INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
UNIDADE ORGÂNICA DE MANICA
A PROTECÇÃO E CONSERVAÇÃO DO MONUMENTO DE
MAKOMBE-BÁRUÈ PARA A PRESERVAÇÃO DA CULTURA LOCAL
NO PERÍODO ENTRE 2019 À 2023
PRISCA EDI JONE
LICENCIATURA EM ENSINO A HISTÓRIA E GEOGRAFIA
CHIMOIO, AGOSTO DE 2024
INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
UNIDADE ORGÂNICA DE MANICA
A PROTECÇÃO E CONSERVAÇÃO DO MONUMENTO DE
MAKOMBE-BÁRUÈ PARA A PRESERVAÇÃO DA CULTURA LOCAL
NO PERÍODO ENTRE 2019 À 2023
CANDIDATA: PRISCA EDI JONE
SUPERVISOR: SIMÃO XAVIER MADUCO
LICENCIATURA EM ENSINO A HISTÓRIA E GEOGRAFIA
CHIMOIO, AGOSTO DE 2024
ÍNDICE
CONTEÚDO
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO........................................................................................1
1.1 Contextualização..........................................................................................................1
1.2 Descrição do problema de estudo......................................................................................2
1.3. Hipóteses..........................................................................................................................3
1.4 Objectivos..........................................................................................................................3
1.4.1. Geral..........................................................................................................................3
1.4.2. Específicos....................................................................................................................3
1.5. Justificativa.......................................................................................................................4
1.6. Delimitação espacial e temporal do estudo......................................................................4
CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA...............................................................6
2.1 Conceitos gerais................................................................................................................6
2.2 Conceitualização da Cultura..............................................................................................7
2.3. Contextualização do património cultural.........................................................................7
2.4. Tipos de património cultural............................................................................................9
Fonte: Gonçalves (2003).......................................................................................................10
2.5 Políticas de Protecção e Conservação do Património Cultural.......................................10
2.6 Importância da Protecção e Conservação do património histórico.................................12
CAPÍTULO III: METODOLOGIA.................................................................................14
3.1 Tipo e método de estudo............................................................................................14
3.2 Técnica e instrumento de recolha de dados................................................................15
3.2.1 Recolha dos Dados Primários.............................................................................15
3.3 Recolha de dados secundários....................................................................................15
3.4 Técnica de análise de dados.......................................................................................15
3.5 População e amostra...................................................................................................16
3.5.1 Amostra...............................................................................................................16
3.6 Técnica de amostragem..............................................................................................16
3.7 Considerações éticas..................................................................................................17
CAPÍTULO IV: RESULTADOS ESPERADOS............................................................18
CAPÍTULO V: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................19
APÊNDICES E ANEXOS..............................................................................................21
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1.1 Contextualização
O Património Histórico e Cultural constituído por bens materiais e imateriais impregnados de
um valor simbólico para a comunidade, representa a memória que foi valorizada e
materializada pelos poderes constituídos ao longo do tempo. A vivência de um período
histórico marcado por uma legislação democrática garante que novas perspectivas possam ser
construídas em vista da rememorização de uma história mais significativa especialmente de
quem e para quem historicamente foi deixado de lado: os mais pobres, os explorados, os
dominados (Corvaja, 2003).
Além disso, permite que a sociedade civil e os órgãos públicos na contemporaneidade possam
desenvolver acções adequadas que fortaleçam a identificação, a valorização e a preservação
da memória dos lugares e os lugares de memória, dentro desta nova perspectiva histórica. As
comunidades sempre deixam marcas no lugar onde vivem que identificam a sua história
individual e colectiva materializando assim, nestes espaços, sua identidade, suas tradições e
seus costumes (Fernandes, 2008).
Como afirma Filipe (2006) nos lugares estão “as marcas do local construídas no tempo”.
Neste sentido, entende-se que todos os lugares trazem sinais peculiares do modo de ver e
viver da população que habita ou habitou o local. “O Lugar seria o Locus, no tempo e no
espaço, do acúmulo de experiência em forma de história e de tradição, a segurança da
identidade”.
Considerando que artefactos culturais são, em princípio, objectos dotados de funcionalidade
que se teriam obsoletos para nós, o património cultural só pode ser entendido como um
conjunto de símbolos, os quais precisam ser desconstruídos e interpretados para aprendermos
os seus significados. (Camargo, 2002, p. 96)
Constitui propósito do presente trabalho versar sobre a protecção e conservação do
monumento de Makombe-Bárue para a preservação da cultura local no período entre 2019
à 2023. Neste sentido buscou-se alguns métodos usados a nível internacional como forma de
protecção e conservação do património para enquadra-los no contexto nacional. Em seguida
apresenta-se a importância destes para o desenvolvimento do turismo, onde se tem verificado
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a crescente necessidade de integração das comunidades locais nas estratégias da valorização,
da protecção e na transmissão de valores desses patrimónios dando-lhes a conhecer o
significado dos mesmos, para que possam transmitir esses conhecimentos aos seus visitantes.
