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VITAMINAS

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Vitaminas

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 O que são
 Tipos
 Curiosidades
 Doenças relacionadas

O que são

São micronutrientes importantes no processo de


metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas. Embora as
vitaminas sejam substâncias essenciais ao organismo, a
maioria dos animais não consegue produzi-las em quantidade
suficiente, ou não as produz. Por esse motivo, a ingestão de
alimentos que as contenham é necessária.

No ser humano, a quantidade a ser ingerida pode variar


conforme idade, sexo, estado de saúde e atividade física do
indivíduo. As doses devem ser aumentadas em gestantes e
lactantes, em indivíduos em crescimento ou com saúde
debilitada, e mesmo trabalhadores em funções que exijam
muito esforço físico. Mas, é um engano pensar que os
alimentos podem ser trocados pelas vitaminas: sem a
ingestão da comida, o organismo simplesmente não consegue
absorvê-las.

As vitaminas são classificadas conforme substâncias que as


dissolvem. São lipossolúveis, solúveis em gorduras, as
vitaminas A, D, K, armazenadas no fígado, e a vitamina E,
que é distribuída para todos os tecidos de gordura no corpo.
As substâncias lipossolúveis não são facilmente excretadas
pelo organismo e tendem a se acumular provocando
intoxicação se ingeridas em excesso.

Outro grupo é o das hidrossolúveis, ou solúveis em água,


como as vitaminas C e as do complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9),
que permanecem no corpo por um pequeno período de tempo
antes de serem excretadas pelos rins e, por essa razão,
devem ser ingeridas diariamente. A B12 também é
hidrossolúvel, mas permanece armazenada no fígado.

Topo
Tipos

A classificação das vitaminas é feita apenas por suas


solubilidades e não pelas funções que exercem. Cada uma é
responsável por uma ou mais funções específicas,
independentemente do grupo a que pertencem.

Grupo das vitaminas lipossolúveis compreendem:

- Vitamina A - Importante oxidante que protege células


contra radicais livres. Principais fontes: frutas e vegetais de
cor forte, como cenoura, abóbora, brócolis e espinafre e
gorduras amarelas de alimentos animais como fígado, ovos e
leite.

- Vitamina D - É sintetizada com a ajuda dos raios solares e


imprescindível para a produção de insulina e a manutenção
do sistema imunológico. Ajuda na absorção do cálcio.
Principais fontes: peixes gordos como o atum e o salmão.

- Vitamina K - Componente na formação de 13 proteínas


essenciais para a coagulação do sangue e envolvida na
construção dos ossos. Principais fontes: alimentos verdes,
como vegetais de folhas e legumes (couve, couve de
Bruxelas, brócolis, salsa).

- Vitamina E (tocoferol) - Forte antioxidante contra


radicais livres; previne o câncer e doenças cardiovasculares;
protege o sistema reprodutor; previne catarata; reforça o
sistema imunológico; melhora a ação da insulina. Principais
fontes: óleos (girassol, amendoim), sementes de girassol,
amêndoas, amendoim, vegetais de folhas verde-escuras.

Grupo das principais vitaminas hidrossolúveis (complexo B):

- Vitamina B1 (Tiamina) - Mantém sistema nervoso e


circulatório saudáveis; auxilia na formação do sangue e no
metabolismo de carboidratos; previne o envelhecimento;
melhora a função cerebral; combate a depressão e a fadiga;
converte o açúcar no sangue em energia. Principais fontes:
vegetais de folhas (alface romana, espinafre), berinjela,
cogumelos, grãos de cereais integrais, feijão, nozes, atum,
carne bovina e de aves.
- Vitamina B2 (Riboflaviana) - Ligada à formação de
células vermelhas do sangue e anticorpos; envolvida na
respiração e processos celulares; previne catarata; ajuda na
reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio
adrenalina. Principais fontes: vegetais, grãos integrais, leite
e carnes.

- Vitamina B3 (Nicotinamida) - Aumenta a circulação;


reduz triglicérides e colesterol; ajuda no funcionamento
adequado do sistema nervoso e imunológico; regula o açúcar
no sangue; protege o corpo contra poluentes e toxinas.
Principais fontes: levedura, carnes magras de bovinos e de
aves, fígado, leite, gema de ovos, cereais integrais, vegetais
de folhas (brócolis, espinafre), aspargos, cenoura, batata-
doce, frutas secas, tomate, abacate.

- Vitamina B5 (Ácido pantotênico) - Ajuda na formação de


células vermelhas do sangue e na desintoxicação química;
previne degeneração de cartilagens; ajuda na construção de
anticorpos; reduz colesterol e triglicérides; ajuda nas
disfunções hormonais. Principais fontes: carnes, ovos, leite,
grãos integrais e inteiros, amendoim, levedura, vegetais
(brócolis), algumas frutas (abacate), ovário de peixes de água
fria, geleia real.

- Vitamina B6 (Piridoxina) - Reduz o risco de doenças


cardíacas; ajuda na manutenção do sistema nervoso central e
no sistema imunológico; reduz espasmos musculares; alivia
enxaquecas e náuseas; reduz o colesterol; melhora a visão;
previne aterosclerose e câncer. Principais fontes: cereais
integrais, semente de girassol, feijões (soja, amendoim,
feijão), aves, peixes, frutas (banana, tomate, abacate) e
vegetais (espinafre).

- Vitamina B7 (Biotina) - Auxilia no crescimento celular,


produção de ácidos graxos e redução de açúcar no sangue;
combate infecções; promove a saúde das glândulas
sudoríparas, do tecido nervoso, da medula óssea, das
glândulas sexuais e células sanguíneas; previne a calvície;
alivia dores musculares; baixa a intolerância à insulina em
diabéticos. Principais fontes: carne de aves, fígado, rins,
gema de ovo, couve-flor, ervilha.

- Vitamina B9 (ácido fólico) - Manutenção dos sistemas


imunológico, circulatório e nervoso; antitóxico; ajuda a
combater o primeiro infarto, o câncer de mama e de cólon,
parasitas intestinais e envenenamento alimentar; diminui o
risco de aterosclerose; promove a saúde dos cabelos e da
pele; reforça o sistema imunológico e o sistema nervoso
central. Principais fontes: fígado, rins, vegetais de folhas
verdes, couve-flor.

- Vitamina B12 (Cobalamina) - auxilia a síntese de células


vermelhas do sangue; manutenção do sistema nervoso; ajuda
no crescimento e desenvolvimento do corpo. Principais
fontes: fígado, rins, carnes, peixes, ovos, leite, queijo.

- Vitamina C (ácido ascórbico) - Indispensável para a


síntese do colágeno; ajuda na manutenção das funções
glandulares e do crescimento; manutenção dos tecidos;
previne o câncer; aumenta a imunidade; protege contra
infecções. Principais fontes: frutas cítricas frescas (laranja,
limão, tomate abacaxi, mamão papaia) e vegetais frescos
(repolho, couve-flor, espinafre, pimentão verde).

- Colina - Ajuda na memorização e no tratamento do


Alzheimer; controla o colesterol e as gorduras no corpo;
ajuda a eliminar substâncias tóxicas (venenos e drogas) e na
reconstrução do fígado danificado pelo álcool. Principais
fontes: lecitina de soja, gema de ovo.

Topo
Curiosidades

Pessoas que vivem em regiões de pouca incidência de raios


ultravioleta B ou de pele escura, idosos e indivíduos obesos
possuem, em geral, níveis mais baixos de vitamina D devido à
pouca absorção dos raios solares.

