Farm Acolo Gia
Farm Acolo Gia
FARMACOLOGIA
CONCEITOS IMPORTANTES
M Principais
Medicamentos
UTILIZADOS EM
AMBIENTE HOSPITALAR
Contém: 70 páginas
Sumário
Introdução 04
Terminologias importantes 06
Formas Farmacêuticas 08
Nomenclatura dos medicamentos 09
Tipos de ação dos medicamentos 10
Responsabilidades legais 12
Aspectos gerais sobre os acidentes com medicamentos 12
Taxonomia dos tipos de erros de medicações 14
Causa dos erros de medicações 15
Vias de administração 16
Farmacocinética 17
Guia Prático de medicamentos 19
Paracetamol 20
Dipirona 22
Diclofenaco 24
Captopril 25
Morfina 26
Ondansetrona 28
Metoclopramida 30
Escopolamina 32
Ceftriaxona 33
Dexametasona 35
Adrenalina (epinefrina) 37
Hidrocortisona 39
Furosemida 41
Salbutamol 43
Clorpromazina 47
Diazepam 49
Atropina 51
Clopidogrel 52
Sumário
Ranitidina 53
Ringer Lactato 55
Cloridrato de Lidocaína 56
Prednisona 57
Fentanil injetável 59
Fenitoína 60
Midazolan 62
Fenobarbital 64
Haloperidol 65
Manitol 67
Bibliografia 69
1. Introdução:
04
7. Educação do paciente: A enfermagem deve fornecer informações aos
pacientes sobre os medicamentos que estão recebendo, incluindo a
importância de seguir o tratamento conforme prescrito.
Foi pensando nisso que preparamos este material de apoio, nele você
encontrará os principais conteúdos de farmacologia que te ajudarão nos
seus estudos.
05
2 Terminologias importantes
06
Medicamento: é o preparado farmacêutico, adequado à via de
administração, local de ação, etc. Pode conter um ou mais fármacos.
É toda substância química que tem ação profilática, terapêutica ou que
atua como auxiliar de diagnóstico.
Associação Medicamentosa:
Quando um produto farmacêutico possui dois ou mais princípios ativos.
Exemplo:
Buscopan Plus®
07
Bronze meto de N-butilescopolamina...................10 mg(P.A)
Paracetamol....................................................800 mg(P.A)
Excipientes.....................................................q.s
Fórmula Farmacêutica:
É a descrição do produto farmacêutico, ou seja, a discriminação dos
componentes ativos e não ativos e suas respectivas dosagens.
Exemplo: Ácido Acetil Salicílico...................500mg Vitamina
C....................................400mg Lactose........................................100mg
Tipos de efeito:
Terapêutico: desejável
Adverso: indesejável
Colateral: prejudicial
3 Formas farmacêuticas
08
1. Comprimidos: São formas sólidas, geralmente em forma de disco, que
contém o medicamento em pó ou granulado, comprimidos em uma
máquina. Podem ser revestidos para facilitar a deglutição ou liberar o
medicamento em momentos específicos.
10
3. Ação Paliativa: Alguns medicamentos são usados para aliviar sintomas
ou melhorar a qualidade de vida dos pacientes sem necessariamente
curar a doença, como analgésicos para controle da dor crônica.
4. Ação Preventiva: Medicamentos preventivos são usados para evitar o
desenvolvimento de doenças ou condições de saúde, como vacinas para
prevenir infecções virais.
Esses são apenas alguns exemplos dos diferentes tipos de ação dos
medicamentos. Cada medicamento tem sua própria forma de interação
com o corpo, e é importante que sejam prescritos e administrados
corretamente para alcançar os efeitos desejados e evitar efeitos
colaterais indesejados.
11
6. Responsabilidades Legais:
12
Eventos adversos: são aqueles que causam danos ao paciente,
provocados pelo uso ou pela falta do uso do medicamento quando
necessário. São divididos em:
13
Taxonomia dos tipos de erros de medicação ( American Society
of Health-System Pharmacists)
14
Causas dos erros de medicação
15
8 Via de Administração
16
10. Otológica: O medicamento é aplicado nos ouvidos, em gotas.
9 Farmacocinética
17
5. Meia-vida: É o tempo necessário para que a quantidade de
medicamento no organismo seja reduzida pela metade. A meia-vida é
importante para determinar a frequência de administração de
medicamentos e alcançar níveis terapêuticos estáveis.
18
Guia Prático de
Medicamentos
Paracetamol ( Analgésico/Antipirético/AINE)
Vias de administração:
O e EV.
V
Diluição:
Reações adversas:
Estabilidade:
O Paracetamol é geralmente estável em condições adequadas de
armazenamento, em temperatura ambiente e protegido da luz e umidade.
Cuidados de enfermagem:
- Verificar se o paciente não possui alergia ao Paracetamol antes de
administrá-lo.
- Em pacientes com doença hepática ou histórico de alcoolismo, é
necessário ter precaução ao administrar o Paracetamol,
pois o fármaco pode ser tóxico para o fígado.
20
- Observar o paciente em busca de sinais de reações adversas,
especialmente em relação ao fígado.
- Monitorar a resposta do paciente ao medicamento para garantir a
eficácia do tratamento.