Contudo isso poderá gerar receitas que ajudarão no desenvolvimento local, bem como na
manutenção e restauração desses patrimónios para que possam permanecer sempre com vista
a responder o turismo cultural e continuar a salvaguardar o título que este município tem a
nível nacional de ser um dos lugares que oferece turismo de qualidade.
Em termos estruturais, o presente trabalho comporta seis partes1, nas quais se faz a
abordagem do tema e das questões científicas levantadas por vários autores, sendo que, a
primeira parte figura a introdução, na qual se apresenta o tema do trabalho, discorrendo para o
âmbito da delimitação, a justificativa, o enunciado do problema, as hipóteses e os objectivos
do trabalho.
Na segunda parte, encontra-se a fundamentação teórica, onde se abordam os conceitos básicos
sobre as palavras-chave inerentes ao tema em alusão, bem como a abordagem das questões
científicas avançadas por diversos autores. A terceira focaliza a apresentação da metodologia
a se adoptar para a realização da pesquisa; na quarta parte encontram-se os resultados
esperados; a quinta parte apresenta o cronograma das actividades e o plano orçamental e por
fim a sexta parte apresenta as referências bibliográficas.
1.2 Descrição do problema de estudo
O aproveitamento turístico do património se instalou com forte intensidade a partir de uma
visão que propõe o uso turístico como alternativa viável para garantir seu desfrute e
valorização por parte da população (ou especificamente daqueles que podem ser turistas),
considerando que através do turismo se gerariam os recursos necessários para sua gestão e
preservação (Maxlhaieie e Castrogiovanni, 2014).
Este fenómeno se correlaciona com o crescimento e conhecimento dos produtos da cultura, e
também das manifestações relacionadas com a natureza, cuja hierarquia e importância estão
além de qualquer questionamento. Não obstante, de igual modo que sucede com o património
no sentido restrito, também seu aproveitamento turístico merece algumas considerações sobre
o que os engendram (Bertoncello, 2008).
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Porém, o monumento Makombe em alusão contém o património cultural, que necessita
bastante de uma protecção e conservação, para que possa continuar a dar beleza e atração ao
mesmo, o qual tem sido um destino turístico de referência nacional, bem como internacional.
Estes patrimónios devem ser restaurados, pois exercem um papel preponderante no segmento
do mercado turístico, principalmente no desenvolvimento do turismo cultural.
É com base nestes aspectos que emergiu a preocupação de se delimitar o tema em pesquisa,
com vista a tentar criar estratégias para a protecção e conservação do património cultural.
Perante a situação acima descrita, coloca-se a seguinte questão: Qual é a importância da
protecção e conservação do património histórico para a preservação da cultura local no
Distrito de Báruè de 2019 a 2023?
1.3. Hipóteses
H1: E provável que a protecção e conservação do monumento Makombe no distrito de Báruè
ajude numa maior valorização da cultura local, servindo inclusive de atracção para a prática
do turismo cultural.
H0: A protecção e conservação do monumento Makombe é importante, pois, através dele
serão transmitidos os valores sócios culturais daquele povo a gerações futuras e com ela a
imortalização da História.
1.4 Objectivos
1.4.1. Geral
Analisar a importância da protecção e conservação do património histórico para a
preservação da cultura local no Distrito de Barué.
1.4.2. Específicos
Descrever a importância da protecção e conservação do património histórico para
preservação da cultura local no distrito de Barué;
Identificar as formas de protecção e conservação do monumento Makombe;
Relacionar o património histórico e a cultura no distrito de Barué.
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1.5. Justificativa
A razão da escolha do tema foi motivada, por um trabalho prático voluntário feito junto com
os colegas de turma de polo Catandica, no qual se visitou os monumentos histórico-culturais
existentes no distrito de Barué, fazendo uma interpretação dos mesmos buscando conhecer o
seu significado histórico.
Foi nesse âmbito que foi possível observar que alguns patrimónios, bastante importantes para
a prática do turismo cultural, estavam degradados, facto que despertou a necessidade de
compreender a importância da protecção e conservação destes para a prática do turismo.
Desta feita, esta pesquisa seja relevante na medida em que, ao versar sobre a importância da
protecção e conservação do património cultural nos destinos turísticos como atractivos para o
desenvolvimento do turismo, espera-se que este trabalho e a sua difusão ajude a despertar
interesse aos empresários deste sector, bem como as entidades governamentais que tutelam
esses patrimónios e a comunidade local sobre a necessidade de criação de mecanismos para a
restauração e manutenção dos patrimónios, como forma de dar mais atracão para os seus
visitantes, consolidando esta actividade num negócio lucrativo. E por fim servirá como
suporte de pesquisa para os futuros pesquisadores sobre o tema em abordagem.