Pesquisas recentes demonstraram que a ingestão em excesso


de betacaroteno e de vitamina A por mulheres lactantes
portadoras de HIV aumenta a carga viral no leite. O
tabagismo associado a altas doses de betacaroteno também
parece aumentar o risco de câncer de pulmão. O excesso da
vitamina A pode envenenar o organismo e causar doenças e
má formação de nascença.
As células cancerosas são as nossas próprias células que
dispararam a crescer e a se multiplicar. Portanto, necessitam
de nutrientes mais do que qualquer outra célula do corpo.
Por essa razão, as vitaminas – em especial o ácido fólico (B9),
indispensável para a divisão celular – podem contribuir para
a propagação do câncer. Em pessoas livres dessa doença, as
vitaminas têm grande poder de proteção contra esse mal.

Pessoas que se alimentam principalmente de carboidratos


processados (arroz beneficiado, farinha de trigo e açúcar
brancos) estão sob o risco de deficiência da vitamina B1. O
arroz e os grãos de trigo polidos, assim como o açúcar
branqueado, têm todas as vitaminas removidas no
processamento.

O ácido pantotênico (B5) pode ser perdido no cozimento dos


alimentos (assados e fervuras), bem como em alimentos
regados a vinagre, bicarbonato de sódio e enlatados. A
vitamina B12 também é perdida na fermentação para
produção de iogurtes e no leite fervido.

Topo
Doenças relacionadas

- Acne

- Anemia

- Cirrose

- Depressão

- Desordens autoimunes

- Diarreia

- Enxaqueca

- Estresse

- Flatulência

- Gripe

- Hipertensão
- Infertilidade

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Vitaminas

Lana Magalhães

Professora de Biologia

As vitaminas são compostos orgânicos não sintetizados pelo


organismo, sendo incorporados através da alimentação.

Elas são essenciais para o funcionamento de importantes


processos bioquímicos do organismo, especialmente como
catalisadoras de reações químicas.
As principais fontes de vitaminas são as frutas, verduras,
legumes, carne, leite, ovos e cereais.

A carência parcial de vitaminas é chamada


de hipovitaminose, enquanto que o excesso de ingestão de
vitaminas é denominado hipervitaminose. Avitaminose é a
carência extrema ou total de vitaminais.

Existem ainda as pró-vitaminas, substâncias a partir das


quais o organismo é capaz de sintetizar vitaminas. Por
exemplo: carotenos (pró-vitamina A) e esteróis (pró-vitamina
D).

As vitaminas são
encontradas em uma grande diversidade de alimentos

Tipos

As vitaminas são divididas em dois grupos, conforme a


substância na qual se dissolvem:

 Vitaminas lipossolúveis: São as vitaminas solúveis


em gordura e por isso podem ser armazenadas. Fazem
parte deste grupo as vitaminas A, D, E e K.
 Vitaminas hidrossolúveis: São as vitaminas do
complexo B e a vitamina C, solúveis em água. Elas não
podem ser armazenadas no corpo, tornando raro os
casos de hipervitaminose. Também são absorvidas e
excretadas rapidamente.
Vitaminas Lipossolúveis

Vitamina A (Retinol/Beta-Caroteno)

 Funções: Crescimento e desenvolvimento dos tecidos;


ação antioxidante; funções reprodutivas; integridade
dos epitélios;importante para a visão.
 Fontes: Fígado, rim, nata, manteiga, leite integral,
gema de ovo, queijo e peixes oleosos. Fontes de
carotenos presentes na cenoura, abobrinha, batata
doce, manga, melão, mamão, pimentão vermelho,
brócolis, agrião, espinafre.
 Hipovitaminose: Queratinização das membranas de
mucosas que revestem o trato respiratório, tubo
digestivo e trato urinário. Queratinização da pele e do
epitélio do olho. Alterações na pele, insônia, acne, pele
seca com descamações, diminuição do paladar e apetite,
cegueira noturna, úlceras na córnea, perda de apetite,
inibição do crescimento, fadiga, anormalidades ósseas,
perda de peso, aumento da incidência de infecções.
 Hipervitaminose: Dores nas articulações, afinamento
de ossos longos, perda de cabelo e icterícia.

Vitamina D

 Funções: Absorção de cálcio e fósforo. Auxilia o


crescimento e a resistência dos ossos, dentes, músculos
e nervos;
 Fontes: Leite e derivados, margarinas e cereais
enriquecidas, peixes gordos, ovos, levedo de cerveja.
 Hipovitaminose: Anormalidades ósseas, raquitismo,
osteomalácia;
 Hipervitaminose: Hipercalemia, dor óssea,
enfraquecimento, falhas no desenvolvimento, depósito
de cálcio nos rins;

Vitamina E (Tocoferol)

 Funções: Ação antioxidante, protege as células dos


danos provocados pelos radicais livres, auxiliando na
prevenção de doenças cardiovasculares e alguns tipos
de câncer.
 Fontes: Óleos vegetais, nozes, amêndoa, avelã, gérmen
de trigo, abacate, aveia, batata doce, vegetais verde-
escuros.
 Hipovitaminose: Anemia hemolítica, distúrbios
neurológicos, neuropatia periférica e miopatia
esquelética.
 Hipervitaminose: Não existe toxicidade conhecida.

Vitamina K

 Funções: Catalisar a síntese dos fatores de coagulação


do sangue no fígado. A vitamina K atua na produção de
protrombina, que combina com o cálcio para ajudar a
produzir o efeito coagulante, além de ser necessária na
manutenção da saúde dos ossos.
 Fontes: Vegetais verdes folhosos, fígado, feijão, ervilha
e cenoura.
 Hipovitaminose: Tendência a hemorragias.
 Hipervitaminose: Dispnéia e Hiperbilirrubinemia.

Vitaminas Hidrossolúveis

Vitamina C

 Funções: Antioxidante, cicatrizante, atua no


crescimento e manutenção dos tecidos corporais,
incluindo matriz óssea, cartilagem, colágeno e tecido
conjuntivo.
 Fontes alimentares: Frutas cítricas, frutas
vermelhas, maçã, tomate, batata inglesa, batata doce,
repolho, brócolis.
 Hipovitaminose: Pontos hemorrágicos na pele e nos
ossos, capilares fracos, articulações frágeis, dificuldade
de cicatrização de feridas, sangramento de gengivas.

As frutas exóticas também são excelentes fontes de vitamina


C.

Vitaminas do Complexo B

As vitaminas do complexo B compreendem oito vitaminas,


são elas:

Tiamina (B1)

 Funções: Liberação de energia dos carboidratos,


gorduras e álcool.
 Fontes: Gérmen de trigo, ervilha, levedura, cereais
matinais fortificados, amendoim, fígado, batata, carne
de porco e vaca, fígado, grãos, leguminosas.
 Hipovitaminose: Beribéri (dor e paralisia das
extremidades, alterações cardiovasculares e edema),
anorexia, indigestão, constipação, atonia gástrica,
secreção insuficiente de ácido clorídrico, fadiga, apatia
geral, enfraquecimento do músculo cardíaco, edema,
insuficiência cardíaca e dor crônica no sistema músculo-
esquelético.
 Hipervitaminose: Pode interferir na absorção de
outras vitaminas do complexo B.

