matematicamente este sinal e obtenha o sinal y(t) = x(2t + 3).
Figura 24: Sinal para o Exemplo 2.6.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 38 / 100
Classificação dos Sinais
1 Sinais contı́nuos e discretos no tempo;
2 Sinais analógicos e digitais;
3 Sinais com duração finita e infinita;
4 Sinais periódicos e não-periódicos;
5 Sinais de energia e potência;
6 Sinais causais e não-causais;
7 Sinais determinı́sticos e aleatórios.
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Classificação dos Sinais
1. Sinais contı́nuos e discretos no tempo
• Tempo contı́nuo: x(t), t ∈ R.
Exemplo: Sinal de voz, sinal de temperatura, etc.
Figura 25: Representação gráfica de um sinal de tempo contı́nuo.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 40 / 100
Classificação dos Sinais
1. Sinais contı́nuos e discretos no tempo
• Tempo discreto: x[n], n ∈ Z.
Exemplo: Fechamento da bolsa de valores.
Figura 26: Representação gráfica de um sinal de tempo discreto.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 41 / 100
Classificação dos Sinais
2. Sinais analógicos e digitais
• Analógico: amplitude pode assumir um conjunto infinito de valores;
• Digital: amplitude pode assumir um conjunto finito (enumerado) de
valores.
Observação: Não confundir com os conceitos de tempo contı́nuo e tempo
discreto!
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 42 / 100
Classificação dos Sinais
Figura 27: Exemplos de sinais de tempo contı́nuo e tempo discreto, analógico e digital.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 43 / 100
Classificação dos Sinais
3. Sinais com duração finita e infinita
• Duração finita: é possı́vel estabelecer aonde o sinal começa e aonde o
sinal termina;
• Caso contrário, é dito de duração infinita.
Figura 28: Exemplos de sinais (a) com duração finita e (b) duração infinita.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 44 / 100
Classificação dos Sinais
4. Sinais periódicos e não periódicos
• Um sinal é dito periódico se para algum valor de T então:
x(t) = x(t + T)
caso contrário, é dito não periódico.
• T é denominado de perı́odo.
• Um sinal periódico com periodo T também será periódico com
2T, 3T, . . . , kT, com k ∈ Z.
• O menor valor de T que torna o sinal perı́odico é denominado perı́odo
fundamental (T0 );
• Um sinal periódico, por definição, deve começar em t = −∞ e continuar
para sempre até t = ∞.
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Classificação dos Sinais
Figura 29: Exemplo de um sinal periódico com perı́odo T0 .
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 46 / 100
Classificação dos Sinais
4. Sinais periódicos e não periódicos
• Sinais periódicos podem ser gerados através da extensão periódica de
um sinal de duração finita.
• Extensão periódica: repetir o sinal após o final deste e continuando dessa
forma indefinidamente, em ambos os lados do sinal.
∞
∑︁
xT0 (t) = · · · + x(t) + x(t − T0 ) + x(t − 2T0 ) + · · · = x(t − kT0 )
k=−∞
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Classificação dos Sinais
Figura 30: Sinais periódicos podem ser obtidos através da extensão periódica de sinais
de duração finita.
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Classificação dos Sinais
4. Sinais periódicos e não periódicos
• A integral de comprimento T0 em um sinal perı́odico com perı́odo T0
sempre é a mesma, independente dos limites inferiores e superiores da
integral, ou seja,
∫ a+T0 ∫ b+T0
x(t)dt = x(t)dt
a b
para quaisquer valores de a e b.
• A integral em um comprimento T0 é indicada por:
∫
x(t)dt
T0
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 49 / 100
Classificação dos Sinais
5. Sinais de energia e de potência
• Sinais de Energia: Energia finita e potência nula;
• Exemplos: Sinais de duração finita ou sequências de duração infinita, mas
que decrescem de amplitude.