- Orientar o paciente sobre a importância de não exceder a dose prescrita
e evitar o uso de outros medicamentos contendo Paracetamol para evitar
superdosagem.
21
Dipirona ( Analgésico/Antipirético/AINE)
Vias de administração:
A dipirona pode ser administrada por via oral (comprimidos, gotas e
solução), retal (supositório) e, em casos específicos, por via
intramuscular ou intravenosa.
Diluição:
Pronto para uso, ou diluir em SF 0,9%; SG 5% ou AD em 10 ou 20 ml.
Reações adversas:
As reações adversas à dipirona são raras, mas podem ocorrer. Alguns
dos efeitos colaterais possíveis incluem alergias cutâneas, reações
anafiláticas, agranulocitose (diminuição de um tipo de célula branca do
sangue), problemas renais, coloração avermelhada da urina, pressão
baixa e arritmias cardíacas.
Estabilidade:
A dipirona é geralmente estável em condições adequadas de
armazenamento, em temperatura ambiente e protegida da luz e umidade.
Estável até 1 hora após reconstituição, depois diluir em 100 ml de SF.
Cuidados de enfermagem:
- Verificar se o paciente não possui alergia à dipirona antes de
administrá-la.
- Administrar a dose prescrita corretamente.
- Monitorar a resposta do paciente ao medicamento para garantir a
eficácia do tratamento.
22
- Observar o paciente em busca de sinais de reações adversas,
especialmente reações alérgicas.
- Em pacientes com histórico de reações alérgicas à dipirona ou a outros
medicamentos do mesmo grupo, evitar a administração do medicamento.
- Não administrar dipirona em caso de suspeita de dengue, devido ao
risco de agranulocitose.
- Orientar o paciente sobre a importância de não exceder a dose prescrita
e evitar o uso prolongado sem supervisão médica.
- Não utilizar em crianças menores de 3 meses e menores que 5 kilos.
- Não é recomendado na gestação e lactação.
23
Diclofenaco ( Anti-inflamatório não esteroidal )
Vias de administração:
VO, IM e retal
Preparo / Diluição
Pronto para uso
Reações adversas:
- As reações adversas comuns podem incluir dor abdominal, náuseas,
indigestão e diarreia.
- Efeitos colaterais mais graves podem incluir úlceras gástricas,
sangramento gastrointestinal, reações alérgicas e problemas cardíaco
Estabilidade:
- O diclofenaco é geralmente estável quando armazenado em
temperatura ambiente, protegido da luz direta e da umidade.
Cuidados de enfermagem:
24
Captopril (Inibidor da enzima de conversão da angiotensina )
Vias de administração:
VO, administrar 1 hora antes das refeições.
Reações adversas:
- As reações adversas comuns incluem tosse seca, tontura, fadiga e
distúrbios no paladar.
- Efeitos colaterais mais graves podem incluir hipotensão, insuficiência
renal, hipercalemia e angioedema (inchaço grave).
- Reações alérgicas, como erupções cutâneas graves, também são
possíveis.
-Tosse
Estabilidade:
Cuidados de enfermagem:
25
Morfina ( Analgésico Nárcótico)
Vias de administração:
VO, Dimorf LC: As cápsulas podem ser abertas, e seus microgrânulos,
misturados à alimentos pastosos
Diluição:
Diluir em SF 0,9%, SG5% e SG10% para concentrações de 0,1 a
1mg/mL.
Infusão (analgesia controlada pelo paciente): Solução analgésica venosa
padronizada: morfina 10 mg/mL (1ampola) diluída para qsp 100mL de
soro fisiológico 0,9% (concentração final de 0,1 mg/mL). Injeção
Intravenosa: Para administração por injeção intravenosa lenta, diluir com
água destilada ou SF 0,9% a uma concentração final de 1-2mg/mL.
Reações adversas:
As reações adversas mais comuns da morfina incluem:
- Náuseas e vômitos
- Constipação
- Sonolência ou sedação
- Tontura
- Prurido (coceira)
- Respiração lenta
- Queda da pressão arterial
- Lábios, unha, pele pálida ou azul.
Estabilidade:
A estabilidade físico-química é de 7 dias sob refrigeração. Porém o
medicamento deve ser utilizado em até 48h, devido à estabilidade
microbiológica (RDC 67/2007).
26
Cuidados de enfermagem:
- Monitore a dor e os sinais vitais do paciente antes e após a
administração da morfina.
- Observe sinais ou sintomas de hipogonadismo e hipoadrenalismo.
- Observe e relate quaisquer reações adversas ou efeitos colaterais ao
profissional de saúde.
- Certifique-se de administrar a dose prescrita.
- Eduque o paciente e sua família sobre o uso correto da morfina,
incluindo os efeitos colaterais comuns e os cuidados a serem tomados
durante o tratamento.
- Ajuste as doses conforme necessário e de acordo com a resposta do
paciente.
- Monitorar pacientes em busca de sinais de dependência ou abuso de
opióides.
27
Ondansetrona ( Antiemético, Antagonista Seletivo do Receptor
Serotonina)
Reações adversas:
As reações adversas comuns da ondansetrona podem incluir:
- Dor de cabeça
- Constipação ou diarreia
- Sonolência ou tontura
- Boca seca
- Aumento das enzimas hepáticas (raramente)
Estabilidade:
Armazenamento: temperatura ambiente.
