Análise do ISS em Santo André-SP
Análise do ISS em Santo André-SP
Autor:
Rafael Henze
20 de Maio de 2023
Sumário
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Prefeitura de Santo André-SP - ISS Santo André (Auditor Fiscal de Receita Municipal) Código Tributário do Município de S
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ISS – PARTE II
Elemento pessoal:
Pressupõe a análise do elemento subjetivo do fato gerador que é representado pelos sujeitos ativo e passivo
da relação jurídico tributária, isto é, de um lado o ente público dotado de competência legal para exercer o
poder de tributar (Município) e de outro, o contribuinte ou responsável que deve se sujeitar à obrigação
tributária adimplindo o imposto.
Vem do texto constitucional em seu art. 156 a atribuição conferida aos municípios e ao DF de cobrar o
imposto titularizando a condição de sujeito ativo.
Não tem relevância nenhuma se a prestação do serviço é sua atividade preponderante, ok? O sujeito pode
ser um comerciante no ramo de eletrodomésticos, mas se eventualmente ele presta o serviço de reparo dos
bens, vai ser contribuinte nesses casos.
Também não é relevante a capacidade civil, habilitação, autorização, registro ou qualquer outra
formalidade. Uma prestação de serviço oriunda de um contrato nulo, gera para o prestador o dever de pagar
o respectivo ISS.
Art. 6º Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em
caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive no que se refere
à multa e aos acréscimos legais.
A regra, portanto, é que o prestador do serviço pague o imposto. Entretanto, a lei permite aos municípios
atribuir essa responsabilidade aos tomadores (que pagam pelo serviço), devendo eles efetuar o
recolhimento do imposto independente de terem efetuado a retenção desses valores na fonte.
Trata-se de uma faculdade do Município credor para agregar praticidade e eficiência na arrecadação e
fiscalização, de acordo com a realidade local, devidamente autorizada pelo Código Tributário Nacional:
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Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou
penalidade pecuniária.
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o
respectivo fato gerador;
Pouco importará para a responsabilidade tributária se a pessoa definida em lei como responsável é imune
ou isenta. Ela ainda assim terá o dever de recolher o tributo.
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a) viável, desde que solicitada pela Construtap Ltda. mediante apresentação de certidão negativa de débito.
b) viável, desde que solicitada pela Construtap Ltda.
c) inviável, seja solicitada pela Sovacs ou pela Construtap Ltda.
d) viável, seja solicitada pela Sovacs ou pela Construtap Ltda.
e) viável, desde que solicitada pela Sovaks Consultoria Ltda
RESOLUÇÃO
A resolução da questão passa por relembrar que segundo o STJ o ISS pode ser um tributo indireto ou direto,
a depender do caso concreto. Vejamos:
TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C, DO CPC. ISS. LOCAÇÃO
DE BENS MÓVEIS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PROVA DA NÃO REPERCUSSÃO. EXIGIBILIDADE, IN CASU. ART.
166 DO CTN.
1.O ISS é espécie tributária que admite a sua dicotomização como tributo direto ou indireto, consoante o
caso concreto.
2. A pretensão repetitória de valores indevidamente recolhidos a título de ISS incidente sobre a locação de
bens móveis (cilindros, máquinas e equipamentos utilizados para acondicionamento dos gases vendidos),
hipótese em que o tributo assume natureza indireta, reclama da parte autora a prova da não repercussão,
ou, na hipótese de ter a mesma transferido o encargo a terceiro, de estar autorizada por este a recebê-los,
o que não ocorreu in casu, consoante dessume-se do seguinte excerto da sentença, in verbis: "Com efeito,
embora pudesse o autor ter efetuado a prova necessária, que lhe foi facultada, deixou de demonstrar que
absorveu o impacto financeiro decorrente do pagamento indevido do ISS sobre a operação de locação de
móveis, ou que está autorizado a demandar em nome de quem o fez. Omitiu prova de que tenha deixado de
repassar o encargo aos seus clientes ou que tenha autorização destes para buscar a repetição, conforme
exigência expressa inscrita no art. 166 do CTN."
Observa-se que no caso em tela o imposto é indireto, ou seja, a repercussão econômica de seu valor é
repassada para o tomador que, na qualidade de responsável, efetua o seu pagamento.
Vejamos as alternativas:
A – Errado. A Construtap é o contribuinte e segundo o CTN:
Art. 174. A legitimidade para requerer a restituição do indébito, na hipótese de retenção indevida ou maior
que a devida de imposto na fonte recolhido à Fazenda Municipal, pertence ao responsável tributário.
B – A legitimidade para requerer a restituição do indébito pertence ao responsável tributário.
C – Errado. A restituição é garantida pelo CTN:
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Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo
financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo
transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.
D – Apenas a empresa responsável tem a legitimidade para pleitear essa restituição.
E – Correto! Sendo o ISS, nesse caso, imposto indireto, recai sobre o responsável (quem de fato arcou com o
imposto) a legitimidade para requerer sua restituição.
Gabarito E
A LC 116 em seu art. 6º explicita alguns casos de responsabilidade tratados pela doutrina como substituição
tributária, considerando que a lei atribui o dever de pagar o ISS a outra pessoa antes da ocorrência do fato
gerador, que serão explicados logo em seguida:
II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços descritos
nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02, 17.05 e 17.10 da lista
anexa a esta Lei Complementar, exceto na hipótese dos serviços do subitem 11.05, relacionados
ao monitoramento e rastreamento a distância, em qualquer via ou local, de veículos, cargas,
pessoas e semoventes em circulação ou movimento, realizados por meio de telefonia móvel,
transmissão de satélites, rádio ou qualquer outro meio, inclusive pelas empresas de Tecnologia
da Informação Veicular, independentemente de o prestador de serviços ser proprietário ou não
da infraestrutura de telecomunicações que utiliza;
III - a pessoa jurídica tomadora ou intermediária de serviços, ainda que imune ou isenta, na
hipótese prevista no § 4º do art. 3º desta Lei Complementar.
IV - As pessoas referidas nos incisos II ou III do § 9º do art. 3º desta Lei Complementar, pelo
imposto devido pelas pessoas a que se refere o inciso I do mesmo parágrafo, em decorrência dos
serviços prestados na forma do subitem 15.01 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar.
Hipótese do inciso I:
Um tomador ou intermediário estabelecido no Brasil contrata um serviço proveniente de outro país ou que
tenha iniciado sua prestação lá, esse tomador será considerado responsável devendo recolher aos cofres
de seu Município o ISS.
Deverá pagar o imposto ainda que não tenha efetuado a retenção dos valores devidos ao prestador.
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Seria praticamente impossível recolher esse imposto sem essa atribuição de responsabilidade, considerando
que o prestador está fora do país.
7.04 – Demolição.
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Então, se uma igreja (beneficiária de imunidade religiosa) contrata uma empresa de construção civil
(prestadora do serviço tipificado no subitem 7.02) para reformar sua sede, ela pode ser obrigada a recolher
aos cofres públicos o ISS referente a esse serviço, na qualidade de responsável tributário.
Todos esses serviços constam no art. 3º da LC n. 116 como exceções à regra do local do estabelecimento
prestador para fins de definição do local de ocorrência do ISS.
O art. 8º-A adicionado à LC 116 pela recente LC 157 assim dispõe sobre as alíquotas mínimas:
Art. 8o-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2%.
Essa hipótese do inciso III versa sobre a responsabilidade quando for descumprida a alíquota mínima ou for
concedido benefício irregular e, portanto, nos termos do §4º art.3º o imposto será devido no local do
estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço. Ocorre aqui uma substituição da sujeição ativa,
ou seja, do ente competente para cobrar o tributo.
Vejamos:
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Muita atenção para essa novidade que busca arrefecer a guerra fiscal entre os municípios e pode suscitar
algumas dúvidas. A hipótese em comento traz a figura do Município que, buscando atrair empresas, concede
benefícios fiscais irregulares. Outrora ilícito sem sanção ou maiores consequências em nosso ordenamento
jurídico, hoje essa atitude gera, entre outras, a possibilidade de deslocamento de sujeição ativa. Ou seja,
ao invés de o ISS ser devido regularmente ao Município do estabelecimento prestador, será devido no
Município do estabelecimento ou domicílio do tomador e o tomador ou intermediário vai ser o responsável
tributário.
Então, se um Município descumprir a carga tributária mínima de 2% para a cobrança do ISS, os arts. 3º, § 4º
e 8º-A da LC n. 116 preveem uma substituição tributária ativa, transferindo a competência tributária do
Município do estabelecimento prestador para o local do estabelecimento do tomador.
A tentativa de arrecadar burlando o limite mínimo de alíquota acaba se transformando em “tiro no pé”, pois
o ISS nesse caso acaba sendo recolhido integralmente para o local onde está estabelecido o tomador.
Hipótese do Inciso IV
Vamos ler com calma, pois esse dispositivo faz algumas remissões e sua compreensão não é tão simples.
As pessoas referidas nos incisos II ou III do § 9º do art. 3º são as credenciadoras e emissoras de cartão de
crédito.
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O § 2º do art. 6º institui casos de responsabilidade tributária. A LC 175 inseriu o inciso IV que determina a
responsabilidade da emissora ou da credenciadora pelo imposto devido pela bandeira na prestação do
serviço 15.01, que é o de:
Vejamos outro estilo de cobrança que pode ser usado pelas bancas para tratar sobre a responsabilidade no
ISS:
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RESOLUÇÃO:
A – Errado.
"§ 2º Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1º deste artigo, são responsáveis:
I – o tomador ou intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado
no exterior do País;"
B – Errado e serve para mostrar que infelizmente a memorização, ainda que de itens excepcionais da lista,
pode ser cobrada.
3.05 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário.
Ou seja, consta expressamente como hipótese de responsabilidade.
C – Serviço não consta no rol de hipóteses de responsabilidade, logo, é o gabarito.
D – Mais uma hipótese de responsabilidade.
7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil, hidráulica
ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem
e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e
equipamentos.
E – Outra hipótese expressamente prevista como caso de responsabilidade.
7.04 – Demolição.
Gabarito C
Há julgado afirmando que o ISS pode ser um imposto direto ou indireto, ou seja, que o efeito econômico de
seu pagamento pode ou não pode ser transferido a terceiros, dependendo do caso. Em regra, é bem simples
entender que o ISS na maioria dos casos vai ser um imposto indireto, pois o prestador do serviço na hora da
formação do preço que vai atribuir ao serviço que presta, vai certamente levar em consideração o imposto
incidente.
Obviamente, esse preço acaba sendo transferido para o contribuinte embutido no preço do serviço.
Temos como exemplo do ISS representando um imposto direto o caso do ISS fixo pago pelos profissionais
autônomos e sociedades de profissionais.
Além do fato de isso poder pintar em provas, há uma consequência prática relevante e que já foi enfrentada
pelo STJ. REsp 1.131.476/RS que aparece quando há pedido de restituição de imposto pago indevidamente.
O Código Tributário Nacional reserva um procedimento específico para casos de restituição envolvendo
tributo indireto:
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Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo
encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no
caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la
Vamos a um exemplo: uma empresa alugou bens móveis de outra, e o Município equivocadamente cobrou
ISS dessa operação, que acabou compondo o preço do aluguel e sendo suportado pela locatária, que reteve
e pagou o imposto.
O contribuinte do ISS é o prestador do serviço, no caso a locadora, mas ela só teria o direito de reaver o
valor do ISS se tivesse comprovado que assumiu o encargo financeiro, ou seja, ela teria que comprovar que
não repassou o valor do ISS no preço do serviço, ou estar expressamente autorizado a recebê-lo.
(...)
7- Agravo Interno não provido. (AgInt no REsp 1889036-SP, STJ, Rel. Min. Herman
Benjamin, 2ª T, j. 09/03/2021, DJE 26/04/2021)
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Elemento quantitativo:
Também chamado de quantum debeatur, faz referência a quanto se deve pagar a título de imposto. Calcula-
se, em regra, fazendo incidir a alíquota sobre a base de cálculo.
BASE DE CÁLCULO:
Entende-se como preço do serviço a receita bruta a ele referente. Dela vai fazer parte basicamente tudo
que o tomador pagar ao prestador pelo serviço prestado. Permite-se a dedução dos descontos
incondicionais desse preço do serviço.
Ou seja, caso seja oferecido algum desconto no preço do serviço sem que haja nenhuma contrapartida para
o seu gozo, a base de cálculo do ISS será o preço definido após o desconto.
Vale atentar que o STF já decidiu ser inconstitucional lei municipal que veicule exclusão de valores da base
de cálculo do ISS fora das hipóteses previstas em lei complementar nacional. A definição da base de cálculo
do ISS é matéria reservada à lei complementar de caráter nacional.
Observação: empresas optantes pelo regime do Simples Nacional, bem como profissionais autônomos e
sociedades de profissionais vão apurar o ISS de forma diferente, pois há regimes jurídicos tutelados por
meio de lei complementar autorizando essas especificidades. O regime previsto na LC 116 é a regra geral
para provas de concursos públicos e qualquer cobrança para além dela deve vir expressamente mencionada
no edital e na questão.
Para as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo regime especial do Simples Nacional,
a LC n. 123 prevê, como regra, que a receita bruta será a base de cálculo do imposto e, para os casos de
microempreendedores individuais, a Lei prevê um valor fixo a ser pago a título de ISS.
O art. 9º, parágrafos 1º e 3º, do Decreto Lei nº 406/68 prevê o chamado “ISS fixo”, modalidade em que o
imposto não guarda relação com uma importância paga a título de remuneração pelo serviço prestado pelo
contribuinte, mas sim em um valor fixo determinado em lei municipal.
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O “ISS fixo” constitui bom assunto para questões sobre a legislação tributária do município para onde vamos
prestar o concurso, e eu sempre julgo relevante saber seus detalhes.
Pessoal, eu comentei que base de cálculo de ISS é assunto que só pode ser tratado por lei complementar
de caráter nacional, certo?
E também falei que o “ISS fixo” está previsto no Decreto Lei nº 406/68, certo?
Eu fiquei maluco me contradizendo dessa forma? Não! O Decreto Lei nº 406/68 foi recepcionado pela nossa
ordem constitucional vigente com status de lei complementar nacional, então trata-se de instrumento apto
a tratar sobre base de cálculo do ISS. Uma relevante consequência disso é que lei local não poderá dispor
sobre o assunto divergindo do que está previsto no Decreto Lei nº 406/68, como aconteceu com o Município
de Porto Alegre que redigiu uma lei inaugurando algumas restrições para a adoção do ISS fixo que não
estavam previstas no Decreto.
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Vamos ver o texto do Decreto que fala sobre esse tipo de recolhimento:
Há ainda outro julgado interessante do STJ afirmando a irrelevância do tipo societário escolhido pela
sociedade para enquadrá-la no regime de recolhimento do ISS fixo.