• Sinais de Potência: Energia infinita e potência finita;
• Exemplos: Sinais periódicas;
• Para sinais periódicos, a potência é calculada como:
∫
1
Px = x2 (t)dt
T T0
• Nem energia, nem potência.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 50 / 100
Classificação dos Sinais
6. Sinais causais e não causais
• Um sinal é dito causal caso,
x(t) = 0 t<0
• Caso contrário, é dito não causal.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 51 / 100
Classificação dos Sinais
7. Sinais determinı́sticos e aleatórios
• Um sinal é determinı́stico caso possa ser descrito através de uma
expressão matemática ou através de um gráfico;
• Um sinal é aleatório caso seus valores não possam ser determinados
com precisão, mas é conhecido alguma descrição estatı́stica, como valor
médio ou desvio padrão.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 52 / 100
Classificação dos Sinais
Exemplo 2.7 Determine se cada uma das seguintes afirmativas é falsa ou
verdadeira. Se a afirmativa for falsa, demonstre por prova analı́tica ou por
exemplo.
1 Todo sinal contı́nuo no tempo é um sinal analógico.
2 Todo sinal discreto no tempo é um sinal digital.
3 Se um sinal não for um sinal de energia, então ele deve ser um sinal de
potência e vice-versa.
4 Um sinal de energia deve ter duração finita.
5 Um sinal periódico não pode ser causal.
6 Todo sinal periódico com amplitude limitada é um sinal de potência.
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Modelos Úteis para Sinais
1 Degrau unitário;
2 Impulso unitário (ou Delta de Dirac);
3 Exponencial real;
4 Sinais senoidais;
5 Exponenciais complexas.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 54 / 100
Modelos Úteis para Sinais
1. Degrau unitário (
1, t≥0
u(t) =
0, t<0
Utilidades:
• Para determinar que um sinal comece em t = 0 (torna-lo causal), basta
multiplica-lo por u(t);
• Descrever uma função com diferentes descrições matemáticas em
diferentes intervalos de tempo em apenas uma expressão matemática.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 55 / 100
Modelos Úteis para Sinais
Figura 31: (a) Degrau unitário. (b) Exponencial causal.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 56 / 100
Modelos Úteis para Sinais
x(t) = u(t − 2) − u(t − 4)
Figura 32: Representação de um pulso retangular a partir de degraus.
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Modelos Úteis para Sinais
Exemplo 2.8 Descreva o sinal da Figura abaixo por uma única expressão
para todo t.
Figura 33: Sinal para o Exemplo 2.9.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 58 / 100
Modelos Úteis para Sinais
2. Impulso Unitário (Delta de Dirac)
𝛿(t) = 0 t≠0
∫ ∞
𝛿(t)dt = 1
−∞
Outro entendimento (pulso retangular):
Figura 34: Outro entendimento para o degrau unitário.
(
1
𝜖, − 𝜖1 ≤ t ≤ 1
p(t) = 𝜖
0, c.c.
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Modelos Úteis para Sinais
2. Impulso Unitário (Delta de Dirac): Notar que,
• A largura do pulso é 𝜖 e altura 𝜖1 .
• A área de p(t) é unitária: ∫ ∞
p(t)dt = 1
−∞
• A medida que 𝜖 → 0, a largura do pulso diminui, a altura aumenta, mas a
área permanece unitária.
Logo,
𝛿(t) = lim p(t)
𝜖 →0
Figura 35: Impulso unitário e sua aproximação.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 60 / 100
Modelos Úteis para Sinais
Figura 36: Impulso unitário 𝛿(t) e sua versão escalada k𝛿(t)
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Modelos Úteis para Sinais
2. Impulso Unitário (Delta de Dirac):
Propriedades do Degrau unitário e Impulso unitário:
∫ t
1 u(t) = 𝛿(𝜏)d𝜏
−∞
du(t)
2 𝛿(t) =
dt
3 x(t)𝛿(t − t0 ) = x(t0 )𝛿(t − t0 )
∫ ∞
4 x(t)𝛿(t − t0 )dt = x(t0 )
−∞
∫ ∞
5 x(t) = x(𝜏)𝛿(t − 𝜏)d𝜏
∫−∞∞
6 u(t) = 𝛿(t − 𝜏)d𝜏
0
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 62 / 100
Modelos Úteis para Sinais
Figura 37: Impulso unitário como uma função generatizada.