1.6. Delimitação espacial e temporal do estudo
A área definida para o estudo foi o monumento de Macombe no distrito de Bárue num
período compreendido entre 2019 à 2023. O distrito de Barué, confina-se a Norte com o
monte Tsuanda; ao Sul com o monte Chitsana e a cordilheira da serra Chôa; a Este com a
linha de alta tensão da HCB e a Oeste com a cordilheira do monte Chôa.
Com uma área de 16 Km2 e uma população actualmente estimada em 23.464 habitantes, a
Vila é constituída por 11 Bairros assim designados: Sabão; Chissano; Tongogara; 1 de Maio;
3 de Fevereiro; 7 de Abril; Mugabe, Sanhathunze, Futuro melhor, Eduardo Mondlane e
Samora Machel.
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O clima do distrito é predominantemente do tipo “Tropical Chuvoso de Savana” na região
planáltica ao redor do maciço montanhoso de Chôa (classificação de Köppen), com duas
estações distintas, a estação chuvosa e a seca, e do tipo “Temperado Chuvoso de Montanha”,
na região montanhosa de Chôa. A precipitação média anual na estação mais próxima
(Catandica) é cerca de 1.591 mm, enquanto a evapotranspiração potencial média anual está na
ordem dos 1.240 mm (INE, 2017).
A temperatura média anual varia de 20 a 26ºC na primeira região e entre 20 e 24ºC na região
de Chôa. As médias anuais máximas e mínima são de 28.8 e 15.7ºC, respectivamente, sendo
moderada a grande a amplitude térmica (INE, 2017).
Figura 1: Localização Geográfica da Vila de Catandica.
Fonte: INE (2012)
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CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Conceitos gerais
Conservação: de acordo com a Política de Monumentos, “a conservação visa manter ou
recuperar as condições originais de um imóvel, garantindo a integridade dos objectos ou
estruturas que dele fazem parte” (Resolução nᵒ 12/2010: 07).
Gestão é entendida como sendo “todo o processo que visa não só cuidar do local
(monumento, estação arqueológica, local histórico, paisagem e a sua área circundante),
incluindo os bens culturais tangíveis e intangíveis associados, com vista a reter e manter o seu
significado cultural, ou seja, todos os valores que são atribuídos ao património pelos grupos
de interessados ou afectados” (Ndoro 2001, citado por Jopela 2012:08).
A gestão do património cultural numa abordagem mais ampla, é “a conservação planeada
dos recursos patrimoniais existentes identificados e avaliados de modo a prevenir a
exploração, decadência ou destruição, devido à negligência, ignorância ou indiferença por
parte dos outros sectores do público (Jopela 2012: 07, citando Ndoro 2001).
Preservação: Preservar significa” manter o imóvel na condição em que se encontra, tentando
ao mesmo tempo, travar ou atrasar a sua deterioração” (Pedrosa 2011). Na prática isto
significa que os danos e a deterioração (como os causados pela água, químicos, insectos e
plantas) devem ser retardados e revertidos quando diagnosticados (Agnew 1997). A
preservação visa ainda garantir a manutenção (protecção contínua que não deve envolver a
alteração física) da estrutura original do bem cultural imóvel e a tomada de todas as medidas
cautelares possíveis para retardar a sua deterioração ou alteração (Jopela 2014:07).
Valorização: consiste na sistematização de dados e informações relativas ao património
cultural em foco, principalmente, as relacionadas com o conjunto dos bens materiais (móveis
e imóveis) e imateriais (saberes, celebrações, formas de expressão e lugares) que permitam,
avaliar a formação histórica, a situação actual, o significado e estado da estrutura física e
funcional de todos esses bens; além de identificar as restrições e os limites futuros. Ao longo
do processo de planeamento, essas informações devem ser organizadas, ajustadas e
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complementadas, a partir das exigências surgidas das demais fases por outros dados e outras
informações (Lacerda et al 2012:95).
2.2 Conceitualização da Cultura
De acordo com Taylor (1871), citado por Dias (2010, p. 66), cultura é vista como todo aquele
complexo que inclui conhecimentos, crença, artes, valor moral, direito, costumes e outras
capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade. Por sua vez,
a UNESCO (s/d) citada por Martinez (2009, p. 47), define cultura como um conjunto de
traços distintivos, espirituais e materiais, intelectuais e afectivos, que caracterizam uma
sociedade ou um grupo social.
Na mesma linha de pensamento, Hoebel e Frost (1976, p. 4) entendem cultura como “sistema
integrado dos padrões de comportamento apreendidos, os quais são característicos dos
membros de uma sociedade e não o resultado de herança biológica”. Com base nas definições
acima citadas, pode-se definir cultura como um conjunto de traços iguais que identificam um
determinado grupo de pessoas, pertencentes a uma determinada comunidade, através dos seus
hábitos e costumes.