Riboflavina (B2)

 Funções: Disponibiliza a energia dos alimentos,


crescimento em crianças, restauração e manutenção
dos tecidos.
 Fontes: Iogurte, leite, queijo, fígado, rim, coração,
gérmen de trigo, cereais matinais vitaminados, grãos,
peixes oleosos, levedura, ovos, siri, amêndoa, semente
de abóbora, vegetais.
 Hipovitaminose: Queilose (rachaduras nos cantos da
boca), glossite (edema e vermelhidão da língua), visão
turva, fotofobia, descamação da pele, dermatite
seborréica.

Niacina (B3)

 Funções: Necessária para a produção de energia nas


células. Desempenha papel nas ações das enzimas no
metabolismo dos ácidos graxos, respiração dos tecidos e
eliminação de toxinas.
 Fontes: Carnes magras, fígado, peixes oleosos,
amendoim, cereais matinais vitaminados, leite, queijo
cogumelo, ervilha, vegetais folhosos verdes, ovos,
alcachofra, batata, aspargos.
 Hipovitaminose: Fraqueza, pelagra, anorexia,
indigestão, erupções na pele, confusão mental, apatia,
desorientação, neurite.
Ácido Pantotênico (B5)

 Funções: Transformação da energia de gorduras,


proteínas e carboidratos em substâncias essenciais
como hormônios e ácidos graxos.
 Fontes: Fígado, rim, gema do ovo, leite, gérmen de
trigo, amendoim, nozes, cereais integrais, abacate.
 Hipovitaminose: Doenças neurológicas, cefaleia,
cãibras e náuseas.

Piridoxina (B6)

 Funções: Desempenha papel no sistema nervoso


central, participa no metabolismo dos lipídios, na
estrutura da fosforilase e no transporte de aminoácidos
através da membrana celular.
 Fontes: Gérmen de trigo, batata, banana, vegetais
crucíferos, castanhas, nozes, peixe, abacate, semente de
gergelim.
 Hipovitaminose: Anomalias do sistema nervoso
central, desordens da pele, anemia, irritabilidade e
convulsões.
 Hipervitaminose: Ataxia e neuropatia sensorial.

Biotina (B8)

 Funções: Produção de energia através dos alimentos,


síntese de gorduras, excreção dos resíduos de
proteínas.
 Fontes: Gema de ovo, fígado, rim, coração, tomate,
levedura, aveia, feijão, soja, nozes, alcachofra, ervilha e
cogumelo.
 Hipovitaminose: Alterações cutâneas.

Folato (B9) - Ácido Fólico

 Funções: Atua como coenzima no metabolismo dos


carboidratos, mantém a função do sistema imunológico,
juntamente com a vitamina B12, está presente na
síntese de DNA e RNA, além de participar na formação
e maturação de células do sangue.
 Fontes: Vegetais folhosos verdes, fígado, beterraba,
gérmen de trigo, cereais vitaminados, nozes, amendoim,
grãos, leguminosas.
 Hipovitaminose: Anemia megaloblástica, lesões de
mucosas, má formação do tubo neural, problemas de
crescimento, transtornos gastrointestinais, alterações
na morfologia nuclear celular.

Cobalamina (B12)

 Funções: Atua como coenzima no metabolismo dos


aminoácidos e na formação da porção heme da
hemoglobina; essencial para a síntese de DNA e RNA;
participa na formação de células vermelhas do sangue.
 Fontes: Alimentos de origem animal, fígado, rim, carne
magra, leite, ovos, queijo, leveduras.
 Hipovitaminose: Anemia perniciosa, anemia
megaloblástica, distúrbios gastrointestinais.

Leia também sobre:

 Sais minerais
 Nutrientes
 Alimentos de origem mineral
 Pirâmide alimentar

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Lana Magalhães

Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em


Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do
Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em
Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.

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Artigo revisado em 23/08/18
Toda Matéria: conteúdos escolares.
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Vitamina
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Nota: Para outros significados, veja Vitamina (desambiguação).
Cristais de ácido ascórbico, ouvitamina C

Vitaminas são compostos orgânicos e nutrientes essenciais de que o organismo necessita


em pequenas quantidades.[1] Um determinado composto químico orgânico é denominado
vitamina quando o organismo não consegue sintetizar esse composto em quantidades
suficientes, pelo que tem que ser obtido através da dieta. Assim, o termo "vitamina"
dependem das circunstâncias de cada organismo específico. Por exemplo; o ácido
ascórbico, uma forma de vitamina C, é uma vitamina para os seres humanos, mas não
para a maior parte dos animais. A suplementação de vitaminas é importante no tratamento
de alguns problemas de saúde.[2] No entanto, há poucas evidências de benefícios
nutricionais quando usadas por pessoas saudáveis.[3]
Por convenção, o termo "vitamina" não inclui nem outros nutrientes essenciais, como
os sais minerais, ácidos gordos essenciais ou aminoácidos essenciais (que são
necessários em maior quantidade do que as vitaminas), nem o grande número de outros
nutrientes que promovem a saúde, mas são necessários em menor frequência para
manter a saúde do organismo.[4]Atualmente são reconhecidas treze vitaminas. As
vitaminas são classificadas de acordo com a sua atividade biológica e química, e não pela
sua estrutura. Assim, cada vitamina refere-se a uma série de compostos vitâmeros que
mostram a atividade biológica associada a uma determinada vitamina. Cada conjunto
destes compostos químicos é agrupado num título de descritor genérico ao qual é
atribuída uma letra. Por exemplo, a vitamina A inclui os compostos retinal, retinol e
quatro carotenoidesconhecidos. Estes vitâmeros são convertidos para a forma ativa da
vitamina no corpo e, por vezes, são conversíveis entre si.
As vitaminas têm várias funções bioquímicas. Algumas, como a vitamina D, têm funções
semelhantes às hormonas enquanto reguladoras do metabolismo mineral, do crescimento
celular e diferenciação dos tecidos. Outras, como a vitamina E ou a C, atuam
como antioxidantes.[5] As vitaminas do complexo B, o maior grupo de vitaminas, funcionam
como precursoras dos cofatores enzimáticos, que ajudam as enzimas na sua função
de catálise metabólica. Nesta função, as vitaminas podem ligar-se firmemente às enzimas
como parte de grupos prostéticos. Por exemplo, a biotinafaz parte das enzimas envolvidas
na produção de ácidos gordos. Também se podem ligar de forma menos firme a
catalisadores enzimáticos como as coenzimas – moléculas desvinculáveis que
transportam grupos químicos ou eletrões entre moléculas. Por exemplo, o ácido
fólico pode transportar nas células os grupos metil,aldeído e metileno. Embora estas
funções na assistência de reações enzimáticas sejam as mais conhecidas, as outras
funções são igualmente importantes.[6]
Até ao século XX as vitaminas eram obtidas exclusivamente a partir dos alimentos. As
estações de cultivo tinham um impacto profundo na dieta e geralmente alteravam de forma
significativa o tipo e quantidade de vitaminas ingeridas. Na década de 1930 começaram a
ser comercializados os primeiros suplementos de vitaminas D e C. Na segunda metade do
século passaram a estar amplamente disponíveis suplementos multivitamínicos sintéticos
e acessíveis. O estudo da atividade estrutural, função e papel na saúde das vitaminas é
denominado vitaminologia.[7]

Índice

 1Classificação
o 1.1Vitamina A
o 1.2Vitamina B
 1.2.1Vitamina B1
 1.2.2Vitamina B2
 1.2.3Vitamina B3
 1.2.4Vitamina B5
 1.2.5Vitamina B6
 1.2.6Vitamina B7
 1.2.7Vitamina B9
 1.2.8Vitamina B12
o 1.3Vitamina C
o 1.4Vitamina D
o 1.5Vitamina E
o 1.6Vitamina K
 2Efeitos na saúde
o 2.1Deficiências vitamínicas
o 2.2Hipervitaminose
o 2.3Efeitos adversos
o 2.4Suplementos
o 2.5Regulamentação
 3História
o 3.1Nomenclatura
 4Referências