∞
∑︁
x(t) = lim x(nΔ𝜏)p(t − nΔ𝜏)
Δ𝜏→0
n=−∞
∞
∑︁ p(t − nΔ𝜏)
x(t) = lim x(nΔ𝜏) Δ𝜏
Δ𝜏→0
n=−∞
Δ𝜏
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 63 / 100
Modelos Úteis para Sinais
p(t − Δ𝜏)
Quando Δ𝜏 → 0, verificar que tende à ser 𝛿(t − nΔ𝜏)
Δ𝜏
∞
∑︁
x(t) = lim x(nΔ𝜏)𝛿(t − nΔ𝜏)
Δ𝜏→0
n=−∞
Quando Δ𝜏 → 0: Í ∫
→
Δ𝜏 → d𝜏
nΔ𝜏 → 𝜏
Desta forma, ∫ ∞
x(t) = x(𝜏)𝛿(t − 𝜏)d𝜏
−∞
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Modelos Úteis para Sinais
Exemplo 2.9 Demonstre que:
(a) (t3 + 3)𝛿(t) = 3𝛿(t)
h 𝜋 i
(b) sen t2 − 𝛿(t) = −𝛿(t)
∫ ∞ 2
(c) 𝛿(t)e−j 𝜔t dt = 1
−∞
∫ ∞ 𝜋t
(d) 𝛿(t − 2) cos dt = 0
−∞ 4
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Modelos Úteis para Sinais
3. Exponencial Real
x(t) = Ceat C, a ∈ R
Figura 38: Exponencial real.
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Modelos Úteis para Sinais
4. Sinais Senoidais
x(t) = A cos(𝜔0 t + 𝜙)
• A: amplitude;
• 𝜔0 : frequência (em rad/s);
• 𝜙: fase inicial.
Figura 39: Sinal senoidal.
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Modelos Úteis para Sinais
4. Sinais Senoidais
• Os sinais senoidais são periódicos com perı́odo fundamental calculado
como:
2𝜋
T0 =
𝜔0
• A frequência 𝜔0 é medida em rad/s. Outra forma de representar a
frequência é em Hz:
𝜔0 = 2𝜋f0
portanto,
1
f0 =
T0
A frequência em Hz indica quantas repetições ocorre no perı́odo de um
segundo;
• Quanto maior a frequência, menor o perı́odo, e portanto maior é a
oscilação da senoide.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 68 / 100
Modelos Úteis para Sinais
Figura 40: Relação da frequência com a oscilação em sinais senoidais.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 69 / 100
Modelos Úteis para Sinais
4. Sinais Senoidais
• Sendo,
x1 (t) = A cos(𝜔1 t + 𝜙)
x2 (t) = A cos(𝜔2 t + 𝜙)
então se: (
𝜔1 ≠ 𝜔2 logo x1 (t) ≠ x2 (t)
𝜔1 = 𝜔2 logo x1 (t) = x2 (t)
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Modelos Úteis para Sinais
4. Sinais Senoidais
Casos especiais:
• x(t) = A cos(𝜔0 t) (𝜙 = 0◦ );
• x(t) = A cos 𝜔0 t − 2 = A sen (𝜔0 t) (𝜙 = − 𝜋2 = −90◦ );
𝜋
• x(t) = A sen 𝜔0 t + 𝜋2 = A cos(𝜔0 t).
Adição de senoides: Verifica-se que:
a cos(𝜔0 t) + b sen (𝜔0 t) = C cos(𝜔0 t + 𝜃)
sendo,
√︁ −b
C= a2 + b2 𝜃 = arctan
a
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Modelos Úteis para Sinais
Figura 41: Representação de soma de senoides.