EV - Pós-diluição: 48 h em temperatura ambiente (abaixo de 25ºC)
28
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a ondansetrona.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
relatando qualquer problema ao profissional de saúde.
- Garanta que o paciente esteja bem informado sobre o uso adequado do
medicamento e os sinais de náusea e vômito a serem observados.
- Para a administração intravenosa, siga rigorosamente as técnicas
assépticas para evitar infecções.
29
Metoclopramida ( Antiemético, Procinético)
Vias de administração:
VO e EV
Diluição:
Doses superiores a 10mg devem ser diluídas em 50mL de SF 0,9%.
Doses de até 10mg podem ser administradas sem diluição.
Reações adversas:
As reações adversas comuns da metoclopramida podem incluir:
- Sonolência ou cansaço
- Agitação ou inquietação
- Diarreia ou constipação
- Boca seca
- Tontura
- Aumento da produção de saliva
-Reação extrapiramidal é um conjunto de sintomas que podem ocorrer
como efeito colateral de alguns medicamentos, principalmente os
antipsicóticos. Esses sintomas incluem movimentos involuntários,
tremores, dificuldade de movimento e alterações no comportamento.
- Síndrome parkinsoniana.
-Acatisia.
-Distonia e discinesia
-Convulsões.
30
Estabilidade:
Após o preparo: 24h, TA.
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de
administrar a metoclopramida.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico
- Monitorar o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
relatando qualquer problema ao profissional de saúde.
-Garanta que o paciente esteja bem informado sobre o uso adequado do
medicamento e os sinais de melhora dos sintomas ou agravamento.
- Para a administração intravenosa, siga rigorosamente as técnicas
assépticas para evitar infecções.
- Atentar-se para infusão lenta.
- Administrar com intervalos pelo menos 6 horas;
- Atenção: Contraindicado para menores de 1 ano;
- Atentar-se para episódios de hipoglicemia em diabéticos.
31
Escopolamina, (Antiespasmódico, Anticolinérgico()
Vias de administração:
Via EV direta lentamente, em 2 a 3 minutos; IM ou SC. As drágeas
devem ser ingeridas sem mastigar.
Diluição:
Reações adversas:
-Inquietação, sonolência, fadiga e lassidão.
Estabilidade:
Injetável- Uso imediáto
Cuidados de enfermagem:
-Na aplicação endovenosa: aplique lentamente; não adicione outras
substâncias na mesma seinga.
-Se atente as interações medicamentosas.
Esse medicamento é contraindicado para uso por idosos especialmente
sensíveis aos efeitos secundários dos antimuscarínicos, como secura da
boca e retenção urinária Buscopan drágeas contém açúcar, portanto,
deve ser usado com cautela em portadores de diabetes
32
Ceftriaxona ( Antimicrobiano, Cefalosporina terceira geração)
Vias de administração:
V e IM
E
Diluição:
Reconstituição
EV: 10mL de AD.
IM: 3,5mL de AD ou Lidocaína 1%.
Diluição
Até 1g pode ser administrado sem diluição. Para infusão contínua: 40mL
de SF, SG 5% e SG 10%.
Reações adversas:
As reações adversas da ceftriaxona podem incluir:
- Reações no local da injeção, como dor, vermelhidão ou inchaço
- Diarreia
- Náuseas e vômitos
- Coceira ou erupções cutâneas
- Cefaleia (dor de cabeça)
- Tontura
- Eosinofilia
- Leucopenia
-Trombocitopenia
- Aumento das enzimas hepáticas.
Estabilidade:
IM e EV: 6 horas em TA ou 24 horas sob refrigeração.
Estabilidade estendida (quando preparado em área limpa): 48h em TA -
Referência: Stabillis e RDC 67.
33
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a ceftriaxona.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Siga as técnicas de preparo e diluição apropriadas para evitar
contaminação.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas ou sinais de intolerância
à medicação.
- Mantenha o paciente adequadamente hidratado durante o tratamento
com ceftriaxona.
- Garanta que o paciente esteja ciente da importância de completar o
curso completo do tratamento prescrito.
-Não reconstituir ou co-administrar com soluções contendo cálcio.
-Não aplicar mais de 1 G em cada glúteo.
34
Dexametasona ( Anti-inflamatório Hormonal, Corticoide;
Antiemético)
Vias de administração:
EV direta ou infusão contínua, IM, Intra-articular, Intralesional, VO:
Administrar com as refeições para redução de desconforto gastrintestinal.
Diluição:
50-100mL SF ou SG 5%.
Reações adversas:
As reações adversas da dexametasona podem variar de acordo com a
dose e duração do tratamento, podendo incluir:
- Aumento do apetite
- Ganho de peso
- Insônia
- Aumento da pressão arterial
- Alterações no humor (irritabilidade ou ansiedade)
- Redução da imunidade (aumentando o risco de infecções)
- Osteoporose (com uso prolongado)
- Aumento do açúcar no sangue (em diabéticos)
- Supressão do eixo adrenal (com uso prolongado, requer monitoramento
durante a retirada gradual)
- Distúrbios menstruais e gástricos.
35
Estabilidade:
Pós-diluição: 24h a TA ou 48h a 4°C. Proteger da luz.