Classificação
As vitaminas são classificadas como hidrossolúveis ou lipossolúveis, dependendo se se
dissolvem na água ou em lípidos. Nos seres humanos existem 13 vitaminas, das quais
quatro são lipossolúveis (A, D, E e K) e nove são hidrossolúveis (as 8 vitaminas B e a
vitamina C). As vitaminas hidrossolúveis dissolvem-se facilmente na água e, em geral, são
rapidamente excretadas pelo corpo, ao ponto de o débito urinário ser um indicador do
consumo de vitaminas.[8] No entanto, uma vez que estas vitaminas não são armazenadas
com facilidade, é importante que sejam ingeridas de forma consistente.[9] Muitos tipos de
vitaminas hidrossolúveis são sintetizadas por bactérias.[10] As vitaminas lipossolúveis são
absorvidas no trato intestinal com a ajuda de lípidos. Estas vitaminas são mais facilmente
armazenadas no corpo, pelo que é mais provável causarem hipervitaminose do que as
proteínas hidrossolúveis.[11] Cada vitamina é geralmente usada em várias reações, pelo
que a maior parte tem diversas funções.[12] Esta é uma lista das vitaminas humanas:
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Des tão
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or a stão
gen reco máxi Doença Font
Denominação Solu mend ma es
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a 70
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fruto
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Retinol, retinal, e Nictalopia,Hiperq 300 osas
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Vitamina A
Ver artigo principal: Vitamina A
A vitamina A é um grupo de compostos orgânicos não saturados, entre os
quais retinol, retinal, ácido retinoico e vários carotenoides provitamina A. Os carotenoides
são substâncias presentes nas plantas que podem ser convertidas pelo corpo em vitamina
A. Existem mais de 500 carotenoides conhecidos, dos quais o mais comum é
o betacaroteno.[26][27] A vitamina A tem várias funções: é essencial para o crescimento e
desenvolvimento, para a formação e manutenção dos dentes,ossos, tecidos moles,
membranas mucosas e pele, para a manutenção do sistema imunitário e para uma visão
saudável, sobretudo com baixa luminosidade.[26][28]
A retina do olho necessita de vitamina A na forma de retinol, que se combina com a
proteína opsina para formar rodopsina, a molécula responsável pela absorção de luz.[29]
[30]
O ácido retinoico é uma forma oxidada de retinol, que é um importante fator de
crescimento de várias células, principalmente de células epiteliais.[28][31] Os betacarotenos
são antioxidantes que protegem as células dos danos causados por radicais livres, os
quais se pensa contribuírem para algumas doenças crónicas. Os alimentos ricos em
betacarotenos podem diminuir o risco de cancro, embora a suplementação não diminua
este risco.[26]
As principais fontes alimentares de vitamina A são fontes de origem
animal: ovos, queijo, manteiga, bacalhau ou carne, principalmente fígado. O óleo de fígado
de bacalhau é particularmente rico em vitamina A. No entanto, as fontes animais são
também ricas em gordura saturada e colesterol. Entre as principais fontes vegetais de
vitamina A estão as frutas e legumes amarelos e cor-de-laranja e fontes ricas em
betacaroteno, como brócolos, espinafre, pimento, batata-doce,cenoura, abóbora e
legumes de folha verde-escura. Quanto mais intensa a cor de uma fruta ou vegetal, maior
a quantidade de betacarotenos. Ao contrário das fontes animais, as fontes vegetais são
isentas de gordura e colesterol.[26][32]
A vitamina A está presente nos alimentos em duas principais formas: o retinol e
os carotenos. O retinol é a forma de vitamina A que é absorvida ao ingerir alimentos de
origem animal, como carne e ovos. Trata-se de uma substância lipossolúvel, presente nos
tecidos na forma de éster de retinil. Também pode ser produzida artificialmente na forma
de acetato de retinil ou palmitato de retinil e comercializada sob a forma de suplementos
alimentares.[33] Em animaisherbívoros e omnívoros, vários carotenoides das plantas
funcionam como provitamina A: os carotenos alfacaroteno, betacaroteno e gamacaroteno,
e a xantofilacriptoxantina. Estes animais obtêm o retinol de forma indireta, possuindo na
mucosa do intestino a enzima beta-caroteno-15,15´-dioxigenase, que converte
betacarotenos em retinol.[34]
A deficiência de vitamina A aumenta o risco de problemas de visão, como cegueira
noturna reversível e lesões na córnea não reversíveis, hiperqueratose e pele seca e
escamosa. Por outro lado, o consumo excessivo de vitamina A através de suplementos
alimentares de pode causar doenças congénitas. Embora o consumo excessivo de
betacarotenos não provoque doenças, pode levar a que a pele adquira um tom amarelo ou
laranja, embora reversível.[26][35] A deficiência de vitamina A é a principal causa de cegueira
em crianças e estima-se que em todo o mundo afete cerca de um terço das crianças com
menos de cinco anos.[36]
Vitamina B
Ver artigo principal: Vitamina B
As vitaminas B são um grupo de vitaminas hidrossolúveis importantes para
o metabolismo celular, ajudando o corpo a obter ou criar energia a partir dos alimentos
ingeridos e a produzir glóbulos vermelhos. As vitaminas B podem ser obtidas a partir de
proteínas animais como o peixe, aves de criação, carne, ovos e lacticínios, e de vários
legumes de folhas verdes, feijões, favas e ervilhas. A deficiência em vitaminas B pode
causar doenças como a anemia.[37]
Vitamina B1
Ver artigo principal: Tiamina
A tiamina, ou vitamina B1, é uma coenzima que atua no catabolismo dos açúcares e
dos aminoácidos. Tem como função libertar energia dos hidratos de carbono, estando
também envolvida na produção de ADN e ARN e na função nervosa. A sua forma ativa é
uma coenzima denominada tiamina pirofosfato, que participa na conversão
do piruvato em acetilcoenzima A durante o metabolismo.[38]
Vitamina B2
Ver artigo principal: Riboflavina
A riboflavina, ou vitamina B2, tem como função libertar energia na cadeia de transporte de
electrões, no ciclo do ácido cítrico e no catabolismo dos ácidos gordos.[39]
Vitamina B3
Ver artigo principal: Niacina
A niacina, ou vitamina B3, é composta por duas estruturas: ácido nicotínico e nicotinamida.
Existem duas formas coenzimáticas da niacina: o dinucleótido de nicotinamida e
adenina (NAD) e o fosfato de dinucleótido de nicotinamida e adenina (NADP). Ambas as
formas têm uma função importante nas reações de transferência de energia no
metabolismo da glicose, das gorduras e do álcool.[40] O NAD transporta o hidrogénio e
respetivos eletrões durante as reações metabólicas. O NAPD é uma coenzima na síntese
de lípidos e ácidos nucleicos.[41]
Vitamina B5
Ver artigo principal: Ácido pantoténico
O ácido pantoténico, ou vitamina B5, está envolvido na oxidação de ácidos gordos e de
hidratos de carbono. A coenzima A, que pode ser sintetizada a partir do ácido pantoténico,
está envolvida na síntese de aminoácidos, ácidos gordos, corpos
cetónicos, colesterol, fosfolípidos, hormonas esteroides, neurotransmissorese anticorpos.[42]
[43]