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Modelos Úteis para Sinais
Exemplo 2.10 Em cada um dos casos, expresse x(t) como uma única
senoide:
√
(a) x(t) = cos(𝜔0 t) − 3 sen (𝜔0 t)
(b) x(t) = −3 cos(𝜔0 t) + 4 sen (𝜔0 t)
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Modelos Úteis para Sinais
5. Sinal Exponencial Complexo
x(t) = Cest C, s ∈ C
Notando que,
C = Aej 𝜃
s = 𝜎 + j𝜔0
logo,
x(t) = Aej 𝜃 e ( 𝜎+j 𝜔0 )t
= Ae 𝜎t ej ( 𝜔0 t+𝜃 )
= Ae 𝜎t [cos(𝜔0 t + 𝜃) + j sen (𝜔0 t + 𝜃)]
= Ae 𝜎t cos(𝜔0 t + 𝜃) + jAe 𝜎t sen (𝜔0 t + 𝜃)
= xr (t) + jxi (t)
em que,
xr (t) = Re{x(t)} = Ae 𝜎t cos(𝜔0 t + 𝜃)
xi (t) = Im{x(t)} = Ae 𝜎t sen (𝜔0 t + 𝜃)
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Modelos Úteis de Sinais
Figura 42: Parte real (ou imaginária) de uma exponencial complexa.
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Figura 43: Plano complexo de frequências.
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Modelos Úteis para Sinais
5. Sinal Exponencial Complexo
• Os sinais exponenciais complexos são periódicos com perı́odo
fundamental calculado como:
2𝜋
T0 =
𝜔0
• Quanto maior a frequência, menor o perı́odo, e portanto maior é a
oscilação da senoide.
• Sendo,
x1 (t) = Aert ej ( 𝜔1 t+𝜃 )
x2 (t) = Aert ej ( 𝜔2 t+𝜃 )
então se: (
𝜔1 ≠ 𝜔2 logo x1 (t) ≠ x2 (t)
𝜔1 = 𝜔2 logo x1 (t) = x2 (t)
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Sinais Pares e Ímpares
• Um sinal xe (t) é dito par caso,
xe (t) = xe (−t)
• Um sinal xo (t) é dito ı́mpar caso,
xo (t) = −xo (t)
Figura 44: Sinal par e ı́mpar.
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Sinais Pares e Ímpares
Propriedades:
1 Sinal par × sinal ı́mpar = sinal ı́mpar;
2 Sinal ı́mpar × sinal ı́mpar = sinal par;
3 Sinal par × sinal par = sinal par;
4 Área: ∫ a ∫ a
xe (t)dt = 2 xe (t)dt
−a 0
∫ a
xo (t)dt = 0
−a
5 Qualquer sinal x(t) pode ser escrito em termos de uma componente par
xe (t) e componente ı́mpar xo (t):
x(t) = xe (t) + xo (t)
em que:
1
xe (t) = [x(t) + x(−t)]
2
1
xo (t) = [x(t) − x(−t)]
2
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Sinais Pares e Ímpares
Exemplo 2.11 Determine as componentes pares e ı́mpares do sinal
x(t) = e−at u(t).
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 80 / 100
Figura 45: Componentes pares e ı́mpares do sinal x(t) = e −at u(t).
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 81 / 100
Sistemas
• Sistemas: Entidade fı́sica que é capaz de manupar um sinal de entrada,
gerando um sinal de saı́da.
Figura 46: Sistemas de tempo contı́nuo e de tempo discreto.
• Caracterização dos sistemas:
• Entradas;
• Saı́das (ou respostas);
• Modelo matemático.
• Áreas de estudo:
• Modelagem;
• Análise;
• Projeto.
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Sistemas
Exemplos de modelos matemáticos:
1 y(t) = 2x(t) + 3
2 y(t) = x(t) cos(𝜔0 t) (modulador em amplitude)
3 y(t) = x(t − t0 ) (deslocador)
dx(t)
4 y(t) = (derivador)
dt
∫ t
5 y(t) = x(𝜏)d𝜏 (integrador)
0
dy(t)
6 + ay(t) = bx(t) (equação diferencial)
dt
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Figura 47: Modelagem de um circuito elétrico.