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a dexametasona.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
relatando qualquer problema ao profissional de saúde.
- Informe o paciente sobre a importância de seguir o tratamento conforme
prescrito e os possíveis efeitos colaterais.
- Caso o tratamento seja de longo prazo, é necessário monitorar a
pressão arterial, glicemia, peso, eletrólitos e estado emocional do
paciente regularmente
- Orientar sobre não associar a álcool ou AINE’S.
36
Adrenalina (epinefrina) (Agonista Adrenérgico)
Vias de administração:
EV, IM, SC, INAL, intraocular, intracardíaca
Medicamento Vesicante: administrar via cateter venoso central (CVC)
devido a alto risco de ulceração e necrose.
Medicamento fotossensível, proteger da luz durante a administração.
Diluição:
Diluir em SF ou SG 5%. Concentração máxima: Adultos: 16mcg/mL;
Crianças: 64mcg/mL.
Medicamento fotossensível, proteger da luz durante armazenamento e
administração.
Reações adversas:
As reações adversas da epinefrina podem incluir:
- Aumento da frequência cardíaca (taquicardia)
- Aumento da pressão arterial
- Tremores
- Ansiedade ou nervosismo
- Dor de cabeça
- Palpitações
- Transpiração excessiva
37
Estabilidade:
Pós-diluição: imediata. A porção restante na ampola deve ser
desprezada. Proteger da luz. Não utilizar se a solução estiver escurecida
ou com precipitado.
Cuidados de enfermagem:
- Administre a epinefrina somente em situações de emergência e de
acordo com as orientações médicas.
- Certifique-se de que o paciente esteja deitado ou em posição adequada
para a administração do medicamento.
- Observe atentamente o paciente após a administração de epinefrina
para avaliar a resposta ao tratamento.
- Informe o paciente ou cuidadores sobre a importância de buscar
atendimento médico imediato após a administração de epinefrina em
casos de anafilaxia.
- Em broncoespasmo severo, administrar subcutâneo.
- Prever e prover materiais para possíveis emergências.
- Estimular a hidratação.
38
Hidrocortisona (Anti-inflamatório Hormonal, Corticoide)
Vias de administração:
EV, IM e Tópico
Diluição:
Reconstituição: 100mg em 2 mL e 500mg em 4mL de água para injeção.
Diluição: 500 - 1000 mL SG 5%, SF ou SGF.
Concentração máxima: 60 mg/mL.
Dose até 100mg: diluir em SF 0,9% QSP 20mL e infusão em 02 minutos
Dose > 100mg até 500mg: diluir em SF 0,9% QSP 50mL e infusão de 15
a 30 minutos
Reações adversas:
As reações adversas da hidrocortisona podem variar de acordo com a
dose, a via de administração e a duração do tratamento, podendo incluir:
- Aumento do apetite e ganho de peso
- Insônia
- Irritabilidade
- Aumento da pressão arterial
- Aumento da susceptibilidade a infecções
- Fraqueza muscular
- Estrias cutâneas (quando usada topicamente por períodos prolongados)
-Sensação de ardência
-Prurido
-Irritação
-Secura
-Foliculite
-Hipertricose
-Erupção acneiforme
-Hipopigmentação 39
Estabilidade:
Pós-reconstituição: 24h a TA. Proteger da luz.
Pós diluição: 4h a TA.
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a hidrocortisona.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Para uso tópico, aplique a quantidade recomendada na área afetada da
pele e evite o uso prolongado para evitar efeitos colaterais.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais
- Informe o paciente sobre a importância de seguir o tratamento conforme
prescrito e os possíveis efeitos colaterais.
40
Furosemida (Diurético de Alça)
Vias de administração:
Oral (comprimidos ), Intramuscular (IM) ou intravenosa (IV) - Solução
injetável
Diluição:
Pode ser administrado sem diluição, ou diluir em SF, SG 5%, Ringer ou
Ringer lactato, em uma concentração de 1-2mg/mL
Concentração máxima: 10mg/mL.
Reações adversas:
As reações adversas da furosemida podem incluir:
- Desidratação
- Hipotensão (queda da pressão arterial)
- Desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia, hiponatremia)
- Tontura
- Cefaleia (dor de cabeça)
- Distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia)
- Fraqueza muscular
- Aumento dos níveis de glicose e colesterol no sangue (raramente)
41
Estabilidade:
Pós-diluição: 24 horas, sob refrigeração ou em temperatura ambiente,
protegido da luz.
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a furosemida.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas, efeitos colaterais e
mudanças nos níveis de eletrólitos.
- Instrua o paciente a manter uma ingestão adequada de líquidos e
eletrólitos durante o tratamento.
- Realize o balanço hídrico e pese o paciente internado.
- Atentar-se para os sinais vitais;
- Orientar alimentação rica em potássio.
42
Salbutamol (Broncodilatador (Beta-2 agonista seletivo))-(Injetável)
Vias de administração:
V, IM ou SC.
E
Diluição:
A concentração deverá ser reduzida em 50% antes da administração.
Deve ser diluído somente com água para injeção, SF0,9%, SGF, ou
SG5% - nenhum outro diluente é recomendado.