A base de cálculo deve compreender algum valor, logo, não há que se falar em cobrança de ISS em prestação
de serviço gratuito.
Vejamos:
(RE 112923, Relator(a): Min. OCTAVIO GALLOTTI, Primeira Turma, julgado em 10/04/1987,
DJ 15-05-1987 PP-08892 EMENT VOL-01461-04 PP-00958)
Sobre a tributação de serviços gratuitos trago ainda os ensinamentos do doutrinador Kiyoshi Harada:
Na verdade, o serviço é apenas o objeto do ISS. Seu fato gerador é a efetiva prestação do
serviço. O ISS é um imposto de natureza mercantil que resulta da obrigação de fazer, como
dito anteriormente. Sua prestação pressupõe um contrato celebrado entre o prestador do
serviço e seu tomador. E três são os elementos estruturais do contrato: as partes, o objeto
e o preço, podendo ser incluído, também, o elemento volitivo, pois ninguém pode ser
compelido a firmar contrato. Daí porque sem preço não há contrato, vale dizer, não há
prestação de serviço a ser alcançada pela norma tributária.
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Há alguns contribuintes do ISS que, dependendo da natureza do serviço que prestam, acabam recebendo
alguns valores que não lhe pertencem, ou seja, valores que não representam o preço do serviço prestado.
Nesses casos, a mera entrada temporária de receitas que serão transferidas para outros prestadores não
deve fazer parte da base de cálculo, e o Poder Judiciário frequentemente é chamado a decidir a fronteira
entre os valores recebidos a título de remuneração pelo serviço prestado (que fazem parte da base de
cálculo do ISS) e os valores que apenas transitam temporariamente no caixa do prestador para serem
transferidos aos reais donos (que não fazem parte da base de cálculo do ISS).
I) Base de cálculo nos serviços de exploração de jogo e apostas: a empresa prestadora desses serviços
vai receber o valor integral da aposta somado ao valor do bilhete ou ingresso, ou qualquer outra forma usada
para que seja efetuada a aposta.
==2419c7==
A base de cálculo do ISS vai ser apenas o valor pago pela prestação do serviço de distribuição e venda de
bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios e prêmios,
excluído o valor da aposta.
II) Base de cálculo do serviço prestado pelas operadoras de plano de saúde : a empresa prestadora
recebe do cliente o valor total da prestação, mas repassa aos terceiros prestadores (médicos, dentistas etc.),
o valor referente aos serviços que eles prestaram.
A base de cálculo não considera esses valores, uma vez que não configuram preço do serviço prestado pela
operadora do plano de saúde, mas sim preço do serviço prestado pelos profissionais credenciados.
“base de cálculo do ISS é o valor líquido recebido, ou seja, o valor bruto pago pelo
associado deduzidos os pagamentos efetuados aos profissionais credenciados, pois, em
relação aos serviços prestados por esses profissionais há a incidência do tributo, de modo
que a nova incidência sobre o valor destinado a remunerar tais serviços caracteriza-se
como dupla incidência do ISS sobre o preço pago por um mesmo serviço. Assim, o valor
repassado aos profissionais credenciados deve ser excluído da base de cálculo do tributo
devido pela empresa gestora.”. (REsp nº 1.137.234/RS)
A decisão do STJ foi no sentido de evitar eventual dupla incidência, reconhecendo que o valor total
ingressando nos cofres do plano de saúde não representa realmente o valor do serviço que ele está
prestando.
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O STF também se manifestou sobre o caso em julgado reiterando a constitucionalidade da incidência do ISS
sobre atividades desenvolvidas por operadoras de planos de saúde de onde destaco o seguinte trecho:
25. A base de cálculo do ISSQN incidente tão somente sobre a comissão, vale dizer: a
receita auferida sobre a diferença entre o valor recebido pelo contratante e o que é
repassado para os terceiros prestadores dos serviços, conforme assentado em sede
jurisprudencial. 27. Ex positis, em sede de Repercussão Geral a tese jurídica assentada é:
“As operadoras de planos de saúde e de seguro-saúde realizam prestação de serviço sujeita
ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN, previsto no art. 156, III, da
CRFB/88”.
Construção civil é um serviço que deve ser conhecido em detalhes pelo concurseiro, pois há uma série de
peculiaridades, tanto em relação à base de cálculo quanto em relação ao local de incidência.
Aqui temos mais um julgado reconhecendo a recepção de um dispositivo previsto no Decreto Lei nº 406/68:
§ 2º Na prestação dos serviços a que se referem os itens 19 e 20 da lista anexa o impôsto será
calculado sôbre o preço deduzido das parcelas correspondentes:
Esses itens mencionados representam serviços de construção civil hoje previstos nos subitens 7.02 e 7.04.
Nesse tipo de serviço, basicamente uma empresa aloca seus funcionários para trabalhar em outra, cedendo
a mão de obra.
E empresa cedente recebe da empresa cessionária um valor "cheio" incluindo a remuneração dos
profissionais cedidos que, logicamente, apenas transita pelo caixa da empresa que cede a mão de obra para
depois cair na conta de cada trabalhador cedido.
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Trata-se de mais um caso de valores sobre os quais não vai incidir ISS.
(AI 688410 AgR, Relator(a): JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 15/02/2011,
DJe-060 DIVULG 29-03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00184)
Outro aspecto definido pelo STJ afeto à base de cálculo do ISS e forte candidato a aparecer em provas é essa
definição sobre o serviço de transporte coletivo:
A LC 116 ainda traz outro detalhe sobre os serviços representados pelo item 3.04 (Locação, sublocação,
arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia,
postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza) determinando a aplicação da proporcionalidade
quando a realização destes serviços se prolongar por mais de um Município:
§ 1º Quando os serviços descritos pelo subitem 3.04 da lista anexa forem prestados no território
de mais de um Município, a base de cálculo será proporcional, conforme o caso, à extensão da
ferrovia, rodovia, dutos e condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer natureza, ou ao
número de postes, existentes em cada Município.
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O parágrafo 2º do indigitado artigo refere-se aos serviços de construção civil e prevê uma redução na base
sobre a qual incidirá a alíquota:
I - o valor dos materiais fornecidos pelo prestador dos serviços previstos nos itens 7.02 e 7.05 da
lista de serviços anexa a esta Lei Complementar;
Para reforçar, um julgado já mencionado nessa aula versando também sobre dedução de base de cálculo
nos serviços de construção civil:
“É possível a dedução da base de cálculo do ISS dos valores das subempreitadas e dos materiais
utilizados em construção civil. O STF, ao julgar o RE 603.497-MG, no rito do art. 543-B do CPC,
entendeu ser possível, mesmo na vigência da Lei Complementar n. 116/2003, a dedução da base
de cálculo do ISS do material empregado na construção civil. No mesmo sentido, no RE 599.497-
RJ, concluiu-se que a orientação adotada no recurso acima é aplicável aos valores das
subempreitadas, pois o art. 9º do Dec.-Lei n. 406/1968 foi recepcionado pela CF” – REsp
1.327.755-RJ, rel. Min. Herman Benjamin, j. 18-10-2012
Cumpre fazer outra ressalva sobre o assunto, dessa vez sobre o serviço de correios verificado no item 26.01
da lista:
O STF já determinou que aos serviços prestados pelos Correios se estende a imunidade recíproca, instituto
segundo o qual não cabe aos entes tributar o patrimônio, renda e serviços uns dos outros. Entendeu também
que essa imunidade se aplica a TODOS os serviços prestados pela ECT, ainda que em concorrência com a
iniciativa privada, por exemplo realizando o transporte de bens e mercadorias. Logo, a referida empresa
pública goza de imunidade em relação ao ISS. Salienta-se, entretanto, que essa imunidade não se aplica às
agências franqueadas dos Correios. São empresas de natureza privada! A base de cálculo do ISS, em outra
exceção à regra do preço do serviço, será a comissão que recebem da ECT.
Excetuando a regra geral imposta pelo art.7º segundo a qual a base de cálculo seria o preço do serviço,
temos o ISS fixo cujo fundamento de validade remonta ao DL 406/68 e está previsto para os serviços
prestados de forma pessoal por profissionais autônomos. As regras desse regime se aplicam para as
sociedades de profissionais liberais com a peculiaridade de o valor a ser pago advir da multiplicação dessa
parcela fixa pelo número de sócios.
Cumpre lembrar que a Súmula 663 do STF considerou recepcionados pela Constituição de 1988 os seguintes
§§ 1º e 3º desse Decreto-lei:
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§ 3° Quando os serviços a que se referem os itens 1, 4, 8, 25, 52, 88, 89, 90, 91 e 92 da lista anexa
forem prestados por sociedades, estas ficarão sujeitas ao imposto na forma do § 1°, calculado
em relação a cada profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviços em
nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da lei aplicável
O fato de a sociedade uniprofissional qualificar-se como sociedade limitada, também, por si só, não implica
afastamento da condição de sociedade uniprofissional. Importa perquirir a natureza e forma de prestação
de serviços profissionais não se permitindo que a sociedade exerça atividades empresariais devendo os
sócios prestar os serviços de forma direta e pessoal.
Observa-se a importância da forma de prestação do serviço no seguinte julgado do STJ que determinou o
não enquadramento no regime do ISS fixo para cartórios:
Em uma empresa de prestação de serviços contábeis, o ISS será calculado e devido em relação a cada
profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviços em nome da sociedade, por meio de
alíquotas fixas ou variáveis.
( )Certo
( )Errado
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RESOLUÇÃO
Correto! Conforme disposto no art. 9º do Decreto-Lei nº 406/1968:
§ 1º Quando se tratar de prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte, o
imposto será calculado, por meio de alíquotas fixas ou variáveis, em função da natureza do serviço ou de
outros fatores pertinentes, nestes não compreendida a importância paga a título de remuneração do
próprio trabalho.
§ 3° Quando os serviços a que se referem os itens 1, 4, 8, 25 (contabilidade, auditoria, guarda-livros, técnicos
em contabilidade e congêneres), 52, 88, 89, 90, 91 e 92 da lista anexa forem prestados por sociedades, estas
ficarão sujeitas ao imposto na forma do § 1°, calculado em relação a cada profissional habilitado, sócio,
empregado ou não, que preste serviços em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal,
nos termos da lei aplicável.
Gabarito: Certo
O CTN em seu art. 148 autoriza que se proceda ao arbitramento dessa base quando, por exemplo, o
contribuinte não apresentar os seus livros fiscais ou quando houver suspeita que tais livros não representem
o preço real dos serviços.
Vejamos:
Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o
preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo
regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as
declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo
ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação
contraditória, administrativa ou judicial.
O arbitramento constitui processo regular contra o qual poderá se insurgir o contribuinte a fim de provar
verdadeiras suas alegações.
Avancemos sobre o outro fator que, conjugado com a base de cálculo, completa o estudo do aspecto
quantitativo do ISS.
ALÍQUOTA
Trouxe a referida lei o limite mínimo a ser respeitado por todos os Municípios:
Art. 8º-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2%.
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A referida lei trouxe ainda consequências para o descumprimento deste dispositivo, inibindo inclusive
prática comum entre Municípios que na busca por atrair contribuintes para seu território instituem
benefícios fiscais que acarretam uma tributação efetiva menor que a alíquota mínima.
Por força do art. 6º da LC n. 157/2016, os Municípios tinham até 1º-6-2018 para revogar benefícios
financeiros ou fiscais que ignorem a alíquota mínima de 2% do ISS.
(...) § 1° O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios tributários
ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido ou outorgado, ou
sob qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga tributária menor que a
decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida no caput, exceto para os serviços a que
se referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta lei Complementar.''
É importante gravar qualquer hipótese excepcional. Memorize os seguintes serviços que constituem
exceção à regra da alíquota mínima:
Perceba que ainda que obedeça aos ditames relativos à alíquota mínima, o Município poderia instituir por
exemplo redução de base de cálculo e se esquivar da intenção do legislador. Hoje ele enfrentaria as
seguintes consequências:
1 – Improbidade Administrativa:
Lei nº 8.429/1992
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Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder,
aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º
do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003”.
Art. 8º-A:
§ 2º. É nula a lei ou o ato do Município ou do Distrito Federal que não respeite as disposições
relativas à alíquota mínima previstas neste artigo no caso de serviço prestado a tomador ou
intermediário localizado em Município diverso daquele onde está localizado o prestador do
serviço.
§ 3º. A nulidade a que se refere o § 2º deste artigo gera, para o prestador do serviço, perante o
Município ou o Distrito Federal que não respeitar as disposições deste artigo, o direito à
restituição do valor efetivamente pago do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
calculado sob a égide da lei nula.
§ 4º. Na hipótese de descumprimento do disposto no caput ou no § 1º, ambos do art. 8º-A desta
Lei Complementar, o imposto será devido no local do estabelecimento do tomador ou
intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado.
A esse respeito:
A lei — ou o ato municipal ou distrital — que desrespeite a alíquota mínima do ISS será considerada nula,
mas com efeitos ex nunc, não gerando direito à restituição do valor pago pelo prestador de serviço.
( )Certo
( )Errado
RESOLUÇÃO:
Conforme vimos, a lei que desrespeitar a alíquota mínima gera direito à restituição do valor pago:
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§ 3º. A nulidade a que se refere o § 2º deste artigo gera, para o prestador do serviço, perante o Município
ou o Distrito Federal que não respeitar as disposições deste artigo, o direito à restituição do valor
efetivamente pago do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza calculado sob a égide da lei nula.
Gabarito: Errada
Lançamento:
Em regra, o ISS é submetido a lançamento por homologação. Ou seja, o próprio sujeito passivo apura e paga
o montante considerado devido, aguardando posteriormente pela homologação da autoridade
competente.
Em alguns casos específicos, a exemplo do pagamento do imposto por quantia fixa por parte de profissionais
autônomos o lançamento é feito de ofício.
E, como qualquer tributo lançado por homologação ou por qualquer outra modalidade, pode haver
lançamento de ofício para corrigir insuficiências ou irregularidades em apurações anteriores, de acordo com
o CTN:
Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos
seguintes casos:
II - quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da
legislação tributária;
III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do
inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de
esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste
satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;
VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo,
fraude ou simulação;
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VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento
anterior;
Quando o Fiscal lavra um auto de infração, por exemplo, ocorre um lançamento de ofício.
RESOLUÇÃO:
A – ERRADA. A autoridade administrativa deve proceder à revisão de lançamento quando houver inexatidão
das informações. Segundo o CTN:
“Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos:
V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da
atividade a que se refere o artigo seguinte;”
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III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.