2.3. Contextualização do património cultural
Património
Segundo Barbosa (2001, p. 67), a origem etimológica da palavra património vem do latim
patrimonium, encontrando-se associado à ideia de uma herança paterna ou bens de família.
Para Gonçalves (2003, p. 35), a palavra património surge na sua origem associada ao conjunto
de bens de pertença familiar, assumindo hoje uma noção totalmente diferente. Em séculos
passados, este termo possuía uma dimensão quase sagrada, mas produziam-se novos
paradigmas conceptuais no domínio da cultura e do património.
Hebert (1989) citado por Gonçalves (2003, p. 35) define património como todos os bens
tangíveis e intangíveis, do passado incluindo a paisagem natural, e o meio construído, ofícios
culturais, idiomas, crenças, religiosas, e tradições culturais.
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Ainda nesta ordem de ideias, Barreto (2004, p. 9) ressalta que o património tem vários
significados. O mais comum é um conjunto de bens que uma pessoa ou entidade possuem.
Transportando a um determinado território, o património passa a ser o conjunto de bens que
estão dentro de seus limites de competência administrativa.
De referenciar que o património é classificado em dois grandes grupos, a saber: património
natural e património cultural, sendo que o primeiro compreende as riquezas do subsolo, tanto
as florestas quanto os jazigos. Entretanto o presente trabalho terá como foco património
cultural, pois este é que compõe o tema em alusão.
Património cultural
Primeiro o património cultural era sinónimo de obras monumentos, obras de arte consagradas,
propriedades de grande luxo, associadas às classes dominantes, pertencentes à sociedade
política ou civil. Nesse âmbito o património foi se transformando em monumentos passando a
ser considerado um mediador entre o passado e o presente. (Barreto, 2004, p. 9).
Nessa época entendia-se como património cultural, obras de arte no espaço, ou seja, pintura,
escultura e arquitectura, mas existem outras artes, aquelas que transcorrem no tempo, como
dança, a literária (o teatro incluindo) e a música.
Actualmente, há consenso de que a noção de património cultural é muito mais ampla, que
inclui não apenas bens tangíveis como também intangíveis, não só as manifestações artísticas,
mas todo o fazer humano, e não só aquilo que representa a cultura das classes mais abastadas,
mas também a cultura dos menos favorecidos.
Nessa ordem de ideias, o património deixou de ser definido pelos prédios que abrigaram reis,
condes e marqueses e pelos utensílios a eles pertencentes, passando a ser definido como um
conjunto de todos os utensílios, hábitos, usos e costumes, crenças e forma de vida quotidiano
e todos os segmentos que compuseram a sociedade.
De acordo com Gonçalves (2003, p. 37), foi na 17a Conferência Geral da UNESCO, em Paris
de 1972, que surge a necessidade de elaborar-se uma convenção sobre a protecção do
Património Mundial, Cultural e Natural, em que o património Cultural é definido como:
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Os monumentos: obras arquitectónicas, de escultura, pintura, monumentais, elementos ou
estruturas de carácter arqueológicos, inscrições cavernas e grupos de elementos, que tenham
um valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência;
Os conjuntos: grupos de construções, isoladas ou reunidas, cuja arquitectura e integração na
paisagem lhes dá um valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da
ciência;
Os sítios: obras de Homens ou obras conjuntas do Homem e da natureza, assim como, as
zonas incluindo os lugares arqueológicos que tenham um valor universal excepcional do
ponto de vista da história, da arte ou da ciência.
Por sua vez, a lei Moçambicana, 10/88 de 22 de Dezembro, que determina a protecção legal
património cultural, define património cultural como: conjunto de bens materiais e imateriais
criados ou integrados pelo povo moçambicano ao longo da história, com relevância para a
definição da identidade moçambicana.
Entretanto pode se dizer que património cultural é um conjunto de bens materiais e imateriais
que simbolizam a história de uma determinada comunidade e que são reconhecidas pelas
mesmas.
2.4. Tipos de património cultural
a) Bens culturais materiais: são os bens imóveis ou móveis pelo qual o seu valor
arqueológico, histórico, bibliográfico, faz parte do património cultural moçambicano.
b) Bens culturais imóveis: estes compreendem as seguintes categorias: monumentos,
conjuntos, locais ou sítios e elementos naturais.
c) Bens culturais móveis: compreendem as seguintes categorias: espécimes que pela sua
raridade ou singularidade são de interesse científico, como minerais fósseis, rochas,
materiais fitobiologias, zoológicos, e antropológicos, elementos arqueológicos,
manuscritos antigos objectos históricos, objectos etnográficos e obras de artes
plásticas.
d) Bens culturais imateriais: são todos que constituem elemento essencial da memória
colectiva do povo, tais como história e literatura oral, as tradições populares, os ritos e
o folclore, as próprias línguas nacionais e ainda obras de engenho humano e todas as
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formas de criação artística e literatura independente do suporte e vínculos por que se
manifestam.