A diluição de salbutamol 250 mcg (0,5 ml) em 5 ml de água para
injetáveis (50 mcg/ml) é considerada adequada para injeção intravenosa
lenta. No entanto, se for utilizada a diluição de salbutamol 500 mcg em 1
ml (500 mcg/ml), a injeção pode ser facilitada se a diluição for feita com
água para injeção.
Administração
O conteúdo das ampolas de Aerolin injetável não deve ser injetado antes
da diluição. O medicamento não deve ser administrado na mesma
seringa nem infundido com qualquer outro medicamento. Aerolin injetável
só deve ser utilizado sob supervisão médica.
43
Reações adversas:
As reações adversas do salbutamol podem incluir:
- Tremores musculares
- Taquicardia (aumento da frequência cardíaca)
- Nervosismo ou ansiedade
- Cefaleia (dor de cabeça)
- Boca seca
- Hipocalemia (redução dos níveis de potássio no sangue)
Estabilidade:
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegido da
luz e da umidade. Qualquer preparação não utilizada de Aerolin injetável
deve ser descartada após 24 horas.
Cuidados de enfermagem:
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
especialmente em relação à frequência cardíaca.
Atenção especial:
Aerolin injetável não deve ser utilizado com medicamentos
betabloqueadores não seletivos, como o propranolol.
Do mesmo modo que outros agonistas beta2-adrenérgicos, pode induzir
alterações metabólicas reversíveis, como o aumento dos níveis de
glicose sanguínea. O paciente diabético pode ser incapaz de compensar
a hiperglicemia; além disso, conforme relatos, pode desenvolver
cetoacidose. A administração concomitante de corticosteroides pode
aumentar esse efeito.
44
A terapia com agonistas beta2-adrenérgicos pode resultar em
hipocalemia potencialmente grave, sobretudo após administração
parenteral ou por nebulização.
O aumento dos níveis de lactato pode causar dispneia e hiperventilação
compensatória, o que levaria a interpretações erradas de sinais de falha
terapêutica e conduziria o médico a intensificar indevidamente o
tratamento com agonistas beta2-adrenérgicos de curta duração.
Recomenda-se que o desenvolvimento de aumento do lactato sérico e,
consequentemente, da acidose metabólica seja monitorado.
Administração
Aerolin Spray
Inalação via oral.
Utilizar o inalador:
1. Remova a tampa do bocal apertando as laterais e verifique se o
interior e o exterior do bocal estão limpos. Agite bem o inalador.
2. Segure o inalador na posição vertical entre o dedo indicador e o
polegar (que deve ficar na base, abaixo do bocal). Expire lentamente até
expelir todo o ar dos pulmões.
3. Coloque o bocal do inalador entre os lábios (ou no espaçador),
apertando-os bem, mas sem morder. Em seguida comece a inspirar pela
boca e pressione firmemente o inalador entre o indicador e o polegar
para liberar o aerossol, inspirando regular e profundamente.
4. Enquanto prende a respiração, tire o inalador da boca. Continue a
prender a respiração por tanto tempo quanto for confortável
(aproximadamente 10 segundos são suficientes).
Aerolin solução para nebulização (5 mg/mL)
45
Inalação.
Utilizar nebulizador ou respirador.
Para administração intermitente: diluir para um volume final de 2 ou 2,5
mL usando SF 0,9%.
Para administração contínua: a solução final deve ficar com uma
concentração de 50 - 100 mcg de salbutamol por mL (1 - 2 mL da
solução em 100 mL de diluente). A velocidade de administração usual é
de 1 - 2 mg por hora.
Estabilidade:
Armazenamento: temperatura ambiente.
Após abertura: seguir as orientações do fabricante na embalagem do
produto.
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de
administrar o salbutamol.
- Instrua o paciente sobre como usar corretamente o aerossol inalador
(bombinha) ou a solução para nebulização.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
especialmente em relação à frequência cardíaca.
- Instrua o paciente a não exceder a dose prescrita e a não usar o
medicamento com mais frequência do que indicado.
46
Clorpromazina (Antipsicótico)
Vias de administração:
VO, IM e EV (off label).
Diluição:
SG 5%, SG 10% - 50mcg/mL (diluir em 100mL). SF - 50mcg/mL a
0,25mg/mL (diluir em 20 - 100mL).
Reações adversas:
As reações adversas da clorpromazina podem incluir:
- Sonolência ou sedação
- Boca seca
- Tontura
- Hipotensão (queda da pressão arterial)
- Ganho de peso
- Tremores
- Movimentos involuntários (discinesia)
- Efeitos sobre a função endócrina, como distúrbios menstruais e
disfunção erétil
Estabilidade:
24h após a diluição. Deve ser protegido da luz e calor excessivo.
47
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a clorpromazina.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
especialmente em relação a mudanças no estado mental e efeitos
extrapiramidais.
- Instrua o paciente a evitar o consumo de álcool e outros medicamentos
que possam interagir com a clorpromazina.
- Informe o paciente sobre a importância de aderir à terapia e os
possíveis efeitos colaterais.
48
Diazepam (Ansiolítico, Benzodiazepínico)
Vias de administração:
EV
Lento, 5mg/min.
Medicamento vesicante: seguir com os cuidados descritos na diretriz
para medicamentos vesicantes/irritantes não antineoplásicos.
VO
Pode ser administrado com ou sem alimentos.