Vitamina B6
Ver artigo principal: Vitamina B6
O termo vitamina B6 designa um grupo de compostos quimicamente semelhantes que
podem ser interconversíveis dentro de sistemas biológicos. [44] A forma metabolicamente
ativa da vitamina B6 é o fosfato de piridoxal. O fosfato de piridoxal está envolvido em
muitos dos aspetos do metabolismo de macronutrientes, síntese de neurotransmissores,
síntese da histamina, síntese e função da hemoglobina e na expressão de genes. O
fosfato de piridoxal atua como coenzima em mais de 100 reações enzimáticas, entre as
quais a descarboxilação, transaminação, racemização, eliminação, substituição e
interconversão de grupos funcionais.[44][45]A piridoxina é uma forma de vitamina B6 comum
em frutas, legumes e cereais. É usada como suplemento alimentar no tratamento e
prevenção de deficiência de vitamina B6, anemia sideroblástica, epilepsia dependente de
piridoxina, algumas doenças metabólicas, problemas derivados da isoniazida e
envenenamento por cogumelos.[46][47]
Vitamina B7
Ver artigo principal: Biotina
A biotina, ou vitamina B7, é essencial para o metabolismo de lípidos, proteínas e hidratos
de carbono e uma coenzima fundamental em quatro carboxilases: a acetil-CoA
carboxilase, envolvida na síntese de ácidos gordos a partir do acetato; a piruvato CoA
carboxilase, envolvida na glicogénese; a betametilcrotonil Coa carboxilase, envolvida no
metabolismo da leucina; e a propionil CoA carboxilase, envolvida no metabolismo da
energia, aminoácidos e colesterol.[48]
Vitamina B9
Ver artigo principal: Ácido fólico
O ácido fólico, ou vitamina B9, atua como coenzima na forma de ácido
tetrahidrofólico (THF). O THF está envolvido no metabolismo dos ácidos nucleicos e dos
aminoácidos, e na síntese de nucleótidos de pirimidina, pelo que é fundamental para a
correta divisão celular, sobretudo durante a gravidez e infância, que são períodos de
rápido crescimento. O THF também auxilia a eritropoiese, o processo de produção
de glóbulos vermelhos.[49]
Vitamina B12
Ver artigo principal: Vitamina B12
A vitamina B12 é uma coenzima envolvida no metabolismo de todas as células do corpo,
influenciando particularmente a síntese e regulação de ADN. Está envolvida no
metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas, lípidos, aminoácidos e ácidos gordos. É
fundamental para a produção de células sanguíneas na medula óssea, para
os neurónios e proteínas.[50]
Vitamina C
Ver artigo principal: Vitamina C

Microcristais de ácido ascórbico, ou vitamina C. A vitamina C é umantioxidante que ajuda a proteger o


corpo dos radicais livres.

A vitamina C, ou ácido ascórbico, é uma vitamina hidrossolúvel que atua


como antioxidante, ajudando a proteger as células dos danos causados pelos radicais
livres. Os radicais livres são compostos químicos que se formam no corpo durante a
conversão dos alimentos em energia, ou com origem no fumo de tabaco, poluição do ar
e radiação ultravioleta do sol. O corpo necessita de vitamina C para produzir colagénio,
uma proteína fundamental na reparação dos tecidos do corpo. A vitamina C melhora a
absorção de ferro a partir de fontes alimentares de origem vegetal e ajuda o sistema
imunitário a proteger o corpo de doenças.[51][52][53] A vitamina C está presente nas células
imunitárias em elevadas concentrações e é consumida rapidamente durante infeções.[54]
A fruta e os legumes são as principais fontes de vitamina C. São geralmente os
alimentos citrinos, como a laranja ou atoranja, Limão e os respetivos sumos, os quivis,
legumes, como os brócolos, morangos, tomates, pimentos e batatascozinhadas.[51][55] Os
Alimentos com maiores concentrações de Vitamina C são o Kakadu plum[56] Fruta
Australiana e o Camu-Camu[57] Fruta Brasileira Amazônica.
Alguns alimentos e bebidas são fortificados com vitamina C. A quantidade de vitamina C
nos alimentos pode diminuir quando são cozinhados ou quando são conservados durante
muito tempo. Esta diminuição é menor quando são cozinhados a vapor ou no microondas.
No entanto, a maioria da fruta rica em vitamina C é geralmente consumida crua. [51]
Embora a maior parte das pessoas satisfaça as necessidades de vitamina C com uma
dieta equilibrada, alguns grupos apresentam um risco acrescido de insuficiência de
vitamina C, como é o caso dos fumadores, bebés que são alimentados com leite de
vaca fervido, pessoas com dietas pouco variadas e pessoas com determinadas condições
médicas, como má absorção grave, alguns tipos de cancro e doenças renais que
requerem hemodiálise. O consumo insuficiente de vitamina C (<10mg/dia)
causa escorbuto, cujos sintomas incluem fadiga, inflamação das gengivas, manchas
vermelhas ou roxas na pele, dores nas articulações, encaracolamento do cabelo e
problemas de cicatrização.[51] Os suplementos de vitamina C são usados no tratamento do
escorbuto.[53] Não há evidências que apoiem o seu uso na população em geral para
prevenir constipações.[55][46] Não há evidências sólidas de que a suplementação com
vitamina C diminua o risco de cancro em pessoas saudáveis ou em grupos de risco.[58] A
vitamina C é geralmente bem tolerada pelo organismo[53] e a sua ingestão em doses
normais é segura durante a gravidez.[59] A ingestão de quantidades excessivas pode
causar indigestão, dores de cabeça, perturbações do sono e rubor da pele.[53][46]
O termo vitamina C descreve vários vitâmeros com atividade de vitamina C em animais,
incluindo o ácido ascórbico e respetivos sais, assim como algumas formas oxidadas da
molécula, como o ácido dehidroascórbico. A vitamina C é um cofator em pelo menos oito
reações enzimáticas, entre as quais várias reações de síntese do colagénio, cuja
insuficiência é a causado escorbuto.[60] Nos animais, incluindo o ser humano, estas reações
são de particular importância na cicatrização de feridas e na contenção de hemorragias.
O ascorbato também atua como antioxidante, protegendo o corpo do stress oxidativo.[61] O
papel biológico do ascorbato é atuar como agente de redução, doando eletrões a várias
reações enzimáticas e não enzimáticas.[62][63]
Vitamina D
Ver artigo principal: Vitamina D

Existem muito poucas fontes alimentares de vitamina D. A principal fonte natural é


ocolecalciferol (vitamina D3) produzido pela pele quando exposta à luz do sol.