E – ERRADA. Segundo o CTN:
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo
lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato
gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo
devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Gabarito D
Conhecer a modalidade de lançamento do Imposto Sobre Serviços auxilia também em outro tópico
frequentemente cobrado em provas: a análise da prescrição e da decadência.
Prescrição e decadência são 2 formas de extinção do crédito tributário pelo decurso do tempo, impedindo
que o imposto devido seja lançado, no caso da decadência, ou cobrado, no caso da prescrição. Os institutos
estão devidamente regulados no Código Tributário Nacional:
(...)
V - a prescrição e a decadência;
Agora só uma questãozinha para ver se você lembra o que já vimos até aqui:
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RESOLUÇÃO:
Prescrição e decadência estão previstas no CTN, pois a CF determinou que essa matéria só pode ser tratada
por Lei Complementar.
Art. 146. Cabe à lei complementar:
[...]
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
[...]
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
O STF já declarou inconstitucionalidade de dispositivos de lei ordinária versando sobre o assunto, e sempre
que for instado a se manifestar sobre lei ordinária de qualquer ente inovando sobre prazo de prescrição e
decadência, certamente irá declarar novamente.
Gabarito D
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 anos,
contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o
lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o
decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do
crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória
indispensável ao lançamento.
Só que nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como é o ISS, em que a constituição do crédito
tributário se dá por atuação do contribuinte, sujeita a posterior avaliação da administração tributária, a
definição das regras de decadência e prescrição aplicáveis depende da conduta adotada pelo sujeito
passivo.
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preceitua o STJ no REsp 1110578/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em
12/5/2010, DJe 21/5/2010.
O prazo prescricional quinquenal para o fisco exercer a pretensão de cobrança judicial do crédito tributário
conta-se da data estipulada como vencimento para o pagamento da obrigação tributária declarada
(mediante DCTF, GIA, entre outros), nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, em que,
não obstante cumprido o dever instrumental de declaração da exação devida, não restou adimplida a
obrigação principal (pagamento antecipado), nem sobreveio quaisquer das causas suspensivas da
exigibilidade do crédito ou interruptivas do prazo prescricional.
Entendimento sumulado (Súmula 436 do STJ): “A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo
débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco”.
Na hipótese de o contribuinte não prestar a declaração que lhe incumbia, não há a constituição do crédito
tributário, exigindo-se da administração tributária a prática do lançamento de ofício, nos termos do art. 149,
II, do CTN. Nessa circunstância, aplica-se o prazo decadencial quinquenal previsto no art. 173, I, do CTN, cuja
contagem se inicia a partir do primeiro dia útil do exercício seguinte àquele em que tenha ocorrido o fato
gerador da obrigação principal. Essa é a orientação jurisprudencial do STJ no REsp 973.733/SC, Rel. Ministro
Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 12/8/2009, DJe 18/9/2009.
O prazo decadencial quinquenal para o fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se
do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos
em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o
mesmo incorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração
prévia do débito.
Entendimento sumulado (Súmula 555 do STJ): “Quando não houver declaração do débito, o prazo
decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art.
173, I, do CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento
sem prévio exame da autoridade administrativa”.
Se o contribuinte declarou e pagou o ISS o termo inicial da contagem do prazo decadencial será a data da
ocorrência do fato gerador, e dentro desses 5 anos o Fisco poderá fiscalizar o sujeito passivo e analisar se o
pagamento foi efetuado da maneira correta.
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Exemplo: determinado contribuinte prestou um serviço em 02/02/2010, declarou e pagou o ISS dentro do
vencimento, o Fisco só vai poder fiscalizá-lo ou cobrar eventual diferença até 02/02/2015, salvo se
estivermos diante de dolo, fraude ou simulação, que vão transportar esse período inicial de contagem da
data do fato gerador (02/02/2010) para o primeiro dia do ano seguinte ao que o lançamento poderia ter
sido efetuado (01/01/2011).
Se o contribuinte declarou, e não pagou, já se considera constituído o crédito tributário e não mais se pode
falar em decadência.
Se ele sequer declarou, o prazo decadencial começa a contar do primeiro dia seguinte ao que poderia ter
sido efetuado o lançamento.
Após devidamente constituído o crédito tributário, a sua efetiva cobrança será desafiada pelo prazo de
prescrição, que funciona assim:
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 anos, contados da data da
sua constituição definitiva.
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento
do débito pelo devedor.
A ação de cobrança de um crédito tributário chama-se Ação de Execução Fiscal, e obedece a um trâmite
próprio regulado pela Lei nº 6830/1980.
A data da constituição definitiva do crédito tributário considera a data posterior entre o dia que foi
efetuado o lançamento, ou a data de vencimento do ISS, que vem prevista na lei específica do ente.
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Há um detalhe importante nesse prazo que pode ser observado na seguinte questão:
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Incorporação imobiliária
Há uma lei federal que rege o tema das incorporações mobiliárias (Lei 4591/64) e segundo ela:
Art. 28. As incorporações imobiliárias, em todo o território nacional, reger-se-ão pela presente
Lei.
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Parágrafo único. Para efeito desta Lei, considera-se incorporação imobiliária a atividade exercida
com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial, de edificações
ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas
Art. 29. Considera-se incorporador a pessoa física ou jurídica, comerciante ou não, que embora
não efetuando a construção, compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno
objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem
construídas ou em construção sob regime condominial, ou que meramente aceite propostas para
efetivação de tais transações, coordenando e levando a têrmo a incorporação e
responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega, a certo prazo, preço e determinadas
condições, das obras concluídas
Trata-se de negócio jurídico relativo à construção civil, podendo o construtor ser um terceiro ou o próprio
incorporador, caso em que ocorrerá a chamada “incorporação direta”. Caso o construtor seja um terceiro
estaremos diante, segundo o STJ, de verdadeiro serviço de construção civil, sujeito, portanto, à incidência
do ISS.
Noutro giro, caso o construtor seja o próprio incorporador, não haverá a incidência do ISS, pois o caso não
constituirá prestação de serviço a terceiros, mas a si próprio.
(a) por empreitada, a preço fixo, ou reajustável por índices previamente determinados (Lei
4.591/64, art. 55);
(b) por administração ou "a preço de custo" (Lei 4.591/64, art. 58); ou
(c) diretamente, por contratação direta entre os adquirentes e o construtor (Lei 4.591/64,
art. 41).
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4. Na incorporação direta, por sua vez, o incorporador constrói em terreno próprio, por
sua conta e risco, realizando a venda das unidades autônomas por "preço global",
compreensivo da cota de terreno e construção. Ele assume o risco da construção,
obrigando-se a entregá-la pronta e averbada no Registro de Imóveis. Já o adquirente tem
em vista a aquisição da propriedade de unidade imobiliária, devidamente individualizada,
e, para isso, paga o preço acordado em parcelas.
6. Logo, não cabe a incidência de ISSQN na incorporação direta, já que o alvo desse
imposto é atividade humana prestada em favor de terceiros como fim ou objeto; tributa-
se o serviço-fim, nunca o serviço-meio, realizado para alcançar determinada finalidade. As
etapas intermediárias são realizadas em benefício do próprio prestador, para que atinja o
objetivo final, não podendo, assim, serem tidas como fatos geradores da exação.
RESOLUÇÃO:
A – A questão versa sobre incorporação direta, quando a construtora, na qualidade de incorporadora,
constrói em terreno próprio unidades habitacionais autônomas, por sua conta e risco, para alienação. Nesse
caso não há incidência de ISS.
B – Não há incidência de ISS nos casos de incorporação direta.
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Factoring
Negócio jurídico efetuado entre duas pessoas, faturizado e faturizador, no qual o primeiro cede ao segundo
créditos com vencimento a prazo, recebendo um valor menor que o valor original do título.
Há que se fazer uma breve diferenciação sobre essa figura jurídica: existe a compra de faturamento na qual
a empresa cedente transfere o crédito para o faturizador e existe intermediação, agenciamento e
corretagem de contratos de factoring que pode se dar como uma assessoria ou gestão financeira do crédito.
A compra de faturamento não é prestação de serviço. Entretanto, haverá fato gerador do imposto na
atividade financeira de gestão creditícia, sendo enquadrado no subitem 17.23 da anexa Lista da LC n.
116/2003:
RESOLUÇÃO:
A Lei Complementar 116/2003 estabelece uma lista anexa de serviços tributáveis pelo ISS, dentre eles temos
os serviços constantes do item "10.04 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de
arrendamento mercantil (leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring)”
Gabarito: Certo
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Gráficas
A prestação de serviço pelas gráficas já foi objeto de muita discussão na doutrina e jurisprudência, havendo
forte controvérsia sobre qual imposto deveria incidir na atividade que na nossa Lei Complementar nº 116
estava prevista no subitem 13.05:
Quaisquer produtos confeccionados sob encomenda, personalizados de acordo com o cliente, estariam
sujeitos ao ISS. Por exemplo, a confecção de rótulos, embalagens ou etiquetas, ainda que destinadas a
posterior industrialização e comercialização.
Deve-se ressalvar que a confecção gráfica de impressos padronizados como formulários ou envelopes não
constitui prestação de serviços e sim fabricação e venda de mercadorias, estando, dessa forma, fora do
âmbito de incidência do imposto em comento.
Mas, os Fiscos Estaduais e também alguns contribuintes entendiam que se a produção resultasse em bens
que seriam usados como insumos ou embalagens para mercadorias que seriam postas em circulação ela
deveria dar causa à cobrança de ICMS.
Mais uma vez a questão chegou ao STF que deu razão aos Fiscos Estaduais.
Só que a LC 116, que era silente a respeito da destinação do produto e suas consequências tributárias, foi
alterada pela LC 157 resolveu essa celeuma mudando a redação do subitem 13.05:
Dessa forma, caso o serviço prestado pela gráfica seja destinado a posterior etapa de industrialização ou
comercialização, não haverá mais incidência do ISS.
O ISS incidirá sobre a confecção de impressos personalizados diretamente para o usuário final.
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Observemos questionamento versando sobre a incidência ou não do ISS em hipóteses definidas pelos
tribunais superiores:
RESOLUÇÃO
A - O enunciado da Súmula Vinculante 31 do STF dispõe exatamente o contrário, sendo inconstitucional a
incidência do ISS sobre locação de bens móveis.
B - No arrendamento mercantil (leasing financeiro), o elemento nuclear é o financiamento, não uma
prestação de dar. E financiamento é serviço, sobre o qual o ISS pode incidir, resultando irrelevante a
existência de uma compra nas hipóteses do leasing financeiro e do lease-back.
C - fundamento da alternativa C está no artigo no ADCT:
Art. 82. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem instituir Fundos de Combate à Pobreza, com
os recursos de que trata este artigo e outros que vierem a destinar, devendo os referidos Fundos ser geridos
por entidades que contem com a participação da sociedade civil.
§ 1º Para o financiamento dos Fundos Estaduais e Distrital, poderá ser criado adicional de até 2 pontos
percentuais na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, sobre os produtos e
serviços supérfluos e nas condições definidas na lei complementar de que trata o art. 155, § 2º, XII, da
Constituição, não se aplicando, sobre este percentual, o disposto no art. 158, IV, da Constituição.
§ 2º Para o financiamento dos Fundos Municipais, poderá ser criado adicional de até meio ponto
percentual na alíquota do Imposto sobre serviços ou do imposto que vier a substituí-lo, sobre serviços
supérfluos.
O Município, portanto, está autorizado a criar fundos, dentre eles o de combate à pobreza.
D – A Súmula 274 do STJ dispõe que "O ISS incide sobre o valor dos serviços de assistência médica, incluindo-
se neles as refeições, os medicamentos e as diárias hospitalares".
E - STJ - Súmula 524
No tocante à base de cálculo, o ISSQN incide apenas sobre a taxa de agenciamento quando o serviço
prestado por sociedade empresária de trabalho temporário for de intermediação, devendo, entretanto,
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englobar também os valores dos salários e encargos sociais dos trabalhadores por ela contratados nas
hipóteses de fornecimento de mão de obra.
Cumpre esclarecer fazendo a devida distinção:
A intermediária atua como mera agenciadora ligando o trabalhador que quer se inserir no mercado ao
contratante em busca de mão de obra. Os salários não são incumbência dela! Prestam o seguinte serviço:
17.04 – Recrutamento, agenciamento, seleção e colocação de mão-de-obra.
Noutro giro, a fornecedora de mão de obra possui quadro próprio e cede seus funcionários segundo a
necessidade do contratante. Ela é que vai pagar os salários e manter os vínculos trabalhistas. Prestam o
seguinte serviço:
17.05 – Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive de empregados ou
trabalhadores, avulsos ou temporários, contratados pelo prestador de serviço
Gabarito E
Vamos analisar agora os serviços que também envolvem entrega de mercadorias, as chamadas operações
mistas que, pela sua natureza, podem gerar uma confusão quanto ao imposto a ser cobrado e por qual ente,
configurando o chamado “conflito de competências”.
Devemos lembrar do papel que a Constituição Federal atribui à Lei Complementar nesse tipo de indefinição:
E temos Lei Complementar tratando do assunto? Sim, a nossa Lei Complementar nº 116 traça a fronteira
entre incidência do ISS e do ICMS:
§ 2º Ressalvadas as exceções expressas na lista anexa, os serviços nela mencionados não ficam
sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, ainda que sua
prestação envolva fornecimento de mercadorias.
▪ Se o serviço estiver na lista sem qualquer ressalva – ISS incide sobre tudo.
▪ Se o serviço não estiver na lista e envolver entrega de mercadoria – ICMS sobre tudo.
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▪ Se estiver na lista com a ressalva de incidência do ICMS – ISS sobre o serviço e ICMS sobre a
mercadoria.
São os casos:
Esse assunto costuma ser cobrado tanto em fiscos municipais quanto em estaduais.
Vejamos:
Prova: FCC - 2009 - SEFAZ-SP - Agente Fiscal de Rendas - Gestão Tributária - Prova 3
Conforme os ditames da legislação paulista do ICMS, bem como da Lei Complementar no 116/03, considere
as situações descritas a seguir.
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I. João, residente em São Bernardo do Campo-SP, proprietário de um veículo de luxo, leva seu carro a uma
empresa paulista de blindagem automotiva, que lhe cobra R$ 100.000,00, dos quais 80% se referem a partes
e peças aplicadas na blindagem.
II. Uma seguradora paulista adquire, diretamente do fabricante localizado em Diadema-SP, aparelho de ar
condicionado de sua linha comercial de produção. O fabricante lhe cobra R$ 4.500,00 pelo aparelho, além
de R$ 500,00 pela instalação.
III. Antes de viajar para lua de mel, um casal pretende se hospedar no Hotel Constelação, localizado em São
Paulo, e observa na tabela de diárias os seguintes preços para a suíte real: R$ 300,00 a diária simples e R$
500,00 a diária completa. O casal opta por duas diárias completas, que incluem café, almoço e jantar.