Diluição:
Não é recomendado diluir. Se precisar diluir é compatível com SF, SG
5%, Ringer, RL por 4h numa concentração máxima de 0,25mg/mL, por 6-
8h numa concentração máxima de 0,125mg/mL e por 24h numa
concentração máxima de 0,1mg/mL. Não misturar nem diluir com outras
soluções parenterais.
Reações adversas:
-Sonolência ou sedação
-Tontura
-Fraqueza muscular
-Confusão
-Problemas de coordenação
-Boca seca
-Depressão respiratória (em altas doses)
-Dependência física e psicológica com uso prolongado
Estabilidade:
Uso imediato. Para tempo de administração após diluição ver item
diluição acima.
49
Cuidados de enfermagem:
50
Atropina (Anticolinérgico, Antídoto; Antiespasmódico)
Vias de administração:
or via EV rápido, sem diluição; via IM ou SC.
P
Reações adversas:
As reações adversas da atropina podem incluir:
- Boca seca
- Taquicardia (aumento da frequência cardíaca)
- Pupilas dilatadas (midríase)
- Visão embaçada
- Retenção urinária
- Confusão ou agitação
- Delírio
- Aumento da temperatura corporal
- Efeitos gastrointestinais (constipação, náuseas)
Estabilidade:
72 horas em TA.
Cuidados de enfermagem:
- Verifique a prescrição médica e a dosagem correta antes de administrar
a atropina.
- Administre o medicamento conforme a via e a frequência prescritas pelo
médico.
- Monitore o paciente quanto a reações adversas e efeitos colaterais,
especialmente em relação à frequência cardíaca e ao estado de
consciência.
- Puncionar acesso venoso seguro ou verificar a permeabilidade.
- Durante a infusão o paciente deve estar monitorado.
- Não utilizar a medicação durante a gestação e lactação
51
Clopidogrel (Antiagregante Plaquetário)
Vias de administração:
Deve ser administrada por via oral com água.
Reações adversas:
Estabilidade:
30 dias
Cuidados de enfermagem:
52
Ranitidina (Antagonista de histamina)
Vias de administração:
Oral: Pode ser administrado com ou sem alimentos, aguardar 30-60min
da administração de alimentos que causem azia em pacientes em uso de
medicamentos para prevenir azia. O comprimido deve ser administrado
com um copo de água. Xarope: Não deve ser misturado nem diluído com
nenhuma outra preparação líquida. Injetável: IM; EV direto: Administrar
durante 2 minutos; Infusão intravenosa intermitente: Administrar na
velocidade de 5 a 7mL/min (usualmente de 15 a 20min); Infusão
contínua: Administrar na velocidade de 4mL/min (correspondente a
50mg/20mL de dose), onde deve ser administrado ao longo de 5 minutos.
Diluição:
Injetável: EV direto: Diluir cada ampola em 20mL de SF ou SG 5%,
concentração máxima de 2,5mg/mL.
Infusão intravenosa intermitente: Diluir na concentração máxima de
0,5mg/ mL (cada ampola em até 100mL) de SF ou SG 5%.
Infusão contínua: Diluir cada ampola em 50mL (1mg/mL) ou 500mg em
250mL (2mg/mL) de SF ou SG 5%.
Reações adversas:
- As reações adversas comuns podem incluir dor de cabeça, tontura,
fadiga e diarreia.
- Efeitos colaterais menos frequentes incluem confusão, erupções
cutâneas, reações alérgicas e arritmias cardíacas.
- Em casos raros, pode ocorrer hepatite ou inflamação pancreática.
53
Estabilidade:
- A ranitidina é geralmente estável quando armazenada em temperatura
ambiente, longe da umidade e da luz direta.
Cuidados de enfermagem:
54
Ringer Lactato (Repositor eletrólitos)
Vias de administração:
IV
Reações adversas:
- As reações adversas comuns podem incluir dor de cabeça, tontura,
fadiga e diarreia.
- Efeitos colaterais menos frequentes incluem confusão, erupções
cutâneas, reações alérgicas e arritmias cardíacas.
- Em casos raros, pode ocorrer hepatite ou inflamação pancreática.
Estabilidade:
Geralmente estável quando armazenada em temperatura ambiente,
longe da umidade e da luz direta.
Cuidados de enfermagem:
55
Cloridrato de Lidocaína ( Anestésico Local, Anestésico Local
Tópico)
Vias de administração:
Uso local tópico
Uretral
Diluição:
Não Diluir
Reações adversas:
sistêmicas: são raras, mas podem ocorrer elevação de níveis
plasmáticos.
SNC: nervosismo, tontura, convulsões, inconsciência e, possivelmente,
parada respiratória.
Estabilidade:
- Usar apenas uma vez (gel, bisnaga)
Cuidados de enfermagem:
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas
ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente
as incomuns ou intoleráveis, o medico deverá ser consultado.
Monitorar local da aplicação devido risco de eritema e erupção cutânea.
Observar sinais de alergia e sangramento.
Monitorar SSVV, principalmente FC, devido risco de contato com vasos
sanguíneos.
56
Prednisona (Anti-inflamatório Hormonal, Corticoide)
Vias de administração:
Oral, administrar após o desjejum para redução do desconforto gástrico.