∫ t
y(t) = Rx(t) + x(𝜏)d𝜏
−∞
∫ 0 ∫ t
y(t) = Rx(t) + x(𝜏)d𝜏 + x(𝜏)d𝜏
−∞ 0
∫ 0
Considerando x(𝜏)d𝜏 = vc (0), então:
−∞
∫ t
y(t) = Rx(t) + vc (0) + x(𝜏)d𝜏
0
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Sistemas
Exemplo de modelagem de um circuito elétrico:
∫ t
y(t) = Rx(t) + vc (0) + x(𝜏)d𝜏
0
A saı́da y(t) pode ser determinada sabendo-se:
• O valor da entrada x(t);
• Condições iniciais (valores para t < 0), no caso vc (0).
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Interconexão de Sistemas
1. Ligação Série
Figura 48: Ligação série de sistemas.
2. Ligação Paralela
Figura 49: Ligação paralela de sistemas.
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Interconexão de Sistemas
3. Ligação Mista
Figura 50: Ligação mista de sistemas.
4. Feedback
Figura 51: Ligação feedback de sistemas.
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Classificação dos Sistemas
1 Tempo contı́nuo e tempo discreto;
2 Analógicos e digitais;
3 Instântaneos e dinâmicos;
4 Causais e não-causais;
5 Estáveis e instáveis;
6 Lineares e não lineares;
7 Invariantes no tempo e variantes no tempo;
8 Invertı́veis e não invertı́veis.
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Classificação dos Sistemas
1. Tempo Contı́nuo e Tempo Discreto
• Tempo contı́nuo: entrada e saı́da são sinais de tempo contı́nuo;
• Tempo discreto: entrada e saı́da são sinais de tempo discreto.
2. Analógicos e Digitais
• Analógicos: entrada e saı́da são sinais analógicos;
• Digitais: entrada e saı́da são sinais digitais.
3. Instântaneos e Dinâmicos
• Um sistema é dito instântaneo (ou sem memória) caso a saı́da em t = t0
dependa apenas da entrada no mesmo instante de tempo, ou seja t = t0 ;
• Do contrário, o sistema é dito dinâmico (ou com memória).
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Classificação dos Sistemas
Exemplo 2.12 Discuta se os seguintes sistemas são de instântaneos ou
dinâmicos:
(a) y(t) = 2x(t) + 3
(b) y(t) = x(t − 2)
(c) y(t) = x(t − 2) + x(t + 2)
dx(t)
(d) y(t) =
dt
∫ t
(e) y(t) = x(𝜏)d𝜏
−∞
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Classificação dos Sistemas
4. Causais e Não-causais
• Um sistema é dito causal se a saı́da em qualquer instante de tempo
depende apenas da entrada nos instantes de tempo atual e passados;
• De forma equivalente, o sistema não pode antecipar entradas futuras.
• Caso contrário, o sistema é dito não-causal.
Exemplo 2.13 Discuta se os seguintes sistemas são causais ou não-causais:
(a) y(t) = 2x(t) + 3
(b) y(t) = x(t − 2)
(c) y(t) = x(t + 2)
(d) y(t) = x(−t)
(e) y(t) = x(t − 2) + x(t + 2)
∫ t
(f) y(t) = x(𝜏)d𝜏
−∞
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Classificação dos Sistemas
5. Estáveis e Instáveis
• Um sistema é dito estável se para qualquer sinal de entrada que tenha
amplitude limitada, resulte em um sinal de saı́da com amplitude limitada.
• Caso contrário, o sistema é dito instável.