Nos termos da Lei de Bases do Património Cultural, o património cultural é constituído por
todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de
interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização. A
legislação divide o universo do património cultural em dois grandes grupos: património
imaterial, património material subdividido em património móvel e património imóvel. Como
ilustra a figura da classificação do património.
Figura 2: Classificação do património
Fonte: Gonçalves (2003).
2.5 Políticas de Protecção e Conservação do Património Cultural
Sendo o património, conhecido como bens materiais e imateriais que são herdados e
pertencentes a uma determinada pessoa ou entidade, é necessário criar-se estratégias, ou
métodos, que promovam o controlo sobre estes que agregam a identidade da nação, para que
possam permanecer em vida permitindo as gerações vindouras usufruírem do mesmo.
Segundo Barreto (2004, p. 14), as políticas de preservação referentes ao património
arquitectónico tendem a não deixar tocar os bens, preserva-los, no sentido restrito da palavra
resguarda-los, o que implica muitas vezes deixar os prédios ou os monumentos fechados.
Quando essas políticas são aplicadas a edificações que já são propriedade do Estado, o
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problema se minimiza, mas, quando são aplicadas a bens particulares há uma colisão com os
interesses da área que podem levar como já tem acontecido, a acções extremas por parte dos
proprietários.
Com base na autora em epígrafe, a medida legal mais correcta para proteger o património é o
tombamento, que consiste num registo de um bem num “livro de tombo”, e este
automaticamente leva a uma perda do potencial de comercialização do terreno para a
construção de propriedade horizontal, e este passa ser visto como um factor negativo até
indesejado, uma ameaça ao património, pois, os imóveis antigos tombados ficam
abandonados provocando um efeito contrário ao esperado, qual seja o de afear as cidades ou
de embeleza-las.
Contudo uma das propostas viável para a manutenção dos patrimónios tem sido a
conservação, que significa manter, guardar, para que haja uma permanência no tempo
enquanto proteger significa resguardar, evitar que alguma coisa seja atingida por alguma outra
que lhe possa causar dano. Segundo a Carta de Cracóvia (2000), encontramos quatro tipos de
medidas de conservação do património a saber: a manutenção, a reparação, o restauro, a
renovação e a reabilitação.
A manutenção e a reparação: constituem uma parte fundamental pois, exigem diversos
procedimentos, nomeadamente investigações prévias, testes, inspecções, controlos,
acompanhamento dos trabalhos e do seu comportamento pós-realização.
O restauro baseia-se num conjunto de opções técnicas apropriadas elaboradas segundo um
processo cognitivo que integra a recolha de informações e a compreensão do edifício ou do
sítio. De salientar que essa estratégia é a longo prazo.
A reconstituição deve ser evitada nas partes significativas de um edifício, baseadas no que os
responsáveis julgam ser o seu “verdadeiro estilo”. Entretanto é aceite excepcionalmente a
reconstrução de partes muito limitadas, com um significado arquitectónico, na condição de se
fundamentar, em documentação precisa e irrefutável De acordo com a lei 10/88 de 22 de
Dezembro, que determina a protecção legal do património cultural, encontramos os seguintes
instrumentos de protecção do património cultural:
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A luz do nr o 6 do art.3 da lei 10/88 de protecção do património cultural, os bens
classificados do património cultural são aqueles de valor excepcional que gozam de
uma protecção especial por parte do estado e ainda no n o 7, diz que os bens em via de
classificação, são aqueles em relação aos quais se tenham formulado proposta de
classificação pela entidade competente.
No 8 do artigo em epígrafe, podemos encontrar o tombamento como meio de
protecção do bem, que é o registo dos bens classificados do património cultural.
Temos no 9 o depositário, que é todo o organismo de direito público ou pessoa
singular ou colectiva que esteja na posse de bens do património cultural. De salientar
que o depositário tem a responsabilidade de velar sobre a protecção e conservação do
património cultural
E na b) do n o 2 do art.4 pode-se perceber que usa-se o registo como forma de
protecção do património cultural e também o inventário.
Olhando para as abordagens acima referenciadas encontramos instrumentos similares para a
protecção do património, onde na primeira abordagem estão mais detalhadas e ainda podemos
adapta-las para a nossa realidade moçambicana, no que tange a fortificação da protecção e
conservação do bem patrimonial.
Entretanto, as políticas de conservação constituem a estrutura principal do turismo cultural,
desde que nenhum dano contra o património cultural do território possa destruir a sua
identidade urbana, traduzindo-se num subsequente impacto negativo para a economia da
cidade. Embora o património cultural não seja o único elemento na construção da imagem de
uma cidade, se estes não existirem, o sentido histórico, os costumes e as tradições do povo
correm o risco de desaparecerem.