Reações adversas:
-Reações adversas comuns incluem aumento do apetite, ganho de peso,
insônia e alterações de humor.
- Efeitos colaterais mais graves podem incluir supressão do sistema
imunológico, aumento da pressão arterial, aumento dos níveis de açúcar
no sangue, osteoporose e úlceras no estômago.
- Reações alérgicas, como erupções cutâneas e inchaço, podem ocorrer,
embora raramente.
Estabilidade:
- Geralmente estável quando armazenada em temperatura ambiente,
longe da umidade e da luz direta.
Cuidados de enfermagem:
57
- Eduque o paciente sobre a importância de tomar a medicação
exatamente como prescrito e de não interromper o tratamento
abruptamente.
- Acompanhe possíveis efeitos colaterais, como alterações de humor, e
informe ao médico se houver preocupações.
- Pode ser necessário monitorar os níveis de potássio no sangue,
especialmente em pacientes que tomam doses elevadas.
58
Fentanil Injetável (Analgésico Opioide)
Vias de administração:
Pode ser administrado por via intravenosa lenta, infusão Intravenosa, IM
ou espinhal (ver dose adulto).
Preparo / Diluição
Se necessário, a fentanila pode ser diluída em solução fisiológica 0,9% e
solução de glicose 5%.
Reações adversas:
- As reações adversas comuns incluem sonolência, tontura, náuseas e
vômitos.
- Efeitos colaterais graves podem incluir depressão respiratória,
batimentos cardíacos lentos, pressão arterial baixa e reações alérgicas.
- Em casos raros, pode ocorrer rigidez muscular, confusão ou
alucinações
Estabilidade:
- 24h em temperatura ambiente após o preparo
Cuidados de enfermagem:
- Monitore os sinais vitais do paciente, incluindo a frequência respiratória,
pressão arterial e batimentos cardíacos.
- Observe atentamente os efeitos do medicamento no paciente,
especialmente a depressão respiratória.
59
Fenitoína (Anticonvulsivante )
Vias de administração:
VO, IM e EV.
As aplicações EV devem ter intervalo de pelo menos 15min, o tempo de
administração deve ser lento (50mg/min ou 20mg/mL para pacientes mais
sensíveis a fenitoína).
Medicamento vesicante: seguir com os cuidados descritos na diretriz para
medicamentos vesicantes/irritantes não antineoplásicos.
Preparo / Diluição
CVC: Puro, devido à baixa solubilidade.
AVP: Diluir para concentração final de 5mg/mL e verificar se há formação
de precipitado. Deve-se filtrar a solução resultante da diluição, utilizando
filtro 0,22 micras no equipo.10 Recomenda-se diluir devido ao potencial
irritante e prevenção de reações adversas (arritmia cardíaca).
Reações adversas:
As reações adversas comuns incluem sonolência, tontura, tremores e
nistagmo (movimentos involuntários dos olhos).
- Efeitos colaterais graves podem incluir rash cutâneo, problemas no
fígado, supressão da medula óssea, efeitos no sistema cardiovascular e
risco aumentado de osteoporose.
- Em casos raros, a fenitoína pode causar reações alérgicas graves, como
a síndrome de Stevens-Johnson.
60
Estabilidade:
- Imediata. Terminar a infusão em no máximo 4 horas.
Cuidados de enfermagem:
- Monitore o hemograma, perfil metabólico abrangendo a função hepática.
-EV: Recomenda-se monitoramento cardíaco e contínuo e observação
durante a administração.
-A pressão arterial e pulso devem ser minitorados a cada 15 minutos por 1
horas após a administração.
61
Midazolan (Hipnótico, Sedativo)
Vias de administração:
EV, IM profunda ou retal (em crianças). A administração EV deve ser feita
lentamente, a uma velocidade de aproximadamente 1mg em 30 segundos.
Dormire solução oral: Não deve ser ingerida com sucos de frutas cítricas.1
Dormonid oral: Deve ser administrado à noite, antes de deitar, com um
pouco de água. A administração junto com alimentos retarda a absorção
do dormonid.
Preparo / Diluição
Diluição/Concentração Máxima
O Midazolam pode ser diluído em SF 0,9%, SG 5%, SG 10% ou Solução
de Ringer.
EV
Infusão: A diluição pode ser feita em uma proporção de 15mg de
midazolam em 100-1.000mL de solução de infusão;
Injeção: Injeções EV lentas administradas em 2-5 minutos a uma
concentração de 1-5mg/mL (máx concentração: 5mg/mL);
Pacientes em ventilação mecânica - Qualidoc: Bolus de 2-5mg a cada 5
minutos até o controle da agitação aguda, Evitar seu uso em infusão
contínua. Caso seja a única opção disponível, sugere-se a seguinte
diluição: Midazolan = 50mL (250mg) em SG 5% qsp 250mL (1mg/mL).
Deve-se manter a menor dose possível, entre 0,04 e 0,2mg/kg/h.
IM: Concentração máxima de 1mg/mL.
Retal: Administração retal é realizada por meio de um aplicador plástico
fixado ao final da seringa. Se o volume a ser administrado for muito
pequeno, pode-se adicionar água a um volume total de 10mL.
62
Reações adversas:
- As reações adversas comuns incluem sonolência, tontura e confusão
temporária após a administração.