Considerando a alíquota uniforme de 18%, os montantes de ICMS devidos ao Estado de São Paulo, nas
situações I, II e III, são, respectivamente,
A)R$ 14.400,00; R$ 0 e R$ 72,00.
B) R$ 14.400,00; R$ 810,00 e R$ 72,00.
C) R$ 14.400,00; R$ 900,00 e R$ 0.
D) R$ 18.000,00; R$ 810,00 e R$ 72,00.
E) R$ 18.000,00; R$ 900,00 e R$ 0.
RESOLUÇÃO
Ignoraremos assuntos pertinentes à legislação estadual de SP. A questão nos interessa pois busca o
conhecimento sobre a incidência do ISS ou do ICMS ou de ambos nos casos de serviços conjugados com
entrega de mercadorias
I – Serviço de blindagem é um exemplo de serviço com ressalva de incidência de ICMS sobre as mercadorias
envolvidas.
14.01 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem,
manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de
qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
Dessa forma, incidirá ISS sobre o serviço e ICMS sobre as partes empregadas. Logo, 18% de 80.000.
14.400 de ICMS.
II – Aqui cobra-se impertinente assunto ínsito à legislação estadual. Entretanto, o conhecimento da LC 116
também ajudaria a matar:
14.06 – Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem industrial,
prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido.
Vê-se que haveria a cobrança de ISS apenas caso o usuário final fornecesse o material a ser instalado.
III – Hipótese de serviço conjugado com fornecimento de mercadorias onde a LC 116 determina incidência
de ISS sobre tudo:
9.01 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart-hotéis, hotéis
residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por
temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da
diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).
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Gabarito C
Há ainda o caso do serviço de hospedagem em hotéis ou similares em que a lei determina que a tributação
se dê da seguinte forma:
Logo, se o valor da alimentação e gorjeta for incluído no preço do serviço, sobre ele incidirá ISS.
Caso não esteja incluído no preço do serviço será tributado por meio do ICMS.
Agora vamos dar uma olhada em outros serviços que geraram dúvida sobre a correta tributação e que o
Supremo Tribunal Federal foi instado a se manifestar para resolver a questão:
Farmácia de Manipulação
Muitos estados buscaram tributar medicamentos elaborados por farmácias de manipulação por meio do
ICMS defendendo que isso na verdade representaria uma circulação de mercadoria. Como exemplo, o Fisco
do Estado do Rio de Janeiro na Consulta SEFAZ RJ 029/2015 considerou que o item 4.07 da lista de serviços
“sujeita à incidência do ISS apenas os serviços farmacêuticos, que não se confundem com a
comercialização/vendas de medicamentos, ainda que manipulados por encomenda do usuário final”.
A questão envolve, portanto, uma operação mista de manipulação e fornecimento de medicamento por
farmácia de manipulação e chegou até o Supremo, que fixou a seguinte tese:
Então, a farmácia de manipulação paga ISS sobre a venda de medicamentos manipulados pessoalmente
para determinado consumidor e ICMS para os medicamentos que ela produziu, mas que são ofertados ao
público em geral.
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Software
Em uma decisão proferida em 1998 o STF considerou que incidiria ICMS na circulação de cópias de
programas de computador produzidas em série e comercializadas no varejo, o que popularmente ficou
conhecido como “software de prateleira”.
A FGV na prova de Fiscal do ICMS RJ chegou a cobrar esse assunto na seguinte assertiva, que na época, estava
certa:
Em relação à tributação dos programas de computador, ou software, o Supremo Tribunal Federal já decidiu
que, nas operações relativas ao "licenciamento ou cessão de direito de uso", não cabe aos Estados a
instituição do ICMS, posto não estar caracterizada uma circulação de mercadoria; por outro lado, em se
tratando dos chamados "software de prateleira", produzidos em série e comercializados no varejo, vigora
entendimento positivo quanto à possibilidade de tributação por meio do aludido tributo uma vez
materializado o corpus mechanicum da criação intelectual do programa, caracterizando, assim, o conceito
de mercadoria.
Bom, com o advento da LC 116/03, o licenciamento ou cessão de uso de programa de computação passou a
estar expressamente previsto como um serviço tributável por meio do ISS:
E no subitem não há qualquer distinção entre software de prateleira ou elaborado por encomenda.
Instado a se manifestar, o STF resolveu a questão explicando que no caso de licenciamento de uso de
software (ainda que não seja personalizado) não há na realidade uma transferência da titularidade da
propriedade do bem que serviria para atrair a cobrança do ICMS. Na verdade, o interessado no uso do
programa realiza uma licença ou cessão de uso, por meio da qual ele não passa a ser o proprietário do
software, mas apenas um usuário autorizado.
Isso fica mais claro quando olhamos a Lei do software no Brasil (Lei nº 9609/98):
Logo, não há compra e venda e tampouco circulação de mercadoria apta a fazer nascer a obrigação de pagar
o ICMS e nesse sentido o STF fixou a seguinte tese:
Pacificado o assunto por meio da Súmula Vinculante nº 31, que tem a seguinte redação:
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Não há mais que se discutir tributação de locação de bens móveis com ISS. Entretanto, deve-se prestar a
máxima atenção para casos em que ocorre a locação do bem móvel em conjunto com a prestação de um
serviço. Exemplo: Aluguel de um guindaste junto o fornecimento do seu operador.
Ora, o caso diverge da locação única a exclusivamente do guindaste, chamada de locação pura, e sobre a
qual não incidirá o ISS por força de Súmula Vinculante.
O caso exige que o prestador segmente a locação do bem móvel da prestação do serviço para que o ISS
incida apenas sobre o segundo, preservando o determinado pela SV nº 31.
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máquinas e equipamentos com seus operadores”, sendo que esta “coordena o uso dos
equipamentos, qual a localidade que atuarão, etc.” (fl. 3)
RESOLUÇÃO:
O examinador explicita tratar-se de uma locação pura e simples de andaimes, que são bens móveis. Quando
estivermos diante de locação pura e simples de bem móvel, não pode haver cobrança de ISS.
Não é o caso de prestação de serviço concomitante à locação do bem.
A Súmula Vinculante 31 não exonera a prestação de serviços concomitante à locação de bens móveis do
pagamento do ISS. 2. Se houver ao mesmo tempo locação de bem móvel e prestação de serviços, o ISS incide
sobre o segundo fato, sem atingir o primeiro. 3. O que a agravante poderia ter discutido, mas não o fez, é a
necessidade de adequação da base de cálculo do tributo para refletir o vulto econômico da prestação de
serviço, sem a inclusão dos valores relacionados à locação. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
[ARE 656.709 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, julgamento em 14-2-2012, DJE 48 de 8-3-
2012]
Gabarito A
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O Presidente sancionou, sem vetos, a Lei Complementar 175, que estabelece regras para o recolhimento do
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo município onde está o cliente (tomador do serviço),
e não mais na cidade onde está instalado o prestador do serviço.
Essa Lei encontra-se sob questionamento diante do STF, e alterou parte da LC 116/03 para alguns serviços
específicos.
A Lei dispõe ainda sobre a criação de um padrão das obrigações acessórias para os serviços nela
contemplados e cria 2 órgãos para acompanhar e gerir essas mudanças, mas essas partes não foram
incorporadas à Lei Complementar nº 116 que trata do ISS.
A Lei Complementar nº 157/2016 alterou o local de incidência do ISS relativo aos serviços prestados por
planos de saúde (4.22, 4.23 e 5.09), administração de fundos, consórcios e cartões (15.01), leasing (15.09)
e seu agenciamento (10.04) deslocando a incidência para o local do domicílio do tomador do serviço.
Só que, no julgamento da ADI 5.835, o Min. Alexandre de Moraes suspendeu a eficácia desses dispositivos
considerando a extrema dificuldade imposta aos contribuintes para se adequar. É nesse contexto que foi
editada a Lei Complementar nº 175/2020 operacionalizando como vai se dar a cobrança, e fiscalização sobre
tais prestações de serviço.
Essa Lei “resolveu” os problemas suscitados pelo Ministro e que impediriam a eficácia das alterações
propostas pela LC 157/2016, com algumas novidades que já foram vistas em nossa aula.
O serviço de intermediação de leasing, franchising e factoring (10.04) também constava na exceção do inciso
XXV do art. 3º, mas foi suprimido pela LC n. 175, retornando o seu elemento espacial para a regra do art. 4º
da LC n. 116, ou seja, local do estabelecimento prestador. Nesse caso entendeu-se que o efeito concentrador
da arrecadação em poucos municípios não existiria e, portanto, não haveria razão para a alteração.
Um dos principais objetivos da mudança é tentar desconcentrar a arrecadação dos grandes municípios,
onde estão instaladas a maioria das empresas, favorecendo as cidades de menor porte, para onde passa a
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ser recolhido o imposto. Esse tipo de medida colabora com o chamado federalismo fiscal, descentralizando
recursos e combatendo a desigualdade regional no Brasil.
Pense no caso de um plano de saúde. O ISS do serviço por ele prestado em todo o território nacional acabava
se concentrando em alguns poucos municípios que sediam essas instituições consagrando uma inegável
situação de injustiça com todos os outros. A alteração legal propõe a pulverização desses valores entre os
municípios dos usuários do serviço.
Atividades financeiras
Em todos esses serviços pode se perceber o efeito concentrador da arrecadação em poucas unidades da
federação de um serviço prestado no país inteiro.
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E para evitar que essa regra acabasse sem surtir os efeitos que motivaram sua edição, o legislador também
determinou a proibição de atribuição da responsabilidade tributária a terceira pessoa pelo adimplemento
do crédito tributário. Apenas o contribuinte (que é o prestador do serviço) poderá pagar esse ISS, nos
termos do art. 8º da LC 175:
Então, para esses serviços citados a responsabilidade pelo pagamento do imposto é exclusiva do
contribuinte.
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Vejamos agora uma bateria de questões, massificando os entendimentos já expostos e agregando mais
conhecimento a respeito do ISS.
QUESTÕES COMENTADAS
Nos serviços de plano de saúde, utiliza-se como base de cálculo do ISS o valor total recebido, ou seja, a
mensalidade paga pelo associado à empresa gestora do plano e as quantias repassadas aos terceiros
credenciados que prestam o serviço médico.
( )Certo
( )Errado
RESOLUÇÃO:
Errado!
A base de cálculo do ISS na prestação de serviços de plano de saúde é o preço pago pelos contribuintes,
diminuído dos repasses feitos aos terceiros credenciados que prestam o serviço, como médicos, hospitais,
etc.
Trata-se de um dos casos em que os valores que temporariamente transitam pelo caixa do prestador não
vão fazer parte da base de cálculo do ISS.
5. Ainda que impossível acolher integralmente o pedido principal da contribuinte (não incidência
do ISS sobre planos de saúde), é preciso reconhecer parcialmente o seu pleito, no que se refere à
base de cálculo da exação.
6. A Segunda Turma ratificou jurisprudência de que a base de cálculo do ISS sobre planos de saúde
é o preço pago pelos consumidores, diminuído dos repasses feitos pela contribuinte aos demais
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7. A empresa pretende afastar totalmente a tributação, pelo argumento de que a base de cálculo
reconhecida pelo TJ-SP (preço pago pelo consumidor, sem abatimento) é incorreta. O pedido deve
ser parcialmente provido, pois, embora devida a cobrança, o cálculo deve ser feito sobre base
menor.
8. Não se trata de decisão extra petita, como aventado pelo Município, mas de deferimento, em
parte, do pedido. 9. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente
provido". (STJ - REsp: 1237312 SP 2011/0019397-6, Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN, Data
de Julgamento: 20/10/2011, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 24/10/2011)
Gabarito: Errado
A questão versa sobre assunto recorrente em provas e cujo entendimento, embora de relativa simplicidade,
auxiliará tanto nas provas de legislação quanto na de tributário. Basta compreender a lógica ínsita no art.
126 do CTN:
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III – de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma unidade
econômica ou profissional
Ao fisco não importa a capacidade civil, medidas que privem ou limitem o exercício de atividades
profissionais ou comerciais e nem a regular constituição da pessoa jurídica. Se praticou o fato gerador, ele
vai cobrar o tributo!
A – A capacidade tributária passiva independe de eventual autorização para o exercício das atividades
profissionais.
C – Independe de autorização.
E – É o gabarito
Gabarito E
RESOLUÇÃO:
Art. 6º Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em
caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive no que se refere
à multa e aos acréscimos legais.
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C-
D-
Art. 1o § 1o O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja
prestação se tenha iniciado no exterior do País.
E-
Gabarito E
Em conformidade com a Lei Complementar nº 116/2003, sobre o Imposto de Serviços de Qualquer Natureza,
assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de ______, já determinada por
legislação ____________, sendo que a incidência do imposto ____________ da denominação dada ao
serviço prestado.
a) 5% - municipal - não depende
b) 3% - municipal - depende
c) 3% - federal - depende
d) 2% - federal - não depende
e) 2% - federal - depende
RESOLUÇÃO:
Questão recente e atualizada nos termos da LC 157/16. A alíquota mínima do ISS é de 2% estando prevista
no art.8º A da LC 116/03:
Art. 8º-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois por
cento).
Complementando a questão:
Art. 1º, § 4º A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado.
Gabarito D
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RESOLUÇÃO
Aspecto interessante a respeito do tributo tratado nessa aula é que ele deve obediência integral aos
princípios da legalidade, anterioridade anual e anterioridade nonagesimal. Vamos relembrar os fundamentos
constitucionais dessas garantias do contribuinte:
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
...
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, observado o disposto na alínea b;”
C – IOF, imposto de nítida e importante função extrafiscal excetua tanto a anterioridade nonagesimal quanto
a anual.
D – Gabarito!
Gabarito D
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A sociedade InterFlix Ltda. é empresa que atua no ramo de disponibilização, sem cessão definitiva, de
conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet. Considerando que os serviços prestados
pela sociedade passaram a estar sujeitos ao imposto sobre serviços por decorrência de uma alteração
recente na legislação do município em que os serviços são prestados, assinale a alternativa correta.
a) A alteração em questão na legislação municipal não terá por consequência a possibilidade de tributação
dos serviços prestados pela sociedade citada, pois o fato gerador em questão não consiste na prestação de
serviço.
b) A situação descrita comporta apenas a modalidade de lançamento por declaração, compreendido como
aquele no qual a legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame
da autoridade administrativa.
c) Não seria possível a utilização de novos critérios de apuração ou processos de fiscalização a eventual
lançamento efetuado pela administração tributária sobre o sujeito passivo na situação descrita, caso
tivessem sido instituídos por legislação posterior à ocorrência do fato gerador.
d) Eventual lançamento tributário realizado pela administração tributária em face do sujeito passivo na
situação descrita somente poderia ser alterado em decorrência de impugnação do sujeito passivo.
e) Estarão sujeitos ao imposto os fatos geradores ocorridos após a entrada em vigor da lei municipal,
respeitado o princípio da anterioridade, pois o lançamento tributário reporta-se à data da ocorrência do fato
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
RESOLUÇÃO:
A – A atividade constitui prestação de serviço, conforme se depreende da leitura da lista anexa com a
atualização da LC 157/16:
1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por
meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de
conteúdos pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de
12 de setembro de 2011, sujeita ao ICMS). (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)
É bem interessante memorizar as novas hipóteses de incidência trazidas pela referida lei complementar. São
elas:
1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da
internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdos pelas
prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de 12 de setembro de 2011,
sujeita ao ICMS).