2.6 Importância da Protecção e Conservação do património histórico
Para falar em preservação e localiza-la historicamente, é preciso voltar a falar sobre a
revolução Francesa. Tradicionalmente considerada entre os acontecimentos de Julho de 1789,
ela alcança até 1799 inúmeras fases, caracterizadas por profundas turbulências. (Camargo,
2002, p. 19).
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As entidades que procedem a identificação e classificação de certos bens como relevantes
para a cultura de um povo, de uma região ou mesmo de toda a humanidade, visam também, a
salvaguarda a protecção desses bens, de forma que cheguem devidamente protegidos as
gerações vindouras e que possam ser objectos de estudo e fonte de experiências emocionais
para aqueles que o visitam ou deles usufruem.
Por sua vez, Miranda (s/d)9 refere que o património cultural de uma nação constitui recurso
ou atractivo importante para criar ofertas autênticas para um destino, pois estas ofertas na
medida em que se diferenciam das outras, atraem visitantes que pretendem se envolver em
acontecimentos especiais da consciência cultural colectiva das comunidades.
Para Silva et al. (s/d), a preservação e conservação de prédios e monumentos históricos, que
conformam o património histórico-cultural material de uma sociedade, é de suma importância,
pois tendem a atrair turistas trazendo, o dinamismo à economia, ou seja, é um factor de
geração de renda, um dinamizador da economia de uma determina região, que não é muito
diversificada, ou seja, na medida em que esse conjunto arquitectónico é preservado, além de
representar fatos da história e da geografia do lugar também representa uma fonte de renda
para a população local.
Em suma, percebe-se uma concordância nas ideias dos autores onde comungam que é
importante preservar e conservar o património cultural para que a identidade cultural de um
povo não se perca e também, em tornar o património como atractivo para o desenvolvimento
turismo, podendo com isso gerar renda, ou seja dinamismo económico que pode beneficiar a
comunidade local bem como no melhoramento da imagem do património para dar mais vida e
beleza ao mesmo impulsionando dessa forma a pratica do turismo cultural.
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CAPÍTULO III: METODOLOGIA
Esse capítulo tem como finalidade mostrar os métodos e procedimentos usados para alcançar
os objectivos definidos pelo presente trabalho. Usando uma observação sistemática “a
observação sistemática realiza-se em condições controladas, para responder a propósitos
preestabelecidos” e não participante, “na observação não participante, o pesquisador toma
contacto com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela:
permanece de fora” (Marconi e Lakatos, 2003, p. 193).
3.1 Tipo e método de estudo
A pesquisa tem como objectivo analisar a importância da protecção e conservação do
património histórico para a conservação da cultura local em Bárue, daí que optar-se-á pela
pesquisa do tipo descritivo quantitativo, também se adoptou a pesquisa bibliográfica, pesquisa
documental e pesquisa virtual.
A pesquisa qualitativa “envolve uma abordagem interpretativa e naturalista do seu objecto.
Isso significa que os pesquisadores qualitativos estudam factos em seu cenário natural,
buscando compreender e interpretar o fenómeno em termos dos quais os significados que as
pessoas atribuem a ele”. (Denzin e Lincoln, 2000, p.3).
É nesse âmbito que se escolheu essa técnica pois permitirá buscar dados próprios através do
processo de interacção interpessoal e social, com os indivíduos que possuem informações
importantes sobre o tema, facto este que suscitou uma conversa com diversos funcionários das
instituições públicas que protegem e conservam o património cultural.
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Pesquisa bibliográfica: Esta técnica consistirá na consulta de algumas obras e artigos
escritos por diferentes autores que versam sobre o tema. E esta ajudou na delimitação do
tema, bem como na busca de diferentes básicos e outros elementos que deram suporte, ou
seja, resposta ao trabalho com vista ao alcance dos objectivos estabelecidos.
Pesquisa documental: consistirá na busca de informações em alguns documentos legais que
contém dados relevantes para a materialização do trabalho, como a lei 10/88 de 22 de
Dezembro de 2018 que determina a protecção legal do património cultural.
Pesquisa virtual: esta técnica compreenderá a colecta de informação em artigos da internet
para responder aos objectivos do trabalho.
O método a se usado para elaboração deste trabalho é o Indutivo, pois será observado o
comportamento dos funcionários, e encontrar uma determinada conclusão que define as
observações feitas no passado (Marconi e Lakatos 2003, p.108).
3.2 Técnica e instrumento de recolha de dados
3.2.1 Recolha dos Dados Primários
Nesta secção, fez-se menção das diferentes técnicas, que serão usadas para a recolha dos
dados que são: Observação directa e Entrevista.