- Efeitos colaterais mais graves podem incluir depressão respiratória,
diminuição da pressão arterial, amnésia anterógrada (perda de memória
após a administração) e reações alérgicas.
- Pode ocorrer dor no local da injeção, especialmente se administrado
intravenosamente.
Estabilidade:
(Injetável) A solução diluída tem estabilidade de 24h em temperatura
ambiente.
Cuidados de enfermagem:
- Monitore os sinais vitais do paciente, especialmente a frequência
respiratória e a pressão arterial.
- Esteja atento a possíveis efeitos colaterais, como sonolência excessiva
ou confusão.
- Se administrado intravenosamente, observe o local de injeção quanto a
possíveis sinais de irritação.
- Mantenha um ambiente seguro para o paciente após a administração,
devido aos possíveis efeitos sedativos.
63
Fenobarbital (Anticonvulsivante )
Vias de administração:
VO: As gotas devem ser diluídas em água.
IM: a injeção intramuscular deve ser aplicada em local de massa muscular
larga e injetar menos de 5mL em cada lado.
EV: tempo de infusão lento em crianças máx. 30mg/min e adultos máx.
60mg/min.
Preparo / Diluição
30-130mg/mL SF, SG 5% e SG 10%.
Reações adversas:
As reações adversas comuns incluem comportamento anormal com
agitação e agressividade,
-
Estabilidade:
- 48h pela RDC 67/2007, protegido da luz. 24h TA em SF a 0,32mg/mL (1
ampola em 623mL de SF). 24h TA em SG 5% e SG 10% a 0,32mg/mL
Cuidados de enfermagem:
- As reações adversas comuns incluem sonolência, tontura, confusão e
coordenação prejudicada.
- Efeitos colaterais graves podem incluir depressão respiratória, batimentos
cardíacos lentos, erupções cutâneas e reações alérgicas.
- Em casos raros, o fenobarbital pode causar agranulocitose (queda
acentuada de glóbulos brancos) ou outras reações graves.
64
Haloperidol (Neuroléptico)
Vias de administração:
O, IM
V
Preparo / Diluição
SG 5% 1-3mg/mL ou SF 0,5-0,75mg/mL.
Reações adversas:
- As reações adversas comuns podem incluir sonolência, boca seca,
constipação e ganho de peso.
- Efeitos colaterais mais graves podem incluir movimentos involuntários
(discinesia tardia), síndrome neuroléptica maligna (SNM) com hipertermia
e rigidez muscular, bem como alterações na pressão arterial e no ritmo
cardíaco.
- Reações alérgicas, como erupções cutâneas graves, também são
possíveis.
Estabilidade:
-7 dias até 21ºC
Cuidados de enfermagem:
-VO: a medicação deve ser administrada sem diluir, mas, conforme
necessário dilua em, pelo menos 60 ml de líquido (exceto café ou chá).
Deve ser administrada com alimentos ou com um copo cheio de água ou
leite para minimizar a irritação GI.
-IM: injete lentamente em músculo bem desenvolvido, não exceda 3 ml em
cada local de aplicação. A droga pode apresentar cor amarela suave, o
que não indica alteração de sua potência.
65
--IV direta: a droga pode ser administrada não diluída para o rápido
-controle de psicoses agudas ou delírios. Intermitente: dilua em 30 - 50 ml
de soro glicosado 5%, infunda além de 30 minutos.
.
66
Manitol (Diurético osmótico, Laxante Osmótico)
Vias de administração:
EV
Reações adversas:
- As reações adversas comuns podem incluir náuseas, vômitos, dor de
cabeça e desequilíbrios eletrolíticos.
- Efeitos colaterais mais graves podem incluir desidratação, hipotensão,
dificuldade respiratória e reações alérgicas.
- Pode ocorrer sobrecarga de fluidos, especialmente em pacientes com
doença cardíaca congestiva.
Estabilidade:
- O manitol é estável quando armazenado em temperatura ambiente,
protegido da luz direta e da umidade.
Cuidados de enfermagem:
- Monitore os sinais vitais, especialmente a pressão arterial, ritmo cardíaco
e respiração, devido às possíveis mudanças na hidratação.
- Esteja atento aos sinais de sobrecarga de fluidos, como inchaço ou
ganho rápido de peso.
- Observe qualquer sinal de reação alérgica e esteja preparado para
interromper a administração.
67
Para o aquecimento em micro-ondas com potência 100% é recomendado
que a bolsa esteja intacta e seja aquecida por 60 a 75 segundos, com o
objetivo de atingir a temperatura de 60 – 80°C. Em seguida realizar
agitação vigorosa de no mínimo 90 segundos. É importante ter cuidados
de higiene com o micro-ondas e que este não seja compartilhado para uso
com alimentos. Resfriar a bolsa com a solução de Manitol 20% à
temperatura ambiente ou temperatura corporal, inspecionar a solução
novamente para verificação de presença de cristais antes de utilizar e usar
imediatamente a solução após o resfriamento. Administrar usando equipo
com filtro.
68
Você consegue distinguir todas as
formas de
administrar tipos de injeções?
Há quatro métodos principais para realizar injeções, cada um com sua
inclinação correta durante a aplicação e destinado a alcançar uma área
específica da pele ou músculo. Vejamos quais são:
69
Bibliografia
71