Uningá
Terapia Ocupacional
Alunas: Natany Biazebeti Sanches Nassimbene
Crislaine
Disciplina: Estágio Supervisionado I
TDAH
O que é?
É um transtorno neurobiológico de causas genéticas, caracterizado por
sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade. Aparece na
infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. O TDAH afeta
principalmente crianças – cerca de 3% a 5% –, acometendo mais os
meninos. Meninas têm menos sintomas de hiperatividade e impulsividade, mas
são igualmente desatentas.
Existem três graus de TDAH. A forma mais leve do distúrbio apresenta
poucos sintomas e pequenos prejuízos sociais, profissionais ou acadêmicos;
enquanto a forma moderada exibe sintomas e alguns prejuízos de graus leve
e grave presentes. Já a forma grave, tem muita expressão dos sintomas com
real prejuízo funcional, social, acadêmico e profissional.
Segundo estudos, a predisposição genética e a ocorrência de alterações
nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as
conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro são a principal causa
do TDAH.
Outros fatores podem ter ligação com o TDAH, entre eles:
Substâncias ingeridas na gravidez como nicotina e álcool;
Sofrimento fetal por conta de problemas no parto;
Exposição a chumbo faz com que crianças pequenas com intoxicação ao
metal apresentem sintomas parecidos com TDAH.
Algumas teorias sugerem que problemas familiares (alto grau de discórdia
conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais,
funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais
baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm
refutado esta ideia, mostrando que problemas familiares podem agravar um
quadro de TDAH, mas não causá-lo.
Sintomas – crianças e adolescentes
Agitação, inquietação, movimentação pelo ambiente, mexem mãos e
pés, mexem em vários objetos, não conseguem ficar quietas (sentadas numa
cadeira, por exemplo), falam muito, têm dificuldade de permanecer atentos em
atividades longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes, são
facilmente distraídas por estímulos do ambiente ou se distraem com seus
próprios pensamentos.
O esquecimento é uma das principais queixas dos pais, pois as crianças
“esquecem” o material escolar, os recados, o que estudaram para a prova. A
impulsividade é também um sintoma comum e apresenta-se em situações
como: não conseguir esperar sua vez, não ler a pergunta até o final e
responder, interromper os outros, agir sem pensar.
Apresentam com frequência dificuldade em se organizar e planejar o que
precisam fazer. Seu desempenho escolar parece inferior ao esperado para a
sua capacidade intelectual, embora seja comum que os problemas escolares
estejam mais ligados ao comportamento do que ao rendimento.
Os sintomas do TDAH podem se manifestar de várias formas.
Em relação ao comportamento, os sintomas são:
Agressão;
Hiperatividade;
Excitabilidade;
Impulsividade;
Inquietação:
Falta de moderação;
Irritabilidade.
Na cognição, os sintomas se manifestam com:
Dificuldade de concentração;
Falta de atenção;
Esquecimento.
No humor:
Excitação;
Raiva:
Ansiedade
Depressão.
Sintomas – Adultos
Os adultos costumam ter dificuldade em organizar e planejar atividades
do dia a dia, principalmente determinar o que é mais importante ou o que fazer
primeiro dentre várias coisas que tiver para fazer.
Estressa-se muito ao assumir diversos compromissos e não saber por
qual começar. Com medo de não conseguir dar conta de tudo acabam
deixando trabalhos incompletos ou interrompem o que estão fazendo e
começam outra atividade, esquecendo-se de voltar ao que começaram
anteriormente.
Sentem grande dificuldade para realizar suas tarefas sozinhos e
precisam ser lembrados pelos outros, o que pode causar muitos problemas no
trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos com outras pessoas.
Os sintomas que aparecem na vida adulta são, por exemplo:
Provenientes de excesso de trabalho;
De estudos universitários intensos;
Dificuldade para se concentrar nas tarefas domésticas;
Dificuldade para ouvir pacientemente palestras e exposições.
Tratamento
O tratamento do TDAH consiste em psicoterapia (orientação psicológica) e
prescrição de metilfenidato (Ritalina) ou antidepressivos.
Crianças podem exigir os cuidados de uma equipe multidisciplinar, em razão
dos desajustes pedagógicos e comportamentais associados ao TDAH.
Mudanças simples em hábitos do cotidiano também podem ajudar no
tratamento do TDAH, agindo em conjunto com terapia e medicamentos, como:
Reduzir o consumo de açúcar e cafeína;
Praticar atividades físicas intensas como nadar e correr podem ajudar na
melhora do funcionamento cognitivo e comportamental.
Diagnóstico
Para diagnosticar alguém com TDAH, os sintomas devem manifestar-se na
infância, antes dos sete anos, pelo menos em dois ambientes diferentes –
casa, escola, lazer, trabalhos -, durante seis meses, no mínimo. Vale destacar
que, diferentemente das condições de personalidade como, por exemplo, o
transtorno de personalidade paranoiide (cujo diagnóstico se dá apenas para
aqueles com mais de 18 anos), o TDAH pode ser diagnosticado em qualquer
idade.
Além disso, deve haver um cuidado para entender o que de fato é o TDAH e
não confundir com outros transtornos, como o bipolar, de personalidade e até o
autismo ou a dislexia. Assim, professoras e pedagogas, muitas vezes, são as
primeiras a perceber que há algo diferente, orientando os pais ou responsáveis
a procurar ajuda.
Terapia Ocupacional e TDAH
Para atenuar os sintomas do TDAH, o terapeuta ocupacional usa atividades
recreativas, que estimulam as crianças a utilizarem habilidades artísticas,
corporais e que envolvem a criação do próprio conteúdo trabalhado. Essas
atividades devem contar com o apoio tanto do núcleo familiar quanto do âmbito
escolar, pois elas promovem a organização do indivíduo, ajudam a construir
sua independência e estruturar veias emocionais.
Ou seja, é preciso deixá-las brincar. A criança quando brinca consegue criar
e recriar situações em que se sente desafiada. Isso faz com que sacie sua
curiosidade, desenvolvendo um modo pessoal para vivenciar sentimentos de
angústia, insegurança e medo, melhorando não só os sintomas clássicos, mas
também a autoestima.
O atendimento de um terapeuta ocupacional pode ser feito tanto em seu
consultório, quanto no ambiente escolar ou à domicílio, podendo ser individual
ou em grupo. Porém é necessário que ele seja continuado nos ambientes
comuns à criança. Como a falta de atenção pode atrapalhar tarefas fáceis
como vestir-se, comer um prato até o final ou prestar atenção em instruções,
exercícios de percepção cognitiva são cruciais para ajudar a estabelecer regras
e limites para atividades, além de estimular a atenção e a concentração na vida
diária. Uma forma de tratar, incluir e não excluir.
Referências:
https://bvsms.saude.gov.br/transtorno-do-deficit-de-atencao-com-
hiperatividade-tdah/
https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/tdah
https://www.uninassau.edu.br/noticias/como-terapia-ocupacional-pode-ajudar-
criancas-com-defict-de-atencao#:~:text=Para%20atenuar%20os%20sintomas
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