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Requisitos da RDC 712/2022 sobre Alimentos Integrais

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Ministério da Saúde - MS

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA

RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 712, DE 1° DE JULHO DE 2022


(Publicada no DOU nº 126, de 6 de julho de 2022)

Dispõe sobre os requisitos de


composição e rotulagem dos
alimentos contendo cereais e
pseudocereais para classificação e
identificação como integral e para
destaque da presença de
ingredientes integrais.

O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso


da atribuição que lhe confere o art. 172, IV, aliado ao art. 187, VI do Regimento Interno
aprovado pela Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 585, de 10 de dezembro de
2021, resolve, ad referendum, adotar a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e
determinar a sua publicação.
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre os requisitos de composição e
rotulagem dos alimentos contendo cereais e pseudocereais para classificação e
identificação como integral e para destaque da presença de ingredientes integrais.
Parágrafo único. Esta Resolução não se aplica às farinhas integrais e aos
produtos constituídos exclusivamente por cereais integrais.
Art. 2º Para fins desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:
I - ingrediente integral: cariopses intactas de alpiste, amaranto, arroz,
arroz selvagem, aveia, centeio, cevada, fonio, lágrimas-de-Jó, milheto, milho, painço,
quinoa, sorgo, teff, trigo, trigo sarraceno e triticale, ou qualquer derivado quebrado,
trincado, flocado, moído, triturado ou submetido a outros processos tecnológicos
considerados seguros para produção de alimentos, cujos componentes anatômicos -
endosperma amiláceo, farelo e gérmen - estão presentes na proporção típica que
ocorre na cariopse intacta; e
II - ingrediente refinado: qualquer derivado de cariopses de alpiste,
amaranto, arroz, arroz selvagem, aveia, centeio, cevada, fonio, lágrimas-de-Jó,
milheto, milho, painço, quinoa, sorgo, teff, trigo, trigo sarraceno e triticale, no qual,
pelo menos, um dos seus componentes anatômicos - endosperma amiláceo, farelo e
gérmen - não está na proporção típica que ocorre na cariopse intacta.

Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.


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CAPÍTULO II
REQUISITOS DE COMPOSIÇÃO E DE ROTULAGEM PARA CLASSIFICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO
DOS ALIMENTOS CONTENDO CEREAIS E PSEUDOCEREAIS COMO INTEGRAL
Art. 3º Os alimentos contendo cereais e pseudocereais serão classificados
como integral quando os seguintes requisitos de composição forem atendidos no
produto tal como exposto à venda:
I - o produto contiver, no mínimo, 30% de ingredientes integrais; e
II - a quantidade dos ingredientes integrais for superior à quantidade dos
ingredientes refinados.
Parágrafo único. No caso de mentos concentrados ou em pó que
requerem reconstituição, os requisitos de composição que trata o caput desse artigo
devem ser atendidos no alimento pronto para o consumo, conforme instruções de
preparo indicadas pelo fabricante no rótulo.
Art. 4º Os alimentos de que trata o art. 3º desta Resolução podem
apresentar na sua denominação de venda a expressão "integral", desde que a
porcentagem total de ingredientes integrais presentes no produto seja declarada na
denominação de venda, com caracteres do mesmo tipo, tamanho e cor.
§ 1º No caso de produtos líquidos, a expressão "integral" deve ser
substituída pela expressão "com cereais integrais".
§ 2º No caso dos alimentos concentrados ou em pó que requerem
reconstituição, a declaração da porcentagem total de ingredientes integrais de que
trata o caput desse artigo deve ser informada considerando o produto pronto para o
consumo, conforme instruções de preparo indicadas pelo fabricante no rótulo.
CAPÍTULO III
REQUISITOS DE ROTULAGEM PARA DESTAQUE DOS INGREDIENTES INTEGRAIS NOS
ALIMENTOS CONTENDO CEREAIS E PSEUDOCEREAIS
Art. 5º A presença de ingredientes integrais pode ser destacada na
rotulagem dos alimentos contendo cereais e pseudocereais, desde que a porcentagem
destes ingredientes no produto tal como exposto à venda seja declarada próxima ao
destaque, com caracteres de mesma fonte, cor, contraste e, no mínimo, mesmo
tamanho do destaque.
§ 1º Caso os alimentos não atendam aos requisitos estabelecidos no art.
3º desta Resolução, não podem constar na denominação de venda do produto os
termos "integral", "com cereais integrais" ou qualquer outro que destaque a presença
de ingredientes integrais.

Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.