Exemplo 2.14 Discuta se os seguintes sistemas são estáveis ou instáveis:
(a) y(t) = 2x(t) + 3
(b) y(t) = x(t − 2)
1
(c) y(t) =
x(t)
(d) y(t) = x(t) cos(𝜔0 t)
∫ t
(e) y(t) = x(𝜏)d𝜏
−∞
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Classificação dos Sistemas
6. Lineares e Não Lineares: Sendo,
y1 (t) = T {x1 (t)}
y2 (t) = T {x2 (t)}
Um sistema é dito linear se as seguintes condições forem atendidas
simultâneamente:
T {x1 (t) + x2 (t)} = y1 (t) + y2 (t)
T {kx1 (t)} = ky1 (t) k∈C
Caso contrário, o sistema é dito não-linear. Se o sistema é linear, então,
T {ax1 (t) + bx2 (t)} = T {ax1 (t)} + T {bx2 (t)}
= aT {x1 (t)} + bT {x2 (t)}
= ay1 (t) + by2 (t)
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Classificação dos Sistemas
Exemplo 2.15 Discuta se os sistemas são lineares ou não lineares:
(a) y(t) = tx(t)
(b) y(t) = 2x(t) + 3
(c) y(t) = x2 (t)
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Classificação dos Sistemas
7. Invariante no Tempo e Variante no Tempo: Sendo,
y(t) = T {x(t)}
Um sistema é dito invariante no tempo se:
T {x(t − t0 )} = y(t − t0 )
Caso contrário, o sistema variante no tempo.
Exemplo 2.16 Discuta se os seguintes sistemas são invariantes no tempo ou
variantes no tempo:
(a) y(t) = tx(t)
(b) y(t) = 2x(t) + 3
(c) y(t) = cos [x(t)]
(d) y(t) = x(t) cos(𝜔0 t)
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Classificação dos Sistemas
8. Sistemas Invertı́veis e Não Invertı́veis
• Um sistema é dito invertı́vel se existe um sistema inverso tal que, quando
colocado em cascata com o sistema original, desfaz o que o sistema
original faz;
• De forma equivalente, o sistema é dito invertı́vel caso entradas diferentes
levem à saı́das diferentes.
• Caso contrário, o sistema é dito não invertı́vel.
Exemplo 2.17 Discuta se os seguintes sistemas são invertı́veis ou não
invertı́veis:
(a) y(t) = 2x(t)
∫ t
(b) y(t) = x(𝜏)d𝜏
−∞
(f) y(t) = x2 (t)
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 96 / 100
Descrição de Entrada-Saı́da de um Sistema
Figura 52: Sistema elétrico.
Escrevendo a LKT:
vL (t) + vR (t) + vC (t) = x(t)
∫ t
dy(t)
+ 3y(t) + 2 y(𝜏)d𝜏 = x(t)
dt −∞
Tomando-se a derivada em ambos lados da equação,
d2 y(t) dy(t) dx(t)
2
+3 + 2y(t) =
dt dt dt
É a representação em equação diferencial do sistema.
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Descrição de Entrada-Saı́da de um Sistema
Representação com o operador D:
dy(t)
≡ Dy(t)
dt
d2 y(t)
≡ D2 y(t)
dt2
...
dk y(t)
≡ Dk y(t)
dtk
Então,
D2 y(t) + Dy(t) + 3y(t) = Dx(t)
(D2 + 3D + 2)y(t) = Dx(t)
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Descrição de Entrada-Saı́da de um Sistema
O operador D é o inverso da integração, logo:
∫ t
1
y(𝜏)d𝜏 = y(t)
−∞ D
Assim sendo, ∫ t
dy(t)
+ 3y(t) + 2 y(𝜏)d𝜏 = x(t)
dt −∞
pode ser re-escrita como:
2
Dy(t) + 3y(t) + y(t) = x(t)
D
No qual, multiplicando-se por D em ambos lados da equação,
D2 y(t) + Dy(t) + 3y(t) = Dx(t)
(D2 + 3D + 2)y(t) = Dx(t)
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Referências
1. B.P. Lathi - Sinais e Sistemas Lineares. 2ª Edição. Bookman, 2006;
2. A.V. Oppenheim, A.S. Willsky - Sinais e Sistemas. 2ª Edição. Pearson,
2010.
Souza (UFERSA) Sinais e Sistemas 100 / 100