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7.16 - Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio, silagem, colheita,
corte e descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e dos serviços congêneres indissociáveis
da formação, manutenção e colheita de florestas, para quaisquer fins e por quaisquer meios.
13.05 - Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria, zincografia,
litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou industrialização,
ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de posterior circulação,
tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e de instrução, quando
ficarão sujeitos ao ICMS.
17.25 - Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer meio
(exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e
imagens de recepção livre e gratuita).
B – Na verdade o ISS geralmente é lançado por homologação, mas também poderá ser lançado de ofício.
Além disso, a assertiva traz o conceito de lançamento por homologação.
C - A utilização de novos critérios de apuração ou processos de fiscalização pode se dar em relação aos fatos
posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação. Já o lançamento deve observar a legislação da
data da ocorrência do fato gerador.
CTN Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em
virtude de
II - recurso de ofício
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III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.
E – Correto! O ISS respeita o princípio da anterioridade segundo o qual a instituição ou majoração de tributos
possui eficácia apenas no exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei. Ainda:
CTN Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-
se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada
Gabarito E
A empresa Festas & Eventos, localizada no Distrito Federal, tem como atividade a organização de bufês para
casamentos e batizados.
Relativamente a cada evento que realiza, ela emite, apenas, a documentação fiscal relativa ao ISSQN, com a
finalidade de documentar tanto a prestação de serviços realizada, como o fornecimento de alimentos e
bebidas, pois ela entende que somente este imposto incide sobre o serviço prestado e sobre a alimentação
e as bebidas fornecidas.
Considerando o disposto na Lei Complementar federal 116/2003, e levando em conta, ainda, que o Distrito
Federal tem competência para instituir tanto o ISSQN, como o ICMS, verifica-se que o procedimento da
empresa está
a) incorreto, pois, na medida em que incide o ISSQN sobre a prestação de serviços, e o ICMS sobre o
fornecimento de alimentação e bebidas, a empresa deveria ter pagado o ISSQN sobre os serviços prestados
e o ICMS sobre a mercadoria fornecida.
b) incorreto, pois incide somente o ICMS tanto sobre a prestação de serviços, como sobre o fornecimento
de alimentação e bebidas.
c) correto, pois, embora incida o ISSQN sobre a prestação de serviços, e o ICMS sobre o fornecimento de
alimentação e bebidas, no caso do Distrito Federal, que tem competência para instituir ambos os impostos,
a legislação local admite que se lance apenas o ISSQN, pela soma dos serviços prestados e mercadorias
fornecidas.
d) incorreto, pois, embora incida o ISSQN sobre a prestação de serviços, e o ICMS sobre o fornecimento de
alimentação e bebidas, no caso do Distrito Federal, que tem competência para instituir ambos os impostos,
a legislação local admite que se lance apenas o ICMS, pela soma dos serviços prestados e mercadorias
fornecidas.
e) correto, pois incide somente o ISSQN tanto sobre a prestação de serviços, como sobre o fornecimento de
alimentação e bebidas.
RESOLUÇÃO:
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A – Gabarito! Esse é um dos casos em que há na legislação do ISS uma ressalva autorizando a cobrança do
ICMS sobre as mercadorias:
17.11 – Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de alimentação e bebidas, que fica
sujeito ao ICMS).
B – O ICMS incidirá tanto sobre a prestação do serviço quanto sobre o fornecimento de mercadorias apenas
nos casos em que o serviço não estiver previsto na LC 116/03.
E – O ISS incidirá tanto sobre a prestação de serviços quanto sobre o fornecimento de mercadorias quando
o serviço estiver previsto na LC 116 sem ressalva que permita a cobrança de ICMS.
Gabarito A
Determinada prestação de serviços não declarada pelo contribuinte foi objeto de fiscalização, com a
competente lavratura de notificação de lançamento de ISS, apurando-se o valor histórico do tributo em R$
6.250,00 e aplicando-se multa de 500% sobre o valor do tributo. Considerando a situação exposta e que a
base de cálculo utilizado foi de R$ 125.000,00, assinale a alternativa correta.
a) A não declaração do imposto a recolher por parte do contribuinte impediu o início da contagem do prazo
decadencial para constituição do crédito tributário.
b) O ISS é tributo sujeito ao lançamento por declaração.
c) A alíquota aplicada para apuração do tributo desrespeita o limite máximo expresso no CTN.
d) O princípio do não-confisco, em que pese previsto apenas em relação aos tributos, pode ser utilizado como
argumento para afastar judicialmente a multa aplicada.
RESOLUÇÃO:
A – Na verdade a ausência de declaração transporta o início do prazo para o primeiro dia do exercício
seguinte ao que o lançamento poderia ter sido efetuado.
C – Assertiva pede a apuração da alíquota, obtida com a divisão da base de cálculo pelo valor apurado de ISS.
Chegaremos à alíquota de 5% que respeita o limite legal.
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Gabarito D
RESOLUÇÃO:
A – Errado! Súmula Vinculante 31: É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza – ISS sobre operações de locação de bens móveis.
B – Errado! O STF já determinou que incide ISS sobre o contrato de arrendamento mercantil. Vejamos:
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C – Em hipótese pouco frequente, a questão buscou fundamento no ADCT da Constituição. Em que pese a
dificuldade da assertiva, dava pra matar a questão sabendo a assertiva correta e eliminando as demais.
Art. 82. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem instituir Fundos de Combate á
Pobreza, com os recursos de que trata este artigo e outros que vierem a destinar, devendo os
referidos Fundos ser geridos por entidades que contem com a participação da sociedade civil
§ 2º Para o financiamento dos Fundos Municipais, poderá ser criado adicional de até meio ponto
percentual na alíquota do Imposto sobre serviços ou do imposto que vier a substituí-lo, sobre
serviços supérfluos
Súmula 274 STJ: O ISS incide sobre o valor dos serviços de assistência médica, incluindo-se
neles as refeições, os medicamentos e as diárias hospitalares
E – Correto!
Súmula 524-STJ: No tocante à base de cálculo, o ISSQN incide apenas sobre a taxa de
agenciamento quando o serviço prestado por sociedade empresária de trabalho
temporário for de intermediação, devendo, entretanto, englobar também os valores dos
salários e encargos sociais dos trabalhadores por ela contratados nas hipóteses de
fornecimento de mão de obra
Gabarito E
Em uma operação exclusiva de prestação de serviços, a base de cálculo do Imposto sobre Serviços (ISS) é
a) o preço do serviço.
b) o preço do serviço menos as comissões de venda.
c) o preço do serviço menos os descontos financeiros.
d) o lucro líquido.
e) o lucro operacional.
RESOLUÇÃO:
O examinador busca confundir o candidato. Nessas horas a resolução da questão demanda calma do
candidato e segurança nos preceitos legais. A questão quer apenas e tão somente a regra da base de cálculo
do ISS que é:
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Gabarito A
A – Há incidência de ISS uma vez que a locação de postes está incluída na lista anexa à LC 116/03.
3.04 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não,
de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza.
C – O contribuinte é o prestador do serviço. No caso, quem está prestando o serviço de alugar os postes é a
companhia de distribuição elétrica.
D – Ainda que prestado à empresa contribuinte de ICMS não há desnaturação do fato gerador do ISS.
§ 1º Quando os serviços descritos pelo subitem 3.04 da lista anexa forem prestados no território
de mais de um Município, a base de cálculo será proporcional, conforme o caso, à extensão da
ferrovia, rodovia, dutos e condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer natureza, ou ao
número de postes, existentes em cada Município
Gabarito E
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A respeito dos conhecimentos sobre o Imposto sobre Serviços (ISS) previsto nas Leis Complementares
Federais no 116/03 e 157/2016, é correto afirmar:
a) Não há incidência do imposto nos serviços prestados no local do domicílio do prestador.
b) Os serviços de transporte coletivo municipal rodoviário de passageiros não estão sujeitos à incidência do
imposto.
c) No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, os terminais
eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser registrados no local do domicílio do
tomador do serviço.
d) Para que haja a caracterização do fato gerador a prestação de serviços deve ser exercida como atividade
preponderante do prestador, ou seja, ser geradora da maior parte de suas receitas.
e) Contribuinte é a pessoa física ou jurídica, tomadora do serviço, obrigada por lei a fazer a retenção do
imposto devido em cada operação.
RESOLUÇÃO:
A – Errado. Vejamos:
§ 3º No caso dos serviços descritos nos subitens 10.04 e 15.09, o valor do imposto é devido ao
Município declarado como domicílio tributário da pessoa jurídica ou física tomadora do serviço,
conforme informação prestada por este. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)
15.09 – Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão de direitos e obrigações,
substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e demais serviços relacionados ao
arrendamento mercantil (leasing).
B–
C – Correto!
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§ 4º No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, descritos
no subitem 15.01, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser
registrados no local do domicílio do tomador do serviço. (Incluído pela Lei Complementar nº 157,
de 2016)
D – Errado!
E – O contribuinte é o prestador do serviço. No caso do tomador ser obrigado por lei a fazer a retenção do
imposto ele será o responsável tributário.
Gabarito C
Dr. Diogo, titular de escritório de consultoria em matéria tributária, foi indagado por quatro clientes seus, a
respeito da tributação do ISSQN e do ICMS, pois queriam saber como deveriam tributar corretamente as
atividades que pretendiam desenvolver. Dr. Diogo respondeu para
I. Alícia, dentista, que os serviços odontológicos prestados serão tributados pelo ISSQN, enquanto que o
material aplicado será tributado pelo ICMS, desde que esse material representasse mais de 50% do valor
cobrado do paciente.
II. Renato, proprietário de hotel, que o valor da alimentação fornecida, se incluída no valor da diária, estará
sujeita ao ISSQN, mas, se excluída do valor da diária, estará sujeita ao ICMS.
III. Carlos, proprietário de um estabelecimento que tem por atividade a reprografia de documentos, que, no
caso de elaboração de fotocópias, o ISSQN incidirá somente sobre 2/3 do valor cobrado do cliente, enquanto
que o ICMS incidirá apenas sobre 1/3 do valor cobrado.
IV. Andrea, proprietária de um laboratório de próteses dentárias confeccionadas sob encomenda, que, se a
prótese tiver finalidade meramente estética, e não plástica reparadora, tanto os serviços prestados como os
materiais utilizados na sua confecção serão tributados pelo ICMS.
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d) II e IV.
e) III.
RESOLUÇÃO:
I – O serviço de odontologia está previsto na LC 116/03 sem qualquer ressalva de incidência de ICMS sobre
material. Dessa forma, o ISS incidirá sobre o valor inteiro.
II – Caso o valor dos alimentos esteja incluído no valor da diária incidirá ISS sobre tudo. Caso contrário, ISS
sobre os serviços e ICMS sobre os alimentos. Vejamos:
9.01 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart-hotéis, hotéis
residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por
temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da
diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços)
III – Reprografia, item 13.04 da lista anexa, não constitui exceção que permite a cobrança de ICMS sobre as
mercadorias.
IV – Próteses sob encomenda, item 4.14 da lista anexa, não constitui exceção que permite a cobrança de
ICMS, pouco importando a finalidade da prótese.
Fica claro o vantajoso custo-benefício de decorar as exceções, que são os serviços com ressalva que permite
cobrança de ICMS.
Acerca do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN), assinale a opção correta.
a) A atribuição da responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa mantém inalterada a
responsabilidade do contribuinte principal.
b) Esse imposto é considerado devido no domicílio das administradoras de cartão de crédito e nas operações
feitas em terminais eletrônicos.
c) A modificação de domicílio tributário é vedada ao tomador do serviço no caso de arrendamento mercantil.
d) A pessoa jurídica imune ou isenta do ISSQN pode ser responsável pelo respectivo crédito tributário.
e) O responsável estará obrigado ao recolhimento integral das multas e acréscimos legais somente quando
faltar ao dever de efetuar a retenção do ISSQN na fonte.
RESOLUÇÃO:
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Art. 6o Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em
caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive no que se refere
à multa e aos acréscimos legais."
§ 4o No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, descritos
no subitem 15.01, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser
registrados no local do domicílio do tomador do serviço."
D – Correto! Isenção ou imunidade não afetam a responsabilidade tributária. A própria LC 116 traz exemplos
disso:
"Art. 6º (...)
(...)
II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços
descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.14, 7.15, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02,
17.05 e 17.10 da lista anexa."
Art. 6º (...)
Gabarito D
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Decreto do Prefeito de certo Município paraibano aumentou a alíquota do Imposto sobre serviços de
qualquer Natureza (ISSQN) e, concomitantemente, reduziu a base de cálculo, de modo que, ao final, o
Imposto resultante dessa alteração normativa ficasse menor do que era antes da nova legislação. Em vistas
disso, pode-se dizer que:
a) O Decreto pode alterar as alíquotas do imposto sobre serviços de qualquer Natureza (ISSQN), nos limites
da lei, como prescreve a Constituição Federal.
b) O Decreto só poderia alterar a base de cálculo do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN).
c) O Decreto só poderia alterar a alíquota do Imposto sobre serviços de Qualquer Natureza.
d) Decreto não é o instrumento hábil para promover a mudança nos aspectos valorativos (alíquota e base de
cálculo) do Imposto sobre serviços de Qualquer natureza (ISSQN).
e) O Decreto pode alterar a base de cálculo do imposto sobre serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), nos
limites da lei, como prescreve a Constituição Federal.
RESOLUÇÃO:
Tanto a alíquota do ISS quanto sua base de cálculo submetem-se ao princípio da legalidade estrita. Ou seja,
só podem ser alterados via lei em sentido formal.
Vale ressaltar que alíquota máxima, mínima e base de cálculo estáo fixadas na LC 116/03.
Gabarito: D
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d) O STF já acolheu o fundamento da imunidade e o fundamento atinente ao Art. 9º, § 1º, do DL nº 406/68.
e) O STF já refutou o fundamento da imunidade, e o Art. 9º, § 1º, do DL nº 406/68, embora vigente, já teve
sua aplicação rejeitada em relação aos serviços notariais.