Observação directa: será feita em diversos monumentos históricos em volta do MI,
buscando verificar o estado actual em que os mesmos se encontram, para poder atribuir a eles
o melhor método de protecção e conservação.
Entrevista: Essa técnica será usada para buscar informações relevantes ao tema, que serão
foram possíveis encontrar nos documentos, obras e artigos, de forma a responder ao problema
e aos objectivos levantados sobre o tema em análise. Assim, esta técnica será aplicada aos
funcionários das entidades públicas que tutelam o sector do turismo a nível do distrito.
3.3 Recolha de dados secundários
Para a obtenção de dados secundários, serão consultados livros e manuais especializados,
artigos científicos, legislação e material da internet, nas quais se colherá informações
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referentes a importância de protecção e conservação do património histórico-cultural para o
desenvolvimento de turismo. A fonte secundária servirá para validar os resultados do estudo
pois constituem a base que facilitará a melhor interpretação e comparação dos resultados.
3.4 Técnica de análise de dados
Os dados serão analisados por meio da técnica de análise de conteúdo temática, seguindo as
etapas de pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados e interpretação. A
pré-análise consistirá na transcrição literal das entrevistas, na leitura exaustiva dos textos e na
formulação de hipóteses iniciais.
A exploração do material envolverá a codificação dos dados, a categorização dos códigos em
temas e a definição das unidades de análise. O tratamento dos resultados implicará na
quantificação das frequências dos temas e na elaboração de tabelas e gráficos. A interpretação
dos resultados foi feita à luz da literatura científica sobre o tema.
3.5 População e amostra
O universo ou a população desta pesquisa será constituída por todos os funcionários públicos
da área de história, cultura e turismo no distrito de Barué e a comunidade. O universo da
pesquisa é composto por um conjunto de todos os elementos que compartilham um conjunto
de características comuns (Lopes 2007, p. 102).
3.5.1 Amostra
Amostra é parte da população ou do universo, seleccionada de acordo com uma regra ou
plano (Silva & Meneses, 2001). Para Carpena e Borges (2004), referem que em estudos com
abordagem qualitativa recomenda-se trabalhar com o intervalo de 5 a 25 entrevistas, ainda
enaltecem que uma quantidade satisfatória seria de pelo menos, 10 a 30 entrevistas para
qualquer tipo de investigação qualitativa.
Assim sendo, para a presente pesquisa trabalhar-se-á com um total de 25 indivíduos, onde 18
serão os Funcionários públicos da área de história e 7 eram os Comunidade, segundo a tabela
1.
Tabela 1: Amostra
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Categoria Funcionários públicos da área de história Comunidade Total
N 18 7 25
3.6 Técnica de amostragem
Será usada amostragem não probabilística por conveniência e saturação. A conveniência e
de saturação na amostra são conceitos utilizados em pesquisas qualitativas, que visam estudar
aspectos subjetivos e complexos de fenômenos sociais e do comportamento humano
(Fontanella, Ricas e Turato, 2008).
3.7 Considerações éticas
Na realização desta pesquisa, os funcionários a serem entrevistados serão previamente
informados sobre o tema, os objectivos e resultado que se pretende com a pesquisa. As
considerações éticas visam dar a informação aos entrevistados e estes por sua vez
disponibilizarem-se a colaborar no fornecimento dos dados necessários para a materialização
da pesquisa.
Nas considerações éticas visa concretamente criar uma amizade com o entrevistado de
maneira que este possa se sentir livre durante o processo de recolha da dados, isso passa
necessariamente da criação de um bom ambiente de conversa, fazendo com que o entrevistado
se sinta livre e capaz de contribuir na pesquisa. Sendo o processo de colecta de dados uma
fase crucial de uma pesquisa em que a fiabilidade da informação é o ponto determinante na
obtenção de resultados fiéis da pesquisa.
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CAPÍTULO IV: RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se da presente pesquisa que seja: descrita a importância da protecção e conservação do
património histórico para preservação da cultura local no distrito de Barué; identificadas as
formas de protecção e conservação do monumento Makombe e relacionadas o património
histórico e a cultura no distrito de Barué.
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CAPÍTULO V: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Almada, João, et. Al (s/d). Guião Para Guias do Turismo Cultural;
Barbosa, Ycarim Melgaço (2001). O despertar do turismo: um olhar crítico dos não -lugares.
São Paulo: Aleph;
Barreto, Margarida (2002). Manual de iniciação ao estudo do turismo. 3a edição, São Paulo;
Barreto, Margarida (2004). Turismo e legado cultural. Campinas: Paris;
Camargo, Haroldo Leitão (2002). Património Histórico e Cultural. São Paulo;
Carta de Cracóvia (2000). Princípios para conservação e restauro do património construído.
