Tuberculose
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Tuberculose
➵ Tosse seca > 3 semanas
➵ Infecção de VA causado por uma micobacteria → M. tuberculosis ou bacilo de Koch (BK)
➵ Transmissão por aerossóis
➵ Jovens tendem a ter sintomas mais pronunciados
➵ Estreitamente associado com à pobreza, desnutrição, aglomerações, falta de saneamento
básico, moradia precária e cuidados de saúde inadequados
Micobacteria
bacilo álcool ácido resistente (BAAR), aeróbio, com parede celular rica em lipídios, o que
lhe confere baixa permeabilidade, reduz a efetividade da maioria dos antibióticos e facilita
sua sobrevida nos macrófagos
Semelhantes as gram +.
Tuberculose 1
São intracelular facultativa:
Cavernas pulmonares → destruição da parede pulmonar
Granulomas
Macrófagos
❈ Complexo M. tuberculosis – são 7:
• M. tuberculosis;
• M. africanum
• M. bovis – Bacilo de Calmette-Guérin (vacina BCG) → forma ganglionar e extrapulmonares
Mais comum em locais que consomem leite e derivados não pasteurizados, áreas rurais
profissionais do campo
• M. pinnipedii;
• M. canetti;
• M. microti;
• M. capra.
💡 TB → Principal causa de morte em pct soro+ no mundo
💡 Paciente bacilífero → forma pulmonar ou laríngea com baciloscopia + →
transmissão por aerossóis → isolamento
Transmissão
❈ Via aérea: pessoa com TB pulmonar ou laríngea (caso fonte) elimina bacilos no ambiente por
exalação de aerossóis oriundos da tosse, fala ou espirros.
O risco de infecção depende de fatores exógenos:
Infectividade do caso-fonte
duração do contato
Tuberculose 2
tipo de ambiente partilhado
❈ Pessoas com cultura de escarro - e as com TB exclusivamente extrapulmonar são desprovidas
de infectividade
Crianças com TB pulmonar geralmente tem baciloscopia -
Curso clinico e fisiopato da TB
Formas de TB Pulmonar/Miliar
⁕ TB Primária: ocorre logo após a infecção
Comum em cças e imunossuprimidos
Forma grave mas com baixa transmissão
⁕ TB Pós primária (secundária): reativação
Os bacilos podem permanecer latentes (ILTB) por mtos anos, até que ocorra a reativação
⁕ Reinfecção: nova exposição
Tuberculose 3
OBS: Os sintomas (tosse persistente seca u produtiva, febre vespertina, sudorese e
emagrecimento podem ocorrer nas 3 apresentações.
💡 Em população de risco, toda e qlq tosse deve ser investigado TB (sem citério de
temporalidade específico)
Cuidar com pcts FR → pensar nos sintomas não clássicos ou qlq outra queixa
Sintomas
• Febre vespertina;
• Perda ponderal (sd consumptiva)
• Sudorese noturna;
• Escarro hemoptoico;
• Tosse seca ou produtiva, com ou sem sangue
→ Ausculta: geralmente tem crepitações em ápice ou terço médio (pelas maiores pressões de
O2 e a micobactérias são aeróbias)
Sintomas não clássico:
• Síndromes abdominais agudas (inflamatórias, obstrutivas e perfurativas);
•
Sinais neurológico focal; Amaurose;
•
Linfonodopatias; Hepatoesplenomegalia; Escrofuloderma;
• Lesão pustulosa;
Espondilodiscite; Implante peritoneal; Dor crônica;
• Uveíte; Síndrome confusional; Síndrome medular; Mielite transversa;
• Síndromes compressivas;
Febre de origem indeterminada;
• Osteomielite; Convulsão.
Diagnóstico
Tuberculose 4
Pct com suspeita de TB na prática → Rx de tórax + prova de escarro de
BAAR (2 amostras) + cultura com TSA + TRM-TB
Sempre se solicita os 3 testes
TRM tem sensibilidade afetada por pct não bacilifero (30% de falso -)
Não não deve ser usado para dx nos casos de retratamento (reingresso após abandono e
recidivas)
Fluxograma
Baciloscopia + e TRM - → pensar em Micobactérias não tuberculosas ou nocárdia
Tuberculose 5
No fluxograma do MS → iniciar tto para TB mas se atentar para as outras não
tuberculosas → avaliar a cultura
Acredite na TB apesar dos exames confirmatórios → posso ter tudo - e ainda ser positivo
Logo, posso iniciar tto por critério clínico-epidemiológico ou clínico-radiológicos → tem dx
confimatório após melhora clínica
Amostras recomendadas para realização do TRM-TB (pulmão, líquor e gânglios)
• Todas formas pulmonares: Escarro; Escarro induzido; Lavado broncoalveolar
• Na criança : lavado gástrico
• Outros tecidos: Líquor ou Gânglios linfáticos e outros tecidos
Achados radiológicos na TB
❈ Achados típicos
Atelectasias em ápices
Mais comum → cavernas com paredes espessadas
Vidro fosco perilesional (ao redor das cavernas)
Cavitações com paredes espessadas
TB Primária: foco primário (nódulo de Ghon); complexo de Ranke (nódulo de Ghon +
linfonodomegalias hilares)
Tuberculose 6
❈ Achados atípicos
Micronódulos em árvore em brotamento
Disseminação endobrônquica extensa
Consolidações broncogênicas e granulomas
TB miliar→ micronódulos difusos, bilateralmente (1a foto) → disseminação hematogênica
se estiver próxima a pleura
Geralmente rx sem cavernas
+ forma disseminada de TB (extrapulmonar)
TB Pleural
Dor pleurítica
Tuberculose 7
Tosse seca
Febre vespertina
Astenia e perda ponderal
Diagnostico
Rx de tórax → derrame pleural
Análise do líquido pleural
Exsudato com predomínio de linfócitos
ADA aumentado
BARR e cultura de baixo rendimento
Cultura para TB por escarro → + em até 50% dos pcts
Bx de fragmento pleural
TB Ganglionar
Aumento subagudo, indolor e assimétrico das cadeias ganglionares cervicais anterior e
posterior, além da supraclavicular.
Diagnóstico
Aspirado por agulha e/ou ressecção ganglionar
BAAR, Cultura e TRM-TB
Bx → granuloma com necrose caseosa
Investigação HIV
Antes de iniciar tto → TR HIV → se + → encaminhar para SAE + iniciar tto TB e após iniciar
TARV
Tuberculose 8
Tratamento da TB
Fase intensiva: 2 meses de RHZE, sempre (todas as formas) →
Rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol
Fase de manutenção: 4 meses de RH → rifampicina e isoniazida
TB óssea e MeningoTB estendemos até 10 meses
A depender do peso:
• < 35 kg → 2 cps • 35-50 kg → 3 cps;
• 50-70 kg → 4 cps; • > 70 kg → 5 cps.
Tuberculose 9
*Em gestantes → associar piridoxina 50mg
Populações diferentes de bacilos (onde eles estão)
RI serve para todos
Quando internar?
• TB meningoencefálica;
• Intolerância aos medicamentos antiTB incontrolável em ambulatório;
• Estado geral que não permita tratamento ambulatorial;
• Intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas relacionadas ou não à TB que necessitem de tratamento
e/ou procedimento em unidade hospitalar;
• Situação de vulnerabilidade social:
→ Ausência de residência fixa;
→ Grupos com maior possibilidade de abandono de tratamento, especialmente em casos de
retratamento, falência ou mutirresistência;
Seguimento
Tuberculose 10
Consultas
TDO → Tratamento diretamente observado 5x na semana
Se suspeita de resistência → solicitar cultura
Consulta mensal
Todo pct com TB + → fazer teste HIV
Baciloscopia de controle e avaliar adesão sempre
Rx de tórax apenas no dx, 2o mês e no 6o mês
Exames labs iniciais → dx e 1o mês → avaliar hepatotoxicidade (glicemia, função renal e
função hepática)>
EAs
Evitar uso de IBPs
Urina avermelhada → rifampicina
Neuropatia periférica, suor e febre
Lembrar da reposição de piridoxina (pela isoniazida)
Não se usa etambutol p cça pelo risco de neurite óptica
RIPE e hepatotoxicidade
Pct tem sintomas de EAs + Transaminases ≥ 3x a referencia →
Hepatotoxicidade
Tuberculose 11
Pc sem sintomas mas transaminases > 5x a referencia →
Hepatotoxicidade
Pode acontecer geralmente 15 a 6 após inicio de RIPE, mas pode ter em qlq momento
→ Suspender RIPE
Drogas associadas a hepatotox
Piranzinamida > Isoniazida > Rifampicina
Qdo for reintroduzir, ir pela ordem contraria de hepatotox
RE → H → P
A partir de qnd posso reintroduzir
Aguardar normalização das transaminases (q elas caiam de 2 a 3x o limite superior
da normalidade) → max 4 semanas
Se não acontecer em até 4 semanas → Pct não vai tolerar RIPE → Capre/amicacina
+ E + Levofloxacino
Avaliação de contatos
Tuberculose 12
TB Latente (ILTB)
Pcts assintomáticos, não transmitem a doença
Maior risco de adoecimento nos primeiros 2 anos após a primoinfecção
PT ≥ 5mm
Bacilos intramacrofagicos viáveis (dentro dos macrófagos a TB nao prolifera mas pode existir
em viabilidade) → condição imunossupressora → reativação da TB
Risco de reativar
HIV +
Usuários de anti-TNF
Corticoesteróides (> 15 mg de pred, em mais de 30 dias)
Contactantes domiciliares (mesmo sem imunossupressão, pela alta carga de bacilos que
estão expostas
Como investigar?
• IGRA e PPD: indicam apenas o contato prévio;
PPD
Valores de corte:
Tuberculose 13
❈ Contactante domiciliar
→ se ≥ 5 mm: tratar
→ se < 5 mm, repetir o teste em 6 a 8 semanas. Para ser positivo, é preciso aumentar 10 mm
em relação ao primeiro teste PPD.
Tratar sem prova tuberculínica ou igra. Quem?
➵ PVHIV que sejam contactantes domiciliares de bacilífero → Única situação em que
retratamos ILTB, mesmo se já tiver tratado previamente ou tido TB doença tratada.
➵ PVHIV com CD4 ≤ 350 células
➵ PVHIV com rx tórax com cicatriz radiológica de TB
Possíveis alterações do PPD (até 20% dos pcts podem sem falso-)
➵ Falso-positivos: vacinação BCG recente; infecção por micobactéria não tuberculosa.
➵ Falso-negativos: tuberculose grave ou disseminada; imunodepressão avançada (AIDS,
uso de corticosteróides, outros imunossupressores e quimioterápicos); neoplasias,
especialmente as de cabeça e pescoço e as doenças linfoproliferativas; desnutrição, diabetes
mellitus, insuficiência renal e outras condições metabólicas; idosos (> 65 anos) → FAZER
IGRA
IGRA
Mede produção de IFN mediante estimulação com antígenos de TB; células anteriormente
sensibilizadas com os antígenos da tuberculose produzem altos níveis de interferon-gama.
• Preferível em situação de imunossupressão.
Se positivo → tto independe do PPD
TTO TB Latente
Rifapentina + Isoniazida semanal, por 12 a 15 semanas
Tuberculose 14
CI na gestação
Abandono: perda de 3 doses consecutivas
Outras opções
Isoniazida semanas por 9 meses
Rifampicina diária por 4 a 6 meses
ILTB - situações especiais
Gestantes → tto após parto
Gestante HIV+ → tto após 3o mês de gestação
Tuberculose 15