RESOLUÇÃO:
Outrora objeto de inúmeros questionamentos, a tributação sobre os cartórios hoje se encontra pacificada
pela jurisprudência. As assertivas I e II podem ser respondidas com a leitura do seguinte julgado:
EMENTA
Ainda:
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Vimos, portanto, que o Art.9º, em seu parágrafo 1º, que versa sobre a tributação fixa, encontra-se vigente e
que não se aplica à tributação sobre os cartórios.
Gabarito E
Considerando o ISS e as assertivas a seguir, assinale a sequência correta para V = verdadeiro e F = falso.
( ) O critério de territorialidade do imposto é misto, ora sendo considerado o local do tomador do serviço,
ora do prestador.
( ) O critério material do imposto adota uma tributação em bases universais, com a incidência sobre serviços
prestados no estrangeiro.
( ) A hipótese de substituição tributária do artigo 6º da LC 116/03 só cabe se houver relação com os elementos
que norteiam a tributação do contribuinte.
a) V – F – F – V
b) F – F – V – F
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c) F – V – V – F
d) F – V – F – V
e) V – F – V – F
RESOLUÇÃO:
1ª – Muita atenção aqui! A regra geral é o princípio da territorialidade. A aplicação dela no âmbito do ISS
implica a tributação no Município do estabelecimento prestador. O fato de haver exceções a essa regra não
significa dizer que o sistema é misto.
Caso o serviço seja proveniente do exterior ou lá tenha se iniciado, aí sim incide o ISS.
Logo, não se pode afirmar que incide o ISS sobre serviços prestados no estrangeiro.
3ª – O referido artigo versa sobre o critério pessoal em seu parágrafo 1º. Plenamente vigente conforme a
jurisprudência:
Art. 6º Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em
caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive no que se refere
à multa e aos acréscimos legais
Gabarito B
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RESOLUÇÃO
A – Exatamente! Via de regra, o contribuinte antecipa o pagamento do imposto sob condição resolutória de
sua posterior homologação pelo fisco.
C – Outra feição importante sobre o ISS. Trata-se de imposto cumulativo, ou seja, o efeito econômico de sua
incidência é repassado ao adquirente do serviço, gerando o efeito cascata nas outras etapas da cadeia
produtiva.
ATENÇÃO: Constitui exceção ao regime cumulativo do ISS a possibilidade de dedução das subempreitadas
relacionadas a serviços de construção civil. Vejamos cristalino julgado de lavra do STJ sobre o tema:
Gabarito A
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Com relação ao ISS, em vista da jurisprudência do TJRS e dos Tribunais Superiores, analise a seguinte
assertiva:
O preço das subempreitadas e dos materiais empregados na obra, na atividade de construção civil, não
integra a base de cálculo do ISS.
( ) Certo
( ) Errado
RESOLUÇÃO
Certo! Trata-se de importante exceção ao regime cumulativo do ISS permitindo ao prestador de serviço de
construção civil a dedução do valor da subempreitada da base de cálculo.
Gabarito: Certo
A – O ISS não incide sobre as exportações de serviços para o exterior. Esse é o gabarito
D – Assertiva muito lembrada pelas bancas. Não importa para fins de ISS se o serviço prestado constitui ou
não atividade preponderante do prestador.
Gabarito A
A empresa CREDLine é administradora de cartão de crédito e débito, sediada no Município de Osasco, Estado
de São Paulo. O objeto social da CREDLine é, em síntese, a administração dos pagamentos e recebimentos à
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Com base nos fatos acima, analise a seguinte assertiva, nos exatos termos da Lei Complementar n. 116/2003
(LC 116/03):
A atividade de administração de cartão de crédito e débito é prevista pela lei como prestação de serviço,
sendo devido o Imposto Sobre Serviço (ISS) no local dos estabelecimentos tomadores dos serviços da
CREDLine.
( ) Certo
( ) Errado
RESOLUÇÃO
Correto! A atividade de administração de cartão de crédito e débito está prevista na lista anexa e constitui
uma das exceções à tributação no local do estabelecimento prestador trazidas pela LC 157/16. A fim de
memorizar esta hipótese, vale perquirir as intenções do legislador com essa alteração. Motivado por ideais
de justiça fiscal e melhor distribuição da arrecadação buscou tirar das mãos de alguns poucos Municípios a
arrecadação relacionada a uma atividade realizada no país inteiro privilegiando Municípios mais pobres em
detrimento dos mais ricos.
Gabarito Certo
Sovaks Consultoria Ltda. realizou retenção na fonte e recolheu o ISS ao Município de São Paulo, na qualidade
de responsável, relativo a serviço de construção civil que lhe foi prestado pela Construtap Ltda. Considerando
que o recolhimento e a retenção na fonte foram efetivadas em valor superior ao devido, a restituição do
valor recolhido indevidamente é
a) viável, desde que solicitada pela Construtap Ltda. mediante apresentação de certidão negativa de débito.
b) viável, desde que solicitada pela Construtap Ltda.
c) inviável, seja solicitada pela Sovacs ou pela Construtap Ltda.
d) viável, seja solicitada pela Sovacs ou pela Construtap Ltda.
e) viável, desde que solicitada pela Sovaks Consultoria Ltda
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RESOLUÇÃO
A resolução da questão passa por relembrar que segundo o STJ o ISS pode ser um tributo indireto ou direto,
a depender do caso concreto. Vejamos:
Observa-se que no caso em tela o imposto é indireto, ou seja, a repercussão econômica de seu valor é
repassada para o tomador que, na qualidade de responsável, efetua o seu pagamento.
Vejamos as alternativas:
Art. 174. A legitimidade para requerer a restituição do indébito, na hipótese de retenção indevida
ou maior que a devida de imposto na fonte recolhido à Fazenda Municipal, pertence ao
responsável tributário.
Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo
encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no
caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.
E – Correto! Sendo o ISS, nesse caso, imposto indireto, recai sobre o responsável (quem de fato arcou com o
imposto) a legitimidade para requerer sua restituição.
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Gabarito E
RESOLUÇÃO
§ 2º Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1o deste artigo, são responsáveis: (Vide Lei
Complementar nº 123, de 2006).
B – Errado e serve para mostrar que infelizmente a memorização, ainda que de itens excepcionais da lista,
pode ser cobrada.
D–
7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil, hidráulica
ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem
e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e
equipamentos.
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E–
7.04 – Demolição.
Gabarito C
Em uma empresa de prestação de serviços contábeis, o ISS será calculado e devido em relação a cada
profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviços em nome da sociedade, por meio de
alíquotas fixas ou variáveis.
( )Certo
( )Errado
RESOLUÇÃO
Gabarito Certo
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A lei — ou o ato municipal ou distrital — que desrespeite a alíquota mínima do ISS será considerada nula,
mas com efeitos ex nunc, não gerando direito à restituição do valor pago pelo prestador de serviço.
( )Certo
( )Errado
RESOLUÇÃO
Conforme vimos, a lei que desrespeitar a alíquota mínima gera direito à restituição do valor pago:
“§ 3º. A nulidade a que se refere o § 2º deste artigo gera, para o prestador do serviço, perante o
Município ou o Distrito Federal que não respeitar as disposições deste artigo, o direito à
restituição do valor efetivamente pago do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
calculado sob a égide da lei nula.”
Gabarito errada!
RESOLUÇÃO
A – ERRADA. A autoridade administrativa deve proceder à revisão de lançamento quando houver inexatidão
das informações. Segundo o CTN:
“Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos
seguintes casos:
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Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo
lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do
fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante
do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade
cabível.
Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em
virtude de:
II - recurso de ofício;
III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo
lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do
fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante
do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade
cabível.
Gabarito D
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RESOLUÇÃO
Gabarito E
RESOLUÇÃO
A Lei Complementar 116/2003 estabelece uma lista anexa de serviços tributáveis pelo ISS, dentre eles temos
os serviços constantes do item "10.04 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de
arrendamento mercantil (leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring)”
Gabarito Correto
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B) Segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inocorre o fato gerador da cobrança do ISS em
contrato de arrendamento mercantil.
C) Para o financiamento dos fundos municipais, poderá ser criado adicional de até cinco pontos percentuais
na alíquota do ISS ou do imposto que vier a substituí-lo, sobre serviços supérfluos.
D) O ISS não incide sobre o valor dos serviços de assistência médica.
E) No tocante à base de cálculo, o ISS incide apenas sobre a taxa de agenciamento quando o serviço prestado
por sociedade empresária de trabalho temporário for de intermediação, devendo, entretanto, englobar
também os valores dos salários e encargos sociais dos trabalhadores por ela contratados nas hipóteses de
fornecimento de mão de obra.
RESOLUÇÃO
Art. 82. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem instituir Fundos de Combate á
Pobreza, com os recursos de que trata este artigo e outros que vierem a destinar, devendo os
referidos Fundos ser geridos por entidades que contem com a participação da sociedade civil.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 31, de 2000)
§ 1º Para o financiamento dos Fundos Estaduais e Distrital, poderá ser criado adicional de
até dois pontos percentuais na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços -
ICMS, sobre os produtos e serviços supérfluos e nas condições definidas na lei complementar de
que trata o art. 155, § 2º, XII, da Constituição, não se aplicando, sobre este percentual, o disposto
no art. 158, IV, da Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
§ 2º Para o financiamento dos Fundos Municipais, poderá ser criado adicional de até meio
ponto percentual na alíquota do Imposto sobre serviços ou do imposto que vier a substituí-lo,
sobre serviços supérfluos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 31, de 2000).
O Município, portanto, está autorizado a criar fundos, dentre eles o de combate à pobreza. O equívoco da
assertiva está no percentual.
"O ISS incide sobre o valor dos serviços de assistência médica, incluindo-se neles as
refeições, os medicamentos e as diárias hospitalares".
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No tocante à base de cálculo, o ISSQN incide apenas sobre a taxa de agenciamento quando
o serviço prestado por sociedade empresária de trabalho temporário for de intermediação,
devendo, entretanto, englobar também os valores dos salários e encargos sociais dos
trabalhadores por ela contratados nas hipóteses de fornecimento de mão de obra.
A intermediária atua como mera agenciadora ligando o trabalhador que quer se inserir no mercado ao
contratante em busca de mão de obra. Os salários não são incumbência dela! Prestam o seguinte serviço:
Noutro giro, a fornecedora de mão de obra possui quadro próprio e cede seus funcionários segundo a
necessidade do contratante. Ela é que vai pagar os salários e manter os vínculos trabalhistas. Prestam o
seguinte serviço:
Gabarito E
30. FCC - 2009 - SEFAZ-SP - Agente Fiscal de Rendas - Gestão Tributária - Prova 3
Conforme os ditames da legislação paulista do ICMS, bem como da Lei Complementar no 116/03, considere
as situações descritas a seguir.
I. João, residente em São Bernardo do Campo-SP, proprietário de um veículo de luxo, leva seu carro a uma
empresa paulista de blindagem automotiva, que lhe cobra R$ 100.000,00, dos quais 80% se referem a partes
e peças aplicadas na blindagem.
II. Uma seguradora paulista adquire, diretamente do fabricante localizado em Diadema-SP, aparelho de ar
condicionado de sua linha comercial de produção. O fabricante lhe cobra R$ 4.500,00 pelo aparelho, além
de R$ 500,00 pela instalação.
III. Antes de viajar para lua de mel, um casal pretende se hospedar no Hotel Constelação, localizado em São
Paulo, e observa na tabela de diárias os seguintes preços para a suíte real: R$ 300,00 a diária simples e R$
500,00 a diária completa. O casal opta por duas diárias completas, que incluem café, almoço e jantar.
Considerando a alíquota uniforme de 18%, os montantes de ICMS devidos ao Estado de São Paulo, nas
situações I, II e III, são, respectivamente,
A)R$ 14.400,00; R$ 0 e R$ 72,00.
B) R$ 14.400,00; R$ 810,00 e R$ 72,00.
C) R$ 14.400,00; R$ 900,00 e R$ 0.
D) R$ 18.000,00; R$ 810,00 e R$ 72,00.
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E) R$ 18.000,00; R$ 900,00 e R$ 0.
RESOLUÇÃO
Ignoraremos assuntos pertinentes à legislação estadual de SP. A questão nos interessa pois busca o
conhecimento sobre a incidência do ISS ou do ICMS ou de ambos nos casos de serviços conjugados com
entrega de mercadorias
I – Serviço de blindagem é um exemplo de serviço com ressalva de incidência de ICMS sobre as mercadorias
envolvidas.
14.01 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem,
manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de
qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
Dessa forma, incidirá ISS sobre o serviço e ICMS sobre as partes empregadas.
II – Aqui cobra-se impertinente assunto ínsito à legislação estadual. Entretanto, o conhecimento da LC 116
também ajudaria a matar:
Vê-se que haveria a cobrança de ISS apenas caso o usuário final fornecesse o material a ser instalado.
III – Hipótese de serviço conjugado com fornecimento de mercadorias onde a LC 116 determina incidência
de ISS sobre tudo:
9.01 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart-hotéis, hotéis
residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por
temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da
diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).
31. FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Porto Alegre - RS - Procurador Municipal - Bloco I - Edital nº 70
Em relação ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), é correto afirmar que:
Alternativas
A) De acordo com os precedentes do Superior Tribunal de Justiça, na incorporação indireta, o incorporador
constrói em terreno próprio, por sua conta e risco, realizando a venda das unidades autônomas por "preço
global", compreensivo da cota de terreno e construção; o incorporador não presta serviço de "construção
civil" ao adquirente, mas para si próprio, razão pela qual não incide ISSQN nesta modalidade de incorporação.
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B) De acordo com os precedentes do Superior Tribunal de Justiça, na incorporação por meio do regime de
construção “por administração” ou “a preço de custo”, não incide ISSQN, já que o imóvel é vendido, em tal
hipótese, por preço que representa mero repasse, ao adquirente, dos custos dos materiais de construção.
C) Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, é taxativa a lista de serviços sujeitos ao ISSQN a que
se refere o Art. 156, III, da Constituição Federal de 1988, admitindo-se, contudo, a incidência do tributo sobre
as atividades inerentes aos serviços elencados em lei em razão da interpretação extensiva.
D) De acordo com precedente do Supremo Tribunal Federal, considerando que a lei complementar não tem
plena liberdade de qualificar como serviços tudo aquilo que queira, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal exige que ela inclua, como serviços, apenas aquelas atividades que o Direito Privado qualificaria
como tais.
E) Não incide ISSQN sobre as operações de venda de medicamentos preparados por farmácias de
manipulação sob encomenda, conforme decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal.