A vitamina D é fundamental para manter ossos fortes e saudáveis, ajudando o corpo a


absorver o cálcio e outros minerais a partir dos alimentos. As pessoas com deficiência de
vitamina D apresentam um risco acrescido de desenvolver problemas na mineralização
dos ossos, como o raquitismo em crianças ou osteomalacia em adultos. A vitamina D é
também importante para o correto funcionamento dos músculos, dos nervos, do sistema
imunitário, e previne o aparecimento de osteoporose.[64]
Existem muito poucas fontes alimentares de vitamina D. A principal fonte natural de
vitamina D é a produção decolecalciferol pela pele. Esta produção é ativada pela
exposição da pele à radiação solar.[65][66][67] As melhores fontes alimentares de vitamina D
são os peixes gordos, como o salmão, atum e carapau. O fígado, o queijo e a gema de ovo
proporcionam quantidades pequenas. Muitas marcas acrescentam vitamina D aos cereais
de pequeno almoço e algumas acrescentam ao sumo de laranja, iogurtes, margarina e
bebidas de soja.[64]
O corpo produz vitamina D quando a pele é exposta à luz do sol direta. A exposição em
espaços interiores ou através de uma janela não produz vitamina D. No entanto, a
excessiva exposição solar da pele aumenta o risco de cancro da pele. A exposição solar
insuficiente pode ser compensada com boas fontes alimentares de vitamina D ou com
suplementos de vitamina D.[64] Os suplementos de vitamina D são usados na prevenção
de Osteomalacia e raquitismo. Fora destas doenças, as evidências de benefícios da
suplementação de vitamina D são inconsistentes.[68][69] Quando consumida em doses
excessivas, a vitamina D pode ser tóxica e causar hipervitaminose D.[64]
A vitamina D é um grupo de secosteroides lipossolúveis cuja função é aumentar a
absorção pelo intestino de cálcio, ferro,magnésio, fosfato e zinco. Nos seres humanos, os
compostos mais importantes deste grupo são a vitamina D3 (colecalciferol) e a vitamina
D2 (ergocalciferol).[65]O colecalciferol (vitamina D3) é convertido no fígado em calcifediol. O
ergocalciferol é convertido no fígado em 25-Hidroxiergocalciferol. Parte do calciferol é
convertido nos rins em calcitriol, a forma biologicamente ativa de vitamina D.[70] O calcitriol
circula no sangue, regulando a concentração de cálcio e de fosfato na corrente sanguínea
e promovendo o crescimento e rejuvenescimento dos ossos. O calcitriol influencia também
as funções imunitárias e neuromusculares.[71]
Vitamina E
Ver artigo principal: Vitamina E

O alfa-tocoferol é a forma mais ativa de vitamina E, um antioxidanteque fortalece o sistema imunitário e


impede a formação de coágulos sanguíneos.

A vitamina E é um antioxidante que protege as células dos danos causados pelos radicais
livres, fortalece o sistema imunitário, alarga os vasos sanguíneos e impede a formação
de coágulos. As células do corpo usam vitamina E para interagir entre si e para
desempenhar várias funções importantes. Os alimentos mais ricos em vitamina E são
os óleos vegetais como oóleo de girassol ou o óleo de gérmen de trigo ou óleo de cártamo;
frutos secos, como amendoins, avelãs e amêndoas; e sementes, como as sementes de
girassol. O óleo de milho, óleo de soja e legumes verdes como os espinafres e
os brócolostambém contêm alguma vitamina E. Muitas empresas acrescentam vitamina E
a alguns alimentos, como os cereais de pequeno almoço, sumos de fruta ou margarinas.[72]
A deficiência de vitamina E pode causar doenças neuromusculares, como ataxia
espinocerebelar e miopatia, problemas neurológicos, anemia,[73] retinopatia e diminuição
da resposta imunitária.[74][75] A suplementação de vitamina E não só não demonstra
benefícios significativos em pessoas saudáveis como aparenta ser prejudicial.[76][77] A
suplementação também não melhora o controlo da glicose em diabéticos,[78] não diminui o
risco deAVC,[79] nem oferece benefícios durante a gravidez, aumentando o risco de dores
e ruptura prematura de membranas durante o parto.[80] A maior parte dos estudos conclui
que a suplementação de vitamina E não diminui o risco de cancro, e que a suplementação
diária pode inclusive aumentar o risco de cancro da próstata.[72][81] A vitamina E também não
diminui o risco de cataratas nem a sua progressão.[82] Existem também poucas evidências
de que os suplementos de vitamina E possam prevenir ou diminuir a demência
ou Alzheimer em pessoas idosas.[72]
A vitamina E é um grupo de compostos químicos que incluem os tocoferois e
os tocotrienois.[81][83] A vitamina E está disponível em várias formas. A mais comum é
o gama-tocoferol.[84][85] A segunda forma mais comum, e também a mais ativa
biologicamente, é o alfa-tocoferol. Trata-se de um antioxidante lipossolúvel que interrompe
a propagação das espécies reactivas de oxigénio,[84][86][87][88]
Vitamina K
Ver artigo principal: Vitamina K

Efeitos na saúde
A maior parte das vitaminas são obtidas através da alimentação. No entanto, algumas são
obtidas de outras formas; por exemplo, a flora intestinal produzvitamina K e biotina,
enquanto que a vitamina D é sintetizada pela pele com a ajuda da
radiação ultravioleta da luz do sol. Os seres humanos conseguem produzir algumas
vitaminas a partir dos precursores que consomem; por exemplo, a vitamina A é produzida
a partir do betacaroteno e da niacina do aminoácidotriptófano.[13] Mesmo após o
crescimento e desenvolvimento do organismo estarem completos, as vitaminas continuam
a ser nutrientes essenciais para a manutenção saudável das células, tecidos e órgãos.
Permitem também que as formas de vida multicelular usem de forma eficiente a energia
química disponível nos alimentos que consomem e ajudam a processar
as proteínas, hidratos de carbono e lípidos necessários.[5]
A vitamina A protege o revestimento superficial dos olhos, dos
aparelhos respiratório e urinário e do trato intestinal e ajuda a manter a função de barreira
da pele e das membranas mucosas. A deficiência em vitamina A pode fazer com que os
revestimentos cedam, permitindo às bactérias entrarem no corpo e provocarem infeções.
[14]
A vitamina B6 é essencial para a produção de hemoglobina, o componente dos glóbulos
vermelhos que transporta o oxigénio para os tecidos e, tal como a maior parte das
vitaminas, é importante para o funcionamento do sistema imunitário.[20] A vitamina B12 é
essencial para manter o funcionamento adequado dosistema nervoso.[21] A vitamina E é um
poderoso antioxidante (um químico que neutraliza os radicais livres) que tem mostrado ser
de particular importância para a saúde. A acumulação de radicais livres pode provocar
danos nas células e nos tecidos, aumentando o risco de doenças. Alguns estudos
demonstraram que uma dieta rica em fruta e vegetais pode diminuir a incidência de
algumas doenças, incluindo doenças cardiovasculares e alguns cancros.[87]
Deficiências vitamínicas
Ver também: Avitaminose
De forma a evitar a deficiência vitamínica, os seres humanos necessitam de consumir
vitaminas periodicamente, mas em diferentes intervalos de tempo. As reservas das
diferentes vitaminas no corpo humano variam significativamente. O corpo humano
armazena as vitaminas A, D e B12 em quantidade significativa, principalmente no fígado,
[23]
pelo que a dieta de um humano adulto pode ser deficiente em vitamina A e D por vários
meses e, no caso da B12, por vários anos, antes de desenvolver uma condição de
deficiência vitamínica. No entanto, a vitamina B3 (niacina e niacinamida) não é armazenada
pelo corpo em quantidade significativa, pelo que as reservas podem durar apenas um par
de semanas.[14][23] No caso da ausência completa de vitamina C, o aparecimento dos
primeiros sinais de escorbutovaria entre um e seis meses, dependendo do historial de
dieta.[89]
As deficiências de vitaminas são classificadas em primárias ou secundárias. Uma
deficiência primária ocorre quando um organismo não obtém a quantidade necessária de
determinada vitamina através dos alimentos. Uma deficiência secundária pode dever-se a
uma condição de saúde que impede ou limita a absorção ou uso da vitamina devido a
fatores como o tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou uso de
medicamentos que interferem com a absorção e uso das vitaminas. É pouco provável que
as pessoas que consumam uma dieta completa e variada desenvolvam uma deficiência
vitamínica grave. Por outro lado, as dietas restritivas têm o potencial de causar deficiências
vitamínicas prolongadas.[23] Entre as doenças por deficiência de vitaminas mais comuns
estão o beribéri(tiamina), pelagra (niacina), escorbuto (vitamina C) e o raquitismo (vitamina
D). Em países desenvolvidos estas deficiências são raras, devido não só ao fornecimento
adequado de alimentos, como também pelo acréscimo de vitaminas e sais minerais aos
alimentos comuns, ou enriquecimento alimentar.[13][23]
Hipervitaminose
Ver artigo principal: Hipervitaminose
Efeitos adversos
Em doses excessivas, algumas vitaminas apresentam efeitos adversos que tendem a ser
mais graves quanto maior for a dose. A probabilidade de consumir quantidades excessivas
de vitaminas apenas a partir dos alimentos é remota. No entanto, pode
ocorrer envenenamento por vitaminas a partir de suplementos vitamínicos. Em doses
suficientemente elevadas, algumas vitaminas causam efeitos adversos
como náuseas, vómitos e diarreia.[14][90]
Suplementos
Suplementos de cálcio comvitamina D, feitos a partir decarbonato de cálcio, maltodextrina,óleo
mineral, hipromelose,glicerina, colecalciferol,polietilenoglicol e cera de carnaúba.