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Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA

§ 2º Caso os alimentos atendam aos requisitos estabelecidos no art. 3º


desta Resolução e destaquem o total de ingredientes integrais em seu painel principal
com caracteres de maior tamanho e visibilidade do que aqueles empregados na
denominação de venda do produto, a declaração da porcentagem total de
ingredientes integrais de que trata o art. 4º desta Resolução deve estar localizada
junto ao destaque.
§ 3º No caso dos alimentos concentrados ou em pó que requerem
reconstituição, a declaração da porcentagem dos ingredientes integrais destacados de
que trata o caput desse artigo deve ser informada considerando o produto pronto para
o consumo, conforme instruções de preparo indicadas pelo fabricante no rótulo.
Art. 6º Sem prejuízo do disposto no art. 5º desta Resolução, a rotulagem
dos alimentos que não atendam aos requisitos estabelecidos no art. 3º desta
Resolução não pode conter vocábulos, sinais, denominações, símbolos, emblemas,
ilustrações ou representações gráficas que indiquem que o produto é classificado
como integral.
Art. 7º Para os produtos contendo cereais e pseudocereais destinados
exclusivamente ao processamento industrial ou aos serviços de alimentação, as
informações de que tratam os arts. 4º e 5º desta Resolução podem ser fornecidas
alternativamente nos documentos que acompanham o produto ou por outros meios.
CAPÍTULO IV
DETERMINAÇÃO DAS PORCENTAGENS DE INGREDIENTES INTEGRAIS NOS ALIMENTOS
CONTENDO CEREAIS E PSEUDOCEREAIS
Art. 8º A porcentagem do ingrediente integral deve ser determinada com
base na quantidade do ingrediente adicionado ao alimento no momento da sua
fabricação em relação ao peso do produto final tal como exposto à venda.
§ 1º Para a determinação de que trata o caput desse artigo, poderão ser
considerados como ingredientes integrais a mistura de farinha refinada, farelo e
gérmen, desde que estes ingredientes sejam:
I - adicionados ao alimento em quantidades que garantam que os
componentes anatômicos - endosperma amiláceo, farelo e gérmen - estejam
presentes na proporção típica que ocorre na cariopse intacta; e
II - declarados na lista de ingredientes como "farinha integral
reconstituída", seguida do nome comum da espécie vegetal utilizada.

Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.


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§ 2º Para fins de atendimento ao disposto no parágrafo único do art. 3º,


no §2º do art. 4º e no § 3º do art. 5º desta Resolução, a determinação de que trata o
caput desse artigo deve ser realizada com base na quantidade do ingrediente
adicionado ao alimento no momento da sua fabricação em relação ao peso do produto
pronto para o consumo, conforme instruções de preparo indicadas pelo fabricante no
rótulo.
§ 3º As porcentagens de que tratam o caput desse artigo devem ser
expressas em números com uma cifra decimal, exceto nos casos em que a primeira
cifra decimal for zero, nos quais a declaração deve ser expressa em números inteiros.
§ 4º Para fins de arredondamento dos percentuais, aplicam-se os
seguintes requisitos:
I - quando a segunda casa decimal for menor que 5 (cinco), a primeira casa
decimal deve ser mantida inalterada; e
II - quando a segunda casa decimal for maior ou igual a 5 (cinco), a
primeira casa decimal deve ser arredondada para cima em 1 (uma) unidade.
CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 9º A documentação referente ao atendimento dos requisitos previstos
nesta Resolução deve estar disponível para consulta ou disponibilizada à autoridade
competente, quando solicitada.
Parágrafo único. Os moinhos devem fornecer informações aos fabricantes
de alimentos sobre a proporção dos constituintes - endosperma amiláceo, farelo e
gérmen - que ocorrem nos ingredientes integrais e refinados fornecidos.
Art. 10. O descumprimento das disposições contidas nesta Resolução
constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem
prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.
Art. 11. Fica estabelecido o prazo até 22 de abril de 2023 para adequação
dos produtos de que trata esta Resolução.
§ 1º No caso das massas alimentícias, o prazo de que trata o caput desse
artigo será até 22 de abril de 2024.
§ 2º A adequação dos produtos de que trata o caput desse artigo deve ser
feita de maneira integral, em ato único.
Art. 12. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação de que
trata o art. 11 desta Resolução poderão ser comercializados até o fim do seu prazo de
validade.

Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.


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Art. 13. Fica revogada a Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 493, de


15 de abril de 2021, publicada no Diário Oficial da União nº 74, de 22 de abril de 2022,
Seção 1, pág. 236.
Art. 14. Esta Resolução entra em vigor em 1° de setembro de 2022.

ANTONIO BARRA TORRES


Diretor-Presidente

Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.

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