RESOLUÇÃO:
A – Incorporação imobiliária é um negócio jurídico relativo à construção civil, podendo o construtor ser um
terceiro ou o próprio incorporador, caso em que ocorrerá a chamada “incorporação direta”. Caso o
construtor seja um terceiro estaremos diante, segundo o STJ, de verdadeiro serviço de construção civil,
sujeito, portanto, à incidência do ISS.
Noutro giro, caso o construtor seja o próprio incorporador, não haverá a incidência do ISS, pois o caso não
constituirá prestação de serviço a terceiros, mas a si próprio.
(a) por empreitada, a preço fixo, ou reajustável por índices previamente determinados (Lei
4.591/64, art. 55);
(b) por administração ou "a preço de custo" (Lei 4.591/64, art. 58); ou
(c) diretamente, por contratação direta entre os adquirentes e o construtor (Lei 4.591/64,
art. 41).
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4. Na incorporação direta, por sua vez, o incorporador constrói em terreno próprio, por
sua conta e risco, realizando a venda das unidades autônomas por "preço global",
compreensivo da cota de terreno e construção. Ele assume o risco da construção,
obrigando-se a entregá-la pronta e averbada no Registro de Imóveis. Já o adquirente tem
em vista a aquisição da propriedade de unidade imobiliária, devidamente individualizada,
e, para isso, paga o preço acordado em parcelas.
6. Logo, não cabe a incidência de ISSQN na incorporação direta, já que o alvo desse
imposto é atividade humana prestada em favor de terceiros como fim ou objeto; tributa-
se o serviço-fim, nunca o serviço-meio, realizado para alcançar determinada finalidade. As
etapas intermediárias são realizadas em benefício do próprio prestador, para que atinja o
objetivo final, não podendo, assim, serem tidas como fatos geradores da exação.
C – Correta!
D – Aqui eu vejo a primeira adesão de uma banca a uma realidade que já vem aparecendo nos julgados do
STF acerca da definição do que é prestação de serviços para fins de cobrança do imposto.
Como explicado na aula, a regra geralmente cobrada pelas bancas é considerar a definição dada pelo Direito
Civil para prestação de serviço, prestigiando a dicotomia obrigação de dar/ obrigação de fazer.
Ocorre que o STF já se manifestou algumas vezes afastando esse critério, uma vez que a hipótese de
incidência do ISS vem prevista na própria Constituição Federal que usa o termo “serviços de qualquer
natureza”. Realmente não seria razoável restringir a interpretação desse dispositivo a uma regra específica
do Direito Civil.
Gabarito C
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RESOLUÇÃO:
A – Mais um caso envolvendo julgado recente e com repercussão geral. É bom conhecer, pois provavelmente
vai aparecer mais em prova:
Tese:
B–
13.05 - Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria, zincografia,
litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou industrialização,
ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de posterior circulação,
tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e de instrução, quando
ficarão sujeitos ao ICMS.
Dessa forma, caso o serviço prestado pela gráfica seja destinado a posterior etapa de industrialização ou
comercialização, não haverá mais incidência do ISS.
O ISS vai incidir sobre a confecção de impressos personalizados diretamente para o usuário final.
C, E - Julgo importante a leitura do julgado inteiro, até para ajudar na questão anterior:
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Gabarito C
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A - O ISS não incide sobre exportações de serviços para o exterior. Há norma legal expressamente excluindo
o ISS das exportações de serviço.
B – Imagine o seguinte exemplo: um dono de uma academia contrata professores para dar aula em sua
empresa. Há aqui uma prestação de serviço dentro de uma relação de emprego e, por obvio, ao receber seu
salário o professor não deverá recolher ISS sobre esse valor.
Há, entretanto, uma série de serviços prestados por instituições financeiras que estão previstos na lista anexa
e constituem fato gerador do ISS.
D – Devemos conhecer os itens da lista anexa que apresentem qualquer peculiaridade. Nesse caso o item foi
inserido pela LC 157/2016.
1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da
internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdos pelas
prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de 12 de setembro de 2011,
sujeita ao ICMS).
Gabarito D
As alíquotas mínimas e máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza são, respectivamente,
A 2 e 6%.
B 3 e 7%.
C 3 e 5%.
D 2 e 5%.
RESOLUÇÃO:
Art. 8o As alíquotas máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza são as seguintes:
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Art. 8o-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois por
cento)
Gabarito d
A – A base de cálculo do ISS é o preço do serviço. Nem sempre o preço do serviço coincide com o valor da
mão de obra de quem está prestando, pois pode haver uma série de custos operacionais onerando o trabalho
do prestador.
Se essa questão estivesse sem o “exclusivamente”, afirmando apenas que a base de cálculo é o valor da mão
de obra do serviço, ainda assim estaria errada.
B – Correta!
Art. 6o Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em
caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive no que se refere
à multa e aos acréscimos legais.
D – Aqui a questão foge da literalidade da LC 116 para tratar da tributação do profissional autônomo e da
sociedade de profissionais que é regida pelo Decreto Lei nº 406/68 em seu art. 9º:
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Gabarito A
Se o prestador de determinado serviço não puder ser encontrado, a autoridade tributária poderá constituir
o beneficiário do serviço como contribuinte do imposto sobre serviços.
C Certo
E Errado
RESOLUÇÃO:
Loucura, né?
Imagine que seu barbeiro não pagou o ISS devido, sumiu, e o Auditor Fiscal resolveu te colocar como
contribuinte do imposto. A Lei Complementar nº 116 deixa claro que o contribuinte é o prestador do serviço.
A situação mudaria de figura se houvesse uma lei determinando a responsabilidade tributária de acordo com
requisitos nela previstos. Nesses casos, o tomador do serviço pode ser chamado a adimplir o imposto, mas
não na condição de contribuinte.
Gabarito Errado
A respeito do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), assinale a opção correta.
A A base de cálculo do ISS na intermediação e fornecimento de mão de obra é a taxa de agenciamento,
excluídos os valores de salários e encargos sociais dos trabalhadores.
B A lei complementar compete fixar as alíquotas máximas de ISS; ao Senado Federal, mediante resolução,
compete fixar as alíquotas mínimas, para se evitar a “guerra fiscal”.
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C A base de cálculo do ISS dos serviços de assistência médica é o valor da consulta ou atendimento médico,
incluídas as despesas com exames e excluídas as despesas com refeições, medicamentos e diárias
hospitalares.
D O contribuinte do ISS é definido, em lei complementar, como o tomador de serviços.
E Por intermédio de lei decorrente de processo legislativo regular, os municípios podem estabelecer a
responsabilidade tributária de terceiro pelo cumprimento, total ou parcial, da obrigação, incluindo-se multas
e acréscimos legais.
RESOLUÇÃO:
A base de cálculo quando estivermos diante do serviço de intermediação de mão de obra vai ser justamente
a taxa de agenciamento, mas quando o serviço prestado for de fornecimento de mão de obra, vai incidir o
ISS sobre toda a receita auferida, incluindo-se o salário dos trabalhadores.
Súmula 524
“No tocante à base de cálculo, o ISSQN incide apenas sobre a taxa de agenciamento quando
o serviço prestado por sociedade empresária de trabalho temporário for de intermediação,
devendo, entretanto, englobar também os valores dos salários e encargos sociais dos
trabalhadores por ela contratados nas hipóteses de fornecimento de mão de obra.”
C – A base de cálculo nesses casos vai incluir também as despesas com refeições, medicamentos e diárias.
E – Isso! Sempre por meio de uma lei, os municípios podem atribuir a responsabilidade pelo pagamento do
imposto para outra pessoa que não seja o contribuinte.
Gabarito E
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A – A lei municipal vai poder fixar a alíquota, dentro da baliza estabelecida pela lei complementar nacional.
B – Entendimento sumulado do STF exclui da incidência do ISS as receitas oriundas do aluguel de bens
móveis.
C – Após a edição da LC 157 de 2016 muitas pessoas ficaram com dúvidas a respeito dessa possibilidade.
Vejamos o texto legal inserido na LC 116 que fala sobre o tema:
Art. 8o-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois por
cento).
Na verdade, os municípios não estão impedidos de conceder benefício fiscal. Só que esses benefícios não
podem resultar em carga tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota de 2%.
E – Nosso gabarito!
Gabarito E
O ISS é imposto de competência municipal, de natureza fiscal, cujo fato gerador é a prestação de serviço
ocorrido na jurisdição do município tributante. Por definição legal, o ISS
A é um imposto de lançamento por declaração, tendo como contribuinte o destinatário do serviço, e a base
de cálculo segue valor estipulado pelo fisco municipal em lei complementar.
B é um imposto cujo lançamento é feito de ofício pela administração pública, tendo como contribuinte o
prestador de serviço, e a base de cálculo segue valor estipulado pelo FISCO em lei complementar.
C é um imposto de lançamento por homologação, tendo como contribuinte o destinatário do serviço
prestado, e a base de cálculo é o preço do serviço.
D é um imposto cujo lançamento tributário é feito por homologação, tendo como contribuinte o prestador
de serviço, e a base de cálculo é o preço do serviço.
RESOLUÇÃO:
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B – Não é o Fisco que estipula a base de cálculo em lei complementar, até porque não é o Fisco que edita lei
complementar.
D – Correta!
Gabarito D
Uma empresa de locação de guindastes, locados juntamente com os seus operadores, foi autuada pelo fisco
em razão do não recolhimento de ISS.
O ISS nesse caso vai incidir sobre toda a operação, pois na realidade não houve uma locação de bem moveis,
e sim a prestação de um serviço com o uso de um bem móvel.
O guindaste foi operado pelos funcionários da empresa de locação, permanecendo fora do domínio do
locatário, que na verdade se interessava apenas pela consecução do objeto do serviço contratado, por
exemplo, o carregamento de placas de cimento de um lugar para outro.
Pensemos em mais um exemplo: contratei uma empresa para cortar o meu gramado. Para prestar o serviço,
ela usa uma máquina de sua propriedade, que vai ser levada até o meu gramado e lá vai fazer seu trabalho.
Nesse caso, dá para afirmar, para fins de cobrança do ISS, que eu contratei a locação de um bem móvel (a
máquina de cortar grama) + a prestação do serviço? Não! A máquina é o instrumento utilizado para a
prestação, durante a qual estará sob a posse do prestador.
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Gabarito D
LISTA DE QUESTÕES
1. Prova: CESPE - 2013 - DPE-DF - Defensor Público
Considerando as limitações do poder de tributar e os impostos dos estados e do DF, julgue os itens que se
seguem.
Nos serviços de plano de saúde, utiliza-se como base de cálculo do ISS o valor total recebido, ou seja, a
mensalidade paga pelo associado à empresa gestora do plano e as quantias repassadas aos terceiros
credenciados que prestam o serviço médico.
( )Certo
( )Errado
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Em conformidade com a Lei Complementar nº 116/2003, sobre o Imposto de Serviços de Qualquer Natureza,
assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de ______, já determinada por
legislação ____________, sendo que a incidência do imposto ____________ da denominação dada ao
serviço prestado.
a) 5% - municipal - não depende
b) 3% - municipal - depende
c) 3% - federal - depende
d) 2% - federal - não depende
e) 2% - federal - depende
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b) A situação descrita comporta apenas a modalidade de lançamento por declaração, compreendido como
aquele no qual a legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame
da autoridade administrativa.
c) Não seria possível a utilização de novos critérios de apuração ou processos de fiscalização a eventual
lançamento efetuado pela administração tributária sobre o sujeito passivo na situação descrita, caso
tivessem sido instituídos por legislação posterior à ocorrência do fato gerador.
d) Eventual lançamento tributário realizado pela administração tributária em face do sujeito passivo na
situação descrita somente poderia ser alterado em decorrência de impugnação do sujeito passivo.
e) Estarão sujeitos ao imposto os fatos geradores ocorridos após a entrada em vigor da lei municipal,
respeitado o princípio da anterioridade, pois o lançamento tributário reporta-se à data da ocorrência do fato
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
A empresa Festas & Eventos, localizada no Distrito Federal, tem como atividade a organização de bufês para
casamentos e batizados.
Relativamente a cada evento que realiza, ela emite, apenas, a documentação fiscal relativa ao ISSQN, com a
finalidade de documentar tanto a prestação de serviços realizada, como o fornecimento de alimentos e
bebidas, pois ela entende que somente este imposto incide sobre o serviço prestado e sobre a alimentação
e as bebidas fornecidas.
Considerando o disposto na Lei Complementar federal 116/2003, e levando em conta, ainda, que o Distrito
Federal tem competência para instituir tanto o ISSQN, como o ICMS, verifica-se que o procedimento da
empresa está
a) incorreto, pois, na medida em que incide o ISSQN sobre a prestação de serviços, e o ICMS sobre o
fornecimento de alimentação e bebidas, a empresa deveria ter pagado o ISSQN sobre os serviços prestados
e o ICMS sobre a mercadoria fornecida.
b) incorreto, pois incide somente o ICMS tanto sobre a prestação de serviços, como sobre o fornecimento
de alimentação e bebidas.
c) correto, pois, embora incida o ISSQN sobre a prestação de serviços, e o ICMS sobre o fornecimento de
alimentação e bebidas, no caso do Distrito Federal, que tem competência para instituir ambos os impostos,
a legislação local admite que se lance apenas o ISSQN, pela soma dos serviços prestados e mercadorias
fornecidas.
d) incorreto, pois, embora incida o ISSQN sobre a prestação de serviços, e o ICMS sobre o fornecimento de
alimentação e bebidas, no caso do Distrito Federal, que tem competência para instituir ambos os impostos,
a legislação local admite que se lance apenas o ICMS, pela soma dos serviços prestados e mercadorias
fornecidas.
e) correto, pois incide somente o ISSQN tanto sobre a prestação de serviços, como sobre o fornecimento de
alimentação e bebidas.
8. IESES - Notário e Registrador (TJ CE)/Provimento/2018
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Determinada prestação de serviços não declarada pelo contribuinte foi objeto de fiscalização, com a
competente lavratura de notificação de lançamento de ISS, apurando-se o valor histórico do tributo em R$
6.250,00 e aplicando-se multa de 500% sobre o valor do tributo. Considerando a situação exposta e que a
base de cálculo utilizado foi de R$ 125.000,00, assinale a alternativa correta.
a) A não declaração do imposto a recolher por parte do contribuinte impediu o início da contagem do prazo
decadencial para constituição do crédito tributário.
b) O ISS é tributo sujeito ao lançamento por declaração.
c) A alíquota aplicada para apuração do tributo desrespeita o limite máximo expresso no CTN.
d) O princípio do não-confisco, em que pese previsto apenas em relação aos tributos, pode ser utilizado como
argumento para afastar judicialmente a multa aplicada.