As evidências científicas só apoiam o benefício dos suplementos alimentares em pessoas


com determinadas condições de saúde.[2] Em pessoas de outra forma saudáveis, existem
poucas evidências de que os suplementos vitamínicos tenham qualquer benefício no que
diz respeito ao cancro ou a doenças cardiovasculares.[3][91] Em alguns casos, os
suplementos vitamínicos podem inclusive apresentar efeitos adversos, em particular se
forem tomados antes de uma cirurgia, em conjunto com outros suplementos ou
medicamentos, ou se a pessoa apresenta determinadas condições de saúde.[2]
A maior parte dos suplementos alimentares contém vitaminas, mas podem também incluir
outros ingredientes, como sais minerais ou ervas medicinais.[2] Podem também conter
quantidades de vitaminas muitas vezes superiores, e em diferentes formas, daquelas que
são ingeridas através dos alimentos.[92] Os suplementos de vitamina A e E não só não têm
qualquer benefício em indivíduos saudáveis, como também podem aumentar a
mortalidade, embora os dois principais estudos que apoiam esta conclusão tenham
incluído fumadores, para os quais os suplementos que contêm betacaroteno podem ser
prejudiciais.[91][93] Outras evidências sugerem que a toxicidade da vitamina E está limitada a
apenas uma forma específica quando consumida em excesso.[94]
Regulamentação
A maior parte dos países classifica os suplementos alimentares numa categoria especial
de alimentos, e não fármacos. Isto faz com que o fabricante, e não o estado, seja o
responsável por assegurar que os suplementos dietéticos são seguros antes de serem
comercializados. A regulamentação dos suplementos varia significativamente entre os
países. A União Europeia tem legislação que define os limites seguros das doses de
vitaminas e sais minerais para o uso como suplementos alimentares. A Diretiva Sobre
Suplementos Alimentares determina que só os suplementos cuja segurança tenha sido
comprovada é que podem ser vendidos ao público sem receita médica.[95] A maior parte
das vitaminas vendida como suplemento não pode exceder uma dose diária máxima, pelo
que quaisquer produtos acima deste limite não são considerados suplementos e devem
estar registados como fármacos devido aos seus potenciais efeitos adversos. A dose
máxima diária de determinado suplemento geralmente não pode exceder os 300% da dose
diária recomendada e, para a vitamina A, o valor é inferior (200%).[96]

História
A importância de ingerir determinados alimentos para manter a saúde era já valorizada
muito antes das vitaminas serem identificadas. Os antigos egípcios sabiam que alimentar
uma pessoa com fígado ajudava a curar a cegueira noturna, uma doença que hoje se sabe
ser causada pela deficiência em vitamina A.[97] O progresso nas grandes viagens de
exploração durante o Renascimento provocou longos períodos sem acesso a fruta e
vegetais frescos, tornando comuns entre os marinheiros as doenças por deficiência
vitamínica.[98] Em 1747, o cirurgião escocês James Lind descobriu que os citrinos ajudavam
a prevenir o escorbuto, uma doença particularmente mortal na qual o colagénio não é
corretamente formado, o que causa a diminuição da capacidade de cicatrização,
hemorragia das gengivas, dores fortes e morte.[97] Em 1753, Lind publicou o Tratado sobre
o Escorbuto, que recomendava o consumo de limões e limas para prevenir a doença, o
que foi adotado pela Marinha Real Britânica. No entanto, esta descoberta não era
amplamente aceite nas expedições ao Ártico do século XIX, nas quais se acreditava que o
escorbuto podia ser prevenido com boas práticas de higiene, exercício regular e por
manter a moral da tripulação, e não por uma dieta de comida fresca. Muitas destas
expedições continuaram a ser assoladas pelo escorbuto e outras doenças por desnutrição.
No início do século XX, a teoria dominante era a de que o escorbuto era causado por
comida de lata contaminada.[97]
Durante os finais do século XIX e início do século XX, os estudos de privação permitiram
aos cientistas isolar e identificar uma série de vitaminas. Os lípidos do óleo de peixe eram
usados para curar o raquitismo em ratos, sendo o nutriente lipossolúvel denominado
"antirraquítico A". Assim, a primeira bioatividade vitamínica a ser isolada, que curava o
raquitismo, foi inicialmente denominada "vitamina A". No entanto, este composto é agora
denominado vitamina D.[99] Em 1881, o cirurgião russo Nikolai Lunin estudou o efeito do
escorbuto, alimentando ratos com uma mistura artificial de constituintes separados
do leite(proteínas, lípidos, hidratos de carbono e sais minerais). Os ratos que receberam
apenas os constituintes individuais morreram, enquanto que os ratos alimentados com o
próprio leite se desenvolveram normalmente. Lunin concluiu que um alimento natural,
como o leite, deve conter, para além dos nutrientes conhecidos, pequenas quantidades de
substâncias desconhecidas que são essenciais para a vida.[100]
Em 1884, Takaki Kanehiro, um médico da Marinha Imperial Japonesa treinado em
Inglaterra, observou que o beribéri, uma doença causada pela deficiência de vitamina B1,
era comum entre a tripulação de baixa patente que comia maioritariamente arroz, mas não
entre os oficiais que comiam uma dieta ao estilo ocidental. Com o apoio da marinha,
alimentou a tripulação de um barco apenas com arroz e a de outro com uma dieta de
carne, peixe, cevadae feijão. O primeiro grupo apresentou 161 casos da doença e 25
mortes, enquanto o segundo apresentou apenas 14 casos e nenhuma morte. Apesar de
ter descoberto que a doença tinha causa dietética, Kanehiro estava convencido que as
proteínas eram a razão.[101] A causa dietética das doenças foi investigada por Christiaan
Eijkman, que em 1897 descobriu que alimentar as galinhas com arroz integral, em vez de
arroz branco, ajudava a prevenir o beribéri nas galinhas. No ano seguinte Frederick
Hopkinspostulou que alguns alimentos continham "fatores acessórios" (para além das
proteínas, hidratos de carbono, lípidos, etc.) que eram essenciais para o corpo humano.
[97]
Posteriormente, Hopkins e Eijkman foram galardoados com o Prémio Nobel de
Medicina em 1929 pela descoberta de várias vitaminas.[102]
Em 1910 foi isolado o primeiro complexo vitamínico pelo cientista japonês Umetaro Suzuki,
que conseguiu extrair um complexo de nutrientes hidrossolúveis a partir do farelo do arroz,
o qual denominou ácido abérico (posteriormente "orizanina"). O artigo foi publicado num
jornal japonês,[103] mas quando foi traduzido para alemão, a tradução não mencionou que
se tratava de um nutriente recém-descoberto, pelo que atraiu pouca atenção. Em 1912, o
bioquímico polaco Casimir Funkisolou o mesmo complexo de micronutrientes e propôs que
esse complexo fosse denominado "vitamina", uma contração de "vital" e "amina". [104][105] O
nome rapidamente se tornou sinónimo dos "fatores acessórios" de Hopkins e, mesmo
depois de se ter demonstrado que nem todas as vitaminas eram aminas, o termo já era
omnipresente.[101] Os cientistas alemães que isolaram, descreveram e deram o nome à
vitamina K fizeram-no porque a vitamina está estritamente relacionada com acoagulação
do sangue durante o processo de cicatrização – em língua alemã koagulation.[106][107]
Em 1930, Paul Karrer determinou a estrutura correta do betacaroteno, o principal prcursor
da vitamina A, e identificou outros carotenoides. Karrer e Norman Haworth confirmaram a
descoberta do ácido ascórbico de Szent-Györgyi's e fizeram contribuições importantes
para a química das flavinas, que permitiu a identificação da lactoflavina. Em 1931, Albert
Szent-Györgyi e Joseph Svirbely suspeitaram que o "ácido hexurónico" era na realidade
a vitamina C e entregaram uma amostra a Charles Glen King, que demonstrou a sua
atividade antiescorbuto. Em 1937 foi-lhes atribuído o Prémio Nobel de Química.[108] Em
1943, foi atribuído a Edward Adelbert Doisy e Henrik Dam o Prémio Nobel de Medicina
pela descoberta da vitamina K e da sua estrutura química. Em 1967, o mesmo prémio foi
atribuído a George Wald, Ragnar Granit e Haldan Keffer Hartline pela descoberta de que a
vitamina A participava diretamente nos processos fisiológicos.[102]