Carvalho, Fernanda Ricalde Tixeira (2015). Turismo e Património. Cultural. Disponível em:
[Link]
Casarão de ideias (2015). Importância da Preservação do Património Histórico.
Cervo, Amado Luíz; E Bervian, Pedro Alcino (2007). Metodologia científica. 6a. Ed. São
Paulo: Prentice Hall;
Dencker, Ada de Freitas Maneti (2002). Métodos e Técnicas de pesquisa em Turismo. Editora
Futura, Reimpressão. São Paulo;
Denzin N. & R Lincoln Y. (2000). Handbook of Qualitative Research. London. Sage
Publication Inc.
Dias, Reinaldo (2010). Introdução à sociologia. 2a edição, São Paulo;
Ferreira, J. & Costa, L. (2018). Comunidade e capital social: uma análise sociológica.
Lisboa: Editora Almedina.
Gonçalves, Alexandre Rodrigues (2003). A Componente Cultural do Turismo Urbano como
Oferta Complementar ao Produto”sol e Praia” O Caso de Faro e Silves. Instituto de
Financiamento de Apoio ao Turismo;
Hoebel, E.A E Frost, E L (1976). Antropologia Cultural e Social. São Paulo: cultrix.
Ignarra, Luíz Renato (2003). Fundamentos do Turismo. 2a Edição. Thomson;
Lei nᵒ 10/88 de 22 de Dezembro que determina a protecção legal dos bens materiais e
imateriais do património cultural.
Martinez, Francisco Lerma (2009). Antropologia cultural. 6a edição, Maputo.
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Maxlhaieie, Pelágio Julião; Castrogiovanni, António Carlos (2014). Património Cultural e
Turismo: Cenários Sobre o Município de Inhamabne, Moçambique.
Ministério de Administração Estatal (2005). Perfil do distrito de Barué.
Mubai, Marlino Eugénio (2014). Turismo Cultural em Moçambique: Uma Abordagem
Histórica;
Nhamtumbo, Samuel (2007). Tendências do Desenvolvimento do Turismo e alterações na
ocupação do Espaço no MI. Inhambane: UEM;
OMT (Organização Mundial do Turismo) (2001). Introdução ao estudo do turismo. São
Paulo, Roca;
Santos, B. (2019). A cultura como forma de vida: uma introdução à antropologia. Rio de
Janeiro: Editora Vozes.
Schluter, Regina G. (2003). Metodologia da pesquisa em turismo e hotelaria. São Paulo:
Aleph.
Silva, A. (2020). Patrimônio e cultura: uma abordagem interdisciplinar. São Paulo: Editora
da Universidade de São Paulo.
UEM-ESHTI (Universidade Eduardo Mondlane – Escola Superior de Hotelaria e Turismo de
Inhambane) (2016). Regulamento de Culminação do Curso. Inhambane.
Zunguze, Narciso (2016). Protecção, Promoção, e Valorização do Património Histórico-
cultural: Experiências e Práticas de Sucesso No Município de Inhambane. CMCI.
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APÊNDICES E ANEXOS
Apêndices
Apêndice 1: Guião de coleta de dados
Com este guião pretende-se recolher dados sobre a importância da protecção e conservação
do património histórico para a preservação da cultura local. caso de estudo: monumento
de Makombe do distrito de Báruè no período entre 2017 a 2022.
Parte I: Dados Sócio Demográfica
1. Idade: __________(em anos).
2. Sexo: (___) Masculino (___) Feminino
3. Nível de escolaridade que concluiu? Assinala com um X
2.1 Não escolarizado (___); Nível Primário (___) Nível Básico (___) Nível secundário
(___) Curso Técnico (___)
4. Estado civil
3.1 Solteira (____); Casada/ União de facto (____); Divorciada (___); Viúva (___)
5. Profissão_________________.
Parte II: A importância da protecção e conservação do património histórico para
preservação da cultura local no distrito de Barué.
1. O que significa o património histórico para você e para a sua comunidade?
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___________________________________________________________________________
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2. Como você aprendeu sobre a história e a cultura do distrito de Barué?
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___________________________________________________________________________
3. Quais são os principais desafios e oportunidades para a protecção e conservação do
património histórico no distrito de Barué?
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___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Parte III: As formas de protecção e conservação do monumento Makombe.
1. Como você avalia o estado atual do monumento Makombe, que é um símbolo da
resistência dos Makonde contra a colonização portuguesa?
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___________________________________________________________________________
2. Que medidas você sugere para melhorar a gestão e a valorização do monumento
Makombe?
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Parte IV: O património histórico e a cultura no distrito de Barué.
1. Como você relaciona o património histórico e a cultura no distrito de Barué? Que
aspectos você considera mais importantes e por quê?
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___________________________________________________________________________
2. Que papel você acha que o património histórico e a cultura podem desempenhar no
desenvolvimento social e económico do distrito de Barué?
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