Em uma operação exclusiva de prestação de serviços, a base de cálculo do Imposto sobre Serviços (ISS) é
a) o preço do serviço.
b) o preço do serviço menos as comissões de venda.
c) o preço do serviço menos os descontos financeiros.
d) o lucro líquido.
e) o lucro operacional.
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A respeito dos conhecimentos sobre o Imposto sobre Serviços (ISS) previsto nas Leis Complementares
Federais no 116/03 e 157/2016, é correto afirmar:
a) Não há incidência do imposto nos serviços prestados no local do domicílio do prestador.
b) Os serviços de transporte coletivo municipal rodoviário de passageiros não estão sujeitos à incidência do
imposto.
c) No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, os terminais
eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser registrados no local do domicílio do
tomador do serviço.
d) Para que haja a caracterização do fato gerador a prestação de serviços deve ser exercida como atividade
preponderante do prestador, ou seja, ser geradora da maior parte de suas receitas.
e) Contribuinte é a pessoa física ou jurídica, tomadora do serviço, obrigada por lei a fazer a retenção do
imposto devido em cada operação.
Dr. Diogo, titular de escritório de consultoria em matéria tributária, foi indagado por quatro clientes seus, a
respeito da tributação do ISSQN e do ICMS, pois queriam saber como deveriam tributar corretamente as
atividades que pretendiam desenvolver. Dr. Diogo respondeu para
I. Alícia, dentista, que os serviços odontológicos prestados serão tributados pelo ISSQN, enquanto que o
material aplicado será tributado pelo ICMS, desde que esse material representasse mais de 50% do valor
cobrado do paciente.
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II. Renato, proprietário de hotel, que o valor da alimentação fornecida, se incluída no valor da diária, estará
sujeita ao ISSQN, mas, se excluída do valor da diária, estará sujeita ao ICMS.
III. Carlos, proprietário de um estabelecimento que tem por atividade a reprografia de documentos, que, no
caso de elaboração de fotocópias, o ISSQN incidirá somente sobre 2/3 do valor cobrado do cliente, enquanto
que o ICMS incidirá apenas sobre 1/3 do valor cobrado.
IV. Andrea, proprietária de um laboratório de próteses dentárias confeccionadas sob encomenda, que, se a
prótese tiver finalidade meramente estética, e não plástica reparadora, tanto os serviços prestados como os
materiais utilizados na sua confecção serão tributados pelo ICMS.
Acerca do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN), assinale a opção correta.
a) A atribuição da responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa mantém inalterada a
responsabilidade do contribuinte principal.
b) Esse imposto é considerado devido no domicílio das administradoras de cartão de crédito e nas operações
feitas em terminais eletrônicos.
c) A modificação de domicílio tributário é vedada ao tomador do serviço no caso de arrendamento mercantil.
d) A pessoa jurídica imune ou isenta do ISSQN pode ser responsável pelo respectivo crédito tributário.
e) O responsável estará obrigado ao recolhimento integral das multas e acréscimos legais somente quando
faltar ao dever de efetuar a retenção do ISSQN na fonte.
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d) Decreto não é o instrumento hábil para promover a mudança nos aspectos valorativos (alíquota e base de
cálculo) do Imposto sobre serviços de Qualquer natureza (ISSQN).
e) O Decreto pode alterar a base de cálculo do imposto sobre serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), nos
limites da lei, como prescreve a Constituição Federal.
Considerando o ISS e as assertivas a seguir, assinale a sequência correta para V = verdadeiro e F = falso.
( ) O critério de territorialidade do imposto é misto, ora sendo considerado o local do tomador do serviço,
ora do prestador.
( ) O critério material do imposto adota uma tributação em bases universais, com a incidência sobre serviços
prestados no estrangeiro.
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( ) A hipótese de substituição tributária do artigo 6º da LC 116/03 só cabe se houver relação com os elementos
que norteiam a tributação do contribuinte.
a) V – F – F – V
b) F – F – V – F
c) F – V – V – F
d) F – V – F – V
e) V – F – V – F
Com relação ao ISS, em vista da jurisprudência do TJRS e dos Tribunais Superiores, analise a seguinte
assertiva:
O preço das subempreitadas e dos materiais empregados na obra, na atividade de construção civil, não
integra a base de cálculo do ISS.
( ) Certo
( ) Errado
RESOLUÇÃO
Certo! Trata-se de importante exceção ao regime cumulativo do ISS permitindo ao prestador de serviço de
construção civil a dedução do valor da subempreitada da base de cálculo.
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d) O ISS tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que esses não se
constituam como atividade preponderante do prestador.
A empresa CREDLine é administradora de cartão de crédito e débito, sediada no Município de Osasco, Estado
de São Paulo. O objeto social da CREDLine é, em síntese, a administração dos pagamentos e recebimentos à
rede de estabelecimentos credenciados e o fornecimento, instalação e manutenção de soluções e meios
eletrônicos para viabilização de transações decorrentes de uso de cartões de crédito e de débito. O
desenvolvimento de sua atividade implica na disponibilização, aos seus tomadores de serviço, de máquinas
eletrônicas, popularmente chamadas de “máquinas de cartão de crédito e débito”, cobrando, em razão da
cessão precária do equipamento, uma taxa denominada de “aluguel”. Muitos lojistas do Município de São
José dos Pinhais adquiriram o suporte da CREDLine para a realização de suas vendas.
Com base nos fatos acima, analise a seguinte assertiva, nos exatos termos da Lei Complementar n. 116/2003
(LC 116/03):
A atividade de administração de cartão de crédito e débito é prevista pela lei como prestação de serviço,
sendo devido o Imposto Sobre Serviço (ISS) no local dos estabelecimentos tomadores dos serviços da
CREDLine.
( ) Certo
( ) Errado
Sovaks Consultoria Ltda. realizou retenção na fonte e recolheu o ISS ao Município de São Paulo, na qualidade
de responsável, relativo a serviço de construção civil que lhe foi prestado pela Construtap Ltda. Considerando
que o recolhimento e a retenção na fonte foram efetivadas em valor superior ao devido, a restituição do
valor recolhido indevidamente é
a) viável, desde que solicitada pela Construtap Ltda. mediante apresentação de certidão negativa de débito.
b) viável, desde que solicitada pela Construtap Ltda.
c) inviável, seja solicitada pela Sovacs ou pela Construtap Ltda.
d) viável, seja solicitada pela Sovacs ou pela Construtap Ltda.
e) viável, desde que solicitada pela Sovaks Consultoria Ltda
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C) pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços de engenharia,
agronomia, agrimensura, arquitetura, geologia, urbanismo, paisagismo e congêneres.
D) pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços de execução, por
administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil.
E) pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária de serviços de demolição.
Em uma empresa de prestação de serviços contábeis, o ISS será calculado e devido em relação a cada
profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviços em nome da sociedade, por meio de
alíquotas fixas ou variáveis.
( )Certo
( )Errado
A lei — ou o ato municipal ou distrital — que desrespeite a alíquota mínima do ISS será considerada nula,
mas com efeitos ex nunc, não gerando direito à restituição do valor pago pelo prestador de serviço.
( )Certo
( )Errado
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também os valores dos salários e encargos sociais dos trabalhadores por ela contratados nas hipóteses de
fornecimento de mão de obra.
30. FCC - 2009 - SEFAZ-SP - Agente Fiscal de Rendas - Gestão Tributária - Prova 3
Conforme os ditames da legislação paulista do ICMS, bem como da Lei Complementar no 116/03, considere
as situações descritas a seguir.
I. João, residente em São Bernardo do Campo-SP, proprietário de um veículo de luxo, leva seu carro a uma
empresa paulista de blindagem automotiva, que lhe cobra R$ 100.000,00, dos quais 80% se referem a partes
e peças aplicadas na blindagem.
II. Uma seguradora paulista adquire, diretamente do fabricante localizado em Diadema-SP, aparelho de ar
condicionado de sua linha comercial de produção. O fabricante lhe cobra R$ 4.500,00 pelo aparelho, além
de R$ 500,00 pela instalação.
III. Antes de viajar para lua de mel, um casal pretende se hospedar no Hotel Constelação, localizado em São
Paulo, e observa na tabela de diárias os seguintes preços para a suíte real: R$ 300,00 a diária simples e R$
500,00 a diária completa. O casal opta por duas diárias completas, que incluem café, almoço e jantar.
Considerando a alíquota uniforme de 18%, os montantes de ICMS devidos ao Estado de São Paulo, nas
situações I, II e III, são, respectivamente,
A)R$ 14.400,00; R$ 0 e R$ 72,00.
B) R$ 14.400,00; R$ 810,00 e R$ 72,00.
C) R$ 14.400,00; R$ 900,00 e R$ 0.
D) R$ 18.000,00; R$ 810,00 e R$ 72,00.
E) R$ 18.000,00; R$ 900,00 e R$ 0.
31. FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Porto Alegre - RS - Procurador Municipal - Bloco I - Edital nº 70
Em relação ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), é correto afirmar que:
Alternativas
A) De acordo com os precedentes do Superior Tribunal de Justiça, na incorporação indireta, o incorporador
constrói em terreno próprio, por sua conta e risco, realizando a venda das unidades autônomas por "preço
global", compreensivo da cota de terreno e construção; o incorporador não presta serviço de "construção
civil" ao adquirente, mas para si próprio, razão pela qual não incide ISSQN nesta modalidade de incorporação.
B) De acordo com os precedentes do Superior Tribunal de Justiça, na incorporação por meio do regime de
construção “por administração” ou “a preço de custo”, não incide ISSQN, já que o imóvel é vendido, em tal
hipótese, por preço que representa mero repasse, ao adquirente, dos custos dos materiais de construção.
C) Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, é taxativa a lista de serviços sujeitos ao ISSQN a que
se refere o Art. 156, III, da Constituição Federal de 1988, admitindo-se, contudo, a incidência do tributo sobre
as atividades inerentes aos serviços elencados em lei em razão da interpretação extensiva.
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D) De acordo com precedente do Supremo Tribunal Federal, considerando que a lei complementar não tem
plena liberdade de qualificar como serviços tudo aquilo que queira, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal exige que ela inclua, como serviços, apenas aquelas atividades que o Direito Privado qualificaria
como tais.
E) Não incide ISSQN sobre as operações de venda de medicamentos preparados por farmácias de
manipulação sob encomenda, conforme decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal.
As alíquotas mínimas e máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza são, respectivamente,
A 2 e 6%.
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B 3 e 7%.
C 3 e 5%.
D 2 e 5%.
Se o prestador de determinado serviço não puder ser encontrado, a autoridade tributária poderá constituir
o beneficiário do serviço como contribuinte do imposto sobre serviços.
C Certo
E Errado
A respeito do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), assinale a opção correta.
A A base de cálculo do ISS na intermediação e fornecimento de mão de obra é a taxa de agenciamento,
excluídos os valores de salários e encargos sociais dos trabalhadores.
B A lei complementar compete fixar as alíquotas máximas de ISS; ao Senado Federal, mediante resolução,
compete fixar as alíquotas mínimas, para se evitar a “guerra fiscal”.
C A base de cálculo do ISS dos serviços de assistência médica é o valor da consulta ou atendimento médico,
incluídas as despesas com exames e excluídas as despesas com refeições, medicamentos e diárias
hospitalares.
D O contribuinte do ISS é definido, em lei complementar, como o tomador de serviços.
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E Por intermédio de lei decorrente de processo legislativo regular, os municípios podem estabelecer a
responsabilidade tributária de terceiro pelo cumprimento, total ou parcial, da obrigação, incluindo-se multas
e acréscimos legais.
O ISS é imposto de competência municipal, de natureza fiscal, cujo fato gerador é a prestação de serviço
ocorrido na jurisdição do município tributante. Por definição legal, o ISS
A é um imposto de lançamento por declaração, tendo como contribuinte o destinatário do serviço, e a base
de cálculo segue valor estipulado pelo fisco municipal em lei complementar.
B é um imposto cujo lançamento é feito de ofício pela administração pública, tendo como contribuinte o
prestador de serviço, e a base de cálculo segue valor estipulado pelo FISCO em lei complementar.
C é um imposto de lançamento por homologação, tendo como contribuinte o destinatário do serviço
prestado, e a base de cálculo é o preço do serviço.
D é um imposto cujo lançamento tributário é feito por homologação, tendo como contribuinte o prestador
de serviço, e a base de cálculo é o preço do serviço.
Uma empresa de locação de guindastes, locados juntamente com os seus operadores, foi autuada pelo fisco
em razão do não recolhimento de ISS.
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E ilícita, porque deve incidir o IPVA sobre os guindastes, já que estes são veículos automotores.
GABARITO
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RESUMO
Na segunda aula sobre o ISS abordamos o elemento pessoal e o elemento quantitativo de seu fato gerador.
O contribuinte do ISS será o prestador do serviço, mas a lei permite aos municípios atribuir essa
responsabilidade a terceira pessoal vinculada ao fato gerador da obrigação.
A LC 116 traz alguns casos de responsabilidade, interpretados pela doutrina como casos de substituição
tributária. São eles:
II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços
descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02, 17.05 e
17.10 da lista anexa a esta Lei Complementar, exceto na hipótese dos serviços do subitem 11.05,
relacionados ao monitoramento e rastreamento a distância, em qualquer via ou local, de veículos,
cargas, pessoas e semoventes em circulação ou movimento, realizados por meio de telefonia
móvel, transmissão de satélites, rádio ou qualquer outro meio, inclusive pelas empresas de
Tecnologia da Informação Veicular, independentemente de o prestador de serviços ser
proprietário ou não da infraestrutura de telecomunicações que utiliza;
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III - a pessoa jurídica tomadora ou intermediária de serviços, ainda que imune ou isenta, na
hipótese prevista no § 4º do art. 3º desta Lei Complementar.
IV - As pessoas referidas nos incisos II ou III do § 9º do art. 3º desta Lei Complementar, pelo
imposto devido pelas pessoas a que se refere o inciso I do mesmo parágrafo, em decorrência dos
serviços prestados na forma do subitem 15.01 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar.
Em relação ao elemento quantitativo, temos que o valor total do ISS a pagar resulta da multiplicação de
uma alíquota, que, em regra, vai variar de 2% a 5% por uma base de cálculo representada pelo preço do
serviço.
O profissional autônomo ou a sociedade de profissionais prestando seu serviço sob a forma de trabalho
pessoal poderá recolher o ISS fixo, com fundamento no § 1º, do Art. 9º do DL 406/68.
Em casos de impossibilidade de aferição exata da base de cálculo, o CTN autoriza seu arbitramento, nos
seguintes termos:
Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o
preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo
regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as
declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo
ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação
contraditória, administrativa ou judicial.
Em relação às alíquotas, constituem exceção ao piso de 2% as alíquotas referentes aos seguintes serviços:
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