Descoberta das vitaminas e respetivas fontes

Ano de
Vitamina Fonte alimentar
descoberta

1913 Vitamina A (Retinol) Óleo de fígado de bacalhau

1910 Vitamina B1 (Tiamina) Farelo

1920 Vitamina C (Ácido ascórbico) Citrus, maior parte dos alimentos frescos

1920 Vitamina D (Calciferol) Óleo de fígado de bacalhau

1920 Vitamina B2 (Riboflavina) Carne, laticínios, ovos

Óleo de gérmen de trigo, óleos vegetais não


1922 (Vitamina E) (Tocoferol)
refinados

1926 Vitamina B12 (Cobalaminas) Fígado, ovos, produtos animais

1929 Vitamina K1 (Filoquinona) Hortícolas folhosas

Vitamina B5 (Ácido
1931 Carne, cereais integrais
pantoténico)

1931 Vitamina B7 (Biotina) Carne, laticínios, ovos

1934 Vitamina B6 (Piridoxina) Carne, laticínios

1936 Vitamina B3 (Niacina) Carne, cereais

1941 Vitamina B9 (Ácido fólico) Hortícolas folhosas


Nomenclatura
A razão pela qual as vitaminas saltam diretamente da E para a K é porque as vitaminas F
a J foram reclassificadas ao longo do tempo, descartadas em função de falsos indícios ou
renomeadas devido à sua relação com a vitamina B, que entretanto de tornou
um complexo de vitaminas. Também existem uma série de vitaminas B em falta que foram
reclassificadas ou que se determinou não serem vitaminas. Por exemplo, a vitamina B 9 é
o ácido fólico, dos quais cinco folatos estavam classificados de B11 a B16. Estas formas ou
não eram nutrientes essenciais, ou não tinham atividade biológica, ou eram tóxicas ou não
tinham efeitos assinaláveis em seres humanos. Alguns números elevados, como as
alegadas vitaminas B21 and B22 não são reconhecidas como vitaminas pela ciência, e só
são denominadas assim por alguns praticantes de medicina natural.[109] Existem também
outras vitaminas D que são reconhecidas como outras substâncias, mas que algumas
fontes do mesmo tipo numeram até D7.[110] A tabela em baixo lista os químicos
anteriormente classificados como vitaminas e os anteriores nomes das vitaminas que
vieram a fazer parte do complexo B.

Nomenclatura das proteínas reclassificadas

Nome
Nome químico Motivo de alteração[106]
anterior

Vitamina B4 Adenina Metabólito ADN; sintetizado pelo corpo

Vitamina B8 Ácido adenílico Metabólito ADN; sintetizado pelo corpo

Ácidos gordos Necessário em grandes quantidades; não se encaixa na


Vitamina F
essenciais definição de vitamina

Vitamina G Riboflavina Reclassificada como Vitamina B2

Vitamina H Biotina Reclassificada como Vitamina B7

Catecol não é essencial; flavina reclassificada como Vitamina


Vitamina J Catecol, Flavina
B2

Vitamina L1[111] Ácido antranílico Não essencial

Vitamina L2[111] Adeniltiometilpentosa Metabólito ARN; sintetizada no corpo

Vitamina M Ácido fólico Reclassificada como Vitamina B9


Nomenclatura das proteínas reclassificadas

Nome
Nome químico Motivo de alteração[106]
anterior

Vitamina O Carnitina Sintetizada pelo corpo

Vitamina P Flavonoides Já não é classificada como vitamina

Vitamina PP Niacina Reclassificada como Vitamina B3

Proposta a inclusão do salicilato como micronutriente


Vitamina S Ácido salicílico
essencial[112]

Vitamina U S-metilmetionina Metabólito proteico; sintetizado pelo corpo

Referências
1. ↑ Lieberman, S e Bruning, N (1990). The Real Vitamin &
Mineral Book. Nova Iorque: Avery Group. ISBN 0-89529-
769-8
2. ↑ Ir para:a b c d NIH office of Dietary Supplements. «Use and
Safety of Dietary Supplements». Consultado em 1 de
setembro de 2015
3. ↑ Ir para:a b Fortmann, SP; Burda, BU, Senger, CA, Lin, JS,
Whitlock, EP (12 de novembro de 2013). «Vitamin and
Mineral Supplements in the Primary Prevention of
Cardiovascular Disease and Cancer: An Updated
Systematic Evidence Review for the U.S. Preventive
Services Task Force». Annals of internal
medicine. 159 (12): 824–
34. PMID 24217421. doi:10.7326/0003-4819-159-12-
201312170-00729
4. ↑ Maton, Anthea; Jean Hopkins, Charles William
McLaughlin , Susan Johnson, Maryanna Quon Warner,
David LaHart, Jill D. Wright (1993). Human Biology and
Health. Englewood Cliffs, Nova Jérsia: Prentice
Hall. ISBN 0-13-981176-1. OCLC 32308337
5. ↑ Ir para:a b Bender, David A. (2003). Nutritional biochemistry
of the vitamins. Cambridge: Cambridge University
Press. ISBN 978-0-521-80